Bem Vindo a Este Vasto Universo: ☻Mega Arquivo


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      Em março de 2016 o ☻ Mega Arquivo completou seu 28º ano, tudo começou em 1988, com simples anotações em um caderno. Foram mais de 10 mil textos resumidos de conclusões de livros e artigos dos mais diversificados, além de algumas explanações próprias minhas. Aqui no WordPress em breve estaremos atingindo marcas impressionantes.

 

      Nossa meta ainda está longe de ser alcançada porque apesar dos meus esforços com a qualidade, quantidade e diversidade de assuntos, a repercussão na rede é ainda tímida.

 

      Deixe seu comentário pertinente no espaço reservado, de preferência em português. Comentários em inglês serão traduzidos e editados, comentários em outros idiomas ou sem sentido, serão descartados.

 

      A partir do post 10.000, o ☻ Mega Arquivo vai iniciar uma nova fase onde será reduzido o número de publicações, sem prejudicar a qualidade. Entendemos que já concluímos o nosso objetivo inicial e uma vez que precisamos de tempo para buscar fundos para manter o próprio site, então reduziremos as postagens.

Por Carlos Rossi

Se as pesquisas de aristóteles sobre animais marcavam o início de uma ciência autônoma entre os gregos, a descoberta de Pitágoras foi decisiva para o espírito científico grego e para toda a ciência ocidental. Depois de Einstein passamos a compreender melhor que todos os fenômenos físicos nada mais são que manifestações de uma energia idêntica e que a própria massa tem uma relação bem estreita com a energia; segundo a clássica fómula E=MC܆². Os grandes problemas que agitam a conciência humana não podem e nem poderão jamais ser resolvidos pela ciência, por exemplo, o problema das origens, do sentido da vida, da ação, da culpa, da salvação, do amor e das relações sociais, do sofrimento e da morte, os problemas do além, bem como do sentido absoluto da vida humana. Isso porque, quanto mais faltar uma base experimental, tanto mais impossível há de ser, pois a ciência é experimental. A psicologia e a sociologia, já adentraram também pelos domínios da ciência, inspirando-se em seus princípios básicos, em pressupostos filósofos e se dispersando em diversas escolas inconciliáveis. Se o mundo fosse totalmente absurdo, as leis cósmicas não significariam nenhum conhecimento apreciável; se o mundo não pudesse ser conhecido por via experimental, a ciência seria um jogo totalmente vão. Portanto são imensos os domínios que escapam à ciência.

O ☻ Mega não tem fins lucrativos, entretanto, se você simpatiza com a nossa causa e possui recurso financeiro, suas doações serão bem vindas.

Se você quer doar e é do Brasil:

Conta: 14421-2 AG 4010 OP 013 Caixa Econômica Federal

Pra quem é de fora do Brasil:
Pay Pal – rossi.car2000@gmail.com

O Que é o Mega Arquivo?


Depois da descoberta do fogo e da roda, o desenvolvimento da escrita, cuja origem exata é misteriosa, foi uma das mais preciosas tecnologias lançadas durante a evolução humana, através dela, o conhecimento é transmitido pelo mundo todo, de geração em geração. Os grandes cientistas morrem, completando o ciclo vital ao qual estamos submetidos, mas deixam um legado de conhecimento, para que outros que surgirão no futuro possam se basear. O Mega Arquivo tenta ao analisar fragmentos do conhecimento humano geral, montar um intricado quebra-cabeças de como funciona o universo em que vivemos, analisado a evolução geral do homem, suas invenções, seus engenhos e sua luta para prolongar seu tempo de vida através da Medicina e também, seu pouco desenvolvimento no campo social, na produção e justa distribuição de bens. O mundo capitalista ao qual boa parte da população mundial está submetida é apenas um pouco menos injusto que modelos econômicos da Idade Antiga ou Idade Média. Em compensação, houveram grandes avanços nos campos da química, física, medicina, engenharia e domínios de várias outras tecnologias então desconhecidas há uns poucos séculos atrás.

Quem é o autor do ☻Mega Arquivo?
Carlos Rossi, nascido em 1964 – Desde criança sempre fui um devorador de livros, em 1973 aos 9 anos, ganhei uma enciclopédia chamada Trópico, da extinta editora Martins Fontes, ela foi lida 25 vezes. Meu primeiro livro foi o Manual do Prof Pardal, era um livro infantil que falava de inventores e inventos, uma maneira criativa da editora Abril de despertar o interesse pela cultura nas crianças e comigo deu certo, despertando um apetite pelo conhecimento que estava adormecido no meu DNA. O primeiro manual Disney foi o do Escoteiro Mirim, também bastante rico culturalmente. Alguns anos depois me tornei um auto-didata que colecionava livros, paradidáticos e enciclopédias. Deles saíram a base do meu conhecimento. Comecei a escrever o Mega Arquivo em 1988, que foi inicialmente manuscrito, pois não possuía PC naquela época e nem se sonhava que um dia existiria algo como Internet. Fiquei perplexo quando em 1995, no programa do Jô, então no SBT, vi a apresentação de uma obra parecidíssima com a minha, “O Guia dos Curiosos”, por Marcelo Duarte, da Cia das Letras. Esse livro foi um sucesso de vendas nas livrarias, já que houve um melhor trabalho de divulgação e foi escrito por alguém que já era do meio jornalístico. Mesmo assim, continuei o meu trabalho e apresentei-o na mesma Cia das letras em 1999, que não o compreendeu. De lá para cá ele vem sendo periodicamente atualizado, mas a quantidade de textos que aqui foram enviados é apenas uma fração do projeto original.

Meu primeiro livro
Minha primeira enciclopédia

12.772 – Bolhas de ar presas em pedra de 800 milhões de anos revelam níveis de oxigênio da Terra primitiva


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Tal informação poderia fornecer uma nova visão sobre quando exatamente as condições favoráveis para a vida começaram a florescer na Terra. Os pesquisadores acreditam que a mesma técnica possa ser usada para outros planetas do nosso Sistema Solar.
Anteriormente, um grupo de cientistas conseguiu recolher sedimentos, em regiões da Austrália, EUA, Sicília e Tibet, que tinham o potencial de mostrar as condições atmosféricas mais antigas da Terra. No entanto, a primeira abordagem para fazer tal análise apresentava alguns desafios, entre eles, o fato de que fragmentos de diferentes períodos podem ter sido incorporados nas camadas de sedimentos, obscurecendo a verdadeira idade das amostras.
No entanto, agora, uma equipe internacional de pesquisadores apresentou uma maneira mais eficaz para medir essa atmosfera primitiva. Eles sugeriram que o gás oxigênio poderia estar preso dentro de cristais de halita (sal-gema). Como eles haviam se formado em meio as condições atmosféricas de 813 milhões de anos atrás, os níveis de oxigênio poderiam estar presos em microscópicas bolhas de ar, que foram observadas por meio de espectrômetros de massa.
Eles afirmaram que a técnica proporcionou a primeira medição direta da quantidade de oxigênio na atmosfera no momento em que se formaram, recuperando a oxigenação do nosso planeta de 300 milhões de anos atrás.
Acredita-se que a Terra tenha passado por dois grandes eventos de oxigenação (GOE) em seus 4,5 bilhões de anos, os quais liberaram oxigênio suficiente na atmosfera para que a vida tivesse condições de surgir em qualquer canto do planeta. Enquanto o primeiro é relatado para um período de cerca de 2,4 bilhões de anos atrás, entre o período Pré-Cambriano e Paleozoico, o segundo pico pode ter acontecido perto de 550 milhões de anos atrás.
Os cientistas acreditam que essas mudanças ocorridas durante os GOEs possam ter criado as condições adequadas para a explosão da vida no período Cambriano, quando as complexas formas multicelulares se expandiram para os grandes agrupamentos de vida.
Contudo, as análises do gás nas amostras da pedra acabaram empurrando a data do GOE para centenas de milhões de anos atrás, indicando que o teor médio de oxigênio na atmosfera há 815 milhões de anos atrás já estava em 10,9% – um pouco mais da metade da concentração de hoje.
De acordo com a geóloga Dra. Kathleen Benison, da Universidade de West Virginia, nos EUA, e uma das autoras do estudo, “a diversidade da vida surge em torno deste período de tempo”. Segundo ela, “costumávamos pensar que para ter essa diversidade, precisávamos de coisas mais específicas, incluindo uma certa quantidade de oxigênio. Os resultados mostraram que não era necessário tanto gás para os organismos se desenvolverem”, disse.
Em um artigo publicado na revista Geology, os autores explicaram que as medições de oxigênio realizadas indicaram um ambiente oxigenado que poderia ter dado início às formas mais complexas de vida. Mas, os resultados indicam que essa medição também poderia ser realizada para além da Terra, potencialmente oferecendo medições precisas de ambientes antigos presos em rochas extraterrestres.

12.771 – Cientistas acreditam que Vênus foi habitado no passado


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Cientistas do Planetary Science Institute (PSI), no Arizona, EUA, fizeram uma simulação da evolução de Vênus, com resultados surpreendentes.
Segundo suas conclusões, o planeta teria sido habitado há milhões de anos.
Atualmente, Vênus possui uma atmosfera composta por nuvens tóxicas incandescentes e sua temperatura média é de 463°C, o que faz do planeta um ambiente extremamente hostil para o desenvolvimento de vida.
Mas nem sempre foi assim. Os pesquisadores acreditam que, devido à alta quantidade de átomos de deutério na sua superfície, há uma probabilidade grande de que tenha havido muita água no planeta. Por isso, concluem que teriam existido nele as condições necessárias para o surgimento e evolução de vida inteligente.
Os especialistas tentam determinar agora quais são os fatores responsáveis por um planeta com as características similares às da Terra ter se transformado no que Vênus é hoje. Eles acreditam que, há aproximadamente 715 milhões de anos, seus oceanos se evaporaram e suas paisagens foram transformadas radicalmente com a erupção de toneladas de massa vulcânica.

12.770 – Saiba como impedir que o WhatsApp compartilhe seus dados com o Facebook


O WhatsApp deixou muitos usuários decepcionados ao revelar que vai começar a compartilhar seus dados com o Facebook. No entanto, ainda é possível impedir esse “vazamento” mesmo que você já tenha aceitado a atualização nos termos de uso.
Se você ainda não recebeu a atualização, fique atento. Quando receber, você verá a imagem abaixo assim que abrir o aplicativo. Não clique no botão “Aceitar”, mas, em vez disso, toque na seta para cima na parte debaixo da tela, ao lado de “leia mais sobre atualizações importantes”.

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Pronto. Seus dados não serão mais usados pelo Facebook para te direcionar propaganda ou sugestão de amigos. Se você já havia aceitado os termos antes, sem passar por essas etapas, porém, saiba que ainda há como interromper o compartilhamento de dados.
Vá até Configurações > Conta e desmarque a opção, no fim da tela, descrita como “Compart. dados da conta”, como mostra a imagem abaixo. Mas seja rápido, porque essa opção tem prazo para acabar: 30 dias a partir do momento em que o usuário tem acesso aos novos termos de uso e os aceita.

12.769 – Música – Mais uma Baixa – Maurice White, fundador do Earth, Wind & Fire, morre aos 74 anos


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Maurice White, fundador do Earth, Wind & Fire, morreu aos 74 anos. O irmão do cantor, Verdine White, disse à agência de notícias AP que ele morreu em casa, em Los Angeles. Maurice White sofria do mal de Parkinson.
O Earth, Wind & Fire vendeu mais de 90 milhões de discos pelo mundo, ganhou seis prêmios Grammy e entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll em 2000.
O grupo de R&B, soul e funk foi fundado em 1969 e teve o maior sucesso nos EUA com “Shining star”, em 1975. Eles emplacaram diversas outras músicas nas paradas norte-americanas, como “Sing a song”, “September”, “After the love has gone” e “Let’s groove”.
Maurice White revelou que sofria de Parkinson em 2000, na época em que a banda entrou no Hall da Fama do Rock. Mas ele já tinha sintomas do mal desde os anos 80. Ele parou de fazer turnês com o grupo em 1995, mas o Earth, Wind & Fire continuou em atividade.
Ele também foi produtor e trabalhou com cantoras como Barbra Streisand e Cher. Maurice escreveu e produziu o hit “Best of my love”, do grupo Emotions. Em 1985 ele lançou um disco solo com um cover de “Stand by me”, de Ben E.King.

12.768 – Especialistas alertam para esquema de ciberespionagem no Brasil


O grupo Citizen Lab, formado por especialistas da Universidade de Toronto, no Canadá, fez uma grande advertência sobre uma campanha de ciberespionagem que estaria se desenvolvendo desde 2008. Segundo os especialistas, a campanha é destinada principalmente a jornalistas e políticos, sobretudo do Brasil, Argentina, Venezuela e Equador.
A chamada Operação Packrat (que teria, segundo a Citizen Lab, algum tipo de patrocínio estatal), utiliza páginas da Internet e contas de redes sociais para enviar malwares que roubam identidades e publicam informações falsas. No Equador, por exemplo, de acordo com o jornal El Universo, os principais alvos são jornalistas, militantes ambientalistas e até um caricaturista.
Os hackers também desenvolveram uma página na web para conseguir nomes de usuários e senhas de políticos com o objetivo de invadir suas contas. Para operar, utilizam pacotes comerciais de trojans com acessos remotos que afetam computadores e smartphones, sem serem detectados por programas de antivírus.

12.767 – Vírus do chamado Projeto Sauron coloca em xeque a segurança mundial


Desde 2011, existe um vírus complexo e sofisticado que ataca a segurança cibernética de agências governamentais, organizações militares e centros de pesquisa.
Chamado de Projeto Sauron, ele já afetou 30 alvos diferentes no mundo todo, como o Irã, Ruanda, China, Rússia, Bélgica e Suécia, de acordo com um relatório publicado pela empresa de segurança com sede nos EUA, Symantec, e o Laboratório Kaspersky, na Rússia,

“O grupo utiliza um vírus avançado conhecido como Remsec para realizar seus ataques”, afirmou um porta-voz da Symantec. Além disso, um representante do Kaspersky afirmou que esse ataque facilita ações de ciberespionagem. O obstáculo principal colocado por esse vírus para não ser detectado é que ele tem a capacidade de deixar diferentes vestígios nas suas vítimas, por isso é impossível seguir um padrão para ajudar os pesquisadores a encontrar e prevenir outros ataques.

O vírus permite ao invasor acessar o computador afetado e roubar a informação que quiser. Embora os especialistas dessas empresas de segurança tenham conseguido avançar na pesquisa, ainda não foi possível encontrar uma forma de evitar que a segurança cibernética mundial esteja a salvo de seu ataque.

12.766 – Dicas psicológicas para lidar com a insônia


O filósofo suíço pop Alain de Botton disse certa vez que “a insônia é a vingança da mente por todos os pensamentos que evitamos durante o dia”. Não sabemos se ele proferiu a frase acordado às três da manhã, mas quem já passou pelo problema sabe que é difícil de discordar.
Tire da sua cabeça que você ficará péssimo no dia seguinte
É comum que insones passem por uma cruel fase de negociação com o despertador, que só piora o problema. Afinal, a percepção de que você passará o próximo dia com um imenso cansaço mental e físico pela falta de sono aumentará sua ansiedade e, por consequência, diminuirá mais ainda suas possibilidades de conseguir dormir.
Por isso, é uma ótima ideia colocar na sua cabeça que ocorrerá exatamente o contrário: acordarei muito bem, obrigado. O pensamento de que o próximo dia não será, afinal, tão ruim assim pode te ajudar a relaxar e pegar no sono no dia anterior.

Use a cama em horários precisos, para finalidades específicas
Isso doerá no fundo da alma, mas a afirmação acima também envolve não dormir mais do que o normal nos finais de semana. Adormecer e acordar no mesmo horário todos os dias, usar a cama só para o sono e evitar associá-la a atividades que não sejam “ZZZZZZZzzzz”, como assistir a uma série da Netflix ou estudar, são todas atitudes simples que podem mudar a maneira como sua mente encara a cama e ajudar a regularizar seu repouso. Essa abordagem quase militar não é um conselho incomum, e é conhecida como “higiene do sono”.

Evite usar remédios, se possível
Diversos estudos confirmam que a mudança de hábito induzida pela TCC é mais eficiente no tratamento de distúrbios no sono que vários alternativas farmacológicas. Esta pesquisa, por exemplo, publicada no JAMA International Medicine, atestou que a maior parte dos usuários do Ambiem (indutor de sono conhecido no Brasil como Zolpidem) apresentou uma melhora apenas razoável nos níveis de sono durante o uso e voltou à “estaca zero” após o término do tratamento. Além da baixa eficiência, há o risco de dependência química e de uma considerável diminuição do desempenho cognitivo e psicomotor ao longo do dia, o que os Mutantes chamariam de “Ando Meio Desligado”.

12.765 – Política – O maior pecado de Dilma: como um erro de meia década atrás levou ao impeachment


Todo mundo sabe qual é a resposta mais canalha para a tradicional pergunta de entrevista de emprego:
– Qual o seu maior defeito?
– Sou perfeccionista demais. Não sossego enquanto tudo não estiver c-e-r-t-i-n-h-o.

Tradução: “Eu não tenho defeitos”.
Dilma, esses dias, cometeu algo da mesma estirpe. À pergunta “Qual foi o seu maior erro?”, ela respondeu: “Ter aceitado o Temer como meu vice”.

Tradução: “Eu nunca errei”.

Diante uma resposta tão isenta de verdade, me atrevo a responder por conta própria. O maior erro de Dilma se deu no dia 31 de agosto de 2011. O Brasil vinha de um crescimento anual recorde: 7,5% em 2010 – o maior aumento de PIB desde 1986, quando o país teve um ano chinês em meio à (efêmera) euforia do Plano Cruzado.

2011 prometia um índice de crescimento bem mais modesto: na faixa de 3%. Mesmo assim, já era o dobro do crescimento dos EUA, em crise, e uma sambada na cara da Europa, que amargava sua maior recessão desde a Segunda Guerra.

A inflação também começava a sair da toca naquele agosto de cinco anos atrás. Tinha fechado 2010 em 5,9%, maior nível em seis anos. Natural: crescimento econômico puxa inflação – os ganhos da população aumentam, começa a circular mais dinheiro, e, se a produção de bens e serviços não acompanhar a quantidade extra de dinheiro na praça, os preços sobem.

Ciente do problema, o Banco Central vinha subindo a taxa de juros paulatinamente. De 8,5% no começo de 2010 até 12,5% em agosto de 2011. Subir a taxa de juros significa drenar dinheiro da economia, o que diminui a pressão inflacionária. O efeito colateral desse remédio contra a inflação não é banal. Ele freia o próprio crescimento da economia. Mas o País estava com a imunidade alta: mesmo com os juros subindo, vínhamos de um crescimento recorde. E caminhávamos para mais um ano de PIB gordo.

Aí entra Dilma. E seu maior erro. Ela e o trapalhão Guido Mantega chamaram o Banco Central na chincha e demandaram, exigiram, que os juros começassem a cair já, para deixar a economia crescer sem freio. Faltava combinar com a inflação. Ela continuava crescendo, com tudo apontando que o teto da meta do BC (6,5%) acabaria estourado naquela.

Mas dane-se. Numa atitude imperial, Dilma forçou o BC a baixar os juros, torcendo para a que a inflação caísse por vontade divina – ou por respeito aos seus milhões de votos.

A baixa dos juros, então, veio feroz. Quase 50% de queda – despencando dos 12,5% de agosto de 2011 para 7,15% no começo de 2013. A inflação continuou pressionando. Para segurar o dragão, Dilma adotou artificialismos: congelou o preço da gasolina (sangrando a Petrobras) e baixou as tarifas e energia ma marra. Esse cabresto nos preços controlados manteve a inflação relativamente quieta, na faixa dos 6%. E lhe garantiu a reeleição.

Fechadas as urnas, o governo liberou os aumentos dos preços controlados – de outra forma, levaria a Petrobras à lona e destruiria nossa infraestrutura de energia elétrica. Aí a barragem dos preços represados estourou, e a inflação deu as caras de vez. Saltamos de 6,5% em 2014 para 10,7% em 2015. Quase 50% de aumento. O que os juros tinham caído lá atrás a inflação subiu aqui na frente.

Não foi uma coincidência de números. Dilma apenas colhia a cicuta que tinha plantado em agosto de 2011, ao forçar uma baixa de juros no pior momento possível, ignorando 200 anos de teoria econômica.

Com a inflação, veio a queda de popularidade. Sem popularidade, ela perdeu o Congresso. Sem o Congresso acabou picada por sua cobra criada, o PMDB.

Sim, Dilma. Seu casamento com Temer não foi exatamente um acerto. Mas o erro que lhe custaria o cargo foi outro: o de agosto de 2011, que completa 5 anos justo agora. A economia não perdoa.

12.764 – Vacina contra esquistossomose feita no Brasil terá teste decisivo no Senegal


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Pesquisadores do Brasil, do Senegal e da França estão começando um teste decisivo de sua vacina contra a esquistossomose, doença causada por vermes que coloca em risco a saúde de 200 milhões de pessoas mundo afora.
Cerca de 350 voluntários que vivem em regiões fortemente afetadas pelos parasitas devem receber a imunização, após uma avaliação inicial que indicou que a vacina é capaz de estimular o organismo a enfrentar os invasores.
Para os cientistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, a chamada fase 2 dos testes clínicos da vacina, cujo objetivo é testar sua eficácia num grupo relativamente grande de pessoas, tem um sabor especial.
Faz 30 anos que o principal ingrediente da fórmula começou a ser estudado por eles, e é a primeira vez no mundo que uma vacina contra um verme –e não contra um vírus ou uma bactéria, como é usual– avança tão longe no árduo processo que antecede a liberação comercial para uso em seres humanos.
O objetivo da vacina é cortar essa dificuldade pela raiz fazendo o que as vacinas fazem de melhor: gerando imunidade contra o parasita antes mesmo que ele entre em contato com o organismo humano. Foi com esse propósito que eles identificaram a proteína Sm14 (“Sm” é a sigla de Schistosoma mansoni, a espécie de verme causador da doença que é prevalente no Brasil). Presente na superfície do verme, ela serve para que ele obtenha lipídios (moléculas de gordura) do hospedeiro humano.
A vacina contendo a Sm14 faz com que o organismo das pessoas vacinadas produza anticorpos (moléculas de defesa) que atuam especificamente contra a presença do S. mansoni, bem como células especializadas em proteger o corpo da invasão, conforme revelaram testes com 20 voluntários sadios recrutados no Rio de Janeiro.
Outro ingrediente importante da vacina é o adjuvante conhecido como GLA, originalmente derivado de bactérias, que faz com que a reação do sistema de defesa do organismo seja ainda mais robusta.
Ao longo de décadas de pesquisa, a equipe da Fiocruz descobriu que a Sm14 é capaz de produzir imunidade para diversas espécies de vermes que parasitam a região intestinal aparentados ao S. mansoni.
Isso permitiu que a descoberta também levasse à criação de uma vacina para o gado, hoje em estágio avançado de desenvolvimento, e à possibilidade de testar a imunização no Senegal, em regiões onde há grande quantidade de casos de esquistossomose, causados por duas espécies diferentes de verme, o S. haematobium e o S. mansoni. Cada voluntário receberá três doses da vacina, com intervalos de um mês entre cada uma delas.
O teste clínico na África, que deve começar na segunda quinzena de setembro de 2016, será feito em parceria com a ONG “Espoir pour La Santé” (“Esperança para a Saúde”, em francês) e o Instituto Pasteur de Lille, na França. “Eles tinham uma estrutura muito boa para testar em campo uma molécula deles, que acabou não funcionando. Mas a estrutura ficou, tínhamos um contato bom com eles, que se empolgaram para nos ajudar”, conta Miriam.
A Fiocruz também está negociando a realização de outro braço da fase 2 numa região do Nordeste, área do país em que ainda há focos endêmicos da moléstia (os novos casos no país hoje são relativamente raros, chegando a pouco menos de 30 mil no ano passado).
Outra parceria crucial envolve a empresa Orygen Biotecnologia, que participará das etapas finais de desenvolvimento e de produção da vacina. “Nossa intenção é mudar o rumo do desenvolvimento de tecnologias contra as doenças parasitárias, que hoje não são um grande mercado comercial, não despertam um grande interesse da indústria. Estamos tentando inverter essa lógica, com um país endêmico desenvolvendo essa tecnologia para ajudar outros países endêmicos”, resume Miriam.

12.763 – Psiquiatria – Alguns sinais para identificar um psicopata


Doença, transtorno ou falta de caráter? A psicopatia ainda vai dar trabalho aos especialistas. Por hora, o que temos são alguns sinais que servem de alerta.
Apesar de inspirar a literatura e o cinema há muito tempo, a psicopatia ainda é um mistério para a medicina. Os especialistas explicam que se trata de um transtorno antissocial da personalidade que difere em cada caso. Contudo, existem características psicológicas que podem indicar que uma pessoa é psicopata.

Nesta lista, descrevemos algumas das mais importantes.

Mentiras: são capazes de inventar e desconstruir uma história conforme a vontade própria. A única coisa importante é envolver suas vítimas até colocá-las exatamente onde querem.

Autoestima muito alta: sempre projetam confiança em si mesmas, mesmo quando as circunstâncias não justificam. Acreditam-se superiores a qualquer outro ser humano, por isso não se sentem ameaçadas pelas situações.

Encanto: são pessoas profundamente cativantes. Possuem uma habilidade marcante para fazer crer que estão em sintonia com seu interlocutor. Muitas vezes, são líderes.

Seguem somente suas próprias regras: apesar de entenderem perfeitamente seus usos sociais e legais, depreciam qualquer regra que não seja a sua própria. Costumam ser regidas por um código criado por elas mesmas, conforme sua vontade.

Manipulação: traçam planos sofisticados e são capazes de manipular as pessoas ao seu redor para cumprir seus objetivos. Especialistas em estratégias não hesitam em usar seus colegas para sua própria conveniência.

Falta de empatia: a característica dominante nas personalidades psicopáticas é a incapacidade de ter empatia com os demais. Essas pessoas não sentem culpa na hora de causar dor ou sofrimento, porque não consideram reais os sentimentos alheios.

12.762 – Em construção: o maior arranha-céu de madeira do mundo


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Os três porquinhos ficariam boquiabertos: madeira tem sido cada vez mais usada para construir prédios em várias cidades do mundo. Londres, Estocolmo, Vancouver e Bourdeaux – todas têm arranha-céus com a estrutura feita parcial ou completamente de grandes blocos do material. Agora, um novo projeto vem aí para deixar os porquinhos (e até o lobo) ainda mais espantados: o maior edifício de madeira do mundo está para ser erguido em Amsterdã, na Holanda.
O projeto é um prédio residencial de 21 andares. Batizado de Haut – que significa “topo”, em francês -, ele deve ficar pronto no segundo semestre do ano que vem, com seus 55 apartamentos que vão se destacar entre as construções baixas de Amsterdã.
Ao contrário do que os três porquinhos ensinam na história, o material é poderoso. Para começar, dependendo da montagem da construção, pode ser tão resistente quanto aço e concreto: é só pensar na altura que algumas árvores atingem – um exemplo é a sequoia, que pode chegar a 115 m (o que dá, mais ou menos, a altura de um prédio de 38 andares).
Madeira também é flexível, o que ajuda a manter a construção em pé em caso de terremoto, e (pasme) é um material que resiste bem ao fogo. Isso porque a que é usada nas construções é tão grossa que custa a queimar, igual a quando você vai acender uma fogueira – você precisa de muito esforço para botar fogo numa pilha de lenha, e ainda mais para mantê-la queimando.
Além disso, a produção de aço e concreto é responsável por 8% das emissões de carbono do mundo, enquanto a madeira é produzida naturalmente, apenas com energia solar – sem emissão de carbono nessa fase. Enquanto crescem, as árvores também consomem CO2 e liberam oxigênio na fotossíntese, o que equilibra um pouquinho mais a emissão da construção do prédio.
Tá, mas e o desmatamento? Isso também tem jeito: as árvores usadas para a extração de madeira para a construção são cortadas de forma sustentável: são sempre as mais jovens, que são replantadas logo em seguida – depois do solo ganhar um tempinho para se regenerar.
No caso do Haut, o cuidado com o meio ambiente vai além do material usado na construção: o prédio foi pensado para ser sustentável, com fachadas de alumínio que transformam a luz solar em energia, caixas para captar água da chuva e garagens onde há tomadas para carregar carros elétricos. Além disso, o térreo do edifício será uma horta comunitária, onde os moradores poderão plantar seus próprios alimentos.
E o prédio não é só sustentável: ele também é muito legal. Quem comprar um apê no Haut vai poder planejá-lo como quiser – isso inclui o número de quartos, andares, mezaninos e varandas.

12.761 – WhatsApp vai começar a compartilhar dados dos usuários com o Facebook


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Uma das “promessas de campanha” feitas pelo WhatsApp na época em que o aplicativo foi comprado pelo Facebook era de que os dados dos usuários não seriam repassados aos novos donos. Nesta quinta-feira, 25, porém, essa promessa mudou um pouco.
O WhatsApp atualizou seus termos de uso, enviando aos usuários uma notificação para que os leiam e cliquem em “aceitar” para continuar usando o app. A principal mudança é que, agora, o aplicativo pode compartilhar seus dados com o Facebook por padrão.
De acordo com os novos termos de uso, o Facebook agora pode ter acesso ao seu número de telefone, horários em que você usa o app de mensagens e até se já conversou com empresas através dele. Tudo isso será usado pelo Facebook para lhe servir nova sugestões de amigos e “anúncios mais relevantes”, como diz o comunicado.
O aplicativo, porém, garante que nenhuma dessas informações será visível ao público. Ou seja, nenhum dos seus amigos do Facebook poderá saber seu número do WhatsApp. O conteúdo das suas conversas, fotos e vídeos trocados, também estão fora do alcance da rede social.
Por que a mudança agora? O Facebook diz que quer começar a oferecer o WhatsApp como uma ferramenta corporativa. A ideia é que o aplicativo possa ser usado de maneira mais formal por companhias aéreas que queiram avisar do atraso de um voo, por exemplo, ou bancos com o objetivo de informar sobre atividades suspeitas na sua conta.
Para começar a experimentar com esses novos recursos voltados para empresas e negócios, o WhatsApp é obrigado a atualizar seus termos de uso, que permaneceram os mesmos pelos últimos quatro anos. O aplicativo também ressalta que os usuários não verão propagandas dentro do app de mensagens.
Se você ainda não se sente confortável dividindo seus dados do WhatsApp com o Facebook, o aplicativo destaca que é possível desativar esse compartilhamento. Basta acessar a tela de configurações, seguir até “Conta” e desmarcar a opção “Compart. dados da conta”.

12.760 – Genética – Brasileiro tem medo de transgênico


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Ao ouvir a palavra “transgênicos”, algumas pessoas sentem calafrios, e mesmo quem gosta de ciência e biotecnologia tem um pé atrás com os organismos geneticamente modificados.
O cenário foi mostrado por uma pesquisa do Ibope Conecta, que coletou pela internet as respostas de 2.011 pessoas, de todas as regiões do país, das classes A, B e C e que não trabalham com biotecnologia e áreas correlatas. A pesquisa foi encomendada pelo Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).
A maioria (cerca de 80%) gosta de ciência e soube responder o que são transgênicos, mas 33% acham que consumi-los pode fazer mal. Isso apesar da pesquisa publicada em maio pela Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA que concluiu, após analisar mais de mil estudos, que os organismos geneticamente modificados, existentes desde a década de 1970, não só não trazem riscos à saúde como, se usados corretamente, propiciam benefícios para agricultores e ambiente.
Os pesquisadores não encontraram qualquer evidência de que esses organismos tiveram impacto sobre as prevalências de câncer, obesidade, diabetes, autismo, doença celíaca ou alergias. Não é claro, no entanto, se a tecnologia realmente aumenta a produtividade da agricultura.
A pesquisa mostra que as pessoas nem sabem quais são as plantas transgênicos cultivadas no país –soja, algodão e milho, principalmente. Só 11% acertaram a combinação. O motivo de tão poucas espécies é a rentabilidade de cada uma delas, explica a professora Maria Lúcia Vieira, professora titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP.
A inserção ou substituição de um gene em uma espécie pode fazer com que ela, por exemplo, seja mais resistente a intempéries, herbicidas ou pragas –ou fazer com que ela própria produza um larvicida, caso do milho Bt (abreviação do organismo doador Bacillus thuringiensis, que produz naturalmente uma proteína larvicida). Talvez a raiz do problema dessa relutância popular esteja na primeira variante transgênica de soja, hipotetiza Maria Lúcia.

12.759 – Cientistas já conseguem manipular memórias


Por um lado parece assustador: é possível apagar ou alterar nossas memórias. Por outro lado, pessoas que sofrem com traumas ou de Alzheimer podem se beneficiar da novidade científica.
O mecanismo da memória ainda é bastante desconhecido pela ciência, mas um grupo de pesquisadores de Stony Brook University, em Nova York, conseguiu manipular lembranças ao alterar uma substância chamada acetilcolina.
Essa substância é conduzida por neurônios colinérgicos até a amígdala e parece estar diretamente relacionada à memória emocional. Outros estudos mostram ainda que pessoas com doenças neurodegenerativas apresentam alterações nesse sistema de neurônios colinérgicos e amígdalas.
O que os cientistas de Nova York fizeram foi expor alguns camundongos a situações traumáticas. Depois selecionaram um grupo que teve os neurônios colinérgicos estimulados e outro grupo que teve a produção de acetilcolina interrompida. No primeiro grupo, os camundongos levaram até o dobro do tempo para “esquecer” um trauma. No segundo grupo, é como se a memória tivesse disso apagada e os animais não apresentavam mais o trauma.
“Esta segunda descoberta foi particularmente surpreendente, já que essencialmente criou camundongos sem medo através da manipulação de circuitos de acetilcolina no cérebro”, diz Lorna Role, professora de neurobiologia e comportamento da Stony Brook.
O estudo foi publicado na revista Neuron e abre a possibilidade para novas pesquisas sobre controle de memória como uma opção terapêutica para vítimas de violência, pessoas que sofrem de transtornos pós-traumáticos ou mesmo àquelas que sofrem com perda de memória, amnésia ou declínio cognitivo.
Mas, é claro, que tudo pode ser usado para o mal também. E é inevitável não pensarmos na possibilidade de manipulação das mentes, em que a realidade é reescrita.

12.758 – Origem da Vida – Nada de sopa primordial


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Nada de sopa primordial: novo estudo dá pistas alternativas sobre a origem da vida na Terra
A principal teoria sobre o início da vida por aqui fala sobre um caldo orgânico que foi energizado na superfície do nosso planeta. Agora, um novo estudo contesta a hipótese e reforça a ideia da origem em ambientes mais extremos.
A ciência está longe de chegar a um consenso sobre como a vida começou na Terra. Há anos, a hipótese defendida pela maioria dos cientistas é que a matéria orgânica essencial para a vida surgiu em uma “sopa primordial” ou, como dizia Darwin, em um pequeno laguinho aquecido.
A radiação solar e as tempestades elétricas na atmosfera primitiva do nosso planeta teria sido o grande gatilho para que começassem as reações químicas que acabariam culminando em moléculas simples e mais tarde, na síntese de proteínas, gorduras e carboidratos. Dessa piscina orgânica surgiria o primeiro ser vivo.
Mas um novo estudo recém-publicado na revista Nature vem questionar essa proposta – e, para isso, decidiu ir lá atrás na árvore da vida. Pesquisadores da Universidade Heinrich Heine, na Alemanha, reuniram mais de 6 milhões de genes de micróbios para tentar traçar o perfil do Luca (acrônimo para last universal common ancestral: último ancestral comum universal, em português), que teria vivido há 4 bilhões de anos e a partir do qual todas as formas de vida que temos hoje teriam surgido.
Usando computadores para filtrar as bases de dados, os cientistas conseguiram chegar a 355 genes que provavelmente formavam o Luca – o que já indica que tipo de substâncias ele era capaz de produzir e em que ambiente viveu.
O perfil final mostra que Luca era um ser unicelular que não dependia de oxigênio, mas absorvia gás hidrogênio para sobreviver. A partir dessas características, os pesquisadores concluíram que o habitat dele necessariamente foi um ambiente rico em H2, CO2 e ferro… O que está diretamente ligado a outra teoria de origem da vida terrestre, que se opõe à da sopa primordial e postula que a vida nasceu em fontes hidrotermais das profundezas oceânicas.
A ideia da sopa explica muito bem como as primeiras células passaram a sintetizar proteínas e a guardar informações (com um mecanismo parecido com o DNA). Mas as fontes de energia apontadas pela teoria são extremamente voláteis. Isso significa que o aproveitamento energético das formas de vida primordiais teria sido muito diferente do observado em estrutura biológicas atuais.
Os defensores da hipótese das origem da vida em fontes hidrotermais partem do princípio de que os seres vivos têm um fator em comum na hora de produzir energia: eles utilizam gradientes de íons dentro das suas células. As células humanas, por exemplo, usam a energia que tiramos da comida para criar um desequilíbrio na concentração de prótons (íons H+). Conforme esses prótons se mexem, eles levam à sintetização de ATP, nossa molécula de energia.
No fundo do oceano, a interação entre a água e a rocha levou ao surgimento de fissuras na crosta terrestre. Quatro bilhões de anos atrás, as fontes hidrotermais liberavam fluídos alcalinos, que interagiam com um oceano que provavelmente era ácido. Esse desequilíbrio de acidez geraria um gradiente de prótons parecido com o das nossas células.
Lá no fundo do mar, os primeiros seres vivos teriam ainda um suprimento estável de gás hidrogênio, CO2 e minerais, além de uma estrutura de microporos inorgânicos que funcionariam como membranas celulares.
Essa teoria, portanto, defende que no início da vida os processos de geração energética já eram bastante parecidos com os que ocorrem dentro de células modernas e muito mais complexas. Mais tarde, as células aprenderiam como produzir seu próprio gradiente de prótons, sem depender mais do ambiente, e aí a vida teria colonizado todo o planeta.
Uma das implicações dessa teoria é que a vida poderia surgir com muito mais facilidade do que se ela depender da sopa – basta um planeta molhado e rochoso. Por outro lado, ainda há quem proteste mesmo com as novas hipóteses sobre o Luca.
Para os cientistas que seguem defendendo a sopa primordial, é possível sim que um ancestral comum dos seres vivos atuais tenha vivido no fundo do oceano nas condições descritas pela nova pesquisa – porém, para eles, esse organismo é sofisticado demais para ser o primeiro a surgir na Terra e, por isso, seguem insistindo que a vida nasceu na superfície, em um grande caldo refogado pelo Sol.

12.757 – Orelhões inteligentes dizem quando seu ônibus está chegando em São Paulo


orelhao inteligente

Pense bem: qual foi a última vez que você usou um orelhão? É, você sabe, aquele telefone público que fica na calçada, na esquina da padoca, às moscas… Mas agora eles ganharam uma nova utilidade: vão te dizer que ônibus estão chegando ao ponto mais próximo.
A ideia é colocar em uso os 25 mil orelhões da cidade de São Paulo, que estão praticamente abandonados – e, ao mesmo tempo, ajudar quem não tem smartphones com internet para checar a proximidade do busão. Por semana, só em São Paulo, 2,7 milhões de pessoas usam o transporte público sem internet no celular. Daí o nome do projeto, Smart Orelhão.
Para usar o serviço, é simples: você só precisa encontrar algum orelhão perto do seu ponto de ônibus e ligar para o número 0800 887 0878. Aí, o sistema vai dizer, com uma ~voz de mulher do Google~, quais linhas de ônibus estão chegando ao ponto – em ordem de horário e tudo. É muito chique, ainda mais por ser grátis (isso aí: não precisa de ficha, de moedas e nem de cartão telefônico).
Quando você liga para o 0800, o sistema do Smart Orelhão usa os dados abertos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para localizar o telefone de onde você está discando. Aí, uma vez que o programa saiba onde você está, ele acessa o sistema da SPTrans, identifica o ponto de ônibus mais próximo, checa os ônibus que estão chegando por lá – e te fala.

12.756 – Não tome mais do que 8 doses de antibióticos ao ano


antibiotico
O alerta foi dado na prestigiosa revista Science e foi direcionado aos líderes mundiais: para conter o desenvolvimento de superbactérias, aquelas resistentes a todos os tipos de antibióticos, a população geral não deve tomar mais de 8 doses diárias de antibióticos ao ano.
A pesquisa foi enviada às Nações Unidas, para que vire recomendação oficial. “Nenhum país deve consumir mais do que a dose média global: 8,5 doses diárias per capita ao ano. Calculamos que isso poderia diminuir o consumo de antibióticos em 17,5% no mundo todo”, diz o estudo. O número, claro, é uma médias Pessoas saudáveis deveriam evitar totalmente os antibióticos, para que quem precise puder tomar do que 8 doses.
A recomendação veio depois do aumento no consumo de antibióticos e na prescrição sem necessidade. Esse tipo de remédio não é eficaz em casos de gripe (que é uma doença viral) e na maior parte das inflamações da garganta, por exemplo. Cada vez que alguém toma um antibiótico sem motivo, acaba matando a fauna natural de bactérias protetoras juntos com as malignas – e deixa sobreviver apenas as mais fortes. Isso pode causar o surgimento de superbactérias.
Mortes por superbactérias são comuns dentro de hospitais, onde as pessoas já estão com a saúde debilitada. O medo é que esse tipo de doença possa se espalhar também pela população comum – e aí a ciência não teria como se defender. Casos de superbactérias aconteceram no fim de 2015 em três fazendas britânicas, por exemplo.

12.755 – Robô de 15 milímetros consegue mover objetos com até 10 vezes seu tamanho


Pesquisadores da Universidade de Varsóvia, na Polônia, desenvolveram um robô de 15 milímetros que se move com a luz e consegue mover objetos com até 10 vezes de seu tamanho. Inspirado em uma lagarta, ele foi feito de cristal líquido elastômero, um material que se move quando é exposto a uma fonte de luz.
O robô lagarta é capaz de subir encostas íngremes, se espremer em espaços minúsculos e empurrar objetos grandes. Ele pode ser usado, por exemplo, para a pesquisa científica e até para a espionagem, caso seja possível anexar uma câmera e um microfone a ele. microrobo

12.754 – Leitura de livros aumenta longevidade


livro carl sagan
Esgotado nas livrarias

Claro que a ideia de vida eterna também é um exagero, mas uma pesquisa recente afirma que a leitura de livros pode resultar em um tempo a mais de vida.
Ler livros reduziu, aparentemente, em 20% os riscos de mortalidade das pessoas que, por 12 anos, foram acompanhadas. A pesquisa, publicada na revista “Social Science & Medicine”, utilizou dados do Health and Retirement Study, realizado pela Universidade de Michigan. Os 3.635 entrevistados eram adultos acima de 50 anos.
Além de verificar se e quanto as pessoas liam, o estudo, chamado “A Chapter a Day” (Um Capítulo por Dia, em tradução livre), precisou “descontar” o efeito de alguns fatores que influenciam a longevidade, entre eles: câncer, doenças de pulmão, infarto, diabetes e hipertensão. Estado civil e situação e trabalho, histórico de depressão, idade, sexo, raça e condição econômica também foram considerados.
Mesmo assim, os pesquisadores da Universidade Yale constataram uma bela vantagem na sobrevivência daqueles que liam em média 30 minutos por dia, quando comparados a não leitores.

12.753 – Biologia Marinha – Um tubarão que vive 400 anos


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Se a puberdade já é ruim para os humanos, imagine o que é esperar mais de um século por ela. O tubarão da Groenlândia (Somniosus microcephalus) leva 156 anos para atingir a maturidade sexual. Mas isso não é nem metade do tempo de vida da espécie, que pode ultrapassar os 400 anos. Um novo estudo publicado na revista Science foi o primeiro a conseguir estabelecer a expectativa de vida do bicho – e ele hoje é considerado o vertebrado com a vida mais longa do planeta.
Esse tubarão leva a vida “devagar e sempre”: ao contrário de seus colegas de espécie mais ágeis, ele nada a 1,5 km/h – não dá nem para pensar em fazer um filme de terror nessa velocidade. Por causa da lerdeza, o Somniosus microcephalus não pode ter frescura para se alimentar: come de tudo, de baleia e polvo até um mamífero terrestre que caia na água.
Os cientistas já tinham encontrado algumas pistas de que o tubarão da Groenlândia chegava a idades muito avançadas. Eles crescem (de novo) extremamente devagar – cerca de 1 cm por ano. Quando nascem, têm apenas 42 cm. Mas os próprios pesquisadores viam tubarões adultos de 5 metros. A conta não fecha, a menos que eles vivam um ciclo de quatro séculos. Como ter certeza?
Primeiro, os cientistas tentaram analisar os ?anéis de crescimento? – como aqueles que ajudam a datar árvores e que alguns animais também possuem, nos ossos – mas não encontraram nenhum. A solução improvável foi olhar para o passado nuclear da Groenlândia.
O oceano ao redor da Groenlândia foi palco de uma série de testes de bombas nucleares nos anos 60. O fluxo de neutrons térmicos produzido pelas bombas atômicas reagiam com átomos de nitogênio, formando um tipo artificial de carbono-14 em quantidades muito maiores que as normais, tanto na atmosfera quanto no mar. O carbono extra foi se alojar em partes do corpo em desenvolvimento na época – como a retina dessa espécie de tubarões.
Os cientistas analisaram a concentração ocular de carbono-14 de uma série de carcaças do tubarão. Só encontraram uma quantidade anormal em três deles, o que indica que eles nasceram nos anos 60. Usando a técnica de datação por decaimento do carbono-14, eles conseguiram precisar que um deles nasceu em 1963.
Conforme a suspeita dos cientistas, esses eram também os tubarões menores, com menos de 2 metros. Os demais bichos não tinham concentrações anormais de carbono 14 porque já estavam completamente formados durante os testes nucleares, o que indica que são ainda mais velhos.
Juntando os dados que tinham sobre idade, tamanho e carbono, os cientistas estimaram que o tubarão mais velho da amostra tinha 400 anos – e a expectativa de vida média deles ficaria perto dos 392 anos, com uma margem de erro de 150 anos para mais ou para menos.
Com isso, o Somniosus microcephalus disparou no primeiro lugar de vertebrado mais velho do planeta. A antiga campeã, a vizinha baleia da Groenlândia (Balaena mysticetus), chega a meros? 211 anos de vida, ficando para trás por mais de um século.