6503 – Mecanica – Os Rolamentos


Rolamento em corte

Veja aqui, detalhe por detalhe…

Você já se perguntou de que maneira objetos como patins e motores elétricos giram tão fácil e silenciosamente? A resposta pode ser encontrada em um mecanismo pequeno e elegante chamado rolamento.
Os rolamentos tornaram possíveis muitas das máquinas que nós usamos todos os dias. Sem os rolamentos, teríamos que trocar freqüentemente peças que se desgastariam com o atrito. Neste artigo do Mega, aprenderemos como os rolamentos funcionam, quais os diferentes tipos existentes e seus usos mais comuns, além de
explorarmos outros usos interessantes dos rolamentos.

Mecânica é pura Física
O conceito por trás de um rolamento é bastante simples: as coisas rodam melhor do que deslizam. As rodas de seu carro são como grandes rolamentos. Se você tivesse algo como esquis no lugar das rodas, seu carro teria muito mais dificuldade em andar nas estradas.
Isto porque quando as coisas deslizam, o atrito entre elas causa uma força que tende a deixá-las mais lentas. Porém, se duas superfícies puderem girar uma sobre a outra, o atrito será muito menor.
Normalmente, os rolamentos têm que lidar com dois tipos de cargas: radial e axial. A grosso modo, a força radial é a que se estende ou se move de um ponto central para fora e a força axial é a que se estende ou dissipa através de um eixo central. Dependendo de onde os rolamentos são usados, talvez tenham cargas radiais, axiais ou uma combinação de ambas.

Rolamentos de esferas, são provavelmente o tipo mais comum de rolamento. Eles são encontrados em todos os lugares, de patins a discos rígidos. Estes rolamentos podem suportar tanto cargas radiais como axiais e normalmente são encontrados onde a carga é relativamente pequena.
Em um rolamento de esferas, a carga é transmitida da pista externa para a esfera e da esfera para a pista interna. Sendo uma esfera, o único contato com as pistas interna e externa é um ponto muito pequeno, o que propicia uma rotação muito suave. Porém, isto também significa que não existe muita área de contato que suporte a carga, de modo que se o rolamento sofrer sobrecarga, as esferas podem se deformar ou ser esmagadas, destruindo o rolamento.
Os de rolo, são utilizados em aplicações como correias transportadoras, que devem suportar grandes cargas radiais. Nestes rolamentos, o elemento deslizante é um cilindro, de forma que o contato entre a pista interna e a externa não é um ponto, mas uma linha. Isso distribui a carga sobre uma área maior, permitindo que o rolamento suporte muito mais carga do que um rolamento de esferas. Entretanto, este tipo de rolamento não é projetado para agüentar uma grande carga axial.
Uma variação deste tipo de rolamento, chamada de rolamento de agulha, usa cilindros de diâmetro muito pequeno. Isso permite que o rolamento se ajuste a lugares muito apertados.
Os rolamentos de rolos cônicos são usados em eixos de rodas de carros, onde eles são normalmente montados em direções com faces opostas de modo que possam agüentar cargas axiais em ambas as direções.


Rolamentos de Alta Tecnologia
Rolamentos magnéticos
Alguns dispositivos de velocidade muito alta, como avançados sistemas de armazenamento de energia em volantes, usam rolamentos magnéticos. Estes rolamentos permitem que o volante flutue sobre um campo magnético criado pelo rolamento.
Alguns desses volantes giram a velocidades que excedem 50 mil rotações por minuto (rpm). Rolamentos normais com roletes ou esferas podem fundir-se ou explodir a essas velocidades. Os rolamentos magnéticos não possuem partes móveis, de modo que podem suportar velocidades incríveis.
Rolamentos de rolos gigantes
Provavelmente, o primeiro uso de um rolamento foi quando os egípcios construíram suas pirâmides. Eles colocavam toras redondas sob as pesadas pedras, e assim podiam rolá-las para o local da edificação.
Esse método ainda é usado hoje em dia, quando objetos muito grandes e pesados precisam ser movidos, como por exemplo algumas torres de faróis marítimos.
Edifícios à prova de terremoto
O novo Aeroporto Internacional de São de Francisco usa muitas tecnologias modernas de edificação para ajudar a resistir a terremotos. Uma dessas tecnologias envolve rolamentos gigantes.
Cada uma das 267 colunas que suportam o peso do aeroporto foi montada sobre um rolamento de esfera de 1,5 metro de diâmetro (5 pés). A esfera repousa sobre uma base côncava que está apoiada no solo. Em caso de terremoto, o solo pode se mover 51cm (20 polegadas) em qualquer direção. As colunas que repousam nas esferas se moverão menos do que isto pois elas rolam sobre suas bases, ajudando a isolar o edifício da movimentação do solo. Quando termina o terremoto, a ação da gravidade puxa as colunas novamente para o centro de suas bases.

As Esferas
Se você já rolou em sua mão um par daquelas pequenas esferas metálicas encontradas em um rolamento de esferas, notou como elas parecem perfeitamente redondas e incrivelmente lisas. Você deve ter imaginado como algo pode ser feito com tanta perfeição. É realmente um processo muito bem bolado que começa com um arame metálico e termina com uma perfeita esfera brilhante.
O primeiro estágio no processo é uma operação de conformação a frio ou a quente. Um arame metálico com aproximadamente o mesmo diâmetro da esfera acabada é alimentado através de uma máquina recalcadora. Essa máquina possui uma cavidade metálica com o formato de um hemisfério em cada lado. Ela interrompe a passagem do arame com um golpe, forçando o pedaço de metal a assumir o formato de uma esfera. O processo deixa um anel metálico, chamado rebarba, ao redor da esfera, de modo que as esferas que saem dessa máquina se parecem um pouco com o planeta Saturno.
Em seguida, elas entram em uma máquina que remove a rebarba. Essa máquina rola a esfera entre duas placas de aço muito duras chamadas placas com ranhuras.

Veja como são as tais placas

Uma placa com ranhuras é estacionária e a outra gira. As ranhuras das placas são usinadas para guiar as esferas ao redor de um caminho circular. Você pode ver que uma das placas possui uma seção recortada. É por aí que as esferas entram e saem das ranhuras. Quando a máquina está funcionando, as ranhuras estão completamente preenchidas com esferas. Assim que uma esfera percorre uma ranhura, ela cai em uma seção aberta da placa e bate para um lado e para o outro por algum tempo antes de entrar em uma ranhura diferente. Ao assegurar que as esferas se desloquem por muitas ranhuras diferentes, todas as esferas sairão da máquina do mesmo tamanho, mesmo que haja diferenças entre as ranhuras.

Conforme a esfera se desloca ao longo da ranhura, ela gira e dá cambalhotas, as bordas ásperas se quebram e a esfera acaba espremida em um formato esférico, mais ou menos como quando você rola uma bolinha de massa nas palmas das mãos. Espremer as esferas comprime o metal, o que dá a elas uma superfície muito dura. Porque as esferas são metálicas, essa operação gera muito calor e é necessário jogar água sobre as esferas e as placas para resfriá-las.
As variáveis nesse processo são a pressão que comprime as placas em conjunto, a velocidade com que as placas giram e o tempo que as esferas são deixadas na máquina. O ajuste correto dessas variáveis produzirá consistentemente esferas do tamanho correto.
Depois dessa operação, as esferas podem receber um tratamento térmico. Isso as endurece, mas também altera seus tamanhos. O tamanho das esferas de rolamento deve ser perfeito, algumas vezes com tolerância de milionésimos de centímetro, de modo que mais algumas operações são necessárias após o tratamento térmico.

As esferas passam em seguida por uma operação de retífica. O mesmo tipo de máquina é usada, mas desta vez o fluido refrigerante contém um abrasivo. Elas se deslocam ao longo das ranhuras novamente e são retificadas e comprimidas até suas dimensões finais.
Por fim, elas passam por uma operação de polimento. Novamente, o mesmo tipo de máquina é usado, mas desta vez as placas são feitas de um metal mais mole e a máquina usa menos pressão para comprimir as placas em conjunto. Além disso, a máquina usa uma pasta de polimento ao invés de um abrasivo. Esse processo dá às esferas uma superfície perfeitamente lisa e brilhante, sem remover nenhum outro material.
A última etapa no processo é a inspeção. As esferas são medidas com maquinário muito preciso para determinar se elas atendem às tolerâncias requeridas. Por exemplo, a Associação dos Fabricantes de Rolamentos Anti-Atrito nos EUA (AFBMA – Anti-Friction Bearing Manufacturers Association) possui um conjunto de classes de tolerância para as esferas de rolamento. Uma esfera de classe de tolerância três deve ser esférica dentro de 3 milionésimos de uma polegada (ou 0,00008 mm) e o diâmetro deve ser exato dentro de 30 milionésimos de uma polegada, ou 0,0008 mm. Isso significa que em uma esfera de 10 mm de classe de tolerância 3, o diâmetro deveria estar entre 9,9992 e 10,0008 mm e o menor diâmetro medido da esfera deverá diferir no máximo 80 milésimos décimos de milésimos de milímetro em relação ao maior diâmetro.
Os fabricantes usam um processo semelhante para fazer balas de armas de pressão, esferas plásticas para rolamentos e até as esferas plásticas usadas em desodorantes roll-on.

6502 – Mega Memória – A Censura e a Ditadura


Algumas pessoas têm saudade…

A Censura no Brasil ocorreu por praticamente todo o período posterior à colonização do país, seja ela cultural, seja ela política. De certa maneira, mas sob um aspecto diferenciado, o Brasil ainda possui formas de censura desde a redemocratização.

História da Censura
A coroa portuguesa possuía uma listagem de obras que não poderiam circular em seus territórios, incluindo todas as suas colônias. Foram proibidas de circular principalmente obras de teor iluminista ou que criticassem a Igreja Católica e a monarquia absolutista instituída em Portugal. Essa proibição não estava vinculada com a Inquisição, mesmo porque, a fé não era a principal preocupação da coroa naquele momento.
De certa forma, a Inquisição possuiu certo caráter censurador, uma vez que ela investigava, punia e, em alguns casos, matava pessoas que fugissem do pensamento católico, seja por seus atos, seja por suas crenças. Destaca-se que a censura não era um órgão que utilizava métodos investigativos muito apurados para realizar seu trabalho. Bastaria que uma pessoa fizesse uma acusação sem maiores provas que o acusado seria submetido a torturas.
Antes da Inquisição, durante e um pouco depois, os padres catequizadores, cuja grande maioria eram jesuítas, proibiam que os indígenas brasileiros mantivessem vários de seus hábitos, tais como, a antropofagia em algumas tribos, suas festividades religiosas e seus idiomas locais. Foram estabelecidas pelos catequizadores as línguas gerais (tais como o Nheengatu), idiomas por eles criados com base nas línguas de diversas tribos de uma região que deveriam ser faladas por todos os indígenas, a fim de facilitar a comunicação comercial entre os diversos grupos e entre os europeus.
Os escravos também encontravam problemas em relação às suas culturas originais. No entanto, o surgimento dos quilombos (dos quais indígenas e brancos pobres também se beneficiavam) e a criação do candomblé representavam pontos em que poderiam se manifestar. Também era permitido que, em dias de folga, realizassem algumas comemorações, como a “coroação” de reis e rainhas em festitivades periódicas.

A República velha baniu a família real brasileira do território nacional até 1943. A república reprimia violentamente qualquer manifestação ou apoio de cunho monárquico. No início do século XX, um dos exemplos de censura mais conhecidos é o do Barão de Itararé. Em 1932, após mais de cinco anos de implacáveis sátiras à sociedade e à política em geral, Apparício é seqüestrado e espancado por policiais da marinha, nunca identificados. Todavia, o episódio não o fez abandonar seu ofício. Mantendo o espírito satírico, afixou o seguinte aviso na porta de seu escritório: entre sem bater.
Censura durante o regime militar
Mas durante o regime militar iniciado em 1964, todas as formas de perseguição são intensificadas, além de outras serem elaboradas.
Após a promulgação do AI-5, todo e qualquer veículo de comunicação deveria ter a sua pauta previamente aprovada e sujeita a inspeção local por agentes autorizados.
Algumas publicações impressas simplesmente deixavam trechos inteiros em branco. Outros, publicavam receitas culinárias estranhas, que nunca resultavam no alimento proposto por elas. Além de protestar contra a falta de liberdade de imprensa, tentava-se fazer com que a população brasileira passasse a desconfiar das torturas e mortes por motivos políticos, desconhecidas pela maioria. A violência do Estado era notada nos confrontos policiais e em conhecidos que desapareciam, mas, não era possível a muitos imaginar as proporções reais de tudo isso. Aparentemente, o silêncio imposto em relação às torturas era para que menos pessoas se revoltassem e a situação se tornasse, então, incontrolável.
Além de censurar as torturas, muitas outras coisas também não poderiam ser veiculadas. Em 15 de setembro de 1972, o seguinte telegrama exemplificador foi recebido pelo diretor da surcusal de Brasília do jornal O Estado de São Paulo
De ordem do senhor ministro da Justiça fica expressamente proibida a publicação de: notícias, comentários, entrevistas ou critérios de qualquer natureza, abertura política ou democratização ou assuntos correlatos, anistia a cassados ou revisão parcial de seus processos, críticas ou comentários ou editoriais desfavoráveis sobre a situação econômico-financeira, ou problema sucessório e suas implicações. As ordens acima transmitidas atingem quaisquer pessoas, inclusive as que já foram ministros de Estado ou ocuparam altas posições ou funções em quaisquer atividades públicas. Fica igualmente proibida pelo senhor ministro da Justiça a entrevista de Roberto Campos.

Além da resistência ora camuflada, ora explícita da imprensa, artistas vinculados à produção musical encontraram como forma de protesto e denúncia compor obras que possuíssem duplo sentido, tentando alertar aos mais atentos, e tentando despistar a atenção dos militares, que geralmente descobriam que a música se tratava de uma crítica a eles apenas após a aprovação e sucesso entre o público das mesmas. Um dos exemplos mais marcantes do jogo linguístico e musical presentes do período é a música Cálice, composta por Chico Buarque e Gilberto Gil. Além do título da composição ter som idêntico à expressão Cale-se, seus versos poderiam ser confundidos com uma divagação religiosa, como vimos em um capítulo anterior do Mega.

Alguns artistas usavam a própria música para protestar contra a censura. Algumas destas músicas ganharam um caráter histórico dentro do movimento da MPB. Por outro lado, algumas canções eram censuradas apenas por não condizer com os valores morais da época, como é o caso de “Como Eu Quero” de Paula Toller e Leoni, cuja personagem principal exige de seu namorado que “tire essa bermuda”. Também é famoso o caso de censura à canção “Tortura de Amor” de Waldick Soriano, lançada no auge da repressão. Outro caso conhecido de censura por razões não políticas foi a imposta a Adoniran Barbosa, que compunha de acordo com o dialeto caipira, obrigado a corrigir as letras de suas canções de acordo com a Gramática, caso quisesse gravá-las. Adoniran preferiu esperar pelo fim da censura prévia para voltar a gravar.
Mesmo após os militares terem deixado o poder, ainda é possível verificar algumas formas de censura. Muitas ocorrem tendo em vista proteger os cidadãos de atitudes intolerantes, mas, várias outras ocorrem por motivos mais complexos, frutos da persistência do patrimonialismo na cultura brasileira.

Uma forma direta e indireta de censura é a permanência da grande maioria dos arquivos referentes ao período militar estar inacessível à consulta de advogados, historiadores e da população em geral.
Apenas alguns arquivos estaduais do DOPS (tais como os de São Paulo e os do Rio de Janeiro) já se encontram disponibilizados para consultas, mas, arquivos do mesmo órgão em outros estados continuam lacrados e, em alguns, não se sabe o paradeiro deles.
Os arquivos do DOI-CODI, em todos os estados do país, são dados pelas autoridades como destruídos, o que é contestado por aqueles que possuem interesse em consultá-los. Como exemplo, citam a possibilidade dos arquivos de tal órgão terem sobrevivido por terem sido enterrados, e documentos de outras instâncias que tratavam da Guerrilha do Araguaia que foram publicados após parte deles ter estourado na imprensa.
Outra parte dos arquivos militares encontra-se trancada por decisão do Governo Federal. Com efeito, parte deles nunca será tornada pública, sob a justificativa de se manter a ordem nacional.

Amor Estranho Amor
Um dos filme mais polémicos do século foi protagonizado pela apresentadora infantil Xuxa Meneghel em que compartilhava cenas fortemente sexuais com uma garoto de 12 anos. O filme foi banido do Brasil, Xuxa paga uma mensalidade até hoje pelos direitos autorais do filme em que proibe que ele seja exibido ou vendido no país, porém fora do Brasil existem vários discos e na Internet há várias cenas reveladas.

Google
Xuxa Meneghel fez alguns requerimentos ao Google no Brasil, em que solicitava que o Google não associasse seu nome à pacto com o diabo, pedofilia, fotos nua o ao filme Amor Estranho Amor, o Google porém não acatou os requerimentos, pois considera que o site não é responsável pelas buscas efetuadas.

6501 – Quando surgiu o Dia dos Pais?


A idéia de se comemorar o dia dos pais surgiu de Sonora Louise Smart Dodd. E foi comemorado pela primeira vez no ano de 1909, em Washington. Não demorou muito para que outras cidades começassem a comemorar este dia também. Mas somente em 1972, é que foi oficialmente decretado o dia dos pais nos Estado Unidos, no terceiro domingo de junho.
Em cada país se comemora em um mês diferente, no Brasil a data foi oficializada em 1953, mas é comemorada no segundo domingo de agosto.

Um Pouco +
Evoca-se como origem dessa data a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.
Entretanto, a institucionalização dessa data é bem mais recente. Em 1909, nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar um dia dedicado aos pais, motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o “Dia do Pai” (Father’s Day).
Seguindo a tradição, nos Estados Unidos, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de Março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José, marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo).
No Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto. Relata-se que o publicitário Sylvio Bhering propôs a primeira celebração do Dia dos Pais no Brasil para o dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família Bhering.

☻ Mega Opinião:
Dia dos Pais é todo dia. Se você acordou hoje com saudades e mora distante, pegue o telefone diga que o ama, que sente falta de não poder abraçá-lo todos os dias e gostaria tê-lo por perto mais vezes. Estão brigados por algum motivo?! Releve, peça desculpas mesmo se o desentendimento não aconteceu por tua culpa. A vida é muito curta para que fiquemos cultivando rancores que mais tarde se tornam cânceres em nossos corpos e almas. O mundo seria bem melhor se as pessoas aproveitassem melhor seu tempo e parassem de escolher sempre a discussão ao invés de buscar a paz.

6500 – Mega Memória MPB – Maria Bethania e sua versão para “Terezinha de Jesus”


Você está no ☻ Mega Arquivo

A clássica e tradicional cantiga de roda “Terezinha de Jesus”, que nos traz de volta os tempos de infância, também teve a sua versão para adultos, em uma música que se tornou clássico da MPB com a excepcional interpretação de Maria Bethânia, foi matéria do Fantástico, em 1977.

O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e assustada, eu disse não
O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e assustada, eu disse não
O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro dentro do meu coração

6499 – História da Medicina – A 1ª Cirurgia da História


As descobertas mais recentes devem mudar por completo a descrição das comunidades neandertalenses, onde sempre se enfatiza a pobreza de instrumentos e recursos. No entanto, quando se trata de pintar, a tecnologia que o homem moderno desenvolveu para enfrentar o frio, pinta-se aquilo que haveria de mais moderno na época. Mas, em um sítio arqueológico, no Iraque a descoberta fascinou os cientistas. Especialmente porque o morto teria junto de si, arranjos de plantas de vários tipos, sinal de aguçada autoconciência. O sepultamento intencional revela a preocupação com o espírito. Também há uma especulação sobre uma espécie de defeito encontrado num dos braços do esqueleto. Alguns cientistas acreditam que o sinal seria de uma amputação e isso colocaria o neandertal tecnologicamente à frente do sapiens. Se de fato for comprovado, será provavelmente o 1° caso de intervenção cirúrgica da humanidade.

Um Pouco +
Sabe-se que a cirurgia é praticada desde a pré-história, através de procedimentos de trepanação (operação que consiste em praticar uma abertura em um osso). No entanto, a cirurgia teve seus primeiros desenvolvimentos científicos no século XVI, com Ambroise Paré – “o pai da cirurgia moderna”, que, além de esclarecer inúmeras questões de anatomia, fisiologia e terapêutica, substituiu a cauterização com ferro em brasa pela ligadura das artérias depois de uma amputação de membro.
Mais tarde, a descoberta da anestesia e a criação da antissepsia marcaram, no final do século XIX, o início da cirurgia moderna, cuja eficácia aumentou com a transfusão de sangue e a neurocirurgia, desenvolvidas entre as duas grandes guerras. Nos anos 50, a descoberta dos antibióticos também garantiu maior eficácia aos procedimentos cirúrgicos. Atualmente, todos os órgãos são acessíveis à cirurgia e as técnicas recentes (a partir dos anos 60) de transplantes de órgãos são uma vitória da cirurgia, embora ainda haja problemas de rejeição.

6498 – Medicina – Os Anestésicos



Com o advento da anestesia, as intervenções cirúrgicas ficaram mais comuns.
Os Anestésicos locais são um grupo de fármacos utilizados para induzir a anestesia a nível local sem produzir inconsciência.

De acordo com a natureza da cadeia intermediária, os anestésicos locais classificam-se em agentes tipo éster ou amida.
Classificação dos anestésicos locais de acordo com a estrutura química
Ésteres
De ácido benzóico
Cocaína
Benzocaína
Tetracaína
De ácido para-aminobenzóico (PABA)
Procaína
Cloroprocaína
Propoxicaína
Amidas
Agentes derivados da xilidina
Lidocaína
Mepivacaína
Bupivacaína
Ropivacaína
Etidocaína
Agentes derivados da toluidina
Prilocaína
Articaína

A importância clínica dessa divisão está associada à duração do efeito (forma de inativação dos compostos) e, especialmente, ao risco de reações alérgicas. Os ésteres são hidrolisados por enzimas encontradas de forma ampla em plasma e diferentes tecidos. Isso geralmente determina duração de efeito menor. Faz exceção a tetracaína, de efeito mais prologando. Amidas sofrem metabolismo hepático, com conseqüente maior duração de ação. Ésteres determinam maior taxa de reações de hipersensibilidade, enquanto alergias são raras com anestésicos tipo amida.
Anestésicos locais atuam sobre os processos de geração e condução nervosa, reduzindo ou prevenindo o aumento de permeabilidade de membranas excitáveis ao sódio, fenômeno produzido por despolarização celular. Embora vários modelos tenham sido propostos para explicar sua ação sobre fibras nervosas, aceita-se hoje que o principal mecanismo envolve sua interação com um ou mais sítios específicos de ligação em canais de sódio.

Embora inúmeras substâncias de estrutura química diversa sejam capazes de produzir anestesia local, a maioria das drogas de comprovada utilidade clínica (identificadas com o sufixo “caína”) compartilham uma configuração fundamental com o primeiro anestésico local verdadeiro, a cocaína.
Durante séculos, os nativos das montanhas peruanas vêm utilizando folhas de coca para evitar a fome, aliviar a fadiga e elevar o espírito. O interesse pelas propriedades psicotrópicas da Erythroxylon coca levou ao isolamento da cocaína por Albert Niemann, em 1859, e ao estudo de sua farmacologia por Von Anrep, em 1880. Embora ambos tenham descrito a ação anestésica local da cocaína, o crédito para sua introdução na medicina pertence a Carl Koller, um médico vienense. Em 1884, Koller familiarizou-se com os efeitos fisiológicos da cocaína descrito por Sigmund Freud. Koller reconheceu o grande significado clínico da droga e logo demostrou sua ação no alívio da dor em vários procedimentos oftalmológicos.
O conhecimento do potencial de reações adversas da cocaína logo acompanhou sua aceitação geral como anestésico local. No entanto, várias mortes atribuídas à cocainização aguda testemunharam o baixo índice terapêutico da droga. A tendência ao abuso da cocaína foi significativamente ilustrada pela autodependência de William Halsted, um pioneiro no bloqueio nervoso regional.

Os anestésicos locais bloqueiam fisicamente por interacções lipofílicas (ocluindo o poro) os canais de sódio das membranas dos terminais dos neurônios. Como o potencial de ação é dependente do influxo de sódio, ao não ocorrer não há propagação do sinal nervoso.
Os neurônios com axônios com menor diâmetro são mais facilmente bloqueados, o que permite ajustar a dose de forma a não inativar os neurônios motores, mas apenas os sensitivos e os do sistema nervoso autônomo, já que os motores têm diâmetros consideravelmente maiores.
A administração local concomitante de um vasoconstritor reduz os seus efeitos sistêmicos e potencializa e prolonga os seus efeitos locais.
O uso de anestesia local é indicado para operações simples, que envolvem pequenas áreas, como algumas cirurgias plásticas ou para suturar cortes (dar pontos).

Longa duração
Tetracaína – Ropivacaína-Bupivacaína
Está indicada em procedimentos Odontológicos de maior duração ou em que se deseja analgesia pós-operatória mais prolongada (varias horas). Comparada com lidocaína, o início de efeito da bupivacaína é mais tardio, mas a duração é duas vezes maior. Durante seu uso em anestesia, especialmente obstétrica, foram relatadas casos de parada cardíaca de difícil recuperação. No entanto, o uso odontológico em baixas doses torna essa complicação improvável.

Média Duração
Lidocaína
É o anestésico padrão, com o qual os demais são comparados. Usada em diversas técnicas anestésicas, também pode ser administrada por via intravenosa para também tratar de arritmias cardíacas em unidades de cuidados intensivos ou durante cirurgias.
Mepivacaína
É um anestésico local do tipo não amida muito utilizado em odontologia. Tem maior indicação nos casos em que o uso de vasoconstrictores é perigoso para o paciente, pois pode ser usado sem esta substância e sem perda importante da potência e tempo de duração da analgesia. Não é usada topicamente, sendo empregada em anestesias infiltrativas e bloqueios periféricos. Sem vasoconstrictor é usado na concentração de 3%.
Prilocaína
Tem amplo uso em Odontologia, especialmente em casos em que aminas simpaticomiméticas estão contra-indicadas, pois está contida na única preparação comercialmente disponível no Brasil que tem felipressina como vasoconstritor.
Efeitos úteis

Perda completa de sensação local, e em especial da dor, sem perda do controle muscular. O doente pode cooperar, respondendo a pedidos do cirurgião. Não há riscos elevados de efeitos dos anestésicos como para os anestésicos gerais.

6497 -☻Mega Almanaque – Qual a origem da cantiga “Terezinha de Jesus”?


“Terezinha de Jesus” é uma cantiga de roda que alguns dizem tratar-se de uma “charamba” originária da Ilha da Madeira ou que remonta ao Portugal rural e cristão do século 19. Mas, como a maior parte das cantigas populares, não se conhece autor.

A letra tem variações. Em algumas regiões canta-se as duas estrofes mais conhecidas, e talvez as mais antigas.

Terezinha de Jesus

de uma queda foi ao chão

Acudiram (iu) três cavalheiros

Todos de chapéu na mão

O primeiro foi seu pai

O segundo seu irmão

O terceiro foi aquele

Que a Tereza deu a mão

Em alguns lugares diz-se no singular o terceiro verso da primeira estrofe: acudiu três cavaleiros. Um erro gramatical que alguns interpretaram como sendo a prova de um fundo teologal na composição.

Outras duas estrofes completam a cantiga em outros lugares:

Terezinha levantou-se

Levantou-se lá do chão

E sorrindo disse ao noivo

Eu te dou meu coração

Dá laranja quero um gomo

Do limão quero um pedaço

Da morena mais bonita

Quero um beijo e um abraço

Este acréscimo dá uma tonalidade definitivamente romântica à cantiga, deixando sua conotação religiosa que alguns defendem.

Vamos às interpretações que andam por aí:

– Opiniões de literatos dizem que a interpretação do sentido da cantiga não se encontra nela aprioristicamente. O sentido seria construído na interpretação.

– A protagonista: alguns querem que Terezinha de Jesus, originalmente, refere-se a Teresa do Menino Jesus, nossa santa irmã. Somente quando a cantiga é transladada para o Brasil assume outras cores e conotações. Os três cavalheiros seriam as pessoas da Santíssima Trindade: “o pai” – (Deus), “o filho” – (Jesus) e “aquele que Tereza deu a mão” – (o Espirito Santo). Nesta interpretação tem sentido o singular do verbo acudir. Deus é uno e trino.

– Outra interpretação é feita a partir das condições sociais daquele tempo. Para a ama e para a criança para quem cantava a cantiga, a música falava do casamento como um destino natural na vida da mulher, na sociedade brasileira do século XIX marcada pelo patriarcalismo: a música prepara a moça para o seu destino não apenas inexorável, mas desejável: o casamento, estabelecendo uma hierarquia de obediência (pai, irmão mais velho, marido), de acordo com a época e circunstâncias de sua vida.

– A “queda” de Terezinha pode ter mais de uma interpretação, desde a mais elementar (um tombo) até a mais elaborada: um deslize moral.

– No campo da pedagogia e da didática da educação, pode-se trabalhar, na cantiga, muitos temas, como por exemplo, a família. Há também a possibilidade de se trabalhar a localização, ou a ordem dos personagens solicitada pela letra. É possível ainda uma rica aula sobre frutas, além de se poder trabalhar a afetividade. Segundo Pestalozzi, “o amor deflagra o processo de auto-educação”.

6496 – Psicologia – Pessoas engraçadas se saem melhor na paquera


Mau humor pode até fazer bem para o cérebro e deixar seu raciocínio mais afiado. Mas, se o caso for conquistar o amor de alguém, melhor mesmo é caprichar no alto astral. Esse negócio de ser ranzinza não parece ser a chave do sucesso para atrair a atenção do sexo oposto.
E o aviso serve tanto para os homens quanto para as mulheres. Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, pediram a 164 rapazes e 89 moças, de 18 a 26 anos, para classificar as qualidades mais importantes na hora de escolher um parceiro.
Entre as 16 opções, “senso de humor”, “divertido” e “brincalhão” ficaram, respectivamente, em segundo, terceiro e quarto lugar, na maioria das listas femininas – elas deixaram a opção “gentil e compreensivo” em primeiro lugar. Entre os homens, o “senso de humor” apareceu no topo da lista, “divertida” e “brincalhona” apareceram como terceira e quinta prioridades, respectivamente.
Esse jeito brincalhão nos homens pode sinalizar que ele não é agressivo e menos propício a machucar os futuros filhos. Nas mulheres, esse jeito divertido mostra juventude e fertilidade, conta Garry Chick, um dos líderes da pesquisa.

6495 – Mau humor faz bem para o cérebro (?)


Quem não acorda achando a vida uma droga e as pessoas todas muito chatas de vez em quando? Mas se preocupe — de acordo com pesquisadores australianos, até essa negatividade toda tem seu lado bom: faz a gente raciocionar melhor.
Em comparação aos tipos irritantes alegrinhos, os mal humorados são mais atentos, menos influenciáveis e especialmente cuidadosos na hora de tomar decisões.
É o que aponta um estudo feito na Universidade de New South Wales (Austrália), que colocou voluntários para assistir a filminhos especialmente escolhidos para deixá-los de bom ou mau humor, e depois observou como eles se saíam em uma série de testes de raciocínio lógico.
Segundo o líder da pesquisa, Joe Forgas, os ranzinzas cometeram menos erros e se comunicaram melhor — especialmente quando escreviam. Tudo indica que o mau humor potencializa as estratégias de processamento de informações do cérebro.

6494 – Psicologia – Canhotos são mais mal-humorados


Um estudo, conduzido pela psicóloga Ruth Propper, da Universidade de Merrimack, nos EUA, mostrou que, em pessoas canhotas (as ambidestras também entram na dança), as duas metades do cérebro se comunicam de forma levemente diferente do que nas destras.
Por consequência disso, acabam interagindo mais com as áreas que produzem emoções negativas, o que torna os canhotos mais sujeitos a variações de humor – tendendo ao mau.
Um mau humor, convenhamos, até justificável.
O estudo, publicado no Journal of Nervous and Mental Disease, aponta que, além da diferença biológica, as frustrações “por viver em um mundo feito para destros” – onde tudo, de abridores de garrafa a tesouras, é desenhado, na maior parte das vezes, “sem levá-los em consideração” – também ajudam a tornar os dias do amigo canhoto um pouquinho mais cinzas.

Mas veja o lado bom…

Gente nervosa raciocina melhor

Cabeça quente não funciona direito, estar com raiva nos leva a fazer julgamentos tendenciosos… É o que a gente está acostumado a pensar. Mas isso está, ao menos em parte, errado. Especialistas da Universidade da Califórnia (EUA) constataram, em três estudos, que a raiva (no caso, induzida) não dificulta, e sim melhora o pensamento analítico. Nos testes, os participantes raivosos se saíram melhor do que os colegas de humor neutro, por exemplo, na hora de discriminar argumentos fortes de fracos. Segundo os pesquisadores, os nervosinhos mostraram raciocínios mais “acessíveis, válidos e relevantes”.

“Sangue no zóio”, então!

6493 – Aspirina e prevenção do câncer


Tomar diariamente uma aspirina, sob controle médico, reduziria em 16% o risco de mortalidade por câncer.
Esse potencial benefício do medicamento tem por base estudo publicado por Eric Jacobs e colaboradores no “Journal of the National Cancer Institute”. Jacobs destaca que, apesar das evidências encorajadoras, a recomendação específica de tomar aspirina para prevenir câncer ainda é prematura.
A advertência pode evitar mais uma indicação para o emprego do mais antigo remédio em uso contínuo no mundo que é fabricado em laboratório farmacêutico.
Entre as indicações já consagradas estão prevenir tromboses e tromboembolias e tratar ou prevenir o infarto.
Mas o medicamento tem também muitas contra-indicações, entre elas para os portadores de úlceras gastrointestinais, nas viroses em crianças e na febre em portadores de dengue.
O estudo, realizado pelos pesquisadores da Sociedade Americana de Câncer, teve por base 100 mil idosos recebendo aspirina diariamente e observados durante 11 anos.
A aspirina completou em julho 113 anos de idade. Foi sintetizada inicialmente em 1899 pelo laboratório alemão Bayer. Deixou, então, de ser usada a partir do pozinho, por vezes tóxico, da casca dos ramos do salgueiro. O emprego da casca já era recomendado desde a Antiguidade.

6492 – Mega Memória – Cientistas ridicularizados no episódio dos “trigais”


Círculos perfeitos não passam de farsa

Os ingleses caíram na gargalhada com a solução do mistério que os intrigava há um certo tempo: os enormes círculos que apareciam nas plantações de trigo do sul do país. Contrariando todos os estudiosos, que gastaram folhas e mais folhas de papel desenvolvendo exóticas teorias para explicar tal fenômeno, foi descoberto em 1994 que os desenhos não passavam de uma brincadeira arquitetada por 2 hábeis e bem-humorados velhinhos ingleses na ocasião com mais de 60 Doug Bower e David Chorley. Eles se revelaram autores dos círculos. Posteriormente a intrépida dupla de gozadores repetiria a farsa na frente das câmeras de TV. Uma técnica simples: para não deixar rastros na plantação eles seguiam as marcas deixadas pelos tratores. A precisão milimétrica das auréolas era conseguida com o auxílio de 2 tábuas e uma corda. Usavam instrumentos de medição acoplados a capacetes de baisebol para traçao os desenhos.
O final foi desconcertante para os cientistas porque revistas especializadas e visionários de todas as matizes se superavam em colocar de pé uma explicação mais sábia para o aparecimento das figuras misteriosas e acabaram sendo desmoralizados. Um artigo na New Cientist chegou a publicar gráficos explicando como a ação do vento poderia provocar o fenômeno. Outras teses absurdas atribuíam o fenômeno a ação de monstros satânicos, corvos, helicópteros voando de cabeça para baixo, epidemias de vírus desconhecidos e erupções subterrâneas de gás. A teoria mais difundida, porém, era a de que as esferas teriam sido feitas por ETs.

Um pouco +
Veja uma explicação antes da descoberta da farsa:
Em seu livro, um professor chamou esse fenômeno vórtice de plasma e explica que seria semelhante ao raio bola, uma espécie de esfera de gás ionizado que, ao atingir um condutor, como a ponta da asa de um avião, provoca choques. Há alguns anos, quando o raio bola era desconhecido dos meteorologistas, a ocorrência foi muitas vezes confundida com o aparecimento de discos voadores. A hipótese meteorológica, no entanto, tem seus críticos na Inglaterra. Dois outros pesquisadores, os engenheiros Colin Andrews e Pat Delgado, que dedicam o tempo livre à investigação dos círculos, escreveram outro livro de sucesso sobre o tema. Em Circles phenomenon research (Pesquisa sobre o fenômeno dos círculos), argumentam que os desenhos são muito complexos para serem resultado de perturbações meteorológicas. Para os autores, “as observações oficiais do tempo provam que as condicões climáticas eram perfeitamente estáveis quando se formaram os círculos. Há, de outro lado, terrenos com as mesmas configurações em que os círculos apareceram e onde eles jamais se produziram “.
Pat Delgado começou a investigar o fenômeno em 1981. Em 1985 associou-se a Andrews, um especialista em radares. Eles já visitaram seiscentos círculos no sudoeste da Inglaterra e montaram um laboratório, com fotos e mapas das ocorrências, no jardim da casa de Andrews em Hampshire. Em julho do ano passado, os dois engenheiros convenceram cinqüenta voluntários a se postarem nos campos onde costumam aparecer os círculos para fotografar o momento das formações. Durante três semanas eles estiveram atentos até que uma noite verificaram que havia marcas ao redor sem que ninguém tivesse notado qualquer coisa de anormal. Esses e outros episódios levaram Andrews e Delgado a sustentar que “uma força desconhecida, manipulada por uma inteligência superior, é responsável pelo fenômeno”. Lembram que na região da Inglaterra onde são freqüentes as marcas se encontram as misteriosas formações de pedra de Stonehenge, onde se acredita que cerimônias de adoração do Sol eram realizadas há 4 mil anos.
O meteorologista e astrônomo Paulo Marques dos Santos, da Universidade de São Paulo, que acompanhou a polêmica sobre os círculos pela imprensa confessa não acreditar em nenhuma das explicações. “Apesar de tanto falatório, ninguém deu uma resposta satisfatória para a existência dos círculos”, comenta. Ele respeita a crença alheia em fenômenos sobrenaturais mas se mostra muito cético quanto a essas manifestações. “Nos meus 31 anos de observação do céu jamais vi nada que não tivesse uma explicação física”.

6491 – Medicina – Distúrbios do Sono


A insônia pura não tem associação com nenhuma doença. É causada por pequenos acidentes momentâneos do dia a dia, como ansiedade para começar um emprego novo, fazer uma viagem no dia seguinte ou fazer um exame na escola. Não há sexo ou faixa etária determinada para acontecer, sendo considerada normal até em crianças.

Insônia psico-fisiológica: Para este tipo não existe uma causa específica ou uma doença grave, podendo ser causada por depressão e ansiedade frequentes. Causa dificuldade em dormir e ocorre principalmente em mulheres.

Insônia de manutenção: A falta de sono ocorre frequentemente e passa a ser um ritual. Acontece principalmente na faixa etária de 25 a 45 anos, em homens e mulheres. São causas psicológicas.

Um Pouco +
A insônia se caracteriza pela incapacidade de conciliar o sono e pode manifestar-se em seu período inicial, intermediário ou final.
O tempo necessário para um sono reparador varia de uma pessoa para outra. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Pesquisas recentes sugerem que aqueles que consideram suficientes quatro ou cinco horas de sono por noite, na realidade, necessitariam dormir mais. Aparentemente, pessoas mais velhas dormem menos. Entretanto, o tempo que passam dormindo pode ser exatamente o mesmo da mocidade, dividido em períodos mais curtos e de sono mais superficial.
Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela poli-sonografia, um exame que monitora o paciente enquanto dorme.
Insônia pode ser tratada com medicamentos que devem ser prescritos pelo médico.
A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste quotidiano ou por situações-limite como causas mais importantes.

Dicas
Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica:

* Limite o consumo de cafeína presente no café, chás, colas, chocolates, etc. Até a cafeína usada como ingrediente de alguns alimentos pode prejudicar o sono das pessoas mais sensíveis;

* Converse com seu médico sobre os remédios que esteja usando. Certos medicamentos descongestionantes podem ser tão estimulantes quanto a cafeína;

* Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir. Atividade física regular é essencial para quem sofre de ansiedade e ajuda a dormir melhor. No entanto, a prática de exercícios vigorosos à noite pode atrapalhar o sono;

* Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Mesmo nos finais de semana, tente manter o esquema estabelecido para os dias úteis;

* Procure relaxar antes de ir para cama. Ouça música, leia um pouco, converse, assista a um filme. Lembre-se de que, depois de uma noite de sono reparador, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Se nada disso resolver, vale a pena buscar ajuda profissional;
* Use técnicas de relaxamento. Progressivamente contraia e relaxe todos os músculos do corpo, começando pelos dedos dos pés e terminando na face. Massageie suavemente o couro cabeludo. Tente visualizar uma cena ou paisagem que lhe traga satisfação;

* Tome um banho morno. Deixe a água escorrer pelo corpo durante algum tempo, pois isso ajuda a relaxar os músculos tensos;

* Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz o sono;

* Experimente ingerir chás à base de ervas como camomila, erva-doce, erva-cidreira, etc. Eles têm sido usados há séculos por pessoas que garantem sua ação relaxante;

* Certifique-se de que não há claridade no quarto e a temperatura é agradável. Mesmo pouca luz pode atrapalhar o sono de algumas pessoas.
* Use protetores nos ouvidos, se o barulho incomoda e não há como eliminá-lo;

* Escolha o colchão adequado para seu peso e altura. Colchões muito macios ou muito duros são contra-indicados;

* Reserve a cama somente para dormir e para relações íntimas. Evite ler, ver TV, trabalhar e conversar no quarto;

* Relações sexuais são relaxantes. Após o orgasmo, as pessoas tendem a ficar sonolentas;

* Levante-se, se não conseguiu dormir depois de trinta minutos deitado. Ficar na cama acordado pode aumentar a ansiedade, a irritação e, conseqüentemente, a insônia. Procure distrair-se com alguma atividade tranqüila e depois, mais cansado, volte para a cama e tente dormir. Repita o esquema, se necessário. Usando essa técnica, muitas pessoas conseguem reverter o processo.

Advertência

Insônia crônica requer avaliação profissional. É indispensável descobrir o que está causando essa dificuldade para dormir, pois a ausência do sono reparador pode prejudicar a saúde física e mental dos indivíduos. Por isso, não é à toa que torturadores impedem que o acusado durma quando querem arrancar deles uma confissão.

6490 – Medicina – A Obesidade e a Impotência


Estudos clínicos apresentados recentemente no 23º Congresso Europeu de Urologia, em Milão (Itália), comprovam a existência de uma relação estreita entre o tamanho da barriga do homem e a disfunção erétil, conhecida como impotência sexual. Segundo os estudos, o excesso de gordura acumulada no abdômen não afeta apenas a aparência física, mas também a saúde sexual do homem. Isso porque o acúmulo de gordura abdominal é um dos sinais da síndrome metabólica e pode estar associado à redução das taxas de testosterona. Este desequilíbrio hormonal é um dos fatores de risco para o surgimento das dificuldades de ereção.
A barriga começa a se tornar um risco para a saúde do homem quando a medida da cintura ultrapassa os 94 cm, o que aumenta de duas a três vezes as chances de impotência sexual. “A partir daí, os níveis de testosterona no organismo podem cair, enquanto aumenta o risco de obstrução das artérias pela gordura”, explica o urologista Helder Machado, chefe do Serviço de Urologia de Niterói. Esse entupimento arterial dificulta a irrigação peniana, impedindo que o homem alcance a ereção satisfatória.
Estima-se que atualmente entre 20% e 25% da população adulta mundial apresente algum dos sinais da síndrome metabólica como obesidade, diabetes, pressão alta e colesterol elevado (dislipidemia). Todos esses fatores elevam o risco para que o homem apresente disfunção erétil (DE).
Estudo recente também mostra que a redução dos níveis de testosterona no organismo do homem potencializa todos os sintomas da síndrome metabólica, prendendo-o em um círculo vicioso, no qual o excesso de gordura abdominal provoca a queda hormonal. Com a diminuição da testosterona, a síndrome metabólica se agrava e a chance de aparecer a DE aumenta.
O urologista também alerta para a importância do homem cuidar melhor da saúde, reduzindo as chances do aparecimento de problemas como a disfunção erétil. A obesidade e a dislipidemia são os principais fatores associados à disfunção erétil, seguidas por diabetes, hipertensão e tabagismo.
“É importante que todo homem, principalmente os que estão acima do peso e apresentem sinais de disfunção erétil, façam um exame de sangue para checar a dosagem de testosterona no organismo”, completa o médico. Nos casos em que a diminuição hormonal for identificada e estiver aliada aos sinais característicos do DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), o médico pode indicar a reposição hormonal para alívio dos sintomas. O Nebido® (undecilato de testosterona, da Bayer Schering Pharma), por exemplo, é uma terapia de reposição hormonal injetável indicado para o tratamento dos sintomas do DAEM. O medicamento é administrado em aplicações trimestrais (via injeção intramuscular) e possui efeito prolongado no organismo, pois libera gradualmente o hormônio, mantendo os níveis de testosterona normais por mais tempo.”

6489 – Mega Sampa – Do fogo às lâmpadas sustentáveis, museu mostra a evolução da luz



Basta um clique para acender a luz.
É difícil imaginar a dificuldade que se tinha antigamente para iluminar um lugar. E, para muita gente, é difícil imaginar viver hoje sem luz.
Na pré-história, o homem dependia do fogo para enxergar à noite. Até descobrir como fazer o fogo foi outra longa jornada.
Para entender a evolução da luz e uso dela pelo homem, o Museu da Lâmpada reconta toda essa história.
Painéis nas paredes contêm desenhos que retratam a relação do homem com a luz na pré-história.
Numa grande sala, o público pode ver modelos originais e réplicas fiéis de lâmpadas das décadas de 1920 e 1930. A mais antiga em exposição é de 1900.
Os visitantes descobrem também as características das lâmpadas incandescentes, fluorescentes, halógenas e a vapor até chegar a atual LED, conhecida por consumir menos energia e durar mais.
A sustentabilidade também é tema do museu, que explica os problemas de não descartar corretamente as lâmpadas fluorescentes.
O teto todo iluminado com fibra ótica dá efeito de céu estrelado.
As visitas acontecem de segunda a sexta e é preciso agendar o passeio pelo telefone ou o site.
O ingresso para entrar é 1kg de alimento não perecível, que será doado a instituições de caridade.
ANOTE NA AGENDA
Museu da Lâmpada
QUANDO: de segunda a sexta, das 9h às 18h (é necessário agendar a visita pelo telefone ou o site)
ONDE: Museu da Lâmpada (av. João Pedro Cardoso, 574; tel. 0/XX/11/2898-9300)
QUANTO: 1kg de alimento não perecível

6488 – Mega Almanaque Futebol – O Goleiro Lev Yashin


Lev Ivanovich Yashin OL – em russo: Лев Иванович Яшин (Moscou, 22 de outubro de 1929 — Moscou, 20 de março de 1990) – foi um goleiro soviético.
Era conhecido pela alcunha de Aranha Negra na América do Sul, ou Pantera Negra na Europa, devido ao seu uniforme todo preto. Único goleiro até hoje a ganhar a Bola de Ouro da France Football, prêmio para o melhor jogador da Europa, em 1963. Quando se aposentou, em jogo-despedida de 1971, a FIFA resolveu homenageá-lo com uma medalha de ouro especial, por sua extraordinária contribuição ao esporte. Foi um entre tantos reconhecimentos que recebeu durante e após a vida, sendo popularmente considerado o melhor goleiro do século XX.
Mesmo que Yashin, por ironia, jamais tenha sido eleito o melhor goleiro em uma Copa do Mundo, a FIFA voltou a homenagear-lhe, em 1994, quatro anos após sua morte, batizando com seu nome o prêmio dado oficialmente ao melhor goleiro de uma Copa. O troféu Lev Yashin seria posteriormente renomeado para Luva de Ouro.

Nome completo Lev Ivanovich Yashin
Data de nasc. 22 de outubro de 1929
Local de nasc. Moscou, União Soviética
Falecido em 20 de março de 1990 (60 anos)
Local da morte Moscou, União Soviética
Altura 1,89 m
Apelido Aranha negra
Informações profissionais
Posição Guarda-redes
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (gols)
1949-1971 Dínamo Moscou 326 (0)
Seleção nacional
1954-1970 União Soviética 78 (0)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Melbourne 1956 Futebol

Começou sua carreira como goleiro de hóquei no gelo na equipe de fábrica de ferramentas onde trabalhava em plena Segunda Guerra Mundial e aos catorze anos decidiu atuar como goleiro de futebol.
Segundo a lenda, Yashin defendeu 150 pênaltis na carreira e não levou gol em 270 jogos. Inspirado no goleiro búlgaro Apostol Sokolov, em excursão deste em 1949 na URSS, deixou de restringir à pequena área, portando-se virtualmente como um líbero. Desta forma, cortava cruzamentos altos, tomava as bolas nos pés dos atacantes e bloquear-lhe os ângulos.
Yashin também prezava pela antevisão dos lances adversários, antecipando de suas observações o movimento de defesa. Aprimorando a idéia do búlgaro, espalharia pela Europa a noção de um goleiro avançado em relação à sua área.
Dínamo
Yashin defendeu o Dínamo de Moscou por toda a sua carreira de 22 anos, onde ingressou em 1949. O início não foi fácil, sendo gafes comum. Foi ganhar a posição em 1953, ficando até 1958 sem tomar um unico gol. Naquele ano, ele, um fã de hóquei no gelo, decidiu recusar uma convocação da Seleção Soviética de Hóquei para concentrar-se no futebol.
Sua era de ouro com o Dínamo iniciaria-se no ano seguinte, conquistando seu primeiro campeonato soviético pelo clube. Venceria a Liga outras quatro vezes (1955, 1957, 1959 e 1963). Foi também três vezes campeão da Copa da URSS (em 1953, 1967 e 1970). Entretanto, seus outros feitos no Dínamo são difíceis de se apurar com rigor, pois os melhores momentos de Yashin no clube foram nos mais fechados tempos de comunismo na Guerra Fria.
Ainda assim, no ano em que ganhou seu quarto título soviético, foi eleito o melhor jogador da Europa pela France Football, que entregou a Bola de Ouro a ele e não a Gianni Rivera, principal nome do campeão europeu daquele ano (o Milan). Yashin despediu-se em 1971, após ganhar no final do ano anterior a Copa de URSS.
O Dínamo, embora tenha sido vice-campeão da Recopa Europeia em 1972, não soube repor a liderança, respeito e carisma de sua maior estrela, entrando em decadência: quem passou a disputar os troféus soviéticos com o rival Spartak Moscou foi outro Dínamo, o de Kiev. O de Moscou ficaria atrás dos dois na tabela dos maiores vencedores do campeonato soviético e a carência de títulos prosseguiria nos tempos pós-URSS: é a única grande equipe que ainda não ganhou o campeonato russo, ficando atrás do Spartak, dos também moscovitas CSKA e Lokomotiv e até de equipes menores, como o Zenit São Petersburgo, Rubin Kazan e Alania Vladikavkaz.

Pela Seleção Soviética jogou as Copas do Mundo de 1958, 1962, 1966 e 1970, sendo o único jogador do país a ter ido a quatro Copas, embora tenha jogado apenas as três primeiras; na última, quando já tinha 40 anos, foi como reserva de Anzor Kavazashvili, seu suplente no mundial de 1966 – na Copa em que Yashin ajudou a levar sua equipe ao quarto lugar, a melhor colocação do país na história do torneio.
Pelo fato de a Seleção render mais imagem internacional do que o Dínamo, boa parte do mito em torno de Yashin deve-se às suas exibições pela União Soviética, notadamente as realizadas nas Copas. Ele também conseguiu duas das três premiações soviéticas no futebol em seleções principais: a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1956 e na Eurocopa 1960.
A URSS novamente ficou entre as quatro primeiras na Eurocopa 1968, mas com uma frustração: perdeu a vaga na final no cara e coroa, após empate sem gols contra a Itália, que terminaria campeã – a disputa por pênaltis ainda não era adotada para desempatar prorrogações e o jogo-desempate já não era mais adotado. Paralelamente, Yashin, à beira dos quarenta anos e da aposentadoria, cedia de vez o gol para seu suplente Kavazashvili. O lendário goleiro foi à Copa do Mundo de 1970, mas como reserva do georgiano, não jogando nenhuma partida.
No ano seguinte, despediu-se de vez do futebol. Falta de magia ou não, quando despediu-se de mundiais, a União Soviética demoraria 12 anos para voltar a um.

Ele se aposentou com 42 anos, em 1971, passando a treinar equipes juvenis e trabalhar como professor de educação física, além de ter participado das comissões técnicas do Dínamo e da seleção. Em 1984 teve de amputar uma perna devido a um problema circulatório. Dois anos depois, teve um AVC. Morreu em 1990, por causa de um câncer de estômago, no ano anterior à desintegração do país em que nasceu.
Em uma eleição realizada em 1998 pela Fifa, Yashin foi escolhido o goleiro do século XX. Posteriormente, em 2004, foi eleito o melhor jogador russo dos 50 anos da UEFA, nos Prêmios do Jubileu da entidade.

A frieza de Yashin no gol se manteve intacta durante toda sua carreira. Graças a um ritual pouco comum em que ele se submetia antes de jogos importantes. Nessas ocasiões, o goleiro sempre fumava um cigarro “para acalmar os nervos” e tomava uma vodca “para tonificar os músculos”.
A importância do futebol para o Aranha Negra ficou evidenciada em uma referência que fez a uma das maiores conquistas da história da humanidade, Yashin disse: “A alegria de ver Yuri Gagarin no espaço só é superada pela alegria de uma boa defesa de um pênalti”.
Fã do futebol brasileiro e do goleiro Gilmar, em 1965 obteve licença de seu governo para visitar o Brasil, escolhendo o Rio de Janeiro. Passava as manhãs na praia e às tardes treinava os goleiros do Flamengo, onde também mantinha a forma.

812 jogos na carreira
326 jogos pelo Dínamo de Moscou na liga soviética
78 jogos pela seleção nacional soviética
150 pênaltis defendidos
270 jogos sem levar gol
Melhor jogador da Europa em 1963 – Prêmio Ballon d’or (até hoje foi o único goleiro a ganhar tal honraria)
Em 1968 foi condecorado com a Ordem de Lenin por sua vitoriosa carreira de grande esportista soviético.
Lev Yashin é considerado como o melhor goleiro da história das Copas do Mundo. Por isso o troféu da FIFA dado ao melhor goleiro do campeonato, que foi entregue pela primeira vez em 1994, leva o seu nome em reconhecimento a seu magnífico trabalho.

6487 – Mega Humor – Encalhe no Mega


Piadinhas

A esposa passou a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido na casa de uma amiga.
O marido, então, telefonou para dez amigas. Nenhuma delas confirmou.
O marido passou a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido na casa de um amigo.
A esposa, então, telefonou para dez amigos do marido. Sete deles confirmaram, e os três restantes, além de confirmarem, garantem que ele ainda estava lá.

Um cara encontra uma velha amiga, que não via há muitos anos. Ele repara que ela engordou muito, e, quase que sem querer, diz:
– Mas como você engordou durante esse tempo…
A mulher fecha a cara, e ele, percebendo a besteira que tinha feito, tenta concertar:
– Mas engordar é até bom… ajuda a disfarçar melhor as rugas

O marido virou-se para a mulher e disse:
– Bem, vamos colocar uma nota de R$ 5,00 no cofre toda vez que trasarmos?
A mulher concordou. E quando chegou o fim do ano, ele disse:
– Vamos ver quanto já temos?
E ao abrir o cofre, ele surpreso, perguntou:
– Por que aqui há notas de R$ 10,00 e de R$ 50,00?
Ela respondeu:
– Você pensa que todo mundo é pão duro como você?!

Três pessoas estavam no deserto, um português, um brasileiro e um italiano.
Eles estavam cansados com sede e com fome, derrepente apareceu uma lâmpada mágica, eles esfregaram e apareceu um gênio. Ele disse:
– Vocês tem direito à três pedidos!
O brasileiro pediu prair pra casa, e foi.
O italiano também pediu pra ir pra casa, e foi.
O português falou:
– Á é eu vou ficar aqui sozinho?
Então o potuguês pediu para todos voltarem e todos voltaram.

Lá ia o Manuel pela rua e encontra o seu amigo brasileiro. Este está lendo um
livro.
– Que livro estás a ler?
– É um livro de Lógica.
– E o que é lógica? – Pergunta o português.
– É o seguinte: responde o Brasileiro procurando um exemplo, O que você tem aí
nesse saco?
– Comida para peixes. – Responde o Português.
– Então, pela LóGICA, deve ter um aquário!
– Estás certo! – exclama o português.
– Se tem aquário deve ter peixes!
– Estás certo!
– Se tem peixe deve ter um filho, que fica olhando os peixes!
– Estás certo!
– Se tem um filho deve ter mulher, e teve relações sexuais com ela!
– Estas certo, opa!!!!!
– Então Mato é LÓGICA!!!!
E o português saiu todo contente e comprou um livro de lógica para estudar
também. Andando outro dia encontrou com seu patrício, o Joaquim, que lhe
perguntou:
– Que livro estás a ler, Manuel?
– É um livro de LóGICA! – exclamou o português todo contente.
– E o que é lógica?
E o Manuel, todo professoral, disse:
– Vou te dar um exemplo, TENS AQUáRIO?????
E o Joaquim respondeu
– Não.
– ENTãO és VIADO!!!!

6486 – Mitologia – A Lenda do Holandês Voador


Navio fantasma Holandês Voador

Trata-se de um lendário Galeão e navio-fantasma holandês que supostamente vagará pelos mares até o fim dos tempos, que segundo as lendas do mar, “um veleiro que navegava de contra ao vento, uma característica marcante desse navio…” (ou miragem naval, de má sorte …)
Em antigos documentos pode-se encontrar registro de um navio real que zarpou de Amsterdã, em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança. Como o capitão insistiu em dobrar o cabo, foi condenado a vagar para sempre pelos mares, atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição. Vários relatos sobre o tal navio foram considerados miragens, embora haja uma grande variedade de detalhes descritos pelas testemunhas. No entanto não é o primeiro mito destas águas, depois do Adamastor descrito por Camões nos Lusíadas.
Existem histórias que citam o capitão de um navio que, ao atravessar uma tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, que atendia às preces dos marinheiros desesperados. Culpando-a pelo infortúnio, atacou a imagem (ou amaldiçoou-a), atraindo para si a maldição de continuar vagando pelos sete mares até o fim dos tempos.
Como um fato real, durante a segunda guerra mundial, o contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial de alto escalão da marinha alemã, comandante – general da Alcateia de Submarinos, reportou a seu chefe Hitler, que uma das suas tripulações mais “rebeldes” e atuantes de submarinistas, tinha comunicado e confirmado em Diário de Bordo de seu “Lobo do Mar”, que não iria participar de uma batalha de corso em Suez, local alvo nazista, pois havia visto o tal Galeão, o Holandês Voador, e isso era um sinal – sinistro de fracasso naval. O que foi acatado com muita naturalidade, tanto por Adolf Hitler como pelo Grande Almirante Donitz. No ano de 1939, 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador a todo o pano navegando contra o vento.
A lenda da embarcação-fantasma Holandês Voador é muito antiga e temida como sinal de falta de sorte e possui diversas versões. A mais corrente é do século XVII e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu seu navio pelo estreito, com suas funestas consequências, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o Diabo, em uma aposta em um jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar perpetuamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem, colocando-as dentro de garrafas, segundo a lenda.
O navio foi visto pela última vez em 1632 no Triângulo das Bermudas comandado pelo seu capitão fantasma Amos Dutchman. O marujo disse que o capitão tinha a aparência de um rosto de peixe num corpo de homem, assim como seus tripulantes. Logo após contar esse relato, o navegador morreu. Uns dizem que foi para o reino dos mortos; outros, que hoje navega com Dutchman no Holandês.
Nos trópicos equatoriais existem lendas que surgiram no século XVIII sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes voador, nessa lenda Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenada a vagar para sempre no mar pela ninfa (rainha das sereias) do Mar Calypso, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos, essa é também a lenda utilizada no filme Piratas do Caribe.

6485 – Trânsito – O botão que deixa o sinal vermelho para atravessar a rua funciona de verdade?


O botão para a travessia de pedestres realmente funciona, mas pode demorar um pouco para o semáforo abrir.
Ao apertar a botão, o pedestre inicia uma reprogramação dos semáforos do cruzamento para antecipar o fechamento do sinal que foi acionado. Ou seja, depois que você aperta o dito cujo, os demais são reprogramados e esse é o motivo da demora. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo (CET), somente depois que o ciclo dos sinais se completar a luz vermelha é ligada para os veículos, autorizando a travessia de pedestres.
Na prática, se o semáforo de veículos estava aberto há algum tempo, o processo é mais rápido. Mas caso o usuário aperte o botão no início de um ciclo verde para os carros, terá que aguardar um tempo maior. A programação varia de acordo com o cruzamento e horário. À noite, por exemplo, há locais em que o fluxo de pedestres é extremamente reduzido, quase nulo. Neste caso, o vermelho dos veículos só entra em operação se o botão do pedestre for acionado.
Em determinados horários, o número de pedestres é maior e, em outros momentos, o fluxo de veículos é o mais intenso. A programação dos semáforos de veículos e pedestres é feita de acordo com a demanda e, por isso, às vezes, as pessoas passam num mesmo cruzamento em horários diferentes e têm a sensação de que o tempo do semáforo ficou mais lento.
Atualmente, existem cerca de 11 mil botões de pedestre instalados em semáforos só na cidade de São Paulo.

6484 – Brasileiros viajam até o Peru com carro movido a óleo de dendê


Decididos a reivindicar uma presença maior dos biocombustíveis na matriz energética do Brasil, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) caiu na estrada para viajar até o Peru em uma caminhonete movida a óleo de palma – conhecido popularmente como óleo de dendê.
A aventura, batizada de Travessia Interoceânica B100, deu certo: depois de 17 dias e cerca de 13 mil km percorridos, os viajantes retornaram à Bahia sem nenhum imprevisto com o veículo ecológico. Segundo os pesquisadores, durante o trajeto, a caminhonete “experimentou” diferentes cenários – como altitudes de quase 5 mil metros e temperaturas de até -8ºC –, provando que o biocombustível é eficiente nas mais diversas condições.
Depois do feito, os pesquisadores esperam incentivar a produção desse tipo de energia renovável no Brasil. E mais: popularizar os benefícios da utilização do biodiesel, misturado ao diesel, nos mais diferentes tipos de transporte. Para além dos acarajés e moquecas, já pensou em consumir óleo de dendê para pilotar um carro?