7465 – Esporte X Ciência – Comitê olímpico quer barrar termo ‘olimpíada’ em torneio educacional


jogos-olimpicos-olimpiadas

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está se movimentando juridicamente para impedir que universidades e associações de pesquisa usem a palavra olimpíada em suas competições educacionais. A atitude provocou protestos das principais associações de cientistas do país.
No fim de 2012, a Unicamp foi notificada extrajudicialmente pelo comitê devido ao uso supostamente indevido do termo em um dos eventos organizados pela instituição, a Olimpíada Nacional em História do Brasil.
O texto diz que o uso das palavras olimpíada e jogos olímpicos “é privativo” dos comitês Olímpico e Paraolímpico do Brasil.
Organizadores de várias outras olimpíadas educacionais, como a de português e de astronomia, receberam notificações semelhantes.
Em carta aberta enviada nesta semana a Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) classificaram a ação como “despropositada”.
No Brasil existem cerca de 20 olimpíadas educacionais nacionais.
Jacob Palis, presidente da ABC, lamentou a iniciativa em um momento em que o Brasil é destaque na área.
“Nós recebemos, no ano passado, a Olimpíada Mundial de Astronomia. Agora há pouco, tivemos um jovem brasileiro [Matheus Camacho, 14] ganhando uma medalha de ouro em uma das maiores competições do mundo, a Olimpíada Internacional de Ciência. A decisão do COB é equivocada”, disse.
A Unicamp afirmou que continuará usando o termo para designar a competição.
Para Mônica Guise Rosina, professora de propriedade intelectual da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, a notificação sobre a exclusividade do termo é “tecnicamente possível, mas absolutamente descabida”.
Em nota, o Comitê Olímpico Brasileiro afirmou que as cartas enviadas às instituições de ensino têm “caráter educativo”, para garantir que “o termo ‘olimpíadas’, que é uma propriedade do COI (Comitê Olímpico Internacional), não seja vinculado a questões comerciais”.
A decisão do COB contraria os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, que realizam olimpíadas educacionais. O ministério da Ciência disse, porém, não ter recebido qualquer notificação do COB.
Só a Olimpíada Brasileira de Matemática nas Escolas Públicas teve, em 2012, quase 20 milhões de inscritos.
O COB a acusava de uso indevido da palavra “olímpicos” e dos cinco anéis estilizados na capa. O não cumprimento da determinação poderia render multa e até detenção.
Semanas depois o COB reconheceu que o livro era uma produção intelectual destinada a disseminar “o valioso conhecimento sobre o Olimpismo”.

Queda de braço:
Em 2009, os Supermercados Guanabara lançaram uma campanha publicitária intitulada “Olimpíadas Premiadas”, protagonizada pelos atletas Diego e Daniele Hypólito.
O comitê tentou impedir a publicidade, mas o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro entendeu que não houve demonstração de que a empresa quis se passar por patrocinador oficial do evento esportivo.
“O COI é proprietário das marcas e autoriza seu uso em cada país, mas é preciso ter bom senso. O caso do supermercado abre um precedente legal porque analisou que não houve má-fé, e nem a Unicamp tem interesse comercial algum com a Olimpíada de História”, afirma Alberto Murray Neto, advogado de Katia Rubio e ex-membro do COB.

7464 – A Extinção dos Dinossauros


tiranossauro

Em vez de um apocalíptico choque de meteoritos contra a Terra, uma lenta agonia por falta de ar foi uma outra teoria proposta. Pesquisadores americanos acreditam que há milhões de anos, o teor do oxigênio no ar caiu bruscamente e isso teria levado os répteis à extinção.
A quantidade de oxigênio foi medida em microscópicas bolhas de ar encapsuladas em âmbar, que é uma resina fóssil vegetal.Foi demonstrado que no tempo em que eles viviam o teor de oxigênio no ar vera de 35% e quando baixou para 28%, então foram extintos. Tal teoria foi recebida com ceticismo.O âmbar é poroso e não consegue reter os gases por muito tempo, assim, o ar antigo já teria sido substituído por outro.

A teoria mais aceita

Os registros fósseis mostram que classes inteiras de formas de vida desapareceram em diferentes épocas nos últimos 650 milhões de anos. Um desses maiores eventos de extinção ocorreu há cerca de 65 bilhões de anos, nos limites entre as eras geológicas Secundária e Terciária. Nessa época, uma enorme quantidade de plantas e animais – quase a metade de todo o biogênero existente – desapareceu completamente.
Em 1981, na reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em São Francisco, Estados Unidos, o físico americano Luis Walter Alvarez, prêmio Nobel de Física em 1968 e seu filho, o geólogo Walter Alvarez, apresentaram a hipótese de que, há 65 milhões de anos, um asteróide de uma dezena de quilômetros de diâmetro e massa de quase 13 trilhões de toneladas se teria chocado com a Terra. Tal choque, além de cavar uma cratera de 175 km de diâmetro, provocou uma explosão de 100 milhões de megatons.
Logo depois do impacto, uma massa de poeira 100 vezes superior à do asteróide foi projetada na atmosfera, mergulhando a Terra numa noite que durou de dois a três anos. Essa poderia ter sido uma das causas do desaparecimento dos dinossauros e dos outros imensos animais que dominavam o mundo naquela época. Somente os animais de pequeno porte, capazes de se alimentarem de raízes, grãos e resíduos orgânicos, conseguiram sobreviver e assim puderam rever a luz do Sol.
A hipótese dos Alvarez tem o grande valor de explicar o súbito desaparecimento dos dinossauros de uma maneira muito mais lógica que as hipóteses anteriores, segundo as quais esses animais se teriam tornado inadaptáveis à vida naquele ambiente. A suspeita de que esses eventos de extinção ocorrem regularmente foi levantada em 1977 por dois outros pesquisadores americanos, David Raup e John Sepkoski Junior, da Universidade da Califórnia. Em 1984, depois de estudar a extinção de 600 famílias de vida marinha nos últimos 250 milhões de anos, eles constataram doze diferentes ocorrências desse tipo. A última teria ocorrido há 11 milhões de anos.
A teoria do impacto dos Alvarez pode parecer em contradição com a teoria da extinção cíclica de Raup-Sepkoski -. Mas estudos em 88 crateras produzidas na superfície terrestre por impacto de corpos celestes mostram uma interessante periodicidade entre elas – algo em torno de 28 a 31 milhões de anos. E foi com base em todas essas hipóteses que os astrônomos americanos Marc Davis e Richard Müller, da Universidade da Califórnia, propuseram que uma estrela anã, muito pequena e densa, que gira ao redor do Sol em um período de revolução da ordem de 26 milhões de anos, poderia ser a causa dessas extinções periódicas.
Por ocasião de sua passagem pelo ponto mais próximo do Sol, provocaria enorme chuva de cometas, alguns dos quais poderiam se chocar com a Terra. Um dos problemas para comprovar todas essas teorias que explicam a extinção dos dinossauros como conseqüência de um bombardeio de meteoros era a falta de um aparelho que pudesse medir com precisão a quantidade de irídio em amostras de rochas. O fato de o irídio ser muito raro na Terra e estar sempre associado à queda de meteoros contribui para a suspeita de que seja um elemento extraterrestre.
Mas recentemente os cientistas Frank Asaro, Helen Michel e Don Malone descobriram novo processo capaz de determinar com segurança a presença do irídio nas rochas terrestres. Podemos esperar para breve novas contribuições para esclarecer algumas das dúvidas que ainda envolvem a teoria sobre a extinção dos dinossauros. No passado, o IRAS – Satélite Astronômico Infravermelho – detectou o calor proveniente de um objeto a cerca de 80 bilhões de quilômetros de distância da Terra. Seria a estrela assassina? E essa estrela não seria o corpo invisível que, periodicamente, perturba as órbitas dos planetas Urano e Netuno e que os astrônomos suspeitam seja o planeta X – o décimo componente de nosso sistema solar?

7463 – Medicina – A Vertigem


É uma sensação subjetiva de movimento rotatório, instabilidade e falta de equilíbrio. Em geral, causa tontura, desorientação e confusão mental. Em casos mais agudos, a vertigem pode ainda provocar náuseas e vômito. Algumas de suas causas estão relacionadas com a posição do corpo no espaço, como no caso da vertigem que se experimenta em lugares muito altos. As ilusões causadas pela desorientação são talvez o mais perigoso aspecto da vertigem. Um piloto, por exemplo, pode achar que está ganhando altitude, quando na realidade está perdendo, ou pode julgar que guina para a direita, quando segue em linha reta.
A causa da vertigem é na maioria das vezes um distúrbio no vestíbulo que afeta o sentido do equilíbrio. O vestíbulo é uma cavidade óssea do ouvido interno, responsável pela manutenção do equilíbrio. As lesões vestibulares podem resultar de alterações em núcleos vestibulares no cérebro ou em fibras nervosas que partem desses núcleos, causadas por acidentes vasculares cerebrais, esclerose múltipla ou tumores.
As lesões vestibulares podem ser também de natureza periférica, quando atingem o labirinto ou o nervo vestibular. As inflamações do labirinto podem decorrer de traumatismos, otites, hemorragias e da chamada síndrome de Ménière. Aparentemente causada pelo acúmulo de líquido nos canais do labirinto, essa síndrome se caracteriza por acessos súbitos de vertigem, com palidez, suores, náuseas e distúrbios de equilíbrio.

7462 – O que há no centro da Lua?


Até hoje não se tem certeza sobre o que existe no núcleo da Lua. Pesquisas mostraram que o conteúdo é provavelmente líquido, composto principalmente de ferro. O tamanho do núcleo também é incerto, mas varia entre 180 a 300 quilômetros de raio. “Mas o centro da Lua não está bem no centro”, explica um astrônomo do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo. “Ele está um pouco deslocado na direção da Terra e isso acontece porque, por ser mais denso, é atraído pela força de gravidade do planeta”.

Um Pouco +
A Lua (do latim Luna) é o único satélite natural da Terra, situando-se a uma distância de cerca de 384.405 km do nosso planeta. Seu perigeu máximo é de 356.577 km, e seu apogeu máximo é de 406.655 km.
Segundo a última contagem, mais de 150 luas povoam o sistema solar: Netuno é cercado por 13 delas; Urano por 27; Saturno tem 60; Júpiter é o que tem mais até então e possui 64. A Lua terrestre não é a maior de todo o Sistema Solar – Ganimedes, uma das luas de Júpiter, é a maior – mas nossa Lua continua sendo a maior proporcionalmente em relação ao seu planeta. Com mais de 1/4 do tamanho da Terra e 1/6 de sua gravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos e onde a NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration) pretende implantar bases permanentes.
Visto da Terra, o satélite apresenta fases e exibe sempre a mesma face (situação designada como acoplamento de maré), fato que gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado de Lua nova. Seu período de rotação é igual ao período de translação. A Lua não tem atmosfera e apresenta, embora muito escassa, água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos. É apenas afetada pelas colisões com meteoritos.
É a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, em seguida vem o Sol, com uma participação menor.

7461 – Anatomia – A Cicatriz


Quando alguém se machuca, o organismo começa imediatamente a restituir a área perdida no ferimento. Constrói, assim, a cicatriz.
Ao se olhar de perto, muito perto, qualquer machucado à-toa é um tremendo desastre. A barreira da pele racha; células que deviam permanecer associadas se separam; nervos se esgarçam; vasos sanguíneos se rompem. O microscópio mostra que o resultado de uma espetadela de agulha ou de um arranhão com a lâmina de barbear, por exemplo, tem lá suas semelhanças com o efeito destruidor de uma bomba. Para consertar o estrago, reconstruindo a região do corpo em ruínas, os organismos vivos acionam um dos mais instigantes mecanismos biológicos — a cicatrização.
Sem ela, toda ferida seria uma brecha fatal, servindo de entrada para micróbios e de saída para o sangue. Mas, apesar de sua importância, os cientistas ainda não conhecem direito cada detalhe desse fenômeno.
Acredita-se que os vasos sangüíneos sejam o ponto de partida. O tecido interno das veias e artérias, conhecido por endotélio, é impermeável. No entanto, quando o sangue vaza dali, entra em contato com estruturas permeáveis. As moléculas do plasma, a parte líquida da composição sangüínea, conseguem entrar, por exemplo, nos espaços entre as células dos músculos e da derme. Encharcados dessa maneira, esses tecidos passariam a liberar uma série de substâncias capazes de dar o primeiro impulso à formação da cicatriz.
Certos tipos de células sangüíneas, as chamadas plaquetas, também reagem ao ambiente estranho, o lado de fora dos vasos em que estão acostumadas a correr. Elas, que antes circulavam livres e soltas, colam umas nas outras e se empilham nas bordas dos vasos lesados por onde o sangue está escapando. Depois, amontoadas, começam a soltar microbolsas que, ao estourar, esparramam seu conteúdo. Trata-se de substâncias que vão se juntar a outros ingredientes sangüíneos para, numa espécie de complô, modificar uma proteína circulante, o fibrinogênio.
Cercado por essas moléculas, o fibrinogênio não tem saída a não ser mudar de cara e, até, de nome. Transforma-se, então, em fibrina e assume a forma de um fio, capaz de tecer uma teia de trama tão fina, que as células do sangue não conseguem atravessar. Essa teia é o coágulo, que logo depois se desidrata e, ao secar desse jeito, forma a popular casquinha do machucado. Sob a sua proteção, acontecerá a cicatrização propriamente dita.
Nem sempre, porém, tudo acontece dessa maneira: quando se cortam grandes artérias, a pressão do fluxo sangüíneo é forte o bastante para arrebentar a teia de fibrina. Daí, só restam a linha e a agulha, para costurar o rasgo da pele. Com a sutura medicinal ou com a emenda natural de fibrina, não importa, a região machucada logo começa a emitir pedidos de socorro.
Na área lesada, falta oxigênio pela ausência da circulação, e os nervos ou foram cortados ou deixaram de enviar suas costumeiras mensagens, intoxicados por substâncias resultantes da morte de células vizinhas. Esse conjunto de efeitos funciona feito um sinal de SOS ao cérebro. Tal medida facilita a chegada de um batalhão de glóbulos brancos ao local do acidente. Entre eles, os chamados fagócitos, cujo nome, do grego, significa células capazes de comer.
Certas citoquinas, como a interleucina VI (IL6), estimulam a síntese de proteínas, acelerando a reparação dos tecidos. A interleucina I (IL1), por sua vez, ajuda na quimiotaxia, ou seja, provoca a migração de mais e mais células de defesa para a região em perigo. Há, ainda, o TNF (sigla em inglês de Fator de Necrose Tumoral) e outras substâncias, que aumentam a permeabilidade dos vasos, permitindo a saída de alguns glóbulos brancos, para atacar direto na vizinhança arrasada.
Esse mesmo tipo de citoquina induz à formação de microvasos sangüíneos sob a casca da ferida. Essas pequenas artérias serão usadas para levar nutrientes e oxigênio às células encarregadas de trabalhar pesado, enquanto durar a cicatrização. Quando o serviço estiver terminado, no entanto, os vasinhos descartáveis serão eliminados.
As moléculas produzidas pelos macrófagos vão agir no tecido conjuntivo, que em condições normais liga as diversas estruturas corporais, feito uma argamassa. Ele é constituído por diversos tipos de fibras e fibroblastos, células que em geral estão adormecidas.
Uma outra célula acelera ainda mais o serviço. Trata-se da miofibroblasto, que se agarra ao colágeno: feito um elástico, ela aproxima as extremidades das fibras, que antes estavam bem separadas. Com isso, faz pressão no sentido de fechar o corte. Apesar dessa força, a reconstrução do tecido conjuntivo costuma demorar cerca de dez dias. Pouca gente percebe que é tão demorada a cura de um machucado e esse prazo vale também para um simples furo de agulha, que some, superficialmente, em menos de três dias. Na verdade, por baixo da pele, ele leva tanto tempo para cicatrizar quanto um corte grande.
Quando termina a cicatrização, as bordas da ferida estão reunidas, as células danificadas já foram varridas da área pelos macrófagos lixeiros, os vasinhos usados para nutrir os fibroblastos desaparecem. Resta, sob a pele nova em folha, um tecido praticamente desprovido de células — que, diga-se de passagem, costuma ser idêntico na maioria das espécies animais. Decididamente, ele não é igual ao que havia ali, isto é, ao tecido conjuntivo. Pode, sim, ser comparado à camada de cola em um vaso de porcelana restaurado.
É por isso, por exemplo, que doentes com cirrose hepática costumam morrer. A doença, afinal, pode ser descrita como um processo de cicatrização desgovernado. Por motivos ainda não muito bem esclarecidos, os fibroblastos do fígado das pessoas com cirrose entram em hiperatividade e secretam enormes quantidades de fibras de colágeno. A cicatriz resultante cresce sem parar — e ela, por ser um material inerte, não faz o trabalho habitual do fígado. Por sua vez, sobra cada vez menos espaço para as legítimas células hepáticas, que em número menor não dão conta do recado, pois o volume de serviço continua o mesmo. No final, elas entram em falência.
Sabe-se que, ferido, o organismo não perde tempo. No instante seguinte a um corte, por exemplo, as células epiteliais já começam a se multiplicar. Curiosamente, elas proliferam a cerca de 3 milímetros das bordas do ferimento e ninguém conhece a razão de manterem essa distância. Aos poucos, as células novas vão deslizando, para mergulhar por baixo da crosta de sangue e tapar o buraco recém-criado. Embora esteja ocorrendo simultaneamente, isso não faz parte do processo de cicatrização. “A nova pele será idêntica à anterior.

7460 – Mega Clássicos – James Ingram – Juice Once


James Ingram (1991) - Greatest Hits The Power 0f Great Music

James Ingram (Akron, Ohio, 16 de fevereiro de 1952)
Autodidata, aprendeu a tocar piano, guitarra, baixo, bateria e sintetizador. Começou na música como um membro do grupo Revelation Funk. Durante este tempo, Ingram desenvolveu uma reputação na área de Los Angeles como um cantor de estúdio e chamou a atenção de Lamont Dozier, ex-compositor da Motown Records e produtor.
Na década de 1980, Ingram ficou mais conhecido por suas colaborações. Ele foi número 1 nas paradas pop com Patti Austin em Baby, Come to Me.
Em 1981, Ingram fez os vocais da mega clássica Just Once. Por seu trabalho neste álbum, ele ganhou um prêmio Grammy (Oscar da Música) de melhor vocalista de R&B.

7459 – É melhor não saber… – E se soubéssemos quando vamos morrer?


Conhecer o momento exato da morte pode soar tão bizarro e sinistro que esquecemos as possíveis vantagens que isso teria. No entanto, mesmo sabendo a hora certa da morte, teríamos incertezas e angústias a respeito.
A diferença entre conhecer ou não a hora da morte é apenas saber em que ponto se encontra a inevitável contagem regressiva para o fim. Resta-lhe um dia ou uma década? E essa pequena diferença mudaria uma porção de coisas. Do seu enterro à fatura do cartão de crédito.

Soa bizarro
“Bom dia, faltam 27 anos e 12 dias para sua morte”, diria o despertador. Encarar o fim seria parte do cotidiano de todos. Hoje, há ONGs, como a Bucket List Foundation, que arrecadam fundos para realizar sonhos de pacientes terminais. Em um mundo em que se sabe a hora da morte, todas as pessoas se sentiriam como pacientes terminais.
Sabendo quando morreriam, seria possível escolher como se despedir. Seria praxe o velório em vida, uma ocasião tão personalizável quanto o casamento. E, para se distanciar do luto em algumas culturas, os mais religiosos fariam missa pré-morte, a fim de pedir bênçãos para o futuro morto.
Lojas exigiriam a data de morte do cliente para liberar compras a crédito. “Senão, uma minibolha poderia surgir com empréstimos não pagos”, diz o economista Gabriel de Barros. E bancos exigiriam seguros para cobrir inadimplência por morte. Hoje, eles só liberam empréstimos a idosos a juros mais altos.
Um quarto dos brasileiros morre antes da aposentadoria. Se soubessem disso, dificilmente contribuiriam para a previdência. Se o déficit do INSS em 2011 já foi de R$ 36,5 bilhões, dificilmente ele resistiria nessas circunstâncias. O sistema previdenciário, se existisse, teria de mudar.
Em São Paulo, três de cada dez pessoas têm algum transtorno mental (que pode ser estresse ou até psicose). Quem fosse morrer em pouco tempo poderia pirar. Haveria gente saindo do bar sem pagar, ficando nu na praça etc. Talvez até tivesse professor de química virando traficante, como na série Breaking Bad.
Em São Paulo, três de cada dez pessoas têm algum transtorno mental (que pode ser estresse ou até psicose). Quem fosse morrer em pouco tempo poderia pirar. Haveria gente saindo do bar sem pagar, ficando nu na praça etc. Talvez até tivesse professor de química virando traficante, como na série Breaking Bad.

7458 – Educação e Imitação – Até que ponto pode nos servir a experiência alheia?


Um grande número de pessoas, inclusive educadores acham que podemos desenvolver uma personalidade ideal mediante a imitação de modelos ideais. A educação tradicional é baseada na imitação.
Pais e mestres são pródigos em apontar modelos aos filhos e alunos. Grandes homens, santos e heróis são tomados como modelos.
A imitação pura e simples destrói, porque educar quer dizer: trazer de dentro para fora. Instruir é acumular informações. Educar é desenvolver potencialidades. Quanto mais informações específicas possui um engenheiro, mais funcional é a ponte que ele constrói. Mas a educação pela imposição de modelos não é eficiente. A experiência alheia, portanto, não deve ser tomada como imitação, mas somente fonte de inspiração.

7457 – Tempo sujeito a chuvas e trovoadas


O tempo continua sujeito a chuvas e trovoadas em qualquer lugar do mundo. Ainda mais num pais tropical, como é em boa parte o Brasil, onde os fenômenos meteorológicos, como as chuvas de verão, podem acontecer sem prévio aviso.
O hemisfério sul tem uma porção pequena de terra, comparada com a superfície de água. Por isso, as massas de ar que invadem o continente são todas úmidas e não muito frias. O ar tropical marítimo é a massa de ar predominante na América do Sul. Sua estabilidade e condições de tempo variam de um lugar para o outro. Na área banhada pelo Atlântico os ventos sopram geralmente do noroeste para o sudeste. Depois que chegam ao interior do Brasil podem voltar bruscamente para o Sul ou virar para as áreas amazônicas e Nordeste.
Resultado das ações das massas de ar, as frentes frias ou quentes são importantes como zonas de transição. Embora as massas de ar tenham condições mais ou menos uniformes, podem ocorrer grandes mudanças nas frentes; assim, por exemplo, surgem as nuvens espessas de chuva. As frentes mais comuns têm ar úmido, quente, de um lado, e ar frio, quase sempre seco, do outro. Na sua superfície inclinada, o ar quente fica em cima e o frio, embaixo. Conforme os movimentos do ar frio e quente, por ação dos ventos, a temperatura em dada região subirá ou baixará.

O trabalho dos meteorologistas é vigiar a direção e o comportamento dessas inconstantes massas de ar. A medição da pressão, temperatura, umidade e direção do vento é feita em estações de controle e coleta de dados. A nível internacional, essa atividade pode ser comparada a uma imensa orquestra, cujo maestro se chama Organização Meteorológica Mundial (OMM), filiada à ONU e com sede em Genebra, Suíça. Por determinação da OMM, os Estados Unidos, onde se concentram os mais sofisticados aparelhos de previsão do tempo das Américas, são responsáveis pela reunião dos dados coletados no continente. O Inemet, que centraliza os dados referentes ao Brasil, recebe dos EUA informações sobre toda a América Latina.
Para o Brasil, o Inemet se vale das informações coletadas três vezes por dia pelos termômetros, barômetros, anemômetros (que medem a velocidade dos ventos), heliógrafos (medem a radiação solar) e outros aparelhos instalados nas 250 estações chamadas de superfície existentes no pais – e onde quase sempre faltam funcionários. Além disso, todas as manhãs, a Aeronáutica lança em doze aeroportos balões equipados com pequenos transmissores de rádio descartáveis que pesam apenas 190 gramas. Esses transmissores, as radiossondas chegam até 33 mil metros – portanto, já na estratosfera. À medida que sobem, enviam às estações receptoras de terra, conhecidas como estações de altitude, as informações que vão recebendo.De posse desse conjunto de dados, os meteorologistas podem montar um quadro tridimensional do que está acontecendo na atmosfera.
Apesar do atraso tecnológico da meteorologia brasileira em comparação com o Primeiro Mundo, o Brasil único país da América Latina que põe de equipamentos para analisar as imagens dos satélites. Isso faz uma boa diferença.
A previsão de médio e longo prazo é fundamental para a agricultura, vítima de secas e geadas. Há estimativas de que, em média, 30 por cento das safras são perdidas por problemas climáticos. Dispondo de dados fornecidos pelo Inemet, os agricultores podem antecipar ou adiar a época do plantio. Pelo menos no que se refere ao Nordeste e às travessuras do El Ninõ, fenômeno que acontece no Pacífico mas afeta o clima do mundo todo, o Brasil tem condições de fazer uma boa previsão.

7456 – Qual a diferença entre bebida fermentada e destilada?


As bebidas destiladas têm teor alcoólico mais alto. Todas as bebidas passam pela fermentação, produzida principalmente por leveduras. Mas algumas, depois disso, passam ainda por um processo de destilação, ou seja, os álcoois e ácidos orgânicos – responsáveis pelo odor e pelo sabor – presentes na bebida são transformados em vapor e depois, novamente em líquido. Assim, vão para outro recipiente, mas sem a água existente na bebida: como ela tem um ponto de ebulição mais alto, não evapora totalmente e o líquido resultante fica muito mais concentrado. É o caso, por exemplo, do uísque, da caninha e da vodca. “As bebidas fermentadas, como a cerveja e o vinho, têm, no máximo, 18% de álcool, enquanto as destiladas podem atingir até 70%”, explica um bioquímico da Universidade de São Paulo.

7455 – Mega Sampa – Praia em São Paulo?


Quase…
Um decreto do ex-prefeito Gilberto Kassab de 14 de novembro de 2012, oficializou e regulamentou o uso de 18 praias na represa do Guarapiranga. Com o reconhecimento da prefeitura, serão fiscalizadas pela Marinha e deverão receber placas de sinalização turística e medição da qualidade de suas águas. Veja a lista a seguir:
Praia Rivieira -2 km de extensão
Praia São Francisco – 850 metros
Praia Guaraci – 260 metros
Praia Ilha da Formiga – 275 metros
Praia dos Funcionários – 1,3 km
Praia Dedo de Deus – 1 km
Praia Golfe Clube – 1,9 km
Praia Palmeiras – 3,6 km
Praia Terceiro Lago – 1,2 km
Praia Pública 3° Lago – Não há faixa de areia – Infreestrutura – Banheiros
Praia Messiânica – 475 metros
Praia Paulistana – 3,2 km
Praia Parque 9 de Julho – 400 metros
Praia Parque Náutico – 300 metros – Rampa para embarcações, banheiros
Praia Guarujapiranga – 500 metros – Restaurantes e banheiros
Prainha do Restaurante – 125 m – Restaurante
Praia do Sol – 1,2 km – Pista de caminhada, futebol de areia, campos de futebol, playground, ciclovia, equipamentos para exercícios, restaurantes e banheiros.
Praia Parque da Barragem – 300 metros – Pista de caminhada, futebol de areia, campos de futebol, playground, ciclovia, equipamentos para exercícios, restaurantes.

Guarapiranga vista da Av Robert Kennedy
Guarapiranga vista da Av Robert Kennedy

Responsável por abastecer cerca de 3,5 milhões de habitantes, a Guarapiranga deverá receber sinalização de trânsito semelhante a de outros pontos turísticos da capital, como os parques Ibirapuera e Anhembi.

7454 – Droga para elevar colesterol “bom” é alvo de recall global


O remédio Cordaptive, que associa duas substâncias para aumentar o colesterol “bom” (HDL) e reduzir o “ruim” (LDL) e os triglicérides, vai ser recolhido nos cerca de 40 países onde era vendido, inclusive no Brasil.
De acordo com a MSD (Merck), fabricante da droga, a decisão foi tomada após a análise de dados preliminares de um estudo internacional sobre o remédio.
A pesquisa, com mais de 25 mil pessoas, mostrou que o Cordaptive não reduz o risco cardíaco e, ainda, aumenta a chance de efeitos colaterais não fatais, mas que não foram detalhados pela empresa.
No Brasil, segundo o laboratório, 1.500 pessoas usam o medicamento. Recomenda-se que elas procurem seus médicos para receberem novas prescrições.
O resultado ruim vem depois da interrupção de dois testes clínicos sobre outros medicamentos que também tentavam reduzir o risco cardíaco aumentando o colesterol “bom”, o que levanta dúvidas sobre o futuro dessa estratégia para evitar infartos.
O Cordaptive é composto por niacina (vitamina B3) e uma substância chamada laropipranto. A niacina ou ácido nicotínico reduz a produção de triglicérides (gorduras) e aumenta a fabricação do colesterol “bom”, que ajuda a “limpar” as artérias, recolhendo as gorduras que formam placas nos vasos.
O problema é que essa substância é vasodilatadora e causa vermelhidão intensa e sensação de calor no rosto, como explica o cardiologista Raul Santos, diretor da unidade clínica de lípides do Incor (Instituto do Coração da Hospital das Clínicas de SP).
Para aumentar a tolerância dos pacientes à niacina, foi adicionada ao remédio a substância laropipranto, que combate esse efeito colateral. É essa combinação que vai sair do mercado. A niacina sozinha continua à venda.
De acordo com Santos, o remédio é recomendado a pessoas que não conseguem tomar as estatinas, drogas mais usadas no controle do colesterol, por sofrerem com alergias ou dores musculares.
Pacientes que já haviam infartado e tinham colesterol “bom” muito baixo e os que têm triglicérides e colesterol “ruim” muito altos também poderiam usar o medicamento associado às estatinas.
Em 2011, um artigo publicado no “New England Journal of Medicine” questionava se já não era hora de aposentar a niacina. Em sua forma isolada, ela está no mercado há 50 anos, mas, em estudos recentes, a droga tem mostrado resultados fracos.
Segundo o cardiologista, editor da diretriz brasileira para o tratamento do colesterol elevado familiar, apesar do resultado “decepcionante” do Cordaptive, a niacina sozinha ainda pode beneficiar alguns pacientes. No entanto, sua indicação fica cada vez mais restrita.

colesterol droga

7453 – Farmacologia – O Modafinil


Trata-se de um fármaco neurotrópico.
Nos Estados Unidos, o modafinil é aprovado pelo FDA para o tratamento da narcolepsia e apneia do sono. Em alguns países seu uso é aprovado também para o tratamento da sonolência diurna. Em 2010 a Agência Europeia de Medicamentos atualizou a lista de indicações do medicamento para apenas sonolência ligada a narcolepsia.

Contra-indicações – Crianças, hipertensos e pessoas com arritmias.

Nomes comerciais

Fique atento às contra-indicações
Fique atento às contra-indicações

Stavigile (Brasil). Veja a bula do medicamento.
Provigil (Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Itália, Bélgica)
Vigil (Alemanha)
Modalert, Provake, Modapro, Modafil (Índia)
Modiodal (França, México, Turquia, Grécia, Suécia, Dinamarca, Portugal, Países Baixos)
Modavigil (Austrália)
Alertec (Canadá)
Vigicer (Argentina)
Resotyl, Mentix, Alertex, Zalux (Chile)
Modasomil (Áustria, Suíça)
Vigia (Colômbia)

PRECAUÇÕES:
Sistema Cardiovascular: não é recomendado o uso da modafinila em pacientes com história de hipertrofia ventricular esquerda ou alterações isquêmicas no ECG, dor no peito, arritmia ou outras manifestações clinicamente significativas de prolapso da válvula mitral em associação ao uso de estimulantes do SNC. A modafinila não foi avaliada ou utilizada em qualquer extensão apreciável em pacientes com história recente de infarto do miocárdio ou angina instável, devendo estes pacientes ser tratados com cautela. A modafinila não foi sistematicamente avaliada em pacientes com hipertensão. O monitoramento periódico de pacientes hipertensos é apropriado. Sistema Nervoso Central: é recomendada cautela quando da administração da modafinila em pacientes com história de psicose. Medicação Concomitante: Os pacientes devem informar seus médicos se estiverem tomando ou planejarem tomar alguma prescrição ou medicamentos sem receita médica, devido ao potencial de interação entre Stavigile e outros fármacos. Álcool: Os pacientes devem ser alertados de que o uso de Stavigile em combinação com álcool não foi estudado. É prudente evitar o álcool enquanto estiverem em tratamento com Stavigile. Reações dermatológicas: foram relatados casos raros de reações dermatológicas graves, incluindo síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, angioedema, reações de hipersensibilidade em múltiplos órgãos (miocardite, hepatite, dentre outros). Na ocorrência de tais sintomas, o tratamento com a modafinila deve ser interrompido. Sintomas psiquiátricos: relatos pós-comercialização da modafinila descreveram a ocorrência de sintomas como mania, delírios, alucinações e ideação suicida. Na ocorrência de tais sintomas, a terapia com a modafinila deve ser interrompida.

7452 – Mega Notícias – Gás letal ajuda na gravidez


O monóxido de carbono (CO) é venenoso. Mas, durante a gravidez, pode até fazer bem. Cientistas alemães injetaram pequenas doses de CO em ratas grávidas – que, graças a isso, tiveram uma gestação mais tranquila e sem problemas. A suposta explicação é que o gás diminui a ação da enzima HO-1, que atrapalha a formação do feto.

Universidade pode ter exame antidoping
Professores da Universidade de Cambridge (Inglaterra), uma das mais importantes do mundo, estão debatendo a realização de antidoping nos estudantes antes das provas. O motivo é a alta no uso de medicamentos que supostamente turbinam a inteligência, como ritalina e modafinil.

“Hormônio do amor” pode curar alcoolismo
Doses extras de ocitocina, hormônio produzido pelo organismo durante o orgasmo, o parto e em situações de afeto, podem ajudar a curar o vício em álcool. A descoberta é de um estudo da Universidade da Carolina do Norte, em que 11 voluntários alcoólatras receberam o hormônio.

Ser medroso pode matar
Por dois anos, cientistas da Universidade de Chicago observaram 28 roedores. Um grupo era calmo, mas o outro tinha medo de tudo. Os ratinhos medrosos viveram em média 20% menos. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque neles o cortisol (hormônio do estresse) ficava sempre em níveis altos, o que causa danos ao organismo.

7451 – Remédio para pressão alta ajuda a prevenir demência


Um estudo realizado entre 774 homens sugere que a ingestão de betabloqueadores pode reduzir o risco de demência. O medicamento é largamente usado para problemas cardíacos, como tratar pressão alta, um conhecido fator de risco para a demência.
A pesquisa, que será apresentada na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, em março deste ano, foi feita por meio de autópsias em 774 homens.
De acordo com os pesquisadores da Universidade do Havaí, aqueles que tomavam betabloqueadores para controlar a hipertensão mostraram ter menos lesões cerebrais do que homens que não estavam recebendo tratamento algum contra hipertensão ou que tomavam outros tipos de medicamentos para lidar com o problema.
Entre os homens examinados, 610 sofriam de hipertensão e estavam sob tratamento.
De acordo com o autor do estudo, Lon White, ”com o aumento previsto no número de pessoas com Alzheimer, à medida que a população mundial se torna mais velha, fica cada vez mais importante identificar fatores que podem retardar ou prevenir a doença”.
Pessoas que sofrem de hipertensão arterial devem procurar auxílio médico a fim de evitar complicações como doenças cardíacas, derrames e demência vascular.
Hipertensão pode danificar os pequenos vasos que levam sangue ao cérebro. O sangue fornece o oxigênio essencial para o funcionamento do cérebro.
A demência vascular é a segunda forma mais comum de demência após o Mal de Alzheimer e pode ocorrer se o fluxo de sangue ao cérebro for reduzido.
Uma outra pesquisa, realizada há dois anos, entre um grupo bem maior de homens, um total de 800 mil, já havia sugerido que outro remédio usado para conter a hipertensão, conhecido com bloqueador dos receptores da angiotensina (ARB), pode reduzir o risco de demência, inclusive do Mal de Alzheimer, em até 50%.

7450 – ONG americana quer evitar futura colisão de asteroide


Uma organização não governamental dos EUA quer literalmente salvar o planeta. A Fundação B612- uma homenagem ao asteroide ficcional de “O Pequeno Príncipe”- pretende construir um satélite para identificar asteroides perigosos em rota de colisão com a Terra, dando aos terráqueos tempo suficiente para evitar o pior.
Grandes asteroides são um jeito comprovadamente eficaz para dizimar a vida no planeta, como bem descobriram os dinossauros.
Para dar aos humanos a chance de ter um destino diferente, a B612 tem o ambicioso projeto de conseguir identificar quase todas as pedras potencialmente perigosas para nós.
A ideia de torrar algumas centenas de milhões de dólares para se prevenir contra um pedregulho voador parece coisa de aficionado em ficção científica, mas o projeto envolve astrônomos, físicos e até alguns astronautas.
Batizado de Sentinela, o satélite deve ser do tamanho de de uma pequena caminhonete. O objetivo é colocá-lo na órbita do Sol e usar raios infravermelhos para localizar os bólidos ameaçadores.
A expectativa do grupo é que eles consigam colocar o telescópio para funcionar até 2018. Os dados coletados serão compartilhados com a Nasa e com outros centros.
Hoje, a maior parte do trabalho de mapeamento de asteroides é feita por telescópios aqui na Terra.
Em 2011, o Brasil inaugurou seu próprio telescópio, no sertão de Pernambuco, para monitorar asteroides: o projeto Impacton, do ON (Observatório Nacional).
Segundo Jorge Carvano, pesquisador do órgão, estudar esses pedregulhos diretamente no espaço pode ser mais vantajoso.
O veterano em voos do ônibus espaciais Ed Lu é o presidente da companhia, enquanto Rusty Schweickart, do programa Apollo, é o presidente de honra.
Batizado de Sentinela, o satélite deve ser do tamanho de de uma pequena caminhonete. O objetivo é colocá-lo na órbita do Sol e usar raios infravermelhos para localizar os bólidos ameaçadores.
A expectativa do grupo é que eles consigam colocar o telescópio para funcionar até 2018. Os dados coletados serão compartilhados com a Nasa e com outros centros.
Hoje, a maior parte do trabalho de mapeamento de asteroides é feita por telescópios aqui na Terra.
Em 2011, o Brasil inaugurou seu próprio telescópio, no sertão de Pernambuco, para monitorar asteroides: o projeto Impacton, do ON (Observatório Nacional).
Segundo Jorge Carvano, pesquisador do órgão, estudar esses pedregulhos diretamente no espaço pode ser mais vantajoso.
Mas, uma vez encontrado um asteroide vindo em direção à Terra, o que podemos fazer? A fundação também se dedica a pensar em várias alternativas para essa questão. E, por incrível que pareça, os roteiros dos filmes que abordaram o tema não estavam muito distantes da realidade.
Explosões nucleares para desviar as pedras são uma provável alternativa, mas também há outras tecnologias em discussão.

caçador galático

7449 – Por que encolhemos quando ficamos velhos?


Efeito da gravidade
Nossa altura diminui até 2 mm ao longo do dia, devido à gravidade. Durante o sono, hormônios como o GH, do crescimento, recuperam essa perda. Mas, com o tempo, essa regeneração enfraquece. E a mulher encolhe mais porque tem menos testosterona, hormônio ligado à manutenção da massa muscular.
Os discos
São estruturas flexíveis de cartilagem fibrosa, que compõem 25% da coluna vertebral. Eles servem para, entre outras coisas, absorver impactos e diminuir o atrito entre as vértebras. Ao longo da vida, perdem líquido e se achatam.
Os ossos
Outro causador da diminuição da coluna vertebral é o desgaste das próprias vértebras. Com o tempo, a parte superior desses ossos sofre alteração na densidade. Ou seja, eles ficam mais moles. E a pessoa, mais baixa.
Pés chatos
Lá embaixo, os ossos que nos sustentam são curvados. Mas eles se achatam com o tempo, assim como os discos. Até mesmo quem tem pés chatos já na juventude sofre essas consequências na velhice, mesmo que em menor escala.
Músculos
Perdemos massa muscular com o avançar da idade, o que dificulta uma postura correta (especialmente no abdômen, que ajuda a deixar as costas retas). Isso ocorre porque há um declínio natural nos níveis de hormônios anabólicos, que produzem nutrientes para armazenar energia e gerar tecidos. Esse desequilíbrio faz com que outro tipo de hormônio, os catabólicos, passem a enfraquecer nossos tecidos. E, assim, ficamos corcundas.

7448 – Vacina contra o cigarro


O cigarro será varrido da face da Terra – e ninguém entenderá por que seus antepassados insistiam em consumir um produto que, além de fazer tão mal à saúde, não tem a menor graça. Esse cenário utópico poderá se tornar realidade graças a uma descoberta de cientistas da Universidade Cornell, nos EUA, que criaram uma vacina que bloqueia a nicotina – o princípio ativo do cigarro. Quando o indivíduo toma essa vacina, seu corpo recebe um novo gene. Esse gene passa a produzir anticorpos que se ligam à nicotina, impedindo que ela chegue ao cérebro. A invenção já foi testada com sucesso em ratos: bastou uma única dose para tornar os camundongos imunes à nicotina pelo resto da vida. É a primeira vez que uma vacina antinicotina funciona (uma versão anterior, conhecida como NicVAX, acabou fracassando após 11 anos de desenvolvimento). O medicamento poderia ser usado tanto para proteger quem não fuma quanto para ajudar os fumantes que desejam se livrar do vício.
Como envolve a introdução de um novo gene no organismo, um processo bastante delicado, a vacina ainda terá de passar por muitos testes antes de chegar ao mercado. Mas isso deve acabar acontecendo. “Se o grau de eficácia que vimos for o mesmo para humanos, a vacina pode ser uma terapia preventiva efetiva para a dependência em nicotina”, diz o médico Ronald Crystal, líder do estudo. Milhões de vidas poderão ser salvas. E a humanidade poderá esquecer a era do tabaco.

7447 – Vacina contra HPV passa a ser indicada para câncer anal


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma nova indicação para a vacina contra o HPV (papilomavírus humano).
Agora, além de indicada para prevenir câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em homens, a mesma vacina passa a valer no combate ao câncer anal, para ambos os sexos.
A idade em que a imunização deve ser feita continua a mesma –de 9 a 26 anos–, para que a prevenção seja feita antes do contato com o vírus.
Por enquanto, a vacina contra HPV não faz parte do programa nacional de imunização e está disponível em clínicas particulares. Municípios como Taboão da Serra (SP) e Campos (RJ) já anunciaram a oferta da vacina.
A aprovação da nova indicação foi baseada em um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”, que mostrou que a vacina diminuiu em 77% as lesões causadas pelos tipos de HPV cobertos na vacina quadrivalente (6, 11, 16 e 18) e em 55% as lesões associadas a outros 14 tipos de HPV.
Os 602 voluntários do estudo eram homens mais suscetíveis a desenvolver o câncer anal por praticarem sexo com outros homens.
Mas, segundo a pesquisadora Luisa Villa Lina, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e uma das maiores especialistas em HPV no país, a ampliação da indicação para homens e mulheres em geral foi feita porque entende-se que o benefício pode ser extrapolado.
“A frequência de câncer anal é maior em mulheres e em homens que fazem sexo com homens, mas a doença também acomete héteros e quem nunca fez sexo anal.”
Isso porque o HPV é altamente transmissível e pode ser transferido na relação sexual com a mulher ou pela manipulação com os dedos.
Grupos de maior risco, porém, poderão ter a indicação reforçada por seus médicos, como pacientes com HIV.
O câncer de ânus é raro (1,5 caso em 100 mil pessoas), mas, nos últimos anos, a incidência do tumor cresceu 1,5 vez entre os homens e triplicou entre as mulheres, segundo artigo da “Revista Femina”, da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
Uma explicação é o fato de mulheres com infecção cervical pelo HPV terem um risco três vezes maior de infecção anal simultânea, segundo estudo feito no Havaí.
Cerca de 80% da população sexualmente ativa já teve contato com o HPV. Nem todos, porém, desenvolverão verrugas genitais ou câncer.

câncer anal

7446 – Por que tomamos vacina injetável se existe a oral?


Só doenças contraídas pela ingestão de água e de alimentos contaminados têm vacina oral. É o caso do rotavírus e do vírus da pólio. Assim, a gotinha faz o mesmo trajeto do vírus.
Já contra doenças transmitidas pelo ar – como tuberculose, difteria, coqueluche, sarampo e caxumba -, só resta a injeção.
Mas a diferença entre vacina oral e injetável não termina na aplicação. A oral é feita com vírus atenuados. Isso significa que o agente infeccioso é processado em laboratório e perde seu poder nocivo. Uma vez no corpo, ele se reproduz e provoca a resposta imunológica do organismo da mesma forma como o vírus que causaria a doença. Já a vacina injetável pode usar o agente infeccioso inativado. Ou seja, ele está morto, incapaz de se reproduz dentro de nós (ou seja, se fosse ingerido em vez de injetado, iria embora nas fezes). Isso elimina o risco já ínfimo de se desenvolver a doença, que é de um caso para 800 mil nas vacinas de via oral. Até dezembro, o Brasil vai ter a versão injetável da vacina contra a pólio.

Veja os 5 tipos vacina. Delas, apenas a atenuada pode ser oral

ATENUADA
Uma versão enfraquecida do vírus se reproduz no corpo, e o sistema imunológico o combate como se fosse o original.

Exemplos: vacina contra sarampo.

CONJUGADA
A vacina é turbinada com uma proteína, e a resposta do corpo fica mais potente, eficaz e duradoura.

Exemplos: vacina pneumocócica 10 e meningocócica C.

COMBINADA
Uma única aplicação reúne diferentes vírus e bactérias – o que imuniza a pessoa contra várias doenças de uma só vez.

Exemplos: tríplice bacteriana e tríplice viral.

INATIVADA
É usado o agente infeccioso morto – ou só um pedacinho dele. Com isso, elimina-se o ínfimo risco de a vacina desenvolver a doença.

Exemplos: vacinas contra raiva e tétano.

RECOMBINANTE
Usa vírus geneticamente modificados, semelhantes aos que nos atacam, mas que jamais provocam a doença.

Exemplos: vacina contra hepatite B e HPV.