10.951 – Iluminação – Como são ligadas as luzes públicas?


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Foi-se o tempo em que um funcionário da companhia de eletricidade precisava acender poste por poste: hoje, esse trabalho é feito automaticamente, respeitando a diminuição da luminosidade natural. Os postes são equipados com sensores conhecidos como fotocélulas ou relês fotoelétricos, que detectam o momento em que a luz do Sol não é mais suficiente para iluminar o local. As tais fotocélulas são caixinhas do tamanho de xícaras, com aberturas para a entrada dos raios de luz. Quando o sol se põe e a incidência de luz diminui, elas enviam um sinal à distribuidora de energia da cidade e pronto: a luz das lâmpadas é acesa. Quando amanhece, ocorre o contrário: a fotocélula detecta os primeiros raios de luz e avisa o sistema que as luzes já podem ser apagadas. Nessa altura, você deve estar se perguntando: e em dias nublados, corremos o risco de ficar sem luz? Nada disso, pois mesmo que o Sol não apareça seus raios são detectados. A diferença é que, com menos sol, as luzes são acesas mais cedo: no inverno, por volta das 6 da tarde, uma hora e meia antes que no verão. Em uma cidade como São Paulo, onde a distância entre os postes não costuma ser maior que 40 metros, um sensor aciona em média 40 lâmpadas. Em áreas rurais, onde a distância entre os postes é maior, a fotocélula liga menos lâmpadas. Mas esse esquema inteligente não dispensa completamente o trabalho humano. Toda noite, funcionários da prefeitura fazem rondas para checar se alguma fotocélula pifou e deixou áreas da cidade no escuro.
Histórico
Em 150 anos de história, a iluminação das ruas passou por três fases
Lampiões a gás
Até a metade do século 19, a maioria das cidades brasileiras vivia no escuro. Foi quando apareceram os primeiros lampiões a gás, acesos manualmente, um de cada vez. Em São Paulo, eles surgiram em 1872, mas só no centro. A periferia continuou no breu.

Lâmpadas incandescentes
Os lampiões sumiram logo: a partir de 1883, a energia elétrica e as lâmpadas incandescentes (iguais às que a gente usa em casa) chegaram às ruas brasileiras. Mas o acendimento ainda era manual, por meio de chaves que ligavam de 20 a 40 postes.

Lâmpadas de mercúrio e sódio
Em 1966, mais uma inovação: lâmpadas de vapor de mercúrio, de luz mais forte e branca, substituem as incandescentes, que eram amareladas. A partir de 1989, surgem as lâmpadas de sódio. Usadas até hoje, elas são quatro vezes mais eficientes.

10.899 – Spray no telhado gera energia solar


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Pesquisadores da Universidade de Toronto encontraram um novo meio de colocar células solares sobre superfícies finas e flexíveis, que seriam então colocadas em telhados. E fizeram isto com o uso de um spray. Tais painéis passariam quase despercebidos.
“Meu sonho é um dia ver dois técnicos com mochilas como aquelas do filme ‘Os Caça Fantasmas’ chegando em sua casa para borrifar seu telhado”, disse o engenheiro elétrico e da computação Illan Kramer.
Além disso, películas mais flexíveis poderiam ser utilizadas para carregar aparelhos elétricos.
Kramer e colegas misturaram em uma solução minúsculas partículas de materiais sensíveis à luz, conhecidos como pontos quantum coloidais. Depois, compraram em uma loja de arte algumas unidades de air brush.
Para aplicar a solução a uma superfície flexível, usaram um método similar ao das rotativas de jornal, mas em vez de borrifar tinta em papel, usaram air brush para espalhar a solução na película.
Em experimentos, os pesquisadores mostraram que sua técnica resultou em painéis solares com a mesma eficiência de outros com películas finas e de fabricação mais cara, diz o Daily Mail.

10.782 – Energia e Iluminação – Adeus Lâmpadas Gastonas


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Aos poucos, todas as lâmpadas incandescentes estão sendo retiradas do mercado. No fim de junho, as de 75 W e 100 W vão parar de ser fabricadas no Brasil. Isso porque esse tipo de lâmpada gasta muito mais energia do que as outras. De toda energia que ela consome da rede, apenas 8% se torna luz de fato. O resto é transformado em calor. O prazo final para que todas as incandescentes deixem de ser comercializadas é junho de 2017. É bom já ir trocando as da sua casa. Veja as alternativas:

LED
É a mais econômica. Pode consumir até 95% menos energia do que a incandescente. Já existem modelos amarelados, que deixam o ambiente mais acolhedor.

FLUORESCENTE
Uma lâmpada fluorescente compacta eletrônica de 23 W pode substituir uma incandescente de 100 W. Você terá a mesma luz gastando 77% menos energia.

HALÓGENA
As lâmpadas incandescentes duram entre 750 e mil horas. As halógenas duram o dobro do tempo. Você vai gastar bem menos com a reposição do produto.

Até o fim deste ano, não haverá mais lâmpadas incandescentes de 100 W à venda. As versões de 60, 40 e 25 W desaparecerão gradativamente até 2016. O produto será banido por ser pouco sustentável – apenas 5% da energia consumida vira luz. Os outros 95% perdem-se em calor. “A fuorescente compacta fez fama por causa do apagão de 2001, mas os leds vieram para fcar”, avalia Marcos Santos, gerente de produto da Osram. Veja, abaixo, uma comparação entre os quatro tipos.

INCANDESCENTE
A versão de 60 W é, hoje, a mais vendida do Brasil. Uma de suas vantagens é a possibilidade de dimerização, característica difícil entre as concorrentes. O fluxo luminoso ocorre instantaneamente: ao ser acesa, já dá seu máximo. Seu tom amarelado é confortável aos olhos (temperatura de cor de 3000 k). Possui máximo índice de reprodução de cor (IRC): 100%. Tem vida curta: cercade mil horas. Para clarear 25 mil horas, são necessárias 25 lâmpadas (R$ 62,50). Por esse período, o gasto com energia elétrica é de 1 500 kWh, o que custa R$ 450*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 512,50.

HALÓGENA
Sua equivalente é a opção com 42 W, que representa uma economia de 30%. Assim como as incandescentes, aceita dimer com facilidade. Seu fluxo luminoso também é imediato. Oferece suave tom amarelado (temperatura de cor de 2700 k). Seu índice de reprodução de cor (IRC) é de 100%. Vida de aproximadamente mil horas. Trocam-se 25 lâmpadas para iluminar 25 mil horas (R$ 125). Com consumo de energia atinge 1 050 kWh, cerca de R$ 315*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 440.

FLUORESCENTE COMPACTA
Para obter o mesmo resultado de uma incandescente de 60 W, busque a versão de 15 w. Poupa-se 80% na conta de luz. No Brasil, é raro encontrar as opções que aceitam dimer. Para atingir seu máximo, pede entre um e dois minutos. Acender e apagar seguidamente reduz sua durabilidade. Há mais opções de cor – desde as brancas (6 500 k) até as amareladas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Dura por volta de 8 mil horas. Apenas três lâmpadas clareiam por 25 mil horas (R$ 30). Foram gastos 375 kWh, o que equivale a R$ 112,50*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 142,50

LED
Com apenas 10 W, ela ilumina o mesmo que a incandescente de 60 W. No fim do mês, a economia ultrapassa os 80%. As versões dimerizáveis custam quase o dobro das comuns. Logo que acende, alcança sua capacidade total de clarear. Conta com opções de cor que vão das brancas (6 500 k) até as amarelas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Oferece a maior vida útil: aproximadamente 25 mil horas. Basta uma lâmpada para 25 mil horas. (R$ 50). O consumo fica em 250 kWh, cerca de R$ 75*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 125.

10.563 – Reciclagem – Sacudiu, carregou: Empresa francesa vende pilhas que duram para sempre


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Uma empresa francesa iniciou a pré-venda de pilhas padrão AA que duram “para sempre” e custam 10 euros por par (29 reais).
Diferentemente das pilhas recarregáveis comuns, que precisam da energia elétrica de tempos em tempos, a chamada Pilo tem recarga por movimento, convertendo energia cinética em eletricidade. Ou seja, basta sacudir o produto durante três segundos.
As pilhas recarregáveis Pilo são 100 vezes mais duráveis do que as tradicionais, segundo a companhia.
Os produtos comprados na pré-venda serão entregues mundialmente a partir de outubro deste ano, sujeitos a taxas de importação.
Os dispositivos foram feitos para serem usados em aparelhos de energia intermitente, como a companhia descreve. Alguns exemplos são controle remoto, joystick de videogame e mouse Bluetooth.
O projeto foi apresentado durante o evento de inovação Paris Founders Event, realizado na França no final de julho. “Não houve nenhuma ideia mágica. Eu pensei nisso quando tive um problema: precisava ligar a minha TV, mas as baterias não ‘funcionavam’ mais”, afirmou Nicolas Toper, o CEO e cofundador da Pilo, em entrevista ao blog de startups francês Rude Baguette.
Toper conta que a parte mais difícil do projeto foi adaptar a tecnologia de recarregamento de baterias por movimento para reduzir o tempo necessário para o processo, citando que, apesar de não ser nova, a tecnologia nunca chegou ao mercado de consumo de pilhas antes devido ao longo período necessário e a grande quantidade de movimentos para a recarga.

A missão da empresa, segundo Toper, é criar um mundo em que os aparelhos funcionem sem a dependência de recarga de baterias e afirma ainda que as pilhas AA são apenas o primeiro produto da companhia.

Trechos da entrevista:
Como foi o desenvolvimento da tecnologia da Pilo? Quanto tempo demorou e quais foram os maiores desafios?
Trabalhamos na Pilo durante um ano e meio. A Pilo é mais do que uma tecnologia: é um movimento em direção a eletrônicos de consumo que não precisam de bateria.

Se você olhar ao seu redor, você verá muitos dispositivos que consomem tão pouca energia que eles poderiam retirá-la do ambiente, mas, ainda assim, eles operam por meio de baterias. Isto é o que estamos fazendo.
O maior desafio de tecnologia foi descobrir como embalar tudo em uma bateria AA.Não é a melhor forma de fabricação para nós do ponto de vista da tecnologia. Entretanto, isso deixa a parte de negócios muito fácil.

A empresa tem intenção de adaptar a tecnologia da Pilo para gadgets como smartphones?
Sim, vamos construir um monte de dispositivos sem baterias, como uma câmera ou um controle remoto. Estamos confiantes de que podemos adaptar essa tecnologia para smartphones, mas são necessários muita pesquisa e desenvolvimento para confirmar isso e fazer acontecer. Mas, sim, este é o plano de longo prazo.
Nós queremos construir coisas que realmente importam e que irão funcionar por um longo tempo. Fazer produtos interessantes e não me importo só com a nota de rodapé. Queremos produtos que poderemos mostrar com orgulho para nossos filhos.

A empresa recebeu algum tipo de financiamento de investidores ou o projeto foi criado com recursos próprios você?
Nós construímos a empresa com os nossos próprios recursos. Financiamento privado é muito difícil de encontrar na França, especialmente para “moonshot projects” (algo como, “projetos que miram na Lua”, ambiciosos).
É por isso que vamos lançar uma campanha na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter em três meses. Depois disso, vamos buscar investidores para a escala de produção e para construir nossa próxima geração de produtos.

Por que você acha que quase nenhuma empresa investiu nesta tecnologia antes?
Muitas de empresas estão trabalhando nisso, incluindo Apple e Microsoft. Nós somos a menor dessas empresas! Mas parece que somos os únicos preocupados com o meio ambiente e com os consumidores.
Pilo é um produto que poderia prejudicar os negócios das grandes empresas no mesmo campo, como você vê esta questão?
Nós somos muito pequenos para que as grandes empresas nos percebam. Eles não ligam para nós. Estamos fazendo algo tão diferente que eu não tenho certeza de elas irão perceber antes que seja tarde demais.

Você espera um grande impacto positivo sobre o meio ambiente com Pilo?
Espero. A poluição das baterias é uma das piores. Elas contêm um monte de metais pesados (mercúrio, cádmio,…). Uma bateria é construída para resistir a “apenas” 3 mil ciclos de carga.
Os dispositivos Pilo são construídos para serem sustentáveis e amigáveis com o meio ambiente. Eles vão durar muito mais tempo, são totalmente recicláveis e não contêm nenhuma bateria poluente pesada/”tradicional”.

10.559 – China vai gastar U$ 16 bilhões para incentivar carros elétricos


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A China está planejando investir U$ 16 bilhões em financiamento para construir estações de carga de veículos elétricos e incentivar a demanda por aqueles movidos com todos os tipos de tecnologia verde, de acordo com fonte governamental.

As políticas serão anunciadas em breve. A fonte não quis fornecer detalhes sobre o plano, sobre sua duração ou se as estações de carga serão compatíveis com os carros fabricados pela Tesla. Seu sócio majoritário, o visionário Elon Musk, visitou este ano o país para reuniões com autoridades do governo, de olho nas possibilidades de um mercado de enorme potencial.

O aumento do financiamento estatal vai ajudar em muito as montadoras preocupadas com o comportamento dos consumidores, em relação a preços, confiabilidade e conveniência dos veículos elétricos. E o setor vai contar ainda com incentivo fiscais anunciados pela China, o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, em mais uma medida para combater a poluição.

“Terá de ser um processo gradual, para aumentar tanto as vendas dos carros quanto o número de estações de carga. Os veículos ainda não são muito atraentes quando comparados a carros convencionais,” disse Ashvin Chotai, diretor da empresa de pesquisa de mercado Intelligence Automotive Asia.

Os incentivos irão cobrir também outras tecnologias verdes, como plug-ins híbridos e a de células de combustível. E daqui por diante a frota oficial terá de adotá-los.

O governo considera ainda incluir outras empresas que não as montadoras na fabricação de  carros elétricos para aumentar a produção e a competitividade, segundo informou em junho o Centro de Pesquisa de Tecnologia Automotiva da China, segundo o Tree Hugger.

10.551 – Japão vai ter a maior usina solar flutuante do mundo


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O Japão tem cerca de 233.000 quilômetros quadrados, mais ou menos o tamanho do estado de São Paulo. Mas tem 128 milhões de habitantes, e o estado brasileiro tem 44 milhões. A falta de espaço  é um problema não só para atividades como agricultura. Também é para um governo que pretende adotar uma política de abandonar a energia nuclear, depois do acidente da usina de Fukushima.

Onde estes projetos podem ser construídos? Em parte na água, segundo planejaram conjuntamente duas grandes corporações do país, Kyocera e Century Tokyo Leasing.

Elas se associaram para montar duas enormes ilhas de painéis solares que irão flutuar em dois reservatórios e gerar 2.9 megawatts de energia.

Uma das “mega usinas”, conforme o anúncio, ficará sobre a superfície do lago Nishihira, e vai gerar 1.7 megawatt, o que fará dela a maior instalação de seu tipo no mundo. A segunda estará localizada no lago Dongping, com capacidade de 1.2 megawatt. A construção começa este mês e deverá estar pronta em abril de 2015.

As duas empresas pretendem tirar 60 megawatts de 30 usinas flutuantes, cada uma com 2 megawatts de capacidade. Segundo elas, grandes projetos solares em terra prejudicariam a agricultura.

Além disto, o sistema flutuante deverá ser mais eficiente graças ao efeito de resfriamento da água. A joint venture já produz 93 megawatts de energia solar em terra, informa o Science Alert.

10.519 – Energia – Um potencial perdido


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Maior obra em andamento no país, a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, significará um reforço essencial para aumentar a segurança energética brasileira. Quando passar a operar em sua totalidade, em 2019, vai ampliar a geração de energia do Brasil em 4600 MW médios, o que equivalerá a 6% da produção necessária para atender o país. Ajudará ainda a aliviar a conta da luz para o consumidor sem agravar a emissão de gases de efeito estufa, uma vez que se trata de fonte renovável de baixo custo. Durante quatro meses do ano, de fevereiro a maio, Belo Monte produzirá mais de 11000 MW médios, próximo ao limite de sua capacidade. É uma contribuição equiparável à da usina de Itaipu, a maior hidrelétrica do país. Mas, nos três a quatro meses da chamada estação seca, a geração pode cair para menos de 1000 MW médios. O impacto positivo para aumentar a oferta energética poderia ser o dobro, caso o governo tivesse decidido bancar o projeto original, ainda que à custa de um dano ambiental maior, causado por uma área alagada igualmente mais extensa.
Ao armazenarem água no período de chuvas, as usinas com represas conseguem evitar a queda acentuada da produção de energia durante a chamada estação seca. Ou seja, funcionam como uma espécie de poupança. Há duas décadas, se todas as usinas hidrelétricas brasileiras se encontrassem com suas represas cheias, elas poderiam gerar energia suficiente para abastecer o país por sete meses, caso parasse totalmente de chover. Esse nível de segurança é cada vez menor. Isso acontece porque o consumo de energia sobe a cada ano, mas, por questões ambientais, todas as novas hidrelétricas possuem reservatórios pouco volumosos. São as chamadas usinas a fio d’água. A capacidade total dos reservatórios nacionais seria hipoteticamente suficiente para suprir o abastecimento por quatro meses e meio – e se estivessem cheios, o que não é o caso hoje. A tendência, para os próximos anos, é de uma queda constante na capacidade energética armazenada na forma de água.
“Não faz sentido desperdiçar um potencial equivalente a uma Itaipu com a decisão de não construir um reservatório em Belo Monte”, diz Walter Fróes, presidente da CMU Energia.
A determinação de abrir mão dos reservatórios perdura desde o início dos anos 90 e foi tomada por causa da preocupação com o meio ambiente, em um momento em que havia sobra de potencial energético e a economia patinava, aliviando o consumo. Hoje, a necessidade de geração de energia é maior, especialmente se for de uma fonte renovável mais barata. Com os reservatórios existentes em níveis historicamente baixos, um quarto da oferta nacional tem sido complementado pelas termelétricas, que operam à base da queima, de combustíveis fósseis e são mais caras.
Retomar a construção de usinas com represas deixaria o país menos vulnerável a estiagens prolongadas, mas sua segurança energética depende de também aumentar o investimento em fontes alternativas. Especialistas dizem que o Brasil precisa ampliar o aproveitamento da geração eólica, em especial da Região Nordeste, que é complementar à operação das principais hidrelétricas brasileiras. Os ventos na região sopram com maior intensidade no meio do ano, justamente quando o fim do período chuvoso diminui a produção hidrelétrica. Além disso, campanhas para combater o desperdício no consumo teriam impacto relevante para aliviar o desequilíbrio hoje existente entre oferta e demanda. Equipamentos eletrônicos como televisores e roteadores no modo stand-by respondem por até 15% dos gastos nos domicílios. Desligá-los nos momentos em que não são utilizados reduziria o consumo nacional em até 4%. As incertezas geradas pelo risco de racionamento e pelo encarecimento da eletricidade reforçam a necessidade de repensar o modelo energético para não deixar o país refém das chuvas.

10.507 – Uma turbina eólica que produz água potável


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A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 40% da população do planeta sofra com crises hídricas. E aqui no Brasil, não precisamos ir muito longe. Há décadas a região Nordeste enfrenta a miséria provocada pela seca e atualmente, até a capital do estado mais rico do país, reza por chuva em seus reservatórios vazios.

De olho neste cenário – e inspirado pelos antigos moinhos de vento de seu país natal, o holandês Piet Oosterling criou uma solução inovadora: a turbina eólica que produz água potável. E lógico, também gera energia.

Olhando no horizonte, a turbina parece igual a tantas outras. A única diferença entre o modelo AW e outras tradicionais está nos tanques de água acoplados na haste. Para entender o funcionamento dela, o mais fácil é pensar no ar condicionado do carro. Quando ele está ligado e é um dia quente, muitas vezes há água condensada embaixo do aparelho. A tecnologia holandesa opera de forma similar.

Basicamente, o que a empresa Dutch Rainmaker desenvolveu é uma tecnologia que utiliza energia eólica para extrair água a partir do ar. A turbina aciona quatro compressores. Quando o ar é forçado através dos permutadores de calor e resfriado, a água contida no ar se condensa e as gotas que se formam são coletadas pelos tanques. Em seguida, a água é mineralizada e pode ser utilizada para consumo humano ou para agricultura. “A turbina consegue produzir uma média de 7.500 litros de água diariamente”.

De acordo com a ONU, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender necessidades de consumo e higiene. É bom lembrar que na África subsaariana o consumo per capita é de 10 a 20 litros por dia. No meio rural do semiárido nordestino este número cai para 6 litros.

O funcionamento da turbina eólica que produz água potável depende de condições climáticas apropriadas. Piet Oosterling explica qual seria o ambiente ideal. “Os fatores mais importantes são vento e temperatura. A temperatura deve estar entre 15 e 45 graus Celsius e é necessária umidade mínima do ar de aproximadamente 20%”.

Entre as principais vantagens do sistema, se comparado ao de dessalinização da água, por exemplo, são baixo custo operacional e emissão zero de carbono. Como é autossuficiente, o equipamento pode ser instalado em áreas remotas, já que não depende de água nem eletricidade para funcionar. Se houver vento, até em desertos o AW pode ser instalado.

O inventor acredita que as regiões que mais seriam beneficiadas com a turbina que produz água potável seriam Oriente Médio, África, Austrália, Índia, ilhas tropicais e subtropicais e alguns países do continente americano, entre eles, o Brasil.

Já há duas turbinas em funcionamento. Uma na cidade de Leeuwarden, na Holanda, e outra no Kuwait. A intenção da Agência de Proteção Ambiental daquele país é ter futuramente 50 máquinas para irrigar zonas de plantio.

A empresa produz ainda outro modelo de turbina eólica, a WW. Esta foi desenvolvida para ser instalada em regiões onde há água, mas poluída ou salgada (oceanos, lagoas, rios). Além da produção de energia, o equipamento também purifica a água do local.

Invenções sustentáveis, que podem ser utilizadas ao redor do mundo.

 

 

10.281 – Mega Techs – Os Paineis Solares


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Um energia barata e mal aproveitada.
A energia solar é a massa energética que pode ser obtida através da recepção de luz irradiada pelo sol sobre a Terra. Durante o transcurso da rotação terrestre, o cortex recebe radiação solar de forma direta, sem refrações nem reflexões no caminho, e de forma difusa, através de dispersões no céu. Em excelentes condições atmosféricas, o valor energético total irradiado é de aproximadamente 1000 wats por metro quadrado.
O ser humano aproveitou a energia solar desde os mais remotos tempos na história, como atualmente; desde as rodas de argila utilizadas para acender fogo, na Mesopotâmia de 2000 A.C, até as modernas células voltaicas, distribuídas ao redor do planeta.
O descobrimento do efeito fotovoltaico é autoria do francês Alexandre Edmond Bequerel, em 1838, quando fez uma experiência com uma pilha eletrolítica exposta à luz do sol. O próprio Albert Einstein foi homenageado com o Prêmio Nobel de Física por suas pesquisas no terreno do efeito fotoelétrico, o que preparou o terreno do fenômeno associado à produção de eletricidade nas células solares.
Os laboratórios Bell desenvolveram os primeiros painéis fotovoltaicos em 1953, porém foi preciso esperar até a época da Guerra fria e da corrida espacial para um desenvolvimento expansivo, com melhorias tecnológicas e redução de custos. Com o advento da crise do petróleo em 1973, a exploração de energia solar foi catapultada, frente os avanços técnicos e, a partir do ano 2000, países como o Japão e a Alemanha já investiam importantes somas nesta fonte energética.
O futuro da energia que vem do sol é promissor: as células de silício, baseadas em energia fotovoltaica, são constantemente aperfeiçoadas, otimizando seu rendimento e capacidade, introduzindo materiais flexíveis e resistentes, a preços razoáveis para o setor residencial e, em muitos países, planos de financiamento estatal para a indústria e o comércio.

10.252 – Mundo vai ter de gastar U$ 48 trilhões em revolução energética até 2035


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Dados são de relatório divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia
Atender a crescente demanda de energia mundial vai exigir mais de U$ 48 trilhões em investimentos até 2035, de acordo com relatório especial divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia.
A análise revela que o investimento anual atual de U$ 1.6 trilhão no fornecimento de energia precisa crescer nas próximas décadas para U$ 2 trilhões. Os gastos anuais com eficiência energética, usando 2012 como ano base, terão de aumentar dos U$ 130 bilhões de hoje para mais de U$ 550 bilhões em 2035.
“A confiança e a sustentabilidade de nosso sistema futuro de energia dependem de investimento,” disse Maria van der Hoeven, diretora-executiva da agência “Mas isto não vai se materializar, a menos que existam políticas realistas, assim como acesso a fontes de investimento a longo prazo.”
“Nenhuma destas condições está garantida. Há um risco real de escassez, com efeitos na segurança energética regional e global, assim como a possibilidade de que os investimentos sejam mal direcionados se os impactos ambientais não forem refletidos nos preços,” afirmou ela.
Dados recentemente compilados mostram que os investimentos anuais em novos combustíveis e oferta de eletricidade mais que dobraram em termos reais desde 2000, e que os investimentos em fontes renováveis de energia quadruplicaram no mesmo período.
“Aqueles que elaboram políticas têm pela frente escolhas complexas para tentar conseguir fazer progresso em relação à segurança energética, competitividade e metas ambientais,” disse Fatih Birol, economista-chefe da agência. “Isto não será conseguido sem a mobilização de investidores privados e capital, mas se governos mudarem as regras de forma imprevisível vai ser difícil atrair investidores,” acrescentou, segundo o Daily Telegraph.

10.227 – Empresa revela baterias que carregam 20x mais rápido


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Uma empresa chamada Power Japan Plus anunciou uma nova bateria com uma tecnologia chamada “Ryden dual carbon”, que promete ter maior duração e também carregar mais rápido do que as alternativas de lítio. Outro lado positivo é que as novas baterias poderiam ser produzidas nas mesmas fábricas onde são feitas as antigas.
A fabricante diz que ela se recarrega até 20 vezes mais rápido do que as baterias de lítio, com uma série de vantagens, que incluem segurança, confiabilidade e sustentabilidade.
A Power Japan Plus diz que seu modelo de bateria elimina o uso de material instável, reduzindo riscos de explosões ou incêndios. Além disso, por depender de carbono e não de metais raros ou pesados, ela danifica menos o meio ambiente, sendo, inclusive, 100% reciclável.
De acordo com os dados fornecidos pela empresa a tecnologia “Ryden dual carbon” seria capaz de resistir a 3 mil ciclos de carga/descarga e teria um bom custo, pelo fato de não haver a necessidade de os fabricantes trocarem suas linhas de produção.
A empresa diz que começará a produzir 18.650 baterias para benchmark ainda neste ano em sua fábrica em Okinawa, no Japão. Ainda não se sabe quando começará a fabricação em massa e quando será possível observar a chegada da tecnologia no cotidiano do usuário comum. A Power Japan Plus deve licenciar sua tecnologia para que outras empresas também possam utilizá-la.

10.223 – Governo indiano quer iluminação solar em todos os lares até 2019


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Quase 400 milhões de pessoas no país não têm acesso à eletricidade
O novo governo indiano, liderado por Narendra Modi, planeja usar energia solar para que cada lar possa ter pelo menos uma lâmpada até 2019.
Cerca de 400 milhões de pessoas na Índia não têm acesso à eletricidade, praticamente o dobro da população brasileira. O governo do primeiro-ministro Manmohan Singh, que acaba de sair do poder, não conseguiu atingir uma meta prometida de fornecer eletricidade a todos os lares.
O plano de cinco anos vai exigir a cooperação de governos estaduais, que com o governo central controlam a indústria de energia. Caso tenha sucesso, os painéis solares permitirão que cada casa possa ter o suficiente para alimentar duas lâmpadas, um fogão solar e uma televisão.
Até o momento, estudantes são obrigados a fazer suas tarefas com a luz de lamparinas, prejudicando seu desenvolvimento, e os fogões são alimentados com biomassa, o que contribui com diversos males para a saúde e com o aquecimento global.
A expansão do setor de energia limpa será a maior prioridade energética do novo governo, especialmente a solar, porque têm o potencial de criar empregos e atender a milhões de casas espalhadas em zonas rurais e não ligadas à grade elétrica.
Com as metas do novo plano, será atendida toda a população do país, de 1.2 bilhão de habitantes, informa o e360.

10.222 – O Biodiesel


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É um tipo de combustível de origem vegetal ou animal, com a capacidade de degradar-se naturalmente, devido à ação de distintas bactérias.
Embora a origem do petróleo possa estar associada a uma demanda moderna devido à busca de energias sustentáveis, limpas e alternativas ao petróleo, ela se apresenta em meados do século XIX, quando pela primeira vez foi realizado um processo de transesterificação (em que há a troca do grupo alcoxi de um éster por outro álcool), no ano de 1853, durante uma experiência realizada pelos cientistas E. Duffy e J. Patrick.
Cinquenta anos depois, durante a Exposição Mundial de Paris, em 1900, Rudolph Diesel ganhou o primeiro prêmio ao apresentar um inovador motor que funcionava a base de óleo de amendoim, considerado mais eficiente do que qualquer outro; ele foi um dos precursores no caminho dos combustíveis obtidos a partir da biomassa.
No entanto, mesmo com o impulso de grandes visionários da indústria automobilística, como Henry Ford, o biodiesel nunca conseguiu alcançar um padrão industrial. Em compensação, correu com a sorte de ser um combustível alternativo, destacando-se em tempos de crise e escassez, devido a fácil produção e a grande oferta de matéria prima.
Ressurgiu na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, e em 1973, durante uma das maiores crises históricas do petróleo. Porém, logo que a contingência era superada, os recursos petrolíferos voltavam a contar com grandes subsídios, e o biodiesel fracassava novamente.

Finalmente, no ano de 1985, o mercado passou a investir em escala industrial para construir a primeira fábrica produtora de biodiesel, a Rapeseed Methyl Ester, em Silberger, Austria. Cinco anos depois, a França se uniu à produção massiva e, desde então países como Canadá, Itália, Estados Unidos, Malasia, Suécia e Alemanha se converteram nos primeiros produtores de biodiesel para o parque automotor mundial.

10.162 – Mega Byte – Saiba como cuidar melhor da bateria do smartphone


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Bateria

As baterias de antigamente, feitas de níquel, possuíam um “efeito memória” que levava à perda de eficiência quando carregadas antes de a carga chegar ao fim. As baterias de íons de lítio, utilizadas na maior parte dos dispositivos atuais, se livraram da limitação, mas não duram para sempre. Por isso, veja o que você pode fazer para aumentar a duração da energia do seu dispositivo, com dicas elaboradas pelo site LifeHacker.

1) Não deixe a bateria chegar ao 0% com frequência
Ela não vai estragar se isso ocorrer vez ou outra, mas deixar a bateria acabar completamente diminui sua vida útil. Carregue o celular sempre que estiver entre 40% e 50% de carga e considere valores abaixo desses como um “extra”, para serem usados esporadicamente.

2) Não as carregue até o fim
As baterias de íons de lítio têm seu melhor desempenho quando funcionando entre 40% e 80% de sua capacidade, portanto, quando souber que estará em um lugar onde é possível encontrar uma tomada, remova o carregador de seu telefone quando a carga chegar perto dos 85%.

3) Não a deixe carregando desnecessariamente
Submeter o aparelho a uma noitada de carga é um hábito comum, embora não seja nada saudável. Se a bateria for suficiente para mantê-lo ligado até o dia seguinte, remova o carregador antes de dormir. Deixar o smartphone na tomada durante oito horas, sendo que em apenas duas ele chega à carga máxima, não é aconselhável.

4) Descarregue-a até o fim uma vez por mês
Quando a bateria nunca chega ao fim, ela não consegue medir com precisão quanto tempo falta para perder toda a carga, o que pode deixar o dono do aparelho na mão. Ao deixar a bateria se esgotar completamente uma vez por mês, o celular volta a se calibrar e pode trabalhar com estimativas mais próximas do real.
No final das contas, estes são apenas bons hábitos. Não interessa o que você faça, em alguns anos as baterias estarão praticamente inúteis. Essas dicas servem apenas para retardar a compra de uma nova ou a necessidade de enviar o celular para que a assistência técnica a troque.

9992 – Vem aí a Eletricidade sem Fio


Desde a mais tenra infância, a Dra. Katie Hall sonha com eletricidade. Atualmente, a garotinha fascinada com as descobertas sobre eletroestática de Nikola Tesla ocupa a direção da WiTricity, uma moderna empresa especializada em desenvolvimento de eletricidade sem fio baseada em campos magnéticos. Nikola Tesla desenvolveu seu projeto sobre torres eletroestáticas em 1891, mas seu invento foi preterido em função de outros interesses. Atualmente, as bobinas de fio elétrico desenvolvidas pela WiTricity representam uma questão de justiça histórica. Cada vez que uma tomada é conectada à base, um campo magnético é produzido. Quando outra bobina se encontra em proximidade a este campo, uma carga elétrica é gerada, mesmo sem a presença de cabo. O que ocorre é uma transferência de energia sem fio. O método se assemelha bastante ao utilizado pela tecnologia Wi-Fi. A empresa demonstrou que seus equipamentos podem transmitir energia para aparelhos portáteis, televisores e lâmpadas de luz com a adição de uma bobina de ressonância magnética. No momento, a empresa está desenvolvendo um carregador sem fio para veículos elétricos. No futuro, existirão aplicativos implantados sob a pele para carga de aparelhos, afirmam os cientistas. De qualquer forma, o desafio atual é aumentar a potência das bobinas de ressonância para gerar campos magnéticos de maior alcance. Ou seja, gerar mais eletricidade a uma distância maior ainda.

9938 – Radiação infravermelha da Terra pode ser fonte de energia


Físicos da Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade Harvard conceitualizaram um dispositivo que produziria energia das emissões naturais de raios infravermelhos da Terra para o espaço.
O planeta emite continuamente 100 milhões de gigawatts de calor infravermelho, o bastante para satisfazer as necessidades de energia do mundo milhares de vezes. Se a tecnologia pudesse capturar mesmo uma fração disto, os problemas de energia da humanidade estariam resolvidos.
Aquecida pelo sol, a Terra é quente comparada ao frio vácuo do espaço. Por conta de recentes avanços tecnológicos, os cientistas afirmam que este desequilíbrio de calor logo poderia ser transformado em eletricidade de corrente contínua, aproveitando uma fonte de energia vasta e não explorada.
Um dos dispositivos imaginados pelos físicos lembraria um painel solar fotovoltaico, mas em vez de capturar a luz invisível, geraria eletricidade emitindo a luz infravermelha. O mecanismo consistiria em uma chapa “quente” em temperatura ambiente, e de ar abaixo de uma placa “fria”, virada para cima e feita de um material de alta capacidade de emissão que resfria ao emitir com grande eficiência o calor da radiação para o espaço.
Os pesquisadores calculam que a diferença de calor entre as placas poderia gerar alguns watts por metro quadrado, dia e noite. Seria difícil manter a placa “fria” mais fria que a temperatura ambiente, mas o princípio geral funciona.
O segundo mecanismo proposto usa as diferenças de temperatura entre diodos de nanoescala e antenas, informa o International Business Times.

9840 – Nanotecnologia pode ajudar na eficiência energética


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A Physical Review Letters publicou recentemente um estudo que pode dirigir a nanotecnologia para uma nova direção: ajudar uma fonte de energia renovável e diminuir os riscos de superaquecimento de aparelhos eletrônicos. Em seu estudo, Mahmoud Hussein, da Universidade de Boulder, no Colorado, e amigos, demonstraram um modo inédito de retardar a transferência de calor sem afetar o movimento de elétrons, usando um antigo princípio da física conhecido como efeito termelétrico.
O efeito, descrito no século 19, se refere à capacidade de gerar corrente elétrica de uma diferença de temperatura entre um lado e outro de um material. A aplicação de uma corrente elétrica a um material termelétrico pode fazer com que um lado dele se esquente, enquanto o outro fica frio. O problema é que o inverso também é verdadeiro, e o superaquecimento de aparelhos elétricos pode afetar a corrente da qual dependem.
Os pesquisadores construíram pilares de nanopartículas, que foram depois colocadas sobre uma folha de silício, material conhecido por suas propriedades termelétricas e também usado regularmente na nanotecnologia, para criar o que os autores chamam de “metamaterial nanofônico”.
O calor foi transportado pelo material com o uso de uma sequência de vibrações mínimas. Hussein utilizou um modelo de computador para mostrar que a vibração dos pilares criaria uma interação com as vibrações dos fônons, desacelerando o fluxo de calor. (Um fônon, na física da matéria condensada, é uma quase-partícula que designa um quantum de vibração em um retículo cristalino rígido.) A vibração não deve afetar a condutividade da corrente elétrica, enquanto os materiais reduzem a produção de calor.
Esta redução do calor diminui os riscos associados a superaquecimento de aparelhos como um laptop, além de colaborar a eficiência de painéis solares, relata o Red Orbit.

9820 – Qual a melhor lâmpada: incandescente, fluorescente, halógena ou led?


Até o fim deste ano, não haverá mais lâmpadas incandescentes de 100 W à venda. As versões de 60, 40 e 25 W desaparecerão gradativamente até 2016. O produto será banido por ser pouco sustentável – apenas 5% da energia consumida vira luz. Os outros 95% perdem-se em calor. “A fuorescente compacta fez fama por causa do apagão de 2001, mas os leds vieram para ficar”, avaliou o gerente de produto da Osram. Veja, abaixo, uma comparação entre os quatro tipos.

Incandescente
A versão de 60 W é, hoje, a mais vendida do Brasil. Uma de suas vantagens é a possibilidade de dimerização, característica difícil entre as concorrentes. O fluxo luminoso ocorre instantaneamente: ao ser acesa, já dá seu máximo. Seu tom amarelado é confortável aos olhos (temperatura de cor de 3000 k). Possui máximo índice de reprodução de cor (IRC): 100%. Tem vida curta: cercade mil horas. Para clarear 25 mil horas, são necessárias 25 lâmpadas (R$ 62,50). Por esse período, o gasto com energia elétrica é de 1 500 kWh, o que custa R$ 450*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 512,50.

Halógena
Sua equivalente é a opção com 42 W, que representa uma economia de 30%. Assim como as incandescentes, aceita dimer com facilidade. Seu fluxo luminoso também é imediato. Oferece suave tom amarelado (temperatura de cor de 2700 k). Seu índice de reprodução de cor (IRC) é de 100%. Vida de aproximadamente mil horas. Trocam-se 25 lâmpadas para iluminar 25 mil horas (R$ 125). Com consumo de energia atinge 1 050 kWh, cerca de R$ 315*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 440.

Fluorescente Compacta
Para obter o mesmo resultado de uma incandescente de 60 W, busque a versão de 15 w. Poupa-se 80% na conta de luz. No Brasil, é raro encontrar as opções que aceitam dimer. Para atingir seu máximo, pede entre um e dois minutos. Acender e apagar seguidamente reduz sua durabilidade. Há mais opções de cor – desde as brancas (6 500 k) até as amareladas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Dura por volta de 8 mil horas. Apenas três lâmpadas clareiam por 25 mil horas (R$ 30). Foram gastos 375 kWh, o que equivale a R$ 112,50*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 142,50

LED
Com apenas 10 W, ela ilumina o mesmo que a incandescente de 60 W. No fim do mês, a economia ultrapassa os 80%. As versões dimerizáveis custam quase o dobro das comuns. Logo que acende, alcança sua capacidade total de clarear. Conta com opções de cor que vão das brancas (6 500 k) até as amarelas (2 700 k). Tem bom IRC: 80%. Oferece a maior vida útil: aproximadamente 25 mil horas. Basta uma lâmpada para 25 mil horas. (R$ 50). O consumo fica em 250 kWh, cerca de R$ 75*. Gasto total após 25 mil horas: R$ 125.

*Considerando o custo de energia elétrica pelo preço de r$ 0,30 kWh, praticado na cidade de São Paulo em outubro de 2013

9779 – SP é o Estado que mais economizou energia no horário de verão


Complexo da Cantareira seco
Complexo da Cantareira seco

O Horário de Verão resultou na economia de 405 milhões de reais segundo relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No horário de pico, que começa no final da tarde e vai até a noite, o Estado de São Paulo foi responsável por 40% (ou 1.027 megawatts) da economia de energia durante os mais de 100 dias de mudança de horário. A demanda do Estado recuou 4,8% — maior redução entre todos os Estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, que aderiram ao horário de verão. No horário de pico, as três regiões economizaram um total de 2.565 megawatts.
Segundo o ONS, o custo evitado com geração térmica para se preservar os padrões de segurança do sistema foi de 125 milhões de reais no período de outubro de 2013 a fevereiro de 2014. Além disso, evitou-se o custo adicional de 280 milhões de reais também com geração térmica que teria sido necessária para atender a carga no horário de ponta, caso não fosse implementado o horário de verão.
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, motores de consumo de energia do país, a redução de carga no horário de pico foi de 1.915 megawatts. No Sul, a energia economizada foi de 650 megawatts. A redução representa aproximadamente 4% da demanda de ponta dos dois subsistemas, informou o ONS em nota. Segundo o órgão, o Estado onde a queda da demanda foi menor foi Goiás, com 3,5%.

9766 – Maior usina solar do mundo começa a gerar eletricidade


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Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.
O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia. Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.
Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia – quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.
Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar – que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google – será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano – o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.