8982 – De ☻lho no Mapa – As Cidades mais Altas do Mundo


La-Rinconada
La Rinconada (Peru)
Altitude: 5.100 metros
Situada nos Andes Peruanos, La Rinconada, a cidade mais alta do mundo, viu sua população crescer mais de 200% entre 2001 e 2009. Os cerca de 30 mil habitantes atuais foram para a cidade em busca de ouro. A economia do município se baseia principalmente na extração, mas tem um custo elevado para a população: os trabalhadores da mina vivem uma situação de insegurança e exploração.

Lá em cima, o que falta não é espaço, mas sim oxigênio. Alpinistas treinados podem até conseguir se virar bem em altitudes de 6 mil metros, mas quando a altura sobe para 7 mil metros, a coisa muda: o ar rarefeito faz com que subir uma pequena encosta vire uma missão heróica, e o cansaço atinge níveis extremos com muito mais facilidade devido à falta de oxigênio.

Wenquan (China)
Altitude: 5.019 metros
Situada na província de Qinghai, na China, Wenquan está localizada às margens da National Highway 105, estrada que leva ao Tibet. A pequena cidade de população reduzida aparece no Guinness Livro dos Recordes como a cidade mais alta do mundo – mas seu título foi colocado em xeque depois que a altitude superior da cidade peruana foi destacada pela National Geographic.
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A sexta e a sétima cidades mais altas do mundo também estão na China. Pagri, cidade fria em que os termômetros não costumam ultrapassar a marca dos 19ºC ao longo de todo ano, está localizada em uma altitude de 4.600 metros. Já a pequena Tanggulashan, também conhecida como Tanggula Town e lar de pouco mais de mil habitantes, está 4.534 metros acima do nível do mar.

El Aguilar (Argentina)

El-Aguilar

Altitude: 4.895 metros
Se for visitar esta cidade é bom levar um casaco: em El Aguilar, município situado ao norte da província de Jujuy, na Argentina, as temperaturas podem cair até a -30ºC. A região, habitada por apenas 3.655 pessoas, segundo dados do governo argentino, é marcada pela atividade mineradora.

Colquechaca (Bolívia)

Colquechaca

Altitude: 4.692 metros
Menos de 2 mil pessoas moram no município localizada na província de Chayanta, perto de Potosí. A cidade de Colquechaca é a mais alta da Bolívia e a maior parte de sua população é descendente dos indígenas que falam a língua quíchua.

Ukdungle (Índia)
Altitude: 4.659 metros
Para chegar até Ukdungle basta seguir a trilha que tem início na vila de Chepzi – mas se prepare para uma subida íngreme. A cidade da Índia está localizada perto da Cordilheira do Himalaia (a mais alta cadeia montanhosa do mundo) e, de lá, é possível visitar o Observatório Hanle, que oferece visão privilegiada das alturas.

8981 – Medicina – Fio cirúrgico com células-tronco acelera a cicatrização de feridas


cicatrização

Para reparar feridas no intestino de cobaias, pesquisadores da Unicamp estão contando com a ajuda de “costureiras” microscópicas: as células-tronco mesenquimais.
Por meio de uma técnica complexa, patenteada pela universidade, eles descobriram como “colar” as células num fio de sutura cirúrgica.
As feridas costuradas com o fio especial cicatrizaram em 15 dias, quando o normal seria levar em torno de dez semanas. Por enquanto, a abordagem foi testada em ratos.
As células-tronco mesenquimais estão em diversas regiões do corpo, como cordão umbilical e camadas de gordura –nesse último caso, é fácil obtê-las durante uma lipoaspiração, por exemplo.
Ainda há dúvidas sobre a versatilidade desse tipo de célula. Sabe-se que elas dão origem a tecidos como osso e cartilagem e há indícios de que poderiam se transformar em músculos ou neurônios.
Testes iniciais mostraram resultados animadores para uma série de doenças, mas é possível que elas funcionem só como “suporte de vida” de órgãos lesados, produzindo substâncias que facilitem a cicatrização, por exemplo.
No caso das feridas intestinais estudadas, as fístulas (canal que une duas regiões que deveriam estar separadas), outros cientistas já tinham tentado amenizar a lesão aplicando células-tronco, sem grandes resultados.
Parece que o pulo do gato é o uso do fio especial para costurar a ferida. Volpe e sua orientadora acharam a receita correta para “colar” células vivas no fio, com a ajuda de uma substância chamada fibrina, e manter a proliferação delas antes da costura.
Outra vantagem da abordagem é que as células-tronco usadas em humanos seriam obtidas a partir do organismo do próprio doente, evitando a rejeição.
Não há datas para testes em pessoas, mas um alvo óbvio são as que têm doença de Crohn, problema com severos sintomas gastrointestinais e recuperação difícil.

8980 – Relatório da ONU Confirmou: Novos casos de Aids caem 33% desde 2001


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Relatório divulgado nesta segunda-feira (23 de setembro) pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostra uma redução de 33% de novos infectados pela Aids em todo o mundo entre 2001 e 2012, incluindo crianças e adultos.
O resultado mantém a tendência de queda que vem ocorrendo desde 1997, conforme relatórios divulgados pela ONU neste período.
Em 2011, por exemplo, o órgão estimava em 2,5 milhões de novos infectados. O relatório liberado hoje diz que esse número caiu para 2,3 milhões pessoas infectadas em 2012. A ONU ressalta que em pelo menos 26 países o percentual caiu mais de 50%.
A Unaids, órgão da ONU que cuida do combate à Aids, celebra a redução de novos infectados entre crianças. Ao todo, 260 mil crianças contraíram Aids no ano passado, uma queda de 52% desde 2001.
De acordo com o relatório, hoje cerca de 35 milhões de pessoas vivem com Aids no mundo.
O documento ressalta que o aumento do acesso ao tratamento têm dado mais sobrevida aos infectados, o que faz crescer o número de pessoas registradas com Aids. Segundo a ONU, a expectativa é que em 2015 ao menos 15 milhões estejam recebendo tratamento. Até o fim de 2012, o número era de 9,7 milhões.
A ONU comemora também a redução no número de mortes, em torno de 30% em relação a 2005. Em 2012, 1,6 milhão de pessoas morreram por causa da Aids, ante 2,1 milhões sete anos antes.

8979 – Microbiologia – Bactéria de 153 anos resiste a antibióticos


Cientistas canadenses conseguiram multiplicar uma bactéria de 153 anos de idade que mostrou surpreendente resistência aos mais modernos antibióticos. Trata-se de um microorganismo retirado dos corpos congelados de dois exploradores do Ártico, mortos em 1846. A resistência dessas bactérias, preservadas graças a baixíssimas temperaturas, obriga os cientistas a rever algumas idéias tradicionais em Microbiologia. Isso porque, de acordo com a teoria, apenas o uso excessivo de antibióticos cria bactérias resistentes a drogas – o que evidentemente não é o caso desses germes.
Logo, a não ser que estivessem expostos a algum antibiótico natural, tudo indica que existem outros fatores capazes de aumentar a resistência de uma bactéria. Por exemplo, metais pesados, como o chumbo que devia haver nos ossos dos exploradores, oriundos das latas dos alimentos consumidos na expedição. Somente testes com culturas a partir da bactéria congelada podem revelar o segredo de sua espantosa vitalidade. E desse segredo podem vir a nascer remédios mais eficazes.

8976 – Civilizações Antigas – A Cidade de Esparta


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Foi uma localidade da Grécia Antiga, situada às margens do rio Eurotas, no sudeste da região do Peloponeso. Foi uma das mais notórias cidades-estado da Grécia Antiga; conquistou a vizinha Messenia cerca do ano 700 a.C. e, duzentos anos mais tarde, coligou-se a seus outros vizinhos, formando a Liga do Peloponeso. Na Guerra do Peloponeso, no século V a.C., Esparta derrotou Atenas e passou virtualmente a governar toda a Grécia, mas em 371 a.C. os outros estados revoltaram-se e Esparta foi derrubada, apesar de manter-se poderosa ainda durante mais duzentos anos.
Esparta encontra-se numa região de terras apropriadas para o cultivo da vinha e da oliveira. Na Antiguidade era uma cidade de caráter militarista e oligárquico, nunca tendo desenvolvido uma área urbana importante. O governo de Esparta tinha como um de seus principais objetivos fazer de seus cidadãos modelos de soldados, bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às leis e às autoridades.
Em Esparta, os homens eram na sua maioria soldados e foram responsáveis pelo avanço das técnicas militares, melhorando e desenvolvendo um treino, organização e disciplina nunca vistos até então.
Relativamente ao poder, Atenas era a principal rival de Esparta e foi ela que liderou as cidades-estado gregas na luta contra os invasores persas, em 480 a.C..
A Constituição de Esparta, segundo a tradição, foi escrita por um legislador chamado Licurgo, que teria vivido no século IX a.C.
Segundo os espartanos, o primeiro habitante da região se chamava Grover1 . Seu neto, Eurotas deu origem ao rio Eurotas ao dragar os pântanos da Lacônia.
Eurotas foi sucedido por Lacedemon, casado com Esparta. Lacedemon mudou o nome da região para o seu e fundou a cidade de Esparta – de modo que na época clássica os espartanos também eram chamados de lacedemônios.

Esparta surgiu em meados do século IX a.C.. Durante a época micénica existiram a sul do local onde nasceria Esparta dois centros urbanos, Amiclas e Terapne. Nesta última cidade, encontraram-se santuários dedicados ao rei Menelau e à sua esposa Helena, personagens da Ilíada de Homero.
À semelhança de outras partes da Grécia, a Lacónia conheceu um decréscimo populacional com o fim da era micénica. No século X a.C., os Dórios penetraram na região. No século seguinte, quatro aldeias da Lacónia uniram-se para fundar Esparta; no século seguinte a cidade de Amiclas foi incluída em Esparta.
Perante o problema gerado pelo aumento populacional e pela escassez de terra, Esparta optou pela via militar para solucionar a questão, ao contrário de outras pólis gregas que recorreram à fundação de colónias (Esparta fundou apenas uma colónia, Tarento, actual Taranto, no sul da Itália). Assim, Esparta decidiu conquistar os territórios vizinhos, tendo conquistado toda planície da Lacónia no final do século VIII a.C. Na luta pelo domínio no Peloponeso, Esparta teve como rival Argos, cidade do nordeste do Peloponeso.
Em 570 a.C., uma tentativa de conquista da Arcádia revelou-se um fracasso, tendo Esparta optado por alterar a sua política no sentido da diplomacia. Assim, Esparta ofereceu a outras localidades do Peloponeso a possibilidade de integrar uma liga por si liderada, a chamada Liga do Peloponeso. A maioria dos estados do Peloponeso integraria esta liga, com excepção de Argos.
Durante as Guerras Persas, Esparta liderou as forças que defenderam a Grécia em terra, enquanto que Atenas defendia pelo mar. Com o final da guerra, as relações com Atenas deterioraram-se, culminando na Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), que os Espartanos venceram.
Em 1834, o governo do então reino da Grécia fundou a moderna cidade de Esparta, que ocupa parte da antiga Esparta e que é capital do departamento da Lacônia.

Cultura
De acordo com Plutarco (50-120 d.C.), quando nascia uma criança espartana, pendurava-se na porta da casa um ramo de oliveira (se fosse um menino) ou uma fita de lã (se nascesse uma menina). Havia rituais privados de purificação e reconhecimento da criança pelo pai, além de uma festa de nascimento conhecida como genetlia, na qual o recém-nascido recebia um nome e presentes de parentes e amigos. (Cf. Maria Beatriz B. Florenzano. Nascer, viver e morrer na Grécia antiga)
Desde o nascimento até a morte, o espartano pertencia ao Estado. Os recém-nascidos eram examinados por um conselho de anciãos que ordenava eliminar os que fossem portadores de deficiência física ou mental ou não fossem suficientemente robustos (uma forma de eugenia). As crianças Espartanas eram espancadas pelos pais para se tornarem mais fortes, e, se não fossem, morreriam.
A partir dos sete anos de idade, os pais (cidadãos) não mais comandavam a educação dos filhos. As crianças eram entregues à orientação do Estado, que tinha professores especializados para esse fim. Os jovens viviam em pequenos grupos, levando vidas muito austeras, realizavam exercícios de treino com armas e aprendiam a táctica de formação.
A educação espartana, supervisionada por um magistrado especial, o paidónomo, compreendia três ciclos, distribuídos por três anos:
Dos sete aos dez anos;
Dos doze aos quinze anos;
Dos dezesseis aos vinte anos (a efebia).
Vejamos alguns dos métodos da educação espartana, tendo como base o relato dos historiadores gregos Xenofonte (A constituição dos lacedemônios) e Plutarco (A vida de Licurgo).
Em lugar de proteger os pés com calçados, as crianças eram obrigadas a andar descalças, a fim de aumentar a resistência dos pés. Usavam um só tipo de roupa o ano inteiro, para que aprendessem a suportar as oscilações do frio e do calor.
Depois de concluído o período de formação educativa, os cidadãos de Esparta, entre os vinte e os sessenta anos, estavam obrigados a participar na guerra. Continuavam a viver em grupos e deviam tomar uma refeição diária nos chamados syssitia.
Para o historiador italiano Franco Cambi, a educação desenvolvida em Esparta e Atenas constitui dois modelos educativos diferentes. Em Esparta, a perspectiva militar orientava a formação de cidadãos-guerreiros, defensores do Estado. Já em Atenas, predominava um tipo de formação mais livre e aberta, que, de modo mais amplo, valorizava o indivíduo e suas capacidades. (Cf. Franco Cambi. História da pedagogia.)
Os homens (esparciatas) eram mandados ao exército aos sete anos de idade, onde recebiam educação e aprendiam as artes da guerra e desporto. Aos doze anos, eram abandonados em penhascos sozinhos, nus e sem comida. Aos 18 anos, voltavam a Esparta, e até os 30 anos de idade eram considerados cidadãos de segunda classe, sem direito a voto, por exemplo. Podiam ser agredidos por qualquer esparciata acima de 30 anos, ficavam nus e recebiam pouca comida.
Os jovens poderiam atacar a qualquer momento servos (hilotas), a fim de lutar e se preparar para a guerra, mas, se fossem mortos por ele, o servo receberia dois dias de folga (por conseguir matar alguém que não era bom o bastante para o exército espartano). Existia uma temporada de caça aos hilotas, para treinarem os jovens para a guerra.
O homem que conseguisse viver até os trinta anos tornava-se um oficial, voltando ao quartel com todos os direitos de cidadão espartano, além de direito ao voto, direito a ter relações sexuais com mulheres e direito a casar. Os homens engravidavam suas mulheres, casavam-se com elas e voltavam ao quartel depois de deixá-las grávidas em suas casas. Aos sessenta anos, poderiam ir para a casa de suas esposas para viver com elas.
A mulher espartana podia ter qualquer homem que quisesse, mesmo sendo casada, já que seus maridos ficavam até os 60 anos de idade servindo ao exército nos quartéis. Podia também requisitar o seu marido ao general do quartel, mas o mesmo não poderia ser feito pelos homens.
Ter muitos filhos era sinal de vitalidade e força em Esparta. Assim, quanto mais filhos a mulher tivesse mais atraente ela seria, podendo engravidar de qualquer esparciata, mas o filho desta seria considerado filho do seu marido.
A religião ocupou em Esparta um lugar mais importante do que em outras cidades. O grande número de templos e santuários é disso revelador: quarenta e três templos dedicados a divindades, vinte e dois templos de heróis, uma quinzena de estátuas de deuses e quatro altares. A esta lista é necessário juntar os numerosos monumentos funerários, dado que em Esparta os mortos eram enterrados no interior das muralhas, sendo que alguns destes monumentos funcionaram como locais de culto.
A prática do infanticídio era apenas o início da educação espartana, a agoge, focada no militarismo, na disciplina e na obediência completa. Depois de passar os primeiros 7 anos de vida com a família, os meninos eram enviados para centros de treinamento para serem educados e transformados em guerreiros. Até os 11 anos, o jovem espartano passava pelo primeiro ciclo, a meninice, em que recebia o treinamento militar básico.

Ruínas de Esparta
Ruínas de Esparta

O menino estava ali para aprender a manejar lanças, espadas e escudos, além de praticar esportes como corrida e natação. A alfabetização não era, de acordo com Plutarco, o mais importante. O foco era a obediência – não ler e escrever. “Eles aprendiam as letras quanto fosse necessário: todo o restante do treinamento era direcionado para resposta rápida aos comandos, resistência, força e vitória nas batalhas”, escreveu Plutarco na sua obra sobre a vida de Licurgo, o principal legislador espartano.

No dia a dia, a educação era supervisionada por um magistrado responsável, mas a disciplina (e as punições) era imposta pelos colegas mais velhos. Sessões de açoites eram comuns, assim como humilhações públicas. Quem já passou por uma escola sabe bem que esse modelo tem o potencial de incentivar a crueldade dos mais velhos contra os mais novos. Mas o uso da crueldade do grupo não era algo inesperado. “A ideia básica era deixar os meninos duros, resistentes, no melhor de sua forma física. Acima de tudo, eles tinham que ser autossuficientes e capazes de suportar a dor”, afirma Cartledge.

8975 – Arqueologia – Passado vira cal no Piauí


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Até recentemente a origem do homem moderno praticamente se confundia com as extraordinárias pinturas pré-histórica encontrada em diversas cavernas da Europa. Nesta década, no entanto, tornou-se claro que o homem de Cro Magno – autor das artes europeias – não foi de sua linhagem.Embora ele tenha surgido há 35 000 anos, outros representantes da sua espécie, o Homo sapiens sapiens, já andavam pelo mundo mais de 50 000 anos antes. Os mais antigos ancestrais do homem moderno têm sido encontrados nas areias do Oriente Médio, mas existem pistas surpreendentes de sua antiguidade num local tão distante quanto no Piauí, onde fez desenhos ainda mais antigos que os europeus.

Agora mesmo, parte de um grande painel descoberto há dois anos foi datada por físicos de Ribeirão Preto e revelou ter 17 000 anos de idade – um pouco anterior aos desenhos da célebre Caverna de Lascaux, no sul da França.O sensacional achado, de autoria da pesquisadora franco-brasileira Niéde Guidon , será submetido a novos testes de datação; confirmado, ele transformará num dos sítios mais importantes do mundo as cavernas da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato , 50 quilômetros ao sul de Teresina.
Por incrível que pareça , esse raro e inestimável testemunho da evolução humana, depois de resistir a todas as provas por milhares de anos, esta ameaçado de virar cal – a reles empregada para revestir paredes .Os motivo é que a Serra da Capivara, alem de tesouros científicos, abriga depósitos consideráveis desse material, hoje ativamente explorados por diversos proprietários de terra na região. A inda mais grave é que uma grande população vive dos empregos proporcionados pela caieira.
Tudo isso dificulta enormemente a busca de uma solução, que em principio , seria obtida pela simples aplicação da lei. “No mundo inteiro, é proibido realizar qualquer tipo de obra pública ou privado em sítios arqueológicos”, explica Niéde.
“Como o conhecimento que acumulamos a respeito da geologia local, teremos prazer em ajudar a identificar esses depósitos “, oferece a cientista. Como medida de emergência , os pesquisadores estão solicitando o tombamento dos pontos mais ameaçados – pequenas áreas contendo uma dezena de cavernas. No entanto , em vista da importância da região , será preciso pensar numa solução duradoura , para o futuro. Inadmissível é pensar que o atraso econômico sirva de desculpa para crimes contra o patrimônio da humanidade.

pedra furada

O Parque Nacional Serra da Capivara está localizado no sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. A superfície do Parque l é de 129.140 ha e seu perímetro é de 214 Km. A cidade mais próxima do Parque Nacional é Cel. José Dias, sendo a cidade de São Raimundo Nonato o maior centro urbano. A distância que o separa da capital do Estado, Teresina, é de 530 Km.
A maneira mais rápida de chegar ao Parque é através de Petrolina, cidade do Estado de Pernambuco, da qual dista 300 Km. A cidade de Petrolina dispõe de um aeroporto onde opera atualmente a Gol, e a BRA, ligando a região com Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
A criação do Parque Nacional Serra Capivara teve múltiplas motivações ligadas à preservação de um meio ambiente específico e de um dos mais importantes patrimônios culturais pré-históricos.

8972 – Coisa de duendes… De onde veio a lenda do pote de ouro no final do arco-íris?


duende

Alguns mitos dizem que Duendes tomam conta de um pote de ouro no final do arco-íris; caso capturado, o duende poderia comprar sua liberdade com esse ouro. Outras lendas dizem que para enganar os homens, ele fabrica uma substância parecida com ouro, que desaparece algum tempo depois (ouro de tolo). Neste caso são chamados Leprechauns. Na cultura atual, geralmente os duendes são representados por seres verdes, dos quais o simbolo é o trevo, relacionado à boa sorte. Geralmente as estórias infantis trazem tais relatos. Contudo, é temerário ter uma visualização estritamente romântica e lúdica de seres que são considerados como demônios e seres inferiores por outras culturas.
Geralmente são descritos como tendo entre 15 e 30 cm de altura, tendo como característica notável a cabeça em formato cônico (muitas vezes independentemente de possuir chapéu), personalidade extremamente volátil (seres primários, também denominados ‘elementais’) e atributos encantados como a capacidade de atravessar paredes, mudar de forma e cor, e alta velocidade. São criaturas que não guardam qualquer receio com o ambiente urbano e, curiosamente, há muitos relatos de aparições em construções inacabadas. Gostam de espreitar pelos cantos, observando os habitantes da casa e pregando-lhes peças, como o sumiço de objetos, abertura de portas, produção de ruídos, dentre outras perturbações – sendo capazes até de matar animais de estimação.
Apesar de muitos acreditarem que são seres amigáveis, há relatos de diversas aparições ameaçadoras, inclusive com o emprego de violência. Nestas ocasiões os relatos são quase que unânimes em descrever que tais seres surgem de repente, em situações normais do cotidiano (enquanto crianças brincam em construções, pessoas observam árvores no quintal, embaixo de camas, dentro de guarda-roupas, etc) portando pequenas facas, dando gargalhadas em tom de sarcasmo e deboche para com a testemunha, acuando-a e sumindo de repente. Estranho o fato de não ser possível identificar uma motivação para tais atitudes – por isso talvez que se diga que a personalidade destes seres é volátil. Estranho também que muitas narrativas descrevem este ser como possuindo o pequeno rosto como que dilacerado, arranhado.

8971 – ☻Mega Notícias – Vacina Anticoncepcional


O anticoncepcional do futuro será uma vacina contra o espermatozoide, que poderá ser tomada por homens e mulheres, Essa ideia de pesquisadores escoceses surgiu da observação de que há pessoas estéreis porque produzem anticorpos contra o espermatozoide. Ao menos com porquinhos-da-índia já se conseguiram resultados positivos. Os pesquisadores isolaram uma pro teína no espermatozoide dos animais, a qual, durante a fecundação, tem o papel fundamental de perfurar a membrana que envolve o óvulo.
Machos e fêmeas receberam uma injeção dessa proteína, chamada PH-20, passando a produzir anticorpos que se encaixam no espermatozoide como peças de um quebra-cabeça. Resultado: os espermatozoides não conseguem penetrar no óvulo. Portanto, os machos vacinados passaram a produzir espermatozoides incapazes de fecundar; as fêmeas vacinadas, por sua vez, têm anticorpos que bloqueiam os espermatozoides, unindo-se à PH-20. A vacina anticoncepcional parece reversível, pois os bichos voltaram a ser férteis num prazo de seis a quinze meses. Os pesquisadores procuram, agora, o equivalente da proteína PH-20 no espermatozoide humano.

8970 – Evolução de Espécies – Estudo explica como as asas das aves podem ter surgido


pterossauro

A teoria mais aceita atualmente pelos pesquisadores sobre a origem das aves afirma que elas se desenvolveram a partir de um grupo de pequenos dinossauros terópodos, há cerca de 150 milhões de anos. Porém, a maneira como seus membros anteriores evoluíram e se transformaram em asas, possibilitando o voo, ainda não era conhecida pelos pesquisadores.
Para responder essa questão, pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, analisaram dados de diversos fósseis dos ancestrais desses animais. Eles concluíram que as asas surgiram graças a uma mudança na proporção dos membros nos dinossauros que originaram as aves.
No estudo, publicado na edição de setembro do periódico Evolution, os autores descrevem que, entre os dinossauros carnívoros, o comprimento dos membros apresentava uma proporção relativamente estável em relação ao tamanho o corpo. Essa proporção se mantinha tanto no imenso Tiranossauro Rex quanto nos pequenos terópodos com penas.
Porém, uma alteração nessa proporção pode ter permitido o surgimento das aves e da capacidade de voo desses animais. Os membros anteriores se alongaram, tornando-se compridos o bastante para servirem como um tipo de aerofólio — uma peça de sustentação aerodinâmica. Combinado com o encolhimento dos membros traseiros, esse processo ajudou a melhorar o controle de voo nos pássaros primitivos. Além disso, pernas menores teriam ajudado a diminuir a resistência gerada pelo atrito com o vento, e também permitido às aves pousar e se mover em pequenos galhos.
Essa combinação entre asas melhores e pernas compactas teria sido essencial para a sobrevivência das aves em um momento em que outro grupo de répteis voadores, os pterossauros, dominava o céu e competia por alimento.

“Nossas descobertas sugerem que as aves passaram por uma mudança abrupta em seus mecanismos de desenvolvimento”, afirma Hans Larsson, pesquisador da Universidade McGill. Segundo ele, mudanças na proporção de membros em relação ao tamanho do corpo de um animal geralmente indicam uma mudança funcional ou de comportamento — como é o caso dos braços relativamente curtos e pernas longas nos humanos.

“Pode ser que este fato seja o que permitiu que as aves se tornassem mais do que apenas outra linhagem de dinossauros e se expandissem para a grande variedade de formas e tamanhos de membros que existem de hoje”, afirma Alexander Dececchi, coautor do estudo.

Glossário
TERÓPODOS
Os terópodos eram todos predadores carnívoros bípedes, e tinham aqueles ‘bracinhos’ característicos dos Tiranossauros, e, geralmente, garras e dentes afiados. Apesar do tiranossauro estar extinto, tecnicamente os terópodos ainda existem, já que as aves são descendentes de pequenos terópodos, como o Archaeopteryx, um pequeno dinossauro emplumado do tamanho de um pombo. “Acredite: o beija-flor é um dinossauro terápode tanto quanto um Tiranossauro rex”, afirma o paleontólogo Luiz Eduardo Anelli em seu livro O Guia Completo dos Dinossauros do Brasil.

8969 – Curiosidades da Medicina – Quanto sangue dá para perder sem morrer?


De 40% a dois terços do total, dependendo do peso, idade, preparo físico, estado de saúde e local do ferimento. Mas a coisa fica feia antes disso. Se 30% do sangue se for, perde-se a consciência. É como mais se morre no campo de batalha, quando o combatente é baleado e o socorro não chega a tempo. Mas há exceções. Uma hemorragia interna pode matar com só 10% de perda de sangue. Já o corte de uma veia do braço pode levar a pessoa a perder mais de 30% do sangue e seguir consciente, porque a velocidade do sangramento influi diretamente na capacidade de recuperação do corpo. E como é a morte por falta de sangue? O organismo entra em choque porque seus órgãos não recebem mais os nutrientes que o sangue transporta e param de funcionar. E se uma pessoa entrar no hospital com mais de 40% de sangue perdido? Só tem salvação se der certo ressuscitá-la. Depois, dá-lhe soro e transfusões de sangue.

Um doador de sangue deixa, em média:

8% a 10% do sangue, que está dentro do nível de segurança de
15%, sem sintomas.
30% bastam para perder a consciência.
40% ou mais, o organismo entra em choque.
Uma pessoa de 80 quilos tem cerca de 5,5 litros de sangue.

8967 – Quantos micro-organismos vivem em um corpo sadio?


Você nem pode imaginar. Aliás, você nem é você, um indivíduo, mas uma comunidade polpuda de micro-organismos. Afinal, para cada célula do seu corpo existem 10 deles. Multiplique seus 100 trilhões de células por 10 e você terá o total de microintrusos que habitam um corpo saudável. É o que diz o Projeto Microbioma Humano, lançado em 2008 pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA para mapear o genoma dos seres minúsculos que ocupam nosso corpo. Com isso, em 5 anos ele pretende responder em que medida cada indivíduo tem um ecossistema próprio e se alterações nesse ecossistema padrão podem causar doenças.

Identidade bacteriana
O microbioma humano pode ajudar na identificação de criminosos. Uma análise mostrou que só 13% das bactérias presentes nas mãos são compartilhadas. Ou seja, cada um leva na ponta dos dedos seus próprios bichinhos de estimação. Quando as amostras colhidas nas mãos dos indivíduos foram comparadas àquelas colhidas em seus mouses e computadores se observou um padrão muito parecido, como se cada pessoa deixasse no que toca uma impressão microbiana. Depois de 12 horas, à temperatura ambiente, sem que ninguém tocasse nos equipamentos, a comunidade identificada de bactérias não se alterou muito. O que parece coisa de Dr. House em breve poderá ser mais uma das técnicas usadas pelo CSI.

8966 – Quais são os piores parasitas que podemos pegar?


Naegleria fowleri
Um ser de uma só célula é capaz de comer seu cérebro até levá-lo à morte. Essa ameba assassina vive em lagos de água quente e parada, se alimentando de algas. Quando entra pelo seu nariz, segue pelo nervo olfativo até a cabeça, onde se alimenta dos tecidos e leva à morte em duas semanas. Para piorar, ela forma um cisto para se proteger do sistema imunológico do hospedeiro. Em 2011, foram relatadas 4 mortes pela infecção nos EUA. Não há números brasileiros.

Cochliomyia hominivorax
Os vermes dessa mosca das Américas curtem carne fresca. Ela deposita seus ovos em feridas abertas (41,7% dos casos nas pernas, 16,7% na cabeça e 4,2% na região dorsal), na boca (12,5%), nos olhos, ouvidos e ânus (8,3%). Em 12 horas, as larvas começam a consumir o seu corpinho vivo. E, sim, isso dói como a descrição faz supor. Não adianta tentar tirar os bichos com a mão ou em água corrente, pois elas vão cavar ainda mais fundo. O único jeito é cirurgia.

Loa loa
O vetor de transmissão desse verme nematoide é um inseto do gênero Chrysops, semelhante à mosca. Ela pica uma pessoa contaminada e depois injeta em outra as larvas, que se instalam nos vasos linfáticos e circulam pelo corpo, formando bolhas, causando coceiras e dores abdominais. Os finos vermes brancos de 2 a 7 cm podem atingir até o globo ocular e ficar se movendo sob a superfície do olho, o que causa uma irritação desesperadora. Em casos graves há dano neurológico. Ocorre principalmente no oeste e no centro da África.

8964 – Fisiologia – A função da água no corpo humano


Ela tem papel fundamental porque exerce várias funções, como transporte de alimentos, lubrificação de tecidos e articulações entre outras.
A água não é apenas importante, mas indispensável para a vida humana, representando cerca de 60% do peso de um adulto. Nos bebês, a proporção é ainda maior: 70%. Ela é o elemento mais importante do corpo, o principal componente das células e um solvente biológico universal, por isso todas as nossas reações químicas internas dependem dela. A água também é essencial para transportar alimentos, oxigênio e sais minerais, além de estar presente em todas as secreções (como o suor e a lágrima), no plasma sanguíneo, nas articulações, nos sistemas respiratório, digestivo e nervoso, na urina e na pele. Ela é encontrada até mesmo onde pouca gente imagina. Ela é responsável, por exemplo, por 20% dos ossos. Por tudo isso, a gente se ressente imediatamente da falta dela no organismo.

Um ser humano pode ficar semanas sem ingerir alimentos, mas passar de três a cinco dias sem ingerir líquidos pode ser fatal. Os especialistas recomendam que a gente beba no mínimo 2,5 litros por dia. “Quando a pessoa está com sede é porque já passou do ponto de beber água”.Em dias muito quentes, ou quando a pessoa faz exercícios intensos, essa ingestão pode até superar os 6 litros, principalmente porque o suor “desperdiça” muito líquido na tentativa de manter a temperatura do corpo num nível adequado. “É preciso se hidratar corretamente, caso contrário o organismo gasta mais água do que absorve”.

Os rins são responsáveis pela formação da urina, líquido que tem 95% de água em sua composição e serve para eliminar resíduos inúteis para o organismo. Para gerar 1 litro de urina, os rins processam cerca de 1 000 litros de sangue.
A água é o principal componente dos sucos gástricos, pancreáticos e da bile, substâncias produzidas em órgãos como o estômago e o pâncreas. A ação desses líquidos é fundamental no processo de digestão dos alimentos.

Hidratação diária: 2 550 ml

Alimentos – 1 000 ml

Líquidos – 1 200 ml

Reações químicas internas – 350 ml

Desidratação diária: 2 550 ml

Urina – 1 250 ml

Pele – 850 ml

Pulmões – 350 ml

Fezes – 100 ml

8963 – Tecnologia – A Célula Fotoelétrica


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Uma célula fotoelétrica, também designada por fotocélula, consiste numa qualquer variedade de dispositivos que produz um sinal elétrico como resposta à exposição à radiação eletromagnética. As fotocélulas dividem-se em células fotocondutoras (aquelas em que a resistência varia com a iluminação incidente e que são fabricadas a partir do selênio, germânio, sulfureto de chumbo, entre outros) e em células fotovoltaicas (formadas por um material semicondutor evaporado sobre um metal base e que na região de junção formam uma barreira de potencial).
As fotocélulas originais utilizavam a fotoemissão a partir de um cátodo fotossensível (o fotocátodo). Os eletrões emitidos eram atraídos por um ânodo. Um potencial positivo no ânodo permite uma circulação de corrente através de um circuito exterior, sendo a intensidade da corrente diretamente proporcional à intensidade de iluminação do cátodo. Os elétrodos encontram-se fechados em tubos de vidro onde se realiza o vácuo.
Os dispositivos mais recentes, sensíveis à luz, utilizam o efeito fotocondutor e o efeito fotovoitaico.

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8962 – Foguete Antares decolou levando carga à estação espacial


Lançamento do Foguete Antares
Lançamento do Foguete Antares

Projetada pela empresa Orbital Sciences, a nave é o quarto transportador privado a se atracar à estação. A nave já está na órbita da terra, e sua chegada está prevista para domingo.
Junto da SpaceX, a companhia fechou um contrato de US$ 3,5 bilhões com a Nasa para levar carga à ISS. A Orbital Sciences foi precedida no setor privado apenas pela Space Exploration Technologies, que fez três voos à Estação Espacial Internacional.
A missão atual da Cygnus prevê que a cápsula chegue à estação a 270 km de altitude e se aproxime da ISS até ficar a menos de 10 metros de distância. Uma vez posicionada, a nave é agarrada por um guindaste da estação e puxada até se acoplar.
A cápsula privada carrega 700 kg de suprimentos, incluindo comida, água e roupas. Após o término da descarga, a espaçonave será liberada e descartada na atmosfera, o que deve ocorrer no dia 22 de outubro.
Durante os próximos quatro dias, a nave deve ensaiar sua capacidade de manobrar no espaço e de se comunicar com a tripulação da estação.

8960 – Biologia & Genética – Tigre compartilha 95,6% de seu genoma com o gato


Tigre, habitat restrito
Tigre, habitat restrito

Gato Gigante:

O tigre, maior felino do mundo, compartilha 95,6% de seu genoma com o gato doméstico, do qual se diferenciou há aproximadamente 10,8 milhões de anos. É o que mostra um estudo liderado por Yun Sung Cho, da Fundação de Pesquisa do Genoma de Suwon, na Coreia do Sul, que traçou pela primeira vez a sequência genética dos grandes felinos do planeta.
Os especialistas compararam o genoma do tigre-siberiano, sequenciado a partir de um macho de nove anos e meio do zoológico de Everland, na Coreia do Sul, com os do tigre-de-bengala branco, do leão africano, do leão branco e do leopardo-das-neves. Em seguida, contrastaram estes genomas com o do gato doméstico. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira, no periódico Nature Communications.
Adaptações ao meio – O estudo mostrou que o genoma do tigre-siberiano tem similaridade de 95,6% com o do gato. Já a análise comparativa entre o tigre e os outros grandes felinos revelou características genéticas que podem ser responsáveis pela adaptação desses animais à dieta carnívora e ao desenvolvimento da força muscular necessária para caçar suas presas.
Os autores descobriram também genes no leopardo-das-neves relacionados com a adaptação à vida em altitude, onde há pouco oxigênio. No leão branco, foi encontrada uma mutação responsável pela cor de sua pelagem.
Até agora, o único felino que tinha o genoma sequenciado era o gato doméstico. Segundo os especialistas, o estudo vai ajudar também na conservação dessas espécies, permitindo, por exemplo, estudar a melhor maneira de trata-los nos zoológicos e centros de proteção. Calcula-se que atualmente existem entre 3.050 e 3.950 tigres em liberdade, sendo ele uma das espécies mais ameaçadas de extinção.

8959 – Biologia & Genética – Mudar o estilo de vida pode reverter envelhecimento celular


telômero

Os pesquisadores sabem há bastante tempo que mudanças no estilo de vida — como a adoção de dietas e a prática de exercícios físicos — podem melhorar a saúde de um indivíduo, prevenindo problemas cardíacos e aumentando sua expectativa de vida. Uma pesquisa publicada na revista The Lancet Oncology nesta terça-feira mostra, pela primeira vez, que essas mesmas mudanças também podem impedir, e até reverter, o envelhecimento das próprias células do indivíduo — e do DNA em seu interior.
Os telômeros são estruturas de proteína localizados no final de cada cromossomo. Eles fornecem uma proteção semelhante à presente nas pontas dos cadarços. Eles costumam envolver as extremidades do DNA, ajudando a mantê-lo estável e impedindo seu desgaste. No entanto, conforme as células se dividem, os telômeros se tornam mais curtos e mais frágeis. Assim, com o passar do tempo, eles se tornam menos capazes de proteger os cromossomos e podem ser usados como uma espécie de indicador da idade das células.
Os pesquisadores já sabem que comprimentos menores dos telômeros estão associados a um risco maior de morte prematura e doenças relacionadas com a idade, incluindo muitas formas de câncer — como o de mama, próstata, pulmão e colorretal —, doenças cardiovasculares, demência, AVC, osteoporose e diabetes.
Em seu estudo, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, analisaram se mudanças no estilo de vida poderiam ter influência direta no próprio tamanho dos telômeros e não só na saúde geral do corpo. Para isso, analisaram o DNA de um pequeno grupo de homens diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco, e que não tinham sido submetidos a tratamentos convencionais como cirurgia ou radioterapia.
Dez desses homens foram selecionados para passar por um tratamento que incluía uma mudança completa em seu estilo de vida, incluindo a adoção de uma dieta vegetariana, um regime de exercícios físicos moderados, a prática de técnicas de gerenciamento de stress — como meditação e ioga — e uma maior proximidade com família e amigos. Outros 25 homens serviram como um grupo de controle, e não passaram por nenhum tipo de tratamento.
Os cientistas mediram o comprimento dos telômeros de todos os participantes antes do início do estudo e após cinco anos. Como resultado, descobriram que os indivíduos que não passaram por nenhum tratamento apresentaram um leve envelhecimento no nível celular, com o comprimento de seus telômeros diminuindo 3%. Já os voluntários que adotaram mudanças abrangentes em seu estilo de vida rejuvenesceram — seus telômeros aumentaram, em média, 10%.
Além disso, o estudo mostrou que existe uma relação significativa entre o grau com que os indivíduos adotaram o novo estilo de vida e a alteração em seus telômeros: quanto mais os participantes assumiram os novos comportamentos, mais seus telômeros aumentaram de tamanho. Mostraram assim que essas mudanças podem, sim, reverter o envelhecimento das células. “Se confirmarmos esses resultados em estudos de grande escala, vamos ser capazes de provar que mudanças globais no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de uma grande variedade de doenças e mortalidade prematura”, diz Dean Ornish, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e autor do estudo.

Glossário:
TELÔMEROS
São as ‘tampas’ das extremidades do cromossomo, uma forma de proteção similar à presente nas pontas de um cadarço de tênis. Sempre que um cromossomo é replicado para a divisão celular, os telômeros encurtam. Esse encurtamento tem sido visto por diversos cientistas como um marcador biológico do envelhecimento, o relógio que marca a duração da vida de uma pessoa e sua condição de saúde.

8958 – Biologia – Como os insetos enxergam o mundo?


A imensa dificuldade enfrentada ao tentar matar uma mosca não é só uma questão de falta de mira. Um novo estudo mostra que insetos e outros animais pequenos veem o mundo de forma diferente dos humanos, em uma espécie de câmera lenta — como na famosa cena do filme Matrix, em que o personagem principal desvia de tiros movendo o corpo por entre as balas.
De acordo com a pesquisa, que será publicada na versão impressa do periódico Animal Behaviour, animais pequenos e com metabolismo rápido, como insetos e aves, são capazes de apreender mais informações por unidade de tempo. Isso faz com que eles percebam o tempo mais lentamente do que animais maiores e com metabolismos mais lentos, como os humanos.
Os pesquisadores utilizaram a frequência crítica de fusão, um sistema que mede a velocidade com a qual o olho de um indivíduo percebe a luz. Mediu-se, então, em mais de trinta espécies, a menor frequência a partir da qual uma luz piscando é percebida como constante — isso foi feito a partir da observação das contrações oculares do animal diante da luz.
É devido a essa frequência de percepção da luz que não vemos a televisão, o computador ou o cinema piscando, mas como algo contínuo. Já os olhos das moscas, por exemplo, reagem aos estímulos quatro vezes mais rápido do que os dos seres humanos — o que nos torna muito lentos, na visão delas.
Os insetos e outros animais pequenos veem o mundo em “câmera lenta”, por possuírem uma visão que reage aos estímulos de forma mais rápida do que humanos e outros animais maiores.

8957 – Tecnologia – Pesquisadores criam fios elétricos com teias de aranha


Foram desenvolvidos fios condutores de eletricidade a partir de teias de aranha revestidas com carbono. A descoberta, ainda em estudo, pode ser uma opção ecologicamente correta para dispositivos médicos e aparelhos eletrônicos. O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.
A teia de aranha é um material de grande interesse científico. Em alguns tipos de teia, os fios são mais fortes do que o aço (quando têm a mesma espessura do aço) e podem ter resistência comparável ao kevlar – fibra sintética resistente e leve, utilizada em coletes à prova de bala –, além de serem biodegradáveis. Porém, seu potencial de aplicação é limitado pelo fato de ela não ser capaz de conduzir eletricidade.
Para resolver esse problema, os pesquisadores, liderados por Eden Steven, da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, cobriram os fios de teia de aranha com nanotubos de carbono, estruturas cilíndricas em escala muito pequena feitas de átomos de carbono. Isso foi feito misturando os fios com um pó do material, e então adicionando algumas gotas de água. Quando exposta à água, a teia se contrai e fica mais macia. A mistura foi pressionada entre duas folhas de teflon e, ao secar, os fios ficaram escuros, cobertos uniformemente pelos nanotubos.
Os pesquisadores utilizaram a teia da aranha Nephila clavipes, conhecida como aranha-de-teia-dourada, devido à coloração amarelada de sua teia. Ela produz fios muito longos, o que facilitou sua obtenção pela equipe.
Após a adição do carbono, os fios ficaram três vezes mais fortes do que antes, mais flexíveis e se tornaram capazes de conduzir corrente elétrica. Apesar de se tornarem mais resistentes, eles continuaram sendo biodegradáveis. Como uma forma de testar o material, os pesquisadores utilizaram esses fios para criar um dispositivo simples para medir batimentos cardíacos.
Porém, antes que seja possível utilizar o material em dispositivos eletrônicos, os pesquisadores precisam solucionar alguns problemas, como o fato de os fios ainda esticarem quando puxados. Tanto esse fato quanto a presença de umidade ainda prejudicam a condutibilidade elétrica desse material.

8955 – Planeta Terra – La Ninã e o aquecimento global


laninha

Quando falamos em La Ninã, El Niño e mudanças climáticas, tratamos esses temas como sinônimos diretos, porém, será que a La Niña possui alguma culpa ou relação no aquecimento global? A La Niña é um fenômeno que resfria as águas do Oceano Pacífico, teve forte frequência a partir do ano de 1998.
O planeta Terra tem apresentado um curva crescente na linha de registro das temperaturas médias, por outro lado, nos últimos quinze anos, o aumento das temperaturas no planeta ficou abaixo das previsões mais alarmantes, reforçando a retórica dos céticos do clima, grupo de cientistas que discordam a respeito da existência do aquecimento global e sua relação com as emissões de gases de efeito estufa.
O que pode explicar o processo de desaceleração do aquecimento global nos últimos anos em determinadas regiões do planeta Terra? Cientistas do Instituto Scripps de Oceanografia, em San Diego, EUA, acreditam que a maior ocorrência do fenômeno La Niña tem ajudado a diminuir as temperaturas rapidamente, em virtude de sua capacidade de resfriar as águas do Oceano Pacífico.
Não devemos nos esquecer que a poluição atmosférica, independente de interferir direta ou indiretamente na temperatura do planeta, compromete a qualidade de vida dos seres vivos, a qualidade do ar e, consequentemente, põe em risco o equilíbrio ambiental do planeta. Para os cientistas que defendem a existência do aquecimento global causado pelas emissões de gases de efeito estufa, a poluição atmosférica é um dos principais causadores do aquecimento do planeta e das mudanças climáticas em curso, mesmo que as temperaturas previstas não tenham sido confirmadas por fatores específicos e regionais. Ou seja, a poluição atmosférica aquece o planeta Terra e intensifica o processo natural de efeito estufa de planeta, desequilibrando as faixas de temperatura.
Entre os anos 2000 e 2010, tivemos a década mais quente desde o início da era industrial. Há um processo de aquecimento real do planeta, mas abaixo das previsões. Segundo os estudos, essa variabilidade de temperaturas e do clima natural é causado diretamente pelo resfriamento das águas do Pacífico pela La Niña. Podemos considerar, que a La Niña não causa e nem intensifica o aquecimento do planeta, mas ajuda a resfriar as temperaturas médias.