11.358 – O DNA dos neandertais sobrevive em nossos genes


Neandertais quase sapiens
Neandertais quase sapiens

Um estudo genético apresentado há dois anos comprovou que nossos ancestrais Homo sapiens cruzaram com neandertais e que, por isso, estes últimos sobrevivem até hoje no DNA dos humanos. Os testes ainda apontaram que a maioria das pessoas que não são de ascendência africana (como europeus e asiáticos) possuem até 4% de DNA vindo de uma origem neandertal.
Além disso, o estudo apresentou que não seriam apenas os neandertais a viverem em nós — também foram descobertos resquícios genéticos dos denisovans, os “primos” dos neandertais. Tal descoberta também foi importante por nos mostrar que o Homo sapiens não seria o produto de uma linhagem pura e longa, mas uma mistura hominídea.

11.357 – Desvendando a “matéria escura” do nosso corpo


dna rna
O RNA era visto como uma “matéria escura” do DNA, pois a complexidade de seu papel como “mensageiro” em levar, na forma de genes, as instruções necessárias para a produção de proteínas ainda era um mistério para a ciência.
No entanto, aparentemente, uma “luz” caiu sobre essa questão — já que os cientistas acreditam terem compreendido melhor o papel do RNA como uma peça com grande influência na forma que os genomas operam em nosso organismo.
Além disso, eles também perceberam que o “DNA lixo” (pedaços que eram classificados como pouco úteis e que são encontrados entre os genes “transportados” pelo RNA) passou a fazer um papel importante na regulação dos genes — especialmente por alguns acreditarem que a verdade sobre o funcionamento desse processo encontra-se exatamente nessas peças.

11.356 – Desafiando as leis de Newton


newton
Materiais com bizarras propriedades ópticas e que possuem características que não são encontradas em elementos da natureza. Ou, em outras palavras, os chamados metamateriais — tecnologia utilizada por físicos e engenheiros para a manipulação e orientação da luz, criando lentes que superam os limites de outras lentes comuns.
Com os metamateriais, os cientistas pretendem utilizar as propriedades ópticas não convencionais (que desafiam também as leis da física) para criar objetos incríveis — como “capas de invisibilidade” a partir de efeitos de camuflagem.

11.354 – 9 a cada 10 células do nosso corpo são de micróbios


microbio

Há alguns anos, os cientistas vêm aprofundando as análises quanto à interação entre os micróbios e os nossos corpos. Aparentemente, criou-se a teoria de que eles, por fim, fazem realmente parte de nós — já que nove a cada dez células que possuímos são células microbianas. E isso não é algo ruim, acredite.
Pelo que foi estudado até o momento, apenas poucos micróbios realmente nos deixam doentes, já que a maioria utiliza nosso corpo como “casa” e poderia ser classificada como “bons inquilinos”. Somente no nosso intestino, existem cerca de mil espécies de micróbios que trazem ao nosso corpo cem vezes mais genes que o nosso próprio DNA carrega.

11.349 – Alteração comportamental de animais sinaliza, dias antes, a ocorrência de terremotos


O dado de que alterações no comportamento dos animais sinalizam, com horas ou dias de antecedência, eventos como os terremotos já era conhecido. Especialmente noticiada foi a disparada dos elefantes asiáticos para terras altas por ocasião do terremoto seguido de tsunami de 26 de dezembro de 2004. Muitas vidas humanas foram salvas graças a isso. Mas tais eventos ainda não haviam sido documentados de maneira rigorosa e conclusiva. Nem fora estabelecida uma correlação de causa e efeito entre essa modificação do comportamento animal e fenômenos físicos mensuráveis.
Isso ocorreu agora em pesquisa realizada por Rachel Grant, da Anglia Ruskin University (Reino Unido), Friedemann Freund, da agência espacial Nasa (Estados Unidos), e Jean-Pierre Raulin, do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Brasil). Artigo relatando o estudo, “Changes in Animal Activity Prior to a Major (M=7) Earthquake in the Peruvian Andes”, foi publicado na revista Physics and Chemistry of the Earth.
O físico Jean-Pierre Raulin, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, participou do estudo no contexto do projeto de pesquisa “Monitoramento da atividade solar e da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) utilizando uma rede de receptores de ondas de muita baixa frequência (VLF) – SAVNET – South América VLF network”, apoiado pela FAPESP.
“Nosso estudo correlacionou alterações no comportamento de aves e pequenos mamíferos do Parque Nacional Yanachaga, no Peru, com distúrbios na ionosfera terrestre, ambos os fenômenos verificados vários dias antes do terremoto Contamana, de 7,0 graus de magnitude na escala Richter, que ocorreu nos Andes peruanos em 2011”, disse Raulin à Agência FAPESP.
Os animais foram monitorados por um conjunto de câmeras. “Para não interferir em seu comportamento, essas câmeras eram acionadas de forma automática no momento em que o animal passava na sua frente, registrando a passagem por meio de flash de luz infravermelha”, detalhou o pesquisador. Em um dia comum, cada animal era avistado de cinco a 15 vezes. Porém, no intervalo de 23 dias que antecedeu o terremoto, o número de avistamentos por animal caiu para cinco ou menos. E, em cinco dos sete dias imediatamente anteriores ao evento sísmico, nenhum movimento de animal foi registrado.
Nessa mesma época, por meio do monitoramento das propriedades de propagação de ondas de rádio de muito baixa frequência (VLF), os pesquisadores detectaram, duas semanas antes do terremoto, perturbações na ionosfera sobre a área ao redor do epicentro. Um distúrbio especialmente grande da ionosfera foi registrado oito dias antes do terremoto, coincidindo com o segundo decréscimo no avistamento dos animais.

11.345 – Mega Polêmica – Maconha: Remédio proibido?


Uma garotinha brasiliense de 5 anos viu suas convulsões cessarem. Anny enfrentava até 80 crises por semana (número equivalente a uma crise a cada duas horas), causadas por uma rara síndrome genética, a CDKL5, que desencadeia um tipo grave e incurável de epilepsia. Remédios pesados faziam parte da rotina, mas sem resultados. O antídoto para as convulsões estava num óleo à base de canabidiol (CBD), componente extraído da maconha, sem qualquer efeito psicoativo. Katiele Bortoli e Norberto Fischer, mãe e pai dela, ouviram falar do caso de uma menina americana, portadora da mesma síndrome, que estava controlando as convulsões com CBD. Apesar de nunca terem imaginado que maconha poderia ser remédio, decidiram arriscar. Compraram a substância de um laboratório dos Estados Unidos, enviada ilegalmente para o Brasil. Em apenas nove semanas de tratamento, o diário onde os pais anotavam as crises ficou limpo.
Três meses depois, quando as ampolas do óleo acabaram, os registros de ataques epiléticos voltaram a aparecer no papel. A remessa seguinte do produto não foi entregue: ficou retida na Receita Federal. Por ser derivado da Cannabis sativa, nome científico da maconha, o CBD está na lista de substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que controla o uso de substâncias no Brasil. A impossibilidade de continuar o tratamento comoveu e revoltou o País. Katiele, que viu a filha voltar a convulsionar, não teve medo de tornar o caso público assumindo que, perante a lei, ela era traficante. E continuaria sendo, para garantir a saúde e a qualidade de vida da filha.
Anny teve sua primeira convulsão aos 45 dias de vida, nos braços da mãe. Quando ela completou 3 anos, as crises começaram a atacar o tempo inteiro, deixando a criança completamente debilitada, sem condições de se desenvolver. O CBD, enfim, era uma esperança. Proibida.
O caso de Anny e o uso medicinal da maconha ganharam espaço em jornais, revistas e programas de televisão em 2014. As pessoas se engajaram na causa. Mesmo as propriedades médicas da erva sendo milenarmente conhecidas e seu uso para fins medicinais ser legalizado em países como Canadá e parte dos Estados Unidos, a discussão nunca havia chegado com força ao Brasil. Um assunto sobre o qual reinava o silêncio acabou se revelando como uma possibilidade para centenas de milhares de brasileiros, não só crianças com síndromes raras. Pessoas que sofrem com esclerose múltipla, epilepsia, dores crônicas e até mesmo as que fazem quimioterapia e nem imaginavam que o uso de maconha poderia ser útil, ficaram sabendo de uma terapia alternativa aos tratamentos.
A pressão popular foi tanta que o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, chegou a anunciar que o composto sairia da ilegalidade, o que acabou não sendo cumprido. O único efeito colateral conhecido do CBD é sono – muito mais leve do que as reações causadas por drogas tarja preta receitadas pelos médicos. Anny tomou, entre outras medicações, Depakene, aprovada pela Anvisa, indicada para pacientes de epilepsia. A bula possui um tópico dedicado a advertências, que alerta para reações adversas graves como: diminuição das plaquetas, anormalidade na coagulação do sangue, insuficiência fatal no fígado e no pâncreas, excesso de amônia no organismo, que pode causar perturbações no cérebro também fatais, atrofia cerebral e comportamentos suicidas. “Foi a primeira medicação que tiramos quando o CBD começou a funcionar.
A família conseguiu uma ordem judicial e Anny foi a primeira paciente do Brasil a ter autorização para importar um medicamento à base de maconha. Após dez meses de tratamento, os avanços dela estão cada vez mais visíveis. “Se comparada com outras crianças, ela ainda parece muito debilitada, mas, quando comparada com ela mesma, a transformação é incrível.
Hoje, no Brasil, a burocracia é a seguinte: para utilizar substâncias listadas como proibidas é preciso fazer uma solicitação de importação à Anvisa, que inclua laudo e parecer médico. Mas, justamente por serem proibidas, os médicos não têm permissão para prescrevê-las e correm o risco de terem o registro profissional cassado pelo Conselho Federal de Medicina. A proibição da maconha no País também faz com que não seja fácil ter acesso à planta para o desenvolvimento de pesquisas. E é justamente pela escassez de estudos que a Anvisa alega ser inviável liberar o uso medicinal. Enfim: não tem pesquisa porque é proibido, e é proibido porque não tem pesquisa. Um ciclo vicioso que entrava o conhecimento científico, deixa os médicos de mãos atadas e limita o acesso dos pacientes à saúde.
Desde o caso da Anny com o CBD, a Anvisa recebeu 77 pedidos de importação de derivados de maconha por pacientes (número fornecido pela agência no início de setembro). Destes, 58 foram aprovados, sete estão em análise, outros sete necessitam completar as exigências de informação solicitadas e um foi arquivado. Dois casos foram liberados por autorização judicial, um deles o da estudante de Terapia Ocupacional Juliana Paolinelli, que sofre de dor crônica. Ela foi a primeira paciente no Brasil autorizada a importar o medicamento Sativex, que contém 45% de Tetra-hidrocanabinol (THC), substância psicoativa da maconha que é eficaz no alívio da dor. Outros dois casos terminaram em morte. Um deles é o do menino Gustavo, de 1 ano, que sofria com a síndrome de Dravet. O processo para sua mãe, Camila Guedes, conseguir a liberação na Anvisa demorou um mês. Após a liberação, o produto ainda passou dez dias retido na Receita Federal. A criança, que só conseguiu usar o CBD por nove dias, tempo insuficiente para dar resultado, morreu após uma série de convulsões graves.
A Anvisa afirma que o tempo médio para a análise tem sido de uma semana. Em maio, a reunião que definiria a reclassificação do CBD, passando da lista de proibidos para controlados, e facilitaria a vida dos pacientes uma vez que os médicos poderiam receitá-lo, foi adiada. A agência informou que o assunto continua sem previsão de retorno para pauta neste momento. Por meio de nota, complementou: “Estamos falando de um produto sem análise de segurança e eficácia no País, já que até hoje nenhum laboratório solicitou o seu registro no Brasil. Por essa razão, uma condição fundamental para a importação por pessoa física é que exista um laudo de um profissional médico. Nesse caso é o médico que assume a responsabilidade pelo uso do produto e pelo estabelecimento das dosagens”.
Para os pesquisadores, a situação também é difícil, mas está melhorando. “Do meio do ano para cá, a Anvisa clareou os trâmites, ficou mais fácil importar”, conta o biólogo Renato Filev, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que estuda o uso de maconha para ajudar a controlar a dependência de álcool. O processo de importação era tão complicado e caro que não valia a pena.
O biólogo Renato Filev lamenta, ainda, a falta de interesse de outros médicos e pesquisadores da área de saúde nas pesquisas sobre drogas, especialmente no estudo de seus possíveis benefícios. “Seria fundamental que médicos estivessem empenhados em pesquisar e fazer estudos clínicos com maconha, estudando novas possibilidades de tratamento. Mas são raros”, lamenta Filev. Há consenso com relação aos benefícios à saúde de canabinoides isolados, mas muitos médicos não acreditam que maconha possa ser uma opção de tratamento.

maconha

ERVA MALDITA? Um exemplo de instituição médica que é contra o uso medicinal da maconha é a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), rejeitando qualquer tipo de vinculação da erva ao tratamento de pacientes. Publicaram um manifesto contra a legalização, e lá consta: “Usar o falso pretexto de que a maconha faz bem é ingênuo e perverso. O que pode eventualmente vir a ser útil são substâncias extraídas da maconha, sem características alucinógenas, como ocorre com o canabidiol, vendido em formulações a óleo e spray. A maconha fumada não possui nenhuma evidência científica com relação a sua eficácia terapêutica”. O texto também afirma que a droga, quando fumada, piora todos os quadros psiquiátricos, como depressão, ansiedade e bipolaridade, e multiplica a incidência de desenvolvimento de esquizofrenia. Mesmo procurada inúmeras vezes pela equipe da SUPER para entrevista, a ABP não se manifestou sobre o assunto para a reportagem.

Maconha certamente tem contraindicações. Pacientes que tenham tendências a surtos psicóticos devem evitar o uso, porque o THC pode ajudar a desencadear alguma crise. Há também problemas relacionados ao uso crônico e excessivo, como dificuldade para memorização e desmotivação para as atividades diárias, e os riscos são maiores com usuários mais jovens. Mas isso não quer dizer que não existam médicos a seu favor. O psiquiatra Luiz Fernando Tófoli, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), escreveu um manifesto a favor da legalização da droga, assinado por cem médicos das mais diversas especialidades espalhados por todo o País. “A proibição é perversa, por prejudicar o acesso aos benefícios médicos desta planta cujos registros de uso curativo remontam há cerca de 5 mil anos”, aponta o texto. Em entrevista, o psiquiatra comentou que considera o posicionamento da ABP irresponsável.
A cannabis consta nos tratados médicos das mais antigas civilizações. Era amplamente utilizada na Mesopotâmia, na Pérsia, na Índia, na China, para tratar as mais diversas doenças, há mais de 5 mil anos – e até ontem, praticamente. Seu uso só foi proibido mundialmente em 1961, durante convenção das Nações Unidas contra substâncias entorpecentes. Antes disso, os médicos prescreviam maconha em suas receitas, como conta o psiquiatra Elisaldo Carlini. “Na época em que meu avô era médico, no começo do século 20, ele a receitava para os pacientes com insônia e até com asma, por ser broncodilatadora”, lembra. “É um dos mais valiosos medicamentos que a medicina descobriu, capaz até de aliviar dores causadas por distúrbios no próprio sistema nervoso.”

Foram essas propriedades nobres que fizeram dezenas de países no mundo inteiro reabrirem o debate sobre maconha medicinal, mesmo contra a vontade da ONU. Nas últimas duas décadas, pacientes, médicos e a comunidade científica se mobilizaram pelo direito ao uso da planta. E, graças à mobilização, conseguiram garantir tratamento para quem precisa nas mais variadas formas: em comprimidos, em óleos e loções, na planta in natura e até mesmo com produção de alimentos.

No Estado norte-americano da Califórnia, a maconha medicinal é legalizada há 18 anos. Dos 50 Estados americanos, 23 mais o distrito onde fica a capital Washington possuem legislação para o uso médico da planta. Como o governo federal ainda não reconhece seu uso médico, os usuários correm riscos de sofrerem punição se estiverem consumindo ou portando a droga além da fronteira do seu Estado. Mas, uma vez lá, basta apresentar uma receita médica na farmácia mais próxima para comprar maconha na forma que considerar mais adequada. “Temos muitos produtos diferentes porque os pacientes têm necessidades diferentes. Os que precisam de alívio imediato da dor preferem inalar o medicamento. Outros precisam de um alívio mais duradouro, então preferem tomar o remédio por via oral”, conta a psicóloga Amanda. Entretanto, quando a maconha é ingerida em alimentos, uma opção dos pacientes, a dificuldade de controlar a dosagem é maior, porque os efeitos não são imediatos. Apesar de bem difundida nos Estados Unidos, a possibilidade de prescrever maconha ainda inexiste para muitos médicos, que não fazem ideia das propriedades da erva, que pode ser uma alternativa mais barata e eficaz, e com menos efeitos colaterais que os tratamentos disponíveis. Ao contrário dos remédios tradicionais, a maconha pode agir em várias frentes. Por exemplo, em vez de propor um comprimido para náuseas, outro para melhorar o apetite e mais um para dar conta do humor de alguém que passa por quimioterapia, a maconha, por si só, pode atuar sobre os três sintomas, com poucos efeitos colaterais além do efeito psicoativo. Mas a imensa maioria dos pacientes de câncer passam por todo o tratamento sem nem ouvir do seu médico essa possibilidade.
Apesar da escassez de pesquisas, já há registros de que a maconha pode ser útil para muitas doenças

Doenças virais

AIDS
Combate sintomas e efeitos colaterais do tratamento, como náusea e perda do apetite.

HEPATITE C
Doses pequenas aliviam a depressão e as dores musculares, causadas pelos fortes remédios.

Doenças inflamatórias
DOENÇA DE CROHN
A maconha ameniza náuseas e dores intestinais e pode atacar (e até erradicar) as células que provocam a infecção.

Doenças neurológicas
DORES CRÔNICAS E ARTRITE REUMATOIDE
A maconha tem poder analgésico para tratar dores persistentes, inclusive as causadas pelo sistema nervoso. Reduz o consumo de outros remédios.

EPILEPSIA
O canabidiol reduz significativamente os ataques epiléticos em pessoas que têm doenças resistentes a outros tipos de tratamento, como a síndrome de Dravet.

ALZHEIMER
Canabinoides podem desacelerar o avanço do Alzheimer e outras formas de demência.

PARKINSON
Pode diminuir os tremores e melhorar o humor e o sono.

SÍNDROME DE TOURETTE
Pesquisas apontam para redução dos tiques.

ESCLEROSE MÚLTIPLA
Reduz espasmos, falta de sono e rigidez muscular. Mas pode aumentar a perda de memória e déficit de atenção, comuns a quem tem a doença.

Outras

INSÔNIA
Ajuda a induzir o sono, além de permitir noites mais tranquilas – o que pode ser útil no tratamento de estresse pós-traumático.

CÂNCER
Útil para o alívio dos efeitos colaterais da quimioterapia. Testes em animais mostraram que canabinoides podem matar células cancerígenas e até destruir tumores.

ANSIEDADE
Auxilia pessoas com estresse ou trauma recente. Mas, se a pessoa usar maconha por muito tempo, o corpo deixa de produzir as substâncias ansiolíticas naturalmente.

GLAUCOMA
Diminui a pressão intraocular, mas o resultado dura pouco e os efeitos colaterais pela dosagem são muitos. Pesquisas tentam encontrar uma forma segura de administrar maconha.

ASMA
Ao contrário do tabaco, o THC dilata os brônquios. Maconha vaporizada dá alívio semelhante ao das bombinhas.

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11.344 – Genética – Possibilidade de bebê geneticamente modificado preocupa cientistas


Chineses divulgaram que tentaram editar genes de embriões humanos. A técnica permitiria alterar permanentemente o DNA das células -ou seja, as modificações seriam passadas para todas as gerações seguintes.
Tais experimentos causam grande apreensão na comunidade científica, que aponta limitações de segurança e ética em tais procedimentos.
O caso chinês reforçou a noção do que mexer no DNA humano pode levar a mutações perigosas. Eles tentaram modificar os genes de 85 embriões. Em todos os casos, fracassaram: ou o embrião morreu, ou o DNA acabou não sendo alterado com sucesso.
“O estudo mostra que é preciso impedir qualquer profissional que acredite que pode erradicar doenças genéticas durante a fertilização in vitro”, afirma George Daley, especialista em células-tronco de Harvard. “Esse procedimento não é seguro agora, e talvez nunca seja.”
David Baltimore, biólogo molecular do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e ganhador de um Prêmio Nobel, afirma que o experimento mostra “como esta ciência ainda é imatura”.
A grande preocupação dos pesquisadores é que as pesquisas sigam ocorrendo, especialmente em lugares como a China, e que elas acabem originando bebês geneticamente modificados. Isso poderia acontecer muito antes de que houvesse debate e consenso sobre a segurança de tais procedimentos.
O que os cientistas da Universidade Sun Yat-sen tentaram fazer foi tentar “limpar” o DNA dos embriões de um gene que, quando passa por mutações, causa beta talassemia, uma doença hereditária que leva à produção anômala de hemoglobina no sangue. Eles não queriam produzir bebês, apenas testar a técnica.
O professor de biologia do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Rudolf Jaenisch afirma que, mesmo em casos de doenças genéticas graves, editar o DNA pode levar a problemas.
Ele cita o caso da doença de Huntington, que leva o paciente à falta de coordenação motora. Ela deriva de um único gene mutante herdado -e, se o paciente tem esse gene, a chance de desenvolver a doença é de 100%.
Mesmo nesse caso extremo, afirma Jaenisch, há problemas éticos. Se o pai ou mãe tiverem a doença de Huntington, apenas metade dos embriões gerados por eles a herdarão. O problema é que o procedimento para alterar o DNA, excluindo o gene defeituoso, tem de começar cedo, bem antes de ser possível saber se aquela versão do gene é mutante.
Isso significa que, em metade dos casos, o gene seria alterado sem necessidade. “Para mim, é inaceitável mexer em embriões normais”, afirma Jaenisch.
Dois artigos recentes nas principais revistas científicas do mundo trataram do tema.
Na “Science”, um grupo de pesquisadores pediu uma moratória a pesquisas nesse campo. Na “Nature”, Edward Lanphier, da empresa de biomedicina Sangamo Biosciences, da Califórnia, lembra que eventuais barbeiragens genéticas seriam herdadas pelos descendentes dos “bebês mutantes” criados. “Com as tecnologias atuais, os resultados são imprevisíveis.”

11.343 – Mega Memória – Morria Leonardo da Vinci, um dos homens mais brilhantes da história em 02-05-1519


Eu já sabia...!!!!

No dia 2 de maio de 1519 morria, em Amboise, na França, Leonardo di ser Piero da Vinci, artista florentino. Por conta de suas inúmeras contribuições em praticamente todos os campos do conhecimento humano, Leonardo da Vinci é apontado com um dos homens mais brilhantes da história. Nascido no dia 15 de abril de 1452, em Vinci, próximo à cidade de Florença, na Itália, ele era filho ilegítimo de um chanceler e embaixador e uma jovem camponesa, mas foi criado e educado pela família do pai, logo após o casamento da mãe com um camponês local. Seu primeiro contato com as artes foi através da avó paterna, Lucia di ser Piero de Zoso, que era ceramista. Comenta-se que, desde muito pequeno, Leonardo da Vinci demonstrava um talento raro para todas as atividades criativas, especialmente o desenho e a pintura. Em 1469, ele ingressou como aprendiz em um renomado atelier, sob a supervisão de Andrea del Verrocchio, de quem recebeu parte de sua formação multidisciplinar. O artista aprendeu os fundamentos da Química, Metalurgia, Mecânica, Carpintaria, assim como técnicas para trabalhar com couro, gesso, mármore e bronze; seguiu entretanto, dedicando especial atenção ao desenho e à pintura. Quando seus dotes artísticos ficaram evidenciados, o mestre Verrocchio decidiu comissionar seu aluno com a finalização de alguns de seus próprios trabalhos. Dizem que o mestre sentiu-se rapidamente superado pelo aluno, o que resultou na consagração de Da Vinci no mundo das artes. Ele também se destacou como arquiteto e engenheiro, recebendo diversos projetos de construção, nos anos seguintes. Entre 1480 e 1500 entregou-se quase por completo à engenharia, disciplina na qual ainda hoje, seus trabalhos artísticos, urbanos e militares são admirados. Mesmo assim, seguia produzindo como pintor. Datam deste período quadros como “A Última Ceia” e “A Dama do Arminho”. Entre 1508 e 1515, em breves lapsos, Leonardo da Vinci pintou o quadro mais controverso da história: “La Gioconda” ou “A Monalisa”. Oficialmente tido como um retrato de Lisa Gherardini, apesar das diversas teorias, entre as quais de que o quadro seria um autorretrato. Apesar de seu nome estar mais associado à pintura, o artista incursionou em muitas das disciplinas, obtendo destaque em todas: Medicina, Filosofia, Óptica, Química, Culinária, Arquitetura e Fotografia. Como engenheiro e inventor, Da Vinci desenvolveu ideias extremamente adiantadas para sua época, como o helicóptero, o automóvel, o tanque de guerra e o submarino.

11.342 – Nova Técnica de Autópsia


O mexicano Alejandro Hernández Cárdenas é dentista, trabalha no laboratório de Ciência Forense da Ciudad Juárez e revolucionou a história da criminalística com a criação de uma técnica sem precedentes. Trata-se da reidratação de cadáveres, método que permite recuperar características da condição original dos corpos, como se estivessem vivos.
Essa técnica, que pode trazer avanços enormes na investigação forense, conta com uma espécie de “jacuzzi”, uma banheira com produtos químicos nos quais os cadáveres são submersos para a reidratação. Dessa maneira, são reveladas lesões, e os órgãos internos ficam quase do mesmo estado que antes da morte, permitindo um conhecimento da história do corpo que poderá ser de grande utilidade em investigações policiais e em casos criminais. Sua importante utilidade é poder devolver a identidade a cadáveres encontrados em estado avançado de putrefação ou cujos sinais de reconhecimento tenham desaparecido em decorrência de uma morte violenta.
Conforme explica Hérnández Cárdenas, “é muito recompensador quando, graças a esse método, conseguimos identificar uma pessoa e entregar seu corpo à família, evitando que seja sepultada como uma desconhecida, e que essa família continue na incerteza”.

11.340 – Química – O Elétron


Carbono
Os elétrons são partículas de carga negativa que ficam girando ao redor do núcleo atômico e possuem massa 1836 vezes menor que a dos prótons e nêutrons.São partículas que fazem parte da constituição do átomo. Este, por sua vez, possui duas regiões principais, o núcleo (parte central, densa, compacta e maciça) e a eletrosfera (uma região periférica ao redor do núcleo). Os elétrons ficam na eletrosfera do átomo, movimentando-se ao redor do núcleo em órbitas circulares chamadas de camadas eletrônicas.
Segundo o modelo atômico de Rutherford-Bohr, existem, no máximo, sete camadas eletrônicas, mas somente algumas órbitas circulares são permitidas ao elétron, pois, em cada uma dessas órbitas, o elétron apresenta energia constante.
A palavra “élétron” vem do grego elektron, que significa âmbar — uma resina excretada por determinados tipos de vegetais para proteção contra insetos e micro-organismos. Com o passar do tempo, essa resina perde água e endurece, tornando-se uma resina fossilizada. O filósofo grego Tales de Mileto (625 a.C. – 546 a.C.) observou que, ao esfregar o âmbar com tecidos, como seda, lã ou camurça, ele passava a atrair objetos leves, ficando “eletrizado”.

ambar

Com o tempo, várias descobertas sobre a natureza elétrica da matéria foram realizadas, mostrando assim que a matéria possuía em sua constituição cargas negativas e positivas. Mas foi somente em 1856 que a explicação para esse fenômeno da eletricidade passou a ganhar forma. O físico inglês Sir Willian Crookes (1832-1919) criou o que ficou conhecido como ampola de Crookes, um tubo de vidro vedado onde se colocavam gases sob pressões baixíssimas e que apresentava um polo negativo e outro positivo nas extremidades da ampola, os eletrodos.

A aplicação de uma diferença de potencial entre os eletrodos gerava um feixe luminoso, que ficou conhecido como raio catódico, pois ele sempre saía do eletrodo negativo (cátodo) para o eletrodo positivo (ânodo).

Anos mais tarde, em 1897, o cientista inglês Joseph John Thomson (1856-1940) realizou mais experimentos com esse tubo de raios catódicos que culminaram na descoberta dos elétrons. Ele concluiu o seguinte:

* Esses raios catódicos são parte integrante de toda matéria, pois, mesmo trocando os gases, o resultado para esse experimento repete-se. Dessa forma, trata-se de uma partícula subatômica;

* Esses raios têm massa porque eles são capazes de movimentar uma pequena hélice dentro do tubo;

* Eles possuem carga negativa porque, ao colocar um campo elétrico do lado de fora da ampola, os raios catódicos sofrem um desvio, sendo atraídos para a placa positiva.

Desse modo, os raios catódicos foram denominados de elétrons e foram considerados a primeira partícula subatômica descoberta.

Hoje sabemos que os elétrons são as partículas de menor massa que compõem o átomo. São necessários 1836 elétrons para chegar à massa de um próton ou de um nêutron, que são as partículas que compõem o núcleo atômico. Sua carga relativa é de -1 e, em coulomb, é de -1,602. 10-19.

Veja alguns aspectos interessantes sobre os elétrons que explicam vários fenômenos que conhecemos:

* Os elétrons emitem radiações: Sabe quando cai um pouco de sal na chama do fogão e a cor fica um amarelo bem intenso? Isso ocorre porque, conforme mencionado, o modelo atômico de Rutherford-Bohr diz que os elétrons ficam em órbitas com determinada quantidade de energia. Quando um desses elétrons recebe energia (como por meio do calor), ele salta de uma órbita de menor energia para uma órbita de maior energia, ficando em um estado excitado. Porém, esse estado é instável e o elétron perde rapidamente a energia que ganhou em forma de radiação visível, que é a cor que visualizamos, e volta para o seu estado fundamental.

Cada átomo possui camadas eletrônicas com determinadas quantidades de energia, assim, cada sal formado por um tipo de metal emite uma radiação de cor diferente. O sódio emite a cor amarela, o bário emite cor verde, o lítio emite cor vermelha, o alumínio emite cor branca e assim por diante. Esse principio é usado para a confecção dos fogos de artifício.
* A corrente elétrica e os elétrons: A corrente elétrica nada mais é do que um fluxo ordenado de elétrons. No metal, existem elétrons livres que, pela ação de um campo elétrico ou magnético, são ordenados em um fluxo dentro da rede cristalina do metal. Esse ponto é muito importante, pois sabemos que, sem eletricidade, a nossa sociedade não seria a mesma.

* Os elétrons são transferidos entre os átomos: Os átomos ligam-se pela transferência ou compartilhamento de elétrons. Seguindo a teoria do octeto, para um átomo ficar estável, ele precisa ter oito elétrons na sua camada de valência (camada eletrônica mais externa), adquirindo, assim, configuração de gás nobre. Por isso, os átomos dos elementos transferem ou compartilham seus átomos através de, respectivamente, ligações iônicas ou ligações covalentes, formando os compostos tão estáveis que temos ao nosso redor e dentro de nós.

11.339 – ☻Mega Bloco – Ciências Biológicas


átomo

Todas as substâncias são formadas por elementos?

Por volta do ano 600 a.C, o filósofo grego Tales deduziu que , se uma substância pode ser convertida em outra diretamente ou por meio de vários processos, deveria existir uma substância básica ou elemento. Todas as demais substâncias seriam apenas diferentes aspectos desse elemento. Tales atribuiu tal propriedade básica a água porque era a substância mais abundante da Terra e estava presente em todos os fenômenos vitais. Pouco tempo depois, o caráter único da água se estendeu ao ar, terra e ao fogo. Atualmente, define-se elemento como um princípio físico ou químico que entra na composição dos corpos. Isto é, uma substância homogênea e pura que não pode ser decomposta nem pelo calor, nem pela eletricidade. Os elementos são formados por átomos.

O inglês John Dalton, fundador da teoria atômica moderna, inventou uma série de símbolos, geralmente um círculo com uma marca, para representar os elementos conhecidos. Ele porém, não fazia distinção entre elemento e substância. Para Dalton, por exemplo, água era elemento. Em 1815, o sueco Berzelius propôs como símbolo a inicial do nome do elemento em latim ou grego escrita em maiúscula acrescentando-se nos casos de coincidência, a letra mais sonora do seu nome em minúscula.

Massa Atômica
Em unidades físicas, a massa de um átomo é um número praticamente desprezível e de difícil manejo;

A massa de um átomo de hidrogênio é de 1,67.10 elevado a -27 kg.

Massa Atômica Relativa
É calculada tomando-se como unidade 1/12 da massa de um átomo isótopo 12 do carbono.

Nêutron
Para os pesquisadores, o número de prótons e elétrons deveria ser igual para explicar a neutralidade do átomo. Assim, possuindo o próton uma massa de u.m.a. (unidade de massa atômica), a massa atômica tenderia a coincidir com um número de prótons, mas esse nº era muito inferior. Ernest Rutherford sugeriu então a existência de nêutrons, partículas com massa 1 e sem carga. Tal partícula foi descoberta anos mais tarde, em 1932, pelo físico inglês James Chadwick.

Combinação de Elementos Compostos
São substâncias puras que se formaram pela combinação de 2 ou mais substâncias simples. São agrupamentos de átomos formando moléculas.

Mol – Chama-se de massa molar a massa atômica relativa expressa em gramas. O n° de átomos existentes na massa molar de qualquer elemento, e que recebe o nome de mol, é:

6,02.10 elevado a 23

John Dalton, em 1803, propôs uma teoria que explicava as leis da conservação de massa e da composição definida, é a chamada Teoria Atômica de Dalton. Essa teoria foi baseada em diversos experimentos e apontou as seguintes conclusões:

1. Toda matéria é formada de partículas fundamentais, os átomos.

2. Os átomos não podem ser criados e nem destruídos, eles são permanentes e indivisíveis.

3. Um composto químico é formado pela combinação de átomos de dois ou mais elementos em uma razão fixa.

4. Os átomos de um mesmo elemento são idênticos em todos os aspectos, já os átomos de diferentes elementos possuem propriedades diferentes. Os átomos caracterizam os elementos.

5. Quando os átomos se combinam para formar um composto, quando se separam ou quando acontece um rearranjo são indícios de uma transformação química.

Resumindo:
Dalton acreditava que o átomo era uma esfera maciça, homogênea, indestrutível, indivisível e de carga elétrica neutra.
Se fizermos uma comparação, os átomos seriam semelhantes a bolinhas de gude: maciças e esféricas.

Muitas dessas teorias são aceitas até hoje, mas algumas já são ultrapassadas, vejamos porque:

– Os elementos químicos são formados por pequenas partículas denominadas átomos – Válido até hoje.

– Os átomos são partículas maciças e indivisíveis – Incorreto, pois o átomo é descontínuo e divisível.

– Os átomos de um mesmo elemento têm massas iguais e os átomos de elementos diferentes têm massas diferentes – Incorreto, devido à existência de isótopos, todos os átomos de um elemento não têm a mesma massa.

– Os átomos dos elementos permanecem inalterados nas reações químicas – Válido até hoje. Inclusive essa definição explica bem porque a massa é conservada nas reações químicas.

– Os compostos são formados pela ligação dos átomos dos elementos em proporções fixas – Correto. Essa é a Lei da composição definida, ela explica porque cada composto é caracterizado por proporções fixas. Cada átomo de um dado elemento presente em um composto tem a mesma massa, sendo assim, a composição deve ser sempre a mesma.

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11.338 – Astronáutica – Espaçonave russa pode cair na Terra após falha ao entrar em órbita


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O Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia considerou nesta quarta-feira (29 de abril de 2015) como perdida a nave-cargueiro Progress M-27M, lançada na (28) rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), embora as tentativas para recuperar o equipamento ainda estivessem em andamento.

O destino da nave ainda é imprevisível: pode cair na Terra ou mesmo queimar durante a reentrada na atmosfera e não causar maiores transtornos. A nave não é tripulada.
“O acoplamento da nave-cargueiro à ISS já não é possível. O importante agora é garantir uma saída mais ou menos controlada da nave de órbita”, disse um analista do CCVE à agência Interfax.
Há um vídeo que mostra imagem gerada pela espaçonave, que está girando sem controle.

Os controladores de voo russos ainda tentam restabelecer a conexão com a nave de carga, mas com poucas possibilidades de sucesso.

O astronauta aposentado Chris Hadfield, que já comandou missões espaciais na ISS, disse pelo Twitter que “é cedo para prever quando [a Progress] entrará na atmosfera”, mas que o acompanhamento será feito de perto pelas agências espaciais americana e russa.

A órbita da aeronave, com a projeção de onde na superfície da Terra está passando, pode ser acompanhada na ferramenta de monitiramento N2YO

CARGA PESADA
A Progress M-27M, que transporta 2,5 toneladas de provisões para a ISS, deveria chegar à plataforma internacional seis horas depois de seu lançamento, que ocorreu as 3h10 desta terça-feira (horário de Brasília), na base de Baikonur, no Cazaquistão. Ela carregava combustível, oxigênio, alimentos, equipamentos científicos para os tripulantes da ISS.
Após a perda, cujo custo é estimado em até US$ 90 milhões, o próximo cargueiro em direção à ISS poderá sair da Terra antes do dia 8 de agosto, data prevista inicialmente pela agência espacial russa.
De qualquer forma, a tripulação que está na Estação Espacial Internacional tem provisões suficientes para continuar com sua vida no espaço, apesar do incidente com a Progress.
A atual tripulação é formada pelos russos Anton Shkaplerov, Gennady Padalka e Mikhail Kornienko, pela italiana Samantha Cristoforetti e os americanos Terry Virts e Scott Kelly.
A ISS é um projeto no qual participam 16 países e tem um custo estimado em US$ 100 bilhões. A plataforma, com tripulantes a bordo de maneira contínua desde 2000, pesa cerca de 450 toneladas e orbita a uma distância entre 335 a 460 quilômetros da Terra, com velocidade de 27.000 km/h.

11.333 – Guerra contra a Dengue – 222 mil casos, recorde histórico em SP


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O número de casos de dengue superou o recorde histórico em São Paulo, até o dia 22 de abril. Foram 222.044 casos em 645 cidades, o total de municípios do Estado, de acordo com relatório divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica. O número de casos de dengue é o maior desde o início da série, em 1986, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
Até então, o recorde de contaminações havia sido registrado pelo órgão em 2013, com 209.052 pessoas. No ano passado, houve menos casos, 204.236 vítimas.
São Paulo registra uma epidemia de dengue, com mais de 300 casos para cada 100.000 habitantes. Segundo o jornal, o número de mortes confirmadas também deve bater o recorde histórico. Só até o dia 22 de abril, 125 pessoas infectadas morreram – o maior número é de 2010, quando 141 pessoas morreram de dengue em todo o ano, segundo o Ministério da Saúde. Noventa mortes com suspeita de dengue ainda estão em fase de testes laboratoriais para esclarecer a causa.
As contaminações continuam a subir nas regiões de maior concentração de pessoas: Baixada Santista, Campinas e Grande São Paulo. As cidades com maior número absoluto de infecções por dengue são Sumaré, Catanduva, Sorocaba, Campinas e a capital paulista.

11.330 – Dawn chega a Ceres, o planeta anão


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Os pesquisadores especulam que o planeta anão possa ter tido um oceano líquido no passado, a exemplo das luas Europa, de Júpiter, e Encélado, de Saturno, numa época em que Ceres tinha mais calor interno para derreter a água no subsolo. Hoje provavelmente não há mecanismo capaz de elevar a temperatura a ponto de liquefazer a água, mas nada impede que o maior dos membros do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter tenha sido amigável à existência de vida nos primórdios da formação do Sistema Solar.
Espera-se que a chegada da Dawn não sofra nenhum contratempo. A manobra de inserção orbital é bem menos emocionante do que costumam ser as chegadas de espaçonaves a Marte, por exemplo. Normalmente, uma sonda é enviada da Terra em alta velocidade, com praticamente todo o impulso dado nos primeiros minutos de viagem, e então precisa disparar seus propulsores a toda potência na hora certa para frear e, assim, ser capturada pela gravidade do planeta-alvo, sem “passar lotada”. Mas não é o caso da Dawn, que usa motores iônicos para se deslocar por aí.
O lema de um motor iônico podia bem ser “devagar e sempre”, pois ele dá uma aceleração muito suave à espaçonave, bem inferior à dos foguetes convencionais, mas gasta bem pouco combustível, o que permite mantê-lo ligado por anos a fio. Depois de tanto tempo acelerando de pouco em pouco, a sonda acaba acumulando grande velocidade. E por poder permanecer manobrando ativamente no espaço, a aproximação de Ceres é feita de forma a praticamente equalizar as velocidades do planeta anão e da nave em suas jornadas ao redor do Sol. Assim, é muito mais fácil deixar que ela seja simplesmente capturada pela gravidade do astro, sem requerer uma brusca freada na reta final. O resultado é uma manobra sem emoção — que inclusive será feita num momento em que Ceres irá se interpor entre a Terra e a Dawn. O resultado é uma interrupção momentânea das comunicações, que só será restabelecida depois que a sonda já estiver em órbita.
As últimas imagens divulgadas pela Nasa ainda fazem parte das manobras de aproximação e representam apenas uma fração da qualidade esperada para o fim de abril, quando a Dawn estará na órbita certa para o início das observações científicas. A partir do momento da captura orbital, a sonda acionará seus motores iônicos para reduzir a distância entre ela e a superfície de Ceres a meros 13,5 mil km. Para que se tenha uma ideia, até agora, as melhores imagens foram obtidas a 40 mil km de distância.
E a qualidade também deve continuar subindo ao longo da missão científica, que deve ir até junho de 2016 e passará por quatro órbitas diferentes, cada uma menor que as demais. Na última etapa, a Dawn estará a meros 400 km do solo — mais ou menos a mesma altitude da Estação Espacial Internacional em torno da Terra. Depois que o trabalho estiver terminado, ela permanecerá em órbita de Ceres, desativada, por mais algumas centenas de anos.
Contudo, uma das coisas surpreendentes revelada conforme a Dawn registrou imagens de uma rotação completa de Ceres — um dia lá dura pouco mais de nove horas — é que o brilho dos pontos ainda se mantém depois que a cratera já entrou na sombra. Não seria essa uma evidência de que o relevo é mais alto ali? Raymond explica que os dados ainda não foram completamente calibrados e por isso preferiu não especular mais. “É surpreendente que possamos vê-lo no terminador [a faixa que divide o dia da noite]. Não temos informação sobre a inclinação do terreno.

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11.324 – Astronomia – Chuva de estrelas Púpidas vai iluminar o céu da Terra


chuva de meteoros
Após a chuva de estrelas Líridas, que ocorreu no começo da semana, os céus noturnos da Terra serão iluminados pelas Púpidas, outro magnífico fenômeno de chuvas estelares que terá seu auge nesta noite e segue até o dia 28 de abril.
As Líridas foram originadas de partículas de poeira cósmica, desprendidas da cauda do cometa C/1861 G1 Thatcher, que irradiou da constelação de Lyra. Dessa forma, seus meteoritos puderam ser mais nitidamente vistos da Terra a partir do hemisfério norte.
Já a chuva de estrelas Púpidas, que acontece nesta noite e vem da constelação Puppis, poderá ser melhor observada no hemisfério sul, embora seja visível também no resto do mundo. As Púpidas derivam de restos desprendidos do cometa 26P/Grigg-Skjellerup, que, ao ingressar na atmosfera terrestre, emite luzes de tom amarelado. Esta chuva ocorrerá até o dia 28 de abril.

11.323 – Instituições de Ensino – A Universidade de Copenhague


Universidade de Copenhague
Universidade de Copenhague

(Københavns Universitet em dinamarquês) é a maior e mais antiga universidade e instituição de pesquisa da Dinamarca. Fundada em 1479, possui mais de 33.500 estudantes, a maior parte dos quais do sexo feminino (57%), e mais de 9.000 funcionários. A universidade têm vários campi localizados dentro e próximo de Copenhague, estando o mais antigo localizado na parte central da cidade. A maioria dos cursos são ministrados em dinamarquês; todavia, mais e mais cursos têm sido oferecidos em inglês e alguns em alemão. A universidade é membro da International Alliance of Research Universities (IARU).

11.322 – Mega Bloco Biologia – Parte 4


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Exclusivo para o ☻Mega

 

Em agosto de 1932, o professor Picard foi além dos 16.670 de altitude metros e em setembro do ano seguinte, aviadores russos chegaram a mais de 19 mil metros.

Três necessidades especiais retém o ser vivo em níveis inferiores: oxigênio, pressão e temperatura. Em 1932 e 1924, expedições ao Himalaia procuraram satisfazer, a primeira, levando consigo grandes suprimentos de oxigênio comprimido e o mesmo faziam os aeronautas que tentavam atingir regiões superiores da atmosfera. Dentro de certos limites, o organismo dos alpinistas pode ir se acostumando gradativamente ao decréscimo de pressão atmosférica, como na expedição ao /everest em 1933, mas eles se expõem ao mal da montanha de forma extrema.

O major Hingston, médico da expedição ao Everest, em 1924, conta que o menor esforço como o de atar o cordão das botinas, abrir uma lata de conservas, entrar num saco de dormir, já causava enormes dificuldades respiratórias.

O frio em tais regiões atinge níveis inferiores a 30ºC negativos e é difícil manter o corpo aquecido. Nas altas montanhas há violentas tempestades de neve e avalanches.

As formas biológicas que nos são familiares não se estendem por mar adentro, sendo substituídas por outras espécies mais adaptadas ao frio e a escuridão e a alta pressão dessas regiões. Um mergulhador nu poderia descer a cerca de 9 metros e  manter-se no máximo por uns 2 minutos. Há notável restrição dos movimentos dos seres vivos no mar. Mesmo as baleias, estão sujeitas a tais inconvenientes ao mergulharem no abismo dos oceanos. Esses cetáceos são dotados de dispositivos reticulados dos vasos sanguíneos e que servem para minimizar o desprendimento das bolhas gasosas ao regresar a superfície.  Já o sistema circulatório e respiratório das criaturas terrestres funcionam com dificuldade quanto maior for a pressão.

 

Possibilidade de vida extraterrestre

Tais suposições tem girado em torno da existência de condições semelhantes as da Terra. Na superfície de Vênus reina um clima análogo ao terrestre, muito mais quente e úmido e com gases tóxicos.

O desenvolvimento e a pesquisa de hipóteses sobre vida extraterrestre é conhecido como “exobiologia” ou “astrobiologia”, embora a astrobiologia também considere a vida baseada na Terra, em seu contexto astronômico. Muitos cientistas consideram que a vida extraterrestre é plausível, mas ainda não há nenhuma evidência direta de sua existência.

Desde meados do século XX, houve uma contínua busca por sinais de vida extraterrena, desde radiotelescópios usados ​​para detectar possíveis sinais de civilizações extraterrestres, até telescópios usados ​​para procurar planetas extra-solares potencialmente habitáveis​​. O tema também desempenhou um papel importante em obras de ficção científica.

A hipótese de formas de vida alienígena, tais como bactérias, foi levantada a existir no Sistema Solar e em todo o universo. Esta hipótese baseia-se na vasta dimensão e nas leis físicas consistentes do universo observável. De acordo com este argumento, feito por cientistas como Carl Sagan e Stephen Hawking, seria improvável que a vida não existisse em algum lugar fora do planeta Terra.

Este argumento é incorporado no princípio de Copérnico, que afirma que a Terra não ocupa uma posição única no universo, e no princípio da mediocridade, que sugere que não há nada de especial sobre a vida na Terra.

A vida pode ter surgido de forma independente em muitos lugares em todo o Universo. Alternativamente a vida também pode se desenvolver com menos frequência, mas se espalhar entre planetas habitáveis ​​através da panspermia ou exogênese.

Em qualquer caso, as moléculas orgânicas complexas necessárias para a formação da vida podem ter se formado no disco protoplanetário de grãos de poeira ao redor do Sol antes da formação da Terra com base em estudos de modelos computacionais.

De acordo com estes estudos, este mesmo processo também pode ocorrer em torno de outras estrelas que mantêm um sistema planetário.

Entre os locais sugeridos em que a vida pode ter se desenvolvido no passado estão os planetas Vênus e Marte, em Europa, uma das luas de Júpiter,e em Titã e Encélado, duas das luas de Saturno.Em maio de 2011, os cientistas da NASA informaram que Encélado “está emergindo como o local mais habitável além da Terra no Sistema Solar para a vida como a conhecemos.”Desde os anos 1950, os cientistas têm promovido a ideia de que “zonas habitáveis​​” são os locais mais prováveis ​​para a vida ser encontrada. Várias descobertas nesse tipo de zona desde 2007 têm estimulado estimativas sobre a frequências de habitats semelhantes à Terra, com números que chegam em muitos milhares de milhões.

 

Toda a vida na Terra é baseada em 26 elementos químicos. No entanto, cerca de 95% desta vida é construída sobre apenas seis desses elementos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre, abreviados como CHONPS. Estes seis elementos formam os “blocos de construção” básicos de praticamente toda a vida na Terra, enquanto a maioria dos elementos restantes são encontrados apenas em quantidades vestigiais.

A vida na Terra requer água como solvente em que as reações bioquímicas ocorrem. Quantidades suficientes de carbono e outros elementos, juntamente com a água, pode permitir a formação de organismos em outros planetas com uma composição química e uma faixa de temperatura semelhante à da vida na Terra. Os planetas rochosos, tais como Terra, são formados num processo que permite a possibilidade de que tenham composições semelhantes à da Terra. Devido à sua abundância relativa e utilidade na manutenção da vida, muitos têm a hipótese de que as formas de vida em outros lugares do universo iriam utilizar estes mesmos materiais básicos para se formar. No entanto, outros elementos e solventes podem proporcionar uma base para a vida. Formas de vida baseadas em amônia (em vez de água) já foram sugeridas, embora esta solução pareça pior do que a água.

Do ponto de vista químico, a vida é fundamentalmente uma reação auto-replicante, mas que poderia surgir sob um grande número de condições e com vários ingredientes possíveis, embora carbonooxigênio dentro da faixa de temperatura com água líquida pareça um ambiente mais propício. Sugestões foram feitas mesmo que as reações de auto-replicação de algum tipo pudessem ocorrer dentro do plasma de uma estrela, apesar de que isso seria muito pouco convencional.

A tentativa de definir características limitadas desafia certas noções sobre necessidades morfológicas. Esqueletos, que são essenciais para grandes organismos terrestres de acordo com os especialistas do campo da biologia gravitacional, são quase certos de que são replicados em outros lugares do universo, de uma forma ou de outra.

Os cientistas estão procurando diretamente bioassinaturas dentro do Sistema Solar, com a realização de estudos sobre a superfície de Marte e de meteoros que caíram na Terra. No momento, não existe nenhum plano concreto para a exploração de Europa em busca de vida. Em 2008, uma missão conjunta da NASAe da Agência Espacial Europeia (ESA – sigla em inglês) foi anunciada que teria estudos que incluíam Europa. No entanto, em 2011 a NASA foi forçada a despriorizar a missão devido a uma falta de financiamento e é possível que a ESA vá assumir a missão sozinha.

A hipótese de Gaia estipula que qualquer planeta com uma população robusta de seres vivos terá uma atmosfera em desequilíbrio químico, que é relativamente fácil de determinar a distância pela espectroscopia. No entanto, avanços significativos na capacidade de encontrar pequenos mundos rochosos perto de suas estrelas são necessárias antes que tais métodos espectroscópicos podem ser usados ​​para analisar planetas extrasolares.

Em agosto de 2011, as descobertas da NASA, com base em estudos de meteoritos encontrados na Terra, sugere componentes de DNA e RNA (adenina, guanina e moléculas orgânicas relacionadas), os “blocos de construção” para a vida como a conhecemos, podem ser formados em ambientes extraterrestres no espaço sideral.

Em outubro de 2011, os cientistas relataram que a poeira cósmicacontém matéria orgânica complexa (“sólidos orgânicos amorfos com uma estrutura aromática-alifáticos mista”), que podem ser criados naturalmente e rapidamente por estrelas.37 38 39 Um dos cientistas sugerem que estes compostos podem ter sido relacionados com o desenvolvimento da vida na Terra disse que, “se este for o caso, a vida na Terra pode ter começado mais fácil, visto que estes produtos orgânicos podem servir como ingredientes básicos para a vida.”

Em agosto de 2012, os astrônomos da Universidade de Copenhague relataram a detecção de uma molécula de açúcar específica, glicolaldeído, em um planeta localizado em um sistema de estrelas distantes. A molécula foi encontrada em torno das protoestrelas binárias IRAS 16293-2422, que estão localizadas a 400 anos-luz da Terra.40 41 O glicolaldeído é necessário para formar o ácido ribonucleico, ou RNA, que tem função semelhante ao DNA. Esta constatação sugere que moléculas orgânicas complexas podem se formar em sistemas estelares antes da formação dos planetas e, eventualmente, entrar no planetas jovens no início de sua formação. Se houver uma sociedade extraterrestre avançada, não há garantia de que ela está transmitindo informações na direção da Terra, ou que essa informação possa ser interpretada como tal pelos seres humanos. O período de tempo necessário para que um sinal.

11.320 – Religião e Vida Extraterrestre


Crenças budistas e hindus sobre ciclos infinitos e repetidos de vida chamados Samsara levaram a descrições sobre a existência de mundos múltiplos e que mantém contatos mútuos (palavra sânscrita sampark (सम्पर्क) significa “contato”, como em Mahasamparka (महासम्पर्क) = “o grande contato”). De acordo com escrituras budistas e hindus, existem inúmeros universos. O Talmud judaico afirma que existem pelo menos 18 mil outros mundos, mas fornece pouca elaboração sobre a natureza desses mundos, ou sobre se são físicos ou espirituais. Com base nisso, no entanto, o Sefer HaB’rit, do século XVIII, postula que existem criaturas extraterrestres e que algumas podem possuir inteligência. Acrescenta que os seres humanos não devem esperar que as criaturas de outros mundos se assemelhem com a vida terrestre, assim como as criaturas do mar não se assemelham com os animais terrestres.
De acordo com a Ahmadiyya uma referência mais direta do Corão apresentada por Mirza Tahir Ahmad como uma prova de que a vida em outros planetas pode existir de acordo com o livro sagrado islâmico. Em seu livro, Revelation, Rationality, Knowledge & Truth, ele cita o versículo 42:29: “E entre os Seus sinais está a criação dos céus e da terra, e de todas as criaturas vivas (da’bbah) …”; de acordo com este verso há uma vida nos céus. De acordo com o mesmo verso: “E Ele tem o poder de reuni-los (jam-‘i-him), quando Ele o fará”; indica a aproximação da vida na Terra com a vida em outros lugares do Universo. O verso não especifica o tempo ou o lugar desta reunião, mas afirma que este evento certamente vai acontecer quando Deus assim o desejar. Deve-se salientar que o termo árabe Jam-i-him, usado para expressar o evento do encontro, pode implicar em um encontro físico ou um contato através da comunicação.
Quando o cristianismo se espalhou por todo o Ocidente, o sistema ptolomaico tornou-se amplamente aceito e, embora a Igreja nunca tenha emitido qualquer pronunciamento formal sobre a questão da vida extraterrestre, pelo menos tacitamente, a ideia era aberrante. Em 1277, o bispo de Paris, Étienne Tempier, retrucou Aristóteles em um ponto: Deus poderia ter criado mais de um mundo (dada sua onipotência). Notavelmente, o cardeal Nicolau de Kues especulou sobre alienígenas na Lua e no Sol.
Desde a década de 1830, os Santos dos Últimos Dias acreditam que Deus criou e vai criar muitos planetas, como a Terra em que os seres humanos vivem. Eles acreditam que todas esses povos são filhos de Deus. Joseph Smith Jr., o fundador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ensinou que Deus revelou esta informação a Moisés e que o relato da Criação escrito por Moisés correspondia apenas a “nossa” terra. Não há nenhuma doutrina oficial relacionada com o local desses planetas habitados.
Na antiguidade, era comum a assumir um cosmos que consiste de “muitos mundos” habitados por formas de vida inteligentes, não-humanas, mas estes “mundos” eram mitológicos e criados sem a compreensão heliocêntrica do sistema solar, ou a compreensão da o Sol como uma entre incontáveis ​​estrelas.
Houve uma mudança dramática no pensamento iniciado pela invenção do telescópio e pela desconstrução feita por Copérnico da cosmologia geocêntrica. Uma vez que ficou claro que a Terra era apenas mais um planeta entre inúmeros corpos no universo, a teoria de vida extraterrestre começou a se tornar um tópico na comunidade científica. O proponente do início da era moderna mais conhecido de tais ideias foi o filósofo italiano Giordano Bruno, que defendeu no século XVI a ideia de um universo infinito em que cada estrela é cercada por seu próprio sistema planetário. Bruno escreveu que outros mundos “não têm menos força, nem uma natureza diferente da nossa terra” e, como a Terra, “contém animais e habitantes”.
As especulações sobre a vida em Marte aumentaram no final do século XIX, após a observação telescópica por alguns observadores de canais marcianos aparentes – que foram, contudo, rapidamente considerados ilusões ópticas. Apesar disso, em 1895, o astrônomo norte-americano Percival Lowell publicou seu livro Mars, seguido por Mars and its Canals de 1906, uma proposta de que os canais eram obra de uma antiga civilização marciana há muito desaparecida.
Uma análise espectroscópica da atmosfera de Marte começou em 1894, quando o astrônomo americano William Wallace Campbell mostrou que nem água nem oxigênio estavam presentes na atmosfera do planeta vermelho.
Em novembro de 2011, a Casa Branca divulgou uma resposta oficial a duas petições pedindo ao governo dos Estados Unidos reconhecesse formalmente que os extraterrestres têm visitado a Terra e divulgasse qualquer evidência de interação intencional do governo com seres extraterrestres. De acordo com a resposta: “O governo dos Estados Unidos não tem nenhuma evidência de que qualquer vida existe fora do nosso planeta, ou que uma presença extraterrestre tenha contactado ou engajado qualquer membro da raça humana.”
Além disso, de acordo com a resposta, “não há informação credível que sugira que qualquer evidência está sendo escondida dos olhos do público.”A resposta observou ainda que esforços, como o SETI, o telescópio espacial Kepler e o rover Mars Science Laboratory da NASA, continuam à procura de sinais de vida extraterrestre. A resposta, referiu que “as probabilidades são muito altas” de que pode haver vida em outros planetas, mas “as chances de nós fazermos contato com qualquer uma delas, especialmente as que são inteligentes, são extremamente pequenas, dadas as distâncias envolvidas.”
Em 2010, o famoso físico teórico Stephen Hawking advertiu que os seres humanos não deveriam tentar entrar em contato com formas de vida alienígenas. Ele alertou que civilizações extraterrestres podem saquear Terra por recursos naturais. “Se os alienígenas nos visitarem, o resultado seria muito parecido como quando Colombo desembarcou na América, o que não deu muito certo para os nativos americanos”, disse ele.
Jared Diamond também manifestou preocupações similares. Cientistas da NASA e da Universidade Estadual da Pensilvânia publicaram um artigo em abril de 2011 abordando a questão: “Será que entrar em contato com extraterrestres seria algo benefício ou prejudicial para a humanidade?” O documento descreve os cenários positivos, negativos e neutros para esse contato.

11.319 – E Então, cadê o ET? II


Nave numa praça de Varginha MG
Nave numa praça de Varginha MG

Não há qualquer evidência amplamente aceita que corrobore a existência de vida extraterrestre; no entanto, várias reivindicações controversas já foram feitas. A crença de que alguns objetos voadores não identificados (OVNIs) podem ter origem extraterrestre e alegações de abdução alienígena são rejeitadas pela maior parte da comunidade científica. A grande maioria dos relatos de OVNIs podem ser explicados por avistamentos de aeronaves humanas, fenômenos atmosféricos ou objetos astronômicos conhecidos; ou são apenas hoaxes.

Após o Caso Roswell, ocorrido em 1947 na localidade de Roswell, no Novo México, Estados Unidos, várias teorias conspiratórias sobre a presença de seres extraterrestres no planeta Terra se tornaram um fenômeno cultural generalizado no país durante a década de 1940 e no início da era espacial na década de 1950, o que foi acompanhado por uma onda de relatos de avistamentos de OVNIs. A sigla “OVNI” foi criada em 1952, no contexto da enorme popularidade do conceito de “discos voadores”, logo após o avistamento de um OVNI pelo piloto Kenneth Arnold em 1947, em Washington. Os documentos Majestic 12, publicados em 1982, sugerem que houve um interesse genuíno em teorias da conspiração envolvendo OVNIs dentro do governo dos Estados Unidos durante os anos 1940.
No Brasil, casos envolvendo OVNIs ou supostas aparições de seres extraterrestres também tornaram-se mais frequentes depois de Roswell. Um dos casos mais famosos foi o da “Operação Prato”, o nome dado a uma operação realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 1977 e 1978, através do Comando Aéreo Regional em Belém, para verificar a ocorrência de fenômenos desconhecidos que envolviam luzes que supostamente tinham um comportamento hostil e que eram relatadas pela população do município de Colares, no norte do estado do Pará. Outro caso bastante conhecido no país é o do Incidente de Varginha, em 1996, quando moradores do município de Varginha, Minas Gerais, alegaram terem visto os corpos de três seres alienígenas. Três jovens da cidade ainda mantêm a versão de que teriam visto um dos seres ainda com vida.

11.309 – Genética – Quais as funções de cada cromossomo humano?


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Da cor dos olhos à textura da cera de ouvido, os cromossomos são responsáveis por controlar todas as funções do nosso organismo. Eles são formados por DNA, um código químico composto por sequências de bases nitrogenadas. São essas sequências, também conhecidas como genes, que contêm instruções específicas sobre como funcionamos. Até 1990, pouco se sabia sobre esse mecanismo. Isso motivou cientistas do mundo inteiro a iniciarem uma força-tarefa, o Projeto Genoma, para localizar a posição exata dos nossos 20 mil genes dentro dos cromossomos. O projeto, que terminou em 2003, mapeou 70% do código genético humano, o suficiente para identificar o que cada cromossomo controla.

Já pensou viver só dez anos? Isso pode rolar se um gene do cromossomo 1 sofrer mutação e causar a progeria, doença rara de envelhecimento precoce. Por outro lado, centros de pesquisa estão coletando genomas de idosos saudáveis com mais de 80 anos para descobrir como a genética contribui para uma vida longa.
Mutações podem ser benéficas. Pesquisas indicaram que deformações em um gene do cromossomo 3 podem impedir a entrada do vírus HIV nas células. Hoje, cerca de 5% da população faz parte desse grupo que, mesmo contaminado pelo vírus da aids, nunca irá desenvolver a doença.
A chance de ter câncer é influenciada por herança genética, mas o local varia de acordo com o cromossomo afetado. Genes do 13 podem aumentar a tendência a câncer de mama e do 2, de cólon. Doenças como a asma (5) e Alzheimer (1, 14, 19, 21) também estão associadas a mutações genéticas.
Um adulto tem 46 cromossomos em cada célula divididos em 23 pares. O excesso (ou a ausência) de cromossomos pode resultar em alterações sérias no organismo. O exemplo mais comum é a síndrome de Down, cujos portadores têm um cromossomo 21 extra. Já na síndrome de Turner, mulheres nascem com um cromossomo X a menos. Há também as síndromes de Klinefelter, de Patatau e de Edwards.
O tipo de cera que sai do seu ouvido também é determinado por alterações genéticas, mais precisamente no gene ABCC11 do cromossomo 16. Nos asiáticos, por exemplo, a cera é do tipo seco, enquanto que nos europeus e nos africanos o mais comum é uma cera mais molhada.

Os genes controlam todas as nossas características físicas. A altura, por exemplo, é determinada no cromossomo 20. Já a cor dos olhos é tarefa do 15 (olhos castanhos e azuis) ou do 19 (verdes). O cromossomo responsável pela cor da pele (16) não é o mesmo que determina o albinismo, que é a ausência de pigmentação (11 e 15).

O transtorno bipolar é, em sua maioria, determinado por uma predisposição genética, assim como a esquizofrenia. Ambos acontecem por disfunções no cromossomo 22 e pesquisas indicam ainda relação entre as duas doenças e o autismo. Filhos de pais esquizofrênicos ou bipolares têm até três vezes mais chances de serem autistas.

Já existem aparelhos capazes de fazer o mapeamento genético de uma pessoa e identificar predisposição a algumas doenças. O teste gênico custa até R$ 6 mil.

Homens e camundongos têm o mesmo número estimado de genes. Por isso, alguns cientistas sugerem que a complexidade humana não está na quantidade, mas na forma como os genes operam.

A terapia gênica promete substituir um gene defeituoso por um gene novo normal, tratando ou até curando doenças.