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6048 – Forno para Metais – Séc. 4 a.C.


Os chineses foram o primeiro povo a fabricar ferramentas como machados e serrotes. Seu segredo era este forno, que permite derreter qualquer tipo de metal. No século 11 d.C., a indústria do ferro chinesa passou a usar carvão mineral em vez de vegetal para alimentar os fornos (e com isso poupou florestas inteiras). Atualmente, um grande forno industrial chega a produzir mais de 8 mil toneladas de ferro líquido por dia.

Um forno de coque é um equipamento usado para a produção de coque, que é derivado do carvão. A mistura e o aquecimento do carvão betuminoso em temperaturas que variam de 1.000 a 2.000 graus Celsius dentro do forno de coque produzem o subproduto de coque. Por isso, forno de coque é uma parte crucial do processo de produção de coque.

O coque é um resíduo sólido de material carbonáceo queimado. Ele também contém uma pequena quantidade de cinzas e enxofre. O coque pode ser usado como combustível ou como um agente redutor nos altos-fornos usados para a fundição do minério de ferro. É geralmente considerado um dos três materiais fundamentais para a produção de ferro, que é então usado para fazer aço, geralmente em combinação com calcário e minério de ferro. Os gases do forno de coque podem também ser empregados como combustível.
A maioria dos fornos de coque de carvão produz carvão por aquecimento em condições controladas. Como a ausência de oxigênio é importante para produzir o coque de melhor qualidade, os tipos de fornos de coque são concebidos como fornos sem ar, ou fornos a vácuo.

6047 – O Forno de Pão – 2 600 a.C.


Inventado pelos egípcios, o primeiro forno de pão era um vaso de barro com uma divisão interna (fogo embaixo e alimento em cima). Foi importante porque criou uma maneira conveniente de transformar uma cultura abundante, o trigo, em comida. Hoje, os fornos de padaria mais modernos incorporam uma tecnologia de difusão de calor que foi desenvolvida pela Agência Espacial Brasileira – e economiza até 50% de gás.

Hoje, o pão é um alimento tão ligado ao nosso dia-a-dia que já nem dá mais para imaginar como seria a vida sem ele. Só que a história não era bem assim há mais de 8000 anos.
Sabe-se que, naquela época, o homem da Idade da Pedra já cultivava trigo e cevada. Esses homens, que podem ser considerados os primeiros agricultores do mundo, cozinhavam uma espécie de mingau, de grãos moídos grosseiramente, sobre pedras grandes e chatas, conseguindo assim um pão áspero e achatado. A invenção do forno, há cerca de 5000 anos, na Idade da Pedra, contribuiu muito para o desenvolvimento do pão.
Dos povos antigos, os egípcios foram os que registraram as maiores variedades no que se refere ao assunto. Eles inventaram filões dos mais diferentes formatos, pães aromatizados com sementes de papoula, pães de cânfora, amargos e aromáticos; pães enriquecidos com ovos e leite, com mel, com gergelim, eram pães e mais pães. Tanto isso é verdade que os egípcios passaram a ser conhecidos, na Antigüidade, como “comedores de pães”.
Do antigo Egito, o pão parece ter sido introduzido na Europa pelas mãos dos romanos, que logo trataram de aprimorar as técnicas de moagem, mistura e sova. No século II d.C., o governo romano permitiu a organização de associações ou “colégios”, com o objetivo de servir de escola para padeiros.
Com o tempo, a atividade passou a ser hereditária, o que continua a acontecer ainda hoje.

6046 – A Forja à Pressão – Entre 6 mil a.C. e 3 500 a.C.


A forja solta um peso contra uma placa de metal para que ela amasse e adquira o formato desejado. Essa invenção permitiu que objetos e utensílios metálicos, até então moldados manualmente com martelo, fossem produzidos com mais agilidade – processo que mais tarde permitiria fabricar carros, aviões e veículos em geral. As forjas modernas, que empregam pressão hidráulica e são usadas para moldar a fuselagem de jatos, chegam a exercer 50 mil toneladas de pressão.

Um pouco +

O aço é muito importante na vida moderna. Automóveis, aviões, navios, linhas de transmissão de energia elétrica, tubulações de água, redes integradas de telefonia, etc., são feitos de aço. Nas casas o aço está presente em larga escala, dos talheres às panelas, passando pelos vergalhões que garantem a estabilidade das construções. Ainda, além da presença direta nos bens duráveis, o aço é vital na construção das máquinas e equipamentos que tornam possível à humanidade, gozar dos benefícios e facilidades conferidos pelos bens de consumo modernos. Desta maneira, fica inconcebível qualquer tentativa de imaginar o mundo moderno sem a presença de um grama de aço. Mais, pode-se dizer que o poderio econômico de uma nação está direta e intimamente ligado com o consumo per capita de aço.

A primeira vez que o homem fez contato com elemento ferro, foi sob a forma de meteoritos, daí a etimologia da palavra siderurgia, cujo radical latino sider significa estrela ou astro(04). O ferro, encontrado em meteoritos, contém normalmente 5 – 26% níquel, enquanto que o ferro produzido artesanalmente continha apenas traços deste elemento, logo, sempre foi muito fácil diferenciar os artefatos feitos a base de ferro oriundo de meteoritos. Os mais antigos artefatos de ferro que se tem notícia são dois objetos encontrados no Egito, um na Grande Pirâmide de Gizé, construída aproximadamente em 2900 A.C., e outro na tumba de Abidos, construída aproximadamente em 2600 A.C.
Por volta do século V A.C. os chineses, que já haviam inventado a roda,
começaram a fabricar o ferro carburado, mais tarde chamado ferro-gusa. Em 221
A.C., o império chinês foi capaz de dominar praticamente todos os reinos
circundantes, graças às suas apuradas técnicas de produção de ferro. Estas são
provas irrefutáveis de como o uso do ferro tem alterado a história ao longo dos
tempos.
Vários processos de obtenção do ferro foram desenvolvidos ao longo do
tempo e usados longamente nas distintas regiões, como o forno de redução
africano (século VI A.C.), o buraco de redução, usado em vários países do
mediterrâneo, o forno de exaustão natural, desenvolvido pelos gregos, entre
outros. Estes tipos de fornos, foram utilizados ao longo dos séculos e na idade
média até o século VIII, quando uma pequena forjaria da Catalunha criou a forja
Catalã, um conceito que pode ser considerado como um dos maiores avanços na
tecnologia de redução de minério de ferro. A primeira forja Catalã tinha uma
cúpula feita de pedras, de seção circular, de aproximadamente 1 metro de altura por 0,76 metros de diâmetro conhecida como cuba, com um bocal inferior conectado a um fole para o suprimento de ar aquecido. O minério era alimentado sobre uma camada de carvão, e sobre ele outra camada de carvão era alimentada,em procedimento muito semelhante ao atualmente usado. A forja Catalã produzia cerca de 160 kg de ferro em cinco horas, enquanto que as técnicas anteriores produziam neste mesmo intervalo de tempo, no máximo 23 kg. A forja Catalã dominou a produção de ferro até o século XV.

6045 – A Máqunia De Solda – 2 500 a.C.


Une peças metálicas com a aplicação de calor. Foi inventada no norte da Anatólia, atual Turquia, onde alguém teve a ideia de aquecer pedaços de minério de ferro. É essencial para a produção de todos os tipos de aparelhos eletrônicos.

Soldagem é um dos métodos fundamentais presentes no processo industrial, pode-se dizer que onde há indústria haverá o uso de solda. A soldagem é um método que integra os materiais em nível atômico ou em liga permanente destes. Os processos de soldagem podem ser realizados por meio de aquecimento ou pressão ou por ambos. Além disso, de acordo com as diferentes naturezas de soldagem pode-se ter a seguinte classificação:

Processo de soldagem por fusão – um processo baseado no uso de calor, aquecimento do material de adição até atingir o estado de fundição, sem adicionar pressão na soldagem. Os processos mais comuns de soldagem por fusão incluem soldagem com arco elétrico, com oxiacetileno e com proteção gasosa. Processo de soldagem por pressão – um processo baseado no uso de pressão nos materiais de adição (com ou sem aquecimento) para completar a junção destes. Os processos mais comuns de soldagem por pressão incluem soldagem por resistência e atrito. Atualmente, este último é o método mais novo, iniciou-se em 1992, a TWI retém a patente de soldagem por atrito (Friction Stir Welding – FSW). A soldagem por atrito é uma forma bastante apropriada para o alumínio, visto que não há necessidade de derreter o alumínio para sua fusão, conservando assim a alta qualidade do material. As vantagens deste processo destacam-se na não exigência do uso de material de adição, menor consumo de energia e menor impacto no meio ambiente. Ademais, é um processo simples e um dos métodos mais inovadores do século XX.
Solda por brasagem – um processo baseado no uso de adição de metal, que se funde na região da soldagem. Assim, a solda é feita aquecendo o material-principal (masterbatch), sem fundi-lo, até às temperaturas correspondentes à fluidez do material de adição (este cujo ponto de liquefação é menor que o material-principal).De acordo com as diferentes formas de aquecimento, a soldagem pode ser dividida em categorias como soldagem a arco elétrico, ao oxiacetileno e por resistência, etc. A soldagem a arco elétrico é um processo que utiliza o arco como insumo para aquecimento. Este é o processo de soldagem mais antigo da história e o mais utilizado, o qual constitui parte importante na técnica moderna de soldagem e sua aplicação abrange quase todas as indústrias de soldagem.

O arco elétrico como um fenômeno físico de condução gasosa foi descoberto no início do século XIX. Em 1885, o russo, Bernardos inventou o uso do arco carbônico como uma fonte de calor. E somente em 1892, foi introduzida a utilização de arco metal, a partir de então, iniciou-se a aplicação deste método nas indústrias. Em 1940, foi explorado com sucesso o novo método de soldagem de arco submerso, posteriormente, com o desenvolvimento a aeroespaço e energia atômica, surgiu à soldagem de arco argônio. Em 1950, apareceram as soldaduras dos tipos de oxigás (dióxido de carbono), por arco com escudo de gás inerte e a soldagem plasma. Porém, o grande avanço tecnológico que abre novas perspectivas foi alcançado entre 1970 e 1980, surgindo e aperfeiçoando as diversas formas de reparadores de arco, muitos deles obtiveram sucesso por seu funcionamento eficaz.

6044 – ☻ Mega Bloco – História da Tecnologia – Engenhos criados pelo homem


Invenções tecnológicas essenciais para o mundo moderno – um grupo de máquinas com as quais seria possível reconstruir a sociedade moderna do zero e fabricar tudo o que ela tem hoje. Sem o extrator de alumínio, não existiriam latinhas de refrigerante – nem iPad. Sem a betoneira, as cidades não estariam cobertas de arranha-céus. Sem a colheitadeira, você teria menos parentes. Prepare-se para conhecer a verdadeira história das tecnologias que fizeram o mundo ser como ele é.

BROCA – 350 mil a.C.

Um dia alguém teve a idéia de afiar uma pedra e usá-la para furar madeira e peles de animais. Mas a broca só encontraria sua grande vocação em 1840, quando pela primeira vez foi usada para furar o chão em busca da fonte de energia mais importante do mundo moderno: petróleo.

Brocas Modernas
são ferramentas cortantes utilizadas para fazer furos cilíndricos. São usadas através de uma ferramenta chamada berbequim (furadeira, no Brasil), que faz com que a broca gire e corte o material, perfurando-o. Existem vários tipos de brocas tipo H, N, W, brocas chatas que são usadas para perfuração de materiais rígidos a baixas profundidades, também existem brocas helicoidais que podem ter dois gumes de corte e um gume a mais que liga os dois gumes principais o gume secundário de corte.
Para furar madeira (geralmente são de três pontas e pretas, mas para diâmetros maiores usam-se brocas chatas, em forma de “pá”, com uma ponta central que serve de guia);
Para furar metal (com diâmetro constante, geralmente feitas de um material único, como “aço rápido” / HSS);
Para furar cimento / betão / alvenaria / pedra / tijolo e outros produtos cerâmicos (com uma pastilha mais larga na ponta, geralmente feita de um metal mais duro, como carboneto de tungsténio, denominado no Brasil “vídea” ou “widia”).

Existem ainda brocas especializadas para materiais como vidro, cerâmica vidrada, etc., bem como para abertura de sulcos ou outras operações além da perfuração (semelhantes a fresas).

6043 – Construção é Arte – Truques que os pintores de parede não contam


Mix de cores

Calcule a quantidade de latas de tinta que você vai usar. Se elas forem de lotes diferentes, pode haver uma diferença no tom da cor. Aí faça como os profissionais: misture tudo em um recipiente para igualar os tons e só então pinte.
Para cobrir o chão, jamais use plástico. Você vai acabar pisando na tinta úmida e sujando a casa. Quem conhece o assunto usa papelão ondulado, que é barato, absorve a tinta que cai e faz com que ela seque mais rapidamente.
Confira a previsão do tempo. Se o clima estiver muito úmido, a tinta não seca. Já se o ar estiver seco ou quente, a tinta não se espalha e a parede fica manchada. Por isso, evite dias com umidade menor de 10%.
Limpeza é fundamental para evitar manchas na nova pintura. Se a parede estiver somente suja, água e detergente nela. Se estiver com mofo, use água sanitária. O desenho lindo que aquela criança pintou na parede com caneta colorida pode ser apagado com álcool. Já os rabiscos de caneta esferográfica só saem mesmo lixando.
Compre a fita crepe mais grossa que você encontrar para cobrir o rodapé. Tire o pó para que a fita grude melhor, e passe uma régua para garantir a aderência. E nada de lambança: comece pintando o centro da parede para então puxar a tinta em direção ao rodapé. Assim o pincel chega mais “seco” no chão.
Vai pintar a porta? Preste atenção nas dobradiças! Para protegê-las, passe vaselina líquida, que vai deixálas oleosas e impedir que a tinta grude.
Proteja a moldura da janela com fita crepe, mas nem perca tempo cobrindo os vidros. Eles só sujam com os pingos da tintura do teto. Para evitar isso, não passe o rolo em direção à janela, role no sentido contrário. Se mesmo assim caírem gotas, é simples: passe uma espátula de plástico para remover a tinta quando já estiver seca.
Primeiro passe um pincel nos limites da parede. Antes de deixar a tinta secar, já complete a área com o rolo. Espere 3 horas e repita a aplicação. A segunda demão elimina as diferenças entre os cantos, que foram pintados com pincel, e o centro, pintado com rolo.

Veja os truques aqui no ☻Mega

6042 – São Paulo ganha novo navio de pesquisa oceanográfica


Navio por dentro

Após quatro anos, a pesquisa oceanográfica de São Paulo volta a ter um navio para chamar de seu. Batizado de Alpha Crucis –a estrela da constelação do Cruzeiro do Sul que representa o Estado na bandeira do Brasil-, ele foi apresentado ontem no porto de Santos.
A embarcação foi comprada em uma ação conjunta da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e levou 15 meses para ser reformada e equipada. Todo o processo custou US$ 11 milhões.
Com 64 m de comprimento, 11 m de de largura e média de 40 dias de autonomia no mar, a embarcação retoma as pesquisas interrompidas com a aposentadoria do navio Professor W. Besnard, em 2008.
Mesmo antes de encerrar suas operações, o Besnard já oferecia limitações. Por questões de segurança, não podia ir além de 370 km de distância da costa brasileira.
O navio tem sistema de estabilização que permite que ele fique parado ou siga uma linha reta sem interrupções. Isso é útil em estudos que requerem obedecer uma rota extremamente precisa.
Além disso, o navio tem ainda scanners e outros equipamentos que possibilitam uma varredura do fundo do mar, ajudando trabalhos sobre relevo, biodiversidade, petróleo e outros temas.
O Alpha Crucis já soma 39 anos em operação. Antes de chegar ao Brasil, ele pertenceu à Noaa (agência nacional de oceanos dos EUA) e à Universidade do Havaí. “Mas o navio está em excelentes condições. Além de ter sido extremamente bem cuidado, ele sofreu uma grande reforma antes de chegar até nós”, avaliou Nonato.
Antes de bater o martelo, a equipe visitou 18 outros navios. “Precisava ser um equipamento funcional e em condições de ser reformado para fazer pesquisa de ponta, mas ainda com um preço acessível”, explica Michel Mahiques, diretor do IO-USP.
O Alpha Crucis deve zarpar para sua primeira missão (um projeto da USP sobre fluxos de carbono na costa brasileira) no segundo semestre. Outras duas saídas estão programadas para 2012.
O navio também estará aberto a receber cientistas de outras instituições, que deverão submeter suas propostas a uma comissão científica.
Além do novo navio, um barco de porte menor, novinho em folha, também entrará em operação em breve. Com 27 metros, o Alpha Delphini está sendo construído em um estaleiro do Ceará e deve ficar pronto em setembro.
Primeira embarcação do gênero totalmente construída no Brasil, ela custou R$ 4,75 milhões. Os recursos são da Fapesp e da USP.
O Alpha Delplhini pode transportar até 12 pesquisadores e seis tripulantes, com autonomia de dez a 15 dias, dependendo do número de pessoas. Ele será usado em pesquisas mais próximas da costa.

6041 – Asteróide tira uma “fina” da Terra


Um asteroide recém-descoberto passou a poucos quilômetros (nas medidas espaciais, claro) da Terra na última terça-feira (29).
O 2012 KT42, de quase cinco metros de comprimento, passou a pouco mais 14 mil quilômetros do planeta. Um laboratório da Nasa disse que ele foi o sexto que mais se aproximou na história.
Esse foi também o segundo asteroide a passar esta semana próximo à Terra. Um outro objeto, medindo 21 metros viajou a 51.500 quilômetros do planeta na segunda-feira (28).
O asteroide “2012 KT42″ recentemente descoberto passou nesta terça-feira a 14 mil quilômetros sobre a superfície da Terra, informou o site especializada em astronomia “Spaceweather”.
O pequeno asteroide, de um diâmetro e entre 3 e 10 metros, voa dentro do cinturão Clark de satélites geo-sincrônicos, utilizado para os sistemas de comunicação.
A aproximação do asteroide “2012 KT42″ em relação à Terra é a sexta maior registrada. Mas, de acordo com a órbita estimada, os especialistas consideram que não há risco de colisão.
Diante do tamanho reduzido do astro, em caso de ele entrar na atmosfera, seria desintegrado totalmente em diminutos meteoritos.

6040 – Bactéria pré-histórica


Nome científico – Trichomonas gallinae

Tamanho – 0,001 mm

Onde vive – mundo todo

O protozoário Trichomonas gallinae afeta pombos, aves de rapina e galinhas. Ele causa feridas na boca, que se parecem a aftas, e, o mais cruel, é transmitido dos pais para os filhotes (devido ao hábito das aves de regurgitarem a refeição ou, no caso dos pombos, pela glândula que secreta para os filhotes uma substância parecida com leite). E essa praga aviária já fez vítimas maiores. O fóssil mais preservado de tiranossauro, uma fêmea apelidada de Sue escavada em 1990, que viveu entre 65,5 e 67 milhões de anos atrás, tem buracos na mandíbula que sempre intrigaram os cientistas. Estudando Sue e mais 60 fósseis com os mesmos problemas, um grupo de pesquisadores australianos e americanos concluiu que o tormento dos tiranossauros era o próprio T. gallinae, que nos dinos causava lesões ainda piores. Um parasita que sobreviveu à grande extinção do Jurássico?

6039 – Ameba Perigosa


Nome científico – Naegleria fowleri

Tamanho – 0,001 mm

Onde vive – mundo todo

Amebas são fascinantes. Elas não têm forma – modificam o próprio corpo para engolfar e comer bactérias, outros protozoários, alimentos no intestino de alguém, o que estiver dando sopa. Se você nadar numa piscina ou num lago contaminado, esta ameba entra pelo nariz e se alimenta do seu cérebro. Não há tratamento, e a probabilidade de morte é de 99%.

Um pouco +

É uma ameba de vida livre que pode ser encontrada na água ou solo, sendo a única espécie de Naegleria que pode infectar seres humanos, resultando na patologia conhecida como naegleríase.
A Naegleri fowleri está presente no mundo todo. Seus locais de proliferação mais comuns são lagos, rios e piscinas sem manutenção apropriada e pobremente clorificadas, além do solo. O protozoário prefere águas paradas e quentes.
Enquanto está na água, a ameba alimenta-se de algas e bactérias no fundo do corpo d’água.
A infecção por Naegleria é bastante rara. Ela ocorre quando a ameba entra no corpo através do nariz. Geralmente isso ocorre quando as pessoas estão nadando, mergulhando ou praticando outros esportes que envolvam a entrada de água no nariz, em ambientes infectados. A ameba então chega ao cérebro e lá destrói o tecido cerebral. A patologia é quase sempre fatal.

6038 – Biologia – Uma bactéria feminista


Nome científico – Gênero Wolbachia

Tamanho – 0,00015 mm

Onde vive – mundo todo

As bactérias do gênero Wolbachia atacam 60% dos insetos existentes na Terra. E odeiam machos. Odeiam tanto que os matam quando ainda são embriões. Se o macho nascer, é transformado em fêmea ao longo da vida. A Wolbachia também ajuda as fêmeas a se reproduzirem de forma assexuada. É que ela só se propaga por meio de óvulos.

6037 – Biologia – Uma vespa muito louca


Nome científico – família Braconidae

Tamanho – 1 mm a 4 cm

Onde vive – mundo todo

Esta vespa injeta veneno suficiente para paralisar, mas não matar, uma lagarta. Aí, as larvas da vespa nascem e se alimentam da lagarta viva. Mas o parasita tem um requinte de crueldade: junto com o veneno, ele injeta uma espécie de vírus que modifica o DNA da lagarta, tornando seu sistema imunológico incapaz de destruir as larvas.

6036 – Biologia Marinha – O peixe-pedra


O estranho e venenoso peixe-pedra

Nome científico – Synanceia verrucosa

Tamanho – até 51 cm

Onde vive – Oceanos Índico e Pacífico

Corais são lindos. Mas também abrigam um morador perigosíssimo: o peixe-pedra. Ele tem esse nome porque sua camuflagem o faz parecer uma pedra. Se você pisar nele, levará uma injeção de um veneno terrível – que provoca o que alguns cientistas classificaram como a pior dor que pode ser sentida pelo ser humano. Ela dura meses e mesmo o mais potente analgésico, morfina, não consegue pará-la. O veneno também provoca atrofia muscular, deixando uma perna menor que a outra. A vítima não morre, mas talvez até gostasse: a literatura médica traz casos de pessoas que pediram para sofrer eutanásia após um ataque. Se serve de consolo, os japoneses gostam de fazer sashimi com o peixe-pedra (que precisa ser fatiado com muito cuidado para retirar o veneno).

O peixe-pedra (Synanceia verrucosa) é considerado o peixe venenoso mais perigoso. É encontrado em águas rasas nos Oceanos Pacífico e Índico, e mede cerca de 30 cm. Sua dieta consiste principalmente em peixes pequenos e crustáceos. Sua cor marrom-esverdeada confere ao peixe-pedra a capacidade de se camuflar entre as pedras em recifes tropicais, transformando-o num alvo fácil de ser pisado acidentalmente por uma pessoa. A região dorsal tem espinhos que liberam uma toxina venenosa. Se ela for injetada em uma pessoa, causa dor intensa. Dependendo da profundidade da penetração no ferimento, pode ocorrer choque, paralisia e morte de tecidos. Se não for tratada nas primeiras horas, o nível de toxidade pode ser fatal para os seres humanos.

6035 – Biologia Marinha – Um Comedor de ossos


Nome científico – várias espécies do gênero Osedax

Tamanho – 1 cm

Onde vive – Fundo do mar

Quando uma baleia morre, diversas criaturas ficam até 2 anos comendo seu cadáver. Só depois chega a mais nojenta: um verme cujas larvas se instalam nos ossos, criando filamentos que crescem para dentro. Eles podem viver décadas devorando os ossos, e só as fêmeas são visíveis – os machos são larvas microscópicas que infestam o corpo da própria fêmea.

Um pouco +
O verme vive há 30 milhões de anos
Cientistas encontraram traços de Osedax, um verme que se alimenta de ossos, em fóssil de baleia de 30 milhões de anos. Ele já era conhecido desde que foi primeiramente encontrado em uma carcaça de baleia a uma profundidade de 2891 metros na baía de Monterey na Califórnia em 2002. Mas o que não se sabia era sua idade geológica.

Um fóssil de baleia datado de 30 milhões de anos encontrado em uma região muito profunda do mar é o primeiro a apresentar evidências de perfurações feitas por Osedax. O achado levou a equipe internacional de cientistas liderada pelo paleontologista Steffen Kiel na Universidade de Kiel, na Alemanha, a concluir que esses vermes são, pelo menos, tão antigos quanto o fóssil. Este resultado foi publicado na edição atual da revista científica Proceedings da Academia Nacional de Ciências dos EUA em 19 de abril de 2010.
O mais surpreendente da descoberta é que o Osedax ainda é encontrado vivo com a mesma forma e tamanho de milhões de anos atrás. As provas dos furos e cavidades feitas pelos vermes vivos foram fornecidas por Greg Rouse (Scripps Institution of Oceanography), um dos descobridores do Osedax.

Os ossos fossilizados foram “escaneados” para produzir imagens precisas das escavações feitas pelo Osedax. Esses ossos pertencem aos antepassados de nossas baleias modernas e sua idade foi determinada usando o índice de co-ocorrência para fósseis. Steffen Kiel, que tem trabalhado na história de fósseis e de suas evoluções nos ecossistemas de regiões profundas do oceano por muitos anos, explica que a idade desses fósseis coincide com o momento em que as baleias começaram a habitar o mar aberto. Somente em mar aberto é que as baleias mortas podem afundar tão profundamente e servir como alimento para os vermes de ossos. “O alimento é extremamente raro nas vastas profundezas do mar e o aparecimento simultâneo de baleias e de Osedax mostra que mesmo sendo duros, os ossos de baleia foram rapidamente utilizados como fonte de alimento”.

6034 – Um fungo que ataca formigas


Chifres onde não deveriam estar

Nome científico – Cordyceps unilateralis

Onde vive – Brasil

Este fungo entra pelas vias respiratórias e come as partes não vitais da vítima, enquanto cresce e estende seus filamentos por dentro até chegar à cabeça, onde faz crescer um horrendo chifre alienígena – na verdade, um cogumelo, que lança pelo ar esporos infecciosos para contaminar novas vítimas. Felizmente, só ataca formigas.

6033 – Biologia – A mosca Cochliomyia hominivorax


Esta mosca tem gosto refinado: a carne de animais vivos. Ela coloca seus ovos em feridas ou partes moles do corpo, como olhos, nariz ou ânus, e, em 12 horas, as larvas começam a degustar o animal (ou você) vivo. O resultado é uma ferida horrenda cheia de larvas vorazes. O tratamento da doença, que é uma versão mais agressiva da conhecida berne, consiste em arrancar as larvas – só que elas cavam mais fundo se você tentar. Depois de uma semana, se você tiver a sorte de elas não terem comido nada vital, as larvas caem ao chão para se tornarem casulos e virar novas moscas.

Um pouco +

É uma espécie de mosca parasítica conhecida pela forma como as suas larvas comem tecido vivo de animais de sangue quente. Encontra-se presente nas zonas tropicais do Novo Mundo e é uma das cinco espécies do género Cochliomyia. A infestação de um animal vertebrado vivo é tecnicamente designada como miíase. Enquanto que as larvas de muitas espécies de moscas alimentam-se de tecidos necróticos, podendo ocasionalmente infestar uma ferida antiga e pútrida, as larvas desta espécie são invulgares por atacarem tecido saudável. No Estados Unidos, a infestação de gado por esta espécie de mosca é de declaração obrigatória às autoridades veterinárias.
As fêmeas de Cochliomyia hominivorax põem 250 a 500 ovos na carne exposta de animais de sangue quente, incluindo humanos, em feridas e umbigos de animais recém-nascidos. As larvas eclodem e enterram-se no tecido circundante à medida que se alimentam. Se a ferida for perturbada durante este período as larvas enterram-se mais profundamente. As larvas são capazes de causar graves danos nos tecidos ou até mesmo a morte do hospedeiro. Entre três a sete dias após a sua eclosão as larvas caem ao solo onde passam a pupas. As pupas atingem o estado adulto cerca de sete dias depois. As fêmeas acasalam entre quatro a cinco dias após a eclosão. O ciclo de vida completo dura aproximadamente vinte dias. Uma fêmea pode pôr até 3000 ovos e voar até 200 km durante a sua vida.

Combate
Os Estados Unidos erradicaram oficialmente esta mosca em 1982 usando a técnica do inseto estéril. Foi igualmente erradicada na Guatemala e Belize em 1994, El Salvador em 1995, e Honduras em 1996. Em outros países, como o México, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Jamaica decorrem ainda campanhas de erradicação.

6032 – Microbiologia – O toxoplasma gondii


É um protozoário minúsculo, mas com uma capacidade poderosíssima: transformar mamíferos em zumbis. E isso inclui o ser humano.

Tudo começa nas fezes. De gato. Quando um rato (ou um ser humano) entra em contato com elas e é infectado pelo Toxoplasma, seu comportamento muda. O rato adquire um instinto bizarro: passa a se sentir atraído pelo cheiro de gatos. É o Toxoplasma manipulando o cérebro da vítima, com um propósito terrível. O parasita quer que o rato seja morto e comido por um gato – pois quando isso acontece, ele infecta o gato (que não apresenta nenhum sintoma) e volta a se propagar.

Nos seres humanos, a doença tem sintomas leves, típicos de gripe. A maioria das pessoas nem sabe que foi infectada – 67% dos brasileiros são portadores do parasita. Mas ele também mexe com o cérebro humano. Vários estudos feitos a partir da década de 1990 indicam que os infectados apresentam mudanças de personalidade. Os homens tendem a quebrar mais regras, assumir mais riscos e ter capacidade intelectual menor. As mulheres, ao contrário, se tornam mais inteligentes e sociáveis. Ambos ficam mais promíscuos. Ambos se envolvem em 2,5 vezes mais acidentes de trânsito.

Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, o Toxoplasma também poderia explicar as diferenças culturais entre países com poucos infectados (como Inglaterra e EUA, com 6% e 12% respectivamente) e outros onde ele é mais comum, como Espanha (22%) e Itália (32%). O tal “sangue latino”, na verdade, pode ser apenas um efeito do parasita.

6031 – ☻Mega Bloco Biologia – As criaturas mais cruéis do planeta


Pulga do mar

Todos querem matar todos, e muitas vezes de formas tão cruéis que nem os seres humanos as imaginariam.
São parasitas que controlam a mente dos hospedeiros – e, sim, isso talvez inclua você – invasores que tomam o lugar de órgãos de outros animais, vespas que criam transgênicos para destruir seu sistema imunológico. Na anarquia indiferente da natureza, não há almoço grátis, e faz-se absolutamente de tudo por um almoço.

Nome científico – Cymothoa exigua

Imagine um parasita que se apossa do seu braço, o faz cair e passa a ocupar o lugar do membro – mas mantendo um lindo visual natural alienígena, com garras, olhos e boca, e várias vezes maior que o braço original. Um pesadelo digno de filmes como Resident Evil. Mas não é roteiro de ficção científica: existe aqui e agora na linda Mãe Terra. A vítima atende pelo nome de Luciano – os peixes da espécie Lutjanus guttatus, comuns na costa dos EUA. O parasita? Cymothoa exigua ou pulga-do-mar, muito prazer. Quando o peixe está nadando, essa pulga entra pelas guelras sem que ele perceba. O invasor vai até a boca do animal, onde se prende firmemente com suas garras em formato de gancho e corta os vasos sanguíneos para a língua, que fica sem circulação e atrofia. Quando isso acontece, a pulga-do-mar substitui o órgão – ela se torna a língua, passando a controlar a alimentação do peixe. A vítima leva uma vida normal, exceto pelo horror que deve ser conviver com um monstro dentro da boca.

6030 – Uma máquina transforma o deserto em vidro


Ela é capaz de converter as coisas mais abundantes da Terra, sol e areia, em objetos e utensílios. Ela literalmente transforma pedaços do deserto em vidro.
Seu funcionamento é simples. Uma lente focaliza a luz solar num raio de alta potência, que é projetado contra uma caixa de areia dentro da máquina. Aí, um computador (alimentado por um painel que capta energia solar) movimenta esse raio, que vai derretendo a areia e transformando-a em vidro, no formato do objeto desejado – como cumbucas, tigelas, copos etc. É uma versão automatizada de um dos processos mais antigos e artesanais que existem: a fabricação de vidro. Ela mostra que é possível fabricar coisas sem gerar nenhuma poluição e usando energia e matéria-prima praticamente inesgotáveis, com zero impacto ambiental. “Nós queremos repensar a forma como a humanidade fabrica seus produtos”, diz o designer alemão Markus Kayser, criador do aparelho.
A máquina, batizada de SolarSinter – sintetizador solar -, consegue produzir qualquer tipo de objeto (desenhado com um software 3D). Markus também criou o SunCutter, um aparelho que usa energia solar para cortar madeira. Em maio, ele testou ambos no deserto de Siwa. Como o sintetizador leva aproximadamente 4 horas para produzir cada objeto, Markus acampou no deserto por 2 semanas. Sol na caixa.

6029 – Mega Polêmica – Energia limpa também traz problemas


Energia Eólica: Uma turbina precisa de 50 toneladas de estanho para produzir 1 megawatt de energia. Já com gás natural, uma turbina produz essa mesma energia com apenas 0,3 tonelada de estanho. O vento pode sair de graça, mas precisamos de minérios para erguer a infraestrutura que permitirá gerar energia.
Os minérios não são o único recurso natural exigido pelas energias renováveis. Também temos de encontrar muita terra disponível. Os números mostram por quê: em cada metro quadrado de terreno, é possível gerar 1 watt com energia eólica, 20 vezes menos do que qualquer usina de gás natural.
O estado americano da Califórnia pretende obter um terço da sua energia (cerca de 17 mil megawatts) de fontes limpas em 2020. Se essa meta for dividida meio a meio entre sol e vento, será necessário ocupar uma área 5 vezes maior do que Manhattan para os painéis solares e outra 70 vezes maior do que a ilha para as turbinas eólicas.
Não que devamos parar de investir em energias renováveis. Mas precisamos ser claros quanto ao retorno que podemos ter com elas. O Brasil é um exemplo: tido como representante da importância do etanol, produz quase 28 bilhões de litros de álcool por ano. É pouco perto do que o país precisa. Petróleo e gás natural geram 9 vezes mais energia, segundo números da Petrobras. Sem contar o dinheiro que é preciso investir para alavancar as energias renováveis. Alguns países já perceberam que talvez seja um investimento alto demais. Nos EUA, o Senado cortou US$ 6 bilhões de subsídios para o etanol de milho. A Espanha reduziu o apoio financeiro à energia solar e eólica.
A energia solar pode ser uma boa alternativa para a Arábia Saudita. A hidrelétrica para o Brasil e para a África Central. Se queremos reduzir as emissões de carbono, devemos olhar para dados e fatos. E não excluir opções como a energia nuclear, que segue como uma das nossas melhores opções, apesar do acidente de Fukushima, no Japão.