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10.038 – Medicina – Obstrução Pulmonar Crônica


A doença pulmonar obstrutivo-crônica (DPOC) é traiçoeira. Evoluiu silenciosa, durante anos ou décadas, mas, quando se manifesta, as limitações respiratórias são definitivas.
O primeiro sintoma é a falta de ar para correr, subir escadas ou ladeiras. Como a instalação é gradativa, as pessoas negam que lhes falta o ar, dizem que se cansam porque estão mais velhas ou fora de forma.
Com a progressão, entra em cena um cortejo de sintomas: tosse, secreção pulmonar, chiado no peito, respiração pesada e sensação de que o ar não chega ao fundo dos pulmões. Gripes e resfriados duram mais tempo, e podem evoluir com complicações bacterianas.
Mais tarde, tomar banho, subir alguns degraus ou amarrar os sapatos exigem repouso para recuperar o fôlego. As crises de exacerbação se tornam comuns, geralmente acompanhadas por pneumonias que requerem hospitalização.
É um problema grave de saúde pública. Um estudo realizado entre adultos com mais de 40 anos mostrou que cerca de 10% apresentavam sinais de obstrução das vias aéreas de moderada intensidade, pelo menos. Nos últimos 30 anos, o número de mortes causadas pela doença duplicou.
O cigarro é, de longe, o maior culpado. O aumento da mortalidade entre as mulheres que começaram a fumar nos últimos trinta anos confirma a relação entre causa e efeito.
A exposição a poluentes industriais também é fator de risco, bem como o fogão a lenha das casas pobres, mal ventiladas.
O esforço respiratório para manter a oxigenação altera a forma do tórax (tórax em barril), retrai as costelas inferiores à inspiração e prolonga a fase de expiração.
O diagnóstico é feito pela espirometria, exame no qual o paciente faz expirações forçadas num tubo ligado a um aparelho que mede uma série de parâmetros relacionados com o fluxo de ar e a capacidade dos pulmões.
Para conter o declínio da função respiratória é essencial parar de fumar. A abstinência diminui a frequência das crises, melhora a qualidade de vida e reduz a mortalidade.
Nos casos mais graves, os sintomas podem ser aliviados com broncodilatadores administrados por inalação. Há broncodilatadores de ação rápida, ideais para alívio imediato, e outros de longa duração, cujo efeito pode persistir por 24 horas ou mais.
A inalação de corticosteroides é outra modalidade terapêutica capaz de melhorar respiração e reduzir a frequência das crises em 15% a 20%.
Dois estudos avaliaram o papel da administração de oxigênio nos casos mais avançados. O primeiro comparou 15 horas diárias de oxigênio com um grupo controle que não fez uso dele. No segundo, foi feita a comparação de 18 horas diárias, com 12 horas de uso por dia. Nos dois estudos a mortalidade caiu 20%.
Quando há indicação de oxigenioterapia, a recomendação atual é de administrá-lo por pelo menos 18 horas diárias, inclusive durante o sono.
Os pacientes devem receber vacina contra a gripe todos os anos, bem como vacina contra o pneumococo. Fisioterapia para reabilitação pulmonar é indicada em todos os casos.

10.037 – Oncologia – Tratamento Contra a Metástase Óssea


Cientistas do Rio desenvolvem novo tratamento contra metástase óssea
A aposta dos pesquisadores é uma arma minúscula, tão pequena que só pode ser vista com um super microscópio capaz de ampliar a imagem 300 mil vezes. Os cientistas desenvolvem um novo tratamento contra a metástase óssea, quando o câncer se espalha para o osso. Normalmente, atinge pacientes que já tiveram tumores de mama ou de próstata.
Eles conseguiram transformar em nanopartículas remédios que agem emitindo baixas doses de radiação no tumor, e que já são usados no diagnóstico e no tratamento do câncer. Para chegar a essas nanopartículas, é preciso dividir o milímetro um milhão de vezes.
Os medicamentos feitos a partir dessas partículas tão pequenas são uma das grandes esperanças da medicina para o tratamento do câncer. Apesar do tamanho, são remédios poderosos, que prometem ser mais eficazes e trazer mais qualidade de vida para os pacientes.
Os nanomedicamentos são revestidos por uma cápsula. Nela, os pesquisadores colocaram substâncias para levar o remédio até o tumor, e sem se espalhar pelo organismo.
Nos testes em animais, as nanopartículas foram 70% mais eficientes que os remédios convencionais. Em quatro anos, os pesquisadores esperam testar a novidade em seres humanos.
O Brasil pode se tornar um dos países pioneiros na busca de tratamentos cada vez menos agressivos contra o câncer.
“Ele volta a andar, a dirigir, a poder abraçar seu familiar, e ele tem uma vida muito mais produtiva, tanto social quanto em termos familiar, até o fim da sua vida”, reforça o coordenador da pesquisa, Ralph Santos Oliveira.

10.036 – Um velho inimigo – Encontrado esqueleto humano de 3.000 anos com câncer


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Arqueólogos britânicos anunciaram ter descoberto o mais antigo exemplar completo de um ser humano com câncer metastático. Os pesquisadores encontraram evidências de tumores por todo corpo em um esqueleto de mais de 3.000 anos de idade, achado no ano passado em uma tumba no Sudão. A equipe espera que a descoberta, publicada nesta segunda-feira na revista científica Plos One, possa fornecer novas pistas sobre a evolução da doença.
Os especialistas responsáveis pelo estudo são da Universidade Durham e do British Museum. De acordo com a pesquisa, o esqueleto em questão é de um adulto do sexo masculino com idade estimada entre 25 e 35 anos quando morreu. Ele foi encontrado no sítio arqueológico de Amara Oeste, na parte norte do Sudão, a 750 quilômetros da capital, Cartum.
A análise do esqueleto foi feita por meio de radiografias e de um microscópio eletrônico de varredura. Os pesquisadores conseguiram obter uma clara imagem que mostrou tumores nos ossos da clavícula, escápulas, braços superiores, vértebras, costelas, bacia e coxa. Não foi possível, porém, identificar o local no qual a doença se originou.
Segundo os autores do estudo, praticamente não há registros arqueológicos do câncer em comparação outras doenças. Isso deu origem à ideia de que o câncer é causado principalmente pelo estilo de vida moderno e pelo fato de, hoje, as pessoas viverem durante mais tempo.
“O conhecimento adquirido em restos humanos como esses pode realmente nos ajudar a compreender a evolução e a história das doenças modernas”, diz Michaela Binder, pesquisadora da Universidade Durham que coordenou o trabalho. Ela espera que seu estudo ajude outros cientistas a explorar as causas do câncer em populações antigas.

10.035 – Marca-passo cerebral para epilepsia é aprovado nos EUA


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Uma espécie de marca-passo cerebral, desenvolvido para tratar casos de epilepsia resistentes a remédios, acaba de ser aprovado pela FDA (agência que regulamenta o mercado de alimentos e medicamentos nos EUA).
O RNS System, produzido pela empresa americana Neuropace, faz parte de uma nova geração de neuroestimuladores inteligentes.
Implantado no crânio, o aparelho analisa a atividade elétrica do órgão, identificando padrões anormais ligados a crises epiléticas e impedindo as convulsões.
A estimulação elétrica cerebral não é novidade no controle de doenças –um aparelho similar já é usado para tratar mal de Parkinson.
Nos aparelho disponíveis atualmente, a estimulação é contínua. Um marca-passo desse tipo, implantado no peito e com um fio sob a pele, já é usado no Brasil para tratar a epilepsia.

Ainda não há previsão de uso desse novo neuroestimulador no país.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que cerca de 50 milhões de pessoas sofram de epilepsia no mundo; destas, entre 20% e 30% possuem epilepsia crônica resistente a medicamentos.

Pessoas com epilepsia intratável frequentemente encontram dificuldades para se manter em empregos. Elas podem sofrer crises frequentes e, devido às quedas resultantes, lesões. A taxa de mortalidade desse grupo é de duas a três vezes mais altas do que a da população geral.

“Há muitas pessoas desesperadas pelo próximo tratamento”, diz Janice Buelow, vicê-presidente de pesquisa da Epilepsy Foundation.

O aparelho, que requer uma troca de bateria a cada dois ou três anos, funciona apenas em pessoas nas quais as crises convulsivas iniciam-se em uma ou duas regiões no cérebro. Isso porque a estimulação elétrica atua precisamente nesses locais, impedindo que a crise se espalhe pelo cérebro.
Antes da instalação do aparelho, é necessário identificar os padrões específicos de convulsão de cada paciente. Inicia-se então um período de tentativa e erro, em que a intensidade da estimulação e o número de pulsos elétricos são alterados, tudo isso para analisar em quais condições o paciente experimenta menos convulsões.
“Ensinamos o aparelho a detectar padrões que representam as convulsões para cada pessoa”, diz Christianne Heck, diretor médico do programa de epilepsia da Universidade do Sul da Califórnia.
A cirurgia para a implantação do aparelho requer dois dias no hospital.

10.033 – Como o gás do riso age no corpo?


O gás do riso, ou hilariante, produz uma suave depressão numa região do cérebro relacionada aos sentimentos e à autocensura. Ao inalá-lo, a pessoa entra num estado de relaxamento e felicidade, podendo mesmo rir à toa. A sensação é parecida à de quando se exagera um pouco na bebida. Ainda não se sabe precisamente qual é o mecanismo de ação do gás, cujo nome correto é óxido nitroso (N2O). Ele foi descoberto em 1772 pelo químico inglês Joseph Priestley. Alguns anos depois, verificou-se que o gás provocava uma sensação agradável ao ser inalado. Assim, não demorou muito para que a substância passasse a ser “cheirada” durante festas. Em 1844, o dentista americano Horace Wells percebeu que o gás tinha efeito anestésico por acaso: numa festa, Wells reparou que um dos convidados que havia inalado o óxido nitroso se machucou, mas não demonstrava sentir dor. Curioso, o dentista resolveu testar a substância e foi o primeiro paciente a ter um dente extraído após inalar o gás. Em consultórios dos Estados Unidos, da Europa e de outros países espalhados pelo mundo, o óxido nitroso é usado há tempos. Já no Brasil só agora vem conquistando mais adeptos. “O paciente se mantém calmo e consciente, o que aumenta a segurança do procedimento odontológico”, diz um cirurgião dentista, diretor da Associação Brasileira dos Cirurgiões Dentistas, seção do Rio de Janeiro.

Por meio de uma máscara, o paciente inala uma mistura de óxido nitroso e oxigênio — no máximo com 70% de óxido. Esses dois gases saem de cilindros e a proporção da mistura é controlada pelo dentista

Após ser inalado, o gás alcança os pulmões. Como a substância tem grande capacidade de expansão, ela passa pelos alvéolos pulmonares e cai na corrente sanguínea
Rapidamente o gás começa a circular pela corrente sanguínea e ruma em direção ao sistema nervoso central, onde o óxido nitroso passa a agir cerca de 5 minutos após ser inalado pela pessoa
A ação do gás é no córtex cerebral, região relacionada aos sentimentos de medo, ansiedade e autocensura. Acredita-se que ele reduza as transmissões nervosas no córtex. Uma eventual vontade de rir é efeito secundário. O mais importante no consultório é que o gás relaxa o paciente e aumenta sua tolerância à dor, agindo como um anestésico.

10.031 – Cardiologia – Como uma forte emoção pode provocar infarto?


Emoções fortes – por exemplo, um susto – fazem as glândulas adrenais (localizadas na parte superior dos rins) liberar adrenalina. Essa substância entra na corrente sanguínea e prepara o organismo para enfrentar a situação – no coração, especificamente, ela provoca o aumento dos batimentos. Com isso, mais sangue é bombeado para os músculos, para que a pessoa possa fugir ou enfrentar o perigo. A adrenalina estimula, ainda, uma contração dos vasos sanguíneos, que serve também para bombear mais sangue e melhorar a irrigação em centros vitais como o cérebro. É assim que a intensificação do trabalho cardíaco e o estreitamento dos vasos podem ocasionar o infarto – morte de tecidos por falta de oxigenação – se já houver alguma artéria coronariana (as que levam sangue ao coração) semi-obstruída. O coração é um músculo que, como qualquer outro, precisa de oxigênio. Quando seu trabalho aumenta, cresce também a necessidade desse gás vital.

Se uma artéria que atende aquela região do corpo tiver alguma obstrução, vai deixar passar menos sangue que o necessário e aí acontece o infarto. Outra possibilidade é a contração de uma artéria que já apresente certo entupimento resultar em um bloqueio total, também causando o infarto. “Muitas vezes a pessoa nem sabe que o órgão está doente, mas nessa hora o problema se manifesta”.

Sob uma forte emoção, as glândulas adrenais liberam adrenalina, substância que contrai os vasos sanguíneos
Caso uma artéria do coração esteja entupida, a contração pode interromper o fluxo de sangue. Sem oxigenação, o tecido cardíaco morre. É o infarto.

Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo

10.030 – Tecnologias – A Evolução sobre Rodas


As sucessivas transformações dos veículos sore rodas também multiplicaram a rapidez e a capacidade de transporte. De volta a aritmética:
200 do calendário ocidental, o homem passou a lever 3 a 7 vezes mais carga do que o seu antepassado sobre os ombros. Com uma bicicleta surgida na França em 1645, deslocou-se 3 vezes mais depressa do que se dependesse das próprias pernas; um documento do século 5 já relatava maravilhado:
“Com a caixa de rodas um homem pode carregar seu suprimento anual de comida e mesmo após 20 milhas não se sente cansado”. Além de revolucionar os transportes, a roda possibilitou outro grande salto tecnológico: o movimento controlado de rotação, tornando-se parte vital de quase todas as engrenagens.

10.029 – Como as aves voam?


Osso pneumático
Osso pneumático

Como resultado de milhões de anos de evolução, alguns animais desenvolveram habilidades fantásticas. É o caso das aves. Algumas propriedades na estrutura dos corpos das aves as diferenciam dos demais animais, pois permitem que elas voem.
Uma dessas propriedades diz respeito aos ossos. Os ossos das aves são chamados de ossos pneumáticos, ou seja, não são maciços, embora tenham a mesma resistência dos ossos de outras espécies de animais. Por essa característica, as aves são mais leves do que os mamíferos, por exemplo.
Outra característica que possibilita o voo são as penas. As penas são caracteristica exclusiva das aves, embora estudos indiquem que são uma evolução das escamas encontradas em dinossauros e répteis. As penas são leves, fortes e aerodinamicas. Os diferentes tipos de pena tem funções distintas no corpo das aves: As penas de contorno auxiliam no voo e cobrem o corpo das aves adultas. Já as plumas são mais curtas e encontram-se abaixo das penas de contorno. Os filhotes nascem cobertos de plumas. São as plumas que conservam o calor das aves. As semiplumas também conservam o calor, mas além disso, aumentam a flexibilidade em relação as penas de contorno.
Nas aves que percorrem distancias maiores (que migram), as penas são mais longas, o que possibilita que a ave bata as asas de forma mais lenta, e consequentemente, menos cansativa. Outras aves que se locomovem com maior velocidade, como os gaviões, ou mesmo o delicado beija-flor, apresentam asas e penas mais curtas, que lhes permitam maior agilidade.
Relacionando uma ave a um avião, pode-se dizer que as asas e penas longas das aves controlam os altos e baixos, assim como a decolagem e o pouso, como um piloto de avião controla os flaps. A cauda permite que as aves girem no ar, tanto para a direita quanto para a esquerda.
Outra caracteristica que torna possível que as aves voem é a força de sua musculatura peitoral, que permite que a ave mantenha o ritmo do bater de asas constante. Em comparação com o homem, considerando as devidas proporções, as aves tem a musculatura peitoral inumeras vezes mais forte.

Por fim, seus sistemas respiratório e circulatório possibilitam o alto desempenho das aves, pois tornam seu metabolismo muito eficaz. De outra forma, as aves desmaiariam com poucos minutos de voo. Os pulmões das aves são muito diferentes dos demais animais, e seu sistema, que conta com os chamados “sacos aéreos”, é muito eficaz em relação as trocas gasosas, inclusive por diminuir a densidade das aves durante o voo. Os pulmões e sacos aereos das aves permitem que seu sistema circulatório seja viável, pois o mesmo opera em altas temperaturas, superiores as do homem.
Em síntese, sem os ossos pneumáticos, as penas de diversos tipos, os grandes e poderosos músculos peitorais e um desempenho respiratório e circulatório de alta performance, que aceleram o metabolismo, as aves não poderiam voar.

10.027 – Egiptologia – A Mumificação


É o conjunto de métodos através dos quais é possível dessecar um cadáver para evitar sua decomposição. Esta dessecação também pode ocorrer de maneira natural. Assim, a mumificação natural acontece quando o corpo é conservado graças ao ambiente onde a pessoa morreu, ou seja, deserto, local muito frio e até certos tipos de pântanos.
Ao longo do tempo, diversos povos utilizaram este processo, embora nenhum deles tenha conseguido tanta eficácia quanto a civilização egípcia, que, cabe ressaltar, nem sempre usou a mesma técnica de mumificação.
A palavra múmia tem origem no idioma árabe (mumia ou mumiya), que quer dizer breu ou betume, substância escura, semelhante ao asfalto que escorria do monte Mumia, situado na Pérsia, e à qual se associavam propriedades medicinais capazes de curar diversas enfermidades. No antigo Egito, acreditava-se que o corpo, depois de impregnado com esta substância, seria capaz de chegar ao além em bom estado, esta é a razão do aspecto escuro das múmias egípcias.

Os Antigos egípcios acreditavam na vida após a morte, pensavam que a alma viajava para o além, e deveria ser preparada para isso. Na época do historiador Heródoto, eram realizadas basicamente três tipos de mumificações, dependendo do poder econômico da família do defunto. Vamos destacar aqui só o método mais caro, usado, obviamente, pelos mais ricos. Este consistia na liquefação do cérebro, retirado através das vias nasais. A extração dos órgãos internos, exceto os rins e o coração, era realizada através de incisões regulares, feitas, geralmente, do lado esquerdo do corpo. A cavidade craniana era recheada com resina quente e a cavidade estomacal, após ser limpa com aromatizantes e vinho de palma, era preenchida com especiarias, serragem e resina. Em seguida o corpo era revestido em natrão, um mineral composto de carbonato de sódio hidratado, encontrado no deserto da região que, hoje, conhecemos como Líbia.

Depois do processo de desidratação do corpo, que levava aproximadamente 70 dias, era feita uma nova limpeza com especiarias e óleos. A partir daí, começava o envolvimento do defunto com bandagens (sob as quais eram postas pulseiras, colares e todo tipo de enfeites) que podiam ser de linho ou algodão e passavam de 300 m de comprimento. Para terminar a mumificação, as bandagens eram seladas com resina de árvore e, finalmente, o corpo era posto dentro do sarcófago.
Vale citar que, embora não se saiba ao certo o processo usado, na fronteira entre o Chile e o Peru, existiu um povo chamado Chinchorro, que mumificava alguns dos seus há 7.000 anos, portanto, muito antes dos egípcios. Ainda na América do Sul, os incas ao mumificarem seus entes, trocavam os tecidos macios do corpo por argila, o esqueleto era reforçado com estruturas internas de apoio. A etapa seguinte era a de preencher o corpo com ervas de propriedades antissépticas. A seguir, a dessecação ao fogo era posta em prática, depois a defumação. Finalmente, o corpo era untado com betume, bálsamo e outras resinas.

10.026 – Música é igual a Matemática (?)


Os acordes (três notas simultaneamente executadas em um instrumento) podem ser consonantes ou dissonantes.
Os consonantes são os que normalmente se aprendem primeiro. Os dissonantes são usados por instrumentistas de técnica avançada.

Os primeiros são, isoladamente, mais agradáveis ao ouvido, de modo que reconfirma o aprendizado primeiramente por eles.

Isoladamente, por sua vez, os dissonantes parecem totalmente ‘desafinados’, isto é, fora da combinação melódica e harmônica de uma música.

Entretanto, caso queira se fazer uma experiência, num braço de violão por exemplo, é muito mais fácil executar um acorde dissonante pressionando-se as cordas em pontos aleatórios do que um consonante, uma vez que os consonantes obedecem sempre a uma regra fixa, ao passo que os dissonantes tem muita liberdade na entrada de tons que os compõem.

Os consonantes são suficientes para se executar qualquer música, mas o uso dos dissonantes enriquece a peça musical. As sutilezas dos acordes dissonantes dão um tempero a mais à composição total.

Há regras para os dissonantes, mas não são muito claras. Há algumas, e eu não sei quais são; mas há.

Nos consonantes é bem simples. Para se fazer um acorde de dó-maior, ou si-menor, ou sol-maior, sempre se usa a mesma regra.

Assim, só necessitamos guardar duas seqüências numéricas: 4 -> 7 para tons ‘maiores’ e 3 -> 7 para os ‘menores’.

Fá-maior é composto de 4-7 e, Fá-menor, 3-7; assim como quaisquer outros.

Mas o que é isto, ’3-7′ e ’4-7′?

É a distância entre uma nota e outra, ou seja, os intervalos entre as notas.

Vamos ver o nome das notas:

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si

No violão, que é o instrumento mais popular e fácil de verificar isto, cada traço que existe no braço do instrumento significa meio-tom.

Tom é a distância entre dois traços (trastes).

Então, de Dó para Ré, há 2 traços. Tomando como referência o ponto em que a corda vibrada é Dó, subindo em direção à boca do violão duas ‘casas’ encontra-se o Ré.
Mas qual o nome damos à nota que fica no ‘traste’ imediato ao Dó?
Ele se chama Dó-sustenido, e se representa por Dó#.

Um semitom, no violão, é um traste além do traste anterior.

Sustenido é o nome que se dá a este semitom para quase todas as notas, exceto às notas Mi e Si.

Assim, sucessivamente, o traste além do Ré, o pegado a ele, é Ré-sustenido (Ré#).

Mas cuidado, de novo: Mi não tem sustenido; Si também não sustenido!

Sabe por quê? Porque na natureza, se você for ferindo a corda a partir de Dó e ir subindo até Si, a última nota, verá que o ‘gostoso’ de ouvir os sons paulatinos acontece de dois em dois trastes, exceto quando você passa da nota Mi e da nota Si, se você continuar a pular de dois em dois seus toques.
Logo após ao Mi e ao Si a coisa desafina.

Após o Mi você consegue uma boa sonoridade na escala agradável se avançar um traste apenas. A partir dele, dois trastes são exigidos para continuar em direção a Si.

Quando você atinge o Si nada impede de você continuar avançando na direção da boca do violão.
Além do Si você retoma a nota Dó para começar tudo de novo. Esta repetição das notas, agora mais agudas na execução do som, é que significa ‘uma oitava mais alta’.

Além do Si, você também irá ferir a musicalidade, se tentar continuar indo de dois em dois trastes.

Mi e Si não tem sustenidos. Após o Mi é Fá; após o Si é Dó (começando uma escala nova, uma oitava nova; acima).

O acorde de Dó-maior é formado pelas notas

Dó, Mi, Sol.

O acorde de Ré-maior é formado pelas notas

Ré, Fá#, Lá.

O acorde de Lá-maior é formado pelas notas

Lá, Dó#, Mi.

Todos estes obedecem à regra ’4-7′, por serem ‘maiores’. Vamos ver o por quê?

Primeiramente que isto não é arbitrário: é a natureza que é assim. Segundo, só deduzimos isto observando a matemática da coisa.

Vamos ao primeiro acorde maior: Dó-maior.

Entre Dó e Mi há 4 semitons:
De Dó para Dó#, de Dó# para Ré, de Ré para Ré# e de Ré# para Mi;

Entre Sol e Dó há 7 semitons:
De Dó para Dó#, de Dó# para Ré, de Ré para Ré#, de Ré# para Mi, de Mi para Fá, de Fá para Fá# e de Fá# para Sol.

Se você fixar a primeira nota (tônica), aquela que dá o nome ao acorde e contar quantos trastes existem até encontrar a segunda nota, verá que tem 4 traços; se continuar tendo a primeira como base, vai encontrar 7 traços distante para a terceira nota do acorde em tom maior.

Assim, é fácil saber a composição de cada acorde. É só fazer assim.

a) Numere todas as notas e seus sustenidos. Quando terminar a sétima nota, a Si, continue escrevendo as notas para uma nova oitava e continue numerando todos os semitons encontrados.

Assim, teremos.

Dó=1
Dó#=2
Ré=3
Ré#=4
Mi=5
Fá=6
Fá#=7
Sol=8
Sol#=9
Lá=10
Lá#=11
Si=12
‘continunando na próxima oitava
Dó=13
Dó#=14
Ré=15
Ré#=16
Mi=17
Fá=18
Fá#=19
Sol=20
Sol#=21
Lá=22
Lá#=23
Si=24

Como seria então, o acorde de Sol-menor?
No caso, teremos de usar a combinação 3-7, que dá os acordes em tom menor.

Na nossa referência acima, Sol ganhou o número 8.
Como teremos de usar a seqüência que calcula um tom em menor (queremos Sol-menor), então vamos procurar a outra nota. No caso, seria 3 notas além (regra 3-7):

A segunda então será a nota 8 + 3 (posição da nota Sol, mais o primeiro número da regra), que é a nota = 11.

A nota 11 na nossa escala é a nota Lá# (Lá-sustenido).

A terceira nota procurada é 7 a mais do que a tônica.

Logo, 8 + 7 = 15.

A referência à nota 15 é a nota Ré.

Então, o acorde de Sol-menor ficou

Sol-Lá#-Ré.

Se fosse acorde de Sol-maior, seria

Sol-Si-Ré.

Veja que mudou apenas a nota intermediária, pois agora usamos, em cima da tônica, a regra ’4-7′.

10.025 – Mensa (Sociedade de Alto QI)


A mensa é uma organização constituída por indivíduos que detêm um QI elevado, na média dos 2% dos habitantes do Planeta. Ela foi criada em 1946, na Inglaterra, por Roland Berrill, um advogado natural da Austrália, e pelo Dr. Lancelot Ware, cientista e jurista britânico.
Atualmente esta sociedade é famosa em todo o mundo e é integrada por pelo menos cem mil pessoas em mais de cem nações. A intenção inicial era fundar um grupo sem tendências políticas, no qual não exista qualquer discriminação de raça ou religião. Sua meta principal é desenvolver o intelecto e impulsionar a convivência com seres de alta inteligência.

O QI elevado é confirmado por exames ministrados pela própria organização ou pelo menos admitidos por ela. O propósito maior da Mensa é reconhecer e aprimorar o intelecto para que essa conquista reverta em prol da raça humana. Seus integrantes são beneficiados com um contexto que incentiva a socialização e a inteligência; além disso, a sociedade estimula estudos sobre o caráter, as atribuições e as utilizações da capacidade cerebral.

Um dos grandes privilégios é a probabilidade da relação, concreta ou virtual, com outros seres de alta inteligência. Seus membros discorrem naturalmente sobre temas que abrangem desde ramos intrincados do conhecimento até tópicos do dia-a-dia ou assuntos leves e lúdicos.

As pessoas que se filiam à Mensa são totalmente distintas umas das outras e cultivam gostos variados. Essa diversidade amplia a interação social e pode inclusive ser utilizada como uma teia de convívio profissional. Elas se vêem constantemente e também estão sempre em contato no mundo virtual. Estas conexões são estruturadas local e nacionalmente.

Os sócios podem consultar livremente os registros dos outros integrantes no universo da Internet; é possível procurar qualquer um por lugar, faixa etária, atividade profissional e outros crivos, o que facilita os vínculos entre os membros, principalmente no que se refere a afinidades.
Pela Internet pode-se igualmente ter acesso ao Jornal da Mensa Internacional, publicado uma vez por mês, e a vários outros dados sobre a sociedade. Foram formados Grupos de Interesse Especial, os SIGs, sigla criada para Special Interest Groups. Neles as pessoas debatem os temas mais diversos, dos acadêmicos até os mais superficiais, como graphic novels, entre outros. O único requisito para integrar boa parte destes grupos é ser sócio da Mensa.
Há igualmente listas de debate, por meio das quais eles discutem temas variados; um grupo brasileiro no Orkut e outro mundial no Facebook, ao qual só os membros têm acesso.

10.024 – A Neurobiologia das Plantas


A pesquisa de neurobiologia no Brasil é muito recente, porém já algum tempo tem sido realizada em vários países. Na USP já foram realizadas pesquisas que constatam que as plantas tem auto consciência e interagem não apenas na superfície como também nas raízes. Elas conseguem competir no meio ambiente com outros microrganismos e reconhecem entre si, as do mesmo fenótipo e genótipo. Existe uma sinalização elétrica celular e intracelular que age como mecanismo de transmissão de informações entre as plantas, sofrendo interferência do crescimento de raízes da mesma espécie e também de outras espécies.
A experiência em resumo foi o seguinte: retiraram o ápice principal, deixando-se apenas 2 raízes por planta. As plantas foram colocadas em duas condições diferentes, sob competição e sem competição; os experimentos foram realizados numa câmera em crescimento de fatores bióticos e abióticos controlados.

Foram formadas por três junções e em cada junção foi colocada uma planta que teve sua raiz dividida em dois vasos , casa vaso com 2 raízes diferentes, provocando assim a competição entre as plantas. Observou-se crescimento diferenciado mostrando que as plantas detectam a presença de outras plantas vizinhas que competem por recursos mesmo aquelas que tem alto grau de parentesco. Pode ser observado que as plantas conseguem então, discriminar através de suas raízes quem é ela e quem é outra, podendo com isso existir um processador de informações em plantas. Não há logicamente um complexo sistema nervoso, mas uma rede neural.

Alguns estudiosos relatam que em experiências com plantas, foi constatado que as plantas reagem como os seres humanos, possuindo emoções e mostrando alegria, medo, angústia e depressão. Reagem a pensamentos sobre seu bem-estar e simpatizam-se com seres humanos que as cultivam. Os céticos dizem que estas impressões são meramente fantasias, porém Peter Tom Kis e Christofer, publicaram o livro “A vida secreta das planta”, Harper & Row, New York, 400 páginas que se tornou um best-seller mundial. Em outros países também tem-se verificado respostas ligando a planta à um polígrafo de última geração que acarretou em um pico no polígrafo um momento antes do cientista atacá-la com uma tesoura, porém para conseguir fatos consistentes, essa experiência precisará ser realizada diversas vezes para que haja credibilidade no âmbito científicos. Porém foi realmente uma vitória conseguir uma detecção como uma forma de leitura de pensamento, sabendo que aquele cientista com a tesoura, iria agredi-la, mas toda comunidade científica está muito otimista com os resultado alcançados e reunirão esforços para confirmarem que as plantas não são meras absorvedoras do solo, e sim um organismo vivo e consciente.

10.023 – O Papiro


papiro

Conhecido desde quarenta séculos antes da era cristã, é certamente o produto mais famoso a ser obtido da planta de mesmo nome (nome científico Cyperus papyrus). Seu uso no Antigo Egito explica-se basicamente pela sua abundância, pois era perfeitamente adaptada às margens do Nilo. A fama do papiro é mais do que merecida, pois ele que deu à humanidade um dos principais instrumentos de seu progresso, o papel. Antes disso, era empregado na fabricação ou calafetagem de embarcações, confecção de pavios de candeeiros a óleo, esteiras, cestos, cordas e cabos resistentes, grossos tecidos, sandálias e outros objetos.
De todos os materiais de suporte para a escrita na antiguidade, o papiro certamente foi o mais prático, por ser flexível e leve. Seu inconveniente era a fragilidade, pois resistia pouco tempo à umidade e queimava facilmente. O exemplar mais antigo que se conhece foi encontrado em Saqqara, na mastaba de um nobre da I dinastia (2920 a 2770 a.C.), chamado Hemaka, mas está em branco. O mais antigo exemplar escrito que se conhece é do final da I dinastia, formado por fragmentos do livro de contas de um templo de Abusir, escrito em egípcio hierático.

No tempo da II dinastia (2770 a 2649 a.C.) o papiro já era comum como suporte à escrita, sendo depois adotado por gregos, romanos, coptas, bizantinos, arameus e árabes. Grande parte da literatura grega e latina chegou até nós em papiros e continuou a ser utilizado até a Idade Média.

No Antigo Egito, produzia-se papiro a partir do caule da planta, cortado em pedaços de até 48 centímetros. Neles eram feitas incisões para retirar a casca verde e permitir a separação das películas, em lâminas finíssimas, manuseadas com cuidado para não se romperem. Estas eram estendidas em uma tábua inclinada sobre as águas para serem molhadas constantemente. Uma primeira camada de tiras era alinhada horizontalmente, e sob esta, uma segunda camada, em posição vertical, formando uma trama. A própria água do Nilo, e o esmagamento das fibras a martelo ativavam a goma natural presente na planta, o que unia as tiras. Depois de comprimidas, batidas e polidas com pedra pomes, o conjunto ficava macio e polido o suficiente para receber a escrita.
As folhas prontas mediam até 48 centímetros de comprimento por 43 centímetros de largura. As peças eram coladas umas às outras, formando grandes rolos, que recebiam hastes de madeira ou marfim em suas extremidades, formando um volume (o equivalente a um livro inteiro na antiguidade). O papiro em rolo, produto de bastante resistência, era um dos principais bens de exportação do Egito antigo e foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores legados da época faraônica à civilização.

10.022 – Planeta Terra – Hora do Planeta


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Sydney no escuro
Dois pontos turísticos de Sydney mergulharam na escuridão neste sábado, 29 mar de 2014, como parte do movimento “Hora do Planeta”. A cidade tenta chamar a atenção da população para as mudanças climáticas.
Cerca de 7.000 cidades, da Nova Zelândia até Nova York, participam desta campanha de sensibilização sobre o meio ambiente, que este ano tem como objetivo arrecadar centenas de milhares de dólares para projetos verdes.
Na Austrália, a ação se concentra este ano na Grande Barreira de Corais, ao longo de Queensland, que os ambientalistas temem que seja irremediavelmente destruída pelas mudanças climáticas sem uma ação urgente.
A fonte de Hong Kong, muito iluminada durante a noite, ficou irreconhecível quando os 118 andares do maior arranha-céu da cidade, o International Commerce Centre, apagaram as luzes.
Em Nova Déli nenhum ponto turístico ficou aceso, nem mesmo a Porta da Índia, monumento famoso dedicado aos mortos, no centro da capital indiana.
Na Grã-Bretanha, mais de 10 milhões de pessoas devem participar da operação. Edifícios emblemáticos, como o Palácio de Buckingham, e a roda gigante London Eye, devem apagar todas suas luzes.
Na Grécia, as luzes da Acrópole, em Atenas, devem ser apagadas por uma hora entre 20H30 e 21H30 locais (entre 15H30 e 16H30 de Brasília).
A Hora do Planeta começou em Sydney em 2007, mas a ideia se espalhou rapidamente por todo o mundo e, estima-se, que centenas de milhões de pessoas desligaram suas luzes durante o evento no ano passado.
O evento é uma ação simbólica que atraiu críticas, inclusive do cientista político dinamarquês Bjorn Lomborg. Ele sustenta que a ação faz pouco para resolver o verdadeiro problema do aquecimento global e desvia a atenção de outros problemas.

10.021 – Cidade do Cabo é escolhida a Capital Global da Hora do Planeta


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O Desafio das Cidades da Hora do Planeta (Earth Hour City Challenge) premiou a Cidade do Cabo, na África do Sul, com o título de Capital Global da Hora do Planeta. A cidade foi reconhecida pela ambição e ações pioneiras no combate às mudanças climáticas com o esforço de aumentar a qualidade de vida dos seus cidadãos. Cidade do Cabo sucede Vancouver, no Canadá, vencedora do último ano e sede da premiação neste ano realizada nesta quinta-feira (27/03).

A Capital Global da Hora do Planeta de 2014 surge como um modelo para o hemisfério Sul com uma série de programas verdes e ações que outras cidades podem replicar. A Cidade do Cabo demonstra como estratégias para a redução de emissões de carbono e a luta contra a mudança climática também podem colaborar para o desenvolvimento de outras prioridades como alimentação, energia e segurança da água.

A cidade vem tomando medidas ousadas para fazer a transição do atual sistema de energia dos combustíveis fósseis para energias renováveis como, por exemplo, a implantação de um programa de aquecimento solar de água. A participação da comunidade nas questões de sustentabilidade e o forte progresso com a eficiência energética, especialmente um programa de adaptação em grande escala para o seu parque imobiliário, foram outras ações pioneiras destaque.

O Desafio das Cidades convidou pessoas de todo o mundo para dar voz ao suporte por um futuro com energias 100% renováveis e também às 33 finalistas através da plataforma We Love Cities (Nós Amamos as Cidades). A votação online contabilizou mais de 300 mil votos. Medellin (Colômbia) e Khunhan (Tailândia) empataram em primeiro lugar por conta do engajamento local. Além dos votos, foram centenas de sugestões de como as cidades podem ser ainda mais sustentáveis.

As cidades de Copenhagen, Chicago, Seoul e Estocolmo também receberão menção honrosa do júri pela ambição, escala e impacto das ações, além do compromisso para transição rumo a um futuro de energias 100% renováveis.

Balanço final

Belo Horizonte, capital nacional da Hora do Planeta, também concorreu ao prêmio. Além da cidade brasileira e da vencedora, fizeram parte da disputa: Copenhagen (Dinamarca), Lappeenranta (Finlândia), Bruxelas (Bélgica), Stocolmo (Suécia), Edmonton (Canadá), Coimbatore (Índia), Muang Klang (Tailândia), Semarang (Indonésia), Monteria (Colômbia), Chicago (EUA), Cidade do México (México) e Seoul (Coreia do Sul).

Mais de 160 cidades de 14 países participaram do Desafio das Cidades – mais que o dobro do que na edição anterior. Nesse ano, o júri internacional levou em consideração, principalmente a ambição e inovação de cada cidade para o desenvolvimento de uma cultura de baixo carbono considerando o contexto local.

O WWF trabalhou junto com o ICLEI (Governos Locais para a Sustentabilidade) na mobilização das cidades para participarem do Desafio. O ICLEI ainda forneceu o uso da plataforma Carbonn – usada para o registro de clima das cidades – como principal meio de reporte para a iniciativa.

10.018 – Criado o primeiro cromossomo totalmente sintético


Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu o primeiro cromossomo totalmente fabricado em laboratório, o que representa um avanço fundamental na área da biologia sintética, segundo um estudo publicado na revista Science.
Os pesquisadores, liderados por Jef Boeke, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, criaram a primeira cópia artificial de um cromossomo de levedura, fungo utilizado na fabricação de etanol, pão e cerveja. Em um estudo que contou com os esforços de cientistas nos Estados Unidos e na Europa, e que durou mais de sete anos, os cientistas cortaram, dividiram e manipularam o DNA da levedura até obterem o primeiro cromossomo fabricado integralmente em um laboratório.
Os cientistas começaram o experimento com os fragmentos disponíveis de DNA, acrescentaram esses fragmentos a outros maiores e os agregaram depois a células de levedura, de modo a produzir uma versão totalmente artificial do cromossomo.
Esta é considerada uma grande conquista dentro da biologia sintética, que visa formar organismos a partir de seus princípios mais básicos. Embora já se tivesse conseguido construir cromossomos de bactérias e vírus, esta é a primeira vez em que se cria um cromossomo para um organismo eucariótico, que são mais complexos, compostos por células com núcleos diferenciados e citoplasma organizado — nessa categoria se enquadram plantas e animais.
O primeiro cromossomo sintético pode permitir avanços na pesquisa para a produção de novos medicamentos e biocombustíveis.

10.017 – Genética – Organismos sintéticos podem ajudar na colonização de Marte


gene pitx2

Organismos sintéticos produzidos para usar o gás carbônico (CO2) como matéria-prima poderão ajudar na colonização de Marte. É o que acredita o biólogo Craig Venter, biólogo-empresário que chefiou o programa privado de sequenciamento do genoma humano concluído em 2003 e líder da pesquisa que criou a primeira célula controlada por genoma sintético.
De acordo com Venter, em palestra dada no evento TEDxNASA@Sillicon Valley, formas de vida artificiais que lidam com o gás carbônico já estão em produção. A equipe do biólogo está tentando desenvolver células que conseguem usar o gás carbônico para produzir alimento, combustível, plástico e outros produtos. Além do grande impacto na Terra, Venter acredita que os organismos poderão fazer de Marte um lugar menos inóspito, transformando a fina atmosfera do planeta, formada basicamente por CO2.
A prioridade de Venter, contudo, é usar a ‘vida sintética’ para ajudar resolver grandes problemas na Terra, como alimento e produção de combustível. A Synthetic Genomics, empresa do biólogo, está desenvolvendo algas sintéticas que produzem biocombustível de forma mais barata e eficiente.

10.016 – Gen(ética) – Descoberta deixa ciência mais próxima da criação de vida artificial


A partir de aminoácidos (as pequenas ‘peças’ que compõem as proteínas), cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, alegam ter produzido proteínas sintéticas capazes de sustentar a vida. Quando inseridas em bactérias modificadas, as proteínas, que não existem naturalmente, possibilitaram que elas continuassem sobrevivendo.
A descoberta é um grande passo para a biologia sintética e deixa o ramo mais próximo da criação de vida inteiramente artificial. Até hoje, a área só estudou a reorganização de proteínas retiradas da natureza. Esse estudo comprova que é possível gerar em laboratório substâncias que sustentam a vida da mesma forma que a natureza.
“O que temos são máquinas moleculares que funcionam muito bem em organismos vivos, mesmo que tenham sido desenvolvidas em laboratório e expressadas em genes artificiais”, disse Michael Hecht, professor de química da Universidade de Princenton e líder do estudo. “A pesquisa nos revelou que os kits de moléculas da vida – genes e proteínas – não precisam ser emprestados da natureza”.
Hecht e sua equipe criaram um milhão de sequências de aminoácidos que se conectaram em estruturas 3D. Essas estruturas formaram proteínas sintéticas supostamente inéditas na natureza. Paralelamente, alguns genes essenciais para a vida foram retirados dos genomas de algumas bactérias. Em seguida, as novas proteínas foram inseridas nos microorganismos. Outras bactérias, cujos mesmos genes foram retirados e não tiveram injeções de proteínas, morreram. Mas as que haviam recebido as proteínas sintéticas não só sobreviveram como formaram uma colônia de bactérias.
A pesquisa promete causar polêmica entre os adeptos do velho argumento de “brincar de Deus”. Assim como o geneticista Craig Venter causou quando anunciou, no ano passado, que havia montado o genoma de uma bactéria – com um milhão de pares de bases – sintetizado-o em laboratório e transferido-o para uma outra bactéria, que adquiriu as características da primeira. Críticos de Venter dizem ainda que tudo o que ele fez foi criar um genoma natural em computador e reproduzi-lo. Não é caso da equipe de Hecht, que alega ter produzido DNA a partir do zero.

10.015 – Radioatividade – Medida de radiação é homenagem a cientista sueco


radiação

Nascido em 1898, o médico e físico sueco Rolf Maximilian Sievert foi pioneiro no estudo dos efeitos biológicos da radiação. Em sua homenagem, cientistas deram o nome de Sievert (símbolo: Sv) para a unidade internacional de doses equivalentes de radiação, em 1979, durante a Conferência Geral de Pesos e Medidas, 13 anos após sua morte.
Rolf Sievert teve um papel importante na medição das doses de radiação especialmente para o diagnóstico e tratamento do câncer. Inventou vários instrumentos para medir a radiação. O mais conhecido deles é a câmara Sievert, criada entre os anos 1920 e 1940.
Em 1937, Sievert tornou-se chefe do departamento de física da radiação no Instituto Karolinska, na Suécia, entidade que escolhe o Prêmio Nobel de Medicina. Anos mais tarde, concentrou sua pesquisa nos efeitos biológicos da exposição repetida a pequenas doses de radiação. Em 1964, fundou a Associação Internacional de Proteção contra a Radiação. Também liderou o comitê científico das Nações Unidas para os efeitos da radiação atômica.

Sievert (Sv) é uma unidade para medir os efeitos biológicos da radiação – os efeitos físicos são mensurados por outra unidade, chamada gray (Gy). A dose de radiação no tecido humano, em Sv, é encontrada pela multiplicação da dose medida em gray por outros fatores que dependem do tipo de radiação, parte do corpo atingida, tempo, intensidade de exposição e outros fatores.

10.014 – Radiação – Glossário


Fissão nuclear: Reação nuclear que consiste na ruptura do núcleo pesado de um átomo (geralmente de urânio) em dois átomos menores por meio do choque de nêutrons. Essa ruptura é responsável pela emissão de energia que esquenta a água do sistema de refrigeração, utilizada para gerar o vapor (energia térmica) que gira uma turbina, produzindo eletricidade. É o processo que acontece nas usinas nucleares para geração de energia. A grande vantagem da energia nuclear é que apenas 10 gramas de urânio, um combustível nuclear, equivalem a 1,2 tonelada de carvão mineral, utilizado em usinas termoelétricas.

Reator nuclear: Local onde acontece a fissão nuclear em cadeia para geração de energia térmica. Existem vários tipos de reatores. Um dos mais utilizados é o reator a água em ebulição. É o tipo presente na usina japonesa de Fukushima, onde a situação é mais grave.

Reator a água em ebulição: O calor liberado durante a fissão nuclear serve para ferver a água do sistema de refrigeração. O calor gira uma turbina que transforma a energia térmica em eletricidade.

Varetas de combustível: Estrutura cilíndrica que contém o combustível nuclear (normalmente urânio), disposto em pastilhas submersas no sistema de refrigeração primário. É um recipiente hermético que abriga o combustível nuclear. Impede a saída dos produtos da fissão nuclear e garante a resistência mecânica que assegura a integridade do combustível. É a primeira barreira a impedir o escape do material radioativo.

Barras de controle: São estruturas que passam através das varetas de combustível para controlar a fissão nuclear em cadeia. Quando as barras de controle estão totalmente para fora, o reator está trabalhando no máximo da capacidade para gerar energia térmica. Quando estão totalmente dentro, significa que o reator está ‘parado’ (não há reação nuclear em cadeia).

Vaso de controle: As varetas de combustível são colocadas dentro de um grande vaso de aço com paredes de cerca de 30 centímetros. Ele é montado sobre uma estrutura de concreto, com cerca de cinco metros de espessura na base. O vaso de controle é a segunda barreira física para impedir a saída de material radioativo para o meio ambiente.

Contenção: Grande ‘carcaça’ de aço usada para abrigar o vaso de controle e o gerador de vapor. É construída para manter contidos os gases ou vapores possíveis de serem liberados durante a operação do reator. É a terceira barreira para impedir que material radioativo seja lançado ao meio ambiente.

Edifício do reator: Último envoltório, de concreto, revestindo a contenção. É a quarta barreira que serve para impedir a saída de material radioativo para o meio ambiente e, além disso, protege contra impactos externos (queda de aviões e explosões).

Circuito de refrigeração externo: É o circuito de água que parte de uma fonte natural (rio, represa, lago, mar) para condensar o vapor de água depois que ele movimenta a turbina (semelhante às usinas termoelétricas de carvão e gás). Essa água nunca entra em contato com o combustível nuclear. Ela volta ao rio, represa ou mar, a uma temperatura ligeiramente superior à inicial.

Circuito de refrigeração primário: Sistema em que circula o fluido de refrigeração (composto em grande parte por água) de um reator nuclear. É o circuito que está em contato direto com as varetas de combustível, extraindo o calor gerado pela fissão nuclear, para se transformar em vapor e incidir sobre a turbina e produzir eletricidade.

Derretimento: Dano grave ao núcleo do reator nuclear, causado por superaquecimento. O derretimento do núcleo ocorre quando uma falha severa do sistema de refrigeração impede o resfriamento apropriado do combustível nuclear. Sem refrigeração, as varetas de combustível nuclear esquentam até derreter. A situação é considerada grave porque há risco de vazamento do material radioativo (o combustível nuclear). Além disso, o derretimento faz com que o núcleo do reator fique instável podendo ocorrer explosões.

Sievert (Sv): É a unidade que mede os efeitos biológicos da radiação – os efeitos físicos são medidos por outra unidade, chamada gray (Gy). A dose de radiação no tecido humano, em Sv, é encontrada pela multiplicação da dose medida em gray por outros fatores que dependem do tipo de radiação, parte do corpo atingida, tempo e intensidade de exposição.