7662 – Como funcionam os aparelhos ortodônticos?


Existem dois tipos – o fixo e o removível – mas ambos atuam da mesma forma. A ideia é produzir uma força sobre os dentes, pressionando-os a permanecer no lugar certo.
Enquanto o aparelho removível serve apenas para corrigir simples casos de arcadas inclinadas, o fixo é indicado para deformações mais graves. Tanto um quanto o outro têm de exercer a pressão necessária com absoluta precisão. Esse grau exato é chamado tecnicamente de “força ótima”, que varia de acordo com a deformidade a ser tratada. Por isso, sua intensidade tem de ser medida em um dispositivo conhecido como dinamômetro.
Nossos dentes possuem uma mobilidade mínima, causada por uma espécie de “colchão” de fibras que cerca cada um deles. É o chamado espaço periodontal (ampliado no detalhe). O aparelho ortodôntico pressiona essas fibras de encontro ao osso.

Sob pressão, as fibras são comprimidas para o lado. A reação natural do organismo é procurar manter o espaço periodontal como estava. Para isso, produz células chamadas osteoclastos (no detalhe). Elas reabsorvem camadas do osso, abrindo espaço para que o dente se mova até a posição desejada.
Como uma lateral do osso ficou desgastada, o organismo busca compensar isso agindo no outro lado, onde as fibras ficaram esticadas. Ele mesmo restaura o osso invadido (linha pontilhada), para que o dente continue preso e não caia. Assim, o espaço periodontal volta a ser como antes.
O fio de aço é encaixado em um trilho de pecinhas metálicas chamadas bráquetes. Cada uma delas possui uma minúscula canaleta, por onde corre o fio que força os dentes na direção desejada
A direção do deslocamento do dente é dada pela inclinação do fio nos bráquetes. À medida que os dentes cedem, o dentista coloca mais pressão no aparelho, até atingir o resultado ideal

7661 – Explosão de meteoro liberou energia similar à bomba atômica


Dados de infrassom coletados por uma rede para monitorar teste de armas nucleares sugerem que a explosão do meteoro sobre a Rússia liberou centenas de kilotons de energia. O que a torna mais poderosa que os teste nucleares conduzidos pela Coreia do Norte recentemente.
O meteoro que explodiu sobre a região oeste da Sibéria foi o maior objeto a atingir a Terra em mais de um século, dizem cientistas ouvidos pelo site da revista científica “Nature”.
O último episódio havia sido em 1908, quando um bólido de cerca de 100 metros explodiu sobre o rio Tunguska, também na Sibéria.
“Foi um evento muito, muito poderoso”, disse Margaret Campbell-Brown, astrônoma da the University of Western Ontário, no Canadá, que estudou dados de duas estações de infrassom próximas ao local do impacto.
Ela calcula que o meteoro tinha aproximadamente 15 metros de diâmetro quando entrou na atmosfera e cerca de 40 toneladas de massa. “O que o torna o maior objeto a atingir a Terra desde Tunguska.”

meteoro

7660 – Bíblia – Quem foi Betsabá?


Ela teve a seus pés o Rei Davi, que matou o gigante Golias. O tão esperado messias de que fala a Bíblia, a ele estava reservada a tarefa de devolver a Israel a glória dos tempos do rei Davi. Calcula-se que ele tenha reinado por volta de 1000 aC.
Conta o Velho Testamento que Davi, depois de tirar uma sesta, avistou do seu palácio uma mulher muito formosa tomando banho. Era Betsabá.
Davi pediu que a trouxessem ao palácio e teve relacionamento com ela, que engravidou. O único detalhe é que ela era casada com outro homem, o pobre Urias, uma das maiores vítimas bíblicas da luxúria alheia. O rei então tentou remediar a situação chamando Urias e mandando ele ir para casa. Lá Betsabá levaria Urias para a cama e tudo estaria resolvido. Só que Urias se recusou.
Davi pediu então a Joab, chefe do Exército, que pusessem Urias no lugar onde a guerra contra os amonitas fosse mais violenta. Urias então foi ferido e morreu. Passado o luto, ela tornou-se oficialmente a mulher de Davi, segundo o relato, a 8ª. A criança em gestação que motivou a morte do marido não durou muito. Ela teve ainda outro filho com Davi: Salomão. Betsabá influenciou na sucessão do trono de Davi e o destino também. Os filhos de Davi que estariam à frente de Salomão na linha do trono foram caindo um a um. Já na velhice, o corpo cansado de Davi encontrou calor e conforto numa jovem chamada Abisague. Mas nada que se comparasse com a tórrida, adúltera, sangrenta paixão que sentiu pela mulher que , certo dia, nos seus jovens tempos, viu do terraço de seu palácio, banhar-se.

7659 – Cozinhando um tornado no microondas


Um grande tornado agita o ar e tudo o que encontra à sua frente com uma energia equivalente à de quatro bombas atômicas como a de Hiroshima a cada hora. Um bombardeio desses produz ventos de 800 quilômetros por hora, derruba casas e arremessa automóveis a 100 metros de distância. Mas a fera pode ser desligada – por um simples feixe de microondas igual ao dos fornos de cozinha, segundo um físico americano.
O calor faz o ar subir mas, se atuar onde ele estiver descendo, pode brecar o vendaval. Os tornados matam 50 pessoas por ano nos Estados Unidos, campeões mundiais nessa categoria. São mais de 1 000 vórtices de vento a cada ano.
Segundo ele, se der tudo certo, as microondas poderão servir até para controlar o aquecimento global.

Um satélite converte energia solar num jato de microondas e o dirige para o tornado;
O raio aquece ventos descendentes que são uma espécie de esqueleto do turbilhão;
Como o calor força o ar a subir, em vez de descer, o vento pára e o vórtice se desfaz.

7658 – Da Terra à Netuno sem escalas


O planeta Netuno está dando um nó nos neurônios dos planejadores da Nasa que desejam muito enviar uma nave até lá, mas não sabem como. A ambição se explica por Netuno ser uma das maravilhas do Sistema Solar. Antes de mais nada, em sua atmosfera ultra-densa a pressão esmaga átomos de carbono até transformá-los em nuvens e chuvas de diamantes. Nada mau, certo? Mas não é só: Netuno também pode ter sido responsável pela presença de água na Terra. Acontece que sua atração gravitacional mantém aprisionados, como num carrossel, dezenas de corpos celestes feitos de água pura, congelada. Um deles teria saído da rota, há bilhões de anos, e caiu aqui. Derretida pelo calor da colisão, sua massa líquida encheu os oceanos. O dilema é que Netuno, à distância de quase 4 bilhões de quilômetros da Terra, está muito além das forças de qualquer foguete. Nenhuma nave chegaria lá em menos de 30 anos, prazo longo demais para uma missão. Mas, para um engenheiro que tenta sair da sinuca de bico na agência espacial americana, a solução é desenvolver uma tecnologia inteiramente nova – ele acha que dá para velejar até Netuno.
A vela teria que ser enorme, com 250 000 metros quadrados. Depois de esticada, ela seria inflada pela luz do Sol. Lenta a princípio, a nave acabaria com supervelocidade e alcançaria Netuno em meros três anos.

7657 – Inventos – Um helicóptero pessoal


solotrek

Veja se o mundo não vai ficar muito melhor daqui a um tempo: os bombeiros não precisarão de escadas para resgatar vítimas de prédios em chamas; os jornalistas poderão saltar sobre o trânsito para chegar em cima da hora ao local da notícia; e os bandidos terão muito mais dificuldade para fugir da polícia. O SoloTrek, um helicóptero pessoal desenvolvido pela empresa americana Millennium Jet, tem potencial para transformar tudo isso rapidamente em realidade. Ele é o mais avançado protótipo desse tipo e começa a ser testado nos tubos de vento da Nasa. Segundo os fabricantes, ele poderá estar em uso em breve atingindo 110 quilômetros por hora e com capacidade de decolar de um espaço equivalente ao de uma mesa.
Preço: 100 000 dólares, 5% do custo de um helicóptero convencional. “Nossa maior preocupação agora é garantir a segurança do aparelho”, afirma Jack Flesher, vice-presidente da Millennium Jet. Ele diz também que os militares americanos, interessados no aparelho para vigiar fronteiras, podem ser os primeiros a usar a genial engenhoca.

7656 – Projeto Genoma – Tirando Dúvidas


O genoma é uma versão química dos manuais do proprietário dos carros 0 km: ele traz todas as instruções necessárias para montar e fazer funcionar o seu corpo. Em maio deste ano, depois de dez anos de trabalho, a ciência identificou todas as letras desse livreto. Que não é pequeno: se fosse escrito em folhas de sulfite, teria a grossura de 200 listas telefônicas com 1 000 páginas cada uma.
Os cientistas não podem ainda ler o genoma porque, mesmo depois de achar suas letras, não dominam com fluência o idioma empregado pelas células – o quimiquês.
Ele também diz que, nesse meio tempo, o vocabulário genético certamente vai crescer e revelar dados que mudarão para sempre o nosso modo de vida.
Um gene, um pedaço de DNA, é uma instrução completa sobre o funcionamento do organismo e executa uma tarefa específica, como determinar a cor do olho ou a forma do nariz.
Mapear o genoma significa identificar milhares de substâncias pequenas que compõem o DNA. São designadas pelas letras A, C, G e T (siglas de adenina, citosina, guanina e timina)
O organismo humano tem cerca de 50 000 genes (ainda há dúvida sobre o total). Eles se compõem de 3,1 bilhões de pedaços pequenos de DNA, designados pelas letras A, C, D e T. Se fossem enfileirados, mediriam 1,5 m de comprimento.

O Mapa Genoma
Trata-se de uma espécie de guia. Como o mapeamento revelou a composição química de todos os genes, ele vai ajudar os cientistas a descobrir exatamente como os genes trabalham.
Já se conhecem quase 4 000 enfermidades associadas aos genes. Entre elas, o diabete e alguns tipos de câncer, como o da mama e o do cólon. Os médicos estão estudando centenas desses genes patogênicos para tentar corrigir os seus “defeitos” e, com isso, eliminar as doenças provocadas por eles.
Muitos males aparecem quando os genes são danificados por toxinas como o alcatrão do tabaco, ou por radiação, como sol em excesso. Esses danos poderão ser reparados. É possível até implantar genes que estimulem o crescimento dos ossos e soldar fraturas.
Desde que se encontre material genético bem preservado desses animais, seus genes poderão ser colocados em uma célula que se reproduzirá por meio da clonagem e se tornará um embrião. O filhote nascerá de uma mãe de aluguel. O que já se aprendeu com o mapeamento do genoma ajudará muito.
Clonar gente?
A experiência nunca foi feita, mas é possível. Em princípio, pode-se até congelar os genes de um cidadão e “ressuscitá-lo” após a morte. Não será a mesma pessoa: só o corpo é copiado na clonagem.
Dá para largar o álcool ou aumentar a inteligência?
Como tudo no corpo funciona sob o comando dos genes, nada impede que se implante nas células de alguém uma “ordem” que corte os vícios de beber e de fumar, ou que aprimore os dotes intelectuais de um indivíduo. O desafio será encontrar os genes exatos para a tarefa certa.

7655 – Astronomia – Vida numa lua fedorenta


No futuro, quando o turismo interplanetário tiver se desenvolvido a ponto de levar terráqueos para ver de perto os anéis de Saturno, uma parada obrigatória será Titã, uma das maiores luas desse planeta. Embora não seja uma ilha paradisíaca do Oceano Pacífico, Titã tem uma atmosfera muito parecida com a que a Terra tinha há 4 bilhões de anos e pode, por isso, ser o único lugar habitado do Sistema Solar, além da Terra. Mas, de acordo com a paisagem que se delineia nos telescópios, os futuros visitantes de Titã terão de tapar o nariz durante o passeio. É que o seu solo gelado se esconde permanentemente sob grossas nuvens de metano, uma substância fétida, muito comum nos pântanos terrestres. Além disso, é recortado por lagos e mares de etano, um parente da gasolina, de cheiro tão forte quanto ela. Boiando sobre o líquido oleoso haveria vastas colônias de algas ou bactérias, os mais prováveis moradores da lua saturnina. Essa é a hipótese que a Nasa pretende investigar com a ajuda de um robô-helicóptero, guiado daqui da Terra por sinais de rádio. O projeto pertence ao geólogo americano Ralph Lorenz, da Universidade do Arizona e da Nasa.

7654 – Mega Byte – O que é a Internet Profunda?


A deep web nada mais é do que aquilo que não aparece na internet convencional, ou seja, na surface web, que é tudo aquilo que é visto em buscadores, como o google. Este site, por exemplo, está no google, logo, está na surface web.
Um estudo realizado em Julho de 2001 pela empresa BrightPlanet estima que a web profunda poderá conter 500 vezes mais recursos do que a web indexada pelos motores de busca. Estes recursos, além de serem volumosos, muitas vezes são de grande qualidade.
A web da superfície (acessível através dos motores de busca, por exemplo) tem um tamanho de cerca de 167 terabytes. De acordo com estudos da Universidade de Berkeley, o tamanho da web profunda é estimada em cerca de 91 mil terabytes.
Em 2008, a web chamada “invisível” não referenciado pelos motores de busca representa 70 a 75% do total, ou seja, cerca de um trilhão de páginas não indexadas.
A grande questão é, o que se esconde na deep web? O que é tão confidencial que não pode vir a domínio público?
Claro, provavelmente há muita coisa inocente, tal como sites de amigos, comunidades específicas, sites de ARGs, que simplesmente não querem ser incomodados.
Mas e o lado negro?
No 4chan, site de imagens de onde saem todas as lendas e memes conhecidos pelo homem.
Lá, havia o relato de um fórum de crackers, que só podia ser acessado através de desencriptação específica (que serve mais ou menos como um teste, para que só os melhores, ou no mínimo os bons crackers acessem, e não qualquer lammer). E neste fórum, eles compartilham programas, tal como vírus e desencriptadores, para invadir sites, muitas vezes com objetivos financeiros, tal como bancos. E quantias grandes estavam envolvidas.
A questão é, que obviamente, na deep web, há muita coisa ilegal, chegando até mesmo a ser conspiratória.
Dizem as más línguas que há toneladas de snuff films (filmes de assassinatos feitos pelo o assassino, filmados por diversão – tipo aquele dos garotos ucranianos)
Outra coisa: há também sites de religiões mais undergrounds (satânicas), que envolvem quebrar a lei. Exemplo, canibalismo, sacrifício de seres humanos, etc…
Venda de drogas, mercado de órgãos, tráfico de seres humanos, e por aí vai.
Para ter acesso a esse tipo de sites mais “underground”, é necessário programas especiais, tal como thor ou freenet, que em teoria garantem o anonimato.
Cuidado ao buscar esse tipo de coisa. Pode te custar o sono, ou mais que isso…

A Web profunda contem, acima de tudo, bases de dados escondidas e inacessíveis sem realmente pesquisar, complexas e científicas pertencendo a laboratórios de pesquisa em tecnologia avançada: você quer pesquisar um pouco? (sem riscos)
Vá aqui http://www.incywincy.com e teste o impensável!

O ☻ Mega não aconselha ninguém a visitar esse sub-mundo da web, pois sem o devido conhecimento informático as consequências podem ser nefastas.

7653 – Se a moda pega… – Roupa pró-paquera


Os dois irmãos estilistas suíços Daniel e Marcus Freitag já eram conhecidos por criar uma bolsa em estilo “carteiro”, feita com lona de caminhão, que causou furor entre os jovens, em 1999. Agora a dupla inventou mais uma moda. Cada peça bolada por eles para a Skim.com, uma loja suíça de roupas e acessórios, traz um número mágico estampado. Funciona assim: se o seu número é 0123,basta entrar no site skim.com e se cadastrar. Automaticamente você passa a ter o e-mail 0123@skim.com. Depois disso não estranhe se receber um e-mail daquela pessoa que estava sentada ao seu lado no metrô. Para quem é ruim no xaveco, nada melhor. Em vez de tomar coragem e conversar com a garota de jaqueta marrom, apenas anote os algarismos e mande um e-mail. “A idéia é criar uma ponte entre duas realidades: o mundo digital e as ruas”, disse Johne Eisenhut, co-fundadora da Skim.com, ao site de notícias americano WiredNews. Todas as peças podem ser compradas pela Internet.

7652 – Livro – Biografia de um Germe


Ar puro, rios transparentes, passarinhos e veados em liberdade – tudo isso é muito bonito, mas a natureza está longe de ser o paraíso. A vida selvagem também está repleta de armadilhas perigosas, como revela, em ritmo de suspense, o livro Biography of a Germ (Biografia de um Germe), que o escritor americano Arno Karlen lançou nos Estados Unidos. Ele conta a história sombria da bactéria Borrelia burgdorferi, que proliferou e criou uma epidemia nos anos 70, graças justamente ao esforço para preservar a fauna e a flora na região nordeste dos Estados Unidos. A bactéria causa o Mal de Lyman, responsável por danos neurológicos e cardíacos. Seu hábitat é um labirinto: ela mora no intestino de um carrapato que põe seus ovos em ratos do campo; e as larvas resultantes, depois de adultas, migram para o couro dos veados, onde engordam e acasalam. A bactéria geralmente entra nesse ciclo quando a larva do carrapato pica o rato. E passa para os humanos quando o carrapato dos veados – muito abundantes devido à preservação – pica moradores e visitantes das áreas rurais. Resumo: os urbanóides podem não ter os privilégios de quem vive no campo, mas também não precisam se preocupar com a vacinação, que hoje controla a doença nos Estados Unidos.

7651 – Planeta Verde – Incompetência ecológica


Planeta Verde

As algas venenosas, por si só, não são boas nem más. Elas moram em águas doces ou salgadas, em toda parte e normalmente não prejudicam a qualidade dos mananciais. O perigo vem com o desleixo – quando se despeja em lagoas ou represas, sem nenhum cuidado, qualquer tipo de lixo, especialmente esgotos e resíduos agrícolas. A água, então, se enche de nitrogênio e fósforo, os pratos prediletos das algas tóxicas e elas se reproduzem até tomar conta do hábitat. É o que está acontecendo nas represas de São Paulo. Das 80 espécies que registradas, 20 são potencialmente tóxicas,e três, muito comuns, são mortais, disse uma pesquisadora do Instituto de Botânica, na capital paulista. As algas produzem neurotoxinas que atacam os músculos do pulmão, causando asfixia, e epatotoxinas, que necrosam o fígado. Não há, ainda, registro de mortes, mas o risco não pode ser desprezado. Compare, agora, com a Itália, onde as algas tóxicas já foram um problema na bela laguna que separa Veneza do Mar Adriático.
Os italianos não só controlaram a praga como tiram proveito dela. Nas sacolas de compras da grife francesa Occitane, por exemplo, o papel é feito de massa de algas, em lugar da polpa de madeira tradicional. Isso, sim, é um atestado de competência ecológica.

7650 – Medicina – A Hipocondria


Do grego hypo- (a baixo) e chondros (cartilagem do diafragma), também conhecida por nosomifalia, é um estado psíquico em que a pessoa tem crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, preocupação e auto-observação constante do corpo e até às vezes, à descrença nos diagnósticos médicos. Muitas vezes encarada como algo engraçado, a patologia é séria e prejudica a vida de pacientes e parentes.
Um grande contingente de pessoas saudáveis do ponto de vista clínico e laboratorial recorre diariamente a hospitais, consultórios e prontos-socorros, sempre reclamando de doenças graves. Inconformados com médicos e exames que indicam a inexistência de qualquer problema de saúde, muitas dessas pessoas saem dali direto para a avaliação de outro profissional, na expectativa de encontrar o diagnóstico sobre o mal que supostamente os acomete. A procura será em vão e aí pode estar o indício de uma doença real, embora essa ainda não seja imaginada pelo paciente. Trata-se da hipocondria ou a ‘mania de doença’, como é mais conhecido o mal que se caracteriza pela supervalorização de sintomas corriqueiros e perfeitamente normais.
A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade.
Um hipocondríaco é um indivíduo que acredita na presença de doença. Geralmente reconhecem a presença de sinais e sintomas das mais variadas patologias no seu próprio corpo, entrando por vezes em estados de pânico. É tido como um distúrbio psiquiátrico, necessitando muitas vezes de ajuda médica especializada. O hipocondríaco em muitos casos se sente melhor ao tomar uma série de remédios para se dopar, achando assim, estar livre das supostas doenças. Alguns relatam que ficam felizes ao tomar os remédios, por vezes entra numa depressão profunda por pensar ter muitas doenças.
Muitos hipocondríacos descobrem métodos alternativos para curar ou amenizar as supostas doenças, que no seu caso funcionam, pois a doença é, na verdade, sintoma da hipocondria. Como é algo mental, qualquer coisa deduzida o seu cérebro é capaz de reproduzir, portanto se a “Hipocondria” deduzir que tal coisa irá melhorar ou agravar o seu estado de saúde, geralmente ocorre, porque a própria doença é criação de sua cabeça. Muitos ligam alguns acontecimentos como agravador ou causador da doenças, sendo que a maioria deles não faz nenhum sentido.
No filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain Georgette, a empregada na tabacaria, está sempre tomando alguma coisa para as alegadas manchas, ou inalando algum pó para qualquer doença inexistente.
Em Madagascar (filme),a girafa Melman apresenta os sintomas da hipocondria,e está sempre alegando sintomas de doenças,tomando remédios sem motivo real e se preocupando excessivamente com normas para prevenção de doenças. No filme,o assunto é tratado de forma cômica.

7649 – Tratamento de choque contra a depressão


Pesquisadores da USP testam uma alternativa indolor, de baixo custo e com poucos efeitos colaterais para o tratamento da depressão.
Trata-se da estimulação com corrente elétrica contínua. E, ao que indica um estudo publicado pelo grupo no “Jama Psychiatry”, revista da Associação Médica Americana, a técnica é eficaz.
Na pesquisa, 120 pessoas com depressão foram divididas em grupos para avaliar a eficácia da técnica, do antidepressivo sertralina (um inibidor da recaptação da serotonina) e da combinação dos dois tratamentos.
Drogas e estimulação tiveram resultados similares e, juntas, um resultado ainda melhor. Entre os que usaram as terapias combinadas, 63% tiveram alguma melhora.
Desses, 46% tiveram remissão, ou seja, a ausência completa de sintomas.
combinação
Segundo André Brunoni, psiquiatra do Hospital Universitário da USP e principal autor da pesquisa, esse é o primeiro estudo a comparar o tratamento com antidepressivos e a combiná-los.
A explicação para o sucesso dessa soma ainda precisa ser confirmada por exames de imagem, mas os pesquisadores imaginam que a estimulação e o remédio atuem em diferentes regiões do cérebro ligadas à depressão.
A técnica, ainda experimental, tem poucos efeitos colaterais (no estudo, foram observados vermelhidão na área da cabeça onde os eletrodos foram posicionados e sete episódios de mania) e custo relativamente baixo.
O aparelho é simples de ser fabricado, pode ser portátil e custa de R$ 500 a R$ 1.000, segundo Brunoni.
Um aparelho de estimulação magnética transcraniana (técnica de neuromodulação não invasiva mais estudada e que recebeu o aval para depressão no Brasil em 2012) chega a custar de US$ 30 mil a US$ 50 mil (R$ 59 mil a R$ 119 mil).
A estimulação por corrente contínua não é novidade –pesquisas em humanos para depressão e esquizofrenia são feitas desde a década de 1960. Os estudos foram retomados a partir de 1990, mas a quantidade é pequena.
Bobinas e eletrodos na cabeça não são exclusividade da estimulação elétrica por corrente contínua. Duas técnicas similares, que têm em comum a ausência de medicação, são usadas e aprovadas para depressão no país.
A eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoque, é a mais invasiva. O paciente recebe anestesia geral, e os eletrodos induzem uma corrente elétrica no cérebro que provoca a convulsão, alterando os níveis de neurotransmissores e neuromoduladores, como a serotonina.
Ela é indicada para depressão profunda e em situações em que o paciente não responde aos medicamentos.
Seus efeitos cognitivos, porém, são indesejáveis e incluem perda de memória. Os defensores da técnica dizem que o problema é temporário.
Já a estimulação magnética é indolor e não requer anestesia, assim como a que usa corrente contínua.
Uma bobina, que é apoiada na cabeça do paciente, gera um campo magnético que afeta os neurônios, ativando-os ou inibindo-os. As ondas penetram cerca de 2 cm.
Em maio de 2012, o CFM (Conselho Federal de Medicina) aprovou a técnica para tratamento de depressões uni e bipolar (que pode causar oscilações de humor) e de alucinações auditivas em esquizofrenia e para planejamento de neurocirurgia.
O IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP), centro pioneiro em pesquisas com estimulação magnética no país, estuda a aplicação para depressão desde 1999.

eletrochoque

7648 – Clonagem – Quais os limites?


É provável que o impacto da clonagem humana como técnica reprodutiva sempre fosse muito restrito. Clonar um ser humano por meio da transferência nuclear de células somáticas, por exemplo, requereria envolvimento da pessoa doadora, que seria clonada; da pessoa cujos ovócitos fossem enucleados e, então, fundidos com o núcleo da célula doadora; da mulher que engravidaria e daria à luz a criança; e da pessoa ou do casal que criaria a criança clonada. Diante dessa realidade complexa, é mais provável que, se a legislação forçasse os indivíduos a assumir os custos de suas próprias clonagens, o preço, por si só, inviabilizaria seu uso.
As perspectivas da clonagem reprodutiva sofreram um revés ainda mais importante quando se constatou que a baixíssima eficiência da clonagem, em várias espécies de mamíferos, não era devida a dificuldades metodológicas potencialmente contornáveis no futuro, mas que, na verdade, havia uma barreira biológica contra a clonagem. Essa barreira está relacionada com o fenômeno de imprinting genômico, ou seja, a dependência da expressão de certos genes da origem paterna ou materna dos mesmos. Os padrões de imprinting sofrem importantes modificações nos primeiros dias de vida embrionária e têm um papel fundamental no desenvolvimento correto do ser concebido. Acredita-se que o imprinting de células somáticas mamíferas interfere na desdiferenciação necessária para ativação de genes embrionários, levando às altas taxas de falhas da clonagem. O sucesso de desenvolvimento atinge apenas de 1% a 5% das transferências nucleares e, mesmo assim, observam-se anormalidades de desenvolvimento associadas a defeitos de imprinting, o que resulta em aumento considerável da morbidade e mortalidade de fetos clonados.
Células-tronco embrionárias têm a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo celular e podem ser produzidas a partir de embriões humanos em um estágio bem inicial de desenvolvimento. Isso significa que as pessoas poderiam fornecer suas próprias células e, ao usá-las para substituir os núcleos de seus próprios ovócitos ou de ovócitos de doadores, criar embriões clonados e obter células-tronco em cultura. Há, mesmo, a possibilidade de que ovócitos bovinos possam ser utilizados neste processo. De qualquer maneira, essas células poderiam, então, ser induzidas a se diferenciar em cultura, permitindo o implante de células e tecidos individualmente desenhados sem os problemas atuais de rejeição, que afetam o transplante. Esse protocolo constitui a “clonagem terapêutica” e a medicina baseada nele tem sido chamada de “medicina regenerativa”.

Neurociência
Os primórdios dessa idéia resultam, principalmente, de estudos sobre a doença de Parkinson. Essa é uma doença degenerativa humana em que os neurônios de uma determinada região do sistema nervoso central param de produzir um neurotransmissor muito importante chamado dopamina, causando uma variedade de sinais e sintomas neurológicos, principalmente tremores. Estudos clínicos mostraram que neurônios dopaminérgicos obtidos de embriões humanos transplantados no cérebro de pacientes com doença de Parkinson podem sobreviver, fazer conexões funcionais e corrigir, pelo menos parcialmente, os sintomas da doença. Entretanto, para obter resultados significativos, um número muito grande de neurônios – da ordem de 100 mil a 150 mil em cada lado do cérebro – precisa ser transplantado. Para se obterem essas quantidades de neurônios são necessários, pelo menos, de três a quatro embriões humanos. Contudo, já foi demonstrado que é possível dirigir, in vitro, o desenvolvimento de células-tronco de ratos para produção de neurônios dopaminérgicos, que podem, então, ser usados para terapia de ratos com doença de Parkinson.

Teoricamente, o mesmo princípio desse tratamento da doença de Parkinson poderia ser aplicado a uma grande variedade de outras doenças degenerativas humanas, como diabetes, distrofias musculares, infartos do miocárdio, etc. Por exemplo, já foi demonstrado que, em camundongos com distrofia muscular, a injeção de células-tronco de animais normais resulta na incorporação de células doadoras no músculo e restauração parcial da expressão do gene afetado. No entanto a aplicação desses tratamentos em humanos faz emergir um grande problema: a rejeição imunológica. No caso da doença de Parkinson, a rejeição imunológica das células transplantadas não é um problema, porque o cérebro é um sítio imunologicamente privilegiado, onde rejeições não ocorrem. Porém, se usarmos o transplante de células-tronco para tratamento de doenças humanas comuns, poderemos esperar rejeição imediata, levando ao fracasso do tratamento. Como evitar isso? A clonagem fornece a resposta. Se fizermos a clonagem de um indivíduo até o estágio de embrião, poderemos ter uma rica fonte de células-tronco imunologicamente compatíveis para a medicina regenerativa.

Escola Paulista de Medicina

7647 – Psicologia – Por que as pessoas querem mostrar status?


Os valores da sociedade moderna mudam com o passar do tempo. De um modo geral, levam a sociedade a valorizar muito mais o “ter” do que o “ser”. Os preceitos morais têm se transformado em valores materiais. Você é o que você pode comprar. Esta ideologia fomenta muitos preconceitos em nossa sociedade.
Hoje a conduta do indivíduo passa a ser condicionada pela busca do status.
Elas são feitas não pela sociedade em geral, mas pelo o que ela chama de “grupos menores”, como círculo de amigos, família e local de trabalho e as ideologias que cada pessoa tem.
As pessoas tentam acabar com as frustrações consumindo e buscando ascensão social. Essa característica da supervalorização dos bens materiais afeta bastante os adolescentes.
A propaganda, principalmente nos meios televisivos e online, são os principais acusados de propagarem essa supervalorização do consumismo. Uma das estratégias utilizadas pelos publicitários é a utilização das cores e das formas para criar reações nas pessoas.
“Uma das funções do marketing é criar necessidade. Hoje em dia as pessoas não vivem sem celular e há 10 anos não era dessa maneira. Além disso, o que interessa é o modelo de celular, qual é o mais moderno e não o fato ter um celular”.

Universidade Metodista de São Paulo

7646 – Oftalmologia – A Lente Intra-Ocular


lente

As lentes intra-oculares, implantadas para corrigir problemas como, catarata, sempre deram problema em pacientes jovens. Elas agem como um prisma, dividindo o facho de luz nas cores do espectro, o que causa uma falha na imagem, chamada aberração cromática. Em paciente mais idosos, cujas pupilas são menores e assim impedem a dispersão dos raios, grande parte dessa aberração é suavizada.
Nos jovens, porém, a consequência é que a pessoa vê imagens fora de foco. Para acabar com o problema, o Laboratório National Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de lente intra-oculta. Na verdade, é um grupo de milímetro e que focaliza apenas uma cor. O ponto em que todas elas convergem o mesmo, acabando com a tal aberração cromática.
Como uma câmera, a cristalino natural do cristalino do seu olho desempenha um papel importante na focalização das imagens. Quando a catarata turva o cristalino, é praticamente impossível enxergar claramente.
Quando sua catarata avança a ponto de as tarefas diárias se tornarem difíceis e interfere na sua qualidade de vida, você precisa da cirurgia de catarata. Durante a cirurgia, a lente natural do seu olho será substituída por uma lente intraocular ou LIO.
A lente intra-ocular é uma lente artificial feita de plástico, silicone ou acrílico que realiza a função da lente natural do olho. A maioria das LIOs de hoje tem aproximadamente 0,5 cm de diâmetro e são macias o suficiente para serem dobradas e colocadas no olho através de uma incisão muito pequena.
A inspiração para a primeira lente de substituição veio de uma batalha aérea entre pilotos britânicos e alemães, durante a Segunda Guerra Mundial. O oftalmologista britânico Sir Harold Ridley tratou um piloto da Força Aérea Real depois que cacos da capota perfurada por balas do seu avião se alojaram em seus olhos. Ridley percebeu que os olhos do piloto não rejeitaram o material estranho e corretamente teorizou que uma lente de plástico poderia substituir permanentemente a lente natural turva do olho.

7645 – Mucina, um novo agente protetor no leite


Amamentar é importante porque o leite contém anticorpos que protegem o bebê. Isso é o que todos pensam, inclusive o médico Robert Yolken, do Centro para Crianças Johns Hopkins, na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. Ou melhor: Yolken já não está tão certo. O motivo é que mesmo depois de eliminar por completo os anticorpos, o leite manteve seu poder protetor. O segredo parece ser a mucina, substância presente tanto no leite como no muco. Basta uma pequena quantidade para deter os rotovírus, microorganismos causadores de diarréia, responsáveis pela morte de 100 crianças por ano nos Estados Unidos.
Nos países pobres os rotovírus e outros agentes da diarréia respondem por 23% das mortes entre crianças com menos de 5 anos. Ainda é cedo para avaliar as possibilidades da mucina. Mas já há quem pense em transformá-la num forte suplemento da alimentação dos bebês.

7644 – Bioastronomia – Espaço exportou a base da vida


Faz tempo que se supõe que a vida na Terra pode ter-se formado no espaço, por causa da presença de compostos orgânicos em meteoritos achados em vários lugares do planeta. Essa hipótese está agora mais forte: testes realizados com o meteorito de Murchison, que caiu na Austrália, identificaram nos fragmentos moléculas de deutério e nitrogênio-15, forma rara de hidrogênio e nitrogênio. Os dois elementos fazem parte das nuvens de poeira estelar de onda se formou por sistema solar. Por isso, os cientistas acreditam que, Há 6 bilhões de anos, ao formar-se o sistema, algumas daquelas moléculas incorporaram-se aos meteoritos.
Quando caíram na Terra, logo após a sua formação, especulam ainda os cientistas, alguns meteoritos liberaram compostos orgânicos que se combinaram de novo em moléculas até dar origem ao DNA (ácido desoxirribonucléico), o componente fundamental da vida terrestre. “Se esses meteoritos foram os veículos que transmitiram a vida à Terra”, comenta o astrofísico Roberto Boscko, da USP, “ainda falta explicar como surgiram os compostos orgânicos.”

7643 – Missão Marte – O Mars Pathfinder


Foi uma missão espacial norte-americana lançada em meados de 1996 que tinha como objetivo principal enviar um robô para a superfície de Marte a fim de estudar melhor o planeta.
A Pathfinder (nave-mãe e módulo de pouso) usou um método inovador para entrar diretamente na atmosfera de Marte auxiliado por um pára-quedas supersônico, que reduziu sua velocidade de descida, e um conjunto de 24 airbags laterais para amaciar o impacto com o solo.
O pouso foi em 4 de julho de 1997 na planície de Ares Vallis, no hemisfério norte de Marte. O local exato do pouso foi batizado de “Memorial Carl Sagan”, em homenagem ao grande cientista e divulgador Carl Sagan (1934 -1996).
O robô explorador Sojourner passeou pela superfície de Marte recolhendo informações durante mais de um mês terrestre, no total foram obtidas 16.500 fotos a partir do módulo de pouso e 550 imagens do Sojourner.
A missão Mars Pathfinder é a segunda missão do programa de exploração espacial da NASA denominado de Programa Discovery. Que é um programa científico que estabeleceu metas para o desenvolvimento de missões de baixo custo para a pesquisa espacial.