10.971 – O ano de Plutão — e outras missões espaciais que marcarão 2015


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O ano de 2015 será aquele em que a exploração espacial chegará, pela primeira vez, bem perto de Plutão. Em julho, a sonda New Horizons, da Nasa, se aproximará do planeta anão, que está a 5,8 bilhões de quilômetros do Sol, equivalente a 40 vezes a distância entre a Terra e a estrela. Nunca o vimos de perto. Corpos celestes assim podem indicar como se deu a formação de planetas como o nosso.
“Podemos esperar uma revolução em nosso conhecimento sobre os pequenos planetas. Hoje, não sabemos quase nada sobre eles, mas, em pouquíssimo tempo, teremos revelações surpreendentes”, diz Alan Stern, líder da missão New Horizons e cientista do Southest Research Institute, nos Estados Unidos (SwRI, na sigla em inglês).
A missão New Horizons dará continuidade a um ano em que a exploração espacial fez história. Em 2014, em uma missão cinematográfica, a sonda Rosetta chegou ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko depois de passar mais de dez anos viajando no espaço. Ela liberou o módulo Philae para pousar na superfície do cometa e coletar dados diretamente da sua superfície.
Suas primeiras análises foram divulgadas em dezembro, revelando que a água de nosso planeta não deve ter origem extraterrestre. Em 2015, informações vindas da Rosetta devem continuar chegando até nós e, em conjunto com os dados de outras ousadas missões espaciais, como a New Horizons, vão fornecer pistas que ajudarão os cientistas a construir a complexa história da origem do cosmo.
Lançada em 2006, quando Plutão ainda não havia sido reclassificado como planeta anão, a missão pretende trazer detalhes dessa região desconhecida do espaço e de onde as melhores imagens foram feitas por telescópios espaciais, como o Hubble. “Colocar a palavra ‘anão’ na frente de Plutão não diminui a importância desses corpos celestes. Sempre é bom lembrar que o Sol que nos ilumina é uma estrela anã. Com essa missão, teremos a chance de investigar Plutão e alguns planetas ainda menores. Queremos tirar toda a ciência possível desse sobrevoo, que nos dará uma compreensão melhor do lugar de Plutão em nosso Sistema Solar”, diz o astrônomo Hal Weaver, cientista da missão New Horizons e pesquisador do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
Depois que passar por Plutão, a New Horizons se aproximará de outros planetas anões do Cinturão de Kuiper. Astros como os que compõem essa parte do universo se chocaram com os planetas rochosos na época de sua formação, sendo incorporados a eles. Por isso, os cientistas imaginam que eles podem indicar a origem planetária.
Para os astrofísicos, missões dessa amplitude são comparáveis ao pouso do primeiro robô em Marte, o Viking 1, que chegou ao planeta vermelho em junho de 1976 e revelou seus detalhes, ou ao momento em que as sondas Voyager 1 e 2 enviaram as primeiras imagens feitas de perto de Júpiter, Urano e Netuno, e descobriram que esses planetas gigantes tinham anéis e uma grande quantidade de satélites, na década de 1980.
Além de buscar elementos que possam revelar a origem dos planetas, as missões espaciais de 2015 vão investir também na compreensão da formação do Universo. A sonda LISA Pathfinder, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), deve ser lançada durante este ano e testará os futuros instrumentos para a detecção de ondas gravitacionais, minúsculas distorções no campo gravitacional do Universo previstas pela Teoria da Relatividade de Einstein. Esse fenômeno, que seriam um “eco” de grandes eventos espaciais como o Big Bang, ainda não foi comprovado pelos cientistas.
Outro evento original será um estudo feito com os gêmeos americanos Scott e Mark Kelly, que analisará os efeitos de uma longa permanência no espaço. Enquanto o primeiro passará um ano na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), o outro ficará na Terra, para que comparações sejam feitas.
Em novos eventos científicos, os astrônomos também enviarão instrumentos que ajudarão na compreensão dos ventos e dos campos magnéticos que orbitam ao redor de nosso planeta. Reunindo missões que buscam decifrar a formação planetária, os primeiros passos do Universo e eventos ao redor da Terra ainda não claramente compreendidos pelos pesquisadores, a ciência busca compreender os delicados mecanismos que tornam nossa vida no planeta – e no cosmo .
Plutão ainda não havia sido reclassificado como planeta anão quando a sonda New Horizons (Novos Horizontes, em tradução livre) foi lançada pela Nasa, em 19 de janeiro de 2006, para estudá-lo. A New Horizons chegará ao seu destino em julho e fará as primeiras fotos in loco de Plutão e de Charon, a maior lua desse planeta anão. Esse objeto é tão grande em comparação com Plutão (tem cerca de metade de seu tamanho), que alguns pesquisadores preferem considerá-los como um sistema planetário duplo.

10.969 – Biologia – Um Cérebro em Construção


A formação do cérebro começa desde cedo — durante a gestação, o feto já sente sabores e escuta sons. Sua construção segue uma linha hierárquica, começando com circuitos simples e evoluindo para os mais complexos. Embora a genética tenha influência predominante, os estímulos e as experiências nos primeiros anos de vida são capazes de formar conexões neurais novas e mais fortes. Cada parte desse processo é crucial para o desenvolvimento do bebê.

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10.968 – Em 20 de Agosto de 1977, a nave Voyager 2 é lançada para explorar Júpiter, Saturno, Urano e Mercúrio


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Nesse dia, era lançada pela Nasa a nave Voyager 2, em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). Esta nave passou por Júpiter, Saturno, Urano e Mercúrio e enviou dados importantíssimos para pesquisas científicas. Em 1989, ultrapassou a órbita de Plutão e saiu do Sistema Solar. Em 2005, a Voyager 2 estava a 75 UAs da Terra – UAs, a unidade astronômica, pode ser definida como a distância média entre a Terra e o Sol. A nave carrega um disco fonográfico feito de ouro intitulado “Sounds of the Earth” (Sons da Terra), com 1h30min de música e alguns sons da natureza do planeta Terra. Em maio de 2010, a sonda estava na constelação de Telescópio.

10.967 – Mega Memória – Em 20 de Agosto de 1975, foi lançada Viking 1, a primeira sonda da Nasa enviada para Marte


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A primeira das missões da Nasa rumo a Marte, o veículo espacial Viking 1, foi lançada em um dia como este, no ano de 1975, a bordo do foguete Titan-Centaur. Foram necessários 10 meses de viagem até chegar ao Planeta Vermelho.
Cinco dias antes da inserção em órbita, o equipamento começou a enviar imagens de Marte para a Terra. A aterrissagem da Viking 1 estava programada para o dia 4 de julho de 1976, mas a equipe em terra considerou que a área de pouso era muito rochosa e resolveu esperar por uma oportunidade mais segura, o que só aconteceu no dia 20 de julho, quando o “lander” se separou do “orbiter”.
Ao todo, a Viking 1 operou durante seis anos. Em 21 de novembro de 1982 houve a perda de controle do equipamento. Em 2006, a Viking 1 foi fotografada na superfície de Marte pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter.

10.966 – NASA planeja uma habitar Vênus através de cidades voadoras


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Uma equipe de cientistas da NASA pretende desenvolver uma “cidade-nuvem” flutuante na atmosfera de Vênus, para que populações humanas possam habitá-la permanentemente. Embora Vênus possua características similares às da Terra, é certo que suas condições climáticas infernais tornam o planeta pouco apto para a vida. Vênus está envolvido por uma atmosfera densa de nuvens de ácido sulfúrico extremamente tóxico, e a superfície suporta uma pressão 90 vezes maior que a da Terra. Trata-se do planeta mais quente do Sistema Solar.
Mas o Langley Research Center (LaRC), da NASA, parecer ter uma boa solução para inabitabilidade venusiana, ao propor a instalação de uma residência para seres humanos na atmosfera planetária. Batizado de “Conceito Operacional de Alta Altitude em Vênus” (HAVOC), o projeto inclui uma série de instâncias que seriam iniciadas com o envio de um robô à atmosfera para avaliar suas águas e continuaria com uma missão orbital tripulada de 30 dias. Se tudo correr bem, o HAVOC poderá se transformar em uma cidade flutuante que abrigará a presença permanente do homem em Vênus.
A missão contempla o uso de aeronaves de hélio, movidas à energia solar e que flutuariam a 50 km sobre a superfície de Vênus, onde a temperatura ainda é moderada.

10.965 – Corajoso – Bill Gates experimenta água obtida a partir de fezes humanas. E gosta


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Pode ser só um golpe publicitário, mas, para demonstrar a qualidade do equipamento em que investiu, Bill Gates, criador da Microsoft, tomou um copo de água obtida por meio de fezes humanas. “A água estava tão boa quanto qualquer uma engarrafada que eu já tomei. Estudei a engenharia por trás dessa máquina e beberia essa água tranquilamente todos os dias”, escreveu Gates em seu blog.
Os resíduos sólidos inseridos na máquina são fervidos e liberam água em forma de vapor, que é purificada para o consumo. Os sólidos restantes são incinerados e produzem um vapor que movimenta um motor, gerando energia elétrica. Com isso, a máquina é autossuficiente em termos de energia.
“Doenças causadas por falta de saneamento matam 700 000 crianças todos os anos e impedem que muitas outras se desenvolvam plenamente”, escreveu Gates. A máquina, chamada Omniprocessor, foi desenvolvida pela empresa de engenharia americana Janicki Bioenergy. Gates conta em seu blog que a próxima geração desse processador será capaz de produzir 86 000 litros de água potável por dia, a partir dos dejetos de 100 000 pessoas.
O próximo passo, descreve ele, é a criação de um projeto piloto em Dacar, no Senegal.

10.964 – Este ano terá um segundo extra – e isso pode quebrar a internet (?)


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O ajuste deste ano foi agendado para as 23:59:59 do dia 30 de junho, e serve para atualizar os absurdamente precisos relógios atômicos com o movimento de rotação da Terra, que desacelera dois milésimos de segundo por dia.
Mas por que raios um mero segundo a mais pode desestabilizar gigantes da internet? O motivo é que o sistema que coordena os relógios dos computadores, chamado de Network Time Protocol, é baseado na medida de tempo atômica. E quando este protocolo nota a repetição de um mesmo segundo, interpreta que algo deu errado, dando origem a uma série de problemas técnicos em serviços bancários e de comunicação. Algumas empresas como o Google já pensaram em formas de remediar esta dor de cabeça: o gigante de Mountain View elaborou uma técnica que “dilui” o acréscimo em vários milissegundos antes da data oficial.
O chamado “segundo bissexto” não é particularmente uma novidade: 26 deles foram adicionados ao Tempo Universal Coordenado (UTC na sigla em inglês, o fuso horário referencial para todas as zonas horárias) desde 1972, sendo que o último foi incluído em 2012. A decisão parte dos cientistas do International Earth Rotation and Reference Systems Service, instituição sediada em Paris que monitora a pontualidade do nosso planeta. A maior preocupação dos especialistas é que estes segundinhos a mais acabem arruinando de vez o UTC, que não suportaria, por exemplo, um minuto ou uma hora adicionais.
Mas o mais importante é: já pensou no que vai fazer com seu segundo extra em 2015? Aproveite bem!

10.962 – Temperatura Extrema – Calor de 44ºC ‘derrete’ internet na Austália


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Temperaturas extremamente altas afetaram o acesso à internet na cidade de Perth, na Austrália, na segunda-feira (5-01-2015).
Uma falha no sistema de refrigeração do data center da provedora iiNet, aliada a uma onda de calor no oeste australiano, fez com que o serviço fosse interrompido na região.
Milhares de clientes da empresa ficaram off-line por seis horas e meia após a empresa ser obrigada a desligar seus servidores devido às altas temperaturas, que chegaram aos 44,4 ºC.
“Devido as temperaturas que bateram recordes no nosso data center de Perth, desligamos nossos servidores por precaução”, afirmou um porta voz da empresa.
Clientes que tentavam reestabelecer a conexão após saírem do ar também não conseguiam se conectar.
“Apesar de garantirmos que 98% dos clientes não foi afetada, alguns deles experimentaram problemas ao se reconectar. Essas questões foram resolvidas”, disse o representante da provedora.
A cidade de Perth registrou o sexto dia mais quente da história da cidade na segunda-feira, atingindo 44,4 ºC às 14h. A temperatura máxima média em Perth durante o mês de janeiro é de 31,1 ºC.
O dia também foi o mais quente na cidade em um mês de janeiro desde 1991. O recorde histórico de calor em Perth aconteceu naquele mesmo ano. Em 23 de fevereiro, a cidade registrou a temperatura de 46.2 °C.

10.961 – Planeta Verde – Até no deserto funciona


Planeta Verde

O estado americano da Califórnia atravessa uma seca há quatro anos. Em fevereiro, o governador Jerry Brown declarou estado de emergência e pediu à população uma redução voluntária de 20% no consumo de água. Desde então, as ações da American Water Works, a principal companhia de água do estado, subiram 25%. Uma das razões é a percepção dos investidores de que a companhia sabe reagir a cenários de crise.
Além de distribuir hidrômetros e fazer a troca gratuita de torneiras, a American Water faz um programa intensivo de conscientização. Qualquer morador pode solicitar a visita de um especialista, que passará o dia, de graça, identificando como é possível reduzir o consumo em uma casa ou escritório. A diferença em relação ao Brasil também é regulatória. Na Califórnia, quando o volume de reservas cai, automaticamente o aumento de consumo é taxado. Quem desperdiça paga 500 dólares por dia de multa. Na Coreia do Sul, uma tecnologia que indica por sensor e som os vazamentos ajudou a diminuir perdas de 35% para 15% em pouco mais de uma década.
Mas não é preciso ir tão longe. Quando a Odebrecht Ambiental assumiu a operação de água da cidade de Limeira, no interior de São Paulo, o índice de perdas era de 48%. Duas décadas depois, caiu para 15% graças à renovação da tubulação, à identificação de ligações ilegais e à detecção de vazamentos, o que consumiu 42% dos investimentos da empresa na cidade. Em Campinas, a concessionária Sanasa, em parceria com a GE Water, divisão de água e energia da multinacional GE, implementou neste ano um projeto de reúso de água que é considerado exemplar.
O esgoto tratado pode gerar até 365 litros por segundo de água com 99% de pureza — a água é usada, por exemplo, para limpeza de ruas e pelos bombeiros.
Singapura e Israel já utilizam esse tipo de tecnologia há 20 anos. Ganhar eficiência e ensinar ao consumidor que a água é finita são caminhos inevitáveis. Um estudo do Bank of America Merrill Lynch mostra que a demanda global por água deve superar 40% a oferta em 20 anos, com metade da população convivendo com escassez — hoje, já são 46 países nessa situação. O Brasil, por enquanto, está fora da lista.

10.960 – Agricultura – Soja transgênica brasileira


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Está cada vez mais difícil adaptar o ciclo da soja aos ditames da natureza. O motivo: a escassez de água nos períodos em que deveria chover na lavoura. Em janeiro e fevereiro deste ano, quando a soja de Amano estava se desenvolvendo no campo, caíram apenas 44 milímetros de chuva em suas terras, um sexto do volume normalmente registrado. “A produtividade diminuiu e tive um prejuízo de 100 mil reais”, diz ele. “Foi um dos piores anos para a agricultura nesta parte do Paraná.”
Na safra atual, a ser colhida no ano que vem, os problemas vieram mais cedo. Amano plantou em metade de suas terras no início de outubro — mas, como as chuvas não chegaram na época prevista, parte das sementes não germinou. Por isso, ele decidiu adiar o restante da semeadura. No início de novembro, quando uma reportagem esteve na região, a maior parte da terra que deveria estar ocupada por brotos de soja ou pelas máquinas plantadeiras permanecia coberta apenas pela palha seca das lavouras de inverno, como o trigo. “Muitos agricultores estão, como eu, olhando para o céu à espera da chuva”, diz Amano.
A boa notícia é que, a apenas 30 quilômetros da fazenda de Amano, está em desenvolvimento uma tecnologia que promete diminuir os danos da seca. Numa propriedade de 300 hectares ocupada pela Embrapa Soja — um braço da estatal encarregada da pesquisa agrícola no Brasil —, um grupo de pesquisadores obteve os primeiros resultados com uma semente mais tolerante à escassez de água. No início da década passada, um centro de pesquisas ligado ao governo japonês descobriu um gene de uma planta da família da mostarda capaz de proporcionar resistência a longos períodos de estiagem. Os japoneses fecharam uma parceria com a Embrapa para modificar o DNA da soja com a implantação do gene. As sementes modificadas foram plantadas pela primeira vez num campo experimental na safra passada. Os resultados são promissores: a nova soja transgênica produziu de 240 a 300 quilos a mais por hectare do que as variedades convencionais. “Estamos no caminho certo”, diz Alexandre Nepomuceno, pesquisador da Embrapa Soja responsável pelo projeto.
No ano passado, as perdas causadas às lavouras de milho e de soja pela falta de chuva somaram quase 10 bilhões de reais — 66% mais do que os prejuízos com a seca de toda a década de 80. Um levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia, que analisou dados sobre o clima no país desde 1961, mostra que houve diminuição na média anual de chuvas em áreas de produção agrícola, como a região do Mapitoba — formada pelo sul dos estados do Maranhão e do Piauí, pelo oeste da Bahia e pelo Tocantins — e também de Mato Grosso do Sul e do Paraná.

10.959 – Genética – O que é a Transgênese?


O código genético de uma espécie é alterado pela a introdução de uma ou mais sequências de genes provenientes de outra espécie. O genoma dos organismos transgênicos contém fragmentos do genoma de bactérias ou vírus em seu DNA. Os genes introduzidos não pertenciam ao genoma original dessa espécie e vão conferir-lhe novas características, fazendo também com que essa espécie possa produzir novas substâncias de interesse.
Nos organismos transgênicos são inseridos materiais genéticos de outros organismos, mediante o emprego de técnicas de engenharia genética. A geração de transgênicos visa obter organismos com características de interesse que o organismo original não apresentava, como a resistência a herbicidas ou a produção de toxinas contra pragas das culturas agrícolas. Resultados na área de transgenia já são alcançados desde a década de 1970, quando foi desenvolvida a técnica do DNA recombinante. A manipulação genética combina características de um ou mais organismos de uma forma que provavelmente não aconteceria na natureza. Assim podem ser combinados os DNAs de organismos que não se cruzariam por métodos naturais.
Os termos Organismos transgênicos e Organismos Geneticamente Modificados (OGMs’) não são sinônimos. Todo transgênico é um organismo geneticamente modificado, mas nem todo OGM é um transgênico. OGM é um organismo que teve o seu genoma modificado em laboratório, sem necessariamente receber material genético (RNA ou DNA) de outro organismo. Transgênico é um organismo que foi submetido à técnica específica de inserção de material genético de outro organismo (que pode até ser de uma espécie diferente).
Desde a criação da primeira bactéria transgênica, em 1973, os laboratórios de pesquisa têm utilizado microrganismos transgênicos nas suas investigações. Posteriormente, organismos transgênicos, como plantas e animais, foram desenvolvidos para estudos, e também vários produtos obtidos a partir de transgênicos foram desenvolvidos e comercializados. O primeiro produto comercializado foi a insulina (produzida a partir de uma modificação da bactéria Escherichia coli, no final da década de 1970). Atualmente, alimentos transgênicos são utilizados para consumo animal e humano.
São alimentos produzidos a partir de organismos cujo embrião foi modificado em laboratório, pela inserção de pelo menos um gene de outra espécie. Alguns dos motivos de modificação desses alimentos são para que as plantas possam resistir às pragas de insetos, fungos, vírus, bactérias e herbicidas.
O mau uso de pesticidas pode causar riscos ambientais, tais como o aparecimento de plantas resistentes a herbicidas e a poluição dos terrenos e lençóis de água. O uso de herbicidas, inseticidas e outros agrotóxicos pode diminuir com o uso dos transgênicos, já que eles tornam possível o uso de produtos químicos corretos para o problema. Uma lavoura convencional de soja pode utilizar até cinco aplicações de herbicida, enquanto que uma lavoura transgênica Roundup Ready (resistente ao herbicida glifosato) utiliza apenas uma aplicação.
É estimado que a área de cultivo deste tipo de variedades esteja com uma taxa de crescimento de 13% ao ano. A área total plantada é já superior a 100 milhões de hectares, sendo os principais produtores os Estados Unidos, o Canadá, o Brasil, a Argentina, a China e a Índia. Vários países europeus, entre os milhões de hectares de culturas transgênicas. As culturas prevalentes são as de milho, soja e algodão, baseadas principalmente na tecnologia Bt.

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Atualmente existe um debate bastante intenso relacionado à inserção de alimentos geneticamente modificados (AGM) no mercado. Alguns países, como o Japão, rejeitam fortemente a entrada desses alimentos, enquanto que outros países asiáticos, norte e sul-americanos permitem a comercialização de AGMs.
Desde 2004, após seis anos de proibição, a União Europeia autorizou a importação de produtos transgênicos. No dia 2 de março de 2010, a União Europeia aprovou o plantio de batata e milho transgênicos no continente, após solicitações dos Estados Unidos. A batata transgênica será destinada para a fabricação de papel, adesivos e têxteis. O milho atenderá a indústria alimentícia. Cada país da União Europeia poderá ser responsável pelo cultivo transgênico em suas fronteiras em votação marcada para o meio do ano.

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10.958 – Se não for boa, pelo menos é barata – Empresa chinesa revela lâmpadas que amplificam o sinal de Wi-Fi


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Lâmpadas que só iluminam são coisa do passado, se a Sengled, uma empresa chinesa, tiver acertado em sua visão do futuro. A empresa aproveitou a CES para revelar suas lâmpadas conectadas que permitem a ampliação do sinal Wi-Fi na sua casa e funciona até mesmo como sistema de segurança.
Não é muito difícil entender como as lâmpadas podem melhorar o sinal de Wi-Fi na sua casa. Cada uma delas pode funcionar como um repetidor, permitindo melhorar a internet até naqueles pontos mais distantes do roteador. Como normalmente todos os cômodos de sua casa têm ao menos uma lâmpada, não seria difícil cobrir todo o ambiente. A única barreira é o preço, já que o modelo, chamado Boost, custa US$ 50 por unidade.
Um dos modelos, o Snap, que custa US$ 200, conta com um sistema de reconhecimento facial graças a uma câmera embutida, que possibilita detectar possíveis invasores e intrusos. Ele também conta com microfones e detector de movimento, que permite que a luz acenda assim que o usuário entre na sala.
Além disso, a Sengled também oferece dois modelos de lâmpada que funcionam também com alto-falantes. O mais barato, de US$ 60, tem dois speakers de 3 watts, enquanto o outro, mais potente, custa US$ 170 e traz speakers sem fio multicanais JBL, mais poderosos.

10.957 – A Ciência da Fé – Fé faz bem?


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Segundo o apóstolo Paulo, faz; mas com obras.
“Como você professa sua fé?”, pergunta o médico Paulo de Tarso Lima a seus pacientes na primeira consulta. Conversar sobre isso virou rotina no setor de oncologia em um dos mais conceituados hospitais do Brasil, o Albert Einstein, em São Paulo, onde Lima é coordenador do Serviço de Medicina Integrativa. Se o doente vai à missa, ele anota na receita: aumentar a frequência aos cultos. Se deseja a visita de um padre, rabino ou pastor, o hospital manda chamar. Se quiser meditar, professores de ioga são convocados. No hospital, a fé é uma arma no tratamento de doenças graves.
A Santa Casa de Porto Alegre também trabalha nesse sentido. O hospital está realizando uma pesquisa inédita, em parceria com a Universidade Duke, nos Estados Unidos, para mensurar os benefícios biológicos da fé. O objetivo é descobrir se os pacientes espiritualizados submetidos à cirurgia de ponte de safena têm menos inflamações no pós-operatório – hipótese já levantada por outros estudos. “Existe um marcador de inflamação que parece apresentar menores níveis em religiosos”, explica o cardiologista Mauro Pontes, coordenador do Centro de Pesquisa do Hospital São Francisco, um dos sete hospitais do complexo Santa Casa da capital gaúcha.
Hoje, as principais faculdades de medicina americanas dedicam uma disciplina exclusiva ao assunto. E, na última década, uma série de estudos mostrou que os benefícios da fé à saúde têm embasamento científico. Devotos vivem mais e são mais felizes que a média da população. Após o diagnóstico de uma doença, apresentam níveis menores de estresse e menos inflamações. “O paciente com fé tem mais recursos internos para lidar com a doença”, diz Paulo Lima. Fé tem uma participação especial no que médicos e terapeutas chamam de coping: a capacidade humana de superar adversidades. “Não posso prescrever bem-estar, mas posso estimular que o paciente vá em busca de serenidade para encarar um momento difícil”, explica o médico. É por isso que mais profissionais têm defendido essa relação. “Atender às necessidades espirituais tem de ser, sim, tarefa do médico”, defende o cirurgião cardíaco Fernando Lucchese, que está escrevendo o livro A Revolução Espiritual com o psiquiatra americano Harold Koenig, autoridade no assunto.
Há um século, o canadense William Osler, ícone da medicina moderna, já defendia isso. Em 1910, ele escreveu um artigo cheio de floreios elogiosos às crenças das pessoas: “a fé despeja uma inesgotável torrente de energia”.
A designer Juliana Lammel, 33 anos, vivenciou isso. Em 2005, cansada de tantas operações sem sucesso para corrigir um estreitamento no ureter, canal que liga os rins à bexiga, ela resolveu fazer uma cirurgia espiritual, mesmo sem ter nenhuma ligação com o espiritismo. “Para mim, era sinônimo de filme de fantasma”, lembra. Ela topou – e sem ceticismo. Para ter resultado, Juliana teria de acreditar piamente, já que o tratamento espírita exige fé do paciente.
Uma vez por semana, por um mês, na mesma hora, ela deitava na própria cama por 30 minutos, ao mesmo tempo em que o grupo espírita fazia a concentração. Ela em São Paulo, eles no Rio de Janeiro. No fim, Juliana voltou ao médico com novos exames. Ele viu os resultados e não conseguia explicar por que os componentes alterados do rim tinham voltado a níveis quase normais. Juliana foi operada mesmo assim, mas o procedimento foi bem menos agressivo do que o previsto, graças, segundo ela, à cirurgia espiritual. O episódio mudou a forma como a designer lida com a fé.
Uma das maiores pesquisas feitas até hoje, divulgada em 2009, revisou 42 estudos sobre o papel da espiritualidade na saúde, que envolveram mais de 126 mil pessoas. O resultado mostrou que quem frequenta cultos religiosos pelo menos uma vez por semana tem 29% mais chances de aumentar seus anos de vida em relação àqueles que não frequentam. Não é intervenção divina. Não é feitiçaria. É comportamento. Os entrevistados que são religiosos apresentaram um comprometimento maior com a própria saúde. Iam mais ao dentista, tomavam direitinho remédios prescritos, bebiam e fumavam menos. A pesquisa confirmou ainda os dados de um estudo populacional feito em 2001 pelo Centro Nacional de Adição e Abuso de Drogas dos EUA: adultos que não consideram religião importante em suas vidas consomem muito mais álcool e drogas do que os que acham os credos relevantes. É a versão real dos Simpsons e seus exageros estereotipados. Homer faz pouco de qualquer fé, é obeso e alcoólatra. Já seu vizinho, o carola Ned Flanders, é regrado, tem saúde perfeita e corpo sarado.

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Andar na linha é mais comum entre os crentes, e a razão está no poder de autocontrole, dizem os cientistas. É o que defende o psicólogo Michael McCullough. Professor da Universidade de Miami e parceiro de Harold Koenig em pesquisas sobre espiritualidade, ele diz que a fé facilita a árdua tarefa de adiar recompensas, algo fundamental para muita coisa, de fazer dieta a estudar para concursos.

A fé também tem uma relação íntima com a felicidade. Um estudo feito na Europa mostrou que pessoas espiritualizadas se dizem mais satisfeitas do que aquelas que não se consideram como tal. Parte disso se explica na natureza de ateus e céticos em geral. Quem não acredita em nada pode ter mais propensão ao pessimismo porque faz uma leitura objetiva da vida, sem crer em algo divino que mude as coisas. Por outro lado, a certeza da existência de uma recompensa divina muda a vida das pessoas. E não é questão somente de otimismo. Tem algo pragmático aí.

Religiões estimulam algo essencial para o ser humano: o espírito de comunidade. Devotos normalmente não estão sozinhos, o que ajuda nos problemas da vida. Para Andrew Clark, um dos autores desse estudo europeu e professor da Escola de Economia de Paris, as religiões ajudam as pessoas a superar choques ou a pelo menos não se desesperar tanto com os tropeços da vida. Por exemplo, segundo a pesquisa, a queda no indicador de bem-estar foi menor entre os desempregados religiosos do que entre os não religiosos. “A religião oferece ‘proteção’ contra o desemprego”, diz Clark. Na hora do aperto, há sempre alguém para estender a mão. Outra pesquisa, feita pela Universidade de Michigan, EUA, comparou duas formas de amparo recebidas por idosos: o oferecido pelas igrejas e o proporcionado por serviços sociais estatais. A discrepância a favor do suporte religioso foi tão significativa que o autor do estudo, o gerontologista Neal Krause, acredita haver algo de único nesse tipo de apoio.

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Até mesmo os ateus são beneficiados pelo espírito solidário oferecido pelas instituições religiosas. Um estudo feito por Clark investigou o efeito da religiosidade dos outros sobre o bem-estar de uma comunidade. A descoberta foi intrigante. As pessoas sem religião de regiões de maioria ateia são menos felizes do que aquelas sem religião de áreas onde a maior parte da população professa uma fé. “Isso não é nada bom para os ateus: eles parecem menos felizes e também fazem os outros menos felizes”, concluiu Clark. A explicação para isso pode estar na compaixão incentivada pelas religiões. A escritora e ex-freira inglesa Karen Armstrong, autora de mais de 20 livros sobre o tema, acredita que o princípio da compaixão está no centro de todas as tradições religiosas. É ela que nos leva a pensar no próximo e a fazer de tudo para aliviar o sofrimento e as angústias dele.
Exames de neuroimagem mostram a atividade de crenças espirituais no cérebro. O time de cientistas liderado por Andrew Newberg, professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, e autor do livro How God Changes Your Brain (“como Deus muda o seu cérebro”, sem edição no Brasil), demonstrou que Deus é parte da nossa consciência: quanto mais pensamos nele, mais nossos circuitos neurais são alterados. No primeiro de seus estudos a respeito, Newberg avaliou o impacto da fé ao analisar imagens cerebrais de freiras rezando e budistas meditando. Ele detectou aumento de atividade em áreas relacionadas às emoções e ao comportamento e redução na zona que dá senso de quem somos. A diminuição de trabalho nessa região específica, segundo Newberg, representa a possibilidade de atingir com a meditação um estado em que se perde a noção de individualidade, espaço e tempo. “Você se torna um único ser com Deus ou com o Universo”, escreveu. É o mesmo efeito descrito por Hamer. A ciência não pode provar que Deus existe, mas consegue medir os efeitos da crença no divino nas pessoas.
Que fique claro, fé e religião são coisas diferentes. A religião é uma maneira institucionalizada para se praticar a fé, por meio de regras específicas e dogmas. Já a fé é algo pessoal, ligado à espiritualidade, à busca para compreender as respostas a grandes questões sobre a vida, o Universo e tudo mais. Isso pode ou não levar a rituais religiosos. Você pode buscar essas respostas pulando sete ondinhas, acendendo velas, consultando o horóscopo da Susan Miller, pregando faixas de Santo Expedito ou investigando quilos de livros de física quântica. Cada um tem seu jeito próprio.

Vale até ficar louco de cogumelo. Foi o que Roland Griffiths, professor da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, propôs. Sua equipe deu a 36 voluntários cápsulas com altas doses de psilocibina, substância presente em cogumelos alucinógenos. O grupo deitou em sofás com olhos vendados ao som de música clássica. Depois de uma sessão de seis horas, passado o efeito, a maioria relatou ter experimentado uma forte conexão com os outros, um sentimento de união, amor e paz. Até aí, parecia papo de doidão. Mas o professor voltou a falar com os voluntários um ano depois. Eles disseram que se sentiam diferentes. A experiência os tornou pessoas melhores, o que foi confirmado pelas famílias deles. “Se a psilocibina pode causar sensações místicas idênticas àquelas que ocorrem naturalmente, isso prova que esse tipo de experiência é biologicamente normal”, disse Griffiths no fórum de palestras TED. Mais que isso: talvez, drogas alucinógenas tenham benefícios.
Mesmo sem cogumelos alucinógenos ou um capacete de Deus, é possível atingir artificialmente as benesses da fé. Cientistas garantem que basta ter uma forte crença em algo – e nem precisa ser uma divindade ou força superior. Pode ser qualquer coisa realmente importante para a pessoa. “Se para os crentes é Deus, para os ateus pode ser família ou amigos”, diz Michael Shermer, diretor da Sociedade Cética e autor do livro The Believing Brain (“o cérebro crente”, sem edição no Brasil). “Teoricamente, um ateu pode ter uma poderosa experiência mística”, endossa Andrew Newberg. O pai do gene de Deus, Dean Hamer, segue a mesma linha. “Algumas das pessoas mais espiritualizadas que conheço não acreditam em divindade nenhuma”, escreveu no trabalho em que relatou a descoberta genética. Outra grande autoridade no assunto, o psicólogo Kenneth Pargament, do Instituto de Espiritualidade e Saúde do Centro Médico do Texas, sugere cultivar a espiritualidade exercitando o que ele chama de santificação ateísta. Significa dar a algo importante da vida um status sagrado, mesmo sem acreditar em Deus. A foto do seu filho quando bebê pode ser muito mais sagrada para você que a imagem de Santo Antônio, por exemplo.
Não se trata de banalizar a sacralização, mas o contrário: exercitar a fé dessa forma é uma postura antibanalização da vida, qualquer aspecto pode assumir um caráter divino. E esse hábito de sacralizar aspectos do cotidiano é capaz até de alterar nosso comportamento, segundo uma pesquisa que acompanhou recém-casados. Os casais que consideravam o casamento e o sexo sagrados estavam mais felizes – e transavam mais! No trabalho é a mesma história. Outro estudo, realizado no ano passado, avaliou 200 mães de família que haviam acabado de concluir uma pós-graduação. Apesar da dupla jornada, aquelas que encaravam a carreira como parte de algo maior (e não só a fonte de renda para pagar as contas do mês) se disseram muito mais felizes profissionalmente – e menos cansadas.
Em tese, portanto, é possível usufruir de benefícios semelhantes aos proporcionados pelas crenças divinas apenas focando as energias naquilo que faz bem a você.
Da mesma forma que é possível ter os benefícios da fé mesmo sem religião, há ocasiões em que ela faz mal – e nem precisamos entrar no mérito das guerras religiosas. Atribuir a Deus poderes milagrosos pode levar pacientes a abandonar tratamentos. Há também um outro componente preocupante. Em algumas pessoas, ocorre o que os especialistas chamam de conflito religioso, sentimento que leva a acreditar que a doença ou os sofrimentos são punição divina. Nesses casos, a religião tem um efeito desastroso. Um estudo publicado na revista científica americana Archives of Internal Medicine mostrou que esse conflito está associado a depressão, ansiedade e maior índice de mortalidade. Se fosse bom, fé cega não teria esse nome.

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10.955 – Programa Espacial Chinês – Taikonautas em ação


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Estamos falando do programa espacial mais antigo que existe. Afinal, tecnicamente, os primeiros foguetes chineses foram concebidos há 5 mil anos! Tudo bem, é fato que eram apenas rojões simples movidos a pólvora, mas, se eles mostram alguma coisa, é que aquela turma do Oriente tinha visão de futuro. Hoje, com os russos sem grana e os americanos sem vontade de gastar, o mais arrojado e focado dos programas espaciais acaba sendo o da China.
Desde que os chineses desencanaram dessa coisa de socialismo e passaram a desenvolver agressivamente sua economia de mercado, crescendo a taxas impressionantes que beiram os 10% ao ano, começou a surgir a noção de que era preciso mostrar em que liga os chineses iriam entrar, no cenário geopolítico mundial. O governo da China queria mostrar que seu país não era só a terra da manufatura barata “xing ling”, mas que tecnologia de ponta poderia emergir dali. Um programa espacial viria bem a calhar.
Claro, como uma nação que há tempos almeja status de superpotência, a China já pesquisa mísseis pelo menos desde o fim da década de 1950. Mas só em 1999 houve o primeiro lançamento de uma espaçonave 100% chinesa capaz de transportar humanos. Bem, 100% naquelas, porque a Shenzhou (algo como “Nave Divina”) é fortemente baseada na Soyuz russa. Com melhoramentos, é verdade.
Contando o de 1999, houve 4 lançamentos de teste. Em 15 de outubro de 2003 era a hora de fazer o primeiro voo tripulado. Yang Liwei, piloto militar chinês, tornou-se o primeiro “taikonauta” – nome derivado da palavra chinesa para espaço (taikong) e adotado internacionalmente para designar tripulantes do programa chinês, contrastando com os termos “cosmonauta” (usado pelos russos) e “astronauta” (adotado pelos americanos). Liwei passou 21 horas em órbita, a bordo da Shenzhou 5, e consolidou a China como 3ª potência espacial a ter meios próprios para enviar gente para fora da Terra.
Com capacidade para 3 tripulantes, as cápsulas Shenzhou já fizeram outros dois voos desde então. A Shenzhou 6, lançada em 2005, teve dois taikonautas a bordo, e a Shenzhou 7, que voou em 2008, teve lotação máxima e conduziu a primeira caminhada espacial chinesa.
As próximas missões, devem ser ainda mais empolgantes. Os chineses devem testar capacidade de atracação e montar um pequeno laboratório espacial. Seriam os primeiros passos para o desenvolvimento de uma estação orbital. E, a partir daí, a mira está apontada para a Lua.
Os americanos já declararam seu interesse de retornar ao satélite natural da Terra com astronautas na década de 2020, mas a determinação do governo dos EUA de fazer isso acontecer ainda não está lá.
Os chineses, de outro lado, parecem muito mais determinados. Cada nova missão é um passo claro na direção da conquista do espaço. E, embora um programa lunar tripulado ainda não tenha sido revelado (revelar não é especialidade chinesa, diga-se de passagem), há muita desconfiança de que eles pretendem avançar nessa direção.
Até porque a China já confirmou que começou sua exploração lunar com uma sonda orbitadora, a Chang-E 1, lançada em 2007, e em seguida deve vir uma capaz de pouso lunar, preparada para 2012. O passo seguinte seria o retorno automatizado de amostras. E, para a década de 2020, suspeita-se que não reste mais nada a não ser enviar taikonautas à Lua.
Os chineses, que não têm nada a ver com o passo de tartaruga do atual processo decisório americano, seguem em seu caminho. Além de seu pujante programa tripulado, começam a avançar forte em tecnologia de satélites para sensoriamento remoto na Terra e planejam também futuras sondas para Marte. E não é nenhuma viagem na maionese pensar que, em duas décadas, eles estarão mesmo à frente, inspirando o resto da humanidade. Para um país que luta ainda hoje para avançar em questões elementares, como o respeito aos direitos humanos, não dá para dizer que seja uma coisa ruim.

10.954 – Antes de morrer, renomado cientista da Área 51 gravou depoimentos impactantes sobre seu trabalho com extraterrestres


Após a morte do cientista norte-americano Boyd Bushman, foi divulgada uma filmagem na qual o especialista afirma ter trabalhado no estudo de naves e corpos extraterrestres, em uma base secreta da Força Aérea dos EUA. No vídeo, Bushman, um importante ex-pesquisador da corporação aerospacial Lockheed Martin, mostra uma série de fotos correspondentes a diferentes tipos de alienígenas e naves espaciais, que, segundo ele mesmo explica, foram feitas com câmeras descartáveis na Área 51, a famosa base de operações secretas da Força Aérea dos EUA, no estado de Nevada.
“No que se refere às naves extraterrestres, contamos com o apoio de cidadãos norte-americanos, que trabalhavam 24 horas por dia estudando os óvnis. Procuramos entender o que deveríamos fazer”, disse o especialista. Ele explicou também que existem dois grupos fundamentais de alienígenas atualmente em estudo: “Parece um rancho. Um grupo é de vaqueiros e o outro é de ladrões de gado. Os vaqueiros são mais amistosos e se dão melhor conosco”, afirmou Bushman.
Assista ao video abaixo e veja suas declarações [EM INGLÊS]

10.953 -Astronáutica – Companhia russa anuncia plano para construir base na Lua


LUA

Uma empresa russa anunciou na última semana que está pronta para construir uma base na Lua. Assim que a agência espacial do país der permissão, a companhia Lin Industrial afirmou ser capaz de montar uma base em dez anos, ao custo de 9,3 bilhões de dólares (cerca de 25 bilhões de reais), de acordo com a agência de notícias Tass.
A empresa, que está desenvolvendo o foguete russo Taimyr, planejou a base com o uso de tecnologia e projetos já existentes, que poderiam ser fabricados nos próximos cinco anos. A base seria construída perto da montanha Malapert, que fica no polo Sul da Lua. “Essa é uma região plana, com vista direta para a Terra, que oferece boas condições de comunicação e é um lugar confortável para pousos. O Sol brilha em 89% do dia nessa montanha e a noite, que acontece várias vezes ao ano, dura cerca de três ou seis dias”, disse Alexandre Ilyin, designer-chefe da companhia à Tass.
Ilyin afirmou que a base seria feita em duas etapas. Na primeira, em que seria construído um posto avançado, dois astronautas habitariam a estação, enquanto no segundo estágio haveria mais quatro tripulantes. Os primeiros cinco anos seriam destinados à construção das condições básicas para a vida na Lua, com 13 lançamentos de foguetes que carregariam os equipamentos e outros 37 lançamentos destinados à manutenção da base. Para isso, a empresa usaria um foguete do tipo Angara e também uma nave como a Soyuz.
Em entrevista à agência de notícias, Lev Zeleny, diretor da Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências, afirmou que o plano está relacionado ao retorno do interesse russo na exploração da Lua, mas ainda é cedo para falar sobre a construção de um acampamento.
De acordo com Zeleny, antes de fazer um projeto assim, é necessário selecionar com precisão o lugar do pouso, desenvolver tecnologias que garantam e mantenham a vida dos astronautas no satélite, além de assegurar a segurança contra radiações – que são altas no espaço. Esses estudos são desenvolvidos pela Academia Russa de Ciências e pela agência espacial russa, mas ainda não estão finalizados.

10.952 – Biologia – Cachorros entendem o que você diz


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É o que garantem cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra. Pesquisas antigas já haviam provado que os cães processam os sons de outros cachorros nos dois lados do cérebro. Os ingleses queriam, então, saber se o mesmo acontece quando esses animais escutam vozes humanas – desconhecidas ou não.
Para isso, colocaram fones de ouvido nos cães e avaliaram a reação deles enquanto ouviam diferentes tipos de discursos. “Os sons que entram em cada orelha vão, principalmente, para o hemisfério oposto do cérebro”, explica Victoria Ratcliffe, uma dos autoras da pesquisa. “Se um hemisfério é mais especializado em processar certas informações nos sons, então aquelas informações serão percebidas como se viessem da orelha oposta”, conclui. Portanto, se o cachorro se virasse para a esquerda, após ouvir a fala, isso provaria que o som pareceria ter vindo da esquerda (os dois fones estavam exatamente com o mesmo volume). E isso seria um sinal de que a tal informação é processada no lado oposto, no hemisfério direito.
Os cachorros apresentaram alguns padrões. Sempre se viravam para a direita quando escutavam uma voz familiar, com frases bem conhecidas (do tipo, “quieto” ou “deita”). Em outros casos, pareciam decodificar o som no lado direito, virando o corpo sempre para o lado contrário ao escutar o som.
Bem, isso tudo serviu para provar que o processo de compreensão da fala nos cães é bem parecido com o nosso – dividido em dois hemisférios. E, segundo Ratcliffe, os resultados apoiam a ideia de que nossos cachorros estão prestando atenção “não apenas em quem somos e como dizemos as coisas, mas também no que estamos falando”.

10.949 – Mega Techs – O que a tecnologia tem pra 2015


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Que a tecnologia está cada vez mais presente na nossa rotina e que cada vez mais precisamos dela para executar nossas tarefas não é novidade para ninguém. Agora e, em especial em 2015, nosso vínculo tecnológico deverá aumentar ainda mais com a chegada ao mercado do Google Glass e toda a linha de produtos “usáveis”. Além disso, nossa vida também deverá mudar no que diz respeito ao gerenciamento de tarefas da nossa casa, como dirigir nosso carro, fora a popularização das impressoras 3D. Confira abaixo o que esperar de 2015!
Impressoras 3D
Elas deverão ficar cada vez mais baratas. Atualmente, já é possível comprar uma delas por R$ 5 mil (sim, ainda é caro), mas a expectativa é que em 2015 o preço destas maravilhas tecnológicas caía ainda mais.
Software para carros
Google a Apple já estão de olho no seu veículo, com a criação de versões dos seus sistemas operacionais direcionadas para os carros. Para o ano que vem, carros da Chevrolet, BMW, Citroën, Honda, Hyundai e Audi deverão sair de fabrica com o CarPlay, da Apple, e o chamado “Android para carros”.
Tecnologia que você veste
Não há como negar que, para o ano que vem, uma das novidades mais aguardadas é o Google Glass. A gigante Google ainda não anunciou quando o dispositivo começará a ser vendido para o público em geral, ou em quais países isso deverá ocorrer, mas estima-se que o Google Glass deva custar em torno de US$ 1,5 mil. Fora o óculos, também deverão estar na moda os relógios inteligentes da Samsung e Sony.
Drones
Será quem em 2015 teremos também congestionamento de drones nos céus? Estes pequenos robôs voadores já deixaram de ser novidade, mas o risco agora é que sua popularidade chegue a tal ponto que traga problemas de “tráfego aéreo”.
Casa inteligente
Já pensou como seria comandar os eletrodomésticos da sua coisa com o uso do smartphone? Esta realidade parece estar cada vez mais ao alcance dos consumidores, e a tendência é de que os comandos sejam cada vez mais integrados e abracem diversos itens da casa.

10.948 – Mega Memória – Em 10-07-1962 foi lançado o primeiro satélite de comunicações


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No dia 10 de julho de 1962 era lançando ao espaço o Telstar 1, o primeiro satélite de comunicações, responsável pela primeira transmissão televisiva via satélite, ao vivo, entre Europa e Estados Unidos, no dia 23 de julho do mesmo ano. O Telstar foi ao espaço com o foguete Thor Delta, lançado de Cabo Canaveral, na Flórida. Sua atividade durou sete meses, até ser desativado. Apesar de não funcionar mais, ele ainda se encontra na órbita da Terra.

10.945 – Ecologia – Formigas ajudam a reduzir pragas urbanas ao comer quilos de lixo nas ruas


Já pensou no que uma formiga pode fazer por você? Além de ter um papel fundamental no ecossistema da Amazônia, as formigas são espécies de heróis invisíveis, responsáveis por reduzir pragas urbanas ao comer o lixo que deixamos pelas ruas.
Alguns pesquisadores americanos decidiram medir o tamanho da ajuda de alguns artrópodes, filo de animais invertebrados que têm patas articuladas, como aranhas, formigas e centopeias.
A estratégia foi engenhosa. Os cientistas disponibilizaram comida em canteiros centrais e em parques de Nova York de duas maneiras: com e sem uma grade em volta. Animais maiores, como ratos, não eram capazes de se enfiar por entre as barras.
Conclusão: artrópodes conseguem contribuir tanto quanto ou até mais que roedores e outros animais maiores para a eliminação dos restos de comida.
O prêmio de artrópode do ano vai para as formigas do gênero Tetramorium. Com a ajuda delas, o time dos artrópodes consegue ter um desempenho bem melhor, consumindo 35% mais restos de comida.
O desempenho chega a impressionar no médio prazo. Os artrópodes, capitaneados pelas formigas, conseguem remover 65 kg de restos de comida por ano, especialmente salgadinhos e bolachas, por quilômetro.
Numa avenida como a Brigadeiro Faria Lima, na zona sul de São Paulo, esse esforço significa 300 kg a menos de lixo por ano.
Em toda a cidade de São Paulo, que coleta 12 mil toneladas de lixo todos os dias e tem 17 mil km de vias, esse serviço pode facilmente chegar às dezenas de milhares de toneladas de resíduos removidos por ano.
O serviço das formigas e outros artrópodes é particularmente importante porque eles impedem o crescimento da população de ratos.
Não é só nas cidades que as formigas têm papel relevante. Ele pode ser até maior do que se imagina em ecossistemas naturais como a Amazônia.
Se fôssemos capazes de pegar todos os bichos da Amazônia, colocá-los em uma sacola e pesá-la, um terço de todo o peso seria formado por formigas e cupins.
Em peso, teríamos mais formigas que vertebrados, como onças, tucanos e cobras.
Em número, não há como questionar a grandeza desses insetos. Em 1 hectare (10000 m²), há mais de 8 milhões de formigas, e uma mesma colônia pode ter mais de um milhão de indivíduos.
Além de servirem de alimento para diversos animais como pássaros, lagartos e tamanduás, as formigas acumulam a função de espalhadoras de sementes.
Frutas carnosas que caem no chão da floresta podem facilmente apodrecer, e a semente pode ser atacada por fungos. As formigas ajudam tanto ao “limpar” a semente, alimentando-se da polpa da fruta e impedindo que fungos matem o embrião contido na semente, mas também “plantando”, sem querer, a semente no formigueiro.
Mais importante ainda do que salvar e espalhar sementes, porém, é o “serviço funerário” que prestam. Ao se alimentarem das carcaças de animais e de insetos mortos, elas removem detritos e adubam o solo.
Algumas espécies de formigas também são excelentes caçadoras, controlando pragas agrícolas.
Kleber Del Claro, professor do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia, afirma que as formigas predam o bicudo-de-algodoeiro, um besouro que causa perdas anuais de vários milhões de dólares, e só com a ajuda das formigas é possível reduzir o prejuízo em 30%. Também não é incomum vê-las atacando gafanhotos ou minhocas.

formigas cidade