6675 – Planeta Terra – Derretimento Veio Pra Ficar


Ainda há uma enorme massa de incertezas sobre como será o clima da Terra no fim deste século, mas as últimas semanas deixaram ao menos um fato claro: o Ártico nunca mais será o mesmo, para o bem e para o mal.
O indício mais forte vem da queda recorde na extensão do gelo marinho de verão. O gelo atingiu 4,1 milhões de quilômetros quadrados na semana passada, a menor medida feita por satélite desde que esse tipo de dado começou a ser recolhido, no fim dos anos 1970.
Jefferson Cardia Simões, diretor do Centro Polar e Climático da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), nem titubeia ao responder se o fenômeno veio para ficar: “Sim, é irreversível”.
Simões lembra ainda que o ineditismo da baixa no gelo ártico de verão provavelmente diz respeito a um período bem maior do que meros 30 e poucos anos.
“Embora os dados de satélite remontem a 1979, nós temos registros escritos da extensão do gelo entre as comunidades da Islândia, da Escandinávia e, mais recentemente, da Groenlândia”, diz o glaciologista gaúcho.
Esses dados indicam que o degelo é provavelmente o mais extenso em 500 anos, pelo menos, segundo Simões.
Recordes à parte, e daí? Uma coisa que não deve preocupar ninguém no caso do degelo marinho é o aumento do nível dos mares -como esse gelo já está no oceano, não faz diferença para o nível da água se ele está presente na forma sólida ou líquida.

Mas é claro que um mar ártico mais quente e com menos gelo tem repercussões consideráveis. A primeira é o que os cientistas chamam de feedback positivo: quanto menos gelo na água, mais o gelo que sobrou tende a derreter de vez.
Isso ocorre porque a água do mar, mais escura do que o gelo (é claro), absorve proporcionalmente mais radiação solar e esquenta ainda mais.
“Achávamos que o degelo visto hoje só iria ocorrer daqui a duas ou três décadas”, afirma Simões.
As vítimas mais óbvias de mudanças numa escala de tempo tão curta são ursos-polares, raposas-do-ártico e outros animais que dependem do gelo marinho como plataforma para caçar.
Por outro lado, frotas comerciais começam a ter imensas avenidas para carregar seus produtos pelo extremo norte do mundo. Frotas militares não precisarão mais de submarinos para atravessar o Ártico por baixo do gelo, o que pode ter implicações geopolíticas, lembra Simões.
O climatologista americano Patrick “Pat” Michaels, do Centro para o Estudo da Ciência do Instituto Cato, vê como menos urgente a situação do Ártico. Ele afirma que as projeções atuais usadas pelo IPCC, o painel do clima da ONU, não são confiáveis.
“Os modelos usados pela ONU previram um aquecimento muito maior do que o que estamos vendo”, diz.
Outros especialistas que minimizam a mudança climática chegaram a afirmar que o recorde de degelo foi estimulado por tempestades que atingiram o Ártico e fragmentaram mais o gelo marinho.

6674 – 7 De Setembro – O Dia da Independência


7 de Setembro é o 250º dia do ano no calendário gregoriano (251º em anos bissextos). Faltam 115 para acabar o ano.
Eventos históricos

1159 – É eleito o Papa Alexandre III.
1764 – Stanislas Poniatowski, o protegido da Rússia, é eleito rei da Polónia.
1817 – Luísa de Hesse-Cassel, rainha-consorte da Dinamarca (m. 1898)
1822
É declarada a Independência do Brasil em relação ao domínio de Portugal.
O Príncipe Regente é saudado em São Paulo como o primeiro Imperador do Brasil e executa o Hino da Independência.
1875 – Helena Petrovna Blavatsky funda a Sociedade Teosófica.
1884 – São libertados em Porto Alegre os últimos escravos da cidade.
1895 – Inauguração extra-oficial do Museu Paulista.
1907 – Viagem inaugural do transatlântico Lusitania.
1911
O poeta francês Guillaume Apollinaire foi preso e posto na cadeia sob suspeita de roubo da Mona Lisa.
Fundação do Grêmio Esportivo Brasil, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.
1920 – Criação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a primeira universidade federal do país, pelo então presidente Epitácio Pessoa.
1922 – Primeira transmissão de rádio no Brasil, com discurso do presidente Epitácio Pessoa.
1936 – Benjamim, o último lobo-da-tasmânia, morre, e a espécie se extingue, no zoológico de Hobart.
1949 – Fundação oficial da República Federal da Alemanha.
1953 – Nikita Khrushchev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética.
1961 – Toma posse o presidente brasileiro João Goulart e inicia-se o primeiro regime parlamentarista no país.
1963 – She Loves You, a canção dos Beatles que mais vendeu até hoje no Reino Unido, chega ao “top 1″ nas paradas de sucesso britânicas.
1969 – Libertado o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick e os 15 presos políticos (v. Anos de chumbo).
É criada a Federação Internacional das Associações Vexilológicas no Terceiro Congresso Internacional de Vexilologia.
1974 – Celebrados os Acordos de Lusaka entre o governo português e a FRELIMO, que terminaram a Luta Armada de Libertação e que levaram à Independência de Moçambique.
1977 – Assinado o Tratado Torrijos-Carter sobre o Canal do Panamá.
1979 – Início das transmissões da emissora norte-americana ESPN.
1996
– Inaugurado o monumento em memórias às vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás.
– Tupac Shakur é alvejado por tiros em Las Vegas, resultando em seu falecimento 7 dias depois.

Feriados e eventos cíclicos

Brasil
Dia da Independência do Brasil ou Dia da Pátria.
Moçambique
Dia da Vitória, em Moçambique.
Portugal
Feriado Municipal no concelho de Arganil.
Feriado Municipal no concelho de Faro.
Feriado Municipal no concelho de Vendas Novas.
Santo do dia
Dia de Santa Regina, inglês (1197-1253)
Dia de São Clodoaldo, francês (ano 530 d.C)
Dia de São João de Nicomédia, Gália (viveu no século III)

Denomina-se Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política do território brasileiro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), no início do século XIX, e a instituição do Império do Brasil (1822-1889), no mesmo ano. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado “Grito do Ipiranga”. De acordo com a historiografia clássica do país, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente do Brasil, então D. Pedro de Alcântara de Bragança (futuro imperador Dom Pedro I do Brasil), terá bradado perante a sua comitiva: “Independência ou Morte!”. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores em nossos dias.
A moderna historiografia em história do Brasil remete o início do processo de independência à transferência da corte portuguesa para o Brasil, no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.
No final de agosto de 1822, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, à qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar os seus próprios interesses. O Príncipe tinha formação absolutista e por isso se opusera à Revolução do Porto, de caráter liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o “partido brasileiro”. Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.
Em 7 de setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: “O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.
Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase “Independência ou Morte!”, rompendo os laços de união política com Portugal.
Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na capital.
Consolidado o processo na região Sudeste do Brasil, a independência das demais regiões da América Portuguesa foi conquistada com relativa rapidez. Contribuiu para isso o apoio diplomático e financeiro da Grã-Bretanha. Sem um Exército e sem uma Marinha de Guerra, tornou-se necessário recrutar mercenários e oficiais estrangeiros para comandá-los, do mesmo modo que adquirir meios.
Desse modo, foi sufocada a resistência portuguesa na província da Bahia, na do Maranhão, na do Piauí e na do Pará.
O processo militar estava concluído já em 1823, restando encaminhar a negociação diplomática do reconhecimento da independência com as monarquias européias.
A data comemorada oficialmente para a Independência do Brasil é 7 de setembro de 1822, dia em que, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o Príncipe Regente D. Pedro, ao receber a correspondência da Corte, teria proclamado o chamado “grito da Independência”, à frente da sua escolta: “Independência ou Morte!”
Outras datas consideradas historiograficamente para o evento, embora menos populares, são a data da coroação do Imperador (1 de dezembro de 1822) ou mesmo a do reconhecimento da Independência por Portugal e pela Grã-Bretanha (29 de agosto de 1825). À época, em 1822, a data tomada como marco da Independência foi o 12 de outubro, dia do aniversário de Pedro I e de sua aclamação como imperador, conforme registrado pela historiadora Maria de Lourdes Viana Lyra, titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e publicadas em 1995. A conclusão de seu estudo indica que o “grito” foi uma construção “a posteriori” e que acabou consolidado no quadro encomendado a Pedro Américo, produto da fértil imaginação do pintor, onde, entre outras incoerências, mostra D. Pedro cercado pela Guarda Imperial (os hoje chamados de Dragões da Independência), antes dele ser proclamado Imperador.

6673 – História da Discoteca – Charo


Nascida María del Rosario Pilar Martínez Molina Gutiérrez de los Perales Santa Ana Romanguera y de la Hinojosa Rasten no dia 15 de janeiro de 1951, ficou conhecida pelo nome artístico Charo. Atriz, cantora, bailarina e guitarrista espanhola, consagrou-se musicalmente após emplacar o hit “Dance a little bit closer” na década de 70. Filha de advogado e dona de casa, Charo iniciou seus estudos na Espanha, onde aprendeu a tocar guitarra. Graças a sua dedicação, foi nomeada como “Best Flamenco Guitarist” pela Guitar Player Magazine’s. A polêmica em relação a sua verdadeira idade, ainda é motivo para muitos boatos, pois de acordo com documentos oficiais, Charo teria nascido em 1941 e casado aos 25 anos de idade, com Xavier Cugat, que na época tinha 66 anos. Após uma série de processos, Charo finalmente conseguiu mudar sua data de nascimento para 1951, o que causou ainda mais espanto, pois se Charo realmente tivesse nascido nessa época, ela teria se casado com apenas 15 anos.

Passado algum tempo, depois de conhecer o maestro Xavier Cugat e casar-se com ele, Charo passou a realizar pequenos shows e apresentações em Las Vegas e Nova York. Sua primeira aparição na Tv foi no noticiário norte-americano ” The Today Show ” e posteriormente, na comédia Rowan & Martin’s Laugh-In. Vista pelo público como uma personalidade divertida e extremamente talentosa, não demorou muito para que fosse convidada a fazer parte do elenco de alguns filmes. Estreou em 1969 com num papel em Tiger by the Tail ao lado de Christopher George, Tippi Hedren e Jeffrey Dean. No auge de sua carreira, naturalizou-se norte-americana em 1977, ano em que lançou seu primeiro disco, uma verdadeira obra prima, acompanhada pela Salsoul Orchestra: ” Cuchi, cuchi “, o qual acabou tornando-se um bordão, e emplacou o single “Dance a Little Bit Closer” que atualmente é considerada uma das músicas mais famosas da disco music.
Um hit que estourou nas paradas mundiais em 1978, em plena Era Disco. Um onda inesquecível que durou apenas a 2ª metade da década de 70 e que teve seu auge entre 1977 e 1979, pouco depois do lançamento do filme Os Embalos de Sábado a Noite.

Trabalhos no Cinema
No ano seguinte, divorciou-se e casou-se pela segunda vez com o produtor Kjell Rasten, com o qual teve um filho; o pequeno Shel Rasten. Na década de 70 foi visível a sua evolução e sucesso, prova disso foram as inúmeras participações em séries e filmes ao lado de grandes artistas. Sua filmografia completa, conta com 5 títulos, são eles: Tiger by the Tail, o documentário Elvis: That’s the Way It Is, The Concorde … Airport ’79, Moon Over Parador e Thumbelina (apenas sua voz). De 1980 a 1990, decidiu tornar-se dona de casa, participando de pequenos eventos e homenagens, retornando à mídia apenas em 2000, quando foi chamada para participar de um quadro da VH1 que relembrava os clássicos dos anos 70 e também na Fox.

Confira o clip do Fantástico:

6672 – Como Funciona o Ar-Condicionado?


Quando a temperatura externa começa a subir, muitas pessoas procuram o conforto do ar condicionado. Assim como as caixas de água e as linhas de alta tensão, um ar condicionado é uma daquelas coisas que vemos todos os dias, mas raramente prestamos atenção.
Vamos conhecer um pouco mais deste engenho humano aqui neste capítulo do ☻ Mega.
A maioria dos prédios de escritório têm uma unidade condensadora nos telhados. Os shopping centers bem como um aeroporto podem ter de 10 a 20 unidades condensadoras escondidas no telhado:
Olhando atrás dos hospitais, universidades e complexos de escritório, encontraremos grandes torres de resfriamento conectadas a sistemas de ar condicionado.

Mesmo que cada uma destas máquinas tenha uma aparência distinta, todas funcionam sob os mesmos princípios.
Um ar condicionado é basicamente uma geladeira sem seu gabinete. Ele usa a evaporação de um fluido refrigerante para fornecer refrigeração. Os mecanismos do ciclo de refrigeração são os mesmos da geladeira e do ar condicionado. O termo Fréon é genericamente usado para qualquer dos vários fluorcarbonos não inflamáveis utilizados como refrigerantes e combustíveis nos aerossóis.
O compressor comprime o gás frio, fazendo com que ele se torne gás quente de alta pressão (em vermelho no diagrama acima).
Este gás quente corre através de um trocador de calor para dissipar o calor e se condensa para o estado líquido.
O líquido escoa através de uma válvula de expansão e no processo ele vaporiza para se tornar gás frio de baixa pressão (em azul claro no diagrama acima).
Este gás frio corre através de trocador de calor que permite que o gás absorva calor e esfrie o ar de dentro do prédio.
Misturado com o fluido refrigerante, existe uma pequena quantidade de um óleo de baixa densidade. Esse óleo lubrifica o compressor.

Aparelhos de janela
Um aparelho de ar condicionado de janela constitui um sistema completo de condicionamento de ar para locais pequenos. Estas unidades são fabricadas em tamanhos suficientemente pequenos, para que se encaixem em uma janela padrão. Se você abrir o compartimento de um ar condicionado de janela, verá que ele contém:

um compressor
uma válvula de expansão
um condensador (do lado de fora)
um evaporador (do lado de dentro)
dois ventiladores
uma unidade de controle
Os ventiladores sopram ar sobre os trocadores de calor para melhorar a sua capacidade de dissipar calor (para o ar exterior) e frio (para o ambiente ser resfriado).

BTU e EER
A maioria dos condicionadores de ar têm a sua capacidade classificada em Unidade de Calor Britânica (BTU). De forma geral, uma BTU é a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de 0,45 kg de água em 0,56º C. Especificamente, 1 BTU é igual a 1,055 Joules. Em termos de aquecimento e refrigeração, uma tonelada de refrigeração equivale a 12 mil BTU.

Um ar condicionado normal de janela pode ter uma capacidade de 10 mil BTU. Para comperação: uma casa de 185 m2 pode ter um sistema de ar condicionado de 5 toneladas (60 mil BTU) de refrigeração, supondo que você precise de cerca de 300 BTU por m2. Perceba que estas são estimativas aproximadas. Para dimensionar um condicionador de ar para as suas necessidades específicas, contate um profissional especializado em equipamentos de HVAC – aquecimento, ventilação e ar condicionado.

A classificação da eficiência enérgica (EER) de um ar condicionado é a sua capacidade em BTU dividida pelo seu consumo. Se, por exemplo, um ar condicionado de 10 mil BTU consome 1.200 watts, o seu EER é de 8,3 (10 mil BTU/1.200 watts). Obviamente, você vai querer que o EER seja o mais alto possível, mas normalmente um EER maior é acompanhado de um preço também maior.

Vamos supor que você tenha que escolher entre dois aparelhos de 10 mil BTU. Um deles possui EER de 8,3 e consome 1.200 watts, enquanto o outro tem EER de 10 e consome 1.000 watts. Vamos também supor que a diferença de preço seja de R$ 100. Para decidir se vale a pena comprar o mais caro, você precisará saber:
Aproximadamente quantas horas por ano vai usá-lo
Quanto custa um quilowatt-hora na sua região
Vamos dizer que você planeje usar o ar condicionado no verão (quatro meses por ano) e que ele funcionará cerca de seis horas por dia. Imaginemos também que o custo da energia na sua região é de R$ 0,10/kWh. A diferença no consumo de energia entre os dois aparelhos é de 200 watts, o que significa que a cada cinco horas, o aparelho mais barato consome 1 quilowatt a mais, e portanto, R$ 0,10 a mais, do que o aparelho mais caro.
Supondo que sempre existam 30 dias em um mês, você chegará a seguinte conclusão:

4 meses x 30 dias/mês x 6 horas/dia = 720 horas
[(720 horas x 200 watts) / (mil watts/kW)] x R$ 0,10/kWh = R$ 14,40

Como os aparelhos mais caros custam US$ 100 a mais, isto significa que levará sete anos para compensar a diferença de preço entre os dois aparelhos.

Um ar condicionado tipo split separa o lado quente e o lado frio do sistema da seguinte maneira:

O lado frio, composto de uma válvula de expansão e de um evaporador, é colocado dentro de uma câmara ou dentro de outro sistema de distribuição de ar. O sistema movimenta uma corrente de ar através do evaporador e direciona o ar através do prédio todo, usando uma série de dutos. O lado quente, conhecido como a unidade condensadora, fica na parte externa do prédio. Na maioria das instalações residenciais, a unidade tem esta aparência:

A unidade consiste de um trocador de calor com tubos em espiras na forma de um cilindro. Dentro do trocador existe um ventilador que sopra ar, um compressor resistente às intempéries e um sistema de controle. Esse sistema tem evoluído ao longo dos anos, pois tem baixo custo e também promove a redução do ruído dentro da casa – porém ocorre um aumento do ruído do lado externo. Além do fato de que o lado frio e o lado quente estão separados e a capacidade é maior (em função dos trocadores de calor e compressores serem maiores), não existe diferença entre um sistema do tipo split e um ar condicionado de janela.

Em prédios de escritório, shopping centers, lojas de departamento, etc., a unidade condensadora normalmente fica no telhado e pode ser bem grande. Porém, também podem existir unidades menores no telhado, cada uma conectada para dentro do prédio por um sistema de distribuição de ar, que resfria uma zona específica do prédio.

Em edificações maiores e particularmente em arranha-céus, o uso do sistema de ar condicionado do tipo split acarreta alguns problemas. A instalação da tubulação entre o condensador e o evaporador excede a limitação da distância (em instalações longas existe o problema de lubrificação do compressor) ou a quantidade de dutos e sua extensão se tornam difíceis de serem administradas. Neste ponto, é preciso considerar um sistema de refrigeração do tipo refrigerador com água gelada (chiller).

Em sistemas com chiller, o sistema inteiro é instalado no telhado ou atrás do prédio. Ele resfria a água entre 4,4º C e 7,2º C. Esta água resfriada é, então, canalizada através de todo o prédio para os sistemas de distribuição de ar. Não existe limite para uma tubulação de refrigeração do tipo chiller se ela for bem isolada.
Uma torre de resfriamento sopra ar através da corrente de água para que parte da água evapore.
Geralmente, a água escoa através de uma malha com folhas espessas de plástico na forma de colméia.
O ar sopra através dessa malha em ângulos retos em relação ao fluxo de água.
A evaporação resfria a corrente de água.
Como parte da água é perdida na evaporação, a torre de resfriamento deve ter, constantemente, adicionada água ao sistema para compensar a diferença.
A quantidade de resfriamento que se pode obter de uma torre de resfriamento depende da umidade relativa do ar e da pressão barométrica.
Imagine, por exemplo, que em um dia com temperatura de 35º C (95º F), pressão barométrica de 29,92 polegadas de água (pressão ao nível do mar) e 80% de umidade relativa, a temperatura da água na torre de refrigeração descerá cerca de 3,36º C até atingir 31,7º C (6º F para 89º F).
Se a umidade é de 50%, então a temperatura da água baixará para cerca de 8,4º C até atingir 26,7º C (15º F para 80º F).
Se a umidade é de 20%, então a temperatura da água baixará para 15,7º C até 19,4º C (28º F para 67º F). Mesmo as pequenas quedas de temperatura podem significar alterações significativas no consumo de energia.
Quando você olhar atrás de um prédio e encontrar um aparelho que tem grandes quantidades de água correndo através de uma malha de plástico, saberá que isto é uma torre de resfriamento.
Em muitos conjuntos de prédios de escritório e campus universitários, as torres de resfriamento e os equipamentos de ar condicionado são centralizados e a água resfriada é enviada para todos os prédios através de quilômetros de tubulação subterrânea.

6671 – Zoologia – O Cangurú


Conta-se que quando James Cook desembarcou na Austrália no século XVIII, quis saber o nome de um estranho animal que vira perto do acampamento. Os aborígines, não entendendo o que o navegador inglês lhes perguntava, responderam: “Kan ga ru”, que significa “não compreendo”. Verdadeira ou não, a história reflete o interesse que esse animal desperta por suas características anatômicas e fisiológicas.
Canguru é um mamífero marsupial, ou seja, dotado de uma espécie de bolsa, o marsúpio, dentro da qual o filhote completa seu desenvolvimento. Compreende grande número de espécies e variedades da Austrália, Tasmânia, Nova Guiné e ilhas Bismark, com tamanho e cor muito variáveis. Existe canguru do tamanho de uma lebre e outros mais altos do que o homem. Em geral, predominam os tons pardos e cinzas. O filhote, ao nascer, cerca de quarenta dias após a concepção, mede poucos milímetros e pesa quase trinta mil vezes menos que a mãe. Seu desenvolvimento, muito rudimentar, precisa ser completado no marsúpio durante outros 200 dias.
As patas traseiras são largas e fortes, com um quarto dedo muito desenvolvido e provido de grande unha. A cabeça é pequena e apresenta orelhas enormes. A cauda, muito comprida e grossa, serve como órgão de equilíbrio e também como suporte quando o animal se alimenta, formando então um tripé com as patas traseiras. Os cangurus costumam andar aos saltos, que nas espécies maiores podem ser muito extensos. São herbívoros e utilizam as patas dianteiras para colher folhas e raminhos.
Os cangurus propriamente ditos incluem-se no gênero Macropus, e entre eles destacam-se o canguru-vermelho (M. rufus ou Magaleia rufa), com cerca de dois metros de comprimento, que vive em zonas de savana, e o canguru-gigante cinzento (M. giganteus ou M. canguru), que pode chegar aos três metros e forma grandes rebanhos em áreas de bosques. Os cangurus arborícolas, que oscilam entre 95 a 175cm de comprimento, pertencem ao gênero Dendrolagus. Outras espécies interessantes pertencem ao grupo chamado cangurus-lebres, do gênero Lagostrophus, pequenos e com aspecto de roedor.

6670 – Biologia – Megatério, um peso pesado


Animal característico do período quaternário da América do Sul, o megatério, surgido no plioceno, fim do período terciário, viveu também na América do Norte na última fase do pleistoceno.
Animal extinto, o megatério era um mamífero desdentado de tamanho aproximadamente igual ao do atual elefante. Apresentava claras afinidades com as atuais preguiças, mas não era arborícola. Por ser herbívoro, reconstruções mostram o animal erguido sobre os membros posteriores e apoiado na cauda, em posição quase ereta, em busca dos ramos mais altos das árvores, que segurava com as poderosas garras dianteiras.
O megatério tinha cabeça relativamente pequena e alongada, e mandíbula que se expandia para a frente sob a forma de uma calha. A dentição não apresentava caninos especializados como em outras formas de preguiças. Três dos quatro dedos dos membros anteriores eram providos de garras muito fortes. Dos dedos internos, dois eram atrofiados, e o terceiro, muito desenvolvido, possuía enorme garra. Os dedos externos possuíam falanges nodulares, que serviam para apoiar o animal sobre o solo. A cintura pélvica era dotada de um fêmur retangular muito forte. O corpo terminava por uma cauda longa e robusta. A conformação esquelética do megatério indica que sua locomoção se dava lentamente.
No Brasil, restos de megatérios foram encontrados em cavernas do vale do rio das Velhas em Minas Gerais e em vários outros estados do Nordeste, Norte e Sul. Todos os megatérios brasileiros parecem pertencer à espécie Megatherium americanum.

6669 – Israelense cria bicicleta de baixo custo feita de papelão


Leve, barata e resistente. Se a moda pega…

Após três anos de estudos e testes, o engenheiro israelense Izhar Gafni apresentou o resultado de uma ideia nada convencional: criar uma bicicleta resistente e comercializável feita de papelão. Se hoje as bikes são um dos símbolos da mobilidade urbana e de mais qualidade de vida nas cidades, o projeto também é interessante para pensarmos em quais matérias-primas são retiradas da natureza para sua fabricação. Já vimos em um outro capítulo, a bicicleta de bambú.
O trabalho de transformar materiais diversos em coisas “úteis”, como diz o engenheiro, começou como um hobby nas horas vagas. Nos dois primeiros anos do Cardboard Bicycle Project, ele se dedicou a aprender as propriedades e o comportamento do material – esforço que deu origem a um modelo “forte, durável e barato”.
A partir do seu conhecimento em design customizado de bicicletas de fibra de carbono e sua experiência em linhas de produção, Gafni desenvolveu técnicas para dobrar, colar e revestir o papelão. “É basicamente como um origami japonês”, explica. Com a rigidez adquirida, a bicicleta pode aguentar até 220 quilos.
O veículo é resistente à água e umidade, já que leva uma camada de material impermeável por fora. Mesmo desacreditado por outros profissionais no início do projeto, Gafni defende que “nada é impossível se você tem paciência e é persistente”.
Um dos principais atrativos do invento está no preço. O custo de produção de uma bike fica entre 9 e 12 dólares, o que faz com que o produto seja bastante acessível. A ERB, empresa que agora gerencia o projeto, espera começar a fabricação em larga escala em 6 meses. Serão dois modelos: um urbano (com 9 kg e custo de 9 dólares) e um para jovens e crianças (com apenas 3,5kg, que sairá por 5 dólares), ambos feitos com material reciclado e com opção de motor elétrico.
No vídeo abaixo, Izhar Gafni explica como foi o processo de criação da bicicleta de papelão e mostra alguns testes e os primeiros protótipos. Está em inglês, mas já vale a pena pelas imagens.

6668 – Ciência & Religião – Antídoto do Céu


Será que a fé alivia a dor? É o que um grupo de neurologistas, farmacologistas e teólogos do Reino Unido está tentando descobrir.Voluntários estão sendo submetidos a pequenas torturas à base de frio, calor e um gel de pimenta que será esfregado na pele. Enquanto sofrem nas mãos dos carrascos e têm sua atividade cerebral monitorada, alguns voluntários contam com crucifixos e imagens da Virgem Maria diante de si, e outros tem apenas azulejos da parede para se distrair. Os cientistas buscam então confirmar a tese inicial de que a fé ajudaria as pessoas a superarem o sofrimento. Outros experimentos desse tipo podem se repetir no futuro.

Um Pouco +

A Cura Pela Fé
É um alegado uso de meios unicamente espirituais no tratamento de doenças, algumas vezes acompanhada de recusa de técnicas modernas de medicina. Outro termo para isto é Cura Espiritual. A Cura pela fé é não é uma forma de medicina alternativa pois nestes casos a cura se dá pela crença em uma determinada religião ou ainda por auto-sugestão.

Cura pela fé cristã

O termo é usado algumas vezes em referência à crença de alguns cristãos que acreditam que Deus cura as pessoas por meio do poder do Espírito Santo, frequentemente envolvendo a “imposição de mãos”. Aqueles que mantêm essa crença não usam o termo “cura pela fé” em referência a essa prática; essa expressão é usada com mais frequência como forma descritiva por comentaristas que estão fora do movimento de fé referente à crença e prática.
Pentecostais e Carismáticos que acreditam em curas sobrenaturais geralmente não condenam a prática de retenção de tratamentos médicos nos casos em que psicólogos determinam que reter esse tipo de tratamento seria prejudicial à saúde do paciente.
O termo “cura pela fé” é ocasionalmente usado em conexão com milagre.
Alguns discutem que a “cura pela fé” tem uma base em sociobiologia onde a evolução conferiu vantagem de sobrevivência aos humanos pré-históricos que viviam em tribos que tinham xamãs que possuíam poderes de cura em virtude de terem se submetido a uma transformação neurológica cujos sintomas são similares aos do kundalin.

Ceticismo
Céticos apontam que a “cura pela fé” não tem prova cientificamente efetiva, desde que seus praticantes apenas podem citar evidências anedóticas de casos onde ela foi bem sucedida, sem qualquer documentação adequada. Relatos de curas espirituais poderiam ainda significar melhora de sintomas ou doenças psicossomáticas, remissão espontânea de doenças ou ainda diagnóstico incorreto da doença prévia ou da cura posterior. Céticos ainda apontam que proponentes de “cura pela fé” ignoram o grande número de casos em que o paciente morre na tentativa de se curar somente pela fé ou os que se consideram erroneamente curados e abandonam os tratamentos adequados.
Não há nenhum estudo cientificamente adequado demonstrando que a cura pela fé religiosa, independente de qual for (cristã, xamânica, espírita, simpatias, etc) tenha eficácia diferente da cura pela fé no tratamento inócuo (efeito placebo). Esses dados também são apoiados por estudos mostrando que orações intercessórias, quando de desconhecimento do doente, não mudam em nada o curso da doença.
Muitas pessoas recorrem à “cura pela fé” em caso de doenças incuráveis.

“Cura pela fé” pode acarretar em sérios problemas éticos para profissionais de medicina quando os pais não aceitam ou recusam cuidados médicos tradicionais para os filhos. Em alguns países, pais discutem que as garantias constitucionais de liberdade religiosa incluem o direito de manter curas alternativas para exclusão de cuidados médicos.
Advogados de medicina convencional discutem estudos que mostram que “cura pela fé” é tão efetiva quanto placebo, fazendo com que essa prática seja antiética de se manter quando há risco de morte ou quando há tratamentos com eficácia superior ao placebo.
Em geral, os médicos são responsáveis pelo tratamento oferecido a um paciente sob os seus cuidados. Em consequência, se julgam que o tratamento médico é necessário para salvar a vida ou a saúde de um indivíduo, balanceando esse julgamento com questões legais e privadas, podem agir contrariamente aos desejos do paciente (se este não tiver em condições de uma decisão consciente) ou de seus pais.
No caso de crianças, considera-se legalmente que são de responsabilidade do Estado e estão sob a tutela dos pais até atingirem a maioridade, quando são consideradas legalmente aptas a fazer uma decisão consciente sobre as suas convicções religiosas. Enquanto isso, os pais não podem impor sua crença aos filhos se as mesmas levarem a risco de morte. Nessas situações, se houver denúncia para as autoridades competentes, a tutela da criança é transferida para o Estado até que o risco seja eliminado e depois é reavaliada.

6667 – Religião – Qual dia é sagrado, sábado ou domingo?


Depende da tradição religiosa. Enquanto os judeus têm o sábado como dia sagrado, os cristãos, com exceção dos adventistas, praticam os rituais no domingo. Para o Judaísmo, shabat, em hebraico, é o dia de descanso, pois segundo a Torá, Deus criou o mundo em 6 dias, de domingo a sexta-feira, descansando no sétimo. Na verdade o shabat começa antes, já no entardecer de sexta-feira, com os urgimento das estrelas e vai até a mesma hora do sábado. Neste período, são feitas rezas, refeições em família e visitas à sinagoga.

A celebração do domingo pelos cristãos, por sua vez estáligada a ressureição de Cristo, que segundo os Evangelhos, subiu aos céus no domingo seguinte à sexta-feira que foi crucificado. Assim, embora os primeiros seguidos de Jesus continuassem a frequentar os rituais de sábado, como os judeus, com o tempo os cristãos passaram a dar mais importância ao primeiro dia da semana. Mas o reconhecimento oficial do domingo como dia santo veio somente no ano 321, por determinação do imperador romano Constantino, que se convertera ao Cristianismo. Desde então, o domingo é um dia de descanso em que não se deve trabalhar e os católicos participam da Eucaristia.

Umbandistas – Cada um dos orixás, as divindades da Umbanda, tem seu dia da semana específico, em que recebem orações e homenagens dos fiéis aos quais está associado. Alguns exemplos são: Ogum-terça-feira; Xangô – quarta-feira; Iemanjá-sábado.

Islâmicos – Para os muçulmanos a sexta-feira é santa. Segundo a tradição foi quando alá criou Adão e também será o dia em que virá o julgamento final. Na sexta-feira, todos os adultos do sexo masculino devem comparecer a uma mesquita para a prece do meio dia.

Adventistas – Apesar de serem cristãos, os fiéis da Igreja Adventista do Sétimo Dia guardam o sábado, assim como os judeus. Segundo afirmam, fazem isso em observância à Bíblia, que especifica que este dia é de descanso, sendo assim reservado à veneração do Criador.

6666 – Quase todo o genoma humano tem alguma função


Parece que a ciência finalmente está começando a abrir a caixa-preta do genoma. Um novo olhar sobre o conjunto do DNA humano indica que ao menos 80% de seus 3 bilhões de “letras” químicas têm alguma função.
E sim, isso é surpreendente –porque, desde que o genoma humano foi soletrado pela primeira vez, há 12 anos, a impressão que ficou é que 95% dele era “DNA-lixo”.
Tal tralha evolutiva não era mais usada pelo organismo para a suposta função primordial dos genes: servir de receita para a produção das proteínas que constroem o organismo .
Agora, porém, um megaconsórcio de cientistas, o Encode, liderado pelo britânico Ewan Birney, diz que o “lixo” é uma ilusão.
Embora não estejam diretamente ligadas à produção de proteínas, quase todas as áreas do genoma teriam função reguladora ou serviriam de “molde” para a produção de vários tipos de RNA, outra molécula crucial para a vida.
É possível pensar nesses elementos reguladores como uma série de botões de liga e desliga, que atuam sobre o mesmo gene ou sobre genes diferentes. Mas a coisa é ainda mais complicada.
Isso porque eles não regulam apenas dois estados simples de “ligado” e “desligado”. Podem fazer o mesmo gene produzir várias proteínas diferentes, por exemplo. Podem atuar um sobre o outro, potencializando ou diminuindo sua ação.
Para Dias-Neto, os pesquisadores de hoje têm uma vantagem crucial para melhorar ainda mais essa análise: custo. Hoje, soletrar um genoma inteiro custa “só” US$ 1.000.

6665 – Planta amazônica lança potássio na atmosfera para produzir chuva


Um estudo internacional que coletou amostras de ar em uma torre de 80 metros na Amazônia e levou-as a aceleradores de partícula nos EUA e na Alemanha descobriu que as plantas da floresta exercem ainda mais controle sobre o clima local do que se imaginava.
A vegetação amazônica ajuda a criar chuva lançando partículas minúsculas de potássio no ar.
Em um estudo publicado hoje na revista “Science” cientistas que realizaram o experimento afirmam que 90% das partículas de aerossóis –líquidos e sólidos em suspensão no ar– responsáveis por agregar água atmosférica em gotículas de chuva contém essas partículas.
Os cientistas sabiam da existência de sais de potássio em suspensão, mas não sabia que o elemento saia diretamente das plantas para ser levado aos céus da Amazônia. Talvez o potássio estivesse contido em partículas orgânicas maiores, e só apareceria depois de se degradar.
“Antigamente não existia técnica analítica capaz de medir concetrações de elementos traços em partículas tão pequenas, mas agora existe.”
Essa parte da pesquisa foi feita pelo Instituto Max Planck de Química da Alemanha. O trabalho lançou mão de uma técnica especial de microscopia que gerou feixes especiais de luz gerados em dois grandes aceleradores de partículas, um em Berlin e um na Califórnia.
Segundo o climatólogo Meinrat Andreae, do Max Planck, a descoberta revelou mais um mecanismo usado pela floresta para tentar reter água em sua própria região. Segundo ele, pode ser que a seleção natural ao longo dos milênios tenha favorecido plantas com essa capacidade.
As amostras de ar usadas pelos cientistas no trabalho foram coletadas em uma das torres do maior complexo de pesquisa atmosférica da Amazônia, que está sendo construido em Presidente Figueiredo, a 133 km de Manaus.
O Atto (Observatório Amazônico de Torre Alta, na sigla em inglês) já possui quatro torres de 80 metros. Elas são as peças de sustentação de uma torre ainda maior, com 320 metros, que deve começar a ser construída no mês que vem.
Mesmo antes de estar completa, porém, a estação de pesquisa construída pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) já começou a produzir dados, e o estudo na “Science” usou alguns deles.
O atraso no projeto da torre principal se deveu à demora dos pesquisadores em conseguir uma licença para abrir uma estrada até o local de pesquisa. Como a fase final do projeto requer maior quantidade de material, será preciso levar tudo até o rio Uatumã, na bacia do rio Negro, e fazer o restante do transporte com caminhões.
O trabalho requer o trânsito por uma terra indígena e uma área de preservação, o que acabou gerando mais burocracia do que o previsto para a aprovação do projeto. Não será preciso desmatar nenhuma área para erguer as torres, porém, pois estas ficam em meio às árvores já existentes.

6664 – Cientistas de Harvard criam primeiro tecido “ciborgue” – metade vivo, metade eletrônico


Hasta la vista, baby!

Pesquisadores geniais criam uma pele sintética que é parte viva, parte eletrônica. Mas pesquisadores da Universidade de Harvard acabaram de anunciar essa descoberta. Na vida real mesmo. Eles criaram o primeiro tecido “ciborgue”, ao incorporar uma rede de minúsculos fios 3D em tecidos de células humanas.
A equipe liderada pelos professores Charles M. Lieber e Daniel Kohane desenvolveu um processo complexo. Primeiro, criaram “andaimes” de fios eletrônicos em escala nano que, depois, eram cultivados com células vivas. Assim, acabavam se integrando e formando o tecido “misto”, feito em parte por células humanas, parte por eletrônicos. Foi a primeira vez que os dois elementos foram realmente integrados em um tecido com capacidade de sensibilidade e estimulação.
E por que isso é importante? A bioengenharia andava atrás de sistemas capazes de detectar mudanças químicas ou elétricas nas células humanas depois que fosse implantado ao corpo. A descoberta pode ser a solução para o desenvolvimento de tecidos artificiais que sejam capazes de monitorar e estimular as células vivas, mesmo depois de inseridos no corpo humano.
Os resultados foram divulgados na revista Nature Materials, em um artigo que detalha como os cientistas conseguiram incorporar nanofios elétricos em um tecido cultivado em laboratório.

6663 – Chinês que perdeu as mãos constrói próteses feitas de sucata para si mesmo


Há oito anos, Sun Jifa foi vítima de uma explosão de bomba caseira. E isso custou bem caro: o chinês de 51 anos perdeu parte de seus dois braços no acidente. Depois de quase uma década de tentativas de conserto, Jifa finalmente ganhou um novo par de braços – que ele mesmo construiu. Isso mesmo. Ele conseguiu construir um par de mãos feitas de metal que conseguem segurar objetos graças a uma série de fios e polias que ficam dentro delas.
Ele contou ao Daily Mail que tinha construído a bomba caseira para usar na pesca. A intenção era jogar a bomba na água para que os peixes ‘pulassem’ para fora, mas ela acabou explodindo prematuramente. Como não tinha recursos para bancar as próteses e precisava ajudar a família no trabalho da fazenda, Jifa decidiu desenvolver suas próprias mãos biônicas. “Eu controlo minhas mãos com movimentos dos meus cotovelos e assim posso trabalhar, amar e me alimentar normalmente, como qualquer outra pessoa”, diz.
A prótese ainda é pesada demais, o que torna cansativo usá-la por muito tempo. Além disso, fica extremamente quente ou gelada, nos extremos do inverno e do verão. Porém, Jifa pretende continuar desenvolvendo os protótipos para ajudar também outras pessoas que sofreram mutilações. “Eu fiz as próteses a partir de sucatas. Não há necessidade de pagar uma fortuna aos hospitais por isso”, afirmou ao entrevistador.

6662 – Biologia – O Sabiá


Minha Terra tem Palmeiras…

O lendário e inspirador sabiá, anuncia o início da primavera

Um dos pássaros canoros mais apreciados no Brasil é o sabiá, cujo canto se parece com o som de uma flauta. É conhecido na Amazônia como caraxué.
Sabiá é uma ave passeriforme da família dos turdídeos, gênero Turdus. No Brasil são conhecidas mais de dez espécies. Frugívoros e insetívoros, os sabiás alimentam-se também de vermes e pequenos moluscos. Vivem nas capoeiras, cerrados e beiras de mata, e freqüentam fazendas e habitações rurais do interior, onde costumam fazer seus ninhos nos pomares. Os ovos, em número de quatro, são esverdeados com pintas vermelho-ferrugem, e os filhotes são criados no período quente do ano. Em Santa Catarina e certas regiões de São Paulo, os sabiás migram em grandes bandos na estação fria.
O sabiá-laranjeira, ou sabiá-piranga (T. rufiventris), distingue-se facilmente das espécies congêneres por ter o peito e a barriga de cor vermelho-ferrugem. Grande cantor, é a espécie mais famosa e também a mais comum, mesmo perto das casas, desde que haja arvoredo. O sabiá-branco (T. amaurochalinus) aparece também nos centros populosos, ao contrário do sabiá-verdadeiro (T. fumigatus), que é estritamente silvestre e de distribuição limitada ao norte do Brasil, onde é considerado o melhor cantor do gênero. Outras aves brasileiras recebem o nome de sabiá, inclusive uma da família dos papagaios, o sabiá-cica (Triclaria cyanogaster). Adaptam-se bem à vida em cativeiro.

O sabiá-laranjeira [Turdus rufiventris (Vieillot, 1818)] é uma ave muito comum na América do Sul e o mais conhecido de todos os sabiás, identificado pela cor de ferrugem do ventre e por seu canto melodioso durante o período reprodutivo. É popular especialmente no Brasil, tendo se tornado por lei, em 2002, a ave-símbolo do país. Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966. É citada por diversos poetas como o pássaro que canta o amor e a primavera.
A ave também está presente no emblema oficial da Copa das Confederações de 2013, que será realizada no Brasil.
Pertence à ordem Passeriformes e à família Turdidae, que migrou da Europa para a América há cerca de 20 milhões de anos. A denominação científica da espécie é Turdus rufiventris, tendo sido descrito pela primeira vez por Louis Jean Pierre Vieillot em 1818. Foram descritas duas subespécies: Turdus rufiventris rufiventris e Turdus rufiventris juensis.
O nome sabiá deriva do tupi haabi’á. No Brasil tem uma quantidade de denominações populares, entre elas sabiá-cavalo, sabiá-ponga, piranga, ponga, sabiá-coca, sabiá-de-barriga-vermelha, sabiá-gongá, sabiá-laranja, sabiá-piranga, sabiá-poca, sabiá-amarelo, sabiá-vermelho ou sabiá-de-peito-roxo. Em espanhol é conhecido como tordo de vientre rufo, zorzal colorado, zorzal común.

É nativo da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, com uma ampla área de ocorrência que vai do nordeste do Brasil até o sul da Bolívia e norte-leste da Argentina. Não ocorre na Bacia Amazônica. Sua população é considerada estável mas não foi quantificada, e é descrito como uma ave comum. Por isso a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais a classificou como espécie em condição pouco preocupante.
Habita originalmente florestas abertas e beiras de campos, mas como é uma espécie bastante adaptável penetrou com sucesso nas áreas de lavoura e cidades, exigindo porém a proximidade de água. É visto com frequência percorrendo o solo, mas nunca longe das árvores. É uma ave territorial mas relativamente tímida, e seu canto melodioso, aflautado e frequente logo denuncia sua presença, podendo ser ouvido a mais de 1 km de distância. Seu canto é longo, podendo durar até dois minutos sem interrupção. A frase principal tem de 10 a 15 notas, mas ele é capaz de imitar as vocalizações de outras aves como o curiango e o joão-de-barro e assimilar trechos em seu próprio canto, em inúmeras variações. Canta principalmente no período reprodutivo, antes do amanhecer e ao anoitecer, para atrair a fêmea e demarcar seu território.
É uma das aves mais populares do Brasil, sendo uma presença comum em seu folclore e mesmo na cultura erudita, tendo sido por isso escolhida como seu símbolo em 2002. De acordo com o ornitólogo Johan Dalgas Frisch, um dos principais defensores da nomeação, ela se justifica porque este sabiá é conhecido por crianças e adultos, é comum nas zonas rurais povoadas e nas cidades, e por isso é sentido como uma ave familiar por grande parte da população, e porque “tem qualidades impares. Não existem dois sabiás que cantem da mesma maneira…. os sons maravilhosos do sabiá desabrocham nos jovens corações veios poéticos, tão puros e belos como se um cego abrisse seus olhos ao ver a luz e as cores das flores na terra…. uma lenda indígena assegura que quando uma criança ouve, durante a madrugada, no início da Primavera, o canto do sabiá, será abençoada com muita paz, amor e felicidade”.

Na literatura é frequentemente citado como o pássaro que canta o amor e a primavera, as origens, a terra natal, a infância, as coisas boas da vida, sendo imortalizado por Gonçalves Dias na abertura de seu célebre poema Canção do Exílio:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que defrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Como sua cantoria é muito apreciada, tornou-se uma ave de estimação e pode ser criado em cativeiro com sucesso. Precisa de gaiolas grandes e não tolera bem mudanças em suas instalações, podendo, se ocorrerem, apresentar distúrbios de comportamento e desenvolver pânico, que podem levar à sua morte. Note-se que no Brasil constitui crime a manutenção e/ou criação de animais silvestres em cativeiro sem a devida licença do IBAMA.

6661 – Mega Opinião – Especulação Imobiliária e Capitalismo Selvagem


Os bairros com boa infra-estrutura não são para os de classe social menos favorecida, em São Paulo. Neles só moram ricos ou mendigos. Classe mais baixa socialmente apenas trabalham, indo dormir na cada vez mais inflada periferia.
Bairros como Brooklim, Vila Olímpia, Itaim Bibi, Pinheiros, região da Berrini, Jardins, mais parecem ilhas de prosperidade, onde só se vê almofadinhas engravatados, Shoppings, escritórios de luxo, barzinhos, clínicas de estética, etc, muito longe da realidade da maioria da população, que ralmente produz a riqueza, mas não tem acesso a ela e dificilmente o terá, já que o modelo econômico adotado em boa parte da economia mundial é o capitalismo selvagem.
Imóveis
Os aluguéis e os preços dos imóveis dispararam por causa da especulação imobiliária.Os condomínios brotam da noite para o dia.
Especulação imobiliária é a compra ou aquisição de bens imóveis com a finalidade de vendê-los ou alugá-los posteriormente, na expectativa de que seu valor de mercado aumente durante o lapso de tempo decorrido.
Se uma pessoa, empresa, ou grupo de pessoas ou empresas compra imóveis, em grandes áreas ou quantidades e numa mesma região, isto reduz a oferta de imóveis no lugar, e, por consequência, há um aumento artificial dos preços de todos os imóveis daquela região (segundo a lei de oferta e procura).
A expressão tem conotação pejorativa, por deixar implícito que o comprador do imóvel não irá utilizá-lo para fins produtivos ou habitacionais, e ainda retira de outras pessoas, de menor poder aquisitivo e portanto mais necessitadas, a possibilidade de fazê-lo.
No Brasil, o Estatuto das cidades pretende regular a especulação imobiliária.

Projetos
Há poucos dias, manifestantes se reuniram no bairro de Santa Ifigênia, centro da capital paulista, para protestar contra o projeto de privatização da revitalização do Nova Luz. Comerciantes e moradores exigem uma negociação com a Prefeitura de São Paulo antes da aprovação final do projeto.
Enquanto o Nova Luz encontra resistência dos moradores do centro da cidade, nas periferias outra favela foi destruída pelo fogo. Desta vez o incêndio destruiu 100 barracos na Vila Prudente e deixou cerca de 600 pessoas desabrigadas. Era o terceiro incêndio ocorrido em agosto e o 27º do ano, segundo informações da Defesa Civil.

Corrupção
No mesmo dia, a grande imprensa publica duas notícias que se complementam. A primeira é que, segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, 62% dos habitantes de São Paulo não tem condições de comprar uma casa, e que 33% das famílias brasileiras são sem teto ou não tem moradia adequada, o que segundo o último levantamento do IBGE é ainda pior (43% das habitações brasileiras seriam inadequadas).
A outra notícia é que um Diretor da gestão Kassab, que entre 2005 e 2012 foi responsável por aprovar obras imobiliárias na cidade de São Paulo, adquiriu nesse período mais de 100 imóveis, no valor de mais de R$ 50 milhões. E isso declarando no imposto de renda uma renda mensal de R$ 20 mil!
Eis aí o milagre da “multiplicação dos imóveis”, junto ao repetido milagre de enriquecer ainda mais os endinheirados, e de jogar a população em condições terríveis de existência.

Capitalismo selvagem é um termo que se refere à fase do capitalismo na época da revolução industrial (século XVIII), quando as condições de trabalho das classes trabalhadoras eram as mais desumanas possíveis, com um dia de trabalho de dezesseis horas. Hoje emprega-se a locução “capitalismo selvagem” para indicar um capitalismo de grande concorrência entre as multinacionais que dominam vários mercados ou países, com o apoio dos governos. Este segundo conceito também é ligado à ausência de sustentabilidade no modelo de capitalismo dos dias de hoje.
Passaram-se os séculos e nada mudou…

6660 – Morte por superbactéria fecha maior emergência hospitalar de SC


A emergência do Hospital Regional de São José, que a maior de Santa Catarina, ficará fechada por três dias, a partir desta terça-feira (4-setembro), após a confirmação de uma morte causada por complicações decorrentes da superbactéria KPC.
O paciente estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital para tratamento de uma pneumonia e morreu no último final de semana.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a emergência passará por uma desinfecção para evitar que a superbactéria se prolifere. “Foi uma decisão rápida, mas é melhor fecharmos agora do que no feriado”, afirma Walter Gomes Filho, superintendente dos Hospitais Públicos de Santa Catarina.
A preocupação com o feriado de 7 de Setembro é porque o hospital é referência no atendimento a vítimas de trânsito na Grande Florianópolis, principalmente das rodovias BR-101 e BR-282.
O Hospital Regional atende por mês cerca de 46 mil pessoas somente na emergência.
A superbactéria surge em razão de uma enzima que torna uma bactéria comum resistente à boa parte dos antibióticos, dificultando o tratamento de pacientes com infecções, principalmente respiratórias.
O primeiro surto da KPC no país ocorreu em 2010 e, desde então, avançou pelos hospitais. Um dos principais focos foi registrado no Distrito Federal, onde, em 2011, foram registrados 715 casos de contaminação –68% a mais do que no ano anterior.

A superbactéria KPC, resistente à maior parte dos antibióticos, avançou nos hospitais desde o surto de 2010.
No Distrito Federal, principal foco das infecções naquele ano, as notificações de casos aumentaram 68% de 2010 (426) para 2011 (715). Segundo a Secretaria de Saúde do DF, 56 pessoas morreram.
No Espírito Santo, eram sete os casos confirmados em 2010. Em 2011, o número subiu para 37, nos três primeiros meses deste ano, 15. Nove pessoas morreram.
Santa Catarina tinha registrado três casos até outubro de 2010, quando, por causa do surto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pediu aos Estados que enviassem dados sobre KPC. Depois disso, houve 43 casos e três mortes.
Como a KPC normalmente atinge pessoas com doenças graves, não é possível dizer que todas as mortes foram causadas pela superbactéria.
Outros Estados que em 2010 não tinham relatado casos à Anvisa também já têm registros. No Ceará, foram 103 casos suspeitos no ano passado. Neste ano, já há 45. Duas pessoas morreram.
Segundo a Anvisa, o primeiro caso de infecção hospitalar causada por KPC no Brasil foi registrado em 2005.
A superbactéria existe em hospitais porque nesses ambientes há uso frequente de antibióticos, o que favorece o aumento da resistência. Entre as recomendações para evitá-la estão o isolamento de pacientes infectados e o controle da higiene hospitalar.

6659 – Primeira faculdade do Brasil completou 204 anos


Faculdade em 1900

Fundada por dom João 6º logo depois da família real portuguesa desembarcar em Salvador (BA), a Fameb (Faculdade de Medicina da Bahia) simboliza o início da independência cultural do Brasil.
A chegada da família real portuguesa no Brasil foi fundamental para a criação da faculdade. Antes disso, Portugal não permitia a criação de nenhuma faculdade em suas colônias. Nas possessões espanholas, existiam universidades desde o século 16.
A primeira escola de ensino superior do país foi inaugurada no dia 18 de fevereiro de 1808, oito dias antes da partida da família real para o Rio de Janeiro. Ela foi instalada no Hospital Real Militar, que ocupava as dependências do Colégio dos Jesuítas, no Largo do Terreno de Jesus.
“Os primeiros professores da faculdade foram médicos militares. Só depois vieram os médicos civis”, diz o médico Lamartine Lima, professor honorário da Faculdade de Medicina da Bahia, que hoje pertence à UFBA (Universidade Federal da Bahia).
Naquela época, a cidade contava cerca de 50 mil habitantes e havia deixado de ser a capital da colônia há 45 anos.
Depois de fundar a Fameb, dom João fez o mesmo no Rio de Janeiro no dia 5 de novembro daquele mesmo ano. Nascia a Escola de Anatomia, Cirurgia e Medicina, a atual UFRJ (Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, como hoje é conhecida, passou por dois incêndios. O primeiro, de 1905, acabou com o prédio. Mas ele foi reconstruído em estilo eclético com predominância de linhas neoclássicas.
O segundo incêndio aconteceu em 1952. “Com a Reforma do Ensino, de 1968, a faculdade de medicina deixou o prédio do Terreiro de Jesus em 1974″, diz o professor Lima.
Mas o curso voltou para lá em 2004. O edifício, no entanto, está abandonado.
A Faculdade de Medicina da Bahia sempre saiu na frente. Além de ser a primeira faculdade do país, foi em sua sacada que foi acesa a primeira luz elétrica em Salvador, no dia 2 de julho de 1844.
A primeira médica brasileira diplomada em território nacional, Rita Lobato Velho Lopes, se formou na Fameb em dezembro de 1887.
O primeiro Museu Médico-Legal e Antropológico do Brasil foi criado no térreo daquela escola em abril de 1900.
A medicina no começo do século 19
Antes da instalação da Fameb, a medicina era exercida por pessoas com pouco conhecimento em anatomia e fisiologia. Era a chamada medicina prática.

“A maioria das cirurgias eram feitas nas casas dos pacientes. Quando as intervenções eram no hospital, morria um em cada quatro pacientes”, afirma Lima.
O cirurgião tratava de feridas e amputava, enquanto os algebristas cuidavam de membros deslocados. Mas parteiras e barbeiros também exerciam a chamada medicina prática. “Era comum que o especialista abrisse uma veia do paciente para que através da incisão se extraísse a doença do corpo”, diz Queiroz. “O método era mais debilitante do que recuperador.”
Com o cirurgião, trabalhava um auxiliar adolescente que aprendia tudo com seu mestre para se tornar seu substituto. Os poucos formados na colônia tinham cursado medicina na Europa. “Em muitos casos, as pessoas confiavam muito mais nos curandeiros”, diz o historiador.
Ele lembra que no período colonial era muito comum a utilização de plantas e simpatias para tratar dos doentes.

Fundada em 1808 pelo médico pernambucano Correia Picanço, logo após a chegada de Dom João VI ao país, sob o nome de Escola de Cirurgia da Bahia. As instalações da Nova Faculdade de Medicina da Bahia, construídas em 1946 com a inauguração da Universidade Federal do estado, estão localizadas na Praça XV de Novembro, no Largo do Terreiro de Jesus, em Salvador.
Por essa faculdade passaram diversos nomes da ciência brasileira (como Nina Rodrigues, Juliano Moreira, Pirajá da Silva), foi importante em diversos momentos históricos e até hoje possui destaque no cenário científico e cultural baiano e brasileiro.
Por ser a “Primeira do país”, a Faculdade de Medicina da Bahia entra para o RankBrasil – Recordes Brasileiros. Toda a história do curso está catalogada no acervo do Memorial da Medicina, o mais importante documentário do ensino médico do Brasil.

A Faculdade possuiu vários nomes desde sua criação em 1808:
Escola de Cirurgia da Bahia (1808–1816)
Academia Médico-Cirúrgica da Bahia (1816–1832)
Faculdade de Medicina da Bahia (1832–1891)
Faculdade de Medicina e Farmácia da Bahia (1891–1901)
Faculdade de Medicina da Bahia (1901–1946)
Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia (1946–1965)
Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (1965–2008)
Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (2008–presente)

Faculdade hoje

6658 – Tecnologias e Ferramentas – O Cabo de Aço


Um cabo de aço é constituído por dois ou mais fios enrolados lado a lado e ligados, ou torcidos ou entrançados formando um único conjunto.
Em mecânica os cabos são utilizados para o elevação, transporte ou reboque, transmitindo forças mecânicas por tracção.
O cabo como o conhecemos hoje foi inventado pelo alemão Wilhelm August Julius Albert em 1834 tendo por tanto quase 180 anos.
Precisava-se na época um substituto para as correntes utilizadas nas minas de carvão. Como o aumento de profundidade das minas acarretava aumento no comprimento das correntes, o peso próprio das mesmas tornava-se tão grande que eram impraticáveis. Teve então Wilhelm Albert a idéia de trançar arames, o que resultou em pesos bem mais baixos com alta resistência. O cabo é formado então por fios de aço, obtidos por um processo de esticamento, chamado de trefilação. Um conjunto desses fios forma uma perna. Essa é apenas uma parte do cabo, pois um conjunto delas é novamente trançado em volta de uma alma, formando então o cabo final. O primeiro cabo de aço era formado por 3 pernas, cada uma por 4 arames sem uma alma. Seria, na linguagem usada hoje, um 3×4 compacto.
Os arames tinham um diâmetro de 3,5mm e uma resitência à tração de 520N/mm². Para padrões de hoje seriam arames fracos pois trabalha-se com quase 4 vezes esse valor mas os cabos cumpriram sua obrigação muito bem e mostravam-se perfeitamente capazes de substituir correntes neste uso. Os arames e as pernas eram torcidos para o mesmo lado. Hoje chamaríamos de torção “Lang”.
Evoluiu o cabo com a descoberta que o número ideal de pernas seria 7, sendo uma delas a alma, porque poderiam ser todas do mesmo diâmetro e mesma formação (número de arames).Mais tarde descobriu-se que a alma poderia ser substituida por uma corda de fibra natural (canhamo, sisal, juta e algodão) que por sua vez poderia ser lubrificada. A fibra + lubrificante aumentavam consideravelmente a flexibilidade e performance do cabo. Estava-se, ao mesmo tempo, colocando mais camadas de arame nas pernas. A formação clássica de 7 fios era coberta com mais 12 dando uma perna que chamaríamos hoje de 19 fios “standard” ou “M “ (múltiplas operações), muito mais flexível e fácil de usar.
Até então os cabos eram feitos com pernas de mesmo diâmetro, assim como cada perna de arames de mesmo diâmetro. Para aumentar a flexibilidade punha-se camada em cima de camada: 7+12+18 etc…
Foi aí então que os norte-americanos começaram a melhorar os métodos de produção e descobriram que poderiam usar arames de diferentes diâmetros e torce-los de uma só vez com o mesmo passo ( comprimento do hélice que forma o arame depois de torcido). Descobriram também serem esses cabos muito melhores, uma vez que o cruzamento dos arames nas torções M com diversos passos não existia mais e os mesmos não se auto-destruiam. Daí apareceram as formações Seale, Warrington e Filler, que existem e são usadas até hoje. As modernas, são praticamente todas combinações dessas três.
Impossível imaginar-se a vida moderna sem o cabo de aço. Edifícios não existiriam, pois são os cabos que nos levam aos andares mais altos. Carros teriam que ser totalmente repensados pois cabos aceleram, debreiam, freiam, abrem e fecham janelas, abrem e fecham capô e porta-molas, fixam cintos de segurança no chassis, medem nível de óleo no cárter, movem retrovisores entre outros. A indústria petroleira sem cabos para, pois seus enormes pesos jamais poderiam sem eles ser içados ou movidos. Portos parariam suas operações e industrias ficariam impossibilitados de mover seus cada vez mais pesados materiais. Operações médicas sofisticadas (instalação de catéter, manipulação robótica) não seriam mais realizadas, inclusive algumas fixações protéticas. A agricultura sofreria (irrigadores, silos e escovas) e a construção civil com gruas, elevadores de todos os tipos não seria a mesma.
Cabos de aço são feitos de arames, que por sua vez são obtidos por um processo de esticamento ou trefilação. O produto siderúrgico de partida é o fio máquina; alambrón (espanhol), wire rod (inglês), Walzdraht (alemão); que por sua é produzido pela laminação a quente de palanquilhas ou palancas, um lingote de aço na qualidade e peso desejdos.
Os teores de carbono variam e cada fabricante escolhe de seu jeito. De 0,3% a 0,8% usa-se tudo, sendo que o forte está entre 0,60% a 0,80%.
O teor de manganes gira ao redor de 0,60% e Fósforo + Enxofre juntos não deveriam exceder 0,3% para termos um arame maleável.
Alguns fios-máquinas podem conter pequenos percentuais de cobre. Os cabos Inox são feitos de arames autênticos das ligas Aisi que começam com o nº 3 e são em consequência todos de baixo carbono.
Elos indicam o número de pernas, o número de fios (e como estão distribuídos nas pernas), o tipo de alma (a parte de dentro do cabo, que não se vê) e eventuais compactações de perna ou cabo assim como eventuais plastificações. Exemplo: 6 x 25F X AF
O primeiro número indica o número de pernas do cabo no exemplo são 6, que é o mais usual. O 2º número indica o nº de fios que compõe a perna, no cabo são 25. A letra F vem do inglês “FILLER” que significa enchimento e indica a maneira como os arames estão distribuidos nas pernas. No caso, indica a existência de arames “filler” ou de enchimento. Os 25 arames estão então dispostos neste caso:
01 arame central
06 arames em volta do central
06 arames filler
12 arames formando a capa da perna
_______
25
O último caracter define a alma AF significa alma de fibra, que pode ser fibra natural ou artificial.
Exemplo 2: 8 x 36 WS x AACi Serão oito pernas, cada uma com 36 arames, distribuídos de forma “WARRINGTON SEALE” ou 1 + 7 + (7+7) + 14 e mais uma “alma de aço, cabo independente “. A alma é então um cabo feito à parte.

Quanto mais pernas e quanto mais fios tem um cabo, mais flexível ele é e vice-versa. 8 x 25 é mais flexível que 6 x 25, que é mais flexível que uma cordoalha 1 x 19. Existem situações que o exigem mais rígido. Não é certo, portanto ser um cabo mais flexível “melhor” que um mais rígido. Tudo depende do que se quer fazer com ele. Cabos que enrolam e desenrolam todo o tempo em talhas, pontes-rolantes e guinchos costumam ser dos mais flexíveis, tipo 6 x 36 e similares. Cabos que sofrem grande abrasão tem que ter os arames da capa mais espessos, por exemplo do tipo Seale. Cabos estáticos duram mais quando são mais rígidos. A maior parte deles, no entanto, vai acabar tendo uma função dinâmica, enrolando e desenrolando. Aqui diâmetros de tambores tem influência grande na longevidade. Se tornarmos “d” como diâmetro do cabo e “D” como diâmetro do tambor, admite-se hoje como D/d = 30 um fator confortável para as construções 6 x 36 e similares. O mesmo vale para polias em que o cabo fará 180º ou mais. Exagerar o diâmetro das polias acarreta em grande aumento de custos. Exagerar na flexibilidade do cabo idem. Trabalha-se na prática com um ótimo entre custo de fabricação e durabilidade dos cabos.

É evidente que, quanto mais grosso um cabo, mais ruptura tem e vice-versa. Mas o cabo também é tão resistente quanto o são seus arames. E esses podem ser fabricados com resistência bem diferente para um mesmo diâmetro, podem ser 5 ou mais vezes mais resistentes , dependendo do teor de carbono e do processo de trefilação. A medida de resistência dos arames é N/mm² ou seja, quantos Newton uma seção de arame de 1 mm² suporta. Ainda nos anos 60 e 70 era comum 1570 N/mm² para cabos galvanizados e 1770 para cabos claros (ou polidos, como chamam no Brasil).
Os cabos de aço para uso geral no Brasil são regidos pela NBR-ISSO 2408 mais posteriores Resoluções Inmetro criando o Programa de Avaliação da Conformidade, de caráter compulsório, conforme regulamento aprovado pela Portaria Inmetro n.º176, de 16 de junho de 2009, que proibiram o uso de construções consideradas perigosas, limitaram outras a diâmetros menores e introduziram o uso obrigatório de fitilho interno identificador do fabricante ou importador, nacionais. Cabos de aço para uso muito específico (elevadores de passageiros, petróleo, pesca entre outros) não estão incluídos nesta norma por terem outras internacionais próprias. Tampouco cabos muito finos.
Na Europoa as normas para cabos e afins, como acessórios, polias, laços etc, estão descritas no DIN Livro 59, 8ª edição, que contém todas normas EN

Se em uma ponta ao menos do cabo de aço fazemos um olhal ou alça, tem-se um laço. Este olhal pode ser feito normalmente, com trançados (tem mais que um) especiais ou mecanicamente. O que mais se usa no Brasil é um misto dos dois começando-se com um trançado manual chamado “flemish eye” e acabando com uma prensagem com alumínio ou aço.

6657 – Carro Elétrico feito de Fibra de Maconha


Kestrel é o mais novo protótipo de carro elétrico canadense. Compacto, além do motorista, o veículo tem espaço para três passageiros, pode atingir uma velocidade máxima de 90 km/h e deve percorrer de 40 a 160 km antes de ser recarregado, dependendo da bateria que for utilizada.
Mas, a novidade não está no fato de ele consumir eletricidade em vez de combustíveis fósseis para se locomover e, portanto, não emitir tantos gases de efeito estufa e nem contribuir com as mudanças climáticas. Seu grande diferencial está na estrutura, feita a partir de um compósito resistente produzido com a fibra da maconha.
De acordo com a Motive Industries, uma empresa focada no desenvolvimento de veículos com materiais e tecnologias avançados, a maconha está entre os melhores materiais para fabricação de estruturas.
Na realidade, o primeiro veículo feito com fibra de maconha foi construído por ninguém menos do que Henry Ford, há mais de um século. No entanto, os fabricantes de automóveis acabaram priorizando o aço e o material ficou esquecido.
Depois, as fibras de vidro e carbono se tornaram populares entre os carros de corrida por serem fortes e leves, ao mesmo tempo. Mas, nos dois casos, sua produção demanda a queima em fornos e vários processos químicos, ou seja, há um gasto enorme de energia e ainda emissão de gases de efeito estufa.

Por outro lado, a fibra de maconha é duas vezes mais forte do que as fibras de outras plantas, o cultivo da erva não requer muita água ou o uso de pesticidas e sua produtividade é elevada no Canadá.
O Kestrel é um dos cinco veículos elétricos que vem sendo desenvolvidos pelo Projeto Eve, uma colaboração entre diferentes empresas da indústria automobilística canadense, que desejam impulsionar o setor no país. Pelo fato de as plantações de maconha serem proibidas nos Estados Unidos, os canadenses podem levar aí alguma vantagem no mercado de carros elétricos.
Previstos para serem entregues no próximo ano, os vinte primeiros Kestrels serão produzidos por estudantes, em escolas politécnicas das cidades de Alberta, Quebec e Toronto.

6656 – Surfe de Bóias Produz Energia


Numa viagem ao Havaí, um engenheiro agrícola americano encontrou um lugarejo em decadência pela queda da produção de cana-de-açúcar e abacaxi. Sofriam a Agricultura e a Energia:
Dos subprodutos agrícolas se tirava a eletricidade barata. Ele pensou então em montar um sistema que aproveitasse a forçado mar para produzir energia e depois de 8 anos de testes, conseguiu coloca-lo em funcionamento.
Sem poluição ou qualquer outra interferência no meio ambiente, tal sistema envolve várias bóias que se movimentam com pistões presos no fundo do mar. Conforme passam as ondas, as bóias sobem e descem, enchendo os pistões de água e esvaziando-os. A água é então bombeada para um tanque acima do nível do mar. Quando a água escoa do tanque, movimenta uma turbina que gera eletricidade, tal qual uma hidrelétrica em pequena escala.

Esporte Sustentável – A Prancha Sustentável
Pranchas feitas de madeira seca, retirada de planta morta, sem apelar para o desmatamento, é a novidade que paira no esporte radical do surf.
Com o objetivo de diminuir os passivos ambientais, as pranchas da Agave Hunter Wood Blanks utilizam tecnologia atual, oferecem os mesmos atrativos das pranchas convencionais como peso reduzido, performance e manobrabilidade, além de proporcionar satisfação, prazer e o aumento da consciência ecológica através da prática do “esporte sustentável”.