Arquivo da categoria: Ciência

10.393 – AIDs – Mega contra o HIV


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O HIV possui altas taxas de mutação. As variações em uma única pessoa infectada são equivalentes a todas as mutações do vírus da gripe no mundo em um ano. Ao catalogar informações sobre quais medicamentos são mais eficientes contra determinados tipos de mutação, o British Columbia Centre for Excellence in HIV/Aids, no Canadá, pretende oferecer tratamento sob medida para cada paciente. O banco de dados está sendo desenvolvido em parceria com a produtora de software SAP e um programa piloto deve começar neste ano.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia criaram um algoritmo para detectar palavras associadas a comportamento sexual de risco e uso de drogas. Esse programa analisou mais de 550 milhões de mensagens publicadas no Twitter, mapeou sua localização e comparou-a com um mapa de novos casos de HIV reportados nos Estados Unidos. A semelhança entre os dados sugere que as redes sociais podem ser usadas para prever comportamentos de risco, monitorar regiões e evitar surtos de contágio.
Estima-se que um em cada 300 infectados carregue o HIV em níveis baixos, em estado dormente, e nunca desenvolva a Aids. Essas pessoas possuem uma espécie de habilidade para neutralizar o vírus e atacar seus pontos fracos. Um algoritmo desenvolvido pela startup Immunity Project* vasculha o genoma do HIV e os dados sobre o sistema imunológico humano para saber como essas pessoas podem manter o vírus dormente. O objetivo é desenvolver uma vacina gratuita. A startup está sendo acelerada pela YCombinator, no Vale do Silício.
VACINA BRASILEIRA
A pesquisa desenvolvida pelo médico Edecio Cunha, professor da Universidade de São Paulo, utiliza uma estratégia diferente. Com a ajuda de grandes bancos de dados online e de um software criado na Itália, o time brasileiro identifica regiões do HIV onde as taxas de mutação são menores e podem ser mais facilmente reconhecidas pelas células de defesa do corpo. A vacina treinaria o sistema imunológico para atacar essas áreas, deixando o corpo pronto para uma resposta no caso de infecção.

10.392 – Novas infecções por HIV crescem 11% no Brasil e caem 27,6% no mundo


aids mim

Um relatório anual divulgado nesta quarta-feira (16) pela Unaids, a agência da ONU dedicada à luta contra a Aids, aponta que o Brasil enfrenta um recrudescimento da epidemia da doença.
Segundo o texto, o país registrou aumento de 11% do número de infecções por HIV de 2005 a 20013, enquanto no mundo houve uma queda de 27,6% nesse mesmo período.
Na América Latina, a tendência também é de diminuição, ainda que lenta –em cinco anos, o número de novos casos caiu 3% na região.
Os dados do relatório, de acordo com Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, são estimativas coerentes com os registros nacionais.
Segundo ele, a epidemia no país está concentrada em populações vulneráveis, como gays, prostitutas e usuários de drogas. “Países de epidemia concentrada têm um desafio maior, porque o número [de infectados] não é grande, mas essas populações têm barreiras de acesso aos serviços de saúde”, diz.
Hoje, 0,4% da população brasileira tem HIV.
A situação brasileira, afirma ele, é semelhante à de países da Europa e dos EUA e diferente da de locais com epidemia generalizada, como em alguns países da África, onde a maior diminuição foi registrada.
Ele afirma que políticas de saúde, como oferta de tratamento, surtem um efeito mais rápido nesses países que têm maior disseminação do vírus.
Dado isso, Barbosa afirma que uma possibilidade em análise para explicar o aumento apontado pelo relatório da Unaids é o maior número de casos de HIV entre homens jovens gays. “Como a gente sabe que na população gay [a transmissão] é maior, muito provavelmente quem sustenta esse crescimento é esse grupo.”
A Unaids também aponta para o aumento da circulação do vírus entre jovens gays e cita falhas em políticas de prevenção em grupos de maior risco no país.
“Agora, é preciso que campanhas específicas voltem, principalmente para homens que fazem sexo com homens”.
O relatório também registrou alta de 7% no número de mortes pela Aids no Brasil. Também houve aumento no México (9%) e na Guatemala (95%). Em toda a América Latina, porém, o número de mortes caiu 31%.
O ministério, no entanto, aponta para uma diminuição. No último boletim, com dados coletados até junho de 2013, o governo indica redução de 14% na taxa de mortalidade nos últimos dez anos.
A discrepância entre os dados se explica porque a Unaids considera números absolutos, enquanto o ministério realiza os cálculos levando em conta o tamanho e o crescimento da população.
De qualquer modo, para a Unaids e o Ministério da Saúde, a situação é preocupante. “Não estamos confortáveis de maneira nenhuma. Por isso temos nos preocupado, principalmente de 2013 para cá, em responder melhor a essa situação”.
A expectativa é de que os próximos dados reflitam as novas iniciativas. Em junho, o governo passou a oferecer a dose tripla combinada, que pode aumentar a adesão ao tratamento. Os pacientes também passaram a receber o medicamento no momento da infecção por HIV, independentemente da carga viral.

10.391 – Medicina – Consequências do aumento da prolactina


prolactina

A prolactina é um hormônio produzido pela glândula hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios. Sua principal função no nosso organismo é a produção de leite pelas mamas de mulheres em amamentação.
O aumento acentuado dos níveis de prolactina podem causar vários sintomas clínicos, dentre eles a galactorreia ( saída de secreção leitosa nas mamas), infertilidade, perda de libido, distúrbios menstruais nas mulheres e impotência sexual nos homens.
Causas do aumento de Prolactina:
Fisiológicas – O próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina durante o sono, no stress físico e psicológico, durante a gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual.
Farmacológica – causada pelo uso de medicamentos – Qualquer droga que modifique a liberação da dopamina, como explicado anteriormente, pode induzir as alterações na liberação de prolactina. Essa causa é muito comum e está frequentemente associada a uso de medicações antidepressivas e demais medicamentos psiquiátricos.
Patológica – Quando envolve alterações da glândula hipofisária como as lesões do Hipotálamo ou da Haste Hipofisária e tumores benignos secretores de Prolactina, conhecidos como adenomas ou prolactinomas.
Pode também ser causada por associação com outras doenças: Síndrome dos ovários policísticos, hipotireoidismo, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática.
Consequências devido ao aumento de Prolactina:
– Homens – A manifestação mais frequente é a diminuição da libido e da potência sexual, porém pode ocorrer diminuição na produção de espermatozoides, aumento das mamas, e diminuição na produção de sêmen.
– Mulheres – Diminuição ou cessação do fluxo menstrual, secreção de leite (galactorreia) e infertilidade, abortos espontâneos recorrentes, ressecamento vaginal, dor ao ato sexual, redução da libido, enfraquecimento dos ossos com osteopenia e risco aumentado de osteoporose, seborreia e hirsutismo (pelos pelo rosto) moderado.
– Em ambos os sexos – ansiedade, depressão, fadiga, ganho de peso, instabilidade emocional, e irritabilidade.
Como tratar: Depende da causa, na maioria das vezes é tratada com medicações por via oral mas em alguns casos pode ser necessário cirurgia ou radioterapia
Procurar um médico e se tratar adequadamente são medidas fundamentais para solucionar o problema!
Porém, tão importante quanto diagnosticar o problema é descobrir por que ele existe – isso porque o tratamento vai depender da causa. Ela pode estar relacionada ao uso de alguns remédios, como a risperidona (que é um antipsicótico), ou mesmo de medicamentos de uso mais comum, como a cimetidina (antiácido), a metoclopramida (antienjoo) e a metildopa (anti-hipertensivo).
De uma forma geral, são medicações que podem ter como efeito colateral o aumento da prolactina e, se a causa estiver ligada ao uso de alguma(s) delas, é preciso interromper o consumo. Além de se administrar medicamentos para tratar prolactinomas, com o uso de substâncias que combatem os efeitos dos medicamentos problemáticos, como a bromocriptina e a cabergolina.
Se a prolactina no sangue é diminuída a níveis normais, os efeitos do problema são invertidos. Nas mulheres em idade fértil, retorna a função ovariana, bem como os períodos menstruais e a fertilidade, com o aumento dos níveis de estrogênio.
Se for no homem para de produzir testosterona e espermatozoide.
Os Prolactinomas, como outros adenomas hipofisários, não possuem causa bem definida, sendo provavelmente provocados por mutações isoladas de células hipofisárias normais.
Uma parcela de 3 a 5 % dos casos apresenta distribuição familiar, estando associada a mutações transmitidas hereditariamente. Esses casos podem envolver a ocorrência do mesmo adenoma na mesma família (adenomas familiares) ou estarem associados a adenomatoses endócrinas múltiplas. Nessa situação os pacientes podem exibir tumores funcionantes de paratireoide, pâncreas e supra-renais.

10.390 – Cientistas criam “marca-passo transgênico” em estudo com porcos


marca passo p porco

A inserção de um único gene em células do coração de porcos com problemas cardíacos foi suficiente para transformá-las num marca-passo biológico, devolvendo ao coração dos bichos seu ritmo normal.
A estratégia, bolada por cientistas nos EUA e em Taiwan, tem potencial para ajudar pessoas cujos organismos rejeitam os marca-passos eletrônicos disponíveis hoje e, no futuro, poderia até substituí-los totalmente.
O feito, descrito na revista especializada “Science Translational Medicine”, em edição publicada recentemente, foi coordenado por Eduardo Marbán, do Instituto do Coração Cedars-Sinai, em Los Angeles.
Os pesquisadores intuíram que seria possível chegar a esse marca-passo biológico porque, afinal de contas, ele já existe em corações normais.
Trata-se do chamado nódulo sinoatrial, uma região desses órgãos que abriga células especializadas, responsáveis por lançar impulsos elétricos. São esses pequenos “choques” que mantêm afinado o ritmo cardíaco.
Para que essas células assumam sua função, é crucial o gene TBX18, que contém a receita de um fator de transcrição (molécula que liga e desliga outros genes).
O caminho a seguir, portanto, não era complicado: inserir esse gene em células do coração “” o que os pesquisadores fizeram por meio de um cateter, levando vírus geneticamente modificados para carregar esse pedaço de DNA.
Os porcos que passaram pelo cateterismo sofriam de bloqueio cardíaco de terceiro grau, uma doença do coração que deixava seus batimentos cardíacos em níveis muito baixos –apenas 50 batidas por minuto, causando desmaios e vertigens.
Após o procedimento, essa situação se normalizou, permitindo inclusive que eles fizessem exercícios sem dificuldade.
O efeito durou apenas duas semanas. “Mas achamos que ele pode até se tornar permanente”, afirmou Marbán. Os pesquisadores consideram que o risco de usar o vírus é baixo, porque sua ação fica restrita ao local afetado pelo cateterismo.
Por enquanto, o objetivo deles é testar a abordagem em pessoas que sofrem de infecções graves causadas pelos marca-passos eletrônicos, que poderiam ter uma “folga” do aparelho enquanto se recuperam.
Também seria interessante usar o gene para ajudar bebês que, ainda na barriga da mãe, apresentam defeitos em seus marca-passos naturais –nesses casos, não é possível colocar o aparelho, e os bebês podem acabar morrendo logo após o parto.

10.388 – Os ETs vêm aí – Nasa acredita que encontrará alienígenas em 20 anos


Galáxia espiral, podem existir bilhões delas
Galáxia espiral, podem existir bilhões delas

Em 20 anos, a humanidade poderá descobrir que não está sozinha no universo, segundo pessoas da Nasa.
Recentemente, a agência espacial norte-americana promoveu uma discussão sobre a busca por vida alienígena e o astrônomo Kevin Hand fez a aposta de duas décadas – que parece fazer sentido para boa parte dos presentes.
Conforme noticiado pela CNET, Charles Bolden, um dos administradores da Nasa, afirmou que sempre procurou por alienígenas em seu tempo como astronauta mas nunca encontrou nada. Apesar disso, sua fé e o conhecimento que tem da ciência o fazem crer que há vida fora da Terra.
“Imagine o momento quando descobrirmos sinais de vida”, declarou Matt Mountain, diretor do Space Telescope Science Institute. “Imagine o momento quando o mundo acordar e a raça humana descobrir que sua longa solidão no tempo e no espaço pode ter acabado.”

10.387 – Inventos – O Balão de ar quente


Balão de ar quente
Balão de ar quente

O balão foi desenvolvido pouco mais de cem anos antes do avião, satisfazendo em parte o desejo ancestral do ser humano de conquistar os céus. O domínio da tecnologia, por mais simples que o aparelho possa parecer hoje em dia, não foi fácil, e dependeu de conhecimentos científicos elementares para se concretizar.
Um dos primeiros projetos para um aparelho voador mais leve que o ar data de 1670, de autoria do padre Francesco de Lana. Sua embarcação aérea seria sustentada por quatro balões, cada um composto por uma esfera de cobre fino, com 6 metros de diâmetro, nos quais se fazia vácuo e propelido por meio de uma vela. Apesar do princípio de funcionamento parecer correto, na prática, as esferas cederiam sob a pressão externa do ar, transformando-se em massas disformes. O problema central do projeto era o desconhecimento da existência de gases com menor densidade que a do ar, responsáveis por impelir os balões.
Em 1776, o cientista inglês Henry Cavendish descobriu várias propriedades do hidrogênio, entre as quais, sua baixa densidade; um ano depois, Joseph Black, da Universidade de Edimburgo, teria sugerido um experimento para demonstrar tal descoberta, enchendo com hidrogênio um balão fino e leve que, uma vez solto, flutuaria até o teto. Não se sabe ao certo se a experiência foi realizada, mas, na mesma época, o italiano Tiberius Cavallo realizava experiências na Inglaterra, demonstrando o poder de suspensão do hidrogênio, usando-o para encher bolhas de sabão. O experimento ficou registrado na obra História e Prática do Aerostato, o primeiro livro a tratar da ciência da aeronáutica.
Mas foi outra publicação, a Experiências e Observações sobre os Diferentes Tipos de Ar, de Joseph Priestley, que inspirou o francês Joseph Montgolfier a iniciar sua pesquisa em torno deste novo tipo de conhecimento. Sua família trabalhava no fabrico de papel, e Montgolfier começou trabalhando com a ideia de desenvolver um papel que fosse ideal para a confecção de balões de hidrogênio. O objetivo terminou por se mostrar impraticável, fazendo-o concentrar-se em outro aspecto, a utilização do ar quente, de menor densidade em comparação com o ar em temperatura ambiente.
Em Annonay, em junho de 1783, Montgolfier e seu irmão Etienne realizaram uma demonstração pública de seus balões propulsionados por ar quente. De grande repercussão, o evento causou sensação mesmo entre os cientistas da Academia de Paris, encorajando um de seus membros, o professor Jacques Charles a produzir seu próprio aparelho, mas, desta vez, propulsionado por hidrogênio, gás que o professor equivocadamente pensou ser o propulsor do balão dos Montgolfier. Estes, por sua vez, continuaram produzindo outros balões, fazendo testes com animais no lugar da tripulação, e acabando por promover enfim, o primeiro voo com passageiros humanos, no balão Montgolfière, no qual tomou parte o marquês D’Arlandes e o jovem cientista Pilâtre de Rozier.

10.386 – Poluição – Quais as cidades mais poluídas do mundo?


poluição

Seguindo alguns critérios, a consultoria Mercer elabora anualmente um relatório com o ranking das cidades mais poluídas do mundo. Esse apanhado é feito envolvendo 221 grandes cidades em todo o globo e em sua última pesquisa, realizada no ano de 2011, o resultado foi o seguinte:
Porto Príncipe (Haiti)
Dakar (Bangladesh)
Baku (Azerbaijão)
Kolkata (Índia)
Antananarivo (Madasgascar)
Cidade do México (México)
Mumbai (Índia)
Bagdá (Iraque)
Nova Deli (Índia)
Lagos (Nigéria)
Os critérios utilizados nessa pesquisa são oferta de água doce presente nas cidades pesquisadas, volume de água potável, medidas adotadas para a remoção de resíduos, condição dos esgotos, poluição do ar e até o nível dos congestionamentos é levado em conta.
Em fevereiro de 2012, Lifen, na China, foi considerada a cidade mais poluída do mundo, não sendo considerados todos os aspectos supra citados, mas pelo nível de contaminação por carvão mineral presente na cidade.
Outros locais espalhados por diversas áreas do mundo e estudados pela organização ambientalista internacional, possuem altas taxas de poluição e contaminação por agentes específicos.
Na República Dominicana, na Cidade de HAINA, o ar é bastante poluído por partículas de chumbo. Tal contaminação pode causar sérios danos como problemas oculares, neurológicos, deformidades no nascimento e morte.
Em KABWE, na Zâmbia, a fundição pesada e a mineração espalharam resíduos de chumbo e de outros metais em uma área que atinge aproximadamente 255.00 habitantes. Um rio utilizado para destino do material poluente também é usado por populares para atividades como banho, dentre outras.
Em SUKINDA, na Índia, mais de 30 toneladas de resíduos de cromo e outros metais são lançados em zonas vizinhas e às margens do Rio Brahmani, que é a única fonte de água potável dos moradores da região. Sangramento gastrointestinal, tuberculose, asma, infertilidade, defeitos congênitos e abortos são alguns dos malefícios causados por esse tipo de poluição.
Segundo a consultoria Mercer, as cidades brasileiras mais limpas são Brasília e Rio de Janeiro. Enquanto São Paulo foi considerada a mais poluída. E a cidade do mundo mais livre da poluição, foi, ainda segundo a pesquisa, Calgary, no Canadá.

10.380 – Óptica – Os espelhos e suas imagens


Espelhos são geralmente constituídos de uma superfície de vidro revestidas por trás com uma fina camada de prata ou com placas de metal polido. De acordo com a forma de sua superfície, os espelhos podem ser classificados como planos e esféricos. Quando nos olhamos num espelho, vemos uma representação de nós mesmos, a nossa imagem. Podemos defini-la como a reprodução de um objeto por meios ópticos.
Espelhos esféricos diferem dos planos, pois modificam o tamanho do objeto. Entre os espelhos esféricos, se diferenciam 2 tipos, os côncavos e os convexos. Estes são muito usados como retrovisores de carros.
Os côncavos, ao contrário, por ter as bordas mais próximas do objeto, refletem imagens ampliadas.
Refração da luz
Já notamos que as piscinas parecem mais profundas do que realmente são, ou que um lápis dentro de um frasco com água, parece quebrado ou torcido. Tais fenômenos se devem à refração da luz.
Chamamos de refração da luz o fenômeno em que ela é transmitida de um meio para outro diferente.

Nesta mudança de meios a frequência da onda luminosa não é alterada, embora sua velocidade e o seu comprimento de onda sejam.
Com a alteração da velocidade de propagação ocorre um desvio da direção original.
Para se entender melhor este fenômeno, imagine um raio de luz que passa de um meio para outro de superfície plana, conforme mostra a figura abaixo:

refraçaõ da luz

10.379 – Antropologia – O Homo Sapiens


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A aventura começou há 200 mil anos, na África, quando surgiu o Homo sapiens – a primeira espécie anatomicamente parecida com a gente. Durante 75% desse tempo, a maior façanha do homem primitivo foi simplesmente sobreviver. As ferramentas eram rudimentares e havia sempre um crocodilo gigante à espreita.
Por volta de 80000 a.C., a população humana não passava de 2 mil. Ou seja: a espécie toda caberia num teatro de hoje. Nossos ancestrais vagavam pelo continente africano em grupos isolados, se virando para enfrentar uma Era Glacial. Estiveram à beira da extinção. Foi quando caiu uma ficha fundamental: o jeito era “botar o pé na estrada” e procurar uma vida melhor em outros cantos do mundo.
A expansão começou 60 mil anos atrás, quando nossos antepassados começaram a experimentar uma revolução no modo de pensar. Como diz o geneticista e antropólogo americano Spencer Wells, nessa época o homem se transformou numa “máquina de inovação”. Inovar, neste caso, significava duas coisas: primeiro, ter uma ideia; depois, convencer o grupo a executá-la. Foi assim que os humanos passaram a fabricar ferramentas mais precisas, construir instrumentos de caça mais eficientes… Enfim, começaram a desenvolver tecnologias.
Para muitos antropólogos, essa transformação só foi possível graças ao aprimoramento da linguagem. Também naquela época, nossos ancestrais elaboraram formas mais complexas de comunicação, ampliando sua capacidade de trocar informações e experiências. Hoje em dia, parece algo banal, mas representava um avanço e tanto àquela altura. A vida em sociedade começava a ganhar sofisticação. Era o início de um processo que ajudaria a moldar o comportamento moderno da espécie humana. Mas que, naquele momento, provavelmente levou-a a concluir que a vida poderia ser bem melhor – ou pelo menos diferente – fora da África.
Alguns grupos de Homo sapiens cruzaram o continente africano e chegaram ao Oriente Médio. Outros povoaram a Europa. Houve ainda os que avançaram Ásia adentro e colonizaram a Austrália, usando barcos pela primeira vez.
Aqueles que alcançaram a Sibéria descobriram por lá uma fonte tentadora de comida: mamutes. Passaram a caçar esses enormes animais usando microlitos (pedras lascadas e bem afiadas, fixadas na ponta de uma lança). Do mamute abatido não se tirava apenas a carne. Com o couro e os ossos, esses siberianos primitivos faziam roupas e abrigos graças a uma invenção tão simples quanto genial: a agulha de costura. Foram seus descendentes que provavelmente cruzaram o estreito de Bering, há cerca de 15 mil anos, e dali conquistaram as Américas.
Enquanto se espalhavam pelo mundo, nossos ancestrais expandiam não apenas seu horizonte geográfico, mas também o intelectual. Figuras gravadas na pedra deram lugar a pinturas. Ao mesmo tempo, sepultamentos e rituais funerários tornaram-se práticas cada vez mais comuns, indicando que o homem já caminhava em direção ao pensamento metafísico. Com tecnologias de caça aprimoradas e raciocínio cada vez mais apurado, ele foi ocupando o mundo inteiro, do Japão à Patagônia.
Quando terminou a última Era Glacial, há cerca de 12 mil anos, a Terra ficou bem mais hospitaleira e nossos antepassados mudaram de vida novamente. Deixaram a caça e a coleta de frutos para se dedicar à agricultura. Surgiram, assim, os primeiros povoados, em torno dos quais produziam- se alimentos e domesticavam-se animais. Agora, o homem não precisava mais ir de um lugar para o outro a fim de garantir sua sobrevivência. Podia se estabelecer definitivamente aqui ou ali, para sempre. Estava criado o ambiente propício ao surgimento das primeiras civilizações.
Os primeiros habitantes do Egito e da Mesopotâmia cultuavam a fertilidade. Assim, criaram uma espécie de religião agrária para honrar a “deusa-mãe”, que garantia boas colheitas. Mais tarde, passaram a adorar um deus masculino também: o “princípio fecundador” (foto). E esse casal divino serviria de base para os mitos da criação do mundo de vários povos, como gregos e romanos. Lendas sumérias e egípcias falavam ainda de uma “árvore da vida”, situada num paraíso terrestre – algo parecido com o Jardim do Éden descrito na Bíblia.

10.378 – Cidades – Seres humanos são seres urbanos


Eles entraram para os livros de história como fundadores da primeira civilização. Os sumérios converteram aldeias de agricultores, fixadas entre os rios Tigre e Eufrates desde 5000 a.C., em cidades-Estado planejadas e bem organizadas. Como a população desses inéditos centros urbanos não parava de crescer, seus líderes acabaram criando um modelo primitivo de monarquia, como forma de centralizar o poder e impor ordem à coletividade. Ergueram muralhas para se proteger das intempéries – tanto as climáticas quanto as representadas por invasores. Mas não se isolaram do resto do mundo. Ao contrário: trataram de fomentar o comércio com povos de outras regiões.
Do planalto iraniano, os sumérios importavam pedras preciosas e semipreciosas. No Líbano, compravam a madeira que virava material de construção, móveis ou veículos de transporte. E buscavam no Cáucaso os metais – cobre, ouro e prata – que seriam transformados numa variedade de artefatos (de armas e ferramentas a jóias e objetos de decoração). As transações comerciais precisavam ser registradas de alguma forma. E foi aí que eles deram um salto espetacular, verdadeiro marco civilizatório: elaboraram os primeiros documentos escritos.
A roda pode ter sido criada pelos sumérios
Ninguém sabe ao certo quem inventou a roda. A representação mais antiga desse revolucionário objeto data de aproximadamente 3500 a.C.: o desenho de uma carroça feito numa placa de argila. Como o artefato arqueológico foi encontrado nas ruínas da cidade de Ur (atual Iraque), é possível que a roda tenha sido inventada pelos sumérios.

10.377 – Civilizações Antigas – Uruk: a primeira cidade


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Alguns arqueólogos garantem que o título de primeira cidade do mundo deveria ser atribuído a Eridu, também na Suméria. Mas de uma coisa ninguém discorda: foi em Uruk que a civilização tornou-se urbana de fato. As duas não passavam de meros assentamentos por volta de 4000 a.C. Cerca de 500 anos mais tarde, no entanto, Uruk tomou a dianteira e se converteu num modelo de urbanização para toda a Mesopotâmia.
A cidade tinha templos, bairros residenciais, praças, estabelecimentos comerciais, exército e um sistema de administração pública. Ou seja: seu povo pode ser considerado o inventor da burocracia. Em 3300 a.C., a população chegava a 40 mil habitantes – 4 vezes mais que a das vizinhas Eridu e Larak. No auge de seu poder, lá pelo ano de 2800 a.C., já passava dos 80 mil. A infl uência regional que Uruk exercia era tamanha que acabou atravessando os tempos, dando origem ao nome do país que hoje ocupa aquela região: Iraque.
O canal artificial Nil ligava Uruk ao rio Eufrates e dividia a cidade em dois distritos: Anu (acima do canal nesta ilustração) e Eanna.
O Templo Branco, no topo de um zigurate dedicado ao deus Na, tinha 22 metros de altura e era coberto com uma argamassa que brilhava sob o sol. Simbolizava o poder político hegemônico exercido pela cidade.
No distrito de Eanna, várias construções eram enfeitadas com mosaicos coloridos e entalhes. São os primeiros sinais de preocupação estética na arquitetura urbana.
Quando este prédio foi descoberto por arqueólogos, pensava-se que fosse um templo. Hoje, acredita-se que tenha sido um edifício de uso comunitário.
Uma muralha com 9,5 km de extensão cercava toda a cidade. Teria sido construída pelo rei mitológico Gilgamesh, governante da primeira dinastia de Uruk.
A escrita surgiu por volta de 3400 a.C. para resolver um problema de natureza bem prática dos sumérios: contar mercadorias. No início, eles esculpiam placas de argila com símbolos que representavam vacas, grãos e outras “commodities” daquela época. Queriam dizer: “Isto aqui é meu, não seu”. Depois, sentiram a necessidade de se explicar um pouco melhor: “Aquela vaca pertencia a fulano, que pagara tributos ao rei”. Os desenhos, então, foram evoluindo até que começaram a representar sons, com os quais foi possível formar palavras. Como essa forma de escrita era talhada com instrumentos em forma de cunha , ela ganhou o nome de cuneiforme.
3500 a.C.
ÁSIA E OCEANIA
• Surgem as primeiras cidades muradas em território chinês.

ÁFRICA E O.MÉDIO
• O forno de queimar cerâmica é inventado na Mesopotâmia.

3425 a.C.
AMÉRICAS
• Algodão começa a ser cultivado nos Andes, para tecer redes e roupas.

3350 a.C.
EUROPA
• Desenvolvem-se os primeiros povoados nas ilhas no mar Egeu.
ÁFRICA E O.MÉDIO
• Os egípcios constroem suas primeiras cidades fortificadas: Hierakonpolis e Naqada.

3275 a.C.
EUROPA
• Na Irlanda, começa a construção de Newgrange, um dos monumentos de pedra mais antigos da Terra.

3200 a.C.
Hieroglifos egípcios
Símbolos sagrados e decifrados por poucos
Na mesma época em que os sumérios inventaram a escrita cuneiforme, os egípcios também começaram a escrever usando símbolos – os hieroglifos, que tinham caráter sagrado e só eram decifrados por um seleto grupo de escribas. Alguns desses símbolos inspiraram outras formas de escrita que surgiram mais tarde.

10.376 – História da Humanidade – Vikings, os eternos injustiçados


viking

Ao longo do século 7, povos do extremo norte da Europa (Dinamarca, Noruega e Suécia) se organizaram numa sociedade extremamente complexa e bem organizada, que acabaria dando origem aos vikings. Eles entraram para a história como guerreiros impiedosos. Mas também foram hábeis metalúrgicos, agricultores e comerciantes. Como havia poucas terras cultiváveis na Escandinávia, viram- se obrigados a conquistá-las em outros lugares. E assim os vikings chegaram a regiões tão distantes quanto o Canadá, na América do Norte, e o mar Cáspio, na Ásia Central.

A civilização maia estava atingindo o ponto máximo de seu esplendor. Suas cidades, espalhadas pelos territórios que hoje correspondem a México, Belize, Guatemala e Honduras, jamais se submeteram a um poder central. Ao contrário: de tão independentes, viviam guerreando entre si. Herdeiros da tradição olmeca e de outras culturas pré-colombianas, os maias desenvolveram um sistema próprio de escrita e foram brilhantes artistas, matemáticos, astrônomos e arquitetos.

ESCRITA
Semelhante à egípcia, a escrita maia era uma combinação de signos fonéticos e ideogramas.

ARTE
Mestres na fabricação de cerâmicas, os maias também produziam joias de ouro e prata.

MATEMÁTICA
A civilização maia foi a primeira a usar o número zero e a incorporar os conceitos matemáticos de fração e infinito.

ASTRONOMIA
Os maias descreveram trajetórias de corpos celestes com exatidão e elaboraram o mais preciso calendário solar entre todas as civilizações pré-colombianas.
ARQUITETURA
Pirâmides e outros edifícios de construção complexa foram erguidos em áreas terraplenadas.

Tecnologia naval
Ninguém fazia barcos de guerra tão bons quanto os vikings

VELA
Içada sempre que era preciso navegar mais rápido, garantia velocidade superior a 10 km/h.

ESCUDOS
Protegiam os remadores de lanças e flechas atiradas pelo inimigo durante uma batalha.

REMOS
Tinham 5,5 metros de comprimento e eram capazes de impulsionar a embarcação a 4 km/h.

MASTRO
Era destacável e retrátil, permitindo que fosse facilmente recolhido durante tempestades.

CARRANCA
Cabeças de dragão e outros monstros eram entalhadas na proa, para espantar maus espíritos.

CASCO
A parte que ficava abaixo da linha d´água era chata, permitindo navegação em águas rasas.

600
EUROPA
• Engenheiros bizantinos aprimoram máquinas de cerco desenvolvidas pelos romanos.

ÁFRICA E O.MÉDIO
• O profeta Maomé começa a pregar a crença em um único deus – Alá.

640
ÁSIA E OCEANIA
• A religião budista chega ao Tibete.
• A dinastia Tang assume o poder na China, dando início a um período de expansão territorial, desenvolvimento artístico e grandes invenções.

AMÉRICAS
• A cidade maia de Copán (atual Honduras) atinge seu apogeu.
• Astrônomos de várias civilizações pré-colombianas se reúnem em Teotihuacan, no México, para sincronizar seus calendários.

680
ÁSIA E OCEANIA
• O Império Chinês atinge sua maior extensão territorial.

EUROPA
• Búlgaros se estabelecem ao sul do rio Danúbio, fundando seu primeiro reino.

ÁFRICA E O.MÉDIO
• O Domo da Rocha, um dos templos mais sagrados do islã, é construído em Jerusalém.

710
ÁFRICA E O.MÉDIO
• Muçulmanos invadem a Espanha depois de conquistarem o norte da África.

AMÉRICAS
• No Peru, as civilizações moche e nazca entram em colapso.

Vestimenta Viking
ELMO
Era de ferro e, ao contrário do que geralmente se vê no cinema, não tinha chifres.
ESPADA
Tinha quase 1 metro de comprimento e sua lâmina de ferro extremamente cortante era afiada dos dois lados.
MACHADINHA
Usada para partir o escudo – e muitas vezes a cabeça também – dos adversários.
LANÇA
Podia ser de dois tipos: curta e pesada, para o combate corpo a corpo, ou leve e mais longa, para ser atirada a distância.
TRAMA
Metálica, ela protegia o guerreiro contra golpes de espada desferidos pelos oponentes. 6. ESCUDO_ Tinha cerca de 1 metro de diâmetro e era de madeira, com pelo menos uma cunha metálica no centro, para proteger a mão.

10.374 – Neurologia – O que é a Isquemia Cerebral?


isquemia

A isquemia cerebral é uma redução localizada do fluxo sanguíneo ao cérebro, ou partes dele, devido a obstrução arterial ou hiperfusão sistemática. A isquemia cerebral também está conectada à hipoxia cerebral, se prolongada, e infarto cerebral.
É uma condição que causa dano cerebral irreversível. A interrupção do fluxo sanguíneo ao cérebro resulta em perda da consciência depois de 10 segundos
Os sintomas da isquemia cerebral podem ser muito rápidos, demorando apenas alguns segundos a alguns minutos. Os sintomas também podem durar períodos mais longos de tempo. Se o cérebro ficar irreversivelmente danificado e ocorrer infarto, os sintomas ficarão constantes. Os sintomas da isquemia cerebral dependem de que parte do cérebro está sendo privada de sangue e oxigênio. Esses sintomas podem incluir cegueira em um olho, fraqueza em uma perna ou um braço, fraqueza em todo um lado do corpo, tontura, vertigem, visão dupla, fraqueza generalizada, dificuldade em falar e perda de coordenação.
Efeitos da isquemia cerebral
Durante a isquemia cerebral o cérebro não consegue continuar o metabolismo aeróbico devido à perda de oxigênio e substrato. O cérebro não é capaz utilizar o metabolismo anaeróbico e não tem nenhuma energia para longo prazo armazenada, então os níveis de ATP caem rapidamente. Com a falta de sua energia, as células começam a perder a capacidade de manter os gradientes eletroquímicos. Essas perdas podem ocasionar graves desenvolvimentos desfavoráveis durante a isquemia cerebral, os quais são: influxo massivo de cálcio dentro do citosol, grande liberação de glutamato das vesículas sinápticas, lipólise, ativação calpaína e seqüestro das síntese de proteínas. Ainda, a remoção de dejetos metabólicos é retardada. Similarmente à hipoxia cerebral, a isquemia cerebral grave ou prolongada pode resultar em perda da consciência, dano cerebral ou morte.
Há dois tipos de isquemia cerebral. O primeiro tipo é a isquemia cerebral focal. Basicamente, a isquemia cerebral focal é um derrame cerebral, o que significa que um coágulo sanguíneo bloqueou um vaso cerebral. O segundo tipo é a isquemia cerebral global, na qual o sangue pára de fluir ou o fluxo sanguíneo diminui drasticamente. Uma das causas da isquemia cerebral global é parada cardiorrespiratória. Se a pessoa se recuperar da parada cardiorrespiratória o fluxo de sangue ao cérebro será restaurado e ela pode então ter uma isquemia cerebral global transiente se levou tempo significativo até a restauração do fluxo sanguíneo. A pessoa fica então em reperfusão, a qual é o dano feito ao tecido quando o suprimento de sangue retorna depois de período de isquemia. Depois da isquemia global, a maior parte do tecido cerebral é recuperado. Entretanto, o tecido que não se recupera é aquele que ajuda a pessoas a pensar e lembrar. Esse tecido está na área do cérebro chamada hipocampo.
Causas da isquemia cerebral
Muitas doenças e anormalidades diferentes podem causar isquemia, seja ela no cérebro, pulmões ou coração. Algumas dessas causas são anemia falciforme, compressão dos vasos sanguíneos, taquicardia ventricular, acúmulo de placas nas artérias, coágulos sanguíneos, pressão sanguínea extremamente baixa resultando de ataque cardíaco, e defeitos cardíacos congênitos.
Outras causas possíveis de isquemia cerebral são sufocação, envenenamento por monóxido de carbono, anemia grave e drogas como cocaína e anfetaminas.

10.372 – Parado há mais de cinco anos, navio da USP deve ser doado ao Uruguai


Primeiro navio brasileiro a participar de uma operação na Antártida e uma das embarcações com mais história na oceanografia nacional, o Professor W. Besnard deve virar, em breve, propriedade do Uruguai. A reitoria da USP já está analisando a doação para o governo do país vizinho.
Sem condições físicas e de segurança para navegar após ser atingido por um incêndio no fim de 2008, a embarcação, construída em 1966, está parada há mais de cinco anos no porto de Santos.
Desde então, estuda-se o que fazer com o navio que, mesmo parado, gera custos com manutenção e com sua tripulação, que permanece recebendo salário.
Em 2009, a então reitora da USP, Suely Vilela, liberou R$ 2 milhões para o conserto da embarcação. Segundo o pedido de verba feito pelo Instituto Oceanográfico, o dinheiro serviria para reparos e aquisição de equipamentos.
O montante, porém, nunca chegou a ser usado no Besnard. Segundo a assessoria de imprensa da USP, o dinheiro serviu para reformas na embarcação mais nova da USP, o Alpha Crucis, e em equipamentos para um barco menor, o Alpha Delphini.
Apesar de ter usado a verba do Prof. Besnard, o próprio Alpha Crucis também enfrenta problemas.
Em maio,revelou que o novo navio, que recebeu um investimento de cerca de R$ 23 milhões, com verbas da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), estava parado havia mais de seis meses também no porto de Santos, com problemas para voltar a realizar atividades de pesquisa.
O orçamento oficial da USP prevê gastos de mais de R$ 800 mil com as embarcações neste ano.
Entre as opções de destino do navio estava sua conversão em museu, uma doação e até mesmo um afundamento controlado, para fazer dele um recife artificial.
No entanto, o que prevaleceu foi a vontade de alguns setores, que preferiam a doação para o Uruguai. Fontes ligadas ao Instituto Oceanográfico disseram que a transferência para o Uruguai foi discutida em reunião da congregação do instituto.
A razão da escolha do país vizinho e outros pormenores técnicos não foram explicados pela USP.
Em maio, no entanto, Mahiques já havia mencionado a predileção pela doação. “Desde 2010, têm sido feitas gestões para um fim nobre para o Besnard e estamos tentando conseguir viabilizar, juridicamente, uma doação”, disse em um e-mail.
A assessoria da USP confirma que a universidade está analisando a doação para o governo do Uruguai.
“Processos desse gênero precisam passar pela aprovação das comissões do Conselho Universitário e, posteriormente, do próprio Conselho Universitário. No momento, a doação do navio está sendo analisada na Comissão de Orçamento e Patrimônio e não há prazo para conclusão do processo”, afirmou.
Apesar da concentração aparente de muita ferrugem e de outros pequenos danos no casco, a USP nega que o navio esteja abandonado.
A Prefeitura de Santos, que já disse querer ficar com o navio para transformá-lo em museu, afirmou que ainda tem interesse na embarcação e busca recursos e parcerias para viabilizar o projeto.

10.371 – Exame de sangue pode prever o aparecimento do mal de Alzheimer


alzheimer

Uma colaboração internacional liderada por cientistas do King’s College, na Inglaterra, identificou dez proteínas no sangue que podem predizer o aparecimento do mal do Alzheimer.
A pesquisa, publicada na revista “Journal of the Alzheimer’s Association”, identificou biomarcadores que podem prever o surgimento do alzheimer com um ano de antecedência e 87% de precisão em pessoas com problemas de memória.
Os cientistas usaram amostras de sangue de 1.148 pessoas. As amostras foram testadas para 26 proteínas previamente identificadas associadas ao mal de Alzheimer.
Depois, os cientistas fizeram testes para estabelecer quais dessas proteínas poderiam predizer a progressão do comprometimento cognitivo leve para alzheimer. O resultado foi a identificação de dez proteínas do sangue capazes de prever se um indivíduo vai desenvolver alzheimer.
As proteínas identificadas, explica Smid, podem ser importantes para o desenvolvimento e teste de novas drogas contra o alzheimer. “Se eu consigo identificar alguém que sabidamente irá desenvolver o mal de Alzheimer, eu devo testar novas drogas para a doença justamente nesses indivíduos.”
Segundo os autores do trabalho, os próximos passos são validar os resultados com amostras maiores de pessoas a fim de melhorar a precisão e reduzir o risco de um diagnóstico errado.

10.370 – Óptica – O que é prisma?


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Em óptica, um prisma é um elemento óptico transparente com superfícies retas e polidas que refractam a luz. Os ângulos exatos entre as superfícies dependem da aplicação. O formato geométrico tradicional é o prisma triangular com base quadrangular e lados triangulares, e o uso coloquial de “prisma” geralmente refere-se a essa configuração. Os prismas são tipicamente feitos de vidro, mas também podem ser feitos de qualquer material transparente aos comprimentos de onda ao qual são designados.
Um prisma pode ser usado para separar a luz em suas cores do espectro (as cores do arco-íris). Também podem ser usados para refletir a luz ou ainda dividi-la em componentes com diferentes polarizações.
Ao mudar entre um meio e outro (por exemplo, do ar para o vidro), a luz muda sua velocidade. Como resultado seu caminho é refractado e parte de si é refletida. O ângulo de entrada do raio de luz e os índices de refração dos dois meios determinam o quanto da luz é refletida e o quanto o caminho e refractado. O índice de refração dos meios variam de acordo com o espectro (ou cor) da luz devido à dispersão, fazendo com que as luzes de diferentes cores sejam separadas quando refractadas na superfície do prisma.
Prismas dispersivos são usados para separar a luz em suas cores de espectro pois o índice de refração depende da frequência; a luz branca entrando no prisma é uma mistura de diferentes frequências, e cada uma e refractada levemente diferente. Por exemplo, a cor azul é desviada um pouco mais que a cor vermelha.
Prismas refletivos são usados para refletir a luz, por exemplo, em binóculos.
Prismas polarizados podem dividir o feixe de luz em componentes de variadas polaridades.

10.369 – Um Tijolo de Borracha


Nos fundos da fábrica de estojos de instrumentos musicais, montanhas de etil-vinil-acetato (EVA) recortado, sobras do revestimento dos cases. Chegaram a juntar 20 toneladas de lixo sem destino. Preocupados com o rumo desse descarte todo, os Peceniski saíram em busca de uma solução de reciclagem.

No final de 2010, veio a ideia de criar tijolos. Com os conselhos de um amigo do setor cimenteiro e o investimento em estudos conduzidos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), o casal elaborou a fórmula dos blocos, uma mistura de EVA triturado, cimento, água e areia.

As análises de segurança e outras propriedades se mostraram satisfatórias, e o melhor: por causa da borracha na composição, as peças isolam ruídos (absorvem 37 dB, contra 20 dB do tijolo baiano comum) e apresentam qualidades térmicas. A produção, no entanto, foi a parte mais complicada.
Num processo experimental e artesanal que consumiu cinco meses, montaram-se 9 mil unidades, fora um extra de 3 mil lajotas. “Utilizamos para construir nossa própria casa, há dois anos, mas paramos depois disso, pois ainda não temos condições de abrir uma indústria”, conta Paulo. A residência de 550 m² em Curitiba, assinada por Eliane Melnick, é toda feita do material. “Antes, havíamos aplicado apenas em estúdios de música para melhoria acústica.” Na morada, como complemento, portas e janelas ganharam vidro antirruído. E os moradores asseguram que o silêncio, ali, reina absoluto.

10.367 – Curiosidades – Por que a cebola faz chorar?


Porque possui compostos que, ao se misturarem, produzem ácido sulfúrico, que faz os olhos arderem e lacrimejarem.
As cebolas contêm compostos de enxofre, responsáveis pelo seu forte cheiro, e também uma grande concentração de aminoácidos, dentre os quais está a cisteína, que contém enxofre. Quando a cebola é cortada acontecem ruptura em suas paredes celulares, o que provoca o contato entre os aminoácidos e as enzimas presentes em outras células, dando início a uma diversidade de reações químicas que conduzem à formação de compostos de enxofre voláteis, como o disulfureto de alilopropila.
Estas substâncias são muito voláteis e chegam rapidamente aos olhos de quem está cortando a cebola. Quando elas entram em contato com a água, presente nas lágrimas, ocorre mais uma reação química, que transforma a substância em ácido sulfúrico, um ácido extremamente forte.
Outro fenômeno também ocorre neste caso. A ação enzimática que ocorre sobre os aminoácidos da cebola cortada provoca a formação do óxido de tiopropionaldeído, que é um agente lacrimejante. Para evitar a ardência há vários truques como lavar a cebola, usar um palito de fósforo na boca ou picar a cebola embaixo d’água. O princípio de todas é o mesmo, evitar que o gás chegue aos olhos. No entanto, é importante destacar que o fósforo não ajuda em nada, pois também contém enxofre. Mas há algumas dicas que podem ajudar, como cortar a cebola com um ventilador ligado, pois o vento afasta as substâncias voláteis produzidas pela cebola dos olhos; Molhar as mãos antes de cortar a cebola, pois isso faz com que as substâncias encontrem água antes de chegar aos olhos; Mergulhar a cebola em água quente por pelo menos cinco minutos, isso desnatura suas enzimas; ou ainda cortar a cebola em água corrente.

10.365 – O que é um Alfarrábio?


Segundo a definição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o verbete alfarrábio significa livro antigo ou velho, de pouca ou nenhuma importância, há muito editado, que tem valor por ser antigo. No sentido histórico, a palavra surgiu por causa de Al-Farabi, que foi um dos primeiros filósofos mulçumanos durante e Idade Média. Além filósofo, ele era um grande estudioso, interessado por química, filosofia da religião, ciência política, ética, física e ciência naturais. Portanto, alfarrábio vem de uma pequena alteração de seu nome “Al-Farabi”.
Desde o surgimento das primeiras formas de livros, que eram os papiros e pergaminhos, a informação era carregada de local em local, vendida e trocada. Esse foi o processo pioneiro do que poderíamos chamar de “comércio de livros”. Porém, estas transações intesificaram-se após a invenção de processos de impressão do final da Idade Média e foram potencializadas com o surgimento da máquina impressora (prensa), criada pelo chinês Pi Sheng e aprimorada por Johannes Gutenberg.
Os principais eventos em que as obras eram comercializadas foram os Mess Kataloge (feiras-de-livro) de Frankfurt e de Leipzig. Com o constante crescimento da produção e comercialização dos livros, as livrarias de usados se tornaram uma necessidade na Europa. Por lá, a busca por obras raras ou antigas, geralmente feitas por estudiosos e colecionadores, incentivou a formação de uma cadeia de interesse na compra e venda de livros usados.
Apesar da forte influência da Alemanha na expansão da comercialização de obras usadas, a palavra alfarrábio é uma exclusividade dos portugueses. De acordo com o Prof. Artur Anselmo, “na falta de uma rede organizada de alfarrabistas em Lisboa, era para a Feira da Ladra que, nos meados do século XIX, afluía o papel velho dos livros impressos e manuscritos que sobravam da refrega entre o Liberalismo e os frades. João Pereira da Silva, que nunca fora frade, acabaria por ser conhecido como tal. Viera para Lisboa ais caídos e arranjara um quarto nas imediações da feira. Começou então a adquirir livros e papéis nesse terreiro privilegiado para os pechincheiros. assim constituiu o fundo de alfarrábios com que montou uma loja na Rua dos Retrozeiros nº96, inaugurada em Maio de 1867”.
No Brasil, onde os alfarrábios são conhecidos como sebos, a comercialização de livros usados tem início na segunda metade do século XIX, período em que as máquinas de impressão aportaram no país. Naquela época, já existiam 50 livrarias no estado do Rio de Janeiro e 10 livrarias em Salvador. “ Há de se fazer leilão em casa de Jorge João Dodsworth, numero 14, rua da Alfândega, no dia 7 do corrente mês, às duas horas da tarde, de uma grande coleção de livros em diferentes línguas, de pianofortes, e de trastes de casa”, lia-se em um anúncio publicado no Rio de Janeiro.
Além de significar livraria de obras usadas, Alfarrábios também é um dos romances de José de Alencar, publicado no ano de 1873. Esta obra, escrita por um dos mais importantes autores do Brasil é uma trilogia dividida em “O Garatuja”, “O Ermitão da Glória” e “Alma de Lázaro”.

10.363 – Geologia – As rochas deslizantes de Racetrack Playa


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O fenômeno das rochas deslizantes do lago seco de Racetrack Playa, no Vale da Morte, é um dos enigmas naturais mais intrigantes da geologia moderna. Esse fenômeno consiste nos movimentos de rochas, algumas delas imensas, ao longo de um rastro, sem nenhuma intervenção humana ou animal. Elas têm sido registradas e estudadas em diversos lugares pelo Racetrack Playa, onde o número e o tamanho dos rastros são notáveis. Até hoje não se tem certeza da força por trás do movimento das rochas.
As rochas só se movem a cada dois ou três anos, e a maioria dos rastros de desenvolvem por três ou quatro anos. As pedras ainda são capazes de se virarem, expondo outro lado para o chão, e deixando rastros diferentes. Esses rastros podem se diferenciar tanto em direção quanto em distância. Rochas que podem partir juntas de um certo ponto, podem seguir por uma linha paralela por um tempo, e logo uma delas pode mudar de direção abruptamente para a esquerda, direita ou até para trás, na direção de onde veio. O tamanho das trilhas também varia bastante, duas rochas de tamanhos e formas similares podem viajar uniformemente, e uma delas pode simplesmente parar, enquanto a outra continua.
Geologistas mapearam toda a área do Racetrack Playa em 1948, e registraram os rastros das pedras. Naquele tempo, a maioria dos estudiosos concordou que a hipótese mais plausível seria que esse fenômeno fosse causado por ventos fortes quando o solo do rio estivesse minimamente úmido, e que, se essa não fosse a causa principal, com certeza seria fortemente responsável. Porém, algumas rochas pesam tanto quando um ser humano, fato que fez com que alguns geólogos, como George Stanley, acreditassem que tais rochas seriam excessivamente pesadas para serem empurradas pelo vento. Estudiosos que seguem Stanley, acreditam que camadas de gelo ao redor das pedras podem tanto ajudar a pedra a “pegar” mais vento, ou podem ajudar as pedras a deslizar sobre camadas de gelo no solo.
Em maio de 1972, Bob Sharp e Dwight Carey criaram um complexo programa de monitoramento das pedras do Racetrack Playa. Eles registraram e rotularam cerca de trinta pedras, e usaram estacas para marcar suas posições. A cada pedra foi dado um nome, e as posições das pedras foram registradas por um período de sete anos. Eles fizeram muitos testes para tentar provar a teoria das camadas de gelo, mas ela não se comprovou, as pedras se moviam da mesma forma, independente da presença ou não de gelo. Eles usaram cercados e estacas, que deveriam impedir a ação do vento e detectar alterações causadas pelo congelamento. Isso indicou que, se o gelo faz parte dessa equação, a sua importância deve ser muito pequena, quase desprezível. Outros pares de pedras foram selecionados, e em muitos deles, apenas uma delas se moveu.
Posteriormente, em 1995, alguns pesquisadores detectaram a ocorrência de ventos incomumente fortes na região do rio, que podiam ser comprimidos e intensificados por causa da configuração topográfica da região, podendo esses ventos chegarem a 90km/h, com rajadas de até 140km/h. Acredita-se, que essas rajadas são suficientemente fortes para ser a força de impulso que dá início ao movimento das pedras, enquanto os ventos constantes e mais fracos podem ser responsáveis para manter o movimento das pedras, já que apenas metade da força inicial seria necessária para manter a pedra em movimento.
Um estudo publicado em 2011, postulou, novamente, que pequenas formas de gelo deveriam ser formadas ao redor das pedras, quando o nível do rio aumentava, e esse gelo seria responsável por diminuir a força de atrito nas pedras. Mas essa teoria não pode ser totalmente aceita, pois os movimentos das pedras já foram registrados em temperaturas muito superiores ao do congelamento da água, impossibilitando a formação de gelo.