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6277 – Mega Personagens – O Pica Pau


Woody Woodpecker é o nome de um personagem de desenho animado de mesmo nome, um pica-pau antropomórfico (animal com corpo e características humanas), que estrelou vários curta-metragens de animação produzidos pelo estúdio de Walter Lantz e distribuídos pela Universal Pictures. Embora não seja o primeiro dos personagens “malucos” que tornaram-se populares nos anos 1940, o Pica-Pau é considerado um dos personagens mais notáveis do gênero.
O Pica-Pau foi criado em 1940 pelo artista de storyboard Walt Lantz. Em seus primeiros desenhos animados, o Pica-Pau aparece como um pássaro louco, com uma aparência considerada grotesca. Porém, ao longo dos anos, o Pica-Pau sofreu diversas mudanças no seu visual, ganhando traços mais simpáticos, uma aparência mais refinada e um temperamento mais tranquilo. O Pica-Pau foi inicialmente dublado, nos Estados Unidos, por Mel Blanc, que também fez as vozes de quase todos os personagens do sexo masculino das séries Looney Tunes e Merrie Melodies. Como dublador do Pica-Pau, Blanc foi sucedido por Ben Hardaway, e mais tarde por Grace Stafford, esposa de Walter Lantz.
Os desenhos do Pica-Pau foram transmitidos na televisão pela primeira vez em 1957, no programa The Woody Woodpecker Show, que mostrava novas sequências animadas do Pica-Pau interagindo com as filmagens em live-action de Walter Lantz, como se uma pessoa e um desenho animado estivessem apresentando o programa juntos. Atualmente, The Woody Woodpecker Show é ainda reprisado com freqüência na televisão, sendo que no Brasil, ele é atualmente transmitido pela Rede Record.
Lantz produziu os curta-metragens do Pica-Pau até 1972, quando ele fechou definitivamente seu estúdio. Desde então, o personagem só voltou a reaparecer em 1999, no programa The New Woody Woodpecker Show, produzido pela Universal Animation Studios de 1999 à 2003. O Pica-Pau é um dos poucos personagens de desenho animado que possui uma estrela na Calçada da Fama. Ele também fez uma pequena aparição junto com outros personagens famosos no filme Uma cilada para Roger Rabbit, de 1988.

Walter Lantz estava em lua-de-mel quando teve a ideia genial de criar o Pica-Pau, por conta de um exemplar do pássaro que o atormentou e o divertiu na noite de núpcias.
Em 1940, Walter Lantz decidiu que só um novo desenho não era suficiente para tornar seu estúdio famoso. Ele queria um personagem que, com o tempo, evoluísse para uma estrela completa. Então, ele e sua equipe de animadores apresentaram um novo adversário para Andy Panda e seu pai lidarem: um pica-pau louco.
Mas quando Walter Lantz mostrou o desenho do Pica-Pau, intitulado “Knock Knock”, a Bernie Kreisler, chefe de departamento da Universal Studios, este o rejeitou, dizendo que aquele passarinho era a coisa mais feia e desajeitada que ele já tinha visto. Porém, Lantz insistiu para que o produzissem, dizendo que ele estava apostando tudo no personagem. A Universal atendeu aos seus pedidos e produziu o desenho, que fez um sucesso estrondoso. Então, Kreisler pediu a Walter Lantz novos episódios, como se nada tivesse acontecido. Depois do sucesso do Pica-Pau como coadjuvante no desenho do Andy Panda, eles resolveram fazer um desenho onde o personagem apareceria sozinho e seria o astro. Então, Lantz precisou de um nome para o Pica-Pau e decidiu chamá-lo de “Woody Woodpecker”, que foi também o título do primeiro desenho animado do Pica-Pau.
De acordo com um agente de imprensa de Walter Lantz, a idéia de criar o Pica-Pau surgiu durante um incidente ocorrido na noite de núpcias do desenhista com Grace Stafford no Lago Sherwood, quando um pica-pau irritante passou a noite inteira bicando o telhado do chalé que haviam alugado, não deixando que o casal dormisse. Quando o pássaro foi embora, eles descobriram que o pica-pau havia feito um monte de buracos no telhado, por onde a chuva começou a entrar, arruinando de uma vez a noite. A esposa de Walter Lantz, então, teria sugerido que o marido criasse um pica-pau irritante para aparecer em seus desenhos animados. Esta história, porém, não tem muita credibilidade, já que Walter e Grace somente se casaram em 1941, depois que o desenho já havia estreado no cinema.
Como todos os personagens de Hollywood, o design do Pica-Pau mudou um pouco com o tempo. O desenho animado O barbeiro de Sevilha (“The Barber of Seville”) apresentou o novo visual do Pica-Pau, desenhado pelo animador Emery Hawkins, e que foi usado até o final dos anos 1940.
Em 1944 no desenho O doido da praia (“The Beach Nut”), apareceu um personagem de grande importância na carreira do Pica-Pau: seu rival de longa data Leôncio (“Wally Walrus”, nome que também aparece em alguns episódios dublados).
Em 1949 como foi dito anteriormente, por razões financeiras, Walter Lantz teve que fechar o estúdio por um tempo, e reabre-o só em 1951. Nos anos 1950 o Pica-Pau ganhou um novo design, que foi feito pela animadora LaVerne Harding. Nessa época, eles estavam sem ninguém para dublar a voz do Pica-Pau, então Walter Lantz marcou testes no estúdio para escolher a nova voz. A esposa de Lantz, Grace Stafford, gravou a voz no estúdio sem ele saber. Quando Lantz foi ouvir as vozes para escolher uma, ele não sabia que sua esposa havia participado dos testes, e foi justamente ela quem ele escolheu, e ficou surpreso quando lhe disseram que aquela voz era de sua própria esposa.
Nos anos 1950, o Pica-Pau passou por diversas mudanças no seu visual, devido aos muitos animadores que trabalhavam em seus desenhos.

O Pica Pau na TV
Como Lantz estava lutando financeiramente, a longevidade do Pica-Pau foi assegurada quando seus desenhos passaram a ser exibidos na televisão, no programa The Woody Woodpecker Show (no Brasil ganhou o título O Pica-Pau e seus Amigos, também conhecido como A Turma do Pica-Pau, O Show do Pica-Pau ou simplesmente O Pica-Pau), transmitido pela ABC. O programa semanal de meia-hora consistia em uma compilação de 3 curta-metragens cinematográficos do Pica-Pau, seguidos por um breve comentário de Walter Lantz, o apresentador do programa, cujas filmagens em live-action interagiam com novas sequências animadas do Pica-Pau, como se uma pessoa e um desenho animado estivessem apresentando o programa juntos. O programa foi exibido originalmente de 1957 à 1958 e, em seguida, entrou em sindicação até 1966, ganhando uma nova temporada em 1970 para ser exibido na NBC. A NBC obrigou Lantz a editar grande parte dos desenhos animados mais antigos, fazendo-o cortar as cenas que continham violência, o que Lantz fez relutantemente. Adicionalmente, o próprio Pica-Pau também teve que sofrer mudanças no seu comportamento, ganhando uma personalidade mais tranqüila e menos agressiva. O primeiro desenho notável que mostrou o Pica-Pau assim foi Não Puxem Minhas Penas (“Franken-Stymied”), de 1961. A popularidade do Pica-Pau havia sido baseada em suas atitudes loucas e maníacas, e por volta de 1961, estas características foram eliminadas em favor de um personagem mais sério. Isso aconteceu devido à grande presença do personagem na televisão, o que levou Lantz à cumprir as rigorosas normas de censura da violência na televisão para as crianças.
O Pica-Pau foi o primeiro desenho animado a ser exibido na TV brasileira, na extinta TV Tupi, um dia após a sua inauguração, em 19 de setembro de 1950. Nessa época, os desenhos eram exibidos com a dublagem original (inglês), pois a dublagem em português só surgiria em 1957.

A primeira emissora de televisão a transmitir os curta-metragens do Pica-Pau com dublagem em português foi a TV Record, na década de 1960. Depois de algum tempo, a série saiu do ar. Alguns anos depois, o SBT tomou posse do desenho até 2002, quando em 2003 a Rede Globo começou a transmitir o desenho com os episódios remasterizados, dentro do programa infantil TV Globinho, onde o desenho dissipou em 2004 e teve esporádicas exibições em 2005, até que a Rede Globo deixou de exibi-lo definitivamente.
Em 2006, a Rede Record exibiu um especial com episódios de O Novo Show do Pica-Pau respectivamente às 17h, no feriado do dia 15 de novembro de 2006. Então a partir desse dia, os novos episódios ganharam espaço na programação de segunda a sexta às 18h, na mesma forma de sequência de desenhos: Pica-Pau, Picolino e outros, e outro desenho do Pica-pau, durando até março de 2007, quando a Record começa a exibir os episódios da série clássica antiga do desenho às 13h, sendo o primeiros cartoons “Quem Cozinha Quem” e “Hora do Banho”. Entre março e abril, foram apenas exibidos os episódios da década de 1940, quando foi reprisado novamente. No dia 28 de abril de 2007, foram exibidos pela primeira vez os episódios antigos da Turma do Pica-Pau.
O canal pago Cartoon Network exibe o Pica Pau nas madrugadas, e no programa ‘Cartoon All Stars’ destinado à desenhos animados mais queridos pelo público.

Uma característica inconfundível no Pica-Pau, é que no começo e no final de seus desenhos, ele sempre emite a sua famosa e estridente risada. Essa risada foi criada pelo dublador americano Mel Blanc antes mesmo da existência do Pica-Pau. Antes do Pica-Pau, Mel Blanc já tinha usado a risada para o coelho Happy Rabbit da Warner Bros (que mais tarde evoluiu para o Pernalonga “Bugs Bunny”), a risada foi usada pelo coelho em apenas quatro episódios. Sendo que o último episódio em que foi usada se chamava: “Elmer’s Candid Camera”, episódio que chegou a vir para o Brasil, e recebeu o título de: “A Câmera de Hortelino”. No Brasil esse episódio foi primeiramente dublado em 1996 para a TV com o dublador Mário Monjardim fazendo a voz do coelho, e depois redublado em 2004 para o DVD, dessa vez com o dublador Alexandre Moreno, mas nas duas dublagens a risada que o coelho dá no fim do episódio (logo depois de chutar o Hortelino para dentro de uma lagoa) foi dublada em português como se o Pernalonga estivesse apenas rindo normalmente.

Dubladores no Brasil
Olney Cazarré – Foi o primeiro dublador do Pica-Pau no Brasil, ele o dublou nos anos 1960 na época em que o estúdio BKS ainda se chamava AIC. Depois na época em que a AIC mudou seu nome para BKS, Olney Cazarré teve de descansar das dublagens do Pica-Pau por que ele havia ido para o Rio de Janeiro trabalhar no teatro e na televisão (de acordo com o que foi dito por Garcia Júnior em uma entrevista para o “Nerdcast” em 2007), por isso, ele foi substituído pelo próprio Garcia Júnior na dublagem da fase do “Pica-Pau Biruta” (os episódios não foram dublados em ordem cronológica) e só voltou a dublar o Pica-Pau no lugar de Garcia Júnior quando ele não pode mais dubla-lo nos anos 1980. Em suas primeiras dublagens nos anos 1960, Olney fazia uma voz mais fina para o Pica-Pau, que combinava mais com os episódios em que o Pica-Pau tinha o tamanho de um pássaro pequeno, já nos episódios que ele dublou nos anos 1980, estava com a voz mais envelhecida, e chegava a ficar rouco algumas vezes. Um exemplo de episódios dublados por ele são: “Vamos as Cataratas?”, “Pica-Pau Ama Seca” e “A vassoura da Bruxa” dublados na AIC e “Adeus às Aulas”, “Por amor a uma Pizza”, e “Chilli com Carne”, dublados na BKS.
Garcia Júnior – Foi o segundo a fazer a voz do Pica-Pau no Brasil (quando a AIC mudou de nome para BKS). Ele começou a dublar o Pica-Pau no final dos anos 1970 quando ainda era um garoto de 10 anos, mas depois quando cresceu sua voz ficou grossa demais para o personagem, e foi substituído por Olney Cazarré, que já havia feito a voz do Pica-Pau antes dele. Garcia contou que o Pica-Pau foi o primeiro personagem que ele dublou, ele disse em uma entrevista para o site “Jovem Nerd” que quando Olney Cazarré foi trabalhar no Rio de Janeiro, ele teve de deixar as dublagens do desenho (que era feita em São Paulo). Então Garcia fez um teste apenas de brincadeira para a voz do Pica-Pau, a pedido dos seus pais Garcia Neto (que também era o diretor de dublagem, e o locutor e narrador de episódios como “A Hora do Banho”) e Dolores Machado (que dublou a Meany Ranheta em “Que Lindinho! o Cachorrinho” e “A Observadora de Pássaros”). Porém, os produtores da Universal acabaram escolhendo mesmo a voz dele, a princípio pensando se tratar da voz de uma mulher, só depois descobriram que era a voz do menino que era filho do diretor das dublagens. Garcia Júnior fazia uma voz um pouco mais forte que a de Olney Cazarré. Um exemplo de episódios dublados por Garcia são: “Quem cozinha quem”, “Pica-Pau biruta”, “Nascido para picar” “Vamos nanar Jacaré?” e “Esperto contra sabido” (esse último era um entre os quais o Pica-Pau já estava com a voz mais grossa). Garcia Júnior é considerado por muitos dos fãs do desenho o dublador mais marcante do Pica-Pau, pois dublou os episódios mais antigos produzidos nos anos 1940, considerados os melhores.
Marco Antônio Costa – Fez a voz do Pica-Pau nos novos episódios de 1999 no estúdio Herbert Richers, ele conseguiu fazer uma voz fina bem parecida com a de Olney Cazarré. Em entrevista para o programa Hoje em Dia, da Rede Record, Marco disse que quando participou dos testes para a voz do Pica-Pau, ele fez uma imitação do Coelho Ricochete (personagem que também era dublado por Olney Cazarré na AIC), e sua imitação agradou aos distribuidores do desenho que o escolheram porque conseguia fazer uma voz parecida com a de Olney. Alguns fãs acham que a voz dele ficou diferente da voz do Pica-Pau original, mas isso tavez seja pelo fato de que o “Novo Pica-Pau” tem a mesma aparência, e o topete virado para trás que tinha o “Pica-Pau do fim dos anos 1940″, que foi dublado apenas por Garcia Júnior, e que tinha a voz mais grossa. A voz que Marco Antônio faz para o Pica-Pau é baseada na voz fina que Olney Cazarré fazia nos anos 1960, quando o personagem já tinha o topete para frente, uma aparência mais infantil e o tamanho de um pássaro pequeno. Outro fato é que dificilmente encontrariam um dublador que conseguisse imitar a voz que Garcia Júnior fazia para o Pica-Pau, por se tratar de uma “voz de criança”.

Peterson Adriano – No filme Uma Cilada para Roger Rabbit dublado pela Herbert Richers, o Pica-Pau faz uma aparição ao final do filme dublado pelo dublador Peterson Adriano.

Existem vários boatos na internet de que o ator Walter Silva teria dublado o Pica-Pau na AIC. Na verdade, isso foi algum mal entendido divulgado em algum site que acabou se espalhando pela internet, pois quem dublou o Pica-Pau na AIC foi Olney Cazarré, que também era responsável pela voz do Coelho Ricochete também na AIC. Walter Silva nem era dublador, e sim um radialista que tinha o apelido de “Pica-Pau”. Apresentava na Rádio Bandeirantes, o seu programa “Pick-Up do Pica-Pau”, que se utilizava de uma gravação da trilha musical “The Woody Woodpecker Song” da abertura dos desenhos do Pica-Pau, antes e depois de cada música tocada na rádio. Isso fez com que todos o chamassem de “Pica-Pau”, e Walter assumiu o apelido, passando também a usar nas costas de sua jaqueta vermelha um desenho do Pica-Pau.
Ao longo de sua carreira, o Pica-Pau recebeu 3 indicações ao Oscar, sendo 2 na categoria de Melhor Curta Animado e 1 na categoria de Melhor Canção Original. O desenho animado Apólice Cobertor (“Wet Blanket Policy”) é marcado por ser o único curta-metragem de animação que foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original durante toda a história do cinema.
Em 1979, Walter Lantz ganhou um Oscar Honorário, “por levar alegria e risos à todas as partes do mundo através da seus desenhos animados”.

4811 – Mega Memória Infantil – O Natal da Turma da Mônica


O ano era 1977. Pela primeira vez a Turma da Mônica saía dos quadrinhos para um curta metragem na Rede Globo, passando na noite do dia 24 de dezembro de 1977 em rede nacional. O sucesso foi tão grande que o curta foi repetido no ano seguinte. Depois surgiriam novos episódios em datas comemorativas.
Uma época onde um simples e pequenino brinquedo de madeira feito artesanalmente, fazia a alegria de qualquer criança.

4779 – Mega Memória – Pernalonga, o coelho ganhador de um oscar



Que que há, velhinho?

É um personagem fictício, um coelho ou lebre antropomórfico, que aparece em vários curta-metragens de animação das séries Looney Tunes e Merrie Melodies, produzidos pela Leon Schlesinger Productions, que se tornaria a Warner Bros. Cartoons em 1945. Ao todo,ele estrelou 163 curtas durante a Era de Ouro da animação americana e fez pequenas pontas em mais três desenhos, além de várias aparições em outros filmes. Atualmente, ele é o mascote corporacional da Warner Brothers, especialmente do seu departamento de animação. É uma das personagens mais conhecidas no mundo, sendo que, em 2002, foi escolhido pela revista TV Guide como o maior personagem de desenho animado de todos os tempos.
Seu famoso bordão é a pergunta “Eh… What’s Up, Doc?” (“Eh… o que é que há, velhinho?” no Brasil/”Eh… qual é, meu?” em Portugal), geralmente dito enquanto mastiga uma cenoura.
Muitos historiadores de animação nos EUA acreditam que o Pernalonga pode ter tido sua personalidade influenciada por um personagem anterior de Walt Disney, um coelho chamado “Max Hare”, desenhado por Charlie Thorson. Que apareceu pela primeira vez em um desenho de Sinfonias Tolas (“Silly Synphonies”) chamdo “The Tortoise and the Hare”, dirigido por Wilfred Jackson. Tex Avery, um dos criadores do Pernalonga, admitia ter copiado um pouco da personalidade do coelho “Max Hare” para o Pernalonga, embora o design de Avery para o Pernalonga, tenha ficado com uma aparência mais inocente, do que o coelho de Thorson, que acabou se encaixando melhor com o seu comportamento sarcástico.
Segundo o dublador Mel Blanc, o Pernalonga inicialmente seria chamado de “Happy Rabbit”, somente depois é que ele ganharia o nome de Bugs Bunny nos Estados Unidos. Charlie Thorson, foi o responsável pelo coelho ter recebido este nome.
A primeira aparição oficial do Pernalonga em um desenho animado, com o nome de “Bugs Bunny” foi no curta The Wild Hare, dirigido por Tex Avery e lançado em 27 de julho de 1940. Foi neste desenho animado que ele disse pela primeira vez o seu famoso bordão “What’s up, Doc?”(O Que que há, velhinho?) para o Hortelino. Foi também o primeiro encontro de Pernalonga e Hortelino em suas formas completamente desenvolvidas.
Nos EUA
Seu dublador original foi Mel Blanc, que definiu a voz do coelho como “um mistura do sotaque do Bronx e do Brooklyn”. Depois da morte de Blanc, foi dublado por Jeff Bergman (1990-1993), Greg Burson (1993-1996), e desde o filme Space Jam é dublado por Billy West (que também faz o Hortelino, e é conhecido também por dublar o Pica-Pau nos novos episódios de 1999), embora em ocasiões como o filme Looney Tunes: Back in Action seja dublado por Joe Alaskey.
No Brasil
No Brasil o Pernalonga inicialmente foi dublado na “Cinecastro” durante o início dos anos 60 e pela “TV Cine-Som” no final dos 60, sendo que na Cinecastro eram usados sempre trilhas sonoras de dois episódios de Tom e Jerry (“The Flying Cat” e “Cue Ball Cat”), enquanto na Cine-Som já eram usadas as trilhas originais dos curtas da Warner. As primeiras vozes foram de Ronaldo Magalhães em alguns episódios como: “Coelho Hipnotizador” e “Duendes, Pois Sim” (na Cinecastro), Ary de Toledo em “Rabbit Hood” e “Ali Baba Bunny” (Cinecastro), Cauê Filho em “O Refúgio” (na Cinecastro) e em “O Coelho de Sevilha” (já na Cine-Som). Cauê depois da Cinecastro dublou vários episódios na Cine-Som, e depois foi neste mesmo estúdio que deu lugar ao dublador Mário Monjardim na voz do coelho, que dublou apenas o episódio da “Espada Cantante” neste estúdio. Monjardim seguiu dublando o Pernalonga também na Herbert Richers nos anos 70 em vários especiais de Natal, Páscoa, e Dia das Bruxas dos Looney Tunes, e depois no estúdio Sincrovídeo, para episódios lançados em VHS pela “Warner Home Video” no final da década de 80, e depois no filme “Uma Cilada para Roger Rabbit”. Mário também dublou o coelho nos anos 90 em “Tiny Toon”, e no filme “Space Jam – O Jogo do Século”, e também em comerciais de ovo de Páscoa do Pernalonga, em vinhetas do Cartoon Network, e nos episódios da Hora Warner feitos para o SBT.
No ano de 2003, a Warner resolveu substituír Mário Monjardim por Alexandre Moreno, alegando que sua voz já estava envelhecida demais para o personagem. Alexandre Moreno dublou Pernalonga no filme Looney Tunes de Volta a Ação, e em alguns episódios para os DVDs da “Coleção Looney Tunes” (alguns que já haviam sido dublados por Mário Monjardim em 1996). Alexandre Moreno também dublou o coelho em um especial de Natal, chamado “Bah, Humduck! A Looney Tunes Christmas” de 2007. Curioso é que no início de 2009 em um comercial do Cartoon Network, onde Wile Coiote faz imitações do Pernalonga e do Salsicha, a voz do Coiote imitando o Pernalonga dizendo: “O que é que há, velhinho?”, não foi dublada por Alexandre, mais sim por Monjardim, que em seguida dublou também a imitação do Salsicha gritando: “Scooby-Doo, cade você meu filho?!”. A partir de 2011, Alexandre Moreno passou a dublar Pernalonga também a nova série “O Show dos Looney Tunes”.
Episódios dos anos 40 na Globo
Os primeiros episódios dos anos 40 em que o Pernalonga aparece, não eram muito conhecidos no Brasil até os anos 90, quando foram dublados muitos deles na Herbert Richers. Nessa época a Rede Globo exibiu vários destes episódios do Pernalonga de 1940 (incluindo “Elmer’s Candid Camera “A Câmera de Hortelino”, em que Pernalonga ainda aparece na forma de “Happy Rabbit”), junto com vários outros episódios (que ainda eram inéditos no Brasil), onde vários personagens dos Looney Tunes fizeram sua estreia nos anos 40. Como o episódio Uma História de dois Gatinhos (“A Tale of Two Kitties”), onde Piu-Piu tem sua primeira aparição, sem nenhuma pena, e ainda todo cor de rosa, e sendo perseguido não pelo Frajola ainda, mas por dois gatos chamados “Babbit” e “Catstello”. Havia também o primeiro episódio em que o Pernalonga encontra Eufrazino Puxa-Briga intitulado de Hare Trigger (“Rápido no Gatilho”), e também os cinco episódios onde aparece o “Hortelino Gordo”, entre outros não conhecidos no Brasil até então. A Globo os exibiu até 1999, e depois os deixou fora do ar durante algum tempo, só voltando a passa-los novamente em 2004. Eles voltaram dentro da TV Globinho, e algumas vezes de madrugada como tapa buraco, antes da exibição do Telecurso 2000, e continuaram até 2005 quando a Globo deixou de exibi-los.
Os episódios que passavam na Globo, também eram exibidos em canais de TV a Cabo, como o Cartoon Network e Boomerang, mas hoje em dia são mais raros de serem vistos no Cartoon Network, que à alguns anos, exibe em maior quantidade somente os episódios feitos após os anos 50 (que eram mais comus de se ver no SBT). No Boomerang, os episódios dos anos 40, foram muito exibidos no ano de 2005, durante a tarte, dentro da “Hora Boomerang”, junto com episódios do Popeye produzidos pelos Fleischer Studios e Paramount, Mister Magoo, e A Pantera Cor de Rosa. Em 2006, o Boomerang mudou toda a sua grade de programação, e passou a exibi-los de madrugada.
Já o Pernalonga Show era exibido no início dos anos 70 na Globo, de segunda a sexta às 5 da tarde.

4657 – Mega Memória – Dom Pixote, desenho animado


Mais um famoso da Hanna Barbera e que pode ser visto ocasionalmente no canal a cabo Boomerang,o cachorro azul que cantarolava a famosa canção “oh querida Clementina…”
Huckleberry Hound, no Brasil, ficou conhecido como Dom Pixote que é um desenho animado criado por Hanna Barbera em 1958.
O personagem foi criado a uma alusão ao anti-herói Dom Quixote da literatura.
Dom Pixote é um Dom Quixote canino, sempre pronto para uma aventura. Seja domando leões, capturando ladrões de banco ou laçando dinossauros, Dom Pixote é sempre o herói. Ele fica firme até que sua missão esteja concluída, fazendo o impossível parecer fácil, e o fácil parecer possível.
Dom Pixote tem um sotaque caipira, é calmo e possui uma personalidade bem intencionada. Quase sempre cantava a música que ficou sua marca: “Oh Querida Clementina, em inglês, Oh My Darling, Clementine”.

4609 – Mega Memória – Coelho Ricochete, desenho


Apesar de não parecer foram feitos apenas 23 episódios deste clássico desenho da Hanna-Barbera que mostra as aventuras do Xerife mais rápido do Oeste o Coelho Ricochete e seu fiel ajudante Blau-Blau.
Para pegar os bandidos o Coelho Ricochete dispara como uma bala e vai ricocheteando até chegar a seu destino, ao contrário de seu ajudante Blau-Blau que ao tentar fazer o mesmo sempre acaba por atravessar uma janela ou coisa parecida !
São personagens de uma série de desenhos animados da Hanna-Barbera, que apareceram pela primeira vez como um dos segmentos do programa de Maguila, o Gorila (1964-1967). Passava junto com Matracatrica e Fofoquinha e Bacamarte e Chumbinho.
O coelho Ricochete era um xerife do Velho Oeste. Seu nome vinha do fato dele correr em alta velocidade (só se via um borrão), ricocheteando em objetos. Quando corria ele falava “Bing-Bing-Bing! Coelho Ricochete”. Seu parceiro era Bláu-Bláu, um coiote que usava um chapéu amassado e atravessado na cabeça, característico dos ajudantes atrapalhados dos filmes de western dos anos 40. Apesar de corajoso, Bláu-Bláu era lerdo e azarado, nunca conseguindo ajudar seu companheiro xerife. Uma das gags era quando ele sacava seu revólver e esse se desmanchava todo.
Além da velocidade, o Coelho Ricochete tinha como arma secreta, balas especiais que sempre surpreendiam os vilões.

4576 – Mega Memória – Frankstein JR


Desenho famoso da década de 70

É um desenho com produção Hanna-Barbera. Passava junto com o desenho dos Impossíveis. Estreou em 1966 e teve 18 episódios.
O cientista garoto Buzz Conroy e seu pai, o Professor Conroy combatiam supervilões com a ajuda de um robô poderoso chamado de Frankenstein Jr. “Frankie”, como era chamado por Buzz, era muito parecido com o personagem Gigantor.
Frankie era ativado por um anel que Buzz usava.
O desenho foi cancelado em 1968 por queixas de violência, o que poderia incitar as crianças a um comportamento agressivo.

4532 – Mega Memória – Viagem Fantástica


Tal desenho foi criado em 1968 após o sucesso da série Viagem ao Centro da Terra, ambas da produtora Filmation. Assim como Viagem ao Centro da Terra, Viagem Fantástica também foi baseada num longa metragem homônimo de sucesso. O sucesso era garantido e foi exatamente o que aconteceu com essa série que foi ao ar pela primeira vez nos EUA em 1968 e ficou no ar até 1970, sendo retransmitida inúmeras vezes por diversos canais ao redor do mundo, inclusive no Brasil até meados dos anos 80.

4500 – Mega Memória Infantil – As Aventuras de Gulliver


É um desenho animado produzido pela Hanna-Barbera, criado em 1968. O desenho é baseado no romance As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. Foram 17 episódios no total.
Já falamos do romance original em um outro capítulo.
Na busca pelo pai, Gary Gulliver e seu cão Tagg acabam naufragando em uma ilha. Nesta ilha existe o reino de Lilliput, onde seus habitantes tem uma altura diminuta, de apenas alguns centímetros. Gulliver e seu cão são aprisionados pelos Lilliputianos, logo após o naufrágio, mas logo acabam se tornando ótimos amigos. Com a ajuda do povo de Lilliput, Gulliver continua sua busca pelo pai e de um tesouro, usando um mapa que seu pai lhe deu. O tesouro também está sendo procurado pelo malvado Capitão Leech que, sempre tenta roubar o mapa de Gulliver.
Personagens
Gary Gulliver
Capitão Leech
Tagg (cachorro de Gulliver)
Thomas Gulliver (pai de Gulliver)
Rei de Lilliput
Egger
Bunko
Soturno (Glumm, no original)
Flirtácia

4498 – Mega Memória Infantil – Carangos e Motocas



Eu te disse…!
Whellie, Rota e a turma do Chapa (Motocão na nova dublagem) eram os personagens desse desenho muito divertido, no qual todos os personagens eram automóveis e não existiam seres humanos. A turma do Chapa era formada por motoclicletas metidas a besta, que viviam tentando prejudicar Whellie, o pequeno carro vermelho. O pivô da disputa era a conquista do amor de Rota, a bela conversível amarela. Todos os personagens tinham voz, menos Whellie que, estranhamente, só buzinava. A produção é da Hanna-Barbera de 1971 e foi apresentado no Brasil nos anos 70, 80 e recentemente, nos anos 90, pela Rede Record, nas manhãs de sábado.

4469 – Mega Memória Infantil – Space Ghost


Era a metade de uma série animada televisiva chamada Space Ghost & Dino Boy, criada pela Hanna-Barbera; foi exibido pela primeira vez nos EUA pela CBS em 10 de Setembro de 1966. A série consistia em um episódio do Dino Boy e um do Space Ghost, aonde o herói combatia vilões espaciais, com ajuda de dois adolescentes, Jan e Jace e de um macaco chamado Blip. A série terminou em 7 de Setembro de 1968.
O design da série foi feito pelo cartunista Alex Toth.
Space Ghost retornou em 1981 com novos episódios dentro de um segmento da série Space-Stars. A série durou um ano.
Em 2004, a DC Comics publicou uma mini-série intitulada Space Ghost que apresentava a versão original – série – do personagem, em uma aventura de ficção científica que mostrava pela primeira vez a origem do herói.
A série foi escrita por Joe Kelly e desenhada por Ariel Olivetti e capas desenhadas por Alex Ross. O nome real de Space Ghost é relevado: Thaddeus Bach (em Space Ghost de Costa a Costa, é dito que o nome real dele é Tad Ghostal). Bach, um pacifista interplanetário, é traido por oficias corruptos, que assassinam sua esposa grávida e o abandonam em um planeta desolado. Bach é resgatado por um alienígena que lhe dá uma razão para viver e a tecnologia contida em seu traje.

4446 – Mega Memória – O Super Dínamo


Mitsuo,o n°1

É o nome na versão brasileira do desenho animado de origem japonesa pãman. Mais um desenho animado que fazia analogia ao Superman, este trazia um grupo de crianças: 2 meninos, uma menina, uma macaquinho e um bebê, que são escolhidos por um misterioso homem mascarado, chamado de Super-Homem, para serem defensores da Justiça. O principal personagem é o garoto Mitsuo, o Super-Dínamo n°1,que é líder do grupo.
Eles possuem um kit Dínamo com um capacete-máscara, que lhes dá a super-força, uma capa que os faz voarem, um broche comunicador e um robô cópia, para tomar olugar do super-dínamo original quando este estivesse em ação.
O capacete e a capa eram guardados no bolso em uma espécie de bola miniaturae o emblema lhe dava oxigênio extra, quando colocado na boca. O robô cópia tinha um nariz preto, para diferenciar do original.

4433 – Mega Memória Infantil – Batfino & Karatê



Desenho animado de um super-herói, de 1967, mas que foi apresentado pela TV brasileira durante a década de 1970. Uma paródia do Batman, Batfino era um morcego super-herói com indestrutíveis asas de aço e um Radar Supersônico e que entrava em ação toda vez que era chamadopelo chefe de polícia. Seu parceiro era o atrapalhado Karatê, um oriental craque nas artes marciais, uma paródia de Kato, opersonagem interpretado pelo titã Bruce Lee, na série “O Besouro Verde”. Seu veículo era o Batilac. Semelhante a sérei do Batman, os episódios eram congelados nos momentos críticos e o narrador perguntava se o personagem iria sobreviver. É claro que ele também se safava com o uso de seus superpoderes…
Jargão:
“Suas balas não podem me atingir, minhas asas são como uma couraça de aço!!”

4289 – Mega Memória Infantil – Os Impossíveis


The Impossibles (no Brasil, Os Impossíveis) foi uma série de desenho animado produzida pelos estúdios Hanna-Barbera em 1966, que narrava as aventuras de uma banda de rock, formada por três rapazes que estavam sempre fazendo shows pelo mundo, e que combatia o crime nas horas vagas. Impossíveis era tanto o nome da banda quanto o nome do grupo de heróis.
No dia 10 de setembro de 1966 o estúdio da Hanna-Barbera lançava mais um clássico dos desenhos animados baseado nos costumes da época, dessa vez o estúdio explorava com ironia duas modas da década de 1960, os grupos de rock e os super-heróis. O desenho animado Os Impossíveis era exibido na rede norte-americana CBS.
Inicialmente, o nome seria The Incredibles, e os primeiros storyboards ainda mostram este título, mas acabou sendo mudado para The Impossibles.
Possui 36 episódios e se transformou em histórias em quadrinhos no final da década de 1960, produzidas pela editora norte-americana “Gold Key” e foram publicadas no Brasil em 1967 pela Editora O Cruzeiro e depois no almanaque “Heróis da TV” da Editora Abril.
Desenho sobre uma banda de rock dos anos 60, com as suas roupas estilosas e penteados modernos (baseado nos Beatles) para a época, mas que se transformava em um grupo de super-heróis ao enfrentarem algum vilão. O seu palco móvel se transformava em um carro voador, o Impossicar, e então combatiam o crime após gritarem a famosa frase: “Vamos nós…” (“Hally Ho!”)
Homem-Mola (Coil Man) – Era capaz de transformar os braços e as pernas em molas. Baixinho e gordinho, era sempre o ídolo de todos os meninos baixinhos e gordinhos que assistiam a série.
Multi-Homem (Multi Man) – Criava múltiplas cópias de si mesmo. Passava a imagem do desligado da turma, com o cabelo sempre cobrindo seus olhos e possuía um escudo com a letra “M”. Sempre falava para o vilão: “Você pegou todos, menos o original”
Homem-Fluido (Fluid Man) – Era o líder do trio. Podia transformar-se em líquido. Usava uma máscara de mergulho completamente inútil, pois eram seus companheiros que precisariam de máscaras. Tinha como bordão o grito: “Vamos nós – Oho!”.
Big D – Chefe do trio. Sempre que um super-vilão entrava em cena, ele chamava o grupo para lutar contra o crime, entrando em contato com eles através de um visor na guitarra de Coil (Homem-Mola).

4244 – Mega Memória Infantil – O Papa Léguas


Road Runner (conhecido no Brasil como Papa-Léguas e em Portugal como Bip Bip) e Wile E. Coyote (conhecido em português como Willy Coiote ou Coiote Coió, ou ainda lobobão) são personagens de desenho animado criados em 1949 por Chuck Jones para os estúdios Warner Bros. Um dos mais conhecidos Looney Tunes, são baseados em animais reais nativos dos desertos do sudoeste americano, o galo-corredor e o coiote.
O Coiote também apareceu em outros desenhos contra Bugs Bunny (br: Pernalonga) e um cão pastor chamado Sam. Levou a inspiração no personagem Cactus Jack filme de faroeste interpretado pelo Kirk Douglas.
Em um deserto cheio de rodovias, o faminto Coiote sempre tenta capturar o Papa-Léguas, encomendando produtos ACME, uma empresa fictícia que fabrica de tudo.
O Papa-Léguas passa todos os episódios a ludibriar as tentativas do Coiote em capturá-lo. Contando com astúcia, velocidade ou uma sorte absurda, o Papa-Léguas sempre escapa ileso de todas as artimanhas altamente criativas de seu arqui-inimigo, porque este sempre acaba pego por sua própria armadilha. O mais inusitado é que a simpatia do público fica sempre com o predador frustrado.
Os desenhos não tem diálogos, excluindo pelo “bip-bip” do Papa-Léguas e ocasionais placas escritas (geralmente usadas pelo Coiote para falar com a platéia).
No começo dos desenhos, há sempre um quadro parado em que o nome científico em pseudo-latim dos protagonistas surge, geralmente enfatizando a fome e estupidez do Coiote e a velocidade do Papa-Léguas.
Em seu livro Chuck Amuck, de 1989, Chuck Jones fez os 10 mandamentos do desenho do Papa-Léguas.
O Papa-Léguas não pode sacanear o Coiote; ele só deve correr e fazer “beep-beep” (porém, há dois episódios em que o Papa-Léguas dirigindo um ônibus atropela o Coiote).
O Coiote não pode ser afetado por nenhuma força externa: seu fracasso deve advir unicamente do uso de produtos Acme ou de sua própria estupidez. (uma vez violada por um trovão)
Wile E. Coyote poderia acabar com sua caçada a qualquer momento – não fosse ele um fanático. Entretanto, ele jamais desistirá, já que está sempre certo de que sua próxima tentativa será bem sucedida.
Está vetado qualquer diálogo, com exceção de “beep-beep!”, além das placas do Coiote. (porém em um curta o Coiote grita de dor e ri)
O Papa-Léguas nunca deve deixar a estrada. (Violada ocasionalmente)
Toda a ação deve se passar no habitat dos dois personagens: o deserto americano. (Violada uma vez, com constelações de Papa-Léguas e Coiote no céu)
Todas as ferramentas, armas e outros artefatos devem ser de origem Acme.
Sempre que possível, fazer da gravidade o pior inimigo do Coiote.
O Coiote sempre sai mais humilhado do que ferido de suas armações.
O público, no final das contas, é solidário ao Coiote.
Porém o animador Michael Maltese disse nunca ter ouvido essas regras antes, explicando todas as violações.

Quem é mais rápido, Ligeirinho ou Papa Léguas?

4243 – Mega Memória Infantil – Speedy Racer


Speed Racer Mach Go Go Go é o nome de um Anime dos anos 1960, criado por Tatsuo Yoshida sobre corridas de automóveis. Speed Racer (nome dado na adaptação Norte Americana do anime, que nunca diz o nome original Go Mifune), um jovem e audaz piloto de corrida de 18 anos, dirige o carro Mach 5, criado por seu pai (Pops Racer) e vive diversas aventuras dentro e fora das corridas. Um produto típico dos anos 1960, é inspirada nos filmes Viva Las Vegas, protagonizado por Elvis Presley e 007 Contra Goldfinger.
O desenho é muito conhecido pela sua canção tema e pela ótima trilha sonora, que tocava ao fundo e tornava ainda mais emocionantes as corridas em que o piloto Speed participava, sempre repletas de acidentes espetaculares e “golpes sujos” dos participantes, tais como seus mais célebres rivais, a “Equipe Acrobática” e o “Carro Mamute”. As corridas eram em locais inusitados, como selvas, desertos e até uma realizada dentro de um vulcão.
O filme Speed Racer – Filme foi lançado em 9 de Maio de 2008 um filme em Live-action (com atores reais), baseados na história original. Ele é dirigido pelos “irmãos Wachowski”.
Personagens

Speed Racer (Go Mifune)- Está sempre disposto a lutar pela justiça e por seus amigos e sonha em torna-se o Campeão do Mundo.
Corredor X (The Masked Racer) (Fukumen Rēsā?), o corredor mascarado (Racer-X, ou Corredor-X, no Brasil) – Na verdade ele é Rex (Kenichi Mifune), o irmão mais velho de Speed. Certo dia, pegou escondido o carro de corrida de Pops Racer e foi disputar uma prova. Mostrou grande audácia e velocidade ao volante, ultrapassou todos corredores e a alguns metros de distância da linha de chegada, sofreu um acidente. Pops discutiu com Rex, que não queria que seu filho voltasse às pistas, Furioso, Rex fugiu de casa e nunca mais voltou nem deu notícias. Anos mais tarde, reaparece, já como o misterioso Corredor X, mas ninguém sabe sua identidade secreta e tornou-se agente secreto da Interpol.
Gorducho (Kurio Mifune) – o irmão mais novo de Speed, com 7 anos de idade, junto com Zequinha (Chim Chim em inglês, ou Sanpei em japonês), seu macaco de estimação, estão sempre presentes nas aventuras, normalmente escondidos no porta-malas do Mach 5. Sempre aparecem em situações cômicas, mas também como a “arma secreta” de Speed, ajudando-o a se livrar dos apuros, assim como o faz o outro irmão de Speed, o Corredor X.
Trixie (Michi Shimura) – É a namorada de Speed (apesar de nunca tê-lo beijado no desenho), tem 18 anos e faz parte da equipe, pilotando o helicóptero que auxilia Speed quando ele se mete em encrencas.
Pops Racer (Daisuke Mifune)- É o pai de Speed. Mecânico muito talentoso e expert na criação de carros. Após ser demitido de uma grande empresa de corridas, resolveu montar sua própria equipe e efetivar o seu mais audacioso projeto: a construção do Mach 5.
Mamãe Racer (Aya Mifune)
Ela raramente aparece no anime ou manga e quando aparece possui dialogos limitados.
Sparky (Sabu) – É mecânico faz-tudo da equipe, sempre tentando evitar que Speed se dê mal tomando decisões precipitadas, tanto dentro como fora das pistas, além de ser um dos melhores amigos de Speed.
O Mach 5.

Speed Racer usou o carro na série (conhecida como o “Mach Go”, na versão japonesa), uma maravilha tecnológica, contendo diversos acessórios úteis entre seus equipamentos. Gō Mifune/Speed Racer tem acesso a estes apetrechos pressionando botões marcados de “A” a “G” sobre um console no volante do carro. Este conceito único de carro, construído sobre um lustroso e branco chassi, tem um grande “M” vermelho em seu capô, o logotipo da empresa familiar, Mifune Motors (mudado para Racer Motors na versão americana do anime e no filme live action). O carro, de dois lugares, tem seu interior na cor vermelha. Lembra a Berlineta Ferrari Dino e o barulho de seu motor remete a semelhanças com o Ferrari V12
O “5″ é brasonado em ambas as portas laterais do carro, servindo também como seu número nas corridas. É o quinto carro construído por Pops e denonimado “Mach”, série desenvolvida para as corridas. Apesar de ser tecnicamente inferior a outros veículos, tais como o Carro Mamute e o GRX, o Mach 5 tende a ganhar mais corridas por conta de sua velocidade e da superior habilidade de condução de seu piloto.
O Mach 5 foi roubado de Speed algumas vezes, uma das quais por Cornpone Blotch onde teve o carro para adicioná-lo ao seu veículo na coleção “Garota Daredevil”. No entanto, geralmente Speed consegue recupera-lo no final do episódio. Em um dado ponto, o carro foi reproduzido, em desenhos e modelos e, com as mais diversas funções, por Speed Racer e um especialista, Dr. Nightcall. No entanto, esta réplica, com outras novas funções, que mais tarde iriam inspirar funções do carro em remakes do desenho, entre as quais, os Aero Jacks, utilizado como um substituto para os Auto Jacks (usados para levantar o carro para reparos ou nos saltos, durante as corridas) em Speed Racer X.
Mais tarde, nas adaptações, haveria uma série de “Mach” constituída por outras variantes, como o Mach 4 e Mach 6, além do Mach 1 de Rex Racer e do Mach 5. Estes carros foram introduzidos, posteriormente, nos quadrinhos e nos brinquedos, e apareceram no filme live action.
O Estrela Cadente (Shooting Star em inglês)
O Shooting Star é o carro do Racer-X (Corredor-X, no Brasil), na cor amarelo-vivo, com um pára-choques dianteiro preto, com o número 9 sobre o capô e nas laterais. O motor do carro está localizado na parte de trás e é uma máquina muito ágil, muitas vezes exibindo habilidades semelhantes ou acima às do Mach 5. Muitas de suas características de alta tecnologia permitiram Racer X ficar de olho em Speed Racer, que é seu irmão mais novo. Mais tarde, nos quadrinhos escritos por Tommy Yune, Rex adquire o carro que ele nomeia “Shooting Star” do Principe Kabala de Kapetepek. Durante seu treinamento com o líder real, Rex é informado de que é o nono aluno de Kabala, daí o número 9. Rex também desenvolveu outros carros com o número 9 pintado, com esquemas semelhantes e com nomes variados, como “Falling Star (Estrela Cadente)”
O Carro Mamute
Supostamente a maior veículo de corrida no mundo. Projetado depois de um tempo muito tempo como um caminhão, o mamute, que lembra um trem. O carro é vermelho e é construído principalmente por infames pelo vilão Cruncher. O carro mamute foi construída quase inteiramente de US$ 50.000.000 em ouro roubado em bares. Ao entrar ele em “A corrida mundial sem limites’, Cruncher quis transportar o ouro roubado para fora do país. O motor principal do mamute tem 7500 cavalos (5600 kW). Cada roda tem também um motor com 1500 cavalos (1100 kW). No total, o mamute carro é dirigido por 30000 cavalos (22000 kW). É possível viajar a 500 mph (800 km/h), em qualquer tipo de estrada e em qualquer tipo de terreno. Ele tem freios magnéticos, e está a mais de 200 jardas (180 m) de comprimento, tornando o carro mamute um dos carros mais interessantes da série. Foi destruído depois que ela caiu em uma refinaria de petróleo e era derretido em seu original ouro composto pelo intenso calor.
O Mach 5 de Speed Racer, originalmente um carro japonês, se inspirou em carros da marca italiana Ferrari, em especial a Ferrari Dino, e na série de desenhos originais o Mach 5 exibia ruidos que se assemelhavam ao motor italiano. Dai concluir-se ser um “Mach 5 Ferrari”,implicitamente falando para não ter de fazer mershindising à marca italiana. Em toda a série apareceram vários Mach 5:
Mach 5-I: é o carro de Speed Racer
Mach 5-II: cópia criada pelo Dr. Nitecoll, e ele usava um dispositivo de raios no lugar do pombo robô e podia voar como o carro voador de Scaramanga em “007 contra o Homem com a pistola de ouro”.No episódio Mach 5 contra Mach 5
Mach 5-III: o Mach 5 ao participar da Corrida Alpina era dotado de aletas (asas) retráteis que faziam com que o Mach 5 saltasse e tivesse estabilidade no vôo
Mach 5-IV: versão de “as novas Aventuras de Speed Racer” o Mach 5 ganha laterais típicas de carro de Fórmula 1 atual e se torna um monoposto
Mach 5-V: na nova série de Speeed Racer, o Mach 5 ganha novo design. lembra carros italianos Ferrari e japoneses como Honda, Mitsubishi e Toyota
Mach 6 É usado por Speed Junior, em Speed Racer: Nova Geração. O desenho passa na Nickelodeon.
No filme Speed Racer o Mach 6 tem o design dos atuais carros da Fórmula 1
Mach 60 Uma imitação do Mach 6
Vários recursos que na época da série eram fantasia no Mach 5, hoje são mais semelhantes à realidade, como os pára-brisas blindados, macaco automático, controle de tração e o joystick entre os bancos que regula o espelho retrovisor externo.
Do visual do Mach 5, lembra a frente tubarão adotada nos carros de Fórmula 1 desde 1991 e muitos superesportivos como o McLaren BMW, McLaren Mercedes AMG, Ferrari F40, F50, Enzo e outros superesportivos.
O volante do Mach 5 atualmente lembra os volantes dos carros de Fórmula 1 onde os pilotos tem o controle de várias funções do carro como Speed faz, e até em vários carros de rua existem comandos de funções no volante facilitando o trabalho do motorista/piloto.
O Carro Mamute também lembra em parte os motorhomes das equipes de Fórmula 1. Lembram as jamantas. Ou seja , Caminhões Trucados, normalmente os caminhões das marcas Iveco da FIAT, Volvo e Mercedes Benz e Scania da Europa e a japonesa Mitsubishi.

4039 – Mega Personalidades – Walt Disney


Walter Elias Disney (Chicago, 5 de dezembro de 1901 — Los Angeles, 15 de dezembro de 1966) foi um produtor cinematográfico, cineasta, diretor, roteirista, dublador, animador, empreendedor, filantropo e co-fundador da The Walt Disney Company. Tornou-se conhecido, nas décadas de 1920 e 1930, por seus personagens de desenho animado, como Mickey e Pato Donald. Ele também foi o criador do parque temático sediado nos Estados Unidos chamado Disneylândia, além de ser o fundador da corporação de entretenimento, conhecida como a Walt Disney Company.
O lema de Disney sempre foi “Keep moving forward” (português – “Continue seguindo em frente”).
Aos 16 anos, começou a estudar arte. Como não havia atingido a maioridade, foi-lhe recusada permissão quando procurou alistar-se no Exército durante a Primeira Guerra Mundial. Conjuntamente com um amigo, decidiu então juntar-se à Cruz Vermelha. Pouco tempo depois, foi enviado para França, onde passou um ano a dirigir ambulâncias da Cruz Vermelha.
De volta aos Estados Unidos, matriculou-se na “Kansas City Arts School”. Foi iniciado na Ordem DeMolay, a qual freqüentou por muitos anos.
Em seguida, trabalhou em algumas agências publicitárias. A seguir, entrou para uma companhia cinematográfica, na qual ajudava a fazer os cartazes de propaganda dos filmes. Walt Disney também pertenceu ao Movimento Escoteiro.
Com o irmão Roy e o amigo Ub Iwerks, criou a pequena produtora “Laugh-O-Gram”, que animava contos de fadas. Esses desenhos animados eram exibidos no cinema local antes dos filmes. Em 1923, mudaram-se para Hollywood, em Los Angeles. Em Hollywood, Walt Disney contatou a distribuidora de filmes M. J. Wrinkler, dizendo que o seu estúdio de animação tinha diversos filmes para vender. Wrinklers não só aceita a oferta como também aceita pagar 1500 dólares por cada filme.
Depois de angariar dinheiro, adquirir material, contratar pessoal e arranjar pessoal, Walt começa a fazer planos: Alice, uma série em que uma moça convivia com personagens de cenário animado. Foi durante este tempo de imenso trabalho em que Walt conheceu sua futura esposa, Lilian Bonds. Depois de Alice, veio Oswald, o coelho sortudo, um grande sucesso que levou à reavaliação dos valores dos contratos quanto aos preços dos filmes. Foi para Nova Iorque, onde foi apanhado de surpresa. O patrão para quem Walt desenhou Alice e Oswald, roubou-lhe os personagens, a equipe de desenhistas e as encomendas, porque as mesmas não foram assinadas em seu nome. Walt enviou um telegrama ao irmão dizendo que tudo estava certo e para não se preocupar, pois ele já tinha em mente uma personagem espetacular: Mickey Mouse.
Para superar a fase difícil e contornar os prejuízos, Ub Iwerks criou para Walt Disney Mickey Mouse em 1928 para competir com o sucesso do Gato Félix. O camundongo, desenhado a partir de uma série de círculos, provou ser ideal para o desenho animado e se tornaria o personagem de maior sucesso dos estúdios Disney. Nessa época, a produtora passou a ser mais bem organizada: Roy cuidava da parte financeira, Walt produzia e dirigia, e Iwerks desenhava.
Em 1927, já se havia inventado o filme sonoro. Poucos anos depois, inventou-se o filme colorido. Disney e seus assistentes utilizaram as novas técnicas com muita imaginação.
O primeiro desenho foi Plane Crazy, de 1928, no qual o personagem contracenava com sua namorada Minnie Mouse. O primeiro desenho com som foi Steamboat Willie, também de 1928. As primeiras palavras do camundongo foram Hot dogs, hot dogs, numa canção do episódio The Karnival Kid, de 1929. Surgiram, em seguida, mais personagens para contracenar com Mickey: Pato Donald, Pateta e Pluto.
De 1929 a 1939, Disney produziu uma série de desenhos chamada “Silly Symphonies”(Sinfonias Tolas), a primeira colorida. Mickey estrelava esses filmes ao lado dos novos personagens. O desenho “Flowers and Trees”, dessa série, recebeu o primeiro Oscar para um desenho animado. Infelizmente, Pot Powers, um dos maiores sócios de Walt, manipulou o valor dos bilhetes para enriquecer. A jovem empresa Disney prosseguiu, um pouco empobrecida, mas Walt tinha uma carta na mão: o primeiro longa-metragem sonoro e em cores.om a entrada dos Estados Unidos na guerra, Disney foi convidado pelas Forças Armadas para produzir desenhos animados de treinamento para os soldados. Em seguida, começou a fazer filmes de propaganda militar, nos quais utilizava principalmente seus personagens mais conhecidos.
Algum tempo depois, ajudou a criar a “Aliança do Cinema para a Preservação dos Ideais Estadunidenses”, com o objetivo de combater o comunismo no meio artístico. Walt Disney prestou voluntariamente diversos depoimentos na “Comissão das Atividades Antiamericanas”.
Devido às suas atividades contra o comunismo, em 1949 o governo soviético proibiu a exibição de filmes dos estúdios Disney no país.
Dez anos depois, produziu Mary Poppins, uma mistura de desenho animado com personagens humanos. O filme concorreu ao Oscar em 14 categorias, levando cinco prêmios, incluindo o de melhor atriz, para Julie Andrews e o de melhor canção, por Chim Chim Cher-ee. Disney produziu também diversos filmes para televisão, sendo ele próprio o apresentador do seu programa.
Disney obteve um de seus maiores êxitos em 1955 ao inaugurar a Disneylândia, um superparque de diversões situado em Anaheim, na Califórnia. O parque foi construído graças a uma parceria com a rede de televisão ABC.

Disney on Parede, o evento esteve também no Brasil onde foi apresentado no Ginásio do Ibirapuera e no Maracananzinho

Existe ainda um outro parque semelhante, chamado Walt Disney World, perto de Orlando, na Flórida, que foi inaugurado em 1971, após a morte de Disney. Quase todos os brinquedos, desfiles e espetáculos desses dois parques baseiam-se nos personagens dos filmes de Disney.
O cineasta, porém, não viveu para ver as atrações da Disneyworld, como o Epcot, o Magic Kingdom, os estúdios MGM (atual “Hollywood Studios”) e o Disney Animal Kingdom, além dos parques aquáticos. Walt Disney faleceu no dia 15 de dezembro de 1966, aos 65 anos, em Los Angeles, na Califórnia, vítima de câncer.
Em 2001, ano do centenário de nascimento de Disney, o desenho animado “Branca de Neve e os Sete Anões” foi relançado em vídeo e DVD com várias novidades, como um “making of” do desenho, um videoclipe da canção Some Day My Prince Will Come, cantada por Barbara Streisand, e um jogo. Nos Estados Unidos, particularmente na Disneyworld e em Hollywood, diversos eventos foram programados para comemorar o centenário.
Walt Disney transformou-se numa lenda, tendo criado, com a ajuda da sua equipe, todo um universo de referências no imaginário infantil de sucessivas gerações. Além disso, Walt Disney é a pessoa que mais prêmios Oscar ganhou em todos os tempos.
É recordista de maior número de indicações ao Oscar (com cinqüenta e nove) e número de Oscars entregues (22). Ele também ganhou quatro Oscars honorários.
1932: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação: Flores e Árvores (1932)
1932: Prémio Honorário da Academia: criação de Mickey Mouse .
1934: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação: Os Três Porquinhos (1933)
1935: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: A Tartaruga ea Lebre (1934)
1936: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: Três Gatinhos Órfãos (1935)
1937: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: Primo País (1936)
1938: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: The Old Mill(1937)
1939: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: Ferdinando, o Touro (1938)
1939:Oscar honorário para: Branca de Neve e os Sete Anões (1937)
“Para Branca de Neve e os Sete Anões , reconhecido como uma inovação significativa tela que tem encantado milhões e foi pioneiro de uma nova área de entretenimento grande”(o prêmio foi uma estatueta e sete estatuetas em miniatura)
1940: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: Patinho Feio (1939)
1941: Oscar honorário para: Fantasia (1940), compartilhada com: William E. Garity e JNA Hawkins.
“Por sua extraordinária contribuição para o avanço do uso do som no cinema através da produção de Fantasia”
1942: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: Empreste uma pata(1941)
1943: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: Fuehrer’s Face Der (1942)
1949: Oscar de melhor curta-metragem em Live Action para: Seal Island (1948)
1949: Thalberg Memorial Award Irving G. (Honorary Award)
1951: Oscar de melhor curta-metragem em Live Action para: Beaver Valley(1950)
1952: Oscar de melhor curta-metragem em Live Action para: Nature’s Half Acre (1951)
1953: Oscar de melhor curta-metragem em Live Action para: Aves de Água (1952)
1954: Oscar de melhor documentário para: Living Desert (1953)
1954: Oscar de melhor documentário de curta-metragem para: O esquimó do Alasca (1953)
1954: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: Toot Whistle Plunk e Boom(1953)
1954: Oscar de melhor curta-metragem em Live Action para: Bear Country (1953)
1955: Oscar de melhor documentário para: Vanishing Prairie (1954)
1956: Oscar de melhor documentário de curta-metragem para: Homens Contra o Ártico
1959: Oscar de melhor curta-metragem em Live Action para: Grand Canyon
1969: Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para: Ursinho Pooh e o dia tempestuoso

4038 – Mega Clássicos – A Espada era a Lei


A Espada Era a Lei (no original em inglês: The Sword in the Stone) é um filme norte-americano do gênero animação produzido pela Disney em 1963 e baseado no livro de mesmo nome do autor inglês T.H. White.
É o décimo-oitavo longa-metragem de animação dos estúdios Disney e foi lançado nos cinemas em 25 de Dezembro de 1963. O filme foi dirigido por Wolfgang Reitherman e produzido por Walt Disney.
Quem conseguir tirar uma espada mágica encravada em uma pedra, será coroado rei da Inglaterra. O esperto garoto Arthur, que desconhece a lenda, trabalha como cavalariço em um castelo e sonha em se tornar um cavaleiro. Todavia, o Mago Merlin que vive na floresta, conhece o futuro e sabe que Arthur será rei. Dessa forma, ele se muda para uma torre do castelo juntamente com seu fiel assistente, a coruja Arquimedes, e atribui para si a missão de dar uma formação escolar ao jovem. Muito confuso, Merlin as vezes começa a falar de coisas e pessoas que ainda não existem. As suas melhores aulas são quando transforma Arthur em diferentes animais, como um esquilo ou um peixe. Durante essas aulas na floresta, acabam chamando a atenção de uma bruxa, a Madame Min. Buscando impressionar Arthur e humilhar Merlin, ela o desafia para um duelo de magia.O longa foi lançado nos EUA em 25 de Dezembro de 1963 e depois foi re-lançado nos cinemas em 1972 e 1983. No Brasil, foi lançado em 17 de Janeiro de 1964.
O lançamento em VHS no Reino Unido foi em 1983, nos EUA em 1984, 1989 e 1991 (esses na coleção Walt Disney Classics). Em 1994, o filme foi lançado novamente em VHS nos EUA na coleção Walt Disney Masterpiece Collection. Em 2001 outro VHS foi lançado, mas junto com o primeiro DVD.
A Edição Especial de Aniversário foi lançada em 2008 junto com a edição Deluxe que contem material especial como livro e litografias originais.A Espada Era a Lei faz parte do “Cíclo Inglês” dos filmes animados da Disney que começou com Alice no País das Maravilhas em 1951 e terminou com Tarzan em 1999.
Este foi o último filme produzido pela Disney enquanto Walt Disney estava vivo.

4032 – Mega Memória Infantil – Hércules Desenho


Era uma série de desenhos lançada na TV em 1963 e baseada no herói da Mitologia Grega Hércules. Foram 128 episódios com cerca de 5 minutos de duração. Hércules que habitava o Monte Olimpo era o personagem principal. Quando os terríveis vilões ameaçavam o povo da Grécia antiga, ele colocava o seu anel de magia, que lhe dava grandes poderes. Hércules, que era então dotado de uma superforça, batalhava nos breves espisódios. A Bruxa do Mar era uma de suas inimigas. Os amigos e aliados eram Helena, sua namorada, o menino Newton, o centauro e os sátiros. No Brasil foi ao ar pela TV Record. A série que foi lançada ainda nos anos 60, atravessou meados dos anos 70.

3866 – Mega Memória Infantil – Os Brasinhas do Espaço


Os Brasinhas do espaço (Space Kidettes (em inglês) é um desenho produzido pela Hanna-Barbera. Estreou em 1966 e passava junto com O jovem Sansão.
É a história de quatro crianças, 3 meninos e 1 menina e de seu cachorro. São uma espécie de escoteiros espaciais, que viajam numa nave espacial bem pequena. Eles sempre vão atrás de aventuras e são perseguidos pelo vilão Capitão Gancho, que quer roubar um mapa do tesouro que os Brasinhas possuem. O ajudante do Capitão Gancho sempre quer fervê-los em azeite lunar, mas o Capitão fica bravo com ele, dizendo que são apenas crianças. Uma crítica à violência infantil.
Escoteiro: líder da turma
Jenny: a única menina
Sábio: o mais inteligente
Xereta: o caçula
Estrelinha: cachorro
Capitão Gancho: vilão da história, em busca do mapa do tesouro que os Brasinhas possuem.
Estática: ajudante baixinho do Capitão Gancho.

3513 – Mega Memória Infantil – Sansão e Golias


O jovem Sansão ou Sansão e Golias Samson e Goliath (em inglês) é um desenho de 30 minutos produzido pela Hanna-Barbera. Estreou em 1967 e teve 20 episódios. No começo era transmitido só, e depois em conjunto com os Brasinhas do Espaço.
É a história de um jovem e seu cachorro, andando pelo país em sua lambreta. Assim que Sansão unia seus braceletes dourados, se transformava em um super-herói, com super força, agilidade e podendo até voar. Seu cachorro Golias virava um enorme leão, que soltava raios poderosos dos olhos. Ambos combatiam vários vilões nas suas andanças.
Baseado no personagem bíblico Sansão que possuía grande força graças aos cabelos. No desenho quando o personagem se transforma, fica com os cabelos mais compridos. Golias também foi baseado em outro personagem bíblico, o gigante também chamado Golias, que foi vencido por Davi.