Arquivo da categoria: Ciência

9788 -☻Mega Recordes


O ponto mais elevado da Terra
- Monte Everest – Nepal – Tibet – 8.844,43 m (rocha) e 8.848 m (gelo)

Ponto mais baixo (maior depressão)
Mar Morto – Israel, Jordânia – A superfície da água está 396 metros abaixo do nível do mar.

Maior profundidade
Fossas Marianas, no Oceano Pacífico – 11.034 m

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Maior Continente – Ásia – 8,6% da superfície planetária (ou 29,5% das terras emersas)

Menor Continente – Ocenia – 9.008.458 km² (7.686.850 km² só da Austrália)

Maior Oceano – O Pacífico – 180 milhões km²

Menor oceano, o Ártico – 13 milhões km². É a menor e a mais rasa das cinco grandes divisões oceânicas do mundo.

Maior desfiladeiro – Grand Canyon – EUA – 446 km de extensão e 1.600 m de profundidade

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Maior Monólito – Monte Augustus, Austrália – O Monte Augustus fica a 1.105 metros de altitude e, com aproximadamente 860 m de altura, cobre uma área de 47.95 km². Ele possui um cume central de 8 km de comprimento.

Maior rocha – Ayers Rock – Austrália – 860 m de de altura e cume de 8 km de comprimento.

Maior mina de cobre a céu aberto (tamanho) – Bingham Canyon Mine – EUA

Maior mina de cobre a céu aberto (produção) – Chuquicamata, Chile – 3 km de extensão e 850 metros de profundidade.

Maior mina de diamantes a céu aberto – Mina de Mirny
Rússia – 525 metros de diâmetro e 1200 de profundidade

Maior ilha – Groelândia – Dinamarca – 2.166.086 km² (se a Austrália não for considerada ilha)

Menor Ilha – Ilhas Pitcairn, Reino Unido – 47 km²

Maior iceberg – B15A – 110 quilômetros de extensão por 20 de largura. A área total: quase 1 700 km²

Território terrestre mais isolado – Ilha de Páscoa – Chile – Situada a 3.510 km da costa oeste do Chile e a 2.075 km da costa sudeste das Ilhas Pitcairn

Maior praia – Praia do Cassino, Brasil – 240 km

Praia do Cassino, a maior do mundo
Praia do Cassino, a maior do mundo

Menor praia – Praia de Gulpiyuri, Espanha – 50 m de diâmetro a 100 m da costa.

Maior caverna – Sarawak, Malásia – 70 m x 700 m x 300 m

Maior deserto – Saara – Argélia, Chade, Egito, Marrocos, Líbia, Sudão, Tunísia – 9 065 000 km²

Menor deserto – Deserto de Maine, EUA – 160.000 m²

Maior deserto de sal – Salar de Uyuni, Bolívia – 12.000 km² de área

Maior floresta – Floresta Amazônica – Brasil, Peu, Venezuela – 7.000.000 km²

Rio mais longo – Amazonas – Peru, Brasil – 7.026 km (fontes citam o Rio Nilo)

Mar mais longo Mediterrâneo – Aproximadamente 2,5 milhões de km²

Maior vulcão – Guallatiri – Chile – Seu cume situa-se a 6.071 metros acima do nível do mar.

Menor vulcão – Taal, nas Filipinas

Maior lago de água doce – Lago Superior – Canadá, EUA – 82.414 km²

Maior lago de água salgada – Mar Cáspio – Rússia, Irã – 371.000 km²

Lago mais profundo – Baikal, Rússia – 1.600m de profundidade

Mar mais raso – Azov, Rússia – Profundidade máxima de 14 metros.

Lago mais alto (navegável) – Lago Titicaca -Peru, Bolívia – 3.811 metros acima do nível do mar

9785 – Ambientalismo ou Antiambientalismo? – O Sea Shepard


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A Sea Shepherd Conservation Society (com a sigla SSCS) é uma organização sem fins lucrativos, focada na conservação de seres marinhos, sediada em Friday Harbor, Washington nos Estados Unidos da América. O grupo usa táticas de ação direta para proteger a vida marinha. Foi fundada em 1977 com o nome de Earth Force Society por Paul Watson, um antigo membro da Greenpeace, depois de este ter sido excluido da mesma pois defendia o uso de táticas de intervenção mais agressivas. O grupo dispõe um foco forte em relações públicas para difundir a sua mensagem através dos meios de comunicação. Em 2008, o canal Animal Planet (Parte da cadeia Discovery) começou a filmar um reality show, “Piratas Ecologicos” (Whale Wars em inglês), baseado nos encontros anuais do grupo com a frota Japonesa de baleiros no oceano antártico.
A Sea Shepherd Conservation Society opera, neste momento, 4 embarcações: o MY Steve Irwin, o MY Bob Barker, o MV Brigitte Bardot e o MY Sam Simon. Que têm participado em operações por todo o mundo que incluem, sabotagem a afundamento de barcos enquanto atracados em portos, obstrução á caça de focas no Canadá e na Namíbia, ofuscar baleiros com lasers (tatica usada também por forças policiais para desabilitar suspeitos), atirar garrafas com quimicos não toxicos mal cheirosos (bombas de cheiro) para o convés dos navios envolvidos em atividades ilegais em alto mar, apreensão e destruição de redes-derivantes. A organização afirma que as suas ações agressivas são necessárias pois existe uma relutância por parte dos governos a nível mundial em aplicar a lei em alto mar, dando assim, à Sea Shepherd Conservation Society, autoridade para as aplicar eles mesmos tal como descrito na United Nations World Charter For Nature1
A Sea Shepherd é bancada por milhares de apoiadores e doadores pelo mundo incluindo algumas celebridades como os Red Hot Chilli Peppers, Richard Dean Anderson (ator que interpertava o papel de MacGyver) e Sam Simon (Co-produtor de The Simpsons) entre muitos outros. No entanto é também bastante criticada por diversas personalidades e organizações devido ás suas ações agressivas, com o intuito de intimidar, tendo mesmo tendo sido considerados eco-terroristas por governos como o do Japão. Apesar das suas táticas agressivas não existe um único registro de feridos causados pela organização. Entidades como o Activistcash dedicam-se a rastrear e levar ao conhecimento do grande público as fontes de recursos de ONGA’s como a Sea Shepherd.

Oposto ao Greenpeace, organização que ajudou a fundar com mais duas pessoas, mas que tinha propósitos muito burocráticos, Paul Watson concluiu que a resposta dada era inadequada aos danos ambientais causados.
A resposta endossada por Paul Watson inclui a sabotagem e o afundamento de navios julgados por ele como que tenham violado leis baleeiras internacionais. Estes navios são considerados por ele como piratas.

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Desde 1979, o Sea Sheperd alega ter afundado dez baleeiros, referindo-se a eles como piratas:

1979 – o baleeiro Sierra afundou na costa de Portugal;
1980 – os baleeiros Isba I e Isba II afundaram em Vigo, Espanha;
1980 – os baleeiros Susan e Theresa afundaram na África do Sul;
1981 – os baleeiros Hvalur 6 e Hvalur 7 afundaram na Islândia;
1992 – o baleeiro Nybraena afundou na Noruega;
1994 – o baleeiro Senet afundou na Noruega;
1998 – O baleeiro Morild afundou na Noruega.
Por esses acontecimentos, os navios tiveram suas bandeiras cassadas. De acordo com coluna do The New Yorker, de novembro de 2007, navegam sob bandeira dos Países Baixos.

9784 – Matemática – A Revolução do Conhecimento


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Se hoje Pisa tem a torre torta mais famosa do mundo, isso se deve à sua pujança na Idade Média. O monumento começou a ser erguido em 1173, a fim de celebrar a boa fase econômica da cidade italiana. Seda, porcelana, couro, especiarias, passava de tudo por lá. O impulso mercante só não era maior porque comerciantes e consumidores tinham um problema, compartilhado com outros grandes centros da Europa: fazer contas era muito difícil. Não havia um sistema numérico que facilitasse a vida das pessoas (se você tem dificuldades com números, agradeça por não ter nascido naquela época). Os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 eram desconhecidos dos europeus. Tarefas como uma simples adição não era para qualquer um. Imagine um administrador alfandegário somando CCXXXII sacas de trigo com MDCCCLII garrafas de vinho. Demoraria para chegar à resposta (MMLXXXIV, também conhecido como 2 084). E calcular isso não soa difícil porque não estamos acostumados aos algarismos romanos. Mas sim porque o sistema tinha muitas limitações, como a ausência do zero, essencial para fazer contas. Ou seja, calcular era para poucos.

As operações aritméticas são mais novas no Ocidente que diversos conhecimentos sobre geometria e matemática, como os teoremas dos gregos Pitágoras e Tales. Catedrais da Europa medieval, como a Notre-Dame de Paris, além da própria torre de Pisa, foram construídas com base em cálculos muito mais difíceis de realizar sem o suporte dos atuais algarismos. E, se era mais complicado para obras de reis e papas, não era mais fácil para o homem simples. Pelo contrário. Na Idade Média, os europeus se viravam contando nos dedos e lendo algarismos romanos. E o que mais se aproximava de uma calculadora era um instrumento rústico chamado ábaco (veja mais no boxe abaixo).
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Mas a situação começou a mudar no século 12. Para a sorte da cidade toscana, havia ali um matemático chamado Leonardo de Pisa. Ele se tornaria mais conhecido pelo apelido Fibonacci, nome de uma sequência numérica aplicada na biologia, nas artes plásticas e em outros campos (veja mais na pág. 70). Porém, pesquisadores começam a repensar o lugar de Leonardo na história. É graças a ele – e aos matemáticos que o seguiriam – que hoje temos uma das maiores invenções da humanidade: os algarismos indo-arábicos.

Pré-história do número

Em um dos famosos quadrinhos Calvin & Haroldo, de Bill Watterson, o pai do menino pergunta o que ele queria ser quando crescer. Calvin desejava, como quase todo garoto da sua idade, algo longe da matemática. Refletiu sobre como ter uma vida 100% ausente de números, esses torturadores de crianças nas escolas. “Vou ser um… um… homem das cavernas!”, respondeu. Ele chegou perto. Só que até mesmo os homens primitivos dependiam de cálculos e números para sobreviver. Saber que 1 antílope era mais fácil de caçar do que 4 era essencial.

Pequenas quantidades são percebidas diretamente tanto por humanos quanto por outros animais. Uma galinha sabe se sua ninhada foi mexida, por exemplo. Isso se chama percepção numérica. A contagem, entretanto, é um atributo humano, intimamente ligado ao desenvolvimento da inteligência.

Não se sabe quando o homem começou a medir coisas de forma quantitativa. Não sabemos nem quem veio antes, se números cardinais (1, 2, 3) ou ordinais (1º, 2º, 3º). Alguns antropólogos defendem que a contagem se desenvolveu especificamente para lidar com necessidades simples do dia a dia – o que indica que os cardinais apareceram antes. Outra corrente sugere que os números podem ter sido inicialmente relacionados a rituais que exigiam ordem de aparição. A primeira estrela a surgir no céu ou a segunda colheita após a chuva, por exemplo.

O método de contagem mais antigo é o do osso ou do pedaço de madeira entalhado. Os primeiros testemunhos arqueológicos conhecidos dessa prática datam do período aurignacense (35 mil a.C. a 20 mil a.C.). Outras evidências também comprovam que o homem registrava quantidades com representações de argila e nós em cordas. Um objeto de argila encontrado no Peru, por exemplo, pode ter significado uma contagem de cabeças de gado.

As primeiras noções de quantidade com que o homem começou a lidar foram as mais próximas de sua realidade. Logo, 1 e 2 são os números mais antigos. De 3 em diante, era tudo uma mesma quantidade disforme que representava muita coisa. Não importava se era 50 ou 500. Não havia essa distinção. Ou seja, um é pouco, dois é bom, três é demais. A famosa expressão representa a antiga relação do homem com os números. Os sumérios, em 3 mil a.C., usavam o termo es para representar 3 e ao mesmo tempo “muitas coisas”. Não havia definição para 4 em diante.

A própria noção de que um número representa uma quantidade específica levou séculos para ser absorvida. Dois são 2, não importa se são 2 ovos, 2 elefantes ou 2 ônibus. Mas, até hoje, alguns idiomas contêm traços dessa antiga separação entre a quantidade e o número específico para representá-la. E isso é intrinsecamente ligado à cultura e ao cotidiano de um povo. Em Fiji, arquipélago no Pacífico pouco menor que Sergipe, cocos e barcos fazem tanto parte da cultura local que existem palavras diferentes para a mesma quantidade deles. Por exemplo, 10 cocos é koro e 10 barcos é bolo.

Calcular faz parte do cotidiano do homem. A verdadeira revolução, portanto, está na forma de fazer cálculos. Uma novidade que chegou ao Ocidente há menos de mil anos. “Talvez por ser fruto de práticas coletivas, essa história não poderia ser atribuída de modo preciso a ninguém”, explica Georges Ifrah, autor de A História dos Números – Uma Grande Invenção.

Até então, havia diferentes sistemas numéricos, criados por diferentes civilizações, como as mesopotâmicas, maia, egípcia, grega e chinesa. Todos com uma coisa em comum: desordem. Esses sistemas tinham um nome ou objeto diferente para cada número. Ou seja, teoricamente, eram modelos com símbolos infinitos. E, por razões práticas, nenhum método assim sobrevive por muito tempo. Essa dificuldade de escrever números grandes também prejudicava a adição, a subtração, a multiplicação e a divisão. Foi aí que, na Índia do século 5 a.C., surgiu a base decimal, ou seja, a noção de que números podem ser arrumados hierarquicamente, usando-se apenas 10 símbolos. Por exemplo, apenas com o símbolo 5 pode-se representar infinitos números: 55, 555, 5555 e assim por diante. Não era mais necessário um símbolo para cada número.

Como definir o valor desses símbolos postos lado a lado? Depende da posição em que cada um está, da direita para a esquerda: casa das unidades, dezenas etc. Ideia simples e funcional, que eu, você e todo mundo sabe. Mas que demorou 1,7 mil anos para se espalhar. “A Europa teve de esperar Leonardo de Pisa para aprender a contar direito”, diz o inglês Keith Devlin, autor de The Man of Numbers: Fibonacci’s Arithmetic Revolution (“o homem dos números, a revolução aritmética de Fibonacci”, inédito em português).

Mas por que a base é decimal e não quinzenal? Na verdade, houve outras bases. A base 20 já foi popular na Europa Ocidental, por exemplo. Até hoje, em francês, 80 é quatre-vingts (“quatro vintes”). Alguns povos, como os sumérios, em 4000 a.C, optaram por organizar seres e objetos em grupos de 60. “Esse sistema sobrecarrega o cérebro, já que requer um símbolo para todos os números de 1 a 60″, diz o astrofísico Mario Lívio, autor de Deus É Matemático? Mesmo assim, a forma suméria deixou um legado que perdura até hoje, na divisão da hora em 60 minutos de 60 segundos cada um. Já se perguntou por que depois de 4h59 não é 4h60, mas 5h? Culpe os sumérios. Mas foi a base decimal que deu mais certo e conquistou o mundo. Muito provavelmente por causa de um motivo trivial. Ela teria sido inspirada nos 10 dedos da mão, e mão é a primeira coisa que o homem usou para calcular. Por isso ela parece tão natural. Agrupamos números em 10, 100, 1 000 porque não poderia ser mais prático.

Leonardo e os árabes

Os algarismos que usamos atualmente são uma herança indiana transmitida pelos árabes. No século 7, o islamismo expandiu-se em todas as direções, entrando em contato com diversas culturas, o que significou um avanço científico tremendo. Eles estudaram e traduziram obras de filósofos e matemáticos gregos e, ao conquistar a Índia, reconheceram a importância do sistema numérico hindu, que já tinha mais de mil anos de uso. E propagaram o novo conhecimento ao longo de seus domínios. O que não incluía a maior parte do continente europeu.

Havia dois tipos de matemáticos na Europa do século 12: os de escolas religiosas ou universidades e os que exerciam atividades de comércio e negócios. É neste último grupo que Leonardo de Pisa se inseria. Ele viveu por algum tempo com seu pai, um funcionário de comércio e alfândega, em Bugia, na atual Argélia, e viajou para países como Grécia, Egito e Síria, onde teve a oportunidade de estudar e comparar diferentes métodos de operações numéricas. Em contato com o sistema utilizado pelos mercadores árabes, Leonardo aprendeu uma maneira mais eficiente para calcular. O sistema desenvolvido na Índia era muito mais simples do que o romano.

“Estes são os 9 símbolos hindus: 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Com eles, mais o símbolo 0, que em árabe é chamado zéfiro, qualquer número pode ser escrito.” Com essas palavras introdutórias, Leonardo de Pisa publicou, em 1202, o Liber Abbaci. A obra, traduzida como Livro do Cálculo, apresentou à Europa as operações de somar, subtrair, multiplicar e dividir, usando a novidade dos algarismos. Não foi o primeiro livro escrito no continente para descrever o novo sistema numérico. Mas foi o mais influente e acessível, o que fez toda a diferença.

Ao facilitar os cálculos que faziam parte do cotidiano das pessoas, Leonardo democratizou o conhecimento matemático. Agora, era muito mais simples fazer contas, sem depender de um especialista em ábaco. Leonardo teve o cuidado de explicar os conceitos com exemplos da vida cotidiana comercial: preço de bens, cálculo de lucros e as conversões entre as diferentes moedas. “As pessoas comuns que queriam fazer negócios passaram a fazer contas sozinhas. E isso foi graças à nova forma de calcular apresentada por Leonardo”, explica Devlin. “Naquela época, ainda sem imprensa, a divulgação era boca a boca. Muitas cópias do livro, feitas a mão, foram armazenadas em grandes mosteiros. Os interessados tiveram que lê-las lá, como obras de referência”, diz. “E, depois que Liber Abbaci saiu, centenas de pessoas escreveram obras derivadas. Elas passaram a ter seus próprios livros sobre aritmética, com aquilo que lhes interessava.”

A técnica popularizada por Leonardo ficou conhecida como numeração de al-Khowarizmi, em homenagem ao matemático árabe Mohamed Ibn Musa Alchwarizmi, que em 820 escreveu sobre a arte hindu de calcular. Com o tempo, o nome mudou para algorismi, que em português virou “algarismo”.

Entretanto, os numerais indo-arábicos não foram aceitos prontamente pelos europeus e chegaram a ser proibidos pela Igreja. Ela chegou a espalhar que, de tão engenhoso, o cálculo árabe era demoníaco. Além disso, os praticantes do ábaco estavam preocupados com seu ganha-pão. “Não queriam ouvir falar desses métodos que colocavam operações aritméticas ao alcance de todos”, explica Ifrah. Mas a essa altura já era um caminho sem volta. Os algarismos trouxeram desenvolvimento à Europa medieval e tiveram importância na transição para a Idade Moderna. Mesmo com todas essas vantagens, a campanha contrária, somada ao costume arraigado nas pessoas comuns de persistir usando o sistema numérico romano, atrasou por séculos a vitória definitiva do algarismo. Durante esse período de transição, houve uma grande rivalidade entre os “abacistas” – aqueles que eram especialistas em cálculo com o ábaco – e os “algoritmistas” – os que privilegiavam o cálculo por meio do novo sistema. Um embate que terminou somente no século 16, com a vitória dos algarismos. Naquela época, eles já estavam bastante estabelecidos e foram essenciais para as épicas viagens marítimas de Cristóvão Colombo, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães. É claro que houve grandes expedições nos mares antes. Vikings e chineses, por exemplo, exploraram os oceanos Atlântico e Pacífico, respectivamente. Mas o conhecimento dos algarismos indianos proporcionou o desenvolvimento da astronomia e da navegação na Europa, o que permitiu viagens muito mais bem organizadas e planejadas. Mesmo assim, o ábaco resistia. O ensino do instrumento só foi abolido de uma vez por todas nas escolas com a Revolução Francesa, em 1789.

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Os historiadores e os matemáticos que pesquisam e analisam o legado de Leonardo de Pisa colocam a invenção do atual sistema de numeração indo-arábico no mesmo nível de importância que a invenção da roda. É graças a ela que a matemática e a engenharia puderam avançar. Graças a ela a computação e a internet nasceram. Leonardo de Pisa conseguiu, com a abordagem certa, convencer a Europa a fazer contas de maneira melhor. Como definiu o escritor David Hutter, os algarismos são a coisa mais próxima de uma linguagem humana universal.

9783 – Ecstasy pode ser eficiente no tratamento do câncer


Cientistas ingleses revelaram que o ecstasy, também conhecido como MDMA, pode ser eficaz no tratamento de alguns tipos de câncer de sangue, como leucemia, linfoma e mieloma múltiplo. Os pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, conseguiram modificar as propriedades da droga, intensificando em 100 vezes sua capacidade de destruir células cancerosas. As descobertas foram publicadas na edição bimestral da revista Investigational New Drug.
Há seis anos, os pesquisadores descobriram que os cânceres que afetam os glóbulos brancos do sangue parecem responder a certas drogas psicotrópicas. Entre elas estão pílulas de emagrecimento, antidepressivos da família do Prozac e derivados da anfetamina como é o caso do MDMA. Antes, porém, a dose necessária de ecstasy para tratar o tumor poderia ser fatal ao paciente.
Desta vez, os pesquisadores trabalharam no isolamento das propriedades anticancerígenas da droga e estão estudando formas de conseguir que moléculas de MDMA penetrem nas paredes das células cancerosas mais facilmente.
“A perspectiva de sermos capazes de atacar o câncer no sangue com uma droga derivada do ecstasy é uma proposta genuinamente excitante”, diz David Grant, diretor científico da instituição beneficente Pesquisa de Leucemia e Linfoma, que financiou parcialmente o estudo.
“Muitos tipos de linfoma permanecem difíceis de tratar e necessitamos desesperadamente de drogas não tóxicas que sejam eficazes e tenham poucos efeitos colaterais”, afirma.
“Embora não queiramos dar às pessoas falsas esperanças, os resultados desta pesquisa demonstram o potencial para avanços nos tratamentos nos próximos anos”, afirma John Gordon, professor da Escola de Imunologia e Infecção da universidade inglesa.

9782 – Mega Techs – Por que o CD convencional tem 74 minutos?


Porque está obsoleto.

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O formato Compact Disc (CD) surgiu em 1980, como uma alternativa aos discos de vinil, com uma portabilidade semelhante à da fita cassete, porém com qualidade de áudio superior Às plataformas físicas já existentes. No entanto, um fato curioso é a duração do CD, de 74 minutos, uma duração fracionada.
A Philips e a Sony começaram a trabalhar no padrão inicial do áudio em compact disc por volta do fim dos anos 1970, período em que o cenário musical mundial vivia o auge do Rock and Roll, com bandas como Rolling Stones, além da popularização da disco music. A Philips apostava no desenvolvimento de um disco de 11,5cm, ao passo que a Sony cogitava um formato de 10cm. Ambos os formatos acomodariam tranquilamente os vinis da época, e o modelo da Sony era capaz de armazenar 60 minutos de música em estéreo em 16 bits com frequência de 44,056 Hz.
Mas Norio Ohga, um cantor de ópera que criticava fortemente a qualidade do áudio da época, enviou à Sony uma carta, na qual reprovava a qualidade do som do gravador de fitas da empresa. Em contrapartida, Ohga recebeu uma oferta de emprego, e sua influência foi tão grande que o levou à presidência da Sony nos anos 1980. No entanto, antes disso, ele supervisionava o projeto do compact disc, e exigiu que o formato do fosse capaz de tocar a Nona Sinfonia de Beethoven inteira. A decisão de Ohga foi uma correspondência à então situação do cenário musical do mundo.
De acordo com a Philips, a “performance mais longa conhecida tem duração de 74 minutos [...] uma gravação em mono feita durante a Bayreuther Festpiele em 1951 e conduzida por Wilhelm Furtwängler.” 60 minutos não aguentaria isso, então ficou decidido que o ideal eram 74 minutos, num formato de 12cm.
Há outra versão da história, que afirma que o famoso maestro austríaco Von Karajan teria pedido para que o formato suportasse a Nona Sinfonia inteira. Von Karajan foi responsável por tornar o formato conhecido entre os audiófilos, e teria colocado esta influência em negociação, para conseguir implantar o padrão que desejava.
Porém, o chefe de engenharia da Philips, Kees Immink, afirma que a escolha pelo formato de 12 centímetros foi por conta da neutralidade do tamanho, que não era defendida pela Sony, nem pela Philips.

Lendário CD da Pool de 1995
Lendário CD da Pool de 1995

9781 – Hibernação de ursos pode dar pistas para tratamento de obesidade e diabetes


Aprendendo com a Mãe Natureza:

Estudar os ursos-cinzentos pode ser uma saída para melhorar o tratamento de doenças como diabetes e obesidade. Estima-se que o sobrepeso seja um problema que atinge 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo. Existem poucos remédios aprovados para a perda de peso, e eles costumam apresentar efeitos colaterais significativos. Diante desse cenário, o pesquisador Kevin Corbit, da Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos, publicou um artigo no jornal The New York Times, na última terça-feira, sugerindo que o misterioso período de hibernação dos ursos pode dar pistas sobre o tratamento da epidemia de obesidade.
No verão, esses animais podem ingerir mais de 50.000 calorias e ganhar 7 quilos por dia. Depois, ficam sem se alimentar por até sete meses, sobrevivendo da gordura acumulada no organismo. Segundo Corbit, os ursos conseguem “desligar” suas funções renais durante esse período, resultando em rins danificados e altos níveis de toxinas no sangue — que seriam suficientes para matar um ser humano. Mas esse processo é revertido quando o animal acorda, e os rins são restaurados, sem nenhuma sequela.
Em uma pessoa saudável, a insulina causa uma redução no nível de açúcar do sangue, porque facilita o transporte dessa substância para as células, onde ela é utilizada na produção de energia, ou armazenada como combustível. No caso de um paciente com diabetes, as células não respondem à insulina, e o nível de açúcar se eleva.

Já os ursos são capazes de modificar as respostas de seu organismo à insulina. Quando bem alimentados, ficam mais sensíveis a ela, mas durante a hibernação eles se tornam resistentes – como os diabéticos. Mesmo nesse estado, porém, seu nível de açúcar no sangue é mantido. Quando os bichos acordam, o sistema volta a funcionar. Além disso, no período de acúmulo de peso, os ursos não armazenam gordura em locais que podem ser prejudiciais à saúde, como acontece nos humanos.
O objetivo de Corbit é estudar como essas alterações ocorrem nos animais e buscar pistas que possam ser aplicadas nos seres humanos. O autor relata que existe uma pequena quantidade de pessoas que, mesmo obesas, se mantêm sensíveis à insulina. Uma mutação em um gene chamado PTEN é considerada a responsável por esse fenômeno. “Nós descobrimos que os ursos controlam a atividade da proteína codificada pelo gene PTEN, de forma parecida como um interruptor, aumentando e diminuindo sua atividade em diferentes momentos de seu ciclo de hibernação”.

9780 – Santa Ignorância – Pesquisa mostrou que 1 em 4 americanos ignora que a Terra orbita o Sol


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Os americanos são entusiastas das ciências, mas carecem de conhecimentos básicos nesta área. Segundo um estudo da Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos, uma em quatro pessoas no país ignora que a Terra gira em torno do Sol. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira, durante um encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Chicago.
A pesquisa foi feita com mais de 2 200 pessoas. Compunham o questionário nove questões de física e biológica. A média alcançada mal daria para garantir a aprovação dos participantes. Apenas 74% sabiam que a Terra gira em torno do Sol. Menos da metade (48%) sabia que os seres humanos evoluíram ao longo do tempo a partir de outras espécies.
O resultado da pesquisa, que é realizada a cada dois anos, será incluído em um relatório da Fundação Nacional da Ciência a ser entregue ao presidente, Barack Obama, e membros do Congresso. Um em cada três participantes disse que a ciência deveria obter mais financiamento do governo. Quase 90% expressaram interesse em aprender sobre descobertas médicas.
Astrologia não é ciência — A associação também divulgou nesta semana que quase metade dos americanos acredita que astrologia, que enxerga influência dos corpos celestiais no comportamento humano, é “muito científica” ou “mais ou menos científica”. A prevalência foi maior entre jovens de 18 a 24 anos: 58% acham que astrologia tem base científica.

9777 – Final do Horário de Verão


Este artifício teria reduzido a demanda por energia em 4%, nos estados em que foi implantado, segundo estimativas.
Iniciado em 20 de outubro, encerra hoje, 15/02/2014 à meia noite.
A meta do governo é de economizar 400 milhões de reais com o horário de verão.
A economia seria por aproveitar a luz natural nos horários de pico, principalmente.

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9776 – De☻lho no Mapa – Ciudad del Este


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É uma cidade e distrito do Paraguai, situada no extremo leste do país às margens do rio Paraná. É a capital do departamento de Alto Paraná. Está localizada a 327 km de Assunção.
A cidade foi fundada através de decreto em 3 de fevereiro de 1957 com o nome Puerto Flor de Lis. Logo teve seu nome alterado para Ciudad Presidente Stroessner, em homenagem ao ditador Alfredo Stroessner. Após o golpe de estado que depôs o ditador em 3 de fevereiro de 1989, o comando revolucionário utilizou o nome de Ciudad del Este. Nos dias posteriores, através de plebiscito, os cidadãos elegeram e confirmaram o nome de Ciudad del Este.
A cidade faz parte de um triângulo internacional conhecido na região como Tríplice Fronteira, que envolve também Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. As três cidades são separadas umas das outras pelo Rio Paraná e pelo Rio Iguaçu.
Com uma aglomeração urbana a 387 mil habitantes (2010), Ciudad del Leste é a segunda cidade mais populosa do Paraguai ficando apenas atras da capital Assunção que tem 742 mil habitantes. Inumeros brasileiros trabalham ilegalmente nessa cidade, quase 50.000.
A cidade é responsável por 10% do PIB paraguaio que é de 150 bilhões de dólares é a terceira maior zona franca de comércio do mundo (após Miami e Hong Kong). Seus clientes são na maioria brasileiros, paraguaios e coreanos atraídos pelos baixos preços dos produtos ali vendidos. Além disso, a cidade é o quartel-general da Itaipu Binacional, juntamente com Foz do Iguaçu no Brasil. A venda de eletricidade da usina hidrelétrica de Itaipu para o Brasil gera mais de trezentos milhões de dólares de renda anual para o país.

centro cidad del este

Vai uma “muamba” aí?
O turismo de Ciudad del Este é caracterizado pelo ‘turismo de compras’ porém existe atrativos que diversificam do tradicional objetivo da maioria dos turistas. A 20 km ao norte, em Hernandarias, se encontra a represa de Itaipú, que pode ser contemplado pelo lado paraguaio. A 8 km ao sul, se encontram os Saltos del Monday. A 26 km ao sul está localizado o Monumento Científico Moisés Bertoni. O parque de Acaray oferece hospedagem os visitantes. O lago de la República que se encontra no centro da cidade é um espaço de recreação rodeado pela vegetação. A Catedral de San Blás assemelha-se a forma de um barco, construída em 1964 com esculturas de pedra. O museu “El Mensú” foi o primeiro espaço destinado para reunir os mais diversos objetos que representam a história, cultura e tradição da cidade, tendo peças da época da fundação da cidade e utensílios de indígenas da região.
A temperatura média anual é de 21 °C, a máxima atinge 38 °C, e a mínima 0 °C. O maior montante anual de precipitação ocorre na região do Alto Paraná, terra do nevoeiro e do orvalho de inverno permanente. Ciudad del Este tem um clima subtropical continental. No inverno de 1982, nevou pela segunda vez no Paraguai. Em novembro-dezembro de 2009 ocorreram quatro princípios de tornados, mas nunca estabelecidos em sua totalidade (é normal ver vórtices menores sobre o rio Paraná).

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9775 – Geografia – As Cataratas do Iguaçu


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A área das Cataratas do Iguaçu (em espanhol: Cataratas del Iguazú) é um conjunto de cerca de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizada entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil 20%, e o Parque Nacional Iguazú em Misiones, na Argentina 80%, fronteira entre os dois países. A área total de ambos os parques nacionais, correspondem a 250 mil hectares de floresta subtropical e é considerada Patrimônio Natural da Humanidade.
O Parque Nacional argentino foi criado em 1934; e o Parque Nacional brasileiro, em 1939, com o propósito de administrar e proteger o manancial de água que representa essa catarata e o conjunto do meio ambiente ao seu redor. Os parques tanto brasileiro como argentino passaram a ser considerados Patrimônio da Humanidade em 1984 e 1986, respectivamente. Desde 2002 o Parque Nacional do Iguaçu é um dos sítios geológicos brasileiros.
Historicamente, o primeiro europeu a achar as Cataratas do Iguaçu foi o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, no ano de 1541.
As Cataratas do Iguaçu participaram da campanha mundial de escolha das Sete maravilhas naturais do mundo, organizada pela Fundação New 7 Wonders. As cataratas ficaram entre as 28 finalistas da campanha, que durou até o fim do ano 2011 quando foi atingido o número de 1 bilhão de votos.
O sistema consiste de 275 cachoeiras ao longo de 2,7 km do rio Iguaçu. Algumas das quedas individuais têm até 82 metros de altura, embora a maioria tenha cerca de 64 metros. A Garganta do Diabo (em espanhol: Garganta del Diablo), uma queda em forma de U, tem 82 metros de altura, 150 metros de largura e 700 metros de comprimento, é a mais impressionante de todas as cataratas e marca a fronteira entre a Argentina e o Brasil.

Dois terços das cataratas ficam em território argentino. Cerca de 900 metros dos 2,7 km de comprimento, não tem água que flui sobre ele. A borda da tampa de basalto recua cerca de 3 mm por ano. A água do baixo Iguaçu se acumula em um cânion que drena no rio Paraná, a uma curta distância da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A junção entre a água marca a fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Existem pontos nas cidades de Foz do Iguaçu, no Brasil, Puerto Iguazú, na Argentina, e Ciudad del Este, no Paraguai, que têm acesso ao rio Iguaçu, onde as fronteiras dos três países podem ser vistas, uma popular atração turística para os visitantes das três cidades.

Ponto turístico:
A maioria dos visitantes alcançam as quedas do lado argentino através da cidade de Puerto Iguazú. O Brasil (e também o Paraguai) exige dos cidadãos de alguns países que entram pela Argentina a obtenção de vistos, o que é demorado. Por exemplo, os visitantes da América do Norte que vêm da Argentina para ver as cataratas do lado brasileiro devem solicitar pessoalmente um visto no consulado brasileiro na cidade argentina de Puerto Iguazú.
Existem dois aeroportos internacionais perto das Cataratas do Iguaçu: o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (IGU) e o Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú (IGR). Ambos os aeroportos estão a vários quilômetros das Cataratas do Iguaçu e das cidades vizinhas de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Puerto Iguazú, na Argentina. A LAN Airlines e a Aerolíneas Argentinas tem voos diretos a partir de Buenos Aires e várias companhias aéreas brasileiras como a TAM, Gol, Azul e WebJet oferecem serviços das principais cidades brasileiras até Foz do Iguaçu.
As quedas podem ser alcançadas a partir das duas principais cidades dos dois lados das cataratas, Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, no Brasil, e Puerto Iguazú, na província de Misiones, Argentina, bem como a partir de Ciudad del Este, no Paraguai, do outro lado do rio Paraná. As quedas são compartilhados pelo Parque Nacional Iguazú (Argentina) e pelo Parque Nacional do Iguaçu (Brasil). Os dois parques foram designados Patrimônio Mundial da UNESCO em 1984 e 1987, respectivamente.
No lado brasileiro, existe uma passarela ao longo do cânion com uma extensão para a base inferior da Garganta do Diabo. O passeio de helicóptero que oferece vistas aéreas das quedas estão disponíveis apenas no lado brasileiro, a Argentina proibiu tais excursões devido aos seus efeitos nocivos sobre o meio ambiente. Do Aeroporto de Foz do Iguaçu o parque pode ser alcançado por táxi ou ônibus. Há uma taxa de entrada para o parque. Ônibus gratuitos frequentes são fornecidos para vários pontos dentro do parque. A cidade de Foz do Iguaçu está a cerca de 20 km de distância e o aeroporto está entre o parque e a cidade.
O acesso pela Argentina é facilitado pelo Trem Ecológico. O trem leva os visitantes diretamente para a entrada da Garganta do Diabo, bem como as trilhas superiores e inferiores. O Paseo Garganta del Diablo é uma trilha de um quilômetro de comprimento que leva o visitante diretamente sobre as quedas da Garganta do Diabo. Outras passagens permitem o acesso ao trecho alongado de quedas do lado argentino e á balsa que liga a ilha de San Martin.

Muitas cataratas têm entre 30 m e 150 m na Garganta do Diabo, enquanto nas Cataratas Vitória alcançam mais de 300 m. No entanto, Iguaçu oferece uma vista melhor e passarelas, além disso, seu formato permite vistas espetaculares. Em um certo ponto uma pessoa pode estar cercada por 260 graus de cachoeiras. A Garganta do Diabo, tem água derramando-se nela a partir de três lados. Da mesma forma, visto que Iguaçu é dividida em várias pequenas quedas, pode-se ver estas uma porção de cada vez. Vitória não permite isso, pois é essencialmente uma cachoeira que cai em um canyon e é imensa demais para ser apreciada ao mesmo tempo (com exceção do ar).

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As Cataratas do Iguaçu foi escolhida como uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza, organizada pela Fundação New 7 Wonders. As cataratas estavam entre as 28 finalistas da campanha, que durou até 2011 quando provavelmente atingiu o número de 1 bilhão de votos. Outra concorrente e também vencedora brasileira no concurso foi a Floresta Amazônica. Em fevereiro de 2009, foi a quinta classificada no Grupo F, a categoria de lagos, rios e cachoeiras.

Mitologia Tupi-Guarani
Uma linda lenda tupi-guarani explica o surgimento das Cataratas do Iguaçu. “Há muitos anos atrás, o Rio Iguaçu corria livre, sem corredeiras e nem cataratas. Em suas margens habitavam índios caingangues, que acreditavam que o grande pajé M’Boy era o deus-serpente, filho de Tupã. Ignobi, cacique da tribo, tinha uma filha chamada de Naipi, que iria ser consagrada ao culto do deus M’Boy, divindade com a forma de grande serpente.
Tarobá, jovem guerreiro da tribo se enamora de Naipi e no dia da consagração da jovem, fogem para o rio que os chama: – “Tarobá, Naipí, vem comigo!” Ambos desceram o rio numa canoa.
M’Boy, furioso com os fugitivos, na forma de uma grande serpente, penetrou na terra e retorceu-se, provocou desmoronamentos que foram caindo sobre o rio, formando os abismos das cataratas. Envolvidos pelas águas, caíram de grande altura. Tarobá transformou-se numa palmeira à beira do abismo, e Naipí, em uma pedra junto da grande cachoeira, constantemente açoitada pela força das águas. Vigiados por M’Boy, o deus-serpente, permanecem ali, Tarobá condenado a contemplar eternamente sua amada sem poder tocá-la.

Garganta del diablo Garganta do 'diacho"
Garganta del diablo
Garganta do ‘diacho”

9774 – Falta de chuva faz floresta realimentar efeito estufa


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Se a floresta amazônica fosse uma pessoa, seria um fenômeno: quando bebe, seu hálito melhora; quando se abstém, ele piora.
E o mau hálito da Amazônia, com seus 6,8 milhões de km², pode empestear o ar do planeta inteiro, agravando o efeito estufa.
Num ano normal, com muita chuva, a floresta quase não emite gases do efeito estufa, como o CO2 (dióxido de carbono, que na verdade não tem cheiro). Num ano seco, lança na atmosfera tanto CO2 quanto o Brasil inteiro.
A revelação está num estudo pioneiro sobre o bafo da floresta, o primeiro a medir sua composição na escala de toda a bacia amazônica.
A pesquisa –que tem entre os autores principais uma química brasileira, Luciana Vanni Gatti– está na capa do periódico “Nature” de hoje.
Gatti organizou 160 voos, em 2010 e 2011, em quatro áreas da floresta. Eles serviram para coletar amostras de ar em altitudes de 300 m a 4.400 m acima do nível do mar.
Em 2010, um ano com chuvas muito abaixo da média, os dados indicam que a Amazônia emitiu 480 milhões de toneladas de carbono na atmosfera. Em 2011, que teve chuvas acima da média, a emissão foi quase neutra, com 60 milhões de toneladas.

Verdades do Verde
A pergunta estampada na capa da revista –”sumidouro ou fonte?”– trata do grande mistério da Amazônia: se a maior floresta tropical do mundo mais retira do que lança carbono na atmosfera.
Estima-se que a Amazônia guarde 120 bilhões de toneladas de biomassa acima do solo. Ou seja, sem contar raízes e o que mais houver de matéria orgânica abaixo dele.
É um bocado de carbono estocado. Ao fazer fotossíntese, as árvores retiram CO2 do ar e, com isso, contribuem para contrabalançar as emissões produzidas pela humanidade com a queima de combustíveis fósseis. Com a respiração da floresta, de noite, mas em especial com o desmatamento e as queimadas, o sinal se inverte.
Daí se originou o mito da Amazônia como “pulmão verde” do mundo. Na realidade, a questão não é se a mata produz oxigênio, como entendeu mal um repórter da agência UPI ao entrevistar o cientista alemão Harald Sioli, em 1971, mas, sim, que ela vai agravar o efeito estufa, se destruída.
O estudo de Gatti não oferece resposta conclusiva sobre o balanço de carbono, pois, com a grande variação do comportamento da floresta, dois anos de medições são insuficientes para indicar uma tendência. Mas surgiram pistas importantes.
Primeiro, a pesquisa deixa claro que é possível medir concentrações de gases do efeito estufa nos quatro quadrantes da floresta e extrapolar os resultados para todo o bioma. Até agora, as medidas tomadas em uma dúzia de torres de pesquisa espalhadas pela Amazônia não haviam permitido traçar essa radiografia, porque captam só os fenômenos num raio de poucos quilômetros.
A outra pista, bem menos animadora, está no estresse da floresta causado pelas secas, que devem tornar-se mais frequentes com o aquecimento global.

9773 – Biologia Marinha – O Tubarão-Martelo


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O Tubarão-martelo é um predador agressivo, facilmente identificável por ter a cabeça grande, chata e em formato de martelo – os seus olhos ficam nas extremidades da cabeça. Com cerca de 6 metros de comprimento e 400 kg, o tubarão alimenta-se basicamente de peixes, crustáceos e cefalópodes.
Além do formato característico de sua cabeça, os tubarões-martelo possuem uma nadadeira dorsal alta, e quando nada em águas rasas, ela sobressai acima da superfície. Como a maioria dos tubarões, o tubarão-martelo tem a parte abdominal em cores mais claras. Já na parte superior possuem tons de marrom-acizentados a verde-oliva.
Além do formato característico de sua cabeça, os tubarões-martelo possuem uma nadadeira dorsal alta, e quando nada em águas rasas, ela sobressai acima da superfície. Como a maioria dos tubarões, o tubarão-martelo tem a parte abdominal em cores mais claras. Já na parte superior possuem tons de marrom-acizentados a verde-oliva.
São encontrados em águas temperadas e tropicais em várias partes do mundo e se deslocam em cardumes que podem atingir 100 integrantes. Ao contrário de outras espécies de tubarões que possuem uma boca grande e milhares de dentes serrilhados e muito afiados, o tubarão-martelo possui uma boca desproporcionalmente pequena. Ele não consegue abri-la tanto quanto o tubarão-branco, por exemplo. Sua boca é equipada com pequenos dentes afiados e com muitas serrilhas na frente. Na parte posterior, os dentes são maiores e mais chatos, usados para triturar presas mais duras, como por exemplo, os mariscos.
Assim como outros tubarões, os tubarões-martelo possuem sensores eletromagnéticos, denominados de Ampolas de Lorenzi. Através de seus sensores, os tubarões conseguem identificar a sua presa, mesmo em grandes distâncias. Seu olfato também é muito aguçado e o auxilia bastante a detectar a sua comida.
Os tubarões-martelo são vivíparos e o período de reprodução acontece uma vez por ano, e geralmente a fêmea têm de 20 a 40 filhotes a cada cria. O ritual de acasalamento, não é nada agradável para as fêmeas. Isto porque o macho extremamente violento persegue e morde a fêmea até que ela ceda aos seus avanços. Os ovos são incubados dentro do corpo da fêmea por até 12 meses.
Existem nove espécies diferentes de tubarões-martelo, das quais quatro são mais conhecidas e abundantes. São o grande tubarão-martelo, o tubarão-martelo-entalhado, o tubarão-martelo-liso e o cação-martelo-da-aba-curta. Com exceção do cação-martelo-da-aba-curta, os demais são considerados perigosos.
Os martelos são frequentemente pescados, principalmente na Ásia Oriental, e suas barbatanas constituem um manjar muito apreciado por estes povos. Infelizmente a população de tubarões-martelo esta diminuindo. O número de animais dessa espécie existentes hoje em dia corresponde a apenas 10% do que havia em 1986. A principal razão para o desaparecimento dos tubarões-martelos é a pesca predatória.

9772 – Biologia Marinha – Tubarões em Perigo


Discovery & Mega de ☻lho nos oceanos

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Sobrepesca
Tal como centenas de outras espécies de peixes, os tubarões se encontram sob uma pressão crescente por parte da indústria de pesca mundial. Com o declínio das reservas de peixes comestíveis no mundo, muitas das frotas pesqueiras estão se voltando para os tubarões como uma fonte alternativa de alimento, o que pode vir a provocar efeitos catastróficos não somente nas populações de tubarões em geral, mas também nos ecossistemas marinhos como um todo.
As populações de tubarões demoram muito tempo a se recomporem da sobrepesca. Esses animais possuem um crescimento lento e demoram a atingir a maturidade sexual – 20 anos ou mais, dependendo das espécies. Em comparação às outras espécies de peixes, os tubarões dão à luz poucas crias. Estes fatores já colocaram a sobrevivência de várias espécies de tubarões em perigo, principalmente em áreas costeiras com grandes populações, como na costa da América, no Atlântico Norte.
O declínio no número de espécies de tubarões provoca sérias conseqüências no ecossistema em que vivem. Os tubarões são uma parte vital da cadeia alimentar e a sua natureza predatória ajuda a manter sob controle as populações marinhas. Sem tubarões para manter um equilíbrio saudável, o ambiente marinho está sujeito a sofrer enorme risco de danos permanentes.

9771 – Tubarão no Cinema


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Os tubarões foram trazidos em 1975 à atenção do público de uma forma forçada e memorável, por meio de “Tubarão” (Jaws), o lendário filme de Steven Spielberg sobre um grande tubarão-branco “comedor de homens”. Baseado numa série de ataques reais de tubarões em New Jersey, em 1916, “Tubarão” transformou-se em um grande sucesso no mundo inteiro, apesar das imagens chocantes dos ataques e do grande suspense da ação. Spielberg e sua equipe construíram uma extraordinária réplica mecânica de um tubarão em tamanho natural (à qual deram o nome de Bruce), que foi usada em muitas cenas do filme, embora a maioria das imagens mais impressionante tenha sido feita com tubarões-brancos de verdade, filmados por mergulhadores de dentro de uma jaula.
Tentativas posteriores de trazer tubarões para as telas não tiveram sucesso. O filme “Do fundo do mar” (1999), sobre um grupo de cientistas que acidentalmente cria um trio de tubarões superinteligentes “comedores de homens”, enquanto investigam a cura para a doença de Alzheimer, foi muito menos empolgante que “Tubarão” e não contribuiu em nada para melhorar a relação entre os humanos e os tubarões. A única exceção foi o filme de desenho animado “Procurando Nemo” (2003), no qual Barry Humphries interpreta com maestria um feroz tubarão australiano que tenta alterar os seus hábitos predatórios. E qual era o nome do tubarão? Bruce, é claro.

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9770 – Óculos permitem a médicos detectar células cancerígenas


Cientistas americanos trabalham para desenvolver óculos de alta tecnologia que permitirão a médicos diferenciar células cancerígenas das saudáveis. Dessa maneira, em uma cirurgia para retirada de um tumor, os profissionais poderiam identificar mais facilmente as células doentes, de modo a garantir que nenhuma delas permanecesse no corpo do paciente. O equipamento é desenvolvido na Universidade de Washington, em St. Louis, nos Estados Unidos, e foi testado pela primeira vez nesta semana durante uma cirurgia para a retirada de um nódulo de mama em uma paciente.
O procedimento padrão para a retirada de um câncer consiste em remover o tumor e também parte do tecido em volta dele – que pode ou não conter células cancerígenas. Esse tecido, então, é analisado e, caso apresente células tumorais, é comum que se indique uma nova cirurgia para a retirada do restante do tecido. Se os óculos se provarem eficazes nos próximos testes, eles podem diminuir ou até eliminar a necessidade dessas cirurgias adicionais, evitando mais estresse e gastos aos pacientes.
Segundo Julie Margenthaler, professora da Universidade de Washington em St. Louis, que coordenou a cirurgia na qual os óculos foram testados, entre 20% e 25% das mulheres que têm tumores na mama retirados precisam passar por uma segunda operação. “A tecnologia atual não mostra de forma adequada a extensão do câncer na primeira cirurgia”.
Os óculos, desenvolvidos pela equipe do professor de radiologia Samuel Achilefu, contêm uma tecnologia de vídeo criada especificamente para o objeto e um display. Quando utilizados, é preciso injetar no paciente uma substância de contraste que, em contato as células cancerígenas, as torna brilhantes e faz com que fiquem da cor azul quando vistas através das lentes. Um estudo anterior sobre a tecnologia revelou que ela é capaz de detectar tumores muito pequenos, de 1 milímetro de diâmetro (uma espessura equivalente à de dez folhas de papel sulfite).

9769 – Além do tombo, o coice…-Oscilação de temperatura pode elevar risco de AVC


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Mudanças climáticas — especificamente dias mais frios, mais úmidos e grandes oscilações de temperatura — podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Foi o que concluiu um novo estudo feito na Faculdade de Saúde Pública da Universidade Yale, nos Estados Unidos, e apresentado nesta quarta-feira durante a Conferência Internacional de Derrame, em San Diego, na Califórnia.
A pesquisa foi baseada nos dados de 151 130 casos de internações por AVC registrados entre 2010 e 2011 em diferentes hospitais dos Estados Unidos. Os autores também recolheram informações sobre as temperaturas registradas nas regiões dos hospitais no mesmo período.
De acordo com o estudo, cada aumento de 5ºC na diferença entre a temperatura mais alta e a mais baixa registrada em um dia elevou o risco de hospitalização por AVC em 6%. Além disso, o número de internações por derrame foi maior em dias muito frios e úmidos (o estudo não determinou quais temperaturas configuram esses dias frios).
Segundo a epidemiologista Judith Lichtman, coordenadora do estudo, os vasos sanguíneos tendem a contrair com o frio, o que pode aumentar a pressão arterial e levar ao AVC. Além disso, temperaturas extremas podem desencadear uma reação de stress no corpo, que libera substâncias capazes de engrossar o sangue, aumentando a probabilidade de coagulação.

9766 – Maior usina solar do mundo começa a gerar eletricidade


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Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.
O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia. Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.
Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.
Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.

9765 – Google constrói maior usina solar dos EUA


O Google é um enorme consumidor de energia: tem centenas de milhares de computadores espalhados pelo mundo, funcionando 24 horas por dia. Por isso, faz vários investimentos em tecnologias de geração de energia. Inclusive uma usina solar gigantesca, que já está quase pronta. Ela se chama Ivanpah Solar Electric Generating System, está sendo construída no deserto de Mojave, no sul da Califórnia, e é a maior usina solar dos EUA. Ela terá a capacidade de gerar eletricidade suficiente para abastecer 140 mil residências. Sozinha, vai aumentar em 60% toda a produção de energia solar dos Estados Unidos.
A obra, que vai custar US$ 2,2 bilhões, é um investimento conjunto do Google e das empresas BrightSource e NRG Energy. Ela ocupa uma área correspondente a 1 300 campos de futebol, na qual estão distribuídos 346 mil espelhos. Esses espelhos refletem a luz solar para torres onde há caldeiras com água. O calor ferve a água, que vira vapor e movimenta as turbinas da usina, gerando eletricidade. A usina vai evitar a emissão de 640 mil toneladas de CO2 por ano – o equivalente a retirar 70 mil carros das ruas. “Precisamos construir um futuro de energias limpas”, declarou Rick Needham, diretor de negócios verdes do Google.
Mas a obra também tem um lado polêmico. Ela tem recebido críticas de ambientalistas porque vai afetar o habitat da Gopherus agassizii, uma espécie de jabuti do deserto que está ameaçada de extinção. A BrightSource se defende dizendo que vai investir US$ 56 milhões em medidas de proteção e realocação desse animal.

9764 – Yes, nós temos Rio – O Rio Mississipi


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É o segundo mais longo rio dos Estados Unidos. Perdendo a primeira posição para o Rio Missouri, que é afluente do Mississippi. Considerados juntos, formam a maior bacia hidrográfica da América do Norte. Quando medido da nascente do Missouri, o comprimento total do conjunto Missouri-Mississippi é de aproximadamente 6 270 km. A origem do Rio Mississippi vem da palavra da língua ojibwe misi-ziibi que significa ‘grande rio’.
Com sua nascente no Lago Itasca a 455 m acima do nível do mar no Parque Estadual Itasca localizado em Condado de Clearwater, Minnesota, o rio atinge logo após as Quedas de Saint Anthony em Minneapolis. O Mississippi se junta com Rio Illinois e o Rio Missouri próximo Saint Louis, e com o Rio Ohio em Cairo. O Rio Arkansas se junta ao Mississippi no Estado de Arkansas. O Rio Atchafalaya em Louisiana é o maior distributário do Mississippi.

O Mississippi drena a maior parte a área entre Montanhas Rochosas e os Apalaches, exceto por uma área drenada pelos Grandes Lagos. Ele corta, ou margeia, dez estados americanos — Minnesota, Wisconsin, Iowa, Illinois, Missouri, Kentucky, Arkansas, Tennessee, Mississippi e Louisiana – antes de desaguar no Golfo do México cerca de 160 km rio abaixo de New Orleans. Medições do comprimento do Mississippi do Lago Itasca até o Golfo do México variam, mas o número do EPA é de 3 733 km. Uma gota de chuva caída no Lago Itasca pode chegar ao Golfo do México em cerca de 90 dias.

O rio é dividido em alto Mississippi, da sua nascente sul até no Rio Ohio, e baixo Mississippi, do Ohio até sua foz próximo a New Orleans. O alto Mississippi é alem disto dividido em três secções: a nascente, da fonte até a Quedas Saint Anthony; uma série de lagos artificiais entre Minneapolis e St. Louis; e o médio Mississippi, um rio de curso livre da confluência do Rio Missouri até St. Louis.
Uma série de 27 comportas e represas no alto Mississippi, a maioria das quais construídas em 1930, são projetadas para manter um canal de 2,7 m para o tráfego de barcos comerciais. Os lagos formados são também usados para navegação de recreação e pesca. As represas tornam o rio mais profundo e largo, mas nenhum controle de fluxo é pretendido. Durante os períodos de alto fluxo, as comportas, algumas das quais ficam submersas, são completamente abertas e as represas simplesmente perdem sua função. Abaixo de St. Louis o Mississippi é relativamente livre para navegação, embora isto seja garantido por numerosas barragens e dirigidos por braços de represas.
Através de um processo natural conhecido como alteração de delta o baixo Mississippi teve seu curso final alterado pelo oceano por milhões de anos. Isto ocorre devido ao depósito de lama e sedimento aumentando o nível do rio, levando eventualmente a encontrar uma rota alternativa para o Golfo do México. A distribuição aleatória diminui em volume e forma o que é conhecido como bayous. Este processo está, durante um período cinco mil anos, levando a linha costeira da Louisiana do sul a avançar em direção do golfo de 15 a 50 milhas.
Outras mudanças no curso do rio têm ocorrido por causa de sismos ao longo da Falha de New Madrid, a qual passa próximo às cidades de Memphis e St. Louis. Três sismos em 1811 e 1812, estimados em aproximadamente 8 na escala de Richter, os quais dizem reverteram temporariamente o curso do Mississippi. Estes terremotos também criaram o Lago Reelfoot no Tennessee devido à alteração da paisagem próxima ao rio. Esta falha esta registrada em um aulacogen (termo geológico para uma fenda de falha) que se formou ao mesmo tempo que o Golfo do México.
Davenport é a única cidade com mais de 20 mil pessoas a margem do alto Mississippi que não tem barragem ou comportas permanentes.
O rio Mississippi tem a vigésima terceira maior bacia hidrográfica do mundo, excedida em tamanho apenas pelas bacias do Amazonas e do Congo. Esta bacia drena 41% dos 48 estados contíguos dos Estados Unidos. Sua bacia cobre mais de 3 225 000 km², incluído todos ou parte de 31 estados e duas províncias canadenses.Tambem é um rio conhecido por aparecerem muitos cadáveres à tona.
Em 8 de maio, 1541 Hernando de Soto tornou-se o primeiro explorador europeu a atingir o Rio Mississippi, o qual ele chamou de “Rio do Espírito Santo”. Os exploradores franceses Louis Joliet e Jacques Marquette começaram a explorar o Mississippi, que era conhecido pelo nome Sioux “Ne Tongo” (grande rio), em 17 de Maio de 1673. Em 1682, René Robert Cavelier e Henri de Tonty reclamaram todo o vale do rio Mississippi para França, batizando de Louisiana, para Luís XIV. Em 1718, Nova Orleães foi criada por Jean-Baptiste Le Moyne de Bienville.

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Os franceses perderam todos os seus territórios na América do Norte continental como resultado da Guerra Franco-Indígena. Em 1762, os franceses cederam todas as suas colônias a oeste do Rio Mississippi para os espanhóis, enquanto que em 1763, no Tratado de Paris, a França cedeu ao Reino Unido todas as suas colônias a leste do Mississippi. A Espanha também cedeu a Flórida para Inglaterra para re-obter Cuba, que a Inglaterra ocupou durante a guerra. O Reino Unido então dividiu o território em Flórida do Leste e Oeste.
No Segundo Tratado de Paris, o qual marcou o fim da Revolução Americana de 1776, os britânicos cederam a Flórida Oeste de volta a Espanha para receberem as Bahamas, que a Espanha tinha ocupado durante a guerra. A Espanha então tinha o controle sobre o rio ao sul da latitude 32°30′ norte, e, no que ficou conhecido como a Conspiração Espanhola, pretendia ganhar maior controle da Louisiana e de tudo a oeste. Estas pretensões terminaram quando a Espanha foi pressionada a assinar o Tratado de Pinckney em 1795. A França readquiriu a Louisiana da Espanha em segredo no Tratado de San Ildefonso em 1800. Os Estados Unidos compraram o território da França na Compra da Louisiana em 1803.
O Mississippi era conhecidos pelos seus bandidos, conhecidos pelos insulares como moradores das margens, incluindo John Murrell, que era um bem conhecido assassino, ladrão de cavalos e “revendedor” de escravo. Sua notoriedade era tal que Mark Twain dedicou-lhe um capítulo inteiro em seu livro Life on the Mississippi, e existia um rumor que Murrell tinha um quartel general na ilhas do rio na Ilha 37.
O livro de Twain também cobriu extensivamente arrojadas corridas de barco a vapor que tiveram lugar entre 1830 a 1870 no rio antes que meios mais modernos de navegação substituíssem os vapores. Isto foi publicado primeiro na forma de periódico por Harper’s Weekly em sete partes em 1875 e tinha a intenção de registrar a rápida dispersão da cultura do barco a vapor. A versão completa, incluída uma passagem incompleta de Huckleberry Finn e trabalhos de outros autores, foi publicada por James R. Osgood & Co. em 1885. O primeiro barco a vapor a viajar o trecho completo do Rio Ohio até a cidade de Nova Orleães foi o New Orleans em dezembro de 1811. Esta louca viagem ocorreu durante uma série de Terremotos New Madrid de 1811 a 1812.
Em 1815, os EUA obtiveram o controle sobre o Mississippi após uma decisiva vitória sobre os britânicos na Batalha de New Orleans, parte da Guerra de 1812.
O rio foi também uma parte decisiva da Guerra Civil Americana. A Campanha de Vicksburg da União buscava o controle do baixo Mississippi. A vitória da União na Batalha de Vicksburg em 1863 foi o ponto de viragem para a vitória final da União na Guerra Civil.
A tarefa de manutenção de um canal de navegação no Mississippi é de responsabilidade do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, o qual começou em 1829 a remover bancos de areia, fechando canais secundários e escavando rochas. Em 1829 os engenheiros avaliaram os dois maiores obstáculo do alto Mississippi, as correntezas de Des Moines e as correntezas de Rock Island Rapids, onde o rio era raso e o leito era rochoso. As correntezas de Des Moines tinham cerca de 18 km de comprimento e começavam logo após a desembocadura do Rio Des Moines até Keokuk. A correnteza de Rock Island localizavam-se entre Rock Island e Moline. Ambas as correntezas eram consideradas virtualmente intransponíveis.
O delta do Mississippi forma o estuário e foz do rio Mississippi e é formado por aluviões depositados pelo rio quando este se aproxima das águas do golfo do México. O rio continua a avançar para sul. O delta do Mississippi constitui um rico ecossistema ameaçado pelas actividades humanas. O delta cobre uma área de 75 000 km² (mais de 400 km de largura leste-oeste, com 200 km de profundidade norte-sul)1 ), sobre o qual vivem cerca de 2,2 milhões de pessoas, a maior parte dos quais vive na aglomeração de de Nova Orleães2 . Comparado com outros deltas, como o delta do Nilo, a densidade populacional é relativamente baixa.
No último século, o rio Mississippi tem vindo a tributar muito fluxo ao rio Atchafalaya com a separação a ocorrer cerca de 95 km a noroeste de Nova Orleães. Em meados do século XX, foi observado que o Mississippi irá abandonar o seu canal presente como canal de escorrência principal, e migrar para a bacia do Atchafalaya.
A zona do delta do Mississippi foi profundamente afectada pela passagem dos furacões Katrina e Rita em agosto e setembro de 2005.

Vista do satélite
Vista do satélite

9763 – Pragas – Os Pulgões


Os afídeos, popularmente chamados de pulgões, são pragas que frequentemente causam danos a diversos tipos de plantas pelo enfraquecimento: como couve, brócolis, algodão, morango e roseiras, e também pela transmissão de vírus. Os pulgões tem parelhos bucais sugadores em forma de agulha de seringa chamado de estilete. Ao se alimentarem, inserem seu estilete nos vasos das plantas e se alimentam da seiva delas, causando danos diretos, pois provocam murcha generalizada, o enrugamento das folhas e a paralisação do desenvolvimento das plantas. Podem também trazer danos indiretos causados pela grande quantidade de açúcares eliminados na forma de “honeydew”, formando um meio rico para o desenvolvimento do fungos, os quais prejudicam a respiração e a fotossíntese das plantas, assim como transmissão de fitovírus, fazendo que a planta adoeça e morra.
Sua reprodução é por partenogênese, ou seja, as fêmeas não precisam ser fecundadas para dar origem a outras fêmeas. Mas é possível o nascimento de machos em alguns períodos do ano. Quando isto acontece, ocorre reprodução sexuada (com cópula), dando origem a machos e fêmeas. Os machos também podem aparecer quando existe superpopulação de pulgões em uma única planta hospedeira, a qual está morrendo e que irá futuramente extinguir a população do local.
As fêmeas são vivíparas, isto é, não botam ovos. Antes mesmo de chegarem na sua forma adulta já possuem um embrião dentro delas. Esse fato é chamado de “gerações telescópicas”, onde ocorrem imensas populações em um período muito curto de tempo.
Os pulgões também mantém relações ecológicas com outros insetos muito mais harmônicas do que com as plantas. As formigas pastoras mantém um interação com os pulgões para obter alimento, devido esses últimos secretarem a substancia adocicada mencionada anteriormente, o “honeydew”. As formigas protegem os pulgões para que os mesmos lhe forneçam alimento, chegam a até estimulá-las fazendo “cócegas” com suas antenas. Com isso os pulgões ganham uma eficiente proteção contra seus predadores, como as joaninhas e parasitoides. Aliás, os afídeos chegam a ser tratados como ovelhas mesmo, guiadas para algumas partes da planta pelas formigas para melhor proteção, chegando a ser carregados na “boca”, podendo em alguns casos serem recolhidas para perto do formigueiro no fim do dia.
Joaninhas e os Crisopideos são os maiores predadores de pulgões e são muito utilizados para controle biológico de pragas, devido seu apetite voraz por pulgões na sua forma de larva se estendendo para os adultos de joaninas também.