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Autodidata - ☻Mega Arquivo - Início em Março de 1988

5699 – Paleontologia – Um picolé pré-histórico


Um secador de cabelo aqueceu os pelos de um mamute, um animal pré-histórico extinto há 5 mil anos.
Um explorador do Museu de História Natural de Roterdã descobriu em uma caverna gelada na Sibéria um mamute congelado e 20 secadores de cabelo permaneceram ligados por 10 dias para descongelar lentamente o elefante pré-histórico. Assim não haveria risco do calor excessivo arruinar em horas o corpo que o frio ártico preservou por longos 20.280 anos. Os mamutes antes encontrados todos apodreceram. Tal animal foi arrancado do chão gelado e depois transportado por helicóptero. Pela 1ª vez foi possível estudar os tecidos moles de uma animal pré-histórico e não apenas os ossos. O sistema digestivo pode revelar a dieta deles e a comparação com a dos elefantes de hoje deve dar respostas sobre a evolução da espécie.

5698 – Maconha prejudica os glóbulos


Esta demonstrado que pessoas que fumam maconha adoecem com maior freqüência. Suspeitava-se que isso acontece porque a maconha afetaria o sistema imunológico. Agora, os cientistas americanos parecem ter encontrado um indicio que essa hipótese está correta: a substancia ativa da maconha, chamada tetrahidrocanabinol (THC), altera o processo de maturação dos glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. Na presença do THC, os glóbulos brancos em formação passam a sintetizar certas proteínas que não lhe são características. Os cientistas supõem que essa síntese enfraquece os glóbulos, deixando-os sem condições de cumprir plenamente sua tarefa.

5697 – Como se consegue anular a gravidade terrestre, em laboratórios da NASA?


Como uma massa compacta, com formato esférico. Essa é a posição mais cômoda para o líquido, na qual ele se encontra em equilíbrio, ocupando o menos espaço possível. “O fenômeno é devido a uma propriedade específica dos líquidos chamada tensão superficial”. Explica um físico da Universidade de São Paulo. Eles se comportam como se fossem envoltos por uma membrana elástica que lhes permite variar sua forma mantendo mínima a superfície externa de separação com o meio em que se encontram. A tensão superficial depende da força que mantém as moléculas unidas, Enquanto as moléculas internas são sujeitas a uma força que age em qualquer direção, as externas de separação sofrem uma ação de repuxo para o interior e formam uma camada que tende a se contrair, envolvendo o líquido e impedindo que as moléculas mais internas se dispersem.

5696 – Por que a Torre de Pisa é inclinada?


Projetada para abrigar o sino da catedral de Pisa, na Itália, a torre começou a ser construída em 1174. Quando três dos seus oito andares estavam prontos, notou-se uma ligeira inclinação, devido a um afundamento no terreno e ao assentamento irregular das fundações. Tentou-se compensar a inclinação fazendo os outros andares um pouco maiores no lado mais baixo. Mas a estrutura afundou ainda mais, por causa do excesso de peso. A torre acabou de ser erguida, ainda inclinada, na segunda metade do século XIV, com 56 metros de altura. Hoje sua inclinação chega a 5,2 metros.

5695 – Casal Curie – Até depois da morte…


O casal Pierre e Marie Curie foi um extraordinário exemplo de fidelidade conjugal e científica. Eles trabalharam juntos, anos a fio, pesquisando a radiatividade e em 1903 receberam juntos o prêmio nobel de física. Essa fidelidade continuou mesmo depois da morte de Pierre, em 1960, atropelado por uma carruagem. Marie assumiu sua catédra de física na Sorbonne e começou a primeira aula exatamente no ponto em que ele interrompera a última, momentos antes do acidente fatal: “Quando consideramos os progressos feitos pelas teorias da eletricidade…”

5694 – Como foi calculada a velocidade da luz?


Até 1676, acreditava-se que a luz era instantânea. Naquele ano, o astrônomo dinamarquês Ole Roemer observou no telescópio que, em comparação com seus cálculos, havia um atraso de 22 minutos nos eclipses das luas de Júpiter. Roemer concluiu que o atraso correspondia ao tempo que a luz dos satélites levava para alcançar a Terra à velocidade que estimou em 225 000 quilômetros por segundo. Mas o valor correto – 299 792 Km/s – seria determinado apenas em 1926 pelo físico alemão Albert Michelson. Para chegar a esse número, Michelson aperfeiçoou durante 25 anos o interferômetro, um aparelho que mede em espelhos fixos o desvio da luz refletida por espelhos rotativos.

5693 – Sabão contra a esquitossomose


Um sabão feito a partir de óleo da árvore sucupira- branca pode ser a mais nova arma a esquistossomose, uma doença típica de regiões ribeirinhas que, entre outros sintomas, faz inchar o fígado e o baço. Todo ano, cerca de 200 mil brasileiros são contaminados pela esquistossomose. A espuma do sabão mata a cercaria, larva do caramujo que transmite a doença, e dá proteção por 24 horas. ” Seu uso não vai acabar com a esquistossomose, mas ajudará a diminuir bastante o número de casos” prevê um professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, criador do produto.
Testado com sucesso em ratos pela equipe do pesquisador Naftale Katz, da Fundação Oswaldo Cruz, em Belo Horizonte, em breve o sabão será experimentado em macacos. Na verdade, desde a década de 60 se sabia que uma substância extraída do óleo da semente da sucupira-branca ataca a cercaria. O próprio David dos Santos Filho e seus colegas Walter Morz e Benjamin Gilbert verificaram esse efeito nos laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde trabalhavem. Mas só recentemente as pesquisas foram retomadas para valer: o resultado é o sabão que, mesmo não lavando mais branco, será com certeza um banho de saúde.

5692 – Biologia – As Origens da Vida


Explosão molecular

Um punhado de terra de jardim contém bilhões de microorganismos de formas elegantes, ativamente ocupados com suas complexas microatividades. Do gélido topo do monte Everest até os tórridos efluentes que jorram do interior da Terra ao chão dos oceanos, existem por toda a parte formas de vida refinadamente adaptadas às suas peculiares circunstâncias.
Há seres que deslizam, rastejam, flutuam, planam, nadam, escavam, caminham, galopam ou apenas ficam imóveis e crescem verticalmente durante séculos. Alguns pesam 100 toneladas, mais a maioria é menor que um bilionésimo de grama. Há organismos capazes de enxergar sob luz infravermelha ou ultravioleta; e há seres cegos que percebem o ambiente envolvendo-se num campo elétrico. Alguns armazenam luz solar e ar; alguns são plácidos comedores de pastagens; outros caçam sua presa com garras, dentes e venenos neurológicos. Alguns vivem uma hora e, alguns, um milênio.
Mesmo os micróbios estão longe de ser estúpidos: são capazes de aprender com a experiência. E os humanos, no momento, a forma de vida dominante, penetraram as mais remotas regiões do planeta, refizeram sua superfície e até, hesitantemente, saíram em direção ao espaço. De onde veio essa gloriosa profusão de vida? Quando se examina de perto as superfícies de mundos vizinhos, como a Lua e Marte, não se encontra nenhuma prova de existência sequer da mais modesta forma de vida. Claramente, a vida não é algo inevitável em qualquer mundo. Como começou? E quando?
Houve tempo em que os gigantescos bichos- preguiças mascavam as copas das árvores na América do Sul. Houve tempo em que répteis temíveis caminhavam nas praias de um grande mar interior no que é hoje a parte oeste dos Estados Unidos. Houve tempo em que a única vida animal em terra eram insetos e vermes.
E houve um tempo ainda antes disso, um tempo que abarca a grosso da existência do planeta -, quando não havia criaturas grandes o suficiente para serem vistas, quando tudo que era vivo era um microorganismo. É preciso realmente ir muito para trás, até 4 bilhões de anos no passado, antes de achar uma época em que não havia microorganismos. Mas essa é quase a época de formação da própria Terra.
Os mais antigos sinais de vida no planeta encontram-se em rochas cuja idade varia entre 3,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos. Não é fácil achar tais sinais e a maioria das descobertas ocorreram apenas nos últimos vinte anos. É possível que se venha a descobrir pistas e vestígios de micróbios ainda mais velhos. Os achados até agora parecem ter pertencido a microorganismos bem desenvolvidos, provavelmente avançados demais para terem sido os primeiros seres vivos.
A vida deve ter-se originado ainda antes. Mas a Terra tem apenas 4,6 bilhões de anos e em sua primitiva história aquecida por dentro e bombardeada por fora, apresentava um ambiente inapropriado para as franzinas e delicadas manifestações de vida. Isso deixa apenas um pequeno intervalo de tempo, algumas centenas de milhões de anos no máximo, para que a vida tenha surgido na primitiva Terra.
É notável que, até onde vai nossa compreensão, cada organismo na Terra baseia-se nas mesmas poucas moléculas orgânicas, das quais duas se destacam. Seus nomes já pertencem à linguagem cotidiana: quase todos ouvimos falar delas. Chamam-se proteínas e ácidos nucléicos.
As proteínas controlam a química e a arquitetura de cada célula. Toda enzima é uma proteína. Elas determinam o ritmo segundo o qual outras moléculas interagem. Elas guiam o metabolismo. Os ácidos nucléicos são as moléculas-mestras da vida. Com apenas umas poucas possíveis exceções, contém toda informação hereditária, todo conhecimento sobre como um organismo deve produzir uma nova geração do mesmo tipo de seus pais. Os ácidos nucléicos determinam quais proteínas devem ser feitas e quando. Também possuem a assombrosa – propriedade de fazer cópias idênticas de si mesmos a partir de blocos de construção moleculares cuja síntese haviam dirigido. São as eminências pardas moleculares por trás da vida na Terra.
O Universo consiste na maior parte de átomos de hidrogênio e hélio. Acrescentando-se carbono, nitrogênio e oxigênio, tem-se 99 por cento da massa do Universo. O Sol, Júpiter e os outros planetas gigantes, as estrelas, as galáxias, até o gás e a poeira no espaço entre as estrelas, são feitos principalmente de desses átomos. A Terra, por outro lado, compõe-se basicamente de silício, oxigênio,alumínio e ferro. Isso quer dizer que nosso planeta e os outros pequenos mundos que compreendem o interior do sistema solar são anomalias cósmicas. Apesar disso, os cientistas possuem provas excelentes de que a Terra se formou da mesma enorme nuvem giratória de gás e poeira da qual emergiram o Sol, rico em hidrogênio, Júpiter e o resto do sistema solar.
Assim, se quisermos entender a origem das proteínas e ácidos nucléicos, não podemos imaginar que a atmosfera da Terra primitiva fosse parecida com a atual. Em todo o caso, o oxigênio molecular na atual atmosfera é produzido por plantas verdes, e plantas verdes, naturalmente, não poderiam ter existido antes da origem da vida. Com tais raciocínios, o respeitado químico norte-americano Harold Urey e Stanley Miller, seu estudante de graduação na Universidade de Chicago no começo dos anos 50, prepararam um frasco de vidro contendo as moléculas ricas em hidrogênio que deveriam existir na primitiva atmosfera da Terra: hidrogênio, metano, amônia e água.
Embora de modo algum subestimando a profundidade de nossa ignorância, é espantoso o quanto já aprendemos. Entender a origem da vida já não parece tarefa impossível. O progresso iniciado com Urey e Miller permanece como um marco da ciência moderna, o da compreensão do Universo e de nós próprios.

5691 – Astrofísica – A Surpernova 1987 A


Imagens da Supernova

No ano de 1987, no mês de fevereiro, assistimos a um evento o cataclísmico que ocorreu na Grande Nuvem de Magalhães muito antes do aparecimento do Homo sapiens na Terra. As conseqüência científicas dessa descoberta são inimagináveis. Ela permitirá compreender, com mais exatidão, os processos cataclísmicos que se seguem à morte de uma estrela muito maciça. A determinação e de seu brilho intrínseco tornará possível rever e calibrar as escalas das distâncias em todo o Universo e, em conseqüência, a sua idade. Por outro lado, os físicos e especializados em partículas elementares e os astrofísicos nunca tiveram tão boa oportunidade para estudar o infinitamente pequeno e o infinitamente grande como na ocasião da detecção, na superfície terrestre, dos primeiros neutrinos emitidos pela supernova há 165 mil anos.
O neutrino é uma partícula elementar emitida pelos núcleos atômicos. Habitualmente só interage muito francamente com a matéria. Assim, ele atravessa sem cessar nosso corpo e até mesmo o nosso planeta, a Terra, sem conseqüências. Até hoje não se sabe se o neutrino possui uma massa em repouso. Até fevereiro passado os astrofísicos reocupavam- se em registrar os neutrinos provenientes do Sol. Com a explosão da supernova começou dos neutrinos de origem cósmica, ou intra- solar.

5690 – Paleontologia – Uma Mega Galinha


A imagem de um tiranossauro de uma tonelada e meia recoberto por penugem semelhante à de um pintinho parece até campanha para desmoralizar o mais temível dos dinossauros. Mas é a mais pura verdade, dizem cientistas da China e do Canadá.
Na edição de hoje da revista científica “Nature”, os paleontólogos descrevem o maior dino penoso já descoberto, um membro do grupo dos tiranossauros que eles batizaram de Yutyrannus huali. É um bicho menor e mais primitivo que o célebre Tyrannosaurus rex, o tiranossauro por excelência. Media uns oito metros da ponta do focinho à ponta da cauda, contra quase 13 m do T. rex.
A equipe liderada por Xing Xu, do Instituto de Paleontologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências, achou três esqueletos quase completos do bicho (um deles sem a cauda) na região de Liaoning, nordeste da China.
Liaoning é o paraíso dos dinossauros emplumados. Graças a cinzas vulcânicas de 125 milhões de anos que “mumificaram” os animais do passado, a preservação de tecidos moles, como as penas, é comum nos fósseis de lá.
No tiranossauro chinês, as longas penas filamentosas, de um tipo já visto em outros dinos, aparecem com destaque na cauda, no pescoço e nas patas da frente.
Como a preservação das penas nos fósseis é aleatória, a distribuição delas por várias partes do corpo indica uma presença “extensa” das estruturas no bicho vivo, argumentam os pesquisadores.

GRANDE DEMAIS
O surpreendente, no entanto, é achar um dinossauro gigante como o Yutyrannus com essa cobertura de penas. Embora os cientistas já tenham descoberto dezenas de dinos emplumados, são todos bichos pequenos.
Isso não tem a ver apenas com o fato de que os dinossauros que sobrevivem até hoje, as aves, precisam ser pequenas e leves para poder voar. (Antes que o leitor estranhe: sim, os cientistas hoje classificam as aves como dinossauros.)
Mas a maioria dos dinossauros com penas não era capaz de voar. Isso indica que a função original das estruturas era mantê-los quentinhos.
E, como bichos pequenos perdem calor com muito mais facilidade do que bichos grandes, fazia sentido que só os dinos da categoria peso-pluma fossem penosos.
“Animais grandes correm o risco de superaquecer [é por isso que elefantes e hipopótamos quase não têm pelos]“, diz Corwin Sullivan, pesquisador da Universidade de Alberta (Canadá) e coautor do estudo. “Isso faz com que o Yutyrannus, que é grande e penoso, seja uma surpresa.”
Uma explicação para essa esquisitice pode ser o frio que, segundo estimativas, fazia em Liaoning há 125 milhões de anos. A temperatura média giraria em torno dos 10º C. Também não se pode descartar a possibilidade de que as penas do bicho não tivessem recoberto todo o seu corpo, mas ficassem estrategicamente posicionadas para impressionar parceiros, por exemplo, como a cauda de um pavão.
O fato é que cada vez mais aumenta a lista dos grupos de dinossauros com aparência galinácea. Até 2009, por exemplo, achava-se que as penas eram exclusividade dos terópodes, o grupo dos dinos carnívoros. Nesse ano, porém, outro fóssil chinês mostrou a presença das estruturas em ornitísquios, dinos herbívoros com “bico”.
Pode até ser, por essas e outras, que as penas sejam a “condição ancestral” dos dinossauros, algo presente desde a origem do grupo.

5689 – Por que pigmeus não crescem?


Os pigmeus raramente chegam a 1,50 m de altura, mesmo na idade adulta. Isso porque esses nativos da África Central, cujo nome virou sinônimo de pequeno, não passam pelo período de crescimento rápido que caracteriza a puberdade. Essa deficiência está associada à escassez, no seu organismo, do Fator do Crescimento, como Insulina ou IGF I. Exames destinados a medir esse fator constatam que crianças pigméias possuem 89 nanogramas do IGF I por mililitro de sangue (ng/ml), enquanto crianças americanas têm 108 ng/ml. Um nanograma é igual a um bilionésimo de grama. Na puberdade, a diferença se acentua: 435 ng/ml nos adolescentes americanos e 154 ng/ml no caso dos pigmeus. O curioso é que as crianças pigméias não são as mais baixas: ficam em 18º lugar entre 38 grupos.

5688 – Por que a bússola aponta para o norte?


A bússola aponto para o Norte porque a Terra forma um gigantesco imã que exerce força de atração naquela direção. Desde a antiguidade já se sabia que uma agulha imantada e suspensa por seu centro de gravidade aponta sempre na mesma direção, embora não se soubesse por quê. É provável que os chineses tenham sido os primeiros a aproveitar esse conhecimento, por volta do ano 1100 da nossa era, para se orientar em suas viagens marítimas. Cinco séculos se passaram até que, exatamente em 1600, o médico William Gilbert verificou que, ao aproximar uma agulha imantada de uma esfera magnética – um minério de ferro magnético -, a agulha se orientava de forma semelhante á que se observava na superfície da Terra. A partir daí, Gilbert deduziu que a própria Terra funciona como uma grande imã, cujo campo magnético se orienta na direção que conhecemos como Norte-Sul.

5687 – Como surgiram os nomes das notas musicais?


Os nomes usados para designar as notas musicais tiveram origem nas letras dos diferentes alfabetos, como ainda hoje se usa nos países anglo-saxões, onde o A corresponde ao lá, o B ao si, o C ao do, o D ao ré, o E ao mi, o F ao fá e o 6 ao sol. Nos países latinos e eslavos, a denominação das notas musicais deve-se ao monge italiano Guido Drs&quo;Arezzo, que viveu no século XI. Em seus tratados, ele idealizou um sistema para recordar os tons das sete notas. Para isso, usou as sílabas iniciais de cada verso do Hino a São João Batista: Ut queant laxis/Resonare fibris/Mira gestorum/Famuli tuorum/Solve polluit/Labii reatum/Sancti loannis. Assim surgiram ut, ré, mi, fá, sol, lá – e o si, formado pelas iniciais do nome do santo. Seis séculos mais tarde, em 1693, o nome ut, que era difícil de pronunciar no solfejo – leitura ou entonação dos nomes das notas de uma peça musical -, foi substituído por dó. No entanto, em alguns países, como a França, por exemplo, a primeira nota da escala continua sendo chamada de ut.

5686 – Medicina – Transplantes mais seguros


Ao receber um órgão transplantado, o organismo o trata como se fosse um corpo estranho e passa a combatê-lo, pondo em ação as células T, cuja função é eliminar celular estranhas. Com o uso do medicamento, baseado em anticorpos monoclonais, essa reação fica bloqueada. Os anticorpos monoclonais são obtidos pela fusão das células B – as que produzem os anticorpos do organismo – com as células de mielomas (tumores). A célula resultante, chamada hibridoma, herda de um lado a alta resistência dos mielomas e de outro a capacidade de fabricar anticorpos das células B. A partir dos hibridomas são produzidos os clones – células iguais entre si, derivadas de uma célula original – , que reproduzem grande quantidade de anticorpos idênticos e neutralizam a ação das células T (veja a ilustração). Testes realizados em pacientes de transplantes de rins deram resultados positivos. As pesquisas sobre os anticorpos monoclonais são do cientista alemão Georges Koelher e do inglês Cesar Milstein, que receberam o prêmio Nobel de Medicina em 1984.

5685 – Nova roda pode aposentar o estepe


O conhecido dissabor que um pneu furado causa ao motorista, surpreendendo-o na estrada ou na cidade, muitas vezes em horas e locais insólitos e longe de um posto de serviço, pode estar com os dias contados. Tudo vai depender da disposição da indústria automobilista – primeiro na Europa, depois no resto do mundo – de modificar seus diferentes modelos para incorporar um novo tipo de roda. Projetada na Alemanha, essa roda permite que o pneu furado continue rodando mais cem quilômetros, a uma velocidade de 80km/h, sem que o veículo se desestabilize colocando em risco a vida de seus ocupantes. Em vez de apresentar um corte em Y, como é normal, o aro da roda revolucionaria tem corte em T. Um pneu convencional, quando fura, tira a estabilidade de veículo. No novo modelo, se o pneu furar, a banda de rodagem assentará na rígida parte externa do aro, que forma uma base estável, permitindo que o carro continue rodando. Mas será preciso esperar mais um pouco até que a roda chegue ao mercado. Se a indústria automobilística aderir ao produto, o estepe – tábua de salvação de todo motorista – poderá virar peça de museu.

5684 – Água mole em pedra dura…


Usado em toda parte como arma eficiente para acabar com distúrbios de rua, o jato d·água poderá ter uma nova e insuspeitada aplicação, como ferramenta de corte. Se os testes em curso em vários países derem certo, a água talvez venha a aposentar as irritantes britadeiras no trabalho de remoção do concreto. A técnica consiste em fazer passar um jato d·água por um bocal de 0,2 milímetros a 680 metros por segundo, ou seja, a uma velocidade duas vezes maior que a do som.
As experiências mostram que, a essa velocidade, a água consegue cortar materiais relativamente finos e tão diversos como papelão, asbestos e barras de chocolate. Se se adicionar uma mistura abrasiva, será possível cortar metais, vidros e até concreto. E, se um dia chegar à cozinha, será uma alegria: permitirá cortar cebolas sem lágrimas.

5683 – Acredite se quiser – O riso ameniza a dor


Os dentistas talvez pudessem aprender algo com essa experiência, realizada na Universidade do Texas. Quarenta universitários tiveram os braços apertados com um aparelho de tirar pressão até que não suportassem mais. Depois, foram divididos em quatro grupos. Um ficou ouvindo piadas; outro, uma aula de relaxamento; o terceiro, uma palestra de Filosofia; o quarto grupo não teve que escutar nada. Em seguida, repetiu-se o aperto nos braços. Pois bem: em relação ao experimento anterior, o nível de tolerância à dor aumentou apenas no grupo dos que ouviram piadas. Novo teste, com os grupos submetidos depois a outros estímulos, confirmou o resultado inicial – quem deu boas gargalhadas suportou mais a dor. A explicação é simples: o riso relaxa os músculos e músculos relaxados doem menos.

5682 – Como se pode saber quando cai o carnaval de cada ano?


O primeiro passo é descobrir quando cai o domingo de Páscoa: é sempre o primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono no hemisfério sul ou da primavera no européia. Determinada esta data, retrocede-se 46 dias no calendário – quarenta dias da Quaresma e mais 6 da Semana Santa – e chega-se a Quarta-feira de Cinzas. Os três dias anteriores correspondem ao período do Carnaval. A palavra vem do latim carmen levare ou carnelevarium, que quer dizer “livrar-se da carne” e tem a ver com o fato de que na Quaresma os primeiros cristãos se abstinham de comer carne.

5681 – O Avestruz


Avestruz, desenho

Além de ser feio, desengonçado, grandalhão, não sabe voar e comer qualquer coisa, avestruz pode ser o resultado de uma raridade na natureza e fim uma marcha a ré no processo de evolução das espécies. Pois, a serem verdadeiras as mais recentes teorias, ele descendem de uma ave que era menor, voava a que pertencia a uma família de pequenos dinossauros, e celussauros.
Pelo menos é o que acredita o ornitólogo Peter Houde, do Smithsonian Institute, nos Estados Unidos. Depois de analisar a de 500 milhões de anos dos tipos mais conhecidos de avestruz, ele chegou à conclusão de que o avestruz e outros pássaros não alados pouco ou nada têm em comum com seus ancestrais. Na mudança, o avestruz ganhou em tamanho o que perdeu em aptidão para voar – provavelmente, como política de defesa diante dos predadores mamíferos recém – aparecidos.

Um pouco +

São considerados a maior espécie viva de ave.
Seu nome científico vem do grego para “pardal-camelo” (στρουθοκάμηλος).
Avestruzes normalmente pesam de 90 a 130 kg, embora alguns avestruzes machos tenham sido registrados com pesos de até 155 kg. Na maturidade sexual (entre 2 e 4 anos de idade), avestruzes machos podem possuir de 1,8 m a 2,7 m de altura, enquanto as fêmeas alcançam de 1,7 m a 2 m. Durante o primeiro ano de vida crescem cerca de 25 cm por mês. Em um ano um avestruz pesa cerca de 45 kg.
Possui dimorfismo sexual: nos adultos, o macho tem plumagem preta e as pontas das asas são brancas, enquanto que a fêmea é cinza. O dimorfismo só se apresenta com um ano e meio de idade.
As pequenas asas vestigiais são usadas por machos como exibição para fins de acasalamento.
As penas são macias e servem como isolante térmico e são bastante diferentes das penas rígidas de pássaros voadores. Possui duas garras em dois dos dedos das asas, sendo a única ave que possui apenas 2 dedos em cada pata. As pernas fortes do avestruz não possuem penas. Suas patas têm dois dedos, sendo que apenas um tem unha enquanto o maior lembra um casco. Seu aparelho digestivo é semelhante ao dos ruminantes e seus olhos, com suas grossas sobrancelhas negras, são os maiores olhos das aves terrestres.
Embora não voe, por ter asas atrofiadas, as longas, fortes e ágeis pernas, permitem que ele atinja até a velocidade de 80 km/h com vento favorável (média de 65 km/h), pois em uma só passada cobre 4 a 5 metros. Além da velocidade máxima, tem também uma resistência impressionante, podendo viajar a 70 km/h durante 30 minutos. Tem o pescoço longo, a cabeça pequena, e tem dois dedos muito grandes (em cada pata) que se assemelham a cascos.
Com visão e audição aguçadas, eles podem detectar predadores tais como leões de uma grande distância.
São muito resistentes contra as doenças, e têm uma ótima capacidade de adaptação (criados com sucesso no Canadá, Estados Unidos, Europa e Israel), suportando altas e baixas temperaturas. Alimenta-se de ração (1,5 kg/dia) e pasto verde (2 a 5 kg/dia).
Vida longa (média de 50 anos de vida), contando de 20 a 30 anos de vida reprodutiva. O início da vida reprodutiva é com 2 a 3 anos; no Brasil há avestruzes em zoológicos que iniciaram a postura com 18 meses.

5680 – Saúde, dieta e nutrição


Problemas de peso – Além do excesso de gordura, existem outros sinais que indicam excesso de peso:
Frequente falta de ar
Sensação de corpo pesado
Frequente sensação de calor
Juntas doloridas na parte inferior das costas, quadris, joelhos e etc.

O consumo excessivo de fibras associado a uma pobre dieta de proteínas pode ser prejudicial ao crescimento. Estudo feito em ratos demonstrou que a ingestão exagerada de grãos integrais, em vez de benéfica, pode interferir na forma como o organismo absorve os alimentos e na produção de hormônios fundamentais para o desenvolvimento.

Beliscar é prejudicial?

Não há mal em comer alguma coisa entre as refeições, desde que alimentos saudáveis. O problema é ingerir sem horário e controle grande quantidade de salgadinhos, batatas fritas, chocolate, balas, sorvetes etc. Estes são ricos em calorias açúcar, gordura e sal. É preferível frutas frescas ou legume cru. Fornecem pouca caloria, minerais e fibras.
O homem e a mulher tem depósitos de gordura sob a pele do corpo todo. As áreas onde, no homem as gorduras mais se acumulam são a região do abdomem, a parte externa dos ombros e a região dos mamilos. A mulher acumula gordura em torno dos antebraços, abdomem e nádegas. Também sob a pele dos seios e ao redor dos quadris e coxas.

Os 3 biotipos corporais:

Podemos identificar com maior facilidade três tipos corporais básicos. São eles: Os ectomorfos, os endomorfos e os mesomorfos. Os tipos corporais dizem respeito sobre a composição corporal de determinado individou e sua distribuição de gordura e músculos.
Ectomorfos são magros e possuem baixa porcentagem de gordura.
Endomorfos são “cheinhos”, com alta porcentagem de gordura.
Mesomorfos não são gordos nem magros. Eles possuem um físico naturalmente atrativo, além disso, seus músculos reagem mais rapidamente ao treinamento.
A maioria dos individuos não se encaixa em apenas um desses tipos. Possuímos características de um ou mais tipos físicos, apesar de um deles ser dominante.
A partir do tipo corporal, e de outras avaliações e testes, o profissional de educação física poderá estimar possiveis resultados, a dieta e o método de treino que você deverá seguir.