Todos os posts de carlosrossi

Sobre carlosrossi

Autodidata - ☻Mega Arquivo - Início em Março de 1988

5406 – Mega Mix – Vida Física


De um trabalho rudimentar feito em cadernos, surgiu o ☻Mega Arquivo

Restabelecer a vida física é só mais uma utopia dos cientistas?
Na década de 1970 o Instituto Vucheus de Moscou conseguiu restabelecer síntese de proteínas em um cadáver de coelho. Os pesquisadores estudaram a síntese das proteínas que prossegue durante algum tempo após a morte. Nas primeiras experiências, o baço e o cérebro sofreram reduções na síntese normal , após a morte de um coelho, o mesmo foi resfriado levando o sangue a 9°C. Uma hora após a morte a temperatura do animal era de 26°C, depois, 24°C, sendo aquecido novamente e reanimado. Ao mesmo tempo foram injetados aminoácidos em sua circulação e verificou-se que todas as funções vitais, incluindo as motrizes foram restauradas. Mas outros obstáculos ainda não foram vencidos, como a deterioração irreversível do cérebro que surge 3 a 6 minutos após cessar a respiração e a circulação. Resta com a criogenia tentar uma refrigeração imediata do cérebro e esperar a forma de curar a doença na qual a pessoa morreu.

5405 – Biologia – Combate às aranhas


O uso de aviões de guerra contra aranhas pode parecer aberrante, mas é um excelente exemplo do pavor que elas inspiram e sa falta de conhecimentos com que frequentemente o homem as enfrenta. Não é difícil imaginar o que aconteceu na Ilha do Fundão, quando as primeiras bombas de nalpan atingiram o solo. Os grandes deslocamentos de ar causados pelos impactos dos projéteis e as colunas ascendentes de ar quente produzidas pelo incêndio carregaram para a atmosfera uma enorme quantidade de jovens curacavensis em seus balões de seda. Este bizarro caso fez um zoólogo apresentar extenso relatório condenando o espetacular e ineficiente método de combate às aranhas e aconselhando que no futuro fossem usadas apenas técnicas convencionais de borrifaçãocom DDT ou BHC, com supervisão de especialistas.
A aranha não é um inseto, embora pertença ao mesmo filo, o dos artrópodes, é de uma classe própria, a aracnídea, da qual fazem parte também os piolhos e os escorpiões. Possuem 4 pares de patas e o corpo dividido em apenas 2 porções:o abdomem e o cefalotórax; tal nome significa que a cabeça e o tórax estão fundidos numa só peça. Todas as aranhas são peçonhentas, ou seja,inoculam em suas vítimas, geralmente insetos, uma substância que mata ou paralisa e que desempenha também a função de suco digestivo. No homem o veneno das aranhas-lobofaz apodrecer o tecido no local atingido. O das aranhas-marrons destrói os glóbulos vermelhos, o que causa obstrução renal. O das armadeiras provoca intensa hipertensão, suores e taquicardia, entretanto, poucas espécies injetam veneno capaz de por em risco a vida humana. O maior número de acidentes acontece em meses frios, durante as horas quentes do dia e a metade dos casos dentro de casa. As aranhas podem entrar nas casas por diversos motivos, mas não de propósito para atacar o homem. Suas habitações naturais como os campos e florestas estão sendo devastadas e aí vagam em busca de novos abrigos.

5404 – Inventos – A Geladeira, invenção do século 19


Gorrie, não lhe deram crédito

A crítica do jornal americano The New York Times foi contundente: “Existe um excêntrico na cidade de Apalachicola, Flórida, que pensa poder fazer gelo tão bem quanto Deus Todo-poderoso”. O excêntrico era John Gorrie, devotado médico americano que passou boa parte da vida interessado em melhorar as condições dos doentes, na maioria marinheiros sofrendo de febre amarela, que eram tratados em seu hospital. Gorrie, nascido em Charleston, Carolina do Sul, em 1803, tinha se mudado aos 30 anos para a cidade portuária de Apalachicola, conhecida por seu clima extremamente quente e úmido. A partir de 1838, ele teve a idéia de pendurar sacos de gelo nas salas do hospital, para tornar mais ameno o ar que seus pacientes respiravam.
O difícil era conseguir gelo em quantidade suficiente. Frederic Tudor, um mercador de Massachusetts, tentou resolver a questão armazenando gelo dos lagos e rios no inverno, para depois vendê-lo nas cidades quentes no verão. A conservação era feita em silos isolados com serragem. Mas a entrega era irregular e a quantidade não dava para o consumo. O preço era também exorbitante: 2,75dólares o quilo, um absurdo na época. Diante disso, em 1850 Gorrie resolveu pôr em prática seus conhecimentos de Física: construiu uma máquina a vapor que movia um pistão dentro de um cilindro. Em volta do sistema ha via um recipiente com água salgada, que congela a uma temperatura mais baixa que a água pura.
O pistão comprimia e expandia alternadamente vapor de água, que por sua vez roubava calor do meio externo – o recipiente de água e sal – para passar do estado líquido ao gasoso. Quando a água salgada não tinha mais calor para ceder ao gás, os dois se resfriavam. O ar então era liberado no ambiente, enquanto a água salgada congelava ainda outro frasco de água doce colocado no recipiente. Assim, de uma só tacada Gorrie tinha inventado o ar-condicionado e a geladeira. Ele foi também o primeiro a fabricar um aparelho comercialmente viável. A primeira apresentação pública da engenhoca se deu em 1850, no dia 14 de Julho, quando os franceses comemoram o aniversário da queda da Bastilha.
Gorie cabou obtendo a patente da maquma que até hoje obedece ao mesmo mecanismo de funcionamento – com a diferença essencial de que, com o advento da eletricidade, o sistema deixou de ser movido por uma máquina a vapor, substituída pelo motor elétrico. Mas, em 1850, o invento não chegou a impressionar os incrédulos banqueiros a quem o médico procurou em busca de dinheiro para construir uma fábrica. “Uma tonelada de gelo poderá ser feita em qualquer lugar da Terra por apenas 2 dólares”, dizia ele, em vão. Gorrie morreu desacreditado e pobre em 1855. Pouco antes, previra que seu sistema seria usado em navios e residências. A previsão começou a se cumprir por volta de 1880. Na época, mergulhada numa grave crise de abastecimento, a Inglaterra apelou à Austrália para que substituísse por carne o carregamento normal de sebo e lã de carneiro destinado a Londres.
Von Linde aperfeiçoou a invenção de Gorrie e substituiu o vapor de água por amônia. No novo processo, quando o gás é comprimido, torna-se líquido, sendo então forçado a circular por uma condensador (a parte de fica atrás nas geladeiras modernas), onde perde o calor adquirido na compressão.
Em seguida, atravessa uma válvula de evaporação, como as que existem nos dispositivos spray, que diminui a pressão exercida sobre a amônia e faz com que ela passe novamente para o estado gasoso. Nesse momento, as moléculas de amônia em expansão precisam de mais calor para se movimentar num espaço maior. O calor é obtido do compartimento interno da geladeira, que assim acaba por resfriar-se. O gás chega então ao compressor e o processo recomeça. Aclamado por sua adaptação, Von Linde passou a interessar-se pela construção de refrigeradores domésticos. Em 1891, chegou a vender 12 mil aparelhos para cidadãos particulares.
Seu sistema ainda hoje é o mais utilizado, embora a amônia tenha sido substituída na década de 20 pelo composto clorofluorcarbono (CFC), que tem o mesmo rendimento, não é tóxico para o homem, mas descobriu-se que corrói a camada de ozônio que protege a Terra dos raios solares.
Da evolução da geladeira, surgiram os freezers, que mantém o alimento congelado a uma temperatura de menos 18 graus centígrados. Para o engenheiro Walter Haddad, professor de Refrigeração da Faculdade de Engenharia Industrial de São Paulo, as máquinas de gelar do futuro utilizarão a tecnologia dos supercondutores que começa a engatinhar. “Essas geladeiras”, prevê Haddad, “usarão menos energia e serão muito mais duráveis.”

5403 – EUA X Furacões


O Katrina matou 1800 pessoas e causou 50 bilhões de dólares de prejuízo em 2005. Os especialistas estão apreensivos: todos os anos, 3 a 6 furacões de grande intensidade se formam no hemisfério norte, com 67% de probabilidade de que um deles atinja o litoral amaricano. A solução proposta é alterar o ciclo dos furacões.Os testes já estão sendo feitos em laboratório, mas a idéia de desviar a rota de um furacão é polêmica. O plano seria cobrir uma pequena área na frente do furacão com álcool estearílico que parece um óleo usado para cosméticos; isso impediria a evaporação da água, cortando o suprimento de ar quente, que é o combustível do furacão. Isso não poluiria o mar, pois a quantidade seria apenas 100 gramas por km² de oceano.
Outra idéia seria instalar 20 turbinas de avião numa balsa e levar até a rota do furacão dando então partida. Isto faria o ar quente subir com uma pressão de um milhão de newtons, o suficiente para criar pequenos ciclones artificiais, que se alimentam do calor do oceano. Quando o furacão chegar ao local, o mar já estará 2 a 3 °C mais frio, mas para isso seria preciso ter uma frota de navios anti-furacão com um custo de 750 milhões de dólares por ano.

5402 – Antártida – A Estação Comandante Ferraz


Veja como era a estação científica que ficou 70% destruída com um incêdio
É uma base antártica pertencente ao Brasil localizada ilha do Rei George, a 130 km da Península Antártica, na baía do Almirantado, Antártica.
Começou a operar em 6 de fevereiro de 1984, levada à Antártica, em módulos, pelo navio oceanográfico Barão de Teffé e diversos outros navios da Marinha do Brasil. Atualmente abrigava cerca de 60 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e funcionários, militares e civis.
O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da Marinha do Brasil, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente Antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico.
A estação dispunha de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliponto, construído de acordo com as normas internacionais.
Até 2004 a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório.

A administração da estação é executada por militares da Marinha do Brasil, que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período.
No inverno, os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da Força Aérea Brasileira, pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o NApOc Ary Rongel (H-44). São realizados sete vôos anuais com aeronaves C-130 Hercules. As instalações da base são capazes de abrigar 46 pesssoas.
No verão, naturalmente em condições menos adversas, a população na estação aumenta, o que se traduz em maior nível de atividade. É nesta época que são executados os serviços de manutenção, ampliação, reabastecimento e apoio aos projetos científicos, tecnológicos e pesquisas de maior vulto. As condições de locomoção e transporte se dão com maior facilidade, há menos gelo a dificultar as atividades dos habitantes. Os ventos são mais fracos, e a temperatura também é mais amena, chegando aos 5°C.

Ossada de baleia jubarte encontrada próxima da Estação

Os programas de pesquisas permitiram estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para as Américas inclusive a Amazônia. Ali foi detectado o aumento da temperatura global, o efeito estufa, o aumento do buraco da camada de ozônio, o aumento do nível dos oceanos, além de recolhidos elementos provenientes da poluição causada em sua maioria pelos países do hemisfério norte.
Todas as alterações detectadas pela Estação Antártica Comandante Ferraz mostram claramente a interação entre os hemisférios e sua interferência nas mudanças globais.

Incêndio na estação
Na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012, 2h, com 60 pessoas na base, ocorreu um incêndio iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação, suspeitas de sabotagem. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um suboficial e um primeiro-sargento morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas, devido a surpresas do ataque tendo um sargento foi ferido, mas levado com vida para a estação polonesa onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. Para esta foram transportados também todos os civis, encaminhados então para a cidade de Punta Arenas, na Patagônia, e por fim de volta ao Brasil, em um avião da Força Aérea Brasileira.
Após a avaliação dos danos, concluiu-se que 70% da estação fora destruída.

Presidente Lula visitou a Estação

5401 – Amazônia – Vitória-régia é Vitória do Brasil


Solitária e cheia de aroma, sua flor espera o cair da tarde para explodir em cores. Branca, cor-de-rosa ou vermelha, só vai fechar novamente pela manhã, perdendo o lugar ao longo do dia, para as folhas enormes e redondas, que podem suportar até 45 quilos e servem de refúgio para aves e insetos nos igarapés. A planta aquática nativa da Amazônia é símbolo do Brasil. Suas folhas com quase 2 metros de diâmetro parecem grandes bandejas verde-escuras. Batizada pelo botânico inglês Lindey em homenagem à rainha Vitória, hoje porém é chamada de vitória do Brasil.

5400 – Astronomia – A Estrela Aldebaran


Compare com o Sol

Alpha Tauri (α Tau) conhecida como Aldebarã ou Aldebaran é a estrela mais brilhante da constelação Taurus. É também designada pelos nomes de Cor Tauri; Parilicium ou ainda, pelos códigos HR 1457 e HD 29139. Na Grécia antiga era conhecida como “tocha” ou “facho”.
Aldebarã é uma das estrelas mais facilmente identificáveis no céu nocturno, tanto devido ao seu brilho como à sua localização em relação a uma das figuras estelares mais conhecidas do céu. Identificamo-la rapidamente se seguirmos a direcção das três estrelas centrais da constelação de Orion (designadas popularmente por “três Marias” ou “Três reis Magos”), da esquerda para a direita (no hemisfério norte) ou da direita para a esquerda, no hemisfério sul – Aldebarã é a primeira das estrelas mais brilhantes que encontramos no seguimento dessa linha. Pode ser vista em Portugal (zona média do hemisfério norte) de Outubro a Março.
Aldebarã é uma estrela de tipo espectral K5 III (é uma gigante vermelha), o que significa que tem cor alaranjada; tem grandes dimensões, e saiu da sequência principal do Diagrama de Hertzsprung-Russell depois de ter gasto todo o hidrogénio que constituía o seu “combustível”. Tem uma companheira menor (uma estrela mais pálida, tipo M2 anã que orbita a várias centenas de UA). Actualmente, a sua energia provém apenas da fusão de hélio, da qual resultam cinzas de Carbono e Oxigénio. O corpo principal desta estrela expandiu-se para um diâmetro de aproximadamente 5,3 × 107 km, ou seja, cerca de 38 vezes maior que o Sol (outras fontes referem que é 50 vezes maior). As medições efectuadas pelo satélite Hipparcos localizam a estrela a 65,1 anos-luz da Terra, e permitem saber que a sua luminosidade é 150 vezes superior à do Sol, o que a torna a décima terceira estrela mais brilhante do céu (0,9 de magnitude). É ligeiramente variável, do tipo variável pulsante, apresentando uma variação de cerca de 0.2 de magnitude.
Misticismo
Em termos astrológicos, Aldebarã é considerada uma estrela propícia, portadora de honra e riqueza. Segundo Ptolomeu, é da natureza de Marte. O astrólogo e alquimista Cornelius Agrippa escreveu que “o talismã feito sob Aldebarã com a imagem de um homem voando, confere honra e riqueza.
É uma das quatro “estrelas reais” (a guardiã do leste), assim designadas pelos Persas, cerca de 3000 a.C.. Também como guardiã do leste corresponde, na tradição, ao arcanjo Miguel (“o que é como Deus”), o Comandante dos Exércitos Celestes. Indicou o equinócio de outono no hemisfério norte em uma fase inicial da história a que se referem escrituras védicas.
Para os cabalistas é associada à letra inicial do alfabeto hebraico, Aleph, e portanto à primeira carta do Tarô, O Mago. Segundo a mitologia própria da Stregheria, ou bruxaria tradicional italiana, Aldebarã é um anjo caído que, durante o equinócio da Primavera, marca a posição de Guardião da porta oriental do céu.

Embora não seja a maior de todas, seu tamanho é colossal…

5399 – Cinema – O Oscar


Trata-se de um prêmio anual entregue pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, fundada em Los Angeles, Califórnia, em 11 de maio de 1927, em reconhecimento à excelência de profissionais da indústria cinematográfica, como diretores, atores e roteiristas. A cerimônia formal na qual os prêmios são entregues, é uma das mais importantes do mundo. É também a mais antiga cerimônia de premiação na mídia e muitas outras, como o Grammy, Emmy e Globo de Ouro, foram inspiradas no Oscar. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi concebida por Louis B. Mayer, um dos fundadores da Metro-Goldwyn-Mayer.
A 1ª Entrega dos Prêmio da Academia aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt em Hollywood, para honrar as realizações cinematográficas mais prominentes de 1927 e 1928. A cerimônia foi apresentada pelo ator Douglas Fairbanks e pelo diretor William C. DeMille. A 82ª Cerimônia do Oscar, honrando o melhor do cinema em 2009, foi realizada no dia 7 de março de 2010 no Teatro Kodak em Hollywood, apresentada pelos comediantes Steve Martin e Alec Baldwin.
O Oscar é o mais famoso e cobiçado troféu do mundo do cinema. É entregue anualmente em cerimônia no Teatro Kodak, na cidade de Los Angeles (EUA) aos que mais se destacaram no ano anterior em categorias como ator, atriz, diretor (realizador) ou cineasta, fotografia, música, roteiro (ou argumento) e melhor filme. Os vencedores são escolhidos por um colégio de mais de 5.800 membros votantes da Academia, de diversas nacionalidades. A cerimônia de entrega do Oscar é vista ao vivo na televisão por milhões de pessoas em todo o planeta.
Concorrem ao prêmio todos os filmes apresentados durante pelo menos uma semana em no mínimo três cinemas do distrito de Los Angeles no ano anterior à cerimônia, e os membros da Academia indicam os cinco selecionados para a escolha final dentro de sua própria categoria (atores indicam atores, diretores indicam diretores etc). Após a seleção dos cinco finalistas em cada categoria, todos os membros votam e elegem um dos indicados (ou nomeados) ao prêmio em suas respectivas modalidades.
O Oscar em si – cujo nome oficial é Prêmio de Mérito da Academia – é uma pequena estatueta de 35 cm de altura pesando quase quatro quilogramas, feita de estanho folheado a ouro de catorze quilates, em forma de um cavaleiro sobre um pedestal no formato de um rolo de filme, com uma espada de cruzado atravessada verticalmente no peito. Seu valor real é de cerca 200 dólares, mas seu valor simbólico é incomensurável, pelo prestígio profissional e popular que concede ao premiado e pelo faturamento que pode dar a um filme.
Concebida em 1929 pelo diretor de arte Cedric Gibbons e pelo escultor George Stanley, não sofreu mudanças até hoje, nos 80 anos em que já foi entregue. Apenas durante a Segunda Guerra Mundial foi confeccionada em gesso pintado com tinta dourada, devido ao esforço de guerra americano na época, que procurava racionar todos os tipos de metal. Após o conflito, os agraciados com estes Oscars tiveram seus prêmios trocados pela estatueta original.
Prêmios atuais
Principais
Melhor Filme
Melhor Direção
Melhor Ator
Melhor Atriz
Melhor Ator Coadjuvante
Melhor Atriz Coadjuvante
Melhor Roteiro Original
Melhor Roteiro Adaptado
Coadjuvantes
Melhor Filme em Língua-estrangeira
Melhor Filme de Animação
Melhor Filme Curta-metragem de Animação
Melhor Filme Curta-Metragem em Live Action
Melhor Musical Original
Melhor Documentário
Melhor Documentário em Curta-metragem
Técnicos
Melhor Direção de Arte
Melhor Figurino
Melhor Maquiagem
Melhor Fotografia
Melhor Edição
Melhores Efeitos Visuais
Melhor Mixagem de Som
Melhor Edição de Som
Melhor Trilha Sonora
Melhor Canção Original
Prêmios retirados
Melhor Diretor Assistente (1933-1937)
Melhor Coreografia (1935-1937)
Melhor Engenharia de Efeitos (somente em 1927/28)
Melhor Trilha Sonora: Comédia ou Musical (1995-1998)
Melhor História Original (1927-1956)
Melhor Trilha Sonora Adaptada (1962-1969)
Melhor Curta-Metragem: Cor (1936-1937)
Melhor Curta-Metragem em Live-Action: 1 Bobina (1936-1956)
Melhor Curta-Metragem em Live-Action: 2 Bobinas (1936-1956)
Melhor Curta-Metragem: Inovação (1932-1935)
Melhor Entretitulagem (somente em 1927/28)
Melhor Qualidade Artística de Produção (somente em 1927/28)
Campeões de indicações:
14 indicações
All About Eve, 20th Century Fox, 1950 (6 prêmios)
Titanic, 20th Century Fox e Paramount, 1997 (11 prêmios)

5398 – Sociologia – Combatendo a fome e o desperdício


Há 23 milhões de miseráveis no Brasil – pessoas com renda insuficiente para prover 75% das suas necessidades calóricas. Nesse mesmo país, 39 000 toneladas de comida em condições de ser aproveitada vão para o lixo todo santo dia em mercados, feiras, fábricas, restaurantes, quitandas, açougues, fazendas. O número leva em conta dados de vários setores – agricultura, indústria, varejo e serviços. São 39 000 toneladas de iogurtes perto do vencimento, tomates manchados, pães amanhecidos, carne esquecida no congelador e milhares de itens que, por algum motivo estético, acabam nas latas de lixo.
As indústrias, os mercados e os restaurantes estariam dispostos a doar seu excedente aproveitável e os produtos prestes a estragarem (o desperdício doméstico fica de fora porque seria complicado e caro demais coletar doações de residências). haveria instituições, do governo ou não, que busquem essas doações e façam com que a comida chegue a quem precisa antes de estragar? Pronto, estaria sanada a fome no Brasil.
Mas, raras empresas doam comida. Por incrível que pareça, elas preferem jogar o excedente no lixo. Não, não é por maldade: elas apenas querem evitar problemas legais, como arcar com a responsabilidade criminal no caso de a comida doada causar uma intoxicação ou a morte de alguém.
E de onde vem tanto desperdício? O processo que começa na lavoura e termina na sua mesa deixa muita coisa no caminho. Nos Estados Unidos, um produto agrícola é manuseado 33 vezes antes de chegar ao consumidor. É natural que muitos frutos e legumes fiquem irremediavelmente amassados e machucados ao longo de toda essa cadeia. Enchentes e pragas provocam uma perda de algo como 10% do total ainda na fase do cultivo. Outro tanto se perde na colheita, geralmente feita por máquinas que esmagam parte da produção. Muitos vegetais e produtos animais não conseguem resistir à armazenagem, outros perecem no transporte.
A matéria-prima que resiste vai então para a indústria, onde as batatas viram chips; os tomates, molho; e as vacas, hambúrguer. No processo de industrialização, 15% da quantidade inicial se perde. Entre os produtos não industrializados, a perda é semelhante: mais de 10% dos produtos frescos – vegetais, leite, ovos, carnes –, embora cheguem à feira, acabam estragados no manuseio ou passam do ponto antes que alguém os compre. E, mesmo depois da compra, o problema continua. A cultura do desperdício, tão difundida no Brasil, leva as pessoas a comprar mais do que precisam. Resultado: 30% dos produtos que foram plantados vão para a geladeira de alguém e, de lá, pro lixo.

Só 39% da produção agrícola vira comida no prato de alguém. O resto fica pelo caminho
15% perda na indústria

8% perda no transporte e no armazenamento

20% perda no plantio e na colheita

1% perda no varejo

17% perda com o consumidor

39% chega a ser consumido

No lixo
De cada 100 caixas de produtos agrícolas plantados, só 39 são consumidas por alguém (representadas em cima da colher). Os grãos caídos na mesa representam os produtos que se perdem no processo.

5397 – Toxicologia – O Arsênico


É uma substância letal conhecida há séculos pela humanidade. Suspeita-se que o veneno tenha causado a morte de Shakespeare e de Napoleão. E Agatha Christie matou muita gente com ele, em seus romances. O que poucos sabem é que esse veneno terrível brota do chão. O arsênico está presente na água de vários países. China, México, Chile e Índia bebem-no todos os dias. Nos Estados Unidos, há uma enorme polêmica sobre a redução dos limites de arsênico na água – o presidente Bush é contra. Até os nossos vizinhos argentinos precisam tratar sua água para se proteger do risco – estima-se que 7% dos adultos por lá morram envenenados por arsênico. O Brasil, porém, está livre do mal. “Não há registro de contaminação da água por arsênico no Brasil”, afirma um geólogo da Universidade de São Paulo (USP).
A água é contaminada ao atravessar rochas que contêm o elemento. O arsênico pode causar câncer de pele, diabetes, doenças vasculares, digestivas, hepáticas, nervosas e renais.

5396 – Medicina – Para que serve o coma induzido


Trata-se de um procedimento médico usado para recuperar o cérebro de um indivíduo que tenha sofrido derrame ou traumatismo craniano. Nesses casos, a lesão no tecido nervoso provoca um inchaço (o chamado edema), comprimindo os vasos sangüíneos. Com isso, o sangue pára de circular na região afetada, causando a morte dos neurônios. Se as células nervosas continuarem trabalhando em seu ritmo normal, a tendência é o edema aumentar cada vez mais, comprometendo outras áreas cerebrais – daí, a necessidade do coma induzido. O paciente recebe, por via intravenosa, medicamentos como barbitúricos, que diminuem a atividade celular em todo o corpo – especialmente no cérebro, deixando-o inconsciente –, enquanto as funções vitais são mantidas por aparelhos. “Com o metabolismo lento, os neurônios utilizam menos glicose, como se estivessem em repouso.
Assim, há melhores condições para o tecido cerebral se recuperar da agressão. Quando se obtém sucesso, o processo é revertido com a retirada lenta e progressiva dos medicamentos, até que o indivíduo volte à consciência.

5395 – Esfera de metal cai do céu no interior do Maranhão


Tudo o que sobe, um dia desce

A suposta queda do espaço de uma esfera de metal com cerca de 30 kg assustou moradores da cidade de Anapurus, no interior do Maranhão. Alguns falaram em invasão alienígena e até em indícios do fim do mundo, mas o mais provável é que se trate de lixo espacial.
O objeto caiu próximo a casas no município, que tem cerca de 13 mil habitantes, na manhã da última quarta-feira. Segundo moradores,antes de cair, a bola ainda teria atingido-e destruído- um cajueiro em uma fazenda.
O comandante da Polícia Militar do município determinou que o misterioso objeto fosse levado à delegacia para averiguações.
O caso fez sucesso em vários blogs do Maranhão e levou uma legião de curiosos à pequena cidade para ver a “bola” misteriosa.
O astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) Gustavo Rojas acredita que a esfera metálica seja parte de um foguete Ariane 4, usado para o lançamento de cargas pesadas, pela ESA (Agência Espacial Europeia).
Ele consultou a base de dados do Centro de Estudos de Reentrada de Lixo Orbital e verificou que o objeto estava para cair em um local e área compatíveis.
Rojas comunicou a reentrada ao centro, que já entrou em contato com a agência europeia. O grupo agora pede mais informações, como o horário exato e a latitude e longitude da queda.
O lixo espacial é um problema crescente e há milhares de fragmentos orbitando a Terra. Muitos deles são destruídos na reentrada, mas alguns resistem e podem oferecer riscos. Até agora, no entanto, não houve vítimas fatais em acidentes.

5394 – Tecnologias – Um século de descobertas


Cerca de 80% de todas as invenções que conhecemos surgiram nos últimos cem anos. O século XX, que encerrado há uma década, trouxe mais avanços tecnológicos para a humanidade do que todo o resto da nossa história somado. Mas o que é a tecnologia? Basicamente, é a aplicação das descobertas científicas no nosso cotidiano. Um pesquisador puro não precisa se preocupar com a utilidade de suas pesquisas. O que ele quer é desvendar um mistério, é encontrar uma resposta. Mas, sempre que surge uma boa resposta, junto aparecem sempre maneiras criativas de aplicar o novo conhecimento na melhoria de nossas vidas. Ora, como nossas necessidades não mudam muito (alimento, locomoção, reprodução, comunicação, moradia, educação, saúde), o que a tecnologia faz é, simplesmente, nos ajudar a satisfazer as nossas necessidades de uma forma mais eficiente. O que surpreende é a rapidez com que a tecnologia se apresenta na nossa vida. Basta lembrar que, no começo do século XX, a humanidade exultava com a façanha de Guglielmo Marconi: uma transmissão de rádio capaz de atravessar o Oceano Atlântico. Na entrada do século XXI, a internet não só liga os pontos mais distantes do planeta, como sua velocidade de processar informações dobra a cada 18 meses. Além disso, as fibras ópticas de última geração nos permitem enviar a qualquer lugar do planeta o conteúdo de toda uma biblioteca em questão de segundos. A última fronteira dessas sucessivas conquistas se apresenta com o nome de inteligência artificial, cuja chegada parece ser uma questão de tempo.

5393 – Quais são os maiores prédios do mundo?


Depois do atentado contra o World Trade Center, alguém vai querer erguer um prédio com mais de 451,9 metros? É essa a altura das Petronas Towers, o edifício mais alto do mundo, erguidas na, Malásia, em 1966. Até 11 de setembro, americanos e asiáticos disputavam palmo a palmo esse título, mas o atentado desvalorizou os escritórios localizados em arranha-céus. Se a tendência for mantida, as Petronas Towers, projetadas pelo arquiteto argentino-americano César Pelli, podem restar imbatíveis. De formato circular, elas têm 88 andares cada uma e estão ligadas por um corredor a 170 metros do chão. Mais que uma passarela, a ponte foi planejada como um “portão visionário” para o século XXI. Para garantir uma bela vista a todos os seus usuários, as torres têm 65 000 metros de janelas e cada uma conta com 29 elevadores panorâmicos.

• Projetado para ser o maior arranha-céu do planeta, com 460 metros de altura, o Shangai World Financial Centre, na China, deveria ficar pronto no ano passado, mas só será inaugurado mesmo em 2005.
• A mesquita de Djenné, no Mali, é o maior edifício de barro do mundo. Completada em 1907, ela é um imenso castelo de areia que precisa ser restaurado todos os anos, no final do período de chuvas.
Empire State – Nova York – 373 m (1931)
World Trade Center – Nova York – 417 m (1973) e derrubado em 2001
Sears Tower – Chicago – 443 m (1974)
Petronas Towers – Kuala Lumpur – 452 m (1997)

O Empire State Building, em Nova York, que inaugurou o conceito de arranha-céu, continua a ser o edifício mais famoso do mundo. Foi construído em apenas 14 meses e sua inauguração ocorreu em 1º de maio de 1931. Do alto de seus 120 andares (373 metros) pode-se admirar a cidade. No total são 10 milhões de tijolos, 6 500 janelas e 73 elevadores. As escadas entre o térreo e o último andar têm 1 860 degraus.

5392 – Mega Construções – Uma ilha artificial


Literalmente uma ilha artificial

Quando os japoneses encomendaram ao italiano Renzo Piano – o mesmo que projetou o festejado centro George Pompidou, em Paris – o projeto do novo Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka, disseram-lhe que podia gastar o quanto quisesse desde que solucionasse dois probleminhas: Osaka não tinha espaço para o aeroporto e seus moradores não queriam aviões sobrevoando suas casas 24 horas por dia. A solução apresentada: criar uma ilha artificial no meio da baía de Osaka para sustentar o novo aeroporto. Foi preciso eliminar três montanhas vizinhas para conseguir terra suficiente para preencher um aterro com 4 quilômetros de extensão por 2 de largura. Além disso, uma ponte de 5 quilômetros teve de ser construída para ligar a ilha artificial ao continente. Inaugurado em 1994, o projeto consumiu impressionantes 25 bilhões de dólares, mas pode estar condenado a naufragar. Desde que foi iniciada a obra, em 1990, a ilha artificial afundou 11 metros. Foi preciso o reforço de poderosos macacos hidráulicos para sustentá-la acima do nível do mar. Construir tal ilha foi quase a mesma coisa que tentar construir uma casa em cima da areia movediça.

5391 – Mega Construções – As maiores pontes do mundo


Ela parece não ter fim

A Second Lake Pontchartrain Causeway, que liga as cidades de Mandeville a Metairie, no Estado americano da Louisiana, é a ponte mais longa do mundo com 38,42 quilômetros de extensão. Suas duas pistas são sustentadas por 9 000 estacas de concreto. A primeira delas foi iniciada em 1955 e levou apenas 14 meses para ser concluída. A segunda pista teve seus trabalhos iniciados em 1967 e foi aberta oficialmente em maio de 1969. No total, a ponte custou 60 milhões de dólares aos cofres da Louisiana. As duas pistas estão separadas por um vão de 2,4 metros e conectadas por sete ligações que funcionam como acostamento em situações de emergência. Só no ano de 1992, mais de oito milhões de carros cruzaram a Second Lake Pontchartrain Causeway, que atravessa uma das regiões mais bonitas do sul dos Estados Unidos.
• A maior ponte pênsil ou suspensa é a Akashi Kaikyo no Japão, que liga a cidade de Kobe à Ilha de Awaji, a sudoeste de Tóquio. Tem 1 990 metros de vão central e mede 3 911 metros de comprimento.
• A ponte mais larga é a Sydney Harbour, que liga o norte ao sul da cidade de Sydney, na Austrália. Ela mede 48,8 metros de largura e 503 metros de comprimento.

5390 – Quem foi o homem mais alto que já viveu?


O americano Robert Pershing Wadlow, morto em 1940, foi o homem mais alto do mundo de que se tem notícia até hoje. Nascido no Estado de Illinois, em 22 de fevereiro de 1918, ele tinha 2,72 metros quando foi medido pela última vez, poucos dias antes de sua morte, aos 22 anos. Como Robert ainda estava em crescimento, acredita-se que poderia ter atingido 2 centímetros a mais se tivesse vivido por mais um ano. Apesar do tamanho assustador, Robert era uma pessoa dócil e simpática – tanto que ganhou o apelido de “Gigante Gentil”. Quando ganhou fama de homem mais alto do mundo, aos 20 anos, começou a viajar pelos Estados Unidos sob o patrocínio da fábrica de calçados que fornecia sapatos especialmente desenvolvidos para seu gigantesco pé.
A ironia é que provavelmente foram os sapatos a provocar a morte de Robert. Por causa de seu enorme peso, ele sofria de bolhas no calcanhar. Numa de suas constantes viagens, se descuidou dos curativos e acabou tendo uma grave infecção que o levou à morte.

Em contrapartida:
• O menor adulto de que se tem registro foi Gul Mohammed, nascido em Nova Délhi, Índia. Aos 29 anos, media 57 cm de altura quando morreu, aos 36 anos, de ataque cardíaco.

5389 – Filosofia e Ciência


Os gregos antigos chamavam filosofia, ou “gosto pelo conhecimento”, o que hoje nós chamamos ciência. A mudança de nome se deve a um importante acontecimento na história da nossa cultura: em vez de ficar apenas contemplando o mundo em busca de respostas geniais, como propunham filósofos como Platão, os cientistas modernos arregaçam as mangas e suam a camisa nos laboratórios e na pesquisa de campo em busca de respostas.
A ciência se transformou num trabalho regulado por uma série de passos que devem ser cuidadosamente seguidos para que os resultados apareçam com um grau aceitável de segurança. Esses passos representam o método científico. A ciência moderna exige instrumentos muito precisos de observação (de microscópios eletrônicos a telescópios superpotentes), medida e datação que permitam aos cientistas coletar dados para suas pesquisas cada vez mais complexas. Mas também exige, por parte dos cientistas, uma boa dose de ousadia para ir buscar informações onde quer que se escondam. Por isso, a ciência dos nossos dias se espicha na direção de dois extremos: tecnologia cada vez mais avançada de um lado, e cientistas arriscando cada vez mais a pele, de outro. Foi-se o tempo em que Galileu, para fazer seus experimentos sobre corpos em queda livre, só precisava atravessar a rua na frente de casa e subir no topo da Torre de Pisa para dali lançar bolas de ferro.
Se você encontrar alguém de calção e camiseta encarapitado no alto de uma árvore de 30 metros de altura, no meio de uma floresta selvagem, e disposto a passar dias e noites ali, muito provavelmente estará diante de um biólogo pesquisando novas espécies de plantas ou insetos. Deparou-se com um maluco descendo a cratera de um vulcão pendurado numa corda? Ou entrando por uma greta de gelo até o coração de um glaciar? Mergulhando com os ferozes tubarões brancos? Calma. São apenas cientistas indo ao extremo para conseguir avançar o conhecimento humano.
A ciência não é uma linguagem binária, feita apenas de 0 e 1, como a dos computadores. Enquanto procura uma resposta, o cientista quase sempre se depara com algo inesperado – um terceiro elemento que não estava previsto no sim/não da hipótese inicial. A história das grandes descobertas nos ensina que, embora os cientistas se apeguem ao método como uma bússola, é o acaso que realmente governa a ciência.
A prova de que vale a pena continuar buscando o extremo é que muita coisa que usamos no nosso dia-a-dia foi desenvolvida como resultado colateral de alguma pesquisa. A agência espacial americana, a Nasa, está cheia de exemplos elucidativos: muitos dos equipamentos médicos e dos tratamentos que vêm sendo utilizados nos hospitais foram desenvolvidos na tentativa de, por exemplo, levar o homem ao espaço, enviar sondas monitoradas aos confins do sistema solar, desenvolver equipamentos miniaturizados que consumam pouca energia para serem incorporados nas astronaves.

5388 – Como surgiu a moeda?


As primeiras moedas foram cunhadas na Lídia, berço de uma importante civilização que floresceu na região da Anatólia, atual Turquia, por volta do século VII a.C. Espalharam-se rapidamente como uma grande novidade nas cidades do Mediterrâneo, sendo adotadas como uma forma ideal para o comércio. Antes da invenção da moeda, os pagamentos eram feitos com mercadorias em espécie, como carneiros, porcos, sal, conchas e peles. A palavra salário, por exemplo, surgiu da porção de sal que era dada como pagamento na Roma antiga, antes da introdução da moeda. Com o tempo, lingotes de metais passaram a substituir essas mercadorias – por serem mais duráveis, mais fáceis de carregar e por poderem ser fundidos em diferentes pesos, facilitando a barganha nos mercados. Dos lingotes para as moedas foi outro passo importante porque, nas moedas, o valor já não equivalia ao peso – a impressão do rosto do soberano (governador, rei ou imperador) num dos lados é que passou a garantir o valor de face, como se fosse um cheque assinado. Esse é o princípio que regula a moedas ainda hoje.
• As moedas de ouro mais antigas, cunhadas provavelmente por volta do século IV a.C., foram encontradas no templo grego de Éfeso, dedicado a Ártemis, erguido na atual Turquia.

5387 – Instituiçôes Científicas – O Instituto Butantan


É um centro de pesquisa biomédica localizado no bairro do Butantã, na cidade de São Paulo. É uma instituição pública estadual, subordinada à Secretaria de Saúde do governo paulista.
Fundado em 23 de janeiro de 1901, é responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidos no Brasil. É também um importante ponto turístico, contando com um parque e três museus (Biológico, Histórico e Microbiológico), além do Hospital Vital Brazil, uma biblioteca, um serpentário, unidades de produção de vacinas e biofármacos.
Foi fundado na área da antiga Fazenda Butantan com o objetivo de produzir soro para a peste, o grande problema do Brasil na época. O nome Butantan, segundo etimologistas, é originário do tupi e quer dizer “terra dura dura”, formando o superlativo a partir da duplicação do adjetivo. A comunidade dos funcionários mantém a tradição do nome, grafando-o com o “n” final, mesmo destoando do bairro, originado no entorno do instituto, que, seguindo decreto do governo municipal de São Paulo, é grafado com til (Butantã).
A história do Instituto Butantan confunde-se com a história da modernização do Estado de São Paulo. Seu surgimento deveu-se a uma epidemia de peste bubônica no Porto de Santos. Temerário que a doença atingisse a capital do Estado, o governo convocou o Instituto Bacteriológico para tentar resolver o problema.
A fazenda Butantan foi desapropriada pelo Presidente de São Paulo Coronel Fernando Prestes de Albuquerque que iniciou as obras do Instituto.

Uma instituição com mais de 100 anos

Seu diretor, Adolfo Lutz, mandou para essa cidade o assistente Vital Brazil Mineiro de Campanha (sic), ou, simplesmente, Vital Brazil (com ‘z’, na grafia da época). Em pouco tempo ele diagnosticou a doença e, em conjunto com o médico Osvaldo Cruz, criou um plano para controlá-la. De volta à capital, Vital Brazil foi encarregado de um serviço contra a peste no Instituto Bacteriológico. No ano seguinte esse serviço transformou-se em instituição autônoma, então denominada “Instituto Serumtherapico do Estado de São Paulo”, que, posteriormente, transformou-se no atual Instituto Butantan, que ajudou a debelar a peste.
Entretanto, devido principalmente à expansão da cafeicultura, os trabalhadores rurais (na maior parte imigrantes) viam-se frequentemente submetidos a acidentes ofídicos. As serpentes venenosas transformavam-se em um grande problema que, juntamente com a peste bubônica, atentava contra o desenvolvimento paulista.
Vital Brazil, iniciou então, as suas pesquisas sobre o ofidismo, tema então pouquíssimo conhecido. O extenso trabalho que desenvolveu pesquisando esse assunto fez com que o Butantan rapidamente se especializasse no conhecimento herpetológico, bem como na produção de soros anti-ofídicos, tornando-se uma entidade ímpar em todo o mundo. Vital Brazil, inclusive, tem a primazia na demonstração da especificidade dos soros antiofídicos.
Um soro específico para uma serpente venenosa europeia, por exemplo uma víbora (Vipera), é ineficiente para uma jararaca (Bothrops) sul-americana. Em viagens que fez, principalmente para os Estados Unidos, demonstrando a eficácia do soro antiofídico, a fama de Vital Brazil correu mundo. Durante vários anos, entretanto, o Instituto Butantan funcionou em toscas dependências, contando com um corpo de funcionários bastante exíguo. Mesmo assim, de seus laboratórios brotaram importantes pesquisas no campo da herpetologia, microbiologia e imunologia, reconhecidas internacionalmente. A partir de 1914, com a construção da nova sede e a paulatina ampliação de seu orçamento, o Butantan começou a se consolidar como a mais importante instituição de pesquisa biomédica do Estado de São Paulo, e uma das maiores do Brasil.
Incêndio
Em 15 de maio de 2010, um incêndio atingiu o Prédio das Coleções desde às 7h30 e foi controlado por volta das 19h30.
Havia indícios de que o incêndio teria destruído mais de 70 mil espécimes de serpentes, além de mais de 450 mil espécimes de artrópodes, entre escorpiões, opiliões, miriápodes e aranhas que estavam conservadas em solução de álcool 70% ou a seco. A coleção, referência para descrição de espécies e utilizada para pesquisas científicas, era a maior do Brasil e a maior coleção do mundo desses animais para uma região tropical. O material coletado em mais de 100 anos foi perdido, mas, após a perícia e análise dos cientistas, acredita-se que 5% do acervo poderá ser recuperada.

Mundo das cobras