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10.105 – Vacina contra o diabetes


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Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, anunciaram um passo importante em direção à primeira vacina contra a diabetes. Os cientistas criaram um imunizante que se mostrou eficaz para controlar, em humanos, o tipo 1 da doença, que ocorre porque o sistema imunológico do próprio corpo passa a atacar as células beta, situadas no pâncreas, que fabricam a insulina. O hormônio permite a entrada, nas células, da glicose circulante na corrente sanguínea. Com menos insulina, há um acúmulo de açúcar no sangue, o que caracteriza a diabetes. O outro tipo, o 2, é resultado de alterações promovidas principalmente pela obesidade.
A vacina impediu o ataque de um tipo de célula CD8 – integrantes do sistema imunológico – às células beta (leia mais no quadro). “Estamos muito excitados com o resultado. Sugere que o sonho de interromper o ataque do sistema imunológico a células específicas pode ser realizado”, afirmou Lawrence Steinman, um dos líderes da pesquisa realizada com 80 pacientes. Os cientistas planejam expandir os experimentos para investigar a eficácia do remédio em mais indivíduos.
Interromper a destruição comandada pelo corpo é um dos objetivos perseguidos por cientistas em todo o mundo. Recentemente, a Diabetes UK, entidade inglesa de combate à doença, anunciou um ambicioso projeto de pesquisa em busca de uma vacina com esse propósito. Por essa razão, o feito dos americanos foi saudado. “Pela primeira vez temos evidência da eficácia de uma vacina em humanos. É um passo significativo em direção a um mundo sem diabete tipo 1”, afirmou Karen Addington, especialista inglesa.
Nos Eua, onde ocorreu o congresso da Associação Americana de Diabetes, anunciou-se entre os avanços a chegada de um pâncreas artificial, capaz de equilibrar os níveis de insulina no organismo. Produzido pela Medtronic, o aparelho está sob avaliação do Food and Drug Administration, órgão americano responsável pela liberação de aparelhos de saúde. “Essa tecnologia é um passo importante para a criação de um sistema de entrega de insulina mais inteligente”, disse Rich Bergenstal, investigador principal da pesquisa apresentada para a aprovação do dispositivo.
O pâncreas artificial é dotado de um sensor e um software acoplados a uma bomba de insulina e promove a liberação do hormônio de acordo com a necessidade. Dessa forma, diminui o risco de crises de hipoglicemia, um dos reveses mais comuns no controle da doença. “Alguns médicos até demoram a receitar a insulina, de tão complicado que pode ser sua aplicação”.

10.104 – O que é e para que serve um Crossover?


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Serve para separar (dividir) as frequencias a fim de ajustar a qual frequencia ira cortar. E pra dividir e cortar as frequencias emitadas pelas vias sonoras. Permite um ajuste de acordo com o gosto e a necessidade de cada proprietario.
Você já procurou saber a real importância do uso do CROSSOVER?
O crossover é um equipamento utilizado para filtrar e dividir frequência, entre grave, médio e agudo. Hoje em dia, o mercado do som automotivo tem crescido gradativamente e a busca pela qualidade sonora tem sido cada vez mais rigososa.
Com certeza, a maioria dos amantes do som automotivo, já passaram pela seguinte situação: “toda vez que aumenta o som, ele distorce, e o cabeção já vai metendo a lenha no equipamento de CD player ou nas cornetas”. Adistorção ocorre quando há uma passagem de frequencias indevidas para um determinado equipamento. Ex: quando se passa frequencia baixa (GRAVE) para uma corneta.
Um crossover é um circuito que filtra sinais baseado na frequência.
High Pass
Um crossover do tipo passa alta (“high pass”) é um filtro que permite que frequências acima de um certo valor passem sem serem filtradas, e as abaixo do mesmo ponto continuam a passar pelo filtro, mas são atenuadas de acordo com a curva do crossover.
Low Pass
Um crossover do tipo passa baixa (“low pass”) é justamente o oposto, as baixas frequências passam, mas as altas são atenuadas
Crossover não é apenas um ítem a mais no som, o crossover te proporciona uma qualidade melhor no seu som, em qualquer aparelho, seja ele Pioneer, Hbuster, Sony (claro que existe diferença de qualidade entre eles)…você consegue ter uma boa qualidade de som, e nunca esquecendo o seguinte: o uso do crossover não inutiliza os capacitores das cornetas e tweeters, pois, se ouver um problema ou erro no crossover, os capacitores te proporciona a proteção dos equipamentos, evitando que eles venham a queimar devido a esta falha no crossover.

10.103 – Eletrônica – O que é um Fototransístor?


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É um transistor bipolar encapado em uma capa transparente que permite que luz possa atingir a base coletora da junção. O fototransistor funciona de maneira similar a um fotodiodo, apresentando uma sensitividade muito maior à luz, pois os elétrons gerados pelos fótons na junção da base-coletora são aplicados na base do transistor, e sua corrente é então amplificada pela operação do transistor. O fototransistor apresenta um tempo de resposta maior do que o fotodiodo.

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10.101 – Descoberta surpreendente traz esperança de cura do câncer


Uma nova descoberta pode mudar o tratamento do câncer nos próximos anos. Médicos americanos da Northwestern University identificaram uma proteína cuja eliminação mata apenas as células cancerosas – sem afetar as células sem a doença.
Responsável pelo processo natural de auto-destruição das células, a CD95 vinha sendo usada até agora para combater tumores. Os cientistas esperavam que as células cancerígenas fossem se desenvolver mais rapidamente sem essa proteína. Mas um experimento mostrou que acontece o contrário disso.
“Mas, quando nós a removemos das células com câncer, elas morreram, em vez de proliferar”, afirma Marcus Peter, professor de oncologia da Northwestern University, em nota sobre o estudo publicada pelo site Eureka Alert.
Um artigo sobre o trabalho de Peter e sua equipe foi publicado na última edição da Cell, publicação inglesa da área de ciência.
DICE
Nos experimentos realizados, a retirada da CD95 resultava num aumento do tamanho das células com câncer e outros problemas que geravam danos ao seu DNA. Por conta disso, as células doentes terminavam morrendo quando tentavam se dividir em duas.
Os cientistas batizaram o procedimento de DICE (sigla em inglês para Morte induzida por eliminação da CD95). “DICE matou todas as células com câncer que testamos e não encontramos nada que pudesse evitar isso.
Segundo ele, a nova técnica é um caminho promissor para matar células com câncer. Um ponto a favor de DICE é o fato da retirada da CD95 não afetar a vida posterior do tecido, comprovado por testes em ratos.
Se desenvolvida, a descoberta pode se tornar uma importante arma no combate ao câncer. Só em 2012, a doença matou mais de 8 milhões de pessoas em todo mundo – segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

10.100 – Robô humanoide poderá caminhar pela Estação Espacial


O Robonauta 2, humanoide que habita a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), ganhou pernas nesta Páscoa. Com os novos membros, o robô — que durante três anos só se moveu da cintura para cima, preso a um pedestal — poderá realizar tarefas cotidianas de limpeza ou pegar objetos para os astronautas. As pernas chegaram à ISS no último domingo, a bordo da nave de carga da SpaceX que levou à estação equipamentos, material para experimentos científicos, mantimentos e presentes enviados pelos familiares dos astronautas.
Ainda levará uns meses para o Robonauta 2 adquirir autonomia completa, pois as baterias necessárias para sua locomoção só serão enviadas em outra missão de abastecimento. Até lá, o robô vai precisar ficar ligado à tomada para usar suas pernas, o que restringirá sua atuação a uma área de testes na ISS. As pernas são flexíveis e os “pés”, equipado com luz, câmeras e um sensor que permite construir mapas 3D. “Imagine pés de macaco com olhos nas palmas”, descreve o engenheiro Robert Ambrose, da Nasa.
Mike Suffredini, diretor de programas da agência espacial americana, alertou que, apesar do avanço do humanoide, ainda há um longo caminho a ser percorrido antes que os futuros Robonautas possam realizar sozinhos caminhadas espaciais e reparos na ISS. “Eles nunca vão substituir a tripulação, mas podem fazer muito do seu trabalho”, diz Suffredini.
Produzido pela Honda, o Asimo é um robô humanoide de 1,2 metro de altura. Ele é capaz de realizar uma ampla gama de movimentos, como empurrar carrinhos ou carregar bandejas. Ele também pode andar em superfícies irregulares, desviar de obstáculos e reconhecer sons e rostos.
O robô humanoide Tiro foi desenvolvido por um consórcio entre universidades e empresas, incluido a sul-coreana Hanool Robotics. Tiro já provou sua versatilidade: ele deu uma aula de inglês de trinta minutos em uma escola primária em Daejeon, na Coréia do Sul e foi o mestre de cerimônias no casamento de um de seus criadores, Seok Gyeong-Jae.
EMA (Eternal Maiden Actualization) é uma “namorada robótica” de 38 centímetros de altura. Desenvolvida pela japonesa Sega Toys, EMA tem corpo feminino, dança, entrega cartões de visita e tem um “love mode”: quando alguém aproxima a cabeça dela, EMA “beija” a pessoa. Tendo homens adultos como público alvo, EMA custa em média 175 dólares.
Nao é um robô humanoide de 58 centímetros de altura que se destaca pela versatilidade. Produzido pela francesa Aldebaran Robotics, ele é amplamente programável e pode ser utlizado para diversas funções, como pesquisa científica, terapia com crianças autistas e até mesmo em eventos e apresentações.
O Humanoid for Open Architecture Platform, HOAP, desenvolvido pela japonesa Fujitsu Automation, é capaz de aprender por meio da observação e interação com humanos. Ele é utilizado em estudos em universidades e pode ser programado para desempenhar diversas atividades, além de ser capaz de expressar emoções.

10.099 – Os benefícios do chocolate para o organismo


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Diversas pesquisas já comprovaram que o chocolate pode fazer bem à saúde. Intestino, cérebro e coração são alguns dos órgãos que se beneficiam da ação de cinco de substâncias presentes no doce: flavonoides, polifenóis, teobromina, feniletilamina e cafeína. Os flavonoides e polifenóis são antioxidantes que combatem os radicais livres e, assim, previnem o envelhecimento celular. Já a teobromina, feniletilamina e cafeína estimulam o sistema nervoso central e promovem sensação de prazer e bem-estar. “O que faz o chocolate ser tão popular é a combinação entre gosto bom e benefícios físicos e psicológicos”, afirma a nutricionista italiana Donatella Lippi, professora do departamento de medicina da Universidade de Florença e especialista em história médica.
O limite de consumo recomendado diariamente é de 50 gramas, equivalente a dois bombons. “Mais do que isso, o alimento pode causar acúmulo de gordura, alteração nos níveis de glicose, colesterol e triglicérides, além de alergia e diarreia”, diz a endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Nota) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Quanto mais cacau tem o chocolate, maior sua concentração de antioxidantes e estimulantes. Por isso, médicos e nutricionistas recomendam o consumo da versão amarga, aquelas com 60 a 100% de cacau na composição. O meio-amargo (40 a 60% de cacau) também faz bem ao organismo, mas deve ser uma opção secundária, por conter mais açúcar do que o amargo.
Já o ao leite — que leva mais leite e açúcar do que cacau — e o branco — composto por manteiga de cacau, açúcar, leite e gordura saturada — praticamente não oferecem benefícios à saúde. “Em quantidades altas, os dois tipos podem fazer mal ao consumidor”, afirma Martine Elisabeth Kienzle, professora do curso de nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Além da porcentagem da fruta estampada no rótulo, há um truque para identificar, pelo paladar, um chocolate nutritivo: em contato com a ponta da língua, ele derrete completamente, um sinal de que foi feito com cacau sólido, não com a manteiga da fruta. “Há chocolates com a mesma quantidade de cacau na formulação, mas variados níveis de gordura e açúcar. Por isso, é bom verificar tanto no paladar quanto na embalagem”.
De acordo com um estudo feito na Universidade de Áquila, na Itália, os derivados do cacau podem melhorar a cognição — processos mentais que são responsáveis pelo pensamento, percepção, classificação, juízo, imaginação e linguagem — e a memória em idosos.
O risco de acidente vascular cerebral (AVC) também pode ser reduzido. Uma pesquisa feita pelo Instituto Karolinska, na Suécia, revelou que homens que comem 10 gramas de chocolate por dia podem ter 17% menos risco de sofrer um derrame. A substância que causou esses benefícios é o flavonoide, que tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.
A função antioxidante do chocolate pode ajudar a proteger o intestino do stress oxidativo — quadro em que há a sobrecarga de alguma substância e que pode ocasionar danos às células. Com essa proteção, há menores chances de se desenvolver problemas intestinais, como o câncer de cólon. Segundo uma pesquisa coordenada por estudiosos do Instituto de Ciência, Tecnologia e Nutrição Alimentar, na Espanha, as substâncias antioxidantes presentes no alimento, como os polifenois e os flavonoides, exercem uma proteção na mucosa intestinal e impedem a proliferação de células cancerígenas na região.
Outra pesquisa com o cacau, feita por pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Oakland, nos Estados Unidos, descobriu que os flavonoides presentes no fruto ligam-se a uma proteína que é responsável por regular a secreção de fluidos no intestino delgado. Assim, o chocolate pode ajudar no tratamento da diarreia.
Chocolate é sinônimo de ganho de peso? Nem sempre. Uma pesquisa feita na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, constatou que comer quantidades moderadas do doce, principalmente na versão amarga, pode ajudar a emagrecer. A conclusão foi de que o chocolate possui “calorias neutras” que, em pequenas quantidades, regulam o funcionamento do metabolismo e, consequentemente, combatem o acúmulo de gordura do corpo.
E mais: um estudo feito na Universidade de Áquila, na Itália, descobriu que o chocolate não só ajuda o metabolismo a combater o acúmulo de gordura, como o deixa mais sensível à insulina, o que reduz o risco de diabetes. Os flavonoides, mais uma vez, são os responsáveis pelo benefício.

10.098 – Lentes de contato com visão noturna


A história da aplicação da ciência pelo homem pode ser resumida como a evolução natural da sua necessidade de expandir a capacidade dos seus sentidos. Já falamos a distância, podemos ouvir com maior precisão, manipular cheiros. E até já enxergamos nas trevas.
Só que os dispositivos desenvolvidos para alcançar a visão noturna, os quais já eram utilizados na caça esportiva e para uso militar, poderiam ser reduzidos e aprimorados. Se podemos enxergar melhor com o uso de lentes de contato, porque não no escuro?
Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiram criar o primeiro detector de luz infravermelha capaz de operar em temperatura ambiente. A tecnologia de visão noturna permite ver um espectro invisível para o olho humano, o calor que irradia de corpos vivos no escuro. Até agora, esse tipo de equipamento exigia um grande volume para comportar o sistema de arrefecimento, necessário para funcionar corretamente.
A chave para obter uma redução drástica no tamanho dos equipamentos de visão noturna foi fornecida pela introdução de grafeno, que normalmente absorve 2,3 % da luz que atinge, mas ainda não era o suficiente para gerar um sinal de infravermelhos útil. No entanto, através da combinação de duas camadas de grafeno com um isolante entre eles, os cientistas foram capazes de aumentar o sinal de forma significativa, permitindo desenvolver um novo tipo de dispositivo capaz de detectar e diferenciar completamente o espectro infravermelho, assim como a luz visível e a ultravioleta.
Ao integrar essa nova tecnologia em uma lente de contato, ou qualquer outro dispositivo, é possível expandir a nossa visão instantaneamente. Na prática, esse tipo de tecnologia poderá permitir a detecção de vazamentos de gás por técnicos, que médicos e enfermeiros encontrem vasos sanguíneos, e que esboços sob as camadas de pintura de um quadro sejam percebidos por historiadores de arte, só para citar alguns exemplos.

10.097 – Cientistas criam planta biônica que absorve 30% a mais de luz


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Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) anunciou a criação da primeira planta biônica, uma combinação que reúne nanotecnologia e biologia. De acordo com o trabalho, publicado na Nature Materials, as estruturas originais da planta estão entrelaçadas por nanomateriais e até sensores químicos. Ainda de acordo com o artigo, a nova planta pode absorver 30% a mais de luz solar.
Os pesquisadores, desta forma, conseguiram integrar os nanotubos de carbono, uma estrutura alótropica do carbono (o mesmo que o diamante ou grafite), com uma alta condutividade elétrica e flexibilidade, no cloroplasto, uma organela onde ocorre a fotossíntese. O aumento da performance da planta na fotossíntese era, inclusive, um dos objetivos traçados pra este experimento. A pesquisa, financiada, em parte, pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, não termina por aqui. Entre outras possíveis aplicações também existe a ideia de incorporar um material vegetal que poderia agir como sensor sobre os níveis de óxido nítrico e servir como alerta para a poluição do meio ambiente.

10.096 – Base lunar será construída com impressora 3D


Este é o maior empreendimento feito a partir da nova tecnologia das impressoras 3D, e planeja a construção de uma base lunar para astronautas, utilizando apenas os materiais disponíveis na Lua, além de uma impressora com capacidade industrial.
O projeto foi apresentado pelos arquitetos Foster and Partners, notoriamente conhecidos por seus trabalhos de vanguarda ao redor do mundo, e prevê uma redução dos custos em transporte e material nunca antes imaginada para algo de tamanha envergadura em um espaço externo.
Através de uma parceria com a Agência Espacial Europeia, o edifício de estruturas lunares foi projetado com base no uso do regolito, um material presente em praticamente toda a superfície lunar, em sais de adesão e outros minerais, que, juntos, formam um conglomerado ultrarresistente.
Os modelos sobre os quais estão trabalhando atualmente são estruturas similares às de uma colmeia: fortes e, ao mesmo tempo, com temperaturas apropriadas para a habitação humana. Até agora, a ideia é colocar a base no polo sul da Lua, aproveitando a luz solar que atinge essa área durante quase todo o ano.

10.095 – O primeiro homem biônico já está entre nós


A humanidade já conta com o mais novo homem biônico desenvolvido e também o mais semelhante a um ser humano. Ele se chama Rex e, dentro dos seus dois metros de altura, corre sangue sintético, atravessando o coração, os pulmões, pâncreas, rins e outros órgãos vitais, essenciais para o bom funcionamento do seu corpo, que conta também com pernas, braços, rosto, nariz, boca e orelhas. Este é um protótipo que conseguiu reproduzir até 70% da anatomia humana – o mais completo e sofisticado até o momento.
Embora represente um avanço absoluto, os cientistas responsáveis por sua construção destacaram que ainda é muito cedo para criar protótipos que possam funcionar de forma independente, sem a intervenção dos humanos. As mãos biônicas, que possuem um nível de detalhe e funcionamento praticamente idênticos aos do ser humano, não podem, todavia, funcionar sem musculatura e impulsos elétricos cerebrais. Rex conta com retinas, olfato e orelhas, que lhe permitem processar, através de algoritmos de inteligência artificial, os estímulos externos. Porém, vale ressaltar que tudo ocorre em um nível básico.
A rigor, o objetivo principal de sua existência é mostrar de que maneira a tecnologia pode substituir determinadas partes do corpo humano. E vai pelo caminho certo… Com custo avaliado em 600 mil euros, este bem-sucedido homem biônico será exibido no Museu da Ciência, em Londres, até o final do mês de março.

10.094 – Robô Curiosity capta estranha luz em Marte


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De onde vem este brilho no meio da escura paisagem marciana? A foto, obtida pelo rover Curiosity, da NASA, no dia 3 de abril, não possui efeitos especiais ou alterações digitais. Na realidade, a imagem da luz enigmática, detectada nas dunas de Marte, rapidamente se espalhou pela internet. Nas publicações especializadas em ufologia e mistérios espaciais, multiplicam-se as teorias sobre a origem do fenômeno.
No relato de Scott Waring, do site Diário de Avistamento Óvni, “uma fonte de luz artificial foi vista esta semana nesta foto da NASA, brilhando do solo… isto poderia indicar a existência de vida inteligente sob a superfície e a utilização de luz, como a nossa.”.
Entretanto, teorias mais cautelosas, como a de Justin Maki, do Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA, dizem que “é bastante possível que a luz seja efeito do brilho da superfície de uma pedra refletindo o Sol… quando as imagens foram feitas, o Sol se encontrava na mesma direção do ponto brilhante e relativamente baixo no céu”.
Waring retrucou com uma imagem capturada pelo mesmo Curiosity um dia antes, 2 de abril, e salientou “não se trata de um brilho do Sol, ou erro do procedimento fotográfico: percebe-se com nitidez a parte inferior da luz, que tem uma superfície bastante plana, demonstrando que começa nesta superfície”.
Justin Maki também utilizou as imagens do arquivo para manter sua teoria, apontando para uma foto tomada pelo visor direito do rover, segundos depois da foto, onde se vê a luz (feita com o visor esquerdo) e não se vê nada de extraordinário.
As imagens estão à disposição dos interessados em tirar suas próprias conclusões. Mas, cada vez que a suspeita de vida em outro planeta for levantada, o debate será inevitável.

10.093 – Plutão pode ter mares profundos e falhas tectônicas


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Em julho de 2015, teremos o primeiro vislumbre do planeta anão Plutão e de sua lua, Caronte, o que gera inúmeras especulações entre os cientistas.
Segundo uma das teorias mais recentes, a colisão que teria formado Plutão e Caronte aqueceu o interior do planeta a ponto de criar um oceano subterrâneo de água líquida, engendrando um sistema de placas tectônicas de curta duração, como o da Terra.

“Quando a sonda New Horizons chegar lá, acreditamos que veremos evidências de tectonismo antigo”, declara Amy Barr, da Universidade de Brown, co-autora de um estudo com Geoffrey Collins, publicado na última edição da revista Icarus. Por “antigo”, Barr se refere aos primeiros bilhões de anos da história do sistema solar.

Plutão anticongelante

Barr e Collins criaram um modelo para o sistema Plutão-Caronte, baseado na ideia de que a colisão inicial entre os dois corpos gerou calor suficiente para derreter o interior de Plutão, formando um oceano de longa duração sob uma crosta de gelo.

“Quando um oceano se forma em um corpo de gelo, ele não se deteriora facilmente”, explica Barr. Isso acontece porque quando o oceano congela, a parte líquida remanescente é enriquecida por sais e amônia, que agem como anticongelante.

Em seguida, esse oceano interior teria criado placas tectônicas de gelo na superfície de Plutão. “Uma coisa que sabemos é que o momento angular se conserva à medida que o sistema evoluiu”, comenta Barr.

A partir desse fato, eles simularam diversos cenários baseados na órbita de Caronte logo depois da colisão (já que ninguém sabe exatamente onde a lua surgiu). Em seguida, em cada um dos cenários, eles constaram que a órbita de Caronte se desloca gradualmente para fora – assim como a órbita da Lua ao redor da Terra.

Quando Plutão e Caronte estavam próximos e ainda quentes devido à colisão, eles se atraíam com mais força e tinham um formato mais oval. Mas quando Caronte se afastou, Plutão se tornou mais esférico. Para mudar de forma, a superfície gelada teria de rachar e criar falhas, que são indícios de tectonismo.

“Nos cenários que vemos, a pressão gerada é mais do que suficiente para criar todo tipo de vestígios tectônicos”, explica Barr.

Vestígios tectônicos

Mas será que a New Horizons conseguirá ver essas falhas? Provavelmente sim, acredita Jeffrey Moore, chefe da equipe de geologia e geração de imagens da sonda, do Centro de Pesquisa Ames da NASA. “Será uma surpresa de não virmos vestígios de tectonismo”, acrescenta.

Uma possível complicação é o clima de Plutão. Anos trás, telescópios descobriram que Plutão possui atmosfera quando está mais próximo do Sol, mas que ela se congela até a superfície quando o planeta está no ponto mais distante de sua órbita elíptica. Essa alteração contínua pode ser suficiente para erodir sua superfície a ponto de esconder os vestígios de tectonismo.

“Não é inconcebível que as placas tectônicas estejam erodidas e cobertas de sedimentos “, especula Moore. Mas ele duvida que este seja o caso, destacando exemplos de planetas com atmosferas que congelam até a superfície regularmente – como Calisto, a lua de Júpiter.

“A atmosfera de Calisto tem depósitos e passa pelo processo de sublimação, mas ainda se pode ver grandes traços de tectonismo”, explica Moore.

Além disso, a New Horizons observará Plutão com uma resolução superior a 100 metros por pixel em alguns lugares, diz Moore. Portanto, as chances são muito boas. E se as falhas tectônicas não forem observadas? ”Então teremos que voltar para revisitá-las quando chegarmos lá”, conclui.

10.091 – Medicina – Hibernação forçada pode salvar humanos


Ratos forçados a inalar sulfureto de hidrogênio – substância que tem cheiro de ovo podre – entram em um tipo de hibernação que, segundo relato de pesquisadores norte-americanos, pode ajudar a salvar vidas humanas. Embora o sulfureto de hidrogênio seja tóxico em doses elevadas, ele pode ativar alguns dos mecanismos que levam outros animais a hibernarem, segundo artigo publicado na revista Science.
Se houver uma forma segura de fazer isso com humanos, poderão surgir novas formas de tratamento do câncer e de hemorragias, além de ajudar na recuperação de cirurgias, de acordo com a equipe do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa do Câncer.
“Estamos, essencialmente, transformando temporariamente ratos de animais de sangue quente em criaturas de sangue frio, que é exatamente a mesma coisa que acontece naturalmente quando os mamíferos hibernam”, afirmou Mark Roth, que comandou o estudo, em uma nota. “Achamos que essa pode ser uma habilidade latente de todos os mamíferos – potencialmente até de humanos – e estamos simplesmente colocando rédeas (no processo), ligando-o e desligando-o, induzindo a um estado de hibernação deliberada”, afirmou o bioquímico.
Não só ursos e anfíbios hibernam. Os humanos às vezes também o fazem. Já foram documentados muitos casos de bebês e ocasionalmente adultos que sobrevivem ao afogamento em água gelada porque a temperatura corporal caiu drasticamente e eles pararam de respirar por mais de uma hora.
“Entender as conexões entre situações aleatórias de sobrevivência aparentemente miraculosa e inexplicável nos chamados humanos clinicamente mortos e nossa capacidade de induzir e reverter o descanso metabólico em organismos-modelo pode ter implicações dramáticas para o atendimento médico”, afirmou Roth. “Suspeito que isso mude a forma como a medicina é praticada, porque irá, em resumo, ganhar tempo para os pacientes.”
Na experiência, os ratos, quando expostos a 80 partes de sulfureto de hidrogênio por milhão de partes de ar, tinham o consumo de oxigênio reduzido em 50% e a emissão de dióxido de carbono reduzida em 60% nos primeiros cinco minutos, segundo o artigo. “Se deixados nesse ambiente por seis horas, seu ritmo metabólico caía em 90%.”
Reduzir o metabolismo diminui a necessidade de oxigênio. Se a experiência puder ser repetida em humanos, significaria mais tempo para atender pacientes em estado grave que aguardam transplantes ou estão em UTIs e campos de batalha, segundo Roth.
Também o tratamento do câncer poderia melhorar, segundo ele, pois o tecido saudável pode “hibernar” enquanto doses mais elevadas de radiação matam as células doentes. “Hoje em dia, no tratamento da maioria das formas de câncer, estamos matando as células normais muito antes de matarmos as células do tumor. Ao induzir à hibernação metabólica no tecido normal, estamos pelo menos equilibrando o terreno de jogo.”
O sulfureto de hidrogênio é letal em doses elevadas, mas os ratos, segundo Roth, não pareceram sofrer qualquer sequela. “O legal deste gás que estamos usando, o componente, é que não é algo manufaturado que estamos tirando de uma prateleira – não é ‘uma vida melhor por meio da química’. É simplesmente um agente que todos nós produzimos em nossos corpos o tempo todo para a nossa flexibilidade metabólica. É o que permite que a nossa temperatura fique em 36 graus, independentemente de estarmos no Alasca ou no Haiti.”

10.090 – Cientistas encontram planeta similar à Terra capaz de abrigar vida


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Cientistas da Nasa anunciaram em 17/abr/2014, a descoberta do primeiro planeta com o tamanho aproximado da Terra a orbitar na zona habitável de seu sistema planetário.
O achado é um passo fundamental na confirmação da desconfiança dos astrônomos de que mundos similares ao nosso sejam comuns no Universo.
O planeta orbita uma estrela com metade do diâmetro do Sol, localizada a cerca de 490 anos-luz de distância (um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, cerca de 9,5 trilhões de quilômetros).
Chamada de Kepler-186, ela abriga cinco planetas identificados, o quinto dos quais com aproximadamente 1,1 vez o diâmetro terrestre, localizado na chamada zona habitável.
Essa região do sistema planetário é definida como a área em torno de uma estrela onde um planeta receberia a quantidade certa de radiação para abrigar água em estado líquido na superfície.
Como na Terra essa foi a condição básica para que o planeta desenvolvesse formas de vida, os cientistas esperam que esse seja um bom termômetro para a busca de outras biosferas no Cosmo.
O anúncio foi feito pela Nasa, simultaneamente à publicação de um artigo científico na revista “Science”. E os cientistas chegaram até a especular que tipo de vida poderia habitar o mundo.
Ninguém sabe no momento de que é feito o planeta recém-descoberto, batizado de Kepler-186f. Para ter uma ideia da composição, os astrônomos precisam saber tanto a massa quanto o tamanho do planeta. É o que permite o cálculo da densidade, que pode ser confrontada com os modelos de formação planetária.
No caso específico, o planeta foi achado pelo satélite Kepler, que mede a redução de brilho da estrela-mãe quando um mundo transita à frente dela. Nesses casos, os pesquisadores conseguem saber o diâmetro, mas não a massa.
Por vezes é possível complementar o estudo com observações em terra que medem os efeitos gravitacionais dos planetas em sua estrela _derivando assim sua massa. Mas a estrela Kepler-186 é muito pequena e distante para permitir essas observações. Mas isso não impede os cientistas de ao menos dar um palpite, com base em mundos de porte similar que tiveram sua densidade medida.
Pesquisadores agora trabalham para compreender que condições poderiam ser encontradas em Kepler-186f, caso ele se mostre mesmo um planeta rochoso como o nosso.
Como ele completa uma volta em torno de sua estrela em 129,9 dias terrestres, isso significa que o planeta está suficientemente distante dela para não sofrer uma trava gravitacional.
Caso fosse esse o caso, o Kepler-186f teria sempre a mesma face voltada para a estrela, como acontece, por exemplo, com a Lua, que sempre mostra o mesmo lado para a Terra.
Embora modelos teóricos mostrem que a trava gravitacional não é um impeditivo definitivo para ambientes habitáveis (a atmosfera trataria de distribuir o calor), é sempre melhor ter um planeta com dias e noites, em vez de um em que um hemisfério é sempre aquecido pelo Sol e outro passa o tempo todo na fria escuridão.
Embora ele receba só um terço da radiação que o Sol envia para a Terra, como se trata de uma estrela menor conhecida como anã vermelha, há mais fluxo de radiação na frequência do infravermelho.
Na prática, isso quer dizer que é preciso menos luz para esquentar o planeta na medida certa, se comparado com os parâmetros do Sistema Solar.
“A fotossíntese seria possível lá”, declara Meadows, indicando que formas de vida capazes de converter luz em energia, como as plantas fazem na Terra, não sofreriam. “Temos criaturas fotossintetizantes terrestres que lidariam bem com os níveis de iluminação de lá.”
Uma coisa curiosa é que provavelmente essas plantas alienígenas não adotariam o verde típico da Terra. “Provavelmente a vegetação seria de um tom laranja-amarelo”, especula a cientista.
Infelizmente, não há perspectiva imediata de descobrirmos se há mesmo vida por lá. Embora o Telescópio Espacial James Webb, que deve ser lançado em 2018 pela Nasa, tenha a capacidade de analisar a composição atmosférica de mundos similares, o Kepler-186f está longe demais para passar por esse tipo de observação.
A esperança dos cientistas é, nesse meio tempo, encontrar outros planetas similares que estejam mais perto. Uma missão espacial dedicada a isso, chamada TESS, deve ser lançada em 2017 pela agência americana. A atual descoberta é, portanto, apenas o começo de uma nova era no estudo dos incontáveis mundos que existem fora do Sistema Solar.

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10.089 – Doação de Voz (?)


fonógrafo

Se você já comunicou sua família que, quando morrer, quer doar seus órgãos, parabéns! Mas não precisa esperar até lá para ajudar quem precisa. Além de sangue, medula óssea, rim e partes do fígado e pulmão, é possível doar a sua voz para aqueles que não podem falar. Sabia?
Criado por dois cientistas da fala, Rupal Patel e Tim Bunnell, o aplicativo VocalID pretende acabar com aquela voz sintética robótica que resta como única opção para pessoas que perdem a capacidade de falar ao longo da vida. A ideia dos pesquisadores é produzir vozes customizadas para cada pessoa, com a ajuda daqueles que conseguem falar.
Funciona assim: você se voluntaria como doador de voz no site do VocalID, grava de 2 a 3 horas de discurso no seu celular em um ambiente silencioso e envia o conteúdo para a equipe.
Com a ajuda de um programa chamado ModelTalker, os cientistas cortam o discurso para captar as unidades básicas da fala e, assim, combiná-las de diferentes jeitos, para formar novas palavras e sentenças.
Mas não precisa se preocupar: não terá ninguém por aí falando exatamente como você. A equipe do VocalID também grava os poucos sons que seus pacientes conseguem emitir e, ao misturá-los com a fala do doador, criam uma nova voz, única (aqui, eles exemplificam o processo).
Ainda em estágio inicial, o VocalID só aceita discursos em inglês, mas já está precisando (muito!) de doadores – inclusive crianças. Que tal (literalmente) dar voz a alguém?

10.087 – O eclipse total que deixou a Lua cor de sangue


eclipse 15 abril

Na madrugada deste dia 15 de abril de 2014, um eclipse lunar total deixou a lua cor de sangue.
A cor instigou a curiosidade de pessoas pelo mundo, mas tem uma explicação simples – durante um eclipse total, a Lua passa para a parte mais escura da sombra da Terra, a umbra. Ali, recebe a luz do Sol filtrada pela atmosfera terrestre, o que a torna vermelha.
Pelo mundo todo, pessoas se reuniram para apreciar o fenômeno. Na foto, um grupo de madrugadores de Melbourne, Austrália. No Brasil, o eclipse começou por volta das 3h da manhã.
O eclipse do dia 15 inaugura uma sequência de 4 eclipses totais que segue até setembro de 2015. Os astrônomos chamam o fenômeno de tétrade. Na foto, a Lua vista no céu do Texas, Estados Unidos.
A Lua vermelha ficou no céu por volta de 78 minutos. O próximo eclipse total acontecerá no dia 08 de outubro. Anote no calendário.
Eclipses lunares totais não são comuns. Do total de eclipses, representam meros 28,8%.
Tétrades, como a que começou nesta madrugada, são ainda mais raras. Durante todo o século XXI, ocorrerão 8 dessas sequências. Essa foi a segunda do século.

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10.085 – Antropologia – Os Pigmeus


Pigmeus
Pigmeus

Pigmeu é um termo utilizado para vários grupos étnicos mundiais cuja altura média é invulgarmente baixa; os mais famosos pigmeus são os Mbuti onde os homens adultos crescem a menos de 150 cm na média de altura. Um membro um pouco mais alto no grupo é denominado pigmoide. Existem também pigmeus no Sul da Ásia, na Oceania, no Brasil e na Bolívia. O termo inclui também os Negritos do Sudeste Asiático.
O termo “pigmeu” é muitas vezes considerado preconceituoso. Cada povo prefere ser chamado pelo seu respectivo nome, embora não haja outro termo para se referir aos povos como grupo.
Várias teorias têm sido propostas para explicar a baixa estatura dos pigmeus. Uma explicação aponta para os baixos níveis de luz ultravioleta nas florestas equatoriais. Isto pode significar que relativamente pouca vitamina D pôde ser feita na pele humana, limitando assim a absorção do cálcio na dieta de crescimento e manutenção óssea, e que conduziu à evolução característica de tamanho pequeno e esquelético dos pigmeus.
Há uma lenda que diz que os povos pigmeus primordiais (os Kás), era um povo muito alto que passavam de 220 cm na media de altura e que foram expulsos para as densas florestas equatoriais por uma maldição há quase 5000 anos atrás pelos ancestrais dos Bantos, o que originou em grandes costumes de hoje em dia. Conta a lenda que os Ká passaram mais de 3000 anos sem poder ver a luz do sol e passado esse tempo foram denominados pigmeus pelas tribos bantas da região pois passaram a ter uma estatura muito baixa. Assim com o nome mudado os pigmeus puderam voltar a ver a luz do sol.
Outras explicações incluem a falta de alimentos no ambiente equatorial, os baixos níveis de cálcio no solo, a necessidade de se mover através da densa floresta, a adaptação ao calor e à umidade, e, mais recentemente, como uma associação com a rápida maturação reprodutiva em condições de mortalidade precoce. Um estudo recente sugere que o crescimento nessas populações é retida por pequenas quantidades de FIG (Fatores de Insulina do Crescimento) durante a adolescência.
O hormônio do crescimento (GH) estimula o fígado a produzir diversar proteínas pequenas, denominadas somatomedinas, que possuem o efeito de aumentar todos os aspectos do crescimento ósseo. Foram isoladas,pelo menos, quatro somatomedinas diferentes, mas sem dúvida alguma, a mais importante é a somatomedina-C, com peso molecular aproximado de 7.500. Em condições normais, a concentração de somatomedina-C no plasma acompanha estreitamente a velocidade de secreção do hormônio do crescimento. Os pigmeus da África tem incapacidade congênita de sintetizar quantidade significativa de somatomedina-C. Embora a concentração de GH esteja normal ou elevada no plasma sanguíneo desses indivíduos, existem quantidades diminuídas de somatomedina-C, explicando aparentemente a baixa estatura dessas pessoas. Alguns outros anões (o nanismo de Levi-Lorain) também apresentam esse problema.
Pigmeus vivem em vários grupos étnicos em Ruanda, Uganda, na República Democrática do Congo, na República Centro-Africana, Camarões, Guiné Equatorial, Gabão, no Congo, Angola, Botsuana, Namíbia e na Zâmbia.
A maioria das comunidades sobrevivem como caçadores-coletores, que vivem parcialmente, mas não exclusivamente sobre os produtos silvestres do seu ambiente. Fazem comércio com os agricultores vizinhos para adquirir alimentos e outros materiais cultivados fora. Mas mesmo assim são bons caçadores, caçando só o que precisam, e comem larvas de troncos ocos. Destilam o milho e frutas disponíveis; extraem dali o álcool. As casas são feitas de varas, troncos e folhas e mantêm sempre uma fogueira acesa durante a noite pois esfria muito.
Enquanto para o negro em geral a selva é uma madrasta perigosa, para os Pigmeu é uma mãe amorosa que os acolhe, nutre e protege. Dela eles recebem o material para construir suas cabanas, a madeira para seus arcos e flechas e o alimento cotidiano.
A cabana, semi-esférica e totalmente coberta de folhas, tem de 2 a 3 metros de diâmetro e uma altura que raramente supera os 150 centímetros. Antigamente, sua construção era tarefa exclusiva das mulheres.
Os instrumentos de trabalho dos Pigmeu são poucos e feitos com madeira, ossos, chifres, fibras naturais e vegetais, dentes e sementes duras. Além de suas casas, são hábeis na construção de pontes de cipó sobre os rios.
Em todos os grupos pigmeus, a unidade sócio-econômica é a aldeia, formada por uma dezena de cabanas e habitada por grupos de trinta a setenta pessoas. O mais velho, ou o caçador mais hábil, preside cada unidade.
A estrutura social dos Pigmeu é muito precisa, e há uma nítida divisão sexual do trabalho. As mulheres recolhem na selva tubérculos, fungos, larvas e cogumelos. A pesca, que só acontece na estação seca, é reservada, em alguns grupos, às mulheres e crianças.
Já a caça é atividade exclusivamente masculina e se constitui num momento mágico na vida da comunidade pigmeia. Os homens se preparam para sair à caça se abstendo das relações sexuais e evitando toda “ofensa” à comunidade. Antes de partirem, há cerimônias de purificação e propiciação.
Hoje, como no passado, a sorte dos Pigmeu está ligada à selva. Fora dela, sua cultura e sua vida se perdem. Mas ultimamente o seu meio ambiente está sendo cada vez modificado e destruído pela extração de madeira, extensas plantações de café, minas de ouro e diamantes e implantações industriais.
Além disso, o uso de armas de fogo por parte de negros e brancos afasta sempre mais os animais selvagens, dificultando a caça, atividade essencial para a subsistência dos Pigmeus.
Estima-se que há entre 250.000 e 600.000 pigmeus que vivem na floresta tropical do Congo.
Os Pigmeus africanos sofrem preconceito e opressão de outros grupos étnicos Africanos, principalmente o canibalismo dos Bantos. Alguns países pretenderiam usar os Pigmeu como curiosidade turística e convertê-los em patrimônio nacional, como se se tratasse de animais raros de uma reserva. Esta é uma situação discriminatória que, nascida das diferenças entre os Pigmeu e os demais povos africanos, ainda perdura hoje.
Há ampla evidência de assassinatos em massa, canibalismo e estupros de pigmeus devido à tal tradição e é feita uma investigação contra o extermínio de pigmeus. Apesar de terem sido orientados por praticamente todos os grupos armados, a maior parte da violência contra os pigmeus é atribuído ao grupo rebelde, o Movimento para a Libertação do Congo, que faz parte do governo de transição de origem banta e ainda controla grande parte do norte e os seus aliados.
Escravidão
Na República do Congo, onde pigmeus representam 5 a 10% da população, muitos pigmeus vivem como escravos de mestres Bantos. A nação está profundamente dividida entre estes dois grandes grupos étnicos. Os pigmeus escravos pertencem desde o nascimento até à sua morte aos mestres Bantos em um relacionamento que os Bantos chamam de honrada tradição. Chegam a ser considerados parte do seu patrimônio familiar e, como tais, são transmitidos como herança de geração em geração. Nessas condições, é o patrão negro quem responde por eles diante da sociedade. Defendem-nos em tribunais, onde às vezes os Pigmeu nem sequer têm o direito de comparecer, e conservam seus eventuais documentos públicos, que usam sem maiores controles.
Os Bantos desfrutam dos bens que os Pigmeu caçam e colhem e exigem que trabalhem em seus campos. Em troca, lhes dão retalhos velhos de tecido, alguns produtos de cultivo e até suas cabanas, quando estas já estão semidestruídas.
Os Pigmeus, por viverem na floresta tropical escura, quente e úmida, encontram na coleta e na caça suas formas de subsistência. Não acumulam alimentos nem bens naturais e vivem daquilo que a natureza lhes oferece. Mas nem sempre contam com o suficiente para atender às necessidades mínimas – às vezes, passam longos períodos de fome. Como os demais povos caçadores da África, nunca se interessaram nem pela agricultura nem pela criação de gado. O único animal doméstico que costumam ter é o cachorro. A mulher é muito respeitada na sociedade pigmeia, e a monogamia é uma tradição tão firme que chega a ser difícil aos estudiosos explicá-la.
O homem em idade de casar busca uma esposa em um grupo distinto do seu. É uma forma de intercâmbio: um grupo cede a outro uma mulher se este está em condições de dar-lhe outra no lugar, para que o vazio deixado por uma seja preenchido pela outra.
Todas as noites, os Pigmeu costumam se reunir em danças coletivas e jogos mímicos, que são suas atividades preferidas nas horas de lazer.
Não é fácil falar da religião dos Pigmeus, porque eles não costumam expressar suas crenças com ritos externos e, além disso, a religião dos diferentes grupos não é uniforme. Geralmente, creem num Ser Supremo criador, que se personifica no deus da selva, do céu e do além. Creem ainda que as almas dos bons se convertem em estrelas do firmamento, enquanto as almas dos maus são condenadas a vagar eternamente pela selva e dão origem às doenças dos humanos.
Os Pigmeus acreditam também na vida além da morte, mas não se estendem muito sobre o assunto, logo se esquecendo das tumbas de seus antepassados.

10.083 – O Mar não tá pra Peixe – Oceano mais ácido confunde instinto de sobrevivência dos peixes


Nem o peixe-palhaço consegue fazer rir os ecologistas
Nem o peixe-palhaço consegue fazer rir os ecologistas

A acidificação do oceano, uma das consequências das mudanças climáticas, pode reduzir o instinto de sobrevivência dos peixes e expô-los aos seus predadores. Segundo um estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature Climate Change, os animais se sentem atraídos pelo cheiro do predador quando vivem em águas mais ácidas, isto é, quando o pH é menor que 7. A pesquisa foi feita em conjunto pelo Instituto Australiano de Ciência Marinha, Universidade James Cook, Instituto Georgia de Tecnologia e Sociedade Nacional Geográfica, todos na Austrália.
O estudo analisou o comportamento dos peixes nos recifes de corais situados em frente à costa de Papua Nova Guiné. Essa região do Oceano Pacífico é naturalmente ácida, num nível que os estudiosos acreditam ser comparável ao dos oceanos de todo o planeta ao fim deste século.
Nessa condição, os cientistas descobriram que os peixes mudam o seu comportamento. “Normalmente, os peixes evitam o cheiro de um predador, mas neste caso eles se sentem atraídos por ele”, explica um dos autores da pesquisa, Philip Munday, professor da Universidade James Cook. Além disso, esses animais se afastam de seu refúgio. “Essa é uma conduta arriscada para sua sobrevivência, porque eles se tornam facilmente detectáveis por um predador.”
Cerca de 30% do dióxido de carbono emitido à atmosfera pela atividade humana é absorvido pelos oceanos, o que faz com que eles se tornem mais ácidos. Segundo Munday, os peixes da região estudada não conseguiram se adaptar a essa acidez, apesar de terem vivido toda a sua vida expostos a níveis elevados de dióxido de carbono. “Não sabemos se essa adaptação será possível nas próximas décadas, caso a acidificação do oceano continue aumentando”.

10.082 – Cientistas conseguem tratar infecção pelo vírus Ebola pela primeira vez


O estudo, feito em macacos Rhesus, foi publicado nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine. Promissores, os resultados podem abrir o caminho para o desenvolvimento de terapias contra esta infecção, que causa uma febre hemorrágica cuja taxa de mortalidade é de 90% entre os humanos.
Responsável por muitas mortes, principalmente na África, o vírus Ebola se multiplica rapidamente, ultrapassando a capacidade do sistema imunológico de lutar contra a infecção. Como ainda não existe prevenção ou tratamentos para ele, o Ebola é considerado um grande perigo para a saúde pública – além de existirem temores de que vírus possa ser utilizado como arma biológica.
A mesma equipe de pesquisadores responsável por este estudo, liderada por James Pettitt, do Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército Americano (USAMRIID), demonstrou em outubro do ano passado que esse tratamento – um “coquetel” de anticorpos denominado MB-003 – evitou a morte de todos os animais testados, quando administrado uma hora após a exposição ao vírus, e de dois terços deles, 48 horas após a contaminação.
No estudo atual, os primatas só receberam o tratamento após apresentarem sintomas verificáveis da doença, o que ocorreu entre 104 e 120 horas após a infecção, e 43% deles se recuperaram. Esta diferença é importante porque o primeiro estudo testou o medicamento como uma forma de Profilaxia Pós-Exposição, ou seja, com objetivo de prevenir a infecção após exposição ao vírus, enquanto no novo estudo o medicamento foi testado como um tratamento, após o estabelecimento da infecção.
O MB-003 é feito com anticorpos monoclonais, células clonadas do sistema imunológico. Ele atua de duas formas: inativando o vírus e estimulando o sistema imunológico a eliminar as células infectadas pelo vírus. Nenhum efeito colateral do medicamento foi observado nos animais que sobreviveram.
“Na falta de uma vacina ou um medicamento para tratar ou evitar uma infecção do vírus Ebola, prosseguir o desenvolvimento de MB-003 é muito promissor”, disse Larry Zeitlin, um dos autores do estudo.
Segundo ele, o próximo passo é fazer estudos mais amplos em animais, para eventualmente passar para seres humanos. Os pesquisadores estimam que, se os resultados se mantiverem positivos, deve levar entre cinco e dez anos para que o medicamento possa ser comercializado.

10.081 – Vacina contra o herpes zóster chega ao país neste mês


Chega ao país a primeira vacina contra o herpes zóster, doença causada pela reativação do vírus da catapora com a queda da imunidade e que atinge principalmente idosos.

O herpes zóster, também conhecido como cobreiro, não causa a morte e é pouco frequente –aparece em menos de 0,5% da população. Mas quem tem a doença passa por um sofrimento que não é desprezível. Quando surge, o herpes zóster causa bolhas em algumas áreas do corpo (geralmente no rosto, no pescoço e nas costas) e dores fortes. Na maior parte dos casos, as lesões e as dores vão embora.
O problema, porém, são as complicações que podem surgir após a doença. A mais comum é a neuralgia pós-herpética. A dor, causada por uma inflamação de um nervo, torna-se crônica e compromete bastante a qualidade de vida dos idosos.
O herpes zóster pode ainda causar complicações nos olhos, infecções bacterianas graves nas lesões e doenças como hepatite, pneumonite e meningoencefalite.
A vacina, aplicada em dose única, já está disponível há dez anos nos EUA e é oferecida em outros países como Canadá, Reino Unido e Austrália. Mais recentemente, chegou ao México, à Argentina e à Colômbia.
Segundo os CDCs (Centros de Controle de Doenças) dos EUA, a vacina é considerada segura e não há relatos de efeitos graves. Em 30% dos casos, pode ocorrer dor temporária no local da aplicação e, mais raramente, dor de cabeça, febre e mal-estar.
Trata-se da mesma vacina contra a catapora, com vírus vivo atenuado, mas com uma quantidade maior de antígenos, já que a resposta imune de idosos costuma ser menor.
Na maioria desses países, a vacina é indicada para pessoas acima de 60 anos. No Brasil, ela foi aprovada a partir dos 50 anos.
Não há consenso se pessoas que já tiveram herpes zóster devem tomar a vacina. Lima diz que é muito raro que a pessoa tenha a doença novamente.