Arquivo da categoria: Ciência

8734 – Medicina – De ☻lho no Colesterol


colesterol droga

Ficando por dentro:

Colesterol é uma gordura fabricada no organismo e presente em alguns alimentos, principalmente os de origem animal.
Seu excesso pode se acumular nas artérias e provocar seu entupimento, a aterosclerose é responsável pelo enfarte e derrame cerebral.
O processo de obstrução do vaso sanguíneo se inicia e progride de forma semelhante ao que ocorre com canos de água de esgoto, que acumulam progressivamente sujeira em suas paredes e acabam entupindo.
A dieta ideal para evitar tal problema deve ser a base de verduras, carnes magras, peixes e aves sem pele. Evitar comer gema de ovo mais do que 3 vezes por semana e não reutilizar óleos.
Recomenda-se o aumento de atividade física, mas na medida certa, sem exageros.
A obesidade está diretamente relacionada a maior risco de doenças cardiovasculares, além de diabetes e hipertensão.

8733 – A Odisseia Continua – Nasa financia pesquisa sobre hibernação espacial humana


A Nasa anunciou anteontem que vai financiar a fase inicial de um estudo sobre “hibernação humana” como estratégia para manter astronautas vivos durante viagens espaciais longas no futuro.
A ideia, concebida inicialmente em filmes ficção cientifica, é minimizar os requisitos de sobrevivência de uma tripulação a caminho de Marte, que em condições normais consumiria muitos recursos.
“Acreditamos que, com uma tripulação de quatro a seis pessoas, a massa de um habitat pode ser reduzida para 5 a 7 toneladas, comparada com 20 ou 50 toneladas”, escreveu John Bradford, da empresa Spaceworks Engineering, autor da proposta.
O financiamento para a pesquisa saiu do programa Niac (Conceitos Avançados Inovadores da Nasa), que só banca projetos arriscados.
A proposta de Bradford, que fala em “torpor induzido” e “animação suspensa”, em vez de hibernação, receberá US$ 100 mil no primeiro ano, no qual precisa apresentar uma prova de princípio. Caso tenha sucesso, receberá mais US$ 1 milhão para um período de dois anos.
“O avanço recente da medicina impulsiona a habilidade de induzir estados de sono profundo (por exemplo, o torpor) com taxa de metabolismo significativamente reduzida, em humanos, por grandes períodos de tempo”, escreve Bradford.
O pesquisador também menciona a “animação suspensa para voos humanos interestelares” como uma “solução promissora de longo prazo para viagens espaciais de longa duração”.
Outras pesquisas selecionadas para a primeira fase do NIAC são uma “impressora 3-D de estruturas biológicas” e uma “plataforma de voo permanente”, que funcionaria como uma espécie de satélite capaz de se manter em baixa altitude.

8732 – Golfinhos podem ter a memória mais duradoura depois dos humanos


Cientistas encontraram evidências de que os golfinhos são capazes de se lembrar, por mais de 20 anos, de sons emitidos por golfinhos conhecidos. Essa descoberta dá a eles o status de portadores da memória social mais longa já identificada em uma espécie não humana. As conclusões são de um estudo publicado na edição atual do periódico Proceedings of the Royal Society of London B.
Os resultados mostraram que os golfinhos reagiam ao assobio característico de animais que eles tinham conhecido, mesmo após duas décadas separados.
Estudos recentes mostraram que cada golfinho desenvolve seu assobio especifico, que funciona como um nome. Em julho, foi publicado um estudo de Stephanie King e Vincent Janik, da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, sobre a identificação dos golfinhos a partir dessa assinatura sonora individual. Foi a primeira vez que se estudou a maneira como eles reagiam aos assobios, e os resultados mostraram que os golfinhos só atendiam ao seu próprio “nome”, e não a outros sons.
Para os pesquisadores, essa aptidão para o reconhecimento dos golfinhos pode ser até mais duradoura do que a capacidade humana de reconhecimento facial, já que o rosto das pessoas muda com o tempo, enquanto o assobio característico que identifica um golfinho permanece estável por décadas.
No estudo atual, conduzido por Jason Bruck, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, foram coletados dados de 53 golfinhos-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), que viviam em seis jardins zoológicos ou parques aquáticos diferentes. As instituições foram escolhidas por realizarem intercâmbio de animais entre si, e por manterem registros de quais golfinhos viveram juntos ao longo dos anos.
Para descobrir se os animais se lembravam de seus companheiros, Bruck primeiramente reproduziu gravações de assobios característicos de golfinhos que os animais estudados nunca tinham conhecido. Ele observou que, nessas circunstâncias, os animais ficam “facilmente entediados”. Quando eles já estavam habituados aos sons, Bruck tocou uma gravação de um animal que eles conheciam, com quem já tinham morado. A reação aos chamados conhecidos foi intensa e imediata.
Em um dos exemplos mais notáveis, o pesquisador reproduziu uma gravação de Allie, uma fêmea que vive atualmente no zoológico de Brookfield, perto de Chicago, para Bailey, que mora em um parque aquático. As duas tinham morado juntas quando Allie tinha dois anos de idade e Bailey, quatro. Mesmo tendo se passado mais de vinte anos que as duas tinham se visto pela última vez, Bailey reconheceu a gravação do assobio de Allie.
Esse tipo de resultado é o registro de uma memória mais longa já encontrada fora da espécie humana. O motivo pelo qual os golfinhos desenvolveram uma memória tão poderosa, porém, ainda não é claro para os pesquisadores. Uma possível explicação é o fato de que, na natureza, os golfinhos frequentemente se separam de um grupo e entram em outro, o que pode ter estimulado a melhora da memória e da capacidade de reconhecer outros animais. Outra hipótese é que a boa memória seja apenas uma consequência de uma sofisticação cognitiva dos golfinhos.

8726 – Saúde – Epidemia de hepatite no mundo


Em todo o mundo há uma epidemia silenciosa de hepatite, na maioria dos casos, os infectados podem levar até décadas para saberem que possuem a doença que mata cerca de 1,4 milhão de pessoas anualmente, segundo dados da ONU (Organizações das Nações Unidas) e da OMS (Organização Mundial da Saúde).
A hepatite possui cinco vírus que podem gerar infecções graves no fígado. Os tipos de hepatites B e C podem gerar doenças crônicas como o câncer de fígado. A ONU exige que governos de todo o mundo implementem programas de prevenção e tratamento da doença.
O diagnóstico tardio da doença distancia o paciente da cura e o coloca em risco de morte iminente. Na maioria dos casos, a doença avança por falta de informação, ausência de campanhas ou de acesso à exames e tratamento público. A OMS se predispõe a ajuda diferentes governos e instituições na aplicação de programas de prevenção e tratamento.
Os tipos de B,C e D da hepatite são transmitidos pelo contato sexual, contaminação da mãe para o bebê, por meio de equipamentos médicos não esterilizados, e transmissão via fluídos como o sangue. A OMS já aprovou vacinas para a prevenção dos tipos A e B da doença.
Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Hepatologia, nos últimos anos houve pouco avanço na oferta de informação e orientação sobre a doença aos brasileiros. A instituição considerada a hepatite tão preocupante quanto outras doenças como a Aids. O vírus da hepatite, HCV, tem matado quatro vezes mais do que o HIV.
Em 2011, somente 5% dos brasileiros entrevistados pela pesquisa nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste consideram a hepatite C uma doença grave. Na região nordeste esse percentual cai para 3%. Os hepatologistas afirmam que existem dois grupos de risco de alta urgência para realização do exame:
Indivíduos que realizaram transfusão de sangue antes de 1992;
Usuários de droga endovenosa, pessoas que compartilhavam agulhas.

8722 – Planeta Gelado – Gelo, Vento e Temperaturas


Descobrindo o planeta

Geleiras em remotas eras deslisaram das altas montanhas, cobrindo boa parte das terras emersas. É as geleiras que se deve a abertura dos vales mais amplos do nosso planeta. Nos desertos, as rochas dilatam-se com o calor do sol durante o dia, para depois se contraírem bruscamente, quando após o por do sol, sobrevêm um frio intenso. As rochas não resistem a essa variação e fraturam, exatamente como se dá com um copo de vidro que recebe um líquido muito quente. O próproio ar, modela as rochas mais duras. A abrasão devida ao material transportado pelo vento causa desgastes consideráveis. É a erosão eólica.

8721 – Pesquisadores tentam rastrear as origens de cão nativo americano


Do New York Times para o ☻ Mega

Aqui na pantanosa várzea do rio Lynches, sete dos primitivos cães de porte médio pertencentes a Don Anderson saltam em alerta máximo quando estranhos se aproximam.
Eles são dingos americanos (ou cães da Carolina) -amistosos e claramente diferentes de outros cães. Vários correm até o portão, sacudindo o corpo inteiro em expectativa. Outros disparam e assumem posição -suas orelhas de chacal estão totalmente eriçadas, e suas caudas curvas balançam. Um filhote preto se remexe para dentro uma toca subterrânea.
Entrar no cercado é perigoso por uma única razão: um dos hábitos que definem esses cães é escavar com os focinhos buracos do tamanho de bolas de futebol, talvez para procurar larvas ou para deglutir a terra e obter nutrientes. “É como uma paisagem lunar”, alerta Anderson, 79, a um visitante.
Alguns cães da Carolina ainda vivem em estado selvagem, e as pessoas da região tradicionalmente consideram que essa foi uma das poucas raças caninas que antecederam o desembarque dos europeus nas Américas -“Nosso cão nativo”, no dizer de Michael Ruano, outro entusiasta que costuma trabalhar com Anderson. “O cão natural da América.”

Agora, um novo estudo de DNA corrobora o folclore. Uma equipe liderada por Peter Savolainen, do Real Instituto de Tecnologia da Suécia, relatou que várias raças de cães das Américas -entre eles, o calvo peruano, o chihuahua e o cão da Carolina- carecem de alguns marcadores genéticos que indicam origem europeia, o que sugere que eles chegaram numa migração anterior, da Ásia.
A atual teoria especula que os cães são descendentes de lobos que se vincularam a humanos entre 12 mil e 33 mil anos atrás.
Mas não há consenso sobre onde isso pode ter ocorrido. Há quem diga que foi no Oriente Médio. Outros apontam para uma área ao sul do rio Yangtze, na China. O estudo de Savolainen fornece novos indícios em prol da hipótese chinesa e sustenta a ideia de que os primeiros cães domesticados cruzaram a ponte de terra chamada Beringia, na Idade do Gelo, há cerca de 12 mil anos. Os cães da Carolina, portanto, podem ter seguido acampamentos e se desgarrado dos seus senhores paleoíndios.
O biólogo I. Lehr Brisbin, funcionário da usina nuclear Savannah River, perto de Aiken (na Carolina do Sul), é o principal responsável pelo interesse em torno dessa raça. No começo dos anos 1970, Brisbin costumava topar com esses cães selvagens nos arredores da usina. Ele capturou alguns e hoje tem sua própria matilha.
Brisbin conseguiu o reconhecimento do cão da Carolina pelo United Kennel Club e descreveu algumas das suas características, incluindo a cauda em formato de anzol e a face semelhante à dos lobos. Os cães cooperam como matilha quando caçam um preá ou um coelho, possivelmente usando seus traseiros brancos como sinal.
“Esse anzol branco pode ser içado como o de um cariacu [veado com cauda branca] e pode balançar para frente e para trás”, disse ele. “Eu já os vi fazerem isso e vi o resto da matilha respeitar.”
A maioria dos cães da Carolina são castanho-claros, como os dingos australianos, mas também podem ser pretos ou malhados. A maioria tem pelo curto. Alguns exibem pequenas manchas acima dos olhos amendoados, o que dá a impressão de um par de olhos adicional, os quais Anderson chama de “olhos do espírito”.
Os estudos do DNA podem em breve facilitar a identificação das distinções dos cães da Carolina em relação a outras raças.
Mark Eden, um entusiasta, disse que diários do explorador espanhol Hernando de Soto no século 16 fazem uma possível referência aos cães da Carolina. Em 1806, Meriwether Lewis escreve, ao cruzar a América do Norte com William Clark, sobre um “cão índio”, que é “festivamente colorido; branco, preto, marrom e rajado”, com “orelhas eretas e pontiagudas, como dos lobos”, e usado pelos indígenas americanos para caçar alces.
No final do século 19 e no começo do 20, o caráter selvagem do cão, o pelo castanho -e provavelmente seu uso como cão de caça- levaram-no a ser chamado de “cão yaller”. Os entusiastas defendem a inclusão do cão entre as raças antigas do mundo todo: o israelense cão de Canaã, o indiano santal, o coreano jindo, o malasiano telomian, o cão cantor da Nova Guiné, o balinês kintamani e o basenji africano.
Esses cães possuem muitas das qualidades que Brisbin e Anderson descrevem. Os cães primitivos começaram a viver perto das pessoas há dezenas de milhares de anos, encontrando um lugar ligeiramente afastado da vista dos humanos -onde, se os estudos estiverem certos, eles resistem.

8720 – Agricultura – Arroz resistente à seca


O arroz é um dos cereais mais cultivados do mundo e a base alimentar de três bilhões de pessoas. Porém, devido ao seu enraizamento superficial, ele é muito sensível à escassez de água e, por isso, existe uma preocupação sobre de que forma ele vai se adaptar aos problemas que serão provocados pelas mudanças climáticas nos próximos anos. Agora, um novo estudo parece ter encontrado uma solução para isso. Cientistas japoneses identificaram um gene que favorece um enraizamento mais profundo das plantações de arroz e que permite que elas captem água em camadas mais profundas do solo e sobrevivam à seca. A descrição da pesquisa foi publicada neste final de semana na revista Nature Genetics.

Alteração genética
A equipe de pesquisadores, coordenada por Yusaku Uga, cientista do Instituto Japonês de Ciências Agrobiológicas, identificou um gene denominado DRO1 que favorece o crescimento de raízes para baixo. Depois de identificarem o gene, os cientistas selecionaram duas variedades de arroz: o IR64, uma das mais cultivadas na Ásia, porém de enraizamento superficial, e o Kinandang Patong, variedade cultivada nas Filipinas que se enraíza mais profundamente no solo e que apresenta o gene DRO1. A equipe, então, transferiu esse gene para a variedade IR64. Essa planta, geneticamente modificada, recebeu o nome de Dro1-NIL. De acordo com os cientistas, a nova planta apresentou um sistema de raízes mais profundo — a profundidade máxima de suas raízes foi mais do que o dobro da do arroz IR64 — sem outras diferenças significativas.

Resistência
Os pesquisadores também estudaram o impacto do gene DRO1 na resistência à seca, comparando as variedades Dro1-NIL, a planta geneticamente modificada, e IR64, com enraizamento superficial, em diferentes condições de cultivo.
O estudo demonstrou que, em condições de seca moderada, o rendimento da plantação da variedade IR64 é apenas 42% do seu rendimento em condições normais. Uma seca severa, porém, é capaz de levar a um rendimento praticamente nulo dessa variedade. Em contrapartida, o arroz geneticamente modificado praticamente não foi afetado pela seca moderada, enquanto seu rendimento caiu cerca de 30% em caso de seca severa.
“Nossos resultados abrem portas para novas estratégias de seleção, usando genes influentes no sistema de raízes para desenvolver variedades com uma forte capacidade de adaptação à seca”, escreveram os autores no estudo. De acordo com o coordenador da pesquisa, a equipe está avaliando a eficácia do gene DRO1 em uma análise feita juntamente com o Instituto Internacional de Pesquisa sobre o Arroz. “Se conseguirmos obter resultados positivos, esperamos lançar essa variedade do arroz nos países asiáticos.”

8719 – Genética – Novas idades para ‘Adão’ e ‘Eva’


Em genética, chamam-se Adão e Eva os mais recentes ancestrais comuns a toda humanidade. Ele é o pai do pai do pai… de todos os homens e mulheres vivos. Do mesmo modo, ela é a mãe da mãe da mãe… Não foram os primeiros exemplares da espécie humana, ao contrário do casal bíblico, nem necessariamente se conheceram. Foram, na verdade, os últimos ancestrais a partir dos quais se pode traçar uma linha direta de descendência paterna ou materna até os dias de hoje. Uma nova pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science joga um pouco de luz sobre a época em que o Adão e a Eva da genética viveram. Os pesquisadores descobriram que, ao contrário do que mostravam estimativas anteriores, o ancestral comum paterno e o materno podem ter vivido em momentos próximos ou até idênticos: o homem teria vivido entre 120.000 e 156.000 anos atrás, e a mulher, entre 99.000 e 148.000 anos.
Para estudar os ancestrais masculino e feminino, os cientistas examinam o material genético que homens e mulheres passam, exclusivamente, para seus filhos e filhas. Durante o momento da concepção, os genomas do pai e da mãe se misturam. Por isso, é muito difícil saber qual dos dois transmitiu qual gene. Mas uma parte do DNA é transmitida exclusivamente pelo pai: o cromossomo Y, que determina o sexo masculino. É ele que contém as informações sobre o ancestral paterno comum, chamado Adão cromossomial-Y. Também existe um trecho do DNA que é transmitido exclusivamente pela mãe: o DNA mitocondrial, um pedaço do genoma que não está localizado no núcleo, mas na mitocôndria da célula. Por isso a ancestral comum a todas as mulheres é conhecida como Eva mitocondrial.
O Adão cromossomial-Y e a Eva mitocondrial, obviamente, não foram os únicos humanos de seu tempo. Outros homens e mulheres podem até ter deixado descendentes até os dias de hoje, mas não tiveram sucesso em deixar uma linhagem inteiramente patrilinear ou matrilinear intacta — em algum momento seus descendentes tiveram uma prole do sexo oposto, interrompendo a transmissão do cromossomo Y ou do DNA mitocondrial.
Os pesquisadores encontraram 11.640 variações genéticas entre os cromossomos. A partir disso, construíram uma árvore genealógica a partir do primeiro ancestral comum paterno, com origem entre 120.000 e 156.000 anos atrás

Em estudos anteriores, os cientistas estimavam que a ancestral materna devia ser até três vezes mais antiga que o paterno. “As pesquisa anteriores indicavam que o ancestral comum masculino teria vivido muito mais recentemente que o feminino. Nossa pesquisa mostra, no entanto, que essa discrepância não existe”, diz Carlos Bustamante, professor de genética na Universidade de Stanford, um dos autores do estudo publicado na Science.

No novo estudo, os pesquisadores sequenciaram completamente os cromossomos Y de 69 homens vindos de 9 regiões diferentes do globo: Namíbia, República Democrática do Congo, Gabão, Argélia, Paquistão, Camboja, Sibéria e México. As modernas tecnologias de análise genética permitiram que os pesquisadores encontrassem, pela primeira vez, 11.640 pequenas diferenças entre esses cromossomos.
Como os cromossomos Y foram todos herdados da mesma pessoa — o ancestral paterno comum —, essa variação genética só poderia ter surgido a partir de mutações aleatórias, que se acumularam com o passar das gerações. Ao estudar como as pequenas variações no cromossomo Y se espalharam pelo globo e são compartilhadas pelas diversas populações mundiais, os pesquisadores conseguiram traçar uma árvore genealógica da humanidade como um todo.
No topo da árvore, está o Adão cromossomial-Y. Abaixo dele, cada nova mutação no cromossomo representa um novo ramo da árvore genealógica e o surgimento de uma nova linhagem. Segundo os pesquisadores, a configuração dos ramos ao longo do tempo se mostrou semelhante à distribuição das populações humanas conforme saíam da África para habitar a Ásia e a Europa. “Essencialmente, nós construímos a árvore genealógica do cromossomo Y”, diz David Poznik, pesquisador da Universidade de Stanford e autor principal do estudo.
O passo seguinte dos pesquisadores foi estimar a época em que o ancestral comum paterno viveu. Para isso, eles estudaram o cromossomo Y de indígenas americanos. Os cientistas sabiam que os habitantes originais da América só chegaram ao continente há 15.000 anos. Por isso, todas as mutações compartilhadas por todos os indígenas deveriam ter acontecido antes — ou pouco tempo depois — desse período. Já as mutações que variavam entre as populações devem ter surgido pouco tempo depois, quando eles começaram a se espalhar pelo continente.
Após analisar as variações genéticas, os pesquisadores conseguiram calcular a taxa com que o cromossomo Y sofre mutação ao longo do tempo. Ao aplicar essa taxa de mutação na árvore genealógica que haviam descrito, eles foram capazes de estimar a época em que o ancestral comum viveu: entre 120.000 e 156.000 anos atrás. Os cientistas fizeram o mesmo tipo de estudo com o DNA mitocondrial dos 69 homens e outras 25 mulheres. Assim, desenharam uma árvore genealógica semelhante para a ancestral comum materna e traçaram uma data para sua origem: entre 99.000 e 148.000 anos atrás.

Os pesquisadores não sabem dizer o que a sobreposição dos períodos estimados para a vida dos ancestrais comuns masculinos e femininos significa. Segundo o estudo, a coincidência de datas pode não ter nenhuma razão histórica — ser um simples fruto do acaso. Mas também é possível que ela represente um período quando a população humana sofreu um grande corte populacional, ao qual poucos indivíduos sobreviveram para transmitir seus genes. “Algumas linhagens morrem, e outras têm sucesso. Na maior parte, esse processo é aleatório. Mas também é possível que existam elementos da história humana que predispõe as linhagens a se sobreporem em determinados períodos”.

Glossário:
CROMOSSOMO
É uma sequencia de DNA que contém os genes que determinam as características dos organismos. Tem dois braços, chamados cromatídeos, que se unem formando um X com a parte de cima mais alongada. O ser humano tem 46 cromossomos em cada célula.

MITOCÔNDRIAS
As mitocôndrias são estruturas responsáveis por fornecer energia, a partir da quebra de nutrientes, para as células. Esse processo é conhecido como respiração celular. O número de mitocôndrias por célula varia muito, de milhares a poucas. A quantidade depende da função da célula. Células musculares, que necessitam de muita energia para funcionar, têm mais mitocôndrias que células nervosas, por exemplo.

DNA MITOCONDRIAL
O DNA mitocondrial não se encontra no núcleo da célula, mas dentro da mitocôndria. Como é transmitido exclusivamente da mãe para os filhos, ele é ideal para o estudo de arqueologia molecular. Além disso, ele é naturalmente amplificado, ou seja, apresenta centenas ou milhares de cópias em uma única célula.

8718 – Evolução de Espécies – A pele através da história


A pele humana é uma evidência direta da evolução. A pequena quantidade de pelos e os múltiplos tons de pele foram características cuidadosamente selecionadas durante milhões de anos e representam mais do que traços cosméticos — eles são responsáveis pela sobrevivência da espécie. Hoje em dia, no entanto, essas mesmas adaptações podem conflitar com o estilo de vida moderno. “Toda essa variedade de tons de pele dentro de uma mesma espécie é incrível. Entender como isso se desenvolveu desde nossos antepassados pode ter profundas consequências para a nossa saúde hoje em dia”, diz Nina Jablonski, antropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia e autora do livro Living Color: The Biological and Social Meaning of Skin Color (Cores Vivas: Os Significados Biológicos e Sociais da Cor de Pele, inédito em português).
Segundo as evidências mais recentes, o corpo dos antepassados humanos era repletos de pelos, como macacos. Eram caçadores-coletores que viviam nas zonas tropicais da África, onde os alimentos e a água eram abundantes, e o clima era ameno. Nestas condições, os pelos ajudavam a reter o calor corporal.
Há cerca de 2 milhões de anos, no entanto, a Terra foi atingida por uma série de mudanças climáticas, e as florestas locais não passaram incólumes. Os hominídeos da época começaram, então, a se locomover cada vez mais para conseguir suprimentos. Ao mesmo tempo, eles passaram a desenvolver um cérebro cada vez maior, o que seria essencial para o surgimento do Homo sapiens. O órgão, no entanto, era extremamente sensível a grandes temperaturas. A maior mobilidade e a sensibilidade ao calor se tornaram uma combinação perigosa. Assim, hominídeos com menor quantidade de pelos se tornaram mais aptos a sobreviver e a passar seus genes adiante — era a seleção natural em ação. “Começamos a perder nossos pelos para liberar melhor o calor do corpo”, diz Jablonski. Hoje, os humanos são os únicos primatas — e dos raros mamíferos — com poucos pelos no corpo.
No entanto, ao perderem os pelos, os hominídeos se tornaram extremamente vulneráveis ao sol da África tropical: sua pele era muito clara — como a dos chimpanzés. Ao absorver as grandes quantidades de raios ultravioleta que incidiam no local, eles podiam sofrer sérias queimaduras, desenvolver diversos tipos de câncer, além de perder vários nutrientes da pele. Um deles — o folato — é essencial para o desenvolvimento correto dos embriões e importante para o sucesso reprodutivo humano. Assim, a pele desses ancestrais foi ficando cada vez mais rica em melanina, um pigmento responsável por escurecer a pele e protegê-la dos raios ultravioleta. “Não há nenhuma relação genética entre a perda de pelo e a mudança da cor da pele. Eles apenas aconteceram em um período histórico próximo: um veio mitigar os efeitos do outro”, diz Nina Jablonski.

Explorando o planeta
Esses ancestrais humanos continuaram seu percurso natural de evolução, com cérebros cada vez maiores e postura cada vez mais ereta. Há 200.000 anos, sua anatomia tornou-se semelhante à do homem moderno, dando origem ao Homo sapiens. Mesmo após surgir como espécie, os seres humanos continuaram na África por mais de metade de sua história na Terra, carregando a pigmentação de pele perfeita para a incidência solar na região. No entanto, há 80.000 anos, os primeiros humanos começaram a deixar o continente rumo à Europa e à Ásia. Em sucessivas ondas de migração, passaram a encontrar novos ambientes, com latitudes e altitudes maiores — e menor incidência de raios ultravioleta.
O problema é que essa mesma radiação, que pode ser perigosa quando absorvida em excesso, também é essencial para a síntese de vitamina D no sangue humano. A falta dessa vitamina diminui a absorção de cálcio e deprime o sistema imunológico. Sua ausência crônica pode levar a problemas no parto, deformidades e até morte. Mais uma vez, a seleção natural começava a favorecer uma mudança na cor da pele: pessoas com menos pigmentação conseguiam produzir mais vitamina a partir do parco sol local, tornando-se mais aptas a sobreviver.
Segundo Nina Jablonski, a pele mais clara se desenvolveu três vezes de maneira isolada entre os ancestrais humanos. “Uma dessas vezes foi entre os Neandertais europeus, que, segundo estudos genéticos, tinham peles claras e cabelos ruivos. As outras duas foram entre os Homo sapiens europeus e os asiáticos”, diz. Há mais de uma década, a antropóloga publicou o primeiro estudo que mostrava as relações entre a incidência de raios ultravioleta no mundo e a distribuição das populações com diferentes tons de pele.
Cultura na pele
Durante dezenas de milênios, as diversas populações, com seus diversos tons de pele, continuaram a se desenvolver de maneira isolada ao redor do mundo. Quando esses povos voltaram a se encontrar, foi natural que a cor de pele alheia chamasse atenção. Segundo Jablonski, isso acontece porque os humanos são animais visuais. Mas, ela destaca, isso não quer dizer que eles estão geneticamente programados para o preconceito. Não existe nenhuma evidência de que os primeiros encontros entre populações de tons de pele diferente tenham sido afetados por essa predisposição. As relações entre Egito e Grécia antiga, por exemplo, podiam até ser violentas, mas a cor da pele não era vista como sinal de valor humano.
Foi somente com as grandes navegações que essa questão se tornou importante. Com o contato cada vez maior entre os povos, a cor da pele começou a ganhar enorme valor cultural. Biologicamente, a pigmentação é apenas o resultado da necessidade corporal de se adaptar ao ambiente. No entanto, nesse tempo ela passou a ser entendida como sinal de hierarquia – inferioridade ou superioridade – entre as populações. Assim, mesmo sem ter nenhuma base científica, o argumento justificava a dominação econômica de populações inteiras, como a escravização das tribos africanas trazidas ao Brasil.

Herança genética
Hoje, a viagens pelo mundo se dão de forma muito mais rápida e em quantidades muito maiores do que na época das grandes navegações. As populações urbanas se tornaram ainda mais variadas, com habitantes de todos os cantos do planeta. Essa convivência entre os diferentes povos ajudou a diminuir os preconceitos. No entanto, os tons de pele da população deixaram de estar associados à região do planeta onde habitavam, e isso começou a afetar a saúde. “Alteramos o equilíbrio que houve durante a evolução humana. Grande parte da população mundial vive longe de onde seus ancestrais viveram, com consequências previsíveis para sua saúde”, diz Nina Jablonski.
Os problemas podem ser sentidos tanto pelas populações de pele clara habitando regiões equatoriais, quanto por populações de pele mais escura em regiões de alta latitude. Além disso, quase 60% da humanidade vive em cidades, onde a exposição à luz do sol é mínima. “Durante 200.000 anos, nós passamos grande parte de nossos dias nos ambientes externos. A partir do último século, no entanto, começamos a gastar a maior parte do nosso tempo dentro das construções”, diz Nina, que conduz uma série de estudos para medir a quantidade de sol absorvida por diferentes populações ao redor do mundo e as consequências disso para sua saúde.
Os resultados iniciais de sua pesquisa são preocupantes. “Constatamos que a falta de radiação ultravioleta está levando a sérias deficiências na quantidade de vitamina D”, diz. Segundo a antropóloga, os cuidados necessários para se proteger do excesso de radiação ultravioleta já estão bem divulgados — usar protetor solar, evitar as horas de sol mais intenso —, mas o mesmo não é verdade para os efeitos deletérios da falta de vitamina D.
A pesquisadora diz que a ausência dessa vitamina pode ser parcialmente responsável por grande parte dos problemas de saúde que atingem minorias populacionais nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. “Ao diminuir as funções do sistema imunológico, isso pode tornar essas populações mais suscetíveis a gripes e resfriados, além de infecções mais sérias”, diz. Também existem evidências de que a deficiência crônica de vitamina D está levando a um aumento nos casos de depressão sazonais.
A solução para esses problemas é simples. Pessoas com pele mais escura vivendo em zonas temperadas, por exemplo, podem simplesmente decidir tomar mais sol, ou podem escolher repor a quantidade diária que lhe falta com suplementos de vitamina D. Para isso, no entanto, elas precisam conhecer as necessidades específicas de sua pele. É impossível voltar atrás da sociedade globalizada. Não existe como — e nem seria desejável — as diversas populações do mundo voltarem para seus locais de origem. Segundo Nina Jablonski, o melhor modo de superar o descompasso entre tom de pele e radiação solar é a partir do conhecimento sobre sua herança genética. Ao saber de onde veio sua pele, como ela adquiriu sua cor atual, é possível protegê-la dos efeitos da vida moderna.

8717 – Vacina brasileira contra Aids testada em macacos


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Pesquisadores vão testar em macacos uma vacina brasileira contra o vírus HIV, a partir do segundo semestre, informou uma nota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta segunda-feira (5-de agosto-2013).
A previsão é que os experimentos durem 24 meses, e o objetivo é encontrar um método de imunização mais eficaz contra a Aids para ser usado em seres humanos.
O imunizante contido na vacina foi desenvolvido e patenteado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP, e batizado de HIVBr18. O projeto teve início em 2001 e foi desenvolvido por três pesquisadores – Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca.
Vantagens
A atual etapa do teste pré-clínico, a ser realizada no segundo semestre, vai ser feita em uma colônia de macacos rhesus mantida pelo Instituto Butantan. A vantagem de fazer os testes, é a similaridade entre o sistema imunológico humano e o dos macacos, e o fato de eles serem suscetíveis ao vírus SIV, que deu origem ao HIV.
Os cientistas avaliam que, no atual estágio de desenvolvimento, a vacina não deve eliminar totalmente o HIV do organismo, mas poderia manter a carga dos vírus reduzida ao ponto um infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.
A vacina também pode vir a ser usada para fortalecer o efeito de outras contra a Aids, como uma que está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade Rockfeller, em Nova York, nos UEA, criada com uma proteína do vírus chamada gp140.
“Em um experimento conduzido pela pesquisadora Daniela Rosa, observamos que a pré-imunização com a HIVBr18 melhora a resposta à vacina feita com a proteína recombinante do envelope do HIV gp140, que é a responsável pela entrada do vírus nas células”, disse Cunha Neto, em entrevista à Fapesp.
“Uma vacina capaz de induzir a produção de anticorpos contra essa proteína [gp140] poderia bloquear a infecção contra o HIV”, completou Cunha Neto.
O projeto é atualmente conduzido no ambito do Instituto de Investigação em Imunologia, considerado um dos institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com apoio da Fapesp.
O projeto teve início a partir da análise do sistema imunológico de um grupo especial de portadores do HIV, que mantinham o vírus sob controle por mais tempo que o normal e apresentavam demora para adoecer.
Nestes pacientes, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 (TCD4), tipo de glóbulo branco que é alvo do vírus HIV, permaneciam em níveis mais elevados do que o normal.
Naquela época, os pesquisadores isolaram peptídeos (pequenos pedaços de proteínas) do vírus HIV entre os mais estáveis (que se mantém presentes em quase todas as cepas) e testaram com a ajuda de um programa de computador.
A ideia foi selecionar os peptídeos com mais chances de serem reconhecidos pelas células TCD4 do sistema imunológico dos pacientes infectados com o HIV. Foram escolhidos 18 entre os peptídeos testados.
Os 18 peptídeos foram recriados em laboratório e codificados em uma molécula circular de DNA, chamada de plasmídeo. Os resultados foram publicados em 2006 na revista científica “Aids”.
Testes em laboratório feitos com amostras de sangue de 32 pessoas com HIV com diferentes condições imunológicas e genéticas mostraram que, em mais de 90% dos casos, ao menos um dos peptídeos era reconhecido pelas células imunológicas.
Os processos foram aperfeiçoados e novos testes foram feitos, inclusive um novo experimento com camundongos geneticamente modificados para expressar moléculas do sistema imunológico humano, cujas conclusões saíram na revista científica “PLoS One”, em 2010.
Para pesquisas recentes, o grupo desenvolveu uma nova versão da vacina, com elementos conservados de todos os subtipos do grupo principal do HIV, chamado de grupo M. A vacina foi capaz de induzir respostas do sistema imunológico contra fragmentos de todos os subtipos testados do vírus até o momento.

8716 – Estudo da USP sobre vacina antiaids sai em revista científica internacional


A PLoS ONE é uma publicação eletrônica com revisão por pares (peer review) e de acesso aberto, muito influente.
De aproximadamente 200 conceitos de imunizantes anti-HIV imaginados ao longo de 25 anos de luta contra a doença, o desenho da HIVBr18 é o único que mira “regiões conservadas” do vírus – trechos que não passam por mutações. Com a identificação desses alvos fixos, o imunizante brasileiro pode chegar a ser mais eficaz do que os quase 30 que passam hoje pelo crivo dos ensaios clínicos.
A patente da HIVBr18 foi depositada no Brasil em setembro de 2005, e nos Estados Unidos e na União Europeia em 2007.
O trunfo do HIV é que o vírus é um fujão profissional porque passa por muitas mutações. E ninguém até agora havia conseguido identificar e alvejar seu calcanhar de Aquiles. Com isso, os cientistas acabavam se deparando com a situação inglória de gastar anos de estudo e muito dinheiro para criar um arsenal que só funciona em um alvo e, na hora H, perceber que o alvo já virou outra coisa, na qual o míssil não faz nem cócegas. Assim, as vacinas já testadas fracassaram porque foram tapeadas pelo agente causador da Aids. Funcionaram em alguns casos, mas não foram reconhecidas em outros tantos.
As “velhas estratégias” para lidar com esse pesadelo obedecem a duas premissas clássicas: elas usam proteínas inteiras do HIV e se concentram em gerar linfócitos T do tipo CD8 citotóxico, o pelotão de fuzilamento de células infectadas. Os pesquisadores da USP, sob coordenação de Cunha-Neto, resolveram identificar os trechos permanentes ou “fixos” do HIV por meio de um software – acharam e testaram 18 fragmentos – e embuti-las artificialmente em uma “vacina de DNA”.
Um algoritmo identificou, a partir de uma base de dados, regiões conservadas que se ligam à maioria dos tipos de HLA de classe 2 (os antígenos leucocitários humanos, moléculas capazes de estimular uma resposta imune que variam muito de pessoa para pessoa). Esses segmentos protéicos foram então fabricados. Foram produzidos 18 peptídeos que, no conjunto, pegavam todos os HLA mais comuns na população.
Testada com 30 pacientes soropositivos, 91% reconheceram as iscas. O objetivo buscado aqui foi, teoricamente, melhorar a cobertura vacinal em populações geneticamente heterogêneas, ou seja, fazer com que mais pessoas desenvolvessem respostas imunes contra o HIV após receber a vacina.
Linfócito T CD4
Além disso, a equipe decidiu investir em outro linfócito T, o do tipo CD4. Não adianta muito ativar o CD8 e só, porque ele é inapelavelmente dependente do CD4 para ser gerado e subsistir com capacidade destruidora. Sem o CD4, o CD8 tem curta duração. O CD4 não era alvo nos conceitos tradicionais de vacina, segundo Cunha-Neto.
Com a incorporção da pesquisadora Daniela Rosa, a pesquisa ganhou novo impulso. Foi então que as 18 sequências foram colocadas em um plasmídeo, um anel de DNA. Na verificação de magnitude após a injeção, os testes indicaram uma alta proliferação e produção de citocinas, as proteínas que funcionam como mensageiros para ajudar na regulação de uma resposta imune. Já na checagem de amplitude em camundongos transgênicos parcialmente “humanizados”, 16 das 18 sequências foram reconhecidas.
Os oito anos, até agora, da jornada para viabilizar a HIVBr demandaram financiamento da Fapesp, do Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde, do CNPq através do INCT-Instituto de Investigação em Imunologia, e do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (Itália).

8715 – Luva robótica ajuda a recuperar movimentos da mãos


O projeto do dispositivo é do cientista Thomas Burton e usa novas tecnologias, como a impressão em 3D, para que o equipamento seja adaptado a qualquer tamanho.
O pesquisador afirma que a próxima versão da mão robótica, já em desenvolvimento, é menor, mais leve e qualquer um poderá usá-la como uma ferramenta de reabilitação.
A terapeuta ocupacional Allie Turton, da Universidade do Oeste da Inglaterra, supervisiona o projeto e diz que é difícil para um paciente em recuperação fazer exercícios o tempo todo.
Ela diz esperar que, com a mão robótica, as pessoas em recuperação possam realizar as atividades em casa, como parte da rotina.

8711 – Saúde – Casca de Ovo contra a Osteoporose


Um dos problemas que aflige uma grande parcela da população mundial a partir de uma certa idade é a osteoporose, que significa “ossos porosos” e é um problema em que os ossos vão perdendo progressivamente a sua densidade, tornando-se cada vez mais finos, frágeis e quebradiços. Embora os ossos não encolham, tornam-se porosos e menos densos, portanto, mais propensos a fraturas. Normalmente, a osteoporose só provoca sintomas quando os ossos ficam quebradiços e fracos, fraturando-se ao mínimo traumatismo.
Muitas vezes, basta pouca pressão para fraturar os quadris, coxas e pulsos, locais mais comuns de fraturas causadas pela osteoporose em vista dessa região óssea estar naturalmente submetida a uma maior pressão. Só há sinal de alerta, entretanto, quando ocorre uma fratura, embora a diminuição de altura, lombalgias, postura inclinada e o aparecimento de corcunda sejam tal indicações.
Pesquisas demonstram que a osteoporose é a doença óssea metabólica mais frequente, sendo a fratura a sua manifestação clínica. É definida patologicamente como “diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua microarquitetura, levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após mínimos traumas”. É considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas ao envelhecimento. Uma das medidas de prevenção consiste no fornecimento de cálcio aos ossos, nas quantidades que eles necessitam diariamente.
O cálcio é um mineral de extrema importância ao organismo humano, pois é o principal elemento da estrutura do esqueleto. A alimentação diária deve conter quantidades elevadas de cálcio, em média 1000-1500 mg diárias, segundo Mahan, L. Kathleen; Stump Sylvia Escott, para as demandas fisiológicas a que o corpo é submetido. Uma alimentação deficiente de cálcio compromete a massa óssea, levando à osteoporose, diminuição da resistência óssea e um maior risco de fraturas.
O cálcio é um dos principais minerais que o corpo humano necessita para a formação da massa óssea e dos dentes. Porém, a desinformação sobre sua atuação na saúde humana gera problemas sociais, atingindo a saúde pública através de doenças “ósseas”, como a osteoporose e o raquitismo, principalmente durante a fase de desenvolvimento humano. E percebe-se que muitas vezes as recomendações médicas para combate ou prevenção não estão acessíveis às famílias de baixa renda. Uma alternativa prática e barata de suplementação deste mineral consiste na reutilização de cascas de ovos, devidamente assadas e trituradas, como ingrediente diário de dietas, a partir da manifestação dos primeiros sintomas da osteoporose ou mesmo como prevenção.

8707 – A Construção do Conhecimento Científico


Percebe-se hoje um ensino de ciências resumido a poucos trágicos conceitos: o desinteresse e consequente baixo rendimento coletivo, a desmotivação generalizada dos educadores e o seu despreparo para o enfrentamento do atual momento social, altos índices de reprovação ou aprovações pontuais isentas de critérios bem definidos, a inexistência de metodologias adotadas pelas escolas… Percebe-se, ainda, que este é um problema de natureza que transcende às limitações físicas das instituições de ensino, estendendo-se à formação científica dos professores em um caráter que não os torna pesquisadores e os condiciona à aceitação de uma exatidão e um formalismo já há muito tempo superado pelas ciências naturais.
Esta realidade, de transmissão de informações pontuais e não suscetíveis a questionamentos, alterações e construções, não vai ao encontro do conhecimento do atual aspecto social humano. De acordo com Thomas Kuhn (1962), epistemólogo que abordou como conceitos fundamentais a evolução científica a partir da superação e mudança de paradigmas, uma mudança de paradigma nas ciências consolida-se como o ponto de partida para um ensino com utilidade, que forme sujeitos pensantes e questionadores, capazes de positivamente interagir em uma sociedade cada vez mais complexa e exigente.

Ainda de acordo com Thomas Kuhn, o conhecimento científico somente evolui quando rompe com as tradições dominantes e abre-se ao novo, sendo esta capacidade de regeneração a demarcação de um conhecimento realmente de natureza científica.

Ao desconsiderarmos a plasticidade científica, estamos mascarando a mais sublime das características do pensamento científico: sua capacidade em evoluir e tomar rumos muitas vezes inesperados, o que somente é possível quando busca-se pela verdade, de modo alheio ao que gostaríamos ou acreditamos. E tais caminhos trouxeram a humanidade até aqui, nos elevaram de presas fáceis e incapazes à raça dominante do planeta, e a mais perigosa para nós mesmos; em um primeiro aspecto, porque a ciência está repleta de descobertas fortuitas, em um segundo, porque hoje somos em teoria a única raça a ser temida.
A não exatidão do conhecimento científico não pode ser utilizada como ponto de partida para a almejada formação do aluno pesquisador? Não poderá o professor buscar a construção junto a seu aluno em conhecimento pessoal, em individualidade, de modo que contemple-se sua atual realidade contextual, fazendo-o integrante de um processo em construção, indo muito além de receptadores de informações abstrativas? E estou certo de que essas são apenas algumas das questões a serem consideradas a respeito desse tema conflitante e emergente.

8706 – Mega Byte – A Ciência da Computação II


Um breve reforço nos conceitos básicos…

É a área que estuda o uso e implementação dos algoritmos em computadores e softwares. Através de campo de conhecimento matemático torna-se possível suprimir processos de cálculos matemáticos e soluções de problemas através do uso de dispositivos mecânicos e eletrônicos.
Entre as ferramentas e dispositivos destacamos o computador digital e seus demais componentes tecnológicos. Outra ferramenta fundamental é o software que de forma geral oferece programas para registros, segurança digital, especificações, modelagens, testes e codificações de números e linguagens.
A ciência da computação, através de seus produtos, tem envolvido toda a sociedade global através do barateamento dos computadores, do acesso à Internet e ao conteúdo da mesma. Porém, uma das primeiras ferramentas desta ciência não foi um dispositivo eletrônico, e sim mecânico, o ábaco.
O ábaco foi inventado em torno de 2.400 a.C, na Mesopotâmia, e servia para desenhar linhas na areia com rochas. Os indianos, entre os anos 200 a.C e 400, criaram o logaritmo; que no século XIII, passou a ser estudado pelos islâmicos em tabelas logarítmicas.
Os indianos, através do estudo do matemático Pingala, desenvolveram o sistema de numeração binário, que até os dias atuais, estabelece que sequências específicas de “um” e “zero” podem representar informações de vários sentidos. Leibniz, matemático e filósofo , desenvolveu a lógica binária, na qual um e zero poderiam representar os conceitos de ligado ou desligado.
Os modelos matemáticos para o processamento da computação surgiu através da álgebra booleana, criada por George Boole em 1854. Antes, em 1837, Charles Babbage idealizou uma máquina similar à ideia de computador que viria a existir em meados do século XX, o equipamento que havia desenhado nunca foi construído e pertencia ao seu engenho analítico. Charles Babbage imaginou a ideia de programar algo através de uma máquina, o que se materializou nos computadores modernos.

8705 – Planeta Terra – Montanhas



Falamos em um outro capítulo do mangue, um ambiente impróprio à ocupação humana e que dentre os fatores negativos, se destacam a extrema umidade do ar, aliada a dificuldade de locomoção provocada pela vegetação e pelo terreno lamacento e que favorece a proliferação de insetos nocivos, principalmente o mosquito anoféles, o responsável pela transmissão da malária. Apesar disso, não devem ser extintos. Como todos os ambientes naturais, fazem parte de uma longa e complexa cadeia que garante o equilíbrio ecológico do planeta.

pilastras

Montanhas
Na Tessália, centro da Grécia, temos pilastras de rocha com cerca de 500 metros de altura, sobre a as quais, eremitas ortodoxos construíram, nos séculos 14 e 15, seus mosteiros isolados e quase inacessíveis. A origem de tal paisagem é a erosão. Em algumas ela só ataca em parte, milhares de anos, porém, quando a ação da água, vento, calor e gelo tiver completado a sua obra de demolição, tal aspecto seria bem diferente. Muitas rochas são inteiramente constituídas de substâncias solúveis na água. Ao escorrer, a água fluvial lava violentamente o solo, arrastando as partículas para as regiões baixas, sobretudo quando não existe muito vegetal capaz de manter o solo compacto. Quando a água escorre velozmente em grande quantidade. consegue remover e transportar até cascalho e volumosas pedras; a ação erosiva aumenta a tal ponto que mesmo pequenas torrentes podem escavar o terreno até formar grandes vales. Os rios dilapidam a superfície dos continentes, elevando o material removido para os mares e oceanos. Ondas e marés são também grandes forças mecânicas que contribuem para a erosão.

8704 – Biologia – O peixe de água salgada vive na água doce?


Sem Chance!
Os líquidos que circulam no corpo do peixe de água salgada têm aproximadamente a mesma quantidade de sais, ou seja, concentração, que a água do mar. “Se o peixe for colocado em água doce, a concentração de líquidos do seu corpo será maior que a do ambiente”. Como os corpos tendem a estar sempre em equilíbrio, o peixe absorverá água e não terá como eliminá-la porque seu rim é pouco desenvolvido. Ele inchará e poderá até explodir. O oposto acontecerá se um peixe de água doce for colocado no mar. A concentração de líquidos do seu corpo será bem menor que a água e ele perderá líquido até ficar desidratado. Existem espécies de peixes que suportam por mais tempo a mudança de ambiente, como a tainha, que vive em lagoas onde a salinidade varia muito.

8703 – Relógio Biológico – Faz mal dormir de luz acesa?


A luz atrapalha o sono profundo. Mesmo com o olho fechado, a luminosidade é capaz de atravessar a pálpebra, que é um tecido muito fino, e chegar ao sistema nervoso central. Quando o ambiente está escuro, a glândula pineal, que fica dentro do cérebro, produz uma substância chamada melatonina. Entre outras coisas ela é responsável por induzir o organismo ao sono profundo. Quando há muita luz, tal substância praticamente para de ser secretada pela glândula. Por isso o sono fica superficial e o dorminhoco acorda facilmente. O homem provavelmente desenvolveu tal adaptação quando ainda morava nas cavernas. A noite, no escuro, era o pior momento para caçar porque a maioria dos animais podia ver muito melhor do que ele. A característica se manteve ao longo da evolução de nossa espécie.

8702 – Química – O Dióxido de Carbono


fotossintese

Também conhecido como anidrido carbônico (português europeu) ou anidrido carbônico (português brasileiro) e gás carbônico (português europeu) ou gás carbônico (português brasileiro)) é um composto químico constituído por dois átomos de oxigênio e um átomo de carbono. A representação química é CO2. O dióxido de carbono foi descoberto pelo escocês Joseph Black em 1754.
Estruturalmente o dióxido de carbono é constituído por moléculas de geometria linear e de carácter apolar. Por isso as atrações intermoleculares são muito fracas, tornando-o, nas condições ambientais, um gás. Daí o seu nome comercial gás carbônico. Esse gás é exalado dos seres humanos e dos animais e é aceitado pelas plantas.
O dióxido de carbono é essencial à vida no planeta. Visto que é um dos compostos essenciais para a realização da fotossíntese – processo pelo qual os organismos fotossintetizantes transformam a energia solar em energia química. Esta energia química, por sua vez é distribuída para todos os seres vivos por meio da teia alimentar. Este processo é uma das fases do ciclo do carbono e é vital para a manutenção dos seres vivos.
O carbono é um elemento básico na composição dos organismos, tornando-o indispensável para a vida no planeta. Este elemento é estocado na atmosfera, nos oceanos, solos, rochas sedimentares e está presente nos combustíveis fósseis. Contudo, o carbono não fica fixo em nenhum desses estoques. Existe uma série de interações por meio das quais ocorre a transferência de carbono de um estoque para outro. Muitos organismos nos ecossistemas terrestres e nos oceanos, como as plantas, absorvem o carbono encontrado na atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2). Esta absorção se dá através do processo de fotossíntese. Por outro lado, os vários organismos, tanto plantas como animais, libertam dióxido de carbono para a atmosfera mediante o processo de respiração. Existe ainda o intercâmbio de dióxido de carbono entre os oceanos e a atmosfera por meio da difusão.
A libertação de dióxido de carbono vinda da queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra (desmatamentos e queimadas, principalmente) impostas pelo homem constituem importantes alterações nos estoques naturais de carbono e tem um papel fundamental na mudança do clima do planeta.
O CO2 é um dos gases do efeito estufa que menos contribui para o aquecimento global, já que representa apenas 0,03% da atmosfera.
O excesso de dióxido de carbono que atualmente é lançado para a atmosfera resulta da queima de combustíveis fósseis principalmente pelo setor industrial e de transporte. Além disso, reservatórios naturais de carbono e os sumidouros (ecossistemas com a capacidade de absorver CO2) também estão sendo afetados por ações antrópicas. Devido o solo possuir um estoque 2 a 3 vezes maior que a atmosfera, mudanças no uso do solo podem ser importante fonte de carbono para a atmosfera (WOODWEL,1989,DAVIDSON e TRUMBORE, 1995).
Nas últimas décadas, devido à enorme queima de combustíveis fósseis, a quantidade de gás carbônico na atmosfera tem aumentado muito, mas isto não prova que o gás carbônico contribui com relevância para o aquecimento do planeta.
A concentração de CO2 na atmosfera começou a aumentar no final do século XVIII, quando ocorreu a revolução industrial, a qual demandou a utilização de grandes quantidades de carvão mineral e petróleo como fontes de energia. Desde então, a concentração de CO2 passou de 280 ppm (partes por milhão) no ano de 1750, para os 393 ppm atuais, representando um incremento de aproximadamente 40%.
Este acréscimo na concentração de CO2 implica o aumento da capacidade da atmosfera em reter calor e, mas não consequentemente, da temperatura do planeta, pois houve decréscimos de temperatura também neste período. As emissões de CO2 continuam a crescer e, provavelmente, a concentração deste gás poder alcançar 550 ppm por volta do ano 2100.
O CO2 é utilizado em bebidas (bebidas carbonatadas) para dar-lhes efervescência.
É utilizado em extintores durante os incêndios para isolar o oxigênio do combustível.
É utilizado em cilindros para a prática de Paintball.
É Utilizado em aquariofilia na regulação do PH da água.
Pode ser utilizado numa concentração de 30 a 40% com gás oxigênio para produzir efeito anestésico em pequenos animais.

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8701 – Astrônomos descobrem ‘cemitério’ de cometas no Cinturão de Asteroides


Astrônomos colombianos anunciaram nesta sexta-feira a descoberta de um vasto “cemitério” de cometas em meio ao Cinturão de Asteroides, localizado entre Marte e Júpiter. Doze deles “ressuscitaram” subitamente graças à proximidade do Sol. “Estes objetos voltam à ativa após permanecerem adormecidos por milhares, talvez milhões de anos”, afirmou Ignacio Ferrin, pesquisador da Universidade de Antioquia, na Colômbia, em alusão ao personagem bíblico que Jesus fez reviver dos mortos.
Os cometas são alguns dos menores objetos do Sistema Solar, medindo poucos quilômetros e compostos por uma mistura de gelo e poeira. Quando se aproximam do Sol, o calor emitido pela estrela faz com que os cometas soltem um rastro de gás e poeira, que é percebido a partir da Terra como uma espécie de cauda. Os asteroides, ao contrário, são objetos exclusivamente rochosos, que não deixam nenhum tipo de rastro enquanto vagam pelo espaço.
Até agora, os astrônomos consideravam que os cometas tinham duas origens possíveis: o Cinturão de Kuiper, situado além de Netuno, e a Nuvem de Oort, localizada depois de Plutão, ambos distantes do Sol. Na última década, no entanto, pesquisadores descobriram pelo menos 12 cometas ativos em uma terceira região do Sistema Solar, o Cinturão de Asteroides. Até hoje, essa região era considerada — como seu nome indica — um grande depósito de asteroides.
Segundo os pesquisadores colombianos, as descobertas recentes indicam que a região pode abrigar um número muito maior de cometas, que passam despercebidos por não apresentarem cauda. “Imagine os asteroides girando em torno do Sol por toda a eternidade, sem qualquer sinal de atividade. O que nós constatamos é que alguns deles não são pedras mortas, mas sim cometas adormecidos que podem voltar à vida se a energia que eles receberem do Sol aumentar”, diz Ferrin.
De acordo com os astrônomos, os doze cometas “ressuscitaram” após terem sua órbita desviada pela gravidade de Júpiter, aproximando-os do Sol. Isso fez com que água em sua superfície voltasse a se evaporar e sua cauda, subitamente, reaparecer.
A teoria formulada pelos pesquisadores afirma que, há milhões de anos, o Cinturão de Asteroides era repleto de cometas. Com o passar do tempo, eles foram perdendo suas camadas mais superficiais de gelo, parando de emitir um rastro e se tornando inativos. Esses cometas, no entanto, não estão inativos definitivamente: caso alguma perturbação os aproxime do Sol, as temperaturas maiores podem fazê-los renascer.