Pradarias e estepes



O termo pradaria ou campo engloba ambientes abertos que diferem muito um com o outro: as estepes da Sibéria ocidental, as grandes planícies da América do Norte, as savanas da Índia e da África, os pampas da América do Sul, os cerrados do Brasil, e mesmo áreas florestadas que foram derrubadas para agricultura ou pastoreio.
Até a primeira metade do século 19, os bisões foram os verdadeiros dominadores das pradarias americanas. Eram a caça favorita dos índios e muitas tribos dependiam desses animais para se alimentar, vestir e abrigar. Após uma caça impiedosa movida por caçadores profissionais e amadores, em poucas dezenas de anos, os bisões estavam praticamente exterminados. Tal chacina favoreceu o homem branco de 2 maneiras: destruindo a economia dos índios e aumentando os espaços para a agricultura. Pradarias, estepes e pampas são denominações para tipos de planície e que apresentam cobertura vegetal herbácea. Como as ervas têm vida muito mais curta que as árvores, a acumulação de vegetais mortos no solo é muito mais rápida que nas florestas. De um modo geral, pradarias tem 5 a 10 vezes mais quantidade de humus que uma floresta, fazendo com que seu solo seja o mais fértil do mundo. Formam-se em regiões onde a chuva é suficiente para o crescimento de ervas, capazes de resistir a secas prolongadas. Localizam-se preferencialmente na faixa temperada menos quente e faixa subtropical. A savana africana, que está incluída na 2ª categoria, é um ervaçal com árvores esparsas ou agrupadas em pequenas manchas nas zonas de maior umidade. Neste ambiente vivem um grande número de herbívoros, caçados por um número menor de carnívoros. O espaço é aberto, com vegetação baixa, árvores escassas e sem bosques. Não é por acaso que quase todos os herbívoros das pradarias são corredores velozes e resistentes, sua salvação depende de uma rápida fuga. Um grande número de animais recorre as escavações, como a toupeira e o cão das pradarias, que não tem nada de cachorro, trata-se de um roedor. A exploração irracional desse ambiente pode transformá-lo num deserto. Foram métodos predatórios de cultivo os responsáveis pela transformação de grande parte da pradaria norte-americana, que estendia do Oklahoma ao Texas, num árido deserto. Fenômeno parecido está ocorrendo nos pampas do Rio Grande do Sul. Na savana africana, quem não é veloz, morre. Para um gnu, a velocidade é decisiva, pois se ele for menos veloz que uma leoa, terá um fim trágico. Na luta pela sobrevivência, os mais fracos e menos velozes são eliminados. De uma bactéria a uma baleia, todos os seres são dotados de instrumentos que os torna aptos a sobreviver nos ambientes em que vivem, sendo portanto adequados aos fatores ecológicos aos quais cada organismo é submetido: dimensões, força muscular, cor do corpo. presas, garras, couraças, espinhos, vevenos e etc. Entre as adaptaçãoes fisiológicas, temos: velocidade, agilidade, capacidade auditiva, olfativa, visual, resistência a jejum e falta d’água, mudanças de temperatura e escassez de oxigênio. Não existem velocistas nas florestas e nos bosques ou onde o terreno é intransitável e acidentado. Nos ambientes abertos, o elefante, o rinoceronte, o hipopótamo quase nunca correm e as girafas raramente: suas dimensões, a força muscular, os instrumentos de defesa lhe permitem não precisar correr. A fuga é o sistema mais óbvio e simples de defesa, mas é também o que provoca o maior dispêndio de energia, por isso, os animais só recorrem a ela quando não podem agir de outra maneira.

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