Arquivo da categoria: Ciência

7989 – Astrofísica – O Enigma dos Raios Cósmicos


Já se sabe desde a década de 30 que a atmosfera terrestre é constantemente bombardeada do espaço por partículas atômicas com imensa energia. Muitas delas são prótons e elétrons ejetados pelo Sol, mas a maior parte tem origem ainda desconhecida. Sabe-se apenas que, ao colidir com os átomos do ar, no topo da atmosfera, essas partículas geram centenas e às vezes milhares de outras – jogando um chuveiro de estilhaços sobre a superfície da Terra. Todas essas novas partículas brotam da energia do minibólido que vem do espaço. O que acontece é uma demonstração eloqüente da fórmula mais famosa de Einstein, segundo a qual energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado. Ou seja, a energia do bólido se transforma na massa de outros bólidos.
Na década de 60, descobriu-se que alguns raios têm 10 trilhões de vezes mais energia do que a média. Tanto que o chuveiro de estilhaços de uma única partícula, quando chega ao solo, se espalha por uma superfície de mais de 10 quilômetros quadrados. Para analisá-las um grupo de astrônomos liderados pelo americano James Cronin, da Universidade de Chicago, começou a construir um observatório gigante nos Andes argentinos, 1 500 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires. Seus detectores serão distribuídos por uma área de 3 000 quilômetros quadrados – seis vezes maior que a de um pequeno país como Granada, no Caribe. Com isso se pretende descobrir a natureza exata e a origem dos super-raios cósmicos.

Os jatos de luz não são OVNIs
Robert Roussel-Dupré, do Laboratório Nacional de Los Alamos, Estados Unidos, tem uma nova explicação para os enigmáticos jatos luminosos observados por astronautas e pilotos de avião. Segundo o cientista, tudo é causado por saraivadas de raios cósmicos sobre regiões de temporal carregadas de eletricidade. Raios cósmicos são partículas minúsculas que entram na atmosfera terrestre, quase à velocidade da luz. Segundo Roussel-Dupré, o fenômeno explica outro mistério: como surgem as ondas de rádio e raios gama, a mais violenta forma de radiação, que sobem dessas regiões para o espaço.

7988 – Geografia – A Ilha das Focas


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É uma pequena ilha localizada a uma distância de aproximadamente 6,1 km (3,7 milhas) das praias do norte da Baía Falsa que por sua vez situadas a aproximadamente 34,9 km (21,6 milhas) da área financeira da Cidade do Cabo na província do Cabo Ocidental na África do Sul. A ilha é assim denominada porque é muito densamente povoada por focas do cabo.
A Ilha das Focas é também conhecida pela intensa atividade predatória que acontece no inverno quando os tubarões migram para a ilha para se alimentar de focas e pela técnica usada pelos tubarões da área, eles saltam para fora d’água para capturar suas presas. A predação dos tubarões acontece com mais intensidade dentro de um “anel da morte” de aproximadamente 3 quilômetros de diâmetro.

7987 – Automóvel – Máquina Mortífera 2


Em uma nublada manhã de dezembro de 1918, enquanto dezenas de tanques americanos esmagavam a infantaria alemã, no norte da França, o então major George Patton, disse a um ajudante: — As guerras nunca mais serão as mesmas; nenhum humano é páreo para um carro de combate! O que ele não sabia é que sua previsão extrapolaria os limites bélicos. Terminada a Primeira Guerra Mundial, os Fords e outros primos aparentemente pacíficos dos tanques começariam uma batalha silenciosa, que vinte anos depois já estava matando 40000 pessoas por ano, apenas nos Estados Unidos.
O próprio George Patton se tornaria vítima dela. Poucos dias após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mais audacioso general americano havia escapado das balas e morteiros, mas não suportou a violência de um choque de seu jipe contra a traseira de um caminhão. Americano, diga-se de passagem. Ninguém era realmente páreo para os automóveis e seus pilotos. E nem precisavam de canhões ou metralhadoras: os chamados veículos automotores transformavam-se em armas letais por simples imposição das leis dá Física. Por serem relativamente pesados e velozes, carros, motos, ônibus e caminhões fogem ao controle do motorista com muito mais facilidade do que se imagina. Tal fato se deve à lei da inércia, enunciada há 300 anos pelo inglês Isaac Newton: quanto maior é a massa, mais força se emprega para movê-la ou para fazê-la parar. Para mover um carro, existem os motores.
E como fazê-lo parar? Do ponto de vista da Física, bastaria bater em um poste, ônibus ou outro obstáculo qualquer. Mas essa alternativa é exatamente o que não se quer. Nesse caso, ocorre uma desaceleração repentina, em milésimos de segundo. Obedecendo à lei da inércia, os passageiros são arremessados violentamente contra as paredes do veículo, como ocorreu com o general Patton. Para reduzir a velocidade de um carro sem prejudicar seus ocupantes, é preciso usar uma força controlada, que não cause uma parada brusca. A solução física para essa charada é o atrito. Ele age por meio dos freios, que aplicam forças gradativas nas rodas, diminuindo sua rotação. Também age nos pneus, que usam o chão como ponto de apoio. Aliás, o atrito dos pneus com o solo — a chamada aderência — também deve existir para que o carro comece a se movimentar.

Quem já viu uma largada de Fórmula 1 na chuva, deve ter percebido o quanto as rodas giram em falso, derrapando sobre a água. Isso ocorre por falta de aderência. O desafio do motorista no dia-a-dia é ter aderência suficiente para combater a inércia que puxa o automóvel para a frente, numa freada, ou para fora da pista, em uma curva. Isso já foi mais fácil. O primeiro automóvel comercial, por exemplo, construído pelo alemão Karl Benz, em 1886, não ultrapassava 16 quilômetros por hora (km/ h), o que tornava a inércia um inimigo fácil de vencer. Mas, com o tempo, o automóvel deu saltos em quantidade e qualidade. Nas primeiras duas décadas do século, o aperfeiçoamento do motor a explosão permitiu multiplicar sua velocidade por três, passando à casa dos
50 km/h. Na época da Segunda Guerra Mundial, os carros já ultrapassavam os 100 km/h e a corrida desenfreada prosseguiu até a década de 70, quando se refreou um pouco. É evidente que tal ousadia teria um preço — e ele é bem maior do que parece.
Um exemplo ajuda a entender o motivo, diz um jovem engenheiro mecânico e especialista em automóveis que ensina os segredos de como projetá-los na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo, São Paulo. Imaginem-se os ônibus urbanos. Eles são projetados para trafegar a pouco mais de 50 km/h e o espaço necessário para que eles consigam parar totalmente é pouco mais de 30 metros, em condições ideais. Quando chegam a 100 km/h, no entanto, a distância entre o começo e o fim da freada ultrapassa os 100 metros. A proporção parece estranha, pois se a velocidade dobrou, seria normal supor que a freada demandasse o dobro do espaço — 60 m.
E não mais de 100 m, como demonstram os testes. A explicação é que o trabalho dos freios não depende apenas da velocidade, mas da energia cinética do veículo, uma grandeza física cujo valor sobe assustadoramente conforme se pisa no acelerador. Não é importante lembrar a fórmula para se calcular a energia cinética (a mesma que se aprende nas aulas de Física do colegial). Basta saber que, quando a velocidade dobra, a energia cresce quatro vezes. Por isso se um ônibus acelera de 50 para 100 Km/h sua energia cinética passa de 900 000 joules para 3,6 milhões de joules. Em conseqüência, o espaço necessário para frear também cresce mais que a velocidade.
Tal e qual os tanques de guerra do general Patton. “Ônibus e carros em alta velocidade são absurdos que encontramos no dia-a-dia”, diz o engenheiro. Sua indignação é típica de quem já viu a morte de perto, na guerra entre máquina e homens.

Ex-piloto de carro de corrida da categoria hot cars, ele participou de um acidente múltiplo na pista encharcada de Interlagos, em 1987. Milagrosamente sem nenhum arranhão, Bock não ficou livre de cicatrizes de outra ordem. Um de seus melhores amigos acabou morrendo no desastre, fato que mudaria sua vida. “Depois disso, parei de correr e passei a me interessar cada vez mais pela segurança.” Acidentes em pista molhada revelam as armadilhas da derrapagem. A força de aderência que neutraliza a inércia e segura o carro na pista depende da capacidade dos pneus de “grudarem” no asfalto, o chamado coeficiente de atrito. Quanto maior o coeficiente de atrito, menor a possibilidade de escorregamento. No asfalto seco das ruas brasileiras, ele vale cerca de 0,8 para pneus em bom estado. Mas para pneus carecas rodando na chuva o valor diminui drasticamente, às vezes para 0,2. Para contrabalançar, é preciso reduzir a inércia, baixando a velocidade.

Qualquer um sabe que é mais fácil empurrar uma poltrona vazia do que outra com uma pessoa sentada. A razão é que a força normal nos pés da cadeira ocupada é muito maior, possibilitando ao coeficiente de atrito agir plenamente. O mesmo ocorre no automóvel. Quando passa em um buraco, por exemplo, as molas da suspensão reagem ao impacto jogando o carro para cima. Se não existissem amortecedores para disciplinar essa reação, as rodas tenderiam a decolar, como se por um instante o carro perdesse peso. Isso reduziria a força normal e, conseqüentemente, a aderência à pista, aumentando as chances de derrapar. Essas reformas adequaram a máquina-carro ao novo mundo da alta velocidade. Era preciso ainda integrar uma peça chave do sistema — o próprio homem. Sua percepção tinha que ser cada vez mais auxiliada, para que pudesse reagir em tempo hábil. Em 1927 as primeiras luzes de freio começavam a ser instaladas nos carros que saíam de fábrica nos Estados Unidos, como forma de avisar o motorista de trás que o veiculo da frente estava em franca desaceleração. Esse opcional se tornaria obrigatório nos anos seguintes e sua importância cresceria proporcionalmente com a velocidade.

Nos últimos anos a eficiência desses dispositivos defensores da retaguarda automotiva foi reiterada, com a invenção da lanterna de freio elevada — conhecida no Brasil pelo nome de brake light. Testes realizados nos Estados Unidos com mais de 7 000 carros mostraram que houve diminuição de 53% nas colisões traseiras entre os que passaram a usar essa terceira luz, instalada no vidro traseiro. Isso ocorre porque reduz o tempo que o motorista de trás leva para perceber o risco, conferindo a ele mais espaço para frear ou desviar. “Uma pessoa sóbria e atenta leva 2 décimos de segundo para reagir a um bom estímulo visual. Mas em condições opostas, esse tempo aumenta quase nove vezes”, explica Gilberto Lehfeld. Isso pode acontecer, por exemplo, à noite, se as luzes de freio do veículo estiverem queimadas. É o brake light às avessas, uma armadilha muito comum nas ruas brasileiras. A 80 km/h, um único segundo a mais no tempo de reação representa 20 metros percorridos pelo carro antes de parar. As chances de colisão aumentam muito. E o que é pior: o motorista de trás quase sempre é responsabilizado, pois a prova de sua inocência — as luzes de freio inoperantes do veículo à frente — são destruídas na batida. Mesmo com freios, pneus, amortecedores e sinalização em bom estado, ninguém está livre de acidentes.
A verdadeira função de um encosto de cabeça é proteger o pescoço durante as colisões traseiras, quando a cabeça se comporta como um “joão-bobo·, balançando freneticamente. Um impacto traseiro a meros 28 km/h causa movimentos de até 120 graus no pescoço dos passageiros do carro da frente. Tudo em um décimo de segundo. “Com o encosto, esse ângulo não chega a 30 graus. As probabilidades de lesão na coluna cervical se reduzem consideravelmente”, explica Assaf. A batalha contra os efeitos potencialmente letais da física dos carros esta longe de se encerrar. Para dar apenas uma idéia daquilo que pode se tornar comum nos carros do futuro, vale a pena citar as air bags, já usadas em alguns modelos mais caros. São bolsas de ar que se inflam em menos de 20 milésimos de segundo após uma batida, e evitam choques dos passageiros contra o painel.

A batalha das curvas
A força centrífuga que puxa o carro para fora é combatida pela aderência — o produto da força normal pelo coeficiente de atrito dos pneus.
Defeito na pista: o pneu decola. Sem contato com o solo, a força normal desaparece e, portanto, perde-se aderência.
Alta velocidade: o centrífuga cresce exponencialmente e supera a aderência, mesmo que a força normal e o coeficiente de atrito sejam altos.
Condições normais: força normal e coeficiente de atrito se multiplicam, resultando em uma força de aderência suficiente para anular a centrífuga.
Pista inclinada: o carro derrapa pois parte de seu peso passa a ajudar a centrífuga, deixando de lado a força normal.
Pista molhada e pneus carecas: o coeficiente de atrito cai muito, reduzindo a aderência A centrífuga ganha a parada e o carro derrapa.
Arremessar dezenas de automóveis novos em alta velocidade contra uma parede rígida era, até o começo da década de 80, a única forma para saber se eles atendiam as normas de segurança. A invasão dos computadores — com os programas de simulação dinâmica, criados originalmente para a indústria de armas — deu um basta nesse método perdulário e vagaroso. “Entre um teste e outro, o computador permite mudar rapidamente as dimensões e os materiais de qualquer parte do carro”, explica o engenheiro Wellington Ortiz Jr., diretor da Engeware, uma empresa de São Bernardo do Campo SP. Ele é o responsável pelos crash tests eletrônicos de vários veículos fabricados no país. Num deles, a cabine de um caminhão teve que sofrer doze modificações até chegar ao ponto ideal, após sete meses de trabalho .

Se fossem usados apenas testes de campo. o tempo seria de seis anos. “E por isso que os japoneses conseguem colocar um carro à venda em menos de dois anos, contra a média tradicional de pelo menos cinco anos”. Esse recurso não é inteiramente novo, pois se baseia na conhecida teoria dos elementos finitos — divide-se um sólido em pedaços bem menores para descobrir como as forças agem em cada pedaço; depois, a soma de cada parte dá a força sobre o sólido inteiro. Na prática, só se pôde fazer a soma depois que surgiram os supercomputadores.

Hoje, bastaria um arcaico microcomputador PC-486 para simular desde a resistência de uma roda até a do carro inteiro. Os testes tradicionais ainda são usados, mas seu número se reduziu à metade. Cabem às batidas simuladas a importante tarefa de verificar eventuais falhas no material, como bolhas ou microfissuras decorrentes da prensagem das peças — coisa que nem o melhor computador é capaz de prever. Pelo menos por enquanto.

7986 – Dirigível – Um Zeppelin Solar


O dirigível em questão não usa combustível e não polui: ele é movido à energia solar. Produzido pelo professor americano Daniel Geery, de maneira caseira e por menos de mil dólares, o zeppelin já foi chamado por aí de preservativo para King Kong. A cápsula voadora é preenchida com gás hélio, tem cerca de 7 metros e consome cerca de 28 watts de energia. Muito rápido o dirigível não é. Geery diz que é difícil estimar a velocidade, mas acredita ser algo em torno de 32 km/h. O modelo ainda precisa ser bastante aprimorado até que vejamos um dirigível como esse cruzando o Atlântico…
Uma das importantes lições disso tudo é que a invenção do professor mostra que há inúmeras pesquisas e investimentos que precisam ser feitos para que meios de transporte modernos e não poluentes estejam nas ruas – e também no céu. Como Geery disse: “se um professor elementar como eu pode fazer isso acontecer, ponderarmos o que nosso país (Estados Unidos) poderia ter feito até agora se nos esforçássemos ”. Mas nem mesmo assinar o Protocolo de Kyoto eles assinam…

7982 – Mega Polêmica – Casamento Gay, avanço ou retrocesso?


Casamento gay ou casamento homoafetivo é o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo biológico ou da mesma identidade de gênero. Os defensores do reconhecimento legal de casamento do mesmo sexo geralmente se referem ao seu reconhecimento como casamento igualitário.
Desde 2001, onze países permitem que pessoas do mesmo sexo se casem em todo o seu território: Argentina, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Islândia, Noruega, Países Baixos, Portugal, Espanha, África do Sul e Suécia. Casamentos desse tipo também são realizados no estado brasileiro de Alagoas, e reconhecidos em todo o Brasil; na Cidade do México, e reconhecidos em todo o México; e também são realizados em alguns estados dos Estados Unidos. Algumas das jurisdições que não realizam os casamentos homossexuais mas reconhecem os que forem realizados em outros países, são: Israel, os países caribenhos pertencentes ao Reino dos Países Baixos, partes dos Estados Unidos e todos os estados do México. A Austrália reconhece casamentos do mesmo sexo apenas se um dos parceiros mudar seu sexo depois do casamento. Em 2012, havia propostas para introduzir o casamento homossexual em pelo menos dez outros países.
A introdução do casamento do mesmo sexo tem variado em cada jurisdição, resultante de alterações legislativas às leis matrimoniais, julgamentos com base em garantias constitucionais de igualdade, ou uma combinação dos dois fatores. Em alguns países, a permissão de que casais do mesmo sexo se casem substituiu o sistema anterior de uniões civis ou parcerias registradas. O reconhecimento de tais casamentos é uma questão de direitos civis, política, social, moral e religiosa em muitos países. Os principais conflitos surgem sobre se os casais do mesmo sexo devem ser autorizados a contrair matrimônio, serão obrigados a usar um estatuto diferente (como a união civil), ou não têm quaisquer desses direitos. Uma questão relacionada é se o termo casamento deve ser aplicado.

Argumentos pró
Um argumento a favor de casamento homossexual é que negar aos casais do mesmo sexo o acesso ao matrimônio e a todos os seus benefícios legais conexos representa uma discriminação baseada na orientação sexual; várias organizações científicas dos Estados Unidos concordam com essa afirmação.
Outro argumento em apoio ao casamento homossexual é a afirmação de que o bem-estar financeiro, psicológico e físico são reforçados pelo casamento e que filhos de casais do mesmo sexo podem se beneficiar de serem criados por dois pais dentro de uma união legalmente reconhecida e apoiada por instituições da sociedade.
Documentos judiciais movidos por associações científicas americanas também afirmam que manter homens e mulheres homossexuais como inelegíveis para o casamento tanto os estigmatiza quanto impulsiona a discriminação pública contra eles.
A Associação Americana de Antropologia assevera que as pesquisas em ciências sociais não apoiam a visão de que a civilização ou ​​ordens sociais viáveis dependam do não reconhecimento do casamento homossexual.
Outros argumentos para casamento do mesmo sexo são baseados no que é considerado como uma questão de direitos humanos universais, preocupações com a saúde física e mental, igualdade perante a lei e o objetivo de normalizar as relações LGBT. Al Sharpton e vários outros autores atribuem a oposição ao casamento do mesmo sexo como proveniente da homofobia ou do heterossexismo e comparam tal proibição sobre o casamento homossexual com as antigas proibições aos casamentos inter-raciais. Em uma entrevista à Robin Roberts, da ABC News em 9 de maio de 2012, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou seu apoio ao casamento homossexual, tornando-se o primeiro presidente americano a fazê-lo.

Registros históricos
A primeira menção histórica da realização de casamentos do mesmo sexo ocorreu durante o início do Império Romano. Por exemplo, relata-se que o imperador Nero envolveu-se em uma cerimônia de casamento com um de seus escravos. O imperador Heliogábalo era “casado” com um escravo chamado Hiérocles.
Note-se, no entanto, que o conubium existia apenas entre um Romanus Civis e uma Romana Civis (isto é, entre um cidadão romano do sexo masculino e uma cidadã romana), de modo que um casamento entre dois homens romanos (ou com um escravo) não tinha legitimidade jurídica no direito romano (com exceção, provavelmente, a partir da vontade arbitrária do imperador nos dois casos mencionados acima).

No mundo…
Em 2001, os Países Baixos tornaram-se o primeiro país do mundo a conceder o direito ao casamento aos casais do mesmo sexo. Desde então, casamentos homossexuais também foram concedidos e mutuamente reconhecidos pela Bélgica (2003),[39] Espanha (2005), Canadá (2005), África do Sul (2006), Noruega (2009), Suécia (2009), Portugal (2010),[40] Islândia (2010) e Argentina (2010). No México, o casamento do mesmo sexo é reconhecido em todos os 31 estados, mas apenas é realizado na Cidade do México. No Nepal, o seu reconhecimento foi judicialmente reconhecido, mas ainda não legislado. Em 2012, cerca de 250 milhões de pessoas (ou 4% da população mundial) vivem em áreas que reconhecem o casamento homossexual.

No Brasil
Em 5 de maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal, na ocasião do julgamento da ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade) nº 4277 e da ADPF (Arguição de descumprimento de preceito fundamental) nº 132 reconheceu, por unanimidade, a união estável entre pessoas do mesmo sexo em todo o território nacional. A decisão da corte maior consagrou uma interpretação mais ampla ao artigo 226, §3º da Constituição Federal (“Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.”), de modo a abranger no conceito de entidade familiar também as uniões entre pessoas do mesmo sexo. O julgamento levou em consideração uma vasta gama de princípios jurídicos consagrados pela Constituição como direitos fundamentais, dentre eles: a igualdade, a a liberdade e a proibição de qualquer forma de discriminação.

O que diz a Ciência
A Associação Americana de Psicologia declarou em 2004:

A instituição do casamento civil confere um estatuto social e importantes benefícios legais, direitos e privilégios. [...] Casais do mesmo sexo não têm acesso igual ao casamento civil. [...] Casais do mesmo sexo que entram em uma união civil não têm acesso igual a todos os benefícios, direitos e privilégios previstos por lei federal para casais. [...] Os benefícios, direitos e privilégios associados a parcerias domésticas não estão universalmente disponíveis, não são iguais aos associados com o casamento e raramente são mantidos. [...] A negação do acesso ao casamento a casais do mesmo sexo pode prejudicar principalmente as pessoas que também sofrem discriminação com base em idade, raça, etnia, deficiência, gênero e identidade de gênero, religião e situação socioeconômica [...] a APA acredita que é injusto e discriminatório negar aos casais do mesmo sexo o acesso legal ao casamento civil e a todos os seus benefícios, direitos e privilégios conexos.

A Associação Sociológica Americana declarou em 2004:

[...] uma emenda constitucional definindo o casamento como algo entre um homem e uma mulher intencionalmente discrimina gays e lésbicas, assim como seus filhos e outros dependentes, por negar o acesso às proteções, benefícios e responsabilidades prorrogadas automaticamente para casais [...] acreditamos que a justificativa oficial para a proposta de emenda constitucional é baseada em preconceitos, em vez de pesquisas empíricas [...] a Associação Sociológica Americana se opõe fortemente à proposta de emenda constitucional para definir o casamento como estritamente entre um homem e uma mulher.

A Associação Canadense de Psicologia declarou em 2006:

A literatura (incluindo a literatura que os opositores do casamento de casais do mesmo sexo parecem confiar) indica que o bem-estar “financeiro, psicológico e físico dos pais é reforçado pelo casamento e que isso é benéfico para as crianças que são criadas por dois pais dentro de uma união legalmente reconhecida. Como a ACP declarou em 2003, os fatores estressores encontrados por pais homossexuais e seus filhos são mais prováveis ​​como resultado da forma como a sociedade os trata do que por causa de eventuais irregularidades na aptidão para a parentalidade. A ACP reconhece e valoriza as pessoas e instituições que têm direito às suas opiniões e posições sobre esta questão. No entanto, a ACP está preocupada que alguns desses grupos estejam interpretando mal os resultados da pesquisa psicológica para suportar as suas posições, quando as suas posições são mais precisamente baseadas em outros sistemas de crenças ou valores. A ACP afirma que as crianças só têm a se beneficiar com o bem-estar obtido quando a relação de seus pais é reconhecida e apoiada por instituições da sociedade.

A Associação Americana de Antropologia declarou em 2005:

Os resultados de mais de um século de pesquisas antropológicas sobre famílias e relações de parentesco, através de culturas e ao longo do tempo, não fornecem qualquer apoio para a visão de que tanto a civilização em si ou ​​ordens sociais viáveis dependam que o casamento seja uma instituição exclusivamente heterossexual. Em vez disso, a pesquisa antropológica leva à conclusão de que uma vasta gama de tipos de famílias, incluindo famílias construídas sobre casais do mesmo sexo, podem contribuir para sociedades humanas e estáveis.

O que diz a Religião
Nos últimos anos, as diferentes confissões religiosas têm discutido a aceitação de homossexuais e da homossexualidade, incluindo nesse debate a celebração de casamentos religiosos entre pessoas do mesmo sexo.

Enquanto, na sua maioria, as religiões organizadas se restringem a celebrar casamentos entre pessoas de sexos diferentes, certas igrejas cristãs dos Estados Unidos, do Canadá e da Suécia (e, entre outros países, também do Brasil) abençoam uniões entre parceiras ou parceiros homossexuais. Entre elas, a Metropolitan Community Church e a Associação Unitária Universalista, nos Estados Unidos, a United Church of Canada, no Canadá, e a Igreja da Comunidade Metropolitana, a Igreja Para Todos, a Igreja Cristã Contemporânea e a Comunidade Cristã Nova Esperança, no Brasil.

Posição da Igreja Católica

A Igreja Católica Romana considera o comportamento sexual humano quase sacramental por natureza. Quaisquer ações relativas ao comportamento sexual homogenital são considerados pecaminosos porque atos sexuais, por natureza, são unitivos e procriativos – e assim devem continuar sendo. A Igreja também entende que a complementaridade dos sexos seja parte do plano de Deus para a humanidade. Atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são incompatíveis com essas crenças:

“Atos homossexuais são contrários à lei natural (…) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. Não são aprovados sob nenhuma circunstância.”

Esses ensinamentos não são limitados à homossexualidade, mas também são a premissa geral para as proibições Católicas contra, por exemplo, fornicação, todas outras formas de sexo não-natural (sodomia), contracepção, pornografia e masturbação.

A Igreja declarou que desejos ou atrações homossexuais não são necessariamente pecaminosas em si mesmas. Eles são consideradas “inclinações desordenadas” que podem conduzir às tentações, para alguém fazer algo que seria o “ato objetivamente pecaminoso” (isto é, a relação homossexual, enquanto ato sexual). No entanto, as tentações não são consideradas pecados em si até que haja consciência do ato e o pleno consentimento da vontade do indivíduo que se deleita do mesmo, seja este apenas uma fantasia mental ou a própria pratica carnal. Tendo em vista que nem toda pessoa de orientação homossexual pratica a homossexualidade em si, abstendo-se de tais relações e preferindo uma vida de castidade a Igreja Católica, oficialmente cobra respeito e amor à aqueles que sentem atrações por pessoas do mesmo sexo, ao mesmo tempo que se opõe a qualquer tipo de legitimação das uniões homossexuais.

Portanto a Igreja Católica se opõe a perseguição e violência contra os GLBT:

“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e , se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.”

No dia 31 de agosto de 2005, o papa Bento XVI aprovou um documento eclesiástico segundo o qual, a igreja “não poderá admitir no seminário e nas ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais enraizadas ou apoiam o que se chama a ‘cultura gay’”.

O documento transcreve o catecismo da Igreja Católica no que diz respeito ao tema:

“No que respeita às tendências homossexuais profundamente radicadas, que um certo número de homens e mulheres apresenta, também elas são objetivamente desordenadas e constituem frequentemente, mesmo para tais pessoas, uma provação. Estas devem ser acolhidas com respeito e delicadeza; evitar-se-á, em relação a elas, qualquer marca de discriminação injusta. Essas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar.”

Ponto de Vista Espírita
A homossexualidade, seja “provação”, seja “expiação”, sempre coloca seu portador em situação delicada perante a sociedade, já a partir do lar.
Em casa, de nada adiantarão brigas entre os pais, menos ainda acusações recíprocas. Violência ou ameaças contra os filhos portadores da homossexualidade, geralmente agravarão a convivência, tornando-a insuportável.

O confronto entre os costumes sociais e as exigências da libido já expõe o homossexual a um penoso combate, pelo que precisa ser ajudado. Dificilmente, sem ajuda externa, ele se livrará dos perigosos caminhos do abandono do lar, da promiscuidade, dos tóxicos, da violência e até mesmo do crime.
É no meio familiar que o homossexual deverá encontrar sólidos alicerces preparativos para os embates da vida, contando com o incomparável arrimo da compreensão, principalmente do respeito.
Pela Lei de Justiça divina, esse filho ou essa filha estão no lugar certo, entre as pessoas também certas: sua família.
Os pais, assim evangelizados, jamais condenarão o filho ou a filha, mas também jamais deixarão de orientá-los quanto à necessidade do esforço permanente para manter sob controle os impulsos da homossexualidade.

“Manter sob controle” é entender, prospectivamente, que tal tendência tem raízes no passado, em vida anterior, e que somente a abstenção, agora, livrará seu portador de maiores problemas, já nesta, quanto em vidas futuras…

“Manter sob controle”, ainda, é perseguir a vitória na luta travada entre o “impulso” e a “razão”, ou melhor, entre o corpo, exigente desse prazer e o Espírito, decidido à conquista da normalidade sexual.
Longe de condenar os homossexuais, o Espiritismo sugere-lhes o esforço da sublimação, único meio para livrá-los de tão tormentoso débito. Diz mais a Doutrina dos Espíritos, aos homossexuais:

o exercício continuado da caridade fará com que a tela mental se reeduque, substituindo hábitos infelizes por amor fraternal ao próximo;
se as forças sexuais forem divididas entre estudo, lazer e ações de fraternidade, elas se converterão em aspiração evolutiva espiritual, anulando os impulsos deletérios do desejo;
inquilinos desencarnados serão desde logo despejados do íntimo do reeducando sexual;
encarnados infelizes, pela falta de sintonia, igualmente se afastarão (ou serão afastados, por ação de protetores espirituais, sempre dispostos e prontos a ajudar quem se esforça no domínio das más tendências);
tanto quanto para o descaminho ninguém anda só, para a correção o Céu se abre em bênçãos, permanentemente;
jamais faltarão mãos amigas para acolher “os filhos pródigos” que retornarem à Casa do Pai, depois de terem morado algum tempo em casas afastadas do Bem!

Do Portal Espírita

7980 – Qual a maior galeria de arte do mundo?


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Erguido sobre um aterro no rio Neva, em São Petersburgo, na Rússia, o State Hermitage Museum (Museu do Patrimônio Nacional) é um complexo de seis prédios que reúne obras datadas desde a Idade da Pedra até o século 20. Para conhecer toda a coleção da maior galeria de arte do mundo, com 3 milhões de itens, incluindo pinturas, esculturas, jóias e porcelanas, é necessário ter fôlego de maratonista: o visitante deve estar preparado para caminhar o equivalente a 24 quilômetros. A primeira construção do complexo foi o Palácio de Inverno, projetado em estilo barroco pelo arquiteto italiano Francesco Bartolomeo Rastrelli e executado entre 1754 e 1762.

Sua vasta coleção possui itens de praticamente todas as épocas, estilos e culturas da história russa, européia, oriental e do norte da África, e está distribuída em dez prédios, situados ao longo do rio Neva, dos quais sete constituem por si mesmos monumentos artísticos e históricos de grande importância. Neste conjunto o papel principal cabe ao Palácio de Inverno, que foi a residência oficial dos Czares quase ininterruptamente desde sua construção até a queda da monarquia russa.
Organizado ao longo de dois séculos e meio, o Hermitage possui hoje um acervo de mais de 3 milhões de peças. O museu mantém ainda um teatro, uma academia musical e projetos subsidiários em outros países. O núcleo inicial da coleção foi formado com a aquisição, pela imperatriz Catarina II, em 1764, de uma coleção de 225 pinturas flamengas e alemãs do negociante berlinense Johann Ernest Gotzkowski.
O Palácio Menshikov
Localizado na ilha Vasilyevsky, foi construído por encomenda do primeiro governador de São Petersburgo, e as obras se estenderam de 1710 até 1721, seguindo o plano original de Giovanni Mario Fontana, e continuado por Johann Gottfried Schaedel, num estilo barroco elegante e decorado com colunas, pilastras e um frontão no centro.
O Grande Hermitage
O prédio foi construído entre 1771 e 1787 por ordem de Catarina II a fim de abrigar a imperial coleção de arte e biblioteca. Yury Veldten, autor do projeto, desenhou um palácio com três andares em um estilo neoclássico austero, que se harmonizava com o complexo de edifícios do entorno. Uma nova ala foi acrescentada em 1792 por Giacomo Quarenghi, como uma réplica da afamada Galeria de Rafael no Vaticano, interligada ao Pequeno Hermitage por uma galeria e ao Teatro por uma ponte sobre o Canal de Inverno.

Exposição permanente no Palácio Konstantinovsky, instalada num edifício antigamente de propriedade dos Romanov em Strelna e que hoje faz parte do complexo dos Palácios do Congresso. Neste palácio o Hermitage mantém uma área expositiva permanente que inclui o Museu de Condecorações e o Museu de Heráldica.
Centro Expositivo Hermitage-Kazan, estabelecido em parceria com a República do Tartaristão, sendo uma subdivisão do Museu Histórico e Arquitetônico do Kremlin de Kazan, ocupando cerca de 1.000 m² entre salas de exposição e administração, e com planos de expansão. Este projeto iniciou em 1997 com a abertura da mostra O Tesouro do Cã Kubrat, seguida de várias outras que têm atraído grande atenção do público.

7979 – A Mega Usina de Itaipu


A Usina Hidrelétrica de Itaipu, um empreendimento binacional do Brasil e do Paraguai no rio Paraná, é a maior em operação no mundo, com potência de 12 600 megawatts e 18 unidades geradoras. A produção recorde de 2000 – 93,4 bilhões de quilowatts/hora – supriu 95% da energia elétrica consumida no Paraguai e 24% da demanda brasileira. A obra monumental do regime militar brasileiro nasceu em 1970, depois que um consórcio ítalo-americano venceu a concorrência para elaborar o projeto. Em 1975, a usina começou a sair do papel, sob protestos dos que não queriam ver submergir as belas cachoeiras chamadas de Sete Quedas do Iguaçu.
A construção ocorreu por etapas. A primeira, iniciada em outubro de 1978, foi a abertura do canal de desvio do rio Paraná, que secou um trecho do leito original para a construção da principal barragem de concreto. Em outubro de 1982, as comportas do canal de desvio foram fechadas, criando o reservatório da usina. O lago de Itaipu, com 1 350 quilômetros quadrados, formou-se em 14 dias. Em maio de 1984, entrou em operação a primeira unidade geradora.

7977 – CN Tower – Maior que a Torre de Babel


toronto-cn-tower

Cartão-postal de Toronto, no Canadá, a CN Tower, tem 181 andares, seis elevadores e 553,33 metros de altura, sendo a mais alta construção do planeta. Importante centro de telecomunicações e turismo da cidade – com cerca de 2 milhões de visitantes por ano –, a torre foi inaugurada em 1976 pela Canadian National Railway e custou 260 milhões de dólares. A construção mobilizou o trabalho de 1 537 operários, ao longo de 40 meses. Para pôr em pé o ponto culminante da engenharia mundial, foram utilizados 40 523 metros cúbicos de concreto, 5 600 toneladas de aço e 128,7 quilômetros de cabos de aço.
A construção da CN Tower pretendia solucionar o problema de transmissão de microondas provocado pelo excesso de arranha-céus erguidos a partir de 1960 na cidade canadense. A torre, que tem antenas a 338 metros e no topo, a 553,33 metros, garante aos moradores de Toronto uma das mais perfeitas transmissões de imagem e som do mundo. Só mudou o dono: hoje, ela pertence à Canada Land Company, uma corporação federal responsável pelo financiamento de imóveis. Os visitantes podem almoçar e jantar nos restaurantes panorâmicos ou curtir a vista nos diques de observação. O restaurante mais concorrido, chamado 360, fica a 351 metros de altura. E o mais legal: o piso dá uma volta completa a cada 72 minutos, proporcionando uma das mais belas vistas da cidade.

7976 – O Aeroporto Internacional de Hong Kong


Marco arquitetônico do século 20, o Aeroporto Internacional de Hong Kong tem o maior terminal de passageiros do mundo, que maravilha pelo tamanho, pela alta tecnologia e pela velocidade com que foi construído. Em forma de Y, o prédio ocupa uma área total de 516 000 metros quadrados, distribuídos em oito pavimentos – três abaixo e cinco acima do solo –, e 30 000 metros quadrados destinados a lojas e bancos. É preciso fôlego para dar a volta no terminal. Afinal, são cinco quilômetros de paredes de vidro. A infra-estrutura do aeroporto inclui 38 pontes de acesso aos aviões, 27 pontos para estacionamento de aeronaves e um hall de bagagens do tamanho do Yankee Stadium, de Nova York, por onde passam até 5 500 passageiros por hora. O empreendimento, com projeto do arquiteto inglês Norman Foster, custou 20 bilhões de dólares.
O maior terminal do mundo foi erguido em apenas três anos numa ilha artificial, a Chek Lap Kok, com seis quilômetros de comprimento por 3,5 quilômetros de largura. Apenas 25% dessa área existia antes da construção. O restante foi obtido com aterros sobre o mar, o que exigiu o depósito de 197 milhões de metros cúbicos de material. Durante a construção, as máquinas movimentavam cerca de 10 toneladas por segundo. O mais impressionante é que o aeroporto ainda está em fase de expansão e pode chegar a 550 000 metros quadrados. A previsão é que, em quarenta anos, ele receba anualmente 87 milhões de passageiros, movimentando nove milhões de toneladas de carga, com 375 000 pousos e decolagens. É que metade da população da Terra vive a menos de cinco horas de vôo da cidade.

aeroporto hong kong

A instalação foi construída a partir de una pequena ilha, Chek Lap Kok, que foi devastada pouco a pouco, colocando seus resíduos sobre o mar para ganhar terreno e formar uma ilha maior. Porque de sua localização nesta ilha, o aeroporto é também conhecido localmente como Aeroporto Chek Lap Kok.

Tem capacidade para transportar 35 milhões de passageiros ao ano e é empresa principal para Cathay Pacific, Dragonair, Hong Kong Express Airways, Hong Kong Airlines, Oasis Hong Kong Airlines e Air Hong Kong.
Seu terminal aéreo foi desenhado pelo arquitecto Norman Foster.

7974 – Eurotúnel: Tráfego debaixo das águas


Eurotúnel foto
Eurotúnel foto

A mais longa passagem submarina é o Eurotúnel, que atravessa o Canal da Mancha e une a Inglaterra à França. O sistema é constituído de dois túneis gêmeos para a passagem do trem e do transportador de carros, cada um com 7,6 metros de diâmetro e 49,94 quilômetros de extensão, sendo que 39 quilômetros ficam 40 metros abaixo da superfície. Há ainda um terceiro túnel central, usado pelas equipes de manutenção. A hipótese de ligar a Grã-Bretanha ao continente foi pensada pela primeira vez pelo engenheiro francês Albert Mathieu, em 1802. Mas só se concretizou em 6 de maio de 1994, quando a obra, que custou 16 bilhões de dólares, foi inaugurada pela rainha Elizabeth II e pelo presidente François Mitterrand. Por ano, mais de dois milhões de veículos passam pelo Eurotúnel, que detém outro recorde, o de campeão no transporte de animais domésticos. Entre fevereiro de 2000 e junho de 2002, 50 000 cães e gatos foram levados de uma ponta à outra do canal.

7973 – Não parece, mas é – Teia de aranha: Mais dura que aço


A armadeira
A armadeira

A resistência de uma teia de aranha não é mero objeto de ficção científica. Não por acaso, um dos maiores super-heróis do cinema, o Homem-Aranha, consegue deslocar-se em alta velocidade pelas ruas de Nova York segurando-se apenas nos finíssimos fios que pendem dos edifícios. Os fios de proteína, que formam a intrincada teia com que as aranhas capturam suas presas, são cinco vezes mais fortes que fios de aço do mesmo diâmetro e podem ser esticados até quatro vezes o seu comprimento sem se partir. Imagine então o que o Homem-Aranha seria capaz de fazer se tivesse sido picado pela aranha americana Achaearanea tepidariorum, a espécie que tece a teia mais resistente de todas.
Apesar de um fio ser invisível a olho nu por ser muito fino (0,15 micro), ele é tão forte que consegue, numa teia com densidade mínima, parar um besouro voando em alta velocidade. Especialistas acreditam que, se a teia dessa aranha tivesse os fios com a mesma espessura de um lápis, seria capaz de parar um Boeing 747 em pleno vôo. A explicação para um filamento tão forte é que, quanto mais força o aracnídeo utiliza para puxar o fio durante a fabricação, mais resistente ficará depois de enrijecido.

7972 – Telescópios – As Janelas para o Céu


Diagrama do Telescópio

Dia 25 de agosto de 1609. No alto da torre da Praça de São Marcos, os senadores da República de Veneza acotovelavam-se, curiosos, em torno da última criação de um matemático de Pisa já conhecido por suas invenções e excentricidades: um pequeno tubo com duas lentes nas extremidades. Olhando através dele, os edifícios do outro lado da praça, a mais de trinta metros, pareciam estar ao alcance das mãos. Foi assim que Galileu Galilei (1564-1642) apresentou ao mundo “a maravilha do século XVII” — o telescópio. Naquela mesma noite, Galileu descobriu que a Lua não tinha uma superfície lisa, como se pensava, mas era cheia de montanhas e crateras. Ele viu mais: “Eu observei a natureza e o material da Via Láctea. Ela não passa de um aglomerado de estrelas, agrupadas em nuvens.”
O Universo conhecido hoje já ultrapassou os limites da Via Láctea. O homem aprendeu a “enxergar” a “luz invisível”, como os raios infravermelho, gama e ultravioleta. Assim, pôde vasculhar regiões cósmicas que estão a bilhões de anos-luz. Os limites continuam se ampliando: nos próximos cinco anos, a capacidade de observação vai quase triplicar, tal é o número de instrumentos novos em construção.
Foi Galileu quem criou o primeiro telescópio, mas não foi só dele a idéia original. Em 1608, o fabricante de óculos alemão Hans Lippershey (1570-1619) trabalhava em sua oficina na Holanda quando um aprendiz mostrou ao mestre o que descobrira: olhando através de duas lentes, a torre da igreja distante parecia muito mais próxima e de cabeça para baixo. Lippershey encaixou as lentes dentro de um cilindro, mantendo a distância apropriada entre elas para corrigir a imagem. E mandou um recado ao sábio italiano sobre a invenção. Galileu aprimorou muito a engenhoca holandesa e usou-a para examinar o céu pela primeira vez. Nunca tomou a iniciativa de revelar quem era o seu “ajudante secreto”.
Os primeiros telescópios refratores (que usavam lentes para desviar e concentrar a luz) tinham um problema: os raios que passavam pela borda das lentes deformavam a imagem. Em 1668, o matemático e físico inglês Isaac Newton (1642-1727) mudou o plano de construção dos instrumentos (veja ilustração ao lado), substituindo suas lentes por espelhos, que concentram a luz sem distorcer a imagem. Nascia assim o primeiro instrumento refletor.
Para “enxergar” longe, um telescópio tem de captar muita luz — ou seja, quanto maior, melhor. A corrida em busca de luz começou ainda no século XVIII, com William Herschel. No século XIX, a vedete era o Leviatã, na Irlanda. No início deste século, com o telescópio de Monte Wilson, esses instrumentos ganharam o status de olhos voltados para o Universo.
A partir da década de 40, o tamanho perdeu terreno para as novas tecnologias eletrônicas na determinação do alcance do instrumento.Captar imagens do Universo distante é sempre um desafio, principalmente daqui da superfície do planeta. É que a atmosfera terrestre funciona como um filtro que atrapalha a passagem de parte dos raios X, gama, ultravioleta e infravermelho. Além disso, a turbulência do ar desvia a luz visível e distorce as imagens. Resumindo: vencido o desafio de captar mais luz, o problema é conseguir a maior resolução, isto é, a maior nitidez possível.
A solução foi lançar telescópios acima da atmosfera — o que só se tornou possível a partir da era espacial, na década de 60. O mais ambicioso de todos os projetos nessa área é o Telescópio Espacial Hubble.
Mas a chegada dos telescópios orbitais não tirou da jogada os instrumentos de superfície. Ao contrário: o aceleradíssimo ritmo da tecnologia eletrônica coloca os telescópios com os pés cada vez mais firmes no chão. Um equipamento dessa classe custa bem menos que os dois bilhões de dólares gastos para colocar o Hubble em órbita. Assim, no mesmo ano de lançamento do Hubble, era inaugurado, no Chile, o primeiro telescópio inteligente, o NTT.
E novas janelas para o Universo já começam a ser abertas, com complexos instrumentos. Como o VLT, com uma resolução de imagem suficiente para distinguir um objeto do tamanho de uma bola de tênis a 36 000 quilômetros de distância. O VLT terá quatro espelhos de oito metros cada um, com capacidade equivalente à de um único espelho de dezesseis metros de diâmetro — um prodígio, já que o maior espelho em uso hoje, o do Keck, tem dez metros.

O Leviatã
O maior telescópio do século XIX foi construído na Irlanda, pelo astrônomo William Parsons Rosse (1800-1867). Com um espelho de 1,80 metro de diâmetro e mais de dezesseis metros de altura, foi apelidado de Leviatã. Levou três anos para ser montado entre duas paredes de pedra, na atual cidade de Parsonstown, e entrou em operação em 1845. Apesar de desajeitado, instalado num local de condições climáticas pouco favoráveis à observação, esse instrumento revelou a estrutura em espiral de alguns objetos cósmicos que, hoje se sabe, são galáxias. O Leviatã foi desmontado em 1908.

Monte Wilson
Com um espelho de mais de 2,50 metros de diâmetro, o grande telescópio refletor Hooker foi construído pelo astrônomo americano George Hale (1868-1938) e entrou em operação em 1917, no Monte Wilson, Califórnia, Estados Unidos. Foi nesse instrumento que outro americano, Edwin Hubble (1889-1953) percebeu que as chamadas nebulosas espirais, descobertas no século XIX, eram, na verdade, outras galáxias fora da Via Láctea. O Hooker manteve a posição de maior refletor do mundo até 1948, quando o próprio Hale construiu o telescópio de Monte Palomar, com um espelho de cinco metros.

7971 – Psicologia – O que é o inconsciente?


Inconsciente, do latim inconscius (às vezes chamado também subconsciente) é um termo psicológico com dois significados distintos. Em um sentido amplo, mais genérico, é o conjunto dos processos mentais que se desenvolvem sem intervenção da consciência. O segundo significado, mais específico, provém da teoria psicanalítica e designa uma forma específica de como o inconsciente (em sentido amplo) funciona. Enquanto a maior parte dos pesquisadores empíricos está de acordo em admitir a existência de processos mentais inconscientes (ou seja, do inconsciente em sentido amplo), o modelo psicanalítico tem sido alvo de muitas críticas, sobretudo de pesquisadores da psicologia cognitiva. Para evitar a confusão entre os significados, alguns autores preferem utilizar o adjetivo “não-consciente” no primeiro significado, reservando o adjetivo “inconsciente” para o significado psicanalítico.
Nos livros “Psicopatologia da vida cotidiana” e “A Interpretação dos sonhos”, Sigmund Freud mostra que há um significado nos esquecimentos e outros atos falhos e nos sonhos, que não está em geral aparente de imediato. O fato de haver esse significado, mas ao mesmo tempo que ele não seja transparente ao indivíduo, sugere que o que consideramos nossa mente é como uma ponta de um iceberg. A parte submersa seria então o inconsciente.
O conceito de inconsciente de Carl Gustav Jung se contrapõe ao conceito de subconsciente ou pré-consciente de Freud. O pré-consciente seria o conjunto de processos psíquicos latentes, prontos a emergirem para se tornarem objetos da consciência. Assim, o subconsciente poderia ser explicado pelos conteúdos que fossem aptos a se tornarem conscientes (determinismo psíquico). Já o inconsciente seria uma esfera ainda mais profunda e insondável. Haveria níveis no inconsciente mesmo inatingíveis.
Jung separou o inconsciente pessoal do inconsciente coletivo. Hoje, não existe consenso sobre se realmente existe um inconsciente coletivo, igual ou distribuído igualmente entre todas as culturas e povos. Mas os estudos de mitologia/religião comparada, de todos os povos e de todas as épocas da humanidade, dão fortes indícios e força a esse modelo. Cabe aqui citar um grande nome nessa área, Joseph Campbell, autor do livro The Power of Myth (O Poder do Mito). Seus estudos reforçam o modelo de inconsciente coletivo de Jung.
Para Meneghetti, iniciador da escola ontopsicológica, o inconsciente é o quântico de vida e de inteligência por meio do qual nós existimos, mas não conhecemos, isto é, do qual não temos alguma reflexão consciente. É uma parte da vida e da inteligência do homem: é o quântico de vida psíquica e somática que o indivíduo é, mas do qual não é consciente e que age de qualquer modo para além da lógica da consciência.

7970 – Planeta Verde – Viva a Juréia


Planeta Verde

Com uma área de 800 km, no litoral sul de São Paulo, a Juréia gurada uma riqueza biológica que poucos locais da Terra podem igualar:

A Estação Ecológica de Juréia-Itatins é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada no litoral sul paulista. O território da estação está dividido entre os municípios de Iguape, Miracatu, Itariri, Pedro de Toledo e Peruíbe. Foi criada em 20 de janeiro de 1986 pelo Decreto Nº 24.646 e pelo Decreto nº 31.650, de 8 de abril de 1958, que instituiu a Reserva Estadual dos Itatins, numa área de 80 hectares na Serra do Itatins.
O clima da Baixada do Rio Ribeira de Iguape é o tropical chuvoso de floresta (Classificação climática de Köppen-Geiger Af). Este tipo de clima é caracterizado por altas temperaturas e pluviosidade, precipitação anual maior que a evapotranspiração, ausência de estação seca e o mês mais frio possui temperatura media superior a 18°C. Na região da EEJI, as temperaturas medias anuais estão entre 21 e 22°C, a pluviosidade anual media e de 2200 mm e a umidade relativa do ar a superior a 80%.

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Ameaças

Em 17 de agosto de 2005, os moradores da região, cansados de esperar por providências dos órgãos ambientais, foram a campo para barrar um grande desmatamento na reserva da mata atlântica no município de Iguape/Peruíbe.

Caranguejos típicos do mangue moram no local, em tocas que eles mesmos constroem nas massas de raízes suspensas. Comem restos de animais vindos até da mata de encosta.

O cachorro do mato caminha por toda a restinga e pela floresta de planície, comendo aves, pequenos mamíferos e frutos, principalmente de palmeira.

Mata de encosta – Suas marcas registradas são a chuva e a neblina, garantindo umidade constante nos 365 dias do ano.
A floresta de planícei se formou na área plana da Juréia, a planície litorânea. O solo é de areia e argila, com plameiras, orquídeas, bromélias e vegetação típica de beira de rio.
A vegetação de altitude cresce no topo das serras de Juréia, com solo rochoso, onde crescem arbustos secos, de folhas duras.

Foi nas dunas que susrgiram as primeiras espécies de vegetais da Juréia, há alguns milhares de anos. Sementes trazidas pelos ventos marinhos conseguiram germinar no solo arenoso. Em seguida algumas plantas se desenvolveram e começaram a reter a areia solta, fixando-a no solo. Criou-se uma camada de vegetais decompostos no solo, que proporcionou nutrientes para o aparecimento de outro ecossistema, mais para dentro do continente: a restinga. Primeiro o solo ficou mais úmido, depois passou a abdorver nutrientes das folhas e galhos apodrecidos. No final a planícies estava preparada para o desenvolvimento de uma mata.
Já o mangue depende da mistura da água doce e salgada para existir. Em tal água salobra decompõem-se detritos de plantas e bichos mortos. Vindos de todos os ecossistemas da Juréia, as substâncias desse caldo alimentam o plâncton, um conjunto de seres microscópicos que vivem em suspensão na água, este, por sua vez, alimenta mais de 10 mil espécies da fauna dos oceanos, que passam a primeira etapa de sua vida nessa região.
Da floresta saíram 2000 remédios.

7969 – Saúde – Mais potássio na dieta reduz risco de derrame


Um incremento no consumo de frutas e legumes frescos e uma redução na ingestão de alimentos industrializados podem aumentar a presença do potássio na dieta e levar a uma redução de 24% no risco de derrames cerebrais na população.
Hoje, a doença é a principal causa de morte e incapacidade no Brasil.
A indicação vem de uma grande revisão de estudos liderada por pesquisadores da OMS (Organização Mundial da Saúde) e publicada no “British Medical Journal”.
O trabalho envolve dados de quase 130 mil pessoas saudáveis e mostra que, entre as que consumiam mais potássio (de 3,5 g a 4,7 g por dia), o risco de derrame era 24% menor do que no grupo que ingeria menos desse nutriente.
O potássio é essencial para o funcionamento celular e serve como contraponto à ação do sódio, componente do sal fortemente ligado à hipertensão, que é fator de risco para derrames e outras doenças cardiovasculares.
O trabalho sobre potássio, assinado por Nancy Aburto, do Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS, é acompanhado por outras duas revisões de estudos a respeito do efeito de reduções do consumo de sódio na pressão.
Que cortar o sal da dieta ajuda a controlar a pressão é mais do que sabido. O que ainda se discute são as metas ideais de consumo diário -e como implementá-las.
Hoje, a OMS recomenda até 5 g de sal por dia –o equivalente a 2 g de sódio.
De acordo com o trabalho liderado pelo pesquisador Feng He, da Universidade de Londres, diminuir o consumo de sal dos atuais 9 g a 12 g observados em média na população para 5 g já teria um grande impacto, mas um corte mais radical, para 3 g, seria ainda melhor para o controle da pressão arterial.
O governo brasileiro estabeleceu metas de redução de sódio para os alimentos industrializados, mas o acordo foi visto como tímido por alguns especialistas.

Controle da pressão no dia mundial da Saúde
O controle da pressão arterial foi o tema escolhido pela OMS para o Dia Mundial da Saúde, no próximo domingo.
Hoje, no Rio, a Federação Mundial do Coração vai discutir o cumprimento dos objetivos da OMS de redução de 25% da mortalidade por doenças crônicas até 2025.
“Queremos a adesão do Brasil a esses objetivos”, afirma Johanna Ralston, diretora-presidente da federação.
Também será lançado um aplicativo de celular (Pontuação Digital da Saúde) que avalia o risco de desenvolver doenças crônicas.

pressão alta

7968 – Bactérias transformam o lixo em gás e adubo


Os biodigestores são compartimentos onde se coloca material orgânico restos de comida, a parte esgoto e fezes de animais, para que. transformá-los em adubo e gás metano. O gás pode ser usado em automóveis. Quem faz esse trabalho são existem no próprio material orgânico. As bactérias aeróbicas fermentam o lixo, absorvendo oxigênio e liberando o gás carbônico. Quando o oxigênio acaba, as bactérias anaeróbicas ( que agem sem oxigênio) ácidas quebram as partículas de gordura, proteína e amido, transformando-as em acido acético. As bactérias metanogênicas produzem outra fermentação, que dá origem ao metano.

7966 – Evolução – Mudanças na Teoria


Eis o mais novo fundador da linhagem evolutiva humana, o Australopithecus ramidus, que andou pela Terra há 4,4 milhões de anos. Ele foi achado na Etiópia, África, bem perto do sítio em que se havia desenterrado o Australopithecus afarensis.
O ramidus, por isso, está perto de um ponto crucial na evolução, no qual a linhagem humana mistura-se com a dos grandes macacos, especialmente o chimpanzé.
Embora ancestrais do homem, nem o ramidus nem o chimpanzé são humanos. Eles não são incluídos no gênero Homo, ao qual pertence a nossa espécie, o Homo sapiens sapiens. O ramidus foi um Australopithecus, um gênero já extinto. O chimpanzé é do gênero Pan.
Mas é assim mesmo: quanto mais se recua para o passado, mais bichos entram para o círculo de parentesco do homem. As diferenças com o homem vão ficando cada vez maiores, mas algumas características básicas da humanidade são preservadas. A primeira linha horizontal da tabela agrupa todos os membros da ordem dos Primatas. Essa ordem agrupa os bichos mais parecidos com o homem entre todos os mamíferos. Nesse nível, até os pequenos lêmures, semelhantes aos roedores, são parentes nossos.
A segunda linha é a subordem dos antropóides, que se opõem aos prossímios.Em seguida, vê-se a família do homem, a dos hominídeos. O ramidus, por ter sido hominídeo, está mais próximo do homem do que o chimpanzé. Este, com o gorila e o orangotango, é da família dos pongídeos, a mais próxima dos hominídeos, entre os antropóides.
A linha seguinte mostra os australopitecos, onde duas espécies — o ramidus e o afarensis — estão na linhagem do homem. O africanus, do mesmo gênero, tinha traços divergentes. Não é considerado ancestral humano. Aí reside a importância do ramidus, que pode fornecer dados precisos sobre essa era de transição.
Os paleoantropólogos estão diante de um mundo em que os animais da linhagem humana eram muito mais numerosos do que hoje, confundindo-se com australopitecos, macacos e outros animais. Era muito mais interessante que o mundo atual, em que os únicos hominídeos somos nós.

A genealogia dos primatas
Há 70 milhões de anos, alguns roedores primitivos ganharam características típicas: olhos voltados para a frente, dedos adaptados para agarrar, unhas em vez de garras e cérebro relativamente grande. Desde então, esses traços passaram a distinguir os primatas. Eles evoluíram em várias direções e uma delas levou ao homem moderno.

7965 – Vacina passa por prova de fogo


A mais promissora candidata à vacina contra a malária acaba de passar pelo seu teste mais difícil: a SPf66, como é chamada, reduziu um terço da incidência da doença em crianças da cidade de Idete, no sudoeste da Tanzânia. Criada em 1987 pelo médico colombiano Manuel Patarroyo, ela é composta por proteínas extraídas do parasita da malária e fez o maior sucesso nos primeiros testes, realizados há dois anos na América do Sul: 39% das pessoas em que foi aplicada ficaram imunes. Mesmo assim, muita gente desconfiava que a SPf66 não teria o mesmo desempenho nas regiões pobres da África, onde a taxa de transmissão da malária é cem vezes maior do que em qualquer outro canto do planeta. Na Tanzânia, as crianças sofrem, em média, trezentas picadas por ano de mosquitos infectados pelo parasita. Por causa desse elevado grau de exposição, alguns especialistas não ficaram ê muito animados com a nova droga colombiana. Mas ela surpreendeu, deixando 31 % das crianças africanas imunizadas.
Alguns acham que a vacina precisa ainda ser melhorada. Patarroyo responde: “Na falta de outra, não podemos deixar de usar esta para combater a malária. “

7964 – Geografia – Veneza ameaçada pelo mar


Todo o incalculável patrimônio histórico e cultural de Veneza, na Itália, está afundando. A cidade-sonho da costa do Adriático, insulada no interior de uma laguna de 55 quilômetros de extensão por 13 quilômetros de largura, está morrendo. Cinqüenta anos de transformações industriais alteraram catorze séculos de equilíbrio delicado entre a cidade e a laguna. Marés cada vez mais altas afogam Veneza e seus famosos “palazzi”.
Soluções tecnológicas sofisticadas podem deter o mar. Mas há trinta anos discutem-se causas, estratégias e custos. O preço é alto e a vontade política, pouca. E, pior, enquanto o tempo passa, desaparece a matéria-prima de qualquer recuperação — os venezianos. Em 1954, eles eram 175 000 em 1974, 108 000; hoje, não passam de 78 000.
A Veneza de Goethe, Mozart, Nietzsche e Thomas Mann virou uma cidade-fantasma. Tem cada vez menos padarias, mercearias e cinemas. E cada vez mais turistas.

Canal de Veneza
Canal de Veneza

Veneza convive com a maré alta, acqua alta em italiano, desde a sua fundação, no século VI. Mas, com o passar do tempo, o subsolo cedeu e o piso da cidade baixou 23 centímetros em relação ao nível médio do mar em 1900. Para resolver a questão, desde o século XVI duas teorias se confrontam. A primeira defende o fechamento das três entradas da laguna, por onde a maré alta passa: elas seriam trancadas. A outra teoria prega a preservação máxima da laguna, atribuindo o aumento do impacto das marés aos detritos industriais e urbanos que se acumulam no fundo da laguna.
A pior fase começou com o desenvolvimento industrial. Em 1920, surgiram aterros nas margens da laguna, do lado do continente, onde ergueram-se as cidades de Mestre e de Marghera, um porto. Na década de 50, período de grande crescimento econômico no pós-guerra, a cidade de Marghera foi muito ampliada com novos aterramentos para a construção de um vasto complexo petroquímico.
Na laguna, cuja profundidade média não ultrapassa 2 metros, escavaram-se canais para a navegação de grande calado, com 5 quilômetros de extensão e 15 metros de profundidade. Por eles, passaram a entrar enormes volumes de água Finalmente, em 1973, veio um novo aterramento, para a construção do aeroporto Marco Polo.
Há treze anos, formou-se o Consorzio Venezia Nuova para recuperar a bacia lagunar, integrado por várias empresas, como a Fiat, Iri-Italstat, Mazzi, Girolla, Lodigiani e Sacaim. Em 1988, criaram-se mais quatro consórcios semelhantes. Até agora, porém, foram feitos apenas testes e estudos. A crise econômica restringe a disponibilidade de recursos.
Às 17 horas do fatídico dia 4 de novembro de 1966, a maré alta atingiu o recorde histórico de 1,94 metro. As ondas impelidas pelo vento scirocco passaram por cima das muralhas na costa, entraram pelas bocas do porto e foram açoitar o Palácio dos Doges. No centro histórico e nas ilhas do estuário, 16 000 famílias e comerciantes perderam quase tudo. Todos os 432 transformadores elétricos da cidade explodiram, deixando os venezianos em pânico, no escuro, durante três dias.

Quando a água começou a recuar, lixo, móveis e mercadorias amontoavam-se em todos os cantos. Manchas de óleo e gasolina tingiam ruas e prédios. Barcos e gôndolas jaziam, quebrados, nas ruas. Milhares de ratos encurralados nas pontes e nos andares superiores das casas ameaçavam os moradores. Gatos, pombos e ratos mortos boiavam nos canais.
Um cenário inesquecível: calçadas afundadas, encanamentos entupidos, ralos abertos e milhares de toneladas de sujeira. Praças, jardins e plantações desvastados. Os danos ao patrimônio cultural foram gravíssimos. A cidade parecia abatida pela peste, como no romance do escritor alemão Thomas Mann, Morte em Veneza.
Para os venezianos, as marés viraram uma ameaça constante. A família de Massimo Cannaregio, 32 anos, é uma das que desistiram e mudaram-se para Mestre: “Vivi a primeira infância em Veneza”, diz ele. “Nossa residência ficava no segundo andar de um prédio restaurado do século XVIII. Quando tinha quatro anos, minha família foi embora, porque a casa estava sempre úmida. A enchente de 66 fez um estrago danado e custaria muito dinheiro para reformar o prédio. Vendemos o imóvel por uma ninharia.”

Constrangida pela fragilidade ambiental, “a cidade mais bonita do mundo” transferiu moradores de seu centro histórico para aquela que os italianos chamam de “a cidade mais feia do mundo” — Mestre. Veneza esvaziou, enquanto Mestre inchou, sem nenhum planejamento urbanístico. Passou de 37 000 habitantes, em 1921, para 57 000, em 1951, 161 000, em 1961 e 205 000, em 1971.
Os jovens são os primeiros a sair, em busca de emprego, qualidade de vida, automóvel, lazer e outros consumos de que Veneza não pode proporcionar. Ali resiste a população mais velha da Itália: média de 46 anos, contra 40 anos da média nacional. Há poucos espaços para crianças. E cada vez menos infra-estrutura urbana.
Veneza não tem condições de virar uma espécie de Disneylândia, eternamente lotada de turistas. Nem os venezianos gostariam disso. Eles querem a mesma cidade, com canais em vez de ruas asfaltadas. Gaivotas em vez de vira-latas. E barcos (os vaporettos) em vez de ônibus.
A cidade é frágil e vive por um fio, sempre torcendo para que outra maré alta catastrófica, como a de 1966, não se repita. Mas para sobreviver terá de sair de seu imobilismo. Terá aprender a controlar as marés.

Memória pode ir por água a baixo

Em Veneza, pode-se admirar cerca de 450 palácios e residências de valor artístico inegável — neles, há quase sempre o toque de um mestre da arquitetura medieval, renascentista e barroca. A cidade, durante séculos, teve fama de ser ponto de encontro de artistas. Compositores como Rossini, Giuseppe Verdi e, mais recentemente, Igor Stravinsky fizeram a sua primeira apresentação em Veneza, no Teatro la Fenice. O Museu Accademia reúne obras de alguns dos mais famosos pintores italianos, todos com passagens pela capital do Vêneto.
Em 10 de julho de 1989, Veneza sofreu outro trauma. Duzentas mil pessoas se espremeram na Praça São Marcos para assistir o concerto da banda inglesa Pink Floyd. Foi uma tentativa de fazer a cidade recuperar a fama de palco de grandes eventos culturais. A tragédia foi que os produtores do evento — musicalmente esplêndido — esqueceram que a cidade tinha poucos banheiros. No dia seguinte, ruas, vielas e canais amanheceram inundados. Não propriamente de água do mar.

7963 – Medicina – Perda de sódio e potássio provoca a cãibra


A cãibra é uma contração . muscular forte, prolongada e parcialmente involuntária.

Por meio de nervos, chamados motores, o cérebro manda impulsos elétricos que avisam ao músculo se ele deve contrair. Com o músculo relaxado, uma diferença de potencial elétrico entre a parte de fora e a parte de dentro das fibras musculares. A diferença de potencial se deve à presença de sódio no exterior e de potássio na parte superficial interna. Com a chegada do impulso elétrico, porém, tudo muda: abre-se uma série de receptores na membrana que reveste as fibras musculares. Os receptores são comparáveis a portões, pelos quais – o sódio que estava do lado de fora – consegue entrar. No lado de dentro, a substancia ocupa o espaço do potássio, que acaba saindo. A troca de lugares excita as partículas de cálcio situadas numa região mais profunda da fibra e elas, por sua vez, provocam movimentações dos filamentos musculares, ocasionando a contração. A câimbra acontece quando a quantidade de sódio e potássio não é o ideal. Essas substancias funcionam como tradutoras da mensagem cerebral. Portanto, o impulso elétrico ai normal ao cérebro, mas termina sendo traduzido de uma maneira errada pelas partículas de cálcio, que realizam uma contração mais forte do que necessário. O relaxamento muscular também demora mais para acontecer. O problema geralmente ocorre quando alguém toma diurético ou realiza exercícios físicos intensos. “ A pessoa, então, elimina grande quantidade de água, misturada com sódio e potássio, na forma de urina ou suor, diminuindo assim a concentração ideal para a passagem do impulso nervoso”.

Escola Paulista de Medicina