9455 – Estudo avalia viabilidade do bioquerosene para aviação civil 100% nacional


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O pesquisador Augusto Cortez, vice reitor de Relações Internacionais da Unicamp apresenta um estudo que incentiva a produção de bioquerosene para a aviação civil brasileira. Patrocinado pelas empresas Boing e Embraer, o estudo Plano de vôo para biocombustíveis de aviação no Brasil tem financiamento da FAPESP e coordenação do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp.
Biocombustível ou agrocombustível é o combustível de origem biológica não fóssil. Normalmente é produzido a partir de uma ou mais plantas. Todo material orgânico gera energia, mas o biocombustível é fabricado em escala comercial a partir de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, mamona, soja, canola, babaçu, mandioca, milho, beterraba, algas.
Biocombustíveis são fontes de energia renováveis, derivados de matérias agrícolas como plantas oleaginosas, biomassa florestal, cana-de-açúcar e outras matérias orgânicas. Existem vários tipos de biocombustíveis: bioetanol, biodiesel, biogás, biomassa, biometanol, bioéter dimetílico, bio-ETBE, bio-MTBE, biocombustíveis sintéticos, bio-hidrogênio, gás de síntese.

9454 – Energia – O que é Biomassa?


Planeta Verde

É uma fonte de energia limpa e renovável disponível em grande abundância e derivada de materiais orgânicos. Todos os organismos capazes de realizar fotossíntese (ou derivados deles) podem ser utilizados como biomassa. Exemplo: restos de madeira, estrume de gado, óleo vegetal ou até mesmo o lixo urbano.
O máximo está sendo feito para obter a energia da biomassa, já que o petróleo e o carvão mineral têm previsões de acabar, a energia elétrica está cada vez mais escassa (já que essa energia depende da força da água no caso de hidroeletricidade) e a energia nuclear poderá ter alguns perigos.
Outro fator importante é que a humanidade esta produzindo cada vez mais lixo e esse lixo também é capaz de produzir energia, isso ajuda a resolver vários problemas: diminuição do nível de poluição ambiental, contenção do volume de lixo das cidades e aumento da produção de energia. Vantagens: energia limpa e renovável, menor corrosão de equipamentos, os resíduos emitidos pela sua queima não interferem no efeito estufa, ser uma fonte de energia, ser descentralizadora de renda, reduzir a dependência de petróleo por parte de países subdesenvolvidos, diminuir o lixo industrial (já que ele pode ser útil na produção de biomassa), ter baixo custo de implantação e manutenção.
Quatro formas de transformar a biomassa em energia:
pirólise: através dessa técnica, a biomassa é exposta a altíssimas temperaturas sem a presença de oxigênio, visando a acelerar a decomposição da mesma. O que sobra da decomposição é uma mistura de gases (CH4, CO e CO2 – respectivamente, metano, monóxido de carbono e dióxido de carbono), líquidos (óleos vegetais) e sólidos (basicamente carvão vegetal);
gaseificação: assim como na pirólise, aqui a biomassa também é aquecida na ausência do oxigênio, gerando como produto final um gás inflamável. Esse gás ainda pode ser filtrado, visando à remoção de alguns componentes químicos residuais. A diferença básica em relação à pirólise é o fato de a gaseificação exigir menor temperatura e resultar apenas em gás;
combustão: aqui a queima da biomassa é realizada a altas temperaturas na presença abundante de oxigênio, produzindo vapor a alta pressão. Esse vapor geralmente é utilizado em caldeiras ou para movimentar turbinas a gás. É uma das formas mais comuns hoje em dia e sua eficiência energética situa-se na faixa de 20 a 25%;
co-combustão: essa prática propõe a substituição de parte do carvão mineral utilizado em uma termoelétricas por biomassa. Dessa forma, reduz-se significativamente a emissão de poluentes (principalmente dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, responsáveis pela chuva ácida). A faixa de desempenho da biomassa encontra-se entre 30 e 37%, sendo por isso uma opção bem atrativa e econômica atualmente.

9043 – Tecnologia – Recarregue a bateria com o dedo


dedo bateria

(E dê o outro pra falta de energia…)

Todos nós já estamos cansados que ler notícias a respeito de projetos que propõem o uso de água, lixo, barulho e muitos outros recursos para produzir energia. Mas os designers Song Teaho e Hyejin Lee inovaram ao inventar um meio de produzir energia que depende, apenas, de um dedo.
Trata-se da “Twirling Battery”, uma bateria para celulares que é recarregada a partir de movimentos de rotação feitos com o dedo indicador. Segundo os criadores, são necessárias 130 voltas para que o celular funcione por 25 minutos em standby ou ainda para que uma pessoa possa fazer uma ligação de 2 minutos.
A invenção, claro, não é nada prática – sem contar que os casos de tendinite cresceriam absurdamente, se a moda pegasse. Mas tem gente vendo o lado positivo da história: Song Teaho e Hyejin Lee deram o primeiro passo e, agora, quem sabe, a tecnologia pode ser aprimorada, para um dia se tornar uma alternativa a ser considerada quando o assunto são as energias limpas.
Por enquanto, a invenção pode ser usada nos momentos de Lei de Murphy, em que precisamos do celular exatamente quando ele está sem bateria.

9037 – “Gelo inflamável” pode garantir futuro energético do Japão


Do New York Times

A estrada para o futuro energético do Japão pode passar por Sapporo, no norte do país, onde pesquisadores estudam sedimentos que contêm hidratos de metano, formações geladas de moléculas de água com o gás preso em seu interior.
Os sedimentos são encontrados em grande quantidade em todo o mundo, tanto sob o mar como no permafrost (solo permanentemente congelado). Se puderem ser usados com segurança, serão uma fonte abundante de combustível, especialmente em países com poucas reservas de energia, como o Japão.
Em março, Tóquio disse que produziu metano a partir de hidratos de sedimentos sob o oceano Pacífico. A iniciativa, conduzida a partir de um navio-plataforma na fossa de Nankai, foi o primeiro teste mundial de produção de hidrato em águas profundas.
Mas os cientistas dizem que ainda há muito a conhecer sobre as substâncias, chamadas às vezes de “gelo inflamável”. “Precisamos saber mais sobre as propriedades físicas do hidratos e dos sedimentos”, disse Hideo Narita, chefe do laboratório, que faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industriais Avançadas.
Novas pesquisas vão ajudar os cientistas a entender o impacto ambiental da produção de hidrato, incluindo a possível liberação de metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Também existe o potencial de que formações geológicas submarinas se tornem instáveis quando os hidratos forem removidos.
Os hidratos de metano intrigam os engenheiros do petróleo há décadas, pois podem se formar em oleodutos submarinos e obstruir o fluxo. Eles tiveram um papel pequeno mas indesejável durante os esforços para conter o vazamento de petróleo no golfo do México em 2010, bloqueando uma caixa de aço que conduzia o óleo para a superfície.
Encontrar hidratos durante a perfuração também pode complicar a exploração das reservas convencionais de petróleo e gás, mas há anos os cientistas consideram que os hidratos podem ser uma fonte de energia.
Às vezes, eles podem aparecer como blocos de gelo no leito marinho. No entanto, para a produção de energia, os pesquisadores estão mais interessados nos que se formam nos sedimentos. Eles são criados quando o metano -que é produzido por micróbios, calor e pressão atuando sobre matéria orgânica- migra para cima nos sedimentos e se mistura com a água em condições específicas de temperatura e pressão.
A substância gelada se forma nos espaços microscópicos entre grãos de sedimento, muitas vezes em grande quantidade. “Você tem muito metano, muita água e, adivinhe, eles vão formar hidratos”, disse Carolyn Ruppel, da pesquisa geológica.

8944 – Energia – O que é Matriz Energética?


Nos últimos anos, todos os países do mundo são desafiados a ampliar a capacidade de produção energia, mas, com a implantação de matriz energética limpa e sustentável, capaz de respeitar o meio ambiente. Porém, o que é matriz energética?
É o conjunto de fontes de energia possíveis de serem extraídas e distribuídas à sociedade e às principais regiões industriais, urbanas e rurais de um país. Dentre as matrizes podemos destacar o petróleo, o gás, o carvão, o álcool, reservatório hídrico, lenha, e fontes limpas e renováveis como a solar e a eólica. Quando falamos de energia, não tratamos apenas a energia elétrica, transmitida nos fios dos postes e torres, mas também a energia utilizada para propulsão de veículos, como carros, caminhões e ônibus.
O conjunto de diferentes fontes de energias torna a matriz energética de um país menos vulnerável à falta de energia. Ter fontes de energias é essencial para o desenvolvimento econômico de um país e para a qualidade de sua população.
A energia elétrica é essencial para a produção industrial, agrícola, prestação de serviços e bem-estar social. As matrizes energéticas são classificadas como renováveis e não renováveis. O petróleo, por exemplo, é uma fonte de energia não renovável; a eólica, energia solar, são renováveis.

Matriz energética brasileira
No Brasil, toda energia disponível para abastecer as atividades econômicas são referidas como OIE (Oferta Interna de Energia) ou Demanda Total de Energia ou Oferta Total de Energia Primária, cujo termo e m inglês é IPES (Primary Energy Supply), termos utilizados para compreender a relação entre energia e população e relação entre energia e emissões de partículas.
Em 2012, no Brasil, o petróleo correspondeu por 39,4% da matriz do país, o gás natural por 11,5%, e o carvão mineral por 5,4%, perfazendo um total 56,3% de combustíveis fósseis. Nas fontes renováveis, a hidráulica contribuiu com 13,9%, os produtos da cana com 15,4%, a lenha com 9,1% e outras bioenergias com 3,9%, somando 42,3% de renováveis. A participação da energia nuclear ficou em 1,4%.

8940 – Saara vai gerar 50% da energia mundial


O deserto do Saara, no norte da África, poderá ser responsável por 50% do suprimento de energia no mundo até 2050, se depender de uma parceria entre universidades do Japão e da Argélia. Os pesquisadores da Universidade de Tóquio apostam em dois recursos abundantes no maior deserto quente do mundo — areia e luz do sol — para fazer prosperar fábricas de painéis solares.
Inicialmente, o projeto, chamado Sahara Solar Breeder Project, pretende construir uma pequena quantidade de fábricas de silício no Saara. Cada uma delas transformaria a areia em silício de alta qualidade, necessário para a construção de painéis solares. Assim que entrarem em operação, os painéis seriam utilizados para gerar energia para a construção de outras fábricas, cada uma delas produzindo mais painéis solares, que ajudariam na construção de mais fábricas, e assim por diante.

O chefe da equipe japonesa envolvida no projeto, Hideomi Koinuma, admite que a produção de painéis solares a partir da areia do Saara ou de outros desertos nunca foi feita antes. Mas acredita ser uma escolha lógica. “Do ponto de vista químico, da qualidade e da quantidade, a areia do Saara é difícil de ser superada”, disse Koinuma, em entrevista ao site da revista inglesa New Scientist.
O pesquisador japonês quer utilizar supercondutores de alta temperatura para distribuir a energia como ‘corrente contínua’ — mais eficiente que a ‘corrente alternada’ utilizada pela maioria das distribuidoras de energia. Apesar do nome, os condutores de alta temperatura normalmente operam a -240 graus celsius. Isso quer dizer que as linhas de transmissão precisariam ter um sistema de refrigeração bastante sofisticado.
A parceria nipo-argelina não é o único projeto no Saara em busca da energia solar. A Desertec Foundation, criada em 2009 com o intuito de promover “energia limpa a partir dos desertos”, também quer aproveitar o potencial da região. Mas sua estratégia é outra. Para fornecer 15% da energia elétrica consumida pela Europa até 2050, a empresa aposta em usinas termelétricas solares, sem a utilização da areia nem de supercondutores. Trata-se de uma tecnologia mais barata que não precisa de refrigeração e já é utilizada diversos projetos no mundo.

8934 – Energia – Compartilhamento de energia do Brasil com a América do Sul


O Brasil possui tradição em ser generoso e amistoso com os demais países da América do Sul. Na área de produção de energia, o país possui contratos e parcerias com o Paraguai e a Bolívia, porém, essas relações geraram conflitos nos últimos anos.
Entre Brasil e Bolívia, a parceria é referente à compra e distribuição do gás natural boliviano para o território brasileiro. Porém, em 2006, após o presidente boliviano Evo Morales assumir o cargo, a Bolívia resolveu ocupar as instalações da Petrobrás no país e alterar os preços da venda de gás.
Em relação ao Paraguai, a questão envolve a hidrelétrica binacional de Itaipu. Segundo o acordo, os dois países possuem o direito de metade da energia gerada , porém, como os 50% é mais do que o necessário para a população paraguaia, o Brasil tem o direito exclusivo de comprar o excedente da parte do Paraguai para abastecer as regiões brasileiras.
Em 2019, o contrato da binacional de Itaipu será revisto, como ocorreu após a posse de Fernando Lugo, último presidente paraguaio a questionar as condições da parceria. Segundo o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), os países vizinhos costumam quebrar contratos por contarem com a generosidade diplomática e econômica do Brasil, o maior país do continente que sempre cede às pressões políticas.
Para o futuro, o Brasil pretende construir três usinas hidrelétricas binacionais no norte da América do Sul, mais precisamente na Guiana e no Suriname. No Brasil, a construção de usinas hidrelétricas com barragens estão banidas por questões técnicas e ambientais; em virtude dessa proibição, a Eletrobras pretende construir hidrelétricas nesses dois países vizinhos com uma linha de transmissão de 1.800 quilômetros, ligando os estados do Amapá e de Roraima aos países citados.
Na prática, as usinas seriam construídas em regiões estrangeiras, e a maior parte da energia seria utilizada por brasileiros. O nome do novo projeto foi batizado de Arco Norte, e terá o apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da EDF, empresa francesa.
As novas usinas teriam capacidade de produzir 5.000 MW, capaz de abastecer uma região com população de nove milhões de pessoas, população equivalente a do estado de Pernambuco. A Eletrobrás afirma que o acordo com os dois países ainda está aberto.

8843 – Energia – Capacidade fotovoltaica global


Segundo o Worldwatch Institute há um intenso crescimento da implementação de fontes renováveis – o consumo de energia solar alcançou elevação de 58% e a eólica de 18% somente no ano de 2012. Os painéis fotovoltaicos representam 100 GW instalados. No mesmo ano, houve uma queda de investimentos no setor de energia fotovoltaica em escala global, porém, em virtude do uso de sistemas conectados em rede, o crescimento do consumo de energia solar foi de 60% ao ano desde 2005.
Analisando o relatório Estado Global das Renováveis 2012, realizado pela REN21, cerca de 30 GW foram adicionados na capacidade fotovoltaica global no ano de 2011. No ano de 2010, a capacidade instalada adicional era de 17 GW. Em 2012, tínhamos elevado a capacidade global para 70 GW, equivalente a 98% do total dos sistemas conectados à rede.
No final do ano de 2012, a capacidade solar FV total representava 10 vezes mais em comparação com a capacidade registrada em 2007, quando a capacidade era menor que 10 GW; em cinco anos, tivemos um aumento de 900% na capacidade. Em 2012, os investimentos financeiros em energia solar atingiram os 140,4 bilhões de dólares, 11% menos em comparação com 2011.
O consumo global de energia solar registrou crescimento de 58% em 2012. O continente europeu ainda consome grande parte dessa energia, no mesmo ano consumindo 76% de toda a capacidade. A Alemanha é o principal consumidor, demandou 30% do total de energia solar produzido em 2012. Porém, na Europa, dois países diminuíram os incentivos para a energia solar, a Itália e a Espanha.
Segundo a chefia em Energias Sustentáveis do Worldwatch Institute:
“Apesar de incertezas políticas ainda ameaçarem o crescimento solar e eólico, essas tecnologias estão posicionadas para continuar se expandindo (…) . O declínio nos preços das tecnologias solares, apesar de um risco para os atuais fabricantes, está ajudando a energia solar a alcançar a paridade em muitos mercados. Também a queda do custo de operação e da manutenção das usinas, está deixando a eólica competitiva com relação as fontes convencionais”.

7637 – Energia – Como funciona uma Hidrelétrica?


usina

As usinas hidrelétricas (ou hidroelétricas) são sistemas que transformam a energia contida na correnteza dos rios, em energia cinética que irá movimentar uma turbina e, esta um gerador que, por fim, irá gerar energia elétrica.
A construção da usinas hidrelétricas se dá sempre em locais onde podem ser aproveitados os desníveis naturais dos cursos dos rios e deve-se ter uma vazão mínima para garantir a produtividade. De acordo com o potencial de geração de energia podemos classificar as hidrelétricas em: PCH’s, ou Pequenas Centrais Hidrelétricas, que operam em uma faixa de geração de 1 a 30 MW e com um reservatório de área inferior a 3km²; e GCH’s, ou Grandes Centrais Hidrelétricas, que operam com potências acima de 30MW.
A maior hidrelétrica do mundo é a Itaipu Binacional com capacidade de geração de 12.600 MW.
As hidrelétricas podem receber classificações ainda, de acordo com o tipo de queda ou o tipo de reservatório, mas o princípio de funcionamento é o mesmo: a água, armazenada em um reservatório (represa), passa pela turbina fazendo-a girar. A turbina por sua vez, está acoplada a um gerador que transforma a energia da turbina em energia elétrica.
Os principais componentes das usinas hidrelétricas, também são quase sempre os mesmos: a barreira, ou represa, onde fica armazenada a água que irá gerar a energia e é, na maioria das vezes, aproveitado para atividades de lazer pela população, assim como, é também o maior responsável pelo impacto ambiental de uma usina; o canal, por onde a água passa assim que a porta (ou comporta) de controle é aberta enviando água para o duto que a levará às turbinas; turbinas, geralmente do tipo “Francis” (com várias lâminas curvas em um disco que ao serem atingidas pela água, giram em torno de um eixo) e que fazem cerca de 90 rpm (rotações por minuto); geradores, eles possuem uma série de ímãs que produzem corrente elétrica; um transformador elevador, que aumenta a tensão da corrente elétrica até um nível adequado à sua condução até os centros de consumo; fluxo de saída, (ou tubo de sucção) que conduz a água da turbina até a jusante do rio; e as linhas de transmissão, que distribuem a energia gerada.

8730 – Tecnologia – Apesar do progresso, baterias para carros elétricos ainda têm um longo caminho pela frente


Para reduzir nosso enorme apetite por petróleo, o governo e a indústria automobilística estão trabalhando juntos para incentivar a população dos EUA a pensar nos elétricos na hora de trocar de carro.
Mesmo enquanto discutem a rapidez com que os consumidores farão a transição aos veículos elétricos, os observadores da indústria geralmente concordam que a mudança exigirá um grande aperfeiçoamento das baterias que alimentam esses carros. Até mesmo a Casa Branca concorda, reconhecendo a situação em seu blog: “A falta de baterias acessíveis e altamente funcionais tem sido uma barreira especialmente complicada à adoção generalizada dos veículos elétricos.”
Em curto prazo, a redução do preço da bateria – e consequentemente do veículo – virá principalmente de técnicas mais apuradas de fabricação e do aumento da produção. Aprimorar durabilidade e alcance é basicamente o território de pesquisadores e cientistas.

Lítio
O cientista italiano Alessandro Volta construiu a bateria original, em 1800. Volta preencheu um recipiente com pares de placas alternando zinco e cobre e separou cada par com um disco de papelão embebido em água salgada. Sua bateria gerava um fluxo estável de corrente elétrica por meio de uma reação química, forçando o disco de zinco (polo negativo) a liberar um elétron e o disco de cobre (polo positivo) a capturá-lo.
Hoje, as baterias de carros elétricos não se parecem mais com o recipiente de Volta, mas funcionam com os mesmos princípios básicos. E dois séculos de progressos em química geral, design e materiais nos trouxeram à bateria de lítio – que usa um íon de lítio para o transporte de ida e volta entre os polos positivo e negativo.
Numa explicação simples, a bateria de lítio oferece uma densidade de energia mais alta do que os sistemas anteriores, segundo Venkat Srinivasan, gerente do Programa de Tecnologia para Baterias de Transporte Automotivo – iniciativa financiada pelo Departamento de Energia dos EUA e comandada pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Universidade da Califórnia em Berkeley.
Comparada com a bateria híbrida de níquel e metal usada no Toyota Prius, por exemplo, uma bateria de íon de lítio de mesmo peso e volume aumentaria em três vezes a densidade de energia, afirmou Srinivasan.
Todos os veículos disponíveis que têm a eletricidade como fonte principal de energia, como o Nissan Leaf ou o Chevrolet Volt, usam alguma forma de química de íon de lítio em suas baterias. E esse sistema deve predominar ao menos pelas próximas duas décadas, ainda com muito espaço para inovações, declarou Jeffrey P. Chamberlain, chefe do grupo de Armazenamento de Energia Eletroquímica no Laboratório Nacional Argonne – localizado próximo a Chicago e financiado pelo Departamento de Energia.
O lítio é misturado a outros materiais no polo negativo da bateria. Os materiais usados determinam a voltagem da célula e a quantidade de lítio que o polo consegue reter – a elevação desses dois fatores aumenta a densidade da energia, explicou Srinivasan.

Altos custos
No laboratório Argonne, pesquisadores estão trabalhando com novas misturas de níquel, manganês e cobalto para o polo negativo (cátodo). Misturar esses elementos em variadas quantidades e montá-los em estruturas diferentes pode dobrar a capacidade de energia do cátodo. Argonne já começou a licenciar patentes desse material a diversos fabricantes de baterias. O resultado, segundo Chamberlain, seriam baterias que “espremem mais energia numa embalagem menor, possuem menor custo de produção e duram mais tempo”.
De maneira similar, pesquisadores de Argonne e outros locais estão realizando experimentos com silício para o polo positivo (ânodo), substituindo grafite, buscando por um equilíbrio que resolva os desafios físicos e ainda eleve a densidade da energia, afirmou Chamberlain.
Mesmo com esses avanços chegando às linhas de produção na próxima década, em curto prazo, a queda de custo para as baterias deve vir da redução dos custos de fabricação, segundo Alex. A. Molinaroli, presidente do grupo de Soluções de Energia da Johnson Controls, fabricante de baterias de íon de lítio para BMW, Daimler e Ford.
Como o íon de lítio é uma tecnologia relativamente nova em carros, “levará tempo para entendermos o desempenho dessas baterias com anos de uso”, disse Molinaroli. E como a bateria do carro elétrico hoje faz parte da unidade de tração, “ela terá exigências muito maiores de durabilidade e desempenho do que as baterias de ácido e chumbo ou a bateria de seu laptop”, afirmou.
Sem possuir décadas de testes de estrada com carros elétricos, os fabricantes são obrigados a “exagerar” na fabricação das baterias, agregando materiais e recursos de segurança para garantir sua adequação às exigências da garantia de tração, segundo Molinaroli. Sua estimativa é que essa supercompensação corresponda a 50 por cento dos materiais usados nas baterias atuais. Uma medida comum da densidade de energia é o número de watts-hora de eletricidade que a bateria pode gerar frente ao seu peso.

Gasolina é mais barata
Com a bateria como o componente mais caro do carro, os fabricantes de automóveis costumam ser pouco claros a respeito dos preços reais, considerando-os como informações competitivas. Mesmo assim, Mike Omotoso, da J.D. Power & Associates, aproximou o custo atual entre US$ 750 e US$ 800 por watt-hora. Para que os veículos elétricos se equiparem aos carros movidos a gasolina, a maioria dos analistas estima que o custo da bateria precise se aproximar de US$200 por watt-hora.
Na Johnson Controls, a paridade de preços é esperada com custos de bateria a US$ 200 por watt-hora e a gasolina custando consistentemente acima de US$ 4 o galão. Atingindo esses níveis, “teremos um bom ambiente comercial e, com os preços da energia subindo, esta se torna uma conversa muito mais relevante”, afirmou Mary Ann Wright, vice-presidente de tecnologia e inovação no grupo de soluções energéticas da empresa.
Wright avalia que esse ponto de paridade esteja uma década adiante, mas com duas ressalvas: “Precisamos considerar que o motor a gasolina também se tornará mais eficiente durante esse tempo”, explicou. “Essa tecnologia não está estacionada”. E a paridade precisa ser considerada como o custo total de propriedade ao longo da vida útil do carro. “Assim, embora o preço de lista possa sempre ser maior, o veículo elétrico será mais barato de manter e operar ao longo da vida útil em comparação com os carros a gasolina”.
A invenção de Alessandro Volta lhe rendeu um título real e um lugar na nota de dez mil liras, além de ter preparado o terreno para a era da eletricidade moderna. Com avanços contínuos permitindo que os carros elétricos equiparem preço e desempenho aos concorrentes movidos a gasolina, o impacto não poderia ser menos profundo.

8729 – Dispositivo gera energia elétrica a partir de micróbios do esgoto


Produzir energia elétrica de forma sustentável e evitar o desperdício de água. Essas duas importantes metas para a preservação ambiental foram combinadas em um único dispositivo, criado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos: as células de combustível microbianas.
Esses dispositivos utilizam bactérias para transformar a água que vai para o esgoto em matéria-prima para a produção de eletricidade – uma ideia que existe há mais de um século, mas só recebeu atenção a partir da década de 1960. O conceito de células de combustível microbianas, porém, é bem mais recente, com cerca de dez anos.
Em um vídeo da Sociedade Americana de Química, Bruce Logan, um dos pesquisadores à frente do projeto, explica o funcionamento do dispositivo. Segundo ele, o maior desafio agora é produzir um equipamento com capacidade para milhares de litros de água.

8473 – Automóvel – Fabricante de carros elétricos anuncia sistema para troca de bateria em 90 segundos


A Tesla Motors, empresa que produz carros elétricos de luxo e é queridinha de celebridades politicamente corretas, como George Clooney, anunciou na última sexta-feira um avanço tecnológico que deve contornar um dos maiores problemas apontados pelos usuários de seus produtos: a demora na recarga das baterias.
Em um evento que reuniu donos de carros, o presidente da empresa, Elon Musk, demonstrou o funcionamento de uma nova tecnologia de troca de baterias. Em vez de esperar até 40 minutos para que a recarga esteja completa, os proprietários poderão simplesmente trocar uma bateria vazia por uma cheia em um processo que não demora mais do que 90 segundos.
Elon Musk é um empresário e cientista sul-africano conhecido pela ousadia de seus negócios. Além da Tesla Motors, ele fundou a SolarCity, para a instalação de painéis solares em todo os EUA, e a Space X, companhia que produz foguetes para missões privadas.
A novidade anunciada por Musk é uma tentativa de superar um dos problemas que atrapalham a popularização dos carros elétricos. A bateria do modelo Tesla S pode ser carregada de graça em qualquer um dos pontos de recarga da empresa, mas a troca demora cerca de 40 minutos. Se o usuário decidir fazer o mesmo em casa, a operação pode demorar mais de 9 horas. A partir de agora, ele poderá decidir pagar pela nova bateria, que é feita instantaneamente. Segundo o site da Forbes, a troca deve custar entre 60 e 80 dólares e estará disponível até o final de 2013.

No evento em que anunciou a tecnologia, Elon Musk demonstrou que, no tempo que um carro a gasolina leva para encher o tanque, é possível realizar duas trocas de bateria. “Esperamos que isso, finalmente, convença as pessoas de que os carros elétricos são o futuro”, afirmou o empreendedor.
A medida é um passo importante para popularizar os carros elétricos, que, apesar de serem apontados como os veículos do futuro, ainda não decolaram em vendas. Alguns problemas importantes, no entanto, continuam momentaneamente sem solução: segundo os consumidores, o carro elétrico é muito caro — o Tesla S, por exemplo, custa de 62.400 a 87.400 dólares — e suas baterias duram pouco tempo.

8422 – A Rede Inteligente de Energia Elétrica


rede-inteligente-de-energia

Referida no idioma inglês como “smart grid”, se refere a um novo sistema de distribuição de energia elétrica utilizando a tecnologia digital. Por meio de comunicações digitais bidirecionais (sentido duplo) é possível controlar com programas as atividades de aparelhos elétricos, eletrônicos e lâmpadas nas residências e locais de trabalho, permitindo otimizar o consumo, economizar energia e tornando o sistema de distribuição mais transparente e confiável.
A rede elétrica utilizada até o início do século XXI, se demonstrou eficiente, porém, por ser unidirecional, sempre apresentou falhas e vulnerabilidades. No ano de 2009, a partir de um programa de implementação de programa de rede inteligente de distribuição de energia elétrica, o presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou que essa iniciativa é essencial para a economia e para o meio ambiente, e destinou 4,5 bilhões de dólares para o setor.
Esse novo sistema promete proteger os consumidores de apagões, de roubo de energia, de encarecimento suspeito nos valores das tarifas, permitindo o fornecimento de métodos limpos de geração e distribuição de energia. Considerando, as redes tradicionais, o sistema unidirecional determina a eletricidade oferecida numa ponta pelas usinas geradores e o uso da mesma eletricidade pelos consumidores na outra.
Através de uma rede bidirecional, numa rede inteligente, os componentes se comunicam em prol de uma maior flexibilidade, permitido a escolha ou a programação sobre o tipo de energia, qual fonte e horário específico que a geladeira e a máquina de lavar, por exemplo, poderão trabalhar mais. Dessa forma, os equipamentos de uma casa terão a capacidade (por meio de chips) de “conversar” com a rede sobre as melhores opções de uso da energia.
Esse novo sistema alcançou novos terrenos nos EUA e na Europa; no Brasil os primeiros passo foram dados em 2012. O nosso país entrou no seleto grupo a partir da instalação de uma rede inteligente para testes no município de Aparecida, estado de São Paulo. O projeto foi iniciado por meio da substituição dos relógios de luz convencionais por novos medidores interligados aos computadores do centro de medição da empresa distribuidora de energia elétrica.
Os medidores instalados nas casas de Aparecida possuem a capacidade de se comunicarem via rádio com concentradores fixados em postes, permitindo a troca de dados entre os consumidores e a distribuidora de energia. Em todo o mundo as principais questões relacionadas à implantação de redes inteligentes se referem à possível vulnerabilidades que permitiria a invasão de hackers na rede para efetuarem apagões em cidades inteiras ou o desvio de informações dos consumidores para o uso particular de empresas ou grupos terroristas.

8387 – Mega Notícias – Energia


Um projeto essencial para o futuro da humanidade ganhou sinal verde. É o Iter (sigla para Reator Internacional Termonuclear Experimental), a primeira usina que vai produzir energia por meio da fusão nuclear de forma economicamente viável. A fusão, mesmo tipo de reação que produz o calor do núcleo das estrelas, promete gerar energia de forma quase totalmente limpa, usando um combustível mais do que abundante: o hidrogênio presente na água dos oceanos. Com o acordo firmado por União Européia, EUA, Rússia, Japão e Coréia do Sul, o Iter será construído em Cadarache, França, por R$ 13 bilhões. A ideia é controlar a reação na qual dois átomos de hidrogênio, ao se fundir, produzem hélio e quantidades exorbitantes de energia. Se der certo, reatores como o Iter poderão resolver os problemas energéticos por milhares de anos.

8292 – Brasileiro cria técnica que deixa baterias 50% mais baratas


As nanopartículas de platina
As nanopartículas de platina

As baterias de célula de combustíveis são consideradas ecologicamente mais corretas do que as de lítio — usadas em celulares e computadores. Além de serem menos poluentes, elas conseguem ainda armazenar muito mais energia e demoram, assim, muito mais para descarregar. O custo de uma bateria de célula de combustível, no entanto, pode ser até quatro vezes mais elevado. Mas um estudo defendido como tese de doutorado pela Universidade de São Paulo conseguiu reduzir em 50% o valor dessa bateria. “Se conseguirmos resolver as questões financeiras, é provável que elas passem a ser produzidas em larga escala e acabem conquistando o mercado”, diz Adir José Moreira, químico responsável pela pesquisa.
A bateria de célula de combustível utiliza o hidrogênio, um elemento não nocivo ao meio ambiente, como principal fonte de combustível. Ao contrário dos modelos mais comuns no mercado (como as de lítio), ela não polui, já que seu produto final é apenas energia térmica, calor e água — que sai da bateria como vapor. Além disso, esse tipo de bateria também tem uma densidade de energia aproximadamente nove vezes maior do que a de lítio. Ou seja, ela armazena mais energia em um espaço menor do que aquele exigido por uma bateria de lítio.
As baterias de células de combustível ainda estão restritas ao fornecimento de energia a carros elétricos por causa do seu alto custo. Esse preço elevado está relacionado à quantidade de platina presente na composição. No mercado internacional, 1 grama do elemento pode custar até 53 dólares. Em cada célula há, aproximadamente, 8 miligramas do metal.
O valor comercial das baterias de célula de combustível depende de fatores como o tipo de célula e a carga total. Para fornecer energia a um notebook, por exemplo, é preciso gerar em torno de 50 watts de potência. Uma bateria de célula de combustível com essa potência custa cerca de 2.000 reais, enquanto uma bateria à base de lítio deve custar, no máximo, 500 reais. “O lítio é um elemento ainda mais caro que a platina. Porém, a quantidade aplicada em cada bateria também é menor. Além disso, por ter adquirido estabilidade comercial, a bateria de lítio tem uma tecnologia de produção mais barata”, diz Moreira.
Para reduzir o custo das baterias de célula de combustível, Moreira desenvolveu um novo processo de fabricação. Nele, foi possível reduzir em 70% a quantia de platina, alcançando 50% da eficácia de uma célula tradicional. Na nova técnica, o químico diminuiu também o tamanho das partículas de platina, até transformá-las em nanopartículas, alterando suas propriedades físicas e químicas.
As nanopartículas foram geradas a partir de um filete de platina e depositadas na membrana da bateria junto com uma camada de carbono. Melhorar essa organização das nanopartículas e do filme de carbono, segundo Moreira, é o passo que precisa ser dado para que o sistema atinja 100% de desempenho.
De acordo com Ronaldo Domingues Mansano, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e orientador do estudo, a tecnologia tem potencial para entrar no mercado em menos de um ano. “Basta que uma empresa esteja disposta a elevar a escala do nosso método”.

Algumas Questões
O que falta para alcançar os 100% de desempenho?
Falta acertar a outra parte do catalisador, além da platina, o carbono. O carbono auxilia no processo ao formar uma espécie de camada que facilita a passagem do hidrogênio entre as partículas de platina. Preciso aumentar essa camada de carbono para tornar a célula mais eficiente.

O futuro é das baterias de célula de combustível?
Sem dúvida, a tendência é que haja a substituição das baterias comuns pelas de célula de combustível. As baterias comuns têm muitos elementos químicos. Quando são descartadas, no fim de sua vida útil, acabam causando uma poluição ambiental muito grande. Já a vantagem do outro modelo de baterias é que não há poluentes, pois seu produto final é apenas energia térmica, calor e água. Para que ele seja aplicado em larga escala, porém, depende-se muito de investimentos: além da platina ser cara, o hidrogênio também não sai nada barato, pois precisamos usar hidrogênio com um grau de pureza muito elevado.

Existe a possibilidade de substituir a platina por algum outro catalisador?
Sim. Existem vários estudos sobre isso, até porque seria insustentável manter uma larga escala de produção de baterias usando apenas platina. Imagine se todos os veículos fossem à base de células de platina, por exemplo. A reserva mundial do metal não seria suficiente para dar conta de uma demanda como essa. Por isso, é importante buscar outros combustíveis, e é isso o que alguns pesquisadores estão fazendo atualmente.

8221 – Pesquisa da Unicamp produz etanol a partir do bagaço da laranja


Pesquisadoras da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram um novo processo para obter etanol a partir do bagaço da laranja.
Apesar dos bons resultados técnicos conseguidos pelo estudo, o processo ainda tem um custo elevado de produção em relação ao do etanol feito a partir da cana-de-açúcar.
Utilizando um microorganismo que pode causar a doença do cancro na fruta, elas conseguiram aumentar e acelerar a produção do combustível.
Com uma tonelada do bagaço da laranja seco (o in natura tem três quartos de água), foi possível produzir 80,8 litros de etanol. A mesma quantidade de cana produz 85 litros.
Atualmente, a fabricação de etanol a partir da laranja só é feita com os açúcares que sobram depois de retirar o suco. A quantidade, porém, é mínima, de 2,3 litros.
Já o bagaço da laranja é destinado comercialmente pela indústria do suco apenas para a produção de ração para complemento da alimentação de bovinos.
Em 2011, cerca de 19 milhões de toneladas de laranjas foram produzidas no país, das quais 15 milhões apenas no Estado de São Paulo.
“Considerando que os resíduos de laranja chegaram a 9,5 milhões de toneladas, conclui-se que esses resíduos secos poderiam ter gerado 1,14 milhão de toneladas de etanol”.
A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) analisa o desenvolvimento do processo em planta piloto para a produção em escala industrial. A professora disse acreditar que em dois anos poderá viabilizar a fabricação de etanol.
A direção da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos) informou que toda pesquisa que possa contribuir com o setor é bem-vinda, mas disse que desconhece a produção comercial de etanol a partir do bagaço da laranja.
Uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo, a Cutrale, por meio de sua assessoria, afirmou que não produz etanol a partir da fruta, mas que toda alternativa de desenvolvimento de pesquisa para geração de energia limpa é positiva.

8191 – Painel Solar Mais Eficiente


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia estão desenvolvendo um dispositivo que produz duas vezes mais energia solar do que os painéis atuais. De acordo com Harry Atwater, um dos desenvolvedores do projeto, isso é possível devido aos avanços recentes na habilidade de manipular a luz em escalas pequenas.
Os painéis solares são feitos de células com materiais semicondutores, geralmente silício. Como este material absorve apenas uma parte do espectro da luz solar, grande parte da luz se perde em forma de calor.
Enquant os painéis comuns convertem menos de 20% da energia em eletricidade, o novo dispositivo teria eficiência de pelo menos 50%, devido a um design diferente, que divide a luz solar (como faz um prisma, em seis a oito componentes) e direcionada cada uma das cores para uma célula com um tipo de semicondutor que a absorve.
Para Atwater, aumentar a eficiência dos painéis solares é a melhor opção para reduzir o custo da energia solar. Uma vez que os preços dos painéis já têm sido reduzidos ao longo dos anos, torná-los ainda mais baratos tem pouco impacto no custo total de um sistema de energia solar. Com painéis mais eficientes, porém, a quantidade deles necessária para produzir a mesma quantidade de energia é menor, o que reduz custos com instalação, que hoje é um dos principais entraves para a sua popularização.

8026 – Geologia – O Xisto


É o nome genérico de vários tipos de rochas metamórficas facilmente identificáveis por serem fortemente laminadas. Em linguagem popular, em Portugal é também conhecida por “lousa” (e, por extensão, designa-se como “terra lousinha” aos solos com base xistosa).
Tal como a maioria das rochas metamórficas, o xisto apresenta aspecto nitidamente cristalino, e tem foliação mais ou menos nítida como resultado das fortíssimas pressões a que a rocha é sujeita. Esta foliação é fina em rochas holocristalinas, por via de regra de grão médio a fino, por vezes sendo tão pequeno que não se distingue macroscopicamente. Em geral, as “folhas” têm composição sensivelmente igual.
Podem ser definidos vários grupos de xisto, conforme o grau de xistosidade (foliação) e os minerais que predominam na sua constituição: nos micaxistos predominam o quartzo e as micas (biotite/moscovite), nos anfiboloxistos a anfíbola e o quartzo, nos cloritoxistos a clorite, e nos talcoxistos o talco.
Xistos Azuis
Comumente as ocorrências de xistos azuis devem-se a metamorfismo retrógrado de fácies anidras eclogíticas, frequentemente reliquiares como bolsões dentro do xisto azul, ao sofrerem hidratação e condições cristais menos severas do que as do pico metamórfico.

Deriva de rochas máficas metamorfisadas em condições de baixa temperatura e alta pressão, caracterizando a crosta oceânica colisionada, da série de fácies Sanbagawa, de Myashiro.
A cor deve-se a minerais azuis e verde-azulados como o anfibólio sódico glaucofano que se associa a minerais da paragênese hidratada lawsonita, epidoto, clorita com pouco ou nenhum plagioclásio consumido nas reações metamórficas.

Energia
O xisto betuminoso (também conhecido como folhelho ou xisto argiloso) é uma fonte de combustível. Quando submetido a altas temperaturas, produz um óleo de composição semelhante à do petróleo do qual se extrai nafta, óleo combustível, gás liquefeito, óleo diesel e gasolina.
Estados Unidos e Brasil são os países com as maiores reservas mundiais de Xisto. A empresa brasileira Petrobrás desenvolveu o Processo Petrosix ® para produção de óleo de xisto em larga escala.
Fracking (fraturamento hidráulico) é um método de perfuração do subsolo em solos de xisto para extração de gás natural. Este método foi desenvolvido nos anos 1990 e utiliza uma mistura de água, areia e produtos químicos para perfurar as camadas de xisto e extrair gás natural dos poros das rochas.

O Brasil está atrasado na exploração de uma fonte limpa de energia

A solução estava literalmente bem debaixo dos pés.

Os Estados Unidos, que consomem quase um quinto da energia no mundo, poderiam evitar muitos malabarismos em política externa se não dependessem do petróleo de países problemáticos como Venezuela, Nigéria, Rússia e Arábia Saudita.
Agora, os EUA parecem ter encontrado parte da solução para a sua demanda energética com a extração do gás de xisto (shale gas, em inglês). Ao contrário do gás natural convencional, concentrado em depósitos no subsolo, o de xisto está misturado à rocha. Avanços tecnológicos recentes tornaram essa forma de combustível economicamente viável.
Como resultado, sua participação na matriz energética americana cresceu. Em 2000, o gás de xisto representava 1% do total de gás natural consumido nos Estados Unidos. Hoje, corresponde a 16%, e pode chegar a 46% em 2035, o que tornaria o país autossuficiente em gás natural, sua terceira maior fonte de energia.
Se a tendência se confirmar, os EUA podem até reduzir sua demanda por petróleo e carvão externos.
A extração do gás das camadas de xisto, por definição uma formação rochosa sedimentar, começou a ser estudada pelos EUA nos anos 70, mas o processo era tão caro e complexo que inviabilizava a produção em larga escala. Só nas décadas seguintes a exploração comercial começou a se tornar realidade, com o desenvolvimento de duas tecnologias complementares.
A primeira, chamada de “perfuração horizontal”, permite acessar melhor o solo que abriga o gás de xisto. A segunda, denominada “fratura hidráulica”, facilita a remoção do produto. O poço aberto na perfuração recebe uma mistura de água, areia e diversos produtos químicos sob alta pressão para quebrar a rocha e liberar o gás, que então é levado para a superfície por uma tubulação.
A empresa pioneira em combinar o uso das duas técnicas de forma eficiente e lucrativa foi a Mitchell Energy, no campo Barnett, no Estado do Texas. Há cinco anos, o aumento no preço do gás natural estimulou os investimentos em novas técnicas, fazendo com que outras firmas também decidissem apostar no negócio.
Os benefícios ambientais dessa forma de energia são tão positivos quanto os do gás natural convencional. “A geração de eletricidade com gás produz apenas metade do dióxido de carbono liberado por termelétricas a carvão”, diz o geofísico Mark Zoback, professor da Universidade Stanford, na Califórnia.

Mais de trinta países possuem reservas de gás de xisto. Poucos exploram comercialmente essa fonte de energia. A China, detentora das maiores reservas mundiais do combustível, completou em março passado a perfuração de seu primeiro poço, na província de Sichuan. A Inglaterra também já concluiu a construção de algumas estruturas de exploração.

No Brasil, utiliza-se uma tecnologia antiga para extrair óleo de xisto no Paraná, em pequena escala. Como ainda há muito gás natural convencional para ser explorado, o xisto tem sido menosprezado. Nem sequer foi mencionado no plano de longo prazo definido pela Empresa de Pesquisa Energética, do Ministério de Minas e Energia, que prevê como se comportará o mercado de energia até 2030.
Segundo o órgão, é possível que o xisto entre no próximo plano, a ser lançado no final deste ano. As reservas brasileiras são volumosas. “Se se mostrar viável e barato no Brasil, o gás de xisto tem tudo para reduzir a importância do pré-sal”, diz Adriano Pires, diretor da respeitada empresa de consultoria Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Polêmica sobre o meio ambiente
O maior empecilho à exploração do gás de xisto é o lobby ambientalista, pois no processo de extração são usados componentes químicos potencialmente tóxicos, como o benzeno. Se essa substância atingir o lençol freático, pode contaminar a água.
Mas não existem provas de que isso seja recorrente. “De todas as extrações de gás de xisto desde 1950, só existem dois ou três casos documentados de poluição, e todos por falha humana na construção dos poços, o que pode ser corrigido”, diz o geólogo Eric Potter, diretor do Centro de Geologia Econômica da Universidade do Texas.
O documentário americano Gasland, indicado ao Oscar neste ano (não levou), tentou demonizar indústria do xisto. Numa das cenas do filme, do cineasta americano Josh Fox, um aprendiz de Michael Moore, a água contaminada com gás metano que sai de uma torneira pega fogo quando um isqueiro é aceso.
Fox só se esqueceu de contar que o metano na água daquela torneira nada tem a ver com a exploração do gás, segundo um estudo do governo do Estado do Colorado, um dos locais mencionados no filme. O metano nos lençóis freáticos que abasteciam a casa em questão era resultado da decomposição natural de material orgânico.

Desde 2006, avanços tecnológicos permitem a extração do gás de xisto em larga escala. Entenda como é o método e por que ele enfurece os ambientalistas.
O xisto é um gás natural que fica preso em uma formação rochosa parecida com argila. Por não estar em um único depósito, é impossível extraí-lo por métodos convencionais.

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O xisto é um gás natural que fica preso em uma formação rochosa parecida com argila. Por não estar em um único depósito, é impossível extraí-lo por métodos convencionais

1. Para obter o xisto, é necessário injetar no solo uma mistura de água, sal, ácido, chumbo e benzeno.

2. Esses produtos criam fissuras nas rochas,…

3. …que permitem que o gás escape

Ambientalistas afirmam que esses produtos químicos podem contaminar lençóis freáticos.

7979 – A Mega Usina de Itaipu


A Usina Hidrelétrica de Itaipu, um empreendimento binacional do Brasil e do Paraguai no rio Paraná, é a maior em operação no mundo, com potência de 12 600 megawatts e 18 unidades geradoras. A produção recorde de 2000 – 93,4 bilhões de quilowatts/hora – supriu 95% da energia elétrica consumida no Paraguai e 24% da demanda brasileira. A obra monumental do regime militar brasileiro nasceu em 1970, depois que um consórcio ítalo-americano venceu a concorrência para elaborar o projeto. Em 1975, a usina começou a sair do papel, sob protestos dos que não queriam ver submergir as belas cachoeiras chamadas de Sete Quedas do Iguaçu.
A construção ocorreu por etapas. A primeira, iniciada em outubro de 1978, foi a abertura do canal de desvio do rio Paraná, que secou um trecho do leito original para a construção da principal barragem de concreto. Em outubro de 1982, as comportas do canal de desvio foram fechadas, criando o reservatório da usina. O lago de Itaipu, com 1 350 quilômetros quadrados, formou-se em 14 dias. Em maio de 1984, entrou em operação a primeira unidade geradora.

7663 – A Resistência Elétrica


resistencia

É a capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente elétrica mesmo quando existe uma diferença de potencial aplicada. Seu cálculo é dado pela Primeira Lei de Ohm, e, segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), é medida em ohms.1
Quando uma corrente elétrica é estabelecida em um condutor metálico, um número muito elevado de elétrons livres passa a se deslocar nesse condutor. Nesse movimento, os elétrons colidem entre si e também contra os átomos que constituem o metal. Portanto, os elétrons encontram uma certa dificuldade para se deslocar, isto é, existe uma resistência à passagem da corrente no condutor. Para medir essa resistência, os cientistas definiram uma grandeza que denominaram resistividade elétrica.
Os fatores que influenciam na resistividade de um material são:
A resistividade de um condutor é tanto maior quanto maior for seu comprimento.
A resistividade de um condutor é tanto maior quanto menor for a área de sua seção transversal, isto é, quanto mais fino for o condutor.
A resistividade de um condutor depende do material de que ele é feito.
A resistividade de um condutor depende da temperatura na qual ele se encontra.
Esses fatores que influenciam a resistividade de um condutor podem ser resumidos pela Segunda Lei de Ohm.

R = p l/a

ρ é a resistividade elétrica do condutor(em ohm metros, Ωm);
R é a resistência elétrica do material(em ohms, Ω);
\ell é o comprimento do condutor (medido em metros);
A é a área da seção do condutor (em metros quadrados, m²).
Essa relação vale apenas para materiais uniformes e isotrópicos, com seções transversais também uniformes. Veja a tabela de resistividade para cada material condutor na definição de resistividade.

Um condutor metálico, ao ser percorrido por uma corrente elétrica, se aquece. Num ferro de passar roupa, num secador de cabelos ou numa estufa elétrica, o calor é produzido pela corrente que atravessa um fio metálico. Esse fenômeno, chamado efeito Joule, deve-se aos choques dos elétrons contra os átomos do condutor. Em decorrência desses choques dos elétrons contra os átomos do retículo cristalino, a energia cinética média de oscilação de todos os átomos aumenta. Isso se manifesta como um aumento da temperatura do condutor. O efeito Joule é a transformação de energia elétrica em energia térmica.
A caraterística tensão-corrente de um sistema de várias resistência tem sempre o mesmo aspecto que a caraterística de uma única resistência; nomeadamente, é uma reta que passa pela origem. O declive dessa reta é a resistência equivalente. Podemos usar algumas regras simples para calcular a resistência equivalente, quando as resistências estiverem ligadas em série ou em paralelo.

Uma pilha ou bateria fornece energia eletrostática, devido às reações químicas entre os elétrodos e o eletrólito, mas também dissipa alguma energia em calor, devido à passagem de cargas pelos elétrodos e pelo eletrólito.

Assim, a caraterística da bateria é a soma da função constante \Delta V =\varepsilon mais a caraterística de uma resistência r.