9992 – Vem aí a Eletricidade sem Fio


Desde a mais tenra infância, a Dra. Katie Hall sonha com eletricidade. Atualmente, a garotinha fascinada com as descobertas sobre eletroestática de Nikola Tesla ocupa a direção da WiTricity, uma moderna empresa especializada em desenvolvimento de eletricidade sem fio baseada em campos magnéticos. Nikola Tesla desenvolveu seu projeto sobre torres eletroestáticas em 1891, mas seu invento foi preterido em função de outros interesses. Atualmente, as bobinas de fio elétrico desenvolvidas pela WiTricity representam uma questão de justiça histórica. Cada vez que uma tomada é conectada à base, um campo magnético é produzido. Quando outra bobina se encontra em proximidade a este campo, uma carga elétrica é gerada, mesmo sem a presença de cabo. O que ocorre é uma transferência de energia sem fio. O método se assemelha bastante ao utilizado pela tecnologia Wi-Fi. A empresa demonstrou que seus equipamentos podem transmitir energia para aparelhos portáteis, televisores e lâmpadas de luz com a adição de uma bobina de ressonância magnética. No momento, a empresa está desenvolvendo um carregador sem fio para veículos elétricos. No futuro, existirão aplicativos implantados sob a pele para carga de aparelhos, afirmam os cientistas. De qualquer forma, o desafio atual é aumentar a potência das bobinas de ressonância para gerar campos magnéticos de maior alcance. Ou seja, gerar mais eletricidade a uma distância maior ainda.

9938 – Radiação infravermelha da Terra pode ser fonte de energia


Físicos da Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade Harvard conceitualizaram um dispositivo que produziria energia das emissões naturais de raios infravermelhos da Terra para o espaço.
O planeta emite continuamente 100 milhões de gigawatts de calor infravermelho, o bastante para satisfazer as necessidades de energia do mundo milhares de vezes. Se a tecnologia pudesse capturar mesmo uma fração disto, os problemas de energia da humanidade estariam resolvidos.
Aquecida pelo sol, a Terra é quente comparada ao frio vácuo do espaço. Por conta de recentes avanços tecnológicos, os cientistas afirmam que este desequilíbrio de calor logo poderia ser transformado em eletricidade de corrente contínua, aproveitando uma fonte de energia vasta e não explorada.
Um dos dispositivos imaginados pelos físicos lembraria um painel solar fotovoltaico, mas em vez de capturar a luz invisível, geraria eletricidade emitindo a luz infravermelha. O mecanismo consistiria em uma chapa “quente” em temperatura ambiente, e de ar abaixo de uma placa “fria”, virada para cima e feita de um material de alta capacidade de emissão que resfria ao emitir com grande eficiência o calor da radiação para o espaço.
Os pesquisadores calculam que a diferença de calor entre as placas poderia gerar alguns watts por metro quadrado, dia e noite. Seria difícil manter a placa “fria” mais fria que a temperatura ambiente, mas o princípio geral funciona.
O segundo mecanismo proposto usa as diferenças de temperatura entre diodos de nanoescala e antenas, informa o International Business Times.

9840 – Nanotecnologia pode ajudar na eficiência energética


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A Physical Review Letters publicou recentemente um estudo que pode dirigir a nanotecnologia para uma nova direção: ajudar uma fonte de energia renovável e diminuir os riscos de superaquecimento de aparelhos eletrônicos. Em seu estudo, Mahmoud Hussein, da Universidade de Boulder, no Colorado, e amigos, demonstraram um modo inédito de retardar a transferência de calor sem afetar o movimento de elétrons, usando um antigo princípio da física conhecido como efeito termelétrico.
O efeito, descrito no século 19, se refere à capacidade de gerar corrente elétrica de uma diferença de temperatura entre um lado e outro de um material. A aplicação de uma corrente elétrica a um material termelétrico pode fazer com que um lado dele se esquente, enquanto o outro fica frio. O problema é que o inverso também é verdadeiro, e o superaquecimento de aparelhos elétricos pode afetar a corrente da qual dependem.
Os pesquisadores construíram pilares de nanopartículas, que foram depois colocadas sobre uma folha de silício, material conhecido por suas propriedades termelétricas e também usado regularmente na nanotecnologia, para criar o que os autores chamam de “metamaterial nanofônico”.
O calor foi transportado pelo material com o uso de uma sequência de vibrações mínimas. Hussein utilizou um modelo de computador para mostrar que a vibração dos pilares criaria uma interação com as vibrações dos fônons, desacelerando o fluxo de calor. (Um fônon, na física da matéria condensada, é uma quase-partícula que designa um quantum de vibração em um retículo cristalino rígido.) A vibração não deve afetar a condutividade da corrente elétrica, enquanto os materiais reduzem a produção de calor.
Esta redução do calor diminui os riscos associados a superaquecimento de aparelhos como um laptop, além de colaborar a eficiência de painéis solares, relata o Red Orbit.

9820 – Qual a melhor lâmpada: incandescente, fluorescente, halógena ou led?


Até o fim deste ano, não haverá mais lâmpadas incandescentes de 100 W à venda. As versões de 60, 40 e 25 W desaparecerão gradativamente até 2016. O produto será banido por ser pouco sustentável – apenas 5% da energia consumida vira luz. Os outros 95% perdem-se em calor. “A fuorescente compacta fez fama por causa do apagão de 2001, mas os leds vieram para ficar”, avaliou o gerente de produto da Osram. Veja, abaixo, uma comparação entre os quatro tipos.

Incandescente
A versão de 60 W é, hoje, a mais vendida do Brasil. Uma de suas vantagens é a possibilidade de dimerização, característica difícil entre as concorrentes. O fluxo luminoso ocorre instantaneamente: ao ser acesa, já dá seu máximo. Seu tom amarelado é confortável aos olhos (temperatura de cor de 3000 k). Possui máximo índice de reprodução de cor (IRC): 100%. Tem vida curta: cercade mil horas. Para clarear 25 mil horas, são necessárias 25 lâmpadas (R$ 62,50). Por esse período, o gasto com energia elétrica é de 1 500 kWh, o que custa R$ 450*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 512,50.

Halógena
Sua equivalente é a opção com 42 W, que representa uma economia de 30%. Assim como as incandescentes, aceita dimer com facilidade. Seu fluxo luminoso também é imediato. Oferece suave tom amarelado (temperatura de cor de 2700 k). Seu índice de reprodução de cor (IRC) é de 100%. Vida de aproximadamente mil horas. Trocam-se 25 lâmpadas para iluminar 25 mil horas (R$ 125). Com consumo de energia atinge 1 050 kWh, cerca de R$ 315*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 440.

Fluorescente Compacta
Para obter o mesmo resultado de uma incandescente de 60 W, busque a versão de 15 w. Poupa-se 80% na conta de luz. No Brasil, é raro encontrar as opções que aceitam dimer. Para atingir seu máximo, pede entre um e dois minutos. Acender e apagar seguidamente reduz sua durabilidade. Há mais opções de cor – desde as brancas (6 500 k) até as amareladas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Dura por volta de 8 mil horas. Apenas três lâmpadas clareiam por 25 mil horas (R$ 30). Foram gastos 375 kWh, o que equivale a R$ 112,50*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 142,50

LED
Com apenas 10 W, ela ilumina o mesmo que a incandescente de 60 W. No fim do mês, a economia ultrapassa os 80%. As versões dimerizáveis custam quase o dobro das comuns. Logo que acende, alcança sua capacidade total de clarear. Conta com opções de cor que vão das brancas (6 500 k) até as amarelas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Oferece a maior vida útil: aproximadamente 25 mil horas. Basta uma lâmpada para 25 mil horas. (R$ 50). O consumo fica em 250 kWh, cerca de R$ 75*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 125.

*Considerando o custo de energia elétrica pelo preço de r$ 0,30 kWh, praticado na cidade de São Paulo em outubro de 2013

9779 – SP é o Estado que mais economizou energia no horário de verão


Complexo da Cantareira seco
Complexo da Cantareira seco

O Horário de Verão resultou na economia de 405 milhões de reais segundo relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No horário de pico, que começa no final da tarde e vai até a noite, o Estado de São Paulo foi responsável por 40% (ou 1.027 megawatts) da economia de energia durante os mais de 100 dias de mudança de horário. A demanda do Estado recuou 4,8% — maior redução entre todos os Estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, que aderiram ao horário de verão. No horário de pico, as três regiões economizaram um total de 2.565 megawatts.
Segundo o ONS, o custo evitado com geração térmica para se preservar os padrões de segurança do sistema foi de 125 milhões de reais no período de outubro de 2013 a fevereiro de 2014. Além disso, evitou-se o custo adicional de 280 milhões de reais também com geração térmica que teria sido necessária para atender a carga no horário de ponta, caso não fosse implementado o horário de verão.
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, motores de consumo de energia do país, a redução de carga no horário de pico foi de 1.915 megawatts. No Sul, a energia economizada foi de 650 megawatts. A redução representa aproximadamente 4% da demanda de ponta dos dois subsistemas, informou o ONS em nota. Segundo o órgão, o Estado onde a queda da demanda foi menor foi Goiás, com 3,5%.

9766 – Maior usina solar do mundo começa a gerar eletricidade


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Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.
O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia. Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.
Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.
Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.

9765 – Google constrói maior usina solar dos EUA


O Google é um enorme consumidor de energia: tem centenas de milhares de computadores espalhados pelo mundo, funcionando 24 horas por dia. Por isso, faz vários investimentos em tecnologias de geração de energia. Inclusive uma usina solar gigantesca, que já está quase pronta. Ela se chama Ivanpah Solar Electric Generating System, está sendo construída no deserto de Mojave, no sul da Califórnia, e é a maior usina solar dos EUA. Ela terá a capacidade de gerar eletricidade suficiente para abastecer 140 mil residências. Sozinha, vai aumentar em 60% toda a produção de energia solar dos Estados Unidos.
A obra, que vai custar US$ 2,2 bilhões, é um investimento conjunto do Google e das empresas BrightSource e NRG Energy. Ela ocupa uma área correspondente a 1 300 campos de futebol, na qual estão distribuídos 346 mil espelhos. Esses espelhos refletem a luz solar para torres onde há caldeiras com água. O calor ferve a água, que vira vapor e movimenta as turbinas da usina, gerando eletricidade. A usina vai evitar a emissão de 640 mil toneladas de CO2 por ano – o equivalente a retirar 70 mil carros das ruas. “Precisamos construir um futuro de energias limpas”, declarou Rick Needham, diretor de negócios verdes do Google.
Mas a obra também tem um lado polêmico. Ela tem recebido críticas de ambientalistas porque vai afetar o habitat da Gopherus agassizii, uma espécie de jabuti do deserto que está ameaçada de extinção. A BrightSource se defende dizendo que vai investir US$ 56 milhões em medidas de proteção e realocação desse animal.

9726 – Energia – Risco de Apagão, usinas trabalham no limite


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Depois do recorde de quarta-feira passada, ontem o Brasil registrou um novo recorde de consumo de energia. Foram 84 331 megawatts/hora, registrados às 15h32.
Entre os dias 21 de janeiro e ontem, ou seja, nos últimos quinze dias, foram registrados os dez maiores picos de consumo de energia da história do Brasil.
O sistema elétrico está operando no limite. E as térmicas que seguram a barra nestes tempos de pouca chuva, calor excessivo e obras de infraestrutura atrasadas?
De acordo com dados do próprio governo, ontem a situação era explosiva. O Brasil tem 21.317 megawatts de capacidade instalada de termelétricas. Desse total, 5 094 megawatts estão em manutenção e 15 242 megawatts estão em operação.
Portanto, há uma sobra de magros 981 megawatts, o que em termos de geração é quase nada.

9711 – Energia – Prepare o bolso e o gerador…- Preço da energia dispara e previsão é de calamidade para o ano


Montagem dos aerogeradores, clic para ampliar
Montagem dos aerogeradores, clic para ampliar

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou em 31-01-2014, que o preço de referência usado pelo mercado livre de energia elétrica para a próxima semana. O valor passou de 476 reais por megawatt-hora (MWh) para 822,83 reais a partir de segunda-feira. O salto só não foi maior porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou para o ano este teto. Nos cálculos da CCEE, o valor real do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é a taxa usada como referência nos contratos de energia do mercado livre, seria de 1063,69 reais por MWh para o Sudeste, região responsável por 70% do fornecimento de energia do país. Trata-se do maior patamar da história, superando até mesmo as épocas de racionamento de energia.
Essa elevação inédita significa que o mercado está apostando em um quadro nada otimista para o setor elétrico em 2014 — que beira a calamidade, mesmo com os reservatórios de água das usinas hidrelétricas acima dos níveis registrados em janeiro do ano passado. O cálculo do PLD é feito com base em projeções que levam em conta o cenário atual de abastecimento. Tal alta reflete, segundo especialistas ouvidos pelo site de VEJA, fatores climáticos, o aumento da demanda e a falta de planejamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Com as altas temperaturas registradas em dezembro e janeiro, é natural que se gaste mais energia com refrigeradores, ventiladores e aparelhos de ar condicionado — o que impacta diretamente a demanda. Ao mesmo tempo, os reservatórios são penalizados devido à rápida evaporação da água e falta de chuvas. Além disso, as perspectivas climáticas para 2014 não são animadoras – previsões usadas no cálculo da PLD apostam em menos precipitações em relação a anos anteriores. Assim, as usinas terão dificuldades em conseguir preencher o déficit em seus reservatórios e, talvez, nem mesmo compensar os gastos do ano, no cenário mais pessimista. Hoje, o reservatório do Sudeste/Centro Oeste usa 40,57% de sua capacidade de armazenamento, contra 37,46% em janeiro de 2013.
O religamento das termelétricas também impactou diretamente o PDL recorde. Tais usinas garantem, hoje, a oferta de energia no país, uma vez que o Brasil tem dificuldades em aumentar sua capacidade de armazenamento nas hidrelétricas. Contudo, o custeio das térmicas requer gastos altíssimos — especialmente para as que funcionam à base de óleo diesel. “O mercado já está incorporando no PDL o uso das termelétricas mais caras”, afirmou Rego, da Excelência Energética.

Durante todo o ano passado, a geração de energia por usinas térmicas foi 75% maior que em 2012. O custo do acionamento ficou em aproximadamente 9 bilhões de reais. Com as distribuidoras em dificuldades financeiras para arcar com esse rombo – elas só repassam uma vez no ano o aumento de custos ao consumidor – o Tesouro Nacional atuou como ‘caixa forte’ da conta de luz e cobriu o montante com dinheiro público injetado na Conta de Desenvolvimento Energética (CDE). Tal valor não foi dado às empresas, mas financiado. Isso significa que em 2018 o contrato vencerá e as distribuidoras terão de repassar integralmente ao consumidor seus gastos com as térmicas. Assim, na melhor das hipóteses, o desconto imposto pela presidente Dilma Rousseff será retirado aos poucos nos anos que virão. Na pior, será retirado de uma só vez, penalizando ainda mais o consumidor e impactando a inflação.

9687 – Um Dragão Chinês com Fome de Energia


China bate recorde mundial de instalação de energia solar

Em 2013, a China bateu recorde mundial de instalação de projetos fotovoltaicos, que somaram 12 gigawatts (GW). Isso é quase a capacidade solar total instalada dos Estados Unidos.
Nunca um país no mundo adicionou mais do que 8 GW em um único ano. Os dados são de uma análise preliminar da Bloomberg Energy Finance (Bnef).
Com os novos projetos, o mercado solar chinês superou o da Alemanha, que seguia intrépida na liderança no setor. No ano passado, a capacidade instalada na China mais que triplicou, saltando dos 3.6 GW, de 2012, para 15.6 GW.
O desempenho do país respondeu por 28% das instalações mundiais no ano passado, que somou 39 GW. Para 2014, a China planeja instalar mais 14 GW. Graças ao desempenho do mercado chinês, as empresas geradoras de energia estatais do país, a China Power Investment Corporation , China Three Gorges e China Huadian Corporação, tornaram-se as maiores proprietárias do mundo de bens solares.
Em março, a Bnef deve soltar o levantamento consolidado sobre a expansão da energia solar em 2013. É possível que o desempenho chinês surpreenda ainda mais.
Segundo os analistas, os desenvolvedores do país correram para completar os projetos no fim de 2013, antes da expiração de um incentivo público que dava 1 iuene para cada quilowatt-hour. Essa corrida deve ter adicionado 2 GW extras que não foram incluídos nos 12 GW totais.
Segundo a Bnef, os projetos de energia solar da China estão fortemente concentrados em suas províncias ocidentais, nas regiões ensolarados de Gansu (com 24% de todas as instalações de 2013), Xinjiang (18%) e Qinghai (17%).

9686 – Uma Bateria a Base de Açúcar


Todos os anos, milhares de baterias tóxicas são descartadas de forma inadequada, o que representa uma ameaça para o meio ambiente e a saúde humana. Mas uma nova pesquisa poderia ajudar a manter toneladas de baterias longe dos aterros sanitários.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Virgínia Tech, nos Estados Unidos, desenvolveu uma bateria a base de açúcar, que representa uma alternativa biodegradável, mais barata e tão confiável quanto as baterias convencionais. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.
Segundo Y.H. Percival Zhang, professor associado de engenharia de sistemas biológicos que liderou o estudo, dentro de três anos, a nova bateria poderia alimentar telefones celulares, tablets, videogames e outros aparelhos eletrônicos.
Apesar de outras baterias de açúcar já terem sido desenvolvidas, a bateria de Zhang tem uma densidade de energia de uma ordem de magnitude maior do que as outras, o que permite que ela seja usada por mais tempo antes de precisar ser reabastecida.
Como células de combustível, a bateria de açúcar combina combustível – neste caso, maltodextrina, um polissacarídeo feito a partir da hidrólise parcial de amido – com o ar para gerar energia elétrica e água como principais produtos secundários.
“O açúcar é um composto de armazenamento de energia perfeito na natureza”, diz Zhang. “Então, é lógico que nós tentamos aproveitar esse poder natural de uma forma amiga do ambiente para produzir uma bateria”.

9622 – Globos solares são capazes de captar energia até da Lua


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Painéis solares são conhecidos por serem pouco eficientes e por terem um design não muito agradável. Os globos solares Rawlemon buscam mudar essa história, oferecendo uma tecnologia até 70% melhor na captação de luz do Sol e ainda um formato belo que pode ser considerado até mesmo o de um artigo de decoração para a sua casa.
Os aparelhos da Rawlemon podem captar até mesmo a energia solar refletida pela Lua. O projeto é do alemão André Broessel, que começou a trabalhar no produto há três anos com o objetivo de baratear e tornar mais eficiente captura da energia do Sol.
O conceito do novo aparelho é relativamente simples. Ele é uma esfera de vidro perfeita que faz a refração da luz em um raio concentrado. Para seguir a movimentação do Sol durante o dia, o Rawlemon conta com um microrastreador que segue o astro em sua percurso diário de leste a oeste. O mesmo se aplica quando o produto é usado à noite.”É uma oportunidade única de coletar enegia em uma situação em que outros sistemas falham”, de acordo com a descrição do projeto.
Após a captação, a energia é armazenada em baterias que podem abastecer a seu casa ou até mesmo um restaurante, segundo os criadores. “Estamos concebendo produtos autônomos que podem concentrar a luz mesmo em um dia nublado, que estão gerando energia onde quer que você esteja.
O projeto de Broessel fez sua estreia na plataforma de financiamento coletivo IndieGoGo recentemente, com a meta de arrecadar 120 mil dólares, cerca de 282 mil reais. Até o momento, o projeto conseguiu pouco mais de 4 mil dólares, aproximadamente 9.400 reais. Ainda há mais 26 dias de campanha de captação de fundos.
A versão beta do produto sai por 150 dólares (354 reais), mas a contribuição mínima para apoiar a iniciativa é de 1 dólar (2,38 reais). Se a meta financeira não for atingida, o dinheiro é devolvido aos apoiadores.

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9458 – Tecnociência – Energia Alternativa


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Um novo passo para facilitar a produção de energia limpa e barata foi dado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, Estados Unidos. Eles descobriram que é possível usar nanopartículas de níquel e fósforo, ou o fosfeto de níquel, para extrair hidrogênio da água e utilizá-lo em células a combustível, aparelho produtor de eletricidade com esse gás. Tanto a água como os dois elementos químicos são abundantes em grande parte do planeta. O fosfeto de níquel pode ser usado em sistemas de hidrólise, reação química feita em meio aquoso para produção de hidrogênio. As nanopartículas de fosfeto de níquel fazem o papel de catalisador para efetivar a reação sem utilizar metais nobres, como a platina, um elemento caro e escasso. A descoberta foi publicada no Journal of the American Chemical Society (13 de junho). O professor Raymond Schaak coordenou o estudo, que contou também com pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Além do uso na forma de geradores ou para mover veículos, as células a combustível podem ter um papel importante em localidades distantes se acopladas a um sistema de energia solar. Basta pouca energia captada do Sol para fazer funcionar um eletrolisador, no qual poderão estar as nanopartículas de fosfeto de níquel, para produzir hidrogênio e suprir a célula.

9455 – Estudo avalia viabilidade do bioquerosene para aviação civil 100% nacional


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O pesquisador Augusto Cortez, vice reitor de Relações Internacionais da Unicamp apresenta um estudo que incentiva a produção de bioquerosene para a aviação civil brasileira. Patrocinado pelas empresas Boing e Embraer, o estudo Plano de vôo para biocombustíveis de aviação no Brasil tem financiamento da FAPESP e coordenação do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp.
Biocombustível ou agrocombustível é o combustível de origem biológica não fóssil. Normalmente é produzido a partir de uma ou mais plantas. Todo material orgânico gera energia, mas o biocombustível é fabricado em escala comercial a partir de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, mamona, soja, canola, babaçu, mandioca, milho, beterraba, algas.
Biocombustíveis são fontes de energia renováveis, derivados de matérias agrícolas como plantas oleaginosas, biomassa florestal, cana-de-açúcar e outras matérias orgânicas. Existem vários tipos de biocombustíveis: bioetanol, biodiesel, biogás, biomassa, biometanol, bioéter dimetílico, bio-ETBE, bio-MTBE, biocombustíveis sintéticos, bio-hidrogênio, gás de síntese.

9454 – Energia – O que é Biomassa?


Planeta Verde

É uma fonte de energia limpa e renovável disponível em grande abundância e derivada de materiais orgânicos. Todos os organismos capazes de realizar fotossíntese (ou derivados deles) podem ser utilizados como biomassa. Exemplo: restos de madeira, estrume de gado, óleo vegetal ou até mesmo o lixo urbano.
O máximo está sendo feito para obter a energia da biomassa, já que o petróleo e o carvão mineral têm previsões de acabar, a energia elétrica está cada vez mais escassa (já que essa energia depende da força da água no caso de hidroeletricidade) e a energia nuclear poderá ter alguns perigos.
Outro fator importante é que a humanidade esta produzindo cada vez mais lixo e esse lixo também é capaz de produzir energia, isso ajuda a resolver vários problemas: diminuição do nível de poluição ambiental, contenção do volume de lixo das cidades e aumento da produção de energia. Vantagens: energia limpa e renovável, menor corrosão de equipamentos, os resíduos emitidos pela sua queima não interferem no efeito estufa, ser uma fonte de energia, ser descentralizadora de renda, reduzir a dependência de petróleo por parte de países subdesenvolvidos, diminuir o lixo industrial (já que ele pode ser útil na produção de biomassa), ter baixo custo de implantação e manutenção.
Quatro formas de transformar a biomassa em energia:
pirólise: através dessa técnica, a biomassa é exposta a altíssimas temperaturas sem a presença de oxigênio, visando a acelerar a decomposição da mesma. O que sobra da decomposição é uma mistura de gases (CH4, CO e CO2 – respectivamente, metano, monóxido de carbono e dióxido de carbono), líquidos (óleos vegetais) e sólidos (basicamente carvão vegetal);
gaseificação: assim como na pirólise, aqui a biomassa também é aquecida na ausência do oxigênio, gerando como produto final um gás inflamável. Esse gás ainda pode ser filtrado, visando à remoção de alguns componentes químicos residuais. A diferença básica em relação à pirólise é o fato de a gaseificação exigir menor temperatura e resultar apenas em gás;
combustão: aqui a queima da biomassa é realizada a altas temperaturas na presença abundante de oxigênio, produzindo vapor a alta pressão. Esse vapor geralmente é utilizado em caldeiras ou para movimentar turbinas a gás. É uma das formas mais comuns hoje em dia e sua eficiência energética situa-se na faixa de 20 a 25%;
co-combustão: essa prática propõe a substituição de parte do carvão mineral utilizado em uma termoelétricas por biomassa. Dessa forma, reduz-se significativamente a emissão de poluentes (principalmente dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, responsáveis pela chuva ácida). A faixa de desempenho da biomassa encontra-se entre 30 e 37%, sendo por isso uma opção bem atrativa e econômica atualmente.

9043 – Tecnologia – Recarregue a bateria com o dedo


dedo bateria

(E dê o outro pra falta de energia…)

Todos nós já estamos cansados que ler notícias a respeito de projetos que propõem o uso de água, lixo, barulho e muitos outros recursos para produzir energia. Mas os designers Song Teaho e Hyejin Lee inovaram ao inventar um meio de produzir energia que depende, apenas, de um dedo.
Trata-se da “Twirling Battery”, uma bateria para celulares que é recarregada a partir de movimentos de rotação feitos com o dedo indicador. Segundo os criadores, são necessárias 130 voltas para que o celular funcione por 25 minutos em standby ou ainda para que uma pessoa possa fazer uma ligação de 2 minutos.
A invenção, claro, não é nada prática – sem contar que os casos de tendinite cresceriam absurdamente, se a moda pegasse. Mas tem gente vendo o lado positivo da história: Song Teaho e Hyejin Lee deram o primeiro passo e, agora, quem sabe, a tecnologia pode ser aprimorada, para um dia se tornar uma alternativa a ser considerada quando o assunto são as energias limpas.
Por enquanto, a invenção pode ser usada nos momentos de Lei de Murphy, em que precisamos do celular exatamente quando ele está sem bateria.

9037 – “Gelo inflamável” pode garantir futuro energético do Japão


Do New York Times

A estrada para o futuro energético do Japão pode passar por Sapporo, no norte do país, onde pesquisadores estudam sedimentos que contêm hidratos de metano, formações geladas de moléculas de água com o gás preso em seu interior.
Os sedimentos são encontrados em grande quantidade em todo o mundo, tanto sob o mar como no permafrost (solo permanentemente congelado). Se puderem ser usados com segurança, serão uma fonte abundante de combustível, especialmente em países com poucas reservas de energia, como o Japão.
Em março, Tóquio disse que produziu metano a partir de hidratos de sedimentos sob o oceano Pacífico. A iniciativa, conduzida a partir de um navio-plataforma na fossa de Nankai, foi o primeiro teste mundial de produção de hidrato em águas profundas.
Mas os cientistas dizem que ainda há muito a conhecer sobre as substâncias, chamadas às vezes de “gelo inflamável”. “Precisamos saber mais sobre as propriedades físicas do hidratos e dos sedimentos”, disse Hideo Narita, chefe do laboratório, que faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industriais Avançadas.
Novas pesquisas vão ajudar os cientistas a entender o impacto ambiental da produção de hidrato, incluindo a possível liberação de metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Também existe o potencial de que formações geológicas submarinas se tornem instáveis quando os hidratos forem removidos.
Os hidratos de metano intrigam os engenheiros do petróleo há décadas, pois podem se formar em oleodutos submarinos e obstruir o fluxo. Eles tiveram um papel pequeno mas indesejável durante os esforços para conter o vazamento de petróleo no golfo do México em 2010, bloqueando uma caixa de aço que conduzia o óleo para a superfície.
Encontrar hidratos durante a perfuração também pode complicar a exploração das reservas convencionais de petróleo e gás, mas há anos os cientistas consideram que os hidratos podem ser uma fonte de energia.
Às vezes, eles podem aparecer como blocos de gelo no leito marinho. No entanto, para a produção de energia, os pesquisadores estão mais interessados nos que se formam nos sedimentos. Eles são criados quando o metano -que é produzido por micróbios, calor e pressão atuando sobre matéria orgânica- migra para cima nos sedimentos e se mistura com a água em condições específicas de temperatura e pressão.
A substância gelada se forma nos espaços microscópicos entre grãos de sedimento, muitas vezes em grande quantidade. “Você tem muito metano, muita água e, adivinhe, eles vão formar hidratos”, disse Carolyn Ruppel, da pesquisa geológica.

8944 – Energia – O que é Matriz Energética?


Nos últimos anos, todos os países do mundo são desafiados a ampliar a capacidade de produção energia, mas, com a implantação de matriz energética limpa e sustentável, capaz de respeitar o meio ambiente. Porém, o que é matriz energética?
É o conjunto de fontes de energia possíveis de serem extraídas e distribuídas à sociedade e às principais regiões industriais, urbanas e rurais de um país. Dentre as matrizes podemos destacar o petróleo, o gás, o carvão, o álcool, reservatório hídrico, lenha, e fontes limpas e renováveis como a solar e a eólica. Quando falamos de energia, não tratamos apenas a energia elétrica, transmitida nos fios dos postes e torres, mas também a energia utilizada para propulsão de veículos, como carros, caminhões e ônibus.
O conjunto de diferentes fontes de energias torna a matriz energética de um país menos vulnerável à falta de energia. Ter fontes de energias é essencial para o desenvolvimento econômico de um país e para a qualidade de sua população.
A energia elétrica é essencial para a produção industrial, agrícola, prestação de serviços e bem-estar social. As matrizes energéticas são classificadas como renováveis e não renováveis. O petróleo, por exemplo, é uma fonte de energia não renovável; a eólica, energia solar, são renováveis.

Matriz energética brasileira
No Brasil, toda energia disponível para abastecer as atividades econômicas são referidas como OIE (Oferta Interna de Energia) ou Demanda Total de Energia ou Oferta Total de Energia Primária, cujo termo e m inglês é IPES (Primary Energy Supply), termos utilizados para compreender a relação entre energia e população e relação entre energia e emissões de partículas.
Em 2012, no Brasil, o petróleo correspondeu por 39,4% da matriz do país, o gás natural por 11,5%, e o carvão mineral por 5,4%, perfazendo um total 56,3% de combustíveis fósseis. Nas fontes renováveis, a hidráulica contribuiu com 13,9%, os produtos da cana com 15,4%, a lenha com 9,1% e outras bioenergias com 3,9%, somando 42,3% de renováveis. A participação da energia nuclear ficou em 1,4%.

8940 – Saara vai gerar 50% da energia mundial


O deserto do Saara, no norte da África, poderá ser responsável por 50% do suprimento de energia no mundo até 2050, se depender de uma parceria entre universidades do Japão e da Argélia. Os pesquisadores da Universidade de Tóquio apostam em dois recursos abundantes no maior deserto quente do mundo — areia e luz do sol — para fazer prosperar fábricas de painéis solares.
Inicialmente, o projeto, chamado Sahara Solar Breeder Project, pretende construir uma pequena quantidade de fábricas de silício no Saara. Cada uma delas transformaria a areia em silício de alta qualidade, necessário para a construção de painéis solares. Assim que entrarem em operação, os painéis seriam utilizados para gerar energia para a construção de outras fábricas, cada uma delas produzindo mais painéis solares, que ajudariam na construção de mais fábricas, e assim por diante.

O chefe da equipe japonesa envolvida no projeto, Hideomi Koinuma, admite que a produção de painéis solares a partir da areia do Saara ou de outros desertos nunca foi feita antes. Mas acredita ser uma escolha lógica. “Do ponto de vista químico, da qualidade e da quantidade, a areia do Saara é difícil de ser superada”, disse Koinuma, em entrevista ao site da revista inglesa New Scientist.
O pesquisador japonês quer utilizar supercondutores de alta temperatura para distribuir a energia como ‘corrente contínua’ — mais eficiente que a ‘corrente alternada’ utilizada pela maioria das distribuidoras de energia. Apesar do nome, os condutores de alta temperatura normalmente operam a -240 graus celsius. Isso quer dizer que as linhas de transmissão precisariam ter um sistema de refrigeração bastante sofisticado.
A parceria nipo-argelina não é o único projeto no Saara em busca da energia solar. A Desertec Foundation, criada em 2009 com o intuito de promover “energia limpa a partir dos desertos”, também quer aproveitar o potencial da região. Mas sua estratégia é outra. Para fornecer 15% da energia elétrica consumida pela Europa até 2050, a empresa aposta em usinas termelétricas solares, sem a utilização da areia nem de supercondutores. Trata-se de uma tecnologia mais barata que não precisa de refrigeração e já é utilizada diversos projetos no mundo.

8934 – Energia – Compartilhamento de energia do Brasil com a América do Sul


O Brasil possui tradição em ser generoso e amistoso com os demais países da América do Sul. Na área de produção de energia, o país possui contratos e parcerias com o Paraguai e a Bolívia, porém, essas relações geraram conflitos nos últimos anos.
Entre Brasil e Bolívia, a parceria é referente à compra e distribuição do gás natural boliviano para o território brasileiro. Porém, em 2006, após o presidente boliviano Evo Morales assumir o cargo, a Bolívia resolveu ocupar as instalações da Petrobrás no país e alterar os preços da venda de gás.
Em relação ao Paraguai, a questão envolve a hidrelétrica binacional de Itaipu. Segundo o acordo, os dois países possuem o direito de metade da energia gerada , porém, como os 50% é mais do que o necessário para a população paraguaia, o Brasil tem o direito exclusivo de comprar o excedente da parte do Paraguai para abastecer as regiões brasileiras.
Em 2019, o contrato da binacional de Itaipu será revisto, como ocorreu após a posse de Fernando Lugo, último presidente paraguaio a questionar as condições da parceria. Segundo o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), os países vizinhos costumam quebrar contratos por contarem com a generosidade diplomática e econômica do Brasil, o maior país do continente que sempre cede às pressões políticas.
Para o futuro, o Brasil pretende construir três usinas hidrelétricas binacionais no norte da América do Sul, mais precisamente na Guiana e no Suriname. No Brasil, a construção de usinas hidrelétricas com barragens estão banidas por questões técnicas e ambientais; em virtude dessa proibição, a Eletrobras pretende construir hidrelétricas nesses dois países vizinhos com uma linha de transmissão de 1.800 quilômetros, ligando os estados do Amapá e de Roraima aos países citados.
Na prática, as usinas seriam construídas em regiões estrangeiras, e a maior parte da energia seria utilizada por brasileiros. O nome do novo projeto foi batizado de Arco Norte, e terá o apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da EDF, empresa francesa.
As novas usinas teriam capacidade de produzir 5.000 MW, capaz de abastecer uma região com população de nove milhões de pessoas, população equivalente a do estado de Pernambuco. A Eletrobrás afirma que o acordo com os dois países ainda está aberto.