Arquivo da categoria: Ciência

8545 – De ☻lho no Mapa – Novo modelo explica separação continental da Austrália, Índia e Antártida


Pesquisadores da Universidade Nacional Australiana criaram um novo modelo científico para demonstrar o processo que levou à separação da Austrália, Índia e Antártida do antigo continente Gondwana, que começou a se dividir há 165 milhões de anos.
O modelo, descrito em um estudo publicado neste mês na revista Gondwana Research, pode ser útil para explicar como as placas tectônicas movimentam os continentes, causam terremotos e tsunamis e dá informação sobre os locais onde é possível encontrar minerais.
Gondwana (hemisfério sul), um dos dois supercontinentes que junto ao de Laurásia (hemisfério norte) agrupou toda a massa terrestre há cerca de 200 milhões de anos, se dividiu em novos blocos: Gondwana Leste (a atual Antártida, Índia, Madagascar e Austrália) e Gondwana Oeste (América do Sul e África). Uma nova subdivisão deu lugar aos blocos que formam as atuais Índia e Madagascar e outro que corresponde à Austrália e à Antártida.
Para a nova pesquisa, a equipe de cientistas utilizou um programa de informática com o objetivo de buscar as coincidências entre as características geológicas ao longo dos contornos das placas de Austrália, Antártida e Índia e retroceder virtualmente no tempo para construir o quebra-cabeça de Gondwana.
O novo modelo recriou um movimento rotatório de Gondwana no sentido horário e deu um ponto de partida diferente para Índia e Austrália após a separação da Antártida. “Pode parecer relativamente trivial tentar determinar o ponto de partida real, mas isso representa uma grande diferença para poder determinar a trajetória desses territórios”, diz Gordon Lister, coordenador do trabalho, em entrevista à emissora ABC.
Segundo esse novo modelo, a costa noroeste da Austrália vai se chocar com a ilha indonésia de Java em cerca de 20 milhões de anos enquanto o país avança em direção à China.
A equipe descobriu que muitas das características geológicas ao longo dos contornos das placas entre Austrália e Antártida não se alinhavam adequadamente e que estas tinham se formado depois que os continentes se separaram.

8544 – Acidente Nuclear – Ex-diretor da central de Fukushima morre de câncer


Radiação, efeitos devastadores no organismo
Radiação, efeitos devastadores no organismo

O ex-diretor da central de Fukushima, no Japão, morreu aos 58 anos, de câncer no esôfago. Masao Yoshida dirigiu a usina nuclear na época em que um tsunami, seguido de um terremoto de 9 graus de magnitude, atingiu a central e desencadeou uma grave crise atômica, em março de 2011. Segundo a companhia Tokyo Electric Power (Tepco), Yoshida morreu em um hospital em Tóquio e sua doença não teria relação direta com a radiação.
A Tepco indicou que Yoshida teria recebido uma dose de radiação de 70 milisieverts (entenda o que é o Sievert) entre o acidente de 2011 e sua saída da central, vários meses depois. A companhia, no entanto, descarta uma ligação entre a exposição e o câncer do ex-diretor, alegando que é necessário um prazo maior antes que as radiações provoquem este tipo de doença.
Masao Yoshida assumiu a direção de Fukushima em junho de 2010, alguns meses antes da catástrofe que colocou em perigo quatro dos seis reatores da central. A crise atômica foi a mais grave desde Chernobyl, em 1986, e obrigou a evacuação de mais de 150.000 habitantes da região. Especialistas do setor afirmam que Yoshida foi fundamental para impedir que a situação saísse totalmente do controle. Ele deixou o cargo logo após ser diagnosticado com câncer, em novembro de 2011.
A Tepco também informou, nesta terça-feira, 9 de julho, que amostras de água subterrânea recolhidas na usina nuclear de Fukushima têm um nível de césio radioativo até 90 vezes maior do que as analisadas há apenas três dias. No momento, a principal preocupação no trabalho para desmantelar a central é o acúmulo de água contaminada no subsolo das instalações que abrigam os reatores nucleares. A Tepco não confirmou se essas substâncias radioativas estão vazando para o mar e anunciou que extrairá novas amostras de água marinha.

8543 – Risco Nuclear – Japão confirma falha geológica sob reator


radiação

Um dos reatores de uma central atômica em Tsuruga (oeste do Japão), atualmente parada, está localizado sobre uma falha geológica ativa. É o que confirma o relatório final de um painel de especialistas. Com isso, o reator não receberá autorização para ser reativado, e empresa Japan Atomic Power se vê obrigada a estudar seu desmantelamento.
A empresa criticou publicamente a decisão dos especialistas, alegando que faltam dados e fatos objetivos que apoiem seu relatório. O presidente da Japan Atomic Power, Yasuo Hamada negou que seja necessário fechar o reator imediatamente.
Atualmente, apenas dois reatores de um total de 50 estão em serviço no Japão. Os demais foram paralisados por medida de precaução à espera de novas normas de segurança, em fase de elaboração, e que entrarão em vigor em julho.
As mudanças rígidas foram implementadas após o acidente nuclear de Fukushima, provocado por um tsunami em março de 2011.

8541 – Nasa vai tentar ressuscitar telescópio caçador de planetas


kepler gráfico

A Nasa começará a testar nas próximas semanas alternativas para tentar ressuscitar o telescópio espacial Kepler, que pifou em 11 de maio, após uma pane em um de seus giroscópios.
De acordo com representantes da agência espacial americana, desde que o incidente aconteceu, diversos especialistas têm pensado em maneiras de fazer o dispositivo voltar a funcionar. Os testes para ver a viabilidade de desses projetos deve começar em breve ma Califórnia.
Lançado em março de 2009 com o objetivo de localizar novos planetas, sobretudo uma possível “gêmea” da Terra, o Kepler foi equipado com quatro giroscópios. Ele poderia operar só com três deles. Mas, como um já havia pifado no ano passado, a nova falha foi crítica.
Apesar das várias alternativas, a Nasa destaca de que não há garantia de que o satélite, que já encontrou mais de 3.200 candidatos a planeta, volte mesmo à ativa.

8540 – Tecnologia – Nova Revolução Industrial?


Revolução Industrial
Revolução Industrial

A maior invenção do Século 21, até então, a impressora 3D, hoje ainda cara e pouco conhecida. Mas tal cenário deve mudar em breve.
No Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da USP ela custou em torno de 50 mil dólares em 2009.
Seu uso na confecção de protótipos de pesquisas compensara fartamente o investimento.
A melhor medida de uma revolução tecnológica é seu impacto na vida das pessoas. Mudanças no modo como produzimos bens e serviços desencadeiam uma energia transformadora nas relações humanas e aspectos que vão do íntimo ao profissional.
O aperfeiçoamento da máquina de tecer do século 18, por exemplo, foi o estopim de uma renovação para melhor na sociedade, na cultura, na política e bem estar social. Em 1766, o tecelão James Hargreaves, cuja indústria era a própria casa, imaginou um mecanismo com apenas uma roda de fiar, mas capaz de trabalhar múltiplas linhas de algodão. Da noite para o dia, a fiandeira de pedal multiplicou por 8 a produtividade de um operário. Quando morreu em 1778, o tear já trabalhava com 80 linhas e havia mais de 20 mil de tais máquinas instaladas. O salário médio dos ingleses se multiplicou por 10. A prosperidade, somada ao desenvolvimento de novos medicamentos dobrara a expectativa de vida no país. Esta foi a 1ª Revolução Industrial, uma pedra sobre a qual se ergueu o mundo moderno, e o capitalismo selvagem foi seu efeito colateral.

Quase 250 anos depois da revolução do tear a pedal, e por causa dele, a nossa produção em massa é feita em fábricas, mas isso começa a mudar novamente com a chegada da impressora 3D, que vem prenunciando uma nova revolução.
Tal máquina permite confeccionar objetos sólidos em 3 dimensões, utilizando-se para isso, em teoria, qualquer material, do plástico ao concreto. Programas de computador fazem o desenho em 3 dimensões.
Hoje, ainda engatinhando, já é possível imprimir as paredes de um edifício e até tecido humano.

Vejamos como:
O cartucho da impressora é abastecido com uma cultura de células-tronco mistura a colágeno.
3 Seringas ejetam diferentes tipos de células em filamentos viscosos. Uma 4ª libera acrilato, composto químico utilizado para agrupar as células.
O tecido se desenvolve sob luz ultravioleta, que matém aquecida a mistura.
Em 7 horas, tem se um rim de dimensões similares ás do órgão humano.
A previsão do 1° transplante em ser humano é para 2014.

8539 – Psiquiatria – O que é o Transtorno de Ansiedade Generalizada?


O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) consiste em um dos transtornos mentais mais observados na clínica. Nos dias de hoje, este distúrbio é avaliado como uma doença crônica, que apresenta morbidade relativamente alta, bem como altos custos individuais e sociais.
Trata-se de uma preocupação constante e persistente em relação a diversas atividades e eventos do cotidiano, de controle difícil e que persiste por, no mínimo, seis meses e que, de acordo com o DMS-IV (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) vem acompanhado por três ou mais das seguintes manifestações clínicas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e distúrbios do sono.
Outro ponto que deve ser enfatizado é que, no caso do TAG, o nível de ansiedade é desproporcional ao fato que conduz à ansiedade, levando a muito sofrimento e interferindo da qualidade de vida do indivíduo e no convívio familiar, social e profissional.
Acomete indivíduos de todas as faixas etárias, desde o nascimento até a velhice, sendo que, no geral, as mulheres são mais atingidas do que os homens.
Os pacientes com a TAG podem apresentar tremores, inquietação, falta de ar, cefaleia, sudorese excessiva, palpitações, taquicardia, transtornos gastrointestinais, dificuldade de concentração, tensão muscular, irritabilidade e fácil perda de controle.
O diagnóstico inclui o histórico do paciente, a avaliação clínica detalhada e, quando for necessário, alguns exames complementares podem ser realizados.
O diagnóstico diferencial engloba TOC (transtorno obsessivo compulsivo), síndrome do pânico e fobia social.
O tratamento inclui o uso de fármacos antidepressivos ou ansiolíticos, além da terapia comportamental cognitiva. O tratamento medicamentoso deve ser estendido por seis a doze meses após o desaparecimento dos sintomas, porém a dose deve ser reduzida gradativamente.

8538 – Física – Bóson de Higgs, a força que criou o Universo


bóson de higgs

O maior acelerador de partículas do mundo confirmou a existência dessa partícula.
Peter Higgs foi o físico inglês que previu a sua existência.
O bóson é uma das tantas partículas fundamentais que tiveram papel na formação original e no funcionamento do Universo e recebeu esse nome em homenagem ao físico indiano Satyendra Nath Bose. Junto com Albert Einstein, Bose estudou novas fases da matéria quando os átomos são resfriados a temperaturas próximas do zero absoluto, 273°C negativos..
O de Higgs não é um bóson qualquer. Os bósons se ocupam de transportar ou tornar possível certas formas de energia. O fóton é um bóson e sem ele não existiria a luz. Sem o bóson de Higgs não haveria o Universo.
Ele teve importância nos instantes iniciais depois do Big Bang, a súbita inflação que criou o Universo há mais de 13,7 bilhões de anos. A formidável e violenta liberação de forças ejetou partículas elementares para todos os lados e foi justamente o campo criado pelo bóson de Higgs que diminuiu a aceleração das partículas. Assim, elas acabaram interagindo entre si e formando os blocos de matéria que viriam a dar origem as galáxias.

higgs graf

8536 – Um Inimigo Invisível e Silencioso


Cultura das mortíferas superbactérias
Cultura das mortíferas superbactérias

São os super micróbios. Doenças que estavam controladas ou quase erradicadas sofreram mutações e voltaram a atacar. O uso excessivo dos antibióticos tem resultado em novas cepas de tuberculose, malária, febre tifoide, gonorreia, meningite e pneumonia estão com o tratamento cada vez mais difícil e oferecendo resistência a drogas modernas. Um problema global e preocupante e que pode resultar numa catástrofe na área de Saúde.

8535 – Saúde – A Síndrome Respiratória do Oriente Médio


O vírus causador
O vírus causador

A síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), também chamada de síndrome respiratória coronavírus do Oriente Médio, trata-se de uma desordem que foi identificado pela primeira vez em abril de 2012 na Arábia Saudita, que têm se propagado com rapidez e que apresenta elevada mortalidade, de acordo com estudos realizados em hospitais sauditas.
De abril de 2012 a junho de 2013, foram registrados 64 casos da MERS, dos quais 38 pacientes faleceram, o que representa uma mortalidade de 59%.
O vírus da MERS pertence à mesma família do vírus responsável pela síndrome da angústia respiratória (SARS), que causou aproximadamente 800 mortes no ano de 2003.
A contaminação ocorre por meio de perdigotos expelidos durante tosse ou espirros e também através do contato físico com um indivíduo infectado, como durante aperto de mãos ou abraço. Além disso, o vírus pode espalhar-se por fômites ou superfícies contaminadas.
A incubação deste coronavírus dura em torno de quatro dias. As manifestações clínicas iniciam-se com febre alta e tosse branda, que pode persistir por vários dias, podendo evoluir para pneumonia. Alguns pacientes também podem apresentar sintomas gastrointestinais.
Para o estabelecimento do diagnóstico é recomendado obter amostras de secreções das vias aéreas inferiores, sempre que possível.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças Americano emitiu um comunicado pata todos os hospitais do país para manterem-se atentos aos pacientes que apresentam sintomas de gripe e que passaram recentemente pelo Oriente Médio.
Até o momento não existe tratamento e nem controle específicos para o vírus da MERS. A recomendação dos médicos é lavar as mãos com água e sabão frequentemente, especialmente após o contato com ambientes públicos, não tocar nos olhos, na boca ou no nariz, bem como evitar o contato com pessoas doentes.

8532 – Japoneses criam fígado de laboratório para uso em transplante


Cientistas japoneses conseguiram recriar pela primeira vez em laboratório um fígado funcional usando células reprogramadas. O órgão humano em fase precoce de desenvolvimento foi então implantado em camundongos com falência hepática, que apresentaram melhora.
A técnica, descrita em estudo na edição desta semana da revista “Nature”, foi desenvolvida por Takanori Takebe, da Universidade da Cidade de Yokohama. O fígado foi construído a partir de células de pluripotência induzida (conhecidas como iPS), reprogramadas para se tornarem tão versáteis quanto células-tronco embrionárias.
Elas foram então tratadas para se tornarem hepatócitos, as células operacionais do fígado. E, após serem misturadas a dois tipos de células embrionárias de vasos sanguíneos, começaram a se transformar espontaneamente em pequenos “brotos” de fígado.
Se o plano dos cientistas der certo, o material pode um dia ser usado no lugar de fígados humanos transplantados para doentes graves.
O que Takebe obteve em laboratório foram pequenos brotos hepáticos, estruturas que são essencialmente fígados em fase embrionária. Implantados na cavidade abdominal de camundongos doentes, eles colonizaram lacunas no órgão danificado e restauraram a função hepática dos animais.
No experimento, cada camundongo recebeu 12 brotos hepáticos de 4,5 mm cada. Adaptar a técnica para uso em humanos, porém, será mais difícil, pois a ideia é produzir brotos microscópicos que possam ser injetados no sangue. Dessa forma, eles migrariam espontaneamente para o fígado, num procedimento menos invasivo.
“O que consideramos para aplicação clínica é criar dezenas de milhares de brotos hepáticos in vitro, mas isso não está a nosso alcance ainda”, disse Takebe ontem em entrevista por teleconferência. “Precisamos criar um sistema de ponta para cultivar em grande escala os brotos hepáticos derivados de células iPS. Isso deve levar uns cinco ou seis anos.”
Mesmo que tudo corra bem, diz o cientista, o primeiro teste clínico da técnica em humanos deve ocorrer só daqui a cerca de dez anos.
Além de conseguirem tratar camundongos com falência hepática, os cientistas conseguiram comprovar que os brotos de laboratório, produzidos a partir de células humanas, estavam mesmo se comportando como fígados humanos, e não de roedores.
Isso foi feito numa etapa anterior, na qual os implantes era colocados no cérebro dos animais. O procedimento um tanto quanto bizarro foi necessário para que os cientistas tivessem fácil acesso aos brotos hepáticos para verificar se ele estavam produzindo as proteínas certas, como a albumina.

fígado

COQUETEL DE CÉLULAS
O segredo dos japoneses para recriar fígados em laboratório foi usar o “coquetel de células” correto para que o broto hepático se organizasse espontaneamente.
Outros cientistas, que vinham tentando criar órgãos apenas com hepatócitos derivados de células-tronco, não vinham tendo sucesso. No caso do fígado, os dois ingredientes que faltavam eram o tecido de veias de cordão umbilical e as células-tronco mesenquimais (outro tipo de material embrionário).
Segundo Takebe, a mesma técnica deve dar certo para criar também pâncreas, rins e pulmões em laboratório. “Já estamos tentando aplicar essa técnica de auto-organização à formação do pâncreas, e estamos tendo bons resultados”, diz o cientista.

8530 – Brasil testará tratamento preventivo contra o HIV


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O uso de medicamentos antirretrovirais para prevenir a infecção por HIV — a chamada terapia pré-exposição — será testado no Brasil. Um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz, com participação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro de Referência e Treinamento DST-Aids, da Secretaria de Saúde de São Paulo, acompanhará, durante um ano, 500 voluntários homens que fazem sexo com homens e travestis.
Os antirretrovirais são medicamentos usados para controlar a infecção pelo HIV em pessoas contaminadas. A combinação desses medicamentos é dada a pessoas logo após o contato com o vírus para tentar evitar que a infecção aconteça. A ideia de uma terapia preventiva contra o HIV é orientar os indivíduos com alto risco de contaminação a tomar antirretrovirais diariamente. Assim, caso haja o contato com o vírus da aids, as drogas conseguem suprimi-lo.
A eficácia da profilaxia antes da exposição ao HIV já foi comprovada por vários estudos. Um deles teve participação de pesquisadores da Fiocruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade de São Paulo. Segundo os trabalhos, grupos que seguiram a terapia não se infectaram com o HIV.
“O nosso estudo avaliará como colocar em prática essa estratégia: a melhor forma de acompanhar a população que usa o medicamento, como preparar as equipes de saúde”, diz Beatriz Grinsztejn, coordenadora da pesquisa. Os resultados podem ajudar a dar mais elementos para o governo avaliar a adoção da terapia preventiva no país.
O recrutamento dos voluntários começará em agosto. Cartazes com “Um comprimido por dia pode prevenir HIV/Aids” serão espalhados por locais frequentados pela comunidade gay. O medicamento usado, uma combinação de antirretrovirais, não é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

8529 – Microbiologia – Vírus H7N9


O H7N9 consiste no vírus influenza subtipo A, responsável, em geral, por levar à influenza aviária, também chamada de gripe aviária. Ocasionalmente, variantes desse vírus podem acometer os seres humanos. O primeiro caso em humanos foi descrito, na China, no ano de 2013.
O vírus H7N9 pode ser dividido em dois subtipos distintos, de acordo com a proteína presente na superfície desse agente: hemaglutinina (HA) e neuraminidase (NA).

Comumente, a infecção em humanos causa uma doença respiratória severa. Um mês após o relato do primeiro caso, mais de 100 indivíduos tinham sido infectados pelo vírus, uma taxa consideravelmente alta para uma infecção nova, sendo que um quinto dos pacientes evoluiu para óbito, um quinto se recuperaram e o resto ficou gravemente doente. A Organização Mundial da Saúde classificou o vírus H7N9 como um agente altamente perigoso para os seres humanos. Estima-se que a taxa de mortalidade, independente da faixa etária, é de 36%.
Ainda não se sabe ao certo como ocorre a transmissão desse vírus para os humanos. Contudo, acredita-se que esteja relacionado com a convivência com aves de granja ou silvestres. Até o momento, há pouca evidência de que o vírus se espalhe com facilidade entre os humanos. No entanto, essa possibilidade não foi descartada pelos pesquisadores, uma vez que alguns poucos casos aparentemente resultaram de um contato íntimo com um indivíduo infectado.
Este vírus foi relatado apenas na China. De acordo com a OMS, até o início de junho de 2013, 132 casos foram confirmados por meio de testes laboratoriais. A maior parte dos casos tem sido relatada em homens de meia-idade, sendo que a maioria havia entrado em contato com aves de granja.
As manifestações clínicas incluem febre, tosse e dispneia, que pode evoluir para pneumonia severa. Além disso, o vírus pode sobrecarregar o sistema imune, resultando em uma cascata de citocinas (hipercitocinemia), que é uma reação imunológica potencialmente fatal. Sepse e falência de órgãos também podem ocorrer. Pesquisas indicam que a maior parte dos pacientes com a gripe aviária que faleceram foi em decorrência da síndrome da angústia respiratória (SARS) ou falência múltipla de órgãos.
O diagnóstico laboratorial é feito coletando-se secreção nasofaríngea do indivíduo potencialmente infectado. Essa amostra deve ser mantida em temperatura adequada (4°C) e enviada ao laboratório. Têm sido realizadas muitas pesquisas visando conceber um teste de diagnóstico mais sensível ao vírus H7N9, para que não haja reação cruzada com outros vírus relacionados.
Estudos sugerem que o vírus H7N9 é sensível aos inibidores de neuraminidase, como, por exemplo, o oseltamivir e o zanamivir.
Até o momento não existe nenhuma vacina contra o vírus que causa a gripe aviária. Todavia, existem pesquisas para tal.

8528 – Planeta Terra – Plano Climático dos EUA


No dia 25 de junho de 2013, o presidente Barack Obama lançou o Plano de Ação Climática dos Estados Unidos, com o objetivo principal de cortar em 17% as emissões de gases de efeito estufa até 2020, considerando os níveis de emissões registrados em 2005. Dentre as principais medidas, o plano prevê políticas que limitam a quantidade de poluentes em usinas geradoras de eletricidade mantidas com combustíveis fósseis.
O governo dos EUA também prevê incentivos à geração de energia renovável (solar e eólica), e inclusão de projetos de prevenção de desastres naturais. O presidente norte-americano apresentou o plano durante discurso na Universidade Georgetown. Apesar das boas intenções, o plano foi criticado por especialistas e setores produtivos.
O setor de produção de carvão reclamou pelas limitações mercadológicas que sofrerá em virtude dos controles, engrossando as críticas dos republicanos que acusam o democrata presidente de esquecer da recuperação econômica do país. Em seu primeiro mandato, Obama tentou lançar planos de redução de emissões de gases de efeito estufa por meio de sistema de limites e créditos de carbono, mas, na época, o projeto não passou no Congresso.
Segundo estudiosos brasileiros, os EUA está sendo pouco ambicioso no processo de redução de emissões, porém, o novo plano é um primeiro passo importante que poderá incentivar outros países desenvolvidos a implantarem planos climáticos de cortes de poluentes similares, ajudando a reduzir possíveis impactos da mudança climática global.

Cientistas esperavam um corte de emissões acima dos 17% do total que o país emite, porém, o lançamento desse plano inédito poderá abrir caminho para um novo posicionamento de políticas ambientais por parte dos EUA nos próximos anos, país tradicionalmente acusado de não se preocupar com o aquecimento global em sua produção de alta escala, sendo o segundo maior consumidor de energia depois da China.
Segundo especialistas brasileiros, o compromisso assumido por Obama é o mesmo assumido pelos EUA em 2009, durante a realização da COP 15, conferência climática de Copenhague, entretanto, no mesmo ano, o compromisso foi derrubado no Congresso. Agora, o plano será implementado sem necessitar de aprovação do Congresso, diretamente pelo Executivo.

8526 – Especialidades Médicas – A Urologia


MEDICINA simbolo
A Urologia nasceu como especialidade médica, clínica e cirúrgica, abrangendo o diagnóstico, orientação, tratamento e acompanhamento de um grande número e complexidade de enfermidades congênitas ou adquiridas, infecciosas, traumáticas, tumorais ou degenerativas do sistema urinário, em ambos os sexos, adulto ou infantil e do sistema genital masculino. que abrange a próstata, uretra, pênis, vesículas seminais, epidídimo e testículos, tratando inclusive de enfermidades da sexualidade masculina, tais como: impotência, ejaculação precoce, infertilidade, entre outras.
Comumente relaciona-se a Urologia com “doenças ligadas ao homem”, porém, o sistema urinário, composto pelos rins, ureteres, uretra e bexiga é comum para ambos os sexos, apenas a uretra é mais longa no homem, desta forma, o urologista poderá tratar tanto homens quanto mulheres.
No entanto, a Urologia deverá ser separada da Nefrologia, pois esta última é considerada clínica, e cuida apenas de alguns distúrbios relacionados com a função renal defeituosa ou ausente, como por exemplo: nefrites, nefroses e insuficiência renal.
A Urologia é um nobre campo de atuação da Medicina, o qual abrange, como pudemos observar um grande número de enfermidades relacionadas ao sistema urinário de ambos os sexos, em adultos e crianças, e mais especificamente em homens, no que se refere ao sistema genital masculino.
O Urologista poderá atuar em consultórios e clínicas, particulares ou públicos, atendendo e orientando inclusive na área de fertilidade conjugal. Para isso a sua formação deverá ter como base a faculdade de Medicina, com duração de seis anos, que consiste em ciclo básico ( disciplinas como farmacologia, anatomia e fisiologia), ciclo profissional ( escolha da especialidade: pediatria, ginecologia, urologia, etc.) e internato ou estágio ( no mínimo um ano em hospital, período integral).
Após este período há a fase de residência hospitalar, na área de Urologia, que dura aproximadamente dois anos, onde o recém-formado será assistido por uma equipe de especialistas e professores da área.
Sempre faz-se necessário lembrar que o aprendizado e a atualização deverão ser constantes, além disso, algumas qualidades como: bom-senso, ética profissional, sensibilidade, entre outras farão deste profissional um diferencial no mercado de trabalho.

8525 – Uma ave com digestão de ruminantes


Hoatzin
Tal ave amazônica chamada hoatzin tem digestão igual aos ruminantes. Já se sabia que seu aparelho digestivo difere do das outras aves, porém não havia explicação para este fato.
Conhecida também como cigana, é uma das poucas aves do mundo que só come folhas. Observou-se que o papo e o esôfago são as principais estruturas fermentadoras do tubo digestivo, particularmente favorável ao mesmo tempo à mascagem do alimento e a fermentação. A menor capacidade de voo é provocada pela influência do grande papo sobre os ossos do tórax e faz com que os filhotes precisem de 60 a 70 dias para voar.

A cigana é uma ave de estatura semelhante ao faisão, com 60 a 66 cm de comprimento, cauda e pescoço longos. A pele das faces é de cor azul, os olhos são vermelhos e a cabeça pequena termina numa crista de penas avermelhadas. A plumagem é castanho-claro, a cauda é bronze-esverdeada e termina numa banda branca.
A alimentação é herbívora e baseia-se em folhas de plantas leguminosas típicas do seu habitat, por vezes suplementada por frutos e flores. Este gênero de alimentação folhívora é suportado por um sistema digestivo único na classe Aves, caracterizado pela presença de bactérias simbiontes no papo, que ajudam à decomposição da celulose das folhas ingeridas. Os juvenis são alimentados à base de secreções esofágicas e material regurgitado, rico nestas bactérias.

A época de reprodução das ciganas coincide com a época das chuvas do seu habitat. Neste período, o casal constrói um ninho em ramos de árvores perto das margens dos rios, lagos ou pântanos, num território bem definido e protegido de invasores através de vocalizações ruidosas. Cada postura contém 2 a 3 ovos, incubados por ambos os progenitores durante cerca de 32 dias. As crias chocam sem penas e totalmente dependentes dos cuidados parentais durante pelo menos um mês.
A principal característica dos juvenis da cigana é um par de garras funcionais na ponta das asas, entre o primeiro e segundo dedos, que se perde na passagem à maturidade. Esta estrutura incomum é utilizada como forma de protecção contra predadores. Se ameaçadas por macacos ou cobras, os juvenis usam as garras para trepar pelas árvores e fugir do perigo. Outra estratégia consiste em atirarem-se para dentro de água e nadar para a segurança da margem, regressando depois ao ninho trepando com a ajuda das garras. Depois de se tornarem independentes, os juvenis podem permanecer no territórios dos progenitores por alguns anos, ajudando a criar as ninhadas seguintes e a proteger o território. A maturidade sexual é atingida depois do primeiro ano de vida.
As ciganas são voadoras pouco eficientes, que preferem circular empoleiradas nos ramos das árvores. A falta de capacidade de voo é aparentemente consequência do tamanho relativamente grande do papo, que perturba a distribuição muscular dos músculos de voo.
Desde a sua descrição, em 1776, que a classificação das ciganas é fonte de polêmica na comunidade ornitológica. A espécie já foi considerada como pertencente aos Galliformes, depois Cuculiformes e actualmente o Congresso Ornitológico Internacional classifica-a numa ordem própria – os Opisthocomiformes1 (a taxonomia de Sibley-Ahlquist, baseada em estudos de DNA, considera as ciganas como membro basal da ordem Cuculiformes).
A cigana não é uma espécie ameaçada de extinção, mas a caça excessiva e degradação de habitats podem vir a ser problemas no futuro.

8519 – Nos EUA, transplante de células-tronco pode ter curado dois pacientes com HIV


Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados
Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados

Transplante foi feito em dois homens infectados pelo vírus da aids para tratar um linfoma. Hoje, eles não apresentam níveis detectáveis de HIV no sangue, embora estejam há alguns meses sem tomar remédios que controlam a infecção.
Um transplante de células-tronco parece ter eliminado o vírus HIV em dois homens infectados e que há tempos faziam uso de medicamentos para controlar a doença. O transplante, junto à quimioterapia, foi realizado em Boston, Estados Unidos, após ambos os pacientes serem diagnosticados com linfoma, um tipo de câncer de sangue. Depois do procedimento, os médicos não conseguiram encontrar nenhuma evidência de que o HIV ainda estivesse presente no corpo desses homens. O caso dos pacientes foi anunciado nesta quarta-feira durante uma conferência da Sociedade Internacional de Aids, na Malásia.
Um dos transplantes foi realizado há cinco anos e o outro, há três anos. Segundo Timothy Henrich, médico da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard e do Hospital Brigham and Women’s, Estados Unidos, que participou do caso, o primeiro paciente está livre dos antirretrovirais há 15 semanas e o segundo, há sete semanas.
Ele acredita que ainda é cedo, porém, para dizer com certeza que o vírus foi definitivamente eliminado do organismo dos pacientes. A confirmação da cura só poderá ser obtida após os pacientes serem acompanhados por ao menos um ano, já que o vírus pode estar “escondido” no corpo.
Os médicos haviam relatado o caso desses homens pela primeira vez em julho do ano passado. Na época, o tratamento com células-tronco já havia sido feito, os pacientes já não apresentavam níveis detectáveis de HIV na corrente sanguínea, mas eles ainda tomavam antirretrovirais para controlar a infecção.

Cautela
Apesar dos resultados positivos, os especialistas não veem a terapia com células-tronco como uma forma viável de tratar absolutamente todos os pacientes infectados pelo vírus da aids, já que tal tratamento é muito caro e complexo. “Porém, esses casos podem nos levar a novas abordagens para tratar e até a erradicar o HIV”, disse, em comunicado, Kevin Robert Frost, diretor da Fundação para Pesquisa em Aids (amFar).

O paciente de Berlim
No fim de 2010, o americano Timothy Ray Brown, até então infectado pelo vírus HIV, deixou de apresentar o vírus no sangue depois de se submeter a um transplante de medula, realizado para tratar uma leucemia. O médico Gero Huetter selecionou um doador que, além de compatível com Brown, apresentava uma mutação do CCR5, que é a proteína que permite a entrada HIV nas células de defesa do nosso organismo. Sem ela, não há como o vírus infectar uma pessoa. Três anos após o procedimento, Brown deixou de apresentar o vírus no sangue, sem mesmo utilizar o coquetel antirretroviral. A notícia chamou a atenção de todos, mas os médicos ainda não consideram realizar transplante de medula em pacientes soropositivos uma vez que vez que o procedimento é muito arriscado.

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Os novos casos apresentados, porém, possuem diferenças em relação à história de Brown — uma delas é o fato de os dois homens não terem recebido células-tronco com a mutação da proteína CCR5.
Se esses dois homens de Boston se mantiverem saudáveis, eles serão o terceiro e o quarto paciente no mundo a serem curados do HIV. O primeiro foi Brown e o segundo, uma criança de Mississippi que foi submetida à terapia antirretroviral logo após seu nascimento. “O doutor Henrich está traçando um novo caminho para a pesquisa em erradicação do HIV. Independentemente do resultado, nós aprendemos mais sobre o que é preciso para curar o HIV”.

8518 – Óptica – Pesquisadores criam lente de contato com visão telescópica


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Pesquisadores americanos e suíços criaram um novo tipo de lente de contato que permite amplificar a visão em 2,8 vezes. A tecnologia permite que o usuário troque entre a visão normal e a amplificada usando um simples par de óculos de cristal líquido, originalmente usado para assistir a televisões 3D. A lente de contato, que ainda não foi testada em nenhum paciente, foi descrita em uma pesquisa publicada na revista Optical Express.
Os pesquisadores criaram uma lente de contato que possui dois caminhos para a luz. Em seu centro, ela fornece visão normal, enquanto em suas bordas ela aumenta a imagem em 2,8 vezes. O usuário pode trocar entre os dois tipos de visão ao usar óculos de cristal líquido, originalmente empregados para assistir televisões 3D. O equipamento foi testado em um olho artificial.
O dispositivo foi desenvolvido para ajudar pacientes com degeneração macular, uma doença que normalmente atinge pessoas com mais de 55 anos,
e é a principal causa de cegueira nessa idade — deteriorando o centro da retina,o que resulta em perda da visão apurada. Isso dificulta tarefas como ler, enxergar pequenos detalhes e reconhecer rostos. Lentes de contato normais, que simplesmente corrigem o foco, não são suficientes para restaurar a visão perdida dessas pessoas.
Ao contrário, os pacientes com degeneração macular precisam de dispositivos que amplificam os raios de luz, desviando sua direção para partes mais periféricas do olho, que não foram danificadas pela doença. Esses equipamentos, no entanto, atualmente só estão disponíveis em dois formatos: telescópios desajeitadamente sobrepostos a óculos normais — que atrapalham as interações sociais — ou microtelescópios implantados por meio de cirurgia.
Visão amplificada
Assim, os cientistas criaram uma lente de contato de 1 milímetro de espessura e 8 de diâmetro. Em seu centro, ela funciona como uma lente comum, mas uma série de superfícies espelhadas localizadas em suas bordas cria um telescópio que aumenta em 2,8 vezes as imagens na periferia da visão.
Como mistura dois tipos de lentes, a tecnologia não pode ser usada de modo normal, pois resulta em imagens borradas. Para trocar entre uma visão e outra, os pesquisadores adaptaram óculos de cristal líquido, originalmente usados para assistir a televisões 3D. Esses óculos bloqueiam, seletivamente, alguns tipos de raio de luz, o que permite que o usuário escolha que imagem quer enxergar.
Em um primeiro momento, os pesquisadores testaram a tecnologia em modelos de computador. Em seguida, fabricaram a lente de contato e um modelo do olho humano em tamanho real. Ao testar o dispositivo, capturando imagens pelo sistema de lentes de contato, viram que as imagens amplificadas eram nítidas e forneciam um campo de visão muito maior do que outras técnicas usadas para tratar a degeneração macular.

A lente atual, no entanto, ainda não pode ser usada por seres humanos, pois é impermeável a gases, e o olho humano precisa de contato contínuo com o oxigênio. Os pesquisadores esperam refinar a tecnologia nos próximos meses, para que possa ser testada em pacientes. “No futuro, esperamos que seja possível corrigir a degeneração macular com tratamentos efetivos ou próteses de retina. O ideal, realmente, é que nossas lentes sejam desnecessárias. Até que cheguemos a esse ponto, elas fornecerão um modo de tornar a doença menos debilitante”, diz Eric Tremblay.
Mas o fato de as lentes poderem se tornar obsoletas para o tratamento não preocupa os cientistas, pois elas podem encontrar aplicações em outras áreas. O estudo, por exemplo, foi financiado com dinheiro do Darpa, a agência de pesquisas do exército americano, o que sugere que já existem interesses em desenvolver aplicações militares para lentes de contato telescópicas.

8516 – Navio alemão de pesquisa sobre o clima atraca no Brasil


O navio de pesquisa alemão Meteor, em missão para analisar o papel do oceano Atlântico tropical na variabilidade do clima e em seus impactos, atracou em Fortaleza (CE) no fim de semana.
Na visita, que faz parte do Ano da Alemanha no Brasil, Peter Brandt, chefe da missão que sai de Fortaleza em direção à Namíbia, destacou o papel do estudo das águas brasileiras na compreensão das dinâmicas do aquecimento do oceano e até do clima nos continentes adjacentes.
Com mais de 30 cientistas de diferentes nacionalidades a bordo, o Meteor tem equipamento que permite analisar o solo marinho e a atmosfera. A embarcação tem sua própria usina de geração de energia e trata seus resíduos.
O projeto, que é do Instituto de Oceanografia da Universidade de Hamburgo, passará novamente pelo Brasil em maio de 2014.

8515 – Quatro revistas brasileiras são suspensas de índice internacional


Quatro periódicos brasileiros da área médica foram suspensos do JCR (Journal Citation Reports) da Thomson Reuters, um dos principais índices que medem o fator de impacto das revistas científicas (número de citações dos artigos publicados), por irregularidade em suas citações.
Os afetados foram a revista “Clinics”, da Faculdade de Medicina da USP, o “Jornal Brasileiro Pneumologia”, a “Revista da Associação Médica Brasileira” e a “Acta Ortopédica Brasileira”. Eles fazem parte de um total de 67 publicações suspensas.
Um dos mais populares modos de medir o trabalho científico, o fator de impacto é a média de citação por artigo que um periódico tem em um intervalo de tempo. Apesar das críticas ao modelo, é comum associar o fator de impacto ao prestígio da revista.
A Thomson Reuters, que organiza a lista do JCR, diz que as revistas brasileiras usaram um truque conhecido como “stacking” para inflar o fator de impacto.
A prática é uma espécie de citação cruzada. Uma revista A cita a revista B, enquanto a B cita a revista A. Assim, a média de citações é inflada.
Um dos problemas apontados pela empresa está em dois artigos da revista da AMB que citam 330 trabalhos brasileiros, sendo 127 publicados na “Clinics”, o que foi considerado uma distorção.
“As revistas afetadas são boas. Se foi isso o que aconteceu, é uma escorregadela quase infantil”, diz Rogerio Meneghini, coordenador científico do SciELO, que indexa periódicos do Brasil.
Os quatro títulos afetados fazem parte dessa plataforma. Segundo Meneghini, haverá uma reunião para discutir possíveis providências.

8512 – Alcoolismo – Remédio que corta a bebedeira


Imagine se fosse possível beber e não ter ressaca no dia seguinte. Relaxar tomando um drinque no almoço – e trabalhar o resto do dia sem embriaguez. Ou beber e voltar para casa dirigindo, mas com os reflexos perfeitos e sem nenhum álcool no sangue.
Tudo graças a duas enzimas, que se chamam álcool oxidase e catalase, e são produzidas naturalmente pelo organismo. Elas agem lentamente (em média, o corpo metaboliza apenas uma dose de bebida por hora), fazendo com que o álcool se acumule no sangue da pessoa e ela fique bêbada. Mas cientistas da Universidade da Califórnia criaram uma versão artificial dessas enzimas, que foram combinadas numa nanocápsula e fornecidas a ratos que tinham ingerido álcool. Uma hora e meia depois, a quantidade de álcool no sangue deles havia caído 31,8%. E isso porque os ratos estavam muito ébrios (todos dormiram 20 minutos após a ingestão do álcool). Se a bebedeira tivesse sido menor, a redução poderia ter sido maior, chegando à eliminação do álcool.
Como as enzimas são idênticas às produzidas pelo próprio corpo, os cientistas dizem que não há efeitos colaterais. Por isso, pretendem começar logo os testes com pessoas. “Já temos [uma versão para humanos] da primeira enzima, e estamos desenvolvendo a segunda. Teremos uma solução completa, um produto que todos poderão usar”, diz o engenheiro químico Yunfeng Lu, líder do estudo. Segundo ele, as enzimas têm baixo custo e poderão começar a ser produzidas daqui a dois anos.