10.867 – Realidade ou Conspiração? O Caso Roswell


UFO_25Junho1997

É um dos casos mais famosos da ufologia mundial (em inglês:The Roswell UFO Incident), diz respeito a uma série de acontecimentos ocorridos em julho de 1947 na localidade de Roswell (Novo México, EUA), onde um OVNI teria caído.
No dia 8 de julho de 1947, em Roswell (Novo México, Estados Unidos), o jornal Roswell Daily Record publicou em primeira página a notícia de que o 509º Grupo de Bombardeiros da então Força Aérea do Exército dos EUA havia tomado posse dos destroços de um disco voador: RAAF (Roswell Army Air Field, Aeródromo Militar de Roswell) captura disco voador em rancho na região de Roswell, era o título da manchete.
A notícia causou rebuliço na cidade, mas já no dia seguinte o jornal desmentia a história: A notícia sobre os discos voadores perde o interesse. O disco do Novo México é apenas um balão meteorológico.
Os destroços haviam sido encontrados originalmente por um fazendeiro chamado William “Mac” Brazel, que deu uma entrevista ao Roswell Daily Record contando como foi o achado, publicada no dia 9 de julho. Ele disse que no dia 2 de julho, enquanto andava a cavalo com o seu filho Vernon de 8 anos, deparou-se, a cerca de 12 km do rancho em que vivia, com uma série de destroços. Acostumado a encontrar restos de balões meteorológicos, não lhes deu importância de início, só vindo a recolher o material no feriado do 4 de Julho, juntamente com a sua mulher e seu filho Victor de 14 anos. Nesse mesmo dia ele contou a sua história aos vizinhos Floyd e Loretta Proctor, que o informaram que alguns jornais ofereciam até 3.000 dólares por uma prova dos chamados “discos voadores”, assunto que estava causando furor na imprensa devido às declarações do piloto Kenneth Arnold feitas um mês antes.
Arnold relatou que, ao sobrevoar o Oregon, avistou o que seriam aeronaves voando em formação, e descreveu o seu movimento como o de pedras ou discos deslizando na superfície de um lago. A imprensa logo cunhou o termo “disco voador”, excitando as imaginações, o que estimulou quase mil relatos de avistamentos de ufos nas semanas seguintes (hoje acredita-se que o que Arnold viu foram, na verdade, pássaros migrando).
Em 7 de julho de 1947, Brazel dirigiu-se até delegacia do xerife George Wilcox, no condado de Chavez, informando-o de que teria talvez encontrado os restos de um disco voador. O xerife telefonou para a base aérea de Roswell, que enviou o Major Billyard Ray Cyrus, do 509º Grupo de Bombardeiros, juntamente com o Capitão Sheridan Cavitt, para analisarem os destroços.
Major Marcel recolheu o material e o transportou para a base de Fort Worth. Enquanto isso a história se espalhou, dando origem à manchete do Roswell Daily Record do dia 8. No dia seguinte, o Exército tratou de desmentir a versão do disco voador, afirmando que os destroços encontrados eram de um balão meteorológico.
Baseando-se em relatos de diversas testemunhas descobertas a partir da volta do Caso Roswell às manchetes, pesquisadores publicaram os primeiros livros defendendo a tese de que os destroços de 1947 eram de uma nave alienígena. São exemplos The Roswell Incident (1980), de Charles Berlitz e William Moore; UFO crash at Roswell (1991) e The truth about the UFO crash at Roswell (1994), de Kevin Randle e Donald Schmitt e Crash at Corona, de Don Berliner e Stanton Terry Friedman (1997).
Ainda que divergissem em alguns detalhes, as teorias apresentadas nesses livros seguiam a mesma lógica básica. Os destroços encontrados em Roswell seriam de uma nave alienígena que, por algum motivo desconhecido, teria se acidentado. Ao identificarem os destroços, os militares americanos teriam iniciado uma campanha de desinformação para acobertar a verdadeira origem do material, apresentando a versão oficial de que seriam restos de um balão meteorológico. O material teria sido, na verdade, encaminhado para análise em instalações secretas de pesquisa e escondido do público.
Variações encontradas nas teorias incluem os locais onde teriam sido encontrados destroços, o número de naves que teriam se acidentado, a quantidade de destroços encontrados, a existência ou não de corpos de alienígenas e seu número, bem como a descrição dos materiais.
Em 1994, Steven Schifft, congressista do Novo México, pediu à GAO (General Accounting Office – Escritório Geral de Auditoria) que buscasse a documentação referente ao Caso Roswell. Quando a USAF recebeu a petição da GAO, publicou dois relatórios conclusivos sobre o caso: o primeiro, de 25 páginas, intitulado O relatório Roswell: a verdade diante da ficção no deserto do Novo México, foi publicado ainda em 1994 e se concentra na origem dos destroços encontrados. Já o segundo, publicado três anos depois e denominado O incidente de Roswell: caso encerrado, aborda os relatos de corpos de alienígenas. No primeiro relatório a USAF afirmava que os restos encontrados eram de balões do Projeto Mogul, altamente secreto, projetado para detectar possíveis testes nucleares soviéticos (o primeiro teste nuclear soviético só aconteceria em 1949). Para isso, detectores acústicos de baixa frequência eram colocados em balões lançados a altas altitudes. Outros pesquisadores também chegaram, de forma independente, à relação entre Roswell e o Projeto Mogul.
A partir dos registros ainda disponíveis sobre o projeto, concluiu-se que os destroços encontrados em Roswell seriam provavelmente do quarto voo, ocorrido em 4 de junho de 1947. Este voo consistia em cerca de vinte e um balões meteorológicos de neoprene ligados entre si, um microfone sonda, explosivos para regular a altitude do aparelho, interruptores de pressão, baterias, anéis de lançamento e de alumínio, três pára-quedas de pergaminho reforçado de cor vermelha ou laranja e três alvos refletores de radar de um modelo não normalmente usado no continente dos Estados Unidos.
De acordo com o diário do Dr. Crary, um dos responsáveis do projeto, o voo NYU 4 foi acompanhado pelo radar até que desapareceu a cerca 27 km de distância do Rancho Foster. As cartas meteorológicas da época demonstram, contudo, que de acordo com os ventos prevalecentes de então, os balões podem ter sido levados exatamente para o local onde Mac Brazel os encontrou dez dias depois.
Já no relatório de 1997, a Força Aérea dos Estados Unidos afirmou que os estranhos corpos descritos por algumas das testemunhas eram na verdade bonecos de teste do Projeto High Dive. Concluiu-se que: diversas atividades da Força Aérea ocorridas ao longo de vários anos foram misturadas pelas testemunhas, que as lembraram erroneamente como tendo ocorrido em julho de 1947; os supostos corpos de alienígenas observados no Novo México se tratavam na verdade de bonecos de testes carregados por balões de alta altitude; as atividades militares suspeitas observadas na área eram as operações de lançamento e recuperação dos balões e dos bonecos de testes; e que os relatos envolvendo alienígenas mortos no hospital da base de Roswell provavelmente se originaram da combinação de dois acidentes, cujos feridos foram para aí transportados (a queda de um avião KC-97 em 1956, no qual onze militares morreram, e um incidente com um balão tripulado em 1959 em que dois pilotos ficaram feridos).
Atualmente, bonecos de teste são amplamente conhecidos pelo público em geral (principalmente por causa de seu uso em testes de segurança de automóveis), mas na década de 1950 eles eram desconhecidos fora dos círculos da pesquisa científica. No entanto, na década de 1920, a Força Aérea Americana já lançava esses bonecos de aviões como forma de testar modelos de paraquedas. Na década de 1940 eles foram usados para testar assentos de ejeção para caças (que haviam sido inventados pelos alemães). E na década de 1950, eles estavam sendo lançados de balões a alta altitude como parte do desenvolvimento de cápsulas de escape para os futuros veículos espaciais.
Entre junho de 1954 e fevereiro de 1959, sessenta e sete bonecos foram lançados de balões na região do Novo México, sendo que a maioria caiu fora dos limites das bases militares. Os bonecos eram transportados em grandes caixas de madeira, semelhantes a caixões, para evitar danos aos sensores montados em seu interior. Pelo mesmo motivo, quando retirados das caixas ou após recuperados no campo, os bonecos eram normalmente transportados dentro de sacos plásticos em macas. Em alguns lançamentos, os bonecos vestiam uma roupa de alumínio que protegia os sensores das baixas temperaturas das altas altitudes. Todos estes fatos, além de sua aparência, provavelmente contribuíram para sua identificação como corpos de alienígenas.
Em março de 2011 um documento de 22 de março de 1950, escrito pelo agente Guy Hottel, foi liberado pelo FBI em seu sistema de pesquisa (The Vault). O documento registra apenas o boato de que três discos voadores teriam sido recuperados no Novo Mexico (EUA), e que cada uma das espaçonaves seria ocupada por três corpos de forma humana, mas com apenas 3 pés (cerca de 1 metro) de altura, vestidos com roupa metalica de textura muito fina.

caso-roswell-1977

10.863 – Sistema Endócrino – Função da Glândula Hipófise


funcionamento cérebro e tireoide

A hipófise, também chamada de glândula “mestra” do organismo, é um órgão pequeno, tendo no homem o volume de uma pequena noz, pesando por volta de 0,6g.
Situa-se no interior da caixa craniana, numa depressão óssea chamada sela túrcica.
Ela coordena o funcionamento das demais glândulas, porém não é independente, obedece a estímulos do hipotálamo. A hipófise é formada de três partes:
A hipófise anterior ou adeno-hipófise, hipófise intermediaria e hipófise posterior.
A atividade das células hipofisárias e a emissão de seus hormônios no sangue estão sob o controle de centros nervosos situados na base do cérebro, na região denominada hipotálamo. As relações entre as duas estruturas se faz por intermédio de substâncias
químicas: os fatores de liberação, ou “releasing factors”, secretados por alongamentos de células especializadas do hipotálamo.
Dos sete hormônios produzidos pela adeno-hipófise, quatro exercem sua ação por intermédio de uma outra glândula endócrina.
A adeno-hipófise produz hormônios essenciais ao crescimento, ao metabolismo geral e à reprodução, garantindo a sobrevivência da espécie. Ela produz pelo menos seis hormônios. Três deles, as gonadotrofinas, são sexuais.
Estas substâncias estimulam as gônadas [testículos e ovários] a produzirem células reprodutoras.
O hormônio tireotrófico [TSH] estimula a glândula tireóide e participa no metabolismo orgânico, no aproveitamento da água, do iodo, do cálcio, do fósforo, dos açúcares, das gorduras, das proteínas e das vitaminas.
O hormônio adrenocorticotrófico [ACTH] é o ativador da parte externa da glândula supra-renal, vital no controle da água, sais e outros elementos.
O sexto hormônio, o somatotrófico, ou hormônio do crescimento, estimula o crescimento de todos os tecidos do corpo e também tem grande importância no aparecimento do diabetes.
A parte intermediária da hipófise secreta o hormônio melanotrófico ou melatrofina que em peixes e anfíbios induz à dispersão dos grânulos de melanina dos melanócitos,
levando ao escurecimento da pele. Esse processo é de fundamental importância para a proteção desses animais diante da ação dos predadores.
A HIPÓFISE POSTERIOR E A VASOPRESSINA, O HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO E A OXITOCINA
A hipófise posterior ou neuro-hipófise, localiza-se no lobo posterior, sendo constituída
por fibras nervosas desprovidas de mielina (desmielinizadas) e por células da
neurologia. Os hormônios neuro-hipofisários são: a vasopressina ou hormônio
antidiurético (ADH), ambos produzidos no hipotálamo e armazenados no lobo posterior da hipófise, que controla o equilíbrio hídrico do organismo.
A oxitocina age na musculatura lisa da parede do útero, facilitando a expulsão do feto e da placenta.
Uma característica peculiar da neuro-hipófise é a sua circulação, curiosamente feita quase que totalmente de sangue venoso, isto é, carregado de gás carbônico e com
baixas taxas de oxigênio.
As secreções da “glândula mestra” obedecem a um conjunto de estímulos de ordem hormonal e nervosa. Assim, pode-se concluir que exista uma relação direta entre estado psíquico e hormônios.

CENTROS DE REGULAÇÃO DO COMPORTAMENTO E DA EMOÇÃO
Durante muito tempo acreditou-se que a regulação do comportamento e em especial o comportamento emocional estaria na dependência de todo o cérebro. Coube principalmente a Hess, demonstrar a existência de centros de regulação docomportamento. Sabe-se que as áreas relacionadas com o comportamento emocional ocupam territórios bastante grandes.
Por exemplo, no tronco encefálico estão localizados vários núcleos de nervos cranianos, viscerais e somáticos. Ativando-se essas estruturas ocorrem estados emocionais, resultando diversas manifestações como: o choro, alterações fisionômicas,
sudorese, salivação, aumento do ritmo cardíaco.
Além de sua participação nos fenômenos emocionais, estas áreas relacionam-se também com comportamentos ligados às necessidades básicas do organismo tais como a sede, a fome e o sexo, importantes para a preservação do indivíduo e da
espécie. O fato de que as áreas encefálicas que regulam o comportamento emocional também regulam o sistema nervoso autônomo torna-se mais significativo se considerarmos que as emoções se expressam através de manifestações viscerais
[choro, aumento de salivação, eriçar de pelos em um gato com raiva] e são acompanhadas de alterações da pressão arterial, do ritmo cardíaco e respiratório.
Torna-se claro também que muitos distúrbios emocionais graves resultam de afecções viscerais, sendo um exemplo clássico o caso das úlceras gástricas e duodenais.
As artérias para a hipófise são as artérias hipofisárias superiores, ramos da carótida interna ou da artéria comunicante posterior, e as artérias hipofisárias inferiores, ramos da carótida interna mas atravessam o seio cavernoso. Os ramos das artérias superiores abastecem a haste e as partes adjacentes do lobo anterior. Os ramos das artérias inferiores suprem o lobo posterior. A suplência sanguínea da parte distal é feita sobretudo através de veias de um sistema porta. O sangue dos capilares da parte tuberal e adjacências da haste drena para as veias, que descem ai longo do infundíbulo e terminam em numerosos capilares sinusoídes da parte distal.
As veias da hipófise são as veias hipofisárias laterais que drenam para os seios cavernosos e intercavernosos.
Nervos: A parte distal não tem inervação específica. Fibras do gânglio cervical superior do sistema simpático têm sido seguidas ao longo dos vasos sanguíneos, mas não foram associadas as células glandulares. A neuro – hopófise recebe fibras dos núcloes supra – ópticos e paraventrincular do hipotálamo. Grânulos osmiofilos análogos de neurossecreção são encontrados nas células deste núcleos e em seus prolongamentos, que se dirigem em direção caudal para o lobo posterior e constituem o feixe hipotalâmico – hipofisário.

10.862 – Um ano após fiasco, satélite sino-brasileiro é lançado com sucesso


satelite sino bras

Depois do fracasso no lançamento do satélite sino-brasileiro CBERS-3, uma nova tentativa foi realizada com sucesso domingo (7/12/2014), na base militar chinesa de Taiyuan, nordeste do país.
Os técnicos brasileiros e chineses envolvidos no projeto respiraram aliviados quando foi confirmado que o satélite CBERS-4, produzido em conjunto, havia entrado em órbita.
“Saiu um peso do peito”, disse o engenheiro Antonio Carlos de Oliveira, coordenador do segmento espacial do programa CBERS.
Em 9 de dezembro de 2013, uma falha no foguete chinês Longa Marcha 4 levou à perda do satélite CBERS-3.
O fracasso causou frustração entre os envolvidos no projeto e um grande constrangimento entre os chineses, que interromperam o lançamento de satélites durante o primeiro semestre deste ano, até descobrirem o que causou o problema. A conclusão foi de que uma falha na canalização do combustível parou o motor antes da hora e impediu que ele colocasse o satélite em órbita.
Com o céu claro e uma temperatura de 14 graus negativos, o lançamento ocorreu conforme o planejado, às 11h26 (1h26 de Brasília). Cerca de 15 minutos depois veio a confirmação de que ele havia sido bem sucedido. Os chineses tiveram um motivo a mais para comemorar: foi o 200º lançamento de foguetes da série Longa Marcha, iniciada em 1970.
É o quarto satélite lançado pelo programa de observação da Terra que o Brasil mantem em parceria com a China. Com o sucesso do lançamento, o Brasil volta a ter meios próprios para captar imagens de seu território do espaço. Isso não ocorria desde 2010, quando a versão anterior do satélite (CBERS-2B) parou de funcionar.
Do lado brasileiro estavam presentes o ministro da Ciência e Tecnologia, Clélio Campolina, o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho, e Leonel Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além do embaixador do Brasil em Pequim, Valdemar Carneiro Leão e de oficiais das Forças Armadas.
Leão leu uma mensagem da presidente Dilma Rousseff em que ela parabeniza o sucesso do lançamento e exaltou a decisão de disponibilizar gratuitamente aos países da América Latina e África as imagens obtidas pelo CBERS-4.
Segundo o Inpe, as imagens permitem uma vasta gama de aplicações, de mapas de queimadas e monitoramento do desflorestamento da Amazônia até estudos de desenvolvimento urbano.

10.861 – Mega Curtíssima – Floresta de Chernobyl não se decompõe


A alta radioatividade em torno da usina de Chernobyl, que explodiu em 1986, matou os fungos do local. Segundo um novo estudo, isso está impedindo a decomposição das plantas – há árvores que estão mortas há 15 anos, mas ainda não começaram a apodrecer.
Leia mais sobre o acidente de Chernobyl aqui mesmo no ☻ Mega.

10.859 – Biologia – Peixe usa eletricidade para ‘sequestrar’ a presa


poraque-cortada

O poraquê (Electrophorus electricus), típico da Bacia do Rio Amazonas, usa descargas de alta voltagem para controlar remotamente os músculos de suas presas, revelou um estudo publicado na revista Science.
Também conhecido como peixe-elétrico, o poraquê produz descargas de até 600 volts, suficientes para matar um cavalo adulto. Até agora, no entanto, a ciência ignorava como funciona o sistema elétrico do animal. Com uma série de experimentos, um pesquisador acaba de demonstrar que as descargas elétricas do poraquê afetam os neurônios motores que controlam os músculos de suas presas, “sequestrando” assim os circuitos neurais que eles usam para se mover.
De acordo com o autor, Kenneth Catania, da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, o poraquê produz diferentes tipos de descargas elétricas. Algumas delas, de baixa voltagem, funcionam como sensores do ambiente para auxiliar na navegação, já que o peixe-elétrico enxerga mal. Mas as descargas de alta voltagem servem tanto para localizar a presa, quanto para incapacitar sua fuga. Segundo Catania, o recurso utilizado pelo poraquê funciona de forma semelhante a um “teaser” — arma não letal que usa descargas de alta tensão para imobilização.
Para os experimentos, o cientista colocou diversos poraquês em um grande aquário equipado com um sistema capaz de detectar os sinais elétricos dos animais. Segundo ele, os movimentos do poraquê são incrivelmente rápidos: eles podem engolir um peixe em um décimo de segundo. O cientista então montou um sistema de vídeo especial que capta milhares de quadros por segundo, para estudar os movimentos dos animais em câmara lenta.
Além das descargas de baixa voltagem usadas para perceber o entorno, os animais produziam curtas sequências de dois ou três pulsos de alta voltagem, que duram poucos milissegundos. O cientista verificou que esses pulsos eram usados na caçada: ao passar perto de um peixe oculto, os pulsos fazem a presa ter uma convulsão que denuncia sua posição — já que o poraquê é eficaz na detecção de movimentos. Nesse momento, o poraquê lança uma descarga de alta voltagem, com duração de 10 a 15 milissegundos, que paralisa completamente a presa por três ou quatro milissegundos — o suficiente para ser abocanhada pelo rápido caçador elétrico.
Segundo Catania, os pulsos duplos ou triplos correspondem ao sinal enviado pelos neurônios motores do peixe aos seus músculos para contraí-los. “Normalmente, nenhum animal consegue contrair todos os músculos do seu corpo ao mesmo tempo. Mas é exatamente o que o peixe-elétrico causa com esse sinal.

10.857 – Astronáutica – Programa Espacial Soviético


Yuri Gagarin

‘A Terra é Azul’. A frase acima é do cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a ver a Terra do espaço. Apesar dessa frase normalmente ser atribuída ao momento em que Gagarin observou nosso planeta pela primeira vez, ela provavelmente foi dita em solo, depois da missão. O que Gagarin realmente disse ao ver a Terra do espaço foi o seguinte: ‘Através da janela, eu vejo a Terra. O chão é claramente identificável. Eu vejo rios e as dobras do terreno. Tudo é tão claro…’.

Cadela Laika
Cadela Laika

O conjunto de projetos e missões executados pela antiga União Soviética (URSS) para exploração do espaço, tanto por meio de sondas e vôos não tripulados, quanto com espaçonaves tripuladas, desde a década de 30 até a sua dissolução em 1991.
Ao longo dos seus sessenta anos de história, esse programa originalmente militar e secreto, foi responsável por um grande número de metas pioneiras alcançadas na conquista do espaço, incluindo: o primeiro míssil balístico intercontinental, o primeiro satélite artificial (1957), o primeiro animal no espaço (1957), o primeiro homem no espaço (1961), a primeira mulher no espaço, a primeira caminhada no espaço, o primeiro veículo a entrar em órbita solar (1959), o primeiro impacto na Lua (1959), a primeira imagem do lado escuro da Lua (1959), o primeiro pouso suave na Lua (1966), o primeiro satélite artificial da Lua (1966), o primeiro rover na Lua (1970), a primeira estação espacial e a primeira sonda interplanetária a atingir a superfície de outro planeta. Estas iniciativas pioneiras acabaram comprovando que era possível enviar artefatos humanos para o espaço exterior e, mais importante, enviar homens ao espaço.
O programa espacial e de foguetes da União Soviética, que teve no seu início a ajuda de cientistas alemães capturados que trabalharam no avançado programa alemão de foguetes, foi conduzido em sua maior parte por cientistas e engenheiros soviéticos depois de 1955, e era baseado em teorias únicas e exclusivas desenvolvidas desde o Império Russo, muitas delas derivadas do trabalho de Konstantin Tsiolkovsky, muitas vezes chamado de “pai da teoria aeroespacial”.
Devido ao fato do programa ser secreto, e por seu valor estratégico como propaganda, os anúncios dos resultados das missões eram adiados até que o sucesso fosse certo, e as falhas eram em geral mantidas em segredo. Devido à política de glasnost de Mikhail Gorbachev na década de 80, muitos fatos até então desconhecidos sobre o programa espacial foram divulgados. Entre os principais segredos que finalmente foram revelados, constam: as mortes de Korolev, Vladimir Komarov (na queda da Soyuz 1), e Yuri Gagarin (em treinamento de rotina num avião de caça) entre 1966 e 1968, além de falhas desastrosas com o enorme foguete foguete N1 que deveria ser usado na missão de pouso tripulado na Lua, que explodiram logo após o lançamento em cada um dos quatro testes não tripulados.
O programa espacial soviético foi descontinuado com a queda da União Soviética, com a Rússia e a Ucrânia se tornando os seus principais herdeiros. A Rússia criou a “Agência de Aviação e Espaço Russa”, hoje conhecida como Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos), enquanto a Ucrânia criou a Agência Espacial do Estado da Ucrânia (NSAU).
A teoria da exploração espacial foi bem estabelecida no Império Russo antes da Primeira Guerra Mundial a partir dos escritos de Konstantin Tsiolkovsky, que publicou estudos pioneiros ao final do século 19, início do século 20 e em 1929 introduziu o conceito do foguete multi estágios.
Durante os anos 30, a tecnologia de foguetes soviética era comparável à alemã, mas o “Grande Expurgo” de Stalin comprometeu seriamente esse progresso. Muitos dos principais engenheiros foram mortos, e Korolev e outros foram presos no [Gulag]]. Apesar da efetividade dos mísseis Katyusha na Frente Oriental da Segunda Guerra, os avanços do programa de foguetes alemão impressionou muito os engenheiros soviéticos, que inspecionaram os seus restos em Peenemünde e Mittelwerk depois do fim da guerra. Apesar dos Norte americanos terem levado secretamente os mais importantes cientistas alemães e material para construir cerca de 100 foguetes V-2 para os Estados Unidos na Operação Paperclip, o programa soviético se beneficiou muito dos registros, centros de produção e cientistas remanescentes.

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10.856 – “O avanço da inteligência artificial pode alavancar o fim da raça humana”


Filme de 2001
Filme de 2001

É a opinião de Stephen Hawking:
Nas últimas semanas, o físico Stephen Hawking afirmou que está trabalhando em um upgrade no seu sistema de comunicação. Mesmo sendo de seu interesse, o icônico professor está desconfiado das implicações envolvidas no avanço da inteligência artificial. Em suas palavras, “seu desenvolvimento pode ser o fim da raça humana”.
No começo do ano, Hawking deu uma entrevista dizendo: “Se nós conseguirmos fazer robôs mais espertos que os humanos; eles serão capazes de superar os pesquisadores e manipular os líderes da raça humana, inventando armas impossíveis de entender”.
Em (2/12/2014), quando conversava com a BBC, o físico ressaltou a utilidade das formas primitivas já existentes de IA, mas teme as consequências de criarmos algo que ultrapasse nossas próprias capacidades: “Esta inteligência viveria por conta e redesenharia a si própria a níveis sempre crescentes. Humanos, que são limitados por sua lenta evolução biológica, não poderiam competir, logo seríamos substituídos”.
Sobre as alterações no seu sistema de comunicação, Stephen Hawking disse que não se interessa em mudar muito: “Minha voz se tornou uma marca, não vale a pena mudar para uma voz mais natural com um sotaque britânico (o cientista é inglês). Uma vez me disseram que as crianças pediam para que os computadores com vozes tivessem algo próximo da minha”.

10.854 – Nasa testa cápsula que permitirá novas missões tripuladas ao espaço


Módulo Órion
Módulo Órion

A Nasa retoma uma trajetória interrompida em 1972, quando a última espaçonave Apollo retornou da Lua. Se a meteorologia permitir, a agência fará o primeiro ensaio em voo de sua nova cápsula para a exploração tripulada do espaço profundo.
O primeiro teste se limitará a duas voltas em torno da Terra, realizadas em pouco mais de quatro horas, e o veículo voará sem tripulação.
Ainda assim, a Órion, como é chamada a nova cápsula americana, atingirá uma altitude de 5.800 km, cerca de 14 vezes mais que a órbita da Estação Espacial Internacional.
É um pequeno passo para uma sonda não tripulada, mas um salto gigantesco para os astronautas americanos, que passaram os últimos 42 anos limitados a órbitas terrestres baixas em torno da Terra.
A Órion é uma versão maior e mais sofisticada das antigas naves que levaram à conquista da Lua na década de 1960.
Com capacidade para quatro astronautas (as Apollos só levavam três), ela parte amanhã impulsionada por um foguete Delta IV Heavy, sem capacidade para enviar a cápsula além da órbita terrestre.
O veículo lançador que fará isso no futuro ainda não está pronto. Chamado de SLS (Space Launch System), ele será o equivalente moderno do Saturn V. Mas seu primeiro voo só deve acontecer em 2017, e projeções recentes dão conta de que a missão pode escapar para 2018.
Por conta disso, a Nasa não antecipa que algum astronauta americano vá deixar a segurança das órbitas terrestres baixas rumo ao espaço profundo antes de 2021.
Originalmente, a Órion havia sido concebida para que a Nasa retomasse missões tripuladas ao solo lunar.
Esse plano havia sido apresentado pelo então presidente George W. Bush, em resposta à comissão de investigação do acidente com o ônibus espacial Columbia, ocorrido em 2003.
Com a chegada de Barack Obama à Casa Branca, um comitê foi encarregado de revisar o andamento do programa tripulado, e ficou claro que a iniciativa não tinha os fundos necessários.
Congresso e comunidade científica também se dividem sobre o mérito da missão ao asteroide. Não é impossível que uma nova mudança de humor leve a reformulações no futuro. Seja qual for o destino, aos trancos e barrancos, os EUA começam agora a reconstruir a infraestrutura tecnológicas para a exploração do espaço profundo.
Não por acaso, a China está prestes a fazer movimento similar. Apesar de seu programa espacial ser largamente secreto, eles não escondem o desejo de empreender viagens à Lua na próxima década.
Pode até ser o início de uma nova corrida espacial. Para evitar isso, gente como Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua, defende que os americanos devessem se aliar aos chineses na exploração do espaço profundo, ajudando-os a visitar o solo lunar.

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10.853 – Sistema Solar – Os Satélites de Saturno


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Saturno é o planeta do sistema solar com o segundo maior número de luas ou satélites naturais, sendo Titã a única lua do sistema solar com uma atmosfera importante.
Os satélites maiores, conhecidos antes do começo da exploração espacial são: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Hiperião, Jápeto e Febe. Encélado e Titã são mundos especialmente interessantes para os cientistas planetários, primeiramente pela existência de água líquida a pouca profundidade de sua superfície, com a emissão de vapor de água através de geysers. Em segundo porque possui uma atmosfera rica em metano, bem similar a da terra primitiva.
Outras 30 luas de Saturno possuem nome, mas o número exato de satélites ainda é incerto, pois existe uma grande quantidade de objetos que orbitam este planeta. No ano 2000, foram detectados 12 satélites novos, cujas órbitas sugerem ser fragmentos de objetos maiores capturados por Saturno. A missão Cassini-Huygens também encontrou novas luas.
As 62 luas conhecidas de Saturno são listados aqui segundo o período orbital crescente a partir do planeta.

Nome Diâmetro
S/2009 S 1 ≈ 0,3
Pã 28,4 ± 2,6 (35×32×21)
Dafne 7,8 ± 1,6 (9×8×6)
Atlas 30,2 ± 2,8 (42×36×18)
Prometeu 86,2 ± 5,4 (133×79×61)
Pandora 80,6 ± 4,4 (103×80×64)
Epimeteu 113,4 ± 3,8 (116×117×106)
Jano 179,2 ± 4 (195×194×152)
Aegaeon ≈ 0,5
†Mimas 396,4 ± 1,0 (415×394×381)
Methone 3,2 ± 1,2
Anthe ≈ 2
Palene 4,4 ± 0,6 (5×4×4)
†Encélado 504,2 ± 0,4 (513×503×497)
†Tétis 1 066 ± 2,8
Telesto 24,8 ± 0,8
†Dione 1 123,4 ± 1,8
Helene 33 ± 1,2
†Reia 1 528,6 ± 4,4
Titã 5 151 ± 4
†Hipérion 266 ± 16
†Jápeto 1 471,2 ± 6,0
‡Ijiraq 12~0,00118
♣†Febe 214,4 ± 12,4
‡Paaliaq ≈ 22 ~0,00725
♣Skathi ≈ 8 ~0,00035
♦Albiorix ≈ 32 ~0,0223
♣S/2007 S 2 ≈ 6 ~0,00015
♦Bebhionn ≈ 6 ~0,00015
♦Erriapo ≈ 10 ~0,00068
‡Siarnaq ≈ 40 ~0,0435
♣Skoll ≈ 6 ~0,00015
♦Tarvos ≈ 15 ~0,0023
‡Tarqeq ≈ 7 ~0,00023
♣Greip ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 13 ≈ 6 ~0,00015
♣Hyrrokkin ≈ 8 ~0,00035
♣Mundilfari ≈ 7 ~0,00023
♣Jarnsaxa ≈ 6 ~0,00015
♣S/2006 S 1 ≈ 6 ~0,00015
♣S/2007 S 3 ≈ 5 ~0,00009
♣Narvi ≈ 7 ~0,00023
♣Bergelmir ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 17 ≈ 4 ~0,00005
♣Suttungr ≈ 7 ~0,00023
♣Hati ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 12 ≈ 5 ~0,00009
♣Bestla ≈ 7 ~0,00023
♣Farbauti ≈ 5 ~0,00009
♣Thrymr ≈ 7 ~0,00023
♣Aegir ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 7 ≈ 6 ~0,00015
♣S/2006 S 3 ≈ 6 ~0,00015
♣Kari ≈ 7
♣Fenrir ≈ 4 ~0,00005
♣Surtur ≈ 6 ~0,00015
♣Ymir ≈ 18 ~0,00397
♣Loge ≈ 6 ~0,00015
♣Fornjot ≈ 6

Existem mais 3 satélites não confirmados, detectados pela sonda Cassini.
Não está claro se estes possíveis satélites são reais ou se se trata de outros fenômenos persistentes no seio do anel F.
De Saturno, o primeiro satélite a ser descoberto foi Titã, em 1655. Os outros descobertos antes de 1970, foram através de telescópios e observatórios. A Voyager descobriu outros satélites de Saturno após 1970. A Cassini descobriu muitos outros.

10.852 – Bioastronomia – Encontrada Vida no Vácuo


Vida-no-espaço-Vida-no-vácuo

Traços de plâncton e outros micro-organismos foram encontrados vivendo no exterior da Estação Espacial Internacional, de acordo com autoridades espaciais russas.
A questão é: como eles foram parar lá? Ou, melhor, como eles sobreviveram ao passeio?
O plâncton não foi dar uma voltinha no espaço no lançamento da nave, pois simplesmente não existem plânctons de onde os módulos russos da estação foram lançados – a teoria mais forte até agora é que eles tenham sido soprados por correntes de ar na Terra. Incrivelmente, os minúsculos organismos foram capazes de sobreviver no vácuo do espaço, apesar das baixas temperaturas, da falta de oxigênio e da radiação cósmica.
A descoberta foi feita durante uma caminhada espacial de rotina pelos cosmonautas russos Olek Artemyez e Alexander Skvortsov, que estavam lançando nanosatélites no espaço. Após os lançamentos, eles usaram lenços para polir a superfície das janelas – também conhecidas como iluminadores – no segmento russo da estação quando decidiram analisar a sujeira que estava lá. Surpreendentemente, encontraram a presença de plâncton e outros micro-organismos usando equipamentos de alta precisão. “Os resultados são absolutamente únicos”, afirma o chefe da missão orbital russa, Vladimir Solovyev.
olovyev não está absolutamente certo como essas partículas microscópicas podem ter aparecido na superfície da estação espacial. Ele acha que eles podem ter sido “elevados” até a estação, a uma altitude de 420 quilômetros. “Plâncton nestes estágios de desenvolvimento podem ser encontrados na superfície dos oceanos. Isso não é típico de Baikonur. Isso significa que existem algumas correntes de ar que chegam à estação e se instalam em sua superfície”, sugere. A Nasa ainda não comentou se resultados semelhantes foram encontrados no passado.

10.849 – Biodiversidade – Descoberta nova espécie de peixe em poça de água doce no sul do Brasil


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O Austrolebias bagual, que ainda não recebeu nome popular, foi encontrado em uma área de apenas um hectare no Pampa gaúcho, em Encruzilhada do Sul, interior do Rio Grande do Sul.
Da família Rivulidae, a nova espécie identificada tem somente cinco centímetros e possui padrão de colorido único nos machos – a nadadeira dorsal apresenta manchas negras na vertical e o corpo marrom claro acinzentado também tem o mesmo tom de listras.
A descoberta foi divulgada pela publicação internacional AQUA – International Journal of Ichthyology. O Austrolebias bagual pertence ao grupo chamado de “peixes anuais”, que têm ciclo de vida regido pelo clima. Por viverem em poças temporárias, os indivíduos adultos morrem a cada vez que a seca atinge a região. Mas as fêmeas depositam os ovos na terra.
“Quando as poças secam, ocorre uma pausa no desenvolvimento dos embriões, conhecida como diapausa. Apenas quando volta a chover e o ambiente se torna favorável, os ovos voltam a se desenvolver e eclodem”, explica Matheus Volcan, pesquisador e vice-coordenador do Instituto Pró-Pampa.
Segundo a pesquisa, que teve apoio da Fundação Boticário, a bacia do Rio Camaquã, onde o Austrolebias bagual foi descoberto, ainda é pouco estudada e por isso sua biodiversidade é desconhecida. “Marcamos o início de um processo de ampliação do conhecimento. Queremos definir regiões prioritárias e propor ações de conservação para as espécies”.
Apesar da boa notícia, os cientistas revelam que a nova espécie já sofre risco de extinção. Os peixes de água doce estão entre os mais ameaçados, devido ao aumento de períodos de seca e a formação de poças e lagoas. Além disso, o crescimento de áreas agrícolas no Rio Grande do Sul torna os animais ainda mais vulneráveis.
Este foi justamente um dos motivos para a escolha do nome Austrolebias bagual. Os gaúchos costumam usar o termo “bagual” para se referir a pessoas corajosas e destemidas. A torcida agora é que o peixinho valente consiga sobreviver e se procriar num planeta cada vez mais quente.

10.848 – Biologia Marinha – Um vírus misterioso está matando as estrelas-do-mar


Doença misteriosa intriga a Ciência

Está matando milhões de estrelas-do-mar. A epidemia atinge a costa do Pacífico do Alasca ao México. Ela vem reduzindo drasticamente a população desses animais marinhos e pode chegar a outras regiões do mundo.
O fenômeno foi observado pela primeira vez em junho de 2013, na costa noroeste dos Estados Unidos, como relata uma extensa reportagem do site The Verge. A estrela-do-mar doente fica coberta de lesões brancas. Depois, seus órgãos internos começam se projetar para fora da pele. Por fim, o animal se desintegra, perde seus braços e morre. A doença atinge mais de 20 espécies.
Ao longo de um ano, ela se alastrou para o norte, atingindo o Canadá e o Alasca, e para o sul, chegando à Califórnia e ao México. Até aquários que recebem água do mar foram contaminados. No aquário de Seattle, quase todas as estrelas-do-mar morreram. E já se observam alguns casos na costa Leste dos Estados Unidos, o que mostra que a doença também ocorre no Atlântico.
Biólogos vêm estudando o fenômeno. A principal suspeita deles recai sobre um vírus. O detalhe é que esse vírus já foi encontrado em estrelas-do-mar preservadas em museus, capturadas há mais de 70 anos.
Se o vírus existe há tanto tempo, por que só agora se tornou mortal? “Estou totalmente convencida de que isso tem relação com mudanças climáticas”, disse Lesanna Lahner, veterinária do Aquário de Seattle, ao Verge. “Só não tenho nenhuma prova disso ainda”, completa ela.
O aumento da temperatura e da acidez do oceano parecem ser os fatores que propiciaram a propagação da doença. Lesanna pegou algumas estrelas-do-mar doentes que estavam se desintegrando a 12°C e as colocou num tanque refrigerado a 10°C.
Para surpresa dela, as estrelas se curaram. Isso sugere que o aquecimento do Pacífico Norte, que foi de 0,5°C entre 1955 e 2013, pode ter contribuído para o vírus se alastrar. Mas as estrelas que estavam soltas no mar não se recuperaram no Inverno, quando a água se resfria.

Acidez do mar
O oceano absorve dióxido de carbono, gás que vem sendo produzido em quantidades crescentes desde que o mundo se industrializou. Esse gás reage com a água do mar, tornando-a mais ácida.
Os oceanos, que foram ligeiramente alcalinos nos últimos 300 milhões de anos, estão se tornando ácidos. Estudos já demonstraram que a acidez enfraquece as estrelas-do-mar, tornando-as mais vulneráveis a doenças.
A matança pode afetar outros animais marinhos. Há um estudo famoso publicado em 1966 pelo naturalista americano Robert Paine. Durante dois anos, ele removeu todas as estrelas-do-mar de uma piscina natural num costão rochoso.
Nesse período, o número de espécies na piscina rochosa havia se reduzido de 15 para 8. Paine concluiu que as estrelas-do-mar são espécies-chave, da qual dependem outros animais. Esse conceito de espécie-chave acabou sendo importante em estudos ecológicos posteriores.
Se essas são as más notícias, há também dados que trazem esperança. Pelo que se observou até agora, as estrelas-do-mar não desaparecem completamente das áreas afetadas. Em geral, morrem as maiores, mas resta um certo número de estrelas pequenas.
Isso sugere que os indivíduos mais resistentes sobrevivem à doença. Eles poderão, com o tempo, se reproduzir e levar a população desses animais a ser recuperar. De fato, já houve momentos na história em que a população das estrelas-do-mar declinou, recuperando-se depois. É possível que aconteça o mesmo na epidemia atual.

estrela girassol

10.846 – Astrofísica – Planeta em formação é registado pela primeira vez


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O caminho em direção a uma compreensão melhor e mais clara a respeito das origens do Sistema Solar está agora um pouco mais próximo, graças a uma imagem de altíssima resolução capturada pelo telescópio ALMA. Os especialistas que trabalham com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array”) conseguiram tirar uma fotografia que revela, com precisão, detalhes extraordinários de um disco de formação planetária. Trata-se de um enorme avanço nessa área, que poderá ajudar a entender como os discos protoplanetários se desenvolvem e geram planetas.
Os cientistas basearam suas observações em uma estrela chamada HL Taui, localizada a 450 anos-luz da Terra, e rodeada por um disco de poeira. “Quando vimos essa imagem pela primeira vez, ficamos impressionados com o espetacular nível de detalhe. A HL Tauri não possui mais que um milhão de anos. No entanto, seu disco parece estar repleto de futuros planetas”, disse Stuart Corder, autor principal do trabalho. Ele espera que a imagem vá “revolucionar as teorias da formação planetária existentes”. Por enquanto, já é possível saber que o processo de formação planetária é muito mais rápido do que se imaginava. A observação dele permitirá também que saibamos como, há quatro milhões de anos, o Sistema Solar foi criado.

10.843 – Biologia Marinha – Impactos no ciclo de nitrogênio afetam vida marinha e humana


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As mudanças induzidas pelo homem no ciclo do carbono, como seu aumento na atmosfera e no oceano, o que causa acidificação, são impactos observados há décadas. No entanto, um estudo publicado esta semana na Science mostra que atividades humanas, em particular processos industriais e agrícolas, têm também impactos significativos no ciclo de nitrogênio do mar.
A taxa de acumulação de nitrogênio reativo (como óxidos de nitrogênio da queima de combustíveis fósseis e amônia do uso de fertilizantes) mais que dobrou globalmente nos últimos 100 anos. E este aumento antropogênico da substância atingiu magnitude comparável a cerca de metade da fixação de nitrogênio pelo oceano (o processo natural pelo qual o gás atmosférico se torna um nutriente útil para organismos).
David Karl, diretor do Centro de Oceanografia Microbial da Universidade do Havaí, e pesquisadores da Coréia, Suíça e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA trabalharam conjuntamente para avaliar a concentração de nitrato em mar aberto do Pacífico Norte dos anos 1960 aos anos 2000.
A análise, capaz de discernir fixação de nitrogênio derivada de atividades humanas daquela natural, revelou que a concentração de nitrato aumentou substancialmente nas águas de superfície do Pacífico Norte nos últimos 30 anos, o que se deve em grande parte ao acúmulo de nitrogênio na atmosfera. “É um resultado preocupante que eu não teria previsto,” disse ontem Karl”. “O Pacífico Norte é tão vasto que é difícil imaginar que humanos pudessem impactar o ciclo natural de nitrogênio”.
Como a atividade biológica é limitada pela disponibilidade de nitrato no oceano, o acúmulo de nitrogênio da atmosfera pode aumentar a fotossíntese em suas camadas expostas ao sol e exportar material orgânico da superfície para águas profundas.
“A crescente população humana precisa de energia e alimento. Infelizmente, a poluição de nitrogênio é uma consequência indesejada, e nem o oceano aberto é imune a nossas atividades industriais”, afirmou Karl, de acordo com o Business Standard.

10.842 – O Retorno do “Elefante Branco” – USP pode voltar a usar navio de pesquisas


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O navio de pesquisas Alpha Crucis, da Universidade de São Paulo (USP), pode voltar a operar, após ficar mais de um ano atracado no Porto de Santos. O Instituto Oceanográfico (IO USP) anunciou recentemente que conseguiu contratar um serviço de inspeção obrigatória do navio, após duas tentativas frustradas de licitação.
Considerado a maior e mais sofisticada embarcação para estudos oceanográficos da academia brasileira, o navio estava parado por falta da inspeção, impedindo o início de estudos e ameaçando a conclusão de projetos já iniciados, segundo o diretor do IO, Frederico Brandini. A licitação, concluída em novembro de 2014, foi vencida pelo estaleiro Indústria Naval do Ceará (Inace) por 2,6 milhões de reais. Segundo Brandini, o navio deverá retomar as operações em março.
O barco é um antigo navio usado pela Universidade do Havaí, nos EUA, desde a década de 1970. A Fapesp desembolsou 4 milhões de dólares pela compra do casco e dividiu com a USP a reforma (3 milhões de dólares na conta da fundação e 4 milhões de dólares desembolsados pela universidade).

10.841 – Medicina – Cai mortalidade por câncer no Brasil


MEDICINA simbolo

A taxa de mortalidade por câncer teve uma pequena queda no Brasil na última década. De 2003 a 2012, a variação anual das mortes relacionadas ao câncer entre os homens caiu 0,53% e entre as mulheres, 0,37%. Os números, divulgados nesta sexta-feira, fazem parte do Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, documento elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), ligado ao Ministério da Saúde.
Os dados mostram um pequeno aumento no último ano incluído no documento. De 2011 a 2012, o índice de óbitos a cada 100 000 homens aumentou de 100,47 para 103,2. Entre as mulheres, a alta foi de 83,99 para 86,92. Nesse período, a quantidade de homens que morreu em decorrência da doença elevou-se de 94 649 para 98 033, e a de mulheres subiu de 82 455 para 86 040.
Esse crescimento, entretanto, está relacionado à melhora da qualidade da informação estatística. “O aumento discreto não significa uma elevação real. Ele se deve a mais notificações, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que melhoraram o diagnóstico e atualmente têm mais precisão em informações médicas”, explica o cirurgião oncologista Thiago Celestino Chulam, coordenador do Programa de Prevenção do Câncer do Hospital A. C. Camargo.
O câncer de estômago foi o que apresentou a maior diminuição de mortalidade na década. A queda foi de 2,95% entre os homens e 2,49% entre as mulheres. De acordo com o Inca, esta redução se deve à melhoria do saneamento básico e conservação de alimentos no Brasil, que diminuiu a incidência da bactéria Helicobacter pylori, o maior fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.
No mesmo período, as taxas de mortalidade por câncer de próstata caíram 0,39% e de colo de útero, 1,62%, enquanto os dados de câncer de mama se mantiveram praticamente estáveis. Segundo o Inca, os casos de câncer de mama, próstata e colo de útero no Brasil estão aumentando. As taxas de mortalidade estáveis ou em queda demonstram o maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamentos no país.
Entre os tipos de câncer mais letais, o índice ligado aos tumores de intestino apresentou crescimento. Subiu 1,65% entre os homens e 0,37% entre as mulheres. O Inca explica esse aumento pela elevação da taxa de obesidade no país. Já o câncer de pulmão apresentou uma diminuição de mortalidade de 1,65% na população masculina e aumento de 1,47% entre as mulheres. A tendência é que a mortalidade feminina e masculina se tornem semelhantes e, de acordo com o Inca, reflete o padrão de tabagismo das duas últimas duas ou três décadas.
Entre 2011 e 2012, a taxa de letalidade aumentou nos cinco tipos de cânceres mais incidentes no sexo feminino: mama, brônquios e pulmões, colo de útero, estômago e cólon. Para cada 100 000 mulheres, o índice de mortes subiu 11,88 para 12,10 no caso do câncer de mama e de 7,81 para 8,18 no de carcinoma de brônquios e pulmões.
Entre o sexo masculino, dos cinco dos carcinomas mais letais, o índice de óbitos do período teve uma leve queda apenas no caso do tumor de esôfago: de 6,54 para 6,53. No caso do câncer de pulmão, o mais fatal entre eles, subiu de 15,01 para 15,54. A taxa elevou-se de 13,50 para 13,65 no tumor de próstata, o segundo mais letal. Já os números de câncer de estômago subiram de 9,36 para 9,39 e os de fígado, de 4,98 para 5,46.
Um grande estudo publicado no periódico The Lancet constatou que as pessoas estão vivendo mais depois de serem diagnosticadas com câncer no mundo. De acordo com os pesquisadores, porém, a sobrevida varia muito de país para país, e é menor na América do Sul, América Central, África e Ásia do que na Europa, América do Norte e Oceania.
A pesquisa revelou que em 18 países mais de 85% das mulheres sobrevivem pelo menos cinco anos após a descoberta do câncer de mama. É o caso do Brasil: de 1995 a 1999, 78,2% das pacientes tinham esse tempo de sobrevida; entre 2005 e 2009, 87,4% delas viviam mais de cinco anos.
O Brasil também é referência no caso do tumor de próstata, ao lado dos Estados Unidos. Nos dois países, 95% dos pacientes vivem cinco anos ou mais depois do diagnóstico.
Os números brasileiros pioraram, no entanto, no caso do câncer de estômago. O índice de pacientes que sobrevivem cinco anos ou mais após o diagnóstico da enfermidade caiu de 33,1% entre 1995 e 1999 para 24,9% de 2005 a 2009.
O país também está mal avaliado no caso do câncer de ovário: apenas 31,8% das mulheres sobrevivem cinco anos ou mais. Nesse tipo de tumor, o país que apresenta o melhor índice na América do Sul é o Equador, onde 40% das mulheres com a doença vivem pelo menos cinco anos.

Brasil
Total: 576 580 novos casos (52,4% entre homens e 47,6% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (32,5%); de próstata (22,8%); de traqueia, brônquio e pulmão (5,4%); s cólon e reto (5%) e de estômago (4,3%).

Principais tipos entre mulheres: Câncer de pele não melanoma (30,3%); de mama (20,8%); de cólon e reto (6,4%); de colo do útero (5,7%); e de traqueia, brônquio e pulmão (4%)

Sudeste
Total: 299 730 novos casos (52,3% entre homens e 47,3% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (34,7%); de próstata (22,9%); de cólon e reto (5,9%); de traqueia, brônquio e pulmão (4,8%); e da cavidade oral (4%)

Sul
Total: 116 330 novos casos (57% entre homens e 43% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (33,7%); de próstata (19,3%); de traqueia, brônquio e pulmão (7,1%); de cólon e reto (4,3%) e de estômago (3,4%)

Nordeste
Total: 99 060 novos casos (48% entre homens e 52% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de próstata (27,2%); de pele não melanoma (23,1%); de estômago (5,9%); de traqueia, brônquio e pulmão (5,2%); e da cavidade oral (4,1%).

Centro-Oeste
Total: 41 440 novos casos (51,3% entre homens e 48,7% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (38%); de próstata (21,5%); de traqueia, brônquio e pulmão (4,8%); e cólon e reto (4,2%); e de estômago (3,7%)

Norte
Total: 20 020 novos casos (50,4% entre homens e 49,6% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de próstata (24,6%); de pele não melanoma (23%); de estômago (8,9%); de traqueia, brônquio e pulmão (6,1%); e de cólon e reto (3,6%)

Principais tipos entre mulheres: Câncer de pele não melanoma (20,1%); de colo do útero (19%); de mama (17,3%); de estômago (4,7%); e de cólon e reto (4,3%)

10.840 – Mega Techs – Novo circuito pode dobrar velocidade de conexões sem fio


smartphone velocidade

Pesquisadores da Universidade do Texas desenvolvem um novo circuito simples que pode mudar bastante o funcionamento de celulares e basicamente qualquer dispositivo que dependa de transmissão de dados por meio de comunicação sem fio. A tecnologia, quando finalizada, seria capaz de dobrar a velocidade do tráfego de informações.
O pequeno circuito, bastante barato, permitira algo chamado “comunicação full-duplex”, que possibilita que a transmissão e recepção de sinais no mesmo canal simultaneamente, agilizando bastante o processo.
Hoje os sistemas de emissão de ondas de rádio emitem e recebem sinais em momentos diferentes para evitar a interferência e falhas de comunicação. Como nota o site Technology Review, um celular conectado à internet fica alternando entre o recebimento e envio de dados, algo que pode ser comparado a como duas pessoas se alternam entre falar e escutar durante uma conversa.
O circulador, como é chamado o pequeno circuito, isola estes sinais que chegam daqueles que estão saindo, funcionando como um filtro na antena. Até hoje, circuladores sempre foram utilizados em sistemas como radares, mas dependiam de ímãs superpotentes e metais raros, tornando inviável a sua aplicação em algo tão trivial quanto um smartphone.
No entanto, os pesquisadores conseguiram evitar o uso de ímãs, confiando apenas em materiais comuns para circuitos. O resultado é barato, compacto e leve, ideal para um celular, afirma Andrea Alù, professor que liderou os estudos.
Outro pesquisador, Philip Levis, da Universidade de Stanford, elogia os resultados da pesquisa, afirmando se tartar de um passo importante e uma forma nova de olhar para um problema antigo. No entanto, existe diferença entre ter sucesso em um laboratório e conseguir transformá-lo em algo prático que possa ser usado nas frequências de Wi-Fi e internet móvel mundo afora. Por ainda se tratar de uma pesquisa, há muito caminho a ser percorrido até chegar a este ponto.

10.838 – Genética – Seria tudo uma questão de química?


Especialista em neurologia afirma: genes determinam suas decisões

Se você perguntar a alguém suas razões para escolher um líder político ou o amor de sua vida, certamente vai ouvir respostas cheias de razões, argumentos lógicos, sentimentais, etc. No entanto, para a neurociência, todas essas explicações não passariam de ilusões, já que as decisões mais transcendentais da vida seriam determinadas pela informação genética. Segundo o especialista holandês Dick Swaab, fundador do Banco de Cérebro dos Países Baixos para os estudos de doenças neurológicas, em uma entrevista ao jornal russo KP, “entre 78% e 82% de nossas opiniões políticas são determinadas pela genética, ou seja, por um conjunto de genes que herdamos de nossos pais”. Claro que isso está ligado a outros fatores, alguns deles tão inesperados quanto, ou mais, como o fator hormonal: “Os hormônios também influenciam. Durante a ovulação, por exemplo, as mulheres estão mais propensas a votar a favor dos liberais”.
“No momento em que o amor nasce, o cérebro, subconscientemente, consegue obter e analisar os sinais para tomar uma decisão, sem a necessidade de se conectar com a consciência humana”. Ele também falou sobre outros conceitos neurocientíficos ligados ao comportamento, diferenciando, por exemplo, os orientais e os ocidentais, segundos seus neurotransmissores: “Os orientais e os ocidentais têm diferentes variantes de neurotransmissores, as proteínas que transmitem sinais entre as células nervosas. Por causa disso, os ocidentais são mais egoístas, independentes e seguros de si mesmos, enquanto os orientais são mais generosos, altruístas e inclinados ao coletivismo”.

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10.837 – Odontologia – Cientistas de Harvard criam novo método para regenerar dentes


regenerar-dentes

Dentadura vai ser coisa do passado:
Através de um novo método, eles conseguiram estimular o crescimento de dentes na arcada de quem os perdeu. E para chegar a esse resultado, os pesquisadores utilizaram um raio laser de baixa potência, que estimula a ativação de células-tronco dentárias. Estas, aos poucos, começam a formar a dentina, o tecido duro similar ao osso que fica sob o esmalte e que forma a maior parte da massa dentária.
Após expor as células-tronco ao laser por cinco minutos, o processo de cura começou dentro da boca, segundo o artigo que a universidade norte-americana publicou na revista Science Translational Medicine. Depois de doze semanas, a dentina tinha se formado por completo. A técnica revolucionária foi testada com sucesso em ratos de laboratório graças ao trabalho de uma equipe de cientistas mantida por especialistas da área de pesquisa odontológica do governo dos EUA. Eles esperam poder realizar o teste em humanos em breve.
O desafio atual consiste em conseguir regenerar outras partes do dente, como o esmalte, para, finalmente, substituir os tratamentos dentários atuais, caros e dolorosos. Indo mais longe ainda, os cientistas estão certos de que os resultados obtidos servirão de base para procedimentos como a cicatrização de feridas e a regeneração óssea, entre muitos outros.

10.836 – Ano Tórrido – Período de janeiro a outubro de 2014 foi o mais quente da História


dias torridos

É perceptível e não tem como negar: a temperatura climática está muito alta em todos os estados brasileiros. De norte a sul do país, as pessoas têm sofrido com os dias extremamente quentes, e a falta de chuva agrava esse fato. Aliás, a ausência dela faz com que tudo piore, e todo mundo acaba ficando muito preocupado com relação a isso.
Porém, você sabia que isso não é exclusividade do Brasil? Segundo a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), desde 1880 — ano em que começaram a ser feitos os primeiros registros de temperatura —, os dez primeiros meses deste ano foram os mais quentes do planeta.