9259 – Que tubarão, que nada…! Qual o animal que mais mata humanos no mundo?


Não existe um levantamento preciso e específico, mas, entre a comunidade científica, é consenso que o animal que mais mata humanos é o hipopótamo.
“O hipopótamo é um animal extremamente territorialista. A menor aproximação de um estranho tem como resposta um ataque”.
A aparência pacata do hipopótamo disfarça a verdadeira intenção do bicho quando ele abre a boca ao notar a aproximação de alguma pessoa: mostrar suas poderosas e destrutivas presas.
As principais vítimas são as populações ribeirinhas do continente africano, que navegam pelos rios em pequenas canoas que são consideradas uma ameaça pelos hipopótamos.
Já no Brasil, Domenichelli destaca os tubarões como um dos principais responsáveis por mortes de humanos. E para completar a lista, o biólogo cita as abelhas como uma das maiores causadoras de óbitos.
Segundo ele, as abelhas atacam em grupo, e se uma pessoa levar muitas picadas simultaneamente corre o risco de sofrer um choque anafilático e morrer por asfixia.
Mas antes de causar pânico, Domenichelli avisa: os humanos não são presas de nenhuma espécie. “As mortes de pessoas causadas por animais são considerados acidentes. O ser humano não é presa de nenhum animal.”

9255 – Matemática e Ciência – A Física Computacional


O desenvolvimento da ciência permite a criação de tecnologias cada vez mais avançadas. No último século assistimos o surgimento da tecnologia eletrônica e digital que continua evoluindo a passos largos em nosso século. A Ciência influencia o surgimento de novas tecnologias que dão novas ferramentas para o avanço do conhecimento científico, fechando um ciclo virtuoso de criatividade e progresso.
Para os Físicos, as leis que regem o Universo podem ser descritas matematicamente. Sendo assim os primeiros pensadores que desenvolveram a Ciência como conhecemos hoje utilizam a matemática para descrever a realidade. No entanto Kurt Gödel constatou que não seria possível descrever toda a realidade matematicamente, uma vez que qualquer sistema lógico não pode ser simultaneamente completo e consistente.
Em 1945 os Estados Unidos iniciaram o uso do primeiro computador eletrônico. Alguns anos mais tarde, este tipo de máquina permitiria a realização de muitos cálculos por segundo, algo impensável para um ser humano. Desse modo, mesmo que a teoria matemática não pudesse descrever toda a realidade, seria possível aprofundar o conhecimento sobre alguns setores desta realidade. Atualmente alguns supercomputadores instalados em centros de pesquisa são capazes de realizar dezenas de petaflops, ou seja, quadrilhões de operações por segundo. Com tal velocidade é possível simular fenômenos subatômicos, meteorológicos e até galáticos. Para desenvolver este tipo de simulação são necessários conhecimentos de Física e de Computação, formando uma nova disciplina interdisciplinar conhecida como Física Computacional. Algumas universidades brasileiras chegam a oferecer o bacharelado em Física Computacional. Uma delas é a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Segundo o site da instituição, “o curso tem ênfase na modelagem de problemas físicos para que possam ser resolvidos com o auxílio de computação”.
Certos problemas não podem ser solucionados através da aplicação direta da teorias. Um exemplo bem simples é a descoberta de números primos. Não existe uma teoria matemática para listar todos os números primos ou prever se um número grande será primo ou não. Porém, com o auxílio de computadores é possível realizar longas contagens e testar se um número é primo. É impossível prever com grande antecedência a ocorrência de fenômenos meteorológicos, por exemplo. Porém, a partir de dados obtidos de instrumentos no mundo inteiro, supercomputadores são capazes de simular ocorrências atmosféricas com antecedência e precisão cada vez maiores. Para isso, é necessário desenvolver modelos computacionais a partir do conhecimento teórico disponível. Esses modelos são executados em computadores como o Tupã, capaz de realizar 258 teraflops, equivalente a 258 trilhões de cálculos de ponto-flutuante por segundo. Tupã é o computador mais rápido do hemisfério sul e está instalado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, em São Paulo.
A aplicação de computadores para aumentar o conhecimento sobre a natureza permite a ciência explorar fenômenos extremos, como as colisões de partículas subatômicas. Este conhecimento influencia diretamente o desenvolvimento de novas tecnologias que inspirarão os supercomputadores em um futuro próximo. Os modelos desenvolvidos a partir da física computacional vêm sendo empregadas nos campos da biologia, química, engenharia, medicina, novos materiais, dispositivos eletrônicos, nanotecnologia e até mesmo no estudo de mercados financeiros. Princípios e métodos originais da física são usados para gerar avanços em computação, com novos algoritmos e aplicações em computação quântica.

9254 – História – A Idade do Ferro


As sociedades pré-históricas, ou seja, aquelas anteriores ao surgimento da escrita, são classificadas de acordo um Sistema de Três Idades. A primeira delas é conhecida Idade da Pedra, na qual os humanos começaram a fazer uso de pequenas ferramentas feitas de pedra que foram fundamentais para o desenvolvimento da caça e da agricultura. A segunda etapa é a Idade do Bronze, marcada pelo manuseio e pelo desenvolvimento de ligas metálicas resultantes da mistura do cobre com estanho. E, por fim, houve o desenvolvimento da metalurgia do ferro na chamada Idade do Ferro.
Esse período tem início, duração e contexto variados no mundo, mas o primeiro surgimento de sociedades com esse tipo de técnica ocorreu no século XII a.C. no Oriente Próximo, na Índia Antiga e nas civilizações védicas e grega. Objetos feitos de ferro fundido começaram a aparecer ainda na Idade do Bronze, no entanto a produção sistemática e o uso de utensílios feitos de ferro começaram marcadamente na Anatólia, por volta de 2000 a.C.. Ainda assim, o bronze permaneceu presente e mais evidente nas sociedades durante muito tempo. Acredita-se que a escassez deste material tenha levado à procura de novos metais, concedendo ao ferro a preferência na produção de armas e ferramentas. Como o ferro é mais resistente e leve que o cobre, permitia grandes vantagens tecnológicas para as civilizações que o adotavam. Como já citado, contudo, o ferro não foi uma descoberta única no mundo, foi absorvido por diversas civilizações em momentos diferentes da história.
Um dos primeiros artefatos de ferro que se tem conhecimento é datado de 2500 a.C. e foi encontrado em uma tumba na Anatólia. As armas de ferro se difundiram rapidamente e ganharam o lugar do bronze no Oriente. A utilização do ferro naquela região foi importada através da emigração de tribos indo-europeias que chegaram à Europa Ocidental. Ao chegar no continente europeu, o manuseio do ferro ocorreu em diferentes momentos da história desse continente. Costuma-se, todavia, dividir a Idade do Ferro na Europa em dois períodos. O primeiro, chamado de Cultura de Hallstatt, foi a cultura predominante na região central durante a Idade do Bronze e que deu origem à Idade do Ferro. O segundo período, conhecido como Cultura de la Tène, foi nomeado e é caracterizado pelos artefatos variados feitos de ferro encontrados no norte da atual Suíça.

9253 – Mega Notícias – Planta que brilha no escuro gera polêmica


Você gostaria de ter uma planta que brilha no escuro? Mais de 8 mil pessoas disseram que sim – e doaram dinheiro para o Glowing Plant Project, um projeto que quer criar e vender uma planta capaz de emitir luz. Uma versão modificada da Arabidopsis thaliana, que receberá genes de alguma criatura produtora de luz, como uma libélula. Isso é considerado tecnicamente plausível. Mas a possibilidade gerou protestos de cientistas. Há receio de que a planta possa se multiplicar de forma descontrolada, interferir com outras espécies e causar problemas ecológicos.

9251 – Geografia e Geopolítica – EUA são país que mais compra terra dos outros


QUEM MAIS COMPRA (País – Quantidade de terra)
1º – EUA (8.016.874 hectares)
2º – Malásia (3.319.339 hectares)
3º – Emirados Árabes (2.848.731 hectares)
4º – Reino Unido (2.102.333 hectares)
5º – Índia (1.828.779 hectares)

QUEM MAIS VENDE (País – Quantidade de terra)
1º – Sudão do Sul (4.091.313 hectares)
2º – Papua Nova Guiné (3.906.132 hectares)
3º – Indonésia (2.928.281 hectares)
4º – Congo (2.666.397 hectares)
5º – Sudão (2.018.627 hectares)

9250 – Mega Projeções – E se o cão não fosse o melhor amigo do homem?


cão enfermeiro

É provável que os gatos fossem os bichos mais populares entre os humanos. Mas eles não substituiriam cachorros, pois não preenchem as mesmas funções sociais dos cães. Gatos respondem com mais dificuldade a gestos de comunicação, não percebem alterações de humor e, como todo dono de gato sabe, não são facilmente adestráveis. Enquanto isso, os cães viveriam a vida louca da selva. Na verdade, eles seriam lobos, já que os cachorros como conhecemos, dos vira-latas aos pugs sem focinho, só foram possíveis graças ao convívio com o homem.
Tudo começou 15 mil anos atrás, quando descobrimos que poderíamos plantar alimentos em vez de vagar pelo mundo em busca de comida. Lobos viram nos nossos dejetos uma oportunidade, mas se assustavam com a presença humana e fugiam. Os que tinham mais fome e menos medo ficavam – e acabaram desenvolvendo estratégias para ganhar comida desse macaco pelado. Além de ficarem mais fofos e dóceis, passaram a digerir amido, o que não acontecia entre lobos, segundo um estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia. E nós também vimos vantagem nesses animais: poderiam ser bons caçadores, condutores de rebanho, companhias fiéis.
Sem essa amizade, a história da civilização poderia ser um pouco diferente. A saída do homem da Terra poderia ter atrasado caso a cadela Laika não estivesse disponível para ser o primeiro ser terráqueo a orbitar o planeta – a simpática cadelinha morreu torrada sete horas depois do lançamento, um sacrifício difícil de pedir a um humano. Cachorros eram os melhores passageiros porque possuem inteligência e disciplina para aguentar o confinamento. Sem eles, os estudos de como seres vivos se comportam no espaço estariam comprometidos. Assim como o cinema. Um pastor alemão salvou um dos maiores estúdios da história da bancarrota. Sem os 26 filmes de sucesso de Rin Tin Tin, a Warner Bros não seria mais do que o sonho de quatro irmãos poloneses querendo dar certo na vida.
Ainda mais importante, nosso conhecimento sobre política, filosofia, arte, literatura, astronomia e física seria muito diferente caso o valente cão Péritas não tivesse salvo Alexandre, o Grande, de ser esmagado por um elefante. No episódio histórico, o cachorro investiu contra o paquiderme durante um ataque na decisiva Batalha de Gaugamela, que deu a Alexandre o título de imperador persa. Assim, Alexandre tornou possível o contato da cultura grega com a romana, criando a cultura helenística, base para grande parte do conhecimento ocidental.

9247 – Curas Milagrosas – A Religião Desafia a Ciência?


Em maio de 1990, uma garotinha de 4 anos chegou no hospital entre a vida e a morte. Internada em coma, o diagnóstico foi desanimador: insuficiência hepática grave, insuficiência renal aguda, intoxicação, broncopneumonia, além de parada cardio respiratória; segundo os médicos, só restava rezar pela meninia, e foi o que os familiares fizeram.
Menos de um mês depois ela saía do hospital curada e sem nenhuma sequela. Ninguém conseguiu explicar o que aconteceu. Mas, para o Mosteiro da Luz em SP, trata-se de um milagre, inclusive reconhecido pelo Vaticano. Mas há outros casos em diversas outras religiões. Em comum, os doentes enxergam na fé uma salvação concreta para o seu mal. A doença pode fazer a pesso levantar questões como qual o sentido e o por que do sofrimento e dor.
Relatos de curas atribuídas a fé intrigam o ser humano há séculos. Escritos de 3000 aC já apontavam no Egito e Mesopotâmia os responsáveis pelo tratamento como sacerdotes. Segundo o Novo Testamento, Cristo não só curava os enfermos como também orientava os apóstolos a fazer o mesmo.
Para a maioria das religiões não é só o corpo que adoece mas sim o espírito. Portanto, nada adianta cuidar de um se o outro vai mal. A doença seria o reflexo do mundo interior do ser humano. Mas nem todos que buscam a salvação divina conseguem ser curados. Jesus perguntava sempre “Você quer ser curado”?
Do Budismo ao Neopentecostalismo, todos acreditam nas curas milagrosas.

O que diz a Medicina:
A cura pela fé é controversa, uma vez que não há estudos científicos conclusivos à respeito. A maioria dos médicos admitem, porém, que crer é um fator fundamental no tratamento e aqueles que cultivam a religiosidade têm mais força para enfrentar a doença e por isso, ficam bons mais rápido.

9246 – Ciclismo – Hovenring, o “Minhocão de bicicletas”, na Holanda


hovenring1

O tráfego de automóveis na intersecção de nome dificílimo Heerbaan/Meerenakkerweg, no caminho entre as cidades Eindhoven e Veldhoven, no sudeste da Holanda, vinha crescendo constantemente e tirando o sono dos ciclistas. O motivo do aumento dos congestionamentos era a inauguração de um novo complexo habitacional na zona.
A solução, porém, veio naquele dia de verão, com a abertura da Hovenring, uma plataforma elevada circular de 72 metros de diâmetro, constituída por aço e concreto, sustentada principalmente por 24 cabos de aço ligados a uma torre de 70 metros.
Com suas quatro vias de acesso simetricamente distribuídas em ângulos de 90º, esta espécie de “Minhocão de bicicletas” inédito no mundo funciona ao mesmo tempo como um atalho rápido e seguro para os ciclistas, tão numerosos nos Países Baixos, e área de lazer com vista privilegiada.

9243 – Biologia – Bactérias, seres unicelulares


Entre os menores conhecidos. Suas dimensões são medidas em micra u; e sua forma obedece a 4 variantes fundamentais: esférica, com aproximadamente uma micra, bastonete e espiral, essas já são longas e excedem a largura de 1 micra ou 2.

Vibrião da cólera
Vibrião da cólera

Elas invadem o tecido e se multiplicam com muta rapidez. As que produzem toxina bacterianas se chamam toxicógenas. Três espécies tem tal propriedade, as que causam o tétano, a difteria e o botulismo.
Não se sabe porque essas bactérias criam toxinas e nem se produzí-las é vantagem para elas. O botulismo recebeu esse estranho nome da palavra latina para linguiça “botulus” e é causada pela bactéria chamada cloristridium botulinum.

9242 – Medicina – Bactéria radioativa ataca o câncer


O câncer de pâncreas é um dos piores que existem. Isso porque, quando é descoberto, geralmente já se espalhou pelo corpo, ou seja, sofreu metástase. E isso torna o câncer incontrolável – cinco anos após o diagnóstico, 95% dos pacientes estão mortos. Mas duas pesquisadoras da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, criaram uma arma ousada: uma bactéria radioativa, capaz de se infiltrar nas células cancerosas de todo o corpo e destruí-las.
É uma versão modificada da Listeria monocytogenes, que causa intoxicação alimentar. As cientistas criaram uma versão enfraquecida dessa bactéria e juntaram a ela um anticorpo produzido em laboratório – que continha um elemento radioativo, o rênio-188. Por fim, injetaram a combinação no sangue de ratos com câncer de pâncreas. A bactéria fez o resto: e levou o rênio-188 até as células cancerosas.
O tumor principal encolheu cerca de 60%, e as metástases foram reduzidas em mais de 90%. A bactéria não produziu efeitos colaterais, pois só agiu nos focos de câncer. Isso supostamente acontece porque, como é fraca, não consegue infectar as células saudáveis. Já as células cancerosas, que costumam despistar o sistema imunológico, foram um prato cheio para a Listeria radioativa. A mecânica do tratamento ainda não é totalmente compreendida, mas os resultados animaram as pesquisadoras.Se o governo dos EUA autorizar, os testes em seres humanos começarão em 2015.

9240 – Brasil vai produzir seis remédios para artrite e câncer


O Ministério da Saúde anunciou a entrada da empresa Merck Serono num acordo de parceria para desenvolvimento produtivo para produção nacional de seis remédios biológicos usados no tratamento de câncer e artrite. A multinacional ingressa na iniciativa com compromisso de transferir a tecnologia para fabricação dos medicamentos no prazo de cinco anos.
Os remédios serão feitos pela Bionovis, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Instituto Vital Brasil. A parceria prevê a construção de uma fábrica a partir de 2014. Os produtos que serão fabricados são: etanercepte, rituximabe, bevacizumabe, cetuximabe, infliximabe e trastuzumabe.
Em junho, o governo lançou uma chamada para produção de 14 medicamentos biológicos. Nesse sistema, empresas interessadas, associadas a laboratórios públicos, buscam farmacêuticas detentoras da tecnologia para produção do medicamento. O projeto agora anunciado é o primeiro aprovado pelo ministério.
“Foi um processo rápido”, diz o secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. Com a transferência de tecnologia, que começa a partir de 2014 com treinamento de funcionários no exterior, a Merck Serono fica comprometida a vender, no próximo ano, os seis medicamentos para o governo com desconto de 5%. O porcentual vai aumentando ao longo do tempo. Em cinco anos a expectativa é a de que a economia seja de 25%. A produção dos medicamentos no país começa em 2015.
Gadelha afirmou que os parceiros apresentaram também a proposta de produzir outros quatro medicamentos biológicos. Esses, no entanto, não estão na lista de prioridades preparada pelo governo em julho. Isso não significa, no entanto, que a oferta será recusada.
A substância ativa de um medicamento biológico é feita por (ou derivada de) um organismo vivo, como uma bactéria ou uma levedura (um tipo de fungo unicelular).
Ele pode ainda ser obtido de uma fonte biológica, como um tecido ou sangue, de onde são extraídos compostos que agem como medicamentos.
Diferentemente de um remédio sintético, que é produzido por síntese química em processos controlados, o remédio biológico tem um processo bem mais complexo, que pode envolver etapas de recombinação genética.
Vacinas e antissoros também são considerados biológicos. O remédio Avastin, um anticorpo monoclonal, é um dos remédios contra o câncer mais usados no mundo.

9239 – Mega Monumentos – Cristo Redentor, a estátua da fé


Cristo de Corcovado e Bahia de Guanabara RJ Brasil

A estátua veio da França para o Brasil em pedaços e só a cabeça era composta de 50 peças. Depois de encaixada a estrutura metálica, todas as partes foram revestidas de pastilhas de pedra e sabão, o mesmo material que o Aleijadinho usou para criar seus profetas.

Um gigante de pedra
Com 38 metros de altura, o equivalente a um prédio de 13 andares, a estátua pesa 1145 toneladas, somando-se a armação de concreto.
A cada 10 anos em média, o Cristo Redentor passa por uma manutenção. Para facilitar, a estátua tem uma escadaria interna e alçapões.
Foi inaugurada em 1931 e é um dos mais importantes pontos turísticos do Brasil, com cerca de 1 milhão de visitantes por ano, 70% estrangeiros.
Quando o Rio de Janeiro completou 440 anos, ele foi tombado.
Nas vésperas da comemoração do aniversário de 100 anos da independência (1922), milhares de pessoas assinaram um abaixo-assinado, pedindo a construção da estátua.
Situa-se no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. Foi inaugurado às 19h15min do dia 12 de outubro de 1931 dia de Nossa Senhora Aparecida, depois de cerca de cinco anos de obras. Um símbolo do cristianismo, o monumento tornou-se um dos ícones mais conhecidos internacionalmente do Brasil. Dos seus 38 metros, oito estão no pedestal e trinta na estátua, a qual é a segunda maior escultura de Cristo no mundo, atrás apenas da Estátua de Cristo Rei, na Polônia.
Em uma pesquisa realizada pela revista América Economia, no ano de 2011, o Cristo Redentor foi considerado por 23,5% dos entrevistados como o maior símbolo da América Latina. A pesquisa foi feita pela internet e reuniu a opinião de 1 734 executivos de todos os países da região.

Corcovado antes da estátua
Corcovado antes da estátua

9238 – Bartolomeu de Gusmão e o Balão Aerostático


lei_de_charles

Um balão aerostático é uma aeronave aerostática não propulsada que se serve do princípio dos fluidos de Arquímedes para voar.
Aparelho mais ligeiro do que o ar que se encontra fechado para não perder o gás que leva em seu interior. À medida que ascende, devido aos raios do sol que incidem sobre ele, produzem-se mudanças de pressão no gás que contém mas mantém sempre um tamanho constante. Mantém-se boiando desde que não perca o gás que contém, o qual pode ser helio ou hidrogênio, mas como este último é inflamável se usa o helio, seu defeito é que é mais pesado do que o anterior.
Os balões foram, em seu tempo, os mais significativos inventos de aparelhos voadores do ser humano; sua importância radicou no fato da impossibilidade que tinham os homens para elevar-se desde a superfície da Terra e transladar-se viajando pelo ar.
Recentes investigações demonstraram que o 8 de agosto de 1709 , o sacerdote brasileiro Bartolomeu de Gusmou fez a primeira demonstração de ascensão aérea em balão de ar quente não tripulado na Casa de Índias de Lisboa, ante a corte do rei Juan V de Portugal.
A primeira ascensão de uma pessoa a tenta em Aranjuez o francês Charles Bouche o 6 de junho de 1784, mas resultou ferido ao desaprumar-se o balão quando iniciava a ascensão. No entanto foi o italiano Vicente Lunardi quem consegue ser o primeiro em ascender o 12 de agosto de 1792, o fato se realizou nos jardins do parque do Bom Retiro de Madri, voando durante uma hora até a Vila de Daganzo, cerca de Alcalá de Henares. O mesmo Lunardi repete ascensão o 8 de janeiro de 1793, mas esta vez na localidade madrilenha de Aranjuez.

9237 – Física – A Lei de Charles


O físico francês Jacques Alexandre César Charles realizou estudos sobre gases que resultaram em importantes descobertas. Dentre elas, concluiu que havia um crescimento proporcional no volume de qualquer gás ao ser aquecido, equivalente a 1/273 de seu valor inicial a 0ºC. Desta forma, pode postular que a zero kelvin, que correspondem a aproximadamente -273ºC, o volume encerrado por um gás seria igual a zero. Mais tarde o cientista inglês kelvin denomina isto como sendo o zero absoluto.
Considere um gás confinado em um sistema fechado cujo volume pode variar, sem que sua pressão varie.
Charles não publicou seus resultados. Mais tarde, estes resultados foram também encontrados e publicados em 1802 por Gay-Lussac em estudo realizado de forma independente, de modo que esta lei também ficou conhecida como lei de Gay-Lussac.
Charles foi o primeiro a utilizar o hidrogênio para encher balões aerostáticos.

9236 – Anatomia – Uma Reserva de 400 mil células


ovarios

As mulheres nascem com uma reserva de 400 mil células que se formaram em seus ovários enquanto elas ainda estavam em gestação. A cada 28 dias normalmente um óvulo é enviado à trompa uterina, até que se inicie a menopausa, entre os 45 e 55 anos, depois disso, a mulher não poderá ter mais filhos.

Os ovários têm uma região medular rica em vasos e a cortical, onde se localizam os folículos. Eles têm a forma de amêndoa, medindo até 5 cm em seu maior diâmetro e possui uma espessura máxima de 1,5 centímetro.
Sua região medular contém numerosos vasos sanguíneos e regular quantidade de tecido conjuntivo frouxo, e a cortical, onde predominam os folículos ovarianos, contendo os ovócitos. O ovário começa a se desenvolver ainda na barriga da mãe.
Os hormônios da hipófise, o LH e o FSH (eles estimulam as células dos ovários a produzir seu próprio hormônio, o estrógeno). A cada mês, esses hormônios provocam o amadurecimento de um ovócito dos ovários. Esse amadurecimento dura cerca de 12 a 14 dias. O ovócito, então, amadurece e rompe o folícolo, estrutura parecida a uma vesícula ou a uma minuscula bolha na superfície do ovário. Esse fenômeno chama-se ovulação e acontece muito próximo às franjas da tuba uterina.
Quando acontece a ovulação, o ovócito sai. O folículo maduro que restou dele será chamado corpo lúteo. Inicialmente fica um hematoma, um coágulo central dentro dele, em volta as células foliculares e da teca. As células da teca e as células foliculares vão exercer influência em um hormônio que é o LH (hormônio luteinizante). Esse hormônio vai luteinizar essas células e as células foliculares agora serão chamadas de células granulosas luteínicas. As células da teca serão chamadas células tecoluteínicas. As células granulosas luteínicas crescem tanto, que o hematoma do corpo lúteo ou corpo vermelho irá desaparecer. O corpo lúteo tem um grande aumento, as células se enchem de grãos de luteína. As células ficam então granuladas. O corpo lúteo vai existir até um determinado momento. A luteína aparece em função do hormônio luteinizante.Se não houver gravidez, esse hormônio para de ser produzido pela hipófise.

9235 – Zoologia – O Dromedário


Após uma abstinência de vários dias, ele pode beber 70 litros de água de uma só vez!

dromedario

Trata-se de um mamífero nativo da região nordeste da África e da parte ocidental da Ásia, sendo um típico exemplar da família Camelidae.
O dromedário ou camelo árabe distingue-se do camelo bactriano, nativo da Ásia Central, pela presença de apenas uma bossa, contra duas do último. A bossa do dromedário não é composta de água (ao contrário da lenda popular), mas sim de gordura acumulada pelo animal em períodos de alimentação abundante, gordura esta que lhe permite sobreviver em condições de escassez. A água é acumulada em sua corrente sanguínea, onde seus glóbulos vermelhos podem aumentar em até duzentos e cinquenta por cento seu volume para acumulá-la.
Outras adaptações à vida no deserto incluem: uma pelagem esparsa e suave que permite refrigeração, variando do branco-sujo ao bege-claro ou castanho-escuro; suas patas, que têm base larga, com uma área que impede que se enterrem na areia; além de longos cílios que protegem os olhos do animal durante tempestades de areia.
O dromedário encontra-se extinto na natureza e a totalidade da população existente no Médio Oriente vive domesticada.
O único local do mundo onde ainda restam populações selvagens é nas zonas áridas da Austrália, que tem condições de clima e paisagem relativamente semelhantes. Os dromedários australianos são descendentes de animais introduzidos pelos pioneiros que exploraram o centro do país e que depois passaram ao estado selvagem. O dromedário foi domesticado como meio de transporte à semelhança do cavalo. Na Arábia Saudita e no norte da África, os dromedários são montados com a rahla, uma sela especial adaptada às características do dorso do animal.

9233 – Licença para matar (Elefantes)


Se você não tem memória de elefante, anote esse dado: a ambição pelo marfim fez com que, na década de 80, o homem exterminasse 700 000 elefantes na África e na Ásia. Ou seja, metade do total existente no planeta. A espécie já estaria extinta se não fosse um acordo internacional, fechado em 1989, que proíbe o comércio do marfim. O que, infelizmente, não significa o fim da matança. Tanto que, recentemente, foram apreendidas 3,5 toneladas de presas de elefantes africanos em portos ocidentais. E tudo indica que, daqui para a frente, a situação não vai melhorar. O Zimbábue e a África do Sul vendem licença para caçadores esportivos – os americanos chegam a pagar 50 000 dólares para poder levar um troféu para casa. A ideia é que o dinheiro financie programas para salvar outros elefantes, mas há denúncias de que acabe no bolso de políticos corruptos. Em regiões de grande concentração de elefantes, o que é comum na África meridional, eles invadem lavouras e a própria população se encarrega de matá-los. No Quênia, a caça quintuplicou, nos últimos 12 meses, devido à entrada sistemática de caçadores clandestinos vindos da Somália. Na Ásia, restam pouco mais de 50 000 elefantes. Naquele continente apenas os machos são caçados (as fêmeas não têm presas), mas isso, como é óbvio, torna-se um fator de desequilíbrio para a espécie. A Tailândia inovou na proteção, mandando tirar as presas de marfim dos animais e substituí-las por outras, artificiais. Isso reduz comprovadamente o interesse dos caçadores. Mas não é, exatamente, uma iniciativa ecológica: lá os elefantes têm valor econômico porque são usados para transportar madeira.

9230 – Nave espacial com tocha olímpica parte rumo à Estação Espacial Internacional


soyuz

A nave Soyuz TMA-11M, com três tripulantes e a tocha olímpica dos Jogos de Inverno de Sochi 2014 a bordo, foi lançada com sucesso da base de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.
O lançamento, realizado com a ajuda de um foguete Soyuz-FG, aconteceu às 2h14 de Brasília e foi transmitido ao vivo pela televisão russa.
O casco da nave que está a caminho da ISS com o cosmonauta russo Mikhail Tyurin, o astronauta americano Rick Mastracchio e o japonês Koichi Wakata está decorado com o símbolo dos Jogos de Sochi, que acontecem em fevereiro de 2014.
A Soyuz TMA-11M vai se acoplar ao módulo Rassvet da ISS, cuja atual tripulação é integrada pelos russos Fyodor Yurchikhin, Oleg Kotov e Sergei Riazanski, pelos americanos Karen Nyberg e Michael Hopkins, e pelo italiano Luca Parmitano.
Tyurin, Mastracchio e Wakata, que completarão uma missão de 190 dias na ISS, levam até a estação espacial uma tocha olímpica idêntica às utilizadas no revezamento que levará o fogo olímpico a Sochi, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.
Em um revezamento simbólico, a tocha sairá ao espaço exterior no próximo sábado durante a caminhada de Kotov e Riazanski no casco da ISS.
Durante o período que vai passar no espaço, a tocha olímpica não será acesa por razões de segurança.
A tocha voltará à Terra a bordo da nave Soyuz TMA-9M que trará de volta a Yurchikhin, Karen e Parmitano.

9229 – Robótica – Macacos controlam dois braços virtuais com pensamentos


rbotica

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis publicou mais uma etapa de seus estudos com o objetivo de desenvolver uma prótese controlada pela mente que permita a pessoas paralisadas voltarem a andar.
Na última edição da revista científica “Science Translational Medicine”, Nicolelis e seu grupo de pesquisa da Universidade Duke (EUA) e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, relatam um experimento no qual dois macacos resos conseguiram movimentar, por meio de comandos enviados pelo cérebro, dois braços virtuais em um avatar no computador.
O controle de um só membro por meio de uma interface cérebro-máquina já havia sido demonstrado pelo grupo de Nicolelis em 2011 e por outros pesquisadores dessa área. O neurocientista destaca que a movimentação de dois membros ao mesmo tempo é essencial para tornar possível uma prótese com pernas para paraplégicos.
O pesquisador tem como objetivo demonstrar o funcionamento de um exoesqueleto controlado pelo cérebro na abertura da Copa de 2014, em 12 de junho, em São Paulo. O plano é que um jovem com lesão medular caminhe e dê o pontapé inicial.
No experimento publicado agora, microeletrodos captaram a atividade elétrica dos neurônios dos macacos, nos dois hemisférios cerebrais, em regiões ligadas aos movimentos e à sensibilidade.
Um dos avanços do trabalho foi o número de neurônios cuja atividade foi registrada: 500, o dobro do conseguido em estudos anteriores.
Um algoritmo criado para fazer a interface entre o cérebro e o computador traduziu essa atividade em comandos dados aos braços virtuais.
Os animais aprenderam a controlar os braços virtuais de duas formas: treinando os movimentos em um par de joysticks ou observando passivamente os avatares realizarem a tarefa, que consistia em pôr as mãos sobre dois objetos (bolas ou quadrados) e manter a posição.
O fato de um dos macacos ter sido treinado sem o joystick é mais uma boa notícia, segundo Nicolelis, porque é assim que os pacientes paralisados vão aprender a usar a interface cérebro-máquina.

9228 – Panorama Científico da Humanidade no Final do Século 19


Exclusivo para o ☻ Mega

Os meios de comunicação sofreram uma grande revolução com os serviços postais, graças aos progressos da física. A invenção do telégrafo eletrônico por Samuel Morse no século 19 e por Gauss, o americano Graham Bell em 1896, inventou o telefone, tornando possível a transmissão da palavra à grandes distâncias. A telegrafia sem fio surgiria em 1896, junto com o Cinema, a obra dos Irmãos Lumiere em 1895 e ainda o fonógrafo, o tataravô das pick-ups, inventado por Thomas Edison em 1878; a televisão nascia na Escócia em 19256 com Baird. O cinema sonoro, produto de vários inventores teve a sua primeira película rodada em 1926, sob o título de D Juan, sendo este o 1° filme falado.

telafone antigo

O telefone, este objeto que fascinou o mundo, no final do século XIX e hoje parece tão familiar, é o resultado de muitos esforços e invenções para conseguir que a voz humana fosse transmitida através de longas distâncias. Sua história teve início na oficina de Charles Williams, localizada na cidade de Boston, e onde também trabalhava Tomas A. Watson, pessoa que sentia entusiasmo e simpatia por coisas novas, e se dedicava, em tempo integral, à invenção e ao aperfeiçoamento de aparelhos elétricos. Foi nesta mesma oficina que se deu o encontro entre Watson e Alexander Graham Bell, que havia estudado na Universidade de Boston, era professor de fisiologia vocal, e tinha se especializado no ensino da palavra visível (sistema inventado pelo seu pai, com a finalidade de que uma pessoa surda pudesse aprender a falar). Bell tinha a intenção de aperfeiçoar seu “telégrafo harmônico”, aparelho com o qual pretendia transmitir em código Morse de seis a oito mensagens simultâneas. Foi assim que Graham Bell chegou àquela oficina, procurando suporte tecnológico para sua invenção, e começou a trabalhar com Watson. Mais adiante, Bell disse a Watson estas palavras: “Se eu pudesse fazer com que uma corrente elétrica variasse de intensidade da mesma forma que o ar varia ao se emitir um som, eu poderia transmitir a palavra telegraficamente.” Esta foi a chave do invento que viria a se chamar telefone.Depois de muitas tentativas, em 1876, o sonho de Bell se tornou possível. Através de um aparelho, entre um cômodo e outro, Watson ouviu Bell dizendo: “Sr. Watson, preciso do senhor, venha.” Nascia, assim, o telefone. A nova invenção foi apresentada na Exposição do centenário de Filadélfia. Desde então foram grandes e impactantes os avanços da telefonia até o que hoje chamamos de telefones celulares.