11.745 – Eventos Astronômicos – O grande eclipse solar da América está a caminho


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Pela primeira vez na história, a sombra projetada por um eclipse cobrirá exclusivamente a superfície correspondente ao território de um só país, embora os especialistas afirmem que o alcance do fenômeno será enorme, dado que, à medida que as fases do eclipse se desenvolverem, ele deixará várias cidades na penumbra.
Segundo a NASA, na América, o próximo eclipse total do Sol será visível somente dos EUA, dando origem ao evento que já foi batizado como “o grande eclipse americano”. No entanto, ele só poderá ser visto por 12 milhões de pessoas, e acontecerá em 21 de agosto de 2017.
A NASA já criou um mapa da rota do eclipse, mostrando, com precisão, a trajetória do Sol, que deixa uma grande área dos EUA na penumbra, do Oregon até a Carolina do Sul, e chegará ao seu auge quando passar pelo Missouri e pelo oeste do Kentucky.

11.744 – Longevidade – O segredo para se chegar aos 100 anos


Baixos níveis de inflamação podem ser a resposta, sugere um novo estudo com centenários realizado por pesquisadores na Inglaterra e no Japão. Pessoas com poucos marcas de inflamações crônicas também tendem a ter menor propensão à doenças, o que significa que evitar inflamações pode ser a chave não só para viver mais, mas também para manter-se saudável com a idade avançada.
“Centenários e supercentenários (aqueles que atingem a marca dos 110 anos) são diferentes – essencialmente, eles envelhecem mais devagar”, disse num comunicado Thomas von Zglinicki, gerontologista celular da Universidade de Newcastle e autor do estudo. “Elas conseguem evitar doenças por muito mais tempo que o resto da população.”
Cheri Gostic, geriatra da Universidade Stony Brook que estudou os efeitos da atividade física nas inflamações, diz que os resultados, publicados online na revista EBioMedicine, não são inteiramente surpreendentes.

“As pesquisas mostram que inflamações crônicas e sistêmicas são um fator chave no desenvolvimento de muitas doenças crônicas, incluindo ataques cardíacos, doenças vasculares periféricas e a maioria dos derrames”, afirmou Gostic. “A idade não mata; quem mata é a doença. Se se minimizarem as inflamações e os riscos ou a progressão das doenças, faz sentido que as pessoas tenham melhores chances de viver mais.”
Além dos baixos níveis de inflamação, centenários e supercentenários (pessoas que passam dos 110 anos de vida) saudáveis também têm telômeros mais longos. Telômeros são as pontas das cadeias de DNA que protegem os cromossomos do envelhecimento.
Acredita-se que o comprimento dos telômeros seja o melhor preditivo da saúde na idade avançada. Mas os pesquisadores descobriram que, quando uma pessoa chega aos 100 anos, os níveis de inflamação são mais confiáveis para indicar as perspectivas de saúde e capacidade cognitiva.

O fator da inflamação
No estudo, os pesquisadores analisaram dados de 1 500 adultos entre 50 e 115 anos, incluindo 684 centenários ou supercentenários e 167 filhos de centenários. Eles mediram vários marcadores de saúde relacionados ao envelhecimento, incluindo metabolismo, contagem de células vermelhas, comprimento dos telômeros, inflamação e funções hepáticas e renais.
Eis algumas das principais descobertas:
– Mesmo aos 80 anos e além, os filhos de centenários (que também têm boas chances de chegar aos 100 anos) tinham telômeros típicos de uma pessoa de 60 anos.
– Os centenários com os níveis mais baixos de marcadores de inflamação crônica tinham boa cognição e se mantinham independentes por mais tempo. Eles também eram os mais longevos.
– A inflamação era um preditivo mais preciso da capacidade cognitiva em pessoas que vivem até os 105 anos que gênero ou idade biológica.
Os pesquisadores também descobriram que filhos de centenários tendem a ter menos marcadores de inflamações crônicas, o que significa que as chances de uma vida longa e saudável são possivelmente explicadas pela genética.
Os cientistas sabem há muito tempo que a inflamação está ligada ao envelhecimento e às doenças, e um estudo com camundongos aponta que as inflamações podem até mesmo acelerar o processo de envelhecimento. A nova pesquisa oferece mais evidências de que as inflamações crônicas podem ser o fator mais importante na velocidade do envelhecimento.

Chegando aos 100 anos
Entender por que os centenários vivem tanto – e qual a importância das inflamações no processo de envelhecimento – pode ajudar todos nós a viver mais e melhor.
Quer entrar para o clube dos centenários? Uma dieta antiinflamatória é um bom começo. Alimentos saudáveis, exercícios e o cultivo de emoções positivas – sem falar em reduzir o consumo de açúcar e comidas processadas, evitar o estresse e dormir bem – ajudam a manter as inflamações sob controle.

“Controle as inflamações regularmente”, aconselha von Zglinicki. “Isso deve desacelerar o envelhecimento e, portanto, pode retardar várias doenças relacionadas à idade avançada, incluindo potencialmente a demência.”
Remédios anti-inflamatórios não devem ser usado por longos períodos por causa dos efeitos colaterais, mas a pesquisa pode abrir avenidas para novas pesquisas em busca de novas drogas que melhorem a qualidade de vida dos idosos.

11.742 – Mega Techs – NASA desenvolve material capaz de se recuperar


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Uma pesquisa financiada pela NASA trabalha em um tipo de material capaz de se recuperar de qualquer perfuração em questão de segundos. No vídeo divulgado pelos pesquisadores, é possível ver uma peça ser atingida por um tiro de revólver e então se autorregenerar rapidamente.
O material consiste em duas camadas de polímero divididas por uma espécie de gel que solidifica em contato com oxigênio. Outras linhas de pesquisa já desenvolveram materiais semelhantes, geralmente em compostos feitos de líquido, ou com técnicas similares, mas oferecendo resultados bem mais lentos.
O destino para esse tipo de material é, preferencialmente, a proteção da Estação Espacial Internacional, constantemente atingida por detritos que vagam pela órbita da Terra. Outras aplicações possíveis estão na segurança de soldados em situações de conflito, blindagem para carros e até telas de celular.

11.741 – Educação – Museu utiliza óptica para ensinar de física a nutrição


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Uma nova exposição no Museu Exploratório da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) combina luzes, cores e interatividade para ensinar ciência.
A mostra “Cor da Luz – O Código das Cores” levou cerca de um ano para ficar pronta e parte da experiência com as cores para desdobrar os ensinamentos em diferentes áreas do conhecimento, da física à nutrição.
Entre experiências interativas, hologramas, feixes luminosos e ilusões de óptica de grandes proporções, os visitantes são apresentados a conceitos científicos.
“É realmente para aprender mexendo. Tem todo um painel com um turbilhão de coisas diferentes”, diz a curadora da mostra e professora do Instituto de Física da Unicamp, Maria José Brasil.
Aberta de terça a domingo e com entrada grátis, a mostra não tem idade mínima. “É para crianças dos zero aos cem anos”, diz Brasil, que afirma ter visto muitos adultos encantados com os experimentos.
Para conseguir tirar o maior proveito dos espaços, Giselle Soares, mestre em divulgação científica e pesquisadora da interatividade em museus, aconselha que, além das brincadeiras, pais e estudantes não deixem de ler o material científico que explica os fenômenos. “Ou então ele vai ficar apenas se divertindo. O que já é muito bom”, brinca.

11.734 – MIT cria reator inspirado no Homem de Ferro


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A energia de fusão poderá ser uma realidade em menos de uma década, graças ao Homem de Ferro. Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT) projetou um pequeno reator que poderá criar quantidades ilimitadas de energia, com um design completamente viável, idêntico ao utilizado por Tony Stark nos filmes de sucesso do herói dos quadrinhos Homem de Ferro.
A técnica de fusão proporcionaria uma fonte inesgotável de energia e poderá trazer uma solução para a crise energética mundial. O que tornaria isso possível seria exatamente o design do reator, já que, ao contrário de outros sistemas similares, utiliza novos supercondutores, comercialmente disponíveis e feitos de metais de terras raras, como o óxido de cobre e bário (REBCO). Os fortes campos magnéticos gerados por essas bobinas são capazes de conter melhor o plasma superaquecido, permitindo que o reator seja menor, mais barato e mais rápido de construir. Apesar de esse novo reator ter sido projetado para a pesquisa básica sobre a fusão, seu potencial de produção energética pode se multiplicar de acordo com o aumento de seu campo magnético: duplicando o campo magnético, a energia de fusão produzida aumentaria em 16 vezes.
Atualmente, de acordo com o projeto, o reator é capaz de produzir, aproximadamente, três vezes mais eletricidade que o necessário para continuar funcionando, mas com algumas melhorias, poderá aumentar essa proporção em cinco ou seis vezes. Até o momento, nenhum reator de fusão havia sequer produzido a quantidade de energia que consome. Para os pesquisadores do MIT, “a energia de fusão será a fonte mais importante de energia elétrica da Terra no século XXII, porém nós precisamos dela muito antes, para evitar um aquecimento global catastrófico”. E esse novo design é, claramente, um passo nessa direção.

11.730 – Astrofísica – Stephen Hawking e o paradoxo do buraco negro


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Segundo Hawking, em declaração feita na Suécia, seria possível escapar de um buraco negro e até ser jogado em outra dimensão.
A teoria resolve o “paradoxo da informação” que tem intrigado cientistas há décadas. Embora a mecânica quântica diga que nada pode ser destruído, a relatividade geral diz que sim. No entanto, de acordo com a nova teoria de Hawking, qualquer coisa sugada para um buraco negro é efetivamente presa no horizonte de eventos, ou seja, na esfera em torno do buraco de onde se pensava que nada poderia escapar.
E tal objeto seria capaz de ressurgir no universo, ou em um paralelo, por meio de radiação de prótons que conseguem escapar do buraco negro por conta de flutuações quânticas. “Se você sentir que está em um buraco negro, não desista, há uma maneira de sair”, disse Hawking, em uma audiência realizada no Royal Institute of Technology KTH, em Estocolmo, Suécia.
No filme Interstellar, Cooper, interpretado por Matthew McConaughey, mergulha no buraco negro Gargantura. Como o navio de Cooper se quebra na força, ele foge e acaba em um Tesseract – um cubo de quatro dimensões. Ele finalmente consegue sair do buraco negro, assim como o Hawking acredita ser possível.
Os buracos negros são estrelas que entraram em colapso sob sua própria gravidade, produzindo forças extremas capazes de capturar até mesmo a luz. Hawking afirma que a informação não é contida no interior do buraco negro, mas “traduzida” em uma espécie de holograma, no horizonte de eventos.
“Proponho que a informação não é armazenada no interior do buraco negro como se poderia esperar, mas na sua fronteira, no horizonte de eventos. A ideia é que as supertraduções sejam um holograma das partículas inseridas, assim, contendo todas as informações que, de outra forma, seriam perdidas”, explicou.
Hawking também acredita que a radiação deixada pelo buraco negro possa pegar algumas das informações armazenadas no horizonte de eventos e levá-las novamente para fora. No entanto, é pouco provável que seja no mesmo estado em que entrou. “A informação das partículas inseridas podem ser devolvidas, mas de uma forma caótica e inútil. Para todos os efeitos práticos, a informação é perdida”, disse ele.
“A mensagem desta palestra é que os buracos negros não são tão negros como se pensa. Eles não são as prisões eternas que se acreditava. As coisas podem ficar fora de qualquer lado do buraco negro, e, possivelmente, sair em outro universo”, acrescentou.
Hawking e seus colegas publicarão um artigo sobre o trabalho no próximo mês. “Ele está dizendo que a informação está lá já por duas vezes desde o início, por isso nunca é destruída no buraco negro”, disse Sabine Hossenfelder, do Instituto Nórdico de Física Teórica, em Estocolmo. “Pelo menos foi isso que eu entendi”, finalizou.

11.729 – Física – Você sabia que a gravidade não é uma força e não tem poder de “puxar”?


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Porém, como é possível uma influência que move e atrai objetos não ser considerada uma força? Isso porque a gravidade não “puxa”, ela “acelera”.
Ao contrário do que a linguagem utilizada pela física introdutória costuma dizer, para facilitação do aprendizado, a gravidade deforma o espaço-tempo, fazendo com que objetos sigam uma curvatura criada. Graças às teorias da relatividade de Albert Einstein, sabemos que a energia diz ao espaço-tempo como deve ser sua curvatura. Nesse caso, a massa é geralmente a parte mais importante da equação, ou seja, a energia que é a massa de um objeto curvado ao espaço-tempo. Assim, a massa dobra o espaço-tempo, e essas curvas ditam a mobilidade da energia. A gravidade seria a curvatura do espaço-tempo.
Assim como um carro percorre uma estrada cheia de curvas, objetos viajam por elas no espaço-tempo. E, assim como um carro acelera, objetos maciços criam curvas extremas no espaço-tempo, e a gravidade é capaz de acelerar corpos que entram (ou se aproximam) de poços de gravidade profundas. Tal caminho é chamado de “curva geodésica”.
O melhor exemplo para explicar a gravidade e sua capacidade de acelerar objetos são a Terra e a Lua. Nosso planeta é um objeto muito maciço quando comparado à Lua. Assim, a Terra provoca uma curva acentuada no espaço-tempo. A Lua orbita em torno de nosso planeta por conta das deformações no espaço-tempo que são causadas pela massa da Terra. Portanto, a Lua viaja pela curva sem sentir alguma força atuante. Não se trata de um impulso ou empuxo, e sim um caminho.
Você pode estar se perguntando, então, por que nem todos os asteroides e os meteoritos que passam próximos a nossa órbita são incorporados a ela? Esse caminho depende de muitos fatores, como velocidade, trajetória e a massa dos respectivos objetos envolvidos. Milhares de cometas e asteroides passam por nós sem serem capturados e arrastados para uma órbita particular, justamente por isso, ao mesmo tempo que tantos outros orbitam a Terra por um tempo. Tudo é relativo na relatividade.

11.722 – Ufologia – Porque ainda não achamos ETs?


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No universo todo, existem, no mínimo, outras 175 bilhões de galáxias, cada uma com mais ou menos 100 bilhões de estrelas.
De todas essas estrelas, de todas essas galáxias, estima-se que 500 bilhões de bilhões (olha só o tamanho do número: 500.000.000.000.000.000.000) sejam parecidas com o Sol. E, dessas, calcula-se que até metade seja orbitada por planetas parecidos com a Terra. Ou seja: podem existir até 250 bilhões de bilhões (250.000.000.000.000.000.000) de “Terras” espalhadas por aí. Que podem, possivelmente, também abrigar a vida.
Diante de toda essa imensidão, é quase inconcebível imaginar que nós estamos absolutamente sozinhos no Universo, certo? Afinal, se temos centros especializados em procurar vida fora da Terra, já fomos à Lua, mandamos sondas para Marte, Plutão e diversos outros lugares, por que raios ainda não encontramos ninguém? Por que ninguém tentou fazer contato?
Eles já estiveram por aqui?
A Terra tem 4,54 bilhões de anos. E nós estamos nela há 200 mil. Isso quer dizer que durante esse tempão alguém pode muito bem ter vindo aqui, ter dado um oi para o que quer que seja que tenha encontrado e ter ido embora. Ou pode até ser que os nossos ancestrais mais primitivos também tenham tomado um susto com os ET’s, mas como não temos registros dessa época, é uma dúvida quase impossível de solucionar. Eles podem ter deixado a boa e velha Terra simplesmente porque não encontraram nada de interessante ou porque estão esperando a hora certa para voltar.

Nossos vizinhos não são amigáveis
Alguns cientistas até defendem que há vida fora da Terra, só que esses habitantes não teriam o melhor dos humores e nem mandariam mensagens para nós. É que mandar um oi para o restante do universo ofereceria uma boa pista sobre a localização desse pessoal – e esse é um risco que os caras lá fora não querem correr.
Se você duvida da possibilidade de que isso possa ser um problema real, basta lembrar o que disse o físico Stephen Hawking. Ele não apoia a ideia de enviar mensagens para o lado de lá justamente porque não sabemos o que esperar de seres extraterrestres. “Se eles nos visitassem, eu acho que o resultado seria semelhante ao que aconteceu quando Cristóvão Colombo chegou à América, o que não foi nada bom para os americanos nativos”, afirmou Hawking.

A Primeira Diretriz é mesmo lei
Os fãs de Jornada nas Estrelas já devem estar familiarizados com a ideia. Entre as regras principais que orientam a conduta da Frota Estelar, a primeiríssima, acima de todas, é esta: não se deve interferir no desenvolvimento normal de uma cultura ou sociedade alienígena. E a Hipótese do Zoológico tem a ver com isso.
A ideia principal é que os ETs existem e que nos observam à distância, sem se meter nos nossos assuntos. Eles fazem isso para uma espécie de experimento científico em que somos cobaias? Gostam de espiar o que fazemos para se divertir? Não se sabe. A proposta, feita pelo astrônomo John Ball, só indica que eles estão de olho e não querem ser notados.

Nós somos primitivos demais para conseguir captar qualquer sinal
Imagine uma formiga. Ela nunca vai conseguir ter consciência de tudo que a cerca porque é um ser muito primitivo e com capacidade mental extremamente limitada. Os nossos satélites, sondas e naves podem ser tão toscos que seria como se uma formiga em São Paulo tentasse fazer contato com o Barack Obama através de uma folhinha que ela pegou por aí. E nós podemos ser as formigas do universo. Sim, essa possibilidade é triste para uma humanidade que tanto se gaba de sua inteligência.

Matrix dos aliens
Eles podem ser tão desenvolvidos que simplesmente cansaram da realidade e resolveram criar o seu próprio mundo utópico e virtual. Não se preocupe: nessa teoria, nós estamos vivendo no mundo de verdade, e quem está na “Matrix” são eles. Por isso, não conseguimos fazer contato. De todas as teorias, essa parece a menos plausível. Pelo menos, dá um bom roteiro de filme.

A nossa Matrix
A outra teoria diz que nós não escapamos da Matrix. Pode ser que a nossa realidade seja na verdade uma simulação criada por aliens superdesenvolvidos que criaram a nossa ilusão de vida, planeta e cotidiano. Essa teoria foi defendida pelo cientista Rich Terrile, da NASA.
Mas isso não quer dizer que o órgão inteiro acreditou em Terrile e nem que ele tenha sido tachado de louco. É só mais uma entre as várias possibilidades levantada por pesquisadores.

11.721 – Geofísica – Partículas fantasmas são provenientes do centro da Terra


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Com a utilização de um laboratório subterrâneo, na Itália, foi encontrada a primeira evidência sólida de que as partículas subatômicas neutras são produzidas sob a crosta terrestre. A pesquisa poderia ajudar a revelar quais elementos radioativos se encontram no interior do planeta e os processos radioativos geradores de calor no interior da Terra. Os dados foram relatados na revista Physical Review D.
Neutrinos são gerados por reações nucleares que envolvem o decaimento de átomos instáveis e são frequentemente descritos como “fantasmagóricos”, por serem muito pequenos. Eles são cerca de 500 mil vezes mais leves do que o elétron, de acordo com o portal Live Science. Como não possuem carga e raramente interagem com outras partículas, não costumam atacar átomos. Mas, quando o fazem, um flash de luz é criado, que já foi gravado anteriormente por cientistas como prova de sua existência.
Porém, foram detectados neutrinos vindos do interior da Terra. Tais “geoneutrinos” dão um vislumbre físico sobre o núcleo de nosso planeta. Os especialistas, agora, podem identificar isótopos radioativos individuais no interior da Terra e descobrir como seu calor afeta a atividade geológica de, por exemplo, vulcões e terremotos.
A BBC informou que o interior da Terra gera 20 vezes mais calor que todas as estações de energia do planeta. Embora a maioria de seu calor seja perdido, outras fontes vêm do decaimento de elementos radioativos. Até agora, ninguém foi capaz de arriscar um palpite sobre sua quantidade.
Os cientistas no Laboratório Nacional de Gran Sasso, na Itália, que está localizado 1,5 km abaixo dos Apeninos, usou o detector de neutrinos Borexino para estudar as partículas fantasmas. O instrumento usa 2.200 sensores para detectar raros lampejos de luz emitidos quando neutrinos interagem com 200 toneladas de um óleo especial, alojado no interior de uma esfera. Assim, 24 geoneutrinos foram identificados, dentro de 2.056 dias. Onze vieram do manto da Terra e 13 de sua crosta.
Esses geoneutrinos sugerem que cerca de 70% do calor presente no interior da Terra é criado por radioatividade, mas o número ainda é incerto. “Há 98% de certeza, o que significa que ainda há uma pequena probabilidade de que não exista nenhum sinal do manto”, disse Aldo Ianni, um físico de partículas experimental do laboratório, em entrevista à BBC. Esses 2% de chance de erro são muito grandes para a pesquisa ser definida como uma “descoberta”, de acordo com as regras da física de partículas.
De acordo com Ianni, a fim de obter um número mais preciso, a equipe internacional precisará reunir dados por cerca de 17 anos. No futuro, os peritos podem instalar mais detectores de geoneutrinos em locais diferentes, ao redor do mundo, para analisar como os elementos radioativos são distribuídos do interior do nosso planeta.

11.720 – Biologia – Canto dos galos antes do amanhecer intriga cientistas


Qual seria o relógio biológico tão cronometrado do animal e qual o motivo? Ainda bem que a ciência existe para desvendar essas dúvidas. Ou ao menos tentar.
Liderados pelo professor Takashi Yoshimura, vários experimentos foram realizados, como colocar várias espécies do animal em ambientes distintos para analisar suas reações individuais. O intuito era diferenciá-los em condições bem distintas, como incidência de luzes, sons e outras interferências.
A conclusão do estudo mostrou que os galos cantam várias vezes ao longo do dia, não apenas pela manhã, e são influenciados por fatores externos. Por exemplo: sons e luzes mais intensas representam uma ameaça para o galo, que solta a voz para mostrar imposição. Isso ocorre sempre que ele acreditar estar correndo algum tipo de perigo.
Por conta disso, acredita-se que eles cantam ao amanhecer devido à alteração de luz, de escuro, para claro. Mas, então, por que isso acontece sempre duas horas antes da luz incidir, de fato?
Os cientistas, após a análise, acreditam que o canto adiantado pela manhã sirva como forma de demarcação territorial. Ou seja, eles tentam mostrar quem manda no grito.
“Nossos dados preliminares sugerem que o galo mais qualificado tem prioridade em cantar pela manhã, e o menos qualificado é paciente o suficiente para esperar e segui-lo todos os dias”.

11.715 – Acredite se Quiser – Homem é preso pelo FBI por viajar no tempo


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Esta história já tem 10 anos, porém de tempos em tempos é bom trazê-la à tona, principalmente pelo fato de que ela tem sido deixada de lado, e é constantemente abafada pelo FBI.
Também, não era para menos, afinal não é todo dia que se prende uma pessoa por viajar no tempo e coisas como estas, de fato, as autoridades preferem esconder de cidadãos comuns no intuito de evitar um caos mundial.
Acompanhe nas linhas abaixo este intrigante caso e tire suas próprias conclusões sobre o ocorrido. Aliás, espero que consigam ver este artigo antes que seja removido, como tantos outros o foram ao longo desta década que se passou.
Viajante do tempo preso por trapacear na bolsa de valores
Tudo começou em 2005, quando a polícia federal dos Estados Unidos (FBI) caçou e prendeu um homem por trapacear na bolsa de valores. Até aí nada demais, afinal, todos os dias milhares de especuladores criam formas de ganhar alguns dólares extras na bolsa.
Porém, o que chamou a atenção neste caso é que o tal trapaceiro, 3 meses antes de ser preso, disse em um fórum da internet que era um viajante do futuro e, para comprovar isso, iria ganhar milhões de dólares na bolsa, nos próximos dias.
A princípio ninguém acreditou, até que um cidadão fez seu primeiro investimento de 800 dólares. A partir daí, apenas 90 dias depois, ele já havia multiplicado seu investimento 43.750 vezes!
Ou seja, em um período de 3 meses o homem transformou 800 dólares em 35 milhões. E fez isso investindo pesado em ações de alto risco, mas sem nunca perder nenhum centavo. Todas as ações que ele comprava, subiam surpreendentemente.
Quando a receita federal norte-americana ficou sabendo do caso logo colocaram o FBI atrás do homem, e é aí que a história começa a se tornar ainda mais interessante.

FBI prende viajante do tempo
Quando indagado pelos investigadores sobre como ele havia feito para saber, exatamente, quais ações iriam subir e cair ao longo do dia, a resposta obtida foi convicta: “Sou um viajante do tempo, vim do ano de 2256, por isso acertei tudo”.
Obviamente, em um primeiro momento, a polícia não acreditou nesta história e manteve o homem preso por quase um ano, submetendo-o a uma sessão de perguntas a cada 15 dias.
Porém, em todos os 24 interrogatórios, a história era sempre mesma. Contada pelo cidadão com riqueza de detalhes e sem nunca entrar em contradição. No intuito de comprovar o que dizia, o homem deu algumas informações como o paradeiro do Osama Bin Laden e quando os Estados Unidos conseguiriam, finalmente, captura-lo.
Na época, também, o homem revelou o que parecia ser uma piada de mal gosto: Em menos de uma década os EUA, bem conhecidos pelo seu preconceito impregnado pela Ku Klux Klan, teria seu primeiro presidente negro.
Como o FBI não acreditou em nada disso, a investigação foi mais a fundo e os policiais finalmente descobriram que, na realidade, eles não sabiam de nada: Não havia nada sobre o homem, nenhum registro, documento, nem mesmo uma única digital.
Como alguém com 40 anos de idade, não teria uma única impressão digital registrada pelo governo norte-americano?
Cada dia que se passava da investigação, o caso ia ficando mais e mais intrigante. Tanto que a posição do FBI ante a mídia mudou radicalmente, quando o homem revelou o paradeiro de sua máquina do tempo.
Até então, o porta-voz da instituição se dirigia ao público sorrindo, afirmando que o rapaz era lunático e dono de uma sorte muito grande. Mas, quando o paradeiro da tal máquina capaz de viajar no tempo foi revelado, o FBI mudou sua tática.
Agora, para imprensa, só restava a resposta padrão para este tipo de questão “Não iremos mais comentar”.

Aonde está o viajante do tempo que foi preso pelo FBI?
Esta é a pergunta que não quer calar. Pois, poucas semanas depois, toda a mídia mundial que estava alvoroçada em cima do tal viajante, de repente, perdeu completamente o interesse e – desde então – o caso vem sendo fortemente abafado.
Quanto ao homem que diz ter vindo do futuro, não se tem mais notícias dele e o FBI mesmo alega que ele jamais existiu! Pois é, mesmo com as milhares de reportagens da época, os vídeos do porta-voz dando explicações sobre o caso, o FBI diz que isso nunca aconteceu.
E, desta forma, o paradeiro do suposto viajante, de sua suposta máquina ou mesmo a conclusão deste caso que é de importância mundial para a humanidade foi apagado da fraca memória da nossa mídia e jogado em um arquivo secreto de alguma agência de inteligência.
Do homem, a única coisa que nos resta é seu nome: Andrew Carlssin.

11.710 – Planeta Terra – Com média de 16,61°C, julho de 2015 foi o mês mais quente da história


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Julho de 2015 foi o mês mais quente da história do planeta, informou a Noaa, agência americana que monitora condições dos oceanos e da atmosfera terrestre.
O relatório referente ao mês passado informou que o primeiro semestre do ano também bateu recorde de temperatura.
As medições são feitas desde 1880, mas especialistas afirmam que é possível concluir que as atuais médias superam as dos últimos 4.000 anos.
Julho registrou temperatura média de 16,61°C nas superfícies dos continentes e dos oceanos. Isso é 0,81°C mais quente que a média do século 20.
A expectativa da agência é de que o ano de 2015 seja o mais quente da história, em consonância com previsões das agências meteorológica do Japão e espacial dos Estados Unidos, a Nasa.
Dois dos principais fatores a explicar o aquecimento global recorde são o El Niño e o efeito estufa, provocado pela atividade humana.
O El Niño em curso é um dos mais fortes da história. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico na região tropical, o fenômeno tende a provocar aumentos nas temperaturas locais e globais.
A agência americana acredita que o atual El Niño possa superar em intensidade o de 1997, o mais forte da história.
“Há 90% de chance de o fenômeno sobreviver durante o inverno no hemisfério norte em 2015/2016 e 85% de chances de durar até o início da primavera em 2016”, afirmou a Noaa em comunicado.
Para evitar o fenômeno, seria preciso que os oceanos tivessem uma diminuição drástica de temperatura, mas o que tem sido visto é o contrário: o aquecimento das águas.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou, ao anunciar um plano de redução de emissão de carbono, que as mudanças climáticas são uma das maiores ameaças à humanidade.
O aumento recorde nas temperaturas globais é sentido de maneira dramática na Califórnia, que enfrenta, há quatro anos, a seca mais severa de sua história.
O Estado, localizado na costa oeste americana, teve mais de 3.400 incêndios até 15 de julho, 900 a mais que no mesmo período de 2014.
O governador da Califórnia, Jerry Brown, decretou estado de emergência em janeiro.
Restrições ao consumo de água têm sido impostas aos habitantes do Estado.

11.706 – Acredite se Quiser – Enfim, a chave do emagrecimento


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Um estudo do Massachusetts Institute of Technology – o famoso MIT – conseguiu revelar, de uma vez por todas, o que faz algumas pessoas terem tendência a serem gordas, outras, magras. E foi capaz de, em células humanas e em ratos vivos, alterar essa tendência.
É aquela velha história. Todo almoço, seu colega de trabalho faz aquele vulcão havaiano de arroz e feijão, cercado por um mar de torresmo e nenhuma salada à vista. Levantar copo é o único exercício que ele faz, e ainda assim mantém o porte de um galgo. Você, por outro lado, está mais para buldogue. Apesar das horas na esteira, parece ter a capacidade mágica de transformar os 20 gramas de um brigadeiro em dois quilos de culpa.
Isso não é mito. Já se sabia, desde 2007, que a chave está nos genes, numa região chamada FTO. Isso faz com que algumas pessoas tenham um organismo pão-duro, sempre disposto a acumular mais e mais, enquanto outras gastam como adolescente no shopping em dia de mesada.
O caso é que, desde a descoberta, os cientistas estavam olhando para o lado errado. “Muitos estudos tentaram ligar a região FTO com circuitos cerebrais que controlam o apetite ou a propensão a se exercitar”, afirma Melina Claussnitzer, a principal autora. “Nossos resultados indicam que a região associada à obesidade atua primariamente como um progenitor de adipócitos, de uma maneira independente do cérebro.”
Adipócitos são as células que armazenam gordura. Mas elas também têm a capacidade de queimá-la para produzir calor. Quando a segunda parte está em ação, as pessoas tendem a emagrecer. A diferença entre ser magro e gordo, de acordo com a pesquisa, é uma única letra em um gene na região FTO. Quando ela é um T (timina), as células queimam energia. Quando ela é um C (citosina), essa capacidade é suprimida. Isso funciona através da ativação ou desativação entre dois genes distantes, o IRX3 e o IRX5.
Os cientistas então testaram mudar essa letra em células de gordura tiradas de europeus saudáveis, com ou sem risco de obesidade. O resultado foi que as células brancas, que armazenam gordura, transformaram-se em células “beges”, que queimam. Em ratos, a mudança deu a eles “resistência completa” a uma dieta hipercalórica.
É revolucionário, mas ainda longe de ir para a farmácia. Mudar os genes em pessoas vivas ainda é algo experimental e controverso. Mas é um brutal avanço em nossa compreensão do problema da obesidade. Recentemente, outro estudo revelou que, através de estresse constante – no caso, por meio de queimaduras em amplas regiões do corpo – é possível também transformar as células brancas em beges.

11.700 – Possíveis explicações científicas para famosos fenômenos bíblicos


A Bíblia é um importante registro histórico. Independentemente do caráter “místico”, ela sempre foi levada em consideração pela ciência, para estudo. Portanto, não seria estranho se cientistas tentassem explicar, dentro de sua visão de mundo, o que pode ter acarretado alguns fenômenos bíblicos que fogem à compreensão humana.
Golias poderia ter tido acromegalia
O gigante Golias foi o famoso guerreiro filisteu que intimidou israelitas no Vale de Elah, durante os 40 dias de combate. O único desafiante do gigante foi Davi, armado com uma vara e um estilingue. Todos sabemos o desfecho da história: Davi acertou a pedra entre os olhos de Golias e saiu vitorioso da batalha. Porém, o que poderia ter causado o gigantismo de Golias?
Segundo o jornalista Malcolm Gladwell, autor do livro David And Goliath: Underdogs, Misfits, And The Art Of Battling Giants (Davi e Golias: Azarões, Desajustados e a Arte de Lutar Contra Gigantes, em tradução livre), tudo indica que ele sofria de acromegalia, condição da glândula pituitária que interfere no crescimento. Uma das provas é a visão afetada de Golias, associada ao transtorno. Ele vê Davi duplicado, na passagem: “Sou eu algum cão, para vires a mim com paus?”.
O estilingue de Davi não era primitivo e, devido à densidade maior da rocha utilizada, a arma, segundo Gladwell, “tinha poder de fogo mais ou menos igual ao de um revólver calibre .45”. Seria fácil, dessa forma, derrotar um adversário deficiente munido de uma espada e uma lança.

Terremotos seriam a “ira de Deus”
A “ira de Deus” destruiu completamente algumas cidades durante o Velho Testamento. Jericó foi a primeira, com suas construções derrubadas após a conquista da terra prometida pelos israelitas.
O mesmo aconteceu com Sodoma e Gomorra, destruídas por uma chuva de fogo e enxofre. Porém, há uma explicação muito simples para os acontecimentos: terremotos. A cidade de Jericó estava em uma área instável, com muita atividade sísmica, de acordo com Amos Nur, geofísico da Universidade de Stanford, na Inglaterra. “Essa combinação, a destruição de Jericó e a interrupção do Jordão, é tão típica de terremotos nessa região que resta pouca dúvida sobre a realidade de tais eventos no tempo de Josué”, disse o pesquisador.
Pela lógica, se o muro da cidade que se quer invadir começa a cair por conta de um terremoto, claro que a invasão seria a opção óbvia. Sodoma e Gomorra também estariam em uma área de atividade sísmica ao longo do Mar Morto, com evidências encontradas pelo antropólogo forense Mike Finnegan. Um terremoto pode ter desestabilizado o solo, e a pressão sobre depósitos subterrâneos de asfalto causaram uma explosão e incêndios na superfície, criando uma chuva de fogo.

Jesus pode ter caminhado sobre a água por conta de uma camada de gelo
Há uma passagem bíblica em que Jesus, para resgatar seus discípulos, atravessou o Mar da Galileia andando sobre a água.
A ciência acredita que Jesus pode ter caminhado sobre uma camada de gelo, após um estudo de cientistas americanos e israelenses revelar que as nascentes salgadas próximas ao local descrito na Bíblia, tinha períodos de frio que duravam centenas de anos, podendo criar pedaços de gelo próximas à superfície do Mar da Galileia, quase invisíveis à uma longa distância. Segundo Doron Nof, professor de Oceanografia Física na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, a possibilidade de as camadas de gelo serem as responsáveis pela passagem bíblica é “muito alta”.

ressurreição

“Ressurreição” poderia acontecer por falta de conhecimento médico
“E as sepulturas foram abertas, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa e apareceram a muitos”.
Essa é uma passagem Novo Testamento, em Mateus 27:52. Parece estranho, mas até relativamente pouco tempo atrás muitos mortos se levantavam em seus funerais. William Tebb, no início do século 20, reuniu em um livro 219 casos de pessoas que acordaram em seu enterro, 149 casos de enterros prematuros, 10 casos de corpos dissecados que não estavam mortos e 2 casos de embalsamento iniciado da mesma forma errônea.
Ainda hoje, existem casos do tipo, incluindo o de um rapaz que acordou, em janeiro deste ano, em um necrotério, 15 horas depois de ser declarado morto por ingestão de inseticida.

pragas

As dez pragas do Egito podem ter sido apenas um desastre ambiental
De acordo com a Bíblia, Deus enviou dez pragas ao Egito para punir o faraó que não libertou os hebreus, liderados por Moisés. A água transformou-se em sangue e houve invasão de rãs, piolhos, gafanhotos e moscas, o gado ficou doente, sarnas viraram úlceras, chuva, granizo, trevas e a morte de todos os primogênitos no Egito.
Muitos cientistas acreditam que as dez pragas foram o resultado de uma série de desastres ambientais. Climatologistas estudaram a composição de estalagmites em cavernas egípcias, determinando que Ramsés II foi faraó em um período de clima quente e úmido, com uma mudança drástica em seguida.
O Nilo acabou diminuído e uma bactéria de água doce invadiu a região, deixando as águas vermelhas, como mostra o vídeo a seguir. O mesmo problema pode ter acarretado na invasão dos animais. Vale lembrar que os insetos podem espalhar doenças, justificando os problemas com o gado e as sarnas.
Como explicar as trevas, o granizo, os gafanhotos e a morte dos primogênitos? De acordo com a física atmosférica Nadine von Blohm, foi por conta de “uma das maiores erupções vulcânicas da história humana”. Um vulcão grego localizado a 600 km do Egito, chamado Thera, combinou sua atividade com trovoadas de tempestades causando as terríveis tempestades de granizo e as cinzas que causaram as trevas. A umidade gerada teria aumentado a população de gafanhotos, segundo o biólogo Siro Trevisanato.
Todos os problemas anteriores foram combinados, contaminando o abastecimento de alimentos. A primeira vítima seria o primogênito de cada família, por conta de um ditado popular da antiguidade que dizia que eles deveriam sempre receber a primeira porção da comida.

11.696 – Cidades – Quais são as melhores cidades para se viver ?


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A Economist Intelligence Unit (EIU), uma instituição independente de pesquisa e análise, ligada à revista ‘Economist’, que elabora anualmente um ranking das melhores cidades para se viver, revelou suas escolhidas para o ano de 2015. O instituto analisou cinco fatores diferentes para eleger e classificar as melhores cidades: estabilidade, cuidados com a saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura.
Das 50 primeiras cidades no ranking, 22 ficam na Europa. A cidade do Rio Janeiro ficou na 98ª posição entre as 140 lugares ranqueadas; em último lugar ficou a capital síria, Damasco.

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1ª: Melbourne, Austrália
Conhecida por seu cenário musical e artístico, excelente gastronomia e muitos espaços abertos, não é surpreendente que a cidade de Melbourne tenha ficado com o primeiro lugar da lista.

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2ª: Viena, Áustria
Viena está somente 0,1 ponto atrás de Melbourne no ranking. Tradicionalmente musical, e com palácios e arquitetura glamorosa, a cidade é novamente a segunda da lista.
3ª: Vancouver, Canadá
Vancouver já foi considerada a melhor cidade para se viver pelo ranking da Economist Intelligence Unit de 2011. Neste ano, ficou com o terceiro lugar.

4ª: Toronto, Canadá
Com os maiores prédios do Canadá, a cidade de Toronto ficou com a quarta posição do ranking.

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5ª: Adelaide, Austrália
Famosa por seus parque, praias e vinhedos, Adelaide é a quinta melhor cidade do mundo para se viver, empatada com Calgary.

11.693 – Farmacologia – Aprovado o “viagra feminino”


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A droga se chama Addyi e é produzida pela farmacêutica Sprout. Na verdade, em tese se trata do primeiro medicamento para aprimorar a libido em ambos os sexos, embora todo o projeto tenha sido desenvolvido visando as mulheres. O Viagra e outros remédios masculinos servem para criar ereções, não para aumentar o desejo.
“É o maior inovação para a vida sexual feminina desde a pílula anticoncepcional”, afirmou Sally Grennberg, diretora da Liga Nacional dos Consumidores.
Especialistas, porém, dizem que a flibanserina não é livre de riscos, que incluem diminuição da pressão arterial, desmaios, sonolência, náuseas e tonturas.
Anteriormente, a FDA havia rejeitado por duas vezes a droga, em 2010 e 2013. Grupos feministas vinham acusado a FDA de retardar a aprovação do medicamento por machismo. Segundo as ativistas, remédios para homens eram aprovados com mais facilidade.
A farmacêutica Sprout pagou parte dos custos que entidades que participaram do lobby, como o National Council of Women’s Organizations (grupo que congrega várias associações de mulheres), o Black Women’s Health Imperative (voltado para a saúde de mulheres negras), a Association of Reproductive Health Professionals (associação de profissionais que atuam na saúde reprodutiva) e a própria liga de consumidores.
No outro lado, alguns médicos afirmam agora que o ativismo fez o órgão ficar acuado e que a aprovação negligencia os efeitos colaterais da droga.
Um grupo de cientistas, liderados por médicos da Georgetown University Medical Center, organizou um abaixo-assinado com mais de cem assinaturas dizendo que “tal campanha relações públicas financiada por uma farmacêutica é algo sem precedentes e injustificável”.
A Associação Holandesa de Sexologia protestou em carta à FDA dizendo que a droga parte do pressuposto errôneo de que a falta de desejo sexual é uma anormalidade, quando ele pode ser mero fruto da falta de estímulo adequado.
Uma questão importante é que o medicamento não deve ser utilizado por mulheres que bebem álcool, porque isso aumenta o risco de desmaios. Leonore Tiefer, da New York University School of Medicine, afirmou que isso vai causar problemas. É absurdo acreditar que mulheres jovens tomando Addyi vão se abster de beber, afirmou, também em carta à FDA.
A eficácia do medicamento segue polêmica. Um dos testes clínicos mostrou que as mulheres que estavam tomando o medicamento relataram 4,4 “experiências sexuais satisfatórias” por mês, contra 3,7 de um grupo de mulheres tomando placebo (ou seja, pílulas sem princípio ativo, com o objetivo de comparação) e 2,7 antes do estudo começar.
A decisão do FDA não foi uma surpresa, porém, já que um comitê de especialistas já tinha recomendado a aprovação da droga. Por causa das preocupações de que o medicamento seria utilizado de maneira pouco criteriosa pelos pacientes, a farmacêutica se comprometeu a não fazer anúncios publicitários na TV e no rádio por 18 meses após a aprovação.
O preço do Addyi ainda não está definido. Pacientes deverão tomá-lo todas as noites e é preciso esperar algumas semanas de uso antes de surtir efeito. As vendas nos Estados Unidos devem começar em outubro.
O uso só foi aprovado para mulheres antes da menopausa -ou seja, o uso por mulheres após a menopausa ou mesmo por homens ainda tem de ser melhor testado e, se ocorrer, se dará fora das recomendações da FDA.
Especialistas no setor farmacêutico falam que provavelmente a Sprout vai se preocupar primeiro em aprovar o uso em mulheres que já tiveram a menopausa e em vender o produto em mercados de outros países. O possível uso por homens ficará para depois disso.
O medicamento funciona alterando o equilíbrio de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina no cérebro da paciente. Ele foi desenvolvido originalmente como um antidepressivo pela Boehringer Ingelheim. A empresa vendeu a fórmula para a farmacêutica Sprout logo após a negativa dos consultores da FDA em 2010.

Tirando dúvidas
A flibanserina é um medicamento para tratar a falta de desejo sexual de mulheres em idade pré-menopausa com uma redução persistente e inexplicável da libido. A droga foi desenvolvida originalmente para ser um novo tipo de antidepressivo

Como ela funciona?
Tomada diariamente, ela atua sobre substâncias do cérebro ligadas ao humor e ao apetite

É igual ao Viagra?
É diferente e possui outro mecanismo de ação. O Viagra é utilizado para tratar a disfunção erétil causada por uma redução do aporte sanguíneo para o pênis

A droga está aprovada?
A FDA (agência americana) acaba de aprovar sua venda nos EUA do medicamento, após ter analisado a eficácia e a segurança da droga

Tem no Brasil?
Antes da droga chegar às farmácias do país, a fabricante deve pedir aprovação para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Depois de aprovada, a droga poderá ser comercializada
Ainda não há previsão sobre quando isso deve acontecer, embora a regra geral seja que as farmacêuticas busquem rapidamente vender o seu produto em mercados estrangeiros, aumento seus lucros

11.689 – Mega Polêmica – Confirmar existência de ETs poderia indicar o fim da humanidade


ETs, eles seriam uma raça humanóide muito mais evoluída que a espécie humana, só falta a prova
ETs, eles seriam uma raça humanóide muito mais evoluída que a espécie humana, só falta a prova

Em junho, aniversário de 46 anos do homem na Lua, o empreendedor russo Yuri Milner disse que investirá US$100 milhões em dez anos no programa de pesquisa de sinais de vida alienígena, conhecido como SETI.
Na mesma semana, a Nasa anunciou o que pode ser o planeta mais parecido com a Terra fora do Sistema Solar, o Kepler 452b, que fica a apenas 1.400 anos-luz daqui.
Em uma conferência de imprensa após o anúncio de Milner, Geoffrey Marcy, caçador de planetas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que “o Universo parece estar repleto dos ingredientes necessários à biologia”.
Ele afirmou que apostaria a casa de Milner, avaliada em cerca de US$100 milhões, que existe vida, ao menos microbiana, em outros planetas.
Você provavelmente estaria certo em imaginar que a descoberta de micróbios em Marte ou de peixes nos oceanos de Europa, uma das luas de Júpiter, faria os cientistas pularem de alegria.
Mas nem todo mundo acredita que essa seria uma notícia tão boa. Ao menos um importante pensador acha que seria um “golpe esmagador”.
Trata-se de Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, diretor do Instituto do Futuro da Humanidade e um dos grandes pessimistas da nossa era.
Em artigo publicado em 2009 na “Technology Review”, Bostrom declarou que a descoberta do mais ínfimo micróbio na superfície marciana seria um sinal muito ruim para o futuro da humanidade. “Rochas e desertos sem vida me deixam muito mais feliz”.
A Via Láctea tem 10 bilhões de anos. Portanto, cadê os alienígenas e todos os seus artefatos? A gente não achou nada. Se a vida é tão simples, alguém em algum lugar já deveria estar chamando. Esse é o famoso paradoxo de Fermi.
Existem muitas falhas nesse argumento, incluindo a possibilidade de que não seríamos capazes de reconhecer a vida alienígena, mesmo que estivessem bem na nossa frente. A explicação mais simples, segundo Bostrom e outros especialistas, é a de que não existem outras civilizações que resolveram viajar pelo espaço.
Ele acredita que deve existir alguma coisa que impede a vida de surgir, ou que limite sua permanência antes que ela seja capaz de chegar às estrelas. Ele se refere a isso como o Grande Filtro.
Dá pra imaginar todo tipo de gargalo na evolução – desde a combinação dos primeiros átomos em cadeias de RN até as guerras nucleares, as mudanças climáticas e erros na engenharia genética.
Para Bostrom, o mais difícil de saber é se o Grande Filtro ficou no passado ou se está no futuro. Para obter a resposta ele olha para as estrelas. Se não existe mais nada aí fora, quer dizer que sobrevivemos ao mais difícil. Por mais bizarro que pareça, somos os primeiros em toda a vizinhança a chegar à corrida de obstáculos do Cosmos.
Se tivermos mesmo companhia no Universo, isso significaria que o Grande Filtro ainda está em nosso caminho e que o resto dos nossos dias estão contados.

11.687 – Geologia – O que aconteceria se o núcleo da Terra esfriasse?


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Se o planeta fosse só uma bola boiando no espaço, perdendo calor lentamente como todo corpo, alguém deveria encomendar casacos para todos. “Só que a Terra também é capaz de se esquentar sozinha”, diz o geofísico Igor Pacca, da Universidade de São Paulo. O planeta contém elementos radioativos que decaem constantemente, isto é, desintegram-se, perdendo partículas, o que gera calor. “Isso mantém o núcleo aquecido.” Serão necessários bilhões de anos até toda a sua radioatividade se dissipar. É provável que o Sol exploda antes.
Agora, se o núcleo terrestre esfriasse, aconteceriam mudanças importantes. Acabariam os movimentos tectônicos, pois o centro da Terra se solidificaria e as massas continentais não teriam por onde deslizar, e com eles terremotos e furacões terminariam. Em compensação, todas as bússolas também parariam, pois ficaríamos sem campo magnético (veja infográfico ao lado). Além do mais, peixes e plantas de mares profundos morreriam, pois os raios solares não chegam até lá e eles dependem do calor do centro da Terra. Isso desequilibraria toda a cadeia alimentar e levaria espécies da superfície à extinção.

1. As placas tectônicas parariam e, assim, vulcões se extinguiriam e terremotos cessariam. São os movimentos sob a crosta que provocam esses fenômenos.
2. O giro das rochas derretidas do núcleo da Terra, ricas em metais, produz eletricidade e gera o campo magnético da Terra. Com o núcleo frio, essas rochas se solidificariam e o magnetismo acabaria.
3. A superfície do planeta não congelaria, pois a maior parte do calor que nos aquece vem do Sol.

11.686 – Um local atingido por 28 relâmpagos a cada minuto


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A cada minuto, 28 relâmpagos atingem a área onde o lago Maracaibo e o rio Catatumbo se encontram, na Venezuela. O local, segundo o livro Guinness dos Recordes, tem a mais alta concentração de relâmpagos do mundo – 250 por quilômetro quadrado.
Também chamado de Relâmpago do Catatumbo ou Tempestade Eterna, o fenômeno é registrado desde o século 16. Ele ilumina o céu venezuelano todas as noites durante nove horas seguidas.
Muitas teorias já foram feitas sobre o evento. No entanto, a mais aceita pelo meio acadêmico é que ele acontece devido à combinação da topografia e das correntes de ar que circulam no lugar.
“Muitos desses lugares cheios de relâmpagos apresentam características comuns em seu terreno: cadeias de montanhas acentuadas, uma costa muito entrecortada ou uma combinação dos dois”, explicou Daniel Cecil, da equipe de estudos de raios do Centro Global de Hidrologia e Clima da Nasa, em entrevista à BBC.
Segundo ele, tais características criam um sistema de aquecimento e resfriamento que podem aumentar a chance de tempestades de raios.
Localizado em uma bifurcação dos Andes, o lago passa pela cidade de Maracaibo e tem fim no Mar do Caribe. Devido à cordilheira que circunda o lugar, os ventos quentes do Caribe se encontram com o ar frio que desce das montanhas.
Tal choque faz com que o ar quente suba e forme nuvens cúmulo-nimbo que alcançam 12 quilômetros de altura. Dentro delas, gotas de água vindas do ar quente e úmido se chocam com os cristais de gelo do ar frio.
Isso produz descargas estáticas que dão início à série de tempestades elétricas. Elas são tão brilhante que podem ser vistas a uma distância de até 400 quilômetros do lago.
Muitas destas informações foram colhidas durante 17 anos por instrumentos a bordo de um satélite que orbita a Terra a cerca de 400 quilômetros de altitude.
Parte da Missão de Medição da Pluviosidade Tropical (TRMM, na sigla em inglês), o projeto é comandado pela Nasa e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão.

Já deu trégua, mas voltou
O número das tempestades tem seu ápice em outubro, devido às fortes chuvas. Nos meses de janeiro e fevereiro, que são os mais secos, o número de raios diminui.
No entanto, foram poucas as vezes que os raios despareceram totalmente dos céus da região. A primeira vez registrada foi em 1906. O fenômeno não apareceu por três semanas após um terremoto e um tsunami que aconteceram na localidade.
Já em 2010, uma seca causada por outro fenômeno natural, o El Niño, também levou à suspensão temporária das tempestades elétricas.

11.684 – Biologia – Competição entre machos é responsável pela preservação das espécies


Uma equipe internacional de cientistas realizou uma pesquisa que pretende responder a uma pergunta simples e complexa ao mesmo tempo: por que o sexo continua sendo a forma privilegiada de reprodução entre os animais, embora seja trabalhoso e perigoso para algumas espécies? E a resposta mostra toda a importância da reprodução através da seleção sexual.
De acordo com o estudo, publicado pela revista Nature, a competição entre machos é a responsável por evitar a extinção e melhorar a saúde das espécies. Através de um experimento realizado com besouros, pôde-se comprovar que a competição reprodutiva favorece a genética dos animais: a seleção funciona como filtro para eliminar mutações genéticas prejudiciais, de tal modo que as espécies podem se livrar delas e se desenvolverem, evitando, em longo prazo, sua extinção. Aí reside a importância dessa briga para ser escolhido, na qual os machos competem para ficar mais atrativos às fêmeas.
Depois de analisar 50 gerações de besouros em laboratório, os cientistas observaram que o grupo com menos variedade de genes eram mais propenso a doenças e à morte, enquanto o outro, no qual havia ocorrido uma seleção sexual mais intensa e com maior competição entre os machos, o estado de saúde geral era sensivelmente superior.