9638 – Cardiologia – Infarto do miocárdio


No sistema cardiovascular, as artérias coronárias são responsáveis pela irrigação sanguínea do músculo cardíaco, abastecendo-o de oxigênio e nutrientes. Quando, por algum motivo, uma ou mais artérias coronárias são obstruídas, há a interrupção do fornecimento de sangue para o músculo cardíaco, provocando o infarto do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco.
O bloqueio do fluxo sanguíneo pode ser ocasionado pela formação de coágulos no sangue, trombos ou placas de gordura nas paredes das artérias. Sem irrigação, as células musculares do coração necrosam (morrem) dentro de poucos minutos, devido à falta de oxigênio.
Se uma pequena região do coração for afetada pelo infarto, a lesão é cicatrizada com a substituição de células mortas por tecido conjuntivo, permitindo que o coração continue sua atividade. Porém, se uma grande parte do coração for atingida pelo infarto, a emissão de sinais elétricos produzida pelo marca-passo (um aglomerado de células musculares) pode ser interrompida e os batimentos cardíacos deixam de acontecer.
A principal característica do infarto é o aparecimento de sinas e sintomas repentinos. O indivíduo sente dores agudas e súbitas no lado esquerdo do peito, sintoma mais predominante dessa doença carciovascular. Além disso, pode ocorrer dormência e formigamento no ombro esquerdo, sensação de azia, náuseas, tonturas, cansaço, dor de cabeça, palidez do rosto e sudorese excessiva.
Ao serem identificados os primeiros sinais de um quadro de infarto, é preciso buscar atendimento médico imediatamente. A pessoa que está sofrendo o ataque cardíaco deve se sentar, procurar manter a calma, evitar esforços físicos mínimos, como andar e dirigir um veículo, suas roupas e acessórios precisam ser afrouxados e seu corpo deve ser aquecido. Caso ela desmaie, é preciso que alguém verifique a pulsação e a respiração e, na ausência desses sinais vitais, deve-se começar imediatamente a fazer massagem cardíaca e ventilação (respiração boca a boca) até que a pessoa seja atendida por profissionais.
O infarto é uma doença multifatorial, isto é, causada por vários fatores. Fumo, obesidade, altos níveis de colesterol no sangue, sedentarismo, estresse, depressão, hipertensão arterial, menopausa, idade e a predisposição genética são os principais fatores de risco associados à doença. Assim, tanto o infarto quanto outras doenças cardiovasculares podem ser prevenidas com a manutenção de hábitos saudáveis de vida:
Seguir uma dieta balanceada, livre de gorduras, alimentos industrializados, condimentos, fast-foods.
Praticar exercícios físicos moderada e regularmente.
Banir o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas.
Manter o peso corporal compatível com a altura.
Evitar situações de estresse.
Checar a pressão arterial e fazer exames médicos de rotina, em especial, após os 40 anos de idade.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, estima-se que, hoje, aproximadamente 300 mil pessoas sejam acometidas pelo infarto no Brasil por ano. E deste número, cerca de 80 mil pessoas morrem por infarto anualmente.

9637 – Medicina – O que é Anisaquíase?


É o termo usado da doença aguda no trato gastrointestinal dos seres humanos causada pela ingestão do parasita da família Anisakidae. A doença manifesta-se por cólicas abdominais e vômitos, resultante da ingestão de peixes crus ou mal cozidos contaminados com a larva. A larva pode causar ulceras na parede do estômago com náusea, vômitos e dores epigástricas. As larvas podem migrar para a parte superior atacando a orofaringe e causando tosse. No intestino delgado, elas causam abscessos eosinofílicos. Com o tempo, pode haver perfuração da cavidade peritoneal. Raramente as larvas atingem o intestino grosso.
O agente etiológico é a fase larval dos nematoda dos gêneros Anisakis e Pseudoterranova. O Anisakis simplex (vermes do arenque), Pseudoterranova decipiens (verme do bacalhau ou da foca), Contracaecum spp. e Hysterothylacium (Thynnascaris) spp. são anisaquídeos.
A ocorrência desta doença é comum no Japão devido aos sushis e sashimis, também comum na Holanda, na Escandinávia e na costa do Pacífico da América Latina. No Brasil não há notificação de casos, embora tenha estudos mostrando a existência de peixes contaminados como o dourado, anchova, pargo e peixe-espada na costa brasileira, especialmente no litoral nordeste. Suspeita-se que muitos casos não estejam sendo detectados. A doença é transmitida por peixes e marisco crus, mal cozidos ou insuficientemente congelados ou mal preparados, e sua incidência deve aumentar com a popularidade crescente de restaurantes japoneses.
O diagnóstico da doença é feito pelo exame morfológico do nematoda nos casos onde o paciente vomita ou tosse o vermes ou por endoscopia. Outros casos são diagnosticados mediante o achado de lesões granulomatosas com o verme na laparotomia.
Os frutos do mar são as fontes principais de infecções em humanos. Os adultos do A. simplex são encontrados nos estômagos das baleias e dos golfinhos. Os ovos fertilizados do parasita fêmea saem do hospedeiro junto com suas fezes. Na água do mar, os ovos embrionados se desenvolvem em larvas e eclodem. Estas larvas são infectantes aos copépodes e a outros invertebrados pequenos. As larvas crescem no invertebrado e tornam-se infectantes para o hospedeiro seguinte, um peixe ou invertebrado maior, tal como uma lula. As larvas podem penetrar através do trato digestivo nos músculos deste segundo hospedeiro. Alguma evidência existe de que as larvas dos nematodas se movem das vísceras para a carne dos peixes hospedeiros, se estes não forem prontamente eviscerados após a captura. Os ciclos de vida de todos os gêneros restantes de anisaquídeos implicados em infecções humanas são similares. Estes parasitas são encontrados freqüentemente na carne do bacalhau, hadoque, linguado, salmões do pacífico, arenque e outros.
Evitar a ingestão de peixes e frutos do mar crus ou mal cozidos é a melhor medida preventiva. Recomenda-se a evisceração dos peixes logo em seguida à pesca para evitar a penetração das larvas das vísceras para os músculos.

9636 – Bioquímica – A Tetrodotoxina (TTX)


tetradotoxina

É uma potente neurotoxina. O envenenamento é causado pela ingestão de toxina produzida nas gônadas e vísceras de alguns peixes da classe Tetraodontiformes, à qual pertence o peixe baiacu. É fatal para o homem, por causar paralisia dos músculos respiratórios. A tetrodotoxina e a saxitoxina são as mais potentes conhecidas.
Esta potente neurotoxina é não-proteica, termoestável e não modifica as características sensoriais do alimento. A produção dessa toxina é de origem bacteriana (e não de alga), pois é comum bactérias associarem-se à animais marinhos. Cepas da família da Vibrionaceae, Pseudomonas sp. e Photobacterium phosphoreum são causadoras desta produção. A despeito dos cuidados na preparação, no Japão ainda são responsáveis por casos fatais, contabilizando-se cerca de 50 mortes por ano. A importação desse peixe é proibida em alguns países. Um potencial perigo permanece em relação a possíveis erros em seu preparo.
A intoxicação por esta biotoxina ocorre devido a ingestão do baiacu e de outras espécies que produzem a tetrodotoxina. Após ingestão do peixe o período de incubação é de 20 minutos a 3 horas, havendo relato de casos com início dos sintomas 2 a 3 minutos após a ingestão. No Japão é um problema de saúde pública, pois faz parte da culinária tradicional. É considerada uma iguaria preparada e vendida em restaurantes especiais com indivíduos treinados e licenciados capazes de remover cuidadosamente as vísceras para reduzir o perigo de envenenamento.
O primeiro sintoma de envenenamento é uma dormência dos lábios e da língua. O sintoma seguinte é o aumento de parestesia de face e extremidades, que pode ser acompanhada de sensação de leveza ou flutuação. Dor de cabeça, rubor facial, dor epigástrica, náusea, diarreia e ou vômito podem ocorrer. Dificuldade para andar pode ocorrer nessa fase que evolui para o aumento da paralisia, com dispneia. A fala é afetada e a pessoa envenenada apresenta comumente cianose e hipotensão, com convulsões, contração muscular, pupilas dilatadas, bradicardia e insuficiência respiratória. O paciente, embora totalmente paralisado, permanece consciente e lúcido até o período próximo da morte. O óbito ocorre dentro de 4 a 6 horas, podendo variar de cerca de 20 minutos a 8 horas.
O diagnóstico presuntivo é feito com base no quadro clínico e história de ingestão recente do baiacu. É importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras síndromes causadas por toxinas naturais, em especial, as produzidas por frutos do mar e o botulismo. As medidas de controle são feitas por notificação. As medidas preventivas são feitas com orientações sobre o risco de ingestão do peixe baiacu e outras espécies que produzem a tetrodoxina.

9634 – Consumo de álcool pode acelerar perda de memória


Os homens de meia-idade que consomem mais de duas doses de bebida alcoólica por dia podem acelerar a perda de memória em até seis anos, revela um estudo publicado no periódico Neurology.
O estudo foi feito com base em dados coletados de mais de 5.000 homens de 44 a 69 anos. Eles responderam perguntas sobre seus hábitos de consumo alcoólico em três ocasiões, durante um intervalo de dez anos. Também foram submetidos a testes cognitivos e de memória, repetidos duas vezes nos dez anos seguintes.
“Nosso estudo sugere que beber em alta quantidade está associado a uma queda mais rápida de todas as áreas da função cognitiva nos homens”, afirma Severine Sabia, pesquisadora da University College London e uma das autoras do estudo.
Não houve diferenças em perda de memória entre os homens que não bebiam e os que tomavam menos de duas doses (cerca de 20 gramas de álcool) por dia. Acima dessa quantidade, as habilidades mentais dos participantes começaram a declinar de forma mais rápida. Os homens que bebiam 36 gramas de álcool ou mais diariamente – cerca de duas latas e meia de cerveja – tiveram quedas mais acentuadas em sua memória e nas funções cerebrais, podendo chegar a um prejuízo equivalente ao envelhecimento de seis anos.

O corpo intoxicado
O consumo exagerado de gordura, sódio e álcool e a superexposição ao sol e ao cigarro, entre outros hábitos ruins da modernidade, podem comprometer o funcionamento de uma das mais nobres estruturas celulares, as mitocôndrias – pequenas usinas de energia existentes no interior das células. Quando agredidas, elas deflagram a produção excessiva de radicais livres, átomos ou moléculas altamente reativos que podem desequilibrar a bioquímica celular.
O cigarro e o açúcar agridem as células das artérias, provocando um quadro inflamatório e, consequentemente, estimulando a produção
de radicais livres. Ao entrarem em contato como colesterol circulante, eles alteram a bioquímica das moléculas de gordura, fazendo com que se depositem com mais facilidade nas paredes arteriais. Já as baixas doses de oxigênio características do ar poluído levam o órgão a aumentar as contrações musculares, desgastando-o.

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Fígado
O fígado depura cerca de 80% das impurezas circulantes no organismo. Uma das mais nocivas é o etanol. Para ser metabolizada, a substância exige grande esforço do órgão. Tal demanda aumenta a produção de radicais livres. Com isso,o fígado tem comprometida sua capacidade de processar lipídios, o que pode levar ao acúmulo exagerado de gordura (a esteatose).

figado

Pele
Uma das ações mais tóxicas do sol é danificar os telômeros, trechos do cromossomo que têm a função de proteger o DNA de agentes externos, assegurando que a informação genética seja perfeitamente copiada durante a divisão celular. Enfraquecidos, deixam o material genético vulnerável, estimulando o envelhecimento celular e facilitando o desenvolvimento de doenças

Cérebro
A barreira hematoencefálica filtra a maioria das substâncias químicas circulantes no sangue. Com moléculas diminutas, o álcool é um dos poucos compostos que conseguem vencer esse obstáculo. Ao atingir o tecido cerebral, a bebida estimula os neurônios a aumentar a quantidade de neurotransmissores, sobretudo o GABA, responsável por reduzir o funcionamento do sistema nervoso central. A consequência: sedação e perda de reflexos do organismo.

cerebro

Pâncreas
A alta toxicidade do álcool e do excesso de gordura agride as células do pâncreas, causando um processo inflamatório. A inflamação favorece o entupimento dos canais secundários do órgão – aqueles que transportam suco pancreático, envolvido no processo digestivo. Já o excesso de açúcar faz com que as células produtoras de insulina aumentem a fabricação do hormônio, o que pode levá-las à exaustão.

Rins
Os rins eliminam o excesso de sódio através da urina. Em excesso, a substância danifica as células renais, levando à inflamação, mecanismo que contribui para o estreitamento dos vasos.

Intestinos
Na tentativa de metabolizar grandes quantidades de gordura, álcool e açúcar, as células intestinais aumentam seu ritmo metabólico, o que incrementa a síntese de radicais livres. Uma das principais consequências desse processo é a intensificação dos movimentos peristálticos. Com isso, reduz-se a absorção de água e sal. Tem-se então um quadro de diarreia. A longo prazo, pode haver a formação de tumores.

9633 – Google desenvolve lentes de contato para diabéticos


gugol

O “Google lab” anunciou que desenvolve lentes de contato que ajudarão pessoas com diabetes a controlar seus níveis de açúcar.
“Estamos testando lentes inteligentes fabricadas para medir a taxa de glicose nas lágrimas”, explicaram os responsáveis pelo projeto, Brian Otis e Babak Parviz.
Estas lentes funcionam “utilizando um pequeno dispositivo conectado a um detector de glicose miniaturizado, que estão contidos em duas camadas do material com o qual são feitas as lentes de contato”.
Os testes clínicos estão em andamento, do mesmo modo que os procedimentos junto à agência de medicamentos dos EUA (FDA, sigla em inglês).
Os protótipos das lentes puderam determinar a glicose nas lágrimas a cada segundo e os pesquisadores analisam a possibilidade de integrar sinais luminosos para alertar sobre níveis perigosos.

9632 – Terapia genética em teste freia doença ocular degenerativa


Conseguir ler três linhas de letras miúdas a mais durante um exame de vista pode não parecer um grande triunfo, mas faz uma diferença tremenda para quem estava ficando cego por causa de uma doença degenerativa.
Esse avanço ocorreu durante um teste da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que usou terapia genética para tentar reverter o dano à retina e a outras regiões cruciais dos olhos.
O resultado do teste clínico de fase 1 (cujo objetivo principal é verificar só a segurança do tratamento) foi relatado na revista médica “Lancet”, uma das mais importantes do mundo.
Não há nada de milagroso: dos seis pacientes tratados, quatro continuam com a mesma acuidade visual que tinham antes da operação (eram os casos menos sérios, nos quais a visão era só um pouco mais fraca do que a de pessoas sadias).
Os outros dois doentes –justamente os que já tinham perdido boa parte da visão– responderam de forma mais clara ao tratamento.
A doença que a equipe do pesquisador Robert MacLaren está tentando enfrentar é a coroideremia, assim chamada porque afeta a coroide, camada do olho cheia de vasos sanguíneos que ajuda a nutrir a retina, também progressivamente destruída pela moléstia. A coroideremia afeta uma pessoa a cada 50 mil, em geral homens– e tem origem genética. A cegueira vem ao longo de décadas e é inevitável.
Como um defeito num único gene desencadeia o problema, a ideia dos cientistas é substituir o trecho de DNA defeituoso pelo equivalente “em bom estado”.
Isso é conseguido por meio de um vírus modificado que, na natureza, infecta seres humanos e outros primatas sem causar doenças.
Em laboratório, os cientistas embutem o gene de interesse no vírus, como um arquivo num pen drive, e ele fica encarregado de espalhar o gene nas células do olho após ser injetado no local.
Seis meses depois do procedimento, os resultados se mantiveram –o que ainda é pouco tempo, admitem os cientistas, dada a progressão lenta da doença.
As doenças degenerativas que afetam os olhos têm estado entre os alvos preferenciais da geneterapia por uma conjunção de motivos.
O mais óbvio deles é que não há cura para esse problema, o que justifica abordagens ousadas para preservar a visão dos pacientes.
Além disso, há a questão de como “entregar” o DNA com efeito terapêutico às células certas e evitar que ele afete outros tecidos que não precisam daquele gene extra.
Ainda há o temor de que os vírus modificados que são os “entregadores de DNA” saiam do controle. Os olhos são bons alvos para essas terapias porque o acesso à área de interesse é relativamente fácil e, ao mesmo tempo, a chance de que os vetores de DNA se espalhem por outros tecidos é baixa.
Além dos males oculares, a terapia genética tem mostrado resultados em outros problemas raros de origem hereditária, como baixa imunidade crônica e leucemia.
Por enquanto, só um tratamento desse tipo, para tratar um problema metabólico que causa inflamação do pâncreas, já foi liberado para comercialização na União Europeia.

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9630 – Biologia Marinha – Descobertos mais de 180 peixes luminosos


enguia luminosa
enguia luminosa

Quando achamos que já conhecemos o bastante, 180 espécies de peixes aparecem para nos encantar ainda mais com a natureza.
Em 2011, cientistas do Museu Americano de História Natural perceberam, por acaso, uma enguia verde brilhante nas fotos de uma expedição no fundo do mar das Ilhas Cayman, território britânico no sul do Caribe.
Curiosos, logo organizaram grupos de estudo para mergulhar e entender do que se tratava. Resultado? Não apenas uma enguia, mas mais de 180 novas espécies, que brilham em tons de verde, laranja e vermelho, foram descobertas. “No início, achamos que era uma brincadeira do fotógrafo, que ele tinha usado Photoshop nas imagens”, conta John Sparks, do Museu Americano de História Natural.

Mas o que faz, de fato, os peixes brilharem? A biofluorescência. Funciona da seguinte maneira: o organismo absorve luz e a reflete, com uma cor diferente. Corais, águas-vivas, e outros animais com a propriedade, são conhecidos desde a década de 1960, mas este é o primeiro registro de peixes. “Levamos mais de dois anos para desenvolver diferentes equipamentos necessários para estudar peixes biofluorescentes”, conta Sparks.
O Plos One*, publicação online que divulga novidades científicas, disponibilizou documento que revela detalhes da pesquisa. Os peixes já foram organizados em 16 ordens, 51 famílias e 105 gêneros.

9629 – Biologia – Uma situação enganadora


A cascavel, quando encontrada no meio de sua refeição, não deve ser considerada indefesa; ela pode vomitar rapidamente a presa que está quase engolida e ficar pronta para fincar os dentes em qualquer um que lhe perturbe a paz.

cascavel

Cascavel é o nome genérico dado às cobras venenosas dos géneros Crotalus e Sistrurus. As cascavéis possuem um chocalho característico na cauda, e estão presentes em todo o continente americano. Geralmente, refere-se mais especificamente à espécie Crotalus durissus, cuja área de distribuição se estende do México à Argentina. A cascavel, por razões não bem entendidas, em vez de sair completamente de sua pele antiga, mantém parte dela enrolada na cauda em forma de um anel cinzento grosseiro. Com o correr dos anos, estes pedaços de epiderme ressecados formam os guizos que, quando o animal vibra a cauda, balançam e causam o ruído característico. Embora no conceito popular o número de anéis do guizo às vezes é interpretado como correspondente a idade desta cobra, isto não é correto, pois no máximo poderia indicar o número de trocas de pele. A finalidade do som produzido pelo guizo é de advertir a sua presença e espantar os animais de grande porte que lhe poderiam fazer mal. É uma ótima possibilidade de evitar o confronto.

9628 – Sem chance pros ratos…Tashirojima, a aldeia onde há mais gatos que pessoas


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Os gatos habitam a ilha há séculos e são tantos que ninguém nunca se atreveu a contá-los.
A ilha possui 100 habitantes permanentes.
Tal ilha no Japão é também conhecida como a ilha dos gatos, e é uma atração turística para os admiradores desse felino.
Não há cães na ilha, cuja entrada é proibida.
Originalmente, os gatos foram introduzidos com o intuito de controlar a população dos ratos, uma praga que atacava as fazendas de bicho-da-seda, mas a atividade foi suspensa, aí sobraram os gatos.
Encontra-se no Oceano Pacífico ao largo da península de Oshika , a oeste de Ajishima. É uma ilha habitada, embora a população é muito pequena (cerca de 100 pessoas, abaixo dos cerca de 1000 pessoas na década de 1950 ). Tornou-se conhecido como “Cat Island”, devido à grande população gato de rua que vive, como resultado da crença local que alimenta os gatos vão trazer riqueza e boa sorte. A população gato é agora maior do que a população humana na ilha.
Desde de 83% da população é classificada como idosos, aldeias da ilha ter sido designado como uma ” aldeia de terminal “o que significa que, com 50% ou mais da população sendo mais de 65 anos de idade, a sobrevivência das aldeias está ameaçada.
Há um pequeno santuário gato, conhecido como Neko-Jinja (猫神社 ?), no meio da ilha, aproximadamente situado entre as duas aldeias. No passado, os habitantes da ilha criavam bichos de seda, e os gatos foram mantidos, a fim de manter a população dos ratos baixa (porque os ratos são um predador natural dos bichos). Pesca fixa era popular na ilha após o Período e pescadores de outras áreas vinham ficar na ilha durante a noite. Os gatos iam para as pousadas onde os pescadores estavam hospedados e implorar por migalhas. Com o tempo, os pescadores desenvolveram um carinho para os gatos e foram observando os gatos de perto, interpretando suas ações como previsões dos padrões climáticos e gosto por peixe. Um dia, quando os pescadores estavam coletando pedras para usar com as redes fixas, uma rocha perdida caiu e matou um dos gatos. Os pescadores, sentindo pena da perda do gato, enterrou-o e consagrou-o neste local na ilha.

gatos da ilha

9627 – Como a estrela-do-mar se regenera?


Tal espécie, que não é peixe, invade com frequência bancos de ostras, causando considerável destruição. Algumas estrelas foram partidas em 2, para evitar o problema; em pouco tempo, porém, a área tinha o dobro de estrelas. Motivo: regeneração.

Regeneração é a capacidade dos tecidos, órgãos ou mesmo organismos se renovarem ou ainda de se recomporem após danos físicos consideráveis. Deve-se à capacidade das células não afetadas de se multiplicarem e, em acordo com a necessidade, de se diferenciarem, a fim de recompor a parte lesionada.
A capacidade de regeneração tecidual depende do tipo de célula, tecido ou órgão afetados pela injúria. Depende da capacidade de multiplicação da célula, e se as células envolvidas são lábeis, estáveis ou perenes.
O epitélio (pele) se regenera rápida e facilmente quando destruído. Células hepáticas (fígado) e tecido ósseo têm alto poder de regeneração. As células do músculo liso são capazes de regenerar em resposta a fatores quimiotáticos (que atraem outras células) e mitogênicos (que promovem mitose). Já o músculo estriado é frequentemente classificado como permanente, incapaz de regeneração. Todas as variedades de tecido conjuntivo são capazes de se regenerar, mas em diferentes níveis de capacidade. O tecido nervoso periférico tem baixo poder de regeneração, mas pode se recompor diante de algumas agressões, já no tecido nervoso central os neurônios não podem ser regenerados.
Alguns animais são muito conhecidos pela capacidade de regeneração de seus tecidos, órgãos ou mesmo sistemas. As planárias, os axolotes e a estrela-do-mar são exemplos. A regeneração das caudas das lagartixas constitui também exemplo muito recorrente.
Falha no mecanismo que limita e controla a capacidade e a velocidade de regeneração em tecidos específicos levam geralmente à formação de tumores.

estrelas

Estrelas-do-mar
São metazoários que tem um esqueleto interno encrustrado de sais calcários.
No caso específico da estrela do mar, o esqueleto é formado por placas de carbonato de cálcio .
Ainda comum à todos os equinodermos é a disposição raiada ou simétrica do corpo, o que as vezes se verifica também nos órgãos internos.
Pelos seus tubos circula água salgada.
Penetra pela placa madrepórica (placa calcária porosa existente no disco superior de uma estrela do mar) , em contato com essa placa fica o tubo pétreo, pelo qual a água circula e passa ao tubo anelar, que rodeia o esôfago.
De dentro deste canal aquífero partem cinco canais radiais, que percorrem, dentro do sulco mediano, toda longitude dos braços.
Ao longo de cada canal radial há uma série de outros canais laterais, que terminam em uma expansão cilíndrica contrátil em cuja extremidade há um pequeno disco adesivo.
O aparelho aquífero, assim constituído, promove a locomoção, fixação do animal e apreensão de alimentos.
O movimento dos cílios vibráteis que forram estes cílios determinam a direção do fluxo da água.
São mais comuns as de 5 braços, embora algumas cheguem a ter até 50 braços.
Se alimentam de moluscos, crustácios, esponjas e corais.
Quando um braço de uma estrela quebra, ele se regenera, e do pedaço quebrado forma-se outra estrela. A ciência ainda não consegue explicar e entender como funciona o fenômeno, e o conhecimento de tal mecanismo e reprodução é ainda um sonho da medicina.
Não possui cabeça e nem cauda; seu corpo consiste de duas partes: o disco central com a boca e o ânus; e os braços, que têm carreiras de pequenos pés tubulares capazes de movimentá-la.
As estrelas-do-mar não possuem cérebro, o seu sistema nervoso é ventral e ganglionar.

9626 – As 10 florestas mais devastadas do planeta


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A atividade humana gera impactos nem sempre positivos no planeta. A agricultura, extração de recursos naturais e a caça, por exemplo, podem destruir florestas e arruinar ecossistemas. Veja agora as 10 florestas mais devastadas do mundo, de acordo com a organização Conservation International.
Os rios e lagos da Indo-Birmânia anbrigam diversas espécies de peixes e tartarugas, incluindo alguns dos maiores peixes de água doce do mundo. No entanto, esses importantes ecossistemas aquáticos estão ameaçados pela destruição das florestas nas planícies aluviais, causada pela expansão do cultivo de arroz. Além disso, os rios foram represados para gerar energia elétrica, o que causou um alargamento dos bancos de areia. Por todos esses motivos, estima-se que apenas 5% da área permaneça preservada.

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Isolado e distante, o arquipélago que forma a Nova Zelândia é casa de espécies que não existem em nenhuma outra parte do mundo, como o simpático kiwi. No entanto, desde o século 19, a entrada de espécies estrangeiras nas ilhas vem causando o desequilíbrio ecológico nesse ecossistema. Soma-se a isso o impacto da caça, da destruição das florestas e da drenagem dos pântanos e o resultado é a extinção de inúmeros seres vivos.
A flora e a fauna da região do arquipélago indo-malaio, que inclui as ilhas de Bornéu e Sumatra – estão em grave perigo devido à expansão da indústria florestal e do tráfico internacional de animais. Entre as atividades comerciais mais predatórias da região estão a extração de borracha, óleo de dendê e celulose, além do corte ilegal de madeira.

florestas-filipinas

Historicamente devastadas pela atividade madeireira, as florestas filipinas sofrem também com a expansão agrícola. Algo preocupante em um país onde cerca de 80 milhões de pessoas dependem de recursos naturais das florestas para sobreviver.
Inicialmente devastada pelas plantações de café e cana-de-açúcar, a Mata Atlântica conta hoje com apenas 10% de sua área original. Cerca de duas dúzias de espécies vertebradas nativas dessa região brasileira lutam contra a extinção, entre elas o mico-leão-dourado.
A construção da barragem de Três Gargantas, a maior do mundo, a caça, a extração de madeira e o pasto são os principais fatores que estão levando à destruição o habitat do panda gigante, no centro-sul da China.
A Província Florística da Califórnia nos Estados Unidos, possui diversas espécies de flores e abriga o maior organismo vivo do planeta, a Sequoia Gigante. Há séculos ameaçada pela agricultura comercial, a região já presenciou a extinção do urso cinzento e de outros animais.
As florestas costeiras da África Oriental também são ameaçadas pela expansão agrícola. Neste caso, o solo pobre, o crescimento populacional e a agricultura de subsistência são os principais responsáveis pela drenagem dos recursos naturais da região.
Casa dos lêmures e de outras diversas espécies que só se desenvolveram ali, Madagascar sempre foi um exemplo de biodiversidade. No entanto, estima-se que apenas 10% do ecossistema original da ilha ainda exista, devido à caça, à extração de madeira, à mineração e à agricultura.

9625 – Em crise, parque arqueológico do Piauí pode ficar sem segurança


parque arqueologico

A maior concentração de sítios arqueológicos conhecida nas Américas, o Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) passa por mais uma crise financeira e pode ter sua segurança reduzida a partir do próximo mês, tornando-se vulnerável a exploradores e pichadores.
Esta não é a primeira vez que a Fumdham (Fundação Museu do Homem Americano), que administra o parque em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), ameaça encerrar suas atividades por falta de verba.
Mas, agora, a presidente da fundação, a arqueóloga Niède Guidon, tomou uma medida drástica: no início do ano, deu aviso prévio aos cerca de cem funcionários que trabalham no parque.
Ela diz que pretende vender os seis veículos da Fumdham para pagar as rescisões contratuais. O ICMBio, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, tem apenas dois servidores no parque. Os 34 seguranças contratados pelo instituto são terceirizados.
Ela diz ter gasto fixo mensal em torno de R$ 400 mil, mas, neste mês, a reserva é de R$ 225 mil, sobra de um patrocínio de R$ 1,3 milhão da Petrobras no ano passado.
O ICMBio não repassa um valor fixo à fundação e o último aporte, de R$ 2,6 milhões, foi feito em junho de 2012, segundo a Fumdham.
Guidon disse ter pedido socorro ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no início de 2013, mas não teve resposta.
O Parque Nacional da Serra da Capivara tem 129 mil hectares e foi criado em 1979.No local, há mais de mil sítios arqueológicos pré-históricos.
O parque recebe, por ano, 20 mil pessoas. Os ingressos custam R$ 25, mas brasileiros e residentes no país pagam meia. A administração diz que o dinheiro vai para o governo federal.
A Petrobras não informou se vai renovar o patrocínio, que vence em março. Já o Iphan disse que distribuirá R$ 500 mil entre 50 sítios arqueológicos neste ano, mas não há previsão para liberar os recursos.

9624 – Alerta: Remédio para convulsões é usado para emagrecer e causa efeitos colaterais


Pessoas que usam o remédio topiramato, descoberto nos EUA em 1979 para combater convulsões, como emagrecedor relatam efeitos colaterais como adormecimento e formigamento em várias partes do corpo, náuseas, problemas de memória e muitas dificuldades com o reflexo motor, além de sonolência e dificuldade de concentração.
O uso com essa finalidade se tornou mais comum há dois anos, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda de emagrecedores à base de anfetaminas e restringiu a venda de sibutramina.
A proibição foi derrubada recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, mas essas substâncias ainda não voltaram às farmácias.
Enquanto isso, muitas pessoas com problemas de excesso de peso têm resolvido procurar o topiramato (Topamax). O remédio já tem sites criados por fãs e grupos de discussão.
Os efeitos colaterais relatados por usuários do remédio indicam risco para quem dirige automóveis ou máquinas ou que esteja envolvido em atividades que exijam alto grau de concentração.
Médicos afirmam que, como acontece com todo medicamento, o uso de topiramato requer atenção e cuidados por parte do profissional que o indica, mas também apontam que a droga pode de fato trazer benefícios a pessoas com excesso de peso.
O anticonvulsivante agiria numa área do cérebro que controla a saciedade, mas a substância também tem sido usada como coadjuvante no tratamento de transtornos de humor e até no combate à dependência de álcool e outras drogas.
Na história da medicina, vale dizer que não são incomuns medicamentos descobertos com uma finalidade que passam a ter uso completamente diverso.
Para o médico Henri Bischoff, especialista em controle do metabolismo, a proibição de anfetaminas pela Anvisa deixou os médicos “à mercê de medicamentos que não têm como objetivo o emagrecimento, mas como um de seus efeitos colaterais”.
Para o médico e psiquiatra, a atenção que o topiramato vem recebendo como emagrecedor é justificável, mas faltam registros científicos sobre o abuso dessa medicação.
Baltieri afirma ainda que o mecanismo neurobiológico pelo qual o medicamento leva à perda de peso não é totalmente conhecido.

9623 – Robótica – Atlas, o robô humanoide


Atlas, o 1° de muitos...
Atlas, o 1° de muitos…

A Darpa, agência de desenvolvimento tecnológico do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, apresentou ao público nesta semana o robô Atlas, que com dois braços, duas pernas, 1,80 metro de altura e 150 quilos, tem o que seus criadores chamam de “antropometria quase humana”.
O robô está sendo desenvolvido para atuar em situações de emergência onde atividades normalmente desempenhadas pelo corpo humano – como acionar alavancas, apertar botões ou abrir portas – são necessárias, mas onde pessoas de carne e osso não teriam chance de sobreviver, como acidentes graves em instalações nucleares.
Ele consegue manter o equilíbrio e permanecer de pé após ser atingido por uma bola de demolição. O ATLAS também anda em uma esteira com facilidade, caminhando com os dois pés, e desvia de obstáculos colocados no seu caminho.
De acordo com reportagem sobre o robô publicada no jornal The New York Times,embora sistemas robóticos já sejam capazes de pilotar aviões ou guiar automóveis, a complexidade envolvida em comandar de um corpo semelhante ao humano é muito maior, e ainda deve demorar para que modelos baseados no Atlas possam realmente ir a campo.
Gill Pratt, um administrador da Darpa, mencionou os 19 bombeiros americanos que morreram em ação no Arizona, semana passada. “Muitos de nós, no campo da robótica, vemos eventos assim no noticiário, e o que nos comove profundamente é um sentimento de, não poderíamos fazer melhor?”.

9622 – Globos solares são capazes de captar energia até da Lua


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Painéis solares são conhecidos por serem pouco eficientes e por terem um design não muito agradável. Os globos solares Rawlemon buscam mudar essa história, oferecendo uma tecnologia até 70% melhor na captação de luz do Sol e ainda um formato belo que pode ser considerado até mesmo o de um artigo de decoração para a sua casa.
Os aparelhos da Rawlemon podem captar até mesmo a energia solar refletida pela Lua. O projeto é do alemão André Broessel, que começou a trabalhar no produto há três anos com o objetivo de baratear e tornar mais eficiente captura da energia do Sol.
O conceito do novo aparelho é relativamente simples. Ele é uma esfera de vidro perfeita que faz a refração da luz em um raio concentrado. Para seguir a movimentação do Sol durante o dia, o Rawlemon conta com um microrastreador que segue o astro em sua percurso diário de leste a oeste. O mesmo se aplica quando o produto é usado à noite.”É uma oportunidade única de coletar enegia em uma situação em que outros sistemas falham”, de acordo com a descrição do projeto.
Após a captação, a energia é armazenada em baterias que podem abastecer a seu casa ou até mesmo um restaurante, segundo os criadores. “Estamos concebendo produtos autônomos que podem concentrar a luz mesmo em um dia nublado, que estão gerando energia onde quer que você esteja.
O projeto de Broessel fez sua estreia na plataforma de financiamento coletivo IndieGoGo recentemente, com a meta de arrecadar 120 mil dólares, cerca de 282 mil reais. Até o momento, o projeto conseguiu pouco mais de 4 mil dólares, aproximadamente 9.400 reais. Ainda há mais 26 dias de campanha de captação de fundos.
A versão beta do produto sai por 150 dólares (354 reais), mas a contribuição mínima para apoiar a iniciativa é de 1 dólar (2,38 reais). Se a meta financeira não for atingida, o dinheiro é devolvido aos apoiadores.

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9621 – Onda de calor provoca ‘chuva’ de morcegos na Austrália


Uma “chuva” de morcegos assustou moradores do estado de Queensland, na Austrália. Por causa de uma onda de calor, cerca de 100 mil morcegos morreram. A Sociedade de Proteção dos Animais (RSPCA, na sigla em inglês) da Austrália confirmou a morte dos animais. Segundo meteorologistas, a temperatura na região de Pilbara se aproximou dos 50 graus Celsius.
Tais ondas de calor são uma catástrofe para todas as colônias de morcegos. Quando a temperatura supera os 43 graus Celsius, eles chegam a se unir e a urinar em si mesmos na tentativa de resfriar o corpo. Mesmo assim, a maioria simplesmente cai das árvores. A decomposição provoca mau cheiro no local.
As autoridades de saúde da Austrália aconselharam a população a avisar os serviços de vida selvagem local para remover as carcaças de suas propriedades. Também pediram para que ninguém toque o morcego para evitar o risco de infecções.
Alguns morcegos podem parecer mortos, mas morderam e arranharam quando as pessoas tentaram removê-lo. Segundo as autoridades de saúde, 16 pessoas já receberam tratamento antiviral após tocarem morcegos que inicialmente pareciam mortos.
A chegada tardia das monções no Norte da Austrália tem contribuído para o calor escaldante. Além dos morcegos, outras espécies sofrem, como papagaios e cangurus.
Veja abaixo um vídeo que mostra os morcegos em volta das árvores por causa da onda de calor:

9620 – Esse é um trabalho para o “Batman” – Morcegos ajudam a recuperar Mata Atlântica


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Restam, apenas, cerca de 8,5% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil – o que significa que o homem destruiu, aproximadamente, 91,5% do bioma em nome do “progresso”. Mas, felizmente, enquanto os seres humanos inssitem em destruir a natureza, os animais que vivem na floresta estão lutando para preservá-la.
Um bom exemplo são os morcegos frugívoros – isto é, que só se alimentam de frutos. Estudo coordenado pelo pesquisador Marcelo Guimarães Rubio, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, aponta que esses animais têm papel fundamental na recuperação da Mata Atlântica que o homem destruiu.
Os morcegos frugívoros comem pequenos frutos e infrutescências e, depois, espalham as sementes desses alimentos por toda a floresta, ao fazer cocô enquanto voam. Ou seja, eles são verdadeiros jardineiros da natureza.
Outros animais, como a anta, também cumprem esse papel de “reflorestadores”, mas a pesquisa revela que os morcegos são mais eficazes. Isso porque eles voam grandes distâncias todas as noites, podendo levar as sementes muito mais longe, e têm um processo digestivo mais acelerado, o que faz com que espalhem as sementes mais rapidamente. Algumas espécies de morcego levam, apenas, 30 minutos para transformar o que comem em cocô, sabia?
E ainda tem mais: além de ajudar a recuperar a floresta, os morcegos contribuem para melhorar a vida de milhares de pessoas e, também, a economia do país, já que o bioma presta serviços ambientais que geram cerca de 70% do PIB do Brasil.
Realizada desde 2011, a pesquisa comandada por Rubio para entender o comportamento dos morcegos e seu padrão de dispersão de sementes na Mata Atlântica foi realizada na Reserva Natural Salto Morato, que fica no litoral norte do Paraná e é mantida pela Fundação Grupo Boticário. O local foi escolhido por abranger parte do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil e abrigar 28% das espécies de morcegos que vivem no Paraná, sendo que duas delas estão ameaçadas de extinção.

9618 – Inventos e Nanotecnologia


Conver-soja
Um carro com bancos de fibra vegetal .
QUAL É A VANTAGEM: A espuma de soja é mais barata e sua fabricação polui menos. Mas há um problema. “O consumidor gosta do cheirinho de carro novo. Mas, com a fibra vegetal, o veículo fica com cheiro de óleo de cozinha”, diz Deborah Mielewski, da Ford.

Dura-Vírus
Uma bateria viva.
Como é muito pequeno (6 nanômetros), o vírus M13 poderá ser usado para fabricar baterias ultradensas, com até 3 vezes a potência das convencionais. Os cientistas do MIT, onde a idéia nasceu, juram que o bichinho é inofensivo à saúde.

Notemilho
Um computador biodegradável.
Você já teve vontade de jogar seu computador no lixo? Faça isso sem agredir o ambiente: a Fujitsu criou um laptop de PLA (ácido lático polimerizado), plástico à base de milho que não polui. O único senão: ele é altamente inflamável.

i-Pano
Um celular que você pode dobrar antes de pôr no bolso.
A DuPont está desenvolvendo um material, à base de nanotubos de carbono, que parece um pedaço de seda, mas conduz eletricidade – e, portanto, poderia ser usado em gadgets “molinhos”.

Salmo-Lux
Uma lâmpada meio nojenta.
Segundo o cientista Andrew Steckl, da Universidade de Cincinnati, usando esperma de salmão é possível fabricar lâmpadas que duram até 5 vezes mais que as tradicionais – o DNA do bicho melhora a ação dos elétrons.

Nanotecnologia do Mal
Enquanto a biotecnologia provoca risadas, a nanotecnologia espalha medo. Tudo por causa dos nanotubos de carbono, cujo tamanho minúsculo (50 mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo) e altíssima resistência prometem revolucionar a fabricação de quase tudo, de pneus a chips de computador. Segundo um estudo publicado na revista Nature, eles podem causar câncer. “Não há perigo, pois ninguém vai ingerir os nanotubos”, explica Henrique Toma, do Instituto de Química da USP. Nos produtos do futuro, eles virão encapsulados dentro de outros materiais, como o plástico. Mas, nas fábricas de nanotubos, será preciso usar máscaras e equipamentos de proteção.

9617 – Mega Indústrias – A General Eletric


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Também conhecida por GE, é uma empresa multinacional americana de serviços e de tecnologia. Foi a empresa de maior papel no esquema internacional do Cartel Phoebus.
A GE Healthcare, é uma divisão de negócios da GE voltada para a produção de equipamentos de diagnóstico por imagem.
Foi fundada por Thomas Edison em 1878 com o nome de Edison Electric Light Company.
Um ano depois, em Nova Jersey (EUA), Edison inventa a primeira lâmpada incandescente com filamento de carbono comercialmente viável. Ainda em 1879, Edison e sua equipe desenvolvem o primeiro dínamo, capaz de fornecer energia elétrica para um bairro inteiro.
No ano seguinte (1880), Edison registra a patente de sua lâmpada, incluindo as características fundamentais da lâmpada por filamento de carbono. Ainda neste ano, ele aumenta a vida útil das lâmpadas para 600 horas de duração.
Em 1882 Thomas Edison lança seu primeiro negócio de energia e constrói a primeira Central de Energia dos Estados Unidos, em Nova York (EUA), com o nome de Edison Electric Illuminating Company.
Oito anos depois (1890) a primeira fábrica de lâmpadas incandescentes é fundada em Menlo Park, Nova Jersey (EUA).
Em 1892, já nas mãos de J. P. Morgan, principal patrocinador/investidor de Thomas Edison, nasce a General Electric Company a partir da fusão entre a Edison General Electric Company e a Thomson-Houston Company.
Dois anos depois, em 1900, é registrada a marca GE (monograma/logotipo/logomarca) como conhecemos até hoje.

Turbina geradora GE
Turbina geradora GE

9615 – Droga pode prevenir câncer de próstata


Versão mais concentrada de um remédio contra a calvície se mostrou eficaz na prevenção do câncer de próstata, segundo pesquisa divulgada nos EUA
Porém, o estudo revela que o uso prolongado da droga pode causar efeitos colaterais, como impotência e redução do desejo sexual.
Além disso, se, apesar do tratamento, o paciente desenvolver câncer, o tumor poderá ser muito mais agressivo.
O estudo de especialistas do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas e do Instituto Nacional do Câncer dos EUA mostrou que a droga, finasteride, reduziu a incidência de câncer de próstata em 25% dos homens que participaram da pesquisa.
A finasteride é usada tanto em remédio contra a calvície quanto num outro tipo de medicamento, contra o aumento da próstata.
‘Trata-se do primeiro tratamento que comprovadamente reduz o risco do desenvolvimento de câncer de próstata’, afirmou Ian Thompson, coordenador do estudo.
A droga usada no estudo é vendida com o nome de Proscar pelo laboratório Merck & Co e é recomendada para reduzir o aumento benigno da próstata, comum em homens mais velhos.
Uma versão menos concentrada do remédio chamada Propécia é vendida para tratar a calvície.
O estudo foi publicado na revista ‘New England Journal of Medicine’. Os médicos deram finasteride ou placebo (substância inócua) a nove mil homens e os acompanharam por sete anos.
Os cientistas constataram que 24% dos homens que tomaram placebo (1.147) tiveram câncer de próstata, contra 18% dos que tomaram finasteride (803).
A droga Proscar age reduzindo os efeitos do hormônio masculino testosterona.
Mas a pesquisa constatou efeitos colaterais preocupantes. O mais sério é relacionado ao câncer. Dos homens que participaram do estudo e tomaram finasteride, 6,4% desenvolveram tumores mais agressivos, contra 5,1% dos que receberam placebo.
Não está claro se isso ocorreu porque esses homens contraíram um câncer naturalmente mais agressivo.
O especialista Scott Lucia, da Universidade do Colorado, que examinou amostras dos tecidos, afirmou ser possível que a droga, de alguma forma, estimule o surgimento de tumores mais agressivos, embora duvide dessa hipótese.
Mais provável, segundo ele, é que, como a droga induz a retração da próstata, os poucos tumores que resistem aos efeitos da droga se tornam mais aparentes.
Também é possível que a droga mude a aparência do tumor desenvolvido, fazendo com que ele pareça mais agressivo do que realmente é.
Os pesquisadores informaram que não têm planos, por enquanto, de recomendar o uso de finasteride na prevenção do câncer.
O câncer de próstata é mais freqüente em homens mais velhos e é causado por mutações genéticas ainda não totalmente explicadas pelos médicos.
Sabe-se, no entanto, que, em geral, os tumores na próstata são estimulados pelo hormônio masculino, a testosterona.
Segundo o oncologista José Bines, do Instituto Nacional do Câncer, uma das terapias atualmente disponíveis consiste em reduzir a produção do hormônio ou bloquear sua ação.
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, com 35.240 casos previstos para este ano. Só perde para o câncer de pele.