6209 – Pão com LSD


A população da cidade entrou em delírio vendo demônios, fantasmas e alguns se jogavam das janelasou tentavam se afogar para escapar de cobras imaginárias.
Um menino de 11 anos tentou estrangular a própria mãe e nem os animais escaparam: um cão ficou mais de 1 hora uivando para o Sol numa praça central. Ao todo, mais de 200 pessoas tiveram algum distúrbio, mais de 30 sofreram alucinações severas e 4 morreram. A população culpou o padeiro, que teria vendido pão envenenado. Os médicos apontaram ergotismo, uma doença transmitida por fungos encontrados nos gãos de trigo. Mas, recentemente foi levantada a hipótese de que a CIA deliberadamente envenenou a comida dos cidadãos de Pont-Saint-Espirit, no sul da França, para fazer uma experiência ultrasecreta para descobrir o efeito da droga em grandes populações. O hospital da cidade ficou superlotado e mais de 70 casas tiveram que ser usadas como ambulatórios de emergência.
O ergotismo, também conhecido como Fogo de Santo Antônio foi responsável por diversos surtos de histeria coletiva na Idade Média.
O LSD foi acidentalmente descoberto pelo químico suíço Albert Holfman em 1943. A CIA foi criada em 1947, para coletar informações relativas a segurança nacional americana. Durante todos os anos 50 e 60, a agência estudou a droga e diversas outras para utiliza-las como soro da verdade, em missões de sabotagem ou para fins de controle mental.
Pelo menos 6 mil homens do exército americano serviram de cobaias para tal projeto.

6208 – Mega Byte, a Ciência da Computação


Em 1883, o físico francês Edmund Belquerel e o inglês Michel Faraday observaram que certas substâncias, conhecidas hoje como semicondutores, apresentavam características interessantes. Porém, como não se encontrou na ocasião um uso prático para elas, foram deixadas de lado. O semicondutor renasceu no fim da década de 1930, quando crescia o medo da guerra na Europa. Foram os ingleses que pensaram em reeforçar a segurança fornecida no Canal da Mancha, tentando desenvolver novos componentes eletrônicos para detectar aviões inimigos.
Sucessivas descobertas no campo da Física, tornaram possível um grande salto tecnológico. O mais importante foi o circuito integrado, conhecido também como chip, fabricadoi com 1 simples pedaço de material semicondutor chamado silício. Desde 1959, o n° de transístores que podem ser comprimidos em 1 chip cresceram de 1 para vários milhões. Com isso, o desempenho melhorou mais de 10 mil vezes.
Para enganar os átomos de silício, eles são dopados com impurezas. Como o arsênio tem 5 elétrons no seu anel externo, assim os 4 elétrons de silício se ligam a 4 de arsênio, deixando um livre de fora para se mover.
Os mais rápidos componentes eletrônicos de hoje dos computadores podem passar de ligado para desligado em 1 bilionésimo de segundo. O uso de laser no lugar dos fios elétricos poderá aumentar em até 100 vezes a velocidade de comunicação entre os chips de um computador, segundo estimativas. Um chip quântico, por sua vez, será 100 vezes menor que 1 convencional.

6207 – Arma de Guerra virou Tecnologia Espacial – Charles Stark Drapper


Ele criou o sistema inercial de mísseis, usado também por naves como a Apollo, que levou os primeiros homens à Lua em 1969.
É frequentemente citado como o pai dos sistemas de navegação inercial. (Windsor, 2 de outubro de 1901 — Cambridge, 25 de julho de 1987).
A National Academy of Engineering concede anualmente o Prêmio Charles Stark Draper, visando o desenvolvimento da engenharia e a educação pública sobre a mesma. É um dos três prêmios que constituem o Nobel de Engenharia – os outros são o Prêmio Russ e o Prêmio Gordon. O agraciado em cada um deles recebe 500 mil dólares. O prêmio homenageia Charles Stark Draper, pai dos sistemas de navegação inercial, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e fundador do Draper Laboratory.

6206 – Zoologia – Mais sobre os tamanduás


São animais que habitam exclusivamente países sul-americanos, sendo representados por 3 gêneros.
O menor de todos, o tamanduá didatylus é um pequeno animal com pouco mais de 20 cm e que vive sobre as árvores. Possui cauda comprida e pênsil, semelhante a dos macacos, sendo nua na parte inferior. Habita alguns estados do norte do Brasil. Outra espécie interessante é o tamanduá-mirim, com tamanho maior que o anterior, mais ou menos 60 cm, do focinho a raíz da cauda, tendo esta última 30 cm.
A maior espécie é o tamanduá-bandeira, que mede 1,30 m de comprimento do focinho a base da cauda, que possui 80 cm. São animais de regime alimentar exclusivamente insetívoro, sendo os maiores predadores das formigas. Todas as espécies tem a cabeça comprida e pontuda. A boca é tuboliforme, com língua fina longa e extensível, coberta de abundante saliva viscosa. São animais pacatos, mas quando provocados ou atacados, levantam-se sobre as patas traseiras, e esperam o agressor com um abraço que é quase sempre mortal enterrando suas possantes garras no corpo do inimigo. São possuidores de força descomunal, principalmente o bandeira, que é capaz de matar um homem ou até mesmo uma onça. A fême tem uma cria de cada vez, o qual anda agarrado às suas costas quando ainda muito novo.

6205 – Cinema & Tecnologia – Ollie Johnson e Frank Thomas


A dupla de cientistas desenvolveu técnicas usadas para criar os desenhos animados de Walt Disney,a começar por Branca de Neve e os 7 Anões.
Oliver Martin Johnston, Jr. (31 de outubro de 1912 – 14 de abril de 2008) foi um grande técnico de animação da Disney. Ele era um animador no Walt Disney Studios 1935-1978, e tornou-se um começo animador dirigindo com Pinóquio , lançado em 1940. Ele contribuiu para a maioria dos recursos de animação Disney, incluindo Branca de Neve e os Sete Anões , Fantasia e Bambi.
Ele foi reconhecido pela The Walt Disney Company com o Prêmio Lenda da Disney em 1989. Seu trabalho foi reconhecido com a Medalha Nacional de Artes em 2005.
Johnston co-autoria, com Frank Thomas , a referência livro Disney Animation: The Illusion of Life , que continha os 12 princípios básicos da animação . Este livro ajudou a preservar o conhecimento das técnicas que foram desenvolvidas no estúdio. A parceria de Frank Thomas e Ollie Johnston é carinhosamente apresentado no documentário Frank e Ollie , produzido pelo filho Thomas Theodore .

Na década de 1960, Ollie adquiriu e restaurou um full-size de bitola estreita Porter locomotiva a vapor, que ele chamou de “Marie E.” Em 10 de maio de 2005 ele correu durante um evento privado de manhã cedo, na estrada de ferro Disneyland . Até o momento, a única vez que a The Walt Disney Company permitiu o uso externo de equipamentos ferroviários, para rodar em qualquer Resort Disney. Este motor foi vendido a John Lasseter (de Pixar Studios fame). O motor é totalmente operacional e correu recentemente em Santa Margarita Ranch, perto de San Luis Obispo, CA, em maio de 2007.

Instituições Científicas – O MIT


O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (em inglês, Massachusetts Institute of Technology, MIT) é um centro universitário de educação e pesquisa privado localizado em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos.
O MIT é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia, bem como outros campos, como administração, economia, linguística, ciência política e filosofia. Dentre seus preeminentes departamentos e escolas, destacam-se: Sloan School of Management, Lincoln Laboratory, Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory, Media Lab e Whitehead Institute.
Dentre os professores e ex-alunos do MIT estão incluídos vários políticos, executivos, escritores, astronautas, cientistas e inventores preeminentes. O MIT já produziu mais de 70 Prêmio Nobel, oito dos quais são membros do seu corpo docente atual.
No início de 1859, a Assembléia Legislativa do Estado de Massachusetts criou uma proposta de uso das terras recém-inauguradas em Back Bay, em Boston, para um museu e um Conservatório da Arte e Ciência. Em 1861, o Estado de Massachusetts aprovou uma carta para a incorporação do “Instituto de Tecnologia de Massachusetts e Sociedade de História Natural de Boston” apresentado por William Barton Rogers. Rogers procurou estabelecer uma nova forma de ensino superior para enfrentar os desafios colocados pelo rápido avanço da ciência e tecnologia durante meados do século 19 com os quais as instituições clássicas estavam mal preparadas para lidar com esse avanço.
Por razão do conflito aberto durante a Guerra Civil eclodir poucas semanas após ter recebido a carta, as primeiras aulas do MIT tiveram que ser realizadas em um espaço alugado no edifício da Junta Comercial no centro de Boston em 1865. Apesar de que era para ser localizado no centro de Boston, a missão do novo instituto correspondeu a intenção de “1862 Morrill Land-Grant Colleges Act” para financiar as instituições: “promovendo a educação liberal e a prática das classes industriais.”
Embora o estado de Massachusetts fundar o que viria a ser a Universidade de Massachusetts, nos termos do presente ato, o MIT também seria uma escola com concessão de terras. Dessa forma, tiveram que ir em direção a novos edifícios em Back Bay de Boston, em 1866; MIT foi chamado de “Boston Tech”. Durante o próximo meio século, o foco da ciência e curriculo da engenharia foram primordialmente vocacionais invés de teóricos. MIT rejeitou a proposta de Harvard de unir MIT com Harvard’s Lawrence Scientific School.
O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na cidade de Cambridge (adjacente a Boston), é uma das instituições universitárias mais importantes dos EUA e do mundo, proporcionando educação em áreas como ciência ou tecnologia a cerca de 10 mil estudantes distribuídos em suas seis escolas:
Arquitetura e urbanismo
Engenharia
Humanidades, artes e ciências sociais
Gestão (Negócios)
Ciências
Escola Whitaker de Ciências da Saúde e Tecnologia
Além disso, um grande número de pesquisadores e professores participam de seus programas, laboratórios, bibliotecas e demais centros de pesquisa, entre os quais encontram-se os melhores em educação, administração, indústria, engenharia e outras profissões. Prova disso são os 47 prêmios Nobel que estudaram em suas salas de aula.
Ao longo dos seus anos de funcionamento, o MIT estabeleceu contato com outras universidades, governos e empresas em todos os países do mundo, o que resultou em uma rica mescla de pessoas, idéias e programas que têm como objetivo melhorar o bem-estar no mundo.
Porém, estudar no MIT não é somente dedicar-se às questões acadêmicas profissionais; há tempo também para o lazer, por meio de sua extensa agenda cultural: encontros, conferências, seminários, dança, cinema, desportos, teatro, artes visuais, concertos… tudo o que se possa imaginar e mais, nos sete dias da semana.

Se você decidir estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, terá várias possibilidades de alojamento: dentro do campus, dependendo de estar cursando graduação ou pós-graduação, ou fora do campus.
Os estudantes de graduação têm a possibilidade de se alojarem em uma das 11 residências ou 5 casas culturais, nas quais poderão crescer nos aspectos pessoal, social e acadêmico. Os quartos são individuais e estão mobiliados com cama, mesa, cadeira, luminária e armário. Além disso, as residências dispõem de serviços de lavanderia, salas de televisão, de jogos, de música e de computadores, e cada quarto dispõe de conexão de internet.
O MIT dedica uma grande parte do seu orçamento para ajudar os estudantes a financiar seus estudos nessa instituição. Em 2006, a universidade investiu aproximadamente US$ 42 milhões em bolsas de estudo, valor que se soma aos US$ 5,3 milhões que os estudantes receberam de ajudas estaduais. Dessa forma, três de cada quatro estudantes do MIT recebem ajuda financeira. As decisões sobre admissão não levam em conta a situação financeira do estudante; todo estudante que necessite de ajuda econômica a receberá durante o tempo de duração dos seus estudos.
Para optar por alguma dessas bolsas e auxílios, o estudante estrangeiro deverá preencher o Formulário para Solicitação de Ajuda Financeira a Estudantes de outros Países, que poderá ser encontrado em sua página da internet.
Além disso, informações bastante completas estão disponíveis na página da internet Escritório de Ajuda Financeira da universidade.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts é uma das melhores instituições do EUA em proporcionar educação aos estudantes de todo o mundo. De acordo com essa linha, seus programas de doutorado e mestrado são dos mais completos e importantes dos EUA, razão da sua grande demanda.
Sua página da web contém uma relação com todos os cursos oferecidos, além de dispor de toda a informação necessária para inscrição. Entre esses programas, destacam-se os mestrados em:
Ciência
Computação
Engenharia
Arquitetura
Urbanismo
Administração e Negócios
Meio Ambiente
Quanto aos programas de doutorado, destacam-se:
Filosofia
Ciências

6204 – Mega Byte, a Ciência da Computação – Douglas Engelbart, quem foi esse?


Criador em 1965, do mouse, a peça que movimenta a seta na tela dos PCs e permite lhes passar instruções. Nascido em 30 de janeiro de 1925, hoje com 87 anos, ele é um pioneiro na interação entre humanos e computadores, cuja equipe desenvolveu o hipertexto, computadores em rede e os precursores de interfaces gráficas; e por estar comprometido e defender o uso de computadores e redes para ajudar a solucionar os cada vez mais complexos e urgentes crescentes problemas do mundo atual.
Foi bacharelado em engenharia eletrônica pela Universidade Estadual de Oregon em 1948.
Engelbart não tinha quaisquer planos de carreira mas interessava-se bastante por radares, então uma das novas tecnologias militares, pelo que no fim do primeiro ano de Universidade submeteu-se a um teste da Marinha dos Estados Unidos. Embora não tivesse interesse em seguir uma carreira militar, Engelbart passou o teste e foi aceite num programa de formação com um ano de duração.
Em 1945, enquanto esperava a dispensa do serviço militar num hospital da Cruz Vermelha nas Filipinas, deparou-se com um artigo de uma revista que o fascinou: intitulava-se “As we may think” (Como poderemos pensar), da autoria de Vannevar Bush, e discutia o futuro emprego das máquinas como complemento do intelecto humano.
Este artigo, aliado à sua experiência como técnico de radar, moldaram visivelmente a forma como Engelbart veio a imaginar os computadores, e a forma como estes deveriam mostrar a informação.
Após a graduação, conseguiu um emprego no laboratório aeronáutico de Ames (Ames Aeronautical Laboratory), em Mountain View, Califórnia, como engenheiro electrônico.

Existiam muito poucos computadores no país e a única forma de os operar era recorrer ao uso de cartões perfurados, mas Engelbart já imaginava que a relação Homem – máquina poderia ser muito facilitada, desde que as ferramentas que permitissem esse relacionamento pudessem ser desenvolvidas. Contudo, precisou de quase 10 anos para encontrar alguém que levasse a sério as suas ideias.
Em 1951, Engelbart decidiu entrar mais a fundo no mundo dos computadores, e deixou Ames para ingressar na Universidade de Berkeley, na Califórnia, que na altura conduzia um projecto de construção de um computador digital para utilização generalizada.
Embora só tenha tocado num computador em 1953, e não tenha conseguido convencer nenhum dos seus colegas a investigar as suas ideias, Engelbart obteve o doutoramento em engenharia eletrônica com especialização na vertente de computadores em 1955, e permaneceu mais um ano na Universidade lecionando.
Esperando desenvolver algumas das patentes obtidas ao longo do seu trabalho de doutoramento para assim conseguir obter financiamento para as suas pesquisas, Engelbart começou um pequeno negócio, que encerrou em 1957 ao aperceber-se de que a indústria de semicondutores ia cair por terra muitas das suas anteriores pesquisas.
Foi então trabalhar para o Stanford Research Institute, em Menlo Park, Califórnia, onde conseguiu persuadir a direcção a aplicar uma parte do orçamento destinado a investigação e desenvolvimento nos seus esforços.
O lançamento da nave espacial russa Sputnik, em 1957, acabou também por contribuir para o desenvolvimento das ideias de Engelbart, pois ao ver a sua superioridade tecnológica comprometida, o governo dos EUA lançou a ARPA (Advanced Research Projects Agency), um projecto destinado a financiar novos projectos de investigação científica que pudessem ajudar o país a recuperar o seu tradicional avanço e poderio.
Assim, em 1963, a ARPA atribuiu a Engelbart o financiamento necessário para que este construísse um laboratório que permitisse levar a tecnologia dos computadores a uma nova etapa. O cientista deu-lhe o nome de Augmentation Research Center, e aí criou o On-Line system (NLS), o primeiro ambiente integrado para processamento de ideias. O sistema utilizava várias ferramentas novas, (que hoje em dia se consideram corriqueiras), como um rato para selecção no ecrã, teleconferência em ecrãs partilhados, ligações por hipertexto, processador de texto, e-mail, sistemas de ajuda online e um ambiente de janelas.
Em 9 de dezembro de 1968 Engelbart e o seu grupo demonstraram o equipamento na “Fall Joint Computer Conference”, em San Francisco, usando perante uma vasta audiência acessórios como um teclado, um mouse, e um microfone colocado na cabeça.
Foi o primeiro modelo funcional do que seriam os computadores do futuro.
No principio da década de 1970, a ARPA decidiu cancelar o financiamento, e o Augmentation Center acabou por fechar as portas em 1977.
Engelbart, contudo, foi trabalhar para a Tymshare, Inc., empresa que tinha adquirido o sistema de teleconferência que ele demonstrara em San Francisco, em 1968, e aí ficou mesmo depois da companhia ser adquirida pela McDonnel Douglas Corporation, em 1989.

6203 – Oftalmologia – Lente de contato já vem com colírio para glaucoma


Uma equipe de farmacêuticos brasileiros está desenvolvendo um dispositivo oftalmológico capaz de facilitar o combate ao glaucoma, mal que afeta o nervo responsável por levar informações visuais do olho ao cérebro.
Após três anos de pesquisa, o Centro de Química e Meio Ambiente do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) já consegue fabricar lentes de contato que liberam timolol, composto presente em diversos colírios indicados para o tratamento dessa doença ocular.
Com isso, o medicamento acaba sendo depositado sobre o olho dia após dia e em pequenas doses. Fabricados a partir de silicone, os dispositivos conseguiriam manter a difusão do colírio de forma ininterrupta por até 30 dias.
De acordo com o coordenador do projeto, o farmacêutico e bioquímico José Roberto Rogero, o produto facilitaria a vida dos idosos que têm glaucoma. Eles têm mais dificuldade em pingar colírios sozinhos, por exemplo, desperdiçando “grandes quantidades de remédios nem sempre baratos”.
Além disso, o paciente idoso pode acabar esquecendo a hora de pingar o colírio, risco que é eliminado com a lente.
O olho é uma estrutura preenchida, em parte, por um líquido chamado humor aquoso. O glaucoma surge quando um indivíduo continua produzindo o humor aquoso, mas encontra dificuldades para escoá-lo. O resultado é o aumento da pressão sobre o nervo óptico, com a gradativa perda da visão.
O timolol retarda as atividades do chamado processo ciliar, conjunto de células responsáveis pela fabricação desse líquido.
Um professor de oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que o efeito do glaucoma “ocorre lentamente, da periferia das imagens em direção ao centro”. Sem tratamento, a cegueira total vem em 15 ou 20 anos.
Dados de uma pesquisa feita na UFPR (Universidade Federal do Paraná) indicam que, entre indivíduos com mais de 80 anos, a incidência da doença atinge a marca de 6,5%, diz Maynart.

6202 – Cinema – A Guerra dos Mundos


Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.
O filme custou 132 milhões de dólares e foi um dos maiores sucessos de bilheteria de 2005, ao lado de Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith, Harry Potter e o Cálice de Fogo e As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
O filme é baseado num livro de H.G. Wells que já havia sido adaptado para o cinema em 1953; tanto o filme antigo quanto o livro também recebem o nome de Guerra dos Mundos.
Tudo começa com algumas imagens e a voz de um narrador (voz esta que pertence a Morgan Freeman), que falam do ser humano|homem e seu domínio sobre a Terra, e sobre seres intelectualmente superiores a nós que vêm nos estudando há muito tempo, e que agora decidiram traçar seus planos contra nós.
A história começa em um dia comum em que Ray(Tom Cruise) volta para casa para receber os filhos, Rachel(Dakota Fanning) e Robbie(Justin Chatwin), que atualmente moram com a mãe, Mary(Miranda Otto), e o padrasto, Tim. Coisas como a falta de leite e Rachel e Robbie terem que dividir o quarto apesar da grande diferença de idade e de sexo mostram que Ray certamente não estava preparado para receber os filhos. Apesar disso, outras coisas chamam a atenção de Ray, como a estranha tempestade que se forma perto de sua residência. A tempestade primeiramente gera fortes ventos que estranhamente sopram na direção dela. E depois, ela libera uma série de estranhos raios que, além de serem desacompanhados de trovões, atingem sempre o mesmo lugar.

Cartaz do filme baseado no clássico de ficção

6201 – Biologia – Última tartaruga de espécie gigante morre em Galápagos


Folha Ciência

Uma tartaruga gigante que era a última de sua subespécie morreu nas ilhas Galápagos no domingo (24-06), segundo informou o Parque Nacional local.
Lonesome George (George Solitário, em tradução livre) tinha idade estimada entre 90 e cem anos –sua subespécie, a Geochelone nigra abingdoni, pode chegar a viver 200. Uma autópsia será realizada para determinar a causa da morte.
Sem crias e na falta de um outro indivíduo conhecido de sua subespécie, George Solitário ficou conhecido como a criatura mais rara do mundo.
Ao longo de décadas, ambientalistas tentaram, sem sucesso, fazer com que a tartaruga de Galápagos se reproduzisse com fêmeas de subespécies geneticamente parecidas.
Autoridades do Parque Nacional da Ilha de Pinta disseram que George Solitário foi encontrado morto em sua cerca por Fausto Llerena, o homem que cuidava dele havia 40 anos.

Um símbolo de Galápagos
George Solitário foi identificado na ilha de Pinta pela primeira vez em 1972, por um cientista húngaro. Na época, acreditava-se que sua subespécie já havia sido extinta.
A tartaruga, então, tornou-se parte de um programa de procriação no Parque Nacional de Galápagos. Depois de 15 anos em que ele viveu ao lado de uma tartaruga fêmea vinda de um vulcão próximo, George acasalou, mas os ovos não eram férteis.
Ele também compartilhou seu espaço com tartarugas fêmeas da ilha espanhola São Domingos, mas, novamente, foi incapaz de procriar.
George Solitário se tornou um símbolo de Galápagos, que atraem 180 mil visitantes por ano.
Autoridades do parque de Galápagos afirmam que o corpo da tartaruga provavelmente será embalsamado para ser lembrado por gerações futuras.
As tartarugas eram abundantes nas ilhas Galápagos até o final do século 19, quando começaram a ser caçadas por pescadores e marinheiros, atraídos pela carne do animal. Aí começou seu processo de extinção.
As diferenças na aparência das tartarugas das diferentes ilhas de Galápagos foram um dos elementos usados por Charles Darwin para formular sua Teoria da Evolução.
Cerca de 20 mil tartarugas gigantes de outras subespécies ainda vivem nas ilhas.

Nem a bigamia salvou a tartaruga
Em 1993, não tendo encontrado outro animal da mesma subespécie que George, os cientistas optaram por “casá-lo” com duas fêmeas da subespécie Geochelone nigra becki, a mais geneticamente semelhante possível, mas ele não se interessou pelas pretendentes. Esperava-se que fosse diferente com as novas companheiras.

6200 – Viagem ao coração de um buraco negro


Sabemos que existe um buraco negro gigante no centro da maioria das galáxias, inclusive na nossa, um monstro de 4 milhões de massas solares. No dia 13 de junho, a sonda espacial NuSTAR -equipada com um telescópio que detecta raios X- foi lançada para examinar em detalhe o que ocorre no nosso gigantesco ralo cósmico.
Segundo a teoria da relatividade geral de Einstein, a gravidade pode ser explicada como resultado da curvatura do espaço em torno de um objeto com massa: quando maior a massa do objeto, mais curvo o espaço à sua volta, e maior sua atração sobre corpos vizinhos. Quanto mais curvo o espaço, mais difícil é escapar da sua gravidade.
O buraco negro é o caso no qual o espaço é tão curvo que nada escapa de sua atração, nem mesmo a luz. Para “ver” um buraco negro é preciso olhar para o entorno dele.
Para Einstein e a maioria dos físicos, os buracos negros são um grande desafio. A maioria deles são restos de estrelas que, ao morrer, implodem como balões furados. O problema é que, durante a implosão, a gravidade vai ficando cada vez mais forte. E a implosão não para. No centro da estrela em colapso se forma uma “singularidade”, um ponto onde a gravidade é infinitamente forte e as leis da física deixam de fazer sentido.
A singularidade é circundada pelo “horizonte”, a esfera que separa a estranheza do buraco negro do mundo exterior. Se você ultrapassar o horizonte, nunca mais escapa: seu destino é continuar até a singularidade, onde será triturado por completo. Mas não há nada a temer, pois bem antes disso seu corpo será esticado feito espaguete e rasgado.
Einstein nunca gostou de teorias que deixam de fazer sentido. Em 1935, escreveu um artigo com Nathan Rosen no qual sugeriu que o centro de um buraco negro é uma ponte para outro local no Universo (ou mesmo para outro universo), e que do outro lado existe um “buraco branco”, o oposto do buraco negro, um ponto de onde surge matéria, como uma cornucópia cósmica.
Esses “buracos de minhoca”, como ficaram conhecidas as pontes de Einstein-Rosen, vêm inspirando incontáveis histórias e filmes de ficção científica, pois, em princípio, permitem viagens a velocidades maiores do que a da luz. Infelizmente, fora a total falta de evidência de buracos brancos, para manter as duas bocas do buraco de minhoca abertas é necessário um tipo de matéria que tem energia “negativa”, até hoje nunca vista.
A coisa piora se a teoria de Stephen Hawking, que prevê que buracos negros evaporam lentamente, estiver correta. Afinal, se evaporarem, tudo o que resta é a singularidade nua, o ponto absurdo. Horrorizados, físicos propuseram que algo protege essa nudez, a Conjectura de Censura Cósmica.

Qualquer que seja o destino da singularidade, é incrível que buracos negros tenham sido inventados antes de ser descobertos, um casamento quase mágico da imaginação com o Cosmo. É como se a natureza nos dissesse: arrisquem mesmo, sonhem alto. E estejam sempre abertos para o inesperado, pois ele está sempre à espreita.

Marcelo Gleiser, astrônomo brasileiro

6199 – O que é a consciência humana?


Descartando o argumento religioso – segundo o qual a consciência está em sua alma (ou espírito) e independe do seu corpo físico – é preciso procurá-la em seu cérebro, órgão que pesa 1,3 quilo e tem a consistência de um ovo mole.
Os neurologistas e biólogos sabem que esse filme que só você assiste – e que reúne a história da sua vida, preferências, emoções, enfim, a sua identidade – tem origem em uma série de atividades integradas no seu cérebro. De acordo com eles, a capacidade de representar o mundo na mente não passa de um traço evolutivo, assim como a nossa habilidade para a locomoção. Na prática, o que os cientistas querem dizer com isso é que, de certa forma, outras espécies também têm consciência.
Enquanto uma anêmona do mar, por exemplo, se expande ou se contrai diante da presença da luz solar, o homem tem uma série de instrumentos para representar o ambiente de uma forma bem mais sofisticada. Diante de um risco de assalto iminente, por exemplo, sentimos medo, tentamos antecipar visualmente o que pode acontecer, calculamos a chance de escapar, nos lembramos das pessoas que amamos, enfim, nosso cérebro realiza simultaneamente uma série de atividades. E, após essa experiência, esses acontecimentos – assim como os sentimentos envolvidos nele – são registrados para que você se sinta ruim novamente diante de outra ameaça – e tenha mais chances de sobreviver.(Tudo muito impessoal, logicamente)
Ao comer uma comida diferente, por exemplo, surgiria uma mudança nas conexões do seu cérebro. “Quanto mais o mundo passa a ter significado para você, mais conexões são feitas em seu cérebro”. Hoje, ações do nosso cérebro podem ser monitoradas por meio da técnica de tomografia por emissão de pósitrons, que mede a quantidade de energia que cada área consome em cada uma dessas atividades. O resultado dessas pesquisas tem revelado que as diversas atividades responsáveis pela nossa consciência requerem o casamento de várias regiões. Ou seja: o que faz de você você é a soma de todas as representações que você faz dos outros e do seu ambiente, que podem se expandir a cada dia, desde que você mantenha sua consciência aberta.

6198 – O que causou as Eras Glaciais?


Na história da Terra, as Eras Glaciais são períodos em que grossas camadas de gelo cobrem vastas áreas do planeta. Algumas delas duraram milhões de anos e alteraram o relevo, a vegetação e a vida animal dos continentes. A mais antiga delas se deu há mais de 570 milhões de anos e a mais recente, de menor escala (e, por isso, chamada de Pequena Era do Gelo), começou no século 16 e durou cerca de 3 séculos na Europa, atingindo o seu pico em 1750.
Os pesquisadores sabem que essas pequenas eras do gelo ocorrem a cada 20 000 a 40 000 anos, e que as de grande duração ocorrem em um intervalo de cerca de 100 000 anos. O matemático sérvio Milutin Milankovitch (1879-1958) foi o primeiro pesquisador a se debruçar seriamente sobre o tema. Ele propôs que os períodos de glaciações eram provocados por mudanças na quantidade de energia solar absorvida na Terra devido a pequenas irregularidades na órbita do nosso planeta em volta do Sol. Essas pequenas variações resultariam em quedas abruptas de temperatura. A questão, contudo, não foi inteiramente esclarecida em razão de os cientistas saberem que as recentes flutuações na órbita do planeta foram capazes de influenciar no máximo em 1% a absorção da energia solar pela Terra – o que seria insuficiente para explicar as grandes glaciações.
Outra possível causa das glaciações seria a diminuição, no passado, da concentração de gases como o gás carbônico na atmosfera, cuja escassez provoca queda da temperatura da Terra. A questão é: a redução do gás carbônico na atmosfera foi a causa dessas glaciações ou essa diminuição na concentração do gás já teria sido resultado delas? O que teria provocado essa mudança de concentração dos gases na atmosfera nas últimas Eras Glaciais e como controlá-la?
Dependendo da resposta, os cientistas esperam saber, por exemplo, como combater com eficiência o aquecimento global provocado pelo aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera – desta vez pelas mãos humanas.

6197 – Desenvolvimento (IN) Sustentável – Até quando a Terra aguenta?


A Terra já começou a dar sinais de que está respondendo às agressões ao ambiente. No momento, a ameaça maior – como você está cansado de saber – é o aquecimento global. O 4º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, (IPCC, na sigla em inglês), revelou que o problema já está entre nós e tem causado mudanças no clima e na vegetação em vários continentes.
“Poucos, mesmo dentre os cientistas do clima e ecologistas, parecem perceber plenamente a gravidade potencial, ou a iminência, do desastre global catastrófico”, alerta o cientista britânico James Lovelock, que ficou famoso na década de 1970 por ter concebido a Teoria de Gaia, que trata a Terra como um organismo vivo. Em seu livro A Vingança de Gaia, ele diz que a questão não é mais se vai ou não acontecer uma catástrofe – e tão simplesmente qual será o tamanho do estrago.
É improvável que a nossa espécie inteira venha a ser extinta. “O que está em xeque é a civilização”, diz James Lovelock.
Apesar do aquecimento estar batendo em nossa porta, ainda há cientistas que apostam na capacidade de recuperação da própria Terra. A questão é: o que há de exagero e o que há de verdade nesses relatórios. Até alguns anos atrás, o maior ataque às previsões catastróficas feitas pelos ambientalistas foi feito pelo estatístico dinarmaquês Bjorn Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético, escrito no início da década. De lá para cá, o número de pesquisadores que se arriscam a fazer previsões otimistas têm diminuído bastante. Na melhor das hipóteses, eles prevêem que o aumento da temperatura no planeta causará, sim, danos ao ambiente. Mas nada comparado aos efeitos especiais das devastações dos filmes de Hollywood.
Já para os ambientalistas que se consideram realistas, as conseqüências serão dramáticas e podem ser concretizadas já nas próprias décadas. Elas incluem a elevação do mar entre 9 e 88 centímetros, a desertificação de grandes áreas, falta crônica de água e a extinção de mais de um terço de todas espécies que vivem no planeta.

6196 – Há uma ordem no Universo?


Einstein começou essa busca. Em 1916, após concluir sua Teoria da Relatividade Geral, que versava sobre a gravidade, ele se perguntou se era possível integrá-la à outra força conhecida até então: o eletromagnetismo. Einstein passou os últimos anos de sua vida tentando, mas não encontrou a resposta. Em compensação, outros físicos trataram de fazer perguntas que o deixariam maluco. Ao longo do século 20, foram descobertas e descritas outras duas forças da natureza – a força nuclear forte, responsável por colar as partículas que compõem os núcleos atômicos, e a força nuclear fraca, que atua em escala ainda menor.
A tarefa passou então a ser unir todas essas forças numa única teoria, algo que ainda está longe de virar realidade. O maior sucesso até agora foi reunir a força eletromagnética com a força nuclear fraca, produzindo uma teoria eletrofraca e, posteriormente, com a força forte. O arranjo que costura esses 3 elementos é o chamado Modelo Padrão da Física de Partículas – um arcabouço que reúne tudo que é comandado pela mecânica quântica.A idéia por trás da unificação das forças é a de que, no princípio do Universo, elas eram todas a mesma coisa. Foi justamente a evolução do Cosmos que fez com que as forças se separassem. Sabe-se que, conforme compactamos partículas para que elas simulem o ambiente nos primeiros instantes após o big-bang, as 3 forças “quânticas” convergem. A dúvida é se a força da gravidade vai se juntar ao bando.
A aposta mais quente hoje em dia para conseguir encaixar a gravidade é a Teoria das Supercordas. Ela se diz capaz de unificar as 4 forças da natureza. O problema é que a matemática envolvida nela é tão complexa que ninguém conseguiu resolvê-la a contento. Além disso, não sabemos sequer se existem apenas 4 forças no Universo. É possível que você tenha ouvido falar da energia escura – um negócio misterioso que age contra a gravidade e está acelerando a expansão do Cosmos. Pois é, algumas das descrições teóricas supõem que essa energia possa ser uma 5a força no Universo.
Talvez você se pergunte: para que precisamos unificar essas teorias?
Em 99,9% dos casos, de fato, não precisamos. Mas a construção de modelos sobre o nascimento do Universo e o interior de buracos negros exigem a união entre a gravidade e a mecânica quântica. Resta saber, contudo, se essa unificação é realmente possível ou não passa de uma incapacidade humana de lidar com o caos.

6195 – Os animais pensam?


A barreira intelectual que separa os homens dos animais é bem menor do que se imaginava.
Dois estudos pioneiros, nas décadas de 1950 e 1960, foram fundamentais para diminuir essa distância. O primeiro, realizado na ilha de Koshima, no Japão, detectou que os macacos da região eram capazes de aprender novas técnicas para se alimentar a partir da mudança do hábito de um dos seus pares. A pesquisa revelou que um jovem macaco provocara uma pequena revolução na ilha ao passar a lavar a batata-doce num pequeno braço d’água antes de comê-la, ato que passou a ser repetido por três quartos de todos os macacos jovens da ilha. A descoberta provou que o homem não era o único a transmitir um comportamento socialmente adquirido – não transmitido geneticamente nem aprendido individualmente. O segundo estudo foi o da inglesa Jane Goodall que, ao conviver com chimpanzés na Tanzânia, provou que esses primatas tinham uma complexa vida social, uma linguagem primitiva com mais de 20 sons e a capacidade de usar diversas ferramentas para obter alimento – algo considerado exclusivo da nossa espécie. Além disso, os pesquisadores sabem que mamíferos como baleias, golfinhos e elefantes conseguem aprender e ensinar.
Como até a ONU já reconheceu que não dá mais para tratar os grandes primatas como animais comuns (o secretário-geral da ONU Kofi Annan escreveu que, “assim como nós, eles têm autoconsciência, cultura própria, ferramentas e habilidades políticas”), é bem possível que, no futuro, o homem venha a descobrir que se comportou diante dessas espécies com a mesma arrogância das velhas teorias de superioridade racial.

6194 – Estamos sós no Universo?


Conhecida como ALH 84001, é um meteorito de 2 quilos originário de Marte que foi encontrado em 1984, pela Nasa, em meio ao gelo da Antártida. Como ele tem pequenas cavidades e compostos que parecem ter sido feitos por bactérias, parte da comunidade científica levantou a hipótese de que esse seria um sinal de que houve formas de vida no passado marciano – enquanto outra parte, mais cética, diz que não há como provar que essas cavidades não foram feitas após sua queda na Terra.
O fato é que, apesar de hipóteses feitas a partir de estimativas de como deve ser a atmosfera de planetas distantes, o acesso que temos aos outros corpos celestes ainda é escasso. O caso de Marte é exemplar: desde que as sondas Viking 1 e 2, nos anos 70, começaram a vasculhar o planeta, não conseguimos ainda trazer amostras fresquinhas para análise. Ainda assim, o planeta vermelho continua sendo a melhor opção para a busca por vida extraterrestre. Por quê? Porque os cientistas sabem que Marte teve água em estado líquido no passado, substância essencial à formação das cadeias químicas responsáveis pela vida.
Além de Marte, outro candidato em nosso sistema solar para abrigar vida é Europa, uma das numerosas luas de Júpiter. Por estar muito mais distante do Sol do que a Terra, Europa seria um congelador pouco propício à vida, não fosse por um detalhe: o peso de Júpiter produz tamanho efeito gravitacional no satélite que chega a derreter parte do gelo no seu interior. O resultado é um oceano de água líquida localizado abaixo de vários quilômetros de gelo que poderia, sim, abrigar vida. Mas, como nenhuma sonda sequer chegou a Europa, tudo não passa de uma hipótese. De qualquer forma, os cientistas sabem que, se houver vida passada ou presente em nosso sistema solar, ela provavelmente será composta de seres unicelulares relativamente simples, como bactérias. A saída então é caçar novos candidatos em rincões mais distantes do Universo.
Dos mais de 200 planetas conhecidos fora do nosso sistema solar, um deles, localizado ao redor de uma estrela chamada Gliese 581, foi alçado recentemente a candidato número 1 à vida. Tudo por ser, ao menos em tese, parecido com a Terra – com uma temperatura estimada entre 0 e 40 oC e provável presença de água. Por enquanto, saber na prática se ele abriga alguma forma de vida é impossível.
Uma forma mais eficiente de buscar vida no Universo é tentar encontrar rastros da atmosfera desses astros. Os dois maiores projetos espaciais voltados para esse objetivo são o Terrestrial Planet Finder (“Localizador de Planetas Terrestres”), da Nasa, e o Darwin, da Agência Espacial Européia (ESA). Eles poderão detectar a luz desses mundos distantes com qualidade suficiente para encontrar “assinaturas” que denunciem, por exemplo, que gases estariam presentes na atmosfera desses planetas. Caso haja uma quantidade grande de oxigênio e vapor d’água em sua composição, a chance de que ali exista vida passa a ser grande. Ainda assim, não haverá garantia nenhuma de que existam seres inteligentes. Para encontrar ETs que possam falar conosco, só há um meio conhecido: eles precisam nos enviar uma mensagem.
A probabilidade de que alguém esteja na vizinhança nos enviando um sinal (por rádio ou laser) é baixíssima, já que desde 1960 os cientistas usam radiotelescópios para tentar ouvir algo vindo das estrelas. Até agora, eles não encontraram nada comprovadamente gerado por um ser inteligente, como aqueles sinais sonoros encontrados por Jodie Foster no filme Contato. A verdade é que, a despeito de todos os candidatos, só conhecemos um planeta em que a vida se desenvolveu: a Terra.

6193 – O que é a felicidade?


“Felicidade é sentir-se bem, gozar a vida”, diz o economista britânico Richard Layard, autor de A Ciência da Felicidade. Considerado uma das maiores autoridades no assunto, ele ficou famoso por levantar uma questão curiosa: o aumento de renda de países não foi seguido do aumento do grau de felicidade dos seus cidadãos.
De acordo com Layard e outros pesquisadores, isso acontece por dois motivos. O primeiro é o fato de que o que torna uma pessoa mais feliz não é o aumento da renda em si, mas o aumento em comparação aos seus colegas. Uma pesquisa na Universidade Harvard, nos EUA, mostrou que a maioria dos alunos preferiria receber US$ 50 000 se os outros ganhassem a metade desse valor, em vez de receber US$ 100 000 se os outros ganhassem US$ 200 000. O segundo estaria em nossa capacidade de nos adaptar ao novo padrão. Mas, se a riqueza não traz felicidade, o que traz?
Se você pensou em saúde, juventude, um QI alto, um bom casamento, dias ensolarados ou ter uma crença religiosa, saiba que tudo isso ajuda. Mas, de acordo com pesquisa realizada em 2002 pela Universidade de Illinois, também nos EUA, as pessoas com alto nível de felicidade são aquelas que têm mais capacidade de fazer amigos e manter fortes laços afetivos com eles.
Um hábito simples e gratuito.

6192 – Quando o hidrogênio substituirá os outros combustíveis?


“Em 10 anos, já teremos geradores de energia nas indústrias e nas próprias residências, e carros movidos a hidrogênio circulando pelas ruas do país.”
Paulo Emílio de Miranda, coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coordenação de Programas de pós-graduação da ufrj.
“A partir de 2020 mais de um terço de todos os veículos da BMW vendidos na Europa será movido por motores à base de hidrogênio.”
Joachim Milberg, presidente da montadora alemã BMW até março de 2007.
“Eu não acho que o uso de um combustível gasoso seja uma boa idéia para veículos de passeio porque o tanque dele tira muito espaço do carro. Além disso, a quantidade de energia dos líquidos é mais alta. É importante dizer que o combustível do futuro poderá ser misturado com outros para facilitar a introdução deles no mercado. O hidrogênio, por exemplo, é uma substância muito difícil de ser misturada.”
Ferdinand Panik, conselheiro da ballard power systems e ex-diretor da daimler-chrysler do brasil.
“Desde 2003 já circulam no nosso país ônibus movidos a hidrogênio. Esperamos que no ano que vem já tenhamos carros alimentados com o gás pelas ruas.”
Jon Bjorn Skulason, presidente da Nova energia islandesa (INE), um consórcio de empresas que investe em hidrogênio.

6191 – Biologia – Não alimente os animais


Além de desmotivar os animais a buscar os próprios alimentos, dar comida aos bichos que vivem na natureza prejudica a saúde animal. “Não há exceção. A regra vale para todos os animais silvestres”, explica a bióloga Patrícia Alexandrini, responsável pelo setor de alimentação do Zoológico de São Paulo. “Esse hábito desacostuma os bichos a exercer suas habilidades para conseguir o alimento, já que comer o que o humano oferece não exige esforço. Sem contar que uma comida inadequada pode provocar o desbalanceamento do metabolismo do animal”.
Para se aproximar dos animais, as pessoas sentem-se tentadas a oferecer balas, chocolates, pipocas e outros alimentos gostosos ricos em açúcares, sais e gorduras que, ingeridos em excesso, causam problemas até para o ser humano. Na natureza, os efeitos são mais graves, já que os bichos não escovam os dentes nem estão livres de doenças como diabetes, colesterol elevado e hipertensão, de difícil controle e tratamento sem auxílio veterinário.
No caso de animais que vivem em ambientes urbanos, a alimentação indevida pode aumentar a reprodução de espécies que oferecem perigo à saúde humana, como pombos e ratos, por exemplo. Já os animais criados em cativeiro devem receber uma dieta elaborada de acordo com os alimentos consumidos pelos bichos em ambiente natural.