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9766 – Maior usina solar do mundo começa a gerar eletricidade


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Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.
O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia. Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.
Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.
Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.

9765 – Google constrói maior usina solar dos EUA


O Google é um enorme consumidor de energia: tem centenas de milhares de computadores espalhados pelo mundo, funcionando 24 horas por dia. Por isso, faz vários investimentos em tecnologias de geração de energia. Inclusive uma usina solar gigantesca, que já está quase pronta. Ela se chama Ivanpah Solar Electric Generating System, está sendo construída no deserto de Mojave, no sul da Califórnia, e é a maior usina solar dos EUA. Ela terá a capacidade de gerar eletricidade suficiente para abastecer 140 mil residências. Sozinha, vai aumentar em 60% toda a produção de energia solar dos Estados Unidos.
A obra, que vai custar US$ 2,2 bilhões, é um investimento conjunto do Google e das empresas BrightSource e NRG Energy. Ela ocupa uma área correspondente a 1 300 campos de futebol, na qual estão distribuídos 346 mil espelhos. Esses espelhos refletem a luz solar para torres onde há caldeiras com água. O calor ferve a água, que vira vapor e movimenta as turbinas da usina, gerando eletricidade. A usina vai evitar a emissão de 640 mil toneladas de CO2 por ano – o equivalente a retirar 70 mil carros das ruas. “Precisamos construir um futuro de energias limpas”, declarou Rick Needham, diretor de negócios verdes do Google.
Mas a obra também tem um lado polêmico. Ela tem recebido críticas de ambientalistas porque vai afetar o habitat da Gopherus agassizii, uma espécie de jabuti do deserto que está ameaçada de extinção. A BrightSource se defende dizendo que vai investir US$ 56 milhões em medidas de proteção e realocação desse animal.

9764 – Yes, nós temos Rio – O Rio Mississipi


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É o segundo mais longo rio dos Estados Unidos. Perdendo a primeira posição para o Rio Missouri, que é afluente do Mississippi. Considerados juntos, formam a maior bacia hidrográfica da América do Norte. Quando medido da nascente do Missouri, o comprimento total do conjunto Missouri-Mississippi é de aproximadamente 6 270 km. A origem do Rio Mississippi vem da palavra da língua ojibwe misi-ziibi que significa ‘grande rio’.
Com sua nascente no Lago Itasca a 455 m acima do nível do mar no Parque Estadual Itasca localizado em Condado de Clearwater, Minnesota, o rio atinge logo após as Quedas de Saint Anthony em Minneapolis. O Mississippi se junta com Rio Illinois e o Rio Missouri próximo Saint Louis, e com o Rio Ohio em Cairo. O Rio Arkansas se junta ao Mississippi no Estado de Arkansas. O Rio Atchafalaya em Louisiana é o maior distributário do Mississippi.

O Mississippi drena a maior parte a área entre Montanhas Rochosas e os Apalaches, exceto por uma área drenada pelos Grandes Lagos. Ele corta, ou margeia, dez estados americanos — Minnesota, Wisconsin, Iowa, Illinois, Missouri, Kentucky, Arkansas, Tennessee, Mississippi e Louisiana – antes de desaguar no Golfo do México cerca de 160 km rio abaixo de New Orleans. Medições do comprimento do Mississippi do Lago Itasca até o Golfo do México variam, mas o número do EPA é de 3 733 km. Uma gota de chuva caída no Lago Itasca pode chegar ao Golfo do México em cerca de 90 dias.

O rio é dividido em alto Mississippi, da sua nascente sul até no Rio Ohio, e baixo Mississippi, do Ohio até sua foz próximo a New Orleans. O alto Mississippi é alem disto dividido em três secções: a nascente, da fonte até a Quedas Saint Anthony; uma série de lagos artificiais entre Minneapolis e St. Louis; e o médio Mississippi, um rio de curso livre da confluência do Rio Missouri até St. Louis.
Uma série de 27 comportas e represas no alto Mississippi, a maioria das quais construídas em 1930, são projetadas para manter um canal de 2,7 m para o tráfego de barcos comerciais. Os lagos formados são também usados para navegação de recreação e pesca. As represas tornam o rio mais profundo e largo, mas nenhum controle de fluxo é pretendido. Durante os períodos de alto fluxo, as comportas, algumas das quais ficam submersas, são completamente abertas e as represas simplesmente perdem sua função. Abaixo de St. Louis o Mississippi é relativamente livre para navegação, embora isto seja garantido por numerosas barragens e dirigidos por braços de represas.
Através de um processo natural conhecido como alteração de delta o baixo Mississippi teve seu curso final alterado pelo oceano por milhões de anos. Isto ocorre devido ao depósito de lama e sedimento aumentando o nível do rio, levando eventualmente a encontrar uma rota alternativa para o Golfo do México. A distribuição aleatória diminui em volume e forma o que é conhecido como bayous. Este processo está, durante um período cinco mil anos, levando a linha costeira da Louisiana do sul a avançar em direção do golfo de 15 a 50 milhas.
Outras mudanças no curso do rio têm ocorrido por causa de sismos ao longo da Falha de New Madrid, a qual passa próximo às cidades de Memphis e St. Louis. Três sismos em 1811 e 1812, estimados em aproximadamente 8 na escala de Richter, os quais dizem reverteram temporariamente o curso do Mississippi. Estes terremotos também criaram o Lago Reelfoot no Tennessee devido à alteração da paisagem próxima ao rio. Esta falha esta registrada em um aulacogen (termo geológico para uma fenda de falha) que se formou ao mesmo tempo que o Golfo do México.
Davenport é a única cidade com mais de 20 mil pessoas a margem do alto Mississippi que não tem barragem ou comportas permanentes.
O rio Mississippi tem a vigésima terceira maior bacia hidrográfica do mundo, excedida em tamanho apenas pelas bacias do Amazonas e do Congo. Esta bacia drena 41% dos 48 estados contíguos dos Estados Unidos. Sua bacia cobre mais de 3 225 000 km², incluído todos ou parte de 31 estados e duas províncias canadenses.Tambem é um rio conhecido por aparecerem muitos cadáveres à tona.
Em 8 de maio, 1541 Hernando de Soto tornou-se o primeiro explorador europeu a atingir o Rio Mississippi, o qual ele chamou de “Rio do Espírito Santo”. Os exploradores franceses Louis Joliet e Jacques Marquette começaram a explorar o Mississippi, que era conhecido pelo nome Sioux “Ne Tongo” (grande rio), em 17 de Maio de 1673. Em 1682, René Robert Cavelier e Henri de Tonty reclamaram todo o vale do rio Mississippi para França, batizando de Louisiana, para Luís XIV. Em 1718, Nova Orleães foi criada por Jean-Baptiste Le Moyne de Bienville.

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Os franceses perderam todos os seus territórios na América do Norte continental como resultado da Guerra Franco-Indígena. Em 1762, os franceses cederam todas as suas colônias a oeste do Rio Mississippi para os espanhóis, enquanto que em 1763, no Tratado de Paris, a França cedeu ao Reino Unido todas as suas colônias a leste do Mississippi. A Espanha também cedeu a Flórida para Inglaterra para re-obter Cuba, que a Inglaterra ocupou durante a guerra. O Reino Unido então dividiu o território em Flórida do Leste e Oeste.
No Segundo Tratado de Paris, o qual marcou o fim da Revolução Americana de 1776, os britânicos cederam a Flórida Oeste de volta a Espanha para receberem as Bahamas, que a Espanha tinha ocupado durante a guerra. A Espanha então tinha o controle sobre o rio ao sul da latitude 32°30′ norte, e, no que ficou conhecido como a Conspiração Espanhola, pretendia ganhar maior controle da Louisiana e de tudo a oeste. Estas pretensões terminaram quando a Espanha foi pressionada a assinar o Tratado de Pinckney em 1795. A França readquiriu a Louisiana da Espanha em segredo no Tratado de San Ildefonso em 1800. Os Estados Unidos compraram o território da França na Compra da Louisiana em 1803.
O Mississippi era conhecidos pelos seus bandidos, conhecidos pelos insulares como moradores das margens, incluindo John Murrell, que era um bem conhecido assassino, ladrão de cavalos e “revendedor” de escravo. Sua notoriedade era tal que Mark Twain dedicou-lhe um capítulo inteiro em seu livro Life on the Mississippi, e existia um rumor que Murrell tinha um quartel general na ilhas do rio na Ilha 37.
O livro de Twain também cobriu extensivamente arrojadas corridas de barco a vapor que tiveram lugar entre 1830 a 1870 no rio antes que meios mais modernos de navegação substituíssem os vapores. Isto foi publicado primeiro na forma de periódico por Harper’s Weekly em sete partes em 1875 e tinha a intenção de registrar a rápida dispersão da cultura do barco a vapor. A versão completa, incluída uma passagem incompleta de Huckleberry Finn e trabalhos de outros autores, foi publicada por James R. Osgood & Co. em 1885. O primeiro barco a vapor a viajar o trecho completo do Rio Ohio até a cidade de Nova Orleães foi o New Orleans em dezembro de 1811. Esta louca viagem ocorreu durante uma série de Terremotos New Madrid de 1811 a 1812.
Em 1815, os EUA obtiveram o controle sobre o Mississippi após uma decisiva vitória sobre os britânicos na Batalha de New Orleans, parte da Guerra de 1812.
O rio foi também uma parte decisiva da Guerra Civil Americana. A Campanha de Vicksburg da União buscava o controle do baixo Mississippi. A vitória da União na Batalha de Vicksburg em 1863 foi o ponto de viragem para a vitória final da União na Guerra Civil.
A tarefa de manutenção de um canal de navegação no Mississippi é de responsabilidade do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, o qual começou em 1829 a remover bancos de areia, fechando canais secundários e escavando rochas. Em 1829 os engenheiros avaliaram os dois maiores obstáculo do alto Mississippi, as correntezas de Des Moines e as correntezas de Rock Island Rapids, onde o rio era raso e o leito era rochoso. As correntezas de Des Moines tinham cerca de 18 km de comprimento e começavam logo após a desembocadura do Rio Des Moines até Keokuk. A correnteza de Rock Island localizavam-se entre Rock Island e Moline. Ambas as correntezas eram consideradas virtualmente intransponíveis.
O delta do Mississippi forma o estuário e foz do rio Mississippi e é formado por aluviões depositados pelo rio quando este se aproxima das águas do golfo do México. O rio continua a avançar para sul. O delta do Mississippi constitui um rico ecossistema ameaçado pelas actividades humanas. O delta cobre uma área de 75 000 km² (mais de 400 km de largura leste-oeste, com 200 km de profundidade norte-sul)1 ), sobre o qual vivem cerca de 2,2 milhões de pessoas, a maior parte dos quais vive na aglomeração de de Nova Orleães2 . Comparado com outros deltas, como o delta do Nilo, a densidade populacional é relativamente baixa.
No último século, o rio Mississippi tem vindo a tributar muito fluxo ao rio Atchafalaya com a separação a ocorrer cerca de 95 km a noroeste de Nova Orleães. Em meados do século XX, foi observado que o Mississippi irá abandonar o seu canal presente como canal de escorrência principal, e migrar para a bacia do Atchafalaya.
A zona do delta do Mississippi foi profundamente afectada pela passagem dos furacões Katrina e Rita em agosto e setembro de 2005.

Vista do satélite
Vista do satélite

9763 – Pragas – Os Pulgões


Os afídeos, popularmente chamados de pulgões, são pragas que frequentemente causam danos a diversos tipos de plantas pelo enfraquecimento: como couve, brócolis, algodão, morango e roseiras, e também pela transmissão de vírus. Os pulgões tem parelhos bucais sugadores em forma de agulha de seringa chamado de estilete. Ao se alimentarem, inserem seu estilete nos vasos das plantas e se alimentam da seiva delas, causando danos diretos, pois provocam murcha generalizada, o enrugamento das folhas e a paralisação do desenvolvimento das plantas. Podem também trazer danos indiretos causados pela grande quantidade de açúcares eliminados na forma de “honeydew”, formando um meio rico para o desenvolvimento do fungos, os quais prejudicam a respiração e a fotossíntese das plantas, assim como transmissão de fitovírus, fazendo que a planta adoeça e morra.
Sua reprodução é por partenogênese, ou seja, as fêmeas não precisam ser fecundadas para dar origem a outras fêmeas. Mas é possível o nascimento de machos em alguns períodos do ano. Quando isto acontece, ocorre reprodução sexuada (com cópula), dando origem a machos e fêmeas. Os machos também podem aparecer quando existe superpopulação de pulgões em uma única planta hospedeira, a qual está morrendo e que irá futuramente extinguir a população do local.
As fêmeas são vivíparas, isto é, não botam ovos. Antes mesmo de chegarem na sua forma adulta já possuem um embrião dentro delas. Esse fato é chamado de “gerações telescópicas”, onde ocorrem imensas populações em um período muito curto de tempo.
Os pulgões também mantém relações ecológicas com outros insetos muito mais harmônicas do que com as plantas. As formigas pastoras mantém um interação com os pulgões para obter alimento, devido esses últimos secretarem a substancia adocicada mencionada anteriormente, o “honeydew”. As formigas protegem os pulgões para que os mesmos lhe forneçam alimento, chegam a até estimulá-las fazendo “cócegas” com suas antenas. Com isso os pulgões ganham uma eficiente proteção contra seus predadores, como as joaninhas e parasitoides. Aliás, os afídeos chegam a ser tratados como ovelhas mesmo, guiadas para algumas partes da planta pelas formigas para melhor proteção, chegando a ser carregados na “boca”, podendo em alguns casos serem recolhidas para perto do formigueiro no fim do dia.
Joaninhas e os Crisopideos são os maiores predadores de pulgões e são muito utilizados para controle biológico de pragas, devido seu apetite voraz por pulgões na sua forma de larva se estendendo para os adultos de joaninas também.

9761 – Diagnóstico – A Galactografia


Consiste em um procedimento diagnóstico mamográfico, no qual é infundindo por meio de uma cânula, aproximadamente, 1 mL de contraste radiopaco, no ducto mamário.
Recomenda-se a realização deste procedimento em casos de secreções mamárias (serosa, sanguinolenta, sero-sanguinolenta, purulenta ou leitosa) sem causa aparente.
Após a injeção de contraste nas mamas, realiza-se a mamografia.
Esta técnica é contraindicada em casos de gravidez, infecções severas, pois esta pode agravar-se em decorrência da pressão exercida pelo contraste que necessita ser injetado. Indivíduos alérgicos ao contraste iodado também devem evitar se submeter a este procedimento diagnóstico.
A galactografia pode causar dor e certo desconforto, mas é suportável e o resultado fica pronto dentro de poucos dias.

9760 – Medicina – A Necrose Hipodérmica e Hematopoiética Infecciosa (IHHN)


É uma doença viral de notificação obrigatória para a OIE que atinge os camarões. Esta doença é caracterizada por deformidades no rostro e cutícula (por isto é também chamada de síndrome do rostro deformado). Ocasiona antenas enrugadas, coloração azulada e taxa de crescimento reduzido (nanismo). O agente causal é um DNA-vírus , da família Parvoviridae. Os principais hospedeiros são os camarões Peneídeos (Penaeus monodon, Litopenaeus vannamei, Litopenaeus stylirostris). Até hoje foram descritos 4 Genótipos: Tipo 1, encontrado na América e Ásia oriental (Filipinas); Tipo 2, encontrado no Sudeste da Ásia; Tipo 3A na Ásia oriental, Índia e Austrália; Tipo 3B no Oeste Índico-Pacífico. São vírus altamente resistentes.
Todos os estágios de vida (ovos, larvas, pós-larvas, jovens e adultos) são acometidos por esta doença e o vírus é encontrado em peneídeos selvagens, que são os hospedeiros selvagens. Este vírus tem tropismo por tecidos com origem embrionária ectodérmica e mesodérmica como: brânquias, epitélio cuticular, conjuntivo sub-cuticular, glândula antenal, órgão hematopoiético e órgão linfático. P. monodon é o menos acometido e sua manifestação clinica mais comum é a queda dos índices zootécnicos. L. vannamei normalmente apresenta de forma crônica da doença e o L. stylirostris é o camarão mais acometido, apresentando maior mortalidade.
O animal com necrose hipodérmica e hematopoiética infecciosa dissemina o vírus ao longo de toda sua vida e apresenta uma infecção persistente. Sua transmissão vertical está relacionada a camarões jovens com 35 dias. São essas três formas de transmissão: transovariana, canibalismo ou pela água A forma horizontal de transmissão depende do tamanho e da idade. Jovens são os mais acometidos. A manifestação clínica comum é a diminuição do consumo de alimentos. Uma alteração de comportamento é também observada: os camarões sobem lentamente à superfície do tanque e descem lentamente de ventre pra cima e repetem esses movimentos inúmeras vezes, mesmo chegando a fadiga. São observadas manchas brancas, alguns com coloração azulada e com abdome opaco.
O L. vannamei desenvolve principalmente a forma crônica chamada de “Runt‐Deformity Syndrome” – RDS. É a infecção da larva ou pós-larva, formando deformações de rostro pendendo para direita ou esquerda, deformações no 6° segmento abdominal, antenas enrugadas e cutícula áspera. Ocorre o aparecimento de camarões anões nos cultivos, em decorrência da danificação do tecido conjuntivo subcuticular do qual inibirá seu desenvolvimento.
A prevalência deste vírus é variável: nos locais onde ocorre a presença de animais selvagens ela varia de 26-46%. Em cultivos a prevalência é de 100%, porque a forma de disseminação é muito rápida. A distribuição geográfica é cosmopolita e há relatos na costa Americana do Pacífico (Peru a Norte do México), Ilhas do Pacífico, Leste e Sudeste da Ásia, Austrália, Oriente Médio. Somente a costa Americana no Atlântico é livre desta doença.
Existe uma relação inversa das condições de temperatura da água e índice de mortalidade, quanto mais fria for água maior será a mortalidade. A forma crônica da doença acomete as três espécies. L. stylirostris é caracterizado pela epizootia. Não há prevenção e controle como vacinas e drogas, mas existe seleção genética. Práticas de manejo adequadas como a pré-seleção de reprodutores selvagens ou de ovos por PCR. Uso de espécimes livre de patógeno específico (SPF) e utilizar água e sistemas biológicos seguros.
O diagnóstico pode ser feito por clínico-epidemiológico, microscopia, histopatologia e técnica moleculares como hibridização in situ (ISH), PCR e Dot-Blot. Os critérios de diagnóstico são feitos quando há suspeita de infecção como indicativos da necrose: baixa porcentagem de eclosão, baixa sobrevivência e rendimento de larva e pós-larvas. Observar se no plantel foi usado reprodutores selvagens ou de cultivo. Observar o aumento da mortalidade de L. stylirostris, crescimento desforme e discrepante, rostro pendente, cutículas deformadas e aparecimentos de corpos de inclusão na microscopia. Para confirmar a doença confirmar com PCR, Dot-Blot, hibridização in situ ou sequenciamento.

9758 – Medicina – O que é a Necrobiose Lipoídica?


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Consiste em uma desordem crônica degenerativa do tecido conectivo dérmico, comumente ligada a pacientes que possuem diabetes, especialmente diabetes mellitus tipo 1, embora também possa afetar indivíduos que não sejam portadores dessa desordem.
Foi descrita primeiramente por Oppenheim , em 1929, e denominada dermatite atrofiante. Em 1932, esta desordem passou a ser chamada de necrobiose lipoídica diabeticorum, por Urbach. Em 1935, foram descritos casos de pacientes com este transtorno que não eram portadores da diabetes, gerando o termo utilizado atualmente, necrobiose lipoídica.
Os locais mais acometidos nesta desordem são os membros inferiores, especialmente a região pré-tibial, com padrões simétricos; todavia, também pode acometer os membros superiores. Clinicamente, esta condição apresenta-se com máculas ou placas de formato oval ou irregular, de crescimento centrífugo, que apresenta uma área central atrófica e/ou depressiva, com telangiectasias que, inicialmente, apresenta-se eritematosa e, com o tempo, torna-se amarelada. Na periferia da lesão, pode observar-se uma área de coloração castanho-avermelhada. Raramente pode haver prurido, dor, analgesia, hipo-hidrose e alopecia nos locais afetados.
O diagnóstico é alcançado por meio de uma biópsia de pele. O principal diagnóstico diferencial deve ser feito com o granuloma anular.
O tratamento é complicado e existe muita divergência entre os especialistas. Nos casos de pacientes diabéticos, o controle da glicemia mostra melhora no aspecto das lesões. O uso de corticoides tópicos e intralesional é a forma de tratamento mais utilizada, apesar de existir a chance de agravar a atrofia e/ou ulceração.

9757 – Pesca – Cuidado com a Perkinsiose


O Perkinsus marinus causa uma doença de importância econômica em moluscos bivalves. Este parasito é um protozoário do filo Apicomplexa e infecta as ostras e as amêijoas, ocasionando uma infecção de notificação obrigatória pela OIE (World Organisation for Animal Health) e foi notificada no Brasil pelo Ministério da Pesca.
Todas as cepas e fases deste protozoário são infectantes. Sua infecção ocorre por contato de hospedeiro a hospedeiro. O ciclo de vida precisa essencialmente de temperatura e salinidade. Este parasito é sensível à dessecação, cloração, UV e água doce. Não são conhecidos hospedeiros selvagens.
Os principais hospedeiros acometidos são as ostras e as amêijoas. As espécies de ostras são: Ostra Americana – Crassostrea virginica, Ostra do Mangue – Crassostrea rhizophorae (que foi descrita no Brasil) e Ostra do Pacífico – Crassostrea gigas. Amêijoa – Mya arenaria e Macoma balthica. O Perkinsus marinus parasita o epitélio do tubo digestivo, tecido conjuntivo e hemócitos. A infecção crônica é geralmente fatal e tem duração de 1 a 2 anos. Observa-se a presença de bivalves mortos ou abertos nos cultivos, tecido fino e aquoso e resposta lenta de fechamento das valvas.
A transmissão se dá principalmente pela água com fezes e com a decomposição de animais mortos contaminados. Fatores ambientais como aumentos de salinidade e temperatura são diretamente relacionados com a infecção. A prevalência é de até 100% em ostras C. virginica e de 10% em amêijoas. Tem sua distribuição geográfica na Costa Leste Norte Americana e na Costa do Pacífico do México. Não se conhecem vacinas. As drogas utilizadas para tratamento são: N-halamina, bacitracina, cicloheximida e água doce. É feita a seleção genética com a linhagem de sobreviventes e repovoamento com essas espécies resistentes. São recomendadas práticas de manejo como o cultivo em águas de menor salinidade e uso de linhagens precoces e tolerantes.
O diagnóstico é clínico-epidemiológico. Amostras da branquial e do manto são mandadas para o diagnóstico no qual é feito o cultivo em meio de RFTM (Ray’s Fluid Thioglycollate Culture Method) que tem como objetivo favorecer a visualização do P. marinus. Na histopatologia há visualização de inclusão parasitaria, utiliza AFA de Davidson ou formol 10% tamponado para conservar a amostra, esfregaço e técnicas moleculares como hibridização in situ (ISH) e PCR também são feitos.

9756 – Vai um “da-no-ninho” aí? – Iogurte pode ajudar a prevenir diabetes tipo 2


Uma nova pesquisa da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, sugere que o iogurte pode ser um aliado no combate ao diabetes tipo 2. O estudo comparou os hábitos alimentares de pessoas com e sem a doença e descobriu que a prevalência do diabetes é significativamente menor entre aquelas que consomem iogurte com baixo teor de gordura ao menos quatro vezes por semana.
Existem dois fatores capazes de aumentar o risco de diabetes tipo 2: o genético, ou seja, ter histórico da doença na família, e o ambiental, que são problemas como má alimentação, excesso de peso e sedentarismo. Não há nada que uma pessoa possa fazer em relação à sua predisposição genética para a doença, mas adquirir hábitos saudáveis podem diminuir consideravelmente as chances de ela se desenvolver.
Para realizar o estudo, os pesquisadores coletaram dados de um levantamento feito na Inglaterra. Eles compararam os hábitos alimentares de 753 pessoas com diabetes tipo 2 aos de 3 500 indivíduos livres da doença. Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Diabetologia.
A pesquisa não identificou uma relação de causa e efeito entre o alimento e o diabetes – ou seja, não descobriu os mecanismos que podem fazer com que o iogurte diminua o risco da doença. Porém, os autores destacam que o iogurte contém nutrientes essenciais à saúde, como cálcio, vitamina D e ácidos graxos. Além disso, a equipe acredita que os probióticos – bactérias “do bem” presentes no alimento — tenham um papel fundamental nesse efeito benéfico. Estudos recentes já associaram os probióticos à redução de inflamações no intestino e de problemas como diarreia causada por antibiótico e complicações gastrointestinais em bebês.
O consumo de quatro copos de 125 gramas de iogurte por semana reduziria em até 28% o risco de diabetes tipo 2. O estudo também descobriu que, de maneira geral, outros laticínios com baixo teor de gordura, como queijo cottage, podem diminuir essas chances em até 24%. Os autores não encontraram relação entre a redução do risco da doença e o consumo de laticínios com maior teor de gordura.

9755 – Evitando o Diabetes


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Um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2 é o acúmulo da gordura visceral, ou seja, a gordura acumulada na região abdominal que também se concentra no fígado e entre os intestinos. “Essa gordura obriga o pâncreas a produzir cada vez mais insulina para que a glicose consiga entrar nas células. Esse excesso estimula uma série de mudanças no metabolismo, como aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol no sangue”, explica Carlos Alberto Machado, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Portanto, o ganho de peso pode significar o aumento da gordura visceral e, consequentemente, do risco de diabetes tipo 2.

Faça 30 minutos de atividade física diária
Muitos estudos já relacionaram o exercício físico ao menor risco de diabetes tipo 2, assim como outras pesquisas mostraram que o sedentarismo pode levar ao desenvolvimento da doença. Em 2002, um estudo clássico sobre diabetes, o Diabetes Prevention Program (DPP), mostrou que uma mudança no estilo de vida é melhor para evitar a doença do que medicamentos como a metformina, que reduz a resistência à insulina. Essa mudança no estilo de vida significa 150 minutos de atividade física por semana, uma melhora na alimentação e a perda de 7% do peso corporal em seis meses. “Embora a pesquisa tenha sido feita há dez anos, seus resultados foram comprovados pelos estudos que vieram depois”, diz Carlos Alberto Machado, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Cuidado com o sono
Um estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que foi publicado neste ano mostrou que dormir mal — ou seja, pouco ou de forma inconstante — aumenta o risco tanto de obesidade quanto de diabetes. Isso ocorre porque noites mal dormidas alteram o relógio biológico e retardam o ritmo metabólico. Essa redução pode significar um aumento de 4,5 quilos ao ano sem qualquer alteração da prática de atividade física ou dos hábitos alimentares. Com isso, há o risco do aumento de glicose e resistência à insulina no organismo, fatores que podem levar ao diabetes.

Controle o stress
Por diferentes motivos, o stress pode elevar o risco de uma pessoa desenvolver diabetes tipo 2. Uma pesquisa feita no Canadá com mais de 7.000 mulheres, por exemplo, concluiu que o stress no trabalho chega a dobrar o risco de mulheres terem a doença. Os autores desse estudo mostraram que o problema emocional está ligado a um maior consumo de alimentos gordurosos e calóricos e a um maior sedentarismo, fatores que aumentam as chances de desenvolver a doença. Além disso, o trabalho sugeriu que o diabetes se favorece por perturbações geradas nos sistemas neuroendocrinológico e imunológicos, que provocam maior produção de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

Coma pouco e devagar e não faça jejum
Comer muito, especialmente alimentos calóricos e gordurosos, aumenta o acúmulo da gordura abdominal, um fator de risco importante para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. No entanto, não é só a qualidade e a quantidade do que se come que interfere nas chances da doença aparecer. De acordo com uma pesquisa apresentada no Congresso Internacional de Endocrinologia, em maio deste ano, na Itália, a incidência do diabetes é maior em pessoas que comem muito rápido em comparação com quem come mais devagar. O risco, segundo esse estudo, pode chegar a ser 2,5 vezes maior. A frequência com que comemos também interfere nessa probabilidade: uma pesquisa apresentada durante a FeSBE (Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental) de 2011, mostrou que intercalar períodos de jejum e comilança pode causar diabetes, perda de massa muscular e aumentar a produção de radicais livres.

Sempre que puder, evite comer gordura
A gordura abdominal favorece a resistência a insulina, quadro que está relacionado ao diabetes tipo 2. Portanto, alimentos gordurosos são fatores de risco para a doença, como provaram diversos estudos sobre o assunto. Pesquisadores da Harvard, por exemplo, concluíram que o risco de desenvolver diabetes tipo 2 aumenta 51% se forem consumidos 50 gramas de carne vermelha processada por dia, e 19% se forem ingeridos 100 gramas diárias de carne vermelha não processada. No entanto, algumas mudanças nos hábitos alimentares podem evitar a doença. No mesmo estudo, esses especialistas mostraram que se uma pessoa que consome 100 gramas de carne vermelha todos os dias substitui o alimento por frutas secas para obter a mesma quantidade de proteínas, o risco diminui em 17%. Este número aumenta para 23% se forem consumidos cereais integrais.

Prefira alimentos integrais
Os alimentos integrais, como pães e arroz, por exemplo, são excelentes alternativas para substituir alimentos que possuem farinha de trigo, como o pão francês. Esse tipo de comida é conhecida por elevar rapidamente as taxas de glicose no sangue, o que pode favorecer o surgimento do diabetes tipo 2, especialmente entre pessoas com maior risco da doença. Açúcar branco, frutas em calda enlatadas e batatas também possuem alta carga glicêmica. “Quanto menor o índice glicêmico, melhor para o paciente evitar a doença. Alimentos ricos em fibra e integrais são ideais para isso”.

Frutas fazem parte de uma alimentação saudável e devem ser ingeridas todos os dias. Porém, há uma grande disparidade na quantidade de frutose, o açúcar das frutas e do mel, que elas contêm. Como ela é metabolizada diretamente pelo fígado, não precisa de insulina para sua quebra primária. Porém, isso não permite o seu consumo em excesso. “A fruta tem muito carboidrato e frutose, mas ela não pode ser eliminada da dieta. Por isso, pessoas predispostas ao diabetes tipo 2 devem evitar as mais adocicadas, como as uvas ou o caqui, ou então consumí-las de forma moderada”.

9754 – Mega Tour – Piscina Natural em João Pessoa


piscina natural

Uma imensidão de água morna e esverdeada, interrompida por manchas mescladas que indicavam as áreas com concentração de corais, onde se escondem pequenos peixes de tons diversos. Sob os pés, areia clara constituída por minúsculas conchas. O silêncio seria total, não fossem as conversas dos pouco mais de 15 turistas que nos acompanhavam no passeio cuja principal atração é o mergulho. O calor não permitia a ninguém ficar dentro do catamarã que nos levou pelo Atlântico. Nem o visual. Quem se arriscaria a perder a chance de explorar tudo que o chamado “Caribe brasileiro” tem a oferecer?
Mergulhar durante cerca de duas horas em uma das piscinas naturais menos exploradas da Paraíba já compensaria pela beleza natural e comércio local, formado por pescadores. Mas há um quê de especial ali que faz a pequena João Pessoa tornar-se referência. A oeste, a cerca de quinhentos metros, fica a famosa Ponta do Seixas, o extremo oriental das Américas, cuja a distância até a África (aproximadamente 3.800 quilômetros) é a menor possível para quem sai do continente. Se é abuso querer avistar terras africanas dali, o passeio do Seixas garante, no mínimo, a sensação de estar em uma das principais rotas do mundo. E onde o sol nasce primeiro.
O caminho até lá não leva mais de meia hora para quem parte do litoral sul da capital paraibana. É possível fazê-lo por meio de uma agência (a maior delas é a Luck), que oferece a comodidade do transporte e pode incluir outros passeios no roteiro (em média, R$65 por pessoa).
Para quem quer gastar menos e ficar livre para escolher aonde ir, a dica é alugar um carro para passar o dia. Mas é preciso se programar. “Preste atenção às fases da lua”, orienta Hector, o guia da Secretaria Municipal de Turismo que nos acompanha até a vila de pescadores, na Praia da Penha, de onde sai o catamarã. O recado, aparentemente banal, logo é compreendido. “Tudo depende da maré. Para dar passeio bom, a lua precisa ser nova ou minguante”, explica.
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Depois de consultar a natureza para saber se a maré estará baixa – o que pode ser feito pelo site da Capitania dos Portos da Paraíba –, é bom não arriscar e fazer a sua reserva. Ainda pouco conhecido, o transporte até a piscina do Seixas é feito apenas por uma empresa, a Maresia Turismo, e, dependendo do dia, pode ter lotação máxima (cem pessoas).
Outra opção para mergulho é o Picãozinho, arrecife de corais que fica em Tambaú, mais ao centro de João Pessoa. Por causa da intensa exploração, porém, a capacidade das sete embarcações que rumam para lá foi reduzida, tornando o passeio mais caro. “O Seixas está muito mais preservado porque só é frequentado por pescadores que vivem na redondeza e poucos turistas”, conta Leonardo Guedes, biólogo e proprietário da Maresia Turismo.

Preço do passeio:
Aéreo: o trecho SP–João Pessoa – SP tem valor mínimo de R$ 739,30 na Azul; R$ 776,50 na TAM; R$ 793,50 na Avianca; e R$ 857,50 na Gol
Aluguel de carro: diária do modelo básico com quilometragem livre a partir de R$ 58 na Avis; R$ 90 na Montana; e R$ 99,90 na Localiza.

Legado português da capital que cresceu do centro para a orla

Foi às margens do Sanhuá que João Pessoa ganhou vida, lá pelo ano de 1585, quando os portugueses, tentando desviar dos arrecifes (80% do litoral paraibano é tomado por eles), acabaram encontrando no rio uma chance de conquistar território. Por isso, diferentemente das demais capitais nordestinas, a pequena cidade cresceu do centro para a costa, particularidade que ajudou a preservar boa parte de sua natureza litorânea, mais explorada há duas décadas.
Durante algum tempo, turistas não poderão entrar no Hotel Globo, fechado para reforma. Lá, o empolgado professor de história Jorge de Carvalho, que participa do projeto Porto do Capim de revitalização do centro, mostrou a maquete de como deverá ficar a parte mais antiga da cidade daqui a alguns anos.
Patrimônio. Há muito por conhecer pelas ruas de paralelepípedo do centro, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Nacional. A passagem por lá foi rápida, mas intensa.
Sob o sol forte, que exige chapéu e protetor solar, fizemos a rota sacra. A começar pelo Centro Cultural São Francisco, criado em 1979. O complexo arquitetônico é formado pela Igreja de São Francisco e o Convento de Santo Antônio, fundado pelos franciscanos no século 16, mais o claustro, a Capela de São Benedito e a Casa da Oração. Juntos, remontam às obras coloniais portuguesas do período barroco. Vá com guia. Entrada a R$ 4.
Passe pela Igreja e Mosteiro de São Bento, dos séculos 16 ao 18, e caminhe pelo jardim interno da setecentista Igreja Nossa Senhora do Carmo, na simpática Praça do Bispo. Seus azulejos azuis portugueses dão mais charme à construção que, do lado de fora, é acompanhada pela Igreja de Santa Tereza, ao lado direito e, ao lado esquerdo, pelo Palácio do Bispo.

João Pessoa -  PB
João Pessoa – PB

9753 – Genética – Localizado gene que liga estrutura do cérebro a inteligência


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Pesquisadores encontraram um gene que vincula a inteligência à espessura da massa cinzenta cerebral. Segundo eles, a descoberta poderá ajudar os cientistas a entenderem como e por que algumas pessoas têm dificuldades de aprendizado, como portadores de esquizofrenia e autismo. O estudo foi publicado nesta terça-feira no periódico Molecular Psychiatry.
Os cientistas analisaram amostras do DNA de mais de 1 500 adolescentes saudáveis de 14 anos, assim como o córtex cerebral de cada um, por meio de exames de ressonância magnética. Essa região corresponde à camada mais externa do cérebro, chamada de massa cinzenta, e desempenha um papel fundamental na memória, atenção, percepção, consciência, raciocínio e linguagem. Além disso, os jovens foram submetidos a testes de inteligência verbal e não verbal.
Em uma segunda etapa, os pesquisadores analisaram mais de 54 000 variáveis genéticas possivelmente envolvidas no desenvolvimento cerebral e descobriram que, em média, os adolescentes com uma variante genética específica tinham um córtex mais fino no hemisfério cerebral esquerdo — e se saíam pior nos testes de capacidade intelectual.

9751 – Planeta Terra – Ursos polares não suportam onda de frio nos EUA


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As condições climáticas trazidas pela onda de frio intenso que atinge os EUA neste inverno vêm colocando em risco até mesmo os ursos polares que vivem nos zoológicos norte-americanos. Com os termômetros chegando a marcar cerca de -40ºC, os funcionários do Lincoln Park Zoo, em Chicago, foram obrigados a manter os ursos em locais fechados, para garantir o aquecimento dos animais, habituados com as baixas temperaturas do polo norte.
É o caso da ursa polar Anana, que passou a ser mantida num ambiente aquecido e rigorosamente controlado pelos veterinários do zoológico. O frio é tão intenso, que, somente em determinados horários do dia, o animal sai para brincar com a neve do lado de fora.
Os visitantes e funcionários do zoológico de Chicago repararam que os ursos polares pouco apareciam, pelo fato de se esconderem das baixas temperaturas. Assim, para não comprometer sua sobrevivência, os animais foram colocados em locais mais confortáveis.
De acordo com o meteorologista norte-americano John Hammond, a onda de frio que assola as regiões norte e central dos EUA é conhecida como vórtice polar, e vem sendo causada por diversos fatores, que podem estar diretamente ligados ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

9750 – Curiosidades – Cobras Voadoras


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Cobras voadoras parecem dignas de um filme de terror, mas algumas espécies são capazes de planar e assumem a forma de discos voadores em pleno ar, segundo um novo estudo.
Publicado na última edição do Journal of Experimental Biology, o estudo analisa como as cobras do gênero Chrysopelea são capazes de flutuar a até 30 metros do solo em seus habitats, nas florestas tropicais do Sudeste Asiático. Pouco venenosas, elas preferem fugir a lutar.
Para se mover entre as árvores ou escapar de predadores, elas se lançam no ar de qualquer ponto fixo, flexionando as costelas antes de começar a planar. Em seguida, esticam e achatam o corpo, formando um semicírculo, segundo o co-autor do estudo, Jake Socha, pesquisador da Faculdade de Engenharia do Instituto de Tecnologia da Virgínia.
Para o estudo, Socha e seus colegas primeiro observaram as cobras em ação. De longe, elas pareciam rastejar. ”Elas pareciam nadar, transformando o corpo todo em uma superfície aerodinâmica”, explica o pesquisador.
Para determinar o que estava acontecendo de perto, os pesquisadores usaram uma impressora 3D para produzir um molde com o mesmo corte transversal do corpo da serpente. Em seguida, eles o colocaram em um tanque cheio d´água, que fluía sobre uma superfície em formato de cobra.
Embora a água seja muito mais densa do que o ar, Socha explicou que eles conseguiram recriar com precisão as condições que as cobras enfrentam enquanto planam. A água fluiu sobre o modelo com uma variação específica de velocidade, entre 20 e 50cm/s.
Ao inclinarem ligeiramente o modelo, os pesquisadores descobriram que, na maioria dos ângulos, o corpo da serpente gerou uma força de ascensão suficiente para explicar seu impressionante planeio. Mas quando o molde foi achatado, a turbulência gerada pela força de sucção o puxava para baixo.
“Talvez a cobra mantenha uma parte do corpo achatada como mecanismo de controle de voo”, especula Socha, explicando que as contorções podem ajudar os répteis a se adaptar às forças que agem sobre seu corpo, permitindo um voo mais preciso.
O modelo, no entanto, não explica completamente como as cobras conseguem planar durante tanto tempo.
“Se você fizer um cálculo aproximado da força de ascensão em relação à razão de planeio do animal real, ele parece se sair melhor que o modelo”, explica Socha. “Então, apesar termos produzido uma ascensão maior do que esperávamos, o planeio do molde não foi igual ao das cobras. Isso indica que elas estão gerando algum efeito aerodinâmico que não conseguimos reproduzir”.
Depois de desvendar totalmente a técnica das cobras, os pesquisadores pretendem usá-la para projetar minúsculos robôs aéreos para missões de busca e salvamento, capazes de se infiltrar em lugares inacessíveis a dispositivos maiores e seres humanos.

9749 – Doença misteriosa mata milhares de estrelas-do-mar na América do Norte


Uma doença misteriosa provoca o desmembramento das estrelas-do-mar, matando dezenas de milhares nas costas da América do Norte.
No verão passado, cientistas observaram a doença pela primeira vez em Starfish Point, na Península Olympic, em Washington, segundo o site EarthFix, da rede KCTS. Na mesma época, a doença também dizimou populações de estrelas-do-mar em Vancouver Harbor e Howe Sound, no Canadá, segundo o Aquário de Vancouver. A doença já foi detectada em uma faixa que se estende do sul da Califórnia ao Alasca, e na costa leste dos Estados Unidos.
Os biólogos ainda não sabem a origem da doença nem como combatê-la. Os primeiros sintomas consistem em lesões cutâneas; em seguida, os braços da estrela-do-mar se retorcem até se separar do corpo. O desmembramento provoca a expulsão das vísceras da cavidade central do animal, provocando sua morte. Normalmente, as estrelas-do-mar conseguem regenerar os braços perdidos acidentalmente, mas não quando são acometidas pela doença.
A primeira espécie vitimada foi a Pycnopodia helianthoides, e em seguida, a Pisaster ochraceus. Agora, os mesmos sintomas já foram observados em ao menos doze espécies.
Depois de ouvir os relatos do Canadá, a mergulhadora e cinegrafista Laura James filmou a devastação das estrelas-do-mar na costa de Seattle, informou a PBS. James criou um site, http://www.sickstarfish.com, para ajudar a monitorar a disseminação da doença. Qualquer pessoa que observar uma estrela-do-mar doente pode relatar nas redes sociais, usando a hashtag #sickstarfish. A Universidade da Califórnia também mantém um site de monitoramento.
Deter a disseminação da doença pode ajudar a salvar os ecossistemas marinhos da América do Norte, já que as estrelas-do-mar impedem a proliferação excessiva de herbívoros, como os ouriços-do-mar. Se sua população crescer descontroladamente, os ouriços podem devorar grande parte das florestas de algas marinhas da costa oeste da América do Norte.

9748 – Abelhas urbanas usam plástico para construir ninhos


Uma das piadas do comediante George Carlin dizia que a Terra desejava o plástico, mas não sabia como produzi-lo. O planeta então deu origem aos seres humanos só para que criássemos os polímeros. Duas espécies da abelha Megachile parecem ter levado Carlin a sério e decidiram usar plástico como material de construção.
As abelhas Megachile não formam colmeias, como as abelhas melíferas. Em vez disso, fêmeas solitárias entrelaçam ninhos feitos de materiais de origem vegetal. Variedade europeia que migrou para o Canadá, a Megachile rotundata costuma usar pedaços de folhas e flores par construir os ninhos. Segundo um estudo conduzido pelas universidades de York e Guleph, publicado na revista Ecosphere, três entre oito ninhos da espécie continham uma proporção de 23% de fragmentos de plástico. As marcas irregulares, visíveis nas bordas, sugerem que as abelhas não cortam o plástico e as folhas da mesma maneira.
Outra abelha, esta nativa do Canadá, a Megachile campanulae, normalmente coleta resinas pegajosas e seiva de árvores. No entanto, os ecologistas encontraram selante de poliuretano em uma das sete câmaras de procriação do inseto.
Embora a coleta de plástico possa ter sido acidental, os ecologistas acreditam que ela pode ser uma adaptação útil a um ecossistema dominado pelo homem, já que o plástico complementa o suprimento escasso de folhas. No entanto, esse não parece ser o caso da Megachile, já que vários ninhos continham apenas folhas. As abelhas parecem ter usado o plástico simplesmente por sua semelhança estrutural com os materiais que costumam usar.
O plástico pode trazer vantagens e desvantagens para as abelhas. Os sacos de plástico não grudam como as folhas, que as abelhas mastigam até transformar em uma cola natural. Os ninhos construídos com plástico desmoronaram com facilidade, mas em compensação, não foram atacados por parasitas, com exceção dos que continham poliuretano. Segundo uma pesquisa da década de 70, quando essas abelhas faziam seus ninhos dentro de canudos de plástico, elas ficavam livres dos parasitas, mas morriam pelo acúmulo de fungos, já que os polímeros não deixam a umidade escapar.

9747 – Biodiversidade – Alerta: As abelhas em perigo


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Dois terços dos alimentos que nós ingerimos são cultivados com a ajuda das abelhas. Na busca de pólen, sua refeição, esses insetos polinizam plantações de frutas, legumes e grãos. Em tempos em que a escassez mundial de comida é pauta das autoridades no assunto – como a recomendação da ONU para consumir mais insetos – a perspectiva de ficar sem a ajuda desses seres no abastecimento alimentar seria alarmante. E é o que está acontecendo.
Em 2006, apicultores nos Estados Unidos começaram a notar que suas colônias de abelhas estavam desaparecendo. Cientistas investigaram e comprovaram o fenômeno, que foi batizado de colony collapse disorder (síndrome do colapso da colônia, CCD). Sete anos depois, o sumiço continua: no inverno de 2012 para 2013, dado mais recente, 31% das abelhas americanas deixaram de existir.
O fenômeno se repetiu na Europa, onde, segundo um levantamento do Coloss, rede de cientistas de mais de 60 países que estuda o sumiço das abelhas, algumas regiões perderam até 53% de suas colônias nos últimos anos. Japão, China e o Brasil também reportaram problemas – apicultores de Santa Catarina relataram que um terço das 300.000 abelhas do Estado bateu asas em 2012.
A escassez de polinizadores já afeta alguns cultivos. Em 2013, a queda na produção elevou o preço das amêndoas nos Estados Unidos em 43% em relação ao ano anterior, segundo informações do jornal The Telegraph. Pelo mesmo motivo, o quilo da oleaginosa na Espanha, outro produtor, chegou a quase 8 euros – o mais alto desde 2005. Na França, as vítimas foram as cerejas, que passaram a ser cultivadas na Austrália, menos afetada pela falta de abelhas. No Brasil, segundo especialistas, a redução de insetos afetou a plantação de maçãs, embora as perdas não tenham sido quantificadas. “Se o problema continuar, o modelo atual de fazendas vai se tornar insustentável. O custo de produção vai subir para o produtor e para o consumidor final, de modo que diversos fazendeiros podem acabar deixando a atividade”, afirma o físico brasileiro Paulo de Souza, estudioso do tema na Organização Nacional de Pesquisa Científica e Industrial da Austrália.
A causa do sumiço é um mistério que intriga os pesquisadores, a começar pelo fato de os corpos dos insetos não serem encontrados nas colmeias ou arredores. Os animais desaparecem sem deixar rastros, e os especialistas acreditam que o motivo seja uma espécie de curto-circuito no sistema de localização das abelhas, fazendo com que elas se percam. A diversidade de espécies e as peculiaridades de cada país dificultam a investigação sobre o extermínio.

Entre os principais motivos apontados está o uso de pesticidas, especialmente os neonicotinoides, uma das classes mais utilizadas por agricultores. “Os neonicotinoides têm uma segurança grande com relação aos mamíferos, principalmente o homem, por isso são bastante utilizados. O problema é que eles afetam não apenas os insetos que são considerados pragas, mas os polinizadores também”.
As suspeitas levaram a União Europeia a banir os neonicotinoides por um período de dois anos, iniciado em julho de 2013, apesar dos protestos de produtores agrícolas e as multinacionais químicas e agroalimentícias. Nesse intervalo, será avaliado o impacto da proibição na agricultura e nas abelhas, para se decidir se a regra será mantida por mais tempo. “A medida é radical, mas necessária”, diz Paulo de Souza. “Foi uma medida de precaução, mesmo critério adotado na criação do Protocolo de Kyoto.”
Pragas – Além dos pesticidas, vírus, fungos, bactérias e outros parasitas são apontados como vilões. O principal é o ácaro Varroa destructor, que se agarra às abelhas, suga sua hemolinfa (o “sangue” dos insetos) e pode transmitir vírus aos animais.
A Austrália é, atualmente, o único país do planeta que ainda não foi atingido pelo Varroa. Para manter o status de abelhas mais saudáveis existentes, cuidados relativos à biossegurança foram adotados por lá. Segundo Souza, todos os aeroportos contam com cães especialistas em farejar frutas na bagagem dos passageiros, norma que evita a contaminação mesmo entre os Estados australianos.

9745 – Planeta Terra – Um refresco por ar-condicionado:Onda de calor no Brasil deve chegar ao fim na próxima semana


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A onda de calor que atinge as regiões Sul e Sudeste do Brasil poderá perder força na próxima semana, segundo informações da Climatempo. Simulações atmosféricas feitas em supercomputadores confirmam o início do rompimento do bloqueio atmosférico por uma frente fria para o início da segunda quinzena de fevereiro.(ufa!)
A frente fria que começa a mudar as condições atmosféricas deve chegar ao Sul do Brasil entre os dias 13 e 15 de fevereiro. Este sistema não chega ao Sudeste, mas abre o caminho para uma segunda frente fria, que deve influenciar o Sudeste a partir do dia 17 de fevereiro.
A notícia é boa para quem aguarda o retorno das chuvas. Segundo as previsões, profundas mudanças na circulação atmosférica sobre o centro-sul do Brasil são esperadas para a segunda quinzena de fevereiro. O fluxo de ventos muda e o ar úmido e quente da Região Norte volta a ser transportado para o Sudeste. O aumento da umidade e a queda da pressão do ar vão permitir a formação das áreas de chuva.
A falta de chuva dos últimos meses fez com que a Sabesp, companhia de abastecimento de água de São Paulo, pedisse para a população economizar água, já que os níveis em alguns reservatórios atingiram números alarmantes. Nesta sexta, o reservatório do Sistema Cantareira, que abastece a capital e parte da região metropolitana, registrava apenas 20,6% de volume armazenado.
As altas temperaturas ainda mudaram uma tradição no Tribunal de Justiça de São Paulo. Uma decisão da presidência do órgão autorizou a mudança da vestimenta oficial nas dependências dos fóruns e tribunais de Justiça até o dia 21 de março. A partir de agora, juízes, advogados e demais servidores públicos podem optar pela não utilização de paletó e gravata durante o exercício de suas profissões.

9739 – Biologia Marinha – O Mexilhão Dourado


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(Limnoperna fortunei) é um molusco bivalve, ou seja, de duas conchas, originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros. Possivelmente a Argentina foi o ponto de entrada para todos os outros países da região. Hoje a espécie já foi registrada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.
Durante a fase larval o mexilhão-dourado é levado livremente pela água, até que se prende em superfícies sólidas, onde cresce formando grandes colônias. A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.

Os mexilhões são, de um modo geral, filtradores. Por terem grande capacidade de reprodução e dispersão, podem desovar inúmeras vezes ao ano, além de praticamente não terem predadores nos lugares de introdução. O mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.

Quase todas as atividades que envolvem a água de rios e lagos podem transportar este mexilhão para outros locais, ainda não contaminados. Depois que as colônias estão instaladas, é impossível erradicá-las com os recursos e os conhecimentos atuais. Por isso devemos evitar espalhar a contaminação. Como uma única larva microscópica pode contaminar um local, também é impossível que os órgãos públicos como a polícia e o Ibama fiscalizem a dispersão. Por isso é importante que todas as pessoas se esforcem para não dispersar mexilhões e informem seus amigos e conhecidos sobre este assunto.

Dentre os prejuízos econômicos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar: obstrução de tubulações de captação de água, filtros e sistemas de resfriamento em indústrias e usinas hidrelétricas, sistemas de drenagem de águas pluviais, danos em motores e embarcações e prejuízos na pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes. Também trazem impactos ambientais como rápida mudança da comunidade de bentos, favorecendo a presença de certas espécies frequentes no ambiente e deslocamento de outras espécies de moluscos nativos, assentamento do mexilhão dourado sobre bivalves nativos e de outro bivalve invasor, impedindo o desenvolvimento normal de plantas palustres e alterações nas cadeias tróficas do ambiente.

9736 – Aspirina Polivalente – Pode também reduzir o risco de câncer de ovário


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A aspirina pode ajudar a diminuir o risco de câncer de ovário, um tumor agressivo, difícil de ser diagnosticado e com pouca chance de cura — na maioria das vezes, a doença é detectada já em estágio avançado. Segundo uma nova pesquisa do Instituo Nacional do Câncer dos Estados Unidos, mulheres que tomam o medicamento diariamente podem ser até 20% menos propensas a desenvolver esse câncer do que aquelas que fazem uso de aspirina menos do que uma vez por semana.
A conclusão foi obtida após os autores analisarem doze pesquisas feitas, ao todo, com cerca de 8 000 mulheres com câncer de ovário e outras 12 000 livres da doença. A equipe levou em consideração se essas participantes faziam uso de aspirina e, depois, estabeleceu uma relação entre o medicamento e a incidência do tumor. O estudo foi publicado na edição desta semana do periódico Journal of the National Cancer Institute.
A aspirina já se comprovou eficaz para inibir o acúmulo de plaquetas no sangue e, assim, é considerada uma forma de prevenir doenças cardiovasculares. Porém, pesquisas recentes mostram que o medicamento também pode diminuir o risco de outras condições. Um estudo da Universidade Stanford divulgado no ano passado, por exemplo, associou o uso regular do remédio à proteção contra o melanoma. Já um trabalho da Sociedade Americana do Câncer concluiu que a aspirina pede ser útil no combate à mortalidade provocada pelo câncer.
Os autores dessa nova pesquisa lembram, porém, que as conclusões foram obtidas a partir da análise de estudos observacionais. Ou seja, eles não sabem dizer os mecanismos que levam a esse possível benefício. As pessoas não devem, portanto, passar a tomar aspirina como forma de diminuir o risco de câncer de ovário. Além disso, o medicamento pode ser prejudicial para pessoas que sofrem de úlcera.
O câncer de ovário não é o tumor ginecológico mais frequente entre as mulheres, mas é o mais agressivo. Isso porque ele é muito difícil de ser diagnosticado e é aquele com a menor chance de cura — cerca de 3/4 dos casos desse tipo de câncer já estão em estágio avançado no momento do diagnóstico. Mesmo assim, as principais entidades médicas do mundo não recomendam exames de prevenção para a doença, que incluem uma análise de sangue e a ultrassonografia dos ovários, em mulheres saudáveis, pois, além de não reduzirem a mortalidade, podem levar a cirurgias desnecessárias.
Cerca de 5% dos casos desse câncer são hereditários. A incidência pode ter relação com o número de ovulações — por isso, tomar pílula e engravidar muitas vezes pode ajudar a reduzir o risco do problema. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, o tumor causou 3 027 mortes no Brasil em 2011.