6743 – Paleontologia – Animais Pré-históricos


☻ Mega Bloco – Ciências Biológicas

As condições da Terra mudaram de maneira gradativa ou depois de violentos cataclismos. Paralelamente evoluíram os organismos vivos, tanto vegetais como animais. Ao longo das eras geológicas, grupos inteiros extinguiram-se e deram lugar a outros, inteiramente diversos.
Vermes, trilobitas, moluscos e outros invertebrados. Dá-se o nome de animais pré-históricos àqueles que viveram antes da era histórica e hoje não existem mais. Os primeiros de que se tem notícia viveram no pré-cambriano, era geológica que compreende os tempos mais recuados, imediatamente posteriores à formação da Terra. Esses seres tinham formas semelhantes às das medusas, vermes e estrelas-do-mar. Na maior parte dos casos só restaram pegadas e marcas fósseis impressas nas rochas, motivo pelo qual seu conhecimento é muito impreciso. No entanto, a atividade da vida marinha animal naqueles tempos distantes deve ter sido muito intensa, já que a partir dela se originou grande parte dos grupos de invertebrados mais importantes.
Na era paleozóica, há cerca de 570 milhões de anos, adquiriram proeminência alguns artrópodes (animais dotados de patas articuladas) que apresentavam certa semelhança com os caranguejos: os trilobitas. O corpo desses animais, composto de segmentos, era protegido por uma dura carapaça que, constituída de três lóbulos longitudinais, continuava na cabeça, onde formava um escudo semicircular. Possuíam elevado número de patas, duas por segmento, assim como um par de compridas antenas, e viviam nos fundos dos mares primitivos. Os maiores alcançavam mais de setenta centímetros de comprimento. Depois de experimentar grande difusão, extinguiram-se, deixando múltiplos restos fósseis.
Junto aos trilobitas viveram numerosas espécies de esponjas, corais, medusas, vermes e moluscos, que se diversificaram progressivamente, à época em que surgiam os primeiros vertebrados aquáticos e terrestres. Os moluscos, e especialmente os cefalópodes (grupo a que pertencem as lulas), experimentaram grande apogeu na era mesozóica. Destacaram-se entre estes os amonites e os belemnites. Os primeiros, protegidos por conchas espirais, eram nadadores. Os belemnites, por sua vez, apresentavam uma carapaça reta e, como os anteriores, dispunham de numerosos tentáculos.
À medida que a vida conquistava a terra firme e as matas cobriam os continentes primitivos, proliferavam novos grupos de invertebrados: insetos, que alcançavam em certos casos considerável envergadura, como as libélulas gigantes, de aproximadamente setenta centímetros, aranhas e escorpiões, centopéias etc.

6742 – Mega Polêmica Bíblica – Jesus Cristo teve filhos?


São quase 20 milhões de livros vendidos em todo o mundo. É o número 1 nas listas de best-sellers em vários países, como Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Brasil. Hollywood já prepara uma versão cinematográfica da obra, tachada por alguns críticos como o “Harry Potter dos adultos”. Trata-se de O Código Da Vinci, escrito pelo inglês Dan Brown, de 38 anos.
A trama do maior sucesso editorial do ano se desenrola a partir do assassinato, dentro do Museu do Louvre, em Paris, de seu curador, Jacques Saunierè (um dos líderes do Priorato de Sião, sociedade secreta fundada antes da crucificação de Jesus Cristo). Pouco antes de morrer, Saunierè teria elucidado uma mensagem cifrada no quadro A Santa Ceia, de Leonardo da Vinci – um segredo capaz de abalar a Igreja Católica e todo o mundo ocidental.
A bela criptógrafa francesa Sophie Neveu e Robert Langdon, professor de simbologia em Harvard, tentam desvendar o segredo. No caminho, os dois cruzam com outras sociedades secretas, como a Opus Dei e os Cavaleiros Templários. A dupla de investigadores faz descobertas surpreendentes: que Jesus foi casado com Maria Madalena e teve dois filhos; que sua divindade foi votada no Conselho de Nicéia, no início do século 4; que os quatro evangelhos da Bíblia foram escolhidos entre 80 outros evangelhos porque consideravam Jesus divino, e os demais foram suprimidos pelo imperador romano Constantino no ano 325.
Trata-se, claro, de uma bela trama policial criada por Dan Brown. No entanto, ela é baseada em teorias conspiratórias aceitas e estudadas no mundo real por muita gente, maluca ou sã. Entramos agora no terreno da “maior conspiração de todos os tempos”. A figura-chave nessa intrincada armação é Maria Madalena. De acordo com a Bíblia e as aulas de catecismo, Maria Madalena foi uma prostituta que, arrependida, resolveu seguir Jesus Cristo e os apóstolos, até ser perdoada de seus pecados pelo filho de Deus. Os conspirólogos afirmam, no entanto, que na verdade, ela foi casada com Jesus Cristo, com quem teria tido dois filhos – Sara e Tiago. Os Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947 numa caverna de Qumran, na Palestina, confirmariam a tese de que Jesus se casou e teve filhos com Madalena, gerando uma linhagem que teria o direito sagrado de reinar sobre a França e Israel. Esses documentos, porém, nunca foram exibidos em público e estão de posse do Vaticano.
Depois da crucificação de Jesus, Maria Madalena e seus filhos teriam fugido para uma comunidade judaica no sul da França. No polêmico e confuso livro Rex Deux, de Marilyn Hopkins, Graham Simmans e Tim Wallace-Murphy, a teoria vai além, dizendo que Madalena chegou à França só com uma criança, Sara, enquanto Tiago foi para a Escócia com José de Arimatéia, o homem que recolheu num cálice o sangue de Jesus crucificado.
Seria essa a razão de existirem na França tantas igrejas em homenagem à Maria Madalena. Uma delas fica na cidade de Rennes-Le-Château, no sul do país. Em 1891, o padre da cidade, chamado Berenger Saunière (atente para a semelhança entre esse sobrenome e o do personagem de O Código Da Vinci) decidiu reformar a igreja consagrada a Maria Madalena, construída em 1059 e já deteriorada pelo tempo. O padre levantou uma grana na comunidade e iniciou as obras. Ao retirar a pedra do altar principal, percebeu que as colunas que o sustentavam eram ocas. Dentro de uma delas havia quatro pergaminhos escritos em latim. Dois deles continham genealogias e datavam de 1244 e 1644. Os outros dois eram transcrições do Novo Testamento e traziam duas mensagens secretas. A primeira mensagem dizia: “A Dagoberto II, Rei, e a Sião, pertence esse tesouro e ele está aqui morto”.
Outra cena mostra o corpo de Jesus sendo retirado secretamente da tumba durante a noite. Saunière mandou gravar em latim, no pórtico da igreja, a inscrição “Este lugar é terrível”. Teorias conspiratórias afirmam que o padre encontrou documentos que confirmam a existência da linhagem secreta de Jesus e os usou para chantagear o Vaticano.
Mas recuemos um pouco no tempo. Na França, Sara e outros supostos descendentes de Jesus e Madalena se misturaram à linhagem real francesa, dando origem à dinastia merovíngia. E é a partir daí que a história ganha corpo – e complexidade.
Os reis merovíngios governaram grande parte da França e da Alemanha entre os séculos 6 e 7. O fundador da dinastia se chamava Mérovée, que, segundo a literatura esotérica, era filho de uma princesa com uma criatura marinha – na verdade, essa criatura fantástica seria uma alusão à suposta linhagem secreta de Jesus e Madalena, antepassados dos merovíngios.
Segundo os conspirólogos, a Igreja Católica temia que, se essa linhagem crescesse, o segredo de Jesus e Madalena fosse revelado, levando o mundo a questionar a doutrina católica (e a crença em um Messias divino puro). No entanto, os merovíngios foram aumentando e fundaram Paris (isso é fato). Apavorado, o Vaticano financiou várias missões na França para eliminar todos os membros da dinastia. Essas missões seriam chamadas de Graal – daí, a busca pelo Santo Graal.
O Priorato de Sião fez parte da Ordem dos Cavaleiros Templários até 1188, quando se separaram. O Priorato de Sião sobreviveu ao extermínio dos Templários na sexta-feira 13 de 1307 e está ativo até hoje. Seus objetivos atuais são defender os documentos sobre o Santo Graal, a tumba de Maria Madalena e os poucos membros da linhagem merovíngia real que sobreviveram até os tempos modernos – ou melhor, a linhagem de Cristo. Figuras históricas como Leonardo da Vinci, Victor Hugo, Sandro Botticelli, Clau-de Debussy e Isaac Newton fizeram parte dessa fraternidade (isso é fato e pode ser comprovado por meio de pergaminhos chamados Os Dossiês Secretos, descobertos em 1975 pela Biblioteca Nacional da França).
OS TEMPLÁRIOS
A Ordem dos Cavaleiros Templários, do qual o priorato supostamente fez parte, foi criada em 1118 para proteger as rotas de peregrinação e comércio que ligavam Jerusalém à Europa. Foi o primeiro exército uniformizado e regular a surgir no Ocidente depois da queda do Império Romano. Os Cavaleiros Templários eram financiados pela Igreja e logo se tornaram ricos proprietários de terras, o que gerou a cobiça do rei da França, Felipe, o Belo, que acusou-os de heresia e os queimou na tal sexta-feira, 13. A desculpa era de que os cavaleiros cultuavam um demônio de três cabeças (lembra-se de Asmodeus?) – que, segundo os conspirólogos, nada mais era do que a cabeça embalsamada de Jesus Cristo encontrada pelos cavaleiros nas ruínas do Templo de Salomão. Outras teorias dizem que, durante as escavações nas ruínas, os cavaleiros teriam achado a Arca da Aliança e descoberto toda a verdade sobre o Santo Graal. Por isso, tinham que ser exterminados.
Na mitologia cristã, o Graal aparece em dois momentos: primeiro, é usado na celebração da Santa Ceia e, depois, para recolher o sangue de Jesus Cristo na crucificação. Alguns teólogos acreditam que o cálice ficou com José de Arimatéia, que o enterrou na cidade de Glastonbury, na Inglaterra. Conspirólogos dizem que o cálice, na verdade, ficou com Maria Madalena, que o levou para a França. Mas a teoria mais aceita pelos conspirólogos é a de que o Graal não é um objeto, mas sim a tal linhagem de Cristo. Em muitos manuscritos antigos, o cálice é chamado de sangreal, que significaria “sangue real”. Para saber a verdadeira resposta a esse mistério, só mesmo encontrado o Santo Graal.

A Igreja contra O Código Da Vinci
Católicos e protestantes se unem contra as teses conspiratórias do livro do inglês Dan Brown
O sucesso de O Código da Vinci vem incomodando as igrejas cristãs. Membros do clero e estudiosos da Bíblia publicaram vários estudos rebatendo o livro de Dan Brown. Somente entre abril e maio desse ano, mais de dez livros foram lançados com a intenção de combater O Código Da Vinci. Igrejas americanas estão oferecendo folhetos e guias de estudos a quem o livro de Brown possa ter levado a questionar sua fé, além de promover palestras e sermões sobre o assunto. Chegaram a tachar o Código Da Vinci de “conspiratório”!
Protestantes evangélicos e católicos romanos o definiram como “mais uma infiltração de guerreiros culturais liberais”. A Opus Dei, prelazia do Vaticano ultraconservadora, acusada recentemente de praticar lavagem cerebral, coerção e uma estranha prática chamada “mortificação corporal”, é retratada por Brown como uma seita sádica e sinistra. Em nota, a Opus Dei respondeu que “seria irresponsável formar opinião sobre a prelazia baseada na leitura desse livro”. Recentemente, a Opus Dei inaugurou sua sede em Nova York, uma obra estimada em 47 milhões de dólares.
O escritor inglês Dan Brown, que, com essa polêmica toda, vem ganhando cada vez mais dinheiro, não está nem aí para a reação do clero. “Controvérsia e diálogo são saudáveis para a religião como um todo. A religião só tem um inimigo, a apatia, e o debate passional é um antídoto soberbo”.

6741 – Arqueologia – ☻ Mega Notícias


Foi descoberta numa caverna no sul da França, uma caleção de obras de arte da Era Paleolítica, que talvez seja a mais antiga já encontrada.
Os manuscritos do Mar Morto serão estudados pela análise genética.

Google e Museu de Israel disponibilizam Pergaminhos do Mar Morto na internet

Mais de 2 mil anos depois de terem sido escritos e mais de 50 anos depois de terem sido encontrados em cavernas de Qumran, situadas na fissura do Mar Morto entre dois barrancos profundos, os famosos Pergaminhos do Mar Morto estão agora disponíveis online graças a um projeto entre o Museu de Israel e o Google. Agora é possível olhar o documento de perto o suficiente para perceber detalhes do couro usado para a escrita (provavelmente cabras ou ovelhas), sem a preocupação de estragá-los.
Cinco manuscritos foram disponibilizados nesta semana, incluindo o livro bíblico do profeta Isaías. A tecnologia do Google permite fazer uma busca por passagens específicas e as traduz na hora para o inglês. A meta agora é construir o primeiro banco de dados abrangente e pesquisável da coleção inteira de pergaminhos.

Você sabe tudo sobre a Bíblia?
Compilados pelos Essênios, uma seita de judeus apocalípticos que viveram em Qumran do século II a.C. até aproximadamente 70 d.C., os manuscritos são a versão mais antiga do texto bíblico – sendo mil anos anteriores ao texto original da Bíblia Hebraica usado pelos judeus atualmente. Estão ali compiladas partes das Escrituras Hebraicas, livros apócrifos e escritos com princípios da própria seita.

Biólogos e químicos americanos estão pesquisando como os homens das cavernas conseguiam tinta para desenhar nas rochas.
Figuras esculpidas num templo grego começam a ser decifradas.

6740 – Arqueologia – Os Fósseis


O estudo da pré-história fundamenta-se quase exclusivamente nos conhecimentos obtidos pela análise dos fósseis, a partir dos quais é possível deduzir dados sobre o ambiente, o clima e as migrações da flora e da fauna anteriores à evolução do homem.
Fósseis são restos de animais ou vegetais que viveram em épocas pré-históricas e que se conservaram no interior dos sedimentos que com o passar do tempo foram-se acumulando sobre eles. A definição abrange também os vestígios que sinalizam a existência de vida em tempos remotos, como pegadas, habitats e restos de alimentos. Na antiguidade a palavra fóssil (do latim fossilis, “extraído da terra”) significava toda coisa estranha encontrada numa rocha. Na acepção moderna corresponde a evidências diretas deixadas por seres que viveram antes do holoceno, há mais de dez mil anos.
O processo de fossilização consiste na transformação da matéria orgânica de um ser vivo em compostos minerais, com conservação parcial de seus caracteres morfológicos e anatômicos. Nos estudos geológicos, os fósseis são elementos fundamentais para determinar a que época correspondem as formações sedimentares onde aparecem.
Os restos fossilizados correspondem geralmente aos componentes de maior resistência do organismo em questão, muitos dos quais já estão mineralizados ainda em vida do animal ou planta. É o caso das conchas dos crustáceos, dos esqueletos dos animais e dos órgãos lignificados dos vegetais, como as fibras do tronco e dos galhos e a nervura das folhas. Há casos excepcionais em que indivíduos se conservaram totalmente, inclusive suas partes moles: insetos embutidos no âmbar, rinocerontes mumificados em asfaltos dos Cárpatos ou mamutes congelados nos gelos da Sibéria, em cujo estômago se conservavam ainda as últimas plantas que haviam ingerido.
Há fósseis de todas as dimensões, desde os colossais esqueletos de sáurios do período jurássico (que começou a cerca de 208 milhões de anos), aos microscópicos resíduos de protozoários. O processo de fossilização, que se prolonga por milhares de anos, ocorre em determinadas condições físicas e químicas. O resto orgânico do ser vivo deve estar depositado em uma área de sedimentação que não sofra grandes alterações posteriores, de modo que os componentes minerais aos poucos substituam a matéria orgânica, até que ela se transforme completamente em sílica ou carbonato de cálcio.
A classificação zoológica ou botânica dos seres vivos obedece a critérios taxionômicos, isto é, baseia-se na enumeração progressiva, do reino à espécie a que pertence o indivíduo. Mas para a paleontologia, ainda que se possa aplicar essa classificação, considera-se primordialmente o processo de mineralização sofrido pelo fóssil. De fato, fósseis foram fundamentais na validação da teoria evolucionista e permitiram estabelecer os diferentes filos, que constituem o fundamento da moderna taxionomia, ou classificação sistemática dos seres vivos, sejam estes animais ou vegetais.
A distribuição dos fósseis é tão ampla que, em alguns casos, sua acumulação chega a constituir grandes formações rochosas, como os diatomitos, as amoníticas ou as numulíticas, assim chamadas em consonância com a denominação do resto fóssil que as integra — diatomáceas, amonites ou numulites.

6739 – Antibióticos e a epidemia de obesidade


Em Ciência, algumas descobertas são tão indesejadas que precisam ser feitas duas vezes para chamarem a atenção. A constatação de que os antibióticos fazem animais ganharem peso é uma delas. Pecuaristas se aproveitam deste fenômeno há décadas para engordar seus rebanhos, mas só agora cientistas investiram esforço em mostrar que o mesmo ocorre com seres humanos.
Em um estudo no periódico “International Journal of Obesity”, Martin Blaser, professor de microbiologia da Universidade de Nova York, compilou dados de vários jovens nascidos na década de 1990, mostrando uma correlação forte entre o uso de antibióticos nos primeiros meses de vida e a obesidade infantil. Outro trabalho recente do médico, na revista “Nature”, mostrou as possíveis causas do fenômeno: em um experimento, esses medicamentos alteraram a comunidade bacteriana no intestino de camundongos, e aqueles micróbios que prevaleceram causaram mudanças no metabolismo.
Descobrir novos efeitos colaterais em antibióticos, claro, é uma coisa a se lamentar. Essas são drogas que salvam vidas de pacientes com tuberculose e outras infecções graves, e sanitaristas já têm de lidar com o grave problema das bactérias que se tornam resistentes a esses medicamentos. Durante anos, porém, os efeitos crônicos do uso dos antibióticos foram subestimados, e a obesidade é um deles. Martin Blaser, que já era conhecido da comunidade científica por descobrir o papel da bactéria H. Pylori no câncer gástrico, foi o principal responsável por alertar para o aumento da gravidade do problema.

“Fazendeiros já sabem há 60 anos que quando se administra uma dose pequena de antibióticos a um animal, você promove seu crescimento. Isso vale para frangos, gado, porcos, ovelhas, perus e tudo o que existe no meio. Mas saber por que isso ocorre ainda é uma questão em aberto. Esse efeito é verificado com virtualmente qualquer tipo de antibiótico, mas não com antifúngicos e e antivirais. Portanto, sabemos que é realmente algo relacionado a bactérias.
O que nós documentamos agora é que existe uma mudança na composição da população de bactérias e uma mudança no metabolismo delas, de forma que passam a produzir mais ácidos graxos de cadeia curta. [Ácidos graxos são fonte de energia para o organismo e normalmente são armazenados na forma de gordura no corpo.]
Eu não sei por que isso ocorre; apenas observamos ocorrer. Mas a partir disso podemos dizer que os ácidos graxos de cadeia curta saem do intestino para a corrente sanguínea e de lá entram no fígado pela veia porta hepática.
No fígado, esse fornecimento adicional de ácidos graxos resulta na ativação de muitos genes relacionados ao metabolismo, especialmente aqueles relacionados ao armazenamento de energia para formar gordura. Então, descobrimos parte do mecanismo envolvido. Agora, por que essa mudança de composição ocorre? Nós achamos que é por causa dos antibióticos, mas não sabemos ainda por que eles estão selecionado uma população que é mais eficiente em extrair energia de sua comida.
A principal coisa que quero comunicar é que ambos os estudos fornecem evidência de que os antibióticos alteram o desenvolvimento nos estágios iniciais da vida. É um consenso que antibióticos estão sendo usados em excesso hoje. Existe uma crença, porém, de que o pior que pode acontecer são erupções de pele, o intestino solto por alguns dias, ou um pouco de alergia. O senso comum é de que não há consequências de longo prazo no uso de antibióticos, mas nós estamos mostrando que elas podem existir, sim.
No futuro, pais e médicos terão de avaliar com mais cuidado se o uso de antibiótico é realmente necessário. Em muitos e muitos casos ele realmente vai ser necessário, porque a criança pode estar muito doente. Mas em outros muitos casos ele não vai ser necessário. Durante anos, a comunidade médica assumiu que essas drogas potentes não teriam nenhum custo de longo prazo, mas nós estamos sugerindo que elas podem ter.”

6738 – ☻Mega Byte – Não li e concordo


No começo de 2005, Doug Heckman resolveu ler um contrato. No meio das cláusulas, encontrou algo estranho – um prêmio de mil dólares. Entrou em contato com a empresa de softwares PC Pitstop, responsável pelos termos, e recebeu o prêmio. O problema: foram precisos 5 meses e 3 mil cadastros para que alguém percebesse a brincadeira. Anos depois, em abril de 2010, a loja de jogos GameStation foi ainda mais longe: escondeu uma cláusula que fazia o usuário ceder os direitos da própria alma à empresa. Enquanto mil pessoas identificaram a brincadeira, 7 mil concordaram.
Assim como a maioria das pessoas nesses dois casos, você, provavelmente, não lê termos de uso e políticas de privacidade na internet. São 97%, segundo pesquisa da Universidade Stanford, os usuários que pulam direto para o “concordo”. Ou seja, de cada 100 cadastrados, apenas 3 sabem o que podem e o que não podem fazer dentro de redes sociais, sistemas de busca e ferramentas de postagem.

Deveriam tomar cuidado: Rebecca Jeschke, ativista da Electronic Frontier Foundation, conta que os abusos são comuns. A EFF defende o direito do consumidor na era da internet: fica de olho nos contratos, registra mudanças e denuncia abusos. E não são poucos: desde empresas que vendem informações pessoais para anunciantes até companhias que proíbem que o usuário abra uma ação judicial, passando por aquelas que não respeitam nem os próprios termos.
“Estamos construindo uma rede em que o padrão é o social”, disse Mark Zuckerberg. O significado da frase vai muito além do desenvolvimento do Facebook. Pode envolver a invasão da sua privacidade e a exploração dos seus dados pessoais. A princípio, eles só podem dividir com anunciantes as chamadas “informações públicas”. O truque: algumas informações – como seu nome, suas fotos do perfil e sua rede de amigos – só podem ser públicas, não podem ser restringidas por você. Não gostou? “Se você se sente desconfortável em divulgar seu nome real, pode desativar ou excluir sua conta.” A frase não vem de um funcionário revoltado, mas da política de privacidade do Facebook. Não sabia de nada disso? Está tudo registrado nos contratos que você aceitou na hora de se cadastrar. Nos termos de uso, o Facebook justifica a atitude explicando que precisa destes dados para funcionar. Não leu os termos? Você faz parte da massa de usuários de serviços digitais que aceitam as regras sem ler. Mas não se torture tanto: mesmo que você tenha sobrevivido ao jargão jurídico, pode ser que tudo o que você leu tenha mudado em alguma das frequentes atualizações. Para Rebecca, apesar de necessárias, “estas mudanças podem ser usadas para voltar atrás em cláusulas que protegiam a privacidade do usuário”.
A distância, a Microsoft pode remover programas do seu computador. E, se você não tiver guardado os dados associados a eles, pode perdê-los. Sim, a empresa precisa de bons motivos: “para responder a ações jurídicas ou contratuais” ou “em casos em que a segurança do usuário está em risco”. Pelo menos, eles não escondem o jogo: a cláusula aparece logo no começo do contrato, em destaque. Além disso, se o aplicativo foi pago, eles devolvem o dinheiro. Até a versão de testes do Windows 8, a prática era comum apenas em portáteis. Agora, pode invadir os computadores de milhões de usuários. Vai fugir do sistema operacional? Saiba que você, provavelmente, já corre o risco de perder aplicativos. Apple e Google, com a App Store e o Google Play, respectivamente, podem fazer o mesmo com os aplicativos que você baixa no celular ou no tablet. Mas se você usa Android, corre mais riscos: enquanto a Apple nunca usou a técnica de remover um aplicativo do iPhone ou do iPad a distância, o Google já fez isso algumas vezes.

Os jogadores da PlayStation Network, em conjunto, não podem mover processos contra a Sony. Pelo menos, segundo o contrato da rede de jogos. A cláusula que proíbe as ações judiciais em grupo foi adicionada sem muito alarde, mas não sem muito motivo: ocorreu depois da crise gerada durante a invasão da PlayStation Network, entre abril e junho do ano passado, quando dados de 77 milhões de usuários ficaram expostos a hackers. Além da PlayStation Network, outros serviços da Sony foram invadidos. E as contas de outros 24 milhões de usuários ficaram vulneráveis. Depois de colocar em risco informações de mais de 100 milhões de pessoas, eles têm razão em temer os processos. Ironicamente, a Sony foi processada exatamente pela criação da cláusula antiprocesso. O autor da proposta – uma ação coletiva que pretendia representar todos os donos de PlayStation 3 – acusava a empresa de práticas injustas.

Leitura dinâmica
Lendo bem rápido – 300 palavras por minuto – descubra quanto tempo você demoraria para vencer os contratos de grandes serviços digitais
SONY
19 páginas
10 895 palavras
36 minutos
APP STORE
16 páginas
8 091palavras
27 minutos

TUMBLR
11 páginas
5 128 palavras
17 minutos

FACEBOOK
9 páginas
4 056 palavras
13 minutos

WINDOWS STORE
8 páginas
3 898 palavras
13 minutos

KINDLE
6 páginas
2 609 palavras
9 minutos

GOOGLE
5 páginas
1 826 palavras
6 minutos

6737 – Mega Almanaque Futebol – Mané Garricha


Uma dupla imbatível

Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha (Magé, 28 de outubro de 1933 — Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1983) foi um futebolista brasileiro que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar do fato de ter suas pernas tortas. É considerado por alguns o maior jogador de futebol de todos os tempos. No auge de sua carreira, passou a assinar Manuel dos Santos, em homenagem a um tio homônimo, que muito o ajudou. Garrincha também é amplamente considerado como o maior driblador da história do futebol.
Garrincha, “O Anjo de Pernas Tortas”, foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do time brasileiro. A força do seu carisma ficou marcada rapidamente nas palavras do poeta de Itabira, Carlos Drummond de Andrade, numa crônica publicada no Jornal do Brasil, no dia 21 de janeiro de 1983, um dia após a morte do genial

“Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.”

— Carlos Drummond de Andrade

De origem humilde, com quinze irmãos na família, Manuel dos Santos era natural de Pau Grande, um distrito de Magé, no estado do Rio de Janeiro. Sua irmã o teria apelidado de Garrincha, fazendo uma associação com o pássaro de mesmo nome, muito comum na região.
Uma das características marcantes que envolvem a figura de Garrincha relaciona-se a uma distrofia física: as pernas tortas. Numa perspectiva frontal, por exemplo, sua perna esquerda, seis centímetros mais curta que a direita, era flexionada para o lado direito, e a perna direita, apresentava o mesmo desenho. Afirma Ruy Castro em seu livro que já teria nascido assim, mas há vários depoimentos no sentido que tal característica tenha sido sequela de uma poliomielite.
Com quatorze anos de idade, começou a jogar amadoramente no Esporte Clube Pau Grande e seu talento, já manifestado, despertou a atenção de Arati: um ex-jogador do Botafogo. Não se sabe com certeza quem o levou a fazer um teste no Botafogo, mas nos minutos iniciais do primeiro treino, ele teria dado vários dribles em Nílton Santos, o qual já era um renomado jogador.
Garrincha casou-se com Nair, namorada da infância, com quem teve nove filhas. Suas filhas Tereza e Nadir já estão falecidas. Separou-se de Nair e foi casado com Elza Soares por 15 anos, de 1968 a 1983. Os dois tiveram um filho, Manuel Garrincha dos Santos Júnior (9 de julho de 1977 — 11 de janeiro de 1986), morto aos 9 anos de idade num acidente automobilístico. Neném, o filho dele com Iraci, anterior ao casamento com Elza, também morreu num acidente em Portugal em 20 de janeiro de 1992, aos 28 anos. Garrincha também é pai de um filho sueco: Ulf Lindberg, fruto de um relacionamento com uma sueca da cidade de Umeå, durante uma excursão do Botafogo à Europa em 1959.
Por praticamente toda a sua carreira (95% das partidas), Garrincha defendeu o Botafogo (no período de 1953-1965), além da Seleção Brasileira (de 1957-1966).
Já em fim de carreira jogou alguns meses no Sport Club Corinthians Paulista, (1966), no Clube de Regatas do Flamengo, (1969), e no Olaria Atlético Clube, porém já estava longe de seu auge. Integrou o elenco do Vasco, em um amistoso contra a seleção da cidade de Cordeiro (RJ), marcando um gol nesta partida. Sua contratação não foi fechada pela equipe cruzmaltina devido a sua má condição física e foi devolvido ao Sport Club Corinthians Paulista após o supracitado amistoso.
Jogou sessenta partidas pelo Brasil entre 1955 e 1966. Em todos os seus jogos, participou de apenas uma derrota (de 3 a 1 para a Hungria na Copa de 66). Com Garrincha e Pelé jogando ao mesmo tempo, o Brasil nunca perdeu.
Mesmo na Seleção Brasileira, Garrincha nunca abandonou sua forma irreverente de jogar. Voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si.
O último gol de Garrincha aconteceu no empate do Olaria Atlético Clube em 2 a 2 com o Comercial, dia 23 de março de 1972, no Estádio Palma Travassos em Ribeirão Preto. Foi, inclusive, o único gol de Mané pelo Olaria Atlético Clube.
Garrincha faleceu aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática, tendo sido velado num caixão sob a bandeira do Botafogo.
Em seu epitáfio lê-se “Aqui jaz em paz aquele que foi a Alegria do Povo – Mané Garrincha.” mas recente tem-se notícias que seu túmulo encontra-se abandonado sem ao menos uma homenagem justa de um ser que trouxe tantas alegrias, este dizeres que esta em seu epitáfio foi gravado na pedra e nem uma foto há, perde-se a história de um grande ídolo por falta de atenção de algumas autoridades que podem fazer algo.
Tudo indica que talvez uma das causas de sua morte precoce foi o excesso de bebida alcoólica, principalmente cachaça, por ele ingerida ao longo de sua vida. O fato do seu gosto pela branquinha era tão conhecido que algumas marcas traziam seu nome.
Em 2010, torcedores do Botafogo custearam uma estátua de quatro metros e meio e cerca de 300kg, ao custo de R$ 56.000,00 pagos ao artista plástico Edgar Duvivier. Essa estátua encontra-se hoje em frente ao Estádio João Havelange, onde o Botafogo manda seus jogos.
Já em novembro de 2011 durante a convenção mundial de futebol Soccerex, Eusébio, maior jogador português e contemporâneo tanto de Pelé quanto Garrincha, declarou abertamente que considerava Garrincha o melhor jogador de todos os tempos.
Garrincha foi considerado o mais habilidoso jogador que já existiu em todos os tempos sua capacidade de driblar e envolver seus adversários era impressionante. Pelo Brasil perdeu apenas uma das 61 partidas que fez com a camisa da Seleção. Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.

Garrincha no Corínthians
Partidas: 33
Gols marcados: 42
Partida de estreia: Corinthians 5 – 3 Vasco da Gama (2 de março de 1966)
Primeiro gol: Corinthians 3 – 1 Cruzeiro (13 de março de 1966)
Última partida: Corinthians 3 – 2 Santos (9 de outubro de 1966)
Último gol: Corinthians 2 – 0 São Paulo (19 de março de 1966)

6736 – Museu do Automóvel – O Karmann-Ghia


É um carro esportivo de dois lugares produzido pela Volkswagen, projetado pela empresa italiana Ghia, e construído pela empresa alemã Karmann. Cerca de 445 000 Karmann Ghias foram produzidos entre 1955 e 1975.
No início dos anos 1950 a Volkswagen produzia apenas o Fusca e a Kombi, típicos carros pós guerra – resistentes, sóbrios e baratos. O mundo entretanto já se recuperava da Segunda Guerra Mundial, e a demanda por carros mais elegantes e luxuosos aumentava. A Volks acabara de sair do controle britânico (1949), e de certa forma já se aventurara timidamente neste mercado, com a versão conversível do Fusca. Entretanto a gerência da Volks ainda considerava a possibilidade de oferecer um carro que levantasse a imagem da firma, atendendo plenamente a esse mercado.
A versão conversível do Fusca era feita em parceria com a firma de carroceria Wilhelm Karmann GmbH, de Osnabrück, Alemanha. A história desta empresa alemã remete ao ano de 1874, em Osnabrück na Alemanha. Inicialmente especializada em carrocerias para carruagens, a Karmann celebrizou-se na Europa pelo cuidado com que seus artesãos trabalhavam madeiras raras para proporcionar os mais luxuosos e bem construídos produtos. Com o advento do automóvel, o fabricante adaptou-se para produzir com igual eficiência carrocerias para automóveis.
A primeira encomenda de 1.000 Fuscas conversíveis, em 1949, significou uma grande virada para a Karmann, que vinha passando por dificuldades financeiras.
Novos ventos sopraram na companhia. Dois anos depois, já experientes com a plataforma VW, a Karmann sugeriu à Volks o projeto de um novo coupe esportivo sobre tal plataforma.
O projeto inicial apresentado pela Karmann não agradou muito aos executivos da VW. Buscando satisfazer um cliente tão importante, a Karmann procurou ajuda no estúdio italiano de design Ghia. Segundo relatos não oficiais, Luigi Segre, responsável pelo renomado estúdio, teria apresentou a Wilhelm Karmann um desenho não utilizado pela Chrysler, o coupe Chrysler Guia Special. Desenhado por Virgil Exner e Mario Boano, o protótipo figurou no salão de Paris de 1952, e teria inspirado o design do coupe VW.
Tendo ou não adaptado um desenho anterior, a Ghia comprou um Fusca do importador francês Charles Laudoch, e sobre seu chassis terminou o protótipo em apenas cinco meses.
O carro foi levado para Osnabrück, onde foi apresentado em 16 de novembro a Heinrich Nordhoff, então presidente da Volks. Apesar de sua preocupação com o possível possível preço do carro, a persuasão de Wilhelm Karmann e a necessidade de atender as demandas de mercado garantiram o sinal verde para o projeto.
Segundo o acordo fechado entre as empresas, o carro seria vendido pela Volkswagen mas produzido pela Karmann sobre a plataforma do Fusca (alargada em 30 cm, e no total o carro seria 12 cm mais longo). Após testes suplementares e refinamentos no projeto, o ferramental foi encomendado, e em julho de 1955 o coupe Volkswagen foi apresentado a imprensa. Entretanto o carro ainda não tinha nome, apenas o código “Typ 14″. Após considerar alguns nomes italianos para o carro, o nome Karmann-Ghia foi escolhido, refletindo o exotismo do carro e a participação das várias empresas em seu projeto.

Modelo conversível

Em agosto de 1955 o primeiro Karmann-Ghia saiu da linha de montagem de Osnabrück, Alemanha. A reação do público ao curvilíneo carro foi excelente, e mais de 10.000 carros foram vendidos só no primeiro ano, surpreendendo até a própria Volkswagen.
A carroceria era feita à mão, num processo consideravelmente mais caro do que a linha de montagem utilizada pelo Fusca. Isto se refletiu no preço do carro, quase 1000 dólares mais caro. Ao invés de paralamas aparafusados como o do Fusca, os painés da carroceria eram feitos à mão, com uma liga especial e soldagem em linha. Na época apenas os carros mais luxuosos eram construídos assim, refletindo desejo da Volks em alavancar sua imagem com o carro.
Devido aos compromissos com o design, o espaço interno não era dos melhores, com pouco espaço para as pernas na frente, e pouca altura entre o banco de trás e o teto. Entretanto o interior era mais refinado que o do Fusca, com um painel protuberante, volante branco com dois raios e relógio. Havia um pequeno bagageiro atrás do banco traseiro, complementando o diminuto compartimento dianteiro.
Por utilizar a mesma plataforma do Fusca, o Karmann-Ghia herdou dele todas as configurações mecânicas, como suspensão, caixa de velocidade e freios a tambor. Utilizando o mesmo motor do Fusca, o Karmann-Ghia não oferecia um desempenho exatamente esportivo. Mesmo acompanhando a evolução dos motores do Fusca ao longo de sua produção (1500cc e 1600cc), o carro contava mais com o estilo e a confiabilidade da mecânica Volks para garantir suas vendas.

Em agosto de 1957 uma versão conversível foi apresentada, resolvendo o problema do banco traseiro (ao menos com a capota abaixada) e aumentando ainda mais o apelo do carro.
Em 1966 o motor 1300cc passou a equipar o modelo, elevando a potência final para 40 cv e 128 km/h de máxima. Entretanto já em 1967 o motor 1500 foi disponibilizado, com 44 cv e 138 km/h de velocidade máxima.
Em 1970 lanternas maiores integraram as luzes de ré, e grandes setas dianteiras envolventes substituiram as luzes afiladas dos modelos anteriores. Em 1971 viria o motor 1600 cc, com 50 cv e velocidade máxima de 142 km/h. Luzes de seta maiores aumentariam a visibilidade lateral em 1972, e em 1973 parachoques maiores foram adicionados ao modelo, assim como a opção de um bagageiro em lugar do pequeno banco traseiro.
Em 1974 o carro seria substituído na Europa e Estados Unidos pelo Volkswagen Scirocco, também em parceria com a Karmann, mas desta vez desenhado por Giugaro.

No Brasil
Os planos de crescimento da empresa no Brasil fizeram com que a VW resolvesse produzi-lo localmente. Em 1960 a Karmann abriu uma fábrica em São Bernardo do Campo, São Paulo, e em 1962 o primeiro Karmann-Ghia brasileiro saiu da linha de montagem, muito semelhante ao modelo vendido no mercado europeu.
Em 1967 a motorização inicial de 1200cc e 36 cavalos foi substituída pelo motor 1500cc, de 44 cavalos, conferindo um pouco mais de “esportividade” ao modelo, e levando-o, segundo a fábrica, aos 138 km/h de velocidade máxima. Assim o desempenho ficava um pouco mais condizente com o aspecto, pelo menos para os padrões da época.
Além disso, o sistema elétrico passou de 6V para 12V, e o desenho das lanternas traseiras foi modificado.
No final de 1967 foi lançado o Karmann Ghia conversível – que atualmente é um dos modelos brasileiros mais raros e valorizados. Foram produzidas apenas 176 unidades.
Em meados de 1969 ocorreu o aumento da bitola traseira e do corte dos paralamas traseiros, o que deixou a roda traseira mais visível.
Em 1970 o Karmann Ghia ganhou o novo motor 1600cc de 50 cv – que tinha um torque maior. Agora eram 10,8 kgfm a 2800 rpm, contra 10,2 kgfm a 2600 rpm do antigo 1500, que respondiam por mais força em arrancadas e retomadas. O sistema de freios foi substituído por freios a discos na dianteira e o modelo dos parachoques passou a ser uma única lâmina com dois batentes com protetores de borracha. Esta reformulação na linha do Karmann Ghia não foi suficiente para dar sobrevida ao modelo. Em 1971 a Volkswagen do Brasil decidiu tirá-lo de linha, enquanto o modelo europeu ainda seria fabricado até 1974.

Karmann-Ghia TC – Um Porshezinho Genérico

Muito parecido com o Porsche

A fábrica preparou um novo modelo para apresentar no Salão do Automóvel de 1970, o Karmann Ghia TC (Touring Coupê). Apesar de manter vários vínculos estéticos com o seu antecessor, o TC era basicamente um novo carro, destinado a outro nicho do mercado (mais caro). Ao invés da plataforma do sedan, o TC baseava-se na plataforma do TL (seguindo um exemplo do Typ 34). A sua traseira fastback e detalhes dos faróis e pará-lamas o faziam assemelhar-se muito ao Porsche 911 (principalmente o protótipo 695).
Medindo 4200 mm de comprimento, 1620 mm de largura, 1310 mm de altura e 2400 mm entre eixos, o carro pesava 920 kg.
A carroceria contava com as mesmas grades dianteiras falsas do modelo anterior, embora ainda maiores. Sua tampa traseira englobava o vidro, tornando-o um hatchback de dois volumes e meio. Esta configuração (assim como no caso da Variant e do Brasília) deixava o motor dentro do compartimento de passageiros. Isso causava problemas de excesso de ruídos, minimizados com a aplicação de isolamento acústico na tampa do motor.
A adoção de freios a disco nas rodas dianteiras e um baixo centro de gravidade contribuiam para o apelo esportivo que a montadora queria do modelo. Mesmo o motor sendo um 1600, como nos últimos Karmann Ghias, no TC vinha com o mesmo acerto da motorização que equipou o “Super-Fuscão”: quatro cilindros contrapostos, quatro tempos, traseiro, diâmetro e curso do cilindro de 85,5 x 69 mm; 1584 cc, taxa de compressão de 7,2:1; potência máxima de 65HP SAE a 4600 rpm; torque máximo de 12 mkg SAE a 3000 rpm; sistema de alimentação com dois carburadores de corpo simples, de aspiração descendente. Como resultado a Volkswagen anunciava que seu novo esportivo era capaz de atingir 145 km/h.
O TC era uma proposta inovadora no inexplorado mercado de esportivos brasileiros. Entretanto, a qualidade de sua construção não era tão boa quanto o modelo anterior: logo após seu lançamento, os consumidores começaram a reparar na facilidade de corrosão do carro (principalmente em torno da grade dianteira).
A vedação das borrachas nas portas também era alvo de reclamações, uma vez que tal problema multiplicava os focos de corrosão.
Além disso, havia a questão do seu planejamento de mercado: na sua faixa de preço, três outras opções de mercado contribuíram para uma vida curta. A primeira era o Puma GTE, que teve justamente nos anos em que o TC foi fabricado, sua época mais forte no mercado brasileiro. Apesar de ser um pouco mais caro, era visto como um carro muito mais esportivo, até mesmo por ser bem mais leve. A segunda era o Corcel GT, da Ford, que estava na mesma faixa de preço, mas era tecnologicamente bem mais avançado. A terceira opção de concorrência veio da própria Volkswagen, em 1972, com o SP1 e SP2, que era um modelo esportivo bem mais “autêntico” e atraente na época. Assim, com vendas bastante baixas durante sua vida (cerca de 18 mil unidades), em 1975 o TC deixou a linha como o último Karmann Ghia a ser fabricado.

6735 – Mega Sampa – A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo


A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo está localizada no bairro de Vila Buarque no Distrito da Consolação, em São Paulo.
A Ordem das Santas Casas de Misericórdia foi instituída em Portugal, no ano de 1498, pela Igreja Católica, tendo como objetivo principal a prática de obras de caridade. No Brasil, a primeira Santa Casa foi fundada no ano de 1539, na vila de Olinda, na Capitania de Pernambuco.
A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é a mais antiga instituição assistencial e hospitalar em funcionamento na cidade de São Paulo. A criação da Confraria da Misericórdia de São Paulo dos Campos de Piratininga ocorreu no ano de 1560. Seu primeiro provedor foi Antonio de Godoy Moreira, em 1624. Esteve alojada primeiro no Pátio do Colégio, depois nos Largos da Glória e Misericórdia, até ser inaugurada na Vila Buarque, no distrito da Consolação, em 1884 o Hospital Central – sua sede até os dias de hoje.
Há registros de que a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo funcionou como um centro de formação de médicos e cirurgiões por séculos, até que o ensino de medicina fosse reorganizado por Arnaldo Vieira de Carvalho, e transferido para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Seu estabelecimento também funcionou como hospital-escola para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e para a Escola Paulista de Medicina.
Na década de 1950, quando essas instituições de ensino já possuiam seus próprios hospitais-escola, o corpo clínico da Santa Casa de São Paulo sentia falta do ensino de medicina ali, e começou a mobilizar-se para organizar sua própria faculdade de medicina. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo iniciou suas atividades acadêmicas em 1963.

Hospital Central, Hospital Santa Isabel (Veridiana), Hospital Santa Isabel (Jaguaribe), Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental, Hospital Geriátrico e de Convalescentes D. Pedro II, Hospital São Luís Gonzaga, Hospital Geriátrico Vicentina Aranha, Colégio São José e Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Centro Escola Barra Funda e Ambulatório de especialidades.

6734 – Atomismo, Evolução e Relatividade


No século XIX surgiu um novo enfoque das ciências, marcado de certa forma pela descoberta do mundo microscópico e pela formulação de modelos atômicos. A conexão entre as forças elétricas e magnéticas, corroborada por Oërsted e Faraday, deu origem a uma teoria unitária das modalidades físicas de ação recíproca que se mantém até hoje. Houve grandes progressos nos métodos matemáticos e, conseqüentemente, na formulação de complexos modelos teóricos. Joule e Helmholtz estabeleceram o princípio de conservação da energia e Helmholtz descobriu também a natureza eletromagnética da luz.
Com a teoria atômica de Dalton e o sistema periódico de Mendeleiev, a química consolidou seus princípios e seu método, enquanto a biologia teve grande impulso com os estudos de classificação realizados por Cuvier. Ainda no século XIX, o naturalista inglês Darwin provocou uma autêntica revolução, que durante muitos anos foi objeto de controvérsia, com a publicação do livro On the Origin of the Species by Means of Natural Selection (1859; A origem das espécies), onde se acha exposta a célebre teoria da evolução. Em 1838, Schwann e Schleiden lançaram as bases da teoria celular. Pouco depois, Pasteur e Koch estudaram a natureza dos germes microscópicos causadores das enfermidades e criaram as primeiras vacinas. As ciências sociais progrediram e deram nascimento à sociologia e à economia como disciplinas científicas e independentes.
O século XX principiou com a descoberta da radioatividade natural por Pierre e Marie Curie e o anúncio de novas doutrinas revolucionárias. A confirmação do conceito evolucionista das espécies e a extensão dessa idéia ao conjunto do universo, junto com a teoria quântica de Planck e a teoria da relatividade de Einstein, levaram a um conceito não-causal do cosmo, em que só é lícito adquirir conhecimento a partir de dados estatísticos, cálculos de probabilidade e conclusões parciais. Nada disso implica um retrocesso na validade do método científico, pois não se duvida que esse método assegurou enormes progressos tecnológicos, mas sim um reconhecimento, por parte da ciência, de sua incapacidade de dar respostas cabais sobre a natureza e a origem do universo.
Na segunda metade do século XX, os métodos de observação de alta precisão apresentaram notáveis progressos com o descobrimento do microscópio eletrônico, no qual as lentes foram substituídas por campos eletromagnéticos e a luz por um feixe de prótons, e dos microscópios de raios X e de ultra-som, com grande poder de resolução.
A reunião de disciplinas como a automação, destinada ao estudo e controle dos processos em que o homem não intervém diretamente, e a informática, ou conjunto de técnicas dedicadas à sistematização automática da informação, nasceram outras disciplinas como a robótica, que se ocupa do desenho e do planejamento de sistemas de manipulação a distância. Essa área de conhecimento teve aplicação, por exemplo, na astronáutica. Permitiu que o homem chegasse à superfície da Lua ou viajasse pelo espaço cósmico.
No campo da astronomia foram criadas disciplinas como a astronomia das radiações ultra-violeta e infravermelha, dos raios X, gama e outros. Esses progressos se devem aos conhecimentos da física nuclear, que permitiram descobrir uma enorme quantidade de fenômenos e de corpos celestes, como os buracos negros, objetos astrais de densidade elevada e que não emitem radiação, e os quasares, objetos semelhantes às estrelas que emitem radiações de grande intensidade.
A ciência moderna tem-se esforçado para obter novos materiais e fontes de energia alternativas para o carvão e o petróleo. O progresso da técnica permitiu a fabricação de semicondutores e dispositivos eletrônicos que conduziram aos computadores modernos. O domínio dos processos atômicos e nucleares possibilitou a construção de centrais elétricas e instrumentos de precisão. A aplicação de novas tecnologias na medicina e o maior conhecimento do corpo humano e de seus mecanismos proporcionaram uma melhora apreciável nas condições de vida dos habitantes do planeta.

6733 – Revolução Científica e Revolução Industrial


A consolidação do estado como instituição, a intensificação do comércio e o aperfeiçoamento da tecnologia militar contribuíram para aumentar o interesse pelas realizações técnicas. O Renascimento, primeiro na Itália e depois no resto da Europa, contribuiu com uma visão mais completa dos clássicos da antiguidade e levou ao humanismo, que concebia o homem como imagem de Deus, capaz e digno de criar. O exemplo máximo de gênio criador do Renascimento foi Leonardo da Vinci, que se destacou como artista, inventor, engenheiro e perito em anatomia humana.
Os antigos modelos teóricos já não comportavam o volume gigantesco dos novos conhecimentos e, por isso, a maior parte das perguntas ficava sem resposta. Era preciso estabelecer um modelo básico e uma metodologia que servissem de orientação para os novos estudos. Esses recursos foram fornecidos por Copérnico, Galileu, Newton e outros cientistas, que tiveram de superar dois obstáculos de monta: as idéias e o prestígio de Aristóteles, muito arraigados no espírito medieval, e a hegemonia dos princípios defendidos pela igreja.
O heliocentrismo, modelo que situa o Sol no centro do universo, já fora usado por Aristarco de Samos na Grécia antiga. Não podendo ser confirmado pela experiência, foi superado pelo geocentrismo de Ptolomeu. Copérnico enfrentou o mesmo problema ao formular sua teoria heliocêntrica, embora apoiado pelos estudos e observações de outros astrônomos, como Tycho Brahe, Kepler e Galileu, que foi o primeiro a utilizar o telescópio.
A obra De humani corporis fabrica libri septem (1543; Sete livros sobre a organização do corpo humano), de Andreas Vesalius, aplicou um novo método ao estudo do corpo humano, que contestava Galeno em algumas opiniões, até então tidas como irrefutáveis. A química, ainda centrada na análise da enorme quantidade de substâncias descobertas pelos alquimistas, só encontrou seu caminho científico moderno com Lavoisier, no século XVIII.
No século XVII, Newton publicou sua obra magna: Philosophiae naturalis principia mathematica (1687; Princípios matemáticos da filosofia natural), em que não só anunciava as leis fundamentais do movimento dos corpos e da gravitação universal, como apresentava um método de trabalho que se mostraria aplicável a muitas áreas científicas. Simultaneamente com Leibniz, Newton inventou o cálculo infinitesimal, que daria a seus sucessores um valioso instrumento matemático. Uma das conseqüências mais importantes das idéias e do método newtonianos manifestou-se no século XVIII, quando Coulomb enunciou uma lei análoga à lei de Newton para a mecânica, aplicável à eletricidade.
As ciências biológicas progrediram mais lentamente que as ciências técnicas. No século XVIII, porém, surgiu a primeira classificação rigorosa de animais e vegetais que se conhece desde a época de Aristóteles. Com ela, o sueco Carl von Linné, conhecido como Lineu, lançou as bases da taxionomia moderna na classificação botânica e zoológica.

6732 – A Cultura Grega e a Ciência


Platão e Aristóteles

O surgimento de uma cultura como a grega, isenta de misticismo exacerbado e onde os deuses eram mais sobre-humanos que divinos, deu lugar aos primeiros modelos racionalistas. Sua filosofia foi a mais importante da antiguidade e serviu de modelo à ciência teórica, baseada na educação e não na experiência, conhecida como filosofia natural. A tradição helênica consagrou Tales, que viveu em Mileto, cidade grega da Anatólia ocidental, no século VI a.C., como o primeiro representante dessa corrente de pensamento. Tales procurou a ordem universal (kosmos em grego significa ordem) mediante a determinação dos elementos fundamentais que compõem o mundo e considerou o destino como motor dos corpos, que se encaminham naturalmente para seu próprio fim. Não deixou escritos, mas discípulos transmitiram e complementaram suas teorias. Chegou-se assim à suposição de que todos os corpos conhecidos se formavam dos quatro elementos: terra, fogo, água e ar.
Fundamental para a ciência grega foi o pensamento de Pitágoras, um dos primeiros a medir fenômenos físicos. Estabeleceu ele as leis acústicas pelas quais se relacionam as notas musicais e aplicou a mesma teoria à disposição dos planetas, do Sol, da Lua e das estrelas no firmamento: esses corpos celestes girariam em volta da Terra em sete esferas concêntricas.
A síntese do pensamento grego veio com Aristóteles, cuja preocupação foi manter a concepção espiritualista de seu mestre, Platão, integrando-a, porém, numa explicação científica do mundo físico. Aristóteles adotou o modelo de esferas concêntricas de Pitágoras. Seus acertos na classificação dos seres vivos foram excepcionais, embora, por falta de conhecimentos matemáticos suficientes, tenha enunciado teorias físicas que, devido ao enorme prestígio que conquistaram na Idade Média, constituíram mais entrave do que benefício na história da ciência. Destaca-se também a figura de Arquimedes, que, discípulo do matemático Euclides, descobriu importantes leis da hidrostática, as roldanas e a alavanca.
As teorias gregas, que atribuíam ao mundo físico os ideais de beleza e perfeição plasmados em suas esculturas, viram-se seriamente abaladas depois da conquista da Mesopotâmia por Alexandre o Grande, pois os cálculos e medidas astronômicas dos caldeus puseram a descoberto falhas e incoerências nos modelos cósmicos aristotélicos. Mais tarde, Ptolomeu conseguiu reduzir as discrepâncias adotando o sistema geocêntrico, que situava a Terra no centro do universo.
A medicina grega atribuía causas naturais a todas as doenças. Hipócrates, estudioso da anatomia e do corpo humano, é considerado o pioneiro da medicina, embora esta tenha chegado ao apogeu na época helenística alexandrina. Destacaram-se então os estudos de Galeno de Pérgamo, que descobriu as veias, as artérias e os nervos, aos quais caberia propagar a energia vital pelo corpo.
Roma, Islã e cristianismo medieval. O esplendor da ciência de Arquimedes e Euclides coincidiu com o estabelecimento do poder romano no Mediterrâneo. Os romanos limitaram-se a preservar os estudos dos gregos e preferiram resolver problemas de engenharia e arquitetura. Com a decadência e queda do Império Romano, os textos da antiguidade clássica praticamente desapareceram na Europa. A expansão do cristianismo, que se produziu nos últimos séculos do Império Romano, deu novo alento às interpretações espirituais e teológicas do mundo. Somente os mosteiros serviram de refúgio para a ciência antiga, pois neles os monges fizeram cópias manuscritas e comentários dos livros salvos dos saques promovidos pelas tribos germânicas que invadiram o continente.
A civilização árabe assimilou o acervo cultural do Ocidente e transmitiu o saber antigo à cristandade pela ocupação da península ibérica. Traduziram a obra de Aristóteles e de outros filósofos, fizeram progressos na medicina, na astronomia e na alquimia e inventaram a álgebra. Nesse contexto, sobressaem as figuras de Averroés, tradutor e comentarista da obra aristotélica, e de Avicena, cujo Canon foi o texto básico de medicina durante toda a Idade Média.
A cultura cristã medieval submeteu todo o conhecimento ao enfoque teológico. Registraram-se, no entanto, alguns avanços tecnológicos notáveis. As pesquisas no campo da óptica atingiram grande desenvolvimento e a utilização de novas máquinas (como jogos de roldanas) e ferramentas (maças, cinzéis, rolos) permitiram aperfeiçoar os processos de construção e deram base técnica aos estilos arquitetônicos românico e gótico.

6731 – História da Ciência


Tão antiga quanto a própria existência do homem é sua inquietude diante da percepção e da compreensão dos objetos e dos fenômenos que o cercam. As noções sobre astronomia, geometria e física herdadas de antigas civilizações, como a suméria, a egípcia, a babilônia e a grega, constituem o alicerce do pensamento científico contemporâneo.
Em termos gerais, ciência se confunde com qualquer saber humano. Em sentido estrito, define-se ciência como as áreas do saber voltadas para o estudo de objetos ou fenômenos agrupados segundo certos critérios e para a determinação dos princípios que regem seu comportamento, segundo uma metodologia própria.

Origem das ciências
Em última instância, a origem da ciência radica na capacidade de raciocínio do homem e em sua disposição natural para observar. Os primeiros seres humanos se deixaram fascinar pelo espetáculo oferecido pelos astros e, após observação contínua de sua movimentação, perceberam certa regularidade nos ciclos solar e lunar e na passagem periódica de cometas. A primeira grande conquista científica foi, portanto, a constatação de que certos fenômenos se repetem.
A imitação da natureza e a necessidade de superá-la e dominá-la, as inovações técnicas exigidas por cada sociedade para satisfazer seus interesses bélicos e comerciais e o prazer intelectual do conhecimento foram fatores decisivos no desenvolvimento inicial da ciência. Cada etapa da evolução científica esteve impregnada da filosofia de seu tempo e, em algumas épocas, houve grande empenho em justificar teoricamente certas concepções políticas ou teológicas. O conflito ideológico entre ciência e religião, ou entre ciência e ética, foi um traço marcante de muitas civilizações ao longo da história.
O vertiginoso avanço científico verificado nos séculos XIX e XX favoreceu o aparecimento de correntes de pensamento que pretendiam substituir os preceitos morais pelos princípios da ciência. Esse propósito, no entanto, viu-se prejudicado pelas questões éticas levantadas pela utilização das descobertas científicas. Embora na maior parte dos casos os estudos científicos não suscitem problemas metafísicos e proporcionem bem-estar e progresso, comprovou-se que podem converter-se em poderoso instrumento de destruição quando postos a serviço da guerra. O aproveitamento da energia nuclear para fins militares toldou em parte o ideal científico racionalista.
Por outro lado, surgiram recentemente outras questões polêmicas, envolvendo a engenharia genética, sobretudo no que se refere à manipulação das primeiras fases da vida humana, com a inseminação artificial, a fecundação in vitro, o congelamento de embriões e a possível produção de clones humanos.

Classificação das ciências
A ambição de saber própria do ser humano fez aumentar de tal forma o volume do conhecimento acumulado que este supera em muito o saber particular de cada indivíduo, tornando necessária a criação de sistemas de ordenação e classificação. O próprio conceito de ciência e sua evolução histórica trazem a necessidade de estipular a área de conhecimento que compete a cada disciplina científica. Criou-se assim a taxionomia, ou teoria da classificação, disciplina independente que determina o objeto de cada área do conhecimento científico.
Aristóteles formulou uma primeira classificação que distinguia três grupos: o das ciências teóricas (física, matemática e metafísica), o das ciências práticas (lógica e moral) e o das ciências produtivas (arte e técnica). Entre os muitos métodos classificatórios menciona-se especialmente o do físico francês André-Marie Ampère, do início do século XIX, segundo o qual as ciências se dividiam em duas áreas: as chamadas ciências cosmológicas (subdivididas em cosmológicas propriamente ditas e fisiológicas), que estudavam a natureza, enquanto as ciências noológicas (subdivididas em noológicas propriamente ditas e sociais) referiam-se aos raciocínios abstratos e às relações dos seres humanos em sociedade.
Embora se haja mantido a pluralidade de critérios no que se refere à ordenação científica, a tendência moderna é definir várias áreas de conhecimento e englobar em cada uma delas múltiplas disciplinas. O conjunto das ciências exatas agrupa a matemática, a física e a química. As ciências biológicas ocupam-se do estudo dos seres vivos em diversos níveis (celular, de tecidos, de órgãos etc.) e compreendem grande número de disciplinas, como a botânica, a zoologia, a genética, a ecologia etc. Uma terceira área de conhecimento agrupa as ciências geológicas e geográficas, que tratam dos fenômenos relativos à Terra, e as astronômicas, relacionadas ao cosmos. Em outra esfera situam-se as ciências médicas, também muito diferenciadas, e um quinto segmento engloba as ciências sociais (economia, sociologia, demografia etc.).
As diversas disciplinas podem também classificar-se em dois grandes grupos, segundo seu objeto seja puramente científico, sem finalidade prática imediata (a chamada pesquisa de ponta) ou integrem a área das ciências aplicadas, como as pesquisas tecnológicas que se desenvolvem nas áreas mais especializadas da engenharia, arquitetura, metalurgia e muitas outras.
Admitindo-se a curiosidade e a ânsia de conhecer como qualidades inatas do gênero humano, pode-se afirmar que o nascimento da ciência deu-se com as primeiras observações dos homens primitivos, antes mesmo que fosse inventada a escrita.

Primeiras civilizações
Alguns monumentos megalíticos, como o cromlech de Stonehenge, na Inglaterra, são testemunho de que os europeus pré-históricos possuíam noções de astronomia e geometria muito superiores às que lhes foram atribuídas durante séculos.
Os primeiros centros importantes de irradiação científica localizaram-se na China, na Índia e no Oriente Médio. A sabedoria e a técnica chinesas superaram as ocidentais durante quase toda a antiguidade. Os sábios chineses mediram fenômenos celestes em tempos muito remotos e progrediram extraordinariamente na alquimia, na medicina e na geografia, apoiados por seus governantes. Os indianos, mais interessados em questões metafísicas, desenvolveram muito a matemática e deram ao mundo moderno o sistema de numeração, transmitido e aperfeiçoado pelos árabes. No Egito prestava-se mais atenção à resolução de problemas técnicos, enquanto na Mesopotâmia os caldeus e babilônios dedicaram-se sobretudo à astronomia e à matemática, além de aperfeiçoarem as técnicas de irrigação e construção de canais.

6730 – Biologia – Vida Sedentária


Alguns animais e quase todos os vegetais levam vida sedentária, isto é, permanecem sempre em determinado lugar esperando que o meio lhes ofereça o necessário para a subsistência. No meio terrestre não existem animais completamente sedentários: os que assim vivem, é porque já estão no seu ambiente nutritivo, tais os xilófagos (animais que comem madeira).
As necessidades das plantas terrestres são de tal ordem que podem ser satisfeitas por agentes móveis. O intercâmbio de gás carbônico e oxigênio é facultado pelo ar. Em regra geral, as plantas já se encontram como os xilófagos, no seu ambiente nutritivo, que é o solo.
Há o caso extraordinário das epífitas com as Bromélias que recebem todas as matérias que necessitam, transportadas exclusivamente pelo ar.
Obtém substâncias minerais da água da chuva e das partículas de pó que se alojam em seus intertícios.
No ambiente aquático, o transporte de material necessário aos seres vivos se realiza regularmente. É por isso que no mar encontramos os verdadeiros organismos sedentários.
Se o ser vivo não recebe alimento, tem que procurá-lo mediante a própria locomoção ou algum dispositivo próprio.
O vento transporta intermitentemente numerosos organismos terrestres. Zobell calculou que se soltasse bactérias a 33 metros de altura, com o vento de 16 km por hora, os micróbios seriam arrastados até 4800 km de distância antes de chegarem ao solo.
Muitas plantas tem a subsistência dependente da polinização anemófila. Foram encontrados grãos de pólen sobre o oceano, a mais de 2000 km da costa.
O vento desempenha também um papel importante na distribuição dos animais, particularmente dos insetos. Eiton (1939) encontrou moscas vivas nas ilhas Spitzberg depois de haverem sido arrastadas pelos ventos sobre o oceano por espaço de uns 1300 km.
A força ascendente do vento em momento de furacões pode transportar para muito longe, inclusive animais de grande porte. Em 1947, na manhã de 23 de outubro, peixes cujo tamanho variavam entre 5 e 23 cm, caíram nas ruas da cidade de Marksvile, numa autentica chuva de peixes. Eram peixes de água doce que vieram em grandes tanques da beira da cidade, conduzidos por um furacão.

O transporte pela água é de vital importância para um número enorme de animais e vegetais. Entretanto, nota-se que a água do mar tem em suspensão muito mais animais e plantas do que a água doce, por ser esta menos densa. No oceano, a ação do transporte pela água afeta muitos mais grupos.
O vento forte ou brando pode influir no crescimento e forma das plantas.
A pressão contínua exercida pelo vento moderado determina a inclinação dos galhos das árvores. A excessiva evaporação que se faz no lado nitrogenado pelo vento, determina o crescimento assimétrico. Nas grandes altitudes, as baixas temperaturas com a intensa ação dos ventos determinando o conhecido nanismo na vegetação.
No meio aquático, a ação abrasiva exerce grande influência sobre os seres vivos. Toda água em movimento traz em suspensão grãos de areia que lixam e quanto maior for a força da corrente, mais terríveis são seus efeitos. É de se notar a grande proteção que os animais aquáticos apresentam à abrasividade: escamas, carapaças, conchas e etc.

6729 – Ciência – O uso de animais como cobaias


Um animal apavorante, um tipo de ratazana pelada dentuça, é a nova aposta da ciência para salvar a pesquisa médica. Sim, porque os tradicionais ratos e camundongos, as mais populares cobaias de laboratório do mundo, podem estar ameaçando as pesquisas médicas. Mais do que isso: uma nova corrente de cientistas acredita que os remédios e tratamentos que são testados neles possam nem mesmo funcionar em humanos.
A ameaça toda vem da maneira como esses roedores são criados. Ratos e camundongos de laboratório quase sempre crescem com comida à vontade e nenhum exercício. Isso faz com que tenham um metabolismo totalmente anormal, longe de simular o funcionamento do organismo de qualquer pessoa que não seja um obeso mórbido. E, assim, não serviriam para os testes. “Posso afirmar com confiança que o excesso de comida e a falta de exercícios têm efeitos profundos sobre a fisiologia e a vulnerabilidade à doença dos órgãos dos ratos”, diz o chefe do Laboratório de Neurociências do Instituto Nacional do Envelhecimento dos EUA. E vem mais encrenca por aí: a baixa diversidade genética dos roedores de laboratório também estaria distorcendo o resultado das pesquisas. Além disso, o simples predomínio de camundongos e ratos no mundo da pesquisa pode também impedir que espécies mais adequadas sejam usadas para estudar a biologia das doenças. E é aí que entraria o rato-toupeira-pelado. Ele é milagrosamente invulnerável ao câncer e poderia nos ajudar a entender como um organismo fica protegido de tumores. Mas, antes de pensar em substitutos, é bom conhecer melhor os mais novos vilões da ciência – e entender a ratoeira que eles montaram para nós.
Ratos e camundongos são espécies bem diferentes – tanto que, na natureza, ratos costumam almoçar camundongos. Os camundongos (Mus musculus) medem até 10 cm (metade é cauda) e pesam 20 g. Já os ratos de laboratório costumam pertencer à espécie Rattus norvegicus. Bem mais avantajados, medem 25 cm (mais 25 de rabo) e pesam em torno de 500 g.
Mas por que justamente a dupla se tornou a base das ciências biológicas modernas? “Ratos e camundongos foram introduzidos como modelos para humanos porque têm muitas semelhanças biológicas com o homem e desenvolvem doenças parecidas”, explica o geneticista brasileiro Marcelo Nóbrega, da Universidade de Chicago, EUA. De fato, o sequenciamento genético dos bichos confirmou que eles são parentes mais próximos do homem do que a maioria dos mamíferos (como cães, gatos ou cavalos, por exemplo). E, para a pesquisa, quanto mais parecido conosco, melhor. Como é antiético contaminar pessoas saudáveis com micróbios ou fazer transplantes experimentais de órgãos, é preciso encontrar uma espécie que seja o “modelo” mais preciso para simular os males.
Outro fator importante para escolher cobaias é a própria anatomia do bicho. Não é muito útil estudar olhos de insetos, por exemplo, que têm a visão muito diferente da nossa. Mas algumas lulas e lesmas-do-mar, apesar de serem muito mais primitivas, têm neurônios gigantescos, que já ajudaram muito neurocientista a entender o nosso cérebro. Já o tamanho dos porcos faz com que eles sejam o alvo ideal para testar transplantes de órgãos, por exemplo. Ratos são pequenos, mas são mamíferos – e boa parte de suas funções corporais é parecida com a nossa.
Dados da União Europeia, de 2008, indicam que apenas 20% dos vertebrados usados em laboratórios não eram roedores (somando peixes e aves, com cerca de 15% do total; coelhos, porquinhos-da-índia e hamsters, que fazem outros 5%; e cavalos, macacos, porcos e cães, que juntos não chegam a 1%). Os outros 80%, ou 12 milhões de cobaias na Europa, são ratos e camundongos. Extrapolando esse número para o resto do mundo, chegamos ao aterrador número de 90 milhões de bichos dando a vida para a ciência por ano no mundo. Essa monarquia absoluta raramente era questionada para valer. Coube a um pesquisador americano dizer que o rei estava nu. Nu e gordo – o que pegou mais mal ainda.

Contra essas doenças, os ratos mais atrapalham que ajudam

Câncer
Não é difícil fazer um câncer humano crescer em ratos. Mas essa facilidade dos roedores de desenvolver tumores tem pouco a ver com a dinâmica da doença em humanos, o que leva os cientistas a questionar até que ponto os dados são “traduzíveis” para nós.
Tuberculose
Desenvolver novos remédios contra o bacilo de Koch envolve testes em roedores, mas o organismo dos bichos responde ao micróbio de forma muito diferente dos humanos. Isso levanta dúvidas sobre se as drogas boas para rato serão boas para nós.
Envelhecimento
Nas últimas décadas, estudos que deixavam as cobaias passando fome indicavam que o caminho para a longevidade é comer muito pouco. O problema é que estavam comparando bichos que tinham comida à vontade (provavelmente obesos) com outros que comiam normalmente. Tudo indica que os obesos é que estavam morrendo cedo, e não os seus colegas é que morriam tarde.

O que outros animais têm a nos ensinar que os roedores não têm

Mosca
A famosa drosophila é fácil de criar em laboratório (aliás, é fácil de criar em qualquer lugar) e tem carac-terísticas que ajudam no estudo da genética. Ela tem cromossomos gigantes nas glândulas salivares larvais que ajudam os cientistas a visualizar como os genes funcionam.
Peixe-zebra
O peixinho Danio rerio, popular em aquários de todo mundo, é um dos reis da embriologia. Seus embriõezinhos são grandes, transparentes e se desenvolvem fora do corpo da mãe, o que ajuda a visualizar todo o processo de construção do corpo de um vertebrado, como nós.
Lebre-do-mar
Foi ao estudar as células nervosas dessa lesmona marinha de até 75 cm que o pesquisador americano Eric Kandel ganhou um Nobel de Medicina. Ela tem um sistema nervoso extremamente simples – apenas alguns milhares de neurônios – e que permite ao bicho várias formas de aprendizado. Com isso, foi usada para estudar a memória.
Verme
O Caenorhabditis elegans é um verme de apenas 1 mm de comprimento. Ele possui um número limitado de células (pouco mais de mil), o que ajuda os cientistas a estudar sua especialização – como cada célula assume sua função nos tecidos do organismo.
Porco
Por causa do tamanho, são os animais ideais para estudar transplantes de órgãos. Além disso, porcos podem ser modificados geneticamente para que seus órgãos se tornem compatíveis com o nosso organismo. Isso evita os riscos de rejeição e a necessidade de arrumar um doador humano.

6727 – Astronáutica – Cinzas de Neil Armstrong são jogadas no mar


Marinha dos EUA jogam no mar as cinzas do herói nacional

As cinzas de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, morto em 25 de agosto, foram jogadas no oceano Atlântico durante uma cerimônia no navio da Marinha americana Philippine Sea.
As informações são da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos).
Armstrong foi piloto de caça antes de fazer parte do programa espacial. Ele morreu no mês passado em Ohio aos 82 anos. Antes do sepultamento, houve uma cerimônia na Catedral de Washington na quinta-feira.
A Nasa não divulgou o local exato da cerimônia.

6726 -☻Mega Byte – Vem aí a Ciberguerra


Um russo de nome Kaspersky, então com 47 anos, é um dos maiores especialistas no combate aos vírus e outras ameaças a Internet. Ele fundou e comanda a Kaspersky Lab, a empresa que mais cresce entre as grandes do segmento de softwares de segurança e declarou em entrevista que existe uma ciberguerra em curso e que organizações terroristas podem estar a um passo de tecnologias capazes de paralisar naçoes. Ele também ensina algumas medidas que julga ser indispensavel para um usuário comum da Internet manter-se protegido, no entanto, o especialista admite que nada e 100% seguro.

Computadores são infectados por vírus antes de sairem das fábricas

Criminosos virtuais avançaram na eficiência de seus ataques e agora instalam os vírus antes de os computadores deixaram as fábricas.
Segundo reportagem do “Guardian”, pesquisadores da Microsoft que investigavam a venda de produtos falsificados encontraram vírus pré-instalados em 20 computadores novos que eles compraram para testes.
As máquinas continham versões piratas do Windows. A pior espécie dos arquivos maliciosos encontrada chama-se Nitol, um poderoso vírus achada em computadores na China, EUA, Rússia e Austrália.
As descobertas foram reveladas em processo da gigante de tecnologia contra um domínio registrado na China pelo empresário Peng Yong.
A companhia acusa o endereço de ser o hospedeiro do Nitol e outros 500 tipos de vírus. Peng diz desconhecer o processo e nega as acusações contra seu domínio, o 3322.org.
A investigação acabou por levantar dúvidas sobre a vulnerabilidade da cadeia de fornecedores de tecnologia quanto à segurança virtual.
Fabricantes sem tradição podem estar usando cópias falsificadas de programas para deixar as máquinas mais baratas. Combater as fraudes na cadeia de suprimentos é uma tarefa quase impossível.
Para o diretor da firma de segurança FireEye, Paul Davis, os hackers elevaram o cibercrime a um novo patamar.
“De acordo com a Microsoft, alguns vírus foram capazes de ligar remotamente a câmera ou um microfone de um computador infectado, o que cria um grande problema de espionagem para consumidores e empresas”, afirma.
“Quando as pessoas compram um computador novo, elas costumam esperar uma máquina segura quando sai da caixa. O fato de os vírus estarem sendo instalados em estágio tão inicial, significa que não importa quão cuidadoso o usuário é, a atenção se torna irrelevante”.
Para a Microsoft, a investigação de cibercrimes é um negócio inteligente, já que o sistema operacional Windows é usado em grande parte dos computadores ligados à internet.
Vítimas dos ataques costumam acreditar que os problemas são do Windows em vez dos vírus que não sabem estar instalados em suas máquinas, o que afeta a marca e a reputação da companhia.

6725 – Medicina – A Histologia


Os antigos anatomistas acreditavam que o corpo humano era formado de ossos, sangue, humores, glândulas, pele e músculos. Com a descoberta do microscópio, os cientistas puderam observar os diferentes tecidos e souberam como se organizam os órgãos para desempenharem as funções vitais.
Histologia é o ramo da anatomia que estuda a estrutura e a forma dos tecidos vivos, agrupamentos de células dotados de organização específica que realizam uma determinada função nos organismos.

Durante séculos, o estudo da anatomia humana se baseou na dissecação de vísceras e órgãos e na observação de sua forma e configuração. Pela inexistência de instrumentos e técnicas adequadas para aprofundar a observação, era limitado o conhecimento que se tinha da estrutura do corpo. Depois da invenção do microscópio, os anatomistas e naturalistas Marcello Malpighi, Jan Swammerdam e Marie-François-Xavier Bichat se dedicaram ao estudo dos tecidos. Bichat relacionou 21 tipos de tecidos humanos, em sua maior parte identificados com órgãos ou com substâncias produzidas por estes.
O termo histologia foi criado no princípio do século XIX. Desde então, essa disciplina progrediu rapidamente e passou a incluir o estudo dos tecidos de outros vertebrados, dos invertebrados e dos vegetais. Alguns dos cientistas que mais colaboraram para a evolução da histologia foram os alemães Hugo von Mohl e Friedrich Gustav Jacob Henle, o francês Louis-Antoine Ranvier e o espanhol Santiago Ramón y Cajal.

Os tecidos orgânicos humanos podem ser divididos em epitelial, conjuntivo, nervoso e muscular. Derivam dos três folhetos blastodérmicos (que dão origem aos órgãos) do embrião. O tecido epitelial vem do ectoderma, mesoderma e endoderma; o nervoso, do ectoderma; o conjuntivo e o muscular, do mesoderma. Os tecidos são compostos de células e substâncias intercelulares, produzidas, em geral, à custa da própria atividade celular.

Tecido epitelial
Os epitélios são formados de células poliédricas e têm como principais funções o revestimento de superfícies, com finalidade de proteção (como a epiderme), de absorção (epitélio intestinal), de secreção (glândulas) e sensorial (papilas gustativas e mucosa olfativa). Nos anfíbios, o epitélio de revestimento superficial desempenha também funções de proteção e de absorção. Os epitélios têm como características principais: (1) a ausência de substância intercelular; (2) a presença de uma lâmina basal na região de transição para o tecido conjuntivo (apesar de aparecerem ao microscópio como estruturas contínuas); (3) a coesão entre as células, em especial nos epitélios de revestimento protetor; (4) e a polaridade das células.
Os epitélios de revestimento, que recobrem a superfície externa do corpo e das cavidades interiores, são em geral constituídos de uma única camada de células, assentada sobre uma membrana basal. Um exemplo desse tipo de epitélio se encontra nos vasos capilares, cujo revestimento interno é formado de células achatadas. Há ainda o tipo estratificado, em que as células se dispõem em camadas. Nesse caso, a membrana basal (ou camada germinativa) se reproduz permanentemente por mitose.
Muitos epitélios de revestimento podem apresentar, como ocorre na pele, um processo de corneificação, que consiste na deposição da proteína queratina nas células, com função mecânica e isolante. Outros epitélios têm função de absorção de substâncias iônicas e não-iônicas. É o caso do epitélio de revestimento do aparelho digestivo, que absorve íons de sódio para o interior do organismo. Glicose e aminoácidos também são transportados ativamente por esse epitélio.
A presença de células cujo produto de secreção tem constituição química diferente do líquido intersticial caracteriza o epitélio glandular. Geralmente, o processo de secreção é acompanhado de síntese intracelular de macromoléculas, que se depositam no interior da célula e são liberadas no momento adequado. As glândulas podem ser unicelulares ou pluricelulares; endócrinas, quando lançam o produto de secreção diretamente na circulação; e exócrinas, quando o conduzem por meio de dutos para a superfície do epitélio.

Tecido conjuntivo
As principais funções do tecido conjuntivo são de sustentação e preenchimento, de forma a manter a estrutura dos outros tecidos. Tem ainda finalidades de reparação, defesa e nutrição. A função de nutrição decorre da íntima associação desse tipo de tecido com os vasos sanguíneos, enquanto a defesa depende da produção de anticorpos e da existência de células com atividade fagocitária.
O tecido conjuntivo se caracteriza por uma grande variedade de células, com abundante material intercelular. Esse material é constituído de uma substância fundamental amorfa, na qual estão mergulhadas fibras colágenas, elásticas e reticulares. As células características do tecido conjuntivo são: (1) fibroblasto, que se encarrega da formação da substância amorfa e de fibras; (2) macrófago, célula de defesa do organismo, capaz de ingerir partículas líquidas (pinocitose) ou sólidas (fagocitose); (3) célula mesenquimatosa indiferenciada, capaz de originar qualquer tipo de célula do tecido conjuntivo; (4) mastócito, que sintetiza heparina (anticoagulante) e histamina, substância que tem ação direta no aumento da permeabilidade dos vasos capilares; (5) plasmócito, cuja função principal é sintetizar gamaglobulinas específicas, ou seja, anticorpos de uma grande variedade de antígenos; (6) células adiposas, que armazenam gorduras neutras em vacúolos citoplasmáticos; e (7) leucócito, ou glóbulo branco do sangue, célula móvel com função de defesa, que pode se deslocar entre o sangue e o tecido conjuntivo.

O tecido conjuntivo propriamente dito é aquele que, além das células e da substância amorfa, apresenta uma quantidade variável de fibras colágenas. De acordo com a quantidade dessas fibras, ele pode ser classificado como frouxo ou areolar (pouca quantidade de fibras) ou denso (grande quantidade de fibras). O tecido conjuntivo frouxo tem função de preenchimento e de sustentação para epitélios e tecido muscular. O tecido conjuntivo denso, resistente à tração devido à quantidade de fibras, está situado nas áreas em que predomina esse tipo de esforço, como, por exemplo, nos tendões. O tecido conjuntivo pode apresentar fibras especializadas, como as reticulares (nos órgãos hematopoéticos ou produtores de sangue) e as elásticas (ligamento amarelo da coluna vertebral e artérias de grande calibre).
O tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo constituído de células ricas em gorduras neutras, depositadas em vacúolos intracelulares que muitas vezes ocupam todo o volume da célula. O tecido cartilaginoso, tecido conjuntivo formado por células denominadas condrócitos — que produzem grande quantidade de substância amorfa (matriz) –, caracteriza-se pela resistência e elasticidade. A matriz é formada por glicoproteínas de elevado peso molecular, associadas a colágeno solúvel e fibroso, além de fibras de elastina. As cartilagens podem ser hialinas, com poucas fibras na matriz; elásticas, com grande quantidade de fibras elásticas, além de fibras colágenas; e fibrosas, com muitas fibras colágenas. A matriz das cartilagens está sempre sendo produzida e refeita pelos condrócitos.
Altamente resistente, o tecido ósseo é um tipo de tecido conjuntivo que desempenha a importante função de proteção do sistema nervoso central. Também sustenta e apóia a musculatura esquelética, de forma a permitir a realização de movimentos e a manutenção da postura. Três tipos de células formam o tecido ósseo — osteócitos, osteoblastos e osteoclastos. Os osteócitos são células do osso, intimamente relacionadas com a produção do componente mineral do tecido a partir do fosfato de cálcio. Os osteoblastos fazem a síntese do material orgânico da matriz, e os osteoclastos, células gigantes, polinucleadas, móveis, tornam o osso uma estrutura dinâmica, passível de se adaptar a novas condições e esforços. A ação dos osteoclastos pode ser resultado da liberação de enzimas que atacam a matriz orgânica do osso.

Tecido nervoso
Constituído de um tipo de célula que não se reproduz, o neurônio, o tecido nervoso tem como principal função o transporte e o processamento de informações ao longo do sistema nervoso. A sustentação dos neurônios é exercida por outro tipo de célula do tecido, a célula glial. No tecido nervoso, a substância cinzenta é formada por agrupamentos de neurônios, enquanto a substância branca se constitui de feixes e prolongamentos dos neurônios, as fibras nervosas.

Tecido muscular
Pela transformação de energia química em energia mecânica, o tecido muscular realiza o trabalho mecânico do corpo. Nos mamíferos, existem três diferentes tipos de células musculares: a esquelética, a cardíaca e a lisa. A esquelética é estriada e disposta em feixes paralelos, de modo a permitir a realização de grandes trabalhos mecânicos. É multinucleada, apresenta grande quantidade de fibras no citoplasma e está sujeita a controle voluntário. A célula cardíaca, também estriada, apresenta ramificações responsáveis pela interligação das células, o que permite a difusão da onda de contração, que é involuntária e rítmica. A célula muscular lisa não apresenta estriações, também é de controle involuntário, mas de contração lenta. Está localizada, por exemplo, no tubo digestivo, ureteres, vasos sangüíneos e trompas.

Tecidos vegetais
Os vegetais inferiores, como algas e liquens, não apresentam tecidos, já que são compostos de uma estrutura vegetativa mais ou menos uniforme denominada talo, que muitas vezes adota a forma de lâmina e em outras pode se ramificar. As plantas superiores apresentam grande variedade de tecidos, com os quais o vegetal realiza as diferentes funções necessárias a sua subsistência. A condução da seiva se faz pelos tecidos condutores: o tecido lenhoso ou xilema, constituído de vasos lignificados (com paredes endurecidas pela acumulação de uma substância chamada lignina), que leva água e sais minerais absorvidos pelas raízes até as folhas e outros órgãos; e o líber ou floema, composto de vasos formados por células vivas, graças às quais são distribuídos por toda a planta os açúcares elaborados nas folhas.
O crescimento ocorre nos tecidos meristemáticos, cujas células se dividem muito rapidamente e permitem que o vegetal aumente a altura ou comprimento de seu caule, nos meristemas primários, ou sua largura, nos meristemas secundários. O tecido epidérmico recobre e protege a planta, enquanto nos parênquimas se faz a fotossíntese — elaboração da substância orgânica a partir da água e do dióxido de carbono extraídos, respectivamente, do solo e do ar. Alguns tecidos são responsáveis pelo suporte e a sustentação do vegetal, caso do esclerênquima e do colênquima. Outros podem ser qualificados como secretores. Neles são produzidas substâncias, como o látex (líquido de aspecto leitoso) das plantas euforbiáceas ou a resina dos pinhos, que, ao fluir para o exterior pelas aberturas do tronco, impede a entrada de parasitos que acabariam provocando a morte do vegetal.

6724 – Biologia Marinha – O Plancton


A densidade da água não só tende a manter em flutuação determinadas partes do corpo, como não raras vezes, mantém todo o ser vivo em suspensão. Tais circunstâncias tornam possível a existência de Planctons, constituídos por vegetais e animais que vivem em suspensãono oceano ou nas águas continentais; são arrastados pelas correntes devido a carência dos órgãos locomotores, ou por serem demasiado pequenos ou muito débeis para se oporem as correntes.
Tanto o plancton animal como o vegetal se encontram praticamente em todas as águas naturais. Determinados animais e vegetais planctônicos vivem permanentemente suspensos na água, graças a uma flutuação efetiva.
A alga parda sargassum está provida de vesículas cheias de ar. Flutua e é arrastada para cá e para lá. A “Caravela portuguesa” tem uma câmara pneumática que a faz flutuar e ser levada ao sabor dos ventos, vagas e correntes. Muitos ovos de peixes flutuam porque apresentam pequenas gotas de gordura, menos densas que a água. Muitas algas diatomáceas flutuam porque possuem um protoplasma menos denso que a água. A maioria dos animais pluricelulares planctônicos possuem compridas antenas, espinhos e cerdas de variedas formas, assim aumentam a superfície relativa e flutuam com mais facilidade.
Assim, enquanto na água do mar, um grão de arei de 1 mm afunda 8600 m por dia, uma diatomácea de 0,020 mm afunda 0,050 metros no mesmo tempo.
E por ser a densidade do ambiente aquático semelhante a dos organismos que o povoam, não é de estranhar que a modificação na densidade das camadas de água venha a alterar a distribuição vertical do plancton. É por isso que muitas vezes se acumulam em determinadas camadas aquáticas constituindo um verdadeiro fundo falso.

Daphinia se modifica o tempo todo

Certos seres planctônicos da mesma espécie, apresentam modificações morfológicas, conforme vivem em zonas tropicais ou polares. Outros variam a forma de acordo com as estações do ano. Tal fenõmeno é conhecido como ciclomorfose. Temos o caso da daphnia cucullata, que varia a forma de acordo com os meses do ano.

6723 – O que é o Ocultismo?


É um conjunto de teorias e práticas cujo objetivo seria desvendar os segredos da natureza, do Universo e da própria Humanidade.
O ocultismo trata de um tipo de conhecimento que está além da esfera do conhecimento empírico, o que é sobrenatural e secreto.
Não é aceito pela comunidade científica por não compartilhar de suas metodologias. O ocultismo está relacionado aos fenômenos sobrenaturais. Ou seja, são conjecturas metafísicas, e teológicas, algumas das quais oriundas de povos da Antigüidade Clássica.
O ocultismo está relacionado aos fenômenos sobrenaturais.
Ocultismo é um conjunto vasto, um corpo de doutrinas proveniente de uma tradição primordial que se encontraria na origem de todas as religiões e de todas as filosofias, mesmo as que, aparentemente, dele parecem afastar-se ou contradizê-lo.
O homem aqui retratado seria um completo e arquetípico, composto não apenas de corpo, mas também de emoção, razão e alma (como divide a cabala).
Segundo algumas tradições monoteístas e ocultistas, as religiões do mundo teriam sido inspiradas por uma única fonte sobrenatural. Portanto, ao estudar essa fonte chegar-se-ía à religião original. Outras tradições de orientação panteísta acreditam em milhares de fontes em razão de seus vários deuses. O hinduísmo e o xintoísmo são alguns exemplos.
Muitas vezes um ocultista é referenciado como um mago. Alguns acreditam que estes antigos Magos já conheciam a maior parte das descobertas da ciência contemporânea e até além delas, tornando estas descobertas meros achados.
Nas ciências ocultas, a palavra oculto refere-se a um “conhecimento não revelado” ou “conhecimento secreto”, em oposição ao “conhecimento ortodoxo” ou que é associado à ciência convencional. Para as pessoas que seguem aprofundando seus estudos pessoais de filosofia ocultista, o conhecimento oculto é algo comum e compreensivel em seus símbolos, significados e significantes. Este mesmo conhecimento “não revelado” ou “oculto” é assim designado, por estar em desuso ou permanecer nas raízes das culturas.
Originalmente no século XIX era usado por ter sido uma tradição que teria se mantido oculta à perseguição da Igreja, e da sociedade e por isso mesmo não pode ser percebido pela maioria das pessoas.
Mesmo que muitos dos símbolos do ocultismo, estejam sendo utilizados normalmente e façam parte da linguagem verbal ou escrita), permanecem assim, ocultos o seu significado e seu verdadeiro sentido. Desta maneira, tudo aquilo que se chama de “ocultismo” seria uma sabedoria intocada, que poucas pessoas chegam a tomar conhecimento, pois está além da visão objetiva da maioria, ou de seu interesse. O ocultismo sempre foi concebido desde o início, como um saber acessível apenas a pessoas iniciadas (ou seja, para aquelas que passaram por uma “iniciação”; uma inserção num grupo separado do comum e do popular; ou mesmo uma espécie de batismo, onde as pessoas seriam escolhidas, então guiadas e orientadas a iniciar numa nova forma de compreender e pensar o que já se conhece, transcendendo-o).
A percepção do oculto consiste, não em acessar fatos concretos e mensuráveis, mas trabalhar com a mente e o espírito. Refere-se ao treinamento mental, psicológico e espiritual que permite o despertar de faculdades ocultas.
O ocultismo teria suas origens em tradições antigas, particularmente o hermetismo no antigo Egito, e envolve aspectos como magia, alquimia, e cabala.
O ocultismo tem relação com o misticismo e o esoterismo e tem influências das religiões e das filosofias orientais (principalmente Yoga, Hinduísmo, Budismo, e Taoísmo).

As raízes mais antigas conhecidas do ocultismo são os mistérios do antigo Egito, relacionados com o deus Hermes ou Thoth. Essa parte do ocultismo ou doutrina é tratada no Hermetismo.
Na Idade Média, principalmente na Península Ibérica devido a presença de muçulmanos e judeus, floresceu a alquimia, ciência relacionada com a manipulação dos metais, que segundo alguns, seria na verdade uma metáfora para um processo mágico de desenvolvimento espiritual. Tanto a alquimia quanto o ocultismo receberam influência da cabala judaica, um movimento místico e esotérico pertencente ao judaísmo.
Alguns destes ocultistas medievais acabaram sendo condenados pela Inquisição, acusados de serem bruxos e terem feito pacto com o diabo. Mas existem trabalhos relacionados à cabala durante toda Idade Média. E de alquimia na Baixa Idade Média.
O ocultismo ressurgiu no século XIX com os trabalhos de Eliphas Levi, Helena Petrovna Blavatsky, Papus e outros.
A partir do século XX, a Teosofia Brasileira também tem difundido este conhecimento metafísico e iniciático.

O ocultismo moderno, cujo ressurgimento deu-se principalmente ao final do século XIX, teve sua parte teórica sistematizada por Helena Petrovna Blavatsky, no que ficou conhecido como Teosofia. Além dela, também são importantes na definição do moderno ocultismo Eliphas Levi,S. L. MacGregor Mathers, William Wynn Westcott, Papus, Aleister Crowley, Anton Szandor LaVey,Charles Webster Leadbeater, Annie Besant, Dion Fortune, Alice Bailey, entre outros.
Eliphas Levi divide as preferência de alguns com Papus como o maior ocultista do século XIX, tendo ambos sistematizado boa parte do que hoje conhecemos como ocultismo prático moderno.
Também devemos lembrar a importância de S. L. MacGregor Mathers e da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (“Hermetic Order of the Golden Dawn”), responsáveis em parte pelo ressurgimento da magia ritualística, e que influenciaram fortemente a maioria dos mais conhecidos e importantes magos e ocultistas do século XX.
Não podemos esquecer também a contribuição do não tão famoso Franz Bardon com seus poucos, mas valiosos, livros.
No Brasil, um dos principais expoentes dos estudos ocultistas, Henrique José de Souza, nasceu em Salvador, em 1883, e participou de uma série de movimentos, desde a fundação de lojas maçônicas a correntes espiritualistas como Dhâranâ, que mais tarde viria a se chamar Sociedade Brasileira de Eubiose. O Professor Henrique, como é chamado pelos membros de diversas correntes da teosofia brasileira, deixou um legado de centenas de “cartas-revelações”, contendo material de cunho profundamente ocultista.