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Autodidata - ☻Mega Arquivo - Início em Março de 1988

5867 – Por que medidas de roupas não são padronizadas?


Estatura, quadris e outras medidas variam de país para país. Por isso, um casaco 38 na Alemanha é 12 nos Estados Unidos e 40 no Brasil. Mas de onde vieram esses números? Em 1968, a ISO, entidade que coordena padronizações, determinou que as medidas de roupas deveriam ser proporcionais aos biótipos de cada país. Assim, cada lugar usa uma fórmula. No Brasil, o número da calça feminina é a metade do comprimento do quadril subtraída de 8 (96 cm de quadril? O tamanho é 40). Mas isso não significa que exista uma padronização dentro do país. Maria Adelina Pereira, superintendente do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, afirma que, na média, o mundo engordou, mas a numeração se mantém. As fábricas aumentam aleatoriamente a modelagem, por isso é comum o tamanho de um jeans variar conforme a marca.
Mudanças no P, M e G
Para padronizar os tamanhos, a indústria está mudando as etiquetas. Entenda.
CAMISA MASCULINA
ANTES: O perímetro do pescoço era a medida referencial. Homens com 38 cm usam camisas número 38 ou P.
DESDE FEVEREIRO: Além do P e do 38, a etiqueta informa perímetro de tórax, comprimento do braço e estatura.
CALÇA MASCULINA
ANTES: A medida referencial era o perímetro da cintura. Homens com 84 cm de cintura usam número 42.
DESDE FEVEREIRO: Há mais 3 medidas: perímetro da cintura, comprimento entrepernas (medido na parte de dentro das pernas) e estatura.
VESTIDO
ANTES: Vestidos usam as nomenclaturas P, M, G e GG.
A PARTIR DO SEGUNDO SEMESTRE: Para as roupas femininas, as etiquetas incluirão estatura, medida ombro a ombro, busto, cintura e quadril.

5866 – Eles quase ficaram famosos


O quinto beatle
Pete Best foi o primeiro baterista dos Beatles. Foi convidado para entrar na banda, em 1960, um dia antes de Paul, George e John embarcarem para uma turnê na Alemanha. Eles passaram os anos seguintes tocando em bares de Hamburgo, mas seu salto para a fama só veio em 1962 – quando George Martin, dono do estúdio Abbey Road, ofereceu um contrato à banda. Com um porém: ele gostaria de usar outro baterista para a gravação. No dia 16 de agosto de 1962, Pete Best foi demitido por telefone pelo empresário dos Beatles e substituído por Ringo Starr. Um mês depois, os Beatles finalmente estouraram com a música Love Me Do. Best, que hoje tem 70 anos, passou a vida trabalhando como servidor público em Liverpool – e lançou um disco em 2008.

Os verdadeiros McDonald’s
Os irmãos Dick e Mac McDonald criaram o conceito de fast food e abriram sua primeira lanchonete em 1941, na Califórnia. A ideia fez um sucesso moderado até que, na década de 1950, outra pessoa teve uma ideia. Ray Kroc, que vendia máquinas de milshake para os irmãos McDonald, propôs que eles abrissem franquias pelos euA. em 1958, já eram 34 restaurantes, e mais 68 foram abertos só em 1959. Mas aí, em 1961, os irmãos resolveram vender sua parte no negócio para Kroc – que pagou o equivalente a us$ 19 milhões em valores de hoje. um belo dinheiro, com certeza. Mas um péssimo negócio. A rede se transformou numa multinacional gigantesca, com mais de 33 mil lanchonetes espalhadas por 119 países e faturamento de US$ 24 bilhões por ano. e os irmãos McDonald viram outra pessoa ficar multibilionária explorando a ideia e o nome deles. Mac morreu em 1971, e Dick, em 1998.

Ele não quis ser dono do Facebook
Joe Green dividia um quarto na Universidade Harvard com ninguém menos do que Mark Zuckerberg. Eles eram muito amigos e já tinham tocado um projeto juntos – a criação de um site em que os estudantes podiam dar nota para a aparência dos colegas. Para obter as fotos dos estudantes, Green e Zuckerberg tiveram de invadir computadores da universidade. Eles foram pegos e quase acabaram expulsos de Harvard. Por isso, Green ficou receoso em entrar na nova aventura do colega: uma rede social chamada The Facebook. Ele preferiu focar nos estudos para terminar a faculdade e recusou a proposta de Zuck – que ofereceu ações do site em troca de participação no projeto. A decisão custou (muito) caro. O valor de mercado do Facebook, que recentemente anunciou a abertura do seu capital, é de US$ 100 bilhões. Isso significa que, ao recusar as ações, Green deixou de ganhar cerca de US$ 400 milhões. Não ficou rico, mas fez uma coisa boa: depois de se formar, foi para São Francisco e criou o site Causes, um serviço de doações online que já arrecadou US$ 47 milhões para 50 mil instituições de caridade.

O suposto pai da aspirina
Arthur eichengrün, químico que trabalhava para a Bayer, criou a aspirina em 1896. em 1934, com o avanço da ideologia nazista, ele foi excluído da história devido a sua origem judaica, e a versão oficial dos fatos passou a atribuir a descoberta ao cientista ariano Felix Hoffman. Eichengrün passou a vida contando essa história – até morrer, em 1948, três anos após o fim da segunda Guerra, sem ser reconhecido. Em 1999, um historiador britânico reexaminou o caso e disse ter encontrado provas que sustentam a versão dele. Mas, até hoje, a Bayer atribui a invenção a Hoffman.

Inventou o Google, mas não levou
Em 1997, Hubert Chang conheceu Larry Page e Sergey Brin, os criadores do Google. Os três estudavam na Universidade Stanford foram apresentados por um professor e começaram a tocar um projeto juntos – o PageRank, sistema de classificação de sites que é a base tecnológica do Google. Alguns meses depois, Page e Brin perguntaram a Chang se ele queria que seu nome fosse incluído no projeto, que seria apresentado em uma conferência. E Chang disse não. Foi uma decisão incrivelmente burra, mas que na época não parecia: ele precisava terminar seu doutorado e não teria tempo para se comprometer com o projeto, no qual não acreditava muito. Chang continuou na universidade, onde concluiu seus estudos em 2003. Quando o Google já havia se transformado em superpotência, em 2007, ele finalmente veio a público reinvindicar a coautoria. Não deu em nada. Page e Brin negaram solenemente que Chang tenha participado. “Além da minha palavra, só tenho como prova os emails que troquei com o professor que me apresentou a Page e Brin. Infelizmente, o professor faleceu. O meu reconhecimento nunca virá”, admite Chang. Ele se mudou para Hong Kong, onde trabalha para empresas de tecnologia.

A um passo de Hollywood
Em 1966, Burt Ward era um ator de sucesso: ele fazia o papel de Robin na série Batman, bastante popular na TV americana. Em 1967, foi convidado para representar o personagem Benjamin Braddock no filme A Primeira Noite de um Homem. Ward preferiu ficar apenas como Robin. Foi uma aposta errada: a série parou de ser produzida em 1968. E aquele papel no cinema, que Ward tinha recusado, foi para um rapaz chamado Dustin Hoffman – que deu um show, foi indicado ao Oscar de melhor ator e se tornou um dos maiores astros de Hollywood. Ward fez mais de 30 filmes, mas só produções de baixo orçamento.

Pediu para sair da Apple
Ao lado de Steve Jobs e Steve Wozniak, Ronald Wayne fundou a Apple em 1976. Ele desenhou o primeiro logo da empresa e escreveu o manual de seu primeiro computador. Mas, duas semanas depois, se arrependeu – e vendeu sua parte por US$ 800 (equivalente a US$ 3 000 em valores de hoje). Wayne tinha ido à falência com outra empresa, 5 anos antes, e ficou com medo de que isso acontecesse de novo. Jobs e Wozniak chegaram a ir atrás do sócio e insistiram para que ele voltasse, mas não adiantou. A Apple se transformou na maior empresa do mundo, com US$ 428 bilhões de valor de mercado. Wayne? Fez carreira na Atari e em outras companhias de tecnologia e chegou a patentear várias ideias de gadget, mas nunca teve dinheiro para transformá-las em produtos de verdade. Hoje, dedica-se a comprar e vender selos e moedas raras.

O criador do som portátil
Lançado em 1979, o Walkman fez um sucesso inimaginável – a Sony vendeu 186 milhões de unidades do aparelho, que virou ícone cultural. Mas sua verdadeira história começa antes. Em 1972, o teuto-brasileiro Andreas Pavel criou o Stereobelt: um toca-fitas portátil com saída para fones de ouvido. Ele diz ter apresentado o produto a empresas como Yamaha e Philips, que recusaram. Pavel decidiu patentear sua invenção na Itália em 1977 e nos EUA, na Alemanha, na Inglaterra e no Japão em 1978. “Eu achava que em um ano já estaria produzindo o aparelho”, declarou ao jornal The New York Times. Não deu tempo. Em 1979, a Sony lançou o Walkman. Pavel processou a empresa, numa luta que se arrastou até 1996 – quando a patente foi anulada e ele teve de pagar os custos do processo, US$ 3 milhões. “Perdi muito tempo e dinheiro e no fim perdi o processo também, de forma injusta”, diz. Ele não desistiu e afirmou à Sony que iria entrar com novos processos em vários países. Em 2003, a empresa acabou fazendo um acordo extrajudicial com Pavel, que ganhou uma indenização. Ele não revela o valor, mas a quantia é estimada em alguns milhões de dólares. Hoje, Pavel desenvolve alto-falantes e um novo tipo de telefone.

5865 – Como funciona a terapia genética?


A falha pode aparecer de surpresa: um tumor ou Mal de Parkinson. Ou vir de fábrica: daltonismo e diabetes, por exemplo. E aí como o seu DNA não tem um botão para reiniciar o sistema, uma opção pode ser mandar seus genes para uma terapia e esperar que eles revejam o mau comportamento. A terapia genética (ou gênica, tanto faz), funciona mais ou menos assim: seu corpo vira um imenso consultório, onde são injetados vírus fabricados em laboratório que funcionam como os analistas, ou simplesmente bons professores. Eles reprogramam os genes para produzir células saudáveis, ou adicionam novos genes às células defeituosas. O seu DNA aprende a ler um novo código levado pelo vírus e passa a fabricar as proteínas certas.
Na última semana, um paciente desse tipo de tratamento ficou famoso: um macaco daltônico que passou a enxergar todas as cores. “O campo é novo, mas têm feito avanços rápidos. Em teoria, podemos reprogramar o código genético para qualquer coisa, afirma uma biomédica pesquisadora do Laboratório de Terapia Gênica do Departamento de Biologia Celular da USP.
Os casos mais bem sucedidos até agora são os de crianças tratadas para uma deficiência no sistema imunológico conhecida como a doença do garoto na bolha de plástico. O que já é uma grande conquista. Afinal, a deficiência só não foi ruim para o John Travolta, que conseguiu o seu primeiro papel importante no cinema graças a ela.
Dê uma olhada na lista das outras fortes candidatas à cura pela terapia genética:
• Daltonismo: uma equipe de pesquisadores das Universidade de Washington e da Flórida anunciou ter curado em macacos a doença genética mais comum em humanos.
• AIDS e outras deficiências do sistema imunológico: cientistas do hospital Great Ormond Street, em Londres, usaram terapia genética para previnir que a doença do garoto na bolha de plástico se manifestasse no pequeno Rhys Evans.
• Depressão, obesidade e calvice: pesquisadores americanos, respectivamente das Universidades do Texas, de Berkeley, na Califórnia e da Pensilvânia já conseguiram curar os três males em ratinhos de laboratório. Lembre-se disso da próxima vez que vir um rato feliz, magrinho e cabeludo.

5864 – Medicina – Notícias sobre o Câncer


Os campeões de incidência
Homem
Próstata – 165 000
Pulmões – 100 000
Bexiga – 39 000
Intestino – 77 000
Linfoma – 28 500
Boca – 20 300
Melanoma – 17 000
Rim – 16 800
Leucemia – 16 700
Estômago – 14 800
Pâncreas – 13 500
Laringe – 10 000
De cada nota de 100 dólares que se gasta para combater os mais diversos tipos de doenças, no mundo inteiro, 10 dólares são aplicados no tratamento do câncer. Apenas 5% desses recursos, porém, estão nos chamados países em desenvolvimento, em que morreram 2,5 milhões de pessoas por causa de tumores malignos, só no ano passado; os países avançados, por sua vez, tiveram 2,3 milhões de vítimas. Em todo o planeta, 9 milhões de pessoas desenvolvem algum tipo de câncer a cada ano.
O problema, claro, custa caro. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional do Câncer estima que o país sofreu um prejuízo de 12 bilhões de dólares em 1992, provocado pelas faltas ao trabalho dos doentes e pela morte de pessoas ativas na sociedade.
O câncer nunca vai desaparecer da face da Terra. Quero dizer, jamais surgirá uma espécie de super-remédio, capaz de liqüidá-lo, acredita o cancerologista paulista Antonio Dráuzio Varella, um dos 42 especialistas brasileiros presentes ao encontro. No entanto, no futuro, a doença poderá ser acuada pela combinação de diversas táticas terapêuticas. A opinião faz coro com a tendência apontada pela maioria dos médicos palestrantes em Orlando: a melhor maneira de vencer as células cancerosas será jogar com todas os trunfos ao mesmo tempo. Ou seja, atacar o tumor com coquetéis de drogas, radiação e cirurgias cada vez mais precisas. Sem deixar de lado as armas que os geneticistas vêm desenvolvendo, como os anticorpos monoclonais, por exemplo moléculas defensoras sintetizadas em laboratório, projetadas como se fossem mísseis teleguiados dirigidos contra as células malignas.

5863 – Medicina – Longevidade, a luta contra o tempo


De Grey, para ele, a cura do envelhecimento está bem próxima.
Deus te ouça!

Em 1900, a expectativa média de vida nos EUA era de 47 anos e hoje é de 78. No século 20 o ganho foi de 30 anos. Pelo ritmo de desenvolvimento da medicina do metabolismo, não seria espantoso que, no decorrer do século 21, a sobrevivência humana com saúde fosse acrescida de mais 60 anos, elevando a idade média para mais de 100 anos. A nanotecnologia entrará em cena e trará a possibilidade de transferir processos bioquímicos do corpo humano para minúsculos engenhos digitais implantáveis. Várias pesquisas tem insistido na mesma tese, de que se deve privar-se de calorias, comendo menos que o mínimo de calorias exigido por dia. Animais de laboratório submetidos a tal método viveram com saúde até 1/3 a mais do que os outros. Para os seres humanos, dieta hipocalórica torna a vida insuportável.
A 1ª pessoa a viver 1000 anos (isso mesmo, mil), é provavelmente apenas 10 anos mais nova que a 1ª que vai chegar aos 150, afirmou De Grey, um famoso e polêmico gerontologista.
Na concepção do cientista barbudo, o processo de decadência do corpo possui 3 estágios: processos químicos do organismo, o metabolismo que causa danos graduais aos 100 trilhões de células do nosso corpo, a deterioração celular, que por sua vez leva ao aparecimento de patologias. Ele é um ex-pesquisador de inteligência artificial na Universidade de Cambridge e mergulhou obsessivamente na pesquisa do envelhecimento em 1992, depois de conhecer sua mulher, uma especialista em genética, 19 anos mais velha. Em 1997, publicou uma tese sobre a relação entre a destruição das moléculas de DNA no interior das mitocôndrias e o envelhecimento humano. O trabalho imp´ressionou a instituição e ele recebeu o Ph.D. em biologia em 2000. Mas é claro que ele possui muitos cientistas opositores de suas idéias afirmando que não passam de utopia. De Grey rebata: “Primeiro te ignoram, depois te ridicularizam, depois te combatem, e por fim você ganha, agora eu quero ganhar”.
Mutação Cromossômica – Algumas transformações celulares resultam em tumores malignos. O remédio é a terapia genética, que impedirá que as células produzam uma enzima chamada telomerase, responsável pela proliferação das células cancerígenas.
Gordura nas Células – As células acumulam um resíduo de gordura chamado lipofuscina, quanto mais, mais velha é a formação celular. Conserto: enzimas especialmente modificadas por terapia genética podem agir como rejuvenescedores celulares, impedindo o acúmulo da gordura indevida.
Morte Celular – Células não divisíveis no coração e no cérebro não são substituídas quando morrem. Para solucionar, transfusões periódicas de células-tronco farão com que tais células se reproduzam.

5862 – Mega Receita – Faça cerveja em casa


Moinho para cereais

Utensílios necessários
* Um fogão de 4 bocas
* Duas panelas de 32 litros com torneira
* Um moinho para cereais
* Termômetro
* Balança
* Uma forma de pizza furada para o fundo falso
* Dois baldes de PVC com torneira e tampa
* Uma válvula airlock
* Mangueira para encher as garrafas
* Máquina para colocar tampas em garrafa
PROCESSO QUENTE – Picote o malte
O malte, o lúpulo e o fermento, assim como a receita, podem ser encontrados na internet (cervejaartesanal.com.br). Pese os diferentes tipos de maltes e jogue no moedor de cereais. Triture-os até quebrar a casca. Mas, cuidado, não transforme os grãos em farinha – isso prejudicará o processo de filtragem.
Esquente 20 litros de água a uma temperatura entre 60 e 70 ºC. Deixe o termômetro sempre dentro da panela. Jogue o malte e misture por 20 minutos até chegar exata-mente aos 70 ºC. Se ultrapassar os 74 ºC, as enzimas deixam de agir. Desligue o fogo e deixe a mistura, chamada de mosto, repousar por uma hora.
Acenda o fogo e mexa até atingir 78 ºC (não deixe passar ou a cerveja ficará adstringente). Abra a torneira e jogue o mosto em uma panela com fundo falso. De novo, abra a torneira e retire 2 ou 3 litros do mosto com a ajuda de uma escumadeira (isso serve para tirar os farelos). Transfira líquido de volta para a panela sem fundo falso.
Acrescente mais água a 70 ºC. para repor as perdas do bagaço e da evaporação, até voltar aos 20 litros iniciais. Acenda o fogo e, 5 minutos após a fervura, acrescente o lúpulo de amargor. Deixe o fogo ligado por uma hora, com a panela destampada. Nos 5 minutos finais, acrescente também o lúpulo de aroma.
PROCESSO FRIO – Decante a valer
A partir daqui, todo material deverá ser sanitizado com álcool hospitalar. A presença de bactérias afeta o sabor da cerveja. Mergulhe a panela em uma bacia com água e gelo, mexa por alguns minutos no sentido anti-horário e deixe por uma hora, com a tampa fechada. A parte sólida descerá para o fundo da panela.
Transfira o líquido para o balde de PVC. Jogue o fermento – e veja na do fermento qual é a temperatura ideal (para Ale, é entre 16 e 24 ºC. Lager, entre 10 e 15 ºC). Isso é essencial para não matar as leveduras, que transformam açúcar em álcool. Feche o balde com a válvula airlock e deixe repousar de 7 a 10 dias.
A levedura vai decantar para o fundo do balde. Para se livrar dela, transfira a cerveja para outro balde de PVC com a ajuda da torneira e de uma mangueira. Feche-o com airlock para não entrar ar. Mantenha o balde fechado em temperatura ambiente por mais 2 semanas. Pode ser em qualquer canto da casa que não pegue sol.
Transfira a cerveja para outro balde para tirar os resíduos. Ferva 100 g de açúcar com 110 ml de água. Separe entre 5 e 8 g (não mais, ou a garrafa pode explodir) e jogue em uma garrafa de 1 litro. Encha de cerveja até a metade do pescoço. A levedura vai reagir com o açúcar e produzir gás carbônico. Deixe descansar por 10 dias. Depois é só gelar e beber!
Mas se você achar mais fácil, é só comprar na adega.

5861 – HIV com os dias contados


Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, mostra que células-tronco podem ser geneticamente modificadas e transformadas em “guerreiras” para caçar e matar o vírus do HIV. Os cientistas responsáveis esperam que a descoberta possa ajudar a erradicar completamente a doença do organismo de pacientes infectados.
Para isso, foi identificada e isolada uma substância em leucócitos que os torna capazes de combater infecções. No entanto, como a quantidade de leucócitos que uma pessoa tem no organismo não é suficiente para acabar com o HIV, pesquisadores clonaram essa substância receptora e a colocaram em células-tronco geneticamente alteradas.
Então essas novas células foram implantadas em ratos de laboratório doentes, permitindo que eles estudassem a reação do tratamento em um organismo vivo. Como esperado, as “guerreiras” identificaram e caçaram, especificamente, as células infectadas com HIV. Quando isso aconteceu, os níveis de leucócitos do rato também aumentaram, deixando seu sistema imunológico mais forte e combatendo a doença com mais eficácia.
De acordo com o responsável pela pesquisa, Scott G Kitchen, esse é o primeiro passo em direção a um tratamento mais intenso, que irá fazer com que células tronco e leucócitos sejam capazes de livrar um organismo infectado do HIV.

5860 – Como funcionam os banheiros químicos?


O primeiro sanitário portátil surgiu nos anos 1940, na Califórnia. Em uma área de construção de barcos, um dos chefes dos operários notou que eles perdiam muito tempo indo até as docas para usar o banheiro. Então ele encomendou uma cabana de madeira, com um pequeno tanque, para colocar nos barcos. A ideia logo foi vista como forma de aumentar a produtividade e os banheiros se espalharam pela construção civil.
Sob o assento dos banheiros, há um tanque que armazena até 264 litros de cocô e xixi. É nele que acontece a reação química: um sanitarizante à base de amônia é misturado com água e desodorizante e colocado ali antes do uso. Essa mistura faz com que as bactérias dos resíduos adormeçam e parem de produzir o gás metano, que causa o mau cheiro.
Em média, os banheiros químicos suportam até 200 usadas antes de precisarem ser esvaziados. Isso se o público for metade feminino e metade masculino. O cálculo é o seguinte: são necessárias duas cabines para cada 500 pessoas e uma hora de evento. Se tiver bebida alcoólica ou se houver mais mulheres do que homem no local, o ideal é pedir cerca de 13% a mais porque elas demoram mais no banheiro.
Em festas e eventos, todo mundo reclama da sujeira dos banheiros. O problema está nos usuários: os foliões não se preocupam em manter o espaço limpo. Já funcionários de obras são mais cuidadosos – os banheiros ficam até uma semana sem manutenção (sete dias!). E olha que cada banheiro é usado por 10 trabalhadores em turnos de 40 horas.
Durante o Carnaval carioca de 2011, foram disponibilizados 13 mil banheiros químicos nas ruas, batendo o recorde das 7 mil unidades usadas na posse de Obama, em 2009. A quantidade de resíduo desses sanitários daria para encher uma piscina olímpica – e ainda sobram 10 mil litros.

5859 – Auto-Ajuda – Veja o lado bom das coisas ruins


O maior filósofo do século 20 não passou no vestibulinho do colegial e sofreu bullying na escola por escrever errado, ter péssima memória e não fazer amizades – não se interessava em conviver com pessoas. Humanos também não eram os seres prediletos do mais conhecido intérprete de J. S. Bach, que não tocava para plateias nem deixava que pessoas encostassem nele. E o inventor da lâmpada era tão avoado que foi expulso da escola aos 8 anos e precisou estudar em casa.
Essas pessoas atingiram o sucesso não apesar de suas falhas, mas por causa delas. Certos padrões de personalidade e de ânimo considerados até mesmo transtornos mentais foram selecionados ao longo da evolução. Talvez essas adaptações não sejam tão vantajosas hoje quanto na época em que vivíamos fugindo de predadores, lutando com rivais e caçando presas. Mas tais peculiaridades preenchem os buracos criados pela normalidade da maioria das pessoas.
Desatentos conseguem captar ao mesmo tempo vários estímulos do ambiente e, com isso, fazer associações inesperadas, criativas. Outras pessoas não conseguem se interessar pelo que há à sua volta, mas exatamente por isso concentram-se dias a fio num só raciocínio e chegam a conclusões geniais. A ansiedade nos protege de pagar para ver uma ameaça, e a tristeza e o pessimismo nos fazem desistir de ilusões.
Por quê, afinal, a depressão existe? Uma hipótese é a de que, conforme a civilização se desenvolveu, o homem alterou seu ambiente numa velocidade maior do que sua capacidade de adaptar-se a ele. Evoluímos para viver em grupos de 50 a 70 membros seguindo o ciclo do Sol, com a preocupação de obter alimento e procriar. Agora as coisas mudaram um pouco: temos de nos preocupar com contas, imagem, carreira… E muitos planos acabam frustrados – talvez mais do que a cabeça foi feita para aguentar. Pior: temos hábitos sedentários e, graças à luz artificial, fazemos nosso corpo funcionar no tempo do relógio, e não no do Sol. Tudo isso explicaria por que a prevalência da depressão tem aumentado.
Outra corrente defende que a depressão existe porque foi talhada pela seleção natural, ou seja: porque oferece vantagens a seus portadores. Segundo o médico Randolph Nesse, da Universidade de Michigan, ela teria a mesma função da dor: garantir nossa sobrevivência diante de um risco. Quando um tecido está prestes a ser lesionado durante alguma atividade física, nossos neurônios transmitem um estímulo que nos impede de seguir além de nossos limites. A depressão funciona da mesma forma – mas, em vez de impedir fisicamente que você assuma um risco, ela atua no ânimo. A euforia e a depressão serviriam para regular nossas ações na busca por um objetivo.
Ansiedade é isto: medo de algo que não é necessariamente real. Mais: tal como o amor, ela é uma emoção. E uma emoção é um padrão de resposta diante de situações que podem trazer riscos ou oportunidades. A paixão ajuda a cortejar um parceiro, a raiva nos afasta de alguém quando desconfiamos que fomos traídos, e a ansiedade nos faz fugir ou lutar quando sentimos ameaçados. E isso acontece sem que pensemos. Quando bate a ansiedade, o fígado começa a liberar glicose, a frequência cardíaca aumenta, menos sangue circula pela pele e mais vai para os músculos. Assim, o corpo fica preparado para reagir – a animais, à altura, a trovões, à escuridão ou ao escrutínio público. E também a coisas mais sutis, como um trabalho insuportável ou um relacionamento falido.
“Os visionários, os planejadores, os desenvolvedores, todos eles precisam sonhar com coisas que ainda não existem, explorar fronteiras. Mas, se todas as pessoas forem otimistas, será um desastre”
Utopias levam populações inteiras a aceitar falácias e resistir à razão. O maior exemplo disso foi a ascensão do nazismo – um regime terrível, mas essencialmente otimista, tanto que deu origem à Segunda Guerra com a certeza inabalável da vitória. E qual a resposta de Scruton para esse otimismo inescrupuloso? O pessimismo, que, segundo ele, cria leis preparadas para os piores cenários. O melhor jeito de evitar o pior, enfim, é antever o pior.
Timidez
Escolas valorizam trabalho em grupo. Processos seletivos jogam candidatos em dinâmicas para identificar líderes natos. Empresas colocam seus funcionários em amplos escritórios sem divisórias e colhem ideias em brainstorms com uma dezena de pessoas – vale tudo, menos ter vergonha de falar besteira. Vivemos no mundo dos extrovertidos. Mas há pesquisadores que veem essa valorização do trabalho coletivo e da extroversão como um tiro no pé.
Ser introvertido não significa ser fechado ao exterior. Muito pelo contrário. É ser sensível demais a ele.
Um introvertido concentra a mente numa só atividade, em vez de dissipar energia em assuntos não relacionados ao trabalho – estudos do programador americano Tom DeMarco com 600 colegas mostram que o que define a produtividade no setor de TI não é o salário nem a experiência, mas o quão isolado é o ambiente de trabalho. A solidão também permite focar-se nas próprias falhas e treinar até chegar à perfeição. É esse tipo de prática que cria grandes atletas e virtuoses musicais.
O gene da engenharia
Todo engenheiro é um pouco autista. Essa é a conclusão, polêmica, do psiquiatra Simon Baron-Cohen, de Cambridge. Simon buscava identificar se estudantes com sintomas da síndrome de Asperger tinham predisposição a escolher alguma área específica de conhecimento. Fez um levantamento com graduandos de Cambridge e viu que alunos de exatas eram os mais propensos a ter os sintomas. O estudo fez barulho suficiente para que os pais de alunos de Eindhoven, na Holanda, entrassem em contato com ele depois de identificarem uma epidemia de autismo na cidade, conhecida pela concentração de empresas tecnológicas.

ALBERT EINSTEIN
“Meu senso de justiça e de responsabilidade social sempre se contrastou com minha falta de necessidade de contato direto com outras pessoas ou comunidades. Sou de fato um viajante solitário e nunca pertenci a meu país, à minha casa, aos meus amigos ou mesmo à minha família”, escreveu o físico nos ensaios Como Vejo o Mundo.

5858 – Ciência X Religião – Museu criacionista nos EUA defende a criação do mundo de acordo com a Bíblia


Enquanto chega ao Brasil a mostra “Darwin – A Descoberta do Homem e a Revolucionária Teoria que Mudou o Mundo”, o primeiro museu criacionista abre as portas para o público, em Kentucky, nos EUA e esquenta o debate com os evolucionistas. Há dois anos, a exposição de Darwin no Museu de História Natural de Nova York recebeu críticas de cristãos criacionistas, apoiados pelo presidente George W. Bush – que defendeu o ensino da versão bíblica da criação do mundo em escolas do país.
Inaugurado no dia 28 de maio, o Creation Museum é um projeto de US$27 milhões idealizado pelo grupo Answers in Genesis (Respostas na Gênese), que promove a leitura literal da Bíblia sobre a criação do mundo. “O museu vai se opôr aos de história natural da evolução, que colocam incontáveis mentes contra a Bíblia”, disse a Galileu o co-fundador do museu Mark Looy.
A idéia é usar alta tecnologia, efeitos especiais e dinossauros mecânicos para mostrar que, na versão criacionista da história humana, “a ciência confirma todas as passagens bíblicas”, de Adão e Eva à arca de Noé. Mas o grande destaque é a exibição de homens pré-históricos vivendo com dinossauros, o que a geologia contemporânea considera impossível, já que a existência das duas espécies está separada por 60 milhões de anos.
“Nenhum cientista estava lá para ver os dinossauros morrerem. Só acharam os ossos, que não tinham etiquetas com idades”, afirma Looy, ignorando a datação por carbono 14. Assim, além de terem vivido entre os humanos, um par de dinos também teria sido salvo do dilúvio. E como Noé teria conseguido a façanha? “Os continentes só surgiram como conseqüência da grande enchente, antes eles eram uma coisa só”, diz Looy.

5857 – Religião – Há 1 século e meio surgia o Espiritismo


O espiritismo voltou às manchetes com força em 2008, graças ao sucesso do filme “Bezerra de Menezes – Diário de um Espírito”. Por meio dele, quase 500 mil brasileiros relembraram (ou conheceram) a história do chamado “Kardec brasileiro”, médium e maior nome da doutrina no País no final do século 19. Esse instantâneo histórico, que narra a consolidação dos fundamentos do espiritismo por aqui, serve de contraponto para uma tendência que gera polêmica: a mistura do espiritismo com outras correntes filosóficas e a medicina holística, que trabalha corpo e mente simultaneamente. Enquanto, segundo o IBGE, 2,4 milhões de brasileiros declaram-se espíritas, outros cerca de 30 milhões – de acordo com estimativas da Federação Espírita Brasileira – simpatizam com as idéias da doutrina. E os últimos, cada vez mais, estão misturando correntes de pensamento orientais (como hinduísmo, ioga e tai-chi-chuan), terapias energéticas ou a força do pensamento positivo em seus rituais e práticas. A questão que fica é: o espiritismo irá incorporar essas influências ou os tradicionalistas acabarão mantendo as coisas separadas?
Criada há 150 anos pelo professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou Allan Kardec (1804-1869), a doutrina espírita surgiu graças à curiosidade e ao fascínio pela possibilidade de comunicação com os mortos. Quando chegou ao Brasil, anos depois, o espiritismo encontrou terreno fértil. O sincretismo da mistura entre europeus e africanos acabou impulsionando o movimento. Quem já havia visto um pai-de-santo incorporado em um terreiro não tinha muita dificuldade para crer no depoimento de um médium.
Hoje, quem entra em um centro espírita no Brasil encontra uma mistura de hospital espiritual e centro de estudos. Ali, os tratamentos se resumem ao atendimento com passes (em que o médium repassa ao atendido a energia dos espíritos e a sua), à ingestão de água fluidificada (na qual fluidos medicamentosos são adicionados por espíritos desencarnados), e às desobsessões (nas quais o médium incorpora espíritos que interferem na vida de alguém). Além disso, há centros onde outras manifestações, como a psicografia, são presenciadas. Quem quiser pode desenvolver sua própria mediunidade. Todos os atendimentos são de graça e tudo é embalado pela divulgação dos livros de Kardec e de autores como Chico Xavier, segundo recomendações da Federação Espírita Brasileira.

5856 – ☻ Mega Byte – Bytes, muitos bytes


Tráfego mensal médio de quem usa a Internet:
24,8 gigabytes – Para enviar tal quantidade de informação por escrito seria necessário 1 milhão de cartas de uma página cada uma ou 10 toneladas de papel.
1 kilobyte = mil bytes
1 megabyte = 1 milhão de bytes, cabe em 1 disquete de 3,5 polegadas, já em desuso.
Cada gigabyte tem 1 bilhão de bytes, um DVD simples tem alguns gigabytes.
Cada terabyte tem 1 trilhão de bytes, já existem HDs com capacidade de 1 ou mais terabytes.
Cada pentabyte tem 1 quadrilhão de bytes. Depois vem o exabyte com 1 quintilhão e o zettabyte com 1 sextilhão de bytes, equivalente a toda a informação digitalizada hoje no mundo.
Se cada byte fosse 1 grão de arroz, 1 zettabyte equivaleria a 20 quadrilhões de quilos de arroz, ou o suficiente para alimentar a humanidadepor 30 mil anos.
Para oferecer serviços em nuvem, as empresas usam recursos com alicerces bem sólidos na terra. São enormes data centers, conhecidos como fazendas se servidores, mantidos permanentemente a temperatura de 21°C. O maior da Amazon ocupa um terreno de 65 mil metros quadrados, o equivalente ao terminal de passageirosdo Aeroporto de Congonhas.
A idéia de nuvem ainda em formato rudimentar data de 1961. O especialista em inteligência artificial Mc Carthy, então professor do Instituto de Tecnologia de Massachussets, descreveu o modelo em que as centrais fornrciam processamento e o armazenamento de dados para residências e empresas. A 1ª vez que se falou de computação em nuvem foi em 1997. Em termos práticos, a nuvem é a capacidade ociosa de servidores gigantes, como o Google e a Microsoft, que pode ser emprestadaou vendida a quem quiser usá-la para guardar ou processar seus arquivos digitais e programas de computador. Para empresas isto significa economia pois não é preciso manter uma bateria de servidores, cuja manutenção custa caro. Também não é preciso comprar licenças que apenas uma parte dos funcionários irá usar. Outro ponto positivo é que é possível ter uma velocidade de processamento alta a um custo baixo.
“Eu acho que há no mundo mercado para talvez 5 computadores” Essa frase atribuída a Thomas Watson, fundador e presidente da IBM, supostamente dita em 1943, tem lugar de destaque em qualquer antologia de palpites infelizes, ainda que a empresa insista em desmentir que ele alguma vez tenha pronunciado tal asneira. Quatro décadas mais tarde, a IBM desenvolveu o Personal Computer,o PC, transformando o computador em um produto de massa. Mas as vendas dos PCs tipo desktop estão em queda por causa da multiplicação dos dispositivos móveis que, embora com limitações tem capacidade de processamento e armazenamento suficiente para suprir as necessidades da maioria das pessoas. A computação em nuvem seria o golpe final?

5855 – Economia e Política – De falido a bilionário


Veja

O congresso e o governo podem converter em bilionários os banqueiros que quebraram nos anos 90. A Lei n° 12.249, deu um desconto de 45% às sua dívidas. Agora a medida provisória 517 transformou suas moedas podres em dinheiro corrente. Ao todo a dívida é de 43 bilhões de reais.
São beneficiários os donos do Nacional, do Econômico, do Mercantil de Pernambuco e do Banorte.
A MP obriga o governo a receber moedas podres, papéis que estão nas mãos dos ex-banqueiros,pelo seu valor de face, como se fossem dinheiro vivo. Emitidas contra o Fundo de Compensação de Variações Salariais, tais moedas podres são negociadas com enormes descontos por investidores privados.

Um pouco +

O Banco Central (BC) vai abrir mão de R$ 18,6 bilhões para que quatro bancos que quebraram nos anos 1990 quitem suas dívidas. Essas instituições estão inscritas no Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer).
Em dezembro do ano passado, a dívida de Banorte, Econômico, Mercantil de Pernambuco e Nacional, que estão em liquidação, somava R$ 61,705 bilhões. Com os descontos proporcionados pelo Refis da Crise, eles podem quitar os débitos por R$ 43,048 bilhões.
Mesmo com o desconto, a guerra nos bastidores persiste. Os cálculos feitos pelos bancos divergem dos números do BC, que, por sua vez, não está disposto a negociar valores. Pela interpretação dos bancos falidos, a Lei do Refis garante um abatimento de R$ 25,186 bilhões, ou seja, o endividamento seria reduzido para R$ 36,518 bilhões.

5854 – Geo-Política – Bomba Atômica no Irã


Segundo um relatório da ONU, os aiatolás iranianos estariam adaptando ogivas de seus mísseis para acomodar artefatos atômicos. O Irã anunciou que irá triplicar a produção de urânio enriquecido a 20%, concentração ainda muito aquém dos 90% necessários para produzir uma bomba atômica. O que vão fazer com tanto urânio a 20% é uma incógnita, já que eles já possuem combustível em excesso para fins pacíficos e gerar energia. Embora o governo desminta, fora dos comunicados oficiais, ninguém com alguma projeção política no Irã esconde os planos do país produzir uma bomba atômica. O programa nuclear iraniano não tem freio e nem marcha ré.

Um pouco +

O programa nuclear iraniano foi lançado na década de 1950, com a ajuda dos Estados Unidos, como parte do programa Átomos para a Paz. Após a Revolução Islâmica de 1979, o governo do Irã abandonou temporariamente o programa, mas acabou por voltar a lançá-lo, embora com menor assistência ocidental. O programa actual, administrado pela Organização de Energia Atômica do Irã, inclui diversos centros de pesquisa, uma mina de urânio, um reator nuclear e instalações de processamento de urânio que incluem uma central de enriquecimento.
Também não há previsão para completar o reator de Bushehr II, embora seja prevista a construção de 19 usinas nucleares.
Em entrevista à publicação alemã Freitag, Noam Chomsky declarou que “o Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos (…) Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos Estados Unidos, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido”.
Em discurso pronunciado a 11 de fevereiro de 2010, durante as comemorações do 31° aniversário da Revolução Islâmica, o presidente Ahmadinejad declarou que seu país havia iniciado a produção de urânio enriquecido a 20%, para uso civil.
O urânio enriquecido a 80% já é considerado weapons-grade, isto é, um nível adequado à fabricação de armas nucleares, embora bombas atômicas normalmente usem material enriquecido a 90% ou mais. Little Boy, a primeira bomba atômica a ser usada em uma guerra e que foi lançada pelos Estados Unidos contra a cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, continha 64 quilos de urânio enriquecido a 80%.

5853 – Supervírus ameaça a humanidade


Parece um roteiro de filme, mas está acontecendo de verdade. Dois grupos de pesquisadores, na Holanda e nos EUA, acabam de desenvolver esse vírus. “É um dos tipos mais perigosos que poderiam ser criados”, admitiu publicamente o líder de uma das equipes, Ron Fouchier. Trata-se de uma versão mutante do H5N1, que causa a gripe aviária e gerou preocupação durante um surto em 2005. A doença é letal, mas o vírus não se propaga facilmente entre humanos. Só que os cientistas desenvolveram um H5N1 turbinado, que pode ser transmitido pelo ar – exatamente como o vírus da gripe comum, que contamina 700 milhões de pessoas no mundo todos os anos. Se escapasse do laboratório, o novo H5N1 poderia causar um número enorme de mortes. Também há o receio de que terroristas aprendam a recriar o supervírus. Por isso, a comunidade científica e os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA pediram que o estudo não fosse publicado e os responsáveis pela pesquisa interrompessem seus trabalhos durante 60 dias.
Os cientistas se defendem dizendo que o estudo é necessário e seria mais perigoso não retomá-lo: pois, conhecendo o vírus mutante, é possível trabalhar desde já para desenvolver vacinas contra ele.

5852 – Mega Notícias – Geleira é transformada em cubos para drinques


Um homem foi preso após retirar e contrabandear 5 toneladas da geleira Jorge Montt, na Patagônia. O material ia ser cortado em cubos e vendido pelo equivalente a R$ 10 600 a bares e restaurantes da região de Santiago, no Chile.

EUA jogaram corpos de soldados em lixão
Os restos mortais de 274 soldados americanos mortos nas guerras do Iraque e do Afeganistão foram incinerados e jogados em um lixão no estado da Virgínia. A descoberta dessa prática, que não era informada às famílias das vítimas, causou consternação nos EUA.

5851 – Quais são os livros mais pirateados na internet?


Livros de musculação, informática e curiosidades são os campeões de pirataria. No Brasil, além desses, há títulos de autoajuda e escolares. Aqui, os livros mais baixados são caros (o que nem sempre ocorre no exterior). Outra diferença é que o ebook ainda é raro no país. Para cada 100 livros físicos vendidos, vende-se 1 digital. Nos Estados Unidos, é o inverso: 100 para 105. Mas, como a tendência é crescer, a pirataria já preocupa as editoras brasileiras, que em 2011 tiraram do ar 48 mil links com cópias não autorizadas. “O risco da pirataria é inibir a criação. O autor, para sobreviver, muda de profissão”.
Há quem discorde, como o mais bem-sucedido autor brasileiro. Em 2011, Paulo Coelho lançou um manifesto pedindo aos fãs que pirateassem seus livros. Para ele, quanto mais acesso, mais gente vai querer comprar. E tem quem publica a preços simbólicos e fica rico. O autor americano John Locke (que não é filósofo e nunca esteve na ilha de Lost) cobra US$ 0,99 a cópia. Vendeu mais de 1 milhão de e-books.

☻ Mega é de graça, aproveite!

+ pirateados no Brasil
1. Oracle Database (fevereiro 2011)*
Para profissionais de tecnologia da informação que trabalham com banco de dados.
2. English Vocabulary In Use Advanced (outubro 2011)
Exercícios para aprimorar o uso da gramática na língua inglesa.
3. Treinando a Emoção para Ser Feliz (julho 2011)
Livro de Augusto Cury que ensina a controlar as emoções para ser feliz e tranquilo.
4. Fundamentos de Matemática Elementar (dezembro 2011)
Coleção com 11 volumes que ensina tudo sobre matemática. Do básico a matrizes e geometria analítica.
5. Cartas Entre Amigos – Sobre Medos Contemporâneos (junho 2011)
Primeiro da série Cartas entre Amigos, de Gabriel Chalita e Fábio de Melo. Na lista de mais vendidos da revista VeJa, ficou em quinto lugar na categoria autoajuda e esoterismo em 2009.

+ pirateados no mundo
1. 7 Weeks to 50 Pull-Ups: Strengthen and Sculpt Your Arms, Shoulders, Back, and Abs by Training to Do 50 Consecutive Pull-Ups
Programa de exercícios para fortalecer os músculos até que você faça 50 flexões de braço sem parar.
2. Windows 7 Secrets
Guia com truques e novidades do mais recente sistema operacional da Microsoft.
3. Do Not Open: An Encyclopedia of the World’s Best-Kept Secrets
Curiosidades que prometem desvendar grandes mistérios e segredos da humanidade.
4. 7 Weeks to 100 Push-Ups: Strengthen and Sculpt Your Arms, Abs, Chest, Back and Glutes by Training to do 100 Consecutive Push-Ups Weeks to 100 Push-Ups
Hora de treinar os músculos para fazer 100 flexões de braço sem parar.
5. 1,001 Facts that Will Scare the S#*t Out of You
Curiosidades que vão de chocolates até os vermes que habitam seu banheiro.

5850 – Tudo a Ver – Espanha com Span


Espanha
Católica e conservadora, a Espanha sofreu grandes mudanças no século 18. O conde de Floridablanca, empossado primeiro-ministro em 1777, fez reformas modernizadoras que tiraram poder da Igreja. Mas, a partir de 1789, a radicalização da Revolução Francesa colocou todos os liberais da Europa sob suspeita. E o Conde foi substituído por…

Manuel de Godoy
Jovem e moderado, Godoy chegou ao poder em 1792. Ele tentou salvar da guilhotina o rei francês Luís XVI, com resultados desastrosos: a França republicana declarou guerra à Espanha em 1793. Os espanhóis perderam e foram obrigados a se aliar militarmente à França para ajudá-la a fazer as chamadas…

Guerras Napoleônicas
Após ganhar várias guerras liderando a França revolucionária, Napoleão traiu os ideais republicanos – proclamou-se imperador em 1804. Ele também traiu a aliança com a Espanha, invadindo o país em 1808. Além de revirar a geopolítica europeia, Napoleão também revolucionou os alimentos, com a invenção da…

Comida enlatada
Napoleão ofereceu um prêmio para quem inventasse uma forma de preservar comida no front. Em 1810, o chef Nicolas Appert conseguiu: criou um método para guardar alimentos em garrafas lacradas, logo adaptado para uso em latas de estanho. Muito tempo depois, outro alimento enlatado também ganharia fama graças à guerra. Era o…

SPAM
Criado em 1937, esse apresuntado foi ração dos soldados aliados na Segunda Guerra. Mais tarde, foi assunto do grupo Monty Python (que criou um quadro em que um restaurante servia tudo com spam) e virou gíria para e-mails indesejados. Digital ou enlatado, spam é ruim – nem se compara ao presunto espanhol, o melhor do mundo.

5849 – Raciocínio lógico pode afetar fé em Deus


Folha Ciência

A frase soa como loucura, mas esse é um dos achados de um estudo que acaba de sair na revista “Science”.
Trata-se, na verdade, de um caso particular de um fenômeno mais amplo: aparentemente, levar as pessoas a pensarem de modo mais “racional”, por meio de influências sutis (como a exibição da célebre imagem do homem refletindo), reduz as tendências religiosas dos sujeitos.
A pesquisa é assinada por Ara Norenzayan e Will Gervais, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), que estão entre os mais destacados estudiosos da psicologia da religião.
Eles partiram de uma hipótese apoiada por outros estudos, segundo a qual pessoas religiosas preferem usar a intuição ao processar dados, enquanto os não religiosos usam o raciocínio detalhado.
No estudo canadense, dezenas de voluntários tinham de realizar tarefas, metade das quais poderia levar a um “priming” do pensamento analítico, enquanto a outra metade era neutra.
Sabe-se que até ler um texto com letras miúdas pode favorecer a ativação desse tipo de raciocínio.
Os voluntários que fizeram as tarefas “analíticas” tiveram menos propensão a se declarar religiosos depois.
Para os pesquisadores, um motivo possível para isso é que a religiosidade depende de processos mentais intuitivos, como detectar “personalidade” no mundo -mesmo em contextos inanimados, como a natureza, o que levaria à crença em deuses. O raciocínio analítico poderia bloquear isso.

5848 – Museu do Som – O Conjunto 3X1


Conjunto da National

O conceito de conjunto de som 3X1 surgiu no Brasil no início da década de 1970 com o advento dos transístores, que acabou permitindo uma miniaturização dos aparelhos, possibilitando uma compactação. Tal sistema empregado para uso doméstico viria a desbancar as rádio-vitrolas à válvula, grandes e frágeis e com alto consumo de energia elétrica. Mas eles tinham um forte concorrente, os equipamentos de som modulado, geralmente com muito mais recursos e com projetos importados eram considerados semi-profissionais, como o System One da Gradiente, do qual já falamos em um outro capítulo. Destinados a um público mais exigente e com maior poder aquisitivo, sendo um mero sonho de consumo para os mais pobres.
Alguns fabricantes de 3X1 eram a National, a Philips, a Sony, CCE, Semp Toshiba, Telefunken, Sharp, Sanyo, Evadin, entre outros.

Conjunto da Sharp