11.803 – Apocalipse?! Ainda não dessa vez


apocalipse
Na verdade, o evento era um show de luzes que se formaram entre nuvens, no céu de Costa Rica.
O espetáculo, ocorrido na capital de San Jose, ocorreu no Dia da Independência do país. O fenômeno incrível chegou a ser interpretado, pela multidão assustada, como ‘um sinal de Deus’.
O costarriquenho Joey Petit, disse à ABC News, que ele e sua família estavam jogando ao ar livre quando seu filho de 11 anos de idade, Ariel, notou as formações estranhas nas nuvens. “Ele imediatamente pegou a câmera e começou a tirar fotos e filmar. Estávamos espantados. Nós não tínhamos ideia do que era e nunca tínhamos visto algo parecido”, revelou. Outra residente local, Jessie Montealegre, acrescentou: “Foi de tirar o fôlego. Foi realmente como um sinal de Deus”.
O especialista Gavin Pretor-Pinney disse ao Mail Online: “Trata-se de uma nuvem pileus, que acontece quando se inicia uma grande nuvem carregada, de tempestade. Ela cresce em altitudes maiores e pode encontrar ventos que a empurram, agindo como um obstáculo. Isso pode causar a formação de cristais de gelo e gotas de água, causando o lindo efeito iridescente. Não é uma nuvem comum de se ver”.

11.799 – Ciência no Brasil – Sudeste perde participação no total investido em pesquisa


ruf
A fatia da região Sudeste no bolo de dinheiro investido em ciência no país diminui desde a primeira edição do RUF, publicada em 2012.
A participação do Sudeste no total arrecadado para atividades científicas caiu de 65% (na edição de 2012 do RUF, com dados de 2010) para 59% (nesta edição de 2015, dados de 2013).
A quantidade de dinheiro que cada universidade consegue para suas pesquisas é um dos indicadores do RUF que medem a atividade acadêmica das instituições.
Esses dados são coletados nas agências de fomento federais à ciência –como a Capes (com foco na pós-graduação) e CNPq (que prioriza a pesquisa)– e nas fundações estaduais de amparo à pesquisa.
O maior crescimento proporcional de recursos para pesquisa foi na região Sul.
No RUF 2012, as 46 universidades da região tinham 14% do bolo financeiro. Nesta edição de 2015, a fatia aumentou para 18% do total.
Juntos, Norte, Nordeste e Centro-Oeste subiram de 21% do total arrecadado pelas universidades para 23%.
Para a economista Maria Beatriz Bonacelli, do departamento de política científica e tecnológica da Unicamp, a mudança na distribuição dos recursos para ciência pode estar relacionada à criação e a consolidação de universidades federais pelo país.
Fato: dez das 14 universidades federais criadas nos últimos dez anos estão no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Isso pode explicar a queda de recursos do Sudeste.”
Glaucius Oliva, que presidiu o CNPq de 2011 a 2015, afirma que a mudança na distribuição do dinheiro pode, também, ser resultado de uma política antiga que estabeleceu cota mínima de recursos para universidades de regiões em desenvolvimento.
Desde 2001, Norte, Nordeste e Centro-Oeste recebem obrigatoriamente 30% dos recursos federais para ciência.
“No começo, era preciso fazer um certo esforço para atingir a meta, porque alguns projetos das regiões em desenvolvimento não eram tão competitivos”, afirma.
Com mais dinheiro, os grupos de pesquisa dessas regiões se fortaleceram.
“Mais recentemente, alguns editais [chamadas de financiamento para projetos de pesquisa] chegaram a ter mais de 30% para as regiões em desenvolvimento”, diz.
Hoje, de acordo com Oliva, há grupos de pesquisa nordestinos que competem em igualdade com as universidades paulistas –caso da área de física da Universidade Federal de Pernambuco.
“Agora, é importante dar um passo além, e analisar também as desigualdades inter-regionais”, afirma ele.

11.798 – Bê a bá da Ciência – Despertando o interesse pela ciência nas crianças


criança lendo
Todo grande cientista um dia já foi uma criança. Se invertermos essa constatação óbvia, chegamos a uma ideia um pouco mais interessante: toda criança um dia pode se tornar um grande cientista. Não é estimulante pensar que, no futuro, aqueles pequenos seres humanos podem realizar grandes feitos para a ciência, ganhar um Nobel ou até protagonizar o próximo grande salto do conhecimento humano? Às vezes, tudo o que eles precisam é de um empurrãozinho na curiosidade e na imaginação para que se apaixonem pela ciência e optem por seguir carreiras na área. E nada melhor que um bom livro para fornecer esse estímulo.
Aqui vão as dicas:
– 20 Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne (indicação de Eduardo Fernandez)

– A Magia da Realidade, de Richard Dawkins (indicação de Gabriel Bergamaschi)

– George e o Segredo do Universo, de Stephen e Lucy Hawking (indicação de Matheus Gontijo)

– Cosmos, de Carl Sagan (indicação de Melissa Florencio)

– Tio Tungstênio, de Oliver Sacks (indicação de Nêmora Backes)

– O Homem que Calculava, de Malba Tahan (indicação de Emerson Tomé)

– O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (indicação de Andreia Alexandre)

– O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder (indicação de Romulo Mansur)

– O Guia dos Curiosos, de Marcelo Duarte (indicação de Rita Burnatowiski)

– O Livro dos Porquês, vários autores (indicação de Nathan dos Santos)

– O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams (indicação de Thiago Prochnow)

– Albert Einstein e seu Universo Inflável, de Mike Goldsmith (indicação de Amanda Carolina)

20 mil leguas

11.795 – Prêmio Ig Nobel 2015 – Ferroada no pênis e ‘frangossauro’ são destaques


ignobel
Encaixar próteses de caudas de dinossauros em galinhas, estudar a possibilidade de cuidar de 888 crianças e descobrir quais pontos são os mais doloridos para uma abelha picar estão entre os estudos vencederes da edição deste ano do prêmio Ig Nobel.
Os prêmios, paródias do prêmio Nobel original, são dados todos os anos para os resultados mais inusuais ou triviais obtidos por uma pesquisa científica.
Dos vencedores deste ano, nenhum era mais merecedor que o aluno de doutorado Michael Smith, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, que testou os níveis de dor após ferroadas de abelha em 25 regiões de seu corpo. Os três mais doloridos foram na narina, no lábio superior e no pênis.
Em artigo na revista científica “PeerJ”, Smith disse: “Para a maior parte das regiões, a profundidade da ferroada pode ser importante, porque a pele é muito pouco espessa nos genitais, e também na face. As ferroadas na narina foram especialmente violentas, e imediatamente induziram espirros, lacrimejamento e um grande fluxo de muco.”
O estudo com galinhas foi conduzido para investigar a ideia de que pássaros realmente seriam os remanescentes dos dinossauros que conseguiram evitar ser extintos por um impacto de um meteoro a 65 milhões de anos atrás.
Cientistas liderados por Bruno Grossi, da Universidade do Chile em Santiago, conectaram caudas artificiais a galinhas e observaram que os pássaros começaram a adoar uma postura de dinossauros terópodes –como os tiranossauros e seus parentes.
O centro de gravidade das galinhas mudou e os pássaros adotaram um jeitão de de andar e de mexer o quadril como um dinossauro faria.
“A adição de uma cauda artificial pode produzir mudanças posturais e de locomoção em galinhas, consistente com aquilo que a cinemática [estudo do movimento] infere de dinossauros não-voadores”, escreveram os autores na revista “PlosONE”.
Ainda entre os vencedores estão os autores do estudo intitulado “O Caso de Mulay Ismael – Verdade ou Mito?”. Mulay Ismael, conhecido como Moulay, o Sedento por Sangue reinou como imperador do Marrocos entre 1672 e 1727. Assim como sede por sangue, ele tinha outros apetites, ao que tudo indica –teria tido nada menos que 888 filhos.
Os antropólogos Elisabeth Oberzaucher e Karl Gramme, da Universidade de Viena, desenvolveram um programa de computador para testar se tal feito de paternidade seria possível. Cálculos foram feitos tentando estimar quantas cópulas por dia seriam necessárias para produzir o sucesso reprodutivo, tanto com um “banco de parceiras” irrestrito quanto com um harém pessoal.
Os “troféus” foram entregues na noite desta quinta (17 de setembro) na Universidade Harvard.

11.793 – Astrônomo usa telescópio altamente sensível para procurar civilizações alienígenas avançadas


Caçador de ETs
Ele usou novos telescópios sensíveis para procurar assinaturas de calor residual emitidas de planetas que possam indicar a presença de avançadas civilizações alienígenas. Porém, após uma varredura por galáxias próximas com emissões de infravermelho anormalmente elevados, o cientista disse que isso poderia ser simplesmente um fenômeno natural, pois não encontrou absolutamente nada.
“Alguns desses sistemas definitivamente exigem uma investigação mais aprofundada, mas os já estudados em detalhe possuem uma explicação astrofísica natural. É muito provável que os sistemas restantes também se enquadrem nesta categoria, mas é claro que vale a pena verificar”, disse o professor Michael Garrett, diretor científico da Astron, o Instituto Holandês para Radioastronomia e pesquisador da Universidade de Leida.
Garrett estava à procura de sinais na parte do infravermelho médio do espectro, pensado ​​como um sinal de civilizações avançadas, capazes de aproveitar as energias em escalas galácticas. Essas civilizações, teoricamente chamadas Kardashev Tipo III, poderiam aproveitar as enormes energias contidas dentro de buracos negros e explosões de raios gama, sendo capazes de viagens espaciais de longa distância.
Uma equipe de astrônomos, liderada pelo Dr. Jason Wright, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, determinou uma lista com centenas de galáxias candidatas de hospedar essas civilizações.
A NASA também foi à procura de sinais de planetas distantes que podem ter as condições para suportar a vida com o seu telescópio espacial Kepler. No entanto, Garrett, cujos resultados foram apresentados na revista europeia Astronomy & Astrophysics, encontrou pouca evidência para sugerir que haviam galáxias habitadas por essas formas de vida avançadas. Em vez disso, ele disse que o tipo de emissões de infravermelho provenientes destas galáxias pode ser causado por processos astrofísicos naturais, principalmente pela poeira gerada e aquecida por regiões de formação de estrelas maciças.
“A pesquisa original na Penn State já nos disse que esses sistemas são muito raros, mas a nova análise sugere que este é provavelmente um eufemismo, e que civilizações avançadas de Kardashev Tipo III, basicamente, não existem no universo local”, revelou Garrett.
No entanto, ele espera usar técnicas semelhantes para ajudar a procurar tipos menos avançados de civilizações alienígenas, chamadas de Kardashev Tipo II. Tais civilizações ainda são consideravelmente mais avançadas do que a nossa própria, na Terra, que ainda não atingiu o nível de Kardashev Tipo I.

O que é a escala Kardashev?
A escala foi criada em 1964 pelo astrofísico russo Nikolai Kardashev, para padronizar em categorias os avanços tecnológicos de uma civilização. Seu principal pilar é a capacidade que essas “possíveis” civilizações têm em utilizar e explorar energia.

A escala, hipotética, é dividida em três níveis:
Tipo I: Usa todos os recursos disponíveis em seu planeta natal e domina o uso de fusão nuclear
Tipo II: Utiliza toda a energia de sua estrela.
Tipo III: Utiliza energia em toda a galáxia que habita.
O planeta Terra, atualmente, não chegou nem no Tipo I e é classificado no Tipo 0, onde a civilização usa energia baseada na queima de combustíveis fósseis, energia nuclear e outros meios alternativos, destruindo o Meio Ambiente. Os cientistas querem criar outros níveis nesta escala para encaixar melhor outros possíveis grupos.
Se for criado, o Tipo IV seria aquela civilização capaz de aproveitar a energia de todo o Universo.

11.792 – Arqueologia – Cidade bíblica enigmática é encontrada submersa em um lago


cidade-perdida1
Pesquisadores russos encontraram vestígios de uma antiga civilização, perdida debaixo das águas de um lago gigante, onde teria sido enterrado Mateus, um dos doze apóstolos de Cristo.
Trata-se de uma descoberta feita por especialistas da Universidade Estadual de Tomsk, na Rússia, que conseguiram descobrir mais de 200 artefatos, com mais de 2.500 anos de idade, submersos no lago Issyk-Kul. De acordo com os pesquisadores seriam vestígios da cultura Saka desaparecida.
Entre os vários objetos recolhidos, destacam-se vasos de cerâmica, inscritos com palavras dos idiomas armênio e sírio, o que, se comprovado, confirmaria a teoria que, nas proximidades do lago, existiu um antigo monastério armênio, onde estariam guardadas relíquias de Mateus Evangelista, um dos apóstolos de Cristo.
“Muitos cristãos afirmam que os restos do apóstolo Mateus estão na catedral de Salerno, na Itália. Porém, a igreja ortodoxa tem uma opinião diferente: depois de uma morte cruel, seu corpo teria sido escondido por seus seguidores. Após escaparem das perseguições em Roma, eles enterraram os restos de São Mateus na praia de Issyk-Kul, afirmaram os autores da descoberta.

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11.791 – Saúde – Composto pode “reiniciar” o sistema imunológico dos diabéticos, fazendo o corpo produzir novamente insulina


composto diabetes
É o que afirma uma recente pesquisa.
Os pesquisadores, da Universidade da Flórida, dizem que o tratamento é “como apertar o botão de reiniciar” e descrevem os resultados como aprofundados e bem sucedidos, embora só tenham testado em 17 pessoas. Eles esperam que essa medicação possa levar a um novo tratamento para as pessoas com diabetes tipo 1.
Dr. Michael Haller, um endocrinologista pediátrico, compara sua abordagem para o tratamento de diabetes tipo 1 como um jogo de polícias e ladrões. Em primeiro lugar, o ingrediente ativo ataca as células problemáticas do sistema imunitário, que podem estar por trás de uma incapacidade do paciente para produzir insulina, e é feita uma limpeza no organismo com um medicamento chamado timoglobulina, uma droga inicialmente desenvolvida para utilização em transplante de órgãos.
Em seguida, ele usa um medicamento chamado Neulasta, uma droga projetada para melhorar a vida de pessoas com certas formas de câncer, para estimular a produção de células imunes novas e potencialmente benéficas.
“Estamos tentando acabar com as células ruins e estimular as células boas ao mesmo tempo”, afirma Haller.
Haller tratou 17 adultos com diabetes do tipo 1 durante duas semanas com o coquetel e depois os acompanhou durante um ano. Outros oito pacientes receberam um placebo apenas. No final, os pacientes tratados tinham aumentado notavelmente sua capacidade para produzir insulina. Isto indica que o timoglobulina foi bem sucedida na morte de células ruins do sistema imune, e o Neulasta conseguiu com sucesso a estimulação de células imunitárias novas e saudáveis.
Os pesquisadores também disseram que a capacidade dos pacientes de produzir insulina indica que eles tiveram um aumento das células beta, que são responsáveis pela produção dela no pâncreas. “O tratamento parecia estimular a produção de insulina em pessoas com diabetes do tipo 1, estabelecendo um feito bastante otimista”, afirma Mark Atkinson, um co-investigador do estudo.
Os pacientes do estudo de Haller estavam convivendo com a diabetes tipo 1 entre quatro meses e dois anos. “O modelo tem sido principalmente para testar terapias destinadas à preservação de células beta em pessoas que acabaram de ser diagnosticadas”, disse Haller. “Nós estamos interessados em melhorar a vida desses pacientes”
O outro co-investigador, Dr. Desmond Schatz, disse: “Apesar de grandes avanços em nossa compreensão da história natural da diabetes tipo 1, ainda somos incapazes de curar e prevenir a doença”.

11.786 – Saúde – Brasileiro teria encontrado a cura do câncer


comprimidos contra cancer
As células cancerígenas, que crescem de forma desordenadas e sem explicação, podem atacar qualquer parte e região do corpo humano. Os tratamentos utilizados, atualmente, não são tão efetivos e, na maioria dos casos, a doença acaba sendo reincidente.
Porém, recentemente, um especialista brasileiro afirmou ter descoberto a verdadeira e efetiva cura para o tão temido câncer. Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo), passou 20 anos de sua vida desenvolvendo a fosfoetanolamina sintética, uma substância que é capaz de infiltrar-se no organismo como parte de nosso corpo, sinalizando um ataque de células cancerígenas ao sistema imunológico.
De acordo com a pesquisa de Gilberto, no período de apenas 6 e 8 meses, o tumor pode desaparecer por completo, graças ao composto desenvolvido por ele, que seria tomado por forma oral. Como ele enfrenta dificuldade para registrar o produto, ele oferece o tratamento gratuitamente em sua cidade, São Carlos, no interior de SP, com grande aceitação de pacientes.
A ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, emitiu um comunicado para a USP, proibindo veementemente a venda ou distribuição do medicamento, até que ele seja devidamente testado, registrado e aprovado pelo conselho especialista. Porém, de acordo com o professor, a Universidade de São Paulo não demonstrou interesse em ajudá-lo, muito menos os órgãos federais.
A fosfoetanolamina é encontrada em alguns produtos do cotidiano, como xampus para cabelo. Ela é resultado da unificação da monoetanolamina com o ácido fosfórico, conservante de alimentos, criando um marcador diferenciado para células afetadas pela doença. A substância é fabricada no organismo naturalmente, no interior das células musculares, dentro do retículo endoplasmático, localizado no fígado, para promover a defesa integral de células estranhas invasoras.
Através do trato digestivo, ela chega até o fígado, é inserida no sistema sanguíneo e reage com um ácido graxo, alimentando o tumor cancerígeno, obrigando a mitocôndria estagnada a voltar a funcionar. Este é o alerta de que o sistema imunológico precisa para eliminar a célula “descontrolada”.
Gilberto garante que, aproximadamente, 10 mil pessoas por mês receberam o tratamento gratuito com as cápsulas. “Nos últimos tempos nós fazíamos cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale, a 60 para cada pessoa, a 800 pessoas ou próximo de mil pessoas por mês. Agora, quantas pessoas foram beneficiadas, não sou capaz de dizer, porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas”, disse em entrevista ao portal G1.
Muitos teóricos da conspiração acreditam que a indústria farmacêutica não tenha interesse na descoberta da doença, para poder lucrar em cima dos caros tratamentos parcialmente ineficazes atuais, como a quimioterapia e a radioterapia.
Gilberto não acredita nesta hipótese e garante que o problema é a má vontade do governo e falta de cuidado por algo tão essencial e importante para o mundo. A fosfoetanolamina, atualmente, possui dados experimentais concluídas de fase I, II e III. Restam apenas o apoio do corpo médico regulamentador, para que a lei seja aplicada de forma correta, sob supervisão da ANVISA.
A ANVISA declarou oficialmente que não existe nenhum processo formal para que o produto seja avaliado e que a USP não teve nenhuma atitude ou iniciativa para transformar o conhecimento gerado nos estudos em um medicamento passível de aprovação.

11.785 – Cons(ciência) – Estudo do analfabetismo científico nos EUA tem resultado preocupante


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Um mapeamento do analfabetismo científico nos EUA mostra uma situação não muito confortável para o país.
Menos de metade dos americanos entende minimamente como funciona um laser e quase 40% têm dificuldades sérias para dizer o que é uma reação química –pensam, por exemplo, que a água em ebulição se enquadra aí.
Infelizmente, não há estudos de grande porte similares no Brasil. Nos Estados Unidos, o Pew Research Center faz levantamentos periódicos. A última edição, cujos resultados foram divulgados na semana passada, entrevistou 3.200 adultos no país.
Você pode se submeter a uma versão do teste americano abaixo, com treze perguntas simples sobre ciência -em tese, tudo foi ensinado na escola ou está com bastante frequência na imprensa, então uma pessoa razoavelmente instruída deveria ter um desempenho bastante bom.
Na média, o homem americano acerta 8,6 dos 13 itens, contra 7,7 acertos das mulheres. Não se sabe exatamente qual a razão da diferença entre os sexos, mas pode ser uma consequência do maior número de homens que optam por carreiras em ciência.
Quando os dados dos estudos são analisados por área, homens vão melhor especialmente em temas ligados à física ou à matemática; em biologia não há muito diferença. Na questão 11, abaixo, sobre estudos clínicos de medicamentos, as mulheres foram até melhor do que os homens –78% de acerto contra 72%.
Não há dados para o Brasil. Como tanto o número médio de anos de instrução quanto a acesso a livros e jornais são mais limitados por aqui, é possível especular que os números seriam mais baixos.
Os dados ganharam repercussão porque a perda comparativa de competitividade dos EUA em ciência tem causado preocupação no país.
A Associação Americana para o Avanço da Ciência divulgou um pesquisa entre seus membros mostrando só uma pequena fatia (16%) deles considera que o ensino de ciências americano é adequado e se situa entre os melhores do mundo.
Há ainda questões médicas, como os limites éticos de pesquisas com células-tronco ou o uso abusivo de antibióticos, para citar dois exemplos, cuja compreensão fica limitada se a pessoa não entende nada de ciência.
Isso sem falar nas próprias limitações ao desenvolvimento tecnológico que a falta de um quorum de gente preparada em ciência inevitavelmente traz. Países com ensino científico ruim, como o Brasil, tendem a inovar pouco, tornando-se eternos compradores de tecnologia, e a ter produtividade –e também renda– mais baixas.

11.784 – Biologia – Milhares de morsas têm se reunido no Alaska, e isso não é bom


morsa
As mudanças climáticas que vêm acontecendo nas últimas décadas não estão prejudicando apenas os hábitos dos seres humanos, como também os de diversas espécies animais ao redor do mundo. Um exemplo claro disso é a reunião de morsas que aconteceu há algumas semanas na região costeira do estado americano do Alaska.
Esses animais, apesar de terem uma grande força, não são bons nadadores, por isso tendem a intercalar períodos de caça com algumas horas de descanso em pedaços flutuantes de gelo nas águas rasas das regiões congeladas do Ártico. Nessas horas elas costumam cruzar, parir, fugir de predadores, etc. No entanto, devido ao acelerado processo de derretimento das geleiras daquela parte do globo, as morsas não têm onde descansar e se vêm obrigadas a nadar até praias como a de Point Lay, que você confere nas imagens acima.
Este ano, “apenas” 6 mil desses mamíferos se aglomeraram na área, o que é um número bastante inferior aos 35 mil do ano passado. Ainda assim, esses animais dificilmente se reúnem em mais do que poucas dezenas, e tantos deles juntos facilita a propagação de doenças entre indivíduos que, de outra forma, permaneceriam saudáveis.
A presença humana também é um problema, uma vez que a aproximação de barcos e aviões voando baixo provocou um estouro da manada de machos em 2014, resultando na morte de mais de 60 filhotes. Com tantos animais reunidos em um lugar, a comida também fica mais escassa rapidamente, o que pode aumentar a mortalidade da espécie. A morsa é extremamente importante para a economia da região, e uma baixa em seus números pode colocar a espécie em risco de extinção em poucos anos.

11.782 – Empresas Farmacêuticas buscam Super Humanos


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Será que a ciência conseguirá utilizar as mutações genéticas para criar seres humanos com capacidades ampliadas? Algo como super-heróis de laboratório? Atualmente, existem 100 pessoas no mundo com esclerosteose, condição que faz com que seus ossos consigam suportar impactos que, em pessoas normais, causariam fraturas. Outros têm a capacidade de suportar muito mais dor que o restante da humanidade. Por isso, a ciência se pergunta se conseguirá reproduzir essas condições, dignas da saga popular de X-Men, para outros fins.
Caroline Chen, jornalista da Bloomberg Businessweek e especializada em biotecnologia, revela, em um artigo recente, que as empresas farmacêuticas estão investindo muito dinheiro em pesquisas relativas ao assunto, com o objetivo de sintetizar mutações como as mencionadas acima, para disponibilizá-las às pessoas em forma de pastilhas, xaropes ou outra forma de medicamento.
A empresa Xenon Pharmaceuticals está empenhada no desenvolvimento de fármacos contra a dor, baseados na mutação de certas pessoas, os quais competiriam com os analgésicos existentes, superando sua eficácia e evitando seus efeitos nocivos. Descobrir o funcionamento da esclerosteose poderá levar a medicamentos contra a osteoporose ou antídotos para a perda de densidade óssea da qual padecem os astronautas no espaço.
E será isso possível? Os especialistas pedem atenção em relação às questões éticas que essas novas possibilidades trazem. Como será a sociedade do futuro, na qual algumas pessoas terão acesso a superpoderes dados pela ciência?

11.778 – Energia = Massa – Físicos sugerem que moléculas podem ser feitas de luz


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E se as moléculas não puderem ser constituídas também de luz, e não somente de matéria? É nisso que os físicos acreditam, com base em pesquisa recente do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST). Há anos, cientistas do mundo inteiro tentam fazer ligações entre fótons e, agora, parece que estão mais perto de conseguir.
Os resultados da pesquisa sugerem que, sob certas condições e a uma distância pequena, dois fótons, representados na forma de onda na imagem, podem, sim, se unir e dar origem a algo semelhante a uma mólecula de dois átomos. Isso aconteceria graças à força única existente na luz.
A gente já tinha dito, em 2013, que pesquisadores de Harvard e do MIT encontraram uma maneira de vincular dois fótons. Só que um ficaria em cima do outro ? e mais forçados do que, de fato, ligados. Agora, com alguns ajustes, os pesquisadores acreditam que eles poderiam viajar lado a lado, numa disposição parecida com a de uma molécula de hidrogênio.
“Não é uma molécula em si, mas você pode imaginar um tipo semelhante de estrutura”, divulgou Alexey Gorshkov, coordenador da pesquisa do NIST. “Estamos aprendendo a construir estados complexos de luz que, por sua vez, pode ser usada para construir objetos complexos. Esta é a primeira vez que alguém demonstrou como ligar dois fótons separados a uma distância finita”.
E o sabre de luz, já dá para fazer?
Para a infelicidade geral do universo, parece que vai demorar. Isso porque os pesquisadores alegam que a ligação entre fótons exige condições extremas, muito difíceis de reproduzir em circunstâncias, assim, decisivas, quando precisamos empunhar nosso sabre.
Mas isso não quer dizer que as moléculas de luz sejam inúteis. “Muitas tecnologias modernas são baseadas em luz, como as imagens de alta definição, por exemplo”, diz Gorshkov.
Hoje, é preciso calibrar com precisão os sensores de luz, e as móleculas de fótons poderiam tornar isso muito mais fácil, com a criação de um dispositivo que já emita o número exato de fótons para o detector.
E tem mais: essa descoberta poderia ecoomizar muita energia. Atualmente, os dados e as mensagens que enviamos trafegam por cabos de fibra óptica. Só que eles precisam ser convertidos em elétrons para serem processados, o que gera desperdício de energia. Se o transporte e o processamento de dados fosse feito diretamente com fótons, as perdas seriam reduzidas.
Para Gorshkov, tudo isso pode ser interessante para testar a nova teoria e ainda pode possibilitar revelações sobre os próprios fótons. “Amansá-los e conectá-los pode nos mostrar coisas que nunca vimos antes.”

11.776 – Astronomia – Plutão tem dunas mesmo sem vento, descobre sonda da Nasa


sonda
A Nasa retomou o recebimento de imagens feitas pela sonda durante seu sobrevoo de Plutão e suas luas, que ocorreu em 14 de julho de 2015.
A essa altura, a espaçonave já está a mais de 70 milhões de quilômetros do astro, mergulhando cada vez mais profundamente no cinturão de Kuiper –uma coleção de centenas de milhares de pedregulhos dos mais variados tamanhos, remanescentes do processo que deu origem aos planetas.
O sobrevoo de Plutão, por sinal, foi a primeira visita de uma espaçonave a um objeto dessa misteriosa região do espaço na periferia do Sistema Solar.
A segunda visita deve ser protagonizada pela própria New Horizons, em 2019. A Nasa já selecionou um alvo para ser visitado além de Plutão –o pequeno 2014 MU69. O astro tem só 50 km de diâmetro e é “nascido e criado” nessa região do espaço (Plutão, por sua vez, pode ter surgido mais perto do Sol e depois migrado para lá).
Aliás, o sobrevoo também será o primeiro feito por uma espaçonave lançada antes mesmo que seu alvo fosse descoberto –a New Horizons partiu em 2006, e o MU69 foi descoberto no ano passado.
As primeiras manobras da sonda para chegar lá serão executadas no mês que vem, mas a investigação científica ainda pende por aprovação orçamentária. A decisão final só deve acontecer no ano que vem.
A tendência é a aprovação. Na verdade, o plano decadal da Nasa que levou à New Horizons pedia uma missão “ao cinturão de Kuiper”, então não aprovar a extensão até 2019 seria perder a oportunidade de cumprir o objetivo inicial, depois de chegar tão perto e gastar mais de US$ 700 milhões.
Os cientistas devem apresentar um plano detalhado para o segundo sobrevoo em 2016. Enquanto isso, continuam a estudar os mistérios de Plutão.
Os dados colhidos durante aquele frenético encontro ainda estão sendo transmitidos. Depois de uma bateria inicial de imagens comprimidas, logo após o sobrevoo de julho, as transmissões priorizaram dados de telemetria e os pacotes científicos mais “leves”, que não envolviam fotografia.
A partir de agora, começam a “descer” todas as imagens colhidas, em sua resolução máxima. É nessa primeira leva que figuram as dunas de Plutão.
“Dunas em Plutão -se for isso mesmo- é algo completamente inesperado, porque a atmosfera é tão rarefeita…”, disse William McKinnon, da Universidade Washington, em Saint Louis. “Ou Plutão teve uma atmosfera mais densa no passado, ou algum processo que não sacamos está em operação. É de coçar a cabeça.”
Os cientistas ainda têm muito trabalho pela frente. Transmitindo em velocidade de internet discada, a sonda levará um ano para concluir o envio das imagens feitas no sobrevoo.

11.772 – Por que nunca vemos os filhotes de pombos?


pombos
Pombos estão por toda parte. Nas praças, nos telhados, na calçada. Ainda assim, os filhotes da ave não parecem estar voando por ai.
Acontece que, apesar de serem bem espertinhos, na hora de se reproduzir, os pombos urbanos costumam ser bem discretos. Na maioria das vezes, eles gostam de manter em segredo a localização de seus ninhos. Os locais preferidos tendem a ser torres de igrejas, prédios abandonados e pontes.
Os filhotes costumam ficar bastante tempo no ninho: o período de aninhamento pode durar até 40 dias. Durante esse tempo, os pequenos são alimentados pelos pais. Logo, quando os pombos “saem de casa”, já estão crescidos e fisicamente parecidos com as aves adultas.
Prestando bastante atenção, é possível distinguir um pombo jovem de um mais velho. O primeiro provavelmente ainda não terá tiras verdes e roxas ao redor do pescoço.

11.769 – Antropologia- Nova espécie do gênero humano é descoberta na África do Sul


Uma antiga espécie do gênero humano desconhecida até agora foi descoberta em uma caverna da África do Sul, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos, anunciou nesta quinta-feira uma equipe internacional cientistas.
Os fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de difícil acesso, perto de Johannesburgo, na área arqueológica conhecida como “Berço da Humanidade”, que é considerada patrimônio mundial pela Unesco.
“Estou feliz de apresentar uma nova espécie do ancestral humano”, declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo, durante uma entrevista coletiva em Moropeng, onde fica o “Berço da Humanidade”.
Em 2013 e 2014, os cientistas encontraram mais de 1.550 ossos que pertenceram a, pelo menos, 15 indivíduos, incluindo bebês, adultos jovens e pessoas mais velhas. Todos apresentavam uma morfologia homogênea e pertenciam a uma “nova espécie do gênero humano que era desconhecida até então”.
A nova espécia foi batizada de ‘Homo Naledi’ e classificada dentro do gênero Homo, ao qual pertence o homem moderno.
O Museu de História Natural de Londres classificou a descoberta de “extraordinária”.
“Alguns aspectos do Homo Naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus”, explicou o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, autor de um artigo sobre o tema publicado na revista científica eLife.
A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há dois milhões de anos, entre o australopithecus primitivo e o primata do gênero homo, nossa ancestral direto.

11.765 – Física – Cientistas conseguem observar movimento quântico pela primeira vez


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Pense no pêndulo de um relógio. Se você esquecer de dar corda, eventualmente o pêndulo ficará em repouso, imóvel. No entanto, esta simples observação é válida somente no nível da física clássica – as leis e princípios que parecem explicar a física de objetos relativamente grandes em escala humana.
No entanto, na mecânica quântica, as regras físicas subjacentes que governam o comportamento fundamental da matéria e da luz em escala atômica, nada pode estar completamente em repouso.
Pela primeira vez, uma equipe de pesquisadores e colaboradores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, encontrou uma maneira de observar – e controlar – este movimento quântico de um objeto que é grande o suficiente para ver. Seus resultados foram publicados na edição online da revista “Science”.
Os pesquisadores sabem há anos que, na física clássica, objetos físicos podem estar imóveis. Solte uma bola em uma tigela, e ela vai rolar para trás e para frente algumas vezes. Eventualmente, no entanto, este movimento será superado por outras forças (como a gravidade e a fricção) e a bola vai ficar parada no fundo da tigela.
“Nos últimos dois anos, a minha equipe e algumas outras equipes ao redor do mundo aprenderam a esfriar o movimento de um objeto pequeno de escala micrométrica para produzir este estado fundamental quântico”, diz Keith Schwab, professor de física e física aplicada da Caltech, que liderou o estudo, ao portal Phys.org. “Mas sabemos que, mesmo no estado fundamental quântico, a temperatura zero, flutuações de amplitude muito pequenas – ou ruídos – permanecem”.
Como este movimento quântico, ou ruído, é teoricamente uma parte intrínseca do movimento de todos os objetos, Schwab e seus colegas projetaram um dispositivo que lhes permite observar esse ruído e, em seguida, manipulá-lo.
O dispositivo em escala micrométrica consiste numa placa de alumínio flexível, que fica sobre um substrato de silício. A placa é acoplada a um circuito elétrico supercondutor à medida que vibra a uma taxa de 3,5 milhões de vezes por segundo. De acordo com as leis da mecânica clássica, as estruturas vibratórias, eventualmente, chegam a um descanso completo se resfriadas até o estado fundamental.
Mas não é isso que Schwab e seus colegas observaram quando realmente esfriaram a mola até o estado fundamental em seus experimentos. Em vez disso, a energia residual – ruído quântico – permaneceu.
Precisão nas medições

Como este movimento de quantum ruidoso está sempre presente e não pode ser removido, ele impõe um limite fundamental de como se pode medir com precisão a posição de um objeto.
Mas esse limite, Schwab e seus colegas descobriram, não é insuperável. Os coautores Aashish Clerk, da Universidade McGill, e Florian Marquardt, do Instituto Max Planck para a Ciência da Luz, propuseram um novo método para controlar esse ruído quântico, esperando que ele fosse reduzido periodicamente. Esta técnica foi, então, implementada em um dispositivo mecânico de microescala no laboratório de baixa temperatura de Schwab na Caltech.
“Há duas variáveis ​​principais que descrevem o ruído ou movimento”, explica Schwab. “Nós mostramos que podemos realmente tornar as flutuações de uma das variáveis ​​menores – à custa de aumentar as flutuações quânticas da outra variável. Isso é o chamado estado quântico espremido; nós esprememos o ruído em um lugar, mas, por causa da compressão, o ruído tem que sair em outros lugares. Porém, desde que estes lugares mais ruidosos não sejam o lugar no qual você está fazendo uma medição, isso não importa”.
A capacidade de controlar o ruído quântico poderia um dia ser usada para melhorar a precisão das medições muito sensíveis, como as obtidas pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (Ligo, do inglês Laser Interferometry Gravitational-wave Observatory), um projeto liderado pela Caltech e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) à procura de sinais de ondas gravitacionais – ondulações no tecido do espaço-tempo.

11.763 – Astronomia – As Galáxias mais estranhas do Universo


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Galáxia Olho Negro: também chamada de M64 ela está repleta de novas estrelas. Seu centro possui bastante hidrogênio, indicando formação de novas estrelas. O mais intrigante dessa galáxia é que estrelas e o gás na parte avermelhada giram para um lado, enquanto, a poeira em torno da estrutura gira para o outro.
Galáxia do Boto: trata-se de um sistema de duas galáxias: o “boto” (que é parte da NG 2936) e o “ovo”, chamado de Arp 142. Esta galáxia está inserida na constelação de Hydra e dentro de um bilhão de anos ou mais as duas galáxias serão uma só.
Galáxia Cata-vento do Sul: localizada na constelação de Hydra, a galáxia Catavento do Sul, ou M83, é uma das mais brilhantes do nosso céu.
Galáxia Sombrero: seu formato parece o famoso chapéu mexicano. Essa galáxia é formada por diversos e variados grupos de estrelas. Não se sabe como os seus anéis foram formados, mas especula-se que no seu interior exista um buraco negro maciço.
Galáxias Antennae: é mais um exemplo de duas galáxias que estão se fundindo, porém em um estágio muito avançado. O próximo passo é atingir um equilíbrio que resultará em uma única galáxia. Somente as maiores estruturas sobreviverão à fusão.
Objeto de Hoag: esta galáxia é formada por estrelas brilhantes e amarelas no centro e um anel azul de estrelas separadas por um gigantesco vazio. Apesar dessa curiosa configuração, trata-se mesmo de uma galáxia única.

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11.747 – Pode Haver Vida em TItã, a lua de Saturno


Lua Titã, uma das dezenas de luas do planeta
Lua Titã, uma das dezenas de luas do planeta

Cientistas dos EUA e da Alemanha afirmaram que podem existir micro-organismos enormes e antiquíssimos em Titã, o maior dos satélites de Saturno. Segundo o artigo publicado pela revista Life, esses organismos apresentariam um sistema especial para a sobrevivência em condições extremas.
Os pesquisadores estão examinando as formas físicas e químicas de vida possível em lugares de características diferentes da Terra. Nesse contexto, foram analisadas as diversas possibilidades de composição de um ser vivo e eles chegaram à conclusão que os organismos que poderiam existir em Marte teriam peróxido de hidrogênio como líquido intracelular, enquanto em Titã seriam baseados quase unicamente na química dos hidrocarbonetos.
Os seres vivos de Titã seriam muito diferentes dos da Terra e dos supostos habitantes de Marte, já que sua temperatura de superfície é de, em média, -180ºC e não há água em estado líquido nem dióxido de carbono. Em Titã, o metano e o etano líquidos cumprem a função da água. As condições frias do satélite fariam com que o metabolismo dos possíveis organismos fosse muito lento, sendo suas células extremamente grandes e seu envelhecimento muito mais lento que na Terra.
Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, afirmou que “somente a descoberta de vida extraterrestre e de uma segunda biosfera nos permitirá testar essas hipóteses”, o que seria “uma das maiores conquistas da nossa espécie”.

11.746 – Astronomia – Você sabia que a Terra possui uma segunda Lua?


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A Lua não é o único satélite da Terra. O asteroide 2006 RH120 é também um satélite natural da Terra, descoberto em 2006 pelo Catalina Sky Survey, um observatório do Arizona, nos EUA. Esse corpo celestial gravita em torno do Sol, porém, depois de cumprir um ciclo de aproximadamente 20 anos, sua trajetória o faz orbitar ao redor da Terra, em um ciclo que dura 13 meses. Assim, nossa segunda lua orbitou a Terra pela última vez entre setembro de 2006 e junho de 2007.
Tecnicamente, é chamado de lua qualquer corpo celeste que orbite ao redor de outro, devido à força gravitacional que o segundo exerce sobre o primeiro. Ao não existir um requisito mínimo de tamanho, qualquer corpo celeste do universo que se localize naturalmente na órbita de um planeta é considerado uma lua.
Dessa forma, o 2006 RH se transforma temporariamente em um segundo satélite natural da Terra quando, a cada 20 anos, modifica sua trajetória graças à força gravitacional terrestre, para nos orbitar por 13 meses.

11.745 – Eventos Astronômicos – O grande eclipse solar da América está a caminho


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Pela primeira vez na história, a sombra projetada por um eclipse cobrirá exclusivamente a superfície correspondente ao território de um só país, embora os especialistas afirmem que o alcance do fenômeno será enorme, dado que, à medida que as fases do eclipse se desenvolverem, ele deixará várias cidades na penumbra.
Segundo a NASA, na América, o próximo eclipse total do Sol será visível somente dos EUA, dando origem ao evento que já foi batizado como “o grande eclipse americano”. No entanto, ele só poderá ser visto por 12 milhões de pessoas, e acontecerá em 21 de agosto de 2017.
A NASA já criou um mapa da rota do eclipse, mostrando, com precisão, a trajetória do Sol, que deixa uma grande área dos EUA na penumbra, do Oregon até a Carolina do Sul, e chegará ao seu auge quando passar pelo Missouri e pelo oeste do Kentucky.