11.126 – Astrobiologia


astrobiologia2

Também conhecida como exobiologia e xenobiologia, é um ramo da Ciência atualmente considerado com muita seriedade. Ela investiga a existência nos planos extraterrestres, como a vida se processa fora da Terra e como ela exerce influência sobre o funcionamento do Universo.
Os profissionais deste campo buscam indícios de qualquer espécie de vida em outros astros e até mesmo em nuvens interestelares, procurando também entender como contextos externos ao Planeta Terra influenciam o desenvolvimento de seres vivos. Esta complexa área de pesquisas une-se a disciplinas como a Astronomia, a Geologia, a Física, a Química e a Biologia para melhor compreender seu objeto de estudo, constituindo-se assim em uma ciência interdisciplinar.
Esta expressão surgiu no começo dos anos 60, elaborada por Joshua Lederberg, médico norte-americano, especialista em biologia molecular. Ele trabalhou para a Nasa em projetos experimentais que envolviam a procura de vida no planeta Marte. A Astrobiologia é uma área de estudos bem recente e deriva da Biologia. Ela se dedica a compreender como a vida é preservada e em que condições ela pode existir no âmbito externo da Terra.
Os especialistas tentam entender melhor o contexto da vida no nosso Planeta, como ela nasceu e se aprimorou na esfera terrena, que princípios a regem, o que possibilita a Terra ser uma dimensão capaz de abrigar uma variada e rica gama de espécies vivas. Assim estes estudiosos vão poder usar estes dados para orientar sua procura de organismos vivos em outras esferas.
A Astrobiologia se preocupa em descobrir, assim, como a existência se tornou possível na Terra; se já houve ou há seres vivos em outras esferas do Sistema Solar; se a vida é algo comum no Universo ou uma exceção; se há uma conexão entre o surgimento do Universo e o aparecimento da vida; se a existência é um resultado compulsório da evolução universal ou uma casualidade que só ocorreu em nosso Planeta – se há aqui a interferência dos planos divinos, então não cabe a esta ciência adotar como alvo de investigação a vida no Universo, pois o Homem não tem como acessar os complexos propósitos de Deus -; se os organismos vivos são regidos por leis gerais; entre outras indagações.
Há atualmente na NASA um vasto projeto de estudos e pesquisas neste campo. Em várias universidades do Planeta há estudiosos atentos a este tema, e já é possível encontrar vários cursos de graduação nesta área. A Astrobiologia tende a crescer nos próximos anos; há previsões inclusive de que ela venha a se converter no ramo mais ativo, estimulante e fascinante da Astronomia.
Recentemente os astrônomos encontraram no Universo a presença de mais de oitenta planetas, exteriores ao Sistema Solar, o que reforça a certeza de que no Cosmos pode haver inúmeros astros e aumenta a possibilidade de se encontrar planetas como o nosso, igualmente habitados. Ou seja, torna-se mais viável a existência de ambientes que preencham os requisitos necessários para o florescimento da vida.

11.125-Anatomia-Sistema Genital Feminino


sistemareprodutor

O sistema reprodutor e genital engloba os órgãos que produzem, transportam e armazenam as células germinativas, que são as responsáveis por dar origem aos gametas.
E são os gametas que, ao se unirem, formam um novo indivíduo, que será abrigado em um órgão durante seu desenvolvimento. Esse órgão, chamado útero, faz com que o sistema reprodutor feminino seja considerado mais complexo que o masculino em razão da função de abrigar e propiciar o desenvolvimento de um novo indivíduo.
Ovários, tubas uterinas, útero, vagina, hímen, grandes lábios, pequenos lábios e clitóris são as estruturas encontradas no sistema de reprodução feminino. Além disso, as mamas também são de grande importância na manutenção da vida. Os órgãos externos desse sistema permitem a entrada do esperma no organismo, além de protegerem os órgãos genitais internos contra micro-organismos infecciosos.
Os grandes lábios e os pequenos lábios são dobras de pele e mucosa que protegem a abertura vaginal. Os pequenos lábios, durante o processo de excitação, ficam intumescidos e aumentam sensivelmente seu tamanho durante a penetração nas relações sexuais. Os grandes lábios ficam entre o monte púbico (ou monte de Vênus) e se estendem até o períneo, espaço entre ânus e vulva, e são cobertos por pelos pubianos após a puberdade.
A vagina é um canal com cerca de 7,5 a 10 centímetros que se estende do útero, órgão interno, à vulva, estrutura genital externa. Suas paredes normalmente se tocam e no exame clínico o médico utiliza um aparelho para afastá-las. Esse canal é responsável por receber o pênis durante a relação sexual e serve de canal de saída tanto para o fluxo menstrual quanto para o bebê no momento de parto normal. É um órgão musculoso cujo orifício é denominado introito. Próximos ao introito existem pequenas glândulas chamadas glândulas de Bartholin, que secretam muco para lubrificar a vagina sob a ação de estímulos sexuais.
O hímen é uma membrana de tecido conjuntivo forrada por mucosa tanto interna como externamente. Ele pode variar de tamanho e forma. No primeiro ato sexual sofre ruptura, permanecendo apenas pequenos fragmentos no local, chamados carúnculas himenais.
O clitóris é uma pequena saliência, bastante sensível ao tato, situada na junção anterior aos pequenos lábios. Tem função muito importante na excitação sexual feminina e pode ser considerado similar ao pênis no homem.
O útero é o órgão responsável por alojar o embrião e mantê-lo durante todo o seu desenvolvimento até o nascimento. Tem a forma de uma pera invertida, mas pode variar de forma, tamanho, posição e estrutura. É formado por tecido muscular que se estende amplamente durante a gravidez e apresenta camadas, sendo o endométrio aquele que sofre modificações com o ciclo menstrual, preparando-se mensalmente para receber o ovo já fecundado e, caso isso não ocorra, apresenta descamação e é eliminado pela menstruação.
Os ovários são duas glândulas situadas uma em cada lado do útero, abaixo das trompas. São responsáveis por produzir gametas ou óvulos e também por produzir hormônios sexuais femininos, estrógeno e progesterona. Esses hormônios vão controlar o ciclo menstrual, provocar o crescimento do endométrio e estimular o desenvolvimento dos vasos sanguíneos e glândulas do endométrio, tornando-o espesso, vascularizado e cheio de secreções nutritivas.
As tubas uterinas são aquelas que transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário para a cavidade do útero. São dois canais finos que saem de cada lado do fundo do útero e terminam com as extremidades próximas aos ovários. Nas tubas, os espermatozoides unem-se aos óvulos quando há fecundação para então se fixar no útero. Pode ocorrer também do óvulo já fecundado fixar-se na tuba uterina e iniciar o desenvolvimento do embrião, o que se denomina gravidez tubária.

11.124 – Sistema Reprodutor Masculino


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O sistema reprodutor masculino, também chamado de sistema genital masculino, é composto pelos testículos, bolsa escrotal, pênis, um sistema de ductos ou canais e glândulas anexas.
No sistema reprodutor masculino, encontramos um par de testículos. Eles são as gônadas masculinas e se localizam no interior da bolsa escrotal. Ambos os testículos são constituídos por milhares de túbulos seminíferos e no interior desses túbulos ocorre a produção dos espermatozoides num processo chamado de espermatogênese. Também é nos testículos que encontramos as células intersticiais ou células de Leydig, cuja função é produzir o hormônio testosterona.
Após a formação dos espermatozoides nos túbulos seminíferos, eles são encaminhados através de ductos eferentes ao epidídimo, onde ganharão mobilidade e ficarão armazenados até serem eliminados na ejaculação. Quando o homem é estimulado sexualmente, os espermatozoides saem do epidídimo, através dos ductos deferentes, e são encaminhados até as glândulas seminais, e, em seguida, para a próstata. Tanto as glândulas seminais quanto a próstata são glândulas anexas que produzem substâncias que nutrem os espermatozoides. Depois de passar por essas glândulas anexas, o esperma ou sêmen é encaminhado à uretra, de onde será expulso.
Quando estimulado sexualmente, o homem libera um líquido que lubrifica a extremidade do pênis, além de atuar na limpeza da uretra. Esse líquido é produzido pelas glândulas bulbouretrais, que se localizam abaixo da próstata.
O pênis é o órgão copulador do sistema reprodutor masculino. Ele é composto por tecidos esponjosos que se enchem de sangue, deixando-o rígido e com maior volume.

11.123 – A Anatomia


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É o campo da Biologia responsável por estudar a forma e a estrutura do organismo humano, bem como as suas partes. O nome anatomia origina-se do grego ana, que significa parte, e tomnei, que significa cortar, ou seja, é a parte da Biologia que se preocupa com o isolamento de estruturas e seu estudo.
A anatomia utiliza principalmente a técnica conhecida como dissecação, que se baseia na realização de cortes que permitem uma melhor visualização das estruturas do organismo. Essa prática é muito realizada atualmente nos cursos da área da saúde, tais como medicina, odontologia e fisioterapia.
Acredita-se que as primeiras dissecações em seres humanos tenham acontecido no século II a.C. por intermédio de Herófilo e Erasístrato em Alexandria. Posteriormente, a área ficou praticamente estagnada, principalmente em decorrência da pressão da Igreja, que não aceitava esse tipo de pesquisa.
Os estudos na área retornaram com maior força durante o período do Renascimento, destacando-se as obras de Leonardo da Vinci e Andreas Vesalius. Leonardo da Vinci destacou-se na anatomia por seus espetaculares desenhos a respeito do corpo humano, os quais preparou por cerca de 15 anos. Para a realização de desenhos, esse importante artista fez vários estudos, participando inclusive de dissecações.
O primeiro livro de atlas de anatomia, o “De Humani Corporis Fabrica”, foi produzido em 1543 por Vesalius, atualmente considerado o pai da anatomia moderna. Seu livro quebrou falsos conceitos e contribuiu para um aprofundamento maior na área, marcando assim a fase de estudos modernos sobre a anatomia.
Essa área foi e é, sem dúvidas, extremamente importante para a compreensão do funcionamento do corpo humano. Atualmente, podemos dividi-la em várias partes, mas duas merecem destaque:

→ Anatomia Sistêmica: Essa parte da anatomia estuda os sistemas do corpo humano, tais como o sistema digestório e o circulatório. Ela não se preocupa com o todo, realizando uma descrição mais aprofundada das partes que compõem um sistema.

→ Anatomia Regional ou Topográfica: Essa parte da anatomia estuda o corpo humano por regiões, e não por sistemas. Esse estudo facilita na orientação correta ao analisar um corpo.

Normalmente, ao estudar anatomia humana no Ensino Fundamental e Médio, o foco maior é dado à anatomia sistêmica. Os sistemas estudados normalmente são o tegumentar, esquelético, muscular, nervoso, cardiovascular, respiratório, digestório, urinário, endócrino e reprodutor. Veja a seguir as principais características desses sistemas:

→ Sistema tegumentar: É formado pela pele, que é responsável por isolar nosso corpo, protegê-lo contra a entrada de patógenos e regular a temperatura.

→ Sistema esquelético: Formado por ossos e cartilagens, esse sistema fornece sustentação e garante movimento ao nosso corpo.

→ Sistema muscular: Formado pelos músculos estriados cardíacos, estriados esqueléticos e não estriados, esse sistema atua, por exemplo, na locomoção, nos movimentos do coração e no transporte de alimento por meio do tubo digestório.

→ Sistema nervoso: Formado por encéfalo, medula espinhal e nervos, esse sistema ajuda na percepção de mudanças no meio externo e interno do nosso corpo.

→ Sistema cardiovascular: Formado pelo coração e vasos sanguíneos, esse sistema atua na distribuição de substâncias para todas as células do corpo.

→ Sistema respiratório: Formado pelo nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões, esse sistema atua garantindo a entrada do oxigênio no nosso corpo e a eliminação de gás carbônico.

→ Sistema digestório: Formado pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e glândulas acessórias, a principal função do sistema digestório é retirar e absorver os nutrientes dos alimentos que ingerimos.

→ Sistema urinário: Formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra, esse sistema é responsável por eliminar substâncias tóxicas ao corpo.

→ Sistema endócrino: É formado por todas as glândulas endócrinas do corpo e está envolvido com a produção de hormônios, que regulam as mais variadas funções do nosso organismo.

→ Sistema reprodutor: Na mulher é formado por ovários, tuba uterina, útero, vagina e vulva, enquanto no homem é formado por testículo, epidídimo, ductos deferentes, uretra, pênis e algumas glândulas. A função desse sistema é garantir a reprodução da espécie.

11.122 – A Agricultura Biodinâmica


Trata-se de um modelo agrícola de produção, que nasceu em 1924, através de um ciclo de oito palestras proferidas por Rudolf Steiner, criador da Antroposofia.
Assim como na Agricultura Orgânica, a Agricultura Biodinâmica não utiliza adubos químicos, venenos, herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios.
A diferença, é que, além disto, ela busca a individualidade agrícola, procurando a integração e harmonia entre as várias atividades de uma propriedade como horta, pomar, campo de cereais, criação animal e florestas nativas.
Trabalha também com o conhecimento do ciclo cósmico, pois para os agricultores biodinâmicos, o reino vegetal não se emancipou das forças cósmicas, sendo um reflexo do que se passa no Cosmo.
Para intensificar as relações e forças terrestres e cósmicas que agem nas plantas, a Biodinâmica usa preparados homeopáticos feitos de minerais, esterco bovino e plantas medicinais, promovendo assim, a vitalidade nos alimentos.
Os agricultores usam o Calendário Astronômico Agrícola como uma importante ferramenta de orientação para os melhores momentos de se trabalhar a terra: plantio, tratos culturais, colheita, etc.
Segundo Steiner, criador da agricultura biodinâmica, “a única coisa que torna viável a vida física na Terra, é sem dúvida, a agricultura”. E que, “é a agricultura, a atividade que mais foi afetada pela vida espiritual moderna”. Com isto, as pessoas passaram a se alimentar de forma incorreta. Os alimentos já não continham mais o que “realmente” os animais e seres humanos necessitavam para seu desenvolvimento pleno.

Pfeiffer diz que quando foi perguntado a Steiner:

“Como pode ocorrer que o impulso espiritual, especialmente a força da vontade para transformar os conhecimentos em ações, produza tão poucos frutos na prática?”

Steiner teria respondido:
“Isto é um problema de nutrição. A nutrição tal como se apresenta hoje não mais supre a energia necessária para manifestar o espírito na vida física. Não proporciona a construção da ponte ou conexão essencial entre o pensar, o querer e a ação. As plantas alimentícias não mais contêm as forças que as pessoas necessitam para isso”.

11.120 – ☻Mega Bloco – Biologia, a Ciência da Vida


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Uma ciência que, em rápida expansão atinge proporções que começa a se subdividir em em numerosas ciências derivadas.
Da Zoologia e da Botânica sistemática, todos podemos colher uma visão geral das diferentes espécies de seres vivos e das múltiolas relaçlões entre eles. Da Anatomia e da Fisiologia, uma compreensão clara do nosso próprio corpo. Do estudo da Embriologia e da Reprodução temos a percepção do lugar que ocupamos na escala da vida. a Genética, cada vez mais explorada, emergiu de discussões e controvérsias, mas que apresenta princípios exatos na hereditariedade.
A Ecologia ocupa-se das diversas espécies vivas como partes interdependentes numa única cadeia. A Medicina que era o estudo das doenças, vem se tornando o estudo da Saúde. a Psicologia aborda os mais fascinantes problemas e tem o trabalho de explicar como se desenvolveu a mente, desde as suas nebulosas origens até o aspecto que reveste a espécie humana.

Você vai mergulhar em mais um ☻Mega Bloco.

Agricultura biodinâmica
Anatomia
Astrobiologia
Bioquímica
Bioinformática
Biologia
Biologia da conservação
Biomaterial
Biomecânica
Biofísica
Biopolímeros
Biotecnologia
Botânica
Biologia celular
Biologia do desenvolvimento
Biologia evolutiva
Biologia estrutural
Biologia molecular
Biologia marinha
Biologia sistémica
Bromatologia
Ciências do ambiente
Ciências da saúde
Controlo biológico
Dinâmica populacional
Ecologia
Etologia
Farmacogenética
Farmacologia
Fisiologia
Genética
Genómica
Imunogenética
Imunologia
Imunoterapia
Imagiologia médica
Microbiologia
Neurociência
Neurociência cognitiva
Neurociência computacional
Neuroetologia
Nutrição
Oncologia
Optometria
Parasitologia
Patologia
Proteómica
Zoologia

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11.119 – Sinais do Espaço – Blitzar, uma poderosa e desconhecida explosão eletromagnética, é captada a 5,5 milhões de anos-luz da Terra


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Foi detectado um sinal estranho e poderosíssimo, vindo do espaço exterior profundo, a uma distância de 5.500 milhões de anos luz. Supõe-se tratar de uma explosão massiva de ondas de rádio, um fenômeno cósmico conhecido como blitzar.
Os chamados blitzar são uma explosão de radiação eletromagnética, que dura somente um milésimo de segundo, embora produzam uma energia equivalente à gerada pelo Sol durante milhões de anos. Segundo Emily Petroff, da Universidade Swinburne, na Austrália, e membro da equipe que monitorou o fenômeno através de radiotelescópios, a origem do clarão está localizada nas proximidades da constelação de Aquário. E essa informação permite aos especialistas descartar outras causas, como surtos de raios gama e supernovas.
Os dados obtidos no observatório tornaram possível a descoberta de novas propriedades sobre os blitzar. A onda de radiação eletromagnética é polarizada de forma circular, e não linear, como se acreditava anteriormente, o que prova que ela vibra em duas superfícies planas. A partir das fontes de energia dessas ondas, os astrônomos podem calcular a densidade do meio interestelar, o que lhes permitiria decifrar um dos maiores enigmas sobre a evolução do universo.

11.118 – Boa, sim. Milagrosa, não! – Fruta goji berry tem ação antioxidante, mas não ajuda a emagrecer


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Uma fruta do sul da Ásia invadiu os supermercados e sites na internet com a promessa de ajudar a emagrecer, combater doenças e até melhorar a potência sexual. Trata-se da goji berry, usada na medicina tradicional chinesa e cultivada há mais de 600 anos.
A frutinha é mais facilmente encontrada no Brasil na forma desidratada, mas seu extrato também é vendido em farmácias. Na China, as folhas da fruta são utilizadas em chás para aumentar a imunidade.
Entre seus benefícios estaria seu alto poder antioxidante, com ação potente no combate de doenças como câncer, aterosclerose e diabetes. Uma das origens dessas enfermidades está nos danos ao DNA causados por produtos do oxigênio que ficam “soltos” no interior das células. Ao combater esses compostos, a fruta teria um efeito protetor sobre essas doenças.
De fato, a goji berry tem potente ação antioxidante e alta concentração de vitamina C, que chega a ser 50 vezes maior que a da laranja. Mas somente algumas pesquisas mediram seu efeito direto sobre as enfermidades.
Um estudo publicado no “Journal of Nutrition” em dezembro do ano passado e feito na Universidade de Tuffs, nos EUA, mostrou que a goji berry foi capaz de aumentar o potencial da vacina antigripal em ratos. A fruta, diz o estudo, aumenta a atividade das células dentríticas, que são capazes de levar o vírus até as células de defesa.
Outro estudo, publicado no “American Journal of Clinical Nutrition” em 2008 com 72 pacientes com risco para doenças cardiovasculares, mostrou o efeito protetor da fruta. Os voluntários consumiram porções moderadas da goji berry por oito semanas e tiveram melhora da função plaquetária.
As plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue e a inibição de sua função nesses pacientes contribui para a regulação da pressão sanguínea e a diminuição do mau colesterol pelo aumento do bom colesterol. Esse aumento foi verificado em 5,6% dos pacientes que consumiram a goji berry, contra 0,6% do grupo que não ingeriu a fruta.
A fruta, entretanto, não ajuda a emagrecer, ao contrário do que muitos sites indicam. “Ela é, na verdade, bastante calórica”, diz Lucyanna Kalluff, nutricionista e farmacêutica bioquímica. Cada 100 g da fruta desidratada têm 256 kcal. “A fruta confere saciedade, mas não é uma estratégia eficiente porque a pessoa teria que comer muito para obter esse efeito”, diz.
Quanto à potência sexual, especialistas desconhecem o possível benefício da fruta.
Segundo especialistas, a goji berry pode ser usada na dieta, mas integrada de maneira moderada e frequente. “Os benefícios não aparecem de um dia para o outro”, diz Celso Cukier, nutrólogo e diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição.
O alto consumo da fruta pode até ter um efeito contrário: o excesso pode ocupar o lugar de outros alimentos igualmente benéficos.
Como a goji berry, outros alimentos já tiveram seus benefícios exaltados: o tomate (o licopeno, substância que dá a sua cor vermelha, é conhecido por proteger contra o câncer), a quinoa (pelo combate a TPM) e o mirtilo (por melhorar a memória).
Eles integram a categoria chamada de “superalimentos”, que se diferenciam por possuírem compostos favoráveis à saúde em maior quantidade que os demais.
Mas, apesar de conterem substâncias comprovadamente benéficas, nem todos os alimentos foram objeto de estudos que comprovassem seus efeitos sobre doenças.
Instituições de peso alertam para a aura milagrosa muitas vezes concedida a esses superalimentos.

11.117 – Geologia – Descrita nova camada do núcleo da Terra


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Numa pesquisa publicada na revista Nature, assinada por cientistas chineses e americanos, indicou que o núcleo interno da Terra, uma região sólida, é na verdade composto por duas partes.
Tradicionalmente, considera-se que o planeta é dividido em: crosta, a camada mais externa do planeta; manto, a porção intermediária de magma; e núcleo, formado por uma parte externa de ferro e níquel líquidos e uma parte interna em estado sólido. O novo estudo sugere que este núcleo sólido não é homogêneo: com tamanho parecido ao da Lua, ele possui duas regiões distintas.
Incapazes de perfurar o coração da Terra, os cientistas tentam desvendá-lo estudando vibrações emitidas por terremotos. Dados de ondas sísmicas revelaram que os cristais de ferro da parte mais interna do núcleo estão alinhados de leste a oeste. Já os que estão na parte externa se alinham na vertical, de norte a sul. Além disso, o tamanho dos cristais varia, indicando que se formaram sob condições distintas.
Xiaodong Song, professor da Universidade de Illinois que liderou o estudo, diz que a descoberta pode ser a chave para a compreensão da evolução da Terra. Os novos dados sugerem que o planeta sofreu mudanças dramáticas que levaram à diferenciação do planeta em diversas camadas.

11.116 – Mais um Golpe no HIV – Molécula artificial tem resultados promissores contra a aids


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Um novo medicamento contra a aids se mostrou eficaz em testes com macacos. Trata-se de uma molécula artificial programada para se ligar ao vírus, impedindo que ele infecte as células do organismo. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira na revista científica Nature.
Tal substância artificial fez com que quatro macacos não contraíssem o HIV, mesmo sendo expostos ao vírus. O imunologista Michael Farzan, do Scripps Research Institute, um centro de pesquisa americano sem fins lucrativos, e mais 33 pesquisadores desenvolveram a molécula a partir do conhecimento já existente de como o HIV infecta as células.
O vírus se liga simultaneamente a dois receptores na superfície dos leucócitos (também conhecidos como glóbulos brancos), o CD4 e o CCR5. A molécula criada pelos cientistas, denominada eCD4-Ig, contém partes desses dois receptores em um anticorpo. Assim, o HIV se liga a essas moléculas artificiais, em vez de atacar as células do organismo, e é neutralizado.
No teste, a equipe infectou quatro macacos com um vírus inofensivo que continha um gene produtor da molécula eCD4-Ig. Com isso, as células dos animais foram forçadas a produzir a nova substância. Testados por 34 semanas com doses cada vez mais elevadas do vírus da aids, nenhum dos macacos foi infectado.
Farzan afirma que, como medida de segurança, muitos macacos precisam ser submetidos à técnica antes que ela seja reproduzida em humanos.

11.115 – Piauí abrigou a ocupação humana mais antiga das Américas


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Uma equipe internacional de arqueólogos encontrou novas evidências de que o sertão do Piauí abrigou alguns dos primeiros seres humanos das Américas, que teriam vivido por lá há mais de 20 mil anos.

A hipótese é polêmica e contestada pela maior parte da comunidade científica. Mas os autores do novo estudo realizaram uma análise de detalhes microscópicos da superfície dos artefatos achados no Parque Nacional Serra da Capivara, mostrando que eles só poderiam ter sido usados por pessoas para tarefas como cortar carne ou desbastar madeira, por exemplo.

Esse dado pode ser crucial porque, para muitos dos céticos que questionam a antiguidade dos sítios arqueológicos piauienses, os artefatos encontrados por lá não passariam de pedras alteradas por forças naturais, e não instrumentos feitos por mãos humanas.

O estudo, publicado em edição recente da revista especializada “Antiquity”, é assinado pela arqueóloga brasileira Niède Guidon, da Fumdham (Fundação Museu do Homem Americano), pelo francês Eric Boëda, da Universidade Paris 10, e por outros colegas do Brasil, da França, da Espanha e do Chile.

Conhecido como Vale da Pedra Furada, o sítio estudado pela equipe apresenta uma longa sequência de ocupações esparsas, com carvões de fogueira e instrumentos de pedra rudimentares, feitos de quartzo.
Os pesquisadores usaram dois métodos independentes para datar o carvão e os próprios artefatos. As duas metodologias levaram a datas bastante parecidas nas várias camadas do sítio, com as mais antigas sendo ligeiramente mais antigas que 20 mil anos antes do presente.

Guidon diz não estranhar que as datas muito antigas da serra da Capivara pareçam isoladas, com quase todos os outros sítios do Brasil com idades a partir de cerca de 10 mil anos atrás.
A “Antiquity” convocou arqueólogos do mundo todo para dar sua opinião sobre as novas descobertas no Piauí, já que o artigo de Guidon e seus colegas foi publicado na seção “Debate” da revista, destinada a temas polêmicos.

A publicação dos brasileiros recebeu elogios cautelosos do antropólogo americano Tom Dillehay, da Universidade Vanderbilt, um dos responsáveis pela descoberta do sítio arqueológico de Monte Verde, no Chile –hoje considerado o mais antigo das Américas, com 14,5 mil anos.

Dillehay conta que inicialmente não se convenceu com os artefatos achados na serra da Capivara. “Agora, depois de visitar outros locais na América do Sul, minhas expectativas mudaram. Estou mais aberto à possibilidade de que a região foi usada como acampamento por pequenos grupos móveis de seres humanos”, afirma ele. O antropólogo, porém, diz que seria importante ter mais informações sobre a associação exata entre instrumentos de pedra e carvão de fogueiras, por exemplo.

Kjel Knutsson, da Universidade de Uppsala, na Suécia, foi mais incisivo: se a datação das camadas mais profundas do Vale da Pedra Furada estiver correta, “fica demonstrado que a América do Sul já tinha sido povoada por hábeis fabricantes de ferramentas há mais de 20 mil anos”.

Segundo Guidon, no entanto, a continuidade das pesquisas na região está ameaçada pela “péssima” situação financeira da Fumdham, que cuida do parque nacional. O órgão enfrenta dificuldades para conseguir doações desde 2010. “Já avisamos os funcionários que, se a situação não melhorar, a partir de março teremos de fechar o parque”.

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11.112 – Pesquisa desvenda mistérios do gigante peixe-lua


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As profundezas do oceano ainda guardam muitos segredos para curiosos e pesquisadores. Um destes misteriosos desconhecidos é o enorme peixe-lua (também conhecido como Mola Mola ou Sunfish). Seu tamanho impressiona: é o maior peixe ósseo do mundo, variando de um a quatro metros de largura, e pesando até uma tonelada.
Estes peixes gastam quase metade do seu dia deitados e imóveis na superfície do oceano, aparentemente com a intenção de pegar alguns raios de sol. Mas até agora os pesquisadores não entendiam os motivos deste comportamento do peixe-lua.
Uma nova pesquisa indica que eles caçam os chamados hidrozoários marinhos, que são animais predadores, que possuem parentesco com as águas-vivas. O peixe-lua se alimenta dos siphonophores, um tipo de hidrozoário encontrado em profundidades entre 50 e 200m. Depois de sua caçada, eles nadam até a superfície para aquecer o seu corpo no sol.
Esta é a primeira evidência de que o peixe-lua se alimenta dessas criaturas em águas profundas. Anteriormente, acreditava-se que esse peixe comia apenas águas-vivas. Uma equipe liderada por Itsumi Nakamura, da Universidade de Tóquio, Japão, analisou vários peixes na costa do país, aos quais foram instalados termômetros para medir as mudanças na sua temperatura corporal. Câmeras com luzes também foram acopladas aos animais para saber exatamente o que eles caçam.
A pesquisa, publicada na revista Animal Ecology, aponta que o peixe-lua vai e volta, entre a superfície e águas profundas, durante o dia. Seus ciclos de mergulho profundo e aquecimento na superfície ajudam a maximizar o seu tempo de absorção de energia após as caçadas. Cada vez que eles tomam um “banho de sol” a temperatura do seu corpo é regulada.

11.110 – Internet pela luz atinge velocidade de 100 Gbps


Pesquisadores da Universidade de Oxford desenvolveram uma tecnologia que usa o Li-Fi, evolução do Wi-Fi que transfere dados utilizando luzes de LED, para entregar internet com velocidade de mais de 100 Gbps. De acordo com os responsáveis pelo projeto, a rede pode atingir taxas superiores a 3 terabits por segundo.
A Li-Fi é apontada como sucessora do Wi-Fi por oferecer velocidades superiores e custar menos do que as ondas de rádio. O usuário poderia, por exemplo, enviar e receber informações com a mesma velocidade, sendo que a rede também se destaca por ser acessível e de baixo custo.
No entanto, há algumas complicações: por utilizar a luz para transmitir dados, a nova rede não é capaz de atravessar paredes, o que limitaria seu uso em residências, por exemplo.
Por enquanto o projeto está em fase de testes. A equipe de pesquisas agora trabalha para desenvolver um sistema de rastreamento e localização para que a rede o encontre e crie um link automaticamente.

11.106 – Neurologia – Estamos próximos da cura do Alzheimer e Mal Parkinson (?)


Alzheimer

A cura para doenças neurodegenerativas pode estar mais perto do que se imagina e disponível nos próximos cinco anos. No que diz respeito ao Alzheimer, a forma mais comum de demência, o novo e promissor tratamento é, na realidade, uma vacina capaz de interromper o avanço da doença e reparar alguns danos já causados. Já sobre o Parkinson, uma droga injetada continuamente no paciente atua diretamente no cérebro e está apresentando resultados animadores.
A vacina do Alzheimer ataca o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide, que forma uma prejudicial placa de cera sobre as células do cérebro. Testes do remédio, chamado Betabloc, são realizados no Reino Unido. Os cientistas britânicos, americanos e canadenses envolvidos no estudo da droga acreditam que seu trabalho oferece uma prova final de que a doença de Alzheimer é provocada por alterações químicas no cérebro, embora outros fatores também influenciem no seu desenvolvimento. Antes de chegar ao mercado, a vacina ainda precisa ser testada em larga escala.

Outro mal que afeta muitas pessoas com o passar da idade é a doença de Parkinson. Aqui, a notícia animadora fica por conta de uma droga que é injetada continuamente no paciente, através de cateteres, e que age diretamente na parte afetada do cérebro. A administração da droga é feita por um equipamento implantado no abdômen que faz o bombeamento do GDNF (Fator Neurotrófico Derivado da Glia), que incentiva o crescimento de células cerebrais. As “bombas” são reabastecidos a cada dois meses com uma simples injeção e substituídas a cada 12 meses ou mais.
O tratamento está sendo testado com resultados bastante animadores no Hospital Frenchay, em Bristol, na Inglaterra. Pessoas que experimentaram a droga apresentaram melhoras significativas na coordenação motora e também controle sobre a distonia – a ação involuntária em que o paciente de Parkinson se contorce. A causa da doença é desconhecida e não há cura. Este novo tratamento, no entanto, ainda precisa ser testado por mais tempo e deverá levar mais de cinco anos para estar disponível para um amplo público.

11.105 – Projeto mais ambicioso da Apple é uma fazenda solar de US$ 850 milhões


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O CEO da Apple Tim Cook revelou na terça-feira, 10/02, que a empresa pretende investir 850 milhões de dólares em uma fazenda de energia solar. O projeto, tido como mais ambicioso da companhia até o momento, foi anunciado durante uma apresentação do executivo na conferência Goldman Sach’s Technology and Internet, nos Estados Unidos.
A construção ocupará uma área de 5,2 quilômetros quadrados e a eletricidade gerada pelos painéis alimentará a nova sede da Apple, em construção em Monterey, na Califórnia. Ela também cobrirá o fornecimento de luz para 52 lojas da marca no estado, para outros escritórios próximos ao local e para o data center da companhia em Newark.
A ideia é mostrar que a empresa também se preocupa com o meio ambiente, segundo Cook. “Na Apple, nós sabemos que as mudanças climáticas são reais”, afirmou o CEO. “A hora de falar sobre isso já passou, e agora é preciso agir.”
Apesar do alto valor investido, a expectativa é que a fazenda de painéis ajude a economizar e recupere o dinheiro com o tempo. O projeto, que gerará 130 megawatts (suficientes para “abastecer” 50 mil casas), será tocado em parceria com a First Solar, em um acordo de 25 anos tido pela empresa contratada como o maior do mercado quando o assunto é prover energia limpa.

11.104 – Impressão 3D é uma das principais aliadas da medicina


Não é uma máquina de lavar, é uma impressora 3D
Não é uma máquina de lavar, é uma impressora 3D

Um projeto inédito de fabricação de próteses de titânio em impressoras 3D promete revolucionar as cirurgias no crânio e na face.
A construção de próteses em 3D em titânio começa com as imagens captadas nos exames de tomografia e ressonância magnética. Essas informações são inseridas em um software exclusivo, que ajuda a reconstruir perfeitamente em “3D” o crânio do paciente: é praticamente uma escultura digital.
Hoje em dia, essas próteses são feitas à mão. No momento da cirurgia, o médico molda a peça que será criada. Já as próteses do futuro, feitas com tecnologia de impressão 3D, são resultado do trabalho de profissionais de imagens: ele cuidam da modelagem que vai virar impressão 3D em seguida.
“O operador do software vai fazer todo o procedimento de segmentação do tecido”, explica André Jardini, pesquisador sênior da Biofabris. “Uma coisa é preparar o modelo do crânio, outra coisa é a prótese, que é modelada por um software para chegar ao design final, que vai ser impressa em 3D.”

“Ela [a prótese] tem uma precisão de décimos de milímetro, então é praticamente perfeita. Nós podemos fazer um planejamento da cirurgia de uma forma muito melhor, visando qual vai ser a abordagem, onde haverá dificuldade e como nós vamos prever e agir para resolver essa dificuldade”, diz Paulo Kharmandayan, coordenador de Cirurgia Plástica da Unicamp.
Depois de aprovado o protótipo, a prótese em titânio é impressa a laser.
“A impressão em metal ocorre da mesma forma que a impressão de plástico. É lógico que o processo é diferente, mas ela parte do mesmo arquivo digital da prótese que foi impressa em plástico, mas utiliza um laser para sinterizar um pó metálico – no caso, o titânio – dentro de uma câmera inertizada com argônio. Aí o processo é de construção camada a camada até a prótese final ser completa, depois ela é removida da câmara de construção, é jateada (limpa) e depois esterilizada para poder ser implantada no paciente durante a cirurgia”, detalha Jardini.
A prótese 3D respeita o mais fielmente possível a anatomia do crânio, nas dimensões e no formato da parte óssea perdida. Isso significa uma reintegração social imediata do paciente – que fica sem qualquer sequela visual.
O titânio é um dos melhores materiais para próteses: ele é leve, resistente e não causa rejeição. Mesmo assim, os pesquisadores continuam atrás de outros biomateriais. O projeto envolve químicos, biólogos, médicos e engenheiros e coloca o Brasil na fronteira do conhecimento nessa área.
Há diversas definições para biomaterial, mas eles são basicamente divididos em duas categorias: a primeira – como o titânio – são os biomateriais inertes, que não sofrem qualquer alteração dentro do corpo humano. A segunda são os biomateriais ativos, que interagem com o organismo, e que trazem até um ar de ficção científica para a nossa realidade.
“Em algumas replicações você se interessa em que o tecido do corpo humano reconstrua em cima de um esqueleto que é construído para que a célula ou tecido, pele, osso, cresça em cima dele e, ao mesmo tempo em que esse tecido vai crescendo, ele vai consumindo esse esqueleto, de forma que o seu corpo reconstrói”, conta Rubens Maciel Filho, coordenador da Biofabris.
O desenvolvimento desse tipo de prótese é muito recente no Brasil, e, infelizmente, inacessível para grande parte da população.
O desafio de tornar essas tecnologias mais efetivas e acessíveis é enorme. Mas já tem gente que arregaçou as mangas e está atrás de maneiras de tornar essas maravilhas da medicina moderna mais próximas de todos nós. No próximo capítulo da nossa série especial, vamos entrar no laboratório secreto do engenheiro Gustavo. Aqui, está nascendo um robô humanoide que pode mudar a vida de muita gente.

11.103 – Física – O Big Bang não existiu?


big bang2

A teoria mais aceita hoje é que o Universo teve um início : o Big Bang, a explosão de um ponto infinitamente denso, uma singularidade. A partir dessa explosão, teria havido uma expansão e o resultado seria o Universo atual. Essa teoria é baseada na relatividade geral, proposta por Einstein.
No entanto um novo modelo, que mistura correções quânticas na teoria de Einstein, sugere que não houve Big Bang. E que, na verdade, o Universo não começou: ele sempre existiu.
“A singularidade do Big Bang é um problema para a relatividade, porque as leis da física já não fazem sentido pra ela”, afirma Ahmed Farag Ali, pesquisador da Universidade Benha, no Egito. Ele e o coautor Saurya Das, da Universidade de Lethbridge, em Alberta, no Canadá, mostraram que esse problema pode ser resolvido se acreditarmos em um novo modelo, no qual o Universo não teve começo – e não terá fim.
Os físicos esclarecem que o que eles fizeram não foi simplesmente eliminar a singularidade do Big Bang. Eles se basearam no trabalho de David Bohm, físico que, nos anos 1950, explorou o que acontecia se substituíssemos a trajetória mais curta entre dois pontos numa superfície curva por trajetórias quânticas. No seu estudo, Ali e Das aplicaram as trajetórias Bohminanas a uma equação que explica a expansão do universo dentro do contexto da relatividade geral. Com isso o modelo contém elementos da teoria quântica e da relatividade geral. Os pesquisadores esperam, com isso, que seu modelo se mantenha mesmo quando uma teoria completa da gravitação quântica for formulada.
Mas então o Universo não teve nem começo e nem fim? Com o modelo, os físicos estabelecem que o Universo tem um tamanho finito – e, com isso, podem dar a ele idade infinita, o que combina com nossas medições de constantes cosmológicas e de densidade.
O modelo descreve o Universo como preenchido com fluido quântico, que seria composto de gravitons, partículas hipotéticas que mediam a força da gravidade. Se eles existem, eles teriam um papel essencial na teoria da gravitação quântica. Agora os físicos pretendem analisar perturbações anistrópicas no Universo, elevando emc onsideração a matéria escura e a energia escura, mas eles acreditam que os próximos cálculos não afetarão os resultados atuais.

11.102 – Biodiversidade – EUA anunciam plano para salvar borboleta-monarca


borboleta monarca

A borboleta-monarca vive uma situação alarmante: desde 1996, 970 milhões delas desapareceram na América do Norte. Estima-se que as populações desse inseto tenham diminuído de um bilhão para cerca de 30 milhões atualmente. O dado foi divulgado pelo Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem (U.S. Fish and Wildlife Service) na segunda-feira.

A queda é decorrente da aplicação de herbicidas nas plantas asclépias, que funcionam como maternidades para essas borboletas, além de sua casa e fonte de alimentos. Toda primavera, esses animais fazem uma migração do México para o Canadá que leva seis gerações para ser concluída.
O governo americano anunciou que 3,2 milhões de dólares serão destinados a salvar os insetos. Deles, 2 milhões de dólares serão empregados em projetos para aumentar o número de asclépias nas principais rotas de migração das borboletas.

O Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem está avaliando uma petição feita pelo Centro de Diversidade Biológica para listar a borboleta-monarca como uma espécie ameaçada que necessita de proteção especial para sobreviver.
As abelhas também vêm sofrendo baixas nos últimos tempos, devido a um fenômeno conhecido como síndrome do colapso da colônia, ainda não totalmente explicado. Acredita-se que ele possa ter relação com pesticidas do tipo neonicotinoide, absorvidos por todas as partes das plantas. As suspeitas levaram a União Europeia a banir, a partir de julho de 2013, o uso desses pesticidas em algumas culturas por um período de dois anos, apesar dos protestos de produtores agrícolas e de multinacionais químicas e agroalimentícias.

11.101 – A Força do Vento – União Europeia tem recorde no crescimento de energia eólica


Energias

O setor eólico britânico instalou 1.7 gigawatt (GW) de nova capacidade de energia no ano passado, perdendo apenas para a Alemanha, que liderou com impressionantes 5.2GW.
Novos dados da Associação Europeia de Energia Eólica, divulgados hoje, revelam que quase 11.8GW foram acrescentados à grade elétrica, o que representa 43.7% da nova geração.
Em comparação, foram apenas 3.3GW de carvão e 2.3GW de gás, assegurando a posição da energia eólica como a nova fonte que mais cresce no bloco europeu. Há, no entanto, um enorme fosso entre as duas nações líderes e outros países europeus que não instalaram uma só turbina, como Eslováquia e Malta, Luxemburgo e Chipre.
Segundo Thomas Becker, diretor executivo da associação, os números sugerem que a fonte alternativa está se tornando uma oportunidade de negócio cada vez mais atraente. “Começa a parecer insensato colocar capital financeiro em setores velhos da Europa”, disse ele.
Becker acrescentou esperar um mercado mais concentrado em 2015, com o crescimento focado em poucos países e mercados no leste e sul europeus, que continuam penando como consequência de “mudanças erráticas” de políticas, informa a Bloomberg.

11.099 – Projeções – Se os velhos fossem a maioria


envelhecimento

Ao lado de matemática, física e português, envelhecimento seria uma das nossas disciplinas escolares. E essa não é nem a diferença mais radical num mundo em que a maior parte das pessoas têm mais de 60 anos. “Tudo terá de ser transformado à medida que a sociedade envelhecer”, escreveu o jornalista alemão Frank Schirrmacher em A Revolução dos Idosos, que busca nos alertar para o inevitável processo de envelhecimento mundial. Segundo a ONU, os idosos vão passar de 606 milhões para 1, 97 bilhão em 2050. E, para Schirrmacher, o choque provocado por essa mudança será comparável ao de uma guerra mundial.
O mercado de trabalho, por exemplo, deve sofrer transformações drásticas. “A noção de aposentadoria compulsória a uma determinada idade ficaria obsoleta numa sociedade muito envelhecida”, diz o médico brasileiro Alexandre Kalache, que coordena o Programa de Envelhecimento da Organização Mundial da Saúde, em Genebra. Afinal, não há economia que resista a 51% da população economicamente inativa. A solução seria mudar as cargas de trabalho e horário.
E apesar de a velhice trazer dificuldades físicas inevitáveis (perda de sentidos e de massa muscular e óssea), um mundo com a maioria de velhos não quer dizer um mundo doente. Um estudo de 2001 da Duke University, nos EUA, chegou à conclusão de que o risco de algumas doenças (entre elas, câncer, hipertensão e arteriosclerose) diminui com o tempo. “O metabolismo do idoso fica mais lento, as células passam a trabalhar e a se reproduzir menos e isso dificulta o progresso de enfermidades crônicas”, diz Svetlana V. Ukraintseva, coordenadora da pesquisa. Conheça outras mudanças que veríamos se os velhos se tornassem maioria.

Possíveis Classificados
EMPREGOS
Procura-se engenheiro com mais de 40 anos de experiência.
• “Hoje, ser velho é a experiência de uma minoria”, escreveu Frank Schirrmacher. E, como sempre, as qualidades da maioria é que são valorizadas. Criatividade e flexibilidade são moedas da juventude e, por isso, tornaram-se pré-requisitos no mercado de trabalho. Se envelhecermos, isso tende a mudar.
Vaga para consultor financeiro. Carga de 20 horas semanais.
• “As pessoas irão, progressivamente, trabalhar menos e em tarefas fisicamente menos exigentes”, diz Alexandre Kalache, da OMS. Aos jovens – e às máquinas – restaria o trabalho braçal.
Vende-se carro. Retrovisores com lentes de aumento.
• Produtos especiais para velhos seriam comuns. “Já temos tecnologia para isso. O que falta é investidores”, diz Joseph Couhlin, diretor do AgeLab, um laboratório do MIT que pesquisa produtos para idosos. Como falta de investidores costuma estar ligada à falta de demanda, a situação tenderia a mudar se os velhos fossem maioria.
Vendo computador g-23, com comando de voz.
• Os jovens de hoje adoram aparelhos eletrônicos e não se assustam diante das novidades. Schirrmacher acredita que, em 2050, quando envelhecerem, eles estarão acostumados a se adaptar às novas tecnologias – e não a ser ultrapassados por elas, como acontece com nossos pais e avós.
Fazemos sua festa de 100 anos.
• A expectativa de vida em 1900 era de 50 anos. 100 anos depois, pulou para 79. E a tendência é que ela aumente cada vez mais. As projeções da ONU dizem que, em 2050, o número de pessoas com mais de 100 anos de idade será 16 vezes maior do que é hoje.
Viaje nas férias. grupos especiais para homens e mulheres da quinta e sexta idades.
• Hoje, velhos são vistos como um grupo homogêneo: qualquer pessoa com mais de 60 anos entra na categoria terceira idade. Se esse grupo se tornar maioria, será preciso estabalecer divisões dentro dele. “Peritos em marketing já fazem diferença entre idosos da primeira, segunda, terceira e quarta idades”, escreveu Schirrmacher.
PRODUTOS
Está se sentindo sozinho? Vendemos e alugamos netos virtuais.
• “Para manter os níveis populacionais é preciso uma taxa de fecundidade de 2,2 filhos por mulher. Hoje o número é de 1,4”, escreveu Schirrmacher. A conseqüência será uma sociedade de vovôs, mas sem netos. “Um dos cenários prováveis é a substituição da família pela internet.”
SERVIÇOS
Escola Velhice Ativa. Aceitamos alunos a partir dos 5 anos.
• “Começaríamos a nos preocupar com a velhice desde muito cedo”, diz o médico Alexandre Kalache. “Tomaremos precauções para manter nossa força muscular, capacidade respiratória e funções cardiovasculares. Quanto maior for o capital de saúde que pudermos armazenar, melhor.”
CONCURSOS
Miss 80. Inscreva-se já!
• Nossa sociedade exalta imagens da juventude porque o envelhecimento é um tabu. “Pessoas mais velhas só aparecem na televisão como pacientes de hospitais ou tomando remédios”, diz Schirrmacher. Essa aversão à figura dos velhos tende a desaparecer se eles se tornarem maioria.