Todos os posts de carlosrossi

Sobre carlosrossi

Autodidata - ☻Mega Arquivo - Início em Março de 1988

5706 – Medicina – Células-Tronco – Elas ainda vão salvar a sua vida


Células Tronco

As células-tronco embrionárias entram em cena quando temos cinco ou seis dias de vida e não passamos de uma bolinha de 150 células ultraversáteis, que darão origem a todo o nosso organismo. Quando envelhecemos, as células ficam mais “engessadas” em suas funções. A exceção fica por conta do segundo tipo de células-tronco, as adultas, encontradas no sangue ou no cérebro mesmo de pessoas adultas. Essas ainda conseguem originar vários tipos celulares diferentes, mas de maneira mais limitada. A esperança de médicos e doentes é usar ambos os tipos de célula para regenerar órgãos do corpo que estejam perdendo seus componentes celulares – como o coração de alguém que sofreu enfarte ou o cérebro de uma pessoa com mal de Parkinson. Só que não é tão fácil. Além de ignorar quase todos os detalhes de como esse processo se desenvolve, há ainda um dilema ético: para obter as células embrionárias, as mais promissoras, é preciso destruir o embrião de onde vêm. Mas, diante de tantas possibilidades, os cientistas acham que vale a pena.
Mal de parkinson
Tanto as células-tronco adultas quanto as embrionárias andam mostrando que podem enfrentar o mal de Parkinson, hoje incurável. Cientistas do Centro Médico Cedars-Sinai, na Califórnia, usaram células-tronco do próprio cérebro de um doente de Parkinson e fizeram os sintomas do mal diminuírem 80%.
Deficiência cardíaca
Pesquisadores de vários centros no Brasil, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Fundação Oswaldo Cruz da Bahia, têm usado com sucesso células-tronco da medula óssea para reparar o coração de pessoas com pontes de safena ou com danos causados pelo mal de Chagas. Há, no entanto, uma controvérsia. Ainda não está claro como elas ajudam na cura: se realmente viram músculo cardíaco ou só estimulam o nascimento de vasos sangüíneos na lesão.
Calvície
Até os folículos capilares, que dão origem aos cabelos e pêlos, parecem conter células-tronco relativamente versáteis. Por esse motivo, cientistas da Universidade de Nova York esperam usar a técnica para ajudar tanto os calvos quanto pessoas que perderam os pêlos por causa de queimaduras na pele. Pelo menos em camundongos, o negócio funcionou: em laboratório, os pesquisadores conseguiram produzir células da pele, glândulas sebáceas e tufos de pêlo.
Reprodução
Faltou pouco para que cientistas do Instituto Whitehead de Pesquisa Biomédica, em Massachusetts, Estados Unidos, criassem um embrião que seria pai antes de nascer. É que, usando células-tronco embrionárias de camundongo, eles conseguiram criar as chamadas espermátides redondas – precursoras dos espermatozóides, só que sem aquela cauda típica. Em tese, a técnica poderia se tornar uma nova forma de reprodução assistida. Uma façanha parecida foi conseguida com óvulos.
Paralisia
Algumas pesquisas indicam que tanto células-tronco adultas quanto embrionárias poderiam fazer paraplégicos e tetraplégicos recuperar movimentos, o que hoje é impossível. Num trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, células da medula óssea permitiram que 12 pacientes recuperassem parte da sensibilidade. E camundongos paralisados que receberam células derivadas de embriões humanos na Universidade da Califórnia, em Irvine, Estados Unidos, voltaram a andar.
Surdez
As dificuldades auditivas dos idosos podem se tornar coisa do passado, ao menos se depender de um experimento feito na Universidade Harvard, Estados Unidos. A partir de células-tronco embrionárias, foram recriadas células do ouvido interno, que transmitem vibrações para os neurônios e levam a informação sonora para o cérebro. Pode ser a solução para muitos casos de surdez.
Diabete
É como reiniciar o seu computador, só que o PC em questão é o próprio sistema de defesa do organismo. Essa é a tática que está sendo testada por médicos da USP de Ribeirão Preto para atacar a diabete tipo 1. A doença acontece quando o próprio organismo começa a atacar as células produtoras de insulina. A idéia dos pesquisadores é usar drogas que “desligam” esse sistema e, depois, reconstituí-lo com células-tronco da medula óssea.
Perda de ossos
Com a ajuda de células-tronco adultas da medula óssea, um molde e uma substância que estimula o crescimento dos ossos, cientistas alemães da Universidade de Kiel, na Alemanha, conseguiram cultivar uma mandíbula nas costas de um homem durante sete semanas. O osso foi implantado na boca do paciente, que tinha perdido a mandíbula por causa de um câncer. Por ter crescido nele mesmo, a nova mandíbula não sofreu nenhuma rejeição do organismo. Ele já consegue se alimentar de comidas sólidas.
Derrames
A aplicação de células da medula óssea no cérebro fez com que uma mulher carioca de 54 anos recuperasse os movimentos depois de um AVC (acidente vascular cerebral). O trabalho, realizado por cientistas do Hospital Pró-Cardíaco e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, permitiu que novos vasos sanguíneos crescessem no cérebro afetado e impedissem a morte dos neurônios da paciente.
O fim do silicone
Uma aplicação estética das células-tronco adultas foi descrita em fevereiro por pesquisadores da Universidade de Illinois em Chicago: semeá-las num molde de hidrogel para criar uma prótese de seio muito mais natural que qualquer silicone. Tais células viriam da medula óssea e seriam transformadas em tecido adiposo, ou gorduroso – o mesmo que dá a aparência, digamos, fofinha aos peitos naturais.

5705 – Nutrição – A qualidade dos alimentos


Os nutricionistas estão convencidos de que qualidade conta mais que quantidade. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 155 obesos constatou que a quantidade de calorias ingeridas importa menos do que a presença de gordura no cardápio – independente da freqüência e do tamanho das refeições. A pesquisa, cujos resultados provavelmente se aplicam a povos com hábitos alimentares semelhantes, ajuda a entender por que os americanos de hoje pesam mais que seus avós, apesar de comerem menos. Pois, atualmente, cerca de 40 por cento das calorias de uma refeição típica americana provêm de gorduras – um terço a mais que em 1910. Outra prova está em que, embora consumam 20 por cento a mais de calorias do que os americanos, os chineses são menos obesos. Sua dieta é rica em carboidratos e pobre em gorduras.

5704 – Física – A Gravidade


Foi Isaac Newton (1643-1727) quem há três séculos explicou o fenômeno com sua teoria da gravitação – a primeira teoria matemática sobre uma força da natureza. Até então, as idéias sobre o assunto se baseavam na experiência coinum: a ação por contato, como um empurrão; ou, se uma pessoa chuta uma bola, esta se acelera. Mas onde estaria, por exemplo, o contato entre a Lua e os oceanos, capaz de explicar o movimento das marés? Newton ocupou-se seriamente desse problema e propôs o conceito de efeito a distância. Segundo ele, dois corpos separados por um espaço intermediário mais ou menos grande exercem mutuamente uma força de atração. O valor da força é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles; quanto maior a distância, menor a força.
Dado esse primeiro passo, surgiram teorias similares sobre as demais forças da natureza. É possível demonstrar facilmente que também os ímãs exercem sua força de atração até uma certa distância, bastando aproximá-los pouco a pouco. Da mesma forma pode-se observar as forças eletrostáticas, como as que erguem os pêlos quando se encosta o braço num tecido sintético. Também no interior do núcleo de um átomo atuam forças entre seus componentes, embora a distâncias ínfimas.
No século XIX, Michael Faraday (1791-1867) e James Clerk Maxwell (1831-1879) desenvolveram novas idéias sobre o efeito a distância e inventaram o conceito de campo de forças. Segundo essa teoria, uma carga elétrica cria um campo elétrico invisível no espaço a sua volta. Se nesse campo já existir outra carga elétrica, ela sofrerá o efeito de uma força. Essa idéia era efetivamente nova. Partindo do efeito que exercem mutuamente dois corpos ou partículas afastadas, concebeu-se que existe uma força por meio do contato entre uma partícula e o campo de outra partícula. Hoje, teorias de campo se aplicam a todas as forças da natureza.

5703 – Os Milagres de Cristo


Um dos pontos mais delicados na tentativa de reconstituir a dimensão histórica de Jesus são os milagres a ele atribuídos. É preciso ter claro que a separação que se faz hoje entre natural e sobrenatural praticamente não existia naqueles tempos. Os evangelhos dão numerosos testemunhos das curas operadas por Jesus. Em meio a um povo miserável e inculto, Jesus vai libertando as pessoas de seus males: a cegueira, a mudez, a surdez, a paralisia, a loucura.
Padre Storniolo sublinha o caráter alegórico de muitos relatos de milagres. Seria o caso, por exemplo, de Jesus caminhando sobre as águas: “O mar no Antigo Testamento era o símbolo das nações que podiam invadir a Palestina e dominar o povo. Os discípulos na barca agitada pelas ondas simbolizam a comunidade cristã primitiva com medo de se afogar no mar da História. Jesus vem então caminhando sobre as águas, como prova de que, pela fé, aquela comunidade podia ser vitoriosa. Pedro também caminha, até o instante em que duvida. Nesse momento divide suas energias, perde seu poder e começa a afundar, sendo salvo por Jesus”.
Um dos milagres de Jesus, citado com mais detalhes por Lucas, é o da cura da mulher que sofria de hemorragia ininterrupta. Aproximando-se por trás de Jesus, que caminhava entre o povo, ela tocou a extremidade de sua veste. Jesus perguntou então: “Quem me tocou?” Como todos negassem, Pedro disse: “Mestre, a multidão te comprime e te esmaga”. Mas Jesus insistiu: “Alguém me tocou; eu senti uma força que saía de mim”. Então a mulher se apresentou e Jesus lhe disse: “Minha filha, tua fé te curou; vai em paz”. O que chama a atenção, no caso, é Jesus ter sentido “uma força que saía” dele algo que, em linguagem moderna, talvez pudesse ser chamado poderes paranormais.

5702 – Como se chegou a idade da Terra?


Sabe-se que os isótopos – átomos com o mesmo número atômico e diferentes números de massa – de uma série de elementos químicos, como o urânio, se decompõem e produzem outras substâncias pela emissão de partículas ou radiações. O tempo necessário à decomposição de metade da massa radioativa desses elementos é chamada meia-vida. Conhecendo as quantidades dos elementos radioativos e do material deles derivados, calcula-se a idade de um mineral. Esse método chama-se datação radiativa. Assim, a idade da Terra – aproximadamente 4,56 bilhões de anos – foi determinada a partir da relação entre dois isótopos de chumbo formados pela decomposição de isótopos de urânio.

5701 – Medicina – Crianças obesas são mais hostilizadas


Embora a pesquisa tenha sido feita nos EUA, os resultados podem ser aplicados também para o Brasil.
Crianças entre 8 e 11 anos, mesmo sendo simpáticas, tendo amigos ou indo bem na escola, são mais hostilizadas poe estarem acima do peso. Não importa a raça,sexo ou classe social. Sendo obesa, as chances de ser intimidada e humilhada na escola sobem 63% em relação ao colega de peso saudável. Preconceito e ignorância prejudicam quem já luta contra a própria forma.

Um pouco+

A obesidade infantil é uma condição que afeta cada vez mais crianças, sobretudo em países ocidentais, como os Estados Unidos da América, Reino Unido e Austrália. A obesidade está relacionada a uma série de fatores como hábitos alimentares, atividade física, bem como, fatores biológicos, de desenvolvimento, doenças, comportamentais e psicológicos. Adultos que serão mais atingidos pelos efeitos da diabetes tipo 2.
Em Portugal 31,5% de crianças com entre 7 e 9 anos têm excesso de peso das quais 11,3% são obesas. É nos meios urbanos que a obesidade infantil é mais frequente, embora o problema esteja também presente no meio rural. Segundo estudos, 31,5% das crianças portuguesas entre os 9 e os 16 anos são obesas ou sofrem de excesso de peso.
As crianças com sobrepeso são em regra geral muito envergonhadas com o seu corpo. As crianças são a que menos conseguem combater este problema, não só porque têm vergonha do seu corpo mas também porque têm vergonha de fazer exercício à frente das outras crianças. A única forma de ajudar o seu filho é ajudá-lo a fazer exercício e a ter uma alimentação equilibrada.
Nos últimos anos, numerosos estudos têm sido realizados para descobrir as verdadeiras causas da obesidade infantil. A maioria destes estudos têm identificado os erros nos hábitos alimentares como sendo o principal fator responsável por causar obesidade nas crianças. Além disso, a falta de atividade física bem como outros fatores genéticos têm sido identificados como principais razões por trás ganho de peso repentino em crianças.

5700 – Mega Notícias – Medicina – Cuidado com os efeitos colaterais


Um estudo da Universidade da Pensilvânia sugeriu que medicamentos contra o Mal de Parkinson incitam o vício em jogos e sexo, pois as drogas estimulam os receptores de dopamina no cérebro.
Estresse engorda – Foi a conclusão de israelenses. Segundo eles, a proteína Ucn3 é produzida no cérebro e afeta o coração, músculos, fígado e pâncreas. Além de aumentar o apetite, interfere no processamento da insulina, que controla o açúcar e tudo isso é desencadeado com o stress.
Nutrição – Barrinhas de cereais não são tão saudáveis. Muitos produtos tem até 69% de açúcar em sua composição. Sorvetes tem menos de 20%. Os fabricantes argumentam que é frutose, o açúcar das frutas, mas admitem a adição de açúcar na consistência do produto. É melhor não arriscar.

5699 – Paleontologia – Um picolé pré-histórico


Um secador de cabelo aqueceu os pelos de um mamute, um animal pré-histórico extinto há 5 mil anos.
Um explorador do Museu de História Natural de Roterdã descobriu em uma caverna gelada na Sibéria um mamute congelado e 20 secadores de cabelo permaneceram ligados por 10 dias para descongelar lentamente o elefante pré-histórico. Assim não haveria risco do calor excessivo arruinar em horas o corpo que o frio ártico preservou por longos 20.280 anos. Os mamutes antes encontrados todos apodreceram. Tal animal foi arrancado do chão gelado e depois transportado por helicóptero. Pela 1ª vez foi possível estudar os tecidos moles de uma animal pré-histórico e não apenas os ossos. O sistema digestivo pode revelar a dieta deles e a comparação com a dos elefantes de hoje deve dar respostas sobre a evolução da espécie.

5698 – Maconha prejudica os glóbulos


Esta demonstrado que pessoas que fumam maconha adoecem com maior freqüência. Suspeitava-se que isso acontece porque a maconha afetaria o sistema imunológico. Agora, os cientistas americanos parecem ter encontrado um indicio que essa hipótese está correta: a substancia ativa da maconha, chamada tetrahidrocanabinol (THC), altera o processo de maturação dos glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. Na presença do THC, os glóbulos brancos em formação passam a sintetizar certas proteínas que não lhe são características. Os cientistas supõem que essa síntese enfraquece os glóbulos, deixando-os sem condições de cumprir plenamente sua tarefa.

5697 – Como se consegue anular a gravidade terrestre, em laboratórios da NASA?


Como uma massa compacta, com formato esférico. Essa é a posição mais cômoda para o líquido, na qual ele se encontra em equilíbrio, ocupando o menos espaço possível. “O fenômeno é devido a uma propriedade específica dos líquidos chamada tensão superficial”. Explica um físico da Universidade de São Paulo. Eles se comportam como se fossem envoltos por uma membrana elástica que lhes permite variar sua forma mantendo mínima a superfície externa de separação com o meio em que se encontram. A tensão superficial depende da força que mantém as moléculas unidas, Enquanto as moléculas internas são sujeitas a uma força que age em qualquer direção, as externas de separação sofrem uma ação de repuxo para o interior e formam uma camada que tende a se contrair, envolvendo o líquido e impedindo que as moléculas mais internas se dispersem.

5696 – Por que a Torre de Pisa é inclinada?


Projetada para abrigar o sino da catedral de Pisa, na Itália, a torre começou a ser construída em 1174. Quando três dos seus oito andares estavam prontos, notou-se uma ligeira inclinação, devido a um afundamento no terreno e ao assentamento irregular das fundações. Tentou-se compensar a inclinação fazendo os outros andares um pouco maiores no lado mais baixo. Mas a estrutura afundou ainda mais, por causa do excesso de peso. A torre acabou de ser erguida, ainda inclinada, na segunda metade do século XIV, com 56 metros de altura. Hoje sua inclinação chega a 5,2 metros.

5695 – Casal Curie – Até depois da morte…


O casal Pierre e Marie Curie foi um extraordinário exemplo de fidelidade conjugal e científica. Eles trabalharam juntos, anos a fio, pesquisando a radiatividade e em 1903 receberam juntos o prêmio nobel de física. Essa fidelidade continuou mesmo depois da morte de Pierre, em 1960, atropelado por uma carruagem. Marie assumiu sua catédra de física na Sorbonne e começou a primeira aula exatamente no ponto em que ele interrompera a última, momentos antes do acidente fatal: “Quando consideramos os progressos feitos pelas teorias da eletricidade…”

5694 – Como foi calculada a velocidade da luz?


Até 1676, acreditava-se que a luz era instantânea. Naquele ano, o astrônomo dinamarquês Ole Roemer observou no telescópio que, em comparação com seus cálculos, havia um atraso de 22 minutos nos eclipses das luas de Júpiter. Roemer concluiu que o atraso correspondia ao tempo que a luz dos satélites levava para alcançar a Terra à velocidade que estimou em 225 000 quilômetros por segundo. Mas o valor correto – 299 792 Km/s – seria determinado apenas em 1926 pelo físico alemão Albert Michelson. Para chegar a esse número, Michelson aperfeiçoou durante 25 anos o interferômetro, um aparelho que mede em espelhos fixos o desvio da luz refletida por espelhos rotativos.

5693 – Sabão contra a esquitossomose


Um sabão feito a partir de óleo da árvore sucupira- branca pode ser a mais nova arma a esquistossomose, uma doença típica de regiões ribeirinhas que, entre outros sintomas, faz inchar o fígado e o baço. Todo ano, cerca de 200 mil brasileiros são contaminados pela esquistossomose. A espuma do sabão mata a cercaria, larva do caramujo que transmite a doença, e dá proteção por 24 horas. ” Seu uso não vai acabar com a esquistossomose, mas ajudará a diminuir bastante o número de casos” prevê um professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, criador do produto.
Testado com sucesso em ratos pela equipe do pesquisador Naftale Katz, da Fundação Oswaldo Cruz, em Belo Horizonte, em breve o sabão será experimentado em macacos. Na verdade, desde a década de 60 se sabia que uma substância extraída do óleo da semente da sucupira-branca ataca a cercaria. O próprio David dos Santos Filho e seus colegas Walter Morz e Benjamin Gilbert verificaram esse efeito nos laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde trabalhavem. Mas só recentemente as pesquisas foram retomadas para valer: o resultado é o sabão que, mesmo não lavando mais branco, será com certeza um banho de saúde.

5692 – Biologia – As Origens da Vida


Explosão molecular

Um punhado de terra de jardim contém bilhões de microorganismos de formas elegantes, ativamente ocupados com suas complexas microatividades. Do gélido topo do monte Everest até os tórridos efluentes que jorram do interior da Terra ao chão dos oceanos, existem por toda a parte formas de vida refinadamente adaptadas às suas peculiares circunstâncias.
Há seres que deslizam, rastejam, flutuam, planam, nadam, escavam, caminham, galopam ou apenas ficam imóveis e crescem verticalmente durante séculos. Alguns pesam 100 toneladas, mais a maioria é menor que um bilionésimo de grama. Há organismos capazes de enxergar sob luz infravermelha ou ultravioleta; e há seres cegos que percebem o ambiente envolvendo-se num campo elétrico. Alguns armazenam luz solar e ar; alguns são plácidos comedores de pastagens; outros caçam sua presa com garras, dentes e venenos neurológicos. Alguns vivem uma hora e, alguns, um milênio.
Mesmo os micróbios estão longe de ser estúpidos: são capazes de aprender com a experiência. E os humanos, no momento, a forma de vida dominante, penetraram as mais remotas regiões do planeta, refizeram sua superfície e até, hesitantemente, saíram em direção ao espaço. De onde veio essa gloriosa profusão de vida? Quando se examina de perto as superfícies de mundos vizinhos, como a Lua e Marte, não se encontra nenhuma prova de existência sequer da mais modesta forma de vida. Claramente, a vida não é algo inevitável em qualquer mundo. Como começou? E quando?
Houve tempo em que os gigantescos bichos- preguiças mascavam as copas das árvores na América do Sul. Houve tempo em que répteis temíveis caminhavam nas praias de um grande mar interior no que é hoje a parte oeste dos Estados Unidos. Houve tempo em que a única vida animal em terra eram insetos e vermes.
E houve um tempo ainda antes disso, um tempo que abarca a grosso da existência do planeta -, quando não havia criaturas grandes o suficiente para serem vistas, quando tudo que era vivo era um microorganismo. É preciso realmente ir muito para trás, até 4 bilhões de anos no passado, antes de achar uma época em que não havia microorganismos. Mas essa é quase a época de formação da própria Terra.
Os mais antigos sinais de vida no planeta encontram-se em rochas cuja idade varia entre 3,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos. Não é fácil achar tais sinais e a maioria das descobertas ocorreram apenas nos últimos vinte anos. É possível que se venha a descobrir pistas e vestígios de micróbios ainda mais velhos. Os achados até agora parecem ter pertencido a microorganismos bem desenvolvidos, provavelmente avançados demais para terem sido os primeiros seres vivos.
A vida deve ter-se originado ainda antes. Mas a Terra tem apenas 4,6 bilhões de anos e em sua primitiva história aquecida por dentro e bombardeada por fora, apresentava um ambiente inapropriado para as franzinas e delicadas manifestações de vida. Isso deixa apenas um pequeno intervalo de tempo, algumas centenas de milhões de anos no máximo, para que a vida tenha surgido na primitiva Terra.
É notável que, até onde vai nossa compreensão, cada organismo na Terra baseia-se nas mesmas poucas moléculas orgânicas, das quais duas se destacam. Seus nomes já pertencem à linguagem cotidiana: quase todos ouvimos falar delas. Chamam-se proteínas e ácidos nucléicos.
As proteínas controlam a química e a arquitetura de cada célula. Toda enzima é uma proteína. Elas determinam o ritmo segundo o qual outras moléculas interagem. Elas guiam o metabolismo. Os ácidos nucléicos são as moléculas-mestras da vida. Com apenas umas poucas possíveis exceções, contém toda informação hereditária, todo conhecimento sobre como um organismo deve produzir uma nova geração do mesmo tipo de seus pais. Os ácidos nucléicos determinam quais proteínas devem ser feitas e quando. Também possuem a assombrosa – propriedade de fazer cópias idênticas de si mesmos a partir de blocos de construção moleculares cuja síntese haviam dirigido. São as eminências pardas moleculares por trás da vida na Terra.
O Universo consiste na maior parte de átomos de hidrogênio e hélio. Acrescentando-se carbono, nitrogênio e oxigênio, tem-se 99 por cento da massa do Universo. O Sol, Júpiter e os outros planetas gigantes, as estrelas, as galáxias, até o gás e a poeira no espaço entre as estrelas, são feitos principalmente de desses átomos. A Terra, por outro lado, compõe-se basicamente de silício, oxigênio,alumínio e ferro. Isso quer dizer que nosso planeta e os outros pequenos mundos que compreendem o interior do sistema solar são anomalias cósmicas. Apesar disso, os cientistas possuem provas excelentes de que a Terra se formou da mesma enorme nuvem giratória de gás e poeira da qual emergiram o Sol, rico em hidrogênio, Júpiter e o resto do sistema solar.
Assim, se quisermos entender a origem das proteínas e ácidos nucléicos, não podemos imaginar que a atmosfera da Terra primitiva fosse parecida com a atual. Em todo o caso, o oxigênio molecular na atual atmosfera é produzido por plantas verdes, e plantas verdes, naturalmente, não poderiam ter existido antes da origem da vida. Com tais raciocínios, o respeitado químico norte-americano Harold Urey e Stanley Miller, seu estudante de graduação na Universidade de Chicago no começo dos anos 50, prepararam um frasco de vidro contendo as moléculas ricas em hidrogênio que deveriam existir na primitiva atmosfera da Terra: hidrogênio, metano, amônia e água.
Embora de modo algum subestimando a profundidade de nossa ignorância, é espantoso o quanto já aprendemos. Entender a origem da vida já não parece tarefa impossível. O progresso iniciado com Urey e Miller permanece como um marco da ciência moderna, o da compreensão do Universo e de nós próprios.

5691 – Astrofísica – A Surpernova 1987 A


Imagens da Supernova

No ano de 1987, no mês de fevereiro, assistimos a um evento o cataclísmico que ocorreu na Grande Nuvem de Magalhães muito antes do aparecimento do Homo sapiens na Terra. As conseqüência científicas dessa descoberta são inimagináveis. Ela permitirá compreender, com mais exatidão, os processos cataclísmicos que se seguem à morte de uma estrela muito maciça. A determinação e de seu brilho intrínseco tornará possível rever e calibrar as escalas das distâncias em todo o Universo e, em conseqüência, a sua idade. Por outro lado, os físicos e especializados em partículas elementares e os astrofísicos nunca tiveram tão boa oportunidade para estudar o infinitamente pequeno e o infinitamente grande como na ocasião da detecção, na superfície terrestre, dos primeiros neutrinos emitidos pela supernova há 165 mil anos.
O neutrino é uma partícula elementar emitida pelos núcleos atômicos. Habitualmente só interage muito francamente com a matéria. Assim, ele atravessa sem cessar nosso corpo e até mesmo o nosso planeta, a Terra, sem conseqüências. Até hoje não se sabe se o neutrino possui uma massa em repouso. Até fevereiro passado os astrofísicos reocupavam- se em registrar os neutrinos provenientes do Sol. Com a explosão da supernova começou dos neutrinos de origem cósmica, ou intra- solar.

5690 – Paleontologia – Uma Mega Galinha


A imagem de um tiranossauro de uma tonelada e meia recoberto por penugem semelhante à de um pintinho parece até campanha para desmoralizar o mais temível dos dinossauros. Mas é a mais pura verdade, dizem cientistas da China e do Canadá.
Na edição de hoje da revista científica “Nature”, os paleontólogos descrevem o maior dino penoso já descoberto, um membro do grupo dos tiranossauros que eles batizaram de Yutyrannus huali. É um bicho menor e mais primitivo que o célebre Tyrannosaurus rex, o tiranossauro por excelência. Media uns oito metros da ponta do focinho à ponta da cauda, contra quase 13 m do T. rex.
A equipe liderada por Xing Xu, do Instituto de Paleontologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências, achou três esqueletos quase completos do bicho (um deles sem a cauda) na região de Liaoning, nordeste da China.
Liaoning é o paraíso dos dinossauros emplumados. Graças a cinzas vulcânicas de 125 milhões de anos que “mumificaram” os animais do passado, a preservação de tecidos moles, como as penas, é comum nos fósseis de lá.
No tiranossauro chinês, as longas penas filamentosas, de um tipo já visto em outros dinos, aparecem com destaque na cauda, no pescoço e nas patas da frente.
Como a preservação das penas nos fósseis é aleatória, a distribuição delas por várias partes do corpo indica uma presença “extensa” das estruturas no bicho vivo, argumentam os pesquisadores.

GRANDE DEMAIS
O surpreendente, no entanto, é achar um dinossauro gigante como o Yutyrannus com essa cobertura de penas. Embora os cientistas já tenham descoberto dezenas de dinos emplumados, são todos bichos pequenos.
Isso não tem a ver apenas com o fato de que os dinossauros que sobrevivem até hoje, as aves, precisam ser pequenas e leves para poder voar. (Antes que o leitor estranhe: sim, os cientistas hoje classificam as aves como dinossauros.)
Mas a maioria dos dinossauros com penas não era capaz de voar. Isso indica que a função original das estruturas era mantê-los quentinhos.
E, como bichos pequenos perdem calor com muito mais facilidade do que bichos grandes, fazia sentido que só os dinos da categoria peso-pluma fossem penosos.
“Animais grandes correm o risco de superaquecer [é por isso que elefantes e hipopótamos quase não têm pelos]“, diz Corwin Sullivan, pesquisador da Universidade de Alberta (Canadá) e coautor do estudo. “Isso faz com que o Yutyrannus, que é grande e penoso, seja uma surpresa.”
Uma explicação para essa esquisitice pode ser o frio que, segundo estimativas, fazia em Liaoning há 125 milhões de anos. A temperatura média giraria em torno dos 10º C. Também não se pode descartar a possibilidade de que as penas do bicho não tivessem recoberto todo o seu corpo, mas ficassem estrategicamente posicionadas para impressionar parceiros, por exemplo, como a cauda de um pavão.
O fato é que cada vez mais aumenta a lista dos grupos de dinossauros com aparência galinácea. Até 2009, por exemplo, achava-se que as penas eram exclusividade dos terópodes, o grupo dos dinos carnívoros. Nesse ano, porém, outro fóssil chinês mostrou a presença das estruturas em ornitísquios, dinos herbívoros com “bico”.
Pode até ser, por essas e outras, que as penas sejam a “condição ancestral” dos dinossauros, algo presente desde a origem do grupo.

5689 – Por que pigmeus não crescem?


Os pigmeus raramente chegam a 1,50 m de altura, mesmo na idade adulta. Isso porque esses nativos da África Central, cujo nome virou sinônimo de pequeno, não passam pelo período de crescimento rápido que caracteriza a puberdade. Essa deficiência está associada à escassez, no seu organismo, do Fator do Crescimento, como Insulina ou IGF I. Exames destinados a medir esse fator constatam que crianças pigméias possuem 89 nanogramas do IGF I por mililitro de sangue (ng/ml), enquanto crianças americanas têm 108 ng/ml. Um nanograma é igual a um bilionésimo de grama. Na puberdade, a diferença se acentua: 435 ng/ml nos adolescentes americanos e 154 ng/ml no caso dos pigmeus. O curioso é que as crianças pigméias não são as mais baixas: ficam em 18º lugar entre 38 grupos.

5688 – Por que a bússola aponta para o norte?


A bússola aponto para o Norte porque a Terra forma um gigantesco imã que exerce força de atração naquela direção. Desde a antiguidade já se sabia que uma agulha imantada e suspensa por seu centro de gravidade aponta sempre na mesma direção, embora não se soubesse por quê. É provável que os chineses tenham sido os primeiros a aproveitar esse conhecimento, por volta do ano 1100 da nossa era, para se orientar em suas viagens marítimas. Cinco séculos se passaram até que, exatamente em 1600, o médico William Gilbert verificou que, ao aproximar uma agulha imantada de uma esfera magnética – um minério de ferro magnético -, a agulha se orientava de forma semelhante á que se observava na superfície da Terra. A partir daí, Gilbert deduziu que a própria Terra funciona como uma grande imã, cujo campo magnético se orienta na direção que conhecemos como Norte-Sul.

5687 – Como surgiram os nomes das notas musicais?


Os nomes usados para designar as notas musicais tiveram origem nas letras dos diferentes alfabetos, como ainda hoje se usa nos países anglo-saxões, onde o A corresponde ao lá, o B ao si, o C ao do, o D ao ré, o E ao mi, o F ao fá e o 6 ao sol. Nos países latinos e eslavos, a denominação das notas musicais deve-se ao monge italiano Guido Drs&quo;Arezzo, que viveu no século XI. Em seus tratados, ele idealizou um sistema para recordar os tons das sete notas. Para isso, usou as sílabas iniciais de cada verso do Hino a São João Batista: Ut queant laxis/Resonare fibris/Mira gestorum/Famuli tuorum/Solve polluit/Labii reatum/Sancti loannis. Assim surgiram ut, ré, mi, fá, sol, lá – e o si, formado pelas iniciais do nome do santo. Seis séculos mais tarde, em 1693, o nome ut, que era difícil de pronunciar no solfejo – leitura ou entonação dos nomes das notas de uma peça musical -, foi substituído por dó. No entanto, em alguns países, como a França, por exemplo, a primeira nota da escala continua sendo chamada de ut.