6694 – Museu do Automóvel – O Opala


Foi o primeiro automóvel de passeio fabricado pela General Motors no Brasil, tendo sido produzido de 1968 a 1992.
Seu projeto (chamado de 676) demorou cerca de dois anos, sendo apresentado na abertura do VI Salão do Automóvel de São Paulo, num sábado, dia 23 de novembro de 1968, já como linha 1969. A fórmula do Opala combinava a carroceria alemã do Opel Rekord C/Opel Commodore A, fabricado de 1966 a 1971, à mecânica norte-americana do Chevrolet Impala. Ao longo de seus 23 anos e cinco meses de produção contínua, passou por diversos aprimoramentos mecânicos e modificações estéticas, sendo fabricado na cidade paulista de São Caetano do Sul, localizada na Região Metropolitana de São Paulo, até ao dia 16 de abril de 1992, uma quinta-feira. Durante o período em que esteve em produção, foram oferecidas paralelamente duas opções de motores ao Opala: 4 ou 6 cilindros, tanto para as versões básicas, quanto luxuosas ou esportivas. Todos os motores usados no Opala foram derivados de motores da Chevrolet norte-americana. Essa mistura, onde combinava-se um motor americano a uma carroceria alemã, curiosamente resultou na peculiaridade de conviverem no mesmo projeto componentes com especificações técnicas baseadas no sistema de medidas inglês, nos componentes do motor e transmissão, e no sistema métrico usado na Alemanha e no Brasil nas demais partes do veículo.
Dentre as qualidades do Opala, é notável o acerto dos freios, direção, e suspensão bastante equilibradas, sobretudo após as mudanças feitas nos modelos pós 1980, aliado a isto, o conforto de um carro potente e com bastante torque, o que resulta em saídas rápidas e muita força em subidas de serra, ultrapassagens e retomadas de velocidade mais que seguras na estrada. Apesar do tamanho, é um veículo fácil de conduzir na cidade, e bastante veloz na estrada. Na época do seu lançamento, o carro foi criticado por seu acabamento inferior em relação ao seus “irmãos” americanos, o que foi resolvido anos depois pela filial brasileira.
Foi eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1972.
O Opala SS foi lançado em 1971 para disputar o mercado de carros esportivos, e vinha com acabamento esportivo: volante de 3 raios, bancos individuais, câmbio de 4 marchas no assoalho, rodas esportivas, e pintura especial com faixas esportivas; em alguns anos também com capô e painel traseiro na cor preta. O painel vinha com marcador de RPM com escala de 0 a 6000rpm, com a faixa amarela sinalizando atenção de 4500rpm a 5000rpm e marcação em vermelho até o final em 6000rpm — nos motores 250/s, o conta-giros marcava até 7000rpm. A partir de 1974, passou a ser oferecido também com o motor de 4 cilindros e 2.5 litros.
Em 1976 estreiava o motor 250/S com tuchos mecânicos(apenas nesse ano), e taxa de compressão elevada em 0,7 ponto, o que levou a revista 4 Rodas a elegê-lo o carro mais veloz do Brasil, com 190,47 km/h, superando o Dodge Charger da Chrysler e o Maverick da Ford. A versão SS foi oferecida com 4 portas somente em 1971. Em 1974 ganhou a opção do motor 2.5 (151) quatro cilindros, que durou até 1980.
Em 1975, a linha Opala (que recebia uma reestilização mais abrangente) ganhava a versão perua, a Caravan. Desenvolvida a partir da carroceria da Opel Rekord C Caravan, trazia grande espaço para bagagem, com as mesmas opções de motores que equiparam as versões sedã e cupê, inclusive a versão Caravan SS, onde havia a opção dos motores 250-S e 151-S.

Para o ano de 1980, o Opala passou por uma mudança de estilo para se adequar à moda das formas retangulares dos carros. A frente e a traseira tinham faróis e lanternas retangulares, embora a parte central da carroceria fosse mantida igual. Também surgiria a versão topo-de-linha Diplomata, onde um pacote de itens de luxo equiparia a toda a família Opala Diplomata e Comodoro. Na mesma década de 80, o Opala passou a contar com suspensão mais eficiente e freios dianteiros a disco duplo, melhores que os antigos sólidos; com a nova suspensão, o Opala ganhava em estabilidade e segurança: antes indeciso em curvas oscilantes e arrancadas fortes, passou a transmitir mais confiança ao piloto. Em 1981 mudava por dentro, ganhando um novo painel de instrumentos. Dentre os principais requintes, ressaltam-se o ar condicionado com saída para os passageiros no banco traseiro; a partir de 1985, recebia vidros elétricos, antena elétrica, retrovisores elétricos, porta malas com acionamento elétrico, travas elétricas, desembaçador do vidro traseiro, aquecedor interno, volante com regulagem de altura, dentre outros recursos que o mantinham no topo da linha da GM brasileira.
Várias organizações no Brasil adotaram o Opala e Caravan como veículos de suas frotas, foram muito usados como viatura de Polícia Civil e Militar, Guardas Municipais, Carro Oficial da Presidencia da República, Carro Resgate do Corpo de Bombeiros, Ambulância.
Sua confiabilidade, robustez e facilidade de manutenção, e baixo consumo de combustivel na versão 2.5 gasolina, também fizeram do Opala um dos carros mais utilizados como Táxi, em sua época.
A mecânica inteira do Opala também serviu de base para vários outros carros esportivos fora-de-série e réplicas fabricadas artesanalmente. Dentre estes destacam-se o Santa Matilde, Puma GTB e o Fera XK, réplica do Jaguar XK de 2 lugares.
O Opala é um carro bem sucedido também em competições, onde acumula muitos títulos e recordes. Ressaltam-se as provas de Stock Car e Turismo, onde o Opala era concorrente direto do Ford Maverick GT V8.

Opala SS

O Opala é um veículo bastante luxuoso, com mecânica extremamente confiável e um excelente desempenho. Tornou-se objeto de desejo de muitas pessoas, sendo um dos mais cultuados automóveis brasileiros de sua época e com vários clubes dedicados ao modelo ainda hoje. São inúmeras as aparições de diversos Opalas em filmes, novelas, livros e músicas. Dentre os filmes, destaca – se Muito Gelo e Dois Dedos d’Água, onde um Opala de Luxo vermelho vira um dos personagens principais.
O último exemplar do Opala foi fabricado no dia 16 de abril de 1992, quando foi produzido o Opala de número 1 milhão. À ocasião de seu encerramento, mobilizou vários entusiastas e fãs do automóvel a sair em carreata nos arredores da fábrica em São Caetano do Sul, em protesto a retirada do modelo de linha.
Uma série limitada especial do encerramento da produção do Opala foi batizada Diplomata Collectors. Essa série teve 100 exemplares sem numeração especial no chassis e frequentemente muitas pessoas pensam (erroneamente) que foram os últimos 100 exemplares fabricados, mas limitaram-se apenas a estar entre os últimos fabricados. A série collectors não tem numeração de chassis sequencial, significando que entre a fabricação de um veículo e outro, foram fabricados exemplares de outras versões. Foram fabricados em apenas 3 cores: Azul Millos, Preto Memhpis e Vermelho Ciprius, equipadas com câmbio automático, eram acompanhados de chaves banhadas a ouro, traziam um VHS sobre a história do Opala e um certificado assinado pelo presidente da GM do Brasil, tudo dentro de uma pasta de couro.
O último Opala fabricado, um modelo Diplomata cor Azul Millos, foi cedido pela Chevrolet para o acervo de exposição do Museu da Tecnologia da ULBRA em Canoas, Rio Grande do Sul. Atualmente, este exemplar pertence a um ex-funcionário da GM e está em São Paulo. O último ‘Collectors’ fabricado que está em circulação atualmente, encontra-se com um membro do Fórum Opaleiros do Paraná, fabricado em 16 de abril 1992 e possui cor Vermelho Ciprius. O último exemplar fabricado da Caravan (também em 16 de abril de 1992) foi um modelo SL ambulância que hoje está descaracterizada, não sendo mais ambulância. A partir daí, o Opala teve como sucessor o Chevrolet Omega(fabricado no Brasil de 1992 a 1998), e a Caravan teve como sucessora a Chevrolet Omega Suprema (fabricada no Brasil de 1993 a 1996). Atualmente o Omega está em sua 3a geração, sendo importado da Austrália.
Opala 6 cilindros
O motor de seis cilindros de 3.8L (230 pol³) utilizado no Opala deriva da 3a geração do veterano Stovebolt. Tinha por características um bloco leve, e sete mancais no eixo virabrequim. Originalmente destinava-se a alguns modelos da GM Americana, dentre eles: Chevrolet Nova, Impala, Chevelle, Camaro, e alguns utilitários leves.
No Brasil, este motor seguiu passando por várias atualizações e inúmeros aperfeiçoamentos, inclusive após o encerramento da produção do Opala.
Logo em 1970, adotou virabrequim de maior curso, elevando seu deslocamento para 4.1L (250 pol³). Posteriormente, ao longo do tempo, recebeu pistões mais leves e bielas mais longas.
Para manter a concorrência com o Ford Maverick Quadrijet, a Chevrolet desenvolveu em 1974, o célebre motor 250-S, onde uma leve preparação era conferida ao motor 4100, como tuchos mecânicos, carburador duplo, comando de válvulas com maior duração de abertura, lobe center de 109° com levante de 6,5mm, e também taxa de compressão 0.7 ponto mais elevada. Com este novo ajuste, a potência saltou de 115 para 153 cv líquidos — uma sensível melhora da performance.
Oferecido opcionalmente, este 250-S mais agressivo foi homologado para a antiga Divisão 1 da CBA, com taxa de compressão 9,2:1. Havia versões mais comuns do 250 com taxa de compressão de 7,8:1 e 8,5:1, e potências líquidas entre 127 cv a 153 cv, respectivamente, mas todos poderiam ser vendidas normalmente ao público em concessionárias GM, sua principal desvantagem era o câmbio de transmissão que vinha de fabrica com apenas 4 velocidades tanto na versão manual quanto automatico.
Este motor e suas variantes, equiparam também o Chevrolet Omega, os utilitários Chevrolet Bonanza, Chevrolet Veraneio, as pick-ups Chevrolet A20, Chevrolet C20 e Chevrolet Silverado, e alguns utilitários pesados, como o caminhão A60, conhecido como “canavieiro”, neste último com capacidade cúbica elevada para 4.8L.

6693 – Cinema – Jean-Claude Van Damme


Jean-Claude Camille François Van Varenberg, mais conhecido como Jean-Claude Van Damme (Berchem-Sainte-Agathe, 18 de Outubro de 1960), é um especialista em artes marciais e ator belga. Devido a seu porte físico e sua origem belga, ele também é conhecido como “Os músculos de Bruxelas”.[2] e na América Latina também é chamado de Jean-Claude “El Loco” Van Damme devido aos seus filmes de ação.
Depois de estudar artes marciais intensivamente a partir de onze anos de idade, Van Damme alcançou sucesso nacional na Bélgica como artista marcial e fisiculturista, ganhando o título de “Mr. Bélgica”. Ele emigrou para os Estados Unidos em 1982 para iniciar uma carreira no cinema, e ainda nos anos 80 alcançou o sucesso com filmes como Bloodsport (1987) e Kickboxer (1989). nos anos 90 Duplo Impacto (1991) Soldado Universal (1992) O Alvo (1993) e Timecop: O Guardião do Tempo (1994) foi sucesso de bilheteria e arrecadou mais de US $ 100 milhões, se tornando seu filme mais bem sucedido financeiramente.

Nome completo Jean-Claude Camille François Van Varenberg
Nascimento 18 de Outubro de 1960 (51 anos)
Berchem-Sainte-Agathe, Bruxelas
Bélgica
Ocupação artes marciais
Altura 5’9,5″ ft – 1,77[1] m
Cônjuge Maria Rodriguez (1980–1984)
Cynthia Derderian(1985–1986)
Gladys Portugues(1987–1992)
Darcy LaPier (1994–1997)
Gladys Portugues (1999–)

Quando criança era muito pequeno, magro e sensível, o que levou seu pai a procurar algo que pudesse fortalecê-lo, tanto física quanto mentalmente. Foi então que Van Damme começou a treinar Karatê, aos onze anos de idade. Pouco depois tornou-se um bom bailarino e dançou Balé durante seis anos. Aos dezesseis, recebeu a faixa preta e tornou-se campeão europeu, vencendo o European Pro Karate Association, na categoria meio pesado. Seu estilo atual consiste de kickboxing, Karatê Shotokan, Muay Thai, e Taekwondo.
Logo depois de vencer o Campeonato Europeu de Karatê de contato leve, foi pela primeira vez aos Estados Unidos disputar o Campeonato Mundial de Karatê na Flórida, em 1979, o qual perdeu para seu compatriota Patrick Teugels.. Deslumbrado e muito entusiasmado com a América, Jean-Claude volta aos Estados Unidos em 1980, mas desta vez na Califórnia, onde conheceu a famosa academia “Gold Gym”, e lá iniciou os treinamentos intensos de musculação para melhorar seu físico, o que mais tarde o levou ao título de fisiculturismo ‘Mr. Bélgica’. Ao voltar para a Bélgica, resolveu montar uma academia em Bruxelas, “The California Gym”.
Através de alguns contatos na Europa, chegou a participar de uma produção francesa chamada “Rue Barbare”, lançado em 1983, no qual ele trabalhou apenas como figurante. Como Van Damme queria mais que isso, concluiu que o único jeito seria voltar para os Estados Unidos.
Em 1982 ele deixou Bruxelas e foi para Los Angeles. Depois de pouco mais de um ano morando em Los Angeles, conseguiu trabalhar como figurante nas filmagens de Braddock. Em 1984 também participou de um pequeno filme francês chamado “Monaco Forever” no qual interpretava um lutador gay de caratê. Em 1985, atuou como vilão no filme “Retroceder Nunca, Render-se Jamais”, seu primeiro papel de destaque. Dois anos depois, protagonizou o mega-sucesso “O Grande Dragão Branco” e desde então nunca mais parou de filmar – não somente como ator, mas também como escritor, roteirista, produtor, diretor e coreógrafo das cenas de lutas em diversos de seus filmes.
Van Damme casou-se 5 vezes.
Sua lista de filmes é muito extensa. Aqui estãoos primeiros:

Ano Filme Personagem
1983 Rue barbare Figurante
1984 Breakin’ Espectador da primeira sequência de dança
Braddock Dublê
1984 Monaco Forever Gay Karate Man
1985 Retroceder Nunca, Render-se Jamais Ivan Kraschinsky the Russian
1987 O Grande Dragão Branco Frank Dux
1988 Contato Mortal Andrei
1989 Cyborg – O Dragão do Futuro Gibson Rickenbacker
Kickboxer – O Desafio do Dragão Kurt Sloane
1990 Garantia de Morte Louis Burke
Leão Branco, o Lutador Sem Lei Lyon Gaultier
1991 Duplo Impacto Alex / Chad Wagner
1992 Soldado Universal Luc Devreux / GR44
1993 Vencer ou Morrer Sam Gillen
O Alvo Chance Boudreaux
O Último Grande Herói Ele próprio
1994 Timecop: O Guardião do Tempo Max Walker
Street Fighter: A Batalha Final Coronel William F. Guile
1995 Morte Súbita Darren McCord

Só este ano já foram 3: Os Mercenários 2, Olhos de Dragão e 6 Balas

6692 – Mega Almanaque – O Templo de Shaolin


É um famoso mosteiro budista localizado na província de Henan, na República Popular da China. Nele, viveu, no século VI, o 28º patriarca budista, Bodhidharma. No templo, Bodhidharma criou o estilo zen do budismo, bem como o estilo shaolin (xaolim) de kung-fu. Shaolin, traduzido do chinês, significa “Floresta Jovem”. Este nome teve origem após um grande incêndio que devastou as florestas ao redor do templo. As árvores destruídas foram depois replantadas, o que tornou a floresta “jovem”.
Este templo é tema de muitos filmes de kung Fu, uma febre nos anos 70.
O templo de Shaolin é considerado o grande centro das artes marciais chinesas. A grande maioria das artes marciais chinesas que chegaram aos tempos atuais possuem alguma influência dos estilos ou técnicas desenvolvidas dentro templo. A história marcial do templo budista começa no século VI, com a chegado do 28º patriarca budista, Da Mo. Ao longo da história o templo foi referência para várias áreas do conhecimento e representou papel importante na história política e social da China. Muitos filmes foram realizados para mostrar a rotina, a importância e o quanto o templo de Shaolin atuava politicamente (revoltas, rebeliões e revoluções). A capacidade de transformar as pessoas por meio da arte marcial e do budismo são enfocadas na maioria dos filmes. A arte marcial oferece disciplina e transformação energética; O budismo oferece compreensão e paz, formando uma eficaz forma de transformar indivíduos em seres melhores.

6691 – Sociedade – Os Vícios


Uma pesquisa mexicana revelou que 1 a cada 8 pessoas de 14 a 65 anos de idade é alcoólatra. No Japão, há uma proliferação de distúrbios alimentares. Desde 1981, o aumento de casos de anorexia nervosa e bulimia tem sido explosivo.
Na China o número de usuários de heroína tem aumentado; em Zurique, Suíça, mercado aberto de drogas experimental acabou em decepção, achavam que iriam desentocar os traficantes, mas falharam.
Ao dirigir 1 carro numa rodovia, de repente ao ouvir um ruído, como se deve reagir? Levantar o capô para ver o problema ou simplesmente aumentar o volume do rádio para abafar o ruído. A resposta embora pareça óbvia, os viciados fazem sistematicamente a escolha errada. Por meio do vício de substâncias com álcool, drogas ou mesmo alimentos, muitos tentam abafar seus problemas pessoais em vez de resolvê-los. A pressão dos amigos (da onça) e a curiosidade muitas vezes desempenha um papel significativo, sobretudo entre os jovens.
O que é o vício?
É um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. O termo também é utilizado de forma amena, muitas vezes deixando um índice de sua acepção completa. Por exemplo, viciado em chocolate.
Seu oposto é a virtude.
A acepção contemporânea está relacionada a uma sucessão de denominações que se alteraram históricamente e que culmina com uma relação entre o Estado, a individualidade, a ética e a moral, nas formas convencionadas atualmente. Além disso, está fortemente relacionada a interpretações religiosas, sempre denotando algo negativo, inadequado, socialmente reprimível, abusivo e vergonhoso. Porém, em termos genéricos, é interessante a abordagem de Margaret Mead:
“A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor”.
Faltando porém, um detalhe: os períodos onde a dor e o prazer se inserem variam, sendo que o segundo é sempre mais longo e permanente que o primeiro, em ambos os casos. Daí a relação que se cria também com o trabalho, como processo doloroso que gera prazer posterior permanente, e que portanto, eleva(m) o homem, através do orgulho e da vitória. Fatalmente, o vício relaciona-se também com a perda, a derrota, e portanto, a queda, fechando um ciclo conceitual que interliga o social, o biológico, o religioso e a ética-moral laica.

O que diz a Ciência
A ciência tenta explicar em todas as suas vertentes a origem do vício, mas filosoficamente isto é contraditório, já que o conceito de ciência não prescinde de moral ou ética, ao menos no sentido social, em sua prática investigatória, e portanto, tal conceito não pode ser quantificado ou isolado para análise imparcial.
Por outro lado, em se tratando de dependência, seja ela de ordem orgânica, psico-social ou mista, há grandes possibilidades de se encontrar medicamentos definitivos e de maior qualidade, que eliminem o vício em suas diversas formas.

O que diz a Ética
Muitas pesquisas encontram uma relação direta entre prazer (imediato) e dependência, e o poder de atração para um novo ciclo de prazer-depressão, característico de todas as formas de vício. Dessa forma, a despeito de a configuração deste comportamento ser explicada biologicamente, sua avaliação social é paralela aos conceitos de mau, incorreto, indecente, anti-natural, arriscado, doentio, perigoso, fatal, evidenciando que a construção histórica do conceito aponta sua prática indiscriminada em direção à morte ou grave degradação biológica do indivíduo viciado, ou seja, vício é um conceito composto e indissociável, formado por diversas acepções que se sobrepõem nos campos medicinais ou biológicos, históricos, políticos, antropológicos, econômicos, psicológicos e psicanalíticos, religiosos, éticos e morais e além disso, é um conceito contemporâneo (da forma como o conhecemos) que não existia há algumas décadas, e não pode ser isolado como processo biológico, evidenciando-se a primazia não da química, mas de todo um complexo real e imaginário em torno da individualidade.

O que diz a Psicologia
Para a psicologia comportamental o vício é resultado de uma construção orgânica, desencadeada pelo reforço de uma relação entre estímulo e prazer químico, ou ainda, é uma questão puramente biológica, em detrimento da abordagem simbólico-linguística que a psicanálise Lacaniana enuncia. As pesquisas dessa linha de conhecimento fornecem dados a partir de experimentos com animais menos desenvolvidos psicologicamente que o homem como ratos, gatos e cachorros e outros animais, que não possuem realidade social, individualidade ou auto-consciência, como ocorre nos seres humanos.

6690 – Zoologia – A Morsa


Animal típico dos mares árticos, a morsa chega a pesar mais de uma tonelada. Tal corpulência, resultante em parte da concentração de gordura, que se distribui em grossa camada, é sua adaptação mais perfeita para sobreviver em águas geladas.
A morsa (Odobenus rosmarus) é um mamífero marinho da família dos odobenídeos, de olhos muito pequenos e desprovido de orelhas. Como a foca e a otária ou leão-marinho, às quais se assemelha, pertence à subordem dos pinípedes, cujos integrantes se caracterizam pelas patas adaptadas à natação, com os dedos unidos por membranas.
O focinho da morsa, curto e largo, ostenta fios de bigode bem rijos, as vibrissas, que desempenham funções tácteis. A pele, de tom geral acinzentado, é revestida de pêlos pardos e curtos, muito escassos nos animais mais velhos. O macho, quase um terço maior que a fêmea, chega a pesar 1.260kg, com 3,7m de comprimento máximo. Em ambos os sexos, os dentes caninos superiores são duas enormes presas projetadas para baixo que podem chegar, no macho, a quase um metro de comprimento.
Animal polígamo e sociável, que vive em grupos de até mais de cem indivíduos, a morsa é capaz de se mover sobre as quatro patas, como a foca e a otária, quando fora d”água, e desse modo se arrasta pelas praias ou sobre bancos de gelo. Freqüenta, de preferência, águas pouco profundas, e se alimenta principalmente de mariscos, que coleta com as presas e leva à boca com a ajuda de seu duro bigode. Sua dieta inclui também peixes, crustáceos e equinodermos como o ouriço-do-mar, mas só excepcionalmente animais de grande porte.
O período de gestação é de 11 a 12 meses. De cada parto nasce um filhote, com mais de um metro de comprimento e cerca de cinqüenta quilos. O animal é alimentado pela mãe até os dois anos, quando já tem as presas suficientemente desenvolvidas para obter comida sozinho. Alguns especialistas distinguem duas subespécies de morsa: a do Atlântico (O. r. rosmarus), típica das águas litorâneas próximas à Escandinávia, Groenlândia, Sibéria e litoral atlântico do Canadá; e a do Pacífico (O. r. divergens), de distribuição restrita às áreas adjacentes ao estreito de Bering e a alguns pontos da costa siberiana.

É um animal de grande porte que vive nas águas do Ártico. Uma fêmea adulta chega a 2,70 metros de comprimento e cerca de 7 toneladas de peso. O Macho adulto é ainda maior, podendo chegar a até 4 e 1 kg metros de comprimento. Os machos adultos do Pacífico podem pesar até 1 700 kg (3 700 lb) e, entre pinípedes, são ultrapassados ​​em tamanho apenas pelas duas espécies de elefantes marinhos. A morsa é a única espécie viva na família Odobenidae e no género Odobenus. Subdivide-se em três subespécies: morsa do Atlântico (O. rosmarus) que vive no Oceano Atlântico, a morsa do Pacífico (O. rosmarus divergens) que habita no Oceano Pacífico e O. rosmarus laptevi, que vive no Mar de Laptev.
A morsa é imediatamente reconhecida por suas presas proeminentes, bigodes e grande volume. As morsas possuem uma pele enrugada e áspera que vai se tornando cada vez mais espessa ao longo de sua vida (15 a 30 anos). Para nadar usam a nadadeira caudal. Deslocam-se mal em terra, utilizando as nadadeiras anteriores e andando quase aos saltos. Seu focinho tem um sólido bigode e dois enormes caninos ou presas que podem chegar a 90 centímetros nas fêmeas e ultrapassar 1,10 metro de comprimento nos machos. As presas são usadas para arrancar moluscos e caranguejos do fundo do mar desgastando-se ao longo dos anos. Elas residem principalmente em habitats rasos nas prateleiras oceânicas, gastando uma proporção significativa de sua vida no gelo do mar em busca da sua dieta preferida de moluscos bivalves bentônicos. É uma vida relativamente longa animal. Sociável, a morsa é considerada uma espécie-chave nos ecossistemas marinhos do Ártico.
A morsa tem desempenhado um papel de destaque nas culturas de muitos povos indígenas do Ártico que caçaram a morsa pela sua carne, pele, gordura, presas e ossos. Nos séculos 19 e início do 20, a morsa foi o objeto de exploração comercial pesado de gordura de baleia e marfim e com isso, as morsas acabaram rapidamente.
A migração entre o gelo e a praia podem ser de longa distância e dramático. No final da primavera e no verão, por exemplo, centenas de milhares de morsas do Pacífico migram do mar de Bering para o mar de Chukchi através do Estreito de Bering.

6689 – Zoologia – O Alce


As cercanias dos inúmeros lagos da taiga, nas latitudes mais elevadas do hemisfério norte, são o habitat do alce, o maior dos cervídeos.
O alce (Alces alces) é um mamífero artiodáctilo (as patas acabam em um número par de dedos) do grupo dos ruminantes. Pode alcançar mais de dois metros de altura, com peso, nos indivíduos adultos, de 500 a 600kg. Os chifres, formados por duas largas palmas, cujas bordas acabam em pontas múltiplas, só aparecem nos machos. Caem no inverno e brotam de novo na primavera, no princípio cobertas por uma delicada película veludosa que se desprende paulatinamente. De pele parda, os alces têm focinho largo e arredondado e a cauda muito curta. Na América do Norte, vivem do Alasca até o norte dos Estados Unidos; na Europa e Ásia, da Escandinávia à Sibéria.
No verão alimentam-se de plantas aquáticas e das folhas caídas de árvores como os álamos, bétulas, salgueiros etc. Quando os lagos congelam, buscam as folhas das coníferas e a casca das árvores, que arrancam em tiras. Em alguns parques nacionais a população de alces, excessivamente densa, ameaça a vegetação.
Com a chegada do outono, os alces entram no cio; nessa época podem-se ouvir os poderosos mugidos dos machos na floresta. Quando dois machos competem por uma mesma fêmea, desencadeiam-se acirrados combates, nos quais os contendores se atacam com os chifres e os cascos. No verão, os machos vagam solitários, enquanto as fêmeas se deslocam acompanhadas de suas crias. Após uma gestação de oito a nove meses, nascem de uma a três crias. Pela qualidade de sua pele, o alce muitas vezes foi caçado de forma abusiva. Na Rússia, fizeram-se tentativas de domesticá-lo.

É o maior dos cervos, podendo atingir mais de 2 metros de altura ao nível dos ombros e pesar mais de 700 kg no caso dos machos (as fêmeas são consideravelmente menores). Distingue-se dos restantes membros da família através do tipo particular de galhadas. Estas, que podem atingir 1,60 m de amplitude, presentes geralmente apenas nos machos, têm uma secção cilíndrica e um formato de taça. É um animal típico das regiões circumpolares, sendo que na Europa se encontra essencialmente na Finlândia e Suécia. Seus chifres longos, ao contrário do que muitos possam pensar, servem para amenizar a temperatura corpórea no verão. Ele costuma viver por cerca de 20 anos.
Os alces têm pernas longas e o pescoço pequeno, o que os impede de pastar das ervas do chão. Estes animais ruminantes alimentam-se de rebentos e folhas de árvores e de plantas aquáticas, pelo que se encontra essencialmente em ou na proximidade de florestas. O seu comportamento é geralmente tímido, mas os machos podem tornar-se violentos durante a época de acasalamento e as fêmeas defendem as crias de qualquer aproximação humana. No entanto, o principal perigo que os alces representam para o ser humano é na estrada, onde podem provocar graves acidentes, sobretudo na Primavera quando os animais aproveitam o sal lançado no pavimento de algumas estradas na América do Norte como compensação nutricional.

6688 – Projeto de fabricação de papel no interior do Ceará ganha destaque internacional


No interior do Ceará, um projeto de educação ambiental ganhou destaque internacional ao apresentar um processo natural de produção de papel. Nada de desmatamento, nada de produtos químicos: a matéria-prima é o caule da bananeira, parte da planta descartada pelos agricultores da região.
“Com esse processo fizemos valer a ideia de que muitas coisas classificadas simplesmente como lixo são, na verdade, matéria-prima fora do lugar”, comenta o professor Fernando Vasconcelos, orientador do projeto Fabricação de Papel a partir de Fibras Naturais: Reciclando e Reaproveitando na Escola, desenvolvido com o auxílio de 200 alunos da Escola de Ensino Médio Professora Theolina de Muryllo Zacas, na cidade de Bela Cruz.
A primeira etapa do projeto trabalhou com conceitos de preservação ambiental e conscientização dos grupos de estudantes e da comunidade escolar. Também foram realizadas pesquisas de campo com produtores locais de banana, representantes de associações e moradores do entorno da escola. Depois, ao alunos passaram por oficinas para aprender a produzir o papel.
O processo de fabricação é semelhante ao de reciclagem de papel, mas não usa qualquer produto químico – diferença essencial para o sucesso do projeto. A cola, usada para ligar as fibras na reciclagem comum, é substituída por amido de milho.
O kit utilizado permite a confecção de dez folhas de uma única vez. O processo de prensagem da folha, que aumenta sua compactação, pode ser usado ou não. “Em alguns de nossos experimentos, esse processo não foi utilizado, pois desejávamos obter uma folha de aspecto mais rústico”, explica o professor.
A escola representou o Brasil em feiras de ciências internacionais, entre elas a Intel Isef, a maior do mundo, nos EUA, e ganhou menção honrosa da UNESCO como melhor projeto de inovação tecnológica do Brasil.
Além de mudar a percepção ambiental dos próprios alunos, o projeto deve ir mais além: o próximo passo é aumentar a produção do papel e criar uma pequena empresa para gerar renda para a comunidade, com parcerias com instituições públicas e privadas e associações comunitárias.

6687 -☻Mega Byte – Como Funciona um Disco Rígido?


Você está no ☻ Mega Arquivo

Praticamente todos os computadores de mesa e servidores atuais contêm uma ou mais unidades de disco rígido. Todo mainframe e supercomputador normalmente estão conectados a centenas deles. Você pode até encontrar dispositivos como aparelhos de vídeo (VCRs) e filmadoras que usam discos rígidos em vez de fita . Esses bilhões de discos rígidos fazem uma coisa muito bem: eles armazenam informações digitais de uma forma relativamente permanente. Eles dão aos computadores a capacidade de lembrar coisas depois que a energia for desligada.

Os discos rígidos foram inventados nos anos 50. Eles começaram como grandes discos de até cerca de 50 cm de diâmetro que guardavam somente poucos megabytes. Originalmente, eles eram chamados de “discos fixos” ou “winchesters” (um nome usado para um produto popular da IBM). Mais tarde, ficaram conhecidos como “discos rígidos” para distingui-los dos “disquetes” ou floppy disks (literalmente discos flexíveis). Nos discos rígidos o meio magnético de gravação de dados fica numa superfície rígida (um disco ou prato), enquanto nas fitas magnéticas e nos disquetes há uma película plástica flexível.
Em seu conceito mais simples, um disco rígido não difere em nada de uma fita cassete. Tanto os discos rígidos, quanto as fitas cassete usam as mesmas técnicas de gravação magnética descritas em Como funcionam os gravadores magnéticos. Os discos rígidos e as fitas cassete também compartilham os principais benefícios do armazenamento magnético: a mídia magnética pode ser facilmente apagada e regravada, e por muitos anos ela “lembrará” dos padrões de fluxo magnético nela armazenados.

Fita cassete X disco rígido
Vamos ver as grandes diferenças entre as fitas cassete e os discos rígidos:
O material de gravação magnética em uma fita cassete é depositado sobre uma fina tira de plástico. Em um disco rígido, o material de gravação magnética forma uma camada sobre um disco de alumínio ou vidro de alta precisão, que é então polido para ficar tão liso quanto um espelho.
Numa fita, é preciso avançar ou retroceder rapidamente para chegar a um ponto determinado. Em uma fita longa, isso pode levar vários minutos. Em um disco rígido, é possível ir para qualquer ponto da sua superfície quase instantaneamente.
Em um toca-fitas, a cabeça de leitura/gravação encosta diretamente na fita. Em um disco rígido, a cabeça de leitura/gravação “voa” sobre o disco, sem nunca tocá-lo de verdade.
A fita em um toca-fitas se move sobre a cabeça a cerca de 5 cm por segundo. Um disco rígido pode girar sob sua cabeça em velocidades de até 7.500 cm por segundo (cerca de 270 km/h).
As informações em um disco rígido são armazenadas em setores magnéticos extremamente pequenos comparados com os de uma fita cassete. O tamanho desses setores é possibilitado pela precisão do disco e pela velocidade da mídia.
Por causa dessas diferenças, um disco rígido moderno é capaz de armazenar uma quantidade impressionante de informações em um pequeno espaço. Um disco rígido também pode acessar qualquer uma dessas informações em uma fração de segundo.

Um computador de mesa típico tem um disco rígido com uma capacidade entre 200 e 500 gigabytes. Os dados são armazenados no disco na forma de arquivos. Um arquivo é simplesmente uma coleção de bytes. Os bytes podem ser códigos ASCII para os caracteres de um arquivo de texto, instruções de um aplicativo de software para o computador executar, os registros de um banco de dados ou as cores dos pixels de uma imagem no formato GIF. Entretanto, independentemente do que ele contiver, um arquivo é simplesmente uma seqüência de bytes. Quando um programa executado no computador solicita um arquivo, o disco rígido recupera seus bytes e os envia para a CPU, um de cada vez.

Há duas maneiras de medir o desempenho de um disco rígido:

Taxa de transferência de dados (data rate) – número de bytes por segundo que a unidade de disco pode entregar à CPU. Taxas entre 5 e 40 megabytes por segundo são comuns.
Tempo de busca (seek time) – intervalo entre o momento em que a CPU solicita um arquivo e o envio para a CPU do primeiro byte do arquivo. Tempos entre 10 e 20 milissegundos são comuns.
O outro parâmetro importante é a capacidade da unidade (drive), que é o número de bytes que ela pode guardar.

A melhor maneira de compreender como funciona um disco rígido é dar uma olhada no seu interior. (Observe que a abertura de um dico rígido o destrói de modo que isso não é algo para tentar fazer em casa, a menos que você tenha uma unidade completamente inutilizada).
Aqui está um disco rígido típico:

Ele é uma caixa de alumínio vedada com uma placa eletrônica de controle fixada em um dos lados. Os componentes eletrônicos controlam o mecanismo de leitura/gravação e o motor que gira os discos. Esses componentes eletrônicos também fazem a montagem dos domínios magnéticos da unidade na forma de bytes (leitura) e transforma os bytes em domínios magnéticos (gravação). Todos os componentes eletrônicos estão contidos em uma pequena placa que é removível do resto da unidade:

Embaixo da placa estão as conexões do motor que gira os discos, assim como um orifício de ventilação altamente filtrado que deixa as pressões interna e externa do ar se igualarem.

Remover a tampa da unidade revela um interior extremamente simples, mas muito preciso:

Os discos – eles giram normalmente a 3.600 ou 7.200 rpm (rotações por minuto) quando a unidade está operando. Esses discos são fabricados com tolerâncias incríveis e têm acabamento espelhado (como você pode ver neste interessante auto-retrato do autor).
O braço – ele segura as cabeças de leitura/gravação e é completamente controlado pelo mecanismo no canto superior esquerdo. O braço é capaz de mover as cabeças do centro do disco à borda da unidade. O braço e seu mecanismo de movimentação são extremamente leves e rápidos. O braço de uma unidade de disco rígido típica pode se mover do centro à borda até 50 vezes por segundo.

Por dentro: discos e cabeças
Para aumentar a quantidade de informações que a unidade pode armazenar, a maioria dos discos rígidos tem múltiplos discos (ou pratos). Esta unidade tem três discos e seis cabeças (cabeças magnéticas de leitura/gravação):

O mecanismo que move os braços de um disco rígido tem de ser incrivelmente rápido e preciso. Ele pode ser construído usando um motor linear de alta velocidade.
Muitas unidades usam uma abordagem de bobina de voz, a mesma técnica que é usada para mover o cone de um alto-falante no seu aparelho de som estéreo é usada para mover o braço.

Os dados são armazenados sobre a superfície de um disco em trilhas e setores. As trilhas são círculos concêntricos, e os setores são cunhas em forma de fatia de torta sobre a trilha conforme mostra a figura abaixo.

Uma trilha típica é exibida em amarelo, enquanto um setor típico aparece em azul. Um setor contém um número fixo de bytes. Por exemplo, 256 ou 512. No nível da unidade do disco rígido ou do sistema operacional, os setores são freqüentemente agrupados em clusters (blocos).
O processo de formatação de baixo nível de uma unidade estabelece as trilhas e setores no disco. Os pontos iniciais e finais de cada setor são gravados no disco. Este processo prepara a unidade para guardar os blocos de bytes. A formatação de alto nível então grava as estruturas de armazenamento de arquivos, como a tabela de alocação nos setores. Esse processo prepara a unidade para guardar os arquivos.

6686 – Nave Voyager faz 35 anos de viagens no limite do Sistema Solar


A sonda espacial Voyager-1, que acaba de completar 35 anos ainda na ativa, parecia estar prestes a celebrar um marco histórico: seu salto para o espaço interestelar.
Carregando um disco de ouro com imagens e sons da Terra e informações científicas, a nave marcou época por ser a primeira “mensagem na garrafa” cósmica enviada pelo nosso planeta -um recado para possíveis civilizações extraterrestres que derem a sorte de encontrá-la.
Agora, porém, cientistas estão em dúvida sobre sua localização -pode ser que ela ainda não esteja nas fronteiras do Sistema Solar, ao contrário do que se pensava.
O fenômeno que traça a fronteira entre a zona de influência do Sol e a exterior é o chamado vento solar: as partículas eletricamente carregadas emitidas por nossa estrela em alta velocidade.
Os cientistas da Voyager-1 achavam que a nave já tinha se aproximado da chamada heliopausa, onde o vento solar encontra o vento interestelar (vindo do resto da Via Láctea). Nessa fronteira, os dois se anulam.
Em abril de 2010, a nave parou de sentir o vento solar, e cientistas concluíram que a calmaria era sinal de que as partículas do Sol estavam sendo freadas pelas da região interestelar. A nave estaria exatamente na transição da heliopausa, prestes a saltar para fora do reino do Sol.
Para confirmar a descoberta, em 2011, os cientistas decidiram rotacionar a Voyager-1 para fazer mais medidas. Mesmo sendo incapaz de detectar o vento solar radial (vindo diretamente do Sol), a espaçonave deveria sentir o vento meridional (que ricocheteia na heliopausa e sopra perpendicularmente).
A tentativa, porém, foi em vão.
O célebre disco de ouro das Voyagers foi idealizado pelo astrônomo pop star Carl Sagan (1934-1996). O comitê reunido por ele fez de tudo para que as instruções para tocar o disco pudessem ser entendidas por qualquer criatura com conhecimento científico avançado, usando como unidade o período de uma transição dos átomos de hidrogênio -os mais comuns e “básicos” do Universo.
À velocidade atual, a pobre nave precisará de 17 mil anos -mais ou menos o tempo que nos separa do auge da Idade do Gelo- para viajar um ano-luz completo.

Um Pouco +
Com a criação da NASA a ciência teve condições de conhecer e explorar o espaço, e como as viagens tripuladas ainda são difíceis os cientistas investem em naves não tripuladas chamadas sondas, que visitam os planetas e seus respectivos satélites e nos enviam valiosas informações, mas um programa em especial me chama muito a atenção e desperta a minha curiosidade, trata-se do Programa Voyager, que lançou duas sondas denominadas Voyager 1 e Voyager 2, que neste exato momento estão viajando para além do nosso Sistema Solar a bilhões de quilômetros de distância, enviando dados a Terra e o mais fascinante, levando consigo saudações da humanidade a uma possível civilização inteligente que venha a recuperá-las algum dia.

O PROJETO
Os EUA se lançaram em um projeto denominado Marinner, que lançou algumas sondas, porém houve um corte de gastos e o projeto passou a ser chamado de Voyager, comandado pelo astrônomo Ed Stone, onde foram lançadas duas sondas.
Em 20 de agosto 1977, a bordo do foguete Titan III – Centaur, é enviada ao espaço a Voyager 2, tendo os cientistas aproveitado um raro alinhamento planetário que permitiu a inclusão de Saturno e Urano na missão. Logo após, em 05 de setembro do mesmo ano foi enviada ao espaço a Voyager 1 através de uma trajetória que permitia uma chegada mais rápida a Júpiter e Saturno.
Usando um recurso chamado assistência gravitacional, os cientistas conseguiram fazer com que as sondas utilizassem o movimento relativo e a gravidade dos planetas para impulsionar as sondas, a cada planeta visitado as sondas eram empurradas para frente atingindo assim os planetas exteriores do nosso sistema solar, fazendo um mapeamento quase que completo e inédito dos planetas que giram em torno nosso sol e muitos dos seus respectivos satélites.
Após 11 anos de uma viagem sem precedentes pelo nosso sistema solar a Voyager 1 começou sua jornada rumo ao espaço sideral, isso em 1988, a uma velocidade de 17 km/s. Já a Voyager 2 passou por Netuno em 1989 e, a uma velocidade de 15 Km/s também rumou para a fronteira do nosso sistema solar e se lançou na imensidão do espaço, onde os últimos raios de sol atingem as pequenas naves.
Após sua viagem pelo nosso sistema solar, antes de se lançar na imensidão do espaço, a Voyager 2 se vira pela última vez para nosso planeta, e se despedindo, tira essa última foto da Terra. Esse pequenino ponto azul é o nosso lar, nosso pequeno planeta, somos nós mesmos.
A missão ganhou um novo financiamento e passou a se chamar Missão Interestelar Voyager, tendo sido designados 10 cientistas que até hoje monitoram as sondas e analisam os dados enviados por elas de uma região completamente desconhecida pelo ser humano.
No ano de 2005 as sondas Voyager atingiram a marca de 14 bilhões de quilômetros percorridos, sendo que os dados enviados por elas demoravam cerca de 760 minutos para chegar até aqui.
A Voyager 1 está se dirigindo nesse momento em direção à estrela AC+79 3888, na constelação de Camelopardalis, ela irá levar 40. 000 anos para passar a uma distância de 1,6 anos-luz da estrela. Já a Voyager 2, daqui a 296.000 anos irá passar a 4,3 anos-luz de Sírius, a estrela mais brilhante do céu. Mas quando isso acontecer as sondas não estarão mais em funcionamento, já que em 2020 os geradores nucleares que alimentam as sondas não serão mais capazes de produzir energia elétrica para as Voyagers, e será o fim das comunicações com nossas mensageiras estelares.

Saudações Terráqueas

Com o fim das comunicações entre a Terra e as Voyagers em 2020 se dará o fim da missão mais espetacular do programa espacial americano em relação ao lançamento de sondas, porém o fim será para nós aqui neste pequeno planeta azul, pois as Voyager, ainda que silenciosas, levam consigo mensagens humanas para uma possível civilização inteligente que venham a resgatá-las algum dia.
A bordo das sondas está um disco fonográfico de 12 polegadas (similar aos LP de vinil), feitos de cobre e folheados em ouro idealizado pelo grande astrônomo Carl Sagan. Nele estão contidas 118 fotos do cotidiano na Terra, 90 minutos das mais variadas músicas e saudações de paz em 55 idiomas inclusive em português, que em nosso idioma leva a frase “Paz e Felicidade a todos”. Além desses arquivos há também ilustrações da localização da Terra, além de informações sobre a anatomia humana e o nosso genoma, e também instruções de como ter acesso as informações contidas no disco.

6685 – Medicina – Os Tumores e Quistos


Mesmo benignos, tumores e quistos geralmente exigem extirpação cirúrgica, porque produzem aumentos de massa ou volume dos tecidos que pressionam órgãos adjacentes e afetam sua função.
Tumores são massas de tecido anormal que surgem sem causa evidente a partir de transformações produzidas em células normais do corpo. Não têm função útil e tendem a crescer de forma autônoma e desenfreada. Quistos são cavidades que se formam no interior de tecidos orgânicos e que contêm líquidos ou outras substâncias semi-sólidas.
Formações tumorais. As células que formam os tumores geralmente diferem das normais por terem sofrido algumas das seguintes alterações: (1) hipertrofia, aumento de tamanho das células individuais; (2) hiperplasia, proliferação exagerada de células numa determinada região; (3) anaplasia, regressão das características físicas de uma célula para tipos mais primitivos ou indiferenciados — aspecto quase constante dos tumores malignos, embora ocorra em outros casos tanto em indivíduos saudáveis quanto doentes.
Segundo suas características, estrutura e propriedades clínicas, os tumores classificam-se em benignos e malignos (cânceres). Os primeiros crescem lentamente e se fixam no local de origem. Muitos tumores benignos são encapsulados num tecido conjuntivo derivado da estrutura que os envolve e não invadem os tecidos contíguos, embora possam exercer pressão sobre eles à medida que aumentam de tamanho. Outras características os distinguem: não se alastram pelo corpo, e, portanto, não produzem metástases (disseminação das células tumorais pelo corpo); podem ser totalmente removidos cirurgicamente, dependendo de sua localização; e não alteram a função original do tecido afetado.
As células dos tumores malignos diferem das normais em tamanho, forma e estrutura. Em casos extremos, perdem a aparência e as funções que as caracterizam como células especializadas. O termo maligno se refere à capacidade que o tumor apresenta de produzir metástases e, conseqüentemente, a morte do paciente, a menos que seja erradicado.

O tumor maligno cresce rapidamente porque as células que o integram se multiplicam de forma rápida e desordenada. Costuma infiltrar-se nos tecidos e estruturas orgânicas próximas, o que torna ainda mais difusa sua localização e mais difícil sua extirpação cirúrgica. Além de não apresentarem uma estrutura histológica bem configurada — uma de suas principais características é, especificamente, a desorganização — os tumores malignos são recidivantes, ou seja, se reproduzem com facilidade depois de uma extirpação cirúrgica, e apresentam capacidade de crescimento teoricamente ilimitada.
Uma massa de células tumorais geralmente forma um inchaço localizado e definido que, se ocorre junto à superfície do corpo, pode ser percebido como um caroço. Tumores profundos, no entanto, nem sempre são palpáveis. Às vezes, especialmente no caso dos tumores malignos, estes se apresentam não como caroços, mas como úlceras, fissuras, projeções semelhantes a verrugas ou infiltrações difusas e mal-definidas do que parece ser um órgão ou tecido de resto normal.
A dor causada por tumores geralmente resulta da pressão que ele exerce sobre os tecidos nervosos. Nos primeiros estágios de evolução, todos os tumores tendem a ser indolores, e aqueles que alcançam grande tamanho sem interferir nas funções locais podem permanecer indolores. A maioria dos tumores malignos, no entanto, causa dor em virtude da invasão direta de ramificações nervosas ou pela destruição de ossos.
São diversos os tratamentos que a medicina emprega para combater tumores. Eles podem ser físicos, como as radiações, que destroem as células tumorais (particularmente sensíveis às emissões radioativas); cirúrgicos, com que se previne a invasão de outras estruturas, no caso dos tumores malignos; ou quimioterápicos, entre os quais está a administração de substâncias inibidoras da divisão celular (antimitóticos).

Quistos. Embora a maioria dos quistos seja benigna, muitas variedades são malignas ou pré-cancerosas. Quistos benignos geralmente precisam ser removidos porque interferem no funcionamento dos órgãos adjacentes. Surgem pela proliferação do epitélio (tecido que forma a pele e o revestimento dos vasos sangüíneos e cavidades do corpo) e podem desprender-se das estruturas próximas e se deslocar livremente. Diversos órgãos, entre os quais o rim, o fígado e a mama, são particularmente suscetíveis à formação de quistos.
Os quistos podem ser causados por parasitos ou pela obstrução de glândulas de secreção exócrina (ou externa), como é o caso das glândulas sebáceas, sudoríparas ou mamárias. A dificuldade de circulação e evacuação do líquido produzido por essas glândulas provoca o acúmulo de secreção e a conseqüente dilatação do órgão. Entre os quistos de origem parasitária, são graves o quisto hidatídico, produzido pela larva do verme Echinococcus granulosus, e o cisticerco, formado por ovos de solitária (Taenia solium), verme que infesta o indivíduo que ingere carne de porco contaminada e mal cozida. A extirpação cirúrgica é o tratamento indicado para os quistos.

6684 – Mega Cientistas – Edward Jenner


(Berkeley, 17 de maio de 1749 — Berkeley, 26 de janeiro de 1823)

Graças a sua experiência de médico rural e ao interesse pela zoologia e demais ciências naturais, Jenner chegou à descoberta da vacina antivariólica.
Edward Jenner nasceu em Berkeley, Gloucestershire, Inglaterra, em 17 de maio de 1749. Estudou medicina em Londres, onde foi aluno do célebre cirurgião John Hunter. A amizade entre ambos prolongou-se até a morte de Hunter em 1793, e exerceu grande influência na vida de Jenner. Depois de formar-se em medicina, Jenner voltou a Berkeley, onde passou a clinicar. Dedicou-se também a outras atividades científicas, como a zoologia, ornitologia e geologia, e escreveu ensaios e poemas.
Na época, a única maneira de combater a varíola, doença cujos surtos periódicos matavam ou desfiguravam grande número de pessoas, era a inoculação, procedimento que consistia em tomar material infectado de um doente brando e contagiar deliberadamente o paciente que se pretendia proteger. Essa técnica apresentava sérios inconvenientes. Nada garantia que um paciente inoculado numa ocasião estivesse imunizado contra um surto posterior da doença, e o material colhido de um paciente brando podia causar em outro um quadro extremamente grave.
Jenner observou que as pessoas afetadas pela doença conhecida como varíola bovina (cowpox) não contraíam a varíola (smallpox). Em 1796 inoculou um menino de oito anos com material extraído da lesão de uma jovem doente de varíola bovina. O menino, que apresentou febre leve e lesões sem gravidade, recuperou-se e dias depois foi inoculado com material de um doente de varíola, sem desenvolver nenhum sintoma.
Jenner comunicou sua descoberta à Royal Society de Londres, que a recebeu com indiferença. Em 1798 divulgou os resultados de sua pesquisa em An Inquiry into the Causes and Effects of the Variolae Vaccinae, a Disease Known by the Name of Cowpox (Pesquisa sobre causas e efeitos das varíolas bovinas, conhecidas pelo nome de cowpox). A técnica de imunização descoberta por Jenner mostrou-se eficaz e divulgou-se rapidamente na Europa, na América depois.

6683 – Ciências Biológicas – A Biofísica Animal


Mudanças de pressão para alguns peixes são desastrosas. Quando este desce, a bexiga nadatória é comprimida, quando sobe, o órgão se dilata. Se subir tão depressa que o gás não possa ser eliminado na velocidade suficiente para compensar a diminuição da pressão, se expandiráde tal modo que a bexiga estoura e empurra o estômago pela boca, o intestino pelo ânus e os olhos pelas cavidades orbitais. Para mamíferos e aves o problema é pressão e respiração.
As baleias que mergulham até 400 metros, suportam grandes pressões mantendo os pulmões completamente achatados para a respiração. Para submergir uns 20 minutos, armazenam uma importante quantidade de oxigênio para o cérebro, coração e órgãos vitais, havendo interrupção de circulação nas demais partes do corpo. Os músculos sofrem temporariamente de um deficit de oxigênio, que é compensado quando o animal volta à tona. Com um escafandro, um homem suporta descer até 100 metros de profundidade.

Sustentação – Os organismos terrestres devem apresentar mecanismos especiais que impeçam que sejam deformados pelo próprio peso. O tecido lenhoso dos vegetais lhes serve para vencer a força da gravidade. Nos animais há ossos e músculos. Como as plantas não executam movimentos de locomoção, podem acumular maior quantidade de tecidos de sustentação. Por isso, as sequóias gigantes alcançam 100 metros de altura. No meio aquático, o protoplasma,tendo quase a mesma densidade que a água, é uma espécie de auxílio mútuo para a flutuação. É por isso que as plantas aquáticas quase não apresentam tecido de sustentação. Um dos mais vigorosos animais aquáticos é o Polvo Gigante, que entretanto, não apresenta esqueleto.
As algas gigantes chegam a 35 metros de comprimento e entretanto não apresentam tecido de sustentação.

6682 – Sedentarismo – Fator de Risco


Segundo a Associação Americana Cardíaca. Por décadas, o fumo, a hipertensão e níveis altos de colesterol no sangue foram alistados como únicos fatores de risco possíveis de controle das doenças cardíacas. No início dos anos 90, outro fator foi acrescentado: o sedentarismo, que é talvez o fator mais fácil de ser controlado. A solução é exercícios regulares. Havia uma falsa impressão na América de que com a febre da boa forma nos anos 90, mais americanos estariam fazendo exercícios físicos, mas isso não era verdade.
– 250 mil mortes anuais são atribuídas ao sedentarismo. Apenas 2% dos americanos são ativoa a níveis recomendáveis para colher benefícios à saúde. Estudos tem confirmado que mesmo um passeio a pé pode beneficiar a saúde.
Na antropologia evolucionária, sedentarismo é um termo aplicado à transição cultural da colonização nômade para a permanente. Na transição para o sedentarismo, as populações semi-nômades possuíam um acampamento fixo para a parte sedentária do ano. O sedentarismo se tornou possível com novas técnicas agrícolas e pecuárias. O desenvolvimento do sedentarismo aumentou a agregação populacional e levou à formação de vilas, cidades e outras formas de comunidades.

Sedentarismo é definido como a falta, ausência e/ou diminuição de atividades físicas ou esportivas. Considerada como a doença do século, está associada ao comportamento cotidiano decorrente dos confortos da vida moderna. Pessoas que tem um gasto calórico reduzido semanalmente pela ausência da prática esportiva são consideradas sedentárias ou com hábitos sedentários.
Consequências para a saúde – Uma vida sedentária é caracterizada pela ausência de atividades físicas podendo provocar um processo de regressão funcional, perda de flexibilidade articular além de comprometer o funcionamento de vários órgãos posteriormente distinguindo-se um fenômeno associado à hipotrofia de fibras musculares, além de ser a principal causa do aumento da ocorrência de várias doenças, como a Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, aumento do colesterol e infarto do miocárdio Podendo também ser coadjuvante direta ou indiretamente na causa de morte súbita.
Abolindo o Sedentarismo – Existem diversas indicações para que os indivíduos sedentários possam adotar uma mudança de hábitos de vida de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada um:
A prática de atividades físicas, esportivas: caminhar, correr, pedalar, nadar, praticar ginástica, exercícios com pesos, jogar bola são propostas válidas para haver combater ao sedentarismo e melhorar sua qualidade de vida.
É recomendada a consulta a um médico e um educador físico para a orientação das melhores atividades físicas já que não são recomendadas as mesmas atividades para todas as pessoas.
São considerados problemas como hipertensão arterial, dores nas articulações (joelhos, calcanhares) e esforço físico excessivo de modo a não prejudicar a postura e a coluna vertebral.

6681 – A Conexão da Insulina


Os cientistas da Universidade da Califórnia queriam apenas estudar o diabetes, a doença que se caracteriza pela falta de insulina, o hormônio que sintetiza as células para absorver a glicose da circulação. Mas por acaso, ao se realizar uma complicada contagem de receptores de insulina nas células, surgiu uma importante revelação para os cancerologistas que se dedicam aos tumores de mama. O estudo mostrou que certo tipo de célula mamária possui mais receptores de insulina que o normal. A insulina, como se sabe, tem a função secundária de provocar o crescimento e o câncer é justamente a multiplicação desenfreada de uma célula.
Foi descoberta uma perigosa conexão da insulina com a progesterona, um dos principais ingredientes da pílula anti-concepcional.
Nenhuma relação do hormônio com o câncer era vista até então, porque ele não dispara o crescimento das células. Mas a progesterona também tem suas contra-indicações porque pode multiplicar os receptores de insulina e, daí, indiretamente prepararia o caminho à proliferação celular típica do câncer.

Um Pouco +
A insulina é também essencial no consumo de carboidratos, na síntese de proteínas e no armazenamento de lipídios (gorduras).
É produzida nas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas endócrino. Age numa grande parte das células do organismo, como as células presentes em músculos e no tecido adiposo, apesar de não agir em células particulares como as células nervosas.
Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose acumula-se no sangue e na urina, destruindo as células por falta de abastecimento:diabetes mellitus. Para pacientes nessa condição, a insulina é providenciada através de injeções, ou bombas de insulina. Recentemente foi aprovado o uso de insulina inalada. Porém, ainda existem controvérsias acerca do uso do produto comercializado pela Pfizer. A agência de saúde britanica nao recomenda o uso.
A insulina é um polipeptídeo de estrutura química plenamente conhecida, e pode ser sintetizada a partir de diversos animais. Mais recentemente, surgiram os medicamentos análogos de insulina, que não são propriamente a insulina em si, mas moléculas de insulina modificadas em laboratório.
O controle na produção de insulina pelo corpo é um exemplo de sistema de feedback.

Histórico
Em 1869, Paul Langerhans, um estudante de medicina em Berlin, estudava a estrutura do pâncreas através de um microscópio quando reparou em células antes desconhecidas espalhadas pelo tecido exócrino. A função da “pequena porção de células”, mais tarde denominada como ilhotas de Langerhans, era desconhecida, mas Edouard Laguesse posteriormente sugeriu que tais células poderiam produzir algum tipo de secreção que participasse no processo de digestão.
Em 1889, o médico teuto-polonês Oscar Minkowski em colaboração com Joseph von Mehring removeu o pâncreas de um cão saudável para demonstrar o papel do órgão na digestão de alimentos. Vários dias após a remoção do pâncreas, o guarda do cão reparou que existiam muitas moscas a alimentarem-se da urina do animal. Verificou-se com o teste da urina do cão que havia açúcar nesta, o que demonstrou pela primeira vez a relação entre o pâncreas e a diabetes. Em 1901, outro passo importante foi alcançado por Eugene Opie, quando este estebeleceu claramente a ligação entre as ilhotas de Langerhans e a diabetes: “Diabetes mellitus… é causada pela destruição das ilhotas de Langerhans e ocorre apenas quando tais células são em parte ou totalmente destruídas”.
Durante as duas décadas seguintes foram feitas várias tentativas de isolamento da secreção das ilhotas como um tratamento potencial de diabetes. Em 1906, Georg Ludwig Zuelzer foi parciamente feliz no tratamento de cães com extrato pancreático, mas teve que interromper o seu trabalho. Entre 1911 e 1912, E. L. Scott da Universidade de Chicago usou extratos pancreáticos aquosos e notou uma leve diminuição da glicosúria, mas não conseguiu convencer o director da instituição com os resultados, e a pesquisa teve de ser encerrada. Israel Kleiner demonstrou efeitos semelhantes na Rockfeller University em 1919, mas o seu trabalho foi interrompido pela Primeira Guerra Mundial. Nicolae Paulescu, um professor de fisiologia da Escola Romena de Medicina, publicou um trabalho parecido em 1921 realizado na França e patenteado na Romênia, e discute-se desde então se Paulescu não tenha sido o verdadeiro descobridor da insulina.
Entretanto, o comitê do Prêmio Nobel em 1923 deu crédito pela extração prática da insulina a uma equipa da Universidade de Toronto. Em outubro de 1920, Frederick Banting lia um dos artigos de Minkowski e concluiu que Minkowski estava a estudar as secreções digestivas originalmente, e por isso não se conseguia extrair a insulina com sucesso. Ele redigiu uma nota para si mesmo: “Ligar duto pancreático do cão. Manter cães vivos até que acinos se degenerem, sobrando ilhotas. Tentar isolar secreção interna delas e aliviar glicosúria”.
Ele viajou a Toronto para se encontrar com J. J. R. Macleod, que não se impressionou plenamente com a idéia. De qualquer forma, Macleod deixou à disposição de Banting um laboratório da universidade, e um assistente, Charles Best, e dez cães enquanto saía de férias no verão de 1921. O método de Banting e Best era amarrar uma ligadura ao redor do duto pancreático dos cães e, várias semanas depois, examinar que as células digestivas pancreáticas tinham morrido e sido absorvidas pelo sistema imunológico, deixando milhares de ilhotas. Isolava-se a proteína dessas ilhotas para produzir o que vinham chamando de isletina. Banting e Best mantiveram um cão pancreatectomizado vivo durante todo o verão.
Macleod viu o valor da pesquisa no seu regresso da Europa, mas pediu uma contraprova para saber se o método realmente funcionava. Várias semanas depois ficou claro que o segundo ensaio tinha sido um sucesso, e assim Macleod ajudou na publicação dos resultados em novembro daquele ano. Porém, precisavam de seis semanas para extrair a isletina, o que tornava o ensaio dramaticamente demoroso. Banting sugeriu que tentassem usar pâncreas de feto de bezerro, que ainda não teria desenvolvido glândulas digestivas, e ficou alivado pelo sucesso da empreitada.
Com a solução para a fonte de isletina, faltava agora purificar a proteína. Em dezembro de 1921, Macleod convidou o brilhante bioquímico James Collip para ajudar na tarefa, e num mês prepararam-se para um teste.
Em 11 de janeiro de 1922, Leonard Thompson, um diabético de quatorze anos, recebeu a primeira injeção de insulina. Infelizmente, o extrato estava tão impuro que ele acabou sofrendo uma reação alérgica severa, e injeções adicionais foram canceladas. Durante os doze dias seguintes, Collip trabalhou dia e noite para melhorar o extrato, e uma segunda dose foi injetada no dia 23. Desta vez foi um sucesso, não apenas em não apresentar efeitos colaterais, mas também por eliminar completamente os sintomas de diabetes. Entretanto, Banting e Best não se davam bem com Collip, porque aparentemente viam nele um intruso, e então Collip abandonou-os.
Durante a primavera de 1922, Best conseguiu melhorar as técnicas de preparo a ponto de poder extrair grandes quantidades de insulina, embora o extrato ainda permanecesse impuro. Contudo, receberam uma oferta de ajuda de Eli Lilly logo após as suas publicações em 1921, e aceitaram-na em abril. Em novembro, Lilly conseguiu a façanha de produzir grandes quantidades de insulina bastante pura. Depois disso, a insulina foi lançada no mercado.
Por esta descoberta marcante, Macleod e Banting foram premiados com o Prêmio Nobel em Fisiologia em 1923. Banting, aparentemente insultado porque Best não fora mencionado, dividiu seu prêmio com ele, e Macleod imediatamente dividiu o seu com Collip. A patente da insulina foi vendida à Universidade de Toronto por um dólar.
A seqüência exata de aminoácidos contida na molécula de insulina, a chamada estrutura primária, foi determinada pelo biólogo britânico Frederick Sanger. Foi a primeira vez que a estrutura de uma proteína fora completamente determinada. Por isso, ele recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1958. Em 1967, após décadas de trabalho, Dorothy Crowfoot Hodgkin determinou a conformação espacial da molécula mediante estudos de difração de raios X. Ela também recebeu um Prêmio Nobel.

Produção
A insulina é sintetizada nos humanos e em outros mamíferos dentro das células-beta das ilhotas de Langerhans, no pâncreas. Um a três milhões de ilhotas de Langerhans formam a parte endócrina do pâncreas, que é principalmente uma glândula exócrina. A parte endócrina totaliza apenas 2% da massa total do órgão. Dentro das ilhotas de Langerhans, as células-beta constituem 60-80% do todo.
A insulina é sintetizada a partir da molécula precursora proinsulina pela ação de enzimas proteolíticas conhecidas como prohormônio convertases (PC1 e PC2). A insulina ativa tem 51 aminoácidos e é um polipetídeo. A insulina bovina difere da humana em três resíduos de aminoácidos enquanto que a suína, em um resíduo. A insulina de peixes também é muito próxima à humana. Em humanos, a insulina tem um peso molecular de 5808. Ela é formada por duas cadeias de polipeptídeos ligadas por duas pontes dissulfídicas (veja a figura), com uma ligação dissulfídica adicional na cadeia A (não mostrada). A cadeia A consiste de 21, e a cadeia B, de 30 aminoácidos. A insulina é produzida como uma molécula de prohormônio – proinsulina – que é mais tarde transformada, por ação proteolítica, em hormônio ativo.
A parte restante da molécula de proinsulina é chamada de peptídeo C. Este polipeptídeo é liberado no sangue em quantidades iguais à da insulina. Como insulinas exógenas não contêm peptídeo C, o nível em plasma desse peptídeo é um bom indicador de produção endógena de insulina. Recentemente, descobriu-se que esse peptídeo C também possui atividade biológica, que está aparentemente restrita a um efeito na camada muscular das artérias.

Ação da Insulina

As ações da insulina no metabolismo humano como um todo incluem:
Controle da quantidade de certas substâncias que entra nas células, principalmente glicose nos tecidos muscular e adiposo (que são aproximadamente 2/3 das células do organismo);
Aumento da replicação de DNA e de síntese de proteínas via o controle de fornecimento de aminoácidos;
Modificação da atividade de inúmeras enzimas (controle alostérico)
As ações nas células incluem:
Aumento da síntese de glicogênio: a insulina induz à armazenagem de glicose nas células do fígado (e dos músculos) na forma de glicogênio; a diminuição dos níveis de insulina ocasiona a conversão do glicogênio de volta a glicose pelas células do fígado e a excreção da substância no sangue. É a ação clínica da insulina que reduz os níveis altos de glicemia diagnosticados na diabetes.
Aumento da síntese de ácidos graxos: a insulina induz à transformação de glicose em triglicerídeos pela células adiposas; a falta de insulina reverte o processo.
Aumento da esterificação de ácidos graxos: estimula o tecido adiposo a compor triglicerídeos a partir de ésteres de ácidos graxos; a falta de insulina reverte o processo.
Redução da proteólise: estimula a diminuição da degradação protéica; a falta de insulina aumenta a proteinólise.
Redução da lipólise: estimula a diminuição da conversão de suprimento de lipídeos contido nas células adiposas em ácidos graxos sangüíneos; a falta de insulina reverte o processo.
Redução da gliconeogênese: reduz a produção de glicose em vários substratos do fígado; a falta de insulina induz à produção de glicose no fígado e em outros locais do corpo.
Aumento do consumo de aminoácidos: induz células a absorver aminoácidos circulantes; a falta de insulina inibe a absorção;
Aumento do consumo de potássio: induz células a absorver potássio plasmático; a falta de insulina inibe a absorção;
Tônus dos músculos arteriais: induz a musculatura das paredes arteriais ao relaxamento, o que aumenta o fluxo sangüíneo especialmente em microartérias; a falta de insulina reduz o fluxo por permitir a contração desses músculos. Existem dois tipos de liberação a liberação aguda e a liberação sob secreção.

6680 – Um Satélite Ecológico que Mostrou Serviço


As 2 primeiras imagens da Terra transmitidas pelo satélite ERS-1, o satélite europeu de teledetecção, que fora lançado pelo foguete Ariane a 1° de Julho de 1991, espantou pela exatidão. Alguns dias após subir da base de Kourou, na sinistra Guiana Francesa, tal satélite enviava fotos inéditas das Ilhas Frísias no norte da Holanda e da Noruega. Nem o rastro de um navio na água passou despercebido pelo “olho de lince”, como os cientistas o designaram.
Em órbita a 785 km de altura, o ERS-1é o mais complexo satélite europeu e o 1° destinado ao estudo do ambiente, razão pela qual tem o apelido de ecologista.
Elo foi incubido em uma de suas missões de recolher dados até então inicessíveis sobre a dinâmica do clima terrestre.
Os pesquisadores esperam receber do espaço,um diagnóstico completo das áreas do globo mais afetadas pela exploração abusiva dos solos e pela poluição das águas. Seu sucessor foi ainda mais bem equipado.

Um Pouco +
Com uma missão nominal de dois anos, os objetivos são voltados principalmente para estudos oceânicos e de geleiras, nas várias áreas de ciências naturais.
Dentre os vários aparelhos a bordo do satélite está o AMI (Active Microwave Instruments), constituído por um radar de Abertura Sintética (SAR) e um escaterômetro (aparelho para medição de ventos). As imagens adquiridas pelo SAR, fornecem dados de uma faixa de 100 x 100 km, com uma resolução espacial de trinta metros. Uma antena de 10 x 1 metros emite e recebe um feixe de microondas na faixa de 5,3 Ghz (banda C), com polarização VV e um ângulo de incidência de 23 graus.
A operação do SAR no modo Imagem produz uma taxa de dados muito alta (105 Mbps), fazendo com que as imagens só possam ser geradas em zonas equipadas com estações receptoras. A superfície terrestre poderá ser inteiramente coberta e fotografada em ciclos de 35 dias.

6679 – Banditismo – Sequestro


Disparidades podem alimentar ódio social:
Com o intuito de recuperar tanto as vítimas, quanto o dinheiro pago, as autoridades recomendam que as famílias dos sequestrados cooperem com a polícia, apesar do risco ao sequestrado.
Os sequestradores ou conhecem pessoalmente as vítimas ou tiram seus nomes de notícias de revistas econômicas ou colunas sociais (ser rico também traz problemas). Atualmente as autoridades estudam formas de bloquear os bens dos sequestrados, de uma forma que fique impossível pagar os resgates pedidos. Mas aí, o desfecho dependerá de pura sorte.

Um pouco +

A palavra sequestro pode ter vários significados, dentre as quais se destacam:
quando se refere a uma pessoa, trata-se do ato de privar ilicitamente uma pessoa de sua liberdade, mantendo-a em local do qual ela não possa livremente sair.
quando se refere a um bem, trata-se do ato de apreender ou depositar um ou mais bens, sobre os quais pese litígio, como forma de garantir que sejam entregues, no final de um processo, a quem lhes seja destinado por direito.
Neste texto se analisa a palavra sequestro com o significado mais conhecido, o de sequestro de pessoas.
Sequestro é crime segundo o Artigo 148 do Código Penal Brasileiro, que significa privar alguém de sua liberdade, mediante sequestro ou cárcere privado, colocando a pena de reclusão, de um a três anos.
A pena agravante de reclusão, de dois a cinco anos:
se a vítima é ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos;
se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital;
se a privação da liberdade dura mais de quinze dias.
se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos;
se o crime é praticado com fins libidinosos.
Se resulta à vítima, em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção, grave sofrimento físico ou moral: Pena – reclusão, de dois a oito anos.
Em geral, o sequestro de pessoas é feito com o intuito de extorsão, ou seja, de coação do próprio sequestrado ou de outras pessoas por meio de violência ou ameaça, e com o intuito de obter qualquer tipo de vantagem, seja dinheiro, bens materiais, ou mesmo utilizar o sequestrado como “moeda de troca” a fim de obter a libertação de um ou mais indivíduos presos, etc.
No Código Penal Brasileiro, o crime de extorsão mediante sequestro é punido com a pena de reclusão de 8 a 15 anos (art. 159 do Código Penal Brasileiro).

6678 – Biologia – A Toupeira


Acredite, este animal é da Terra

Os danos que as toupeiras causam às raízes das plantas ao se deslocarem no subsolo em busca de alimento são a causa da perseguição que lhes é movida por muitos agricultores. A ação do animal, no entanto, é benéfica para a aeração e a nitrogenação do solo e favorece a eliminação de invertebrados nocivos às culturas.
Toupeira é o nome de um conjunto de pequenos mamíferos, em especial as 22 espécies que compõem a família dos talpídeos, pertencente à ordem dos insetívoros. A maior parte é estritamente subterrânea e cega.
As toupeiras estão distribuídas pelas regiões temperadas da Europa, Ásia e América do Norte. Em geral têm corpo arredondado, cauda e patas curtas e cabeça achatada e pontiaguda. Apresentam olhos pequenos ou vestigiais, bastante atrofiados, e a maioria não tem orelhas. O pêlo aveludado curva-se em qualquer direção, sem opor resistência. Suas extremidades anteriores e posteriores, perfeitamente adaptadas para cavar e nadar, facilitam os movimentos sob o solo. Alcançam a maturidade sexual entre seis meses e um ano e têm cerca de quatro crias, uma ou duas vezes ao ano.
Em permanente atividade, as toupeiras alternam rápidos ciclos de trabalho e repouso. Ingerem diariamente uma quantidade de alimento maior que seu peso. Em busca de minhocas, vermes, insetos e algumas sementes germinadas, cavam extensas galerias no subsolo, logo abaixo da superfície. As mais profundas, que lhes servem de morada, situam-se a até três metros de profundidade. Algumas aves e mamíferos lhes dão caça, apesar do forte odor que exalam.
Entre as espécies mais freqüentes figuram a toupeira-comum (Talpa europaea), com cerca de 15cm de comprimento, encontrada na Europa e na Ásia, do Reino Unido ao Japão; e a toupeira-comum norte-americana (Scalopus aquaticus), maior que as demais, com pelagem escura.

Talpidae é uma família de mamíferos da ordem Soricomorpha, que inclui as toupeiras e os desmanes. O grupo habita a América do Norte, Europa e Ásia. São animais que vivem no subsolo enterrados em tocas e galerias. As toupeiras têm o corpo alongado e coberto de pêlos. Não têm orelhas externas e, devido ao seu modo de vida, são total ou parcialmente cegas. A sua alimentação faz-se à base de pequenos animais invertebrados que vivem no solo.

6677 – Na Onda do Popeye – Jovens dos EUA aumentam produção de energia solar com espinafre


Uma equipe de jovens cientistas da Universidade Vanderbilt, nos EUA, descobriu um jeito um tanto quanto inusitado de “turbinar” a produção de eletricidade proveniente do Sol: utilizar a proteína da fotossíntese do espinafre para confeccionar as células fotovoltaicas que constituem os painéis solares. Será que eles andam assistindo muito ao Popeye?
De acordo com o estudo dos pesquisadores – divulgado nesta semana no jornal científico Advanced Materials –, combinar a enzima do espinafre com o silício – um dos materiais usados na fabricação das placas fotovoltaicas – resulta em células solares 2,5 vezes mais potentes, que, consequentemente, produzem mais eletricidade.
Os jovens até tentaram misturar a enzima do espinafre com outros metais, mas a “química” da verdura parece ser mesmo com o silício. Segundo os cientistas, a combinação dos dois gerou uma corrente elétrica quase mil vez maior do que a resultante da mistura com outros metais.
A descoberta já rendeu até prêmios aos pesquisadores da Universidade Vanderbilt, que agora querem construir uma “placa solar de espinafre” funcional, que possa ser adotada em construções sustentáveis.

6676 – Óptica – A Menor Lente do Mundo


Trata-se de uma lente de plástico, 10 vezes mais fina que um fio de cabelo e capaz de corrigir cataratas e foi festejada como um dos maiores inventos de 1994. Facilmente dobrável, ela entra no olho por meio de um minúsculo orifício, aberto por laser ou ultra-som. As lentes usuais exigem um corte de 5 a 11 mm. Uma vez inserida, a lente volta a forma normal e ajeita-se na posição correta. Não é preciso fechar ocorte ou usar óculos. Tal proeza baseia-se no fenômeno da difração, que força os raios de luz a se curvar. As lentes existentes operam por meio refração, na qualo feixe luminoso devia-se, mas de maneira abrupta, passando de uma trajetória retilínea para outra. As lentes difratórias podem ser bem mais finas que as refratoras, mas até então focalizavam as cores em pontos diferentes. Aí, pela 1ª vez em 100 anos, se obtinha com uma lente difratora, a mesma qualidade óptica das refratoras.

6675 – Planeta Terra – Derretimento Veio Pra Ficar


Ainda há uma enorme massa de incertezas sobre como será o clima da Terra no fim deste século, mas as últimas semanas deixaram ao menos um fato claro: o Ártico nunca mais será o mesmo, para o bem e para o mal.
O indício mais forte vem da queda recorde na extensão do gelo marinho de verão. O gelo atingiu 4,1 milhões de quilômetros quadrados na semana passada, a menor medida feita por satélite desde que esse tipo de dado começou a ser recolhido, no fim dos anos 1970.
Jefferson Cardia Simões, diretor do Centro Polar e Climático da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), nem titubeia ao responder se o fenômeno veio para ficar: “Sim, é irreversível”.
Simões lembra ainda que o ineditismo da baixa no gelo ártico de verão provavelmente diz respeito a um período bem maior do que meros 30 e poucos anos.
“Embora os dados de satélite remontem a 1979, nós temos registros escritos da extensão do gelo entre as comunidades da Islândia, da Escandinávia e, mais recentemente, da Groenlândia”, diz o glaciologista gaúcho.
Esses dados indicam que o degelo é provavelmente o mais extenso em 500 anos, pelo menos, segundo Simões.
Recordes à parte, e daí? Uma coisa que não deve preocupar ninguém no caso do degelo marinho é o aumento do nível dos mares -como esse gelo já está no oceano, não faz diferença para o nível da água se ele está presente na forma sólida ou líquida.

Mas é claro que um mar ártico mais quente e com menos gelo tem repercussões consideráveis. A primeira é o que os cientistas chamam de feedback positivo: quanto menos gelo na água, mais o gelo que sobrou tende a derreter de vez.
Isso ocorre porque a água do mar, mais escura do que o gelo (é claro), absorve proporcionalmente mais radiação solar e esquenta ainda mais.
“Achávamos que o degelo visto hoje só iria ocorrer daqui a duas ou três décadas”, afirma Simões.
As vítimas mais óbvias de mudanças numa escala de tempo tão curta são ursos-polares, raposas-do-ártico e outros animais que dependem do gelo marinho como plataforma para caçar.
Por outro lado, frotas comerciais começam a ter imensas avenidas para carregar seus produtos pelo extremo norte do mundo. Frotas militares não precisarão mais de submarinos para atravessar o Ártico por baixo do gelo, o que pode ter implicações geopolíticas, lembra Simões.
O climatologista americano Patrick “Pat” Michaels, do Centro para o Estudo da Ciência do Instituto Cato, vê como menos urgente a situação do Ártico. Ele afirma que as projeções atuais usadas pelo IPCC, o painel do clima da ONU, não são confiáveis.
“Os modelos usados pela ONU previram um aquecimento muito maior do que o que estamos vendo”, diz.
Outros especialistas que minimizam a mudança climática chegaram a afirmar que o recorde de degelo foi estimulado por tempestades que atingiram o Ártico e fragmentaram mais o gelo marinho.