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Autodidata - ☻Mega Arquivo - Início em Março de 1988

5794 – Medicina – o que é a agranulocitose?


Também conhecida como agranulocitopenia, é uma doença aguda do sangue, caracterizada pela redução (abaixo de 500 células por milímetro cúbico de sangue) ou ausência de leucócitos granulosos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos). Estas células são as principais barreiras de defesa contra as infecções, sendo assim, aumenta o risco do paciente contraí-las.
Existem diferentes etiologias para a causa dessa doença, como o uso de certos medicamentos (clozapina, dipirona e metamizol, por exemplo), exposição à radiação, imunodeficiência adquirida (AIDS), desnutrição, fatores genéticos, entre outros. Existe também uma forma rara, genética, onde a agranulocitose é herdada.
O quadro clínico relaciona-se com o tipo, a gravidade e a duração da infecção associada. Os sinais apresentados no período prodrômico são: dor de garganta, ulcerações da mucosa oral e faríngea, febre e calafrios. Já a fase aguda, o paciente apresenta: prostração, astenia, ulceração vaginal e retal (que pode ser resultado de uma infecção localizada), pneumonia, infecção do aparelho urinário e septicemia.
O diagnóstico é feito por meio da anamnese, juntamente com uma contagem sanguínea completa. No mielograma irão aparecer células mielóides normocelulares com promielócitos com maturação interrompida. Como existem outras doenças que podem levar a um quadro clínico semelhante, como a anemia aplástica, hemoglobinúria paroxística noturna, síndrome mielodisplásica e leucemia, a análise da medula óssea se faz indispensável.
O tratamento dessa enfermidade consiste, primariamente, na interrupção da exposição ao fator causador dessa condição. Algumas medidas gerais que devem ser tomadas são:
Hospitalização durante a fase aguda da doença;
Após a internação: realização de adequada higiene pessoal;
Manter a cavidade oral limpa, por meio de lavagens freqüentes com água morna com sal, ou gargarejo com água oxigenada.
As possíveis complicações que podem vir a ocorrer são:
Septicemia;
Broncopneumonia;
Danos nos rins;
Necrose hemorrágica das lesões nas membranas mucosas.

5793 – Medicina – Como agem os remédios para baixar a febre?


Os medicamentos antitérmicos agem sobre a parte do cérebro conhecida como hipotálamo, onde fica localizado o centro que regula a temperatura do corpo. Quando esta aumenta, o hipotálamo entra em ação para baixá-la por meio de mecanismos como a dilatação dos vasos sangüíneos e a transpiração. Acredita-se que os antitérmicos aceleram esse processo.

Um pouco +

O metamizol sódico ou dipirona sódica é um medicamento que é utilizado principalmente como analgésico e antitérmico. Sua utilização, no entanto, se encontra restrita a alguns paises, sendo extremamente popular no Brasil onde efetivamente é um dos analgésicos mais populares, ao lado do ácido acetil salicílico. Quimicamente é o [(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanossulfonato sódico (ou 1-fenil-2,3-dimetil-5-pirazolona-4-metilaminometano sulfonato de sódio). Também é dito simplesmente metamizol ou dipirona ou ainda metilmelubrina, sem alusão ao cátion ligante, que, embora mais comumente seja o sódio, pode, também, ser o magnésio, originando a dipirona magnésica. Comercialmente, conhece-se pelos nomes Dipidor®, Novalgina®, Neosaldina®, Lisador®, Nolotil® entre outros, até também pelo próprio nome Dipirona®.

O metamizol foi sintetizado pela primeira vez na Alemanha em 1920 pela companhia Hoechst AG, e em 1922 foi iniciada sua produção em massa. A droga permaneceu disponível mundialmente até a década de 70 quando foi descoberto que havia risco de causar agranulocitose — uma doença muito perigosa e potencialmente fatal.
O metamizol foi banido da Suécia em 1974 e dos Estados Unidos em 1977; mais de trinta países incluindo Japão, Austrália e a maioria dos países integrantes da União Européia tomaram a mesma decisão. Nesses países a droga ainda é utilizada como medicamento veterinário. Algumas companhias farmacêuticas, particularmente Hoechst e Merck, continuam a desenvolver drogas que contenham o metamizol e as comercializam em alguns países.

No resto do mundo (especialmente em Portugal, Espanha, México, Brasil, Índia, Rússia, Macedônia, Bulgária, Romênia, Israel e países do terceiro mundo), o metamizol ainda se encontra largamente disponível e continua sendo considerado um dos mais populares analgésicos.

5792 – Astronáutica – Perigo: Radiação Cósmica


Más notícias para quem sonha com longas missões tripuladas ao espaço ou com a construção de uma base habitada na Lua. Recentes estudos médicos nos Estados Unidos desestimulam totalmente a prolongada exposição do homem à radiação cósmica e advertem para os perigos à saúde resultantes da microgravidade. Já se sabia que os astronautas costumam sofrer de uma série de problemas, como atrofia muscular, irregularidades no ritmo cardíaco e descalcificação. Os novos estudos mostram que em algumas horas apenas um astronauta no espaço pode se expor a uma radiação vinte vezes maior do que o limite recomendável na Terra durante um ano inteiro: Os efeitos da exposição aos raios cósmicos poderão arquivar a idéia da missão tripulada a Marte. Depois de oito meses – duração prevista da viagem -, saúde da tripulação poderia estar irremediavelmente abalada.

5791 – Como funciona o radar usado nas estradas para medir a velocidade dos carros?


Radar,modelo

Trata-se de um transmissor de rádio que emite pulsos curtos e espaçados de ondas. Qualquer objeto no percurso do feixe transmitido reflete os sinais que serão captados de volta por um rádio receptor. Um carro em movimento reduz o espaço entre as ondas, ao refleti-las e aumenta a sua freqüência. Quanto maior a freqüência, maior a velocidade do veículo.

Um pouco +

O detector de radar

Para entender como funcionam os detectores de radar, primeiro você precisa saber exatamente o que eles estão detectando. O conceito de medir a velocidade de um veículo por meio do radar é muito simples. Um radar móvel é apenas um transmissor e receptor de rádio combinado em uma unidade. Um transmissor de rádio é um dispositivo que oscila uma corrente elétrica de modo que a voltagem aumente e diminua em uma determinada freqüência. Essa eletricidade gera energia eletromagnética. Quando a corrente oscila, a energia se desloca pelo ar como uma onda eletromagnética. Um transmissor também possui um amplificador que aumenta a intensidade da energia eletromagnética e uma antena que a irradia no ar.

Um receptor de rádio é apenas o inverso do transmissor: ele capta as ondas eletromagnéticas através de uma antena e as converte novamente em corrente elétrica. Na essência, rádio é apenas a transmissão de ondas eletromagnéticas através do espaço.

Radar é o uso de ondas de rádio para detectar e monitorar diversos objetos. A função mais simples do radar é informar a distância em que se encontra um objeto. Para isso, ele emite uma onda de rádio concentrada e fica atento a algum eco. Se houver um objeto no caminho dessa onda, ele refletirá uma parte da energia eletromagnética e ela irá ricochetear de volta para o dispositivo de radar. As ondas de rádio se movem através do ar a uma velocidade constante (a velocidade da luz), sendo assim, o dispositivo de radar pode calcular a distância do objeto com base no tempo que o sinal de rádio leva para retornar.

O radar também pode ser usado para medir a velocidade de um objeto devido a um fenômeno chamado desvio Doppler. Como as ondas sonoras, as ondas de rádio possuem uma determinada freqüência, que corresponde ao número de oscilações por unidade de tempo. Quando o radar portátil e o carro estiverem parados, o eco terá a mesma freqüência de onda que o sinal original. Cada parte do sinal é refletida quando atinge o carro, espelhando exatamente o sinal original.

Mas quando o carro está se movendo, cada parte do sinal de rádio é refletida em um ponto diferente do espaço, o que altera o padrão da onda. Quando o carro se afasta do radar portátil, o segundo segmento do sinal tem que se deslocar por uma distância maior do que o primeiro segmento para alcançar o carro. Como você pode ver no diagrama abaixo, isso tem o efeito de “alongar” a onda, ou diminuir sua freqüência. Se o carro se mover na direção do radar portátil, o segundo segmento da onda se deslocará por uma distância menor do que o primeiro segmento antes de ser refletido. Como resultado, os picos e vales das ondas serão comprimidos uns contra os outros e, com isso a freqüência aumenta.
A polícia pode usar sistemas de lidar portáteis, assim como radares portáteis, mas em muitas áreas o sistema lidar é completamente automatizado. O medidor espalha o feixe de laser em um ângulo através da estrada e registra a velocidade de qualquer carro que passe por ele (o sistema faz um ajuste matemático para considerar o ângulo de visão).
O ar está repleto de sinais de rádio que são usados para tudo, desde transmissões de televisão até controles remotos de porta de garagem. Assim, para que um receptor seja útil, ele deve captar somente os sinais em uma faixa determinada. O receptor de um rádio é projetado para captar sinais no espectro de freqüência de AM e FM, enquanto o receptor de um detector de radar é sintonizado para a faixa de freqüência usada pelos radares móveis da polícia. Porém, esta faixa é expandida periodicamente. Por isso, os motoristas acostumados a ultrapassar as velocidades permitidas são obrigados a utilizar um outro tipo de equipamento de detecção.
Um detector de radar básico não adiantará muito se o policial estiver dirigindo atrás de você e ligar o radar móvel. O detector o alertará, mas nesse momento o policial já terá toda a informação que necessita. Em muitos casos, no entanto, os detectores captam o sinal antes que o carro em excesso de velocidade possa ser rastreado. A polícia freqüentemente deixa os radares móveis ligados por um longo período de tempo em vez de ativá-lo quando começa a perseguir um carro.

Os radares móveis possuem uma antena em forma de cone ou parabólica que concentra o sinal de rádio, mas a onda eletromagnética se espalha rapidamente por uma ampla área. O radar móvel é configurado de modo a monitorar somente a velocidade de um alvo em particular e não tudo que estiver na vizinhança. Assim, é mais provável que o detector capte o sinal de rádio antes que o radar móvel reconheça o carro.
É claro que, com esse aparelho, você aposta na sorte de detectar primeiro, pois se o policial decidir que você é o alvo, você certamente será flagrado.

Detector de radar

Detectores de última geração
Os detectores mais sofisticados desempenham um papel ativo para se esquivar da polícia. Além do receptor básico, esses dispositivos possuem seu próprio transmissor de rádio, o qual emite um sinal misturador. Essencialmente, o sinal duplica o sinal original do radar móvel da polícia e mistura-o com um ruído de rádio adicional. Com essa informação acrescentada, o receptor de radar obtém um sinal de eco confuso e a polícia não pode fazer uma leitura exata da velocidade.
Os detectores modernos também podem incluir um painel sensível à luz que detecta os feixes provenientes de medidores de velocidade lidar. É mais difícil escapar desses dispositivos do que do radar tradicional porque o feixe é muito mais focalizado e não se propaga bem por grandes distâncias. No momento em que um detector reconhece a presença do feixe de laser, é muito provável que o carro já se encontre à vista do feixe. Alguns tentam contornar esses sistemas reduzindo a refletividade de seus carros. Uma superfície negra reduz a refletividade porque absorve mais luz. Os motoristas também podem obter capas plásticas especiais que reduzem a refletividade das placas de licença. Essas medidas reduzem o alcance eficaz do sistema lidar, mas não o alcance do detector do motorista. Com esse tempo extra, um infrator tem um período maior para desacelerar antes que a pistola lidar possa fazer uma leitura de sua velocidade.

5790 – Por que os dedos ficam enrugados em contato com a água?


Depois de certo tempo sob a água, as células da camada mais externa da pele, a epiderme, se enchem de líquido e tendem a expandir-se, a ponta dos dedos, na palma das mãos e na sola dos pés, a epiderme tem maior quantidade de células mortas. Estas deixam a pele mais grossa e fazem uma barreira contra essa expansão que, ocorrendo assim de maneira irregular, se manifesta em forma de enrugamento.

5789 – O mais antigo antropóide


Em escavações próximas de uma mina, na desolada região de Fayum, no sul do Egito, antropólogos ingleses encontraram em fins de 1988 um fóssil do tamanho de uma moeda, completamente achatado num pedaço de rocha. Finalmente foi possível identificar a descoberta: trata-se do crânio de um primata, que viveu de 38 a 40 milhões de anos atrás. Ao reconstituírem os dentes, a testa e as órbitas oculares, os cientistas concluíram que o fóssil pertence a um antropóide, ancestral comum do homem e do macaco. Por sua aparência, esse mais antigo fóssil da família antropóide reforça a teoria de que os primeiros primatas surgidos no planeta eram parentes próximos dos atuais lêmures, comumente encontrados na ilha de Madagascar, na costa sudeste da África.

5788 – Planeta Terra – A Biodiversidade



Passados dois séculos desde que o botânico sueco Carolus Linnaeus (1707-1778) começou a classificar as formas animais e vegetais de vida, não se sabe quantas espécies dotadas de patas, rabos, antenas, asas, guelras, folhas, caules ou raízes existem.
Sabe-se preto no branco que mais da metade da bicharada do planeta tem seu endereço nos trópicos, mais precisamente nos 7% da superfície do globo coberta por florestas tropicais. A desmedida variedade das espécies vegetais ainda é menor que a de insetos, peixes e microorganismos. Uma pesquisa recente mostrou que 950 espécies de besouros, 80% das quais desconhecidas, estavam instaladas em apenas dezenove árvores da selva tropical do Panamá. Como em cada hectare da Floresta Amazônica existem 300 espécies de árvores, dez vezes mais do que nas regiões temperadas da América do Norte, por exemplo, não é de espantar que o Brasil, onde a floresta ocupa 42% do território, seja o campeão mundial da biodiversidade.
Os sobreviventes e as vítimas
O desaparecimento das espécies — e a conseqüente perda do seu material genético — é um fenômeno quase tão antigo quanto a própria vida. Os paleontólogos distinguem cinco episódios de extinção em massa durante os quais uma fração significativa de biodiversidade foi extinta. Os motivos são ignorados ou controversos. O primeiro caso ocorreu no Ordoviciano, há cerca de 450 milhões de anos, quando foram quase eliminados os trilobites, espécies de animais invertebrados. No Devoniano, desapareceu a maior parte das espécies de peixes, diminuíram os corais e os crinóides, animais marinhos. Mas a vida na Terra correu real perigo uma centena de milhões de anos adiante, no Permiano, quando mais de 90% das espécies e todos os trilobites desapareceram. Os sobreviventes abriram caminho para o aparecimento, entre outros, dos dinossauros.
As extinções continuaram. No Jurássico, morreram 75% das espécies de amonites (moluscos) e de crinóides. A mais falada extinção foi a dos dinossauros, que desapareceram no final do Cretáceo junto com os amonites. Em compensação os mamíferos se espalharam pela Terra. Muitos cientistas acusam um descendente desses mamíferos, o homem moderno, de estar promovendo a próxima extinção em massa das espécies. No seu livro O polegar do panda, o biólogo americano Stephen Jay Gould afirma que “aquele que se alegra com a diversidade da natureza e sente que aprende com cada animal tende a considerar o Homo sapiens como a maior catástrofe desde a extinção cretácea”.
Comida no congelador
Há quinze anos, a Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) criou uma rede mundial de recursos genéticos, destinada a salvar centenas de espécies de plantas silvestres das quais o mundo pode vir a precisar como alimento e remédio. São os bancos de germoplasma, o material genético estocado nas sementes, mudas, células e sêmen, guardados em geladeira, a temperatura de 20° C negativos. No Brasil, o Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília, mantém cerca de 35 mil amostras de sementes de espécies de mandioca, milho, batata, feijão, arroz — alimentos que fazem parte do cardápio da população — e outras que talvez só os índios e os especialistas conheçam. Ao preservar dessa maneira a diversidade da natureza, os cientistas pretendem em primeiro lugar melhorar a produtividade agrícola das espécies conhecidas, especialmente agora que a Biotecnologia e a Engenharia Genética permitem selecionar plantas mais resistentes. Muitas variedades silvestres também podem substituir as vinte espécies de plantas responsáveis pela maior parte da alimentação do homem. Pode chegar um tempo em que espécies como a quinua, um grão que já entrou na dieta básica dos incas, mas é quase desconhecido fora dos países andinos, se tornem uma das mais produtivas fontes de proteína para o homem.

5787 – Veja no ☻ Mega – Vulcão


Uma força explosiva com energia milhares de vezes maior que qualquer arma nuclear, expelindo devastadores fluxos de cinzas, rochas e gás venenoso que descem as encontas a mais de 300 km/h.
Derrama milhões de toneladas de lava incandescente a mais de 1000°C, lançando milhares de pedaços de rocha a quilômetros de distância e provocando chuvas de ácido sulfúrico.
Você vai ver aqui a mais explosiva força da natureza em todo o seu espelndor. Quando os grandes vulcões acordam de seu sono secular, paisagens inteiras são engolidas pelo fogo. Uma única erupção pode escurecer os céus de continentes inteiros, mudar o clima da Terra por muitas gerações e levar várias espécies a extinção. Os vulcões tem moldado a face de nosso planeta por bilhões de anos. São titãs que tornaram possível toda a vida na Terra e, um dia poderão destruí-la.

5786 – O que são icebergs?


Iceberg,apenas uma fração está na superfície

Trata-se de uma massa de gelo flutuante, geralmente uma porção desprendida de uma geleira polar. Tratando-se de massa de gelo formada sobre a Terra, são constituídos por água doce e não por água do mar congelada. Podem flutuar por centenas de km sobre as correntes oceânicas e durante cerca de 2 anos antes de se desfazerem. Apenas a 9ª parte da massa aparece por sobre a superfície da água e a baixa temperatura do mar circundante favorece a formação de nevoeiro, o que os torna perigoso para a navegação.

um pouco +

São constituídos primordialmente de água doce, conquanto não puramente, dado que podem trazer em seu interior outros corpos (animais, fósseis ou não). Não se devem confundir com banquisas (plataformas de água do mar congelada no inverno), que raramente resistem ao verão.

De cada iceberg, apenas cerca de 10% da sua massa (ou volume, dado que a massa específica da água, mesmo no estado sólido, é significantemente próxima de 1 g.cm−3) emerge à superfície. A rigor, a massa específica do gelo em condições polares vale 0,917 g.cm−3, e permanece essencialmente constante durante toda a “vida” útil do bloco como tal, embora lenta, mas progressivamente crescente com o decurso do tempo e o contato com o meio por onde flutua. Os demais cerca de 90% permanecem submersos, donde o enorme perigo que conferem especialmente à navegação. Em se tratando de dimensões lineares, notadamente a altura, tem-se que, em média, cerca de 1/7 do iceberg aflora, emerso, à superfície, enquanto os demais 6/7 constituem a porção oculta, o lastro submerso da massa polar flutuante.

A flutuação do iceberg decorre do fato físico de apresentar o gelo polar (de água doce) massa específica (ou densidade absoluta) de cerca de 0,917 g.cm−3, enquanto a água do mar, por ser solução salina, apresenta massa específica necessariamente maior do que 1 g.cm−3 (em média, 1,025 g.cm−3). Assim, pelo Princípio de Arquimedes, o iceberg necessariamente flutua na água do mar. As dimensões lineares (alturas) e as massas e os volumes emerso e imerso (submerso) calculam-se pelas leis hidrostáticas.

5785 – Veja no ☻ Mega – Relâmpago


Eles estão nos 4 cantos do planeta

É a mais poderosa descarga elétrica do planeta, com até 30 milhões de volts e 28 mil °C, mais quente que a superfície do Sol.
Uma enorme explosão concentrada num fio de luz de apenas 2 cm de espessura. A terrível “flecha de Zeus” que pode fulminar suas vítimas a uma distância de mais de 16 km, mesmo em dias clarosde Sol.
Como algo que é criado pelo gelo pode ser a coisa mais quente que existe na Terra? Neste exato momento, existem pelo menos 2 mil tempestades assolando o nosso planeta. Dez milhões de raios ocorrem em todo o mundo todos os dias, mais de 100 a cada segundo. Muitos causam destruição, incêndio, ferimentos e morte. Por muitos milênios, a mitologia os considerou arma dos deuses, um instrumento de sua ira implacável. Hoje o relâmpago proporciona espetáculos e é uma ameaça.

5784 – Biologia – A Ictiologia


É o estudo dos peixes, incluindo todos os aspectos de sua biologia. Peixes marinhos são importante fonte de alimento para a humanidade e podem se tornar cada vez mais importantes para o futuro. Diversas pesquisas tem sido realizadas no intuito de investigar os hábitos, os ecossistemas e os padrões de migrações de espécies economicamente importantes, para evitar a pesca predatória e captura de peixes jovens demais destrua a insdústria.
Um pouco +
O Ministério da Pesca e Aquicultura

A criação de diversos novos ministérios durante a gestão Lula (recebeu de Fernando Henrique Cardoso 26 Ministérios e passou 37 para Dilma Rousseff) tornou impossível a acomodação de todo o aparato governamental no espaço inicialmente planejado, a Esplanada dos ministérios. Segundo o Ministério do Planejamento, o número de funcionários da União aumentou em 204 mil ao longo dos oito anos do governo Lula, aumentando os gastos anuais com a folha de pagamento de funcionários federais de R$ 75 bilhões, em 2002, para R$ 179,5 bilhões em 2010. Assim, vários ministérios alugam prédios particulares em outras regiões de Brasília. O Ministério da Pesca e Aquicultura gasta 575 mil reais por mês, totalizando 7 milhões de reais por ano, em aluguel de um prédio espelhado de 14 andares que acomodam 374 funcionários. A ex-ministra Ideli Salvatti e 67 assessores não frequentavam o local, já que dão expediente em um prédio da esplanada.
O ministério foi criado em 1 de janeiro de 2003 com o nome de Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (SEAP) pela medida provisória 103, que depois se transformou na lei nº 10.683. A transformação em ministério se deu pela lei nº 11.958 de 26 de junho de 2009.
Assessora direta e imediatamente o Presidente da República na formulação de políticas e diretrizes para o desenvolvimento e o fomento da produção pesqueira e aquícola.

5783 – 21 de Abril – Dia de Tiradentes


☻Mega Charge

Como já vimos com detalhes em outros blocos do ☻ Mega, na época em que estava acontecendo a escassez do ouro, muitos mineiros cessaram o pagamento do quinto. Mas o Rei de Portugal criou a “Derrama”, obrigando que fossem pagos todos os impostos atrasados.
Com toda esta situação, foi formado um grupo de revoltosos, e esta revolta ficou conhecida como a Inconfidência Mineira, que tinha como propósito, a independência de Minas Gerais. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes era um dos líderes desta revolta.
Quando a revolta dos mineradores foi descoberta pelo governador, a Derrama foi suspensa e foi ordenado que os líderes desta revolta fossem presos.
Durante 3 anos, Tiradentes ficou preso, até que no seu julgamento foi condenado a morte, todos os outros representantes que também estavam condenados, foram inocentados por Tiradentes.
No dia 21 de abril de 1792, Tiradentes foi levado à forca. Foi enforcado e esquartejado.
Muitos anos após a morte de Tiradentes, ele foi reconhecido como um grande herói do início da história da Independência do Brasil, e mais de 150 anos depois, muito tardiamente, foi decretado como feriado nacional o dia 21 de abril como o dia de Tiradentes.

5782 – História – Guerra Fria, a um passo do fim do mundo


RUPTURA DIPLOMÁTICA
RISCO: Baixo.
Duração: Entre 1960 e 1962.
ENVOLVIDOS: China e União Soviética.
ANTECEDENTES: A relação entre comunistas chineses e soviéticos nunca foi das melhores depois que Mao Tsé-tung tornou-se líder do PC na China, nos anos 40, contra o apoio de Moscou. No entanto, durante sua Grande Marcha para tomar o poder, Mao virou um líder indiscutível e, apesar das diferenças de método e da antipatia pessoal, garantiu a aliança entre os dois regimes. Na Guerra da Coreia, travada diretamente contra os EUA, fez todo o sentido a maior potência comunista e o país mais povoado do mundo estarem juntos. Mas a subida ao poder de Nikita Kruschev e sua política de “convivência pacífica” com o Ocidente capitalista afastou os dois países. Mao começou a chamar a China de “comunismo real” e dizer que a União Soviética traíra a ideologia. Em 1960, a União Soviética rompeu com a China e cancelou projetos em agricultura, fábricas e, principalmente, armas. Meses depois, em 1962, com as relações ainda mais tensas, Kruschev negou apoio à China na guerra com a Índia por questões na fronteira. Isolada pelo Ocidente, sem o apoio do bloco soviético, restou aos chineses o apoio da Albânia.
PONTO CRÍTICO: Mao declara ao primeiro-ministro italiano: “Quem lhe disse que a Itália deve sobreviver? Restarão 3 milhões de chineses e isso será bastante para a raça humana continuar”. Não se tem outro registro tão honestamente cru de um líder relevante disposto a aceitar e a fazer as contas publicamente sobre a inevitabilidade de uma guerra nuclear e sua possível utilidade como um meio de provocar a derrota final de seus adversários. (1962)
DESFECHO: A China permaneceu isolada por mais uma década, mas, com a doença de Mao, a política externa americana se afastou da URSS para se aproximar da China.

CRISES DOS MÍSSEIS
RISCO: Alto.
AMEAÇA: EUA.
ALVO: Cuba e União Soviética.
O CONFLITO: Em 16 de outubro, o presidente John Kennedy foi notificado que a CIA identificara a instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba, a 270 quilômetros da Flórida. Reunido às pressas em Washington, o comando militar americano foi unânime em orientar um ataque imediato a Cuba. Kennedy, no entanto, preferiu esperar.
MOMENTO CRÍTICO: Kennedy decretou a apreensão de qualquer navio soviético que se aproximasse da ilha e deu um ultimato para que as bases fossem desmontadas imediatamente. Imediatamente também, iniciou voos sobre a ilha. O presidente americano, no entanto, não foi radical. Em meio à crise, iniciou conversações com Kruschev. Em 2001, a CIA tornou públicos alguns trechos desses contatos. “Sr. Presidente. Me surpreendi com sua carta que afirma que a lista de armamentos que exigimos que sejam retirados de Cuba sugere um desejo de complicar as coisas. A única solução da crise está na retirada de todos os armamentos que podem ser usados ofensivamente. Sem isso não há chance de falar em solução pacífica para o confronto.”
DESFECHO: A opinião pública americana já esperava a invasão, e as declarações de alguns militares sugeriam que ela era iminente. Os comandantes soviéticos na ilha tinham autorização de Moscou para iniciar um ataque nuclear contra os americanos ao primeiro sinal de agressão. Kruschev e Kennedy negociaram e evitaram o pior. Em 8 de novembro, o soviético ordenou a retirada das bases de lançamento, em troca do compromisso do americano de não invadir a ilha comandada pelo revolucionário Fidel Castro e de retirar mísseis instalados na Turquia.

GUERRA DA COREIA
RISCO: Altíssimo.
AMEAÇA: EUA.
ALVOS: União Soviética e China.
O CONFLITO: Em julho de 1950, o Exército norte-coreano cruzou a fronteira e tomou Seul, a capital da Coreia do Sul. A ONU, com o patrocínio financeiro e logístico dos EUA, enviou forças comandadas pelo general americano Douglas MacArthur, um herói da guerra contra os japoneses, para comandar as ações. Após 5 dias de guerra, 70 mil soldados norte-coreanos foram vencidos por 140 mil americanos e Seul foi libertada. O general Douglas MacArthur, no entanto, seguiu para a capital da Coreia do Norte, Pyongyang. Tropas chinesas reagiram, enviando 300 mil soldados para a Coreia do Norte, e expulsaram as forças americanas.
MOMENTO CRÍTICO: Douglas MacArthur insistiu na chamada ampliação do conflito e pediu a seus superiores autorização para um ataque nuclear à China, que ele acreditava não possuir arsenal atômico, e, secretamente, defendia um plano de retaliação a cidades soviéticas. Naquele tempo, o controle das armas não era atribuição exclusiva do presidente, e, se obtivesse apoio dos congressistas americanos, MacArthur poderia agir. A possibilidade de um ataque nuclear foi real. O presidente Harry Truman repreendeu publicamente o general. Mas MacArthur era um obstinado, não se deu por vencido e enviou cartas aos congressistas americanos debochando do recuo frente ao avanço comunista.
DESFECHO: Truman demitiu MacArthur trocando-o pelo general Ridway. Um cessar- fogo não declarado foi a solução para acalmar americanos e russos. Mas o impasse com a Coreia do Norte continua até hoje, agravado pelo apoio dos chineses ao regime e pelo potencial nuclear daquele país.

5781 – Análise de DNA reforça elo entre humanos e gorilas


Gorilas e humanos são mais parecidos do que se pensava, pelo menos geneticamente. O primeiro sequenciamento completo do DNA desses macacos revelou que alguns genes são mais parecidos entre humanos e gorilas do que entre nós e os chimpanzés, considerados nossos “parentes” mais próximos.
Para chegar a esse resultado, um força-tarefa de 71 pesquisadores de várias partes do mundo esmiuçou o genoma de Kamilah, uma gorila-comum-ocidental (Gorilla gorilla gorilla) de 31 anos, e comparou os resultados com os genes dos outros três grandes primatas: humanos, chimpanzés e orangotangos.
Foi a primeira vez que um levantamento tão abrangente foi feito e, segundo os cientistas, ele tem grande importância para ajudar a elucidar a evolução dos primatas e as nossas próprias origens.
A primeira surpresa veio na similaridade dos genes. Embora o DNA de humanos e chimpanzés seja, de uma maneira geral, bem mais parecido, 15% do genoma dos humanos é mais similar ao dos gorilas do que ao dos chimpanzés.
Nesse conjunto, destacam-se genes ligados ao desenvolvimento do cérebro e da audição, por exemplo.
De fato, é na audição que está uma das maiores similaridades externas entre humanos e gorilas. Nossas orelhas pequenas são bem mais parecidas com as deles do que com as dos chimpanzés.
Entre os genes ligados à audição, uma descoberta tem potencial para influenciar o estudo da fala.
Comumente apontado como um dos genes associados ao desenvolvimento da fala em humanos, o LOXHD1 se mostrou igualmente desenvolvido entre gorilas.
Para descobrir por que, ainda assim, humanos desenvolveram a fala e os gorilas, não, ainda há um longo caminho. Mas o trabalho já começa a dar pistas.
Em um artigo crítico que acompanha a pesquisa, publicado na revista “Nature”, Richard Gibbs e Jeffrey Rogers, do Centro de Sequenciamento do Genoma Humano da Faculdade de Medicina de Baylor, em Houston, destacam os resultados.
“Esses novos dados sobre os gorilas sugerem que uma grande porção do genoma humano estava sob pressão da seleção positiva [sendo favorecida pela seleção natural] durante o período de isolamento inicial dos nossos parentes próximos”, avaliam.
Segundo eles, os dados podem ajudar a reconstruir as pressões ambientais que moldaram a evolução humana.
O trabalho também usou as informações genéticas para estimar em que período aconteceu a separação de cada uma das espécies de seu ancestral comum.
A separação dos orangotangos foi a primeira, há cerca de 14 milhões de anos. A dos gorilas teve lugar em torno de 10 milhões de anos atrás. Já a divisão entre humanos e chimpanzés foi mais recente, há aproximadamente 6 milhões de anos.
O trabalho analisou ainda a divisão entre as subespécies de gorilas. O grupo comparou o genoma de Kamilah com os genes de outros animais de sua subespécie e também de um gorila-oriental (Gorilla beringei graueri).
Embora haja evidências de que a separação tenha ocorrido 1,75 milhão de anos atrás, existem indícios de que houve troca de material genético mais recentemente.
Embora os gorilas estejam trazendo pistas sobre a nossa evolução, os humanos não estão colaborando com a deles. Diversas populações, sobretudo a dos gorilas-das-montanhas, estão em risco elevado de extinção devido à atividade humana.

5780 – Medicina – O Cólera


Vibrião da cólera

Cólera é uma doença causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria em forma de vírgula ou vibrião que se multiplica rapidamente no intestino humano produzindo uma potente toxina que provoca diarréia intensa. Ela afeta apenas os seres humanos e a sua transmissão é diretamente dos dejetos fecais de doentes por ingestão oral, principalmente em água contaminada.
O vibrião da cólera é Gram-negativo e tem a forma de uma vírgula com cerca de 1-2 micrómetros. Possui flagelo locomotor terminal. Estes víbrios, tal como todos os outros, vivem naturalmente nas águas dos oceanos, mas o seu número é tão pequeno que não causam infecções.
É ingerido com água suja e multiplica-se localmente no intestino delgado proximal.Causa diarréia aquosa intensa devido aos efeitos da sua poderosa enterotoxina. Esta toxina tem duas porções A e B (toxina AB). A porção B é especifica para receptores presentes na membrana do enterócito, causando a sua endocitose (englobamento e internalização pela célula). A porção A, é a toxina propriamente dita, ela atua causando uma ADP-ribosilação na subunidade catalítica da proteína G, impedindo sua capacidade de hidrolisar o GTP ligado a ela, o que leva a uma superativação da enzima adenilato ciclase e provoca um aumento abrupto dos níveis de AMPc intracelulares. O AMPc é um mediador que se liga à proteocinase A, que por sua vez ativa outras proteínas que afetam os canais de cloro, provocando a secreção de cloro, sódio e água associada descontrolada pela célula no lúmen intestinal. O vibrião não é invasivo e permanece no lúmen do intestino durante toda a progressão da doença.
O cólera é uma infecção intestinal aguda causada pelo Vibrio cholerae, que é uma bactéria capaz de produzir uma enterotoxina que causa diarréia. Apenas dois sorogrupos (existem cerca de 190) dessa bactéria são produtores da enterotoxina, o V. cholerae O1 (biotipos “clássico” e “El Tor”) e o V. cholerae O139.
O Vibrio cholerae é transmitido principalmente através da ingestão de água ou de alimentos contaminados. Na maioria das vezes, a infecção é assintomática (mais de 90% das pessoas) ou produz diarréia de pequena intensidade. Em algumas pessoas (menos de 10% dos infectados) pode ocorrer diarréia aquosa profusa de instalação súbita, potencialmente fatal, com evolução rápida (horas) para desidratação grave e diminuição acentuada da pressão sangüínea.
É transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados. São necessários em média 100 milhões de víbris (e no mínimo um milhão) ingeridos para se estabelecer a infecção, uma vez que não são resistentes à acidez gástrica e morrem em grandes números na passagem pelo estômago.
A incubação é de cerca de cinco dias. Após esse período começa abruptamente a diarréia aquosa e serosa, como água de arroz.

As perdas de água podem atingir os 20 litros por dia, com desidratação intensa e risco de morte, particularmente em crianças. Como são perdidos na diarréia sais assim como água, beber água doce ajuda mas não é tão eficaz como beber água com um pouco de sal. Todos os sintomas resultam da perda de água e eletrólitos:
Diarréia volumosa e aquosa,tipo água de arroz, sempre sem sangue ou muco (se contiver estes elementos trata-se de disenteria).
Dores abdominais tipo cólica
Náuseas e vômitos.
Hipotensão com risco de choque hipovolémico (perda de volume sanguineo) fatal, é a principal causa de morte na cólera.
Taquicardia: aceleração do coração para responder às necessidades dos tecidos, com menos volume sangüíneo.
Anúria: micção inferior a 100ml/dia, devido à perda de líquido.
Hipotermia: a água é um bom isolante térmico e a sua perda leva a maiores flutuações perigosas da temperatura corporal.
A cólera é uma doença que existe em todos os países em que medidas de saúde pública não são eficazes para a eliminar. Ela já existiu na Europa mas com os altos níveis de saúde pública dos países europeus, foi já eliminada no início do século XX, com exceção de pequeno número de casos.
A região da América do Norte é hoje a mais freqüentemente afetada por epidemias de cólera, juntamente com o Brasil. Neste último país, as grandes concentrações pouco higiênicas de multidões durante os rituais religiosos hindus no rio Ganges, são todos os anos ocasião para nova epidemia do vibrião. Também existe de forma endêmica na África e outras regiões tropicais da Ásia.
Os seres humanos e os seus dejetos são a única fonte de infecção. Só quando água ou comida, suja com fezes humanas, é ingerida em quantidades suficientes de bactérias, pode causar a doença. As crianças, que têm a tendência de pôr tudo na boca, são mais atingidas.

5779 – Camundongo recupera visão após transplante de células


Cientistas britânicos conseguiram recuperar a visão de camundongos cegos, após transplantar células fotorreceptoras sensíveis à luz em seus olhos. As descobertas foram publicadas recentemente na revista científica Nature.
Os pesquisadores do Instituto de Oftalmologia da Universidade College London (UCL) injetaram células de roedores jovens diretamente nas retinas dos camundongos adultos que tinham problemas de visão.
Quatro a seis semanas depois do transplante, uma em cada seis das células transplantadas – que são especialmente importantes para permitir a visão em locais escuros – haviam formado as conexões necessárias para transmitir informações visuais ao cérebro.
Os pesquisadores testaram a visão dos roedores transplantados em um labirinto pouco iluminado e cheio de água.
O resultado é que os camundongos com as células novas conseguiam perceber o caminho que os levava a uma plataforma e os salvava da água. Já os animais que não receberam células só conseguiam encontrar a plataforma por acaso ou depois de uma extensa exploração do labirinto.

5778 – Robótica – Pesquisas criam barata e caracol ‘ciborgues’


Caracóis e baratas elétricos já existem. Ambos são incursões experimentais, ainda muito iniciais, de uma nova linha de pesquisa focada na criação de pequenos híbridos entre máquina e animal -autossuficientes na geração de energia- como alternativa ao uso de pequenos robôs.
Em vez de começar do zero e de ter que resolver todos os problemas de movimentação que assolam os criadores de robôs, pesquisadores decidiram usar criaturas que já sabem o que fazer.
Tudo o que é preciso é “robotizar” esses seres, vestindo-os com a tecnologia certa para escravizá-los, fazendo com que obedeçam a todos os comandos -em missões de busca e salvamento, para espionar ou atacar.
Um grande desafio na robotização de criaturas vivas é que, embora elas não venham com baterias, é necessário eletricidade para alimentar os sensores e transmissores.
A Darpa (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada), órgão americano que financia pesquisas do tipo “e se for possível” tem um programa com objetivo de resolver isso.
Alguns pesquisadores, que por enquanto não são patrocinados por ela, já estão dando os primeiros passos nesse sentido. Evgeny Katz, da Universidade Clarkson, relatou sua caracol elétrica recentemente no “Journal of the American Chemical Society”.
Ele e colegas colocaram dois eletrodos revestidos de enzimas em um espaço entre a concha e o corpo de um caracol, uma área em que a glicose está presente.
As enzimas promovem reações químicas que produzem um fluxo do elétrons (eletricidade) a partir das moléculas de glicose.
Em janeiro, na mesma revista, pesquisadores anunciaram um método similar, mas usando baratas.

5777 – 19 De Abril – O Dia do Índio


Foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540 de 1943, e relembra o dia, em 1940, no qual várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos “homens brancos”. Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril.
O dia do Índio tem como função relatar os direitos indígenas e faz com que o povo brasileiro saiba da importância que eles tem na nossa história. Um povo que foi massacrado,humilhado e escravizado pelos colonizadores ,mais mesmo assim tem sua importância no contexto histórico do Brasil. Eles fizeram com que o nosso passado seja rico e interessantes,tratamentos medicinais caseiros,comidas típicas e métodos de plantios também são transmitidos da cultura dos Índios.
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.

Todo dia é dia de índio?

Sim, pois não adianta somente lembrar dos índios apenas um dia. Eles fazem parte de nossa história e têm muito a nos ensinar. Mas, justamente por serem importantes, foi reservada uma data no calendário anual para comemorar o Dia do Índio, que é 19 de abril.

5776 – Nutrição – Chegaram os transgênicos


Para conseguir saciar a fome mundial, seria necessário duplicar a atual produção de alimentos até o ano de 2025. E segundo muitos especialistas, somente com alimentos transgênicos essa meta seria possível. Porém nem todos apoiam essa solução, alegando danos para o meio-ambiente e para a saúde por parte dos transgênicos. Mas há muitos que a apoiam, afirmando que esses alimentos trazem benefícios tanto para a saúde e a natureza quanto economicamente.
Transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) são seres vivos cuja estrutura genética a parte da célula onde está armazenado o código da vida, o DNA,foi modificado através da engenharia genética, de modo a atribuir a esses seres uma determinada característica não programada por sua natureza.
Parece ficção, mas é a mais pura realidade. A manipulação genética de alimentos é hoje um processo irreversível. Segundo dados do Greenpeace, em 1990 não haviam lavouras comerciais de soja transgênica. Já em 1998, a área cultivada tinha superado os 28 milhões de hectares. Os principais cultivos de transgênicos hoje são o de soja, milho, algodão, e batata. Entretanto já existem em fase de testes banana, brócolis, café, cenoura, morango e trigo. No Brasil, a Embrapa estuda os transgênicos desde 1981. O primeiro projeto introduziu genes da castanha-do-pará no feijão para aumentar seu valor nutricional. Hoje a Embrapa trabalha com soja, banana, algodão, abacaxi, batata, entre outros.

5775 – Qual a origem do ioiô?


O iôiô surgiu na China há uns 3 mil anos como um jogo delicado com dois discos de marfim entre os quais se enrolava um cordel de seda. Muito tempo depois, o jogo se espalhou pela Europa, onde ganhou ornamentos geométricos que compõem imagens ao girar. Na Inglaterra chamou-se quiz e na França bandalore. O nome iôiô vem do tagalo, a mais importante das línguas da região indonésia. Ali, no século XVI, os caçadores filipinos criaram um tipo de iôiô assassino, que funcionava tal qual um bumerangue. Arremessado no ar, a corda grossa enroscava o pesado disco de madeira nas patas do animal em fuga, derrubando-o e facilitando sua captura.