8628 – Máquina Estatal – O Ministério das Cidades


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Criado em 1 de janeiro de 2003, tem como objetivo combater as desigualdades sociais, transformando as cidades em espaços mais humanizados, ampliando o acesso da população à moradia, ao saneamento e ao transporte.
A criação do Ministério das Cidades constituiu um fato inovador nas políticas urbanas, na medida em que superou o recorte setorial da habitação, do saneamento e dos transportes (mobilidade) e trânsito para integrá-los levando em consideração o uso e a ocupação do solo.
A estrutura do MCidades constitui hoje um paradigma, não só em território brasileiro, mas como em toda a América Latina. O movimento social formado por profissionais, lideranças sindicais e sociais, ONGs, intelectuais, pesquisadores e professores universitários foi fundamental para a criação do Ministério das Cidades. Esse movimento alcançou várias conquistas nos últimos 15 anos tais como a inserção inédita da questão urbana na Constituição federal de 1988, a lei federal Estatuto da Cidade, de 2001, e a Medida Provisória 2220, também de 2001.
Outro aspecto fundamental de sua criação está na busca da definição de uma política nacional de desenvolvimento urbano em consonância com os demais entes federativos (município e estado), demais poderes do Estado (legislativo e judiciário) além da participação da sociedade visando a coordenação e a integração dos investimentos e ações nas cidades do Brasil dirigidos à diminuição da desigualdade social e à sustentabilidade ambiental.
Mais do que 80% da população brasileira mora em cidades no ano 2000, segundo o IBGE. Com a criação do Ministério das Cidades o governo federal ocupa um vazio institucional e cumpre um papel fundamental na política urbana e nas políticas setoriais de habitação, saneamento e transporte sem contrariar, mas reforçando, a orientação de descentralização e fortalecimento dos municípios definida na Constituição Federal de 1988.
Nas atribuições solidárias entre governo federal, governos estaduais e governos municipais como o financiamento da habitação e da infra-estrutura urbana o MCidades está desenhando novas políticas e novos sistemas que viabilizem o investimento coerente e integrado – público e privado – de modo a racionalizar os recursos de acordo com as prioridades e necessidades previstas em planos, indicadores de desempenho e posturas (nacionais/gerais e locais/específicas) definidos de forma democrática como se verá mais a frente. Espera-se assim eliminar os constantes desperdícios de recursos decorrentes da descontinuidade de projetos, desarticulação entre ações simultâneas e sucessivas, falta de integração intermunicipal, falta de controle social e público, e desconhecimento das questões ambientais.
Planejamento urbano, políticas fundiárias e imobiliárias, (que incluem zoneamento, regularização da posse ou propriedade, código de obras) requalificação de áreas centrais, prevenção a riscos de desmoronamento de encostas, recuperação de áreas ambientalmente degradadas são atribuições municipais. O Ministério das Cidades está consciente de que cabe ao Governo Federal definir as diretrizes gerais da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (cf Estatuto da Cidade) mas cabe ao município (ou aos gestores metropolitanos, definidos por lei estadual) o planejamento e a gestão urbanos e metropolitanos. É ali, nas cidades, que os objetivos de participação cidadã e de garantia do direito à cidade para todos, podem ser viabilizados.
O MCidades pretende fortalecer essas competências, não apenas por meio do financiamento de planos, projetos e obras, mas principalmente, apoiando a capacitação técnica de quadros da administração pública municipal ou dos agentes sociais locais. Essa capacitação envolve especialmente a modernização administrativa, em especial a atualização e o registro das informações municipais sobre o ambiente construído. O cadastro multifinalitário é uma ferramenta eficiente tanto para o planejamento urbano quanto para a política fiscal. Esses temas estão na base da autonomia municipal.

Atual Ministro
Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro
Setor de Autarquias Sul – Quadra 01, lote 01/06, bloco “H”, Ed. Telemundi II – 14º Andar
Brasília/DF – 70070-010
Telefone: (61) 2108-1621/1625/1694
Fax: (61) 2108-1415

8522 – Automóvel – Vem aí o carro dobrável


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O crescimento urbano provoca o acúmulo de cada vez mais pessoas em grandes metrópoles, o que resulta em mais carros, maior gasto de energia elétrica, mais lixo, mais violência. A necessidade de uma gestão inteligente –e, claro, mais sustentável– disso tudo acabou por criar o conceito chamado de cidade inteligente –“smart city”, como chamam os especialistas.
Em 2050, mais de 2,5 bilhões de carros estarão nas ruas em todo o mundo, segundo a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Dada essa superlotação, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) criou um dos projetos mais futuristas e concretos na área. Trata-se do Hiriko, um carro compacto e elétrico que permite colocar nas ruas sete vezes mais veículos que o padrão atual.
O Hiriko tem 40% do tamanho de um veículo normal e autonomia de bateria para andar 120 km. Com dois lugares, ele ainda pode ser dobrado para ser estacionado: três Hirikos ocupam uma vaga comum –já à venda na Europa, por € 12,5 mil (R$ 37 mil).
A cidade de Santander, na Espanha, é outro ícone. Instalou 12 mil sensores conectados à internet que transmitem para uma central de análise informações como níveis de poluição do ar, vagas livres para estacionar e quando as lixeiras estão cheias.
O projeto, que ao todo custou US$ 11 milhões, também possui sensores que permitem que as luzes da rua diminuam a de intensidade quando ninguém está passando.
Hoje, a IBM é a empresa que mais investe em inovação de cidades. O programa Smarter Cities Challenge destina US$ 50 milhões por ano para tornar 100 municípios mais conectados.
Em Estocolmo e na cidade sul-coreana Bucheon, a IBM tem um sistema de análise de dados de tráfego para prever engarrafamentos e alterar o tempo de semáforos quando necessário. A medida reduziu o trânsito em 10%.
Em Xangai, na China, uma das cidades mais populosas do mundo, a Intel tem um sistema avançado de monitoramento: câmeras em pontos estratégicos identificam atividades suspeitas, acionando a polícia automaticamente e até mesmo se um pedestre atravessa fora de faixa.
A tendência chamada “internet das coisas”, que visa conectar quase todos os objetos à rede mundial (desde a geladeira até o carro ou o relógio), é essencial para a criação de uma cidade inteligente. O objetivo é interligar tudo para simplificar a vida cotidiana.
As empresas que assumirem a dianteira nesse nicho podem lucrar US$ 613 bilhões neste ano, prevê a Cisco.
“A Intel já trabalha em uma arquitetura para sistematizar a internet das coisas”, diz Fábio Tagnin, diretor de pesquisa aplicada da empresa. Segundo ele, será possível, em breve, que sensores na bomba de gasolina enviem um sinal para debitar o valor diretamente da conta do dono do veículo.

8313 – Mega Sampa – Onde fica Balbinos?


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É um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º53’59” sul e a uma longitude 49º21’24” oeste, estando a uma altitude de 460 metros. Sua população estimada em 2010 era de 3 932 habitantes.
Possui uma área de 90,9 km².

O município foi fundado em 31 de dezembro de 1954 pelos seus habitantes e pela família Balbino que se instalou na região no início do século XX. Já foi distrito de Pirajuí que antigamente era o maior produtor de café de todo o planeta. Ultimamente tem uma das melhores quermesses de toda a região realizada em meados de junho e julho

Dados do Censo – 2010 Balbinos (SP) tinha cerca de 1.313 habitantes para 3.932. Apresentando crescimento populacional de 199,47%, sendo então o município brasileiro com o maior índice de crescimento. Dados do Censo – 2000

População Total: 1.313

Urbana: 1.062
Rural: 251
Homens: 676
Mulheres: 637
Densidade demográfica (hab./km²): 14,44

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 16,67

Expectativa de vida (anos): 70,79

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,31

Taxa de Alfabetização: 89,07%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,761

IDH-M Renda: 0,666
IDH-M Longevidade: 0,763
IDH-M Educação: 0,854
(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia
Rio Dourado
Rio Batalha

Rodovias
SP-331
SP-300

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Um Pouco +
Do dia para a noite, a pequena e pacata cidade de Balbinos, a 400 km de São Paulo, ganhou destaque na mídia por ter a maior população masculina do Brasil (82,2% dos 3.932 moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas –IBGE). Pouco acostumada às lentes das filmadoras e aos flashes das câmeras, a população balbinense recebeu a notícia com certa desconfiança.
“A proporção aqui na cidade é igual, não tem muita diferença, não”, garante o comerciante Ailton Carlos Rigoto, de 47 anos. De fato, o número de mulheres e de homens é equilibrado na área urbana: segundo dados da prefeitura, 51% dos 1.191 moradores que vivem lá são mulheres. O que inflaciona o número, resultado do Censo 2010, é a presença de penitenciárias na zona rural. As duas unidades abrigam 2.556 detentos (quase o dobro dos 1.376 moradores em liberdade).
Os presídios começaram a funcionar em 2006. O que no início foi visto com receio e medo agora é celebrado pelos moradores –principalmente os comerciantes. Carlos Roberto Pereira, por exemplo, espera com ansiedade a chegada do fim de semana. “É quando tem visita nos presídios”, afirmou o homem de 46 anos, que é dono de um dos poucos restaurantes do município.
Às sextas-feiras e aos sábados, ele, sua esposa, a filha, o cunhado e mais uma funcionária se revezam no pequeno estabelecimento para cozinhar, arrumar mesas e atender a clientela – majoritariamente feminina. “Tem vez que recebo 50 fregueses. O normal são 15”, contou Pereira. “Muitas mulheres de presos vêm aqui e pedem para a gente fazer ‘quentinha’ para seus maridos.”
Esse turismo de fim de semana fez com que a economia do município (que é baseada em serviços e na indústria) esquentasse. “Antes, você conseguia alugar uma casa por R$ 80. Agora, não encontra imóvel com valor inferior a R$ 300”, disse a chefe de gabinete da Prefeitura, Flora Rosilene Carvalho.
Atualmente, os grandes empregadores do município são a Prefeitura, onde trabalham cerca de 170 pessoas, e uma fábrica de condimentos, responsável pelo sustento de ao menos uma centena de moradores e por deixar o Centro da cidade com o cheiro de temperos variados (nesta terça, o ar tinha aroma de sal com alho). O restante dos habitantes vive do comércio e uma pequena parcela trabalha no campo.
Antes, a maior parte da população trabalhava em plantações de café. Com a crise do setor, na década de 1950, houve um êxodo de balbinenses. “Tínhamos quase 5 mil moradores. Depois dessa crise, a maior parte foi trabalhar em outras lavouras, principalmente no Paraná”, revelou Flora.
O novo crescimento populacional veio justamente com os presídios, que, apesar de fortalecerem a economia, trouxeram problemas para a Polícia Civil.
BOs
Os quatro policiais do único Distrito Policial balbinense tiveram um aumento considerável no volume de trabalho. Dados da Polícia Civil indicam que antes das penitenciárias o número de boletins de ocorrência registrados era muito pequeno. Em 2005, por exemplo, foram feitos apenas 70 BOs; no ano seguinte, o esse número mais que dobrou, saltando para 181.
Em 2010, 72 das 181 ocorrências registradas na delegacia ocorreram nos presídios. “Aqui fora acontecem só discussões, no máximo”, afirmou o investigador Carlos Eduardo Labriolla, de 50 anos. “Nas prisões tem muita apreensão de drogas, ameaças e brigas”, acrescentou. E foi justamente em uma das unidades que foi registrado o único homicídio da história da cidade. “Foi em março desse ano. Um condenado estrangulou a mulher que foi visitá-lo”, lembrou, com pesar, o policial.
Fofocas
As dimensões da cidade facilitam o contato entre os moradores. Pode-se dizer que a maioria se conhece por nome ou apenas de vista. Isso faz com que notícias – sejam elas verdadeiras ou falsas – se espalhem como rastilho de pólvora. “É um boato novo por dia. É impressionante. Tem muita fofoqueira aqui”, disse a dona de casa Paula da Silva Cunha, de 26 anos.
Um exemplo: mal a informação sobre o número de homens na cidade foi divulgada e pessoas de todos os cantos do município já comentavam os dados do IBGE. Resultado: quando a reportagem visitou a cidade, nesta terça, todos os entrevistados sabiam o porcentual de pessoas do sexo masculino e já tinham opinião formada sobre o levantamento.
A vendedora Natália Cristina Ferreira, de 21 anos, acredita que, na prática, o número de mulheres é superior. “Aqui a mulherada fica em cima dos homens. Inclusive dos que já têm dona”, afirmou. “Eu fui vítima. Uma amiga roubou meu namorado e eu roubei ele de volta, depois de brigar com ela”. Apesar da confusão, hoje Natália está feliz e casada com esse rapaz.

O ponto de encontro dos jovens é um posto de gasolina no Centro. Além da lanchonete que funciona até tarde, o lugar serve de palco para apresentações musicais em alguns fins de semana. Além do posto há a praça central, onde nos dias ensolarados o pessoal se reúne para tomar sorvete e ouvir música.
Baladas, shopping centers e cinema, só nas cidades próximas. “Quando quero sair, vou para Lins, Pirajuí e Bauru”, contou Ailton Rigoto Júnior, de 18 anos. E é fora de Balbinos que ele procura as garotas. “Aqui não dá para namorar ou ficar. Aqui qualquer pingo d’água se torna tempestade”, brincou.

8306 – Mega Sampa – A Represa do Guarapiranga


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É uma barragem situada no sul da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil.
“Guarapiranga” é um termo de origem tupi que significa “guará vermelho”.
Inaugurada em 1908, sua finalidade era, originalmente, atender às necessidades de produção de energia elétrica na Usina Hidrelétrica de Parnaíba.
Inicialmente conhecida por Represa de Santo Amaro, Guarapiranga teve sua construção iniciada em 1906 pela São Paulo Tramway, Light and Power Company, na época responsável pelo fornecimento de energia elétrica na cidade, sendo concluída em 1908.1 Em 1928, com o crescimento da região metropolitana de São Paulo, Guarapiranga passou a servir como reservatório para o abastecimento de água potável.
A construção da Represa de Guarapiranga e, posteriormente, da Billings, foi decisiva para o desenvolvimento da região de Santo Amaro, então um vilarejo autônomo nos arrabaldes de São Paulo
A partir dos anos 1920 e 1930, um crescente interesse pela ocupação das margens da represa, fez surgir loteamentos pioneiros que procuravam oferecer ao cidadão paulistano uma opção de lazer náutico. Daí o surgimento de bairros com nomes como Interlagos, Veleiros, Riviera Paulista e Rio Bonito.
Entre as décadas de 1980 e 1990, a ausência de políticas claras de uso e ocupação do solo por parte da Prefeitura do Município de São Paulo e dos municípios vizinhos contribuiu para a criação de loteamentos populares clandestinos ao redor da represa, que cresceram desordenadamente e jogam esgoto não tratado na mesma. Também possui patinhos e Caracóis.
O lançamento de esgoto levou ao aparecimento de algas e o comprometimento da qualidade do manancial e da água para abastecimento humano, obrigando a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) a investir pesadamente em programas de tratamento para minimizar o problema que já estava grave.
Mas, em junho de 2008, foi anunciado o início das obras de urbanização e infraestrutura de centenas de favelas da região, melhorando a qualidade de vida dos habitantes e a preservação das áreas de mananciais.5 Atualmente, é utilizada para abastecimento de água potável para a Região Metropolitana de São Paulo através da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Também é utilizada, além do controle de cheias, como local de esportes e lazer, em que se destaca a importância nos esportes de vela, tendo vários clubes de iatismo no seu entorno, como o Yacht Club Santo Amaro, berço de vários campeões.
A represa é abastecida pelo Rio Guarapiranga e outros rios e córregos de menor porte, abrangendo áreas dos municípios de São Paulo, Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu.
Nas suas margens, existem praias artificiais e marinas de barcos.
Apesar de ser uma região afastada das áreas centrais de São Paulo (subúrbio), a represa é um de seus principais ícones naturais, muito procurada para lazer, devido a suas praias, parques, pela pesca amadora e esportes, tendo destaque para os esportes de vela, concentrando vários clubes de iatismo em sua margens. Foi o local de disputa do torneio de vela dos Jogos Pan-Americanos de 1963. Em 2011 foi palco do primeiro Mundialito de Clubes de Futebol de Areia.
A represa ainda possui algumas ilhas, tendo destaque para a Ilha do Eucalipto, a maior delas, e para a Ilha dos Amores, que em dezembro de 2008 abrigou uma árvore de natal de 30 metros de altura com as cores do Brasil, a qual faz parte do projeto Natal Iluminado, realizado pela Prefeitura de São Paulo em parceria com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Para se chegar nos polos comerciais ao redor da represa é possível chegar pela Marginal Pinheiros até a Av. Atlântica (antiga Av. Robert Kennedy).
Teve início um projeto de revitalização da orla da represa de Guarapiranga, desenvolvido pela Subprefeitura da Capela do Socorro. A obra inclui novo parque, uma via panorâmica que circundará toda a represa, ciclovia e calçada, além da árvore de natal inaugurada dia 9 de dezembro de 2008. O projeto já está em execução e parte dele deve ser inaugurado dentro de dois ou três meses.

8253 – Mega Sampa – ONG empresta bicicletas a quem não consegue pagar condução ao trabalho


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Retrato de um país de contrastes

Como faz quem arranja um emprego, mas não tem dinheiro para condução antes de receber o primeiro salário? Empresta uma das bicicletas do Pedal Social.
Com o projeto, desde janeiro o Instituto Mobilidade Verde já ajudou 46 moradores em situação de rua, entre eles pessoas que vivem em ocupações de edifícios antigos do centro de São Paulo. É o caso de Benedito Santana, 48, que conseguiu emprego em uma lanchonete na avenida Paulista e usou uma das bicicletas do Pedal Social para chegar ao trabalho durante 30 dias.
O Pedal Social também é uma mão na roda para quem não pode abrir mão de parte do salário com transporte público.
Um morador de Paraisópolis que trabalha em uma empresa de entregas no centro recebe apenas R$ 500 por mês e não tinha como gastar quase um terço do que ganha com ônibus (o valor da passagem está R$ 3 e aumentará em junho, como já anunciou a prefeitura). Agora ele volta para casa de bicicleta e seu salário vai mais longe.
Por enquanto a iniciativa atende moradores do centro e do Cambuci, na região central.
No centro, há 46 bicicletas emprestadas e 80 pessoas na fila. Por isso, as doações são bem-vindas, diz Mendonça, presidente do Movimento Estadual das Pessoas em Situação de Rua de São Paulo, que coordena ali o programa.
No Cambuci, o projeto está começando. Segundo Lincoln Paiva, do Instituto Mobilidade Verde, o bairro foi escolhido porque a ideia era expandir “para regiões onde há cortiços”. Segundo ele, as bicicletas são emprestadas especialmente para famílias que vivem com salário mínimo e precisam economizar o dinheiro da condução. Aos fins de semana, as magrelas ficam disponíveis para jovens e crianças. Lá, a coordenação é do Instituto Brasis.
Segundo Lincoln, o projeto começou com um levantamento em 2010. A ONG entrevistou moradores de ocupações do centro de São Paulo para saber qual era a maior barreira na hora de conseguir um emprego. Descobriu que arranjar um trabalho às vezes não era o mais difícil. “Uma parte desses moradores não conseguia dinheiro para a condução para ir no primeiro mês.”

8018 – Demografia e Urbanismo – Sufoco nas megalópoles


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Esses gigantes urbanos estão crescendo, atraindo milhões que chegam em busca de trabalho, moradia e conveniências da vida urbana. Mas o preço é alto: respirar nestas cidades em expansão está se tornando cada vez mais perigoso à saúde. Os habitantes da Cidade do México são os mais afetados nesse respeito, mas quem mora em cidades como Bancoc, Beijing, Cairo e São Paulo não estão em situação muito melhor. Suas consequências são problemas cardiológicos, respiratórios, neurológicos e até mesmo enfermidades na medula óssea, fígado e rins. O número total de veículos no mundo passa de 1 bilhão e está subindo e medidas preventivas saem muito lentamente do papel. Quem mora nestas cidades se defronta com um sufocamento lento.

7943 – Mega Sampa – Quantas ruas existem em São Paulo?


A maior cidade do país tem precisamente 48 623 logradouros, segundo dados atualizados em fevereiro pela prefeitura. Por logradouro, entende-se qualquer via pública – de becos a avenidas, de passagens subterrâneas a viadutos. Esse número não leva em conta as ruas que ainda não foram cadastradas, que são muitas. “Para que uma rua passe a existir oficialmente, é preciso que o Diário Oficial do Município publique um decreto assinado pelo prefeito. Surgem entre 50 e 100 novas vias públicas na cidade todos os anos. “Com as que são renomeadas, fazemos cerca de 600 atualizações anuais”. Haja criatividade para dar nomes a tantas ruas. Cada via tem uma história, mas a maioria dos paulistanos não faz idéia de o que significam as palavras impressas na tabuleta da rua de sua casa. Essas informações, antes escondidas nos gaveteiros do Arquivo Histórico Municipal, agora estão disponíveis de graça na internet. No site História das Ruas de São Paulo, é possível digitar o nome de um logradouro da cidade e descobrir o que ele quer dizer. “O acervo começou a ser organizado em 1936, quando o escritor Mário de Andrade dirigia o Departamento de Cultura, atual Secretaria Municipal de Cultura”, diz Luís Soares de Camargo, diretor do Arquivo. A equipe de Luís digitou as fichas datilografadas desde então e foi atrás dos nomes que não constavam no acervo. “Fazemos de 20 a 30 atualizações diárias”, diz o historiador. “Já há 50 mil nomes catalogados.” Isso é mais que o número de logradouros da cidade, por um simples motivo: o site lista ruas que não existem mais ou mudaram de nome.

Avenida São João
São João Batista é o protetor das águas. A avenida recebeu seu nome porque os rios próximos, Iacuba e Anhangabaú (hoje canalizados), eram tidos por assombrados pelos índios. Em tupi, iacuba significa “água envenenada” e anhangabaú, “águas do diabo”

Avenida Ipiranga
Ipiranga, em tupi, significa “rio vermelho”. É o nome do córrego que passa perto do local em que dom Pedro I proclamou a independência do Brasil

Viaduto do Chá
É chamado assim porque havia uma grande plantação de chá onde hoje está o Teatro Municipal de São Paulo, próximo ao viaduto. O dono da lavoura era o barão de Itapetininga, nome de uma rua nas redondezas

Avenida Paulista
Homenagem óbvia a São Paulo. A cidade se chama assim porque foi fundada em 25 de janeiro, dia que a igreja reservou para celebrar Paulo, o santo

Avenida Rebouças
O nome da avenida homenageia o engenheiro baiano Antônio Pereira Rebouças Filho, que construiu a ferrovia Curitiba-Paranaguá

Parque do Ibirapuera
Em tupi, ibirapuera quer dizer “madeira podre”. Esse era o nome de uma aldeia indígena fundada em 1560 pelo padre José de Anchieta, na antiga vila de Santo Amaro (hoje um bairro da zona sul de São Paulo)

7807 – Mega Sampa – Parados e sufocados em São Paulo


Poluição, trânsito lento ou totalmente parado, semáforos que não funcionam, indústria de multas, transporte público abarrotado, violência e barbeiragens no trânsito, tudo e muito mais fazem parte do dia a dia dos paulistanos.

Só dói quando a gente anda na rua

Dificuldade em se concentrar é provocada pela ação de monóxido de carbono e do ozônio no cérebro.
Os olhos são vítimas das, mesmas substâncias que irritam o nariz. Os sintomas sao a vermelhidão e a ardência.
Apesar de ser um escudo contra os raios ultravioletas do Sol, quando respirado, o ozônio se junta ao dióxido de enxofre e provoca dores de garganta e tosse.
O primeiro contato com os gases geralmente ocorre no nariz. Quando os óxidos nitrosos, os hidrocarbonetos e o ozônio atingem o órgão provocam principalmente coriza.
O sistema respiratório é o mais afetado pela poluição. A grande culpada é a fuligem, composta de partículas microscópicas (medindo cerca de 0,0005 milímetro) que chegam aos alvéolos pulmonares através da aspiração da fumaça. Na carona, esses grãos carregam substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos, e óxidos nitrosos, que causam edema pulmonar. Essa invasão aumenta a possibilidade de acessos de bronquite e pneumonia, diminui a defesa do organismo e abre caminho para bactérias e vírus agirem com facilidade.

Há suspeitas de que, com o pulmão trabalhando mal, os problemas cardíacos podem ser agravados pelo monóxido de carbono.

Mais sufoco
Os veículos lançam cinco tipos de poluentes: monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), uma combinação de óxido nitroso e dióxido de nitrogênio (NOx), dióxido de enxofre (S02) e partículas sólidas (MP). Sob a ação do sol, essas substâncias se misturam com elementos do ar, como óxidos de nitrogênio (NOx) e oxigênio (O2) formando, entre outras coisas, ácido nítrico (HN03) e ozônio (03), um gás que protege a Terra dos raios ultravioleta enviados pelo Sol, mas é nocivo se for respirado. A sujeira volta para o chão – lentamente atraída pela gravidade ou arrastada pelas chuvas.

Até rãs já foram usadas para mostrar o perigo que está no ar. Numa experiência feita há dez anos, forarm colocados filtros numa das avenidas mais movimentadas de São Paulo para coletar amostras de partículas emitidas no trânsito. O material diluído foi aplicado sobre palatos de rã, tecidos que tem cílios semelhantes ao pulmão do homem. Enquanto os cílios do anfíbio ajudam a empurrar alimento para dentro do organismo, os do pulmão empurram partículas nocivas para fora. “Pudemos constatar que o material presente no ar compromete o bom desempenho das células ciliadas, fazendo com que elas não sejam capazes de se movimentar direito”
Respirar pode ser muito arriscado
Preso em um congestionamento, à beira de um ataque de nervos, você gostaria de ter um rolo compressor e passar por cima de todos os outros, certo? Certíssimo. Esse é o primeiro sintoma dos efeitos da poluição no trânsito engarrafado: a alteração de comportamento pela irritabilidade excessiva. Depois, vêm outros problemas. Os olhos começam a lacrimejar, aparece uma ligeira dor de garganta e finalmente o pigarro, produzido pelas mucosas da garganta que tentam defender o organismo produzindo mais secreção. Mas isso é só o começo.

7573 – Mega Sampa – Mananciais em Perigo


Mananciais são todas as fontes de água, superficiais ou subterrâneas, que podem ser usadas para o abastecimento público. Isso inclui, por exemplo, rios, lagos, represas e lençóis freáticos. Para cumprir sua função, um manancial precisa de cuidados especiais, garantidos nas chamadas leis estaduais de proteção a mananciais. Nessas regras, o ponto principal é evitar a poluição das águas, coisa muito difícil de se conseguir em um país como o Brasil. Por aqui, a expansão das grandes cidades aconteceu de forma superbagunçada, comprometendo as fontes d’água próximas às metrópoles. O exemplo mais conhecido – e triste – é o do rio Tietê, que corta a capital de São Paulo e boa parte do interior. Em tese, o mais famoso rio paulista poderia ser um manancial para milhões de habitantes, mas quase 100 anos de poluição acabaram transformando o rio em um enorme esgoto a céu aberto. Para piorar as coisas para os paulistanos, outras importantes reservas de água estão ficando comprometidas. A partir da década de 70, a cidade começou a se expandir em direção à represa de Guarapiranga, com milhares de ocupações clandestinas que despejam esgoto no manancial sem nenhum tratamento. “Hoje, não é viável remover as pessoas de lá. A melhor saída é coletar o esgoto e tratá-lo para diminuir a poluição”, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Infelizmente, São Paulo não é o único lugar do Brasil onde os mananciais estão em perigo.

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Represa de Guarapiranga (São Paulo, SP)

Poluída pelo esgoto de loteamentos irregulares e favelas, a represa de Guarapiranga sofreu com a explosão demográfica: segundo a Sabesp, a população na região saltou de 330 mil habitantes nos anos 80 para 750 mil no ano 2000. Como resultado, os custos com o tratamento de água aumentaram dez vezes nos últimos 15 anos. Como retirar toda essa gente é inviável, o governo do estado promete investir na urbanização de favelas e aumentar a rede de esgoto no entorno do principal reservatório da cidade.

Bacia do Rio Piracicaba (Interior de São Paulo)

A água desse rio e de seus principais afluentes fica poluída depois de passar na área de grandes cidades como Campinas e Limeira. Mas, antes dessa nojeira toda, a capital paulista “rouba” desse sistema cerca de 50% de sua capacidade de abastecimento. Pior para as cidades populosas do interior: com rios sujos e com pouca água potável, os racionamentos e rodízios de água já começam a se tornar comuns na região.

7545 – Mega Tour – Malibu


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É uma influente cidade em frente a praia, localizada no noroeste do Condado de Los Angeles, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos. Foi incorporada em 28 de março de 1991.
Apelidado de “o Bu” por surfistas e moradores locais, a comunidade é famosa por suas praias de areia quente, e por ser o lar de muitas estrelas de cinema de Hollywood e outros associados à indústria do entretenimento.
Se espalha por uma faixa costeira de 43 km do Oceano Pacífico, famosa por suas praias de areias quentes propícias aos esportes de verão e ao surf e por ser a moradia de diversas celebridades ligadas à indústria do entretenimento de Hollywood e da Califórnia. Uma popular placa da cidade estampa: “Malibu: A Way of Life” (em português: Malibu: Um Estilo de Vida).
A cidade é cortada pela Pacific Coast Highway, a mais importante auto-estrada expressa da Califórnia, que cruza as famosas praias de Escondido, Zuma, Surfrider e Paradise. No limite oeste da linha costeira encontra-se Pirate’s Cove, assim nomeada por contrabandistas de rum durante a Lei Seca, que a usavam para descarregar suas mercadorias vindas por via marítima para a Califórnia. Devido a este isolamento, a área hoje foi transformada em área de nudismo.
De acordo com o United States Census Bureau, a cidade tem uma área de 51,4 km², onde 51,2 km² estão cobertos por terra e 0,1 km² por água.
Segundo o censo nacional de 2010, a sua população é de 12 645 habitantes e sua densidade populacional é de 246,83 hab/km². Possui 6 864 residências, que resulta em uma densidade de 133,98 residências/km².

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7504 – Aniversário de São Paulo 2013 – Este ano tem bolo no Bixiga


SP-458 ANOS-ANIVERSARIO

Ele voltou, o tradicional e polêmico megabolo no bairro do Bixiga para comemorar o aniversário da nossa grande Sampa.
Tradicionalmente, todos os aniversários de São Paulo são comemorados com um bolo gigante. Para os 459 anos da cidade, a partir das 12h do dia 25 de janeiro, dez mil bolos de 350g cada são distribuídos no bairro do Bixiga.
A festa acontece no trecho entre a rua Rui Barbosa e a praça Dom Orionte. Os bolos são feitos nos sabores chocolate e laranja.
Antes da comemoração do bolo, às 10h, são realizados dois concursos no local, o de mulata mais bonita de São Paulo e um de modelos.
Tudo acontece gratuitamente em comemoração aos 459 anos de São Paulo.

Programação
Sexta-Feira, 25 de janeiro, a programação do aniversário de São Paulo promete agitar os paulistanos. Para comemorar os 459 anos da capital, foram organizados os mais diversos eventos para todos os tipos e gostos.
Os organizadores do festival Lollapalooza preparoram para o dia 25, comemoração também do aniversário da Galeria do Rock, uma série de quatro shows gratuitos na galeria. No line-up estão as bandas Tokyo Savannah, República, Revoltz SP e Name the Band.
No Parque Ibirapuera a fonte multimedia fará um show de luzes, música e imagens mostram a fundação da cidade e seus movimentos econômicos e urbanos ao longo da história. A Casa da Rosas recebe oSampoemas evento que durante todo o dia reúne palestra, espetáculo e improvisação coletiva de poemas.
O MIS traz para o público a 3ª edição do Conexão Cultural, que mistura exposições, show e feira gastronômica. Participam do evento o artista Eduardo Kobra e os chefs Lourdes Hernandez e Paulo Yoller.
No Memorial da América Latina, as 16h, um cortejo de baianas farão uma escultura uma lavagem da escultura de Mão, de Oscar Niemeyer, tudo isso, ao som do espetáculo de samba Samba de Sampa. Já as 19h, o quarteto vocal Trovadores Urbanos fazem uma Serenata para São Paulo com alguns dos maiores clássicos da música popular brasileira.

Esportes
O World Bike Tour chega em sua 5ª edição no Aniversário de São Paulo com uma expectativa de público de mais de é de 8 mil pessoas. O evento circula o mundo inteiro tendo passado por cidades como Madri, Lisboa e Porto.
Já os fãs da corrida poderão participas do já tradicional Troféu Cidade de São Paulo que chega a sua 15ª edição. A largada acontece noParque do Ibirapuera, a partir das 7h50. Uma alternativa para a corrida de rua é a Corrida Vertical, que acontece dentro do edifício Abril. Os participantes tem de subir 30 andares e 672 degraus para finalizar a prova.

Os restaurantes e bares da capital também não ficaram de fora das comemorações. Entre os destaques, restaurante Mercearia do Conde criou um menu especial para o aniversário da cidade inspirado no livro “A Culinária Paulista Tradicional”.
O Felix Bistrot oferece um cardápio especial com elementos que combinam com a cidade de São Paulo, como o Entrecôte ao molho Béarnaise com feijão Tropeiro ou Badejo grelhado sobre Arroz à Portuguesa. Já o Living Lounge Bar&Sushi vai oferecer três receitas tipicamente paulistanas e três drinks criados exclusivamente para celebrar o aniversário de São Paulo.

Cinema
Os fãs de cinema também poderão contar com uma ampla e diversificada programação durante o feriado. Destaque para os filmes indicados ao Oscar que ocupam as maiorias das salas de São Paulo, como Lincoln eO Mestre, que estréiam este final de semana.
Já quem quiser só uma diversão descompromissada com os filhos esta é a chance para assistir algumas animações que já estão em cartaz faz tempo, como A Origem dos Guardiões e Detona Ralph. Se você prefere filmes de ação vá de Jack Reacher, do Tom Cruise, ou O Último Desafio, de Arnold Schwarzenegger.
Já os fãs de arte poderão aproveita para visitar algumas exposições que também abrem as portas durante o feriado. Como Cápsula do Tempo: identidade e ruptura no vestir de Ney Matogrosso, contando detalhes sobre a carreira do cantor, e a 2ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art, com ilustrações de naus de 50 artistas diferentes.

7434 – Mega Sampa – As Pragas Urbanas


pragas_urbanas

As autoridades sanitárias preferem outro conceito: chamá-los de animais sinantrópicos, que vivem junto com o homem contra a sua vontade, aproveitando-se da comida e dos abrigos abundantes na cidade. Transmissores de doenças eles são controlados pela Covisa, cuja subdivisão é o CCZ, o Centro de Controle de Zoonoses. Morcegos, pombos e ratos são as maiores queixas.
Cupins – A cidade é afetada por 2 espécies principais: a de madeira seca e a de subterrânea, sendo que nenhuma é nativa. Suas colônias podem destruir móveis ou mesmo a estrutura de uma casa. A subterrânea causa danos maiores e é a espécie mais comum.
Baratas – A primeira espécie é pequena e habita espaços apertados como frestas, a segunda é maior e chega pelo ralo ou voando. A Periplaneta americana também prefere locais quentes e úmidos e pode transmitir doenças como a toxoplasmose, hanseníase, tifo, disenteria, pneumonia e meningite.
Vede os ralos e feche bem os sacos de lixo.
Ratos – A maior parte das espécies vieram da Ásia à bordo de navios. O contato com sua urina pode transmitir a leptospirose. Com uma gestação que não leva mais do que 24 dias, uma fêmea pode gerar em média 8 filhotes e emprenhar no mesmo dia da procriação. O camundongo (Mus músculos) mede em geral 15 cm, mas a ratazana (Rattus norvegicus), de pelos eriçados e que vive no esgoto, pode atingir 40 cm de comprimento e atacar um ser humano caso se sinta acuada. Já o rato de telhado (RATTUS rattus), anda em fios, árvores e até escala muros. Para evitá-los deve-se vedar o acesso ao interior das casas e recolher a ração dos animais domésticos.
Até 12,4% das casas da cidade são infestadas por roedores segundo a Covisa.
Urubus – Embora se alimentem de materiais em decomposição, podem ser um problema nas cidades, principalmente em regiões próximas a aeroportos. É proibido matar urubus, mas é possível chamar uma empresa especializada para remanejá-los.
Pombos – Chegaram ao Brasil à bordo de navios europeus e se adaptaram ao ambiente urbano, no qual podem viver cerca de 5 anos. As pombas se alimentam de sementes e restos de comida e se proliferaram pela ausência de predadores naturais. Transmitem doenças como a criptocose e a clamidiose, além de dermatites. Matar pombos é crime ambiental e uma lei municipal proíbe as pessoas de alimentá-los. Deve-se proteger o nariz na hora de limpar as fezes.
Escorpiões – São predadores das baratas nas cidades e habitam locais úmidos e sombreados como túmulos, bueiros e calçadas. Uma das principais espécies na cidade é o escorpião amarelo (Tittus serrulatus), cuja ferroada pode ser fatal se atingida em criança ou idoso. Cuidado com roupas e calçados ao vesti-los e usar luvas na hora de manusear materiais de construção.

Morcegos – Tal grupo de mamíferos voadores tem mais de 30 espécies em São Paulo e se alimentam de insetos ou de frutas e se abrigam em telhados, chaminés e dutos de ventilação.
Os hematófagos são encontrados só nos extremos da capital. Caso se sintam ameaçados, podem morder e transmitir raiva. Nunca devem ser tocados. Se um morcego estiver no chão de casa, jogue um pano ou caixa emborcada para baixo para prendê-lo. Suas fezes costumam abrigar fungos causadores de doenças e só devem ser removidas com luvas e máscaras.
Morcegos atacam os Jardins
Eles invadiram o 4º andar de um prédio neoclássico na Alameda Franca e a 3 quarteirões dali um outro na Alameda Jaú. Água com açúcar para atrair os beija-flores também atrai morcegos. Morcegos hematófagos têm fobia a luz, por isso só aparecem na periferia.
Evite o contato de animais de estimação com os morcegos.

7430 – Mega Sampa – O Elevado Costa e Silva (O Minhocão)


Elevado costa e silva

Uma Obra Faraônica

É uma via expressa elevada da cidade de São Paulo, Brasil, que liga a região da Praça Roosevelt, no centro da cidade ao Largo Padre Péricles, em Perdizes.
Foi construído com o intuito de desafogar o trânsito da Avenida General Olímpio da Silveira e da Rua Amaral Gurgel, as quais, por cortar regiões centrais da cidade, não poderiam ser alargadas para ampliar sua capacidade. Assim, a solução seria a construção de uma via paralela sobre os logradouros para que a capacidade de tráfego fosse duplicada.
Idealizado pelo prefeito José Vicente Faria Lima durante seu governo (1965-1969), o “Minhocão” não é considerado por muitas pessoas uma obra de arquitetura, mas sim de engenharia bruta, fato que causou incontestável impacto na paisagem urbana da região central de São Paulo. O projeto fora engavetado de início devido à reação negativa da população local e dos técnicos agrupados em duas centenas de especialistas agrupados em dois consórcios que planejaram o ordenamento básico da cidade para o período 1970-1990.
Desengavetado por Paulo Maluf aconselhado por seus assessores diretos em sua primeira passagem pela prefeitura no ano de 1969. Tentou imprimir sua marca para se contrapor ao aclamado prefeito anterior Faria Lima como um bom administrador público uma vez que aos 38 anos nunca havia assumido um cargo dessa envergadura. O projeto, orçado em Cr$37bi, virou realidade quando após 11 meses de obras o “Minhocão” engoliu o espaço da Praça Roosevelt, na Consolação, até o Largo Padre Péricles, em Perdizes, passando sobre a Rua Amaral Gurgel, a Avenida São João e a sua continuação a Avenida General Olímpio da Silveira.
Passando a cinco metros dos prédios de apartamentos o elevado tem 3,4 quilômetros e liga a região central à zona oeste da cidade. Recebeu diversas críticas, sendo chamado de “cenário com arquitetura cruel” e “uma aberração arquitetônica”. Ainda hoje não é bem visto pela população da região, devido à desvalorização de seus imóveis e à deterioração do local.
No ano de 1976 o Minhocão passou a ser interditado à noite, medida adotada para evitar os acidentes noturnos, que se tornavam rotina, e para a diminuição do barulho na região.
Em 1998 o Elevado Costa e Silva, nome dado desde sua inauguração em homenagem a um dos generais-presidentes do Brasil no período do regime militar e responsável pela indicação que nomeou prefeito Paulo Maluf, teve seus 2.725 metros decorados com pinturas de artistas plásticos. O projeto, batizado de “Elevado à Arte”, foi criado pela Funarte, entidade ligada ao Ministério da Cultura, e custou R$ 500 mil à patrocinadora Porto Seguro Seguros.
“Minhocão” – Elevado Costa e Silva

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Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 6h30 às 21:30h
Domingos e Feriados: Interditado ao tráfego, aberto aos pedestres e ciclistas
Endereço: Largo Padre Péricles, Avenida Francisco Matarazzo, Praça Marechal Deodoro, Avenida General Olímpio da Silveira, Largo Santa Cecília, Avenida São João,Avenida Amaral Gurgel e Praça Franklin Roosevelt.

7395 – São Paulo – Franca, a cidade dos calçados


Vista aérea da cidade
Vista aérea da cidade

Município brasileiro no interior do estado de São Paulo, sede da microrregião de Franca (14ª Região Administrativa de São Paulo) e a 74ª maior cidade brasileira. Localiza-se a 20º32’19” de latitude sul e 47º24’03” de longitude oeste, distante 401 km da capital estadual e a 676 km de Brasília. Possui uma área de 607,333 km², dos quais 84,571 km² estão em zona urbana, e sua população estimada em 2012 é de 323.307 habitantes. É conhecida em todo Brasil como A Capital Nacional do Calçado Masculino.
A história da região denominada Sertão do Capim Mimoso próxima aos Rio Pardo e rio Sapucaí tem início com os bandeirantes: a partir da bandeira do Anhanguera (o filho), em 1722, que construiu o “Caminho de Goiás”, ou “Estrada dos Goiases” que ligava a cidade de São Paulo até as minas de ouro de Goiás, que naquela época pertencia à Capitania de São Paulo.
Começam a surgir, a partir de então, os famosos “pousos” de tropeiros, locais onde os paulistas paravam para descansar – eles e os animais de carga -, durante as viagens que faziam em sua busca pelo ouro no interior do Brasil. O pouso que deu origem à cidade de Franca era conhecida, na época, pelos bandeirantes, por “Pouso dos Bagres”.
O território original da Freguesia da Franca, que fora desmembrado da Vila de Mogi Mirim, abrangia a região de Batatais e estendia-se até Igarapava e Guaíra e era muito extenso. Foi, porém, bastante reduzido com a criação de novos municípios: Batatais em 1839, Igarapava em 1873, Ituverava e Patrocínio Paulista em 1875, São José da Bela Vista em 1948, Cristais Paulista em 1959, Restinga, Jeriquara e Ribeirão Corrente em 1964.
Pela lei provincial nº 21, de 24 de abril de 1856, Franca é elevada à categoria de município e cidade.
Na década de 1830, francanos, especialmente das famílias Garcia Leal, Correia Neves e da família Souza, iniciaram a povoação da região de Santana do Paranaíba no atual Mato Grosso do Sul.
O município recebeu muitos imigrantes. Com a expansão do café para o Oeste Paulista vêm os imigrantes, sobretudo italianos. A partir destes imigrantes, monta-se a primeira indústria da cidade, calçadista, que desenvolve-se principalmente a partir da década de 1920.
Franca participou da Guerra do Paraguai com os Voluntários da Franca e com o famoso Guia Lopes.
Na década de 1890, Franca passa a ser servida pela Estrada de Ferro Mogiana, mas, no início do século XX, o ramal de Franca foi abandonado e os trilhos retirados porque a Estrada de Ferro Mogiana construiu outro ramal, uma variante, ligando Ribeirão Preto a Uberaba sem passar por Franca.
A cidade empenha-se durante a Revolução Constitucionalista de 1932, na qual morreram por São Paulo seis cidadãos francanos.
Atualmente, destaca-se no setor da indústria de calçados masculinos, mas as indústrias calçadistas de Franca já estão dando atenção e produzindo também calçados femininos, ainda que, até hoje, o café tenha ativa participação na economia do município.
A estação ferroviária de Franca foi inaugurada em 1887, sendo esta, na época, um dos objetivos mais importantes a ser atingidos pela ferrovia. Depois da chegada da linha a Casa Branca, em 1878, é que a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro passou a avaliar a alternativa de seguir em linha reta para o norte, chegando a essa cidade, mas, graças à expansão muito rápida da nova região de Ribeirão Preto, a companhia decidiu-se por mover a linha para oeste, e somente depois de cruzar o rio Pardo, aí sim, voltar para nordeste para atingir a velha Franca do Imperador. Em Franca cita-se o dia 11 de abril como a inauguração da estação. Pode ter sido uma antecipação dos serviços, que teriam, então, começado 6 dias mais tarde. Em 5 de abril, uma locomotiva a vapor com um carro de passageiros e alguns vagões de lastro inaugurou o prédio e a linha.
O bairro da Estação foi-se desenvolvendo a partir daí: a estação era sempre um centro de recepção de personalidades. Sete anos depois, em 1939, a estação ganhou um prédio novo, mais moderno, estilo “art-noveau”. Com o tempo, entretanto, a linha do Rio Grande foi perdendo a sua importância, reduzindo muito seu movimento. Ainda assim, em 01/06/1969, as oficinas da estação receberam boa parte do que estava sediado na estação de Ribeirão Preto-velha, recém-desativada. Em 01/08/70, porém, pouco mais de um ano depois, o destacamento de tração de Franca foi definitivamente suprimido, com seu pessoal sendo deslocado para outras unidades da ferrovia.
Franca localiza-se na região nordeste do estado de São Paulo e é sede da 14° Região Administrativa do Estado de São Paulo. Faz limite com cidades paulistas como Batatais, Cristais Paulista e Patrocínio Paulista, e divisa com as cidades mineiras de Ibiraci e Claraval.
A cidade apresenta um relevo bastante elevado, com altitude próxima a 1.040 metros, sendo a 4ª cidade mais elevada do estado. Campos do Jordão é a mais alta, construída a 1620 m acima do nível do mar, seguida por Pedra Bela, com 1120 m e Pedregulho, com 1060 m.

Economia
Destaca-se pela relevante agricultura, como centro de uma das mais importantes regiões produtoras de café do mundo, a “Alta Mogiana”. O café produzido nessa região possui alta aceitação nos mercados nacional[24] e internacional, que devido ao clima, solo e altitudes favoráveis fazem da região uma das mais importantes na produção de café brasileiro de alta qualidade.
Grande parte da produção local de café é comercializada por meio da COCAPEC – Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas, que reúne inúmeros agricultores da região e participa das diversas etapas produtivas e de distribuição do café.

sapato francano

Cidade primordialmente industrial, Franca é a maior produtora de calçados do Brasil e da América Latina, possuindo mais de 1000 indústrias de grande e médio porte, como: Calçados Netto, Calvest, Ferracini, Estival, Samello, Vitelli, Carmen Steffens, Tenny Wee, Amazonas, Mariner, Laroche, PG4, Sândalo, HB, Bull Terrier, Democrata e Opananken, sendo importante observar que tais indústrias são muito bem instaladas e estruturadas, respeitando todas as normas ambientais e também sociais não havendo a participação de mão de obra infantil, tendo um dos maiores centros de ensino e pesquisa no setor coureiro-calçadista contando com centros de Design e formação profissional que são considerados como um dos maiores e mais modernos que existem neste setor, sendo referência nacional e internacional.

Com produção em grande parte destinada à exportação, a cidade leva seus produtos a várias partes do mundo, como EUA, Europa, Ásia e América Latina, sendo que os calçados fabricados em Franca são tidos como de referência mundial em quesitos como conforto, qualidade, tecnologia e design, sendo feitos para diversos segmentos – infantil, feminino e principalmente masculino, assim como acessórios de moda, enfeitando vitrines da alta moda em todo o mundo, e os calçados francanos são destacados pelo alto giro de vendas e lucro para seus revendedores.
A cidade tem experimentado nos últimos anos a diversificação do parque industrial, abrigando também importantes indústrias de confecções, de fundição, de joias e diamantes , metalúrgicas, de alimentos e bebidas, de cosméticos, de móveis entre outras, indústrias essas instaladas numa cidade que conta com um dos mais modernos distritos industriais do Brasil, possuindo toda infraestrutura básica para a instalação de toda e qualquer tipo de indústria numa área de aproximadamente dois milhões de metros quadrados inteiramente urbanizados. Franca é também um dos maiores pólos de lapidação de diamantes do mundo, e no município encontra-se o único escritório do Brasil e da América do Sul especializado em diamantes.
Franca é um importante centro na região de produção e de difusão de conhecimento tecnológico, tendo atraído investimentos na melhoria dos processos de desenvolvimento de softwares comerciais, pela com a instalação de dezenas de pequenas empresas vindas de outras regiões e empresas francanas formadas por ex-estudantes de Cursos de Tecnologia oferecidos por Instituições de Ensino situadas na cidade.
O comércio também se destaca na cidade. Além da população local, grande parte dos moradores da região dependem do comércio francano. Tem importantes empresas como Atacadão,Wal Mart e Makro, dentre outras, e três shoppings: Franca Shopping, Shopping do Calçado de Franca e Street Shopping.
O Shopping do Calçado de Franca atualmente figura como o segundo maior shopping da categoria em toda a América Latina. Possui cerca de 76 lojas com mais de 300 marcas para vendas no atacado e varejo. Encontra-se em Franca a sede do Magazine Luiza, uma das maiores redes varejistas do país.

Franca é uma das pouquíssimas cidades brasileiras que têm 100% de água e esgoto tratados, sempre ficando e alternando entre as 3 primeiras colocações em Saneamento Básico do ranking nacional. A cidade ainda têm, também, 100% dos seus bairros com ruas asfaltadas.
localizado na zona norte de Franca, o Parque Vicente Leporace é o bairro mais populoso da cidade, composto por casas populares inauguradas e entregues a partir de 1982; hoje o bairro conta com escolas, creches, unidades de saúde, conjunto poliesportivo, bibliotecas. Tem como via principal a Avenida Doutor Abraão Brickmann. Abrange os seguintes bairros: Leporace 1, 2, 3, Jardim Pinheiros 1 e 2, Jardim Tropical 1 e 2, Jardim Portinari, Jardim Luiza 1. Tem atualmente o maior corredor de compras da cidade com aproximadamente 200 lojas dos mas variados setores, porém a maioria está com situação irregular, pois foram construídas em áreas onde deveriam ser as garagem dos prédios da CDHU; por este motivo, há anos a Prefeitura de Franca e a CDHU vêm ameaçando derrubar todas as construções irregulares.

Franca conta com importantes instituições de ensino técnico e superior, e é considerada uma cidade universitária.As instituições são:
UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”: Cursos de Graduação em Direito, História, Relações Internacionais e Serviço Social; Mestrado em Direito; Mestrado e Doutorado em História e Serviço Social. A faculdade foi criada em 1962, sob a denominação de Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca. No ano de 1968, concedeu-se como sede as instalações do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, um dos monumentos históricos mais antigos da cidade, situado no centro de Franca. Já em 1976, a faculdade foi incorporada a UNESP, constituindo-se assim o Câmpus de Franca da UNESP. A Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, como é denominada atualmente, possui aproximadamente 1900 alunos e 90 professores. O novo câmpus foi inaugurado em 13 de janeiro de 2009 no Jardim Petráglia.
Uni-FACEF: Centro Universitário de Franca; oferece dez cursos de graduação, sendo oito de bacharelado: Ciências Econômicas, Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda, Matemática para negócios, Psicologia, Turismo e Sistemas de Informação; e dois cursos de licenciatura: Letras e Matemática. Em 2013 a instituição também oferecera o curso de Engenharia de produção .
Faculdade de Direito de Franca: Criada pela lei municipal nº 653, de 8 de agosto de 1957, sancionada pelo Prefeito Onofre Sebastião Gosuen, a Faculdade de Direito de Franca, depois de obter autorização do Presidente da República Juscelino Kubitscheck de Oliveira para funcionamento (decreto nº 43.290, de 28.2.1958), foi oficialmente instalada em 28 de março de 1958, sendo nomeado Diretor o Dr. Benedito de Freitas Lino, advogado da Prefeitura. Foi reconhecida pelo Decreto Federal 50.l26 de 26 de janeiro de 1961. Atualmente 1,4 mil alunos estudam na unidade. É uma importante instituição de ensino jurídico, portadora do Selo “OAB Recomenda”, da Ordem dos Advogados do Brasil. Figura entre as melhores faculdades de Direito do país.
FATEC – Faculdade de Tecnologia de São Paulo: A FATEC “Dr. Thomaz Novelino” funciona no antigo prédio do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, no centro da cidade, e oferece os cursos de Desenvolvimento de Sistemas e Gestão da Produção Industrial na modalidade Calçados.
O Museu Histórico Municipal de Franca – José Chiachiri, localizado na rua Campos Sales, está instalado em prédio construído para abrigar o Fórum e a Cadeia Pública em 1896, e passou a abrigar o museu em 1970 . Compõe-se de aproximadamente quatro mil objetos de personalidades da cidade e região. Conta com uma biblioteca de apoio à pesquisa regional. O arquivo caracteriza-se por fontes manuscritas e impressas da Câmara e Prefeitura Municipal de Franca, além de peças de porcelana a desenhos folclóricos, incluindo uma coleção filatélica. Acondicionado em sala climatizada, parte da documentação também se encontra digitalizada.
Outro espaço importante na cidade e que recebe diversas feiras e eventos é o Pavilhão de Exposição Américo Pizzo. A feira de artigos para calçado Francal ocorria neste pavilhão até a sua mudança para o pavilhão de Parque Anhembi, em São Paulo.

Franca

7356 – Cidades Brasileiras – Governador Valadares


PicoIbituruna-GovernadorValadares

É um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Pertencente à microrregião de mesmo nome e à mesorregião do Vale do Rio Doce, localiza-se a nordeste da capital do estado, distando desta cerca de 320 quilômetros. Sua população foi contada em 2010 pelo IBGE em 263 594 habitantes,sendo assim o nono mais populoso do estado de Minas Gerais e o primeiro de sua mesorregião e microrregião. Está a 960 quilômetros de Brasília, a capital federal. Ocupa uma área de 2348,1 km². Desse total, 24,3674 km² estão em perímetro urbano.
A maior parte de seu território situa-se na margem esquerda do Rio Doce. O município é servido pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, da Companhia Vale do Rio Doce e pela rodovia Rio-Bahia (BR-116). Liga-se à capital do estado pela BR-381.
A cidade ainda se destaca em seu turismo. Em Governador Valadares está o Pico da Ibituruna. Com 1 123 metros de altitude, é um dos pontos mais altos do Leste mineiro. É sede de uma das etapas do Campeonato Brasileiro de Voo Livre sendo que os competidores saltam do Pico, de onde se pode avistar toda a região do Vale do Rio Doce, cujo leito está aos pés do pico. Também sedia vários campeonatos internacionais de voo livre.
A atual cidade de Governador Valadares já possuiu vários nomes antes de chegar a sua atual denominação. Foram alguns deles:
Arraial de Porto de Dom Manuel – 1734
Porto das Canoas – 1808
Santo Antônio da Figueira – 23 de setembro de 1888 (Lei Provincial)
Distrito de Santo Antônio do Bonsucesso – pela Lei Estadual de 14 de setembro de 1889
Figueira – 7 de setembro de 1923, pela Lei 843
Figueira do Rio Doce – 1937 – Decreto do então governador Benedito Valadares
Seu atual nome foi decretado juntamente com sua emancipação, ocorrida em 30 de janeiro do ano de 1938, permanecendo “Governador Valadares” até os tempos atuais, em tributo ao governador Benedito Valadares.

História
O desbravamento de Governador Valadares e região inicia-se por volta do ano de 1573 quando Sebastião Fernandes Tourinho, partindo do litoral brasileiro, subiu pelo Rio Doce até alcançar a foz do Suaçuí Grande, com a finalidade de descobrir ouro e pedras preciosas. Os descobridores encontraram uma série de dificuldades, não só o rio, com seus bancos de areia dificultando a interiorização da bacia, como as impenetráveis florestas, e, mais ainda, a ferocidade dos índios botocudos. Com o objetivo de conter os constantes ataques dos silvícolas, instalou-se no Vale, no local conhecido como Porto de Dom Manuel, uma das seis Divisões Militares do Rio Doce, criadas pela Carta Régia de 13 de maio de 1808.
Em 30 de janeiro de 1938 a cidade teve seu topônimo mudado para Governador Valadares, através do Decreto-lei Estadual n° 148. Nessa data também ocorreu a emancipação política municipal. A partir daí, a cidade passou a ser formada pelos distritos de Governador Valadares (Sede), Brejaubinha, Chonim e Naque. Atualmente, além do Distrito-Sede, Governador Valadares conta com os distritos de Alto de Santa Helena, Baguari, Brejaubinha, Nova Brasília, Santo Antônio do Porto, Pontal, Chonim, Derribadinha, Penha do Cassiano São José das Tronqueiras e São Vitor.
Ao longo do tempo, com o crescimento populacional da cidade, houve a necessidade da expansão dos setores econômico e turístico de Governador Valadares. Em 2 de dezembro de 1999 é inaugurado o GV Shopping.
A cidade tem uma altitude média de 455,85 metros. O ponto culminante do município é o Pico da Ibituruna, que mede 1.123 metros, sendo um dos maiores de todo Vale do Rio Doce. No município predomina um relevo variando entre montanhoso e plano. Cerca de 60% do território valadarense são de mares de morros e montanhas, 25% das terras são montanhosas e nos 15% restantes o terreno é plano.
O clima da cidade é fortemente influenciado pela presença do Pico da Ibituruna, que não somente parcialmente impede a circulação de ar na região, mas também serve como enorme refratário, consideravelmente aumentado a insolação de calor sobre Valadares. É ainda influenciado pelo Rio Doce, que eleva a umidade local e ainda pelas Serras do Espinhaço e da Mantiqueira: as duas cordilheiras travam as frentes frias permitindo que se forme, na região, uma espécie de bolsão de calor, que começa em Ipatinga e vai até Linhares, no Espírito Santo, fazendo com que o clima seja quente durante o ano todo. O clima é portanto quente e úmido. Como na maior parte do país, apenas duas estações podem ser observadas.

Nos últimos anos, Governador Valadares se tornou conhecida pela grande quantidade de pessoas que emigram da cidade para os exterior em busca de melhores condições de vida. Há no município uma grande injeção de dinheiro, por conta desses milhares de imigrantes, localizados em sua maioria, nos Estados Unidos. Pelo lado negativo, é conhecida também como um dos maiores redutos brasileiros de mão de obra clandestina para os EUA. A região convive com a ação dos chamados “cônsules”, pessoas com promessa de agenciar acesso a quem deseja trabalhar em território americano. Há relatos de casos em que os emigrantes clandestinos foram abandonados pelos encarregados de ajudá-los a entrar ilegalmente nos Estados Unidos e tornaram-se vítimas de sequestro, estupro ou homicídio.
O Produto interno bruto – PIB de Governador Valadares é o 153º maior do Brasil, destacando-se na área de prestação de serviços, já que o município não possui nenhuma indústria de grande porte implantada.
Do PIB total da cidade, 365.528 mil são da indústria (setor secundário). Grande parte do valor arrecadado pelas indústrias, vem do Distrito Industrial. Um forte Distrito Industrial/misto está instalado à Oeste do município, distanciando-se cerca de 6 Quilômetros do Centro de Governador Valadares. É um distrito industrial/misto, pois possui empresas de pequeno e médio. Recentemente passou por uma reestruturação e atualmente é administrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – CODEMIG. Nele está o Aeroporto de Governador Valadares.
Governador Valadares também possui bastante tradição em extração de minerais raros. Na cidade existem diversas minas e pedreiras especializadas em extrair pedras como esmeraldas, topázios, turmalinas, rubelitas e águas-marinhas.
Como na maioria das médias e grandes cidades brasileiras, a criminalidade também é um grave problema em Governador Valadares.
Para tentar diminuir a criminalidade, a prefeitura tomou diversas medidas. Uma delas foi a criação do chamado “Plano Municipal de Segurança Cidadã de Governador Valadares”. De acordo com a prefeitura, esse plano representa o esforço de todos para construir uma cidade mais fraterna, mais solidária, em que se busca a cultura da Paz e o desenvolvimento sustentável, duradouro e para todos, cujo eixo é a justiça social, a participação popular, a inclusão dos que sempre estiveram à margem. O projeto recebeu apoio de várias entidades, como a Prefeitura Municipal, a Câmara Legislativa, 8ª Região da Policia Militar, 8º Departamento de Polícia Civil, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Centro Socioeducativo São Francisco de Assis, Núcleo de Prevenção à Criminalidade, dentre outras.
O Museu Histórico do Município de Governador Valadares foi fundado em 1983, com o nome de Museu da Cidade. Abriga uma variada gama de objetos, com um acervo de mais de 1.200 peças, desde instrumentos de suplício (utilizados para castigar escravos), trajes litúrgicos antigos, aparelhos telefônicos, cerâmicas indígenas, documentos e fotografias até pequenas curiosidades como a cópia da Planta Original do Traçado da Cidade.
Futebol
O clube representante do município no Campeonato Mineiro de futebol é o Esporte Clube Democrata (Democrata-GV). A Pantera, como o time é conhecido, já revelou jogadores que tiveram projeção internacional como o atacante Fábio Júnior e zagueiro João Carlos, que tiveram passagens pela Seleção Brasileira. O clube também foi um dos primeiros a ser treinado pelo técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo.
Em Governador Valadares há três feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais o aniversário da emancipação de Governador Valadares, dia 30 de janeiro;o Corpus Christi, que sempre é realizado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade e Dia de Santo Antônio, padroeiro da cidade, comemorado em 13 de junho. De acordo com a lei federal nº 9.093 de 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluso neste, a Sexta-Feira Santa.

7278 – Mega Cidades – Tóquio


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Tóquio (em japonês:transl. Tōkyō, literalmente “Capital do Leste”.
é a capital e uma das 47 províncias do Japão. Situa-se em Honshu, a maior ilha do arquipélago. Tóquio possui 12 790 000 habitantes, cerca de 10% da população do país, e a Região Metropolitana de Tóquio possui mais de 37 milhões de habitantes, o que torna a aglomeração de Tóquio, independentemente de como se define, como a área urbana mais populosa do mundo.Tóquio é famosa pela Torre de Tóquio. Foi fundada em 1457, com o nome de Edo ou Yedo. Tornou-se a capital do Império em 1868 com a atual designação.
Sofreu grande destruição duas vezes; uma em 1923, quando foi atingida por um terremoto; e outra em 1944 e 1945, quando bombardeios americanos destruíram grande parte da cidade, sendo que no total foi destruída 51% de sua área e mataram mais de 150 mil pessoas.
Embora Tóquio seja considerada o maior e mais importante centro financeiro do mundo (ao lado de Nova York e Londres), e uma “Cidade Global.
Não há no Japão uma cidade chamada “Tóquio”. Na verdade, Tóquio é designada como uma metrópole.
Mais de oito milhões de pessoas vivem dentro dos 23 distritos autônomos que constituem a parte central de Tóquio. Estes 23 distritos definem a “Cidade de Tóquio”, na opinião da maioria dos especialistas e outras pessoas, possuindo 8 340 000 habitantes. A população de Tóquio aumenta em 2,5 milhões ao longo do dia, devido aos estudantes e trabalhadores de prefeituras vizinhas, que vão à Tóquio para estudar e trabalhar. A população total dos bairros de Chiyoda, Chuo e Minato, que compõem a região central de Tóquio, e onde está localizado o principal centro financeiro do país, é de menos de 300 mil habitantes; porém, mais de dois milhões de pessoas trabalham na região.
Tóquio é o principal centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural do Japão. Assim sendo, Tóquio possui a maior concentração de sedes de empresas comerciais, instituições de ensino superior, teatros e outros estabelecimentos comerciais e culturais do país. Tóquio também possui um sistema de transporte público altamente desenvolvido, com numerosas linhas de trens, metrô e de ônibus, bem como o Aeroporto Internacional de Tóquio.
A partir de 1872, começou a construir-se a primeira linha de metropolitano ligando Tóquio com Yokohama e entre 1885 e 1925 construiu-se a Linha Yamanote, linha de metropolitano urbano que é a mais importante de Tóquio na atualidade.
O Grande terremoto de Kanto (Kantō daishinsai?) golpeou Tóquio em 1923, com um saldo de aproximadamente 140.000 pessoas mortas e desaparecidas, 300 mil residências destruídas.
Depois da tragedia iniciou-se um plano de reconstrução que não pode ser completado devido a seu alto custo. Tóquio foi lentamente reconstruída ao longo dos próximos 15 anos. Neste período, bairros vizinhos a Tóquio começaram a desenvolver-se. Em 1932, outros distritos, cidades e vilas vizinhas foram anexadas a Tóquio, formando o seu atual limite municipal.

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Guerra Mundial
Durante a Segunda Guerra Mundial, Tóquio foi intensamente bombardeada a partir de 1942 até 1945. A causa disto, em 1945 a população de Tóquio era a metade que em 1940. Os bombardeios mais pesados atingiram Tóquio em 1944 e 1945, destruindo aproximadamente um terço da cidade, e matando aproximadamente 150 mil pessoas. Milhões de pessoas decidiram abandonar Tóquio. Esta tinha cerca de 7,3 milhões de habitantes em 1940; no final da guerra, a população havia caído pela metade, para cerca de 3,5 milhões. Ao terminar a guerra, em setembro de 1945, Tóquio foi ocupada militarmente e passou a ser governada pelas Forças Aliadas. O general Douglas MacArthur estabeleceu os quartéis da ocupação no que atualmente é o edifício DN Tower.
Tóquio foi novamente reconstruída após o fim da guerra. Porém, esta reconstrução foi desorganizada. Prédios e vias públicas foram simplesmente construídas onde havia espaço. Poucos anos após o fim da guerra, Tóquio novamente vibrava como um centro comercial, e sua população começou a crescer novamente. Em 1947 Tóquio foi reestruturada com a redução de 35 para 23 bairros. Tóquio experimentou o chamado “milagre econômico” durante as décadas de 1950 e 1960. Em 1954 criou-se a segunda linha de metrô com a Linha Marunouchi e em 1961 com a Linha Hibiya.
Em um espaço de 15 anos, a população de Tóquio triplicara, chegando a nove milhões em 1960. Este rápido crescimento eventualmente tornou a Região Metropolitana de Tóquio a área urbana mais habitada do mundo. Em 1958 construiu-se a Torre de Tóquio e em 1964 inaugurou-se a primeira linha de Shinkansen (Tokaido Shinkansen), coincidindo com a celebração dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Em 1966, um plano diretor foi instituído em Tóquio, com o objetivo de minimizar vários de seus problemas. Sistemas de metrô e de trens foram expandidos, leis contra indústrias poluidoras foram instituídas e melhorou-se o sistema de saneamento básico. Muitos arranha-céus foram construídos neste período. Para tentar reduzir a superpopulação da região, o governo japonês incentivou a construção de novas cidades suburbanas, em torno de Tóquio.
Tóquio é o centro da maior região metropolitana do mundo, conhecida como Região Metropolitana de Tóquio-Yokohama. Esta região metropolitana inclui as províncias japonesas de Chiba, Kanagawa e Saitama. Cerca de um quarto de toda a população do Japão vive na região metropolitana de Tóquio.
Na atualidade, Tóquio é um dos mais importantes centros urbanos do planeta. É um dos principais centros financeiros e a capital política do Japão. A cidade tem menos arranha-céus em comparação com outras cidades da sua magnitude, principalmente devido ao risco de terremotos. É por isso que a maior parte dos seus edifícios não tem mais de 10 andares. Tóquio também tem o terceiro sistema metropolitano mais extenso do mundo depois dos metropolitanos de Londres e Nova York.
Tóquio possui mais postos de trabalho e locais de recreação cultural do que qualquer outra cidade do Japão, atraindo muitas pessoas do resto do país (especialmente jovens). Sua densidade populacional é extremamente alta, de 14 mil pessoas por quilômetro quadrado, mais densa que Nova Iorque e o dobro da densidade populacional de São Paulo.
A imensa população de Tóquio cria uma altíssima demanda por residências. No passado, a maioria dos habitantes da província vivia em casas de um ou dois andares, feitas de madeira, cada uma com seu próprio jardim, quintal e capela religiosa. À medida que a população de Tóquio foi crescendo, tais casas foram demolidas, e no seu lugar, edifícios de apartamentos foram construídos. Atualmente, o tamanho médio das residências em Tóquio é de 63m².
De acordo com um ranking de 2007 feito pelo grupo imobiliário Knight Frank e do Citi Private Bank, subsidiária do Citigroup, Tóquio é a quinta cidade mais cara do mundo quanto ao preço dos imóveis residenciais de luxo: 17 600 euros por metro quadrado.
Mesmo assim, a procura por residências continuou a ser mais alta do que a oferta, aumentando preços do terreno e do aluguel – especialmente dentro dos 23 distritos da província. Como resultado, a partir da década de 1970, mais pessoas abandonaram a região dos 23 distritos, mudando-se para Tama (parte da província de Tóquio), ou mesmo para outras cidades vizinhas mais distantes. Em Tama, o governo provincial de Tóquio criou um projeto de residenciamento barato, para famílias de baixa renda. Porém, estas residências estão localizadas muito longe dos principais centros comerciais e industriais, e muitos destes trabalhadores de baixa renda são obrigados a usar o transporte público, e passam por vezes mais de quatro horas somente dentro de algum meio de transporte público.
Tóquio é a cidade com maior produto interno bruto (PIB) (medido pelo seu poder de compra) do mundo, calculado em 2008 em US$1,4 trilhão; Se fosse um país independente, a Tóquio seria, efetivamente, a 12a maior economia do mundo, a frente de países como Espanha, Canadá e Austrália.
Muitas das maiores companhias de eletrônica do Japão fabricam seus produtos em Tóquio, que em sua maioria exportam-se para outros países. Entre elas, destacam a Sony, Toshiba e Hitachi. A imprensa também é uma das principais indústrias da cidade. A maioria das empresas de imprensa e publicação do Japão estam radicadas em Tóquio, assim como a maior parte das revistas e periódicos publicados na prefeitura. Outras indústrias importantes são a petroquímica, fabricação de automóveis, madeireira e telefones movéis. Outros grandes centros industriais localizados na região metropolitana de Tóquio são Yokohama e Kawasaki, ambas grandes produtoras de navios, produtos petroquímicos, automóveis e produtos do ferro e do aço.
O turismo é uma das principais fontes de renda de Tóquio. Milhões de turistas, boa parte deles estrangeiros, visitam Tóquio anualmente. Além de suas muitas atrações turísticas, a cidade também sedia alguns grandes eventos anuais, como a parada dos bombeiros de Tóquio, em 6 de janeiro, ou o Festival de Sanja, na terceira semana de maio e o evento futebolístico o Mundial de Clubes da FIFA.
Por ser um dos principais pontos históricos e culturais do Japão, a prefeitura de Tóquio recebe mais da metade dos turistas internacionais que chegam ao país, (cerca de 58,3 %). Anualmente, 2,6 milhões de pessoas que visitam Tóquio, representando um ingresso anual de dois bilhões de dólares.

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A Torre de Tóquio: uma torre de 333 metros de altura, localizada ao sul do Palácio Imperial.
O Palácio Imperial do Japão: a residência oficial do imperador do Japão. Porém, está aberta ao público apenas duas vezes ao ano, todo 2 de janeiro e no dia do aniversário do imperador. Nesses dias, atrai milhares de japoneses.
Os vários templos budistas de Tóquio atraem milhões de turistas e religiosos todo ano. Os templos mais famosos são o Templo Meiji em Yoyogi e o templo Sensoji em Asakusa.
Os belos jardins e parques de Tóquio atraem muitas pessoas. Um dos parques mais populares de Tóquio é o Parque Ueno, famoso pelas suas raras espécies de flores. O Parque Yoyogi também atrai muitos visitantes.
Futebol
Entre os anos 1980 e 2004 a cidade foi sede da Copa Intercontinental de Clubes, que enfrentava os ganhadores da Copa da Europa (atual Liga dos Campeões) e a Copa Libertadores da América. A partir de 2005 o campeonato internacional passou ao formato de Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, cujos clubes de todas as confederações do mundo se enfrentam em Tóquio e Yokohama no mês de dezembro, de 2005 a 2012, exceto em 2009 e 2010, anos em que o mundial se realizará em Dubai (Emirados Árabes Unidos).

7252 – Qual é a maior favela do mundo?


Não fica no Brasil, ufa!
É a comunidade de Kibera, em Nairobi, capital do Quênia, com cerca de 2,5 milhões de habitantes. Como em toda favela, as condições de saneamento, habitação e infraestrutura são extremamente precárias. Pela definição da Organização das Nações Unidas (ONU), favela é um conjunto de moradias em que se vive sem um ou mais dos seguintes itens: água potável, instalações sanitárias próprias, segurança e número suficiente de cômodos. A África é o continente com mais gente nessas condições: 61,7% dos habitantes. Em Serra Leoa, recordista mundial, 97% da população urbana vive em barracos. A Rocinha, maior favela do Brasil, é dez vezes menor do que Kibera, com cerca de 250 mil moradores.

Fonte: Onu

7193 – Existe lixo radioativo em São Paulo


Cerca de 80 toneladas de areia com metais pesados estão num terreno da avenida Miguel Yunes, 115, em Interlagos, na zona sul da capital. E uma pequena parte contém materiais radioativos: urânio e tório. Esse material sobrou da Usina de Santo Amaro (Usam), que funcionava em São Paulo e foi fechada em 1992.
A história começa com a Nuclemon (Nuclebrás de Monazita e Associados), uma estatal criada nos anos 1970 e ligada ao programa nuclear brasileiro. Ela controlava a Usina de Santo Amaro, onde eram produzidas as chamadas “terras raras” – minerais usados para fabricação de produtos eletrônicos, computadores, ímãs e mísseis, por exemplo. A matéria-prima da usina era a chamada areia monazítica, que era extraída do litoral norte do Estado do Rio e levada até a Usam para processamento. Essa areia contém 4 minerais: ilmenita, zirconita, rutilo e monazita. Os três primeiros não são radioativos e têm aplicação na indústria de metalurgia e cerâmica. Já a monazita, além de possuir 60% de terras raras em sua composição, contém tório (5%) e urânio (0,2%).
A usina processou centenas de toneladas de areia monazítica até fechar. O que fazer com os resíduos da Usam? O plano era enviá-los a um depósito em Caldas, Minas Gerais. Mas só parte do material chegou até lá. É que o então governador mineiro, Itamar Franco, proibiu o transporte do lixo radioativo para seu Estado. Assim, a outra parte das areias foi jogada no terreno de Interlagos, onde funcionava a Usin (Usina de Interlagos). E lá permanece até hoje.
Atualmente, o solo está sendo descontaminado pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), uma empresa ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Os rejeitos radioativos estão sendo colocados em bombonas (tambores de plástico resistentes e herméticos) dentro de um galpão de 2 250 m2 que foi construído no próprio terreno. Segundo a INB, eles somam até agora menos de 10 toneladas. E de lá irão para um depósito final, cuja localização ainda será determinada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Já a terra contendo minerais pesados está sendo estocada em pilhas na superfície do terreno para futura transferência à unidade de beneficiamento de minerais pesados em Buena, localizada na região de Campos, no Rio de Janeiro.

A INB afirma que sua intenção é transportar tudo para Caldas, mas isso requer um processo de licenciamento complexo. O material vai ter de passar por muitos municípios, e alguns deles não liberam o acesso. Por isso, as negociações são longas. Segundo Valter Mortagua, coordenador da unidade de São Paulo da INB, o trabalho de descontaminação do terreno também é meticuloso e demorado – o que torna difícil prever uma data para o fim das tarefas. “Os materiais estocados na Usin não colocam em risco a saúde da população”, diz Mortagua.

7147 – Mega Sampa – Serpentes invadem a cidade


São Paulo é um ninho de cobras. Essa é a constatação de pesquisadores do Instituto Butantan e da Universidade Estadual de Campinas, depois de cinco anos de estudo. Impressionados com a quantidade de cobras capturadas na capital paulista entregues ao Butantan, sobretudo com número de venenosas entre elas, os pesquisadores resolveram descobrir o que as serpentes estão fazendo no meio dos prédios e do asfalto.
Não há bairro incólume na cidade. Tanto nas áreas nobres, como Higienópolis, Pacaembu e Morumbi, quanto nas periféricas, como Itaquera, Guaianazes e Campo Limpo, costumam ser encontradas a cobra-d’água, a falsa-coral, a dormideira e a cobra-cega, todas não venenosas. Isso é uma novidade, já que a tendência é que haja concentração maior de cobras na periferia, pois ficam obviamente mais perto das matas que circundam a cidade. Quando ocorre um desmatamento na periferia, algumas cobras se dirigem à mata, mas um bom número permanece onde estava, porque o acumulo de lixo e esgoto é a condição ideal para a proliferação da iguaria preferida das cobras — os ratos.
Nos últimos tempos, porém, as serpentes resolveram mudar de ares e começaram a invadir bairros centrais, chegando até a ser encontradas na Praça da Sé, o marco zero da cidade. A hipótese mais provável é que também essas regiões começaram a apresentar boas condições de vida para as cobras — locais úmidos como os esgotos, e abundância de ratos. Surpreendente, no entanto, foi a quantidade de cobras venenosas, como a cascavel, a jararaca e a coral, que estão circulando por São Paulo.
Das cerca de 480 cobras capturadas na capital e recebidas anualmente pelo Instituto Butantan, quase sessenta são jararacas, e cinco são cascavéis ou corais. Esse número espantou a equipe de pesquisadores, que está iniciando uma nova etapa nesse estudo. Serão comparadas a fauna da capital no inicio do século com a atual, confrontando-se os dados de ocupação do solo. A questão é saber se as serpentes peçonhentas sempre estiveram pelas redondezas e decidiram passear pela cidade, ou, do contrário, qual o motivo que as levou a emigrar de algum lugar distante para a capital.

7136 – Cidades do Futuro


Se você esperava viver numa pacata vila do interior nos próximos anos, terá de mudar de planeta. O futuro das cidades é megalomaníaco. Em 2015, deverá ficar pronta a primeira cidade inteligente da Índia, a Royal Garden City, futura moradia de 500 000 empresários, trabalhadores de alta tecnologia e novos-ricos em geral. O projeto do bilionário Manoj Benjamin, um indiano criado no Canadá, está fazendo surgir do nada uma metrópole inteiramente conectada à internet, com 35 000 residências, três distritos – financeiro, industrial e de lazer –, restaurantes, shopping center e escolas. Os 9 bilhões de dólares que estão sendo investidos nessa obra faraônica deverão criar a primeira cidade inteiramente auto-sustentável do mundo. Benjamin confia tanto no sucesso do empreendimento que já tem no papel outras três cidades iguaizinhas.
Caso o bilionário indiano tenha razão, estará confirmando a tendência de um mundo cada vez mais urbano e digital. Nos últimos três séculos, a população nos grandes centros urbanos não parou de crescer. Se em 1700 menos de 10% da população mundial vivia em cidades, hoje a proporção é de 50%. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, em 2015, o número de megacidades no mundo com mais de 10 milhões de habitantes vai aumentar das atuais 19 para 23. Nos próximos dez anos, 600 cidades terão mais de 1 milhão de habitantes, 400 delas situadas abaixo do Trópico de Câncer. Pelas estatísticas, o futuro está mais para a aglomeração caótica do filme Blade Runner (Ridley Scott, 1982) do que para o alegre cotidiano tecnológico dos Jetsons.
Para sobreviverem, as megacidades do futuro serão obrigatoriamente auto-sustentáveis, com processos eficientes de reciclagem de lixo e conservação da água. Até 2023, a energia solar para uso doméstico, comercial e industrial ficará quatro vezes mais barata do que no início deste século. E vá se acostumando com a idéia de usar o ônibus ou o metrô. Mesmo que os automóveis do futuro sejam menos poluentes e mais econômicos do que os veículos atuais – como planejam as montadoras –, as prefeituras vão dificultar cada vez mais o acesso dos carros particulares ao centro da cidade, como já ocorre em Londres. Em troca, os cidadãos poderão viajar para qualquer direção usando um transporte público limpo, seguro e pontual. Ou mesmo ir a pé, como propõe a organização não-governamental I Walk to School, que nasceu na Inglaterra, há dez anos, com a idéia de incentivar pais e filhos a irem a pé para a escola.
A arquitetura da cidade do futuro promete ser mais amigável aos seus moradores, segundo os especialistas do relatório Delphi. Até 2014, o planejamento e a construção de casas e edifícios com facilidades para crianças e idosos renderão impostos e taxas públicas mais camaradas. Nos próximos 15 anos, os deficientes visuais também ganharão maior autonomia, graças a sensores instalados nas calçadas e nos corredores de prédios, exclusivamente para guiá-los e orientá-los. Outra boa notícia do relatório é que não corremos o risco de viver em gigantescas torres residenciais de 3 000 metros de altura, dividindo espaço com outros 50 000 moradores, como previam os livros de ficção científica do século 20. A tendência vale inclusive para as megacidades de 20 milhões de habitantes. Antes de 2025, pelo menos, as reuniões de condomínio não precisarão ser marcadas no estádio do Maracanã.
Em 2015, haverá no mundo 23 cidades com mais de 10 milhões de habitantes. E 600 cidades terão mais de 1 milhão de habitantes.
• AUTONOMIA
Para sobreviverem, as megacidades serão obrigatoriamente auto-sustentáveis, com processos eficientes de reciclagem de lixo e conservação da água.
• VIDA SOCIAL
Num mundo interconectado digitalmente, as cidades poderão ser auto-sustentáveis não só economicamente, mas também social e culturalmente.
• LAR, DOCE LAR
Graças às novas tecnologias, as pessoas poderão passar mais tempo em casa. Mas a maioria ainda terá de sair para trabalhar.