11.791 – Saúde – Composto pode “reiniciar” o sistema imunológico dos diabéticos, fazendo o corpo produzir novamente insulina


composto diabetes
É o que afirma uma recente pesquisa.
Os pesquisadores, da Universidade da Flórida, dizem que o tratamento é “como apertar o botão de reiniciar” e descrevem os resultados como aprofundados e bem sucedidos, embora só tenham testado em 17 pessoas. Eles esperam que essa medicação possa levar a um novo tratamento para as pessoas com diabetes tipo 1.
Dr. Michael Haller, um endocrinologista pediátrico, compara sua abordagem para o tratamento de diabetes tipo 1 como um jogo de polícias e ladrões. Em primeiro lugar, o ingrediente ativo ataca as células problemáticas do sistema imunitário, que podem estar por trás de uma incapacidade do paciente para produzir insulina, e é feita uma limpeza no organismo com um medicamento chamado timoglobulina, uma droga inicialmente desenvolvida para utilização em transplante de órgãos.
Em seguida, ele usa um medicamento chamado Neulasta, uma droga projetada para melhorar a vida de pessoas com certas formas de câncer, para estimular a produção de células imunes novas e potencialmente benéficas.
“Estamos tentando acabar com as células ruins e estimular as células boas ao mesmo tempo”, afirma Haller.
Haller tratou 17 adultos com diabetes do tipo 1 durante duas semanas com o coquetel e depois os acompanhou durante um ano. Outros oito pacientes receberam um placebo apenas. No final, os pacientes tratados tinham aumentado notavelmente sua capacidade para produzir insulina. Isto indica que o timoglobulina foi bem sucedida na morte de células ruins do sistema imune, e o Neulasta conseguiu com sucesso a estimulação de células imunitárias novas e saudáveis.
Os pesquisadores também disseram que a capacidade dos pacientes de produzir insulina indica que eles tiveram um aumento das células beta, que são responsáveis pela produção dela no pâncreas. “O tratamento parecia estimular a produção de insulina em pessoas com diabetes do tipo 1, estabelecendo um feito bastante otimista”, afirma Mark Atkinson, um co-investigador do estudo.
Os pacientes do estudo de Haller estavam convivendo com a diabetes tipo 1 entre quatro meses e dois anos. “O modelo tem sido principalmente para testar terapias destinadas à preservação de células beta em pessoas que acabaram de ser diagnosticadas”, disse Haller. “Nós estamos interessados em melhorar a vida desses pacientes”
O outro co-investigador, Dr. Desmond Schatz, disse: “Apesar de grandes avanços em nossa compreensão da história natural da diabetes tipo 1, ainda somos incapazes de curar e prevenir a doença”.

11.786 – Saúde – Brasileiro teria encontrado a cura do câncer


comprimidos contra cancer
As células cancerígenas, que crescem de forma desordenadas e sem explicação, podem atacar qualquer parte e região do corpo humano. Os tratamentos utilizados, atualmente, não são tão efetivos e, na maioria dos casos, a doença acaba sendo reincidente.
Porém, recentemente, um especialista brasileiro afirmou ter descoberto a verdadeira e efetiva cura para o tão temido câncer. Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo), passou 20 anos de sua vida desenvolvendo a fosfoetanolamina sintética, uma substância que é capaz de infiltrar-se no organismo como parte de nosso corpo, sinalizando um ataque de células cancerígenas ao sistema imunológico.
De acordo com a pesquisa de Gilberto, no período de apenas 6 e 8 meses, o tumor pode desaparecer por completo, graças ao composto desenvolvido por ele, que seria tomado por forma oral. Como ele enfrenta dificuldade para registrar o produto, ele oferece o tratamento gratuitamente em sua cidade, São Carlos, no interior de SP, com grande aceitação de pacientes.
A ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, emitiu um comunicado para a USP, proibindo veementemente a venda ou distribuição do medicamento, até que ele seja devidamente testado, registrado e aprovado pelo conselho especialista. Porém, de acordo com o professor, a Universidade de São Paulo não demonstrou interesse em ajudá-lo, muito menos os órgãos federais.
A fosfoetanolamina é encontrada em alguns produtos do cotidiano, como xampus para cabelo. Ela é resultado da unificação da monoetanolamina com o ácido fosfórico, conservante de alimentos, criando um marcador diferenciado para células afetadas pela doença. A substância é fabricada no organismo naturalmente, no interior das células musculares, dentro do retículo endoplasmático, localizado no fígado, para promover a defesa integral de células estranhas invasoras.
Através do trato digestivo, ela chega até o fígado, é inserida no sistema sanguíneo e reage com um ácido graxo, alimentando o tumor cancerígeno, obrigando a mitocôndria estagnada a voltar a funcionar. Este é o alerta de que o sistema imunológico precisa para eliminar a célula “descontrolada”.
Gilberto garante que, aproximadamente, 10 mil pessoas por mês receberam o tratamento gratuito com as cápsulas. “Nos últimos tempos nós fazíamos cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale, a 60 para cada pessoa, a 800 pessoas ou próximo de mil pessoas por mês. Agora, quantas pessoas foram beneficiadas, não sou capaz de dizer, porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas”, disse em entrevista ao portal G1.
Muitos teóricos da conspiração acreditam que a indústria farmacêutica não tenha interesse na descoberta da doença, para poder lucrar em cima dos caros tratamentos parcialmente ineficazes atuais, como a quimioterapia e a radioterapia.
Gilberto não acredita nesta hipótese e garante que o problema é a má vontade do governo e falta de cuidado por algo tão essencial e importante para o mundo. A fosfoetanolamina, atualmente, possui dados experimentais concluídas de fase I, II e III. Restam apenas o apoio do corpo médico regulamentador, para que a lei seja aplicada de forma correta, sob supervisão da ANVISA.
A ANVISA declarou oficialmente que não existe nenhum processo formal para que o produto seja avaliado e que a USP não teve nenhuma atitude ou iniciativa para transformar o conhecimento gerado nos estudos em um medicamento passível de aprovação.

11.785 – Cons(ciência) – Estudo do analfabetismo científico nos EUA tem resultado preocupante


einstein-magda
Um mapeamento do analfabetismo científico nos EUA mostra uma situação não muito confortável para o país.
Menos de metade dos americanos entende minimamente como funciona um laser e quase 40% têm dificuldades sérias para dizer o que é uma reação química –pensam, por exemplo, que a água em ebulição se enquadra aí.
Infelizmente, não há estudos de grande porte similares no Brasil. Nos Estados Unidos, o Pew Research Center faz levantamentos periódicos. A última edição, cujos resultados foram divulgados na semana passada, entrevistou 3.200 adultos no país.
Você pode se submeter a uma versão do teste americano abaixo, com treze perguntas simples sobre ciência -em tese, tudo foi ensinado na escola ou está com bastante frequência na imprensa, então uma pessoa razoavelmente instruída deveria ter um desempenho bastante bom.
Na média, o homem americano acerta 8,6 dos 13 itens, contra 7,7 acertos das mulheres. Não se sabe exatamente qual a razão da diferença entre os sexos, mas pode ser uma consequência do maior número de homens que optam por carreiras em ciência.
Quando os dados dos estudos são analisados por área, homens vão melhor especialmente em temas ligados à física ou à matemática; em biologia não há muito diferença. Na questão 11, abaixo, sobre estudos clínicos de medicamentos, as mulheres foram até melhor do que os homens –78% de acerto contra 72%.
Não há dados para o Brasil. Como tanto o número médio de anos de instrução quanto a acesso a livros e jornais são mais limitados por aqui, é possível especular que os números seriam mais baixos.
Os dados ganharam repercussão porque a perda comparativa de competitividade dos EUA em ciência tem causado preocupação no país.
A Associação Americana para o Avanço da Ciência divulgou um pesquisa entre seus membros mostrando só uma pequena fatia (16%) deles considera que o ensino de ciências americano é adequado e se situa entre os melhores do mundo.
Há ainda questões médicas, como os limites éticos de pesquisas com células-tronco ou o uso abusivo de antibióticos, para citar dois exemplos, cuja compreensão fica limitada se a pessoa não entende nada de ciência.
Isso sem falar nas próprias limitações ao desenvolvimento tecnológico que a falta de um quorum de gente preparada em ciência inevitavelmente traz. Países com ensino científico ruim, como o Brasil, tendem a inovar pouco, tornando-se eternos compradores de tecnologia, e a ter produtividade –e também renda– mais baixas.

11.784 – Biologia – Milhares de morsas têm se reunido no Alaska, e isso não é bom


morsa
As mudanças climáticas que vêm acontecendo nas últimas décadas não estão prejudicando apenas os hábitos dos seres humanos, como também os de diversas espécies animais ao redor do mundo. Um exemplo claro disso é a reunião de morsas que aconteceu há algumas semanas na região costeira do estado americano do Alaska.
Esses animais, apesar de terem uma grande força, não são bons nadadores, por isso tendem a intercalar períodos de caça com algumas horas de descanso em pedaços flutuantes de gelo nas águas rasas das regiões congeladas do Ártico. Nessas horas elas costumam cruzar, parir, fugir de predadores, etc. No entanto, devido ao acelerado processo de derretimento das geleiras daquela parte do globo, as morsas não têm onde descansar e se vêm obrigadas a nadar até praias como a de Point Lay, que você confere nas imagens acima.
Este ano, “apenas” 6 mil desses mamíferos se aglomeraram na área, o que é um número bastante inferior aos 35 mil do ano passado. Ainda assim, esses animais dificilmente se reúnem em mais do que poucas dezenas, e tantos deles juntos facilita a propagação de doenças entre indivíduos que, de outra forma, permaneceriam saudáveis.
A presença humana também é um problema, uma vez que a aproximação de barcos e aviões voando baixo provocou um estouro da manada de machos em 2014, resultando na morte de mais de 60 filhotes. Com tantos animais reunidos em um lugar, a comida também fica mais escassa rapidamente, o que pode aumentar a mortalidade da espécie. A morsa é extremamente importante para a economia da região, e uma baixa em seus números pode colocar a espécie em risco de extinção em poucos anos.

11.782 – Empresas Farmacêuticas buscam Super Humanos


super-humanosjpg
Será que a ciência conseguirá utilizar as mutações genéticas para criar seres humanos com capacidades ampliadas? Algo como super-heróis de laboratório? Atualmente, existem 100 pessoas no mundo com esclerosteose, condição que faz com que seus ossos consigam suportar impactos que, em pessoas normais, causariam fraturas. Outros têm a capacidade de suportar muito mais dor que o restante da humanidade. Por isso, a ciência se pergunta se conseguirá reproduzir essas condições, dignas da saga popular de X-Men, para outros fins.
Caroline Chen, jornalista da Bloomberg Businessweek e especializada em biotecnologia, revela, em um artigo recente, que as empresas farmacêuticas estão investindo muito dinheiro em pesquisas relativas ao assunto, com o objetivo de sintetizar mutações como as mencionadas acima, para disponibilizá-las às pessoas em forma de pastilhas, xaropes ou outra forma de medicamento.
A empresa Xenon Pharmaceuticals está empenhada no desenvolvimento de fármacos contra a dor, baseados na mutação de certas pessoas, os quais competiriam com os analgésicos existentes, superando sua eficácia e evitando seus efeitos nocivos. Descobrir o funcionamento da esclerosteose poderá levar a medicamentos contra a osteoporose ou antídotos para a perda de densidade óssea da qual padecem os astronautas no espaço.
E será isso possível? Os especialistas pedem atenção em relação às questões éticas que essas novas possibilidades trazem. Como será a sociedade do futuro, na qual algumas pessoas terão acesso a superpoderes dados pela ciência?

11.778 – Energia = Massa – Físicos sugerem que moléculas podem ser feitas de luz


Molecula_de_Luz
E se as moléculas não puderem ser constituídas também de luz, e não somente de matéria? É nisso que os físicos acreditam, com base em pesquisa recente do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST). Há anos, cientistas do mundo inteiro tentam fazer ligações entre fótons e, agora, parece que estão mais perto de conseguir.
Os resultados da pesquisa sugerem que, sob certas condições e a uma distância pequena, dois fótons, representados na forma de onda na imagem, podem, sim, se unir e dar origem a algo semelhante a uma mólecula de dois átomos. Isso aconteceria graças à força única existente na luz.
A gente já tinha dito, em 2013, que pesquisadores de Harvard e do MIT encontraram uma maneira de vincular dois fótons. Só que um ficaria em cima do outro ? e mais forçados do que, de fato, ligados. Agora, com alguns ajustes, os pesquisadores acreditam que eles poderiam viajar lado a lado, numa disposição parecida com a de uma molécula de hidrogênio.
“Não é uma molécula em si, mas você pode imaginar um tipo semelhante de estrutura”, divulgou Alexey Gorshkov, coordenador da pesquisa do NIST. “Estamos aprendendo a construir estados complexos de luz que, por sua vez, pode ser usada para construir objetos complexos. Esta é a primeira vez que alguém demonstrou como ligar dois fótons separados a uma distância finita”.
E o sabre de luz, já dá para fazer?
Para a infelicidade geral do universo, parece que vai demorar. Isso porque os pesquisadores alegam que a ligação entre fótons exige condições extremas, muito difíceis de reproduzir em circunstâncias, assim, decisivas, quando precisamos empunhar nosso sabre.
Mas isso não quer dizer que as moléculas de luz sejam inúteis. “Muitas tecnologias modernas são baseadas em luz, como as imagens de alta definição, por exemplo”, diz Gorshkov.
Hoje, é preciso calibrar com precisão os sensores de luz, e as móleculas de fótons poderiam tornar isso muito mais fácil, com a criação de um dispositivo que já emita o número exato de fótons para o detector.
E tem mais: essa descoberta poderia ecoomizar muita energia. Atualmente, os dados e as mensagens que enviamos trafegam por cabos de fibra óptica. Só que eles precisam ser convertidos em elétrons para serem processados, o que gera desperdício de energia. Se o transporte e o processamento de dados fosse feito diretamente com fótons, as perdas seriam reduzidas.
Para Gorshkov, tudo isso pode ser interessante para testar a nova teoria e ainda pode possibilitar revelações sobre os próprios fótons. “Amansá-los e conectá-los pode nos mostrar coisas que nunca vimos antes.”

11.776 – Astronomia – Plutão tem dunas mesmo sem vento, descobre sonda da Nasa


sonda
A Nasa retomou o recebimento de imagens feitas pela sonda durante seu sobrevoo de Plutão e suas luas, que ocorreu em 14 de julho de 2015.
A essa altura, a espaçonave já está a mais de 70 milhões de quilômetros do astro, mergulhando cada vez mais profundamente no cinturão de Kuiper –uma coleção de centenas de milhares de pedregulhos dos mais variados tamanhos, remanescentes do processo que deu origem aos planetas.
O sobrevoo de Plutão, por sinal, foi a primeira visita de uma espaçonave a um objeto dessa misteriosa região do espaço na periferia do Sistema Solar.
A segunda visita deve ser protagonizada pela própria New Horizons, em 2019. A Nasa já selecionou um alvo para ser visitado além de Plutão –o pequeno 2014 MU69. O astro tem só 50 km de diâmetro e é “nascido e criado” nessa região do espaço (Plutão, por sua vez, pode ter surgido mais perto do Sol e depois migrado para lá).
Aliás, o sobrevoo também será o primeiro feito por uma espaçonave lançada antes mesmo que seu alvo fosse descoberto –a New Horizons partiu em 2006, e o MU69 foi descoberto no ano passado.
As primeiras manobras da sonda para chegar lá serão executadas no mês que vem, mas a investigação científica ainda pende por aprovação orçamentária. A decisão final só deve acontecer no ano que vem.
A tendência é a aprovação. Na verdade, o plano decadal da Nasa que levou à New Horizons pedia uma missão “ao cinturão de Kuiper”, então não aprovar a extensão até 2019 seria perder a oportunidade de cumprir o objetivo inicial, depois de chegar tão perto e gastar mais de US$ 700 milhões.
Os cientistas devem apresentar um plano detalhado para o segundo sobrevoo em 2016. Enquanto isso, continuam a estudar os mistérios de Plutão.
Os dados colhidos durante aquele frenético encontro ainda estão sendo transmitidos. Depois de uma bateria inicial de imagens comprimidas, logo após o sobrevoo de julho, as transmissões priorizaram dados de telemetria e os pacotes científicos mais “leves”, que não envolviam fotografia.
A partir de agora, começam a “descer” todas as imagens colhidas, em sua resolução máxima. É nessa primeira leva que figuram as dunas de Plutão.
“Dunas em Plutão -se for isso mesmo- é algo completamente inesperado, porque a atmosfera é tão rarefeita…”, disse William McKinnon, da Universidade Washington, em Saint Louis. “Ou Plutão teve uma atmosfera mais densa no passado, ou algum processo que não sacamos está em operação. É de coçar a cabeça.”
Os cientistas ainda têm muito trabalho pela frente. Transmitindo em velocidade de internet discada, a sonda levará um ano para concluir o envio das imagens feitas no sobrevoo.

11.772 – Por que nunca vemos os filhotes de pombos?


pombos
Pombos estão por toda parte. Nas praças, nos telhados, na calçada. Ainda assim, os filhotes da ave não parecem estar voando por ai.
Acontece que, apesar de serem bem espertinhos, na hora de se reproduzir, os pombos urbanos costumam ser bem discretos. Na maioria das vezes, eles gostam de manter em segredo a localização de seus ninhos. Os locais preferidos tendem a ser torres de igrejas, prédios abandonados e pontes.
Os filhotes costumam ficar bastante tempo no ninho: o período de aninhamento pode durar até 40 dias. Durante esse tempo, os pequenos são alimentados pelos pais. Logo, quando os pombos “saem de casa”, já estão crescidos e fisicamente parecidos com as aves adultas.
Prestando bastante atenção, é possível distinguir um pombo jovem de um mais velho. O primeiro provavelmente ainda não terá tiras verdes e roxas ao redor do pescoço.

11.769 – Antropologia- Nova espécie do gênero humano é descoberta na África do Sul


Uma antiga espécie do gênero humano desconhecida até agora foi descoberta em uma caverna da África do Sul, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos, anunciou nesta quinta-feira uma equipe internacional cientistas.
Os fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de difícil acesso, perto de Johannesburgo, na área arqueológica conhecida como “Berço da Humanidade”, que é considerada patrimônio mundial pela Unesco.
“Estou feliz de apresentar uma nova espécie do ancestral humano”, declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo, durante uma entrevista coletiva em Moropeng, onde fica o “Berço da Humanidade”.
Em 2013 e 2014, os cientistas encontraram mais de 1.550 ossos que pertenceram a, pelo menos, 15 indivíduos, incluindo bebês, adultos jovens e pessoas mais velhas. Todos apresentavam uma morfologia homogênea e pertenciam a uma “nova espécie do gênero humano que era desconhecida até então”.
A nova espécia foi batizada de ‘Homo Naledi’ e classificada dentro do gênero Homo, ao qual pertence o homem moderno.
O Museu de História Natural de Londres classificou a descoberta de “extraordinária”.
“Alguns aspectos do Homo Naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus”, explicou o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, autor de um artigo sobre o tema publicado na revista científica eLife.
A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há dois milhões de anos, entre o australopithecus primitivo e o primata do gênero homo, nossa ancestral direto.

11.765 – Física – Cientistas conseguem observar movimento quântico pela primeira vez


movimento-quantico
Pense no pêndulo de um relógio. Se você esquecer de dar corda, eventualmente o pêndulo ficará em repouso, imóvel. No entanto, esta simples observação é válida somente no nível da física clássica – as leis e princípios que parecem explicar a física de objetos relativamente grandes em escala humana.
No entanto, na mecânica quântica, as regras físicas subjacentes que governam o comportamento fundamental da matéria e da luz em escala atômica, nada pode estar completamente em repouso.
Pela primeira vez, uma equipe de pesquisadores e colaboradores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, encontrou uma maneira de observar – e controlar – este movimento quântico de um objeto que é grande o suficiente para ver. Seus resultados foram publicados na edição online da revista “Science”.
Os pesquisadores sabem há anos que, na física clássica, objetos físicos podem estar imóveis. Solte uma bola em uma tigela, e ela vai rolar para trás e para frente algumas vezes. Eventualmente, no entanto, este movimento será superado por outras forças (como a gravidade e a fricção) e a bola vai ficar parada no fundo da tigela.
“Nos últimos dois anos, a minha equipe e algumas outras equipes ao redor do mundo aprenderam a esfriar o movimento de um objeto pequeno de escala micrométrica para produzir este estado fundamental quântico”, diz Keith Schwab, professor de física e física aplicada da Caltech, que liderou o estudo, ao portal Phys.org. “Mas sabemos que, mesmo no estado fundamental quântico, a temperatura zero, flutuações de amplitude muito pequenas – ou ruídos – permanecem”.
Como este movimento quântico, ou ruído, é teoricamente uma parte intrínseca do movimento de todos os objetos, Schwab e seus colegas projetaram um dispositivo que lhes permite observar esse ruído e, em seguida, manipulá-lo.
O dispositivo em escala micrométrica consiste numa placa de alumínio flexível, que fica sobre um substrato de silício. A placa é acoplada a um circuito elétrico supercondutor à medida que vibra a uma taxa de 3,5 milhões de vezes por segundo. De acordo com as leis da mecânica clássica, as estruturas vibratórias, eventualmente, chegam a um descanso completo se resfriadas até o estado fundamental.
Mas não é isso que Schwab e seus colegas observaram quando realmente esfriaram a mola até o estado fundamental em seus experimentos. Em vez disso, a energia residual – ruído quântico – permaneceu.
Precisão nas medições

Como este movimento de quantum ruidoso está sempre presente e não pode ser removido, ele impõe um limite fundamental de como se pode medir com precisão a posição de um objeto.
Mas esse limite, Schwab e seus colegas descobriram, não é insuperável. Os coautores Aashish Clerk, da Universidade McGill, e Florian Marquardt, do Instituto Max Planck para a Ciência da Luz, propuseram um novo método para controlar esse ruído quântico, esperando que ele fosse reduzido periodicamente. Esta técnica foi, então, implementada em um dispositivo mecânico de microescala no laboratório de baixa temperatura de Schwab na Caltech.
“Há duas variáveis ​​principais que descrevem o ruído ou movimento”, explica Schwab. “Nós mostramos que podemos realmente tornar as flutuações de uma das variáveis ​​menores – à custa de aumentar as flutuações quânticas da outra variável. Isso é o chamado estado quântico espremido; nós esprememos o ruído em um lugar, mas, por causa da compressão, o ruído tem que sair em outros lugares. Porém, desde que estes lugares mais ruidosos não sejam o lugar no qual você está fazendo uma medição, isso não importa”.
A capacidade de controlar o ruído quântico poderia um dia ser usada para melhorar a precisão das medições muito sensíveis, como as obtidas pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (Ligo, do inglês Laser Interferometry Gravitational-wave Observatory), um projeto liderado pela Caltech e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) à procura de sinais de ondas gravitacionais – ondulações no tecido do espaço-tempo.

11.763 – Astronomia – As Galáxias mais estranhas do Universo


olho-negro
Galáxia Olho Negro: também chamada de M64 ela está repleta de novas estrelas. Seu centro possui bastante hidrogênio, indicando formação de novas estrelas. O mais intrigante dessa galáxia é que estrelas e o gás na parte avermelhada giram para um lado, enquanto, a poeira em torno da estrutura gira para o outro.
Galáxia do Boto: trata-se de um sistema de duas galáxias: o “boto” (que é parte da NG 2936) e o “ovo”, chamado de Arp 142. Esta galáxia está inserida na constelação de Hydra e dentro de um bilhão de anos ou mais as duas galáxias serão uma só.
Galáxia Cata-vento do Sul: localizada na constelação de Hydra, a galáxia Catavento do Sul, ou M83, é uma das mais brilhantes do nosso céu.
Galáxia Sombrero: seu formato parece o famoso chapéu mexicano. Essa galáxia é formada por diversos e variados grupos de estrelas. Não se sabe como os seus anéis foram formados, mas especula-se que no seu interior exista um buraco negro maciço.
Galáxias Antennae: é mais um exemplo de duas galáxias que estão se fundindo, porém em um estágio muito avançado. O próximo passo é atingir um equilíbrio que resultará em uma única galáxia. Somente as maiores estruturas sobreviverão à fusão.
Objeto de Hoag: esta galáxia é formada por estrelas brilhantes e amarelas no centro e um anel azul de estrelas separadas por um gigantesco vazio. Apesar dessa curiosa configuração, trata-se mesmo de uma galáxia única.

objeto_de_hoag

11.747 – Pode Haver Vida em TItã, a lua de Saturno


Lua Titã, uma das dezenas de luas do planeta
Lua Titã, uma das dezenas de luas do planeta

Cientistas dos EUA e da Alemanha afirmaram que podem existir micro-organismos enormes e antiquíssimos em Titã, o maior dos satélites de Saturno. Segundo o artigo publicado pela revista Life, esses organismos apresentariam um sistema especial para a sobrevivência em condições extremas.
Os pesquisadores estão examinando as formas físicas e químicas de vida possível em lugares de características diferentes da Terra. Nesse contexto, foram analisadas as diversas possibilidades de composição de um ser vivo e eles chegaram à conclusão que os organismos que poderiam existir em Marte teriam peróxido de hidrogênio como líquido intracelular, enquanto em Titã seriam baseados quase unicamente na química dos hidrocarbonetos.
Os seres vivos de Titã seriam muito diferentes dos da Terra e dos supostos habitantes de Marte, já que sua temperatura de superfície é de, em média, -180ºC e não há água em estado líquido nem dióxido de carbono. Em Titã, o metano e o etano líquidos cumprem a função da água. As condições frias do satélite fariam com que o metabolismo dos possíveis organismos fosse muito lento, sendo suas células extremamente grandes e seu envelhecimento muito mais lento que na Terra.
Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, afirmou que “somente a descoberta de vida extraterrestre e de uma segunda biosfera nos permitirá testar essas hipóteses”, o que seria “uma das maiores conquistas da nossa espécie”.

11.746 – Astronomia – Você sabia que a Terra possui uma segunda Lua?


lado-escuro-lua
A Lua não é o único satélite da Terra. O asteroide 2006 RH120 é também um satélite natural da Terra, descoberto em 2006 pelo Catalina Sky Survey, um observatório do Arizona, nos EUA. Esse corpo celestial gravita em torno do Sol, porém, depois de cumprir um ciclo de aproximadamente 20 anos, sua trajetória o faz orbitar ao redor da Terra, em um ciclo que dura 13 meses. Assim, nossa segunda lua orbitou a Terra pela última vez entre setembro de 2006 e junho de 2007.
Tecnicamente, é chamado de lua qualquer corpo celeste que orbite ao redor de outro, devido à força gravitacional que o segundo exerce sobre o primeiro. Ao não existir um requisito mínimo de tamanho, qualquer corpo celeste do universo que se localize naturalmente na órbita de um planeta é considerado uma lua.
Dessa forma, o 2006 RH se transforma temporariamente em um segundo satélite natural da Terra quando, a cada 20 anos, modifica sua trajetória graças à força gravitacional terrestre, para nos orbitar por 13 meses.

11.745 – Eventos Astronômicos – O grande eclipse solar da América está a caminho


eclipse-anular-20110106-001-size-620
Pela primeira vez na história, a sombra projetada por um eclipse cobrirá exclusivamente a superfície correspondente ao território de um só país, embora os especialistas afirmem que o alcance do fenômeno será enorme, dado que, à medida que as fases do eclipse se desenvolverem, ele deixará várias cidades na penumbra.
Segundo a NASA, na América, o próximo eclipse total do Sol será visível somente dos EUA, dando origem ao evento que já foi batizado como “o grande eclipse americano”. No entanto, ele só poderá ser visto por 12 milhões de pessoas, e acontecerá em 21 de agosto de 2017.
A NASA já criou um mapa da rota do eclipse, mostrando, com precisão, a trajetória do Sol, que deixa uma grande área dos EUA na penumbra, do Oregon até a Carolina do Sul, e chegará ao seu auge quando passar pelo Missouri e pelo oeste do Kentucky.

11.744 – Longevidade – O segredo para se chegar aos 100 anos


Baixos níveis de inflamação podem ser a resposta, sugere um novo estudo com centenários realizado por pesquisadores na Inglaterra e no Japão. Pessoas com poucos marcas de inflamações crônicas também tendem a ter menor propensão à doenças, o que significa que evitar inflamações pode ser a chave não só para viver mais, mas também para manter-se saudável com a idade avançada.
“Centenários e supercentenários (aqueles que atingem a marca dos 110 anos) são diferentes – essencialmente, eles envelhecem mais devagar”, disse num comunicado Thomas von Zglinicki, gerontologista celular da Universidade de Newcastle e autor do estudo. “Elas conseguem evitar doenças por muito mais tempo que o resto da população.”
Cheri Gostic, geriatra da Universidade Stony Brook que estudou os efeitos da atividade física nas inflamações, diz que os resultados, publicados online na revista EBioMedicine, não são inteiramente surpreendentes.

“As pesquisas mostram que inflamações crônicas e sistêmicas são um fator chave no desenvolvimento de muitas doenças crônicas, incluindo ataques cardíacos, doenças vasculares periféricas e a maioria dos derrames”, afirmou Gostic. “A idade não mata; quem mata é a doença. Se se minimizarem as inflamações e os riscos ou a progressão das doenças, faz sentido que as pessoas tenham melhores chances de viver mais.”
Além dos baixos níveis de inflamação, centenários e supercentenários (pessoas que passam dos 110 anos de vida) saudáveis também têm telômeros mais longos. Telômeros são as pontas das cadeias de DNA que protegem os cromossomos do envelhecimento.
Acredita-se que o comprimento dos telômeros seja o melhor preditivo da saúde na idade avançada. Mas os pesquisadores descobriram que, quando uma pessoa chega aos 100 anos, os níveis de inflamação são mais confiáveis para indicar as perspectivas de saúde e capacidade cognitiva.

O fator da inflamação
No estudo, os pesquisadores analisaram dados de 1 500 adultos entre 50 e 115 anos, incluindo 684 centenários ou supercentenários e 167 filhos de centenários. Eles mediram vários marcadores de saúde relacionados ao envelhecimento, incluindo metabolismo, contagem de células vermelhas, comprimento dos telômeros, inflamação e funções hepáticas e renais.
Eis algumas das principais descobertas:
– Mesmo aos 80 anos e além, os filhos de centenários (que também têm boas chances de chegar aos 100 anos) tinham telômeros típicos de uma pessoa de 60 anos.
– Os centenários com os níveis mais baixos de marcadores de inflamação crônica tinham boa cognição e se mantinham independentes por mais tempo. Eles também eram os mais longevos.
– A inflamação era um preditivo mais preciso da capacidade cognitiva em pessoas que vivem até os 105 anos que gênero ou idade biológica.
Os pesquisadores também descobriram que filhos de centenários tendem a ter menos marcadores de inflamações crônicas, o que significa que as chances de uma vida longa e saudável são possivelmente explicadas pela genética.
Os cientistas sabem há muito tempo que a inflamação está ligada ao envelhecimento e às doenças, e um estudo com camundongos aponta que as inflamações podem até mesmo acelerar o processo de envelhecimento. A nova pesquisa oferece mais evidências de que as inflamações crônicas podem ser o fator mais importante na velocidade do envelhecimento.

Chegando aos 100 anos
Entender por que os centenários vivem tanto – e qual a importância das inflamações no processo de envelhecimento – pode ajudar todos nós a viver mais e melhor.
Quer entrar para o clube dos centenários? Uma dieta antiinflamatória é um bom começo. Alimentos saudáveis, exercícios e o cultivo de emoções positivas – sem falar em reduzir o consumo de açúcar e comidas processadas, evitar o estresse e dormir bem – ajudam a manter as inflamações sob controle.

“Controle as inflamações regularmente”, aconselha von Zglinicki. “Isso deve desacelerar o envelhecimento e, portanto, pode retardar várias doenças relacionadas à idade avançada, incluindo potencialmente a demência.”
Remédios anti-inflamatórios não devem ser usado por longos períodos por causa dos efeitos colaterais, mas a pesquisa pode abrir avenidas para novas pesquisas em busca de novas drogas que melhorem a qualidade de vida dos idosos.

11.742 – Mega Techs – NASA desenvolve material capaz de se recuperar


nasa
Uma pesquisa financiada pela NASA trabalha em um tipo de material capaz de se recuperar de qualquer perfuração em questão de segundos. No vídeo divulgado pelos pesquisadores, é possível ver uma peça ser atingida por um tiro de revólver e então se autorregenerar rapidamente.
O material consiste em duas camadas de polímero divididas por uma espécie de gel que solidifica em contato com oxigênio. Outras linhas de pesquisa já desenvolveram materiais semelhantes, geralmente em compostos feitos de líquido, ou com técnicas similares, mas oferecendo resultados bem mais lentos.
O destino para esse tipo de material é, preferencialmente, a proteção da Estação Espacial Internacional, constantemente atingida por detritos que vagam pela órbita da Terra. Outras aplicações possíveis estão na segurança de soldados em situações de conflito, blindagem para carros e até telas de celular.

11.741 – Educação – Museu utiliza óptica para ensinar de física a nutrição


museu eua
Uma nova exposição no Museu Exploratório da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) combina luzes, cores e interatividade para ensinar ciência.
A mostra “Cor da Luz – O Código das Cores” levou cerca de um ano para ficar pronta e parte da experiência com as cores para desdobrar os ensinamentos em diferentes áreas do conhecimento, da física à nutrição.
Entre experiências interativas, hologramas, feixes luminosos e ilusões de óptica de grandes proporções, os visitantes são apresentados a conceitos científicos.
“É realmente para aprender mexendo. Tem todo um painel com um turbilhão de coisas diferentes”, diz a curadora da mostra e professora do Instituto de Física da Unicamp, Maria José Brasil.
Aberta de terça a domingo e com entrada grátis, a mostra não tem idade mínima. “É para crianças dos zero aos cem anos”, diz Brasil, que afirma ter visto muitos adultos encantados com os experimentos.
Para conseguir tirar o maior proveito dos espaços, Giselle Soares, mestre em divulgação científica e pesquisadora da interatividade em museus, aconselha que, além das brincadeiras, pais e estudantes não deixem de ler o material científico que explica os fenômenos. “Ou então ele vai ficar apenas se divertindo. O que já é muito bom”, brinca.

11.734 – MIT cria reator inspirado no Homem de Ferro


filme-iron-man-homem-de-ferro-3-20130203-02-size-598
A energia de fusão poderá ser uma realidade em menos de uma década, graças ao Homem de Ferro. Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT) projetou um pequeno reator que poderá criar quantidades ilimitadas de energia, com um design completamente viável, idêntico ao utilizado por Tony Stark nos filmes de sucesso do herói dos quadrinhos Homem de Ferro.
A técnica de fusão proporcionaria uma fonte inesgotável de energia e poderá trazer uma solução para a crise energética mundial. O que tornaria isso possível seria exatamente o design do reator, já que, ao contrário de outros sistemas similares, utiliza novos supercondutores, comercialmente disponíveis e feitos de metais de terras raras, como o óxido de cobre e bário (REBCO). Os fortes campos magnéticos gerados por essas bobinas são capazes de conter melhor o plasma superaquecido, permitindo que o reator seja menor, mais barato e mais rápido de construir. Apesar de esse novo reator ter sido projetado para a pesquisa básica sobre a fusão, seu potencial de produção energética pode se multiplicar de acordo com o aumento de seu campo magnético: duplicando o campo magnético, a energia de fusão produzida aumentaria em 16 vezes.
Atualmente, de acordo com o projeto, o reator é capaz de produzir, aproximadamente, três vezes mais eletricidade que o necessário para continuar funcionando, mas com algumas melhorias, poderá aumentar essa proporção em cinco ou seis vezes. Até o momento, nenhum reator de fusão havia sequer produzido a quantidade de energia que consome. Para os pesquisadores do MIT, “a energia de fusão será a fonte mais importante de energia elétrica da Terra no século XXII, porém nós precisamos dela muito antes, para evitar um aquecimento global catastrófico”. E esse novo design é, claramente, um passo nessa direção.

11.730 – Astrofísica – Stephen Hawking e o paradoxo do buraco negro


buraco negro
Segundo Hawking, em declaração feita na Suécia, seria possível escapar de um buraco negro e até ser jogado em outra dimensão.
A teoria resolve o “paradoxo da informação” que tem intrigado cientistas há décadas. Embora a mecânica quântica diga que nada pode ser destruído, a relatividade geral diz que sim. No entanto, de acordo com a nova teoria de Hawking, qualquer coisa sugada para um buraco negro é efetivamente presa no horizonte de eventos, ou seja, na esfera em torno do buraco de onde se pensava que nada poderia escapar.
E tal objeto seria capaz de ressurgir no universo, ou em um paralelo, por meio de radiação de prótons que conseguem escapar do buraco negro por conta de flutuações quânticas. “Se você sentir que está em um buraco negro, não desista, há uma maneira de sair”, disse Hawking, em uma audiência realizada no Royal Institute of Technology KTH, em Estocolmo, Suécia.
No filme Interstellar, Cooper, interpretado por Matthew McConaughey, mergulha no buraco negro Gargantura. Como o navio de Cooper se quebra na força, ele foge e acaba em um Tesseract – um cubo de quatro dimensões. Ele finalmente consegue sair do buraco negro, assim como o Hawking acredita ser possível.
Os buracos negros são estrelas que entraram em colapso sob sua própria gravidade, produzindo forças extremas capazes de capturar até mesmo a luz. Hawking afirma que a informação não é contida no interior do buraco negro, mas “traduzida” em uma espécie de holograma, no horizonte de eventos.
“Proponho que a informação não é armazenada no interior do buraco negro como se poderia esperar, mas na sua fronteira, no horizonte de eventos. A ideia é que as supertraduções sejam um holograma das partículas inseridas, assim, contendo todas as informações que, de outra forma, seriam perdidas”, explicou.
Hawking também acredita que a radiação deixada pelo buraco negro possa pegar algumas das informações armazenadas no horizonte de eventos e levá-las novamente para fora. No entanto, é pouco provável que seja no mesmo estado em que entrou. “A informação das partículas inseridas podem ser devolvidas, mas de uma forma caótica e inútil. Para todos os efeitos práticos, a informação é perdida”, disse ele.
“A mensagem desta palestra é que os buracos negros não são tão negros como se pensa. Eles não são as prisões eternas que se acreditava. As coisas podem ficar fora de qualquer lado do buraco negro, e, possivelmente, sair em outro universo”, acrescentou.
Hawking e seus colegas publicarão um artigo sobre o trabalho no próximo mês. “Ele está dizendo que a informação está lá já por duas vezes desde o início, por isso nunca é destruída no buraco negro”, disse Sabine Hossenfelder, do Instituto Nórdico de Física Teórica, em Estocolmo. “Pelo menos foi isso que eu entendi”, finalizou.

11.729 – Física – Você sabia que a gravidade não é uma força e não tem poder de “puxar”?


gravidade
Porém, como é possível uma influência que move e atrai objetos não ser considerada uma força? Isso porque a gravidade não “puxa”, ela “acelera”.
Ao contrário do que a linguagem utilizada pela física introdutória costuma dizer, para facilitação do aprendizado, a gravidade deforma o espaço-tempo, fazendo com que objetos sigam uma curvatura criada. Graças às teorias da relatividade de Albert Einstein, sabemos que a energia diz ao espaço-tempo como deve ser sua curvatura. Nesse caso, a massa é geralmente a parte mais importante da equação, ou seja, a energia que é a massa de um objeto curvado ao espaço-tempo. Assim, a massa dobra o espaço-tempo, e essas curvas ditam a mobilidade da energia. A gravidade seria a curvatura do espaço-tempo.
Assim como um carro percorre uma estrada cheia de curvas, objetos viajam por elas no espaço-tempo. E, assim como um carro acelera, objetos maciços criam curvas extremas no espaço-tempo, e a gravidade é capaz de acelerar corpos que entram (ou se aproximam) de poços de gravidade profundas. Tal caminho é chamado de “curva geodésica”.
O melhor exemplo para explicar a gravidade e sua capacidade de acelerar objetos são a Terra e a Lua. Nosso planeta é um objeto muito maciço quando comparado à Lua. Assim, a Terra provoca uma curva acentuada no espaço-tempo. A Lua orbita em torno de nosso planeta por conta das deformações no espaço-tempo que são causadas pela massa da Terra. Portanto, a Lua viaja pela curva sem sentir alguma força atuante. Não se trata de um impulso ou empuxo, e sim um caminho.
Você pode estar se perguntando, então, por que nem todos os asteroides e os meteoritos que passam próximos a nossa órbita são incorporados a ela? Esse caminho depende de muitos fatores, como velocidade, trajetória e a massa dos respectivos objetos envolvidos. Milhares de cometas e asteroides passam por nós sem serem capturados e arrastados para uma órbita particular, justamente por isso, ao mesmo tempo que tantos outros orbitam a Terra por um tempo. Tudo é relativo na relatividade.