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Autodidata - ☻Mega Arquivo - Início em Março de 1988

5806 – Mega Notícias Astronomia – Madrugada com chuva de meteoros


Chuva de meteoros, madrugada de 21 para 22 de abril de 2012

Se você estiver sem sono e as condições meteorológicas permitirem a madrugada de sábado para domingo deve ter um bonito espetáculo no céu. Será o ápice da chamada chuva de meteoros Lirídeas, que deve ter até 20 desses corpos aparecendo por hora.
Conhecido também como estrela cadente, esse fenômeno acontece quando fragmentos de poeira entram em contato com a atmosfera terrestre. O encontro acaba produzindo uma faixa de luz, cuja intensidade pode variar.
A distribuição dessas partículas não é uniforme e, vez por outra, nosso planeta passa por regiões onde há maiores concentrações, oriundas de asteroides e cometas.
Como o próprio nome sugere, o fenômeno desta madrugada acontece na constelação de Lira. Para localizá-la no céu, o ideal é encontrar a estrela Vega, que é a mais brilhante.
Embora o espetáculo seja visível durante boa parte da noite, deve ficar mais fácil de identificá-lo já no fim da madrugada, quando a constelação estará alta no céu.
“Vale lembrar que, para ver bem a chuva de meteoros, é preciso estar num lugar escuro. As luzes da cidade atrapalham a visualização”, explica o astrofísico Gustavo Rojas.

5805 – Veja no ☻ Mega – Furacão


A mais gigantesca tempestade da Terra, com até 1600 km de diâmetro e ventos com velocidade superior a 300 km por hora. Chega a liberar num só dia a energia equivalente a 8 bombas de hidrogênio de 1 megaton cada uma.
Apenas 1 desses monstros demoliu 60 mil casas nos EUA. Outro matou mais de 300 mil pessoas na Ásia.
Nascimento, crescimento e ataque de um predador invencível, o furacão. Ele é uma catástrofe que atravessa oceanos levando tempestades avassaladoras, ventos implacáveis, ondas gigantescas, destruição e morte.
Nada pode detê-lo em sua ferocidade. Veja-o em ação aqui no Mega.

5804 – Gen(ética) – Cientistas obtêm células-tronco de embrião humano clonado


Pesquisadores afirmam em pesquisa publicada na revista “Cell” que conseguiram obter células-tronco de embriões humanos clonados, um objetivo há muito perseguido pelos cientistas e que pode levar a tratamentos contra parkinson e diabetes.

As células-tronco podem se transformar em qualquer célula do corpo, por isso os cientistas tentar criar, a partir delas, tecidos para tratar doenças. Um transplante de tecido pancreático poderia ser usado contra o diabetes, por exemplo.
Mas os transplantes trazem o risco de rejeição, então tem se tentado criar tecido de células-tronco que tenham o DNA do próprio paciente, por meio do chamado clone terapêutico.
Se o DNA de um paciente for colocado em um óvulo humano que se torne um embrião, as células-tronco desse embrião serão compatíveis geneticamente ao doente. Em teoria, tecidos criados a partir deles não seriam rejeitados pelo paciente.
O problema é que o embrião é destruído, o que levanta questões éticas.
Há mais de uma década se tenta fazer isso. Em 2004, um cientista sul-coreano afirmou ter conseguido, mas a pesquisa dele, descobriu-se depois, era uma fraude.
Na edição desta quarta da revista “Cell”, cientistas do Estado do Oregon, nos EUA, afirmam ter cultivado células-tronco de seis embriões criados a partir de óvulos doados. Dois embriões receberam DNA de células da pele de uma criança com um problema genético e outras receberam DNA de células fetais de pele.
Shoukhrat Mitalipov, da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, líder do estudo, afirma que o sucesso não veio de uma única inovação técnica mas da revisão de vários passos do processo. Ele levou seis anos para ter sucesso após ter conseguido resultados semelhantes em embriões de macacos.
Com base nesse trabalho com macacos, o pesquisador afirma que os embriões feitos com a técnica não podem se transformar em bebês clonados e que ele não tem interesse em fazer isso.
Cientistas já clonaram mais uma dúzia de mamíferos, começando pela ovelha Dolly.
George Daley, especialista em células-tronco do Hospital Infantil de Boston, que não participou do estudo, afirmou que os resultados são um marco em uma longa jornada até a criação de tecidos para transplante totalmente compatíveis.
Agora, disse ele, os cientistas precisam comparar a técnica de clonagem com outra tecnologia que reprograma células da pele e do sangue para criar substitutos às células-tronco embrionárias. Essa reprogramação é mais simples e não envolve embriões nem requer óvulos doados e foi aclamada quando publicada em 2007. Seu criador recebeu um Prêmio Nobel no ano passado.
O problema é que essas células substitutas apresentam diferenças moleculares em comparação com as de embrião, o que leva a questões sobre se podem ser usadas com segurança nos pacientes.
Para Daley, os cientistas vão preferir usar a reprogramação celular a não ser que se prove sem sombra de dúvida que a clonagem produz células melhores para os tratamentos.
Mitalipov afirma que sua técnica teria uma vantagem para tratar pacientes com certas doenças raras causadas por mutações em genes mitocondriais.
Religiosos americanos já afirmaram que o trabalho não é ético.

5803 – Reação em cadeia – Cigarro induz ao vício em cocaína


Segundo cientistas da Universidade Columbia, fumar cigarro pode tornar uma pessoa mais propensa a se viciar em cocaína. Os pesquisadores constataram que ratos expostos à nicotina consumiam 78% mais cocaína quando, alguns dias depois, eram colocados em contato com essa droga. Isso acontece porque a nicotina intensifica a ação do gene FosB, relacionado à dependência química. O estudo apresenta base científica para a teoria da “porta de entrada”, segundo a qual o uso de certas drogas facilita o vício em outras.

5802 – Por que a bandeira britânica está na do Havaí?


Porque, antes de ser anexado aos Estados Unidos, em 1898, o Havaí era ocupado pelo Reino Unido, primeiro país ocidental a registrar sua chegada lá. Por isso a bandeira tem o Union Jack, o símbolo britânico. Ela também traz 8 listras, que representam as 8 principais ilhas do arquipélago. Segundo Donald T. Healy e Peter J. Orenski, no livro Native American Flags, a bandeira foi criada em 1816 pelo rei Kamehameha I. Sim, o Havaí era um reino!

5801 – Quais são as doenças em que uma pessoa não pode consumir alimentos gelados?


Em geral, são infecções na garganta, como laringite e faringite. “Bebidas e alimentos gelados diminuem a temperatura e causam a vasoconstrição, o que inibe a defesa local”, explica Antonio Carlos Cedin, do departamento de otorrinolaringologia da Associação Paulista de Medicina. A vasoconstrição é o estreitamento dos vasos, o que diminui a circulação sanguínea. E é no sangue que se concentram os organismos responsáveis pela defesa do organismo. Ou seja: vá de cachecol para a sorveteria sem medo de ser feliz.

5800 – Economia – Por que existe a dívida?


Todo dinheiro emitido pelo Banco Central é uma dívida pública. Você só consegue sacar uma nota de R$ 50 no caixa eletrônico porque alguém deve essa quantidade de dinheiro ao banco. Se ninguém devesse, o banco viraria cofre e deixaria de render juros. Você não teria poupança e os banqueiros não enriqueceriam tanto.
O crescimento de um país depende de sua capacidade de poupança – que pode vir pela contração de dívidas externas (com instituições como o FMI) ou internas (com empresas e bancos nacionais). No caso do Brasil, o hábito de o estado contrair grandes dívidas foi um aliado histórico. Foram elas que bancaram a industrialização nos anos 50, levando o país a investir em siderurgia e petroquímica. Sem dinheiro arrematado na forma de dívida externa, Brasília poderia nem ter sido construída e nossa capital ainda seria o Rio de Janeiro.
O fim das dívidas seria também o fim do crédito. Fazer compras no cartão pela internet ou dividir a TV de LCD e a geladeira em 12 vezes, nem pensar. Seria uma catástrofe para a economia nacional. Foi o crédito que salvou o Brasil durante a crise de 2008. Enquanto a indústria nacional sofria as consequências, o brasileiro continuou gastando o que não tinha e aquecendo o mercado.
Segundo estimativa do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, menos da metade dos imóveis é comprada à vista no país. Apesar de tudo, não viveríamos assombrados pela inflação. “Menos crédito significa menos consumo, o que pode resultar num quadro inflacionário mais tranquilo”, explica Bruno Rocha, do departamento de economia da Universidade Federal da Minas Gerais (UFMG).
Os dados do IBGE comprovam: dívidas e divórcios andam lado a lado. Segundo o instituto, a taxa de casamentos desfeitos triplicou no país desde 2004, acompanhando o crescimento das compras a prazo no país. Como viveríamos sem grandes variações nos preços e sem dívidas, os casamentos seriam mais duradouros.

5799 – Religião – Cristos ou Anti-Cristos?


Fiéis com câncer alegam que foram curados por eles. Já outros, como Marshall, lideram suicídios coletivos. A maioria serve como conselheiro, com críticas à sociedade e à Igreja, e profetiza sobre o fim do mundo. Todos dizem que, em algum momento da vida, receberam um aviso e missão divinos. Em comum, uma convicção: eles são Jesus Cristo.
São dezenas de pessoas. Há exemplos de praticamente todas as etnias e continentes. Para alguns deles, encarnar o filho de Deus que se sacrificou pelos homens não basta. Suas vidas passadas incluem figuras tão distintas quanto Confúcio e a rainha Elizabeth 1ª da Inglaterra. O japonês Shoko Asahara, mentor do ataque ao metrô de Tóquio que matou 12 pessoas em 1995, diz ser Jesus, Buda e Shiva. Como ele, outros líderes com forte apelo a profecias apocalípticas e críticas à sociedade fundaram seitas que se revelaram perigosas.
Segundo o Apocalipse de são João, Jesus voltará à Terra para o confronto final com o diabo. É Cristo quem vai conduzir os fiéis ao paraíso. “Há divergências na interpretação das escrituras, mas, no geral, a crença é que os infiéis vão para o inferno com o fim do mundo”, diz um professor doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo.
No texto religioso, o Juízo Final é antecedido por uma série de catástrofes, que incluem chuva de fogo e o ataque de monstros sobrenaturais. “A incoerência é essa. O Cristo vem e traz o fim do mundo. Mas quem se diz Jesus já está aqui e o mundo ainda não acabou!”, afirma Rodrigo Franklin, coordenador de graduação da Escola Superior de Teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Em geral, crises econômicas influenciam na aparição e devoção a esses messias. “Vivemos ondas periódicas, de 10 a 15 anos, quando esses fenômenos aparecem com mais frequência. Nos momentos de ruptura e crise, o imaginário coletivo cria essas crenças sobre o fim do mundo. E esses movimentos devem voltar a surgir, por causa de 2012.
O que leva um guarda de trânsito na Sibéria, um ex-agente do serviço secreto britânico ou um garçom brasileiro a dizer “Eu Sou Jesus”? Eles são doidos? Psicólogos concordam que esses Cristos poderiam ser diagnosticados com distúrbios de personalidade ou esquizofrenia. Mas só análises específicas poderiam responder à pergunta. No caso do Jesus brasileiro, o psicólogo Henri Cosí, autor de Inri Cristo: Louco, Farsante ou Messias?, aplicou testes para investigar qualquer indício de doença mental. Tanto Inri quanto seus discípulos apresentaram completa sanidade.
POLIGÂMICO – VISSARION (SIBÉRIA, RÚSSIA)

No centro da Sibéria, Sergei Torop desbravou o inverno russo como Vissarion. Por 1 ano, difundiu os ensinamentos de seu livro O Último Testamento de Cristo. Arrebatou seguidores e, em 1992, eles instalaram sua terra prometida na vila de Petropavlovka. Torop era casado e trabalhava como guarda de trânsito. Com a crise após o fim da União Soviética, perdeu o emprego e despertou: era Jesus! Adotou o visual de messias e, aos poucos, os discípulos ergueram a comunidade, que produz a própria comida. As garotas são educadas para a vida doméstica. “As mulheres foram feitas para seguir o marido”, diz uma discípula no documentário Eu Sou Jesus, de Heloísa Sartorato e Valerie Gudenus. Vissarion, tratado como “O Professor”, orienta as esposas a, eventualmente, aceitar outra mulher na casa. Todo crente doa 10% dos ganhos à igreja… E eles são 10 mil espalhados pelo mundo.

MODERNINHO – DAVID SHAPLER (INGLATERRA)

David Shayler é uma figura atípica entre os pares. A começar pela descoberta da identidade. Foi numa viagem com cogumelos alucinógenos, em 2007. Um espírito apareceu e deu a notícia. Desde então anda com roupas brancas e sem sapatos. E não dispensa um cigarrinho de maconha. O inglês foi agente do MI5, o serviço secreto britânico. Abandonou o posto quando, segundo ele, a agência coordenava a criação da Al-Qaeda, com o objetivo de matar o líbio Muamar Kadaffi. Denunciou o esquema à mídia e acabou preso. Mas isso foi antes da revelação. Hoje, Shayler anuncia o fim do mundo para 2012 e critica o estilo de vida da sociedade. Acha que sua missão é mostrar o caminho do amor incondicional. Ele vive com alguns amigos numa comunidade seminômade, ocupando casas vazias em Londres ou no interior da Inglaterra. O grupo enfrenta problemas judiciais por invadir as casas (e se recusar a pagar pela moradia) e alimenta-se do lixo que recolhe de mercados. Shayler também curte ser mulher. Quando se monta, vira Delores Kane. Mas alega que isso nada tem a ver com homossexualidade. “É como balancear as coisas [os lados feminino e masculino], como se eu pudesse esquecer que sou David Shayler”, diz em Eu Sou Jesus.

JESUS MÚLTIPLO – ERNEST L. NORMAN (CALIFÓRNIA, EUA)

Fundou a Academia de Ciência Unarius, em 1954, junto com a mulher. Dizia que foi Jesus numa vida passada, além dos filósofos Confúcio e Sócrates, entre outras figuras. Promovia a “compreensão interdimensional da energia: a união entre ciência e espírito”. Norman morreu em 1971, mas a Unarius ainda se mantém e oferece terapia de vidas passadas para curar todo tipo de mal.

JESUS RASTAFÁRI – HAILÉ SELASSIÉ 1º (ETIÓPIA E JAMAICA)

Regente e depois imperador da Etiópia (até pouco antes de morrer, em 1975) ele nunca afirmou ser Jesus ou qualquer outro messias. No entanto, inspirou a criação da religião rastafári e seus discípulos (hoje cerca de 1 milhão de pessoas) o viam como a encarnação de Jah (Deus) ou a reencarnação de Jesus.
BRASILEIRO – INRI CRISTO (“NOVA JERUSALÉM” (BRASÍLIA), BRASIL)

Álvaro Thais obedece a uma voz que escuta desde os 5 anos. Aos 13, a pedido dela, saiu da casa dos pais adotivos em Santa Catarina e foi morar na rua. Viveu de bicos como astrólogo e garçom. Aos 31, jejuou por 4 dias. Foi quando Deus abriu o jogo. Ele era Jesus e deveria mudar o nome para Inri Cristo. Sua missão era pregar o amor, “ajudar a pessoa a pensar por si mesma sem ser escrava de uma religião”. Em 1982, juntou uma multidão numa praça em Belém e seguiu até uma igreja. Não chutou a santa, mas arrancou o boneco de Jesus da cruz e atirou-o no chão – passou 1 mês preso como desordeiro. Com a fama, Inri viajou dentro e fora do Brasil, ganhou adeptos e financiadores. Hoje, aos 63, tem agenda cheia e vive numa grande e confortável chácara em Brasília, onde está a sede da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade. Lá, sexo e carne vermelha são proibidos. As 15 discípulas administram o lugar e gravam músicas de louvor a ele. Para distrair, um passeio de moto ou uma partida de sinuca. “A diferença entre mim e os falsos profetas é que eles só pensam em lucro por meio de benefícios materiais ou louvores egocêntricos”, diz.

JESUS SUICIDA – JIM JONES (JONESTOWN, GUIANA)
O americano tentou a carreira política, sem sucesso. Era adepto da miscigenação racial e do comunismo. Misturando seus ideais, criou a seita People¿s Temple (Templo das Pessoas). Com problemas nos EUA, levou a sede para a Guiana. Lá, em 1978, mais de 900 pessoas cometeram suicídio. Ele não ganhou fama como Jesus, mas no fim da seita já admitia ser Cristo reencarnado.

JESUS VENENOSO – SHOKO ASAHARA (TÓQUIO, JAPÃO)
Líder da seita Verdade Suprema, arquitetou o atentado terrorista no metrô de Tóquio, em 1995. Seus seguidores jogaram gás sarin nas estações, atingindo 6 mil pessoas (12 morreram). O plano era provocar uma guerra e aumentar sua influência no país. Ele dizia ser a reencarnação de Shiva, um deus hindu, Buda e Jesus. Acusado de 13 crimes, foi condenado à forca em 2004.

E.T. – MARSHALL APPLEWHITE (SANTA FÉ, EUA)
O espírito de Cristo voltou à Terra no corpo de Marshall Applewhite. Mas ele precisou ter um ataque cardíaco para se dar conta. Aos 39 anos, recém-divorciado, era professor e tinha talento para a música. Com o enfarte, numa experiência de quase morte, descobriu as ligações extraterrestres da alma. E concluiu: nosso corpo é só um contêiner para ela. As almas seriam espíritos de outro planeta que desencarnavam aqui, como humanos. Assim aconteceu há 2 mil anos, quando o espírito Do entrou no corpo de Jesus. E voltou em Applewhite. Ao sair do coma, ele começou a procurar as almas que teriam chegado na nave de Do e se dispersado ao pousar. Ele via seus seguidores na seita Heaven¿s Gate (Portão do Paraíso) como os membros daquela tripulação. O culto buscava a volta ao planeta original. Dizendo que seus espíritos seriam libertados, Applewhite orientou os discípulos reunidos na cidade de Santa Fé a cometer suicídio para encontrar a nave que os levaria de volta. Em março de 1997, quando o cometa Halle-Bop se aproximava da Terra, 39 pessoas (o líder entre elas) tomaram uma dose letal de barbitúricos com molho de maçã, pudim e vodca.
ENCARCERADO – MICHEL TRAVESSER (NOVO MÉXICO, EUA)
Wayne Bent, conhecido como Michael Travesser entre seus seguidores, previu o fim do mundo para 31 de outubro de 2007. Obviamente, não acertou. Sob o suposto comando de Deus, pediu que algumas discípulas tirassem a roupa e as tocou. Sob ordem da Justiça, acabou na prisão. Sua trajetória religiosa começou em 1989, quando convenceu alguns adventistas a abandonar a igreja e segui-lo numa vida sem pecados. Mas só em 2000 ouviu Deus dizer: “Você é o Messias!” Tempos depois, transou com 2 de suas fiéis por ordem divina. No mesmo ano, os discípulos o acompanharam até uma casa no Novo México. Lá, poderiam sobreviver ao fim do mundo. No período de reclusão e espera, Travesser era guiado pela voz dos céus. Em rituais de cura, a voz dizia a ele para despir algumas garotas e tocar o corpo delas. Mas elas acreditavam no poder do líder, “sentiam paz”. A calmaria só acabou com a exibição de um documentário sobre a seita. Ao ouvir os relatos sobre nudez, a polícia agiu. Em 30 de dezembro de 2008, ele foi condenado a 10 anos de prisão por tocar nos seios de uma garota de 16 anos, entre outras acusações. Por ora, vive sua própria via crucis numa cela.
ANTICRISTO – JOSÉ LUIS DE JESUS MIRANDA (MIAMI, EUA)
Nos 710 centros de culto em 25 países, José Luis de Jesus Miranda é chamado de “Papai”. Ao fundar a igreja Creciendo en Gracia, há 25 anos, o porto-riquenho virou “Jesus Cristo Homem” e criou um império poderoso. A vida dele mudou em 1973, quando 2 espíritos avisaram que Deus entraria no seu corpo, assim como teria acontecido com Jesus, há 2 mil anos. Antes, uma voz lhe sugeriu sair de Porto Rico e ir para Miami, onde fundaria o ministério. Estudando a Bíblia, concluiu que Paulo, e não Pedro, seria o real porta-voz dos ensinamentos cristãos. Um dos seus papéis é corrigir esse erro. Outro deles: Miranda afirma ser o Anticristo – aquele que veio para “desfazer a apostasia que oprime, empobrece e entristece a igreja”. Para seus fiéis, o “666” vira tatuagem e tem significado positivo. Ele jura que o mundo vai acabar em 2012 e só os predestinados serão poupados, possivelmente seus seguidores. “Quem segue a palavra do Papai tem algo de especial”, diz a bispa Telma Soares, de um centro paulistano. Os discípulos pagam o dízimo e fazem ofertas de valor livre. “Mas é como Papai diz… `Se você planta 1 grão de milho vai ter 1 planta, se planta 2, vai ter 2¿.

5798 – Escravos da Idade do Ferro


Uma caverna encontrada em Boussac, sul da França, promete revelações inesperadas sobre a quase desconhecida estrutura das sociedades que provoaram a região do Mediterrâneo, na Idade do Ferro, há 2800 anos. Lá foram achados 22 esqueletos enterrados enterrados de modo muito particular. Formam 2 grupos claramente distintos: 19 não possuem nenhum adorno, enquanto os outros 3 tem jóias e ferramentas. Parecem ter vindo de diferentes classes sociais. Cientistas da escola de Bordeaux irão estudar amostras de DNA dos esqueletos para ver se há laços de parentescos entre eles. Estudando marcas que os músculos deixam sobre os ossos, eles querem descobrir também se os ombros do grupo dos esqueletos pobres fizeram trabalhos forçados, o que significaria que eram escravos.

5797 – Plantando Pástico


Depois de anos de pesquisa, um professor do Instituto de Washington conseguiu cultivar plantas que produzem plástico. O poli-hidroxibutirato é bem parecido com os outros plásticos tradicionais, usadops em utensílios de cozinha do dia a dia, com a vantagem de ser biodegradável. Ele é normalmente produzido por uma bactéria, a alcaligenes eutrophus, que teve o gene isolado e aplicado numa espécie de agrião silvestre, depois foi modificado, aumentando o rendimento do plástico para 14% do peso do agrião, a mesma do açúcar que se tira da beterraba. O pesquisador acha que em breve será possível cultivar outros produtos biodegradáveis, até mesmo óleo diesel.

5796 – O que é o coquetel-molotov?


Trata-se de uma bomba incendiaria de fabricação doméstica: uma garrafa cheia de combustível com um pavio no gargalo. Esse tipo de arma existe desde que se descobriram os poderes inflamáveis da gasolina, mas o nome surgiu na Segunda Guerra Mundial, quando os guerrilheiros soviéticos, que fustigavam com armas caseiras o exército alemão nos territórios ocupados, resolveram prestar uma homenagem ao chanceler e então presidente do Conselho de Ministros da URSS, Viacheslav Mikhailovich Molotov (1890-1988).

5795 – Exercício contra o câncer


Ratos que se exercitam com frequência são mais resistentes ao câncer do que ratos de vida sedentária. A sugestão, com todas suas promissoras implicações, é do bioquímico Robert Beyer, da Universidade de Michigan, Estados Unidos. Ali, dois grupos de ratos foram inoculados com agentes cancerígenos, depois, enquanto um dos grupos foi forçado a percorrer em laboratório de 10 a 15 quilômetros diários, os outros permaneceram em repouso. Resultado: as células dos animais ativos haviam sido menos afetadas pelo câncer. Segundo Beyer, é possível que a mioglobina e a coenzima Q – substâncias cuja concentração nas células normalmente aumenta nos organismos submetidos a exercícios – tenham neutralizado as letais mudanças químicas induzidas pelas drogas cancerígenas. Se confirmada, essa hipótese pode abrir uma nova linha de pesquisas sobre a prevenção da doença.

5794 – Medicina – o que é a agranulocitose?


Também conhecida como agranulocitopenia, é uma doença aguda do sangue, caracterizada pela redução (abaixo de 500 células por milímetro cúbico de sangue) ou ausência de leucócitos granulosos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos). Estas células são as principais barreiras de defesa contra as infecções, sendo assim, aumenta o risco do paciente contraí-las.
Existem diferentes etiologias para a causa dessa doença, como o uso de certos medicamentos (clozapina, dipirona e metamizol, por exemplo), exposição à radiação, imunodeficiência adquirida (AIDS), desnutrição, fatores genéticos, entre outros. Existe também uma forma rara, genética, onde a agranulocitose é herdada.
O quadro clínico relaciona-se com o tipo, a gravidade e a duração da infecção associada. Os sinais apresentados no período prodrômico são: dor de garganta, ulcerações da mucosa oral e faríngea, febre e calafrios. Já a fase aguda, o paciente apresenta: prostração, astenia, ulceração vaginal e retal (que pode ser resultado de uma infecção localizada), pneumonia, infecção do aparelho urinário e septicemia.
O diagnóstico é feito por meio da anamnese, juntamente com uma contagem sanguínea completa. No mielograma irão aparecer células mielóides normocelulares com promielócitos com maturação interrompida. Como existem outras doenças que podem levar a um quadro clínico semelhante, como a anemia aplástica, hemoglobinúria paroxística noturna, síndrome mielodisplásica e leucemia, a análise da medula óssea se faz indispensável.
O tratamento dessa enfermidade consiste, primariamente, na interrupção da exposição ao fator causador dessa condição. Algumas medidas gerais que devem ser tomadas são:
Hospitalização durante a fase aguda da doença;
Após a internação: realização de adequada higiene pessoal;
Manter a cavidade oral limpa, por meio de lavagens freqüentes com água morna com sal, ou gargarejo com água oxigenada.
As possíveis complicações que podem vir a ocorrer são:
Septicemia;
Broncopneumonia;
Danos nos rins;
Necrose hemorrágica das lesões nas membranas mucosas.

5793 – Medicina – Como agem os remédios para baixar a febre?


Os medicamentos antitérmicos agem sobre a parte do cérebro conhecida como hipotálamo, onde fica localizado o centro que regula a temperatura do corpo. Quando esta aumenta, o hipotálamo entra em ação para baixá-la por meio de mecanismos como a dilatação dos vasos sangüíneos e a transpiração. Acredita-se que os antitérmicos aceleram esse processo.

Um pouco +

O metamizol sódico ou dipirona sódica é um medicamento que é utilizado principalmente como analgésico e antitérmico. Sua utilização, no entanto, se encontra restrita a alguns paises, sendo extremamente popular no Brasil onde efetivamente é um dos analgésicos mais populares, ao lado do ácido acetil salicílico. Quimicamente é o [(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanossulfonato sódico (ou 1-fenil-2,3-dimetil-5-pirazolona-4-metilaminometano sulfonato de sódio). Também é dito simplesmente metamizol ou dipirona ou ainda metilmelubrina, sem alusão ao cátion ligante, que, embora mais comumente seja o sódio, pode, também, ser o magnésio, originando a dipirona magnésica. Comercialmente, conhece-se pelos nomes Dipidor®, Novalgina®, Neosaldina®, Lisador®, Nolotil® entre outros, até também pelo próprio nome Dipirona®.

O metamizol foi sintetizado pela primeira vez na Alemanha em 1920 pela companhia Hoechst AG, e em 1922 foi iniciada sua produção em massa. A droga permaneceu disponível mundialmente até a década de 70 quando foi descoberto que havia risco de causar agranulocitose — uma doença muito perigosa e potencialmente fatal.
O metamizol foi banido da Suécia em 1974 e dos Estados Unidos em 1977; mais de trinta países incluindo Japão, Austrália e a maioria dos países integrantes da União Européia tomaram a mesma decisão. Nesses países a droga ainda é utilizada como medicamento veterinário. Algumas companhias farmacêuticas, particularmente Hoechst e Merck, continuam a desenvolver drogas que contenham o metamizol e as comercializam em alguns países.

No resto do mundo (especialmente em Portugal, Espanha, México, Brasil, Índia, Rússia, Macedônia, Bulgária, Romênia, Israel e países do terceiro mundo), o metamizol ainda se encontra largamente disponível e continua sendo considerado um dos mais populares analgésicos.

5792 – Astronáutica – Perigo: Radiação Cósmica


Más notícias para quem sonha com longas missões tripuladas ao espaço ou com a construção de uma base habitada na Lua. Recentes estudos médicos nos Estados Unidos desestimulam totalmente a prolongada exposição do homem à radiação cósmica e advertem para os perigos à saúde resultantes da microgravidade. Já se sabia que os astronautas costumam sofrer de uma série de problemas, como atrofia muscular, irregularidades no ritmo cardíaco e descalcificação. Os novos estudos mostram que em algumas horas apenas um astronauta no espaço pode se expor a uma radiação vinte vezes maior do que o limite recomendável na Terra durante um ano inteiro: Os efeitos da exposição aos raios cósmicos poderão arquivar a idéia da missão tripulada a Marte. Depois de oito meses – duração prevista da viagem -, saúde da tripulação poderia estar irremediavelmente abalada.

5791 – Como funciona o radar usado nas estradas para medir a velocidade dos carros?


Radar,modelo

Trata-se de um transmissor de rádio que emite pulsos curtos e espaçados de ondas. Qualquer objeto no percurso do feixe transmitido reflete os sinais que serão captados de volta por um rádio receptor. Um carro em movimento reduz o espaço entre as ondas, ao refleti-las e aumenta a sua freqüência. Quanto maior a freqüência, maior a velocidade do veículo.

Um pouco +

O detector de radar

Para entender como funcionam os detectores de radar, primeiro você precisa saber exatamente o que eles estão detectando. O conceito de medir a velocidade de um veículo por meio do radar é muito simples. Um radar móvel é apenas um transmissor e receptor de rádio combinado em uma unidade. Um transmissor de rádio é um dispositivo que oscila uma corrente elétrica de modo que a voltagem aumente e diminua em uma determinada freqüência. Essa eletricidade gera energia eletromagnética. Quando a corrente oscila, a energia se desloca pelo ar como uma onda eletromagnética. Um transmissor também possui um amplificador que aumenta a intensidade da energia eletromagnética e uma antena que a irradia no ar.

Um receptor de rádio é apenas o inverso do transmissor: ele capta as ondas eletromagnéticas através de uma antena e as converte novamente em corrente elétrica. Na essência, rádio é apenas a transmissão de ondas eletromagnéticas através do espaço.

Radar é o uso de ondas de rádio para detectar e monitorar diversos objetos. A função mais simples do radar é informar a distância em que se encontra um objeto. Para isso, ele emite uma onda de rádio concentrada e fica atento a algum eco. Se houver um objeto no caminho dessa onda, ele refletirá uma parte da energia eletromagnética e ela irá ricochetear de volta para o dispositivo de radar. As ondas de rádio se movem através do ar a uma velocidade constante (a velocidade da luz), sendo assim, o dispositivo de radar pode calcular a distância do objeto com base no tempo que o sinal de rádio leva para retornar.

O radar também pode ser usado para medir a velocidade de um objeto devido a um fenômeno chamado desvio Doppler. Como as ondas sonoras, as ondas de rádio possuem uma determinada freqüência, que corresponde ao número de oscilações por unidade de tempo. Quando o radar portátil e o carro estiverem parados, o eco terá a mesma freqüência de onda que o sinal original. Cada parte do sinal é refletida quando atinge o carro, espelhando exatamente o sinal original.

Mas quando o carro está se movendo, cada parte do sinal de rádio é refletida em um ponto diferente do espaço, o que altera o padrão da onda. Quando o carro se afasta do radar portátil, o segundo segmento do sinal tem que se deslocar por uma distância maior do que o primeiro segmento para alcançar o carro. Como você pode ver no diagrama abaixo, isso tem o efeito de “alongar” a onda, ou diminuir sua freqüência. Se o carro se mover na direção do radar portátil, o segundo segmento da onda se deslocará por uma distância menor do que o primeiro segmento antes de ser refletido. Como resultado, os picos e vales das ondas serão comprimidos uns contra os outros e, com isso a freqüência aumenta.
A polícia pode usar sistemas de lidar portáteis, assim como radares portáteis, mas em muitas áreas o sistema lidar é completamente automatizado. O medidor espalha o feixe de laser em um ângulo através da estrada e registra a velocidade de qualquer carro que passe por ele (o sistema faz um ajuste matemático para considerar o ângulo de visão).
O ar está repleto de sinais de rádio que são usados para tudo, desde transmissões de televisão até controles remotos de porta de garagem. Assim, para que um receptor seja útil, ele deve captar somente os sinais em uma faixa determinada. O receptor de um rádio é projetado para captar sinais no espectro de freqüência de AM e FM, enquanto o receptor de um detector de radar é sintonizado para a faixa de freqüência usada pelos radares móveis da polícia. Porém, esta faixa é expandida periodicamente. Por isso, os motoristas acostumados a ultrapassar as velocidades permitidas são obrigados a utilizar um outro tipo de equipamento de detecção.
Um detector de radar básico não adiantará muito se o policial estiver dirigindo atrás de você e ligar o radar móvel. O detector o alertará, mas nesse momento o policial já terá toda a informação que necessita. Em muitos casos, no entanto, os detectores captam o sinal antes que o carro em excesso de velocidade possa ser rastreado. A polícia freqüentemente deixa os radares móveis ligados por um longo período de tempo em vez de ativá-lo quando começa a perseguir um carro.

Os radares móveis possuem uma antena em forma de cone ou parabólica que concentra o sinal de rádio, mas a onda eletromagnética se espalha rapidamente por uma ampla área. O radar móvel é configurado de modo a monitorar somente a velocidade de um alvo em particular e não tudo que estiver na vizinhança. Assim, é mais provável que o detector capte o sinal de rádio antes que o radar móvel reconheça o carro.
É claro que, com esse aparelho, você aposta na sorte de detectar primeiro, pois se o policial decidir que você é o alvo, você certamente será flagrado.

Detector de radar

Detectores de última geração
Os detectores mais sofisticados desempenham um papel ativo para se esquivar da polícia. Além do receptor básico, esses dispositivos possuem seu próprio transmissor de rádio, o qual emite um sinal misturador. Essencialmente, o sinal duplica o sinal original do radar móvel da polícia e mistura-o com um ruído de rádio adicional. Com essa informação acrescentada, o receptor de radar obtém um sinal de eco confuso e a polícia não pode fazer uma leitura exata da velocidade.
Os detectores modernos também podem incluir um painel sensível à luz que detecta os feixes provenientes de medidores de velocidade lidar. É mais difícil escapar desses dispositivos do que do radar tradicional porque o feixe é muito mais focalizado e não se propaga bem por grandes distâncias. No momento em que um detector reconhece a presença do feixe de laser, é muito provável que o carro já se encontre à vista do feixe. Alguns tentam contornar esses sistemas reduzindo a refletividade de seus carros. Uma superfície negra reduz a refletividade porque absorve mais luz. Os motoristas também podem obter capas plásticas especiais que reduzem a refletividade das placas de licença. Essas medidas reduzem o alcance eficaz do sistema lidar, mas não o alcance do detector do motorista. Com esse tempo extra, um infrator tem um período maior para desacelerar antes que a pistola lidar possa fazer uma leitura de sua velocidade.

5790 – Por que os dedos ficam enrugados em contato com a água?


Depois de certo tempo sob a água, as células da camada mais externa da pele, a epiderme, se enchem de líquido e tendem a expandir-se, a ponta dos dedos, na palma das mãos e na sola dos pés, a epiderme tem maior quantidade de células mortas. Estas deixam a pele mais grossa e fazem uma barreira contra essa expansão que, ocorrendo assim de maneira irregular, se manifesta em forma de enrugamento.

5789 – O mais antigo antropóide


Em escavações próximas de uma mina, na desolada região de Fayum, no sul do Egito, antropólogos ingleses encontraram em fins de 1988 um fóssil do tamanho de uma moeda, completamente achatado num pedaço de rocha. Finalmente foi possível identificar a descoberta: trata-se do crânio de um primata, que viveu de 38 a 40 milhões de anos atrás. Ao reconstituírem os dentes, a testa e as órbitas oculares, os cientistas concluíram que o fóssil pertence a um antropóide, ancestral comum do homem e do macaco. Por sua aparência, esse mais antigo fóssil da família antropóide reforça a teoria de que os primeiros primatas surgidos no planeta eram parentes próximos dos atuais lêmures, comumente encontrados na ilha de Madagascar, na costa sudeste da África.

5788 – Planeta Terra – A Biodiversidade



Passados dois séculos desde que o botânico sueco Carolus Linnaeus (1707-1778) começou a classificar as formas animais e vegetais de vida, não se sabe quantas espécies dotadas de patas, rabos, antenas, asas, guelras, folhas, caules ou raízes existem.
Sabe-se preto no branco que mais da metade da bicharada do planeta tem seu endereço nos trópicos, mais precisamente nos 7% da superfície do globo coberta por florestas tropicais. A desmedida variedade das espécies vegetais ainda é menor que a de insetos, peixes e microorganismos. Uma pesquisa recente mostrou que 950 espécies de besouros, 80% das quais desconhecidas, estavam instaladas em apenas dezenove árvores da selva tropical do Panamá. Como em cada hectare da Floresta Amazônica existem 300 espécies de árvores, dez vezes mais do que nas regiões temperadas da América do Norte, por exemplo, não é de espantar que o Brasil, onde a floresta ocupa 42% do território, seja o campeão mundial da biodiversidade.
Os sobreviventes e as vítimas
O desaparecimento das espécies — e a conseqüente perda do seu material genético — é um fenômeno quase tão antigo quanto a própria vida. Os paleontólogos distinguem cinco episódios de extinção em massa durante os quais uma fração significativa de biodiversidade foi extinta. Os motivos são ignorados ou controversos. O primeiro caso ocorreu no Ordoviciano, há cerca de 450 milhões de anos, quando foram quase eliminados os trilobites, espécies de animais invertebrados. No Devoniano, desapareceu a maior parte das espécies de peixes, diminuíram os corais e os crinóides, animais marinhos. Mas a vida na Terra correu real perigo uma centena de milhões de anos adiante, no Permiano, quando mais de 90% das espécies e todos os trilobites desapareceram. Os sobreviventes abriram caminho para o aparecimento, entre outros, dos dinossauros.
As extinções continuaram. No Jurássico, morreram 75% das espécies de amonites (moluscos) e de crinóides. A mais falada extinção foi a dos dinossauros, que desapareceram no final do Cretáceo junto com os amonites. Em compensação os mamíferos se espalharam pela Terra. Muitos cientistas acusam um descendente desses mamíferos, o homem moderno, de estar promovendo a próxima extinção em massa das espécies. No seu livro O polegar do panda, o biólogo americano Stephen Jay Gould afirma que “aquele que se alegra com a diversidade da natureza e sente que aprende com cada animal tende a considerar o Homo sapiens como a maior catástrofe desde a extinção cretácea”.
Comida no congelador
Há quinze anos, a Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) criou uma rede mundial de recursos genéticos, destinada a salvar centenas de espécies de plantas silvestres das quais o mundo pode vir a precisar como alimento e remédio. São os bancos de germoplasma, o material genético estocado nas sementes, mudas, células e sêmen, guardados em geladeira, a temperatura de 20° C negativos. No Brasil, o Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília, mantém cerca de 35 mil amostras de sementes de espécies de mandioca, milho, batata, feijão, arroz — alimentos que fazem parte do cardápio da população — e outras que talvez só os índios e os especialistas conheçam. Ao preservar dessa maneira a diversidade da natureza, os cientistas pretendem em primeiro lugar melhorar a produtividade agrícola das espécies conhecidas, especialmente agora que a Biotecnologia e a Engenharia Genética permitem selecionar plantas mais resistentes. Muitas variedades silvestres também podem substituir as vinte espécies de plantas responsáveis pela maior parte da alimentação do homem. Pode chegar um tempo em que espécies como a quinua, um grão que já entrou na dieta básica dos incas, mas é quase desconhecido fora dos países andinos, se tornem uma das mais produtivas fontes de proteína para o homem.

5787 – Veja no ☻ Mega – Vulcão


Uma força explosiva com energia milhares de vezes maior que qualquer arma nuclear, expelindo devastadores fluxos de cinzas, rochas e gás venenoso que descem as encontas a mais de 300 km/h.
Derrama milhões de toneladas de lava incandescente a mais de 1000°C, lançando milhares de pedaços de rocha a quilômetros de distância e provocando chuvas de ácido sulfúrico.
Você vai ver aqui a mais explosiva força da natureza em todo o seu espelndor. Quando os grandes vulcões acordam de seu sono secular, paisagens inteiras são engolidas pelo fogo. Uma única erupção pode escurecer os céus de continentes inteiros, mudar o clima da Terra por muitas gerações e levar várias espécies a extinção. Os vulcões tem moldado a face de nosso planeta por bilhões de anos. São titãs que tornaram possível toda a vida na Terra e, um dia poderão destruí-la.