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8254 – ‘Marca-passo cerebral’ é testado contra sintomas de alzheimer


Médicos brasileiros estão começando a usar uma técnica ainda experimental para o tratamento de alzheimer.
Ao menos dois pacientes, uma no Rio e outro em São Paulo, receberam um aparelho conhecido como “marca-passo cerebral”, já usado há cerca de 20 anos em pacientes com mal de Parkinson.
Neles, a estimulação cerebral profunda ajuda a melhorar os movimentos comprometidos pela doença. Nos doentes com alzheimer, o objetivo também não é curar nem reverter a degeneração do cérebro, mas retardar a progressão da doença.
A nova técnica começou a ser empregada há cerca de três anos por um grupo de médicos de Toronto, no Canadá, liderado pelo pesquisador Andres Lozano.
De acordo com Manoel Jacobsen Teixeira, professor de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da USP e que também participou das cirurgias, o que se espera é uma melhora global da memória.

Daniel Ciampi, da divisão de neurocirurgia funcional do Hospital das Clínicas, explica que a evolução dos pacientes operados será avaliada com a ajuda de testes neuropsicológicos, além da percepção dos próprios cuidadores dos doentes. Ciampi, que acompanha um paciente operado em São Paulo, diz que é preciso ser realista sobre os resultados. “Até agora, não houve mudança nem piora.”
Os estudos científicos sobre a técnica ainda são iniciais. Em 2012, o grupo canadense pioneiro na cirurgia publicou resultados de cinco pacientes após um ano de estimulação. Foi observado incremento no metabolismo cerebral e melhora clínica.
Paulo Caramelli, professor de neurologia da Faculdade de Medicina da UFMG, diz que os resultados iniciais do “marca-passo” são promissores, mas a estimulação não interfere no mecanismo básico da doença, que é a acumulação de proteínas beta-amiloide no cérebro.
“Os medicamentos estão aquém do que gostaríamos, mas ao menos já foram testados em milhares de pessoas e têm um efeito considerável em parte dos pacientes.”

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8252 – (In) Segurança – Qual a cidade mais violenta do Brasil?


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Duas cidades disputam esse título infeliz.
A pequena Juruena, no Mato Grosso, e Serra, um dos maiores municípios do Espírito Santo. Na estatística pura e simples, Juruena seria a mais violenta: ela tem um índice de 139,7 pessoas assassinadas por ano para cada 100 mil habitantes. O problema dessa estatística é que o número-base de 100 mil habitantes (usado em pesquisas mundiais) pode gerar distorções em municípios como Juruena, que tem apenas 6 mil moradores. “Essa taxa de mortes por 100 mil habitantes não funciona muito bem em cidades pequenas. Um município com 10 mil pessoas pode ter tido uma chacina de 10 indivíduos em um ano e não ter nenhum assassinato no outro”, diz o economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão que produziu o estudo com esses dados sobre a violência no país. É por isso que os especialistas preferem considerar nesse ranking as cidades com mais de 300 mil habitantes. E, dentro desse grupo de municípios de médio a grande porte, Serra, na região metropolitana de Vitória (ES), é o campeão de violência, com 97,62 assassinatos por ano para cada 100 mil habitantes. As maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, têm muitas mortes em números absolutos, mas proporcionalmente não são tão violentas assim – as duas não ficam nem entre as 20 cidades mais perigosas do país entre aquelas com mais de 300 mil habitantes.

Mais Violentas

1º Serra (ES) – 97,62*

2º Olinda (PE) – 95,29

3º Cariacica (ES) – 91,99

4º Jaboatão dos Guararapes (PE)- 88,35

5º Diadema (SP)- 73,15

6º Duque de Caxias (RJ)- 69,62

7º Vila Velha (ES) – 69,31

8º Nova Iguaçu (RJ) – 68,54

9º São João de Meriti (RJ) – 67,65

10º Recife (PE)- 66,38

Menos Violentas

1º Maringá (PR)- 7,94

2º Joinville (SC) – 8,03

3º Juiz de Fora (MG) – 8,16

4º Pelotas (RS)- 8,72

5º Franca (SP) – 8,83

* Nº de assassinatos por ano para cada 100 mil habitantes

8251- Medicina – O que causa o estrabismo?


Um adulto, que nunca foi estrábico, pode desenvolver a enfermidade por doenças metabólicas (diabetes e distúrbios da tireoide), hipertensão arterial, AVC, alta miopia, traumatismo cranioencefálico etc. A boa notícia é que muitos dos casos podem ser revertidos com tratamento. Já o estrabismo que afeta crianças ainda é um mistério para a medicina. Acredita-se que a deficiência seja causada por um desarranjo no desenvolvimento dos sistemas ocular e cerebral, além de fatores hereditários, tumores, paralisia cerebral e outros distúrbios neurológicos.

Tipos:
Vertical
Quando um olho fica mais baixo do que o outro

Convergente
Os olhos se alinham bem próximos ao nariz

Divergente
Quando os olhos se voltam para os cantos de fora

O estrabismo ocorre quando os mecanismos corticais cerebrais são afetados por doenças ou traumas. Eles controlam os movimentos dos olhos para mantê-los paralelos – o que é fundamental para que as imagens captadas sejam iguais e sincronizadas.

Se há uma alteração, os olhos se desviam e se deslocam para direções diferentes. Sem o paralelismo, a pessoa não consegue enxergar a mesma imagem com os dois olhos, tendo uma visão dupla. Todos os objetos parecem chapados e sem profundidade.

Antes de iniciar o tratamento, é preciso tratar a doença que causou o estrabismo para que o problema não se repita. cirurgia e óculos são as opções mais utilizadas em adultos. Em crianças, a prioridade é corrigir a visão dos dois olhos antes de melhorar a estética.

Concomitante
O ângulo de desvio dos olhos é permanente e constante em todas as direções do olhar.

Intermitente
Quando o desvio dos olhos aparece de vez em quando.

Latente
Só aparece com algum tipo de estímulo e é diagnosticado apenas com exames oculares.
Mesmo que o paciente se submeta a tratamento e o estrabismo não seja mais aparente, ele sempre terá um pequeno desvio ocular.

8250 – Como funcionam as colas?


Elas provocam um contato íntimo entre as moléculas de que é composta e aquelas das superfície a serem coladas, fazendo com que elas fiquem presas por uma força de atração. Normalmente, as superfícies a serem juntadas não são totalmente lisas, ou seja, apresentam pequenas saliências e reentrâncias.
É justamente nesses poros que a substância penetra e permite a adesão entre as moléculas grandes formadas pelo agrupamento de outras menores.
O funcionamento das colas é baseado na evaporação da água que elas levam em sua composição. Ao virar vapor, o líquido que era aquoso acaba formando uma camada sólida adesiva. A cola escolar líquida, por exemplo, é formada pela junção da água com polivinil acetato (PVA), um polímero sintético e ótimo adesivo para papel e madeira.
Já a cola em bastão funciona de maneira semelhante, mas com outro polímero, o polivinilpirrolidona (PVP). As colas diferentonas são a de silicone, que tem o poliuretano como aderente, e as supercolas, como o Super Bonder. Ele é composto de cianoacrilato de etila, que precisa da umidade do ar para ficar grudento. É por isso que ele não cola na tampa: na embalagem, ele está fechado a vácuo e sem umidade alguma.

Enquanto a cola escolar está na embalagem, ela permanece misturada com a água da fórmula. A presença das moléculas de água funciona como um solvente que impede que o acetato de polivinila comece o trabalho antes da hora, grudando tudo. Enquanto não há contato com o exterior, não há evaporação – é como se a cola estivesse “hibernando”.

Para rolar o grude, são necessárias duas condições: a superfície deve estar limpa (ou seja, sem gordura ou poeira, por exemplo) e a temperatura local deve ser superior a 5 ºC. Isso feito, a cola sai do frasco e começam a evaporação da água e a formação de um filme polimérico, que será o responsável pela camada adesiva que mantém juntas as duas superfícies

Quanto mais porosa for a superfície dos objetos a ser colados, melhor será a adesão entre eles, facilitando a penetração do líquido grudento nessas frestas. Madeira e papel são materiais perfeitos, pois são cheios de buraquinhos, enquanto superfícies de vidro e plásticos, materiais muito lisos, não grudam com facilidade

Entrando nos poros dos objetos, a cola gruda e, após secar, não sai mais. O problema é que, às vezes, as superfícies podem se desgrudar. Isso acontece por causa da degradação do polímero, que pode ser causada pelo próprio passar do tempo, por mudanças de temperatura ou pela ação da umidade, que amolece a substância colante

Faça sua própria cola!

Receita caseira leva água e farinha

A cola caseira pode ser feita por qualquer um: é só misturar uma xícara e meia de água, uma colher e duas colheres de sopa de farinha, rica em amido – um polímero natural. Para dar certo, ferva a água, misture a farinha e mexa por 10 minutos. Depois de desligar o fogo, coloque uma colher de vinagre. Essa cola quebra um galho e cola papéis direitinho.

8248 – Exoesqueleto para paraplégicos começa a ser testado em humanos em junho


O ambicioso projeto do grupo de cientistas comandado pelo paulistano Miguel Nicolelis, 52, que pretende fazer um paraplégico dar o pontapé inicial da Copa de 2014, no Brasil, usando um esqueleto biônico controlado pelos pensamentos, deve entrar na fase de testes com humanos no mês que vem.
A revelação foi feita por Nicolelis durante palestra ontem na Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a agência pública brasileira que financia o projeto, chamado Andar de Novo e orçado em R$ 33 milhões.
Segundo ele, até o momento, já houve uma simulação com macacos usando um protótipo. “Conseguimos realizar padrões de marcha usando simuladores e, daqui a alguns meses, a gente espera que esse macaco ande com o exoesqueleto tanto lá na Duke quanto no nosso laboratório aqui em Natal.”
Para os testes com humanos, os voluntários serão selecionados pela AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) , em São Paulo, segundo Neiva Paraschiva, diretora-executiva da associação que gerencia o IINN. Ela afirmou também que os primeiros testes “não serão invasivos”, ou seja, não haverá a conexão de eletrodos ao cérebro do paciente para que eles possam emitir os comandos que controlarão o exoesqueleto. O equipamento deve incluir ainda um revestimento que dará um feedback tátil ao cérebro do usuário, permitindo que ele “sinta” o chão onde pisa.
Segundo a AACD, serão selecionados para o teste dez pacientes com lesão medular incompleta, isto é, ainda com algum grau de movimento.
O superintendente-geral da instituição, João Octaviano Machado Neto, diz que a aprovação do estudo pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) deve sair ainda neste mês.
A parceria da AACD com os cientistas, financiada pela Finep, ampliará o laboratório da entidade, criando “o mais avançado laboratório de reabilitação neurorrobótica do planeta”, segundo Nicolelis.
O cientista disse também que o primeiro simulador de locomoção completo do mundo será testado na AACD “nas próximas semanas”.
Ainda que o exoesqueleto não seja uma solução para todos os paraplégicos, diz ele, é uma vertente importante de pesquisa. “Temos toda sorte de paciente, o importante é melhorar a qualidade de vida deles.”

8247 – Onde as corujas ficam durante o dia?


Não confunda, você está no ☻ Mega Arquivo

A maioria das corujas se abriga em cavernas ou galhos de árvores durante o dia. Algumas espécies, como a buraqueira, escondem-se em buracos e tocas cavadas no chão. Outras ainda utilizam como “dormitório” torres de igrejas, telhados e forros de casas velhas. Na mata, para escapar dos inimigos e não ser atacada enquanto está dormindo, a coruja utiliza sua plumagem – que vai do branco-amarelado ao preto – para se confundir com a folhagem e os galhos das árvores. “Embora seja uma ave de hábitos crepusculares e noturnos, as corujas também são ativas e enxergam bem durante o dia. Mas, como usam esse período para repousar, ficam mais suscetíveis aos predadores, como cobras e outros pássaros”.

8245 – Saúde – Mitos e Verdades sobre o ômega 3


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Os benefícios de suplementar a nutrição diária com ômega 3 têm sido exaltados todo mundo já sabe, pois têm sido insistentemente divulgados pela imprensa e alardeados pelos médicos. A ingestão de doses elevadas deste ácido graxo é indicada para reduzir depressão, melhorar a parte cardiovascular e prevenir coronariopatias. Além disso sugere-se que ele induz a longevidade e que, se usado por grávidas ele teria efeito benéfico no futuro quociente de inteligência da criança em gestação.
Diante de tantas promessas, a indústria da alimentação resolveu colocar ômega-3 em vários produtos nutricionais, como em bebidas, sucos, margarina, enfim, em vários produtos comumente consumidos pela população. Mas isto seria correto? Existe algo de verdade nutricional em “enriquecer” alimentos com ômega 3?
As dúvidas procedem, pois nem todos os ômega 3” são iguais. O “bom” ômega 3 é o de cadeia longa (ácidos graxos de cadeia longa) que provem de peixes de águas profundas (salmão, atum, bacalhau, albacora, cação). Os ômega 3 menos adequados, com poucos benefícios para a saúde, são os ácidos graxos de cadeia curta – aqueles de conformação quimicamente menores encontrados em óleos extraídos de soja, de gira-sol, de milho. Este minúsculo ômega 3 também está presente em alguns vegetais “verdes” como o brócoli, rúcula, couve, espinafre.
Como este ômega 3 diminutivo é muito mais barato que aquele proveniente dos peixes de águas profundas, os fabricantes o usam como chamariz, mas não esclarecem que ácido graxo é o pequeno, o de cadeia curta, de dúbias qualidades nutricionais.
Outro ponto importante é aquele levantado pelos estudiosos dos ácidos graxos. Os produtos alimentícios que contém ômega 3 de cadeia curta (óleos de soja, milho gira-sol, azeite de oliva), também contêm apreciável quantidade do ácido graxo chamado de ômega 6.
O ômega 6 também é encontrado em óleos comestíveis e amplamente usados na alimentação usual, em contraposição ao uso de manteiga, gordura animal e gordura de coco, consideradas como pouco saudáveis. O problema é que os óleos que usamos todos os dias possuem em sua composição tanto o ômega 3, como ômega 6, em proporção variável. Os dois ácidos graxos competem entre si, no metabolismo interno do nosso corpo, pelos mesmos locais que supostamente exerceriam efeitos benéficos. Em outras palavras, o ômega 6 é competidor do ômega 3 e anularia os efeitos benéficos deste ácido graxo no nosso organismo.
No mercado de suplementos nutricionais e na internet existe enorme oferta de cápsulas de ômega 3 sem especificar a é da cadeia longa ou curta. O pobre consumidor não saberá jamais se está ingerindo gato por lebre, pois os rótulos são enganadores. Para contornar esta situação a indústria farmacêutica lançou cápsulas de 500mg de puro ômega 3 de cadeia longa, sem presença de ômega 6 (potencial competidor).
Este produto que, em farmácias americanas, somente é vendido sob receita médica é, sem dúvida, o melhor que se pode utilizar, pois tem o selo de garantia da indústria que o manufatura. Muito recentemente a revista Nature publicou artigo científico indicando porque o ômega 3 de cadeia longa é tão benéfico à saúde. O nosso organismo ao receber o ômega 3, através de absorção intestinal, converte este ácido graxo em um produto químico chamado RESOLVIN D2.
Este produto reduz a inflamação associada com os processos arterioscleróticos, a inflamação das artrites e inflamações articulares, melhorando a expectativa de vida (e com melhor qualidade). Não há, nesta transformação alterações do sistema imunitário. Este trabalho veio confirmar que realmente o ômega 3 (o bom, o de cadeia longa) é muito benéfico à saúde e recomendado como suplemento nutricional diário.
A introdução desse ácido graxo em nossa dieta vem despertando muita curiosidade entre os pesquisadores, pois muitos benefícios podem ser direcionados ao seu uso contínuo.
Estudos foram feitos com atletas de auto rendimento e foi constatado que a utilização do suplemento Ômega 3 de cadeia longa traz benefícios anti-inflamatórios. Ao ser submetido a esforços intensos, o organismo dos atletas produz naturalmente uma série de substâncias e compostos químicos relacionados às lesões, como prostaglandinas, tromboxanos e algumas enzimas, as quais são mediadoras de processos inflamatórios, de estrutura semelhante aos ácidos graxos poli insaturados ômega 3.
A diferença é que os ômegas 3 não estimulam processos inflamatórios, pois competem com os mesmos receptores, mas sem produzir um quadro inflamatório que cause a lesão.
Além de agir com extrema eficácia nos processos inflamatórios, o Ômega 3 é um excelente combatente do triglicérides e do colesterol, desobstruindo as placas de ateroma, as quais se formam nas artérias coronarianas.
Não existe um consenso que determine qual a dosagem certa que se deve administrar de Ômega 3 por indivíduo/dia, portanto, é necessário que um Nutricionista avalie os hábitos e condutas alimentares de cada paciente para poder prescrever de maneira correta a dosagem necessária.

8244 – Mega Byte – Google e Nasa compram computador quântico


d-Wave, o 1° computador quântico
d-Wave, o 1° computador quântico

O Google anunciou que irá abrir um Laboratório Quântico de Inteligência Artificial em parceria com a Nasa e com a Universities Space Research Association (USRA – Associação de Universidades com Pesquisas Espaciais dos Estados Unidos). Para tanto, as organizações adquiriram um computador da D-Wave Systems — a primeira empresa do mundo a comercializar computadores quânticos — que será instalado no centro Ames da Nasa, na Califórnia. Em teoria, esses computadores permitirão avanços em inteligência artificial e na resolução de uma série de problemas da ciência da computação com os quais as máquinas atuais não conseguem lidar. O laboratório deve ser aberto aos pesquisadores no segundo semestre.

Os computadores quânticos não se baseiam nos fundamentos da física clássica, mas sim nos da física quântica, que descreve o comportamento das partículas menores do que os átomos. Enquanto na mecânica clássica uma partícula só pode assumir um estado de cada vez, na quântica ela pode assumir dois ao mesmo tempo — é o que os físicos chamam de sobreposição. A menor informação que um computador normal pode entender é um bit: um dígito binário, que pode ser 0 ou 1. Já no computador quântico, os pesquisadores podem usar os qubits, que podem valer 0 ou 1, como o bit, mas também 0 e 1 ao mesmo tempo. Esta característica permite aos computadores quânticos realizar milhões de cálculos simultaneamente. A máquina comprada para equipar o laboratório se chama D-Wave Two, possui 512 qubits e faz parte da segunda geração de computadores produzidos pela empresa. Segundo uma reportagem da BBC, o equipamento custou 15 milhões de dólares.

Inteligência artificial
Segundo o Google, a máquina deve ajudar na resolução de um dos mais desafiantes problemas da ciência da computação: o aprendizado das máquinas. Ao fazer os computadores selecionarem e analisarem dados com base em experiências anteriores, os pesquisadores esperam poder aprimorar a inteligência artificial para o reconhecimento da fala, tradução e busca por imagens.
Além disso, os cientistas esperam poder usar o computador para um grande número de aplicações, que vai da busca por planetas fora do Sistema Solar ao planejamento e agendamento de atividades. Como a USRA está envolvida nos projetos, um grande número de pesquisadores de universidades americanas poderá usar a máquina em suas pesquisas.
Esse é apenas o segundo computador quântico vendido pela D-Wave. O primeiro foi comercializado para a empresa aeroespacial Lockheed Martin, em 2011. Segundo uma reportagem veiculada na página da revista Nature na internet, a maioria das pesquisas com esse primeiro computador serviram para entender como ele funcionava e como poderia ser usado, em vez de resolver algum problema inédito.

8243 – Física – Máquina quântica é o avanço científico do ano


A revista Science, um dos mais respeitados periódicos científicos do mundo, elegeu o maior avanço científico de 2010: a máquina quântica. Deixando para trás pesquisas importantes como a “célula sintética” do biólogo americano Craig Venter, o sequenciamento do genoma do homem de Neandertal e a reprogramação de RNAs, o dispositivo foi escolhido por trazer pela primeira vez as características da mecânica quântica — a parte da física que estuda o comportamento dos átomos e suas partículas — para o mundo dos objetos visíveis a olho nu.

Sérios Candidatos ao Nobel
Os físicos Andrew Cleland, John Martinis e Aaron O’Connell, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (EUA), criaram uma pequena placa, visível a olho nu, capaz de se expandir e contrair ao mesmo tempo, imitando um estado da física chamado sobreposição quântica. Nele, uma partícula é capaz de ocupar dois ou mais lugares no espaço ou registrar duas ou mais quantidades de energia ao mesmo tempo. Até agora, o efeito só havia sido percebido no universo microscópico.
A pesquisa põe fim a uma corrida científica de 75 anos pela manifestação das propriedades quânticas em objetos visíveis. Em 1935, o físico austríaco Erwin Schrödinger propôs que seria impossível verificá-las no mundo macroscópico. Desde então, vários experimentos tentaram provar o contrário, mas o sucesso só veio em 2010. “Agora sabemos que as características quânticas podem ser percebidas em objetos grandes, não apenas nos elétrons, por exemplo”.
O passo dado pelos cientistas americanos pode significar que o homem consiga manipular as leis da física de tal maneira a permitir feitos dignos de ficção científica. “Talvez alguém muito inteligente encontre um dia uma forma de fazer o teletransporte”, disse Cleland. Demos o primeiro passo.

8242 – Novos estudos ligam apneia do sono à asma e ao Alzheimer


Três estudos que serão apresentados durante a Conferência Internacional da Sociedade Americana Torácica, que acontece na Filadélfia, Estados Unidos, lançam luz sobre causas e complicações da apneia do sono. As novas pesquisas, feitas em instituições americanas, revelam, por exemplo, que a asma pode ser considerada como um fator de risco para o surgimento do problema. Além disso, um dos trabalhos descobriu que testes que avaliam a capacidade cardíaca podem ajudar os médicos a identificar quais pacientes com apneia do sono correm maior risco de vida (é conhecida a relação entre apneia e doenças do coração). Um terceiro estudo identificou uma possível ligação entre o distúrbio do sono e a doença de Alzheimer.
A apneia é a forma mais comum dos distúrbios respiratórios do sono, e acontece quando a respiração é bloqueada, deixando a pessoa sem ar e provocando ronco e a interrupção do sono. O problema é associado à obesidade, diabetes, pressão alta, ataques cardíacos e derrames. Pesquisas anteriores já associaram esse tipo de desordem também a doenças cardiovasculares, depressão e câncer. A apneia obstrutiva do sono é a forma mais comum do distúrbio, e ocorre quando há uma obstrução na garganta ou nas vias respiratórias superiores.
Os autores do estudo analisaram os prontuários de 1.533 pacientes com apneia do sono que foram submetidos a um teste ergométrico (ou de esforço). Esse teste mede a capacidade cardiorrespiratória de uma pessoa, avaliando a quantidade de stress que seu coração consegue suportar sem que desenvolva uma arritmia cardíaca ou uma cardiopatia isquêmica (quando o fluxo sanguíneo que chega ao músculo cardíaco é insuficiente). No exame, o paciente geralmente é orientado a se exercitar em uma bicicleta ergométrica ou em uma esteira, e seu coração é monitorado por eletrocardiograma. Depois, os pesquisadores compararam o risco de vida entre os pacientes com e sem capacidade funcional cardíaca prejudicada. Sabe-se que a apneia do sono é um fator de risco para doenças cardíacas.

Conclusão: Pacientes com apneia do sono que apresentavam a capacidade funcional cardíaca prejudicada apresentaram um risco cinco vezes maior de morrer do que pessoas com apneia do sono, mas com uma capacidade cardíaca normal. Para os autores do estudo, essas informações são importantes por mostrarem que o teste ergométrico pode ser fundamental para ajudar os médicos a identificar, entre pacientes com apneia do sono, quais são aqueles que correm maior risco de vida.

8241 – O Astrolábio


Não foi apenas o fascínio visual que mobilizou civilizações inteiras a construir enormes estruturas para acompanhar o movimento dos astros. A edificação do Caracol dos Maias foi por necessidade. O povo que soubesse associar o surgimento de uma estrela no horizonte com a chegada das cheias de um rio, levava nítida vantagem em relação aos inimigos.
O astrolábio é órfão. Teria sido Apolônio Operga (240 aC.) ou ainda o próprio Ptolomeu (127 dC.), o pai do invento, mas há fortes indícios de que os gregos herdaram a ideia dos egípcios e os árabes o trouxeram para a Europa pela Espanha na invasão da península Ibérica.

Astrolabioexplicado

Trata-se de um instrumento antigo que serve para medir a altura dos astros acima do horizonte. É o resultado prático de várias teorias matemáticas desenvolvida pelos gregos – em especial Hiparco (180-120 A.C.), um dos grandes matemáticos da Antiguidade – e difundido por Ptolomeu (85-165), em seu famoso trabalho Almagesto. Foi posteriormente desenvolvido pela escola islâmica, no século IX, para enfim ser adaptado pelos portugueses para a navegação, com a criação do astrolábio náutico.
A grande contribuição de Hiparco para a posterior construção do astrolábio foi ter formalizado a projeção estereográfica como método para resolver problemas astronômicos complexos sem usar trigonometria esférica. Quando e onde este trabalho de Hiparco foi realmente aplicado na construção de um astrolábio é algo que ainda não se sabe. Theon de Alexandria (335-405) escreveu um tratado do astrolábio, por volta do ano de 390. Na mesma época, Sinésius de Cirene (378-430) descreve um instrumento vagamente semelhante a um astrolábio. Entretanto, apenas no século VI, com Philoponos de Alexandria, é que se consegue ter uma descrição em documento da construção e utilização de um astrolábio.
O astrolábio foi desenvolvido para resolver diversos problemas geométricos, como calcular a altura de uma construção ou a profundidade de um poço – não apenas para problemas astronômicos. Era composto por um disco graduado, onde estavam colocadas várias lâminas circulares. Essas lâminas eram graduadas à superfície das suas margens, o que permitia determinar, por exemplo, a altura dos astros.
O astrolábio se mudou com os islâmicos do norte da África para a Espanha, onde então foi introduzido na cultura européia, sendo amplamente utilizado pelo continente nos séculos XV e XVI, onde foi adaptado para a navegação, com o desenvolvimento do astrolábio náutico de metal, pelo astrônomo Abraão Zacuto, em Lisboa.
Astrolábio Náutico
O astrolábio náutico foi a simplificação do plano e permitia apenas medir a altura dos astros. Inicialmente tinha a configuração da face posterior dos planos, no entanto e com a experiência dos navegadores ganhou uma nova forma. Deixou de ser fabricado em chapa de metal ou madeira e passou a fundir-se em liga de cobre, de modo a que o seu peso o sujeitasse menos ao balanço do navio.

O uso do astrolábio teve seu declínio na segunda metade do século XVII. A invenção do relógio de pêndulos e outros instrumentos científicos mais acurados, como os telescópios, passaram a ser disponíveis. A produção do astrolábio continuou até o século XIX, particularmente no mundo árabe. Nos dias de hoje, os astrolábios são construídos apenas por curiosidade ou diversão, embora seu valor educacional continua sendo muito apreciado.

8239 – Famacologia – A Sibutramina


sibutramina

É um fármaco utilizado no tratamento da obesidade, com mecanismo de ação diferente da d-fenfluramina e d-anfetamina (Heal et al., 1998). Seu medicamento de referência é o Reductil®.
No Brasil, pode ser encontrada nas dosagens 10 mg (equivalente a 8,37 mg de sibutramina) e 15 mg (equivalente a 12,55 mg de sibutramina), sendo vendida mediante prescrição médica e retenção de receita. Em março de 2010 a Anvisa mudou a classificação da sibutramina da lista C1 (receita branca não numerada) para a lista B2 (psicotrópico anorexígeno), o medicamento agora terá tarja preta e será vendido sob receituário azul numerado. Em julho de 2010 a Diretoria Colegiada da Anvisa aumentou para 60 dias o prazo de validade da prescrição do medicamento, antes era de 30 dias, além de reduzir a quantidade de dosagem máxima diária para 15 mg. Em outubro de 2011 a Anvisa publicou no Diário Oficial novas regras para o emagrecedor: as prescrições deverão ser também acompanhadas de um termo de responsabilidade entre o médico e o paciente em três vias, sendo uma para ser arquivada no prontuário do paciente, outra na farmácia que dispensar e outra com o paciente.

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A sibutramina pode ser encontrada sob duas formas, sal anidro e cloridrato monoidratado de sibutramina, sendo que a sibutramina anidra A não possui estudos clínicos de eficácia e segurança e tem origem desconhecida; portanto, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe a sua importação no Brasil. Seu mecanismo de ação justifica a inclusão da sibutramina na categoria dos medicamentos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e norepinefrina. Desta forma, a sibutramina se diferencia claramente das outras categorias de agentes capazes de reduzir peso.
Foi desenvolvido inicialmente como antidepressivo no final de 1980. Nos ensaios clínicos foi verificado que o medicamento reduzia o apetite. Então, sob o nome Meridia®, foi comercializado nos EUA e Alemanha. Em 1999, ganhou o nome de Reductil®.
Em 2010, a EMEA (European Medicines Agency), recomendou a suspensão da venda de sibutramina, devido ao aumento do risco de acidentes cárdio vasculares. No Brasil, o medicamento continua a ser vendido, apesar de algumas orientações da Anvisa sobre 37 notificações ocorridas em 2009 e a possibilidade de ocorrência de aumento de pressão arterial e arritmias cardíacas, que já constam como adversas na bula do medicamento, além de diabetes mellitus tipo 2 + sobrepeso/obesidade + outro fator de risco para problemas cardiovasculares.
Apresenta uma dupla maneira de reduzir o peso: a sibutramina reduz a vontade de comer promovendo o aumento da saciedade; previne a redução do gasto energético que acompanha a perda de peso. Para produzir resultados positivos a administração do medicamento deve ser acompanhada de dieta e atividade física.
A droga e seus metabólicos se ligam fracamente aos receptores de serotonina (5-HT(1), 5-HT(1A), 5-HT(1B), 5-HT(2A) e 5-HT(2C)), dopamina (D(1) e D(2)), norepinefrina (beta, beta(1), beta(3), alfa(1) e alfa(2)), benzodiazepina e glutamato (N-metil-D-aspartato (NMDA)). Não possui qualquer atividade anticolinérgica ou anti-histaminérgica e não estimula a liberação de serotonina, norepinefrina ou dopamina.
As doses usuais de sibutramina que estão sendo utilizadas são de 10 mg/dia ou 15 mg/dia. Alguns estudos indicam que pacientes que receberam 10 mg/dia sentiam fome durante a noite. Assim, o médico faz uma avaliação do tratamento para decidir a dose que o paciente deve receber (iniciando com uma dose de 10 mg) ou se irá descontinuá-lo, de acordo com a perda de peso durante o tratamento.
Sibutramina é indicado para redução do peso, no tratamento da obesidade, e deve ser usado em conjunto com dieta e exercícios, como parte de um programa de controle de peso, desde que a orientação alimentar e a atividade física não sejam suficientes para atingir o objetivo clínico.
É indicada em pacientes com IMC maior ou igual a 30 kg/m2, ou maior ou igual a 27 kg/m2 associado a algum fator de risco como hipertensão.

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Contra-indicações
Hipersensibilidade conhecida a esta substância ou a qualquer outro componente da fórmula;
Bebidas alcoólicas
Antecedentes de anorexia nervosa ou bulimia;
Conhecimento ou suspeita de gravidez;
Durante a lactação.
Pacientes que fazem uso de IMAO.
Pacientes hipertensos.
Obesidade ligada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares;
Diabetes mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e ligada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares

Perigo:

sibutramina perigo

Em estudos clínicos foram observados os seguintes efeitos adversos: aumento de pressão, taquicardia, palpitações, vasodilatação, constipação, xerostomia, dor de cabeça, insônia, parestesia, lombalgia, náusea, dispepsia, sudorese, alteração do paladar, dismenorreia, alterações visuais (moscas volantes). Houve um número significativamente maior de casos de infecção de ouvido, sinusite e resfriado comum entre pacientes usuários do medicamento em relação a usuários de placebo.

Há relatos que a sibutramina ao ser utilizada com a finasterida (droga para tratamento de calvície e câncer de próstata) desencadeou um surto psicótico num jovem de 30 anos, que estava tendo êxito no tratamento contra a obesidade.

8238 – Biologia – A Luz e o Sono


Há um período em que a temperatura do corpo está no limite mínimo ao longo da madrugada. O chamado relógio biológico do corpo adianta ou atrasa, se a pessoa for submetida à luz intensa depois ou antes de tal período, por volta da 3 horas da manhã.
A exposição à luz elétrica antes de dormir pode interferir na qualidade do sono, na pressão arterial e no risco de diabetes.
É o que sugere um novo estudo conduzido por pesquisadores do Hospital Brigham and Women’s e da Escola de Medicina de Harvard, EUA. A pesquisa será publicada no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”, periódico da Sociedade de Endocrinologia dos EUA.
Segundo o estudo, a luz do quarto pode afetar os níveis de melatonina e interferir em processos fisiológicos controlados por esse hormônio, como o sono e a regulação da temperatura, da pressão sanguínea e dos níveis de glicose.
A melatonina é produzida durante a noite pela glândula pineal, localizada no cérebro. Além de regular o ritmo circadiano (sono e vigília), já se mostrou que o hormônio pode baixar a pressão sanguínea e a temperatura do corpo, e ser usado como alternativa no tratamento de insônia, hipertensão e câncer.
O estudo buscou avaliar se a exposição à luz do quarto durante a noite poderia inibir a produção de melatonina.
Para isso, foram avaliados 116 voluntários, entre 18 e 30 anos, que ficaram expostos à luz do quarto ou a uma luz mais fraca durante as oito horas que precedem o sono, por cinco dias consecutivos.
Um cateter intravenoso foi aplicado no antebraço dos participantes para realizar a coleta periódica do plasma sanguíneo e fazer a medição dos níveis de melatonina.
Os resultados mostraram que a exposição à luz do quarto reduzia em mais de 50% os níveis de melatonina.

8237 – 25 Mega Questões Científicas


O acúmulo de dados nem sempre propicia um conhecimento mínimo sobre os fenômenos da Natureza, ou ideias básicas desenvolvidas nas universidades. Mesmo sabendo muita coisa, pode-se ignorar aquilo que é essencial. Recente pesquisa realizada nos EUA revelou que apesar de acumular ponderável carga de conhecimentos, a maioria dos universitários não tinham noção sequer razoável sobre a evolução da espécie humana. Apenas 37% sabiam que os antepassados dos seres humanos não viveram na mesma época dos dinossauros, surgindo 60 milhões de anos depois.
E até 75% ignoravam que os antibióticos são inúteis contra vírus, atacando apenas as bactérias.

O gás mais abundante da atmosfera é…
R: Embora essencial à vida, o oxigênio representa 21% da atmosfera, contra 79% do nitrogênio.

O que desencadeia o surgimento de terremotos?
R: O movimento das placas rochosas, que sustentam continentes e oceanos explica diversos fenômenos, como erupções vulcânicas, terremotos e o surgimento das montanhas.

Os raios laser empregam feixe de luz coerente, isto é, no qual todas as partículas luminosas, os fótons, estão emparelhadas?
R: Em geral, os fótons viajam desordenadamente.

O verão é mais quente que o inverno devido a inclinação da Terra, em dezembro o hemisfério sul fica mais exposto à radiação solar, vem daí o calor do verão e no hemisfério norte o frio do inverno. Em julho, quando a Terra está no outro lado de sua órbita, a situação se inverte.

A Engenharia Genética pode criar novos seres vivos porque genes idênticos, realizam funções idênticas, não importando em que organismo se encontrem, por isso podem ser transferidos um para o outro.

Uma pessoa anda rapidamente e segura uma bola de tênis na mão, certo instante para e deixa cair, ela cairá na mesma velocidade, a menos que seja obrigada a parar, chegando no solo. Esta ideia é um dos pilares da física e derrubou o conceito de que os corpos só conservam a velocidade sob a ação de uma força.

Os átomos diferem das moléculas porque: de modo geral, todos os elementos químicos apresentam-se na forma de moléculas; quando não estão combinados com outros elementos 2 átomos iguais combinam-se entre si.

O excesso de gás carbônico no ar é preocupante porque embora seja relativamente raro no ar, ele absorve e acumula grandes quantidades de calor, elevando a temperatura do planeta.

O computador é uma máquina cuja a principal característica é realizar grande número de operações em sequência. Isso é feito por um programa, ou série de instruções codificadas.

A teoria da evolução estabelece que os seres vivos podem sofrer mutações ao acaso e, assim melhorar sua capacidade de sobrevivência num determinado ambiente?
R: Esse é o mecanismo que leva ao aparecimento de novas espécies na Terra. Mas as mutações nunca se devem ao aprendizado, apenas as mutações nas células sexuais (óvulo e espermatozoide) podem ser passadas de pai para filho;

A célula é a menor parte de qualquer ser vivo; ao ser concebido, por ex. um indivíduo consiste em uma única célula. Tal descoberta fundou a biologia moderna.

As ondas de rádio, microondas e raios X, assim como a luz são formas semelhantes de energia elétrica e magnética. O vento solar e a corrente elétrica são formadas por partículas elétricas, não apenas energia.

A velocidade da luz de 297 mil km por segundo é a mais alta conhecida pelo homem. A existência de um limite de velocidade no Universo é um dos princípios fundamentais da física moderna. Se um dia for superado, esse fato acarretará consequências imensas para toda a Ciência.

Supercondutores são materiais que sob temperatura muito baixa podem conduzir eletricidade sem resistência, isto é, não se perde energia sob a forma de calor;

Na época que os mamíferos surgiram na Terra os insetos já existiam há centenas de milhões de anos (cerca de 500 milhões). E por sua vez os mamíferos surgiram há cerca de 65 milhões de anos;

As moléculas existentes em um copo d água podem ser contadas porque tem tamanhos bem definidos, cerca de 100 milhões de vezes menor que 1 cm. Quando se divide o volume que ocupam por esse tamanho, tem-se o número de moléculas presentes.

Os vírus diferem-se das bactérias porque parecem ser as únicas formas vivas destituídas de uma membrana, característica essencial de todas as células.

Energia e matéria são equivalentes. Energia significa movimento, mas por estranho que pareça, ela tem massa e peso, como a matéria. A célebre fórmula de Einstein E= mc², expressa a equivalência dos 2 conceitos.

Os filhos crescem de acordo com as instruções que os pais lhes passam através dos genes.

Ozônio – No alto da atmosfera ele absorve e reduz a intensidade dos raios ultravioletas.

Espaço – Apenas as estrelas da Via Láctea estão próximas o suficiente para serem vistas. Assim como, apenas uma parte, pois uma galáxia contém bilhões de estrelas;

Os hormônios se caracterizam por estimular ou reprimir a produção de outras substâncias pelos vários órgãos.

Todas as proteínas são montadas a partir de apenas 20 moléculas básicas os aminoácidos. Combinando-os de várias maneiras, os genes montam milhares de proteínas diferentes.

8235 – Patologia – O que é Fomite?


É qualquer objeto inanimado ou substância capaz de absorver, reter e transportar organismos contagiantes ou infecciosos (de germes a parasitas), de um indivíduo a outro.
Há vários exemplos de fômites na Medicina. Sapatos contaminados podem espalhar doenças nos pés e na boca. Outros exemplos incluem ferramentas ou utensílios como mangueirinhas de chuveiro introduzidas na vagina de diversas mulheres que utilizam o mesmo banheiro e a mesma mangueira para fazerem lavagem vaginal pós coito; laringoscópios que não são apropriadamente desinfectados entre as utilizações em diversos pacientes. Toalhas sujas, talheres, maçanetas, corrimãos, ônibus e outros meios de transportes coletivos e mesmo superfícies tais como chão, paredes e mesas também podem servir de disseminadores de doenças porque são objetos que entram em contato com diversas pessoas e podem conter agentes patogênicos que são transmitidos de uns para outros devido ao uso comum desses objetos contaminados.
Pesquisadores descobriram que superfícies lisas (não-porosas), transmitem bactérias e vírus melhor que materiais porosos; assim, é mais provável que se pegue uma doença de uma maçaneta de porta do que de dinheiro em papel. A razão é que materiais porosos e, especialmente, fibrosos, absorvem e aprisionam o agente contagiante, tornando mais difícil contraí-lo apenas através do toque.

8233 – Nutrição & Gastronomia


Comer é um compromisso biológico; a gastronomia nada tem a ver com essa obrigação. Comer é um ato primitivo, reacional, tão óbvio quanto encher um tanque de um automóvel.
Poca gente sabe que um abacaxi não amadurece depois de colhido e que 24 horas de geladeira um pé de alface perde praticamente todos os nutrientes, ou ainda, um filé bem passado não ostenta 10% das proteínas e sais minerais da mesma carne antes do ponto. Há cerca de 5 ou 6 milhões de anos o Australopitecus, bisavô do homo sapiens, se alimentava com sabedoria. Por volta de 10 mil anos atrás, o homem, o homem adotou na alimentação o sedentarismo e a agricultura. Nos primeiros 8 mil anos de agricultura, a população do globo cresceu de 10 até 300 milhões de pessoas e a metade conseguiam vever do que plantavam.
Atualmente, a população explodiu para além de 6 bilhões, enquanto os caçadores e coletores diminuíram. Há meros 200 anos representavam 10% da humanidade, hoje se limitam a precários 0,008% ou menos de 300 mil pessoas escondidas em rincões inacessíveis.
Peixes parecem ser a luz no fim do túnel.

8232 – Vai uma baratinha ai? FAO recomenda insetos para combater a fome


A FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, lançou um programa que orienta as pessoas a comer insetos como forma de combater a fome e promover a segurança alimentar. O programa também tem como objetivo incentivar a criação em larga escala de insetos — alimento, segundo a FAO, rico em nutrientes, de baixo custo, ecológico e “delicioso”.
De acordo com a FAO, dois bilhões de pessoas em culturas da África, Ásia e América Latina — quase um terço da população mundial — já consomem insetos, mas o potencial de consumo é muito maior. “Essas pessoas comem insetos pois são deliciosos e nutritivos. Nossa mensagem é: coma insetos, eles são abundantes e uma rica fonte de proteínas e minerais”, disse Eva Ursula Müller, diretora do Departamento de Política Econômica Florestal da FAO durante a apresentação do projeto, em Roma.
Os trilhões de insetos, que se reproduzem sem parar na terra, no ar e na água, “apresentam maiores taxas de crescimento e um baixo impacto sobre o meio ambiente durante todo o seu ciclo de vida”, disseram os especialistas da FAO. De acordo com seus cálculos, cerca de 900 espécies de insetos são comestíveis.
Segundo a FAO, são necessários 2 quilos de ração para produzir 1 quilo de insetos — muito menos do que o exigido pelo gado, por exemplo, que requer 8 quilos de alimento para produzir apenas 1 quilo de carne. Além disso, a criação de insetos é simples, já pode ser feita a partir de resíduos orgânicos, tais como restos de alimentos, e também a partir de compostos e estrume. Outro benefício de comer insetos é que eles “são nutritivos, com um elevado teor de proteínas, gorduras e minerais” e “podem ser consumidos inteiros ou em pó e incorporados em outros alimentos”, informou a organização em comunicado.
Os insetos também são usados para garantir a nutrição dos animais, complementando muitas vezes outros recursos, como soja e farinha de peixe. De acordo com a FAO, “até 2050, mais de nove bilhões de pessoas vão precisar ser alimentadas, assim como os bilhões de animais criados a cada ano” para atender diversas necessidades, em um momento em que “a poluição do solo e da água devido à produção intensiva de animais de pastoreio levam a degradação das florestas”. Abaixo uma lista de insetos comestíveis:

Os besouros, ou os coleópteros, são os principais insetos comestíveis do mundo.
As borboletas fazem parte da ordem dos lepidópteros, que também inclui mariposas.
Mariposa
Como as borboletas, fazem parte da ordem dos lepidópteros.
Abelha
O inseto faz parte da ordem dos himenópteros, um dos maiores grupos dentre os insetos.
Vespa
O inseto faz parte da ordem dos himenópteros, um dos maiores grupos dentre os insetos.
Formiga
Gafanhoto
O gafanhoto é um ortóptero, assim como o grilo.
Cupim
são isópteros.
Percevejo
O inseto faz parte da ordem dos hemípteros.
Cigarra
são insetos homópteros.

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8230 – Bioquímica – O que as Vitaminas Podem Fazer por Você


vitamina

Os médicos estão reaprendendo quase tudo sobre as vitaminas. Algumas descobertas recentes mostram que essas substâncias podem retardar o aparecimento dos sinais da velhice, afastar alguns tipos de câncer e diminuir pela metade as chances de um ataque cardíaco. Mas atenção: as pesquisas mostram também que as dietas mais saudáveis e diversificadas, aquelas à base de legumes, carnes, peixes e frutas, fornecem apenas a quantidade e variedade de vitaminas necessárias à boa nutrição. É pouco. Para se beneficiar dos efeitos de cura, as pessoas precisam ingerir algumas vitaminas em dosagens tão elevadas que é preciso recorrer às cápsulas, à venda no mercado. A indústria farmacêutica está rindo à toa.
Os cientistas de alguns dos mais sérios centros de pesquisa do mundo garantem que não se trata de um golpe publicitário. “Os resultados são fortes demais para ser ignorados”, diz o americano Meir Stampfer, pesquisador da Escola de Medicina de Harvard, co-autor de um trabalho revolucionário sobre as vitaminas e a saúde do coração que saiu no mês passado no The New England Journal of Medicine, a mais respeitada publicação médica dos Estados Unidos. Stampfer e seus colegas chegaram à conclusão de que 100 unidades de vitamina E por dia, seis vezes mais que a dosagem convencionalmente recomendada pelos médicos, diminuem em mais de 40% o risco de ataques cardíacos em homens.
Para obter com alimentos 100 unidades de vitamina E, a pessoa precisa comer 1,5 quilo de alface, 3,5 quilos de gema de ovo ou 20 quilos de banana. A vitamina E é vendida em cápsulas de 100 a 1.000 unidades em farmácias brasileiras a preços que variam de 20 a 100 reais.
Se o que se busca é apenas a vitamina em questão, fica mais barato comprar a cápsula em vez de passar na feira. “A nova geração de pesquisas sobre vitaminas pode estar encontrando um jeito muito mais econômico de tratar e prevenir as doenças crônicas”, acredita o médico Charles Butteworth, da Universidade do Alabama. A conta de Butteworth se baseia em conclusões que muitas pesquisas estão revelando. Doses elevadas de vitaminas, além de proteger o coração, ajudam a combater a fadiga crônica e adiar a perda de cálcio dos ossos, que começa por volta dos 40 anos de idade.
Alguns tipos de câncer, como o de pulmão, ao qual os fumantes são mais suscetíveis, poderiam ser evitados em muitas pessoas com megadoses de vitaminas. Um estudo recente da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, mostrou que os fumantes que tomam vitamina B 12 e ácido fólico (1.000 microgramas por dia) têm menos chance de desenvolver câncer de pulmão que os fumantes que não ingerem suplementos. Esse novo poder atribuído às vitaminas está surpreendendo os médicos. A maior surpresa é que eles próprios estão se servindo das pílulas, convencidos de que elas podem ajudá-los a viver melhor e por mais tempo. O médico americano Jerome Cohen, professor de Medicina Interna da Universidade de Saint Louis, confessou à revista Newsweek que nunca acreditou que as vitaminas pudessem fazer alguma coisa “por um adulto já saudável”. Mudou de ideia. Hoje Cohen toma todos os dias uma cápsula com 400 unidades de vitamina E – a mesma quantidade de vitamina que seria fornecida por 25 xícaras cheias de amendoins.
Até bem pouco tempo atrás, havia muita resistência à idéia de que superdosagens de vitaminas pudessem ter um papel na prevenção de doenças cardíacas, de alguns tipos de câncer ou na atenuação dos sinais da velhice. Como regra geral, os médicos preferiam receitar a seus pacientes as pequenas dosagens recomendadas oficialmente pelas autoridades de saúde. As novas pesquisas abriram a possibilidade para os médicos de receitar doses maiores a si próprios e a seus pacientes. “Existem evidências concretas de que as vitaminas A, C e E desaceleram o envelhecimento. É por isso que eu as estou tomando”, diz Elisaldo Carlini, professor de Psicobiologia da Escola Paulista de Medicina. Uma das maiores autoridades brasileiras em drogas e medicamentos, Carlini é uma voz insuspeita. Ele dirige o Cebrid, um centro de pesquisas que há anos é uma trincheira de combate a laboratórios fraudulentos e à mania brasileira de automedicação. A trincheira de Carlini continua a mesma. A vitamina é que virou coisa séria.
O cardiologista carioca Carlos Scherr, um médico jovial de vida social intensa, é um entusiasta dos efeitos da vitamina C. Ele toma até 4 gramas dela todos os dias. A vitamina C parece ser uma boa aposta. As pesquisas mais recentes serviram para dinamitar um velho mito em torno dessa vitamina. Descobriu-se que, ao contrário do que se acreditava, ela pode pouco contra os resfriados. Em compensação, mostrou-se uma promissora arma de ataque contra alguns males mais insidiosos do mundo moderno. Toda a popularidade das vitaminas começou nos anos 60, quando o prestigiado cientista americano Linus Pauling, duas vezes ganhador do Prêmio Nobel, anunciou que curava suas gripes com doses de até 10 gramas diárias de vitamina C. Até hoje nenhuma pesquisa conseguiu mostrar que a vitamina C tem o poder de curar a gripe ou de preveni-la. O máximo que se comprovou nesse campo, numa pesquisa com 641 crianças americanas em 1974, é que os sintomas da gripe duram menos e são menos intensos em pessoas que tomam 500 miligramas diárias de vitamina C.
Pauling faleceu aos 92 anos de câncer de próstata. Quando vivo afirmou: “Ganhei vinte anos”, disse ele. O câncer de próstata se manifesta mais comumente por volta dos 70 anos de idade. Em Pauling a doença só apareceu depois dos 90.
Os cientistas conseguiram decifrar recentemente o que se passa no íntimo das células quando elas são banhadas com hiperdosagens de um coquetel de vitaminas C, E e betacaroteno. Esse grupo de vitaminas chamadas “antioxidantes” é uma das mais promissoras fronteiras de combate preventivo a doenças abertas pela medicina moderna.
O que os cientistas enxergaram no metabolismo celular regado por esse coquetel foi algo formidável. Essas vitaminas mostraram-se capazes de conter a ação dos chamados radicais livres, substâncias que, à semelhança de seus homônimos na política, destroem o tecido celular, deixando o organismo mais vulnerável a todo tipo de agressão. As vitaminas funcionariam como poderosos lança-chamas químicos, fortes o bastante para volatilizar os radicais livres, compostos tóxicos que vagam pela corrente sanguínea corroendo as membranas das células e perturbando o bom funcionamento dos órgãos internos. Os radicais livres, que as vitaminas combatem, estão na raiz de muitos males, desde a fadiga até doenças mais graves como o câncer e moléstias degenerativas como a catarata. Para muitos médicos as evidências atuais já bastam para que os adultos sadios aumentem seu consumo de vitaminas. Antes eles aconselhavam que, na dúvida, era preciso esperar mais para aderir aos coquetéis de vitaminas. Agora dizem que, mesmo que algumas dúvidas ainda persistam, o melhor a fazer é correr até a farmácia da esquina.
Só agora surgiram as primeiras evidências científicas incontestáveis de que o banho químico das vitaminas pode ser um bom investimento no corpo. No ano passado, o médico James Enstron, epidemiologista da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia, Los Angeles, divulgou um estudo que mostra o impacto do consumo de vitamina C na atenuação de alguns sinais de envelhecimento. Durante dez anos, Enstron monitorou 11.348 pessoas, com idade entre 25 e 74 anos. Descobriu diversos efeitos positivos em homens que tomaram uma boa quantidade de vitamina C – em média de 300 miligramas por dia, ou cinco vezes a dose mínima convencional. Em primeiro lugar, quem ingeriu vitamina C teve 42% menos ataques cardíacos do que o grupo que não tomou nenhum nutriente. Em segundo lugar, observou-se que os consumidores de altas doses de vitamina C tiveram menos distúrbios de visão ao longo do tempo. Com base em suas observações, Enstron fez uma projeção: as pessoas que tomam 300 miligramas de vitamina C por dia têm chances de viver, em média, seis anos mais do que aquelas que não ingerem suplementos vitamínicos.
A promoção das vitaminas da condição de alimento para a de remédio está permitindo aos médicos abordar certas doenças com mais sucesso do que podiam há alguns anos. Uma vitamina chamada ácido fólico, que até recentemente era receitada em pequenas doses para evitar o aparecimento de um tipo de anemia comum apenas entre populações miseráveis submetidas a uma fome etíope, agora é vista de outra forma. Médicos do Centro de Controle de Doenças de Atlanta descobriram que ele é capaz de reduzir à metade o risco de uma deformação congênita da espinha dorsal do embrião que ataca uma em cada 1.000 crianças. Para proteger-se, não basta que as mulheres grávidas comam alimentos ricos em ácido fólico. Segundo as pesquisas recentes, elas precisariam tomar pílulas com megadosagens de 400 a 800 microgramas diárias da substância durante as seis primeiras semanas de gravidez.
Outro exemplo de virada espetacular é a nicotinamida. Há décadas os médicos sabem que a ausência total dessa vitamina na dieta aprofunda as anemias. O que se descobriu agora é que altas doses de nicotinamida podem aliviar os efeitos de uma doença muito mais séria, a diabete juvenil. Uma pesquisa mostrou que os diabéticos juvenis que tomaram várias vezes a dosagem diária convencional de nicotinamida conseguiram preservar uma parte das células pancreáticas que normalmente são danificadas pela diabete. “Essa pesquisa é uma revolução no tratamento da diabete juvenil”, diz o endocrinologista paulista Geraldo Medeiros, um dos mais atualizados médicos brasileiros. “Doses grandes de nicotinamida administradas na idade certa podem preservar até metade das células que, de outra forma, seriam destruídas pela doença.”

Médicos da universidade americana de Tufts mostraram no ano passado que as pessoas com mais de 60 anos precisam tomar quase 3 miligramas de vitamina B 6 por dia, ou seja, 30% a mais do que os adultos jovens. O mesmo estudo demonstrou que a necessidade de vitamina D cresce com o passar dos anos. De 200 unidades diárias na idade adulta a pessoa deve aumentar o consumo para 400 unidades depois dos 60 anos, para evitar danos aos rins e adiar os efeitos da perda de cálcio pelos ossos. Os médicos recomendam que as mulheres depois da menopausa tomem também todos os dias até 500 microgramas de vitamina K. Essa vitamina, que nos organismos jovens regula a coagulação sanguínea, nas mulheres mais velhas ajudaria a diminuir em até 50% a velocidade da descalcificação óssea.
São chamadas vitaminas treze substâncias orgânicas que desempenham um papel vital no organismo: ajudam a regular as reações bioquímicas que mantêm vivas as células. Na primeira metade deste século, descobriu-se que doenças como o beribéri e o escorbuto são causadas pela escassez de vitaminas e que elas têm um papel no combate às deficiências nutricionais. A ciência vive hoje a segunda onda das vitaminas, marcada pela descoberta de que seus efeitos vão muito além da nutrição. Vitaminas são encaradas como remédios poderosos capazes de prevenir doenças crônicas e até segurar um pouco o passo do relógio do envelhecimento.
Os médicos advertem também que ninguém deve consumir cápsulas com muita vitamina B 5 na esperança de que o cabelo volte a crescer. Também é bobagem tomar superdoses de vitamina A na expectativa de enxergar melhor ou empanturrar-se de B 12 para aguçar a memória e a concentração. Não existe ainda a cápsula da beleza, da inteligência ou da vida eterna. Tampouco há a cápsula que substituiu todos os nutrientes de uma bela refeição – nem os prazeres. Mas já é possível, à luz da ciência, comer fartamente sem sobrepeso ao organismo ou à consciência. Pesquisas recentes mostram que o vinho tinto, o azeite de oliva e uma iguaria, o foie gras, apesar de saborosos fazem um bem enorme à saúde. O que se descobriu a respeito das superdoses de vitaminas aponta para ganhos extraordinariamente significativos que afastam o espectro de doenças fatais como o enfarte e o câncer. Mas não se trata, ainda, de uma droga mágica. Muitos médicos temem que o entusiasmo pelas vitaminas contamine os pacientes, que, sentindo-se protegidos, passem a negligenciar cuidados óbvios com a saúde, como fazer algum tipo de exercício físico, alimentar-se com uma dose razoável de bom senso e não abusar de álcool ou do fumo. “É um erro entupir-se de cápsulas de vitamina e achar que só isso dá saúde”, diz Scherr.
Há uma tendência entre os médicos de receitar cada vitamina em separado, em vez de recorrer aos complexos. As informações sobre as dosagens mudaram muito e nem todos os multivitamínicos acompanharam as novas pesquisas. Há compostos com ferro demais e vitamina E de menos que foram formulados numa época em que as pesquisas não haviam ainda mostrado a importância relativa dessas duas substâncias. Receitando vitaminas isoladamente, os médicos conseguem fazer uma cesta básica mais de acordo com as necessidades de cada paciente.
Estima-se que cerca de 1 milhão de brasileiros consome regularmente vitaminas em cápsulas, movimentando um mercado de 140 milhões de dólares por ano. São números que não se comparam à legião dos aficionados nos Estados Unidos, onde quatro em cada dez pessoas tomam cápsulas de vitaminas. Mas o número de brasileiros que colocam fé nas vitaminas está crescendo. Há cerca de dois anos, as vitaminas desbancaram os analgésicos no primeiro lugar do mercado de medicamentos vendidos sem receita médica.
Uma dieta de saúde que protege o coração e afasta o perigo do câncer deve incluir um copo de bom vinho tinto, de preferência um Bordeaux, patê de fígado, muito azeite e um pouco de alho. Parece bom demais para ser verdade? Segundo pesquisadores de algumas das escolas de medicina mais conceituadas do mundo, o único problema com a dieta acima é o preço. Com respeito à saúde não pode haver comida melhor. Em 1991 o Inserm, o equivalente francês do Ministério da Saúde, anunciou os resultados de uma longa pesquisa sobre hábitos alimentares. O Inserm concluiu que o vinho tinto protege o coração, dissipando as plaquetas, que provocam coágulos e entopem as artérias. “Os franceses comem mais gordura, exercitam-se menos, mas têm 40% menos ataques cardíacos do que os americanos graças ao consumo de vinho tinto”, afirma a pesquisa do Inserm.
Na mesma época descobriu-se que o componente benéfico da bebida é o resveratrol, presente em quase todos os tipos de vinho tinto mas especialmente abundante naqueles da região de Bordeaux. Viva a França! Poucos meses depois, os cientistas encontraram substâncias protetoras da saúde em outra glória da mesa francesa, o foie gras, o fígado de ganso. Isso mesmo, aquela deliciosa pasta gordurosa faz bem ao coração. Os habitantes da Gasconha, região francesa onde se come, em média, cinqüenta vezes mais foie gras do que no resto do mundo, têm as menores taxas de ataque cardíaco do país.
Da boa mesa de saúde já faziam parte dois outros ingredientes preciosos, o azeite de oliva e o alho. Embora contenha muitas calorias, o azeite de oliva apresenta certos componentes, como o ácido linoléico e o ácido oléico, que ajudam o fígado a sintetizar HDL, o chamado bom colesterol, que funciona como um desentupidor de artérias. As potencialidades do alho na supressão de células cancerosas estão sendo estudadas nas universidades de Yale e Stanford, ambas de grande tradição científica nos Estados Unidos. Os resultados preliminares são encorajadores. Na Alemanha, numa pesquisa supervisionada pelo governo, 261 pacientes receberam diariamente cápsulas com 800 miligramas de extrato de alho desodorizado. O resultado foi uma redução de 12% nas taxas de colesterol. Vinho, foie gras, azeite e alho já permitem fazer um belo almoço. No final, tendo ou não dor de cabeça por causa do vinho, pode-se tomar um comprimido de aspirina. Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine há quatro anos mostrou que um comprimido de aspirina a cada dois dias pode diminuir em 44% as chances de um ataque cardíaco.

8229 – Descobertos os mais antigos fósseis de hominídeos e macacos do Velho Mundo


Dois fósseis encontrados no Leste Africano, na região de falhas geológicas conhecida como Vale do Rift, fornecem novas pistas para a história da evolução humana. Os fósseis são os mais antigos já encontrados de dois grandes grupos de primatas, os hominídeos (Hominidae), como chimpanzés e humanos, e os chamados macacos do Velho Mundo (Cercopithecidae), que incluem babuínos e animais do gênero Macaca.
A descoberta dos dois fósseis mais antigos de hominídeos e macacos do Velho Mundo fornece pistas que podem confirmar a hipótese de que as duas linhagens da ordem se separaram evolutivamente entre 25 e 30 milhões de anos atrás.
Análises geológicas do local em que os fósseis foram encontrados indicam que eles têm 25,2 milhões de anos, significantemente mais antigos do que os fósseis que já haviam sido documentados em ambos os grupos.
Os fósseis foram encontrados na Bacia Rukwa Rift, no sudoeste da Tanzânia. Um deles, uma mandíbula com diversos dentes preservados, foi atribuído ao Rukwapithecus fleaglei, um hominídeo ancestral, e o outro, um único dente, que os pesquisadores acreditam ser o terceiro molar inferior (um dente do siso), foi atribuído ao Nsungwepithecus gunnelli, um Cercopithecidae primitivo. Ambos viveram durante o Oligoceno, época geológica que vai de 34 a 23 milhões de anos atrás.
Antes desta descoberta, os fósseis mais antigos das linhagens Hominidae e Cercopithecidae datavam do início do Mioceno, período entre 23,8 milhões e 5,3 milhões de anos atrás.

Separação evolutiva
O estudo dos fósseis, publicado na revista Nature, relata pela primeira vez que as duas linhagens já estavam evoluindo separadamente. “O final do Oligoceno é um dos períodos com menos amostras da história da evolução dos primatas”, afirma Nancy Stevens, paleontóloga da Universidade de Ohio e integrante da equipe de pesquisadores que encontrou os fósseis.
A descoberta fornece pela primeira vez pistas concretas que podem confirmar a hipótese de que as duas linhagens de primatas se separaram evolutivamente entre 25 e 30 milhões de anos atrás, conforme estimam os especialistas.

8228 – Mega de ☻lho no Planeta – Derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do mar


Geleiras são massas de gelo de até 50.000 quilômetros quadrados que se formam sobre as partes terrestres do planeta. Apesar de serem imensas, elas representam apenas 1% do gelo terrestre do mundo. Todo o resto está armazenado nos chamados mantos de gelo, camadas maiores que 50.000 quilômetros quadrados só encontradas na Groenlândia e na Antártida. Uma nova pesquisa mostrou que, apesar de representarem uma quantidade tão pequena do gelo mundial, o derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do mar medido nos últimos seis anos. O estudo foi publicado na revista Science.
Os pesquisadores descobriram que as geleiras perderam 259 trilhões de quilos de gelo ao ano, contribuindo com um terço do aumento do nível do mar registrado no período.

O novo estudo usou dois satélites lançados pela Nasa e expedições terrestres para fazer as medidas mais precisas até agora do quanto as geleiras diminuíram em decorrência do aquecimento do planeta. As medições mostraram que, entre 2003 e 2009, elas perderam 259 trilhões de quilos de gelo por ano. Essa água, jogada nos oceanos, seria responsável por aumentar o nível do mar em 0,7 milímetro ao ano — cerca de 30% de todo o aumento detectado no período. “Pela primeira vez, nós fomos capazes de medir muito precisamente o quanto essas geleiras estão contribuindo para o aumento do nível do mar. Esses corpos menores estão perdendo quase tanta massa quanto os grandes mantos de gelo”, disse Alex Gardner, pesquisador da Universidade Clark, nos Estados Unidos.

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O estudo se baseia em dados colhidos pela Universidade do Colorado, que mostra que o nível do mar subiu, em média, 2,2 milímetros por ano durante o período. Segundo os pesquisadores, outro um terço desse aumento seria causado pelo derretimento dos mantos de gelo, e o restante pela expansão térmica da água do mar. “Como a massa global das geleiras é relativamente pequena em comparação aos grandes mantos de gelo, os pesquisadores tendem a não se preocupar com elas. Mas nosso estudo mostra que elas são como um pequeno balde com um grande furo no fundo: ele não deve durar muito — apenas um século ou dois —, mas enquanto houver gelo nas geleiras, elas serão responsáveis por uma grande parte do aumento no nível do mar”, diz Tad Pfeffer, glaciologista da Universidade do Colorado.
As pesquisas anteriores sobre o derretimento das geleiras eram feitas apenas com base em dados coletados em terra. Os pesquisadores geralmente medem as massas de gelo do cume até uma das pontas da geleira, e extrapolam os dados para toda a área. Esse tipo de técnica costuma ser muito boa para medir massas pequenas e individuais, mas tende a superestimar a perda de gelo em regiões maiores. “Observações em terra costumam ser possíveis apenas nas geleiras mais acessíveis, onde o derretimento é mais rápido do que a média”, disse Gardner.
Para corrigir as distorções, o estudo também usou dados de dois satélites da Nasa: o ICESat e o Grace. O primeiro, que parou de funcionar em 2009, media a altura das geleiras por meio de pulsos de laser que lançava em direção ao solo. Já o Grace, ainda operacional, é capaz de detectar variações no campo gravitacional da Terra que são resultantes de mudanças na distribuição de massa no planeta, incluindo alterações nas massas de gelo. Ao contrário das estimativas terrestres, os satélites não são bons para medir pequenas geleiras, mas medem muito bem as grandes regiões.
Juntando as informações, os pesquisadores descobriram que todas as 19 regiões estudadas perderam gelo entre 2003 e 2009. As geleiras que mais perderam massa ficam nas regiões árticas do Canadá, Alasca e Groenlândia, no sul dos Andes e no Himalaia. Em contraste, as geleiras periféricas da Antártida — pequenos corpos de gelo que não são conectados ao grande manto da região— contribuíram muito pouco para o aumento no nível do mar durante o período.
As estimativas atuais dizem que todas as geleiras do mundo contêm água suficiente para aumentar o nível do mar em sessenta centímetros. Em comparação, o manto de gelo da Groenlândia, que ocupa 1,7 milhão de quilômetros quadrados, tem o potencial de contribuir com cerca de seis metros de água; enquanto o da Antártida, ocupando 14 milhões de quilômetros quadrados, pode contribuir com pouco menos de sessenta metros.