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Autodidata - ☻Mega Arquivo - Início em Março de 1988

5059 – Se os animais não vêem as cores, por que alguns são tão coloridos?


Nem todos os bichos são daltônicos. “Só cães e bovinos não enxergam cores; ainda assim, eles conseguem perceber diferentes tons de cinza”, ressalta um zoólogo paulista. A maioria dos bichos tem, sim, visão colorida – as abelhas, por exemplo, detectam até raios ultravioleta, para os quais os humanos são cegos. A cor é fundamental na natureza. Entre aves e peixes, ela funciona como uma estratégia de reprodução. Os machos costumam ser bem coloridos para chamar a atenção das fêmeas. Cores vivas são sinal de boa saúde e, conseqüentemente, de bons genes. “As penas dos pássaros sempre ficam mais bonitas na época do acasalamento”, lembra. Também acontece de os bichos adaptarem suas cores às do ambiente, para escapar de predadores. O louva-a-deus e vários outros insetos são verdes para se misturar mais facilmente às folhas. O processo inverso também ocorre. É o caso da onça-pintada. Sua pelagem ajuda a predar, pois a torna mais difícil de ser vista pelas presas. A cor também pode ser berrante de propósito, para servir de alerta. Alguns sapos têm a pele vermelha ou amarela, o que indica que eles são venenosos.

5058 – Tabus sexuais no mundo islâmico


Desde que tomaram o poder no fim dos anos 70,os aiatolás proibiram as mulheres de se encontrarem a sós com um homem que não seja parente, mas há contradição entre a vontade oficial e a vida real. Os jovens estão com um maior nível de educação e fartos de rigores medievais.
Os tradicionais tabus sexuais estão sendo postos em xeque. TV, Internet e outras tecnologias tem trazido a tona costumes de outros povos, provocando choque cultural. Nos shoppings e outros pontos, homens enviam mensagens de texto ás garotas com rosto escondido com o véu. Os médicos egípcios se tornaram especialistas na restauração de hímem. A cirurgia custa em média 170 dólares e pode incluir até a inserção de um líquido vermelho para simular o sangue. Na Jordânia, cerca de 50 jovens são recolhidas ao xadrez por ano para evitar que sejam mortas pelos próprios parentes, os chamados “crimes por honra”. Em pequenas cidades e aldeias, qualquer transgressão as normas de moralidade é considerada uma afronta grave à família.

5057 – História da Humanidade


Por Carlos Rossi

Enfatiza as conquistas geográficas e guerras. Mas as grandes invenções e descobertas científicas escreveram as páginas da verdadeira História, sem respeitar fronteiras nem limites porque apenas procurou o bem do homem. O fogo constitui a 1ª fonte própria de energia do homem ao lado de sua força muscular e lhe aqueceu a caverna primitiva.
Como já vimos, a história do ser humano é curta quando comparada à idade da Terra que conta uns 5 bilhões de anos. Um longo tempo transcorreu até a vida surgir sobre o nosso planeta, que resultou do resfriamento de uma massa incandescente. O período de evolução das formas vitais, no início, se desenvolveram muito devagar, encurtando cada vez mais, com o aperfeiçoamento de espécies e o aparecimento dos vertebrados, os 1°s mamíferos que substituíram os gigantescos sáurios.

5056 – Mega Byte – TK 85 o tataravô do Pentium


Só tem 30 anos e está no museu

Computadores como o IBM PC de 1983, o legítimo 1° PC ou o portátil Osborne 1, que com 11 quilos, só era portátil se o dono fosse 1 halterofilista são alguns dos trambolhos expostos no Obsolete Computer Museum. É difícil de acreditar que tais máquinas já foram o auge da modernidade.O acervo foi amentando graças a doações. Entre nessa viagem a pré-história da Informática.
O TK 85 foi um clone do Sinclair ZX-81 (mais precisamente um clone do Timex Sinclair 1500), fabricado no Brasil pela Microdigital Eletrônica Ltda num gabinete idêntico ao do ZX Spectrum. Utilizava o microprocessador Z-80A de 8 bits e foi produzido em versões de 16 Kb e 48 Kb de memória RAM.
Fabricante: Microdigital Eletrônica Ltda
País: Brasil
Linha: Sinclair
Compatibilidade: ZX-81
Linguagem: Assembly e BASIC
Lançamento: Fev/1983
Processador: Z80 A (8 bits)
Clock: 3,25MHz
Memória RAM: 16 ou 48 Kbytes
Sistema Operacional: P 1
Tela modo texto: 24 linhas x 32 colunas
O TK85 era o equipamento mais evoluído de uma linha iniciada pela Microdigital com o TK82, TK82-C e TK83. Eram computadores pessoais de pequeno porte, ideais para iniciantes em computação, para uso doméstico, profissional leve ou educativo e aficcionados que queriam aprender informática sem grandes investimentos. Era um equipamento compatível em hardware e software com o micro inglês ZX81, da Sinclair.
Todo o sistema (CPU, memória, teclado, etc) se aloja em uma caixa de plástico negro de 23,5cm X 14,3cm X 4cm, pesando 500g. Usa uma fonte de alimentação externa ligada à rede elétrica normal. A corrente de alimentação (110 ou 200 V CA) é convertida em 10V CC.
O programa monitor (sistema operacional ) e o interpretador BASIC estão pré-gravados em uma ROM de 10Kbytes.
Todos os componentes eletrônicos do TK85 são montados em uma única placa de circuito impresso. Na parte posterior da caixa existem vários conectores, três do tipo “jaque”. O primeiro (DC) serve para conectar a fonte de alimentação. Os dois jaques restantes (MIC e EAR), para microfone e fones de ouvido, respectivamente, são utilizados para conectar-se o computador a um gravador cassete comum. Outro conector é do tipo coaxial (vídeo) e serve para ligar o micro à entrada de antena externa de um receptor de TV convencional. Existem também uma tomada fêmea tipo DIN, para conexão a um joystick e um conector especial de múltiplos contatos (expansão), que dá acesso a todos os sinais do microprocessador (barramento interno) ao qual se pode ligar uma ampla gama de extensões e periféricos.
O TK85 usava gravador de fita cassete como memória auxiliar. As funções mecânicas precisam ser controladas manualmente, pois o gravador não dispõe de conexão para acionamento do motor (REMOTE). Dispõe de duas velocidades de gravação e leitura: a normal, de 300 bauds e a alta, de 4.200 bauds (que exige o emprego de gravadores de boa qualidade e fitas de baixo ruído).
Para carregar um programa era preciso ligar a tomada “EAR” do TK85 a tomada do fone de ouvido do gravador. O controla do volume do gravador era girado até 3/4 do máximo e o controle de tonalidade era ajustado no modo mais agudo possível.
O TK85 tinha como periféricos um joystick, gravador cassete, gerador de sons, permitindo a gravação de três canais de som, impressora (TK Printer) de 32 colunas, velocidade de 45 cps e pesando apenas 300gr, utilizava papel térmico especial, em rolo. Outros periféricos e interfaces podiam ser ligados através do barramento próprio.
O software era composto pelo programa monitor, em extenso interpretador BASIC científico, ambos gravados em ROM de 10Kbytes. O BASIC tinha 46 comandos e 37 funções matemáticas e de manuseio de cadeia de caracteres, edição de programas, etc. A programação em linguagem de máquina era possível diretamente do BASIC, ou por programas montadores (Assembler Z80).
Havia grande número de programas aplicativos oferecidos (gravados em cassetes) nas áreas de entretenimento e lazer, educação, financeira e administrativa, profissional, etc.
VÍDEO
O TK85 utiliza como vío um aparelho de TV doméstica preto e branco ou em cores (embora a imagem seja sempre monocromática), que é ligado ao micro por um cabo blindado coaxial. A conexão é feita através da antena externa, devendo ser sintonizado no canal 2 de VHF.
A tela tem 24 linhas de 32 caracteres, só maiúsculas, caracteres negros sobre fundo branco, os caracteres também podem ser representados em vídeo inverso (branco sobre fundo negro). A resolução gráfica é de 64 pontos na horizontal por 44 na vertical.

5055 – Ecologia – Corte de metano e fuligem ‘esfriaria’ Terra


Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).
Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.
Segundo o trabalho, publicado na revista “Science”, se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias, combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.
O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão –grande fonte de poluição em países pobres– até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.
Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.
A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.
Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.
Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.
O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.
Medidas a serem tomadas:
CONTRA O METANO

1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo
3. Reduzir vazamentos em gasodutos
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas

CONTRA A FULIGEM

1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes

5054 – Hormônio contra Hormônio – Diabéticas podem tomar anticoncepcional?


Em meados da década de 1990, surgiram pílulas mais modernas de baixa dosagem hormonal. Nas anteriores,o excesso de hormônio sexual dificultava a ação da insulina.Quem sofre de diabetes produz pouca ou nenhuma insulina. A Ciência ainda não descobriu exatamente o por quê dos hormônios sexuais atrapalharem as reações químicas que fazem a insulina digerir o açúcar no interior das células, mas pelo menos conseguiu fabricar anticoncepcionais que não interferem no processo.

5053 – Fragmentos de sonda russa caem no oceano Pacífico


Folha Ciência

Fragmentos da sonda russa Fobos-Grunt, que fracassou em sua missão a Marte, caíram neste domingo no oceano Pacífico, às 17h45 (15h45 no horário de Brasília), informou a imprensa russa citando uma fonte do ministério da Defesa.
“Segundo nossos cálculos (…), a queda dos fragmentos da nave Fobos-Grunt ocorreu às 21h45 hora de Moscou (15h45 Brasília) no oceano Pacífico”, declarou o coronel Alexei Zolotujin, citado pela agência Interfax.
A queda da sonda foi precedida por uma série de informações contraditórias por parte da agência espacial russa Roscosmos, que primeiro previu o impacto no Oceano Índico, depois em Madagascar, em seguida no Atlântico, Argentina e finalmente na costa chilena, no Pacífico.
Os escombros da nave espacial foram estimados em cerca de 14 toneladas, que incluem 11 toneladas de combustível de foguete tóxico.
A sonda de US$ 165 milhões, projetada para recuperar amostras de solo da lua marciana Fobos, seria a primeira missão bem-sucedida interplanetária da Rússia em mais de duas décadas. Mas durante o lançamento com problemas em 8 de novembro, a sonda ficou presa em órbita, e desde então, vem aos poucos perdendo altitude, devido à atração gravitacional.
Especialistas dizem que a queda de lixo espacial traz pequenos riscos.
Um dos componentes que pode ser conservado com a queda é uma cápsula projetada especificamente para um pouso de volta na Terra em 2014, segundo informou o cientista Alexander Zakharov. “Essa é a cápsula que foi feita para trazer de volta amostras de Fobos. É decepcionante”, disse Zakharov.
Fobos-Grunt foi um dos cinco lançamentos russos com problemas no ano passado, que marcou comemorações do 50º aniversário do pioneiro Yuri Gagarin, que fez o primeiro voo espacial.
Em uma aparente tentativa de eximir-se de culpa, o chefe a agência espacial da Rússia insinuou haver uma sabotagem estrangeira na missão.
“Eu não quero culpar ninguém, mas existem meios muito poderosos para interferir com a nave espacial de hoje, cuja utilização não pode ser descartada”, disse Vladimir Popovkin ao jornal Izvestia.
De acordo com uma convenção da ONU, a Rússia poderá ser obrigada a pagar indenização pelos danos causados por escombros em queda.
Em 1981, a União Soviética pagou US$ 3 milhões ao Canadá para a limpeza de detritos radioativos.

5052 – Amazônia – Deserto teria virado Paraíso


A Amazônia não foi sempre a mata equatorial que conhecemos atualmente. Há centenas de milhares de anos, o clima da Terra era mais frio do que hoje e grande parte da água do planeta estava bloqueada na forma de gelo. Como conseqüência, havia pouca umidade no ar e a área que conhecemos como uma enorme mata não passava de um vasto deserto. Em meio à areia nua, aqui e ali, despontavam ilhas verdes isoladas, cada uma com seus próprios bichos e plantas.
Esses ecossistemas independentes – batizados de refúgios ecológicos – são a base da teoria que o zoólogo Paulo Vanzolini elaborou em 1969 em colaboração com o geógrafo Aziz Ab’Sáber, ambos da Universidade de São Paulo. Ela explica por que convivem na Amazônia tantas espécies diferentes. É que, logo que o clima esquentou, as ilhas verdes se espalharam sobre a areia e acabaram unidas numa única massa vegetal, que agregou toda a fauna e a flora que se desenvolvera nos diversos refúgios do passado. É verdade que, nesse processo, agumas espécies desapareceram. Mas muitas outras surgiram do cruzamento das sobreviventes. Deu uma diversidade imcomparável.
Esse tipo de reviravolta, diz Vanzolini, deve ter sido comum no passado, pois as glaciações resfriam o planeta em ciclos, repetindo-se a cada 100 000 anos.
1. Há mais de 20 000 anos, a região era seca. Havia apenas oásis de vegetação, cada um com seus próprios bichos e plantas.
2. De 10 000 anos para cá, o clima ficou mais úmido. As áreas verdes cresceram até colar umas nas outras. Esse ambiente ampliado juntou uma grande variedade de espécies.

5051 – Gênios Injustiçados


Se você procurar na Enciclopédia Britânica o verbete de Alberto Santos-Dumont (1873-1932), ficará desapontado. As míseras 28 linhas dedicada ao herói da ciência não mencionam que ele foi um dos inventores do avião nem que se tornou o primeiro a controlar o vôo de um balão, em 1899. Mas, agora, por iniciativa do próprio presidente da Enciclopédia Britânica, o americano Paul Hoffman, ex-editor da revista americana Discover, a injustiça poderá ser corrigida. Encantado com o inventor brasileiro, ele está escrevendo sua biografia.
Para o escritor, o brasileiro teria sido o primeiro a fazer um vôo público em um avião, em 1906. “Os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright anteciparam o aparelho em 1903, mas mantiveram segredo para patentar o invento”, diz. “Dumont foi o primeiro a voar num balão dirigível”, ressalta. “Foi inventivo e corajoso o suficiente para combinar um motor a gasolina com um balão de hidrogênio, que queima facilmente.”
A despeito da disputa com os irmãos Wright, o brasileiro é um gênio bem conhecido. Mas o que dizer do padre Landell de Moura? Há evidências de que ele fez uma transmissão de rádio dois anos antes do italiano Guglielmo Marconi. Apesar disso, é quase incógnito. Outro mestre despercebido é o médico Manuel de Abreu, criador da radiografia de pulmão em 1936.

5050 – Cavalo tem ar-condicionado para neurônios


Depois de horas de galope, o sangue de um cavalo esquenta um bocado. Teoricamente, tanto calor poderia danificar as células do cérebro do bicho. Mas uma nova pesquisa revelou que o eqüino evita o superaquecimento dos neurônios com um curioso sistema de refrigeração, feito de bolsas de ar.
Para chegar a essa conclusão, cientistas dinamarqueses e canadenses implantaram pequenos termômetros nas artérias carótidas dos animais antes e depois da passagem delas pelas bolsas. Perceberam que, ao atravessar os sacos de ar, o sangue esfria até 2 graus Celsius e pode alcançar o cérebro sem causar dano. Esse ar-condicionado não é privilégio dos cavalos. “Outros animais, como pequenos morcegos, usam o mesmo mecanismo para abaixar a temperatura do sangue”.
Depois de mais de 1 hora de exercício, o sangue na cabeça do animal pode atingir até 46 graus Celsius.
Ele é resfriado por bolsas de ar capazes de reter até 0,5 litro de ar fresco.
Depois da passagem, o sangue da artéria segue para o cérebro até 2 graus Celsius mais frio.

5049 – Santo Daime e o chá alucinógeno


A cor da bebida varia entre o ocre e o marrom-escuro. O gosto é mais amargo que o de um suco de laranja esquecido fora da geladeira. E os efeitos mais comuns são vômito e diarréia. Mas nada disso impede que ela seja consumida regularmente por índios da Amazônia ou pelos moradores de grandes cidades que freqüentam os rituais de seitas religiosas como o Santo Daime e a União do Vegetal. Ela também provoca alucinações e visões místicas.
Chamado de daime ou vegetal por seus adeptos, o chá é mais conhecido pelos antropólogos como ayahuasca – cipó dos espíritos ou vinho dos mortos em quéchua, língua indígena peruana. Obtido pela fervura de duas plantas amazônicas – o cipó jagube, ou mariri (Banisteriopsis caapi), e o arbusto chacrona (Psychotria viridis) – , ele é usado há milênios pelos pajés da floresta. Para eles, o chá é capaz de livrar o corpo e a alma de toda impureza, fazer a mente viajar no tempo e no espaço e abrir a comunicação com os antepassados e as forças da natureza.
Não é o tipo de coisa na qual os cientistas acreditam, mas o fato é que a ayahuasca vem atraindo cada vez mais interesse na comunidade acadêmica. Alguns estudos indicam que ele ajuda a combater a dependência alcoólica. Em 1996, os psiquiatras Charles Grob, da Universidade da Califórnia, e Eliseu Labigalini, da Universidade Federal de São Paulo, avaliaram um grupo de quinze usuários da bebida. Alcoólatras há vários anos, eles haviam abandonado o vício semanas após começarem a tomar o daime. Mas ninguém arrisca ainda indicar o uso do chá como terapia. “A amostragem foi pequena”, diz Labigalini, que continua investigando como o daime pode contribuir também no tratamento da dependência de crack e cocaína.
Junto do interesse médico, logo vêm os interesses econômicos. Já em 1986, o americano Loren Miller, da Corporação Internacional de Plantas Medicinais, na Califórnia, pediu a patente de uma variedade do cipó Banisteriopsis caapi. Correu o boato de que ele pretendia criar um refrigerante. Mas Miller nega.
Com os olhos abertos, as luzes parecem dançar. As cores ganham uma intensidade fora do comum. Fechando-se os olhos, manchas brilhantes e pulsantes transformam-se em animais da floresta, como onças e serpentes. Assim são as descrições mais comuns das visões provocadas pela bebida – também chamadas de miração, no Santo Daime, e burracheira, na União do Vegetal. Essa alteração da consciência levou o Ministério da Saúde a proibir o uso do chá no início da década de 80. Mas dois pareceres do Conselho Federal de Entorpecentes liberaram o consumo, desde que em rituais religiosos.
Existem mais de vinte grupos com autorização para tomar o chá. O Santo Daime e a União do Vegetal, instalados em várias cidades brasileiras, são os mais conhecidos.
O efeito alucinatório, que dura de alguns minutos a até mais de 1 hora, é resultado principalmente da ação de uma substância chamada dimetiltriptamina, encontrada nas folhas da chacrona. Já o cipó jagube contém três alcalóides chamados harmina, harmalina e tetrahidroharmina. Sua ação também se dá no cérebro, aumentando a quantidade do neurotransmissor serotonina, responsável pelas alterações de humor.
A ação da bebida no sistema nervoso não é muito diferente do funcionamento de antidepressivos como o Prozac. A fluoxetina, seu princípio ativo, impede que a serotonina seja recaptada pelo neurônio depois de liberada. Assim, uma quantidade maior fica em circulação. Por isso, quem toma esse medicamento deve esquecer o chá. Tanto um quanto o outro deixam uma quantidade maior do neurotransmissor disponível. Sobrepostos em doses elevadas podem provocar até derrame cerebral.
Nascido com princípios católicos, o Daime abriga hoje kardecistas, umbandistas e até céticos, somando cerca de 2 000 adeptos no mundo todo. A religião da mata se espalhou para os centros urbanos do Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão e, nos tempos de desorientação de hoje, é procurada por intelectuais, médicos, psicólogos. O mesmo fenômeno aconteceu com a União do Vegetal (UDV), a maior organização baseada no uso do chá. Nascida em 1961, em Rondônia, e tendo como fundador outro seringueiro, mestre José Gabriel da Costa, a União conta com 6 000 seguidores espalhados por todas as grandes cidades brasileiras.
Os rituais do Daime e da União do Vegetal buscam, acima de tudo, a introspecção e a autoconsciência, e o chá é o veículo principal para consegui-las. Mas, no Daime, não é o único. A dança, que pode se estender por mais de 10 horas, e os hinos de letras simples e repetitivas ajudam na concentração mental, até se chegar às mirações. “Apesar de a bebida ser considerada um alucinógeno, a palavra visão descreve melhor o que acontece durante o ritual”, diz o psiquiatra Charles Grob.
A Igreja Nativa Americana, fundada pelos índios da América do Norte, utiliza em seus rituais o cacto peiote. Ele contém a substância alucinógena mescalina, tornada mundialmente famosa na década de 70 pelos livros do antropólogo Carlos Castañeda.

5048 – Evolução – Sem meteoritos só haveria algas na Terra


Datando amostras de poeira lunar, os cientistas verificaram que foi num período de bombardeio muito intenso que a evolução deu seu maior salto. Isso foi há 400 milhões de anos, época em que as bactérias e as algas – únicos habitantes do planeta até então – originaram os primeiros animais grandes. “A queda de meteoritos muda o clima”.
Catástrofes do bem
Queda de meteoritos explica surgimento de organismos complexos.
Entre 4 e 3,5 bilhões de anos atrás.

Um grande número de meteoritos caiu na Terra e na Lua. As primeiras bactérias e algas podem ter surgido na Terra por volta dessa época.
3,5 bilhões de anos atrás.
Os impactos rarearam. Com isso proliferaram seres simples, sem grandes mudanças evolutivas.
Entre 500 e 400 milhões de anos atrás.
O bombardeio cósmico volta a se intensificar. Esse período corresponde à chamada explosão cambriana, em que diversas criaturas complexas se desenvolveram por aqui.

5047 – Alguém em queda livre pode morrer antes de chegar ao chão?


Pode, sim. Um ser humano, jogado de um avião acima de 4 quilômetros de altura, pode morrer antes mesmo de começar a cair, vitimado pela mudança de pressão. Explica-se: a cabine das aeronaves é pressurizada porque, àquela altura, a concentração de oxigênio na atmosfera é insuficiente para o homem respirar. Assim, a pressão de fora é muito menor que a de dentro. Quando, num acidente, a parede do avião se rompe, o passageiro é projetado para o exterior com extrema violência. “Esse movimento brusco já pode quebrar ossos, lesar órgãos internos e matar”, explica o major Flávio Xavier, especialista em medicina aeroespacial do Núcleo do Instituto de Fisiologia Aeroespacial do Ministério da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Mas, se ainda sobreviver quando estiver no ar, fora do aparelho, a vítima corre risco de morte por parada cardíaca. Quando o cérebro percebe que o corpo está em queda livre, o susto faz o coração sofrer um curto-circuito. Isso pode acontecer também quando alguém pula de uma montanha ou de um prédio alto como o Empire States Building, em Nova York, que tem 373 metros de altura.
1. O cérebro é avisado da queda pelas articulações entre os ossos, que deixam de sentir o peso do corpo, e pelo labirinto, o órgão dentro do ouvido responsável pelo equilíbrio. A ameaça é registrada pelo sistema límbico.
2. O sistema límbico liga-se, por meio do nervo vago, com o nó sinoatrial no coração. Ele rege o ritmo dos batimentos.
3. O susto pode fazer o sistema límbico liberar o neurotransmissor acetilcolina em excesso, provocando um curto-circuito no nó sinoatrial. O coração pára.

5046 – Como a sequóia, o maior ser vivo do mundo, leva água até as folhas mais altas?


Apesar dos seus 100 metros de altura, ela usa a mesma estratégia de qualquer árvore, grande ou pequena, para matar a sede. A transpiração faz a planta perder umidade pelas folhas. Isso cria uma diferença de pressão entre a base e o topo dos vasos que transportam líquidos e nutrientes captados pelas raízes. Essa diferença gera uma força de sucção.
Quando a planta transpira, a água é sugada das raízes para a copa.
A sequóia transpira pelas folhas. Para repor a água perdida, a folha puxa líquido dos xilemas, os vasos que conduzem a seiva pelo tronco.
No tronco, a perda de líquido lá no alto cria uma diferença de pressão dentro do xilema. Como acontece quando se suga refresco por um canudo.
O xilema então puxa o líquido das partes inferiores da planta. As raízes se encarregam de repor o que é consumido.

5045 – Falso Milagre – Aparelhos de eletroestimulação não funcionam


O efeito é mínimo e só faz sentido no tratamento de músculos deficientes, em clínicas de fisioterapia, afirmou um especialista do Hospital Albert Einstein. No caso de uma pessoa saudável, mas de vida sedentária, as contrações aplicadas nos músculos os deixam um pouco mais tonificados após algumas sessões, mas é só. A partir daí, só o esforço físico poderá desenvolvê-los. Para a perda de peso, de nada adianta. Fabricantes de tais aparelhos são alvo de ações nos EUA, sob a acusação de propaganda enganosa. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária está de olho.
Não se iluda com as curvas da Feiticeira. Não existe tecnologia capaz de deixar ninguém sarado sem malhar.

5044 – O que é um poço artesiano?


Poço perfurado com diâmetro pequeno, grande profundidade e a água junta-se no solo naturalmente., porque sua própria pressão basta para leva-la à superfície, com pressão insuficiente se utiliza uma bomba , mas o poço semi-artesiano. O nome vem do século 12, quando em 1126, foi criado um poço do gênero na cidade francesa de Artois ou Artésia; mas há indícios que os chineses já faziam perfurações desse tipo por volta de 5000 aC. São escavados por furadeiras gigantes usando broca desenvolvida pela indústria petrolífera. Devido a grande profundidade as águas são limpas, em muitos casos não sendo necessário o tratamento antes do consumo.

5043 – Descoberto hormônio que imita efeito de exercícios


Ficar em forma pode passar a ser uma moleza…
Um novo estudo abre perspectiva de que os exercícios físicos possam ser trocados por uma pílula.
Em experimentos com camundongos, cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston, descobriram que um tipo de um hormônio, produzido após a atividade física, era capaz de transformar o tecido adiposo.
Em sua presença, células de gordura branca –responsável por armazenar energia– se convertem na chamada gordura marrom, que queima calorias para aquecer o corpo.
A nova molécula, batizada de irisina, também existe em humanos. Num teste, os cientistas injetaram pequenas doses da substância em roedores sedentários, obesos e com sintomas de pré-diabetes.
Após dez dias, os animais tiveram os níveis de glicose e insulina normalizados no sangue e até perderam peso. O experimento foi descrito na revista “Nature”.
Mesmo exibindo cautela em relação ao potencial terapêutico do novo hormônio, os pesquisadores se mostram otimistas com a perspectiva de usá-lo em humanos em um futuro próximo.
A molécula da irisina dos camundongos é quase idêntica à versão humana, o que significa que os mesmos benefícios observados nos roedores podem se mostrar em pessoas. “Esperamos ver efeitos colaterais muito pequenos”.
Ele e seus colegas do Dana-Farber, um centro de pesquisa associado à Universidade Harvard, estão agora tentando criar uma maneira de administrar a irisina a humanos. No estudo com roedores, foi usado um vírus para distribuir o hormônio no organismo, algo difícil de fazer com segurança.
Para criar uma droga que possa ser usada em humanos, Boström e seus colegas estão tentando “colar” a irisina em moléculas de anticorpos, as proteínas de defesa do sistema imunológico, para só depois injetá-las no sangue.
Para pesquisadores, mesmo que não seja adequado substituir exercícios por uma droga que tente emular seus efeitos, é possível encontrar uma brecha para aplicação.
“Há muitos pacientes por aí que precisam de exercício mas, por diferentes razões, não podem fazer”, diz Boström, o autor da pesquisa.
“Um medicamento pode vir a ser uma opção para pessoas extremamente obesas, que têm dificuldade em se movimentar para fazer exercícios, ou para pessoas com alguns tipos de deficiência física”.
GORDURA MARROM INTRIGA CIENTISTAS
Apesar de já estarem estudando a possibilidade de aplicação do conhecimento sobre a chamada gordura marrom, cientistas ainda tentam entender por que esse tipo de tecido é estimulado pelo exercício no corpo humano.
A gordura marrom, que queima energia em vez de armazenar, existe primariamente em bebês, que precisam de proteção contra o frio. Como essa classe de célula adiposa libera energia ao ser estimulada, gera calor e aquece a criança.
Do ponto de vista da teoria da evolução, porém, não faz sentido que um organismo que já esteja gerando calor por meio de atividade física também estimule a queima de mais energia por um mecanismo metabólico secundário.
A hipótese que cientistas levantaram para explicar isso é que, nos bebês que sentem frio, o fator que estimula a a conversão de gordura branca em marrom é o tremor.
Como os músculos que se movimentam para vibrar a pele são essencialmente os mesmos que mexemos para fazer exercício, também produzimos gordura marrom como efeito colateral da atividade física.

5042 – Adiantado o relógio do fim do mundo


A incerteza gerada pela ameaça de proliferação nuclear e pelo aquecimento global fez o BAS (Boletim de Cientistas Atômicos) adiantar em um minuto o “Relógio do Apocalipse”, informaram na terça-feira especialistas internacionais.
O simbólico Relógio do Apocalipse “aponta agora cinco minutos para a meia-noite [quando ocorrerá o cataclisma nuclear]“, declarou Allison Macfarlan, presidente da associação da Universidade de Chicago que em 1947 criou o sistema para ilustrar o risco da corrida atômica.
Em janeiro de 2010, o BAS, que tem entre seus membros 18 prêmios Nobel, atrasou o relógio em um minuto diante de um “estado do mundo mais promissor”, deixando o marcador a seis minutos da meia-noite.
“Há dois anos, parecia que os dirigentes do mundo poderiam enfrentar as ameaças globais, mas esta tendência não se manteve e, inclusive, se inverteu”, constatou Allison Macfarlan, professora da Universidade George-Mason, na Virgínia.
Lawrence Krauss, presidente da associação e professor de física da Universidade do Arizona, disse que o relógio foi adiantado devido “aos perigos claros e iminentes de proliferação nuclear e mudança climática, assim como diante da necessidade de encontrar fontes de energia seguras e duráveis”.
Para o cientista, “o maior desafio à sobrevivência da humanidade no século 21 é satisfazer as necessidades energéticas para o crescimento econômico dos países em desenvolvimento e industrializados sem prejudicar ainda mais o clima e sem alimentar a proliferação nuclear”.
Kenneth Benedict, diretor-geral do BAS, foi mais otimista e garantiu que a associação está entusiasmada com a “Primavera Arabe, os movimentos ‘Ocupem’ e a contestação política na Rússia”.
“O poder do povo é essencial para enfrentar os desafios da energia nuclear, resolver os males do aquecimento global e evitar um conflito nuclear em um mundo instável”, acrescentou.
Desde que foi criado, em 1947, o Relógio do Apocalipse já foi ajustado 19 vezes.

5041 – Ecologia – Esse tal buraco de ozônio


Explicações sobre o buraco na camada de ozônio da Terra.
A vida não seria possível na Terra sem um escudo providencial existente na atmosfera: uma estreita camada de um tipo relativamente raro do gás oxigênio, o ozônio. Ele é capaz de bloquear os raios ultravioleta emitidos pelo Sol, perigosos para o homem porque aumentam a incidência de câncer de pele. Esse protetor gasoso está se desfazendo com grande rapidez. As perdas ocorrem sobre a Antártida, onde se formou um buraco que não pára de crescer. Há 15 anos sua área era menor que a do Brasil, mas este ano vai chegar a ser quase duas vezes maior, alcançando 14 milhões de quilômetros quadrados. Aqui você vai saber como os cientistas enxergam o buraco e qual é sua proporção em relação à superfície da Terra. Também vai ler as outras informações essenciais para se compreender o fenômeno.
Um prisma separa as cores que estão contidas na luz solar. Os raios ultravioleta geralmente não aparecem porque são absorvidos pelo ozônio e não chegam ao solo. Quando, em 1982, o inglês Farman registrou o ultravioleta na luz, concluiu que faltava ozônio no ar.

luz do Sol
ozônio
mesosfera
estratosfera
troposfera
ultravioleta presente
ultravioleta ausente

Normalmente a atmosfera tem 100 quilômetros de altitude. Para facilitar os cálculos, os cientistas costumam tratá-la como se ela tivesse apenas 8 quilômetros. Nesse modelo teórico, a camada de ozônio tem apenas 3 milímetros.
100 km – altura real da atmosfera
camada de ozônio
altura teórica da atmosfera usada para cálculos pelos cientistas
8 km
A causa mais provável da destruição do ozônio é uma substância usada nas geladeiras e no ar-condicionado dos carros, o CFC. A molécula de CFC contém cloro, e o cloro quebra as ligações químicas do ozônio. Com isso, dos três oxigênios do ozônio resta apenas uma dupla, que é incapaz de bloquear o ultravioleta.

5040 – Auto Ajuda – Livro: Pequenas lições de Sabedoria



Pequenas lições de sabedoria são mensagens que, quando lidas, abrem o pensamento para refletir sobre o que se passa cotidianamente à nossa volta. É possível extrair um entendimento de cada pequena lição e utilizá-lo como uma nova diretriz, um passo vitorioso a ser dado nesse grande desafio que é a vida.

Os diversos gêneros em que os conceitos de auto-ajuda são aplicados, são trazidos juntamente com a expansão de tecnologias que dão aos indivíduos condições de conduzir atividades tanto triviais quanto as mais profundas em complexidade. A publicação de livros de auto-ajuda surgiu da descentralização da ideologia, do crescimento da indústria editorial usando novas e melhores tecnologias de impressão e no auge do crescimento, com as novas ciências psicológicas sendo difundidas. Igualmente, serviços de auto-ajuda legal cresceram em torno da expansão do acesso às tecnologias de proteção de documentos. A Internet, e a sempre-crescente seleção de serviços comerciais e de informação que ela oferece, é um exemplo do movimento em torno da auto-ajuda em grande escala. Essa integração produziu um novo tipo de instrumentos, como livros com um código único impresso em cada cópia para garantir que o leitor possa realizar um teste “on-line” que quantifique onde as suas habilidades se comparam nos conceitos ditados pelo livro.