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8019 – Mega Personagens – Tarzan


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É um personagem de ficção criado pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs na revista pulp All-Story Magazine em 1912 e publicado em formato livro em 1914. O personagem apareceu em mais vinte e quatro livros e em diversos contos avulsos. Outros escritores também escreveram obras com o herói: Barton Werper, Fritz Leiber, Philip José Farmer etc.
Tarzan é filho de aristocratas ingleses que desembarcam em uma selva africana após um motim, . Com a morte de seus pais, Tarzan é criado por macacos (“manganis”, na linguagem dos símios, criada por Burroughs) na África, depois da morte de seus pais. Seu verdadeiro nome é John Clayton III, Lorde Greystoke. Tarzan é o nome dado a ele pelos macacos e significa “Pele Branca”. É uma adaptação moderna da tradição mitológico-literária de heróis criados por animais. Uma destas histórias é a de Rômulo e Remo, que foram criados por lobos e posteriormente fundaram Roma.
Por ter sobrevivido na selva desde sua infância, Tarzan mostra habilidades físicas superiores às de atletas do “mundo civilizado”, além de poder se comunicar com os animais.
No final do primeiro volume, Tarzan renuncia ao amor de Jane e ao título, por acreditar que ambos estariam melhor com o primo. Somente no romance seguinte, The Return of Tarzan, de 1913, o casal passa a viver junto.
A visão da África criada por Burroughs tem pouco a ver com a realidade do continente, pois ele inventa que a selva africana esconderia civilizações perdidas e criaturas estranhas. Burroughs, entretanto, nunca esteve na África.

Personagem no Brasil
Dezoito livros de Tarzan foram publicados no Brasil pela Companhia Editora Nacional a partir de 1933, na coleção Terramarear. As traduções foram feitas por importantes escritores, como Monteiro Lobato, Godofredo Rangel, Manuel Bandeira e outros. Na década de 1970, a Editora Record relançou desses oito volumes, com capas de Burne Hogarth. Já em Portugal, a editora Portugal Press, de Lisboa, editou a obra completa do herói.
Uma extensa lista de suas obras vai de 1912 a 1965.

Cinema
O primeiro Tarzan do cinema foi Elmo Lincoln, no filme Tarzan, O Homem Macaco ou Tarzan dos Macacos (Tarzan of the Apes), de 1918. Lincoln também estrelou o filme seguinte, O Romance de Tarzan ou Os Amores de Tarzan (The Romance of Tarzan, 1918) e o seriado As Aventuras de Tarzan (The Adventures of Tarzan, 1921, quinze episódios).
Na era muda foram produzidos quatro filmes e quatro seriados com o herói; além de Lincoln, ele foi interpretado, entre outros, por Gene Pollar e James Pierce.
O primeiro Tarzan do cinema sonoro foi também o mais famoso: o nadador estadunidense Johnny Weissmuller,como vimos no outro capítulo, que encarnou o herói em doze fitas, primeiro na MGM, depois na RKO. O refinado lorde dos livros foi transformado por Weissmuller em um selvagem que conseguia apenas grunhir e emitir frases monossilábicas, do tipo “me Tarzan, you Jane” (que ele, a bem da verdade, nunca disse. O que ele disse no filme Tarzan, O Filho das Selvas/Tarzan the Ape Man foi, simplesmente “Tarzan… Jane”, apontando para si mesmo e depois para Jane Porter).

Weissmuller é responsável por emitir, pela primeira vez, o famoso grito de vitória de Tarzan. Esse grito, que seria reproduzido por todos os Tarzans subsequentes, não passava de uma hábil mixagem dos sons de um barítono, uma soprano e de cães treinados.
Devido à censura da época, os trajes de Weissmuller e, principalmente, de O’Sullivan foram aumentando de tamanho de filme para filme; a censura também é responsável pela ausência de filhos da dupla, que não era legalmente casada: Boy (vivido por Johnny Sheffield), introduzido em O Filho de Tarzan (Tarzan Finds a Son!, 1939) não era filho do casal e, sim, adotado, conforme mostra o título original. Nos livros, no entanto, Tarzan e Jane são pais do menino Korak, que chega à idade adulta nos romances finais.
Depois de atuar em Tarzan e a Caçadora (Tarzan and the Huntress, 1947), Johnny Sheffield disse adeus ao papel de Boy, porque já estava com dezesseis anos. Ele foi para a Monogram e fez os doze filmes da série Bomba, o Filho das Selvas/Bomba The Jungle Boy (um personagem inspirado em Tarzan, publicado em uma série de livros publicada entre 1926 e 1938, entre 1949 e 1955.

Quando já não possuía o físico necessário para viver o herói, Weissmuller estrelou a série Jim das Selvas/Jungle Jim para a Columbia. Foram dezesseis filmes entre 1948 e 1955. Nesse ano, o herói foi para a televisão, onde foram feitos vinte e seis episódios de meia hora cada, com um Weissmuller já gordo e envelhecido.
Outros Tarzans que ficaram famosos foram Lex Barker, que substituiu Weissmuller a partir de 1948 e Gordon Scott, que é considerado por alguns críticos como o ator que melhor interpretou o herói. Já Mike Henry é visto como o mais parecido com os desenhos de Burne Hogarth.
Na televisão, Tarzan foi vivido por Ron Ely, em uma cultuada série que teve cinquenta e sete episódios entre 1966 e 1968. Alguns episódios duplos foram fundidos e exibidos nos cinemas.
Das atrizes que interpretaram Jane, a única lembrada é Maureen O’Sullivan, que fez os seis primeiros filmes da série com Johnny Weissmuller e depois saiu porque não queria ficar presa à personagem. Jane não aparece em todos os filmes de Tarzan: ela esteve em apenas um dos cinco filmes com Gordon Scott e esteve ausente de todas as produções com os Tarzans Jock Mahoney, Mike Henry e Ron Ely.

tarzan cinema

Foi noticiado que a personagem Cheeta, a macaca (Cheeta, na verdade era um macho) que protagonizou os filmes da década de 1930 e 1940 e do seriado para televisão da década de 1960, faleceu em 2011, aos 80 anos de idade, notícia essa, entretanto, colocada em dúvida por uma reportagem da agência de notícias Associated Press, pela ausência de documentos que comprovem se tratar do mesmo primata, além de outras inconsistências apontadas.

Tarzan, o homem macaco foi o 1° filme em 1918 e o último foi Tarzan e a Cidade Perdida em 1998.

Quadrinhos
Hal Foster foi o primeiro artista a desenhar o herói: em 1929 foram publicadas as sessenta tiras diárias de “Tarzan of the Apes”; Foster só voltaria ao personagem em 1931, desenhando páginas dominicais coloridas. Ele é responsável por várias inovações de inspiração cinematográfica: campo e contra-campo, grandes planos e contra-luz. Ele seguiu fielmente os livros de Burroughs e nunca usou balões e, sim, textos incorporados aos quadrinhos. A partir de 1937, Foster foi substituído por Burne Hogarth, o maior ilustrador do herói. Influenciado por Michelângelo e pelo expressionismo alemão, Hogarth utilizou seus conhecimentos de anatomia para mostrar uma explosão de músculos, um turbilhão de movimentos, paisagens atormentadas mas vibrantes, selvas fantasmagóricas e raízes com formas monstruosas. Ele desenharia essas páginas até 1950, quando foi substituído pelo também importante Bob Lubbers, mas voltou em 1972, com uma nova versão da história de Tarzan em forma de livro.

Em 1972, a DC consegue a licença de Tarzan e inicia uma série de quadrinhos produzida por Joe Kubert, a primeira edição da revista é a número 207, continuando a numeração da Dell.

Em 1977, a DC publica seu último número de Tarzan, encerrada na edição 259, nesse mesmo ano o personagem passa a ser publicado pela Marvel Comics, na Marvel a numeração é reiniciada, a revista teve 29 edições e possuia arte de John Buscema.

A EBAL lançou também diversas edições especiais:

1973 – Tarzan, O Filho das Selvas, o livro quadrinizado por Burne Hogarth em 1972
1974 – Coleção Tarzan em dois volumes (A Origem de Tarzan e A Volta de Tarzan), ilustrados por Joe Kubert
1975 – Tarzan, de Harold Foster, a primeira história com o herói
1975 – Coleção Tarzan/Russ Manning, em cinco volumes, com as páginas dominicais de 1968 a 1972
1976 – Edição Gloriosa em dois volumes (O Mundo que o Tempo Esqueceu e O Poço do Tempo), ilustrados por Russ Manning
1978 – O Livro da Selva, adaptação do romance O Tesouro de Tarzan em três volumes, com ilustrações de John Buscema e roteiro de Roy Thomas
1980 – O Massacre dos Inocentes, com ilustrações do artista espanhol Jaime Brocal Remohi
1980 – O Lago da Vida, com ilustrações de José Ortiz

6957 – Mega Seriados – Um Homem que Veio do Céu


Foi uma série de televisão americana. No Brasil foi transmitida pela emissora SBT em em Portugal pela RTP durante a década de 1980. Foi estrelada pelos falecidos atores Michael Landon (o anjo Jonathan Smith) e Victor French (seu companheiro Mark Gordon).
Foi ao ar na NBC de 1984 a 1989, por 5 temporadas, com um total de 111 episódios. No Brasil passou no SBT, como dissemos. A série foi protagonizada por Michael Landon no papel de Jonathan Smith, um anjo enviado à Terra na companhia humana de Mark Gordon (Victor French).Esta série foi a terceira aparição de Michael Landon após os sucessos televisivos Bonanza (1959/1973) e Os Pioneiros (1974/1983). Ela mostra os problemas diários enfrentados pelos seres humanos ao longo da sua vida (solidão, doença, tristeza, discriminação, morte…) e como muitas vezes a solução está em suas próprias mãos. Jonathan Smith (Michael Landon) é um anjo na Terra, que normalmente está na Califórnia ajudando as pessoas, é capaz de falar com Deus e é dotado de certos poderes sobrenaturais, como fazer as coisas aparecerem ou desaparecem ou moverem-se sem serem tocadas. Apesar de sua resistência à dor física, muitas vezes a série mostra a sua capacidade de sentir e compartilhar o sofrimento das pessoas. Antes de se tornar um anjo, entende-se que, por suas boas ações, era um ser humano normal. Descobrimos que em vida seu nome era Arthur Thompson, que era casado e tinha uma filha, que ele nasceu em 7 de setembro de 1917 (Temporada 2, episódio 16) e morreu de câncer de pulmão em 21 de março 1948 por causa de rapé (Temporada 1, episódio 12). Apesar de ter morrido em 1948, o retorno à Terra não parece ser sido imediato, como a série se passa nos mesmos anos de emissão, por volta de 1985, em que tanto a viúva (Jane) e sua filha (Mandy) ainda estão vivas. Sabemos também que ele não retornou com o mesmo aspecto que tinha em vida.Curiosidades – Helen Hunt ainda não tinha chegado aos 22 anos quando apareceu nos episódios 24 e 25 da primeira temporada. Lorne Greene, que também protagonizou Bonanza, também foi muito elogiado por sua aparição no episódio 8 da segunda temporada.Leslie Nielsen foi um dos protagonistas do episódio 25 da terceira temporada.O tema de abertura da série foi composto por David Rose, que já havia composto as músicas de “Bonanza” e “Os Pioneiros”. O último episódio da série foi transmitido em 4 de agosto de 1989. Victor French havia morrido 20 dias antes de câncer de pulmão. Assim como a história de seu personagem, que havia morrido de câncer, Michael Landon foi diagnosticado com um câncer de pâncreas e morreu em 1º de julho de 1991 com a idade de 54 anos na cidade de Malibú, California.

Um Pouco +

Michael Landon (Forest Hills, Nova Iorque, 31 de Outubro de 1936 – Malibu, Califórnia, 1 de Julho de 1991) foi um ator, escritor, produtor e realizador norte americano, especialmente de séries de televisão.
Eugene Maurice Orowitz de seu verdadeiro nome, Michael Landon é particularmente conhecido por ter participado em três populares séries da estação americana NBC, emitidas ao longo de três décadas. Os papéis que o tornaram mundialmente famoso incluem “Little Joe Cartwright”, da série “Bonanza” entre 1959 e 1973, “Charles Ingalls” em “Little House on the Prairie”, que em Portugal recebeu o título “Uma Casa na Pradaria” e no Brasil “Os Pioneiros” entre 1974 e 1983 e, finalmente, “Jonathan Smith” em “O Homem que veio do Céu” (no Brasil) e “Um Anjo na Terra” (em Portugal), entre 1984 e 1989. Faleceu três meses antes de completar os 55 anos de idade, devido a um câncer inoperável no pâncreas.
Bonanza estreou em 12 de setembro de 1959 e foi um sucesso por 10 dos 14 anos, período em que permaneceu no ar.
Embora envolvido em Bonanza, ele foi capaz de cultivar seu talento de escrever e dirigir.
Escreveu e dirigiu vários episódios.
Seu projeto seguinte foi Little House on the Prairie.
A série, que estreou em 1974 e terminou em 1983, foi muito bem sucedida.
O ótimo relacionamento com os seus colegas de trabalho sobre esses projetos foi uma parte essencial de sua vida e muitos continuaram amigos até a sua morte.
Em 1984 ele começou uma outra série de sua produção para a televisão, chamado “Highway to Heaven”, que foi produzida até o ano de 1989.
Após esse período, Michael Landon estava trabalhando na produção de uma nova série, quando ficou doente e não foi capaz de vê-la terminada.Após alguns exames, ele foi diagnosticado com câncer pancreático.
Michael Landon se casou por três vezes, e foi pai de cinco filhos e de quatro filhas.
Sua primeira esposa foi Dodie Frasier.
Eles foram casados no período de 1956 à 1962.
Em 1963 ele se casou com modelo Marjorie Lynn Noé, sendo que se divorciaram em 1982.
Então casou-se com a maquiadora Cindy Clerico em 14 de fevereiro de 1983.
Sua estrela na Calçada da Fama fica localizada em “1500 – N. Vine Street – Hollywood – Califórnia – (USA)”.

Doença
Na sexta-feira, 05/04/1991, Landon foi hospitalizado no Cedars Sinai Medical Center para averiguação de uma possível úlcera estomacal, mas infelizmente ele recebeu a notícia de que os médicos descobriram tumores no fígado e em seu pâncreas.
Pelos comentários de amigos e pessoas próximas, Mihael Landon era conhecido por abusar de álcool e cigarros, motivo talvez que tenha provocado a doença.
Segundo os médicos, Michael tinha apenas uma pequena chance de sobrevivência, mas seu agente Harry Flynn disse em um comunicado que “Michael disse que iria vencê-lo.”
Landon então voltou para sua casa em Bonsall, Malibu (Califórnia – EUA), e ficou sob tratamento intensivo nos meses seguintes, incluindo a quimioterapia e também medicina holística, e até mesmo enemas de café.
No dia 08/05/1991, ele fez sua última aparição pública no Tonight Show, com seu velho amigo, Johnny Carson.
Fãs fizeram vigilia em frente a sua casa, torcendo por sua melhora.
Em 01/07/1991, Landon percebeu que o fim estava muito próximo, e pediu à sua esposa Cindy para trazer todos os 9 filhos (alguns foram adotados) para o quarto, e disse o quanto amava todos os seus filhos, e em seguida pediu para que eles se reitrassem para ficar a sós com sua esposa Cindy.
Ela era a única com ele quando ele fechou os olhos e morreu poucos minutos depois.
Michael Landon faleceu em 01/07/1991, com 54 anos de idade em sua casa, em Malibu (Califórnia – EUA), devido à problemas provocados por Câncer de Pâncreas.

Sepultamento:
Hillside Memorial Park
Culver City
Los Angeles County
California, USA
Local: Mausoléo

6307 – Mega Memória TV – A Feiticeira


Uma sére de TV muito conhecida aqui no Brasil.
Samantha e James seriam um típico casal americano se não houvesse um detalhe inusitado: Samantha tem o poder de fazer mágica com uma simples torcidinha do nariz. E o marido James, um publicitário atrapalhado, também tem características incomuns, apesar de não ter nenhum poder excepcional. Quando descobre os dons da jovem esposa prefere ignorá-los, sem jamais contar com eles na solução dos seus problemas. Ele segue trabalhando duro, levando bronca do chefe, sem pedir ajuda a sua bruxinha particular. Já Samantha, fiel a sua origem, está sempre tentada a usar todos os seus poderes, para facilitar a vida do casal.
Mas o amor fala mais alto e para não desagradar ao marido a feiticeira vive driblando sua natureza de bruxa. O resultado desse conflito permanente é uma sucessão de situações complicadas, surpreendentes e muito divertidas.
James se irrita com as magias da mulher e principalmente com as interferências de Endora, que além de sogra é uma terrível bruxa, sempre importunando a vida do casal. Eles tem dois filhos, a esperta bruxinha Tabatha, que segue os passos da mãe na magia e Adam, o filho mortal. A vida do casal é compartilhada com outros personagens encantadores, como a Tia Clara, a esquecida babá das crianças, Esmeralda, Gladys Kravitz, a vizinha bisbilhoteira e Abner, seu marido distraído, Serena, a prima biruta de Samantha e Larry Tate, o chefe de poucos escrúpulos de James, Arthur; o tio palhaço de Samantha.

Curiosidades
No Brasil, a série estreou na TV Paulista em 1965, passando depois pela TV Excelsior, TV Record, TV Bandeirantes, RedeTV!, Rede 21 e Rede Brasil de Televisão. Em Portugal a série foi transmitida na RTP e já foi re-transmitida muitas vezes desde aí.
As duas primeiras temporadas foram produzidas em preto-e-branco, colorizadas depois por computador.
O ator Dick York, que interpretou Darrin (James, no Brasil), o marido da feiticeira nas primeiras cinco temporadas da série, teve de ser substituído por seu xará Dick Sargent porque sofria de terríveis dores na coluna, que podiam ser aliviadas com remédios mas que às vezes eram tão violentas que impossibilitavam o ator de filmar os episódios. A troca de intérpretes do protagonista masculino foi feita sem qualquer aviso aos telespectadores. Depois, Dick York voltaria a fazer participações em séries, como “A Ilha da Fantasia”.
Tanto Dick York quanto Dick Sargent morreram com 64 anos.
Dick Sargent era homossexual, mas embora o relacionamento com Samantha tenha esfriado sutilmente, as platéias da época não perceberam essa mudança.
A estrela da série, Elizabeth Montgomery, e o produtor, William Asher, eram casados. Conta-se que certa vez, quando Elizabeth estava caracterizada como Serena, a sensual prima de Samantha, depois da filmagem os dois foram direto para um quarto, sem que a atriz se desfizesse da roupa da personagem.
Elizabeth ficou marcada para sempre no imaginário do público como a mulher bondosa e linda que se desdobrava para cuidar de uma casa, dos dois filhos, do marido e ainda por cima lidar com uma família de feiticeiros, um mais maluco que o outro. Após o fim da série, em 1972, ela atuou em filmes como “A Senhora Sundance” e “Amos”, mas o estigma de Samantha a perseguiria para sempre.
Os atores principais de “A Feiticeira” já são todos falecidos: Dick York em 1992, Elizabeth Montgomery em 1995, Dick Sargent em 1994, Agnes Moorehead em 1974 e David White em 1990. Na verdade, praticamente todos já faleceram, exceto o ator que vivia o Dr. Bombay, e os pares de gêmeos que interpretaram Tábatha e Adam.
Há uma atriz de filmes pornográficos que usa o nome “Tabitha Stevens”, mas não se trata da mesma que, criança, era a filha do casal Darrin e Samantha na série. A personagem (no Brasil chamada Tabatha) foi interpretada pelas irmãs gêmeas Erin e Diane Murphy. Na época, uma lei americana obrigava que crianças usadas como atrizes tinham de ser gêmeas e revezadas para evitar exaustões.
Em 2005, chegou aos cinemas uma versão que levou o título de “Casei com uma feiticeira” (pt) ou “A feiticeira” (br), com Nicole Kidman, Will Ferrell, Shirley MacLaine e Michael Caine nos papéis principais. O filme não conseguiu repetir o sucesso da série, mas foi até nostálgico para os fãs. O filme teve o orçamento de 85 milhões de dólares.
Em 1977, foi lançada a minissérie Tabitha, spin-off de “Bewitched” estrelada pela filha de Samantha. Quase nenhum ator repetiu seu papel na minissérie, Tabitha e Adam moravam com sua Tia Minerva (personagem nunca mencionada na série anterior).
A RedeTV! exibiu “A Feiticeira” desde a sua fundação, em 1999, até abril de 2007, quando saiu do ar e não mais voltou. Em alguns anos, chegou a ser exibida em horário nobre, juntamente com Jeannie é um Gênio, que saiu do ar por volta de 2002. Em 2007 e 2008, a série foi exibida por emissoras menores (emissoras locais): primeiramente na Rede 21 e na Rede Brasil de Televisão. Apesar disso, os fãs ainda torcem para que a RedeTV! volte a exibir “A Feiticeira”, mesmo que sendo como tapa-buraco na programação.
A prima Serena também era interpretada por Elizabeth Montgomery, só que usando uma peruca morena e o pseudônimo artístico de Pandora Spocks. (Fonte: Almanaque dos Seriados ISBN 8500020725)
A famosa torcida no nariz foi invenção da própria Elizabeth Montgomery, num tique descoberto pelo seu marido durante uma conversa. Aliás ela não mexia o nariz, e sim a parte superior do lábio, causando o movimento do nariz.
Há um Livro que Herbie Pilato criou e chama-se (em português) “A Feiticeira Para Sempre”.
A Sony Pictures atualmente já lançou as 8 temporadas em DVD.
Na TV aberta, A Feiticeira é exibida na Rede Brasil de Televisão há alguns meses, aos sábados as 18h30min, mas, em rede nacional, a série está fora do ar desde que a RedeTV! deixou de exibí-la, em abril de 2007.

Uma eterna feiticeira…

Elizabeth Victoria Montgomery (Los Angeles, 15 de abril de 1933 — Los Angeles, 18 de maio de 1995)
Nascida em Los Angeles, Califórnia, Elizabeth Montgomery era filha do ator Robert Montgomery e sua esposa, a atriz da Broadway, Elizabeth Bryan Allen. Ela tinha uma irmã mais velha, Martha Bryan Montgomery, que morreu antes de ela nascer e um irmão, Robert Montgomery Jr., que nasceu em 1936.
Ela teve uma infância privilegiada, por ser rica e filha de famosos atores de Hollywood. Costumava passar os verões, em sua casa de campo em England, Estado de Nova Iorque onde montavam cavalos em companhia de celebridades. Freqüentou a Westlake School, uma escola de jovens refinadas da alta sociedade americana. Nesta escola, com cinco anos de idade, atuou pela primeira vez como suplente em uma produção de língua francesa Little Red Riding Hood, onde interpretou um lobo. Ela era uma mulher jovem, viva e bonita. Ela teve três crianças, Robert, William e Rebecca.
Seu primeiro casamento foi com Frederick Gallatin Cammann (1954–1955). Logo depois casou-se com o ator Gig Young (1956–1963). Casou-se também com William Asher (1963–1973), mais tarde trabalhariam juntos no filme Johnny Cool. Montgomery foi casada com o socialite de Nova York Frederick Gallatin Cammann, em 1954, o casamento durou pouco mais de um ano.
Montgomery foi uma das primeiras atrizes a estender a sua carreira de trabalho com os filmes e séries de televisão, e ela abriu um precedente para outras atrizes de séries de TV, como Farrah Fawcett, Jaclyn Smith, Melissa Gilbert, Lindsay Wagner, Carol Burnett e Barbara Eden.

Na primavera de 1995, Elizabeth Montgomery foi diagnosticada com câncer colo-retal. Ela havia ignorado os sintomas da doença, semelhantes aos de uma gripe, permitindo assim, que o quadro ficasse avançado demais, para possibilitar a eficácia de qualquer tratamento. Não estando disposta a morrer em um hospital, e sem qualquer esperança de recuperação, ela optou por retornar à casa em que morava com Foxworth em Beverly Hills. Faleceu aos 62 anos de idade, em casa, às 8:27 da manhã, em companhia do marido e seus três filhos, Robert, Bill e Rebecca, oito semanas após seu diagnóstico.
A cerimônia fúnebre foi realizada em 18 de junho de 1995, no Teatro Canon em Beverly Hills. Herbie Hancock, providenciou a música, e Dominick Dunne falou sobre seus primeiros dias como amigos em Nova York. Outros oradores incluíram Robert Foxworth, que leu as cartas simpatia dos fãs, sua enfermeira, seu irmão, sua filha e seu enteado. Ela foi cremada no Westwood Village Memorial Park Cemetery.

6257 – Mega Memória TV – Ultra Seven


Foi uma série de TV japonesa de tokusatsu. Produzida pela Tsuburaya Productions, foi exibida pela TBS entre 1º de Outubro de 1967 até 8 de Setembro de 1968, com um total de 49 episódios (O episódio 12 foi banido do Japão por conter cenas onde relógios sugavam sangue das pessoas e, depois, cresciam e viravam monstros bomba que comiam tudo que viam pela frente. Mas o real motivo foi o planeta dos aliens Spell ser destruído após uma guerra nuclear – (o Japão ainda sofria pelas 2 bombas nucleares).

No Brasil, a série foi exibida pela Rede Tupi no início dos anos 70. Integrou, já em meados da década, o cast de atrações do Capitão Aza. Depois foi exibida pela Rede Bandeirantes, quando, no começo dos anos 80, era exibida em horário nobre, às 20h, junto com Robô Gigante e Tunel do tempo da Record. Sua última exibição no Brasil data-se do ano 1986, quando era exibida às 8h da manhã na mesma Rede Record, quando perdeu espaço para um programa evangélico e nunca mais voltou ao ar. Desde 2010 a série está sendo exibida pela Rede Brasil de Televisão (SP) canal 59 de segunda a sexta as 13:30.

6243 – Mega Memória – O Xerife Lobo


O trio

Xerife Lobo ou The Misadventures of Sheriff Lobo foi uma série de televisão, uma sitcom que misturava ação, aventura e comédia, interpretado por Claude Akins como o xerife Elroy P. Lobo e surgiu como um spin-off da série “B.J. and the Bear” conhecida no Brasil como “As Aventuras de B.J”.
O espetáculo foi criado por Glen A. Larson, através da Glen A. Larson Productions, em associação com Universal Television e MCA company e apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela rede NBC, entre 18 de setembro de 1979 a 5 de maio de 1981, num total de 37 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada, em duas temporadas. No Brasil foi exibido pela extinta Rede Manchete e também pela Rede Globo.
A série parodiava os policiais norte-americanos interioranos. Na primeira temporada, o xerife Lobo aparecia como um representante policial do município fictício de Orly, na zona rural de Geórgia.
Quando o xerife Lobo participava da série “B.J. and the Bear” ele era um tremendo de um policial corrupto, mas agora ele estava reformado e trabalhava juntamente com o seu auxiliar imediato chamado Perkins, um sujeito trapalhão que freqüentemente acabava gerando uma série de situações exacerbadas, mas muito divertidas.

O trapalhão

Havia também um novo auxiliar, que era filho do prefeito, muito honesto, porém ingênuo chamado Birdwell “Birdie” Hawkins, que sempre estava por fora dos esquemas do xerife Lobo, que não era propriamente um trapaceiro, mas digamos que gostava de levar sempre alguma vantagem em diversas situações, apesar de não chegar a infringir propriamente a lei. Normalmente, ele apenas tentava interpretar a lei a sua maneira, naturalmente.
Já para a segunda temporada o espetáculo foi praticamente todo ele remodelado, quando o xerife e seus dois auxiliares são designados para Atlanta numa força tarefa especial denominada de SCAT, sob os cuidados de seu novo chefe chamado J.C. Carson e se tornam alvos de inveja dos outros detetives do local, que não conseguiam compreender a presença dos caipiras naquele local.
Diversos novos personagens foram introduzidos como Nell Carter como sargento Hildy Jones, Nicolas Coster como Chefe J.C. Carson e Amy Botwinich como Peaches, entre outros. Essas mudanças foram efetuadas tendo em vista o bom desempenho que a série conseguia nas áreas rurais, em detrimento para as áreas urbanas.

5873 – Mega Memória Seriados – Nacional Kid, o super-homem japonês


Nacional Kid, sucesso nos anos 60 no Brasil

Foi uma série japonesa de tokusatsu que foi exibida no Japão de 4 de agosto de 1960 a 27 de abril de 1961. Foi produzida pela Toei Company e exibida pela NET (atual TV Asahi).
O seriado foi criado em 1960, por encomenda, com a finalidade de servir de merchandising para a fábrica de eletrodomésticos National Electronics Inc., atual Panasonic. A tarefa foi entregue ao mangaka Daiji Kazumine, o mesmo que algum tempo depois criaria outro herói espacial, Spectreman. O personagem deveria ter poderes especiais, voar e lutar pela paz no mundo. Levaria o nome da empresa para ajudar a aumentar as vendas. Os atores eram, em alguns casos, amadores, e os episódios foram todos filmados em preto-e-branco.
A abertura dos episódios começava com os dizeres do locutor, em forma de lema:
Mais rápido que os aviões a jato, mais forte que o aço!
Super herói invencível, cavaleiro da paz e da justiça…. National Kid!
A partir daí então era entoada a canção tema do seriado.
National Kid voava no espaço vindo da sua terra natal Andrômeda quando percebeu uma grande nave espacial indo em direção ao planeta Terra e resolveu ir também para saber do que se trataria. Ao descobrir que eram os Incas (talvêz o produtor da série quis dizer que seria uma mesma civilização Inca que existiu na terra) do planeta Vênus que vieram para tomar o planeta porque os humanos haviam construido a bomba atômica, resolveu ajudar contra este e outros ataques que estaria por vir ao longo das séries.
Vestido com roupa espacial, capacete, máscara, capa, luva e com uma grande letra “N” estampado no peito, nosso herói salvava a todos e era auxiliado (ou atrapalhado) por vários personagens. O que caracterizava este super-herói era o seu modo de voar. Diferente do Super-Homem, ou qualquer outro, ele voava com os braços abertos. Com duas pistolas que emitiam apenas um tipo de luz, colocava fora de combate os seus adversários. Suas lutas corporais com seus adversários eram verdadeiras danças, e ele é um dos precursores das lutas marciais vistas hoje nos filmes do gênero.
Ninguém sabia que, na verdade, Massao Hata tinha dupla identidade: ele era o National Kid. Dois atores protagonizaram o personagem de National Kid: Ichiro Kojima iniciou o seriado, substituído por Shiutaro Tatsumi a partir da história “O Império Subterrâneo”.
Massao Hata era um pacato professor japonês cujos alunos eram as crianças Gôro, Kura, Yukio, Kioko, Tomohiro e Tiako (a mais velha, que tomava conta da casa e dos menores). Havia também o cientista Dr. Nagano e o policial Inspetor Takakura com seu assistente Doi.
Os Incas Venusianos
Seres de orelhas ponteagudas, vestidos em um traje cor preta com a letra Z estampada na camisa, eram comandados pela imperatriz Aura e seus dois asseclas, Kábia e Vímana. A característica marcante era a sua saudação ao Deus deles. Auíca, que em seguida aparecia uma mulher executando uma dança típica a meia luz enquanto eles ficavam imóveis com os braços cruzados. A parte da dança foi muito cortada e por isso pouca gente pode ver. Voavam elevando os joelhos, parecendo estar correndo no espaço.
Repercussão no Brasil
No Brasil foi exibida de 1964 até início dos anos 1970 pelas TVs Rio, Record e Globo.
A série só parou de passar na TV porque o então Ministro da Justiça da ditadura militar, Alfredo Buzaid, censurou todas as séries que tinham super-heróis voadores.
Ainda que tenha sido grande sucesso entre a juventude no Brasil, no Japão o sucesso foi apenas mediano. Nas palavras de seu próprio produtor, que em viagem ao Brasil na década de 90, foi descoberto por um repórter que o entrevistou, disse ter se surpreendido com a popularidade que a série havia conseguido alcançar no país.

A popularidade existe até hoje: vilões como os Incas Venusianos e a expressão Celacanto provoca maremoto são derivadas da série. No Brasil, National Kid teve em 1993 alguns de seus episódios lançados em VHS. No segundo semestre de 2002 foi lançado em dois DVDs. E em 2009 ainda teve o relançamento em DVD, pela Focus Filmes.

Em DVD:

National Kid contra os Incas Venusianos
(Sub-divididos pelos episódios abaixo)

“O Ataque do Disco Voador Desconhecido”
“O Rapto do Doutor Yamada”
“O Terror da Grande Metrópole”
“A Alteração dos Cérebros”
“A Vingança de Awika”
“National Kid em Perigo”
“O Incêndio”
“O Ataque da Nave Escal”
“Uma Manhã de Domingo”
“À Procura de Petália”
“A Arma de Fogo Alfa”
“A Invasão dos Discos Voadores”
“A Grande Guerra Espacial”

4445 – Mega Atores – Jonatham Harris


Oh dor!!! Jargão do Dr Smith

Harris nasceu Jonathan Charasuchin no Bronx em Nova York, em 6 de novembro de 1914, filho de uma família de imigrantes judeus russos, e morreu em 3 de novembro de 2002 em Encino, Califórnia, EUA. Ficou mundiamente conhecido e consagrado como o Dr. Zachary Smith do seriado de TV Perdidos no Espaço.
Ele participou também de diversos outros seriados, tais como Zorro, Agente 86, A Feiticeira e Terra de Gigantes, mas foi com o papel do Doutor Smith de “Perdidos no Espaço” que Jonathan Harris marcou sua passagem pela TV. O Dr Smith era um vilão trapalhão, que sempre colocava a tripulação do Júpiter 2 em apuros. Sua frase inesquecível foi: “Nada tema, com Smith não há problema”, originalmente “Never fear, Smith is here”. Recentemente ele emprestava sua voz para dublar diversos personagens dos desenhos animados da Disney/Pixar.
Harris se tornou um ator em 1942, depois de tentar ser farmacêutico.
Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou em espetáculos para tropas estacionadas no Pacífico.
Depois da guerra, voltou para Nova York e começou a trabalhar no teatro e na TV.
Conseguiu seu primeiro grande papel no seriado da década de 1950 “The Third Man”.
Mas foi no papel do falante e megalomaníaco doutor Smith de “Perdidos no Espaço” que Harris escreveu seu nome na história das artes dramáticas.
Em “Perdidos no Espaço”, o covarde vilão sabotava a nave Júpiter 2, da família Robinson, e todos -inclusive o doutor Smith- acabavam em um distante planeta inabitado.
Veiculado na década de 60, o seriado dividia com “Terra de Gigantes” e “Túnel do Tempo” a preferência da garotada da época. Nos últimos anos, Harris trabalhou com os estúdios de animação Pixar, emprestando sua voz única ao mágico Manny de “Vida de Inseto” e ao “médico” de bonecos em “Toy Story 2″
Em 1998, o diretor Stephen Hopkins fez uma adaptação da série para o cinema, mas o projeto acabou revelando-se um fiasco, especialmente por desagradar aos fãs do programa original de televisão.
O papel de Harris foi interpretado por Gary Oldman. Mas nada tinha a ver com o Dr Smith original.
Harris, ao visitar o Brasil na década de 60, afirmou:
“É a primeira vez que venho ao Brasil. Observei que aqui me dublaram na série Perdidos no Espaço, com voz fina, coisa que não tenho.
Na Alemanha, França e Inglaterra, a dublagem saiu quase perfeita. Gostaria muito de conhecer a pessoa que me dublou no Brasil.” Mostrou-se muito simpático, quando compareceu ao programa do Capitão Aza (Wilson Vianna), na TV Tupi, para que a criançada o conhecesse de perto.
Com suas brincadeiras, o desprezível Dr. Smith chegou a cativar a meninada.
Mesmo com 60 anos na época, seu aspecto era jovial e o bom humor, contagiante.
Jonathan, acompanhado de sua esposa, Dorothy foi também entrevistado no programa “Hebe”, depois de assistir, na cabina de projeção da Record, a um filme dublado da série Perdidos no Espaço.
Seu comentário: “Acho que o meu dublador é um grande artista. Se outros filmes meus forem exibidos no Brasil, quero que ele faça a minha voz.
Ele bateu um papo com Borges de Barros, o mendigo milionário da “Praça É Nossa” e dublador de sua voz em “Perdidos no Espaço”. Harris faleceu aos 87 anos, em 3 de novembro de 2002.

Causa da morte: Coágulo de sangue no coração.

Sepultamento:
Westwood Memorial Park.
Los Angeles – Califórnia, EUA.
Local: Santuário de Devoção.

4316 – Mega Memória – O Vigilante Rodoviário



Série lendária da década de 60

O pioneiro seriado brasileiro O Vigilante Rodoviário foi criado, dirigido pelo cineasta Ary Fernandes e como produtor técnico Alfredo Palacios, para TV brasileira exibido na década de 1960 pela Tupi. Ary Fernandes também é o compositor da canção tema de abertura da série, intitulada Canção do Vigilante Rodoviário.
Desde criança, Fernandes sentia falta de um herói 100% brasileiro. A criação da série , foi a realização deste antigo sonho. A escolha do tema, foi a admiração que ele próprio nutria pela Polícia Rodoviária e pela simpatia que a população sentia por este orgão.
Foi ao ar pela primeira vez em 3 de janeiro de 1962, na Tupi Canal 4 numa (4ª) quarta-feira, às 20h05 após o telejornal Repórter Esso, e patrocinado pela Nestlé do Brasil.
Em 1967, foi novamente reexibido pela Tupi. Durante a década de 1970 este a série foi reexibida pela Globo. Até então, a Rede Globo (TV aberta) era a única emissora que havia reprisado a série além da Tupi.
Foi o primeiro seriado filmado em película de cinema no Brasil. No total foram 38 episódios, nos quais os personangens Inspetor Carlos, interpretado por Carlos Miranda, e seu cão Lobo, lutavam contra o crime, à bordo de uma motocicleta Harley-Davidson 1952 ou de um Simca Chambord 1959, na altura do km 38 da Rodovia Anhanguera onde a maior parte dos episódios foi filmado devido ao clima que se apresenta ensolarado grande parte do ano, fator fundamental para as filmagens externas.
O primeiro episódio da série foi O Diamante Grão Mongol, sobre ladrões internacionais que entraram no país pelo porto de Santos. Devido ao pouco tempo disponível entre as filmagens dos episódios, foi necessário que o personagem do Vigilante fosse dublado. Para esta tarefa foi contratado um rádioator da Rádio São Paulo. A série recebeu os mais expressivos troféus entre ele: Troféu Roquete Pinto, Sete Dias na TV e Troféu Imprensa.
Em 1978, Ary Fernandes e a PROCITEL – Produções Cine Televisão Ltda. como a produtora do seu filme piloto e outros cineasta participantes, foram escolhidos através de um projeto da Embrafilme que visava incentivar a produção nacional de filmes alta qualidade. Com o filme piloto para uma nova série do O Vigilante Rodoviário pronto, ele seria encaminhado a censura federal, e consequentemente, seria apresentado as emissoras para que fosse dado a continuidade. O ator escolhido para viver o Vigilante Carlos, foi o galã Antônio Fonzar. Para viver o cão Lobo, foram utilizados 5 cães da policia militar do estado de São Paulo.
Infelizmente, por problemas enfrentados pela Embrafilme, este projeto que traria novamente O Vigilante Rodoviário para televisão, não pode concluido, ficando restrito a somente um filme. Por este motivo, este filme nunca foi exibido no cinema e o público nunca teve a oportunidade de assití-lo até o Canal Brasil tê-lo exibido mais recentemente.
No ano de 2008, Ary Fernandes/PROCITEL e o Canal Brasil/Globosat, selaram parceria e trouxeram novamente para TV as aventuras deste primeiro herói brasileiro. Dos 38 episódios originais, 1 foi totalmente deteriorado (perdido) e os outros 2 tiveram problemas e não puderam ser remasterizados e telecinados. Para esta nova temporada, um total de 35 episódios foram relançados à partir de 9 de março de 2009 pelo Canal Brasil, todas às segundas às 20:30h, com reapresentação terças às 15:30hs e domingos às 11:00hs

4245 – Mega Seriados – O Incrível Hulk



O Incrível Hulk foi um seriado inesquecível que conquistou milhões de fãs de todo o mundo. A série se caracteriza por uma grande originalidade – o herói da série pela primeira vez era assustador quando se transformava em herói, fato quase inédito na história da TV/cinema. Ele era fisicamente o anti-herói. Contra todas os padrões e modas de herói, era a série mais ‘alternativa’ da década. Exatamente ao contrário do Clark Kent que só virava objeto de desejo de Lois Lane quando se transformava no Superman, ou ainda o Homem Aranha que virava o ídolo. O Hulk era exatamente o contrário. As garotas se apaixonavam pelo personagem e se assustavam com o herói, feio, gigante, assustador, e perseguido pelos seus ‘bons atos’, quando se transformava era chamado de monstro e caçado. As mesmas garotas que ele teve o ‘azar’ de perder todas em todos os episódios… o mocinho sempre se dá mal. Antagônico aos padrões. Não era condecorado, ou adorado pelo povo e governantes.
Mas o originalidade não pára aí. Ele também nunca se transformar porque quer na hora em que quer. Não é alguém que entra numa cabine e sai 1000 vezes mais forte, porque aperta um botãozinho, ou porque deu 360º na cabine telefônica. É uma ficção, que usava de alguma a ciência para a explicação dos fatos…
O Hulk da série era um médico, David Bruce Banner, (nos quadrinhos era Robert Bruce Banner), que no episódio piloto sofre um acidente junto com sua mulher. Ele consegue se retirar do carro que está virado, mas sua mulher continua presa nas ferragens e o carro prestes a explodir, ele tenta de toda forma com a máxima força virar o carro, mas não consegue. Ali começa a saga melancólica de nosso herói. Ao perder a esposa ele começa a procurar a explicação daquela força que todos nós temos nos momentos de aflição, desespero, perigo. Começa uma pesquisa incansável sobre essa força, e descobre que além da sensação de desespero, a emissão de raios gama combinada naqueles momentos, permitia essa força inexplicável até então. Resolve aplicar a si mesmo uma dose de raios gama. Mas após um erro no marcador do aparelho, sofre uma superexposição aos raios gama, e a partir daí não tem mais controle sobre seus momentos de aflição, desespero, perigo e nervosismo.
O Incrível Hulk era a série mais melancólica e apaixonante dos 80.

No final, ele sempre ia embora

Wilfred Bailey Bixby (San Francisco, 22 de Janeiro de 1934 – Century City, 21 de Novembro de 1993) foi um ator, diretor, produtor executivo e apresentador de televisão.
Entre muitos outros trabalhos que fez em seus mais de trinta anos de carreira. Ele ficou mundialmente célebre quando protagonizou a série de televisão O Incrível Hulk, exibida originalmente entre 1977 e 1982, em que atuou e produziu. Com o término da série, participaria ainda de filmes de televisão, que dariam continuidade a história do Hulk até a sua morte, contada no filme de 1990: A Morte do Incrível Hulk. Apareceu também em forma de desenho em um episódio de Os Padrinhos Mágicos.
O pai de Bixby morreu de um ataque cardíaco em 1971, um mês antes do primeiro casamento de Bill. Suas cinzas foram espalhadas no Pacífico ao largo da costa de Malibu.
Bixby foi casado três vezes. Seu primeiro casamento foi com a atriz Brenda Benet. Eles se casaram em 4 de julho de 1971. Ela deu à luz seu filho Christopher em 25 de setembro de 1974. Para além da sua aparição anterior juntos em cortejo, Benet recém-estrelou com ele no sua série O Mago em 1973, fez um episódio de The Love Boat com ele em 1977, e em sua participação na série The Incredible Hulk em 1980 pouco antes de eles se divorciaram. Em 1 de março de 1981, o filho de Bixby de seis anos de idade, Christopher, morreu repentinamente de uma rara infecção da garganta. Suas cinzas foram espalhadas no Oceano Pacífico, perto de Malibu, como o seu avô. Benet cometeu suicídio em Abril de 1982 após uma quebra de compromisso com o seu assistente, Tammy Bruce.
Em 1989, ele conheceu Laura Michaels, que tinha trabalhado sobre o conjunto de um dos seus filmes Hulk. O casal casou um ano mais tarde, no Havaí. No início de 1991, Bixby foi diagnosticado com câncer de próstata, e submetido a tratamento. Ele havia se divorciado no mesmo ano. Em finais de 1992, amigos apresentaram-lhe a artista Kliban Judith, viúva de B. Kliban, um caricaturista que tinha morrido de uma embolia pulmonar. Bixby e Judith se casaram no final de 1992, apenas seis semanas antes de encerrar sua direção na série Blossom.
No início de 1993, após começar a circular rumores sobre sua saúde, Bixby revelou ao público sua doença, discutindo sobre ela e da energia necessária para mantê-lo vivo.
O câncer de Bixby progrediu e foi diagnosticado como terminal. Em 21 de novembro de 1993, seis dias após a sua atribuição definitiva sobre a série Blossom, ele morreu de complicações em Century City, Califórnia. Sua esposa e um outro amigo de longa data do ator, Dick Martin, estavam a seu lado. As cinzas de Bixby encontram-se em no estado de Kliban Maui. Uma semana após sua morte, a família de Judith construiu um memorial privativo para Bixby.


Lou Ferrigno, nasceu em Nova Iorque em 1952, apesar do sobrenome italiano. Teve uma infecção ainda na infância que o deixou com problemas de audição. Ele tinha acabado de ganhar o título mundial de fisioculturismo no ano anterior, que era o vice? Arnold Schwarzenegger, que foi o ator recusado para o papel, e ele mesmo indicou o campeão Ferrigno, que era mais forte e pesado. Lou foi o único a ganhar por duas vezes o título de Mr Universo. Lou também trabalhou em diversos filmes após o sucesso da série, fazendo até uma ponta no próprio filme Hulk (dos quadrinhos) lançado em 2003, fazendo papel de policial.
FICHA
Criação
Stan Lee
Produção
Kenneth Johnson
Tema musical
Lance Rubin e Joe Harnell
Direção
Reza Badiyi, Bill Bixby
Narrador
Ted Cassidy
Escritores
Carol Baxter, Paul M. Belous, Chuck Bowman, Susan Woollen

ELENCO:

Bill Bixby
Dr. David Bruce Banner
Lou Ferrigno
Hulk
Jack Colvin
Jack McGee
Michael Santiago
Costa (14 episódios)
Episódio Piloto: 4 de novembro de 1977
Primeiro episódio na TV: 10 de março de 1978
Último:12 de maio de 1982 (EUA, no Brasil passou durante toda a primeira metade da década de 80 praticamente)
Número de episódios: 83 + 5 filmes
Tempo de duração (de cada episódio): 46 minutos
Filmes da série
A Volta do Incrível Hulk (The Incredible Hulk Returns )
O Julgamento do Incrível Hulk (The Trial of the Incredible Hulk)
A morte do Incrível Hulk (The Death of the Incredible Hulk)

4149 – Mega Seriados – Terra de Gigantes


É uma série de televisão criada por Irwin Allen (Master of Disaster) nos anos 60.
A série mostrava uma tripulação de uma nave orbital chamada Spindrift, que durante uma viagem de Los Angeles até Londres, entra numa dobra espacial e cai num planeta onde todos são gigantes. Este planeta é controlado por um Estado totalitário, tendo uma polícia à la KGB, controlando tudo e todos. O nome da polícia era SID (Special Investigation Department), cujo integrante era o sádico inspetor Kobik.
A tripulação, chamada pelos gigantes de “pequeninos”, passam por diversas dificuldades, quando ocasionalmente um deles é pego por algum gigante. Criam alguns utensílios, usando barbantes como cordas, pregadeiras ou clips como ganchos. Constantemente defrontam-se com os animais gigantes, principalmente gatos.
Elenco
Gary Conway …. Capitão Steve Burton
Don Marshall …. Dan Erickson
Don Matheson …. Mark Wilson
Kurt Kasznar …. Alexander Fitzhugh
Stefan Arngrim …. Barry Lockridge
Deanna Lund …. Valerie Scott
Heather Young …. Betty Hamilton

3632 – Mega Memória Infantil – Vila Sésamo


Foi uma série de televisão, uma versão brasileira baseada no programa infantil norte-americano Sesame Street (criado pela Children’s Television Workshop de Nova York, baseado em opiniões e conceitos emitidos por técnicos de educação e agência de publicidade).
O seriado infantil começou a ser transmitido em 12/10/1972. A ideia de criar a adaptação do Sesame Street foi de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), então diretor da Central Globo de Produções (uma divisão da Rede Globo), e de Claudio Petraglia, diretor da TV Cultura de São Paulo. Na época, a Rede Cultura e a Rede Globo estavam bastante interessadas em adaptar o programa norte-americano. Como a Rede Globo inicialmente não tinha estúdios para filmar o seriado, foi criada uma parceria entre as emissoras. Eis o motivo de Vila Sésamo ter sido exibida pelas duas emissoras até 1974, quando a TV Globo assumiu totalmente a produção do programa.
Conseguidos os direitos da Children’s Television Workshop, Vila Sésamo teve sua estréia na TV. Era exibido às 10h45 e 16h, e durava de meia a uma hora. Era um programa que trazia noções educativas para as crianças, mas de um modo que não fosse chato, que mesclava a educação com a diversão e uma boa dose de humor. O cenário, era uma vila onde pessoas e bonecos conviviam com crianças. Ao longo das três fases do programa, eram abordados temas diferentes como as letras, os números, as cores,a higiene, o respeito no trânsito, e outros. Tudo isso acompanhado de desenhos animados e canções compostas pelos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle.
Foi a partir de 1973 que Vila Sésamo foi completamente nacionalizada. Foi nesse ano que surgiram as versões brasileiras dos famosos bonecos Garibaldo, Gugu e Funga-Funga. Uma outra novidade era as participações de crianças carentes entre 3 e 10 anos. As únicas cenas não produzidas no Brasil eram as de Ênio e Beto, personagens do Sesame Street.
Com o tempo, surgiram novas temáticas, novos personagens. Foi um grande sucesso infantil na TV brasileira. Vila Sésamo só deixou de ser exibida em 1977, por causa dos altos custos da produção e também pelo fim do contrato com a emissora norte-americana. Sua última exibição foi em 04/03/1977.
O cenário de Vila Sésamo era uma vila operária onde conviviam crianças, adultos e bonecos. Muitos destes personagens são lembrados até hoje pelas pessoas que assistiram o seriado quando crianças.
Havia Garibaldo, um pássaro gigante bastante levado e desengonçado,que adorava aprender coisas novas. Ele vivia discutindo com Gugu, um boneco bem mal-humorado, que não gostava de sair do barril em que morava. Também existia o Funga-Funga, um Tamanduá bem estranho, que adorava cantar e vivia deprimido, pois não o viam como gente. Era o amigo imaginário de Garibaldo, portanto só aparecia para o amigo e para as crianças.
Além dos bonecos, existiam personagens adultos. Há Juca, um operário que sabia consertar qualquer coisa; ele era casado com Gabriela, uma moça graciosa, que gostava de praticar ginástica e era uma grande cozinheira. Havia Ana Maria, a professora da escolinha de Vila Sésamo, bastante animada e divertida, era a namorada de Antônio, um motorista de caminhão. Ainda existia o Seu Almeida, dono da venda da vila.
Esses eram os principais personagens do programa, mas ao longo das três fases, Vila Sésamo recebia cada vez mais personagens, pois ainda havia o Edifício, o Professor Leão, o Bruno, o Jujuba, o Marinheiro, o Bidu e muitos outros.
De 1972 a 1977, Vila Sésamo teve ao todo três fases.
Vila Sésamo I (1972 a 1974) – Foi a fase de estréia do programa, quando aida era exibido pela Rede Cultura e pela Rede Globo. Nesta fase, se cumpriam todas a normas da emissora norte-americana.Por isso eram exibidas um maior número das cenas do Sesame Street, e a apresentação de quadros temáticos em ordem repetitiva. Mas foi a partir de 1973, que Vila Sésamo foi totalmente nacionalizada;com novos personagens, novas músicas, novos roteiros… Uma verdadeira “revolução nacional” no programa. Durou até o ano de 1974, quando a Rede Globo assumiu toda a produção do seriado.
Vila Sésamo II (1974 a 1975) – Nesta fase, foram adquiridos novos quadros temáticos, os cenários foram ampliados e Vila Sésamo contou com aproximadamente 800 crianças!
Vila Sésamo III (1975 a 1977) – Na terceira e última fase do programa foram acrescentados novos personagens, além de mais novas temáticas. As únicas cenas não feitas na produção eram as cenas entre Ênio e Beto (cenas do seriado original). Com o fim desta fase, também veio o fim do programa, que ainda hoje deixa saudades.
Elenco

Laerte Morrone (Garibaldo)
Roberto Orozco (Gugu)
Armando Bógus (Juca)
Aracy Balabanian (Gabriela)
Sônia Braga (Ana Maria)
Flávio Galvão (Antônio)
Manuel Inocêncio (Seu Almeida)
Marcos Miranda (Funga-Funga)
Paulo José (Mágico)
Flávio Migliaccio (Edifício)
Milton Gonçalves (Professor Leão)
Ayres Pinto (Cuca)
Luiz Antonio Angelucci (Bruno)
Apesar de Vila Sésamo ter sua estréia no ano em que as cores chegaram á TV Brasileira (1972), o programa foi produzido totalmente em preto-e-branco. Era por isso que as crianças tinham curiosidades de saber quais eram as cores dos bonecos e fantasias do seriado infantil.
Garibaldo era azul. Ao contrário do Big Bird (o “Garibaldo” da versão original de Vila Sésamo) que tinha as penas amarelas, o Garibaldo do Brasil era azul. Há duas hipóteses para isso. A primeira seria que a fantasia da personagem, realmente fora pintada de amarelo, mas tinha ficado horrível; e para não comprar outra fantasia, por causa de seu alto custo, a produção resolveu pinta-la de outra cor. A cor escolhida foi o azul. A outra teoria diz que a vestimenta fora pintada de azul para dar melhor contraste na TV. Essa personagem interpretada por Laerte Morrone foi a mais popular do programa.
Gugu era um boneco da cor verde-musgo, tinha um nariz azul claro e bochechas laranjas; e Funga-Funga tinha a cor laranja.
A trilha sonora do seriado infantil acabou rendendo um disco.
Vila Sésamo foi a primeira adaptação feita no mundo do programa norte-americano Sesame Street.
A tradução de Sesame Street é Rua Sésamo, mas este não foi o nome escolhido para o seriado. Isso, porque o ambiente familiar onde as crianças conviviam na época não era a rua, mas sim a vila. Por isso, Boni sugeriu que o programa fosse chamado de Vila Sésamo.
Vila Sésamo acabou ganhando em 1972 o Troféu Helena Silveira em duas categorias – Melhor Programa Cultural e Revelação Feminina, dedicado a Sônia Braga, que interpretava a professora Ana Maria. No mesmo ano, o programa ganhou o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como melhor programa infantil.
Depois de vários anos, a Rede Cultura conseguiu novamente os direitos autorais da Children’s Television Workshop, atual Sesame Workshop e produziu uma nova versão do Sesame Street, que teve sua estréia em outubro de 2007, desta vez com menos personagens e uma maior quantidade de cenas do seriado norte-americano e é exibida até hoje, geralmente nos horários da tarde. É a Vila Sésamo (2007). Nesta nova versão brasileira o Garibaldo tem penas amarelas como na versão original, e não azul como o Garibaldo brasileiro dos anos 70.

3620 – Seriados Trash – Contos da Cripta


A sarcástica caveirinha apresentava a série

Uma mistura de terror com humor, essa é a receita da série de sucesso na TV norte-americana e exibida no Brasil pela Band.
Foi um seriado de televisão americano de 93 episódios de 24 minutos, criada a partir de histórias em quadrinhos (banda desenhada em Portugal) de Maxwell Gaines (publicados pela EC Comics) e transmitida inicialmente de 10 de junho de 1989 à 19 de julho de 1996.
Contos da Cripta surgiu da adaptação de contos da revista em quadrinhos Tales from the Crypt, que reunia histórias cheias de tensão e sobretudo humor negro.
Seguindo os passos de Creepshow, uma outra produção baseada em coletâneas de filmes, surgiu em 1995, trazendo 3 diretores à frente do projeto: Ernest Dickerson, Leigh A. Webb e Gilbert Adler.
Muitos famosos de Hollywood atuaram ocasionalmente nesta série: Patricia Arquette, Timothy Dalton, Kirk Douglas, Whoopi Goldberg, Teri Hatcher, Demi Moore, Brad Pitt, Christopher Reeve, Martin Sheen, Michael J. Fox, Tom Hanks, Kyle MacLachlan, Arnold Schwarzenegger, Brooke Shields, Mark Ruffalo, Daniel Craig, Roger Daltrey, Ewan McGregor, Iggy Pop, Slash e Malcolm McDowell. Além de outros atores e atrizes em início de carreira, não muito famosos na época, e que hoje brilham no cenário hollywoodiano.
Histórias com muitos temas, incluindo; horror, torções, magia-negra, ficção e etc. Apresentado por uma caveira chamada de “O Guardião da Cripta.” Um misto de “Zona Além da Imaginação” e cinema de horror moderno. Não recomendado para jovens sensíveis.Contos da Cripta
Alguns episódios:
01 – The Man Who Was Death (O Homem que era a Morte)
Um carrasco fica revoltado quando o governo revoga a Pena de Morte em seu Estado. Com o objetivo de continuar realizando o seu trabalho e aplicando a justiça ele passa a perseguir os criminosos.
02 – And All Through the House (Por Toda Casa)
Durante o Natal uma mulher mata seu marido para ficar com o dinheiro do seguro. Pouco depois um psicopata, fantasiado de Papai Noel, foge do hospício e passa a perseguir a mulher em sua própria casa.
03 – Dig That Cat… He’s Real Gone (Enterre este Gato… Ele está Morto)
A glândula de um gato é implantada no cérebro de um homem e este passa a ter as nove vidas do animal. De posse desta habilidade, ele passa a fazer shows nos quais desafia a morte.
04 – Only Sin Deep (Bela como um Pecado)
Uma vaidosa prostituta negocia sua beleza em uma loja de penhores. Após um breve período de felicidade ela passa a ter sérios motivos para arrepender-se da transação.
05 – Lover Come Hack to Me (Amor, Venha me Retalhar)
Em sua viagem de lua-de-mel o marido pretende matar a esposa para ficar com sua herança, porém uma certa tradição familiar muda seus planos.
06 – Collection Completed (Coleção Completa)
Um aposentado fica irritado por sua mulher ter o hábito de acolher e levar para casa vários tipos de animais. Porém aos poucos ele percebe estes animais também pode ajudá-lo a passar o tempo.

3565 – Mega Seriados – Amazing Stories


Foi uma série de TV criada pelo famoso director e produtor Steven Spielberg que foi ao ar de 1985 a 1987 nos EUA (No Brasil, no começo dos anos 90). Era uma série inusitada desenvolvida no formato de Além da Imaginação (The Twilight Zone), com histórias, do tipo que são contadas ao redor de uma fogueira ou lidas à noite para as crianças. Contos voltados para a fantasia mas que também exploram os gêneros humor, suspense, drama e terror, e teve participação de muitos atores famosos, como Kiefer Sutherland, Charlie Sheen, Tim Robbins, Mark Hammil, John Lithgow, Patrick Swayze, Kevin Costner, David Carradine, Dan Aykroyd e Danny DeVito. Embora indicada a 12 Emmy Awards (resultando em 5 vitórias), não emplacou e a NBC não renovou o contrato após 2 anos de exibição.
A série tem esse nome devido a Amazing Stories, uma revista em quadrinhos mais famosa de ficção científica que Spielberg lia quando criança. No Brasil, a versão brasileira foi realizada pelo estúdio BKS (SP), e a série foi exibida na tevê aberta aberta pela Rede Globo. Em março de 2008, a primeira temporada da série foi lançada em DVD no mercado brasileiro, pela Universal.

3513 – Mega Memória Infantil – Sansão e Golias


O jovem Sansão ou Sansão e Golias Samson e Goliath (em inglês) é um desenho de 30 minutos produzido pela Hanna-Barbera. Estreou em 1967 e teve 20 episódios. No começo era transmitido só, e depois em conjunto com os Brasinhas do Espaço.
É a história de um jovem e seu cachorro, andando pelo país em sua lambreta. Assim que Sansão unia seus braceletes dourados, se transformava em um super-herói, com super força, agilidade e podendo até voar. Seu cachorro Golias virava um enorme leão, que soltava raios poderosos dos olhos. Ambos combatiam vários vilões nas suas andanças.
Baseado no personagem bíblico Sansão que possuía grande força graças aos cabelos. No desenho quando o personagem se transforma, fica com os cabelos mais compridos. Golias também foi baseado em outro personagem bíblico, o gigante também chamado Golias, que foi vencido por Davi.

3429 – Mega Memória – Columbo


Columbo, a série

Columbo é uma premiada série policial dos anos 1970 estrelada pelo ator Peter Falk. A série revolucionou as histórias de detetives.
Ao contrário do que geralmente ocorre em filmes policiais, cada episódio sempre começa mostrando claramente quem é o assassino, e os pormenores de como cometeu o homicídio. Todos os crimes da série têm um ponto em comum: o criminoso monta um alibi que parece perfeito.
Depois entra em cena Columbo (o seu primeiro nome nunca foi revelado), um tenente da Divisão de Homicídios da Polícia de Los Angeles, sempre vestindo um jaleco de gabardine surrado e dirigindo um carro velho, um Peugeot. Embora fale sempre na mulher e em um sobrinho, estes não aparecem nunca.
Columbo é educado e faz de tudo para não ofender os suspeitos e, aparentemente dispersivo, dá a impressão que não tem a mínima chance de resolver o crime. Passa ao assassino uma falsa sensação de segurança, pois faz perguntas tolas e sem pretensões. Apesar disso, aos poucos e metodicamente, junta os pedaços do quebra-cabeça a partir dos mínimos detalhes e sempre consegue desmontar o álibi e desvendar o crime, para espanto do assassino. Resolve os crimes pela lógica.
Era um dos seriados que se revezavam semanalmente no programa criado pela rede NBC, que a princípio foi chamado de “Mistery Movie”, no Brasil era chamada de “Os Detetives”. Os três seriados que se revezavam eram: Columbo, o Casal McMillan e McCloud. A maior audiência era de Columbo, mas tanto McMillan quanto McCloud tinham boa aceitação. Em Portugal alcançou grande êxito na RTP no início da década de 1980.
Steven Spielberg dirigiu alguns episódios da série, que contou com a participação de artistas famosos à época, como Suzanne Pleshette, Ray Milland e Leslie Nielsen, entre muitos outros
Morre aos 83 anos o ator Peter Falk, da série “Columbo”
O ator Peter Falk morreu na última madrugada em Beverly Hills, no Estado americano da Califórnia, aos 83 anos, informaram nesta sexta-feira seus familiares.
Ainda não se conhece a causa da morte, mas sabe-se que ele sofria de Alzheimer havia vários anos.
Falk ganhou quatro prêmios Emmy por interpretar o célebre detetive Columbo na série exibida nos Estados Unidos entre 1971 e 2003. O segundo episódio de “Columbo” foi dirigido por Steven Spielberg, então com 25 anos. Dos 69 episódios, Peter Falk produziu ou coproduziu 24.
No cinema, Falk fez 60 filmes, muitos deles com seu amigo John Cassavetes (entre eles “Os Maridos”, em 1970, e “Uma Mulher sob influência”, em 1974). Ele recebeu indicações ao Oscar em 1961 e 1962 por seu trabalho como coadjuvante nos filmes “Murder, Inc.” e “Dama por Um Dia”, com Bette Davis.
Apareceu como ele mesmo em “O Jogador” (1992), de Robert Altman, “Asas do Desejo” (1987) e “Tão Longe, Tão Perto” (1993), ambos de Wim Wenders.
Seu último trabalho no cinema foi no filme “American Cowslip”, de 2009. Em 2007, ele fez uma participação no filme “O Vidente”, com Nicolas Cage.
Falk nasceu em 16 de setembro de 1927, em Nova York, em uma família judia, de pai russo e mãe tcheca. Aos três anos, um tumor fez com que perdesse um olho.
Após ter concluído um mestrado em ciência política na Universidade de Siracusa (Estado de Nova York) e de ter trabalhado como cozinheiro, tentou em vão se integrar à agência americana de informação, a CIA, lançando-se na carreira de funcionário público do Estado de Connecticut (nordeste). Deixou o cargo em 1957.
Ele foi casado com a pianista Alyce Mayo entre 1960 e 1976 e com ela adotou duas filhas, Jackie e Catherine. No ano seguinte, à separação ele se casou com a atriz Shera Danese.
Os primeiros sinais de Alzheimer surgiram em 2005, e o estado do ator piorou após se submeter a intervenções cirúrgicas em 2007 e 2008.
O ator ficou sob a custódia de Danese a partir de junho de 2009, depois que um juiz de Los Angeles o declarou incapaz devido a seu quadro de demência. Ela obteve a tutela do ator após seis meses de batalha legal com uma de suas filhas, Catherine.
Nas audiências, um dos médicos confirmou que ele padecia de demência avançada e que não se lembrava de seu passado como ator e nem reconhecia sua filha.
Em 1978, Falk participou como Columbo do “Dean Martin Celebrity Roast Show”, programa da NBC apresentado por Dean Martin. Ali, contracenou com o convidado Frank Sinatra. Veja um trecho abaixo:

3294 – Mega Memória Humor – Os 3 Patetas


Os 3 Patetas

Apresentado no Brasil pela Rede Globo

Foi um grupo cômico norte-americano do século XX, em atividade desde 1922 até 1970, mais conhecido por seus numerosos curta-metragens. Sua comicidade era marcada pela extrema comédia pastelão e farsa física.
A primeira formação do grupo consistia em Moe Howard, Larry Fine e Shemp Howard, que apareceram junto com Ted Healy no longa-metragem Soup to Nuts (1930), da Fox Film Corporation. Shemp retirou-se do grupo em 1932 para seguir carreira solo, e foi substituído por seu irmão mais novo Curly Howard. Esta formação do grupo apareceu com Healy em vários filmes da Metro-Goldwyn-Mayer, de 1933 a 1934.
Moe, Larry e Curly deixaram Healy em 1934 e se mudaram para a Columbia Pictures, onde passaram a estrelar sua clássica série de curta-metragens. Quando Curly retirou-se do grupo após sofrer um derrame cerebral, o cargo de “terceiro pateta” voltou a ser ocupado por Shemp, e posteriormente por Joe Besser. Ao todo, o grupo protagonizou 190 curta-metragens para a Columbia entre 1934 e 1958.
Depois do cinema, os curtas foram exibidos na televisão, possibilitando o nascimento de uma nova geração de fãs. Com o ressurgimento da popularidade d’Os Três Patetas, Moe e Larry convidaram Joe DeRita (apelidado de “Curly-Joe”) para juntar-se ao grupo. Moe, Larry e Curly-Joe estrelaram vários filmes de longa-metragem entre 1959 e 1970.
Com a saída de Shemp, Healy e os dois Patetas restantes, Moe e Larry, precisavam de um substituto. Moe sugeriu seu irmão mais novo, Jerome Howard. Healy deu uma olhada para Jerome, que tinha cabelos longos e um bigode, e achou que ele não era engraçado. Jerome saiu da sala e voltou alguns minutos depois com a cabeça raspada. Healy gostou dele e o chamou de “Curly” (existem vários relatos a respeito de como o personagem Curly foi criado).
Em 1933, a Metro Goldwyn Mayer (MGM) assinou com Healy e seus Patetas um contrato de cinema. Eles apareceram em vários filmes e curtas-metragens, quer em conjunto, individualmente, ou com várias combinações de atores. O trio foi apresentado em uma série de curtas de comédia musical. Em 1934, o contrato da equipe terminou com a MGM, e os Patetas se separaram novamente de Healy. Sua versão final com Healy, foi no filme da MGM,“Hollywood Party” de 1934.
Healy morreu sob circunstâncias misteriosas em 1937.
Os anos de ouro: Moe, Larry e Curly
Os Três Patetas no curta Healthy, Wealthy and Dumb (1938). Da esquerda para a direita: Moe Howard, Curly Howard e Larry Fine.
Em 1934, o trio (agora batizado de The Three Stooges), assinou com a Columbia Pictures por apenas algumas centenas de dólares por semana. Eles estrelaram 190 curtas-metragens nos anos 30, 40 e 50, tornando-se recordistas na categoria.
Na autobiografia do Moe, ele disse que cada um recebeu US $ 600 por semana em um contrato de um ano. Del Lord dirigiu mais de três dezenas de curtas dos Três Patetas. Jules White dirigiu dezenas de outras, e seu irmão Jack White dirigiu vários sob o pseudônimo “Preston Black”.
Moe, Larry, e o diretor Jules White consideram You Nazty Spy! (1940) como o melhor filme de suas carreiras. Neste curta-metragem de 18 minutos, Moe interpreta “Moe Hailstone”, um personagem parecido com Adolf Hitler, satirizando os nazistas em uma época em que a América ainda mantinha sua política de neutralidade. Curly interpretou uma espécie de Hermann Göring, repleto de medalhas, e Larry fez o papel de um embaixador ao estilo de Ribbentrop. You Nazty Spy! foi o primeiro filme de Hollywood que satirizou Hitler, sendo lançado em janeiro de 1940, nove meses antes de O Grande Ditador, de Charlie Chaplin. Consta que este filme levou os Patetas a serem colocados na então chamada “lista da morte” de Hitler por causa de sua posição anti-nazista. Chaplin, juntamente com Jack Benny, também estaria na tal lista devido à sua postura anti-nazista nos filmes.
Curly era de longe o membro mais popular da equipe. Seu jeito infantil e o charme de comédia fizeram dele um sucesso com o público. Porém, o fato de Curly raspar a cabeça para atuar o levou a se sentir pouco atraente para as mulheres. Para mascarar suas inseguranças, Curly começou a comer e beber excessivamente, e sempre estava bêbado quando os Patetas se apresentavam ao vivo. Seu peso aumentou na década de 1940, e sua pressão estava perigosamente alta. O estilo de vida selvagem e o alcoolismo deixaram Curly muito debilitado em 1945. Nos últimos doze curtas em que aparece, Curly estava gravemente doente, lutando para atuar nas cenas mais básicas.
Durante as filmagens de Três Idiotas de Elite em 6 de maio de 1946, Curly sofreu um derrame cerebral e o filme foi terminado sem ele. A saúde de Curly exigiu uma reforma temporária do trio e, enquanto os Patetas esperavam por uma recuperação completa, Curly nunca mais estrelou um filme novamente. Curly ainda fez uma pequena aparição no terceiro curta depois do retorno de Shemp, Segurem o Leão! (1947). Foi o único filme que continha todos os quatro Patetas originais: os três irmãos Howard e Larry.
Infelizmente, a condição de Curly piorou e ele morreu em 18 de janeiro de 1952.
Shemp apareceu com os Patetas em 77 curtas e mais um filme intitulado “Gold Western”. Durante este período, Moe, Larry e Shemp fizeram um piloto para um programa de televisão chamado Jerks of All Trades em 1949. A série nunca foi realizada.
Três anos após a morte de Curly, Shemp Howard morreu de um súbito ataque cardíaco aos 60 anos, em 22 de novembro de 1955. Cenas antigas de Shemp, combinadas com novas imagens do seu dublê, Joe Palma (filmado por trás ou com o rosto oculto), foram utilizados para completar os quatro últimos curtas do contrato de Shemp.
O último projeto dos Três Patetas, Kook’s Tour (1970), era um especial de uma hora feito para a televisão. Em 9 de janeiro de 1970, durante a produção do piloto, Larry Fine sofreu um derrame paralisante e não pôde completar o projeto, terminando sua carreira, bem como os planos para a série de televisão. Kook´s Tour nunca foi transmitido, mas está disponível atualmente em vídeo.
Larry Fine sofreu outro derrame em dezembro de 1974. No mês seguinte, sofreu um mais grave e entrou em coma. Ele faleceu em 24 de janeiro de 1975, com 72 anos de idade. Devastado pela morte de seu amigo, Moe, no entanto, decidiu que os Três Patetas iriam continuar. Depois da morte de Larry, foi decidido que o antigo ator de apoio dos Stooges, Emil Sitka, o substituiria.
Diversas ideias do filme foram consideradas. No entanto, Moe adoeceu por câncer de pulmão e morreu em 4 de maio de 1975, tornando-se inconcebível a continuação do grupo sem um Howard. Durante toda a carreira dos Três Patetas, Moe foi o coração e a alma da trupe, agindo tanto como sua principal força criativa quanto como seu empresário.
Joe Besser morreu no dia 1 de março de 1988, seguido por Curly Joe, 3 de julho de 1993. Emil Sitka morreu no dia 16 de janeiro de 1998, fazendo dele o “último” Pateta a morrer. A Comedy III Productions, Inc., formada por Moe, Larry, e Curly Joe em 1959 é a proprietária de todas as marcas, copyrights e merchandising dos Three Stooges.
Combinações
1. Ted, Moe e Shemp – (1922-1924)
2. Ted, Moe, Larry e Shemp – (1925-1932)
3. Ted, Moe, Larry e Curly – (1932-1934)
4. Moe, Larry e Curly – (1934-1946)
5. Moe, Larry e Shemp – (1947-1956)
6. Moe, Larry e Joe – (1957-1958)
7. Moe, Larry e Curly Joe – (1959-1970)
8. Moe, Emil e Curly Joe – (1971-1975)
A série televisiva de Os Três Patetas já foi exibida por praticamente todas as emissoras de TV brasileiras, desde a década de 50, na antiga Rede Tupi. As últimas emissoras que exibiram a série foram a Rede Globo, na década de 70, a TV Guaíba na década de 80, a Rede Record, de 1990 a 1998, e a Rede Bandeirantes, a partir de 2004 até 2005.
Na TV paga, o Warner Channel exibiu episódios da série entre 1997 e 1999. TCM ( Television Classic hollywood – brasil e Maio de 2009 a série voltou a ser exibida pela HBO,cujo o canal é o HBO Family quintas e sabádos com uma hora de curtas na dublagem original. já o Telecine Cult transmite alguns filmes legendados do trio. Em 2010 o TCM voltou a transmití-los.

3291 – Mega Memória – Seriados: James West, o 007 do faroeste


Poster

James West era uma série de TV do gênero western, muito ousado para a época, que mostrava as aventuras de dois agentes do Serviço Secreto norte-americano, no Velho Oeste, sob as ordens do então presidente Ulisses S. Grant, contra toda e qualquer ameaça contra os Estados Unidos e ao seu presidente, além de também investigarem outros crimes federais.A dupla de agentes federais eram formados por um ex-soldado da União chamado James e um ex-vigarista e mestre dos disfarces conhecido como Artemus. Durante as primeiras três temporadas da série a dupla era constantemente perseguido por um estranho vilão chamado Dr. Miguelito Loveless, que vivia inventando todo tipo de “engenhocas tecnológicas” para dar cabo aos dois agentes. O espetáculo apesar de ser um faroeste e centrado no Velho Oeste, a série mostrava uma porção de coisas diferentes como máquinas de terremoto, porções de encolhimento e outras maluquices, muito avançadas para a época, mas que compunham a parte humorística da série. A série foi apresentada originalmente nos Estados Unidos, pela rede CBS, entre 1965 a 1969, num total de 104 episódios e mais dois telefilmes.
Exibida no canal CBS por quatro temporadas (104 episódios), de 17 de setembro de 1965 a 4 de abril de 1969. Lançado numa época que os programas de faroeste começavam a sofrer a concorrência dos do gênero “Espionagem”, a proposta do criador da série, Michael Garrison, era fazer uma mescla dos dois e contar as aventuras de um “James Bond a cavalo”. Dois filmes de televisão foram feitos com o elenco original (1979 e 1980). Em 1999 foi lançada uma super-produção cinematográfica com um novo elenco e enredo, estrelada por Will Smith.
As aventuras traziam os tradicionais elementos de “Ação” e ‘Suspense” popularizados pelo cinema e por séries da TV americana: as tramas envolviam espionagem e ficção científica (numa linha conhecida por steampunk), pontuadas por passagens de comédia. Muitos episódios foram inspirados nas histórias de Edgar Allan Poe, H.G. Wells e Jules Verne.
Ainda com referência a James Bond, no programa apareciam sempre mulheres bonitas, parafernálias criativas e arqui-vilões ensandecidos e sempre prontos para dominar o país ou o mundo.
O desenho animado para a abertura dos créditos foi outro elemento único da série. Realizado por Format Animation, a tela foi dividida em cinco painéis. O centro retangular na vertical contém um desenho de um “heroi”, que interage com personagens nos paineis circundantes. Curiosamente, o desenho do heroi se assemelha mais a Clint Eastwood em Rawhide ou a James Arness em Gunsmoke do que a Robert Conrad.
A sequência original é a seguinte:
O heroi risca um fósforo, acende um cigarro e começa a caminhar de perfil
Atrás do heroi, no painel do canto inferior esquerdo, um assaltante com as costas para um banco. O herói o detém com um golpe de caratê.
No painel da parte superior direita, um carteador tenta puxar um ás de sua bota. O herói saca a arma e o carteador deixa cair a carta.
No painel da parte superior esquerda, um pistoleiro desarma o herói e o faz levantar as mãos. O heroi atira no pistoleiro com sua arma escondida na manga. A mão do pistoleiro é mostrada caída sem a arma.
Uma mulher no painel do canto inferior direito encobre o herói com sua sombrinha. Ele a puxa e a beija. Ela está prestes a lhe dar uma facada mas ele desdenha e a empurra contra a lateral da moldura, dominado-a com seu beijo. Ele faz um gesto com o chapéu e se afasta da câmera. Esta última vinheta mudou quando a série se tornou colorida: o heroi derruba a moça com um soco no queixo! Apesar da nova versão, James West nunca bateu em uma mulher em toda série, embora lutasse com algumas em várias ocasiões. (O mais próximo que ele chega é empurrar uma porta na malvada Condessa Zorana, que estava escondida para pegá-lo, em “The Night of the Iron Fist.” Em “The Night of the Running Death” ele arrasta a Senhora Tyler, mas “ela” acaba por ser revelar um ator disfarçado (T.C. Jones)). A animação inicial, com o herói dominando a mulher com um beijo ao invés de um soco, representava mais precisamente o Oeste. Ironicamente, é outro exemplo da ênfase dada a violência que cercou de críticas o programa. Mas a verdade é que James Bond, o inspirador da série, não era conhecido por tratar bem suas vilãs.
A câmera então mostra o painel do meio ampliado e o título The Wild Wild West aparece. A câmera envieza para um desenho do trem, com os nomes de Conrad e Martin nas extremidades da composição, em vagões diferentes.
Os quatro painéis dos cantos foram então utilizados para a pausa dos comerciais. Cada episódio foi dividido em quatro partes. No final de cada parte, a cena (geralmente um momento de perigo e suspense) congelava e um desenho ou fotografia da cena eventualmente substituía um dos painéis. Na primeira temporada todos os episódios que não o piloto, tinham painéis que evocavam as gravuras do século XIX. Na segunda temporada (a primeira em cores) as cenas de “The Night of the Flying Pie Plate” lembravam as serigrafias de Andy Warhol. Os créditos finais foram exibidos durante cada episódio do mosaico, em cada temporada, menos no último, quando foi utilizado um modelo padronizado.

3213 – Mega Memória – Jonny Quest


Personagens

É uma série animada de TV de ficção cientifica/aventura sobre um garoto que acompanha seu pai em magníficas aventuras. Produzida entre 1964 e 1965 pela Hanna-Barbera Productions para a Screen Gems. O desenho causou certo impacto quando foi lançado por seus traços e animação realista, que destoavam do que os estúdios de Hanna-Barbera vinham fazendo até então. Houve mais duas séries, também chamadas temporadas: The New Adventures of Jonny Quest (br:As Novas Aventuras de Jonny Quest), de 1986 a 1987 e The Real Adventures of Jonny Quest.
‘Jonny’ Quest é filho do Dr. Quest, um cientista que trabalha para o governo americano em prol do planeta. Pai e filho contam com a ajuda do agente federal Roger “Race” Bannon, designado segurança deles, do amigo Hadji, que faz mágicas e foi adotado pelo Dr. na Índia e do cãozinho buldogue Bandit, que sempre entra em confusões. Juntos, vivem várias aventuras principalmente para tentar proteger as descobertas do Doutor, em lugares como a selva amazônica, o Polo Norte, o Canadá, Tailândia e o Egito, cenários que davam um caráter diferenciado à série.
Dr. Benton Quest: é o pai de Jonny Quest; é um cientista estadunidense que faz descobertas que ajudam seu país como o uso do raio laser, ondas sônicas etc. Essas descobertas o levam junto a seu filho e seus amigos a viverem muitas aventuras, já que os vilões sempre querem se apoderar de seus achados.
Roger “Race” Bannon: Roger T. “Race” Bannon é um agente federal que faz a segurança do Dr. Quest e seu filho. Ele também é professor e “babá” de Jonny e Hadji que sempre se mentem em confusões. Roger tem 32 anos e luta judô, além de pilotar todos os tipos de veículos e atirar muito bem. Ele sempre arrisca sua vida para a salvar a de seus protegidos.
Hadji: Hadji Singh é um garoto indiano de 11 anos; é como se fosse o irmão adotivo de Jonny Quest. Ele aprende em seu país a fazer mágicas como levitação, desaparecer objetos etc. Ele aprendeu a falar fluentemente o inglês com fuzileiros americanos.
Bandit: Bandit é um pequeno buldogue que pertence a Jonny; ele é muito assustado e sempre entra em conflito com animais menores, como macacos, caranguejos, peixes e fuinhas, sempre se dando mal nas brigas. De vez em quando ele piora as situações em que o grupo de encontra, em outras, os salva por ser pequeno e arisco.
Curiosidades

O desenho tem semelhanças com As Aventuras de Tintin.
O amigo de Jonny, o menino indiano Hadji, salvou a vida do Dr. Quest na Índia.
A série só contou com 26 episódios, que podem ser vistos num box com quatro DVDs da 1ª temporada.
Na versão de 1987, o Homem de Pedra chamado Granite integra o grupo de Jonny. O falecido Ézio Ramos era o dublador brasileiro de Race Bannon.
Em The Real Adventures of Jonny Quest é recontada a história de Jonny e Jessica Margaret Leya ‘Jessie’ Bannon, filha de ‘Race’ Bannon, entra para a série.

3156 – Mega Seriados – Cyborg: O homem de 6 milhões de dólares


Foi uma série de televisão norte-americana baseada no livro “Cyborg” de Martin Caidin, que foi escrita em 1972. Esta obra acabou gerando três telefilmes: “Cyborg: The Six Million Dollar Man”, exibido em 7 de março de 1973; “Wine, Women and War”, em 20 de outubro de 1973 e “The Solid Gold Kidnapping” apresentado em 17 de novembro de 1973.
Pouco tempo depois se tornou uma série regular de televisão e também posteriormente um spin-off “The Bionic Woman” (A Mulher Biônica), assim como várias adaptações com ambos os personagens de mesmo nome e tornando-se um ícone da cultura pop dos anos 70.A série é centrada num ex-astronauta chamado Steve Austin que fica gravemente ferido num acidente, e levado para o hospital onde passa a submeter-se a uma operação de “reconstrução” que custa em torno de seis milhões de dólares. Seu braço direito, as duas pernas e um de seus olhos são substituídos por implantes “biônicos”, que acabam proporcionando uma supervelocidade, uma força descomunal no braço direito e um olho com recursos de zoom e infravermelho.Após a operação ele passa a trabalhar como um agente secreto para uma organização denominada OSI: Office of Scientific Intelligence e recebe ordens do seu diretor Oscar Goldman. Toda a operação era supervisionada por um cientista chamado Dr. Rudy Wells, assim como o acompanhamento de toda a funcionalidade do homem biônico.O livro que deu origem a série de televisão foi livremente adaptado para um telefilme, pelo escritor Howard Rodman, sob o pseudônimo de Henri Simoun. Para a realização do trabalho de televisão algumas modificações, em relação ao livro original, foram introduzidas.
O espetáculo tornou-se muito popular dentro da cultura pop dos anos 70, principalmente com a introdução de seqüências em “slow-motion” (câmera lenta), que também foram bastante exploradas no seriado “Kung Fu” desta mesma década e acompanhamento de trilha sonora eletrônica.

A dupla de cyborgs

No dia 16 e 23 de março de 1975, foi apresentado um episódio em duas partes denominado “The Bionic Woman”, onde surgiu uma personagem chamada Jaime Sommer, uma jogadora de tênis profissional, que também sofre um acidente durante a queda de pára-quedas e se submete a uma operação semelhante a de Austin, com partes biônicas.Ela era uma ex-namorada de Austin e depois de recuperada reacende novamente a paixão entre eles. Ao final do episódio ela acaba morrendo, mas devido ao sucesso do personagem ela é revivida através de uma criogenia e retorna em sua própria série, “The Bionic Woman” que durou até 1978, quando as duas séries acabaram sendo canceladas simultaneamente.

2978 – Mega Memória – Batman, a série


Réplica do Batmóvel

Batman (também conhecido como Batman e Robin ou Batman de Adam West) foi um seriado televisivo exibido entre 1967 e 1969, tendo ao todo 120 episódios. O programa é baseado no personagem homônimo de banda desenhada e narra a luta contra o crime do herói (cujo nome verdadeiro é Bruce Wayne), sempre acompanhado pelo parceiro Robin (alter-ego: Dick Grayson) e auxiliado pelo mordomo Alfred, pelo comissário de polícia James Gordon e pelo chefe de polícia O’Hara.
De forte tom humorístico, é considerado uma “sátira consentida”, pelos aspectos deletérios ao “mito” do personagem. O primeiro deles, segundo a crítica, estava no protagonista: Batman/Bruce Wayne era vivido pelo ator Adam West, visivelmente fora de forma para o papel, em uma fantasia que deixava evidente tal falta de forma. O papel de Robin/Dick Grayson era de Burt Ward, cuja principal marca era iniciar boa parte de suas frases com a expressão “Santo (ou Santa) alguma coisa!” Estas frases foram reaproveitadas nas duas séries animadas produzidas pela norte-americana Filmation na década de 70, e no desenho “Superamigos”, da Hanna-Barbera. As más línguas no mundo inteiro onde a série foi exibida também teorizavam a existência de um envolvimento homossexual entre os dois
Na tele-série exibida nos anos 60 (e mais tarde re-exibida na TV brasileira, pelo canal SBT e depois pelos canais a cabo Fox,FX e mais recentemente pelo TCM(Turner Classic Movies)o ator que interpretava o vilão Pinguim era Burgess Meredith, que anos mais tarde se tornaria mundialmente conhecido ao interpretar Mickey Goldmill, o treinador de Rocky Balboa, nos filmes da série Rocky.

Julie em 1950

Julie Newmar, a mulher – gato
Hoje com 82 anos.
Foi a primeira Mulher-Gato Interpretou a Mulher-Gato nos antigos seriados do Batman. Na série de TV, Julie Newmar foi a primeira a ser Mulher-Gato,contratada para apenas uma aparição acabou aparecendo em seis episódios (já que a audiência aumentava astronomicamente). Antes de ser atriz, ela era dançarina. Ela estreou nas telas do cinema pela primeira vez em 1952 no filme Just For You e depois aparecendo como dançarina no filme Serpent of the Nile em 1953. Ela aparece no final do filme To Wong Foo, Thanks for Everything! Julie Newmar. Pela sua interpretação como Mulher-Gato, Julie entrou para a lista da 10 maiores pin-ups de todos os tempos.
Julie Newmar (nascida em Los Angeles, 16 de Agosto de 1933 é uma atriz, dançarina e cantora, norte-americana, foi a intérprete mais famosa da vilã Mulher-Gato na série de televisão do Batman.
Com um corpo escultural de fazer inveja a muitas mulheres da época, a felina esbanjava sensualidade e sempre dava a entender que queria algo mais com o Homem-Morcego e, às vezes, até chegava a balançar o coração do herói. Mas como o senso de justiça falava mais alto, Batman não chegava a ser persuadido pelas investidas da Mulher-Gato.
Para a série de televisão do Batman, Julie Newmar desenhou um traje que deixava à mostra o seu corpo de dançarina. Era feito de lurex (lycra brilhante como purpurina). Como acessórios, um colar de ouro que servia como walktalkie, um cinturão dourado e botas de salto alto com pinos de metal. Julie Newmar roubava a cena toda vez que aparecia e deixava todos hipnotizados.
Por estar ocupada em outras produções, Julie foi substituída por outras duas atrizes no papel da vilã: Lee Mariwether que só participou do filme para o cinema e Ertha Kitt. Com a cantora e atriz Eartha Kitt, os fãs da Mulher Gato tiveram a oportunidade de ver pela primeira vez a vilã negra. Kitt foi contratada para dois dos episódios de Batman, e seu rosnado também ficou conhecido. Desde 2008, Julie Newmar sofre de esclerose lateral amiotrófica (doença de Charcot).

Julie, a Mulher-Gato