6403 – O que é a degeneração macular senil?


A cegueira da idade, atinge entre 20% a 25% das pessoas com mais de 65 anos de idade em todo o mundo. Isso representa milhões de idosos cegos, mais de dois milhões deles apenas no Brasil, o que é o bastante para caracterizar um caso de saúde pública.
O primeiro sintoma da doença é a perda da visão central em razão de alterações na região do olho chamada mácula. Isso quer dizer que, quando existem alterações na mácula, o foco central da visão fica comprometido, tirando a nitidez das imagens. Um rosto, por exemplo, será visto como se estivesse coberto por uma nuvem ou uma fotografia parecerá borrada no centro.

Existem, basicamente, dois tipos de degeneração macular senil:

1. úmida ou molhada, em que ocorrem simultaneamente pequenas hemorragias na retina simultaneamente à perda da visão central, representando em torno de 15% dos casos;
2. seca, em que predominam “as drusas”, que são áreas de degeneração com cicatrizes, sendo o tipo mais freqüente e representando cerca de 85% dos casos.

As causas da degeneração macular senil ainda são pouco conhecidas, mas pode-se dizer que os principais responsáveis são fatores nutricionais aliados à hereditariedade e ao tabagismo.

Degeneração macular senil úmida ou molhada
Complementação com nutrientes e antioxidantes é de grande ajuda nesse tipo da doença, que também pode ser beneficiada com a aplicação venosa de Visudine (verteporfina). O tratamento consiste na injeção da substância, pelo oftalmologista, que vai fixar-se na mácula do olho, e após 24 horas o paciente é submetido à aplicação de um raio laser especial, que consegue cicatrizar as áreas hemorrágicas.

Degeneração macular senil seca
O tratamento desse tipo da doença consiste exclusivamente na administração de nutrientes e antioxidantes.
Um estudo publicado na Journal of Clinical Nutrition (Revista de Nutrição Clínica) mostrou que a ingestão diária de 1,3 gema de ovos (aproximadamente dez gemas por semana) pode evitar o surgimento da degeneração macular senil em, pelo menos, 50% dos casos, pois o ovo é uma excelente fonte dos carotenóides luteína (380 mcg) e zeaxantina (280 mcg), fundamentais para a saúde dos olhos e o tratamento da doença.

Outras importantes fontes de luteína e zeaxantina são o espinafre e os alimentos crucíferos, como couve, couve-flor, repolho, brócolis, etc. Contudo, esses carotenóides, por serem substâncias lipossolúveis (solúveis em gordura), são melhor absorvidos pelo organismo quando provenientes de fonte animal, levando-nos, mais uma vez, a indicar o ovo como a melhor opção.
A degeneração macular da idade era conhecida até bem pouco tempo como degeneração macular senil ou pela sigla DMS. Com o passar do tempo, o nome foi alterado, visto que as pessoas que apresentam degeneração macular podem ser portadoras de plena saúde, física e mental – o que tornava o termo senil, totalmente inadequado.
Então, temos que a mácula é a região central da retina. É nesta área que se localiza a maior área de foco e definição das imagens; ela é a área que usamos para leitura e definição das cores. As pessoas, que desenvolvem a degeneração macular da idade não perdem completamente a visão, mas ficam impedidas de ler e fazer trabalhos manuais não conseguindo reconhecer fisionomias; estas se transformam em borrões indistintos.
Ainda são desconhecidas as razões que levam ao desenvolvimento da degeneração macular, ela tem inicio com alterações na camada mais profunda da retina – o epitélio pigmentado. O epitélio pigmentado consome proporcionalmente mais oxigênio e açúcar do que o cérebro. Esse elevado metabolismo produz uma grande quantidade de radicais livres e esses têm sido culpados pela destruição e perda da função da retina nas pessoas de mais idade. Os especialistas têm usado durante anos a vitamina E, e o selênio como tratamento coadjuvante, sem, no entanto obter sucesso. Agora, o uso das vitaminas A e C tem apresentado alguma ajuda, bem como o hábito de ingerir moderadamente vinho tinto. Pessoas que tomam um cálice de vinho tinto às refeições parecem retardar a evolução da doença. Vale ressaltar, que o consumo do vinho tem que ser moderado e mero coadjuvante do processo de tratamento.
Quando os pais têm a doença, os filhos têm maior chance de desenvolvê-la, quando na fase madura da vida. Do que podemos concluir que a degeneração macular está revestida por fatores étnicos, genéticos e ambientais, visto que os de pele e olhos claros têm maior propensão ao desenvolvimento da doença que os de pele e olhos escuros, bem como os expostos ao tabagismo e poluição.
Existem alguns tratamentos que podem ser aplicados para estancar o desenvolvimento da degeneração ou mesmo do sangramento provocado por algumas drusas. O oftalmologista é o médico mais indicado para escolher qual o tratamento mais adequado a ser utilizado.
Pelo que vimos, qualquer pessoa pode ser vítima deste tipo de degeneração. A melhor prevenção é uma visita anual ao oftalmologista ou a qualquer momento, desde que seja detectado qualquer tipo de manifestação ou dificuldade na visão como borrões, pontos pretos, indefinição da imagem.

6402 – Medicamento restaurou a visão de ratos


Cientistas americanos conseguiram devolver a visão a ratos cegos com a injeção de uma substância que os deixa sensíveis à luz, de acordo com um estudo divulgado recentemente.
As descobertas publicadas na revista “Neuron” são uma nova esperança para o tratamento que pode, um dia, ajudar as pessoas que sofrem com as formas mais comuns de cegueira, como a degeneração macular e a retinite pigmentosa.
O medicamento, chamado AAQ, torna as células da retina sensíveis à luz, segundo o pesquisador que liderou a pesquisa, Richard Kramer, professor de biologia celular e molecular da Universidade da Califórnia em Berkeley.
O tratamento, que não é permanente e não requer uma intervenção cirúrgica, pode ser mais um passo no caminho da cura da cegueira, sem envolver a implantação de microchips ou o transplante de células-tronco, duas técnicas ainda polêmicas.
“A vantagem dessa abordagem é que é um simples produto, o que significa que você pode mudar a dosagem, pode usar em combinação com outras terapias, ou pode interromper se não gostar dos resultados”, explicou Kramer.
“Com o surgimento de fármacos melhores, você pode oferecer outras possibilidades aos pacientes. Não dá para fazer isso quando você implanta cirurgicamente um chip ou após modificar geneticamente alguém”, argumentou.
Ainda não está claro o quanto da visão dos ratos foi restaurada, mas os pesquisadores afirmam que o remédio fez efeito porque as pupilas dos animais foram contraídas com a presença de luz forte e os ratos passaram a evitar a luz.
Os ratos usados no experimento tinham mutações genéticas que faziam com que suas hastes e cones morressem com apenas alguns meses de vida.
“Esse é um grande avanço no campo da restauração da visão”, declarou o coautor da pesquisa Russell Van Gelder, oftalmologista e chefe do Departamento de Oftalmologia da Universidade de Washington, Seattle.
“Ainda precisamos mostrar que esses componentes são seguros e vamos trabalhar com pessoas da mesma maneira que trabalhamos com os ratos, mas esses resultados demonstram que essa classe de compostos restabelece a sensibilidade à luz às retinas afetadas por doenças genéticas”, acrescentou.
Os cientistas disseram que estão atualmente trabalhando em uma nova geração de compostos químicos para uma nova etapa de experimentos em ratos.

6401 – Estudo une drogas contra câncer de pulmão


Folha Ciência

A primeira pesquisa clínica em oncologia realizada de forma independente da indústria farmacêutica no Brasil constatou que o uso combinado de duas drogas eleva em três meses e meio o tempo médio de sobrevivência de pessoas com casos graves de câncer de pulmão quando comparado com a quimioterapia com uma única droga.
Segundo o pesquisador Carlos Gil Ferreira, do Inca (Instituto Nacional de Câncer), isso deve levar a uma mudança nas diretrizes de tratamento da doença, já que o aumento da sobrevida foi obtido sem aumento significativo dos efeitos colaterais.
O estudo contou com a participação de 220 pacientes com adenocarcinoma, tipo mais comum de câncer de pulmão. Em média, os que foram tratados com pemetrexede e carboplatina viveram 9,1 meses, contra 5,6 meses dos que receberam o tratamento usual, só com pemetrexede.
Os resultados serão apresentados na 5ª Conferência Latino-Americana em Câncer de Pulmão, no Rio.
Com o estudo, o uso dos dois medicamentos deverá passar a integrar o protocolo de tratamento da doença. Segundo Ferreira, do Inca, duas das principais entidades internacionais que elaboram as diretrizes para câncer de pulmão já manifestaram interesse em alterar suas orientações com base no estudo.
Ele destaca que a experiência adquirida com a pesquisa permitirá ao país realizar novas investigações de forma independente da indústria.
“Os estudos patrocinados pela indústria respondem a perguntas que interessam à indústria. Com nossos próprios estudos, podemos buscar respostas para perguntas de interesse do SUS”.
Ele explica que, se dependesse de financiamento externo, a pesquisa provavelmente não ocorreria, já que a patente de um dos medicamentos está prestes a expirar.

6400 – Audiotecnologia – Conceitos Básicos sobre Alto Falantes


Vox 150s do Stúdio Vox 5000, o concorrente do System One da Gradiente

Podem operar tanto pelo princípio eletromagnético quanto pelo piezoelétrico, todavia, somente o 1° tem emprego generalizado. Sua principal peça é o cone, que se move comprimindo e descomprimindo o ar e produzindo as ondas sonoras. A amplitude delas dependerá da força e da amplitude do movimento do cone; a frequência, por sua vez será igual a do movimento do cone. Para produzir um som de 100 hz o cone deverá sair de seu ponto de repouso e se movimentar 100 vezes por segundo. Em baixas frequências isso não é problema, porém frequências elevadas a atuação do cone se torna precária.
O que movimenta o cone é uma bobina móvel e tal peça é uma bobina enrolada sobre uma forma, normalmente de papelão, que está presa ao centro do cone, em volta da bobina móvel temos 1 imã do falante. Se os campos se opuserem mutuamente o imã repelirá a bobina móvel e o cone será empurrado para fora, senão, o imã atrairá a bobina e o cone será puxado. Aplicando-se corrente alternada de áudio, a bobina será atraída de um semiciclo e repelida no outro, assim sendo, as ondas terão a mesma frequência. A corrente alternada de áudio que atravessar a bobina móvel tem vários padronizantes de 2, 4, 8 e 16 ohms, também há outras impedâncias, mas são de fabricação restrita. Sua potência depende da estrutura da bobina móvel e do cone. Quanto maior as dimensões maior a potência. Naturalmente quanto maior for a potência que aplicarmos à bobina, mais energéticos serãos os movimentos do cone e mais intenso o som produzido.

Fator que depende do diâmetro do cone do falante é sua resposta de frequência. No geral são capazes de produzir sons com intensidade uniforme dos 80 hz aos 8 khz.
Verificou-se que falantes com cones de pequeno diâmetro atuam melhor nos agudos de modo a se construírem falantes para atuarem em apenas parte das frequências. Para os graves temos os woofers e agora sub-woofers com grandes cones e os médios com frequência de 800 Hz a 8 khz. Tais falantes são montados em caixas acústicas e, para evita que 1 falante recebesse frequência inadequada, instala-se o divisor de frequência que se trata de um filtro LC,o qual reparte a frequência que vem do amplificador de potência entregando a cada alto falante a frequência que lhe for própria.
Importante – Deve haver um casamento de impedância entre o amplificador de áudio e o falante, por exemplo, se for 8 ohms, o falante também deverá ser. Se ligados 2 em série cada qual deverá ter 4 ohms,de modo que a impedância equivalente seja igual à de saída do amplificador.

6399 – Hotel oferece refeições grátis aos hóspedes que geram energia pedalando


Na tentativa de conquistar a clientela, o hotel dinamarquês Crowne Plaza Copenhagen Towers, localizado na capital de Copenhague, abriu as portas oferecendo aos hóspedes refeições grátis. Ou quase isso: de fato os turistas não precisavam desembolsar dinheiro para almoçar ou jantar, mas em troca deveriam ter disposição de sobra para pedalar as bicicletas elétricas instaladas no local, que convertiam energia de movimento em eletricidade para iluminar o hotel.
As magrelas ficavam no centro de fitness do estabelecimento e, para ganhar uma refeição “na faixa”, era preciso pedalar o suficiente para gerar 10 watts de energia para o hotel – o que significa, aproximadamente, 15 minutos de exercício físico em ritmo intenso. O esforço rendia ao hóspede o direito de gastar 240 coroas dinamarquesas – cerca de US$ 44 – no restaurante ou bar do Crowne Plaza Copenhagen Towers. De acordo com a gerência, a quantia era mais do que suficiente para saborear qualquer prato do cardápio.
Mais do que conseguir eletricidade de graça para o hotel, a intenção da iniciativa era mostrar aos hóspedes que a energia não cai do céu e, assim, incentivá-los a usá-la com consciência. Afinal, 10 watts é uma quantia simbólica e o estabelecimento já conta com 2.500 m² de painéis solares em sua cobertura que fornecem ao hotel boa parte da eletricidade de que necessita para funcionar.
Conforme proposto pela gerência, a iniciativa durou cerca de um ano e, de fato, conferiu popularidade ao Crowne Plaza Copenhagen Towers. Os hóspedes lamentaram o fim do projeto e reivindicam sua volta. Você apoia que outros hotéis invistam na ideia de trocar pedaladas por comida?

6398 – Catracas do metrô podem produzir energia limpa


Cerca de 2.56 milhões de pessoas passaram, diariamente, pelas catracas do metrô paulistano em 2010, segundo dados da prefeitura da cidade. Já pensou se toda essa movimentação pudesse ser transformada em energia elétrica?
Essa é a ideia de três alunos de Administração da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial, de São Paulo: juntos, Renato Góis Figueiredo, Lucas Rodrigues Lamas e Tatiana da Silva desenvolveram um projeto que prevê a instalação de geradores elétricos nas catracas das estações de metrô e trem, para garantir que a energia cinética – ou seja, de movimento – produzida pelo giro das catracas seja reaproveitada e convertida em eletricidade.
Os estudantes focaram o projeto nas catracas do transporte coletivo, mas a ideia pode ser aplicada em muitos outros lugares: por exemplo, na entrada dos estádios – imagine quanta energia limpa poderia ser produzida em dia de clássico ou de shows internacionais! – ou nas portas giratórias dos bancos, que seguem o mesmo princípio das catracas. Você consegue pensar em algum outro lugar onde a técnica pode ser aplicada?

O projeto dos brasileiros venceu, em 2010, o concurso EDP University Challenge, que premia as melhores iniciativas, pensadas por universitários, para a produção de energia elétrica e, agora, os estudantes estão aprimorando o projeto, com o auxílio de uma bolsa de estudos.

6397 – Como Funciona um Painel Solar?


Um sistema de energia solar é constituído por três partes principais:
1. Painel solar (captação da radiação solar)
2. Depósito de água (armazenamento de água)
3. Sistema de apoio (sistema que permite complementar a energia solar captada)
O seu funcionamento é muito simples.

I – Grande parte da radiação solar que atinge a cobertura transparente do painel é transmitida para o interior deste.
II – A radiação é captada pela superfície absorsora (geralmente uma placa metálica com um revestimento negro). Esta superfície converte os raios solares em calor.
III – Este calor é conduzido (pelo próprio material da placa) até aos tubos onde circula a água.
IV – A água é, depois, conduzida até ao depósito para ser armazenada até ser utilizada.

Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou da sua casa.). As células solares contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Atualmente, os custos associados aos painéis solares, que são muito caros, tornam esta opção ainda pouco eficiente e rentável. O aumento do custo dos combustíveis fósseis, e a experiência adquirida na produção de célula solares, que tem vindo a reduzir o custo das mesmas, indica que este tipo de energia será tendencialmente mais utilizado.

O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrónica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
Quando expostos à luz direta de 1 AU, uma célula de silício de 6 centímetros de diâmetro pode produzir uma corrente de 0,5 ampere a 0,5 volt, ou seja, cerca de 0.25 watts. O arsenito de gálio é mais eficiente.
O cristal depois de crescido e dopado com boro, é cortado em pequenos discos, polidos para regularizar a superfície, a superfície frontal é dopada com fósforo, e condutores metálicos são depositados em cada superfície: um contacto em forma de pente na superfície virada para o Sol e um contacto extenso no outro lado. Os painéis solares são construídos dessas células cortadas em formas apropriadas, protegidas da radiação e danos ao manusear pela aplicação de uma capa de vidro e cimentada num substrato (seja um painel rígido ou um flexível). As conexões elétricas são feitas em série e em paralelo, conforme se queiram obter maior tensão ou intensidade. A capa que protege deve ser um condutor térmico, pois a célula aquece ao absorver a energia infravermelha do Sol, que não é convertida em energia elétrica. Como o aquecimento da célula reduz a eficiência de operação é desejável reduzir este calor. O resultante desta construção é chamado painel solar.
Um painel solar é um conjunto de células solares. Apesar de cada célula solar fornecer uma quantia relativamente pequena de energia, um conjunto de células solares espalhadas numa grande área pode gerar uma quantidade de energia suficiente para ser útil. Para receber maior quantia de energia, os painéis solares devem estar direcionados para o Sol.

Produção mundial de energia solar
Estima-se que o total da potência de pico instalada em painéis solares tenha sido da ordem dos 8 GWp (gigawatts-pico).
Os painéis solares contribuem ainda muito pouco para a produção mundial elétrica, o que atualmente se deve ao custo por watt ser cerca de dez vezes maior que o dos combustíveis fósseis.
Tornaram-se rotina em algumas aplicações, tais como as baterias de suporte, alimentação de boias, antenas, dispositivos em estradas ou desertos, crescentemente em parquímetros e semáforos, e de forma experimental são usados para alimentar automóveis em corridas como a World Solar Challenge através da Austrália. Programas em larga escala, oferecendo redução de impostos e incentivos, têm rapidamente surgido em vários países, entre eles a Alemanha, Japão, Estados Unidos e Portugal.

Provavelmente o uso mais bem sucedido de painéis solares é em veículos espaciais, incluindo a maioria das naves que orbitam a Terra e Marte, e naves viajando rumo a regiões mais internas do sistema solar Nas regiões mais afastadas do Sol, a luz é muito fraca para produzir energia o suficiente e, por isso, são utilizados geradores termoelétricos de radioisótopos .

6396 – Eletrônica – A Revolução do Circuito Integrado


Eles nada mais são que um aglomerado de componentes (transístores, diodos e resistores) que já estão interligados de modo a formarem 1 circuito. Uma pequena pastilha de silício, convenientemente preparada, pode se tornar um resistor, 1 diodo, um transístor ou um conjunto de todas elas. Tais pastilhas são pequenas, mas são integradas. Os transístores e diodos são mais fáceis de integrar. Uma trilha de silício que não é condutor perfeito apresenta certa resistência que depende de sua largura, espessura e comprimento, se forem feitas de modo apropriado, teremos os resistores que queremos. Os capacitores de pequeno valor também podem ser integrados, porém, por limitação de espaço, apenas os da ordem de alguns picofarads, os de maior valor, assim como os indutores, devem ser ligados externamente a ele.

O Invólucro do Integrado
Devem ser projetados visando os seguintes fatores:
Número de ligações externas;
Potência a ser dissipada;
Número de componentes ou dimensão da pastilha;
Necessidade ou não de componentes externos. Podem ser metálicos ou plásticos, retangulares como os transístores ou maiores com 2 filas de terminais paralelos. Os terminais são identificados através de números. Desta forma é possível saber qual terminal é ligado a 1 componente externo, onde é a alimentação do integrado, onde é sua entrada e saída.

Se a colocação de uma grande quantidade de componentes num espaço reduzido tem suas vantagens, também tem desvantagens, sabe-se que a quantidade de calor que 1 componente pode transferir ao meio ambiente depende da superfície de contato com este meio. Em muitos casos usa-se o dissipador, a exemplo do transístor.
Aplicações – O s primeiros nada mais era que 1 conjunto relativamente pequeno de componentes e que podiam ser usados em diversas aplicações. Era o caso dos amplificadores operacionais. Em receptores de rádio são mais usados como amplicadores de áudio. É o caso do TAA 820S, TBA 810S, etc. São integrados de potência e possuem aletas para a fixação do dissipador. Rádios mais recentes usam circuitos integrados com amplicadores de FI e a geração seguinte passaria a usar somente 1 único integrado.

6395 – O que são as descargas de adrenalina?


O “STRESS” é o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis. A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nestas circunstâncias é uma descarga de adrenalina no nosso organismo, e os órgãos que mais sentem são o aparelho circulatório e o respiratório.
No aparelho circulatório a adrenalina promove a aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia) e uma diminuição do tamanho dosvasos sangüíneos periféricos. Assim, o sangue circula mais rapidamente para uma melhor oxigenação, principalmente, dos músculos e do cérebro já que ficou pouco sangue na periferia, o que também diminui sangramentos em caso de ferimentos superficiais.

O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.
O medo é provocado pelas reações físicas sendo iniciado com descarga de adrenalina no nosso corpo causando aceleração cardíaca e tremores. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico, etc.
Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
Enquanto, que por exemplo, há alguns tipos de medo que surgem através da aprendizagem, como quando uma criança cai num poço e se esforça violentamente para de lá sair, sofrendo devido ao frio da água e à aflição; esta criança originará um adulto que guarda um medo instintivo aos poços, há no entanto outros géneros de medos que são comuns nas espécies, e que surgiram através da evolução, marcando um aspeto da reminiscência comportamental. Do ponto de vista da psicologia evolutiva, medos diferentes podem na realidade ser diferentes adaptações que têm sido úteis no nosso passado evolutivo. Diferentes medos podem ter sido desenvolvidos durante períodos de tempo diferentes. Alguns medos, como medo de alturas, parece ser comum a todos os mamíferos e desenvolveu-se durante o período Mesozoico. Outros medos, como o medo de serpentes, pode ser comum a todos os símios e desenvolveu-se durante o período Cenozoico. Ainda outros medos, como o medo de ratos e insetos, pode ser único para os seres humanos e desenvolvidos durante o Paleolítico e Neolítico, períodos de tempo em que os ratos e insetos tornam-se portadores de doenças infeciosas importantes e prejudiciais para as culturas e alimentos armazenados. O medo é um mecanismo de aprendizagem, mas também evolutivo de sobrevivência da espécie, e do indivíduo particularmente.

Um pouco +

A adrenalina ou epinefrina é um hormônio simpaticomimético e neurotransmissor, derivado da modificação de um aminoácido aromático (tirosina), secretado pelas glândulas supra-renais, assim chamadas por estarem acima dos rins. Em momentos de “stress”, as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrai outros.
Em maio de 1886, William Horatio Bates anunciou o descobrimento da substância produzida pela glândula adrenal no New York Medical Journal. Foi também identificada em 1895 por Napoleão Cybulski, um fisiólogo polaco. A descoberta foi repetida em 1897 por John Jacob Abel. Jokichi Takamine, um químico japonês, descobriu a mesma hormona em 1900, sem conhecimento dos anteriores. Foi sintetizada artificialmente por Friedrich Stolz em 1904.

A palavra adrenalina foi criada pelo cientista que conseguiu isolar este hormônio pela primeira vez, o bioquímico japonês Jokichi Takamine, que formou o nome em questão tomando o nome dos rins, sobre o qual se situam as glândulas secretoras, como já mencionado. Utilizou então ad- (prefixo que indica proximidade), renalis (relativo aos rins) e o sufixo -ina, que se aplica a algumas substâncias químicas (as aminas).

Quando lançada na corrente sanguínea, devido a quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo (fisicamente, ou psicologicamente como a ansiedade), a adrenalina aumenta a frequência dos batimentos cardíacos (cronotrópica positiva) e o volume de sangue por batimento cardíaco, eleva o nível de açúcar no sangue (hiperglicemiante), minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o tal fluxo para os músculos voluntários nas pernas e nos braços e “queima” gordura contida nas células adiposas. Isto faz com que o corpo esteja preparado para uma reação, como reagir agressivamente ou fugir, por exemplo.
Afeta tanto os receptores beta¹-adrenérgico (cardíaco) e beta²-adrenérgico (pulmonar). Possui propriedades alfa- adrenérgicas que resultam em vasoconstrição.
A adrenalina também tem como efeitos terapêuticos a broncodilatação, o controle da frequência cardíaca e da pressão arterial, dependendo da dose. Na anestesia local é utilizada como coadjuvante, causando vasoconstrição para perdurar o efeito do anestésico, visto que uma área menor de vaso sanguíneo degradará menos o fármaco.

6394 – Droga pode desmascarar HIV escondido em células humanas


Uma droga que normalmente é usada contra o câncer conseguiu ajudar pacientes infectados pelo HIV a combater um dos problemas que mais desafiam cientistas na busca de uma cura para a Aids: a habilidade do vírus de ficar quieto e se “esconder”.
O resultado do teste do medicamento, o vorinostat, foi apresentado hoje por pesquisadores da Universidade de Carolina do Norte na Conferência Internacional da Aids, realizada em Washington.
Oito pacientes virtualmente “curados” pela terapia antirretroviral, já usada rotineiramente contra o vírus da Aids, tomaram uma dose da droga anticâncer e descobriram que, na verdade, ainda tinham o HIV em estado latente em algumas células.
Esse estado inerte do vírus já era conhecido dos cientistas. É justamente essa habilidade do HIV que impede os medicamentos disponíveis de eliminarem a infecção de vez.
Quando o vírus se aloja dentro de uma célula do sistema imune e deixa de usar seu material genético para fazer proteínas, os remédios antirretrovirais não conseguem atingi-lo. Tirar o paciente da terapia, porém, é perigoso, pois o vírus latente sempre pode se reativar mais tarde.
Por isso os soropositivos precisam sempre fazer exames para medir a carga de vírus em seu sangue, mesmo que tenham se livrado da maior parte da infecção.

O vorinostat “obrigou” os vírus escondidos a começarem a produzir cópias de trechos de seu material genético, que é formado por RNA, e não por DNA. Isso parece ter alertado células de defesa do organismo, que teriam destruído as células infectadas.
Segundo David Margolis, médico que liderou o estudo, isso pode ser o primeiro passo para atingir uma cura real. O efeito verificado com o primeiro teste do vorinostat, porém, foi muito sutil, porque os cientistas usaram apenas duas doses pequenas da droga (200 mg e 400 mg), que é bastante tóxica.
Margolis detalha os resultados do teste em um estudo na revista “Nature”. Em outro artigo na mesma edição, Steven Deek, infectologista da Universidade da Califórnia em San Francisco, comenta a descoberta.
“O estudo é a primeira evidência de que talvez seja possível atingir a cura assim”, afirma, apesar de questionar se as células sequestradas pelo vírus inerte serão mesmo eliminadas pelo organismo.
Deek também se diz preocupado com a possível necessidade de usar grandes doses da droga para obter algum efeito, pois ela é tóxica.
Margolis, porém, acha improvável que as doses em uma eventual terapia para desentocar o HIV precisem ser tão altas quanto as do tratamento de câncer. Para ele, será preciso até evitar que o remédio não seja muito usado.

6393 – Bactérias combatem causador da malária dentro do mosquito


O arsenal de combate à malária ganhou uma arma elegante: bactérias que vivem naturalmente no intestino de mosquitos foram modificadas geneticamente para bloquear o desenvolvimento do parasita que causa a doença.
O estudo foi coordenado pelo pesquisador brasileiro Marcelo Jacobs-Lorena, do Instituto de Pesquisa da Malária da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, de Baltimore, Estados Unidos. Ele e seus colegas publicaram artigo descrevendo o estudo na revista “PNAS”.
O parasita tem um complexo ciclo de vida, tanto no mosquito que transmite a doença quanto no organismo humano. Ele ataca o fígado e os glóbulos vermelhos do sangue humano, e parte do seu desenvolvimento se dá no intestino e nas glândulas salivares das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles.
Lidar com minúsculos órgãos de insetos é impressionante, mas o pesquisador diz estar acostumado. “Dissecar intestinos de mosquitos com a ajuda de uma lupa não é muito difícil”, afirma ele.
Os momentos em que os parasitas do gênero Plasmodium estão mais vulneráveis são os estágios em que vivem no intestino médio do mosquito. Eles compartilham o local com bactérias, que foram recrutadas e modificadas pelos pesquisadores para atacá-los com proteínas tóxicas.
O Plasmodium convive naturalmente com as bactérias da espécie Pantoea agglomerans. Os cientistas produziram mudanças em proteínas delas que poderiam atacar o parasita.
Ao chupar o sangue de uma vítima, o mosquito até ajuda as bactérias a fazer seu trabalho antiparasítico. O sangue faz a concentração da flora intestinal aumentar, e com isso também aumenta a quantidade das moléculas que afetam o Plasmodium.
Os experimentos envolveram tanto a mais letal espécie de parasita causador da malária em seres humanos, o Plasmodium falciparum, quanto uma espécie que causa a doença em roedores, o Plasmodium berghei.
Uma das bactérias modificadas produziu o melhor efeito, reduzindo em 98% a formação de oocistos, um estágio do desenvolvimento do parasita no mosquito. Uma das moléculas de maior eficácia é originária do veneno de um escorpião africano.
“Chegar a 98% já é muito bom e suficiente para um teste. Mas estamos trabalhando em algumas modificações da estratégia e esperamos poder aproximar o resultado dos 100%”.

6392 – Por que algumas pessoas não tomam choque no chuveiro?


É por causa da variação de resistência elétrica do corpo humano. “Essa resistência depende das dimensões e da massa do corpo, além de características fisiológicas como pele mais resistente e a quantidade de água no organismo”.
Uma pessoa rechonchuda leva a pior se comparada a um magricelo. Isso porque quanto maior for a pessoa, maior é a facilidade de a corrente elétrica passar pelo corpo. A espessura da pele também faz diferença, pois dificulta a passagem do choque – é por isso que uma mão calejada recebe uma corrente elétrica de intensidade bem menor que uma mão delicada. Talvez esse seja o motivo da imunidade de vossos velhinhos.
Líquidos como o sangue e o suor também são condutores de eletricidade. E aí entra a relação da quantidade de água no organismo: quanto mais água, maior será o choque. As mulheres, levam desvantagem.
Têm mais água no corpo e, portanto, são mais sensíveis.
Evite choques usando chinelos de borracha durante o banho, verifique as condições da resistência elétrica do chuveiro e se ele está devidamente aterrado.

6391 – Mega Opinião – Educação no Brasil


Você está no ☻ Mega Arquivo

Finalmente o Brasil entendeu que somente se mantém sem crise se resolver a tragédia do ensino básico.
Enquanto a mão de obra barata ainda fazia girar a caixa registradora do 3° mundo, ignorava-se o problema. Hoje, país analfabeto é país pobre. Eis o quadro na década de 1990:
De cada 100 alunos que entravam na 1ª série do 1° grau, apenas 12 chegavam ao ensino médio e 6 no curso superior. Uma meia dúzia de bravos que avançava a despeito dos obstáculos sociais, econômicos, pedagógicos e que não fariam nenhum curso de Engenharia, Medicina ou Odontologia numa boa universidade do governo, o mais certo é que dos 6 sobreviventes apenas 2 frequentem o curso que desejam em universidade federal oun estadual conceituada. Os demais serão alojados em curso com utilidade quase nula, como Turismo, Biblioteconomia ou Comunicação. A maioria, faculdades particulares e pagas. Num mundo cada vez mais automatiz ado, exige-se que pessoas saibam ler manuais. Robos agora se encarregam de executar movimentos padronizados que antes cabiam a um operário menos graduado. Os CIEPS e CIACS fracasaram. O problema não é de apenas falta de dinheiro, já que a cada dólar encaminhado pelo governo à Educação, apenas 20 cents chegavam as salas de aula, segundo estudos do Banco Mundial.

6390 – Marca-passo no cérebro será testado contra obesidade


Usado há quase duas décadas no controle dos sintomas da doença de Parkinson, o marca-passo cerebral será testado pela primeira vez no Brasil para obesidade mórbida e depressão.
A esperança é adicionar mais uma opção ao arsenal de tratamentos, como medicamentos e cirurgia.
As pesquisas serão desenvolvidas no Centro de Neurociência do HCor (Hospital do Coração) em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) do hospital.
Dois neurocirurgiões brasileiros que acabam de voltar ao país depois de uma longa temporada nos EUA serão os responsáveis pelos estudos.
Professores de neurocirurgia na UCLA (Universidade da Califórnia), Antonio De Salles e Alessandra Gorgulho têm vasta experiência na área.
O grupo de pesquisa do qual fazem parte realizou estudos para o tratamento da depressão com essa técnica. E ambos já desenvolveram pesquisas com a estimulação elétrica cerebral em primatas e suínos para tratar a obesidade mórbida.

“Trata-se de uma ferramenta útil e poderosa que está sendo usada cada vez mais em outras áreas. Com o advento da tecnologia, o potencial de crescimento é enorme”, afirma Gorgulho.

Ela diz que no Canadá há uma linha de pesquisa que estuda a técnica para mal de Alzheimer e o próprio casal já fez estudos em animais para o tratamento de estresse pós-traumático.
No tratamento da doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento, eletrodos são inseridos no cérebro e ligados a um marca-passo colocado sob a pele.
Por meio de impulsos elétricos, os sinais do cérebro que geram tremores e rigidez muscular são inibidos. O tratamento é reversível.
Já para tratar a depressão um dos novos estudos vai testar a eficácia da neuromodulação no nervo trigêmeo, cujas fibras carregam informações sensoriais e as projetam para estruturas do cérebro envolvidas na doença.
Pela primeira vez, os eletrodos serão implantados sob a pele nesse nervo e conectados a um marca-passo para tratar a depressão. A pesquisa deverá ter 22 participantes.
Para a obesidade mórbida o objetivo é implantar eletrodos cerebrais em uma área responsável pela saciedade em seis pacientes que não obtiveram sucesso com a cirurgia bariátrica.
“Também será a primeira vez que os eletrodos serão implantados nesse alvo do hipotálamo para obesidade. A ideia é verificar segurança e viabilidade”, diz Gorgulho.
Segundo Henrique Ballalai, da Academia Brasileira de Neurologia, um estudo como esse faz bastante sentido porque há áreas do cérebro que controlam o apetite.

6389 – Cientistas dizem que aves e até polvos têm alguma consciência


Na onda dos manifestos assinados por cientistas defendendo posições sobre temas polêmicos, como o aquecimento global e a evolução, o tema da consciência animal é a bola da vez.
A mensagem dos pesquisadores é clara: dado o peso das evidências atuais, não dá mais para dizer que mamíferos, aves e até polvos não tenham alguma consciência.
Foi o que um grupo de neurocientistas afirmou no Manifesto Cambridge sobre a Consciência em Animais Não Humanos, lançado neste mês em uma conferência sobre as bases neurais da consciência na prestigiosa Universidade de Cambridge (Reino Unido).
Um conjunto de evidências convergentes indica que animais não humanos, como mamíferos, aves e polvos, possuem as bases anatômicas, químicas e fisiológicas dos estados conscientes, juntamente com a capacidade de exibir comportamentos intencionais e emocionais.
A ausência de um neocórtex (área cerebral mais recente e desenvolvida em humanos) não parece impedir um organismo de experimentar estados afetivos.
O peso da evidência, portanto, indica que os seres humanos não são únicos no que diz respeito à posse das bases neurológicas que geram consciência.
A capacidade de alguns animais de se reconhecerem no espelho foi mencionada no manifesto.
Parece trivial se reconhecer ao escovar os dentes todas as manhãs, mas muitos bichos têm reações agressivas quando colocados cara a cara com seu reflexo.
No teste do espelho, um animal que nunca viu um objeto desses na vida é anestesiado até dormir. Os pesquisadores pintam, então, uma marca no rosto do animal e esperam que ele acorde e ache o espelho colocado em seu recinto. Se ele tentar brigar com o “intruso” ou tocar a mancha no espelho, fracassou no teste. Contudo, se tocar a marca nele mesmo, é um forte indício de que tenha noção de si próprio.
Já passaram no teste chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos, golfinhos-nariz-de-garrafa, orcas, elefantes e pegas-europeias (parentes do corvo). Crianças só passam no teste após 18 meses de vida.
Devido ao foco da conferência nas bases neurais da consciência, estudos relevantes para o bem-estar animal faltaram no manifesto.
A palavra “dor” não foi mencionada. Pesquisas já mostraram a existência da capacidade de sentir dor em peixes e invertebrados, excluídos da lista. A capacidade de sofrer com a morte de um parente também já foi descrita em chimpanzés, gorilas, elefantes, leões-marinhos, lobos, lhamas, pegas e gansos.

6388 – Estudos Sobre a Hibernação Humana


Há anos, cientistas vêm sugerindo que a hibernação humana seria possível e poderia ser usada para retardar a morte de células durante o tratamento de doenças fatais.
Cientistas da Universidade do Alasca descobriram que os ursos negros reduzem levemente sua temperatura corporal durante esse período, mas sua atividade metabólica fica muito abaixo dos níveis de outros animais que também hibernam.
Segundo seus autores, esta descoberta, que foi apresentada nesta quinta-feira na reunião anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS) foi inesperada, já que os processos químicos e biológicos de um organismo se desaceleram normalmente em 50% por cada 10°C de redução da temperatura corporal.
No entanto, segundo o estudo, que foi publicado nesta semana na revista Science, a temperatura corporal destes ursos diminuiu só cinco ou seis graus e seu metabolismo se desacelerou em 75% em comparação com sua atividade normal.
Durante o período de hibernação, os ursos passam de cinco a sete meses sem comer, beber, urinar ou defecar. Neste período, esses animais respiram apenas uma ou duas vezes por minuto e seu coração se desacelera entre as respirações.
Além disso, os cientistas descobriram que a atividade metabólica dos ursos continuou em níveis mais baixos várias semanas após o fim da hibernação.
Esta descoberta levou os pesquisadores a pensar que isso poderia ser útil para os humanos no futuro e eles constataram que a aplicação dos mecanismos de supressão metabólica em situações de emergência poderia salvar vidas.
“Uma rápida redução da atividade metabólica das vítimas de um derrame cerebral ou de um ataque cardíaco poderia deixar o paciente em um estado estável e protegido, o que daria aos médicos mais tempo para tratá-lo”, disse um dos pesquisadores.
A descoberta também poderia ser útil para uma longa viagem espacial, pois, se o corpo humano pudesse alcançar este tipo de hibernação, a viagem a um planeta distante ou a um asteroide poderia ser mais suportável para os astronautas.

Um Pouco+
Na natureza, alguns animais podem, quando chegam as estações mais frias, entrar em um estado letárgico conhecido como “hibernação”.
A hibernação pode ser completa como nas marmotas (Marmota flaviventris) ou parciais como nos ursos.
Quando hibernam, os animais dormem, privando-se de alimento e diminuindo a intensidade da respiração e da circulação sangüínea. Isso ocorre porque durante o inverno, os alimentos são escassos e a diminuição dos processos normais de metabolismo e crescimento economizam energia e evitam que o animal tenha que procurar por comida. Os ursos por exemplo não entram em hibernação completa, pois seus batimentos cardíacos não diminuem e podem acordar para se alimentar se houver um período de calor.
Poucos sabem que os hamsters assim como alguns roedores podem entrar em hibernação (completa ou parcial). Os hamsters entram em hibernação parcial, pois se expostos a uma fonte de calor, despertam. Alguns criadores podem confundir esse estado de hibernação com morte ou coma. Esse estado dura de 1 a 3 dias e tem início quando o animal é exposto à uma temperatura de 6 °C ou menor. Quando o fotoperíodo é curto (2 horas de luz ou menos), alguns hamsters podem hibernar à temperatura ambiente.
Se um animal está imóvel, com os olhos fechados, corpo um pouco rígido e temperatura baixa, deve-se colocar uma bolsa de água morna ao lado dele para que ele desperte ou pode-se esperar que ele acorde espontaneamente. O procedimento de água morna deve ser utilizado quando se tem dúvidas se o animal está morto ou apenas hibernando.

Os animais que hibernam possuem um tecido adiposo (tecido de gordura) conhecido como “gordura parda”, “gordura marrom”, “tecido adiposo pardo” ou “tecido adiposo multilocular”. Alguns a chamam, incorretamente, de “glândula hibernante”. Esta denominação é incorreta devida à natureza do tecido. Não se trata de uma glândula, já que nenhuma substância é secretada. A denominação “gordura parda” refere-se à sua coloração devida à abundante vascularização e às numerosas mitocôndrias presentes em suas células. Por serem ricas em citocromos, as mitocôndrias possuem coloração avermelhada. Nos adipócitos (células de gordura) deste tecido, existem vários vacúolos de gordura (gotículas lipídicas de vários tamanhos) distribuidos pelo citoplasma. Suas células são menores que as do tecido adiposo comum e apresentam as cristas mitocondriais particularmente longas, podendo ocupar toda a espessura da mitocôndria. As células do tecido adiposo multilocular possuem um arranjo epitelióide, formando massas compactas em associação com capilares sangüíneos, lembrando as glândulas endócrinas (vindo daí a denominação incorreta por parte de alguns como “glândula hibernante”). Essa gordura é utilizada como fonte de energia para o despertar do animal.

Em suas mitocôndrias (organelas celulares responsáveis pela respiração celular e produção de energia), mais especificamente em sua parede interna, existem os chamados “corpúsculos elementares”. As mitocôndrias do tecido adiposo multilocular possuem em suas membranas internas, uma proteína transmembrana chamada “termogenina” ou “proteína desacopladora”, que é uma enzima. Esta enzima é desativada por nucleotídeos de purinas (adenina e guanina, presentes no DNA e RNA dos seres vivos) e ativada por ácidos graxos livres, sendo estes gerados dentro dos adipócitos por ação da noradrenalina, também chamada de norepinefrina (é um neurotransmissor adrenérgico presente nas terminações nervosas do Sistema Nervoso Autônomo Simpático, abundantes na região da gordura parda). Desta forma, o tecido adiposo multilocular acelera a lipólise e oxidação dos ácidos graxos (fenômenos para obtenção de energia). Os corpúsculos elementares funcionam como uma bomba de prótons (cátions de hidrogênio). Resumidamente, os prótons liberados no interior das mitocôndrias vão para uma cadeia enzimática e de lá para o espaço intermembranoso (entre a membrama interna e externa da mitocôndria). Esses prótons passam pelos corpúsculos elementares e retornam para a matriz mitocondrial, formando, por ação de uma enzima chamada ATP sintetase (presente nos corpúsculos elementares), várias moléculas de ATP (adenosina tri-fosfato), que armazenam energia para posterior utilização.

Nas mitocôndrias dos adipócitos multiloculares, a termogenina evita que o ATP seja formado, fazendo com que os prótons não passem pelos corpúsculos elementares, e a energia que seria armazenada na forma de ATP passa a ser liberada na forma de calor, que aquece a extensa rede de capilares presente no tecido adiposo multilocular e é distribuído por todo o corpo do animal, despertando-o. Acredita-se que a termogenina seja como uma válvula de segurança dissipando a energia em excesso derivada da alimentação exagerada. Isso sugere que animais obesos (incluindo o ser humano) possuem menos termogenina que os não obesos. Animais que vivem em ambientes de clima frio apresentam maior teor de termogenina que os que vivem am ambientes de clima quente.

6387 – Mega Almanaque – Cassius Clay


Cassius Clay

Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr. (Louisville, 17 de janeiro de 1942), é um pugilista norte-americano. É mundialmente conhecido não somente pela sua maneira de boxear, mas também pelas suas posições políticas. Ali foi eleito “O Desportista do Século” pela revista americana Sports Illustrated em 1999.
Nascido no estado do Kentucky, tornou-se o melhor lutador de boxe do seu tempo e começou vencendo os Jogos Olímpicos de 1960. Conquistou o título de campeão dos pesos pesados ao derrotar Sonny Liston em 1964. Perdeu o título em 1967 e foi proibido de atuar por três anos e meio por ter se recusado a lutar no Vietnã. Recuperou o posto ao ser reabilitado, mas logo perdeu para Joe Frazier. Ganhou de novo o título em 1974 ao vencer George Foreman em luta realizada no Zaire (retratada no documentário “Quando éramos Reis”), perdeu-o em 1978 para Leon Spinks e em seguida retomou-o de Spinks. Retirou-se do boxe quando ainda era campeão.
Foi o único boxeador que até hoje suportou 12 assaltos com o maxilar quebrado (luta com Ken Norton, em 1973). Converteu-se ao Islamismo (mudando de nome para Muhammad Ali-Haj) e lutou contra o racismo.
Muhammad Ali pode ser considerado o primeiro esportista a aliar marketing com política. A forma como promovia suas lutas até hoje é incomparável, pois tinha a capacidade de criar rivalidades e inimigos utilizando de humor e inteligência. Exemplo disso foi seu desempenho antes da luta com George Foreman no Zaire. Ali utilizou todo seu conhecimento do pan-africanismo para se colocar como o lutador da África, enquanto Foremam ficou como simbolo da alienação negra americana, episódio este muito bem retratado no filme “Quando Éramos Reis”, de 1974. Ali entrou para história da década de 60 quando se negou a lutar na Guerra do Vietnã. “Nenhum vietcongue me chamou de crioulo, porque eu lutaria contra ele?”, com frases como essa Ali demonstrou toda a incoerência da Guerra. Por sua história de lutador e ativista político Muhammad Ali pode ser considerado uma das maiores personalidades vivas do século XX.
Muhammad Ali tem a doença de Parkinson, diagnosticada no início da década de 1980. Em 2010, Ali foi a Israel para tratar a doença. O trabalho é feito com células tronco adultas. Os testes até então realizados com ratos tiveram sucesso, mas sua eficácia em seres humanos ainda será testada.

Em 2001, Will Smith interpretou Muhammad Ali no filme Ali.
Por diversas vezes anunciou-se a luta entre Ali, o campeão mundial do profissionais, contra o cubano Teófilo Stevenson, campeão mundial dos amadores e campeão olímpico, mas devido a problemas técnicos e políticos essa luta jamais ocorreu.
Em 2010 Muhammad junto com a cantora Christina Aguilera fizeram a propaganda em prol das vítimas do terremoto que destruiu o Haiti.

6386 – Instituições Científicas – O Instituto Baleia Jubarte


A pequena cidade histórica de Caravelas, no extremo sul da Bahia, é o ponto no continente mais próximo do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Os primeiros visitantes da região foram os portugueses, que navegaram pelo rio Caravelas já em 1503. Desde então, outras celebridades como o naturalista inglês Charles Darwin também estiveram por lá, maravilhando-se com a rica fauna local, nela incluídas as baleias jubarte, muito mais numerosas antes da caça que quase extinguiu a espécie em águas brasileiras.
Em 1987, durante os trabalhos de implantação do Parque, foi redescoberta a presença de uma pequena população remanescente de baleias-jubarte e sugeriu-se a importância de Abrolhos como principal “berçário” da espécie no Oceano Atlântico Sul Ocidental. Assim nascia o Projeto Baleia Jubarte, com a finalidade de promover a proteção e pesquisa destes mamíferos no Brasil. Caravelas passou, assim, de importante porto baleeiro no Brasil Colônia a sede da primeira base de um projeto de conservação de jubartes no país.
Em 1988 foram realizados os primeiros cruzeiros para fotografar as baleias-jubarte e as primeiras tentativas de estudar os animais a partir de uma estação em terra no arquipélago dos Abrolhos.
Posteriormente, em 1996, nascia o Instituto Baleia Jubarte, organização não-governamental cujo objetivo inicial era dar suporte administrativo às ações de conservação e pesquisa do Projeto. Com o passar do tempo, foram criados o Programa de Educação e Informação Ambiental e o Projeto Boto Sotalia do Sul da Bahia.
Como resultado da proibição da caça comercial e dos intensos trabalhos de conservação, verificou-se o aumento da população de jubartes de Abrolhos e a reocupação do litoral norte da Bahia, antiga área de ocorrência histórica da espécie. Por este motivo, em 2001 foi criada a segunda base do Instituto Baleia Jubarte na Praia do Forte. A implantação da nova base possibilitou a realização de cruzeiros de pesquisa no litoral norte, ampliando assim a área de estudo. Devido aos hábitos costeiros da espécie e ao estreitamento da plataforma continental no litoral norte da Bahia, as observações ocorrem próximo da costa, e o turismo de observação de baleias fomentado pelo IBJ como ferramenta de sensibilização da opinião pública contra a caça destes animais tem aumentado a cada ano. O Centro de Pesquisa e Educação Ambiental do Instituto Baleia Jubarte na Praia do Forte constitui um novo espaço de divulgação e conscientização da comunidade e visitantes quanto à existência e importância da conservação das baleias na região.
A equipe do Instituto Baleia Jubarte entende que ao trabalhar com as populações locais, os turistas e a opinião pública de diferentes formas, a luta pela conservação das espécies marinhas fica cada vez mais fortalecida. Embora ainda reste muito para se conhecer sobre a história natural dos cetáceos, os esforços realizados pelo Instituto Baleia Jubarte ao longo de mais de duas décadas de trabalho têm mostrado resultados surpreendentes. Por meio da informação técnica e científica, da interação com as comunidades locais e da participação nas discussões envolvendo políticas públicas, os esforços se tornam cada vez mais efetivos para a conservação da vida marinha, em especial das baleias jubarte (Megaptera novaeangliae) e dos botos cinza (Sotalia guianensis).
O Instituto Baleia Jubarte é membro das Redes de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Nordeste (REMANE) e do Sudeste (REMASE), criadas pelo ICMBIO com o principal objetivo de centralizar as informações adquiridas sobre as espécies de mamíferos aquáticos no Brasil, visando proporcionar maior agilidade na distribuição das informações, integração de projetos e tomadas de decisão no estabelecimento das diretrizes para a conservação de espécies. O IBJ integra a delegação brasileira na Comissão Internacional Baleeira (International Whaling Commission – IWC), defendendo e subsidiando entre outras a proposta brasileira de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.

O IBJ mantém ainda acordos de cooperação técnica com 23 organizações não governamentais que atuam a nível nacional e/ou regional na proteção das espécies e ecossistemas marinhos.
Entre as organizações internacionais com as quais o IBJ trabalha destacam-se o American Museum of Natural History/NY nos estudos de genética das baleias e o College of the Atlantic, Maine, EUA (COA), nos estudos de determinação de rotas migratórias através de fotoidentificação.

6385 – Homem Baixo Vive Mais


A ciência acredita que sim. Os professores Poulain, da Universidade de Louvain (Bélgica), e Salaris, da Universidade de Cagliari (Itália), investigaram a vida de 500 homens, nascidos entre 1866 e 1915, na ilha da Sardenha. A escolha não foi à toa. O arquipélago figura entre os lugares do mundo com as maiores expectativas de vida (a cada 100 mil habitantes, 22 chegam aos 100 anos) e ainda tem uma das populações mais baixinhas da Europa.
E, como era previsto, os pesquisadores confirmaram que homens menores realmente vivem mais. Os baixinhos têm, em média, dois anos de vida a mais que os grandões. Isso porque esses corpos pequenos têm maior capacidade de substituição das células, menor concentração de proteína C-reativa (que, em níveis elevados, pode resultar em problemas cardiovasculares), são mais eficientes na hora de bombear o sangue, apresentam danos menores no DNA, e maior quantidade de SHBG (glicoproteína que se encarrega do transporte dos hormônios sexuais).
No fim das contas, o perfil de quem vive bastante tem até 10% de relação com a estatura. O resto vem da alimentação, exercícios físicos, cuidados médicos, e vida social ativa e saudável. Ou seja, um pouquinho de vida saudável e nem tudo está perdido para os homens altos.

6384 – Acredite se quiser – Pessoas que leem são mais legais


Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee (EUA) constataram esse efeito com um teste bem simples: colocaram voluntários para ler uma história bem curtinha, fizeram algumas perguntas para identificar o quanto cada um tinha curtido o que leu e aí derrubaram, sem querer querendo, um monte de canetas no chão. O estudo conta que, quanto mais “transportadas” para dentro da história as pessoas tinham sido, maiores eram as chances de levantarem o bumbum da cadeira para ajudar a recolher as canetas.
A explicação é que quando lemos algo que realmente mexe com a gente, criamos empatia pelos personagens da história — e quanto maior essa empatia, mais propenso a gente fica a ser bacana com os outros na vida real.