9308 – Física – Fahrenheit X Celsius


Os trabalhos de ambos cientistas permitiram medir o calor de um modo mais preciso. O princípio da dilatação nos corpos sob o efeito do calor descoberto pelo francês Denis Papin no século 18 levaria a James Watt criar um motor movido à vapor, colocando à disposição do homem forças ainda desconhecidas.

O grau fahrenheit (símbolo: °F) é uma escala de temperatura proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. Nesta escala o ponto de fusão da água é de 32 °F e o ponto de ebulição de 212 °F. Uma diferença de 1,8 grau fahrenheit equivale à de 1 °C. Esta escala foi utilizada principalmente pelos países que foram colonizados pelos britânicos, mas seu uso atualmente se restringe a poucos países de língua inglesa, como os Estados Unidos e Belize. E também, muito utilizada com o povo grego, para medir a temperatura de um corpo. Jakelinneh Devocerg, mulher francesa que criou a teoria “Fahrenheit Devocerg” que para passar de celsius para fahrenheit se usa sempre 1,8. Ex: f= 137* e c=20* f+137-20+c.1,8 fc=117.1,8=1,20202020 Para uso científico, há uma escala de temperatura, chamada de Rankine, que leva o marco zero de sua escala ao zero absoluto e possui a mesma variação da escala fahrenheit, existindo portanto, correlação entre a escala de Rankine e grau fahrenheit do mesmo modo que existe correlação das escalas kelvin e grau Celsius.

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Anders Celsius
(Uppsala, 27 de Novembro de 1701 — Uppsala, 25 de Abril de 1744) foi um astrônomo e físico sueco. Ele foi professor da Universidade de Uppsala (1730-1744), mas de 1732-1735 viajou para Alemanha, Itália e França. Ele fundou o Observatório Astronômico de Uppsala em 1741, e em 1742 ele propôs os graus Celsius de temperatura, escala que leva seu nome.
A escala foi invertida em 1745 por Carl Linnaeus, um ano após a morte de Celsius de tuberculose.
Em 1733 publicou em Nurembergue (Nürnberg) uma coleção de 316 observações da Aurora Boreal feitas por ele próprio e outros durante os anos 1716-1732.
Em Paris, defendeu a medida do arco de meridiano na Lapônia, e em 1736 fez parte da expedição organizada com este intuito pela Academia Francesa de Ciências e dirigida por Pierre Louis Maupertuis.
Celsius foi um dos fundadores do Observatório Astronômico de Uppsala em 1741, sendo porém mais conhecido pela escala de temperatura Celsius, proposta pela primeira vez em um documento endereçado à Academia Real das Ciências da Suécia em 1742. Esta escala foi revisada por Carolus Linnaeus em 1745 e permanece como padrão até hoje. A maior contribuição de Celsius, no entanto, foi a invenção do termômetro centígrado.
Celsius morreu precocemente de tuberculose em Uppsala, em 25 de Abril de 1744, aos 42 anos de idade.
Encontra-se sepultado no cemitério da Catedral de Gamla Uppsala.

9307 – Psicologia – O Poder da Persuasão


Trata-se de um ardil muito utilizado no campo da comunicação; os profissionais desta área, principalmente da Publicidade, se valem de recursos, legais ou ilegais, para convencer as pessoas a incorporar determinadas normas de comportamento, teses ou convicções.
Para alcançar esse objetivo é viável recorrer à lógica, à racionalidade ou a símbolos que instiguem outrem a acatar uma concepção, certa conduta ou até a praticar um ato, lícito ou não. Portanto, essa persuasão pode acontecer de forma tranquila, por meio de palavras, ou através de atos repressores, traduzidos por sérias intimidações e pelo exercício da força física.
Por outro lado, convencer alguém de algo não está o tempo todo relacionado com a submissão de uma psique fraca a outra considerada mais elevada. A persuasão pode ocorrer sem que os envolvidos percebam, para propósitos inofensivos. No universo do Direito, todavia, considera-se que seu exercício pode muitas vezes acarretar a transgressão das leis.
Neste sentido, se alguém convence outra pessoa a cometer um crime, o indivíduo persuadido pode ser responsabilizado pelo delito arquitetado por aquele que o coagiu a violar as regras. Isto está previsto no artigo 29 do Código Penal Brasileiro, datado de 1940. Mas também é visto como uma prática criminosa constranger uma pessoa a transgredir as normas.
Alguns seres têm um talento especial para persuadir os outros sem ter que fazer muita força. Eles obtêm vantagens, realizam negociações ou arrecadam recursos com a maior naturalidade. Já os que são convencidos por eles vêem esse dom como algo quase sobrenatural, um carisma inerente a esses indivíduos.
Os mecanismos de domínio e persuasão são analisados e debatidos desde o apogeu da Civilização Grega, na Antiguidade. Nesta época o discípulo de Platão, Aristóteles, desenvolveu a arte da Retórica, a qual tem o poder de revelar, em cada contexto específico, que recursos persuasivos então acessíveis foram utilizados nos bastidores.
Esta teoria aristotélica estava naquele momento no mais alto grau de evidência. Porém ainda hoje ela encanta e seduz os pesquisadores que atuam no campo das Ciências Sociais, principalmente no universo da Psicologia Social. Vários estudiosos têm se dedicado a compreender os elementos que concorrem para que determinadas pessoas estejam mais aptas a persuadir, e outras sejam convencidas por estas.
Suas teorias derrubam alguns mitos, como a crença de que a persuasão é um ofício dominado por uma elite. Eles elevam a persuasão a um nível de destaque na Ciência, e a consideram uma atividade acessível a qualquer um.

9306 – Psicologia – A Ansiedade


A ansiedade é um grande mal da civilização contemporânea. Ela decorre normalmente da excitação constante em que vivemos, das situações de stress e de pressão, principalmente no âmbito profissional. A vida agitada, a velocidade dos acontecimentos, o excesso de informações, a aceleração do tempo, tudo isso estimula excessivamente o Sistema Nervoso Central, que geralmente é incitado diante de situações de perigo. Esta emoção é da mesma família do medo, distinguindo-se dele pelas motivações – no caso do medo, as causas são concretas, evidentes, enquanto no da ansiedade, todos os sintomas são gerados pela expectativa, por motivos vagos e abstratos, mais subjetivos.
Fruto de uma conexão entre sintomas orgânicos e psíquicos, a ansiedade é inerente ao sistema biológico do homem, precedendo eventos que envolvem tensão, perigo ou apreensão. Seus sintomas são patentes e inegáveis, mas não necessitam de tratamento, pois são passageiros. Eles são desencadeados a partir de uma descarga da Noradrenalina, um neurotransmissor produzido nas glândulas supra-renais, nos lócus cerúleos e no núcleo amigdalóide. A ansiedade provoca então sinais físicos de que algo está errado, tais como taquicardia, sudorese, tremores, tensão muscular, aumento das secreções urinárias e fecais, aumento da mobilidade intestinal, cefaléia, fadiga, insônia, falta de ar, sensação de desmaio, dores no peito, boca seca, dificuldades de engolir e de relaxar, um nó na garganta, entre outros.
Um estado agudo da ansiedade pode provocar um transtorno conhecido como Síndrome do Pânico, que exige tratamento específico. A ansiedade tem-se tornado companheira assídua na vida de grande parte das pessoas, dependendo da vida que elas levam, quase sempre de baixa qualidade. Infelizmente, ela pode causar um rebaixamento da auto-estima, pois o indivíduo começa a acreditar que é incapaz de realizar determinadas tarefas. A partir deste momento, ele passa a conviver também com o medo, principalmente o de errar, o que às vezes provoca uma paralisia nas ações e atitudes, impedindo-o até mesmo de tentar executar um trabalho.
Acredita-se também que acontecimentos traumáticos do passado – algo dito por alguém, uma ofensa, uma calúnia, uma ação negativa que, a partir de um dado momento, repercute na vida da pessoa atingida – podem estar nos bastidores das histórias que desencadeiam a ansiedade, representando o papel de fatores invisíveis destes distúrbios emocionais. Muitas vezes é necessário recorrer a uma terapia, aliada a um bom tratamento psiquiátrico e a outras terapêuticas complementares, para se libertar desse mal psíquico, encontrando assim um meio de superação deste desafio, e uma existência imbuída de melhor qualidade e de um constante amadurecimento mental.
Toda emoção tem na nossa vida um papel positivo e um negativo. O aspecto positivo da ansiedade é que ela exerce também a função de sinal de alerta em nosso organismo, contribuindo para a sua auto-preservação. Não deve ser considerada um estado normal, mas de certa forma é uma resistência saudável, que assim indica algo negativo ocorrendo no sistema emocional do indivíduo. Curioso observar, nesse aspecto, os animais, que também passam por esta experiência, ao se prepararem para fugir ou para lutar, meios próprios de se preservarem. O homem ainda tem lembranças impressas, na mente e no corpo, dos seus tempos de habitante das cavernas, quando vivia em estado de alerta, lutando pela sobrevivência. Desde esses tempos nem tão remotos, o Sistema Nervoso Central vivia estimulado para enfrentar os perigos, que não eram poucos.
Os riscos da sociedade atual, porém, são interpretados como preponderantes aos fatores biológicos dos antigos primatas. A ameaça de perder o status, o poder, os amores, os amigos, as possibilidades de concretizar determinados planos, a proximidade do desconhecido, do novo, e outros tantos perigos modernos, são fatores desencadeantes deste desequilíbrio emocional.
A ansiedade só não pode se tornar patológica, porque a partir deste estágio ela impede o crescimento, o desenvolvimento e o enfrentamento das dificuldades, restando ao paciente uma paralisia emocional que dificulta sua vida e bloqueia os mecanismos psíquicos de adaptação às novas situações e contextos existenciais.

9305 – Bioquímica – A Dopamina


Os neurônios, células do sistema nervoso, têm a função de conduzir impulsos nervosos para o corpo. Para isso, tais células produzem os neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pelo envio de informações às demais células do organismo. Nesse conjunto de substâncias está a dopamina, que atua, especialmente, no controle do movimento, memória, e sensação do prazer.
De forma molecular C8H11NO2, a dopamina é um composto químico derivado do aminoácido tirosina e precursora natural dos neurotransmissores adrenalina e noradrenalina. Ela é produzida, principalmente, numa região do cérebro denominada substância negra; sintetizada por meio da ativação da enzima tirosina hidroxilase; armazenada em pequenas vesículas nos terminais dos neurônios e liberada por meio das sinapses químicas do cérebro.
Esse neurotransmissor desempenha importantes funções no organismo. A primeira delas é a sensação de prazer. No decorrer de circunstâncias agradáveis, a dopamina é liberada, desencadeando impulsos nervosos, que levam a uma sensação de prazer e bem estar. Alimentos saborosos, sexo, jogos e drogas são alguns exemplos de situações que estimulam a ação da dopamina.
A substância atua também na função motora do corpo humano, sendo responsável pela execução de movimentos voluntários, que são aqueles que ocorrem de acordo com a nossa vontade, como por exemplo, a atividade muscular.
Estudos recentes mostram, ainda, que o neurotransmissor está relacionado à capacidade de memorização. Segundo os cientistas, esse sentimento de satisfação e prazer gerado pela ação da dopamina é associado, no cérebro, a momentos também prazerosos, o que faz com as informações fiquem armazenadas por um período maior em nossa memória.
A concentração de dopamina no organismo está relacionada, também, ao surgimento de doenças. O Mal de Parkinson, por exemplo, tem sua origem ligada à falta de dopamina. Isso porque, com o envelhecimento, há a morte natural de neurônios, o que reduz a produção do neurotransmissor. Essa carência de dopamina acaba alterando os movimentos do corpo, tornando-os descoordenados, principal sintoma da doença.
O vício é outro distúrbio associado aos valores de dopamina no organismo. As drogas atuam sobre os receptores dos neurotransmissores, assim, quando o indivíduo faz uso dessas substâncias, o cérebro produz uma grande quantidade de dopamina, aumentando o estado de prazer. Daí a necessidade de consumir a droga constantemente para se ter sempre essa sensação de prazer.
Par estimular a produção e a liberação saudáveis de dopamina, recomenta-se o consumo de alimentos ricos em tirosina como derivados do leite, abacate, abóbora, amêndoa, feijão, nozes, carnes, ovos e outros; evitar o consumo de cafeína e fazer exercícios físicos regularmente.

9304 – ☻ Mega Lista – Os grandes cometas dos últimos 50 anos


Os astrônomos utilizam uma escala de magnitudes para indicar o brilho dos objetos celestes. Nessa escala, quanto menor o número, maior o brilho, sendo que valores negativos indicam corpos muito brilhantes. As imagens foram capturadas com exposições longas, o que realçou o brilho e a extensão da cauda dos cometas.

Ikeya-Seki (1965)
Foi o cometa mais brilhante do século 20, e, provavelmente, o mais brilhante em milênios. Em seu brilho máximo, atingiu magnitude -10, podendo ser visto até durante o dia. Após a passagem pelo Sol, se fragmentou em três pedaços.

West (1976)
Descoberto em uma placa fotográfica pelo astrônomo dinamarquês Richard West em agosto de 1975, o cometa atingiu o periélio (ponto mais próximo do Sol) em fevereiro do ano seguinte. Sua magnitude máxima foi -3.

Hyakutake (1996)
Descoberto em no final de janeiro de 1996 pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake, o cometa passou próximo à Terra em março daquele ano. Por ter passado a menos de 15 milhões de quilômetros da Terra, apareceu enorme no céu e atingiu magnitude 0.

Hale-Bopp (1997)
Foi talvez o cometa mais observado e estudado do século, descoberto independentemente por dois astrônomos amadores americanos, Alan Hale e Thomas Bopp. Após a passagem periélica, ele ficou tão brilhante (magnitude -2) que pôde ser visto até das grandes cidades do Hemisfério Norte. No total, pôde ser observado a olho nu durante 18 meses.

McNaught (2007)
Descoberto no observatório de Siding Spring, na Australia, foi o cometa mais brilhante desde o Ikeya-Seki. Permaneceu invisível a olho nu até a passagem periélica (ponto mais próximo do Sol), quando começou a aumentar de brilho. Atingiu magnitude máxima de -5,5.

Lovejoy (2011)
Este cometa surpreendeu os astrônomos no final do ano passado. Assim como o Ikeya-Seki, o Lovejoy passou tão perto do Sol que chegou a atravessar a sua coroa, a camada solar mais externa e rarefeita. Esse rasante causou uma grande atividade no núcleo do cometa, aumentando consideravelmente seu brilho. A magnitude máxima atingida foi -4, o que o tornou o cometa mais brilhante desde o McNaught.

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9303 – Não perca a passagem do cometa Ison, que já pode ser visto a olho nu


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Depois de muita espera, o cometa Ison já pode ser observado sem a ajuda de equipamentos. No dia 13 deste mês, o cometa atingiu um brilho dez vezes mais intenso e, com isso, chegou ao limite mínimo para ser visível a olho nu, ainda que com pouca nitidez. Na próxima semana, o Ison deve atingir seu ponto máximo de proximidade com o Sol. Se passar pela estrela sem se desintegrar, apresentará um brilho mais forte – mas ainda abaixo da expectativa gerada na época de sua descoberta.
O Ison foi visto pela primeira vez no ano passado, por dois astrônomos amadores na Rússia. À época, os cientistas cogitaram tratar-se do cometa mais brilhante já registrado, visível até à luz do dia. “O Ison foi descoberto a uma distância grande e já tinha um brilho relativamente forte, o que levou os especialistas a acreditar que ficaria muito brilhante quando se aproximasse do Sol”, explica Enos Picazzio, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo.
Com o passar dos meses, o cometa não apresentou a evolução esperada. Em julho deste ano, um estudo feito na Colômbia já afirmava que o Ison não seria o mais brilhante. Ignacio Ferrin, astrônomo e especialista em cometas da Universidade de Antioquia, declarou que o brilho está estável desde janeiro.
O futuro do Ison ainda é incerto. Ele pode simplesmente se desintegrar a qualquer instante de sua trajetória. Caso sobreviva até a aproximação máxima com o Sol, prevista para o dia 28 de novembro, existe o risco de que o calor intenso e a força gravitacional façam o cometa se fragmentar – e desaparecer. Em uma hipótese mais otimista, ele pode passar ileso perto do Sol e ganhar um brilho ainda mais intenso.
Os cometas se tornam mais brilhantes depois da aproximação com o Sol porque o calor intenso transforma o gelo de sua composição em vapor de água de forma mais rápida. O cometa continua se movimentando, e esse material que fica para trás, ao refletir a luz do Sol, contribui para aumentar seu brilho e a extensão da cauda.
Esta é a primeira vez que a passagem desse cometa pelo Sistema Solar é registrada, e as estimativas são de que ele demore 1,2 milhão de anos para dar a volta completa. A órbita calculada do Ison indica que ele provém da nuvem de Oort, uma espécie de redoma com trilhões de rochas a quase um ano-luz do Sol. É de lá que costumam vir os cometas de longo período, que demoram mais de 200 anos para percorrer seu trajeto de ida e volta ao Sol.

9302 – Ciência & Filosofia – Renomado cientista afirma que existe vida depois da morte


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Esta afirmação parte das recentes declarações públicas do renomado cientista norte-americano Robert Lanza, que sustenta a hipótese de que a morte nada mais é do que um ilusão da nossa consciência que, por sua vez, se encarrega de determinar a forma e o tamanho de todos os objetos do Universo. De acordo com Lanza, que trabalha como professor na Universidade de Medicina de Wake Forest, na Carolina do Norte, “a vida é… apenas a atividade de carbono e uma mistura de moléculas; vivemos durante um certo tempo e depois apodrecemos sob a terra”.
No entanto, a morte, segundo o pesquisador, apenas existe para nós, porque os humanos anteriores “nos ensinaram a acreditar que morremos”. Neste sentido, a morte não seria nada mais do que uma teoria sem fundamentos e que não pode ser comprovada. Sua teoria sobre o biocentrismo propõe que não existem razões para acreditar que a morte deva ser tão terminal como se acredita. E a biologia, ou seja, a vida, cria a realidade do Universo, e não vice-versa. Desta maneira, a morte, como um corte terminal, não pode existir. Apesar disso, Lanza admite que o corpo morre, o que é irrefutável. Porém, isso não é suficiente para explicar a existência da morte. Se realmente o espaço e o tempo são ferramentas na nossa mente, coordenadas pela nossa consciência, então a imortalidade existe de fato em um mundo sem limites de espaço e tempo. Esta possibilidade é tratada em teorias da física, pelas ideias de “multiversos”, ou seja, múltiplos universos possíveis, em que diversas situações ocorrem de maneira simultânea. Se tudo o que pode acontecer, acontece em alguns destes planos, então, explica Lanza, a ideia da morte não tem sentido de maneira real. Mas então o que acontece quando o nosso corpo morre? “Simplesmente, nossa vida de transforma em uma flor constante que volta a florescer no Universo”.

9301 -Cientistas “comprovam” a existência de Deus com matemática e um simples notebook


Dois cientistas formalizaram um teorema sobre a existência de Deus, escrito pelo renomado matemático tcheco Kurt Gödel (1906-1978). O nome de Gödel pode não significar muito para alguns, mas entre os cientistas ele possui reputação semelhante a de Albert Einstein – de quem era um amigo próximo. Os cientistas da Universidade Livre de Berlim, Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo, realizaram um trabalho que teve como base o argumento ontológico (ciência do ser em geral) de Kurt Gödel, que propôs um teorema matemático para a existência de Deus. Por conta disso, a notícia foi veiculada, na última semana, pelo diário alemão Die Welt, sob a manchete “Cientistas provam a existência de Deus” . Obviamente, uma ressalva significativa deve ser feita sobre a afirmação. Na verdade, o que os pesquisadores em questão dizem ter realmente comprovado não é a existência de um “Ser Supremo” em si, mas como o uso de uma “tecnologia superior” pode resultar em avanços em vários campos científicos.
Quando Gödel morreu, em 1978, ele deixou uma teoria tentadora baseada nos princípios da lógica modal – que um ser superior deve existir. Os detalhes da matemática envolvidos na prova ontológica de Gödel são complicados, mas, na essência, o matemático argumentou que, por definição, Deus é aquele para o qual não poderia ser concebido um ser maior. E, enquanto Deus existe conceitualmente falando, ele poderia ser concebido como “o maior”, se ele existisse na realidade. Portanto, para Gödel, Deus deveria existir. Apesar desta argumentação não ser exatamente nova na época que foi formulada pelo matemático, ele inovou ao escrever teoremas – pressupostos que não podem ser comprovados – como equações matemáticas sobre o assunto. E, a partir daí, isso poderia ser comprovado. Aí entram Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo. Com o uso de um MacBook comum, eles mostraram que a prova de Gödel está correta – pelo menos em um nível matemático – por meio da lógica modal superior. Sua apresentação inicial, na publicação científica arXiv.org, recebeu o título de “Formalização, mecanização e automação de prova da existência de Deus de Gödel”. E, a partir do fato que um teorema complicado foi comprovado com uso de um equipamento tecnológico de acesso ao público, isso abre “todos os tipos de possibilidades”, declarou Benzmüller ao jornal Spiegel. “É totalmente incrível que, a partir deste argumento liderado por Gödel, tudo isso pode ser provado automaticamente em poucos segundos, ou até menos em um notebook padrão”.

9300 – Revelado o segredo da inteligência de Albert Einstein


Jornal noticia a morte de Albert Einstein em abril de 1955
Jornal noticia a morte de Albert Einstein em abril de 1955

O cérebro de Albert Einstein, um dos homens mais brilhantes do século XX e, talvez, da história da humanidade, segue como objeto de investigação da ciência, que busca compreender melhor os mecanismos da sua inteligência. Esta obsessão pelo cérebro do cientista começou assim que ele morreu, em 18 de abril de 1955, nos Estados Unidos. O órgão foi conservado, seccionado e fotografado. Depois de anos de estudos, pesquisadores da Universidade Normal do Leste da China afirmam ter encontrado o segredo da sua inteligência: os hemisférios do seu cérebro estavam extraordinariamente bem conectados, algo considerado fora do comum.O corpo caloso do cérebro (formado por fibras nervosas que unem os lados) era maior do que o normal. De acordo com o estudo, publicado pela revista de neurologia “Brain”, a conclusão foi obtida pela comparação do cérebro do pesquisador com o de outros 67 homens e destros (15 tinham em torno de 70 anos e os outros 52 estavam na faixa dos 20). Sem levar a idade em consideração, o corpo caloso do cérebro de Einstein mostrou ser maior do que os demais.
Tal pesquisa começa a responder a pergunta sobre as razões da extraordinária inteligência de Einstein e também coloca em questão uma tradicional caracterização do cérebro, em que cada um dos seus dois hemisférios estaria destinado a um tipo de inteligência distinta. Uma vez mais, Einstein mostra sua importância para a ciência, nem mesmo que seja pelo estudo de funcionamento do seu próprio cérebro.

9297 – Física – O Plasma


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Estamos habituados a três estados físicos da matéria: sólido, líquido e gasoso. Porém sob certas condições podemos induzir gases a alcançar o que pode ser considerado o quarto estado da matéria: o plasma. E este é o estado da matéria mais comum no Universo.
O calor é a energia transferida entre dois corpos. Já temperatura é a medida da agitação das partículas que constituem este corpo. O calor transferido para um corpo produz o aumento da sua temperatura (exceto quando ocorre mudança de fase). Um objeto em estado sólido possui forma e volume definidos. Isto ocorre porque a pequena agitação das suas moléculas não possui energia suficiente para mudar a organização em que se encontram. Ao aplicarmos calor, a energia cinética das moléculas aumenta até o ponto em que a ordem é rompida levando o objeto ao estado líquido. No estado líquido, o volume é definido mas a forma não. O líquido assume a forma do recipiente que o contém.
Em nossa experiência hipotética continuamos aplicando calor ao líquido. A agitação das moléculas é insuficiente para que a distância média entre elas seja modificada com facilidade, por isso o volume para uma certa temperatura é constante. Conforme a energia cinética das moléculas aumenta ocorre a ebulição e o líquido transforma-se em gás. Agora forma e volume são indefinidos e podem variar bastante de acordo com o recipiente e a pressão exercida sobre o gás. A média de velocidade das moléculas é tão alta que o objeto se transforma em uma porção de matéria fluida e disforme.
E se aumentarmos a temperatura ainda mais? Ao aplicar mais energia, a agitação das partículas que constituem o gás aumenta tanto que as moléculas começam a se romper, formando íons. A substância torna-se condutora e as constantes troca de elétrons entre os íons produzem uma brilho com diversas cores. Este novo estado da matéria é chamado de plasma.
Os cientistas estimam que 99 % da matéria existente no Universo esteja no estado de plasma. Eles são caracterizados por sua temperatura absoluta (Kelvin) e pela densidade de número que é definida como a quantidade de partículas carregadas por metro cúbico. A abundância de plasma no universo pode ser explicada por que o material intergalático é considerado um tipo de plasma. As estrelas também são compostas por plasma extremamente quente e denso.
Alguns exemplos de plasmas que encontramos comumente na natureza são as chamas, as descargas atmosféricas (raios), as auroras boreais e o fogo fátuo (chama de origem orgânica comum em pântanos e brejos).
Os plasmas são bastante sensíveis a campos magnéticos, podendo ter sua forma alterada de acordo com a influência destes campos. Algumas tecnologias baseadas em plasmas são:
Lâmpadas – diferentes tipos de lâmpada utilizam a excitação elétrica de gases para produzir luz visível. Podemos destacar as lâmpadas fluorescentes, as lâmpadas de neon e as lâmpadas de plasma.
TVs – a partir da produção de plasma em recipientes microscópicos transparente é possível gerar pontos de cor. Este é o princípio de funcionamento da TV de plasma, tecnologia que está sendo substituída pelas TVs de LCD e LED.

9296 – Mega Byte – Supercomputador chinês mantém posto de mais poderoso do mundo


33 quadrilhões de cálculos por segundo
33 quadrilhões de cálculos por segundo

O supercomputador Tianhe-2, desenvolvido pela Universidade Nacional de Defesa e Tecnologia, na China, manteve a liderança no ranking de computadores mais poderosos do mundo, realizado por professores das universidades de Mannheim, na Alemanha, e do Tennessee, nos Estados Unidos, e também por pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, órgão do governo americano. O Tianhe-2 é capaz de processar 33,86 petaflops — cada petaflop equivale a 1 quadrilhão de cálculos por segundo — graças a seus processadores: são dois Xeon Ivy Bridge e três Xeon Phi, todos da fabricante Intel.
As máquinas que aparecem na lista não foram desenvolvidas para o uso doméstico. Um dos computadores listados, por exemplo, é responsável pelas previsões do tempo do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos. Outras são usadas em atividades como gerenciamento de bancos, mapeamento de genoma, desenvolvimento de medicamentos ou ainda no cálculo de algoritmos complexos.
Segundo o ranking, não foram observadas mudanças nas primeiras cinco posições da lista divulgada em junho. Titan, utilizado no Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos, é o segundo computador mais poderoso do mundo, à frente do Sequoia, desenvolvido pela IBM e instalado no Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore. O supercomputador Riken, quarto no ranking, foi projetado pela Fujitsu, no Japão, e aparece à frente do Mira, também desenvolvido pela IBM para o Laboratório Nacional Argonne, nos EUA.

9295 – Saúde – Catapora em adultos (?)


A doença, causada pelo vírus Varicela-zoster e, por isso, também chamada varicela, é mais rara em adultos. Cerca de 90% das pessoas têm a catapora ainda na infância, entre 2 e 8 anos, conta a pediatra Mônica Levi, do setor de vacinação da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias e em Imunizações, a Cedipi, em São Paulo. Aliás, segundo a especialista, como a doença às vezes é assintomática, muitos adultos nem desconfiam que tiveram o problema quando pequenos. As feridinhas poderiam ser confundidas com picadas de inseto e a febre, considerada apenas ocasional.
Mas os médicos constatam que, ao se manifestar no indivíduo adulto, o vírus consegue causar mais complicações. Ao comparar com a catapora na criança, observamos que nos adultos aparecem mais lesões, diz Mônica. Além das feridinhas espalhadas pelo corpo, outros sintomas que acometem os pequenos, como febre alta, fadiga, falta de apetite e dor de garganta, também dão as caras nos mais velhos. Num quadro de varicela, o organismo também se torna alvo fácil de outros microorganismos, sobretudo das bactérias. Elas podem ser responsáveis por infecções de pele, além de otites e sinusites.
As complicações mais sérias, no entanto, ocorrem quando o Varicela-zoster migra para órgãos estratégicos como os pulmões ou o cérebro. Pneumonias aparecem como decorrência da catapora por duas razões: ou o vírus venceu a resistência e invadiu o pulmão ou, como o corpo está mais suscetível, bactérias conseguem desencadear a infecção. A ameaça ao cérebro é gravíssima. Embora seja mais difícil de acontecer, o vírus pode atacar o encéfalo causando dores de cabeça, febres, vômitos e convulsões sintomas parecidos com os da meningite.
E esse perigoso ataque ao cérebro é capaz de deixar sequelas, já que as lesões causam paralisias e distúrbios motores. A lista de encrencas derivadas da doença é grande. Entre as complicações mais raras, dá para destacar hepatites, pancreatites e até infecções na retina. Nos imunodeficientes, como portadores de HIV ou pessoas com câncer, a varicela deve acionar todos os alertas.

9294 Microbiologia – Vírus = Veneno


Vírus significa veneno em latim, constituindo os menores seres vivos até então conhecidos, o da pólio por exemplo tem um diâmetro de 10 ângstrons, onde um ângstron corresponde a 1 bilionésimo de mm.
Estima-se que em uma única célula possam se instalar confortavelmente 20 mil vírus. Sua estrutura é a mais simples possível, compõe-se de ácido nucleico, envolto por uma capa protetora de proteína.
Os vírus destroem os elementos fundamentais dos seres vivos, as células. Os genes das células se reproduzem graças a mecanismos sintetizadores destas. Os vírus por sua vez, não possuem tais mecanismos e por isso, para se reproduzirem invadem as células e as forçam a trabalhar para eles.

9291 – Como o ser humano envelhece?


O principal motor do envelhecimento humano fica dentro de nossas células. Lá, as mitocôndrias fazem a respiração celular para produzir energia, mas acabam gerando como resíduo radicais livres, moléculas com um elétron a menos e que reagem facilmente, danificando a própria célula. Com o tempo os danos se acumulam, fazendo o corpo envelhecer. Além disso, a divisão celular desordenada também ajuda a envelhecer. Ao longo da vida, algumas células se multiplicam constantemente. A cada divisão, fragmentos de DNA são perdidos, causando pequenos erros genéticos que são passados para as células-filhas. Isso acontece até que a célula não consegue mais se dividir ou é destruída pelo próprio organismo por conter muitos erros. Aí, game over.
Algumas células do aparelho auditivo não se renovam e vão ficando cada vez mais danificadas, tornando difícil ouvir sons agudos. Além disso, os cílios que levam o som para dentro do ouvido caem, e os ossículos internos (martelo, bigorna, estribo e cóclea) que têm a mesma função ficam mais duros. Resultado: a gente tem que falar mais alto para a vovó ouvir.
O tecido ósseo é formado principalmente pelos osteoblastos, células que produzem osso, e osteoclastos, que absorvem. Depois dos 45 anos de idade, os osteoclastos dominam, e passamos a perder 5% de massa óssea a cada dez anos, ficando com o esqueleto mais frágil. Quem tem osteoporose, pior ainda: perde até 25% por década.
Cabelo e pele envelhecem lado a lado. Células da raiz dos fios de cabelo param de produzir melanina, deixando a cabeleira branca – já a calvície não tem a ver com a idade; é genética. A flacidez e afinamento da pele vêm da queda na produção de colágeno. O afinamento acaba causando as rugas, mais acentuadas no rosto por causa dos músculos da face.
Você certamente já ouviu seu avô reclamando de vista cansada. Ela é causada por problemas no cristalino, parte do olho que vai ficando rígida e opaca, dificultando a focalização de objetos. A opacidade gera ainda catarata. Aos 60 anos, as pupilas, que aumentam e diminuem com a diferença de luz, têm um terço do tamanho que tinham aos 20 anos, por isso fica mais difícil se adaptar ao lusco-fusco.

Só a pança cresce
A menor produção de células e a queda do nível de alguns hormônios causam perda de massa muscular – são 3 quilos a menos a cada dez anos! O relaxamento muscular forçado pode até prejudicar os músculos da bexiga e dos esfíncteres, que ficam flácidos e acabam não segurando o tchan. Daí, dá-lhe fralda geriátrica…
Com menos músculos queimando calorias e menos células no organismo, o corpo precisa de pouca energia para funcionar. Na velhice, a tireoide funciona mais devagar, desacelerando o metabolismo. Tudo isso aumenta o risco de engordar. A gordura em excesso pode ser fatal: se acumular nas artérias, pode causar infartos

• As células da pele se renovam tanto que, por volta dos 40 anos, cerca de 180 kg de células já foram eliminados;

• Os ossos do rosto se renovam a cada dois anos. Com 50 anos, nosso crânio já é a 25ª cópia. Nos velhinhos, a renovação continua – em ritmo mais lento;

• As cartilagens perdem rigidez com o tempo, fazendo com que as orelhas e a ponta do nariz “caiam” e pareçam maiores;

• Em alguns vovôs, a proporção de gordura no organismo pode aumentar 30% comparada à dos 30 anos.

O que a falta de hormônios provoca:
Nas mulheres, a menopausa começa por volta dos 40 anos, com a queda do nível do hormônio estrógeno. Sem ele, vêm as ondas de calor e elas sentem mais cansaço e irritação. O risco de osteoporose aumenta e o sono some. Os homens sofrem bem menos com a andropausa. Como a queda de testosterona é menor e aos poucos, o único efeito é a queda da libido. Para sorte masculina, a impotência não é resultado da velhice, pois está mais ligada a fatores emocionais.

9289 – Mega Bloco Medicina – Quando Surgiu a Quimioterapia?


quimio
Durante a Segunda Guerra Mundial, um barco aliado carregado de gás mostarda foi bombardeado enquanto se encontrava no porto. O veneno espalhou-se pela água e muitos marinheiros ficaram expostos. Entre os efeitos do gás havia uma redução dos glóbulos brancos no sangue. Isto fez pensar que podia ser usado para tratar algumas leucemias. Para evitar a sua toxicidade, testou-se uma variante, as mostardas azotadas. O primeiro paciente tratado com elas melhorou de forma espetacular após 48 horas, e ao décimo dia tinha desaparecido o linfoma.
Nessa época, os americanos desenvolveram um programa secreto com gases tóxicos para serem usados como armas no transcorrer do conflito. Um desses gases chamava-se mostarda nitrogenada e os técnicos que a manipulavam eram submetidos a controles laboratoriais sistematicamente. Dos resultados desses exames, que indicavam queda no número de glóbulos brancos do sangue desses trabalhadores, surgiu um desafio: se lidar com a mostarda nitrogenada provocava diminuição dos leucócitos e certos tipos de câncer (as leucemias e alguns linfomas) causavam aumento excessivo desses glóbulos, não valia a pena observar a ação dessa substância sobre a doença?
Assim feito, constatou-se que muitos doentes com gânglios e ínguas espalhados pelo corpo apresentavam redução importante das massas tumorais, quando submetidos ao tratamento com mostarda nitrogenada. Tempos depois, surgiram vários medicamentos dotados da mesma propriedade, ou seja, a de destruir células tumorais agindo durante a divisão celular. Quando a célula vai multiplicar-se, sofre a ação da droga e o processo é interrompido.
Esse é o princípio básico da quimioterapia, conceito terapêutico que nasceu empiricamente e representou um avanço importante no tratamento do câncer.
A descoberta dos efeitos da mostarda nitrogenada durante a Segunda Guerra Mundial foi um achado incidental. Não faz muito tempo, a pesquisa em quimioterapia era totalmente empírica. Em laboratório, pingava-se um remédio em animaizinhos com tumor ou em células tumorais in cultura para ver como reagiam.
O fato de a célula tumoral levar vantagem sobre as células normais, porque se divide rapidamente é também seu ponto fraco, pois durante a divisão requisita muita energia e recursos celulares. Se conseguirmos atacá-la nesse ponto, ela não se divide e morre. Por isso, o objetivo dos pesquisadores era encontrar substâncias que obstruíssem o processo de divisão celular. Foi assim que surgiu a quimioterapia. Como já disse, o método era totalmente empírico. Testava-se, em laboratório, um número gigantesco de drogas e separavam-se as que tinham atividade em animais ou em culturas de células. Para ter uma ideia, em cada 150 mil drogas pesquisadas segundo essa técnica, apenas uma chega ao mercado.
Desde a década de 1950, o Instituto Nacional do Câncer dos EUA tem um programa intensivo de busca de produtos naturais, isto é, de produtos extraídos da natureza, que mostrem em laboratório a possibilidade de interromper o crescimento de células. É uma busca não muito racional, porque não se direciona ao ponto específico do crescimento tumoral. Atinge também as células normais que estão se dividindo no momento em que a droga é administrada.

9282 – A Ciência Política


(Será que vai sair coisa boa dessa mistura?)
Trata-se do estudo da política, das estruturas e dos processos de governo.
O estudo da política surgiu na Grécia Antiga, quando Aristóteles se dedicou a compreender e a definir as diferentes formas de governo. Desde então, a política entrou em pauta e recebeu grande atenção de governantes e das respectivas sociedades, pois a política está presente em toda relação humana. Destacá-las fez com que ganhasse especial atenção para análises. Mas, embora a atenção tenha sido reforçada sobre a política, a Ciência Política propriamente dita só se constituiu muito mais tarde. Ela reuniu filosofia moral, filosofia política, política econômica e história, por exemplo, para compor análises sobre o Estado, sobre o governo e suas funções. A Ciência Política surgiu no decorrer do século XIX, reconhecido por ser o século de surgimento das Ciências Humanas, como Sociologia, Antropologia e História. Surgiria nessa época algo diferente da Filosofia Política praticada pelos gregos antigos.
O termo Ciência Política foi cunhado por Herbert Baxter Adamn, Professor de História na Universidade Johns Hopkins (EUA), em 1880. O termo hoje se aplica à teoria e à prática da política, assim como envolve descrições e análises dos sistemas políticos e dos comportamentos políticos. Como ciência de estudo da política, dedica-se aos sistemas políticos, às organizações e aos processos políticos. Atenta-se também para o estudo das estruturas e das mudanças nas estruturas, assim como análises de governo. Entre os focos de atenção dos cientistas políticos podem estar empresas, sindicatos, igrejas e vários outros tipos de organização dotados de estruturas e processos que se aproximem de um governo.
A Ciência Política abrange campos como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas políticos, as ideologias, a economia política, a geopolítica, a geografia política, as políticas públicas, as relações internacionais, a administração pública e outros. Em sua prática há o emprego de diversos tipos de metodologia como o estruturalismo, o behaviorismo, o racionalismo, o realismo, o pluralismo e o institucionalismo. Assim, os métodos e as técnicas podem envolver fontes primárias e secundárias. Há, contudo, uma discussão interna na Ciência Política sobre seu objeto de estudo, pois alguns acreditam que o foco central é o Estado e outros acreditam que o poder. A maioria dos cientistas políticos defende o segundo, pois é mais abrangente que o primeiro.
Embora a Ciência Política tenha raízes muito antigas e tenha se consolidado há muito tempo na Europa e nos Estados Unidos, constituindo departamentos próprios de estudos nas universidades, no Brasil ela é relativamente recente ainda. Fruto de um processo que começou a se desenvolver em meados da década de 1960.

9281 – Medicina – O Esporo do Tétano


O esporo aparece com frequência no solo, no esterco e geralmente se introduz no organismo através de um ferimento. Há casos provocados por cárie dentária palitada pelo paciente com farpas de madeira, grampos ou objetos estranhos. As vítimas podem ser tratadas administrando penicilina, que mata os micróbios do tétano no tecido e apesar da vacinação, milhares de pessoas ainda morrem de tétano no Brasil.

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O Clostridium tetani, bacilo gram-positivo esporulado, anaeróbico, morfologicamente
semelhante a um alfinete de cabeça, com 4 a 10μ de comprimento. Produz esporos que lhe
permitem sobreviver no meio ambiente por vários anos.
É encontrado na natureza na pele e no trato intestinal de animais como o cavalo, sem causar doença, e no reino vegetal, em águas putrefatas e instrumentos perfurocortantes enferrujados, poeira das ruas e etc.
O período para o esporo germinar e elaborar toxinas, conhecido como período de incubação é de 21 dias.
A doença gera espasmos em músculos voluntários e produz rigidez muscular. O pescoço é geralmente o local mais agredido. Os músculos do sistema respiratório também ficam vulneráveis a esta agressão e pode até mesmo ocorrer, por exemplo, morte por asfixia.
A bactéria pode provocar rigidez muscular em todo o corpo. A região do pescoço costuma ser, entretanto, a mais agredida. Espasmos nos músculos da face são frequentes e facilmente notados. Diante de quaisquer sintomas deve-se logo procurar por um médico para o diagnóstico e o início de um tratamento adequado. Na grande maioria dos casos, quanto antes for realizado o diagnóstico mais eficiente será o tratamento.

9280 – Geologia – Escarpas não são Serras


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Uma escarpa, em geomorfologia, é uma forma de relevo que é uma área de transição entre diferentes províncias fisiogeográficas que envolve uma elevação aguda (superior a 49º), caracterizada pela formação de um penhasco ou uma encosta íngreme. O termo vem do chines scarpa. A superfície desta encosta íngreme é chamada de rosto da escarpa.
As escarpas geralmente são formadas pela erosão diferencial de rochas cristalinas ou pelo movimento vertical da crosta terrestre ao longo de uma falha geológica. Em outras palavras rampasacliveis que surgem nas bordas de planaltos.
A Serra do Mar, em São Paulo, é na realidade, um conjunto de escarpas.

9279 – Ciências Biológicas – O Vapor D’água


Em seu ciclo biogeoquímico, a água (H2O) passa pelos três estados da matéria: sólido, líquido e gasoso. Ao atingir o estado gasoso, essa substância forma o vapor d’água, um dos principais componentes do ar atmosférico, invisível, de forma e volume variáveis.
A água líquida passa para o estado de vapor através de dois processos diferentes: evaporação e ebulição. A primeira consiste numa vaporização lenta, sem agitação do líquido nem surgimentos de bolhas, ocorrendo na superfície do líquido. Já a ebulição, ao contrário, se trata de uma vaporização rápida, com agitação do líquido e surgimento de bolhas. Para iniciar o processo de ebulição, a água deve ser submetida a uma temperatura de 100 °C. Tais mudanças de estado ocorrem porque, ao fornecer energia térmica, aumentam-se o grau de agitação das partículas e a pressão interna, tornando as ligações mais instáveis entras as moléculas de água.
O vapor d’água é fundamental à manutenção das mais diversas formas de vida da Terra. Em primeiro lugar, a substância atua diretamente na regulação da temperatura da atmosfera do planeta, atenuando a incidência de raios infravermelhos na superfície. Além disso, o vapor d’água também é responsável pela precipitação das chuvas: a água dos rios, lagos, geleiras e oceanos evapora através da ação do sol, condensa-se (passa do estado gasoso para o líquido) nas camadas mais altas da atmosfera e dá origem às nuvens, que depois se precipitam em forma de chuva.
A quantidade de vapor d’água presente no ar atmosférico influi diretamente nas condições de saúde humana. A umidade relativa do ar, fator que varia conforme a presença de vapor d’água na atmosfera, atua diretamente na hidratação do aparelho respiratório e dos olhos, logo, baixos valores dessa substância pode causar alergias, ressecamento da pele e mucosas, epistaxe (sangramentos pelo nariz), crises de bronquite, asma, entre outras complicações.
Em contrapartida, quantidades muito elevadas de vapor d’água no ar podem causar mal estar em seres humanos. Isso ocorre porque, o organismo, para regular a sua temperatura, realiza a transpiração, que é um processo de perda de água para a atmosfera. Em dias de altos valores de vapor d’água na atmosfera, o suor produzido pela transpiração não evapora (pois o ar já está saturado), não havendo perda de calor para o ambiente.
Industrialmente, o vapor d’água é muito utilizado como meio de geração de energia. Isso porque, além de ser uma substância abundante e de baixo custo, a água em forma de vapor apresenta um elevado valor de energia por unidade de massa. Estão entre as principais aplicações do vapor d’água: reatores químicos, ferros de passar roupa, trocadores de calor, saunas, secadores industriais, etc.
Atividades que fazem uso de vapor d’água devem ser desenvolvidas com muito cuidado devido à alta suscetibilidade a queimaduras. Isso se deve ao elevado calor latente de vaporização da água, ou seja, a quantidade de calor que uma unidade de massa dessa substância necessita para passar do estado líquido para o estado gasoso. Daí o fato de queimaduras com vapor d’água serem mais danosas do que com a água líquida quente.

9278 – Madrugada com chuva… de meteoros


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As madrugadas do domingo e segunda-feira, dias 17 e 18 de novembro, nos reservam a chuva periódica de meteoros conhecida como Leônidas (Leonids) que terá sua radiante na constelação de Leão. Seu auge está previsto para 3h30 da madrugada do dia 17. Esta chuva é conhecida pelo seu belo espetáculo, contudo, este ano, ela terá uma rival que poderá ofuscar o seu brilho: a Lua. Nosso satélite, que está na sua fase cheia, contará com 99,6% do seu brilho neste dia. Contudo, pelo histórico dos anos anteriores, a Leônidas poderá surpreender, já que a taxa de “estrelas cadentes” apresenta, às vezes, uma imprevisível variação. Para o pico da chuva estão previstos, aproximadamente, 15 meteoros por hora, mas algumas estimativas apontam que esta taxa poderá ser de mais de 100 a cada hora. Estes meteoros são muito rápidos, com velocidades em torno de 71 km/s, e estão associados ao cometa 55P/Tempel-Tuttle. Em seu histórico, há a incrível taxa de 1000 a 2000 meteoros por hora, como foi relatado em alguns lugares da Terra, em 1998. Como escrito anteriormente, a imprevisibilidade e variação são grandes, pois, entre 2003 e 2005, a taxa horária ficou entre 20 a 40 meteoros. Contudo, só prestando bastante atenção no céu, em um lugar longe das luzes da cidade, para saber o que esta chuva nos reserva. Para encontrar a constelação do Leão, tente localizar a brilhante estrela Regulus, de cor azulada. Na alta madrugada, essa constelação pode ser observada surgindo no horizonte leste. Ela também estará próxima ao planeta Marte.