6834 – Medicina Alternativa – Terapia neural usa injeção de anestésico para tratar sintomas crônicos


Desconhecida no Brasil, a terapia neural propõe o tratamento de sintomas usando injeções de uma substância chamada procaína, que, segundo o método, provoca um estímulo no sistema nervoso e “reorganiza” funções do organismo.
A técnica, que surgiu na Alemanha na década de 1920 e é popular em países da Europa e da América Latina, tem princípios parecidos com os da acupuntura: considera o corpo como um todo e não se preocupa necessariamente com a cura.
Para a terapia neural, fatores físicos e emocionais, como um trauma ou uma cirurgia, desequilibram o sistema nervoso. Essas alterações levam a sintomas físicos, entre eles dores crônicas, insônia ou prisão de ventre.
A aplicação da substância seria capaz de restaurar o equilíbrio neurológico, o que contribuiria para o desaparecimento do problema.
“A terapia ‘apaga’ as memórias irritativas [relacionadas a traumas] do sistema nervoso”, diz Afonso Jorge França, ortopedista e terapeuta neural.
A procaína é um anestésico local injetável pouco usado hoje. Nessa terapia, sua função de anestésico é a menos importante, tanto que é usada superdiluída.
“Pensamos na procaína como um estímulo, não como um remédio, assim como a agulha da acupuntura é um estímulo e o glóbulo da homeopatia é outro”, afirma a terapeuta ocupacional Silvia Serber. Ela acabou de fazer um curso do método na Colômbia e está trabalhando com a técnica aqui no país.
Na terapia neural, uma cicatriz pode ser desbloqueada (como se a lembrança associada a ela fosse apagada). Cicatrizes, por sinal, são tidas como pistas importantes para tratar um problema.
Outro ponto fundamental é a saúde dos dentes –por ser uma região muito enervada–, o que faz a técnica ser praticada por dentistas.
“Grande parte das doenças sistêmicas têm origem na cavidade bucal. É possível aplicar a terapia na boca e tratar males à distância”, diz um dentista da USP.

Quais os riscos?
A terapia neural é contraindicada para quem tem alergia à procaína ou a outros anestésicos usados, como xilocaína.
Segundo a anestesiologista Fabíola Minson, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, a procaína é considerada mais alergênica do que outros analgésicos usados pela medicina convencional. Para ela, o tratamento oferece riscos.
“Qualquer procedimento invasivo tem risco de infecção. O fato de ser feito por não médicos me preocupa bastante.”
Segundo José Oswaldo de Oliveira Júnior, neurocirurgião do Hospital A.C. Camargo, não há evidências suficientes para justificar a terapia neural. “O profissional que faz deve ter o consentimento do paciente e assumir o risco.”
O Conselho Federal de Medicina ainda não avaliou o tema e não endossa e nem proíbe a terapia.

6833 – Anestésicos – A Xilocaína


A lidocaína ou xilocaína®, 2-(dietilamino)-N-(2,6dimetilfenil) acetamido, é um fármaco do grupo dos antiarritmicos da classe I (subgrupo 1B), e dos anestésicos locais que é usado no tratamento da arritmia cardíaca e da dor local (como em operações cirúrgicas). É pouco tóxica.
Usos clínicos
Taquicardia ventricular, especialmente pós Infarto agudo do miocárdio (IAM), é a primeira escolha.
Fibrilação ventricular, primeira escolha.
Anestésico local em pequenas operações cirúrgicas (como as dentárias).
Enquanto ambos antiarritmico e anestésico local, é um bloqueador rápido dos canais de sódio, activados ou inativados, existentes nos miócitos especializados do sistema de condução (coração) ou nervos periféricos.
Para efeito antiarrítmico, seu uso intravenoso é o de escolha. Podendo ser utilizada por via endotraqueal em casos de emergência, quando o acesso venoso ainda não foi estabelecido.
Utiliza-se também a aplicação em spray para anestesia tópica de mucosas, a exemplo de seu uso na endoscopia digestiva e técnicas de intubação com o paciente acordado.
Para bloqueios anestésicos loco-regionais, infiltra-se com agulha o anestésico na pele, ou na proximidade de troncos nervosos.
Também é utilizada em raquianestesia e anestesia peridural.
Encurta o potencial de ação e prolonga a diástole. Diminui a taxa de contração cardiaca, eliminando especialmente os batimentos ectópicos.
Impede a condução de potencial de ação nos axónios dos nervos periféricos, quando usada tópicamente.
São raros os efeitos tóxicos da lidocaína. Em geral só aparecem em decorrência de sobredose ou injeção intravascular inadvertida.
Dentre as manifestações, podemos citar:
Hipotensão arterial
Sensação de cabeça leve
Tinitus (zumbido no ouvido)
Parestesias – Sensação de formigamento na língua e lábios
Como manifestações mais graves podemos observar:
Convulsões
Colapso cardiovascular

Informação química
Fórmula molecular C14H22N2O
Massa molar 234.33
SMILES CCN(CC)CC(=O)Nc1c(C)cccc1C
Sinónimos 2-(Diethy​lamino)-N​-(2,6-dim​ethylphen​yl)acetam​id, 2-Diethyl​amino-2′,​6′-acetox​ylidide, Lidothesin

6832 – Chip cerebral já tem nova bateria: o próprio cérebro


Empresas como a americana BrainGate pesquisam uma interface direta entre cérebro e computador: implantes cerebrais. Com eles, a internet se tornaria uma extensão da mente, e qualquer smartphone seria posto no chinelo. Mas de onde viria a eletricidade para esses chips? Pesquisadores do MIT encontraram uma resposta: uma célula de silício que obtém corrente elétrica de moléculas de glicose no líquido cefalorraquidiano, que envolve o cérebro e a medula. O objetivo inicial é que ela alimente implantes que comandarão os membros de pacientes com lesões na coluna.

A ideia de usar a glicose como combustível de implantes surgiu na década de 1970. Na época, buscava-se uma fonte de energia para marca-passos. Só que a corrente obtida era irrisória, e a glicose foi substituída pela bateria de lítio. Desde então, duas coisas importantes mudaram: as enzimas usadas naquela época para quebrar a glicose foram substituídas por catalisadores de platina, que não se desgastam, e estamos próximos de desenvolver chips que exigem correntes elétricas muito baixas. Isso significa um passo a mais para a recuperação da visão, da audição, da memória em pacientes de Alzheimer e até da qualidade de vida em quem sofre de estresse pós-traumático. E outro passo para fazer buscas do Google num simples pensamento.

6831 – ☻Mega Byte – Computadores vão se equiparar à mente humana no ano 2029


O monstrengo, agora só no Museu

Em coisa de 50 anos, a humanidade será completamente diferente do que sempre foi. Máquinas menores que a espessura de um fio de cabelo ajudarão a manter a saúde no interior do corpo e participarão da atividade cerebral, tornando mundos virtuais tão realistas para os sentidos quanto o mundo verdadeiro. E a imortalidade estará ao nosso alcance.
Embora possa soar absurdo, mas, o maior proponente dessas ideias certamente não é maluco. Um dos inventores mais brilhantes das últimas décadas, o americano Ray Kurzweil é um importante impulsor da inteligência artificial há mais de 30 anos. Entre suas criações estão sistemas de reconhecimento de caracteres e de voz.
Aos que torcem o nariz para a sua futurologia, Kurzweil lembra que, usando o mesmo raciocínio, ele foi capaz de prever a explosão mundial da internet quando ela se resumia a 2.000 cientistas usuários, na década de 1980. Ele prevê alguns avanços notáveis que podem servir de balizas para o seu poder de previsão. O inventor sugere, por exemplo, que um computador poderá exibir comportamento que imite de forma indistinguível um ser humano em 2029.

Trechos de sua entrevista:

O sr. fala do aumento exponencial da tecnologia, mas há quem já fique irritado de ter de comprar um iPhone novo todo ano. O próprio perfil de consumo não vai frear o ritmo de avanço tecnológico?

Resposta – Isso não vai acontecer, porque a tecnologia está evoluindo para se adaptar ao ser humano. Quando eu era jovem, computadores eram só para engenheiros e técnicos. Hoje, a interface está cada vez mais simples e intuitiva. Hoje, as pessoas conhecem faixas muito estreitas do conhecimento, mas temos nossas ferramentas computadorizadas para encontrar as informações de que precisamos. Então, já estamos expandindo nossas mentes por essas ferramentas. No fim das contas, elas vão parar dentro do nosso corpo e do nosso cérebro.

Como o sr. vê o percurso futuro da tecnologia, uma vez que mesmo eventos como guerras mundiais ou recessões econômicas fortes parecem ser incapazes de frear seu avanço? Há um limite?
R: Os limites definitivos, que vêm das leis da física, na verdade não são muito limitadores. Podemos expandir nossa inteligência trilhões de vezes antes de alcançar esse limiar. Agora, o que pode parar tudo é um derretimento existencial da civilização. Isso não é impossível. Nós temos armas atômicas em número suficiente para fazer isso.

E quanto ao risco representado por novas tecnologias?
R: Eu escrevi muito sobre o risco existencial vindo da genética, da nanotecnologia e da robótica. Eu não acho que a solução certa seria banir essas tecnologias. Primeiro, estaríamos nos privando dos benefícios. Ainda há muito sofrimento no mundo. Não acho que queremos dizer aos pacientes de câncer, “bem, estamos muito próximos de reprogramar a biologia e eliminar o câncer, mas vamos cancelar tudo isso por causa do risco de bioterrorismo”.

Em segundo lugar, seria preciso um sistema totalitário para impor um banimento em biotecnologia.

Mais importante, contudo, isso não funcionaria. Só empurraríamos essas tecnologias para o submundo, onde as únicas pessoas que teriam acesso a elas seriam os criminosos.
Cientistas responsáveis, com quem contaríamos para nos proteger, não teriam acesso às ferramentas para fazer isso.

Embora sua visão seja extremamente otimista quanto ao avanço da medicina, temos um sistema de desenvolvimento e aprovação de novos medicamentos que consome muitos anos. Isso não impedirá a evolução acelerada?
R: Eu acho que há problemas com a regulação. Mas não acho que seja um problema com a FDA [agência que regula remédios nos EUA] e com as agências reguladoras de outros países, e sim com as expectativas públicas e a ideia do juramento de Hipócrates, que eu acho errada. Ele diz: “em primeiro lugar, não faça mal”. Se você quer não fazer mal, demita todos os médicos e feche todos os hospitais, porque então você nunca faria mal nenhum. Sempre que você tenta ajudar as pessoas, há uma possibilidade de fazer mal a elas.

6830 – Mundo dos DJs – Não Recebeu os Créditos


Em setembro de 1989, o grupo italiano de música eletrônica Black Box permaneceu durante seis semanas consecutivas em 1º lugar na Inglaterra com o single “Ride On Time”. A faixa utilizou trechos copiados da música “Love Sensation”, gravada em 1980 pela já falecida cantora Loleatta Holloway, sem os devidos créditos. Após um acordo, Loleatta foi indenizada com uma quantia não revelada.
As novas prensagens contaram com a participação da cantora Heather Small do grupo M People no vocais.

Você confere o clip aqui no Mega:

6829 – Psiquiatria – O que são as Psicoses?


Em clínica psiquiátrica, dá-se o nome de psicose a uma ampla variedade de perturbações graves do comportamento que revelam a existência de profundas alterações mentais. Muitos autores identificam psicose com doença mental em sentido estrito e estudam à parte as neuroses, as psicopatias de inadaptação e as anormalidades de origem genética ou traumática.
O termo psicose designa genericamente os processos mórbidos de desintegração da personalidade, com grave desajustamento do indivíduo ao meio social. Corresponde, até certo ponto, ao conceito popular de loucura. O juízo — operação pela qual se afirma ou se nega a relação entre duas idéias, ou se aplicam os conceitos de falso e verdadeiro — é a função mental tipicamente alterada em todas as psicoses. Nos psicóticos, essa função está tão alterada que suas elaborações se tornam evidentemente absurdas, grosseiramente divergentes não só das experiências e idéias das demais pessoas, mas também daquelas que o paciente apresentava antes de adoecer. É o que se observa, por exemplo, nas idéias delirantes, sintomas dos mais caracteristicamente psicóticos: o paciente, conforme o caso, acredita-se vazio, de outro sexo, o maior pecador do mundo, culpado das guerras e revoluções, perseguido por selenitas ou marcianos, chefe de estado ou dono de fabulosos tesouros.
São também sintomas psicóticos as alucinações, ou percepções sem objeto: o doente vê animais nas paredes brancas e nuas do quarto, ouve vozes de perseguidores inexistentes e sente o sabor do veneno que seus inimigos lhe administram. Os psicóticos têm absoluta e irredutível convicção da verdade de suas irreais percepções internas. Não lhes reconhecem o caráter mórbido, ao contrário dos neuróticos, que têm exata consciência do caráter patológico de seus distúrbios e não negam flagrantemente a realidade objetiva.
Nem sempre, no entanto, as psicoses determinam caos mental flagrante ou desarrazoados tão óbvios. Certas funções podem permanecer íntegras, ao lado do juízo perturbado. A inteligência, a memória, o cabedal de conhecimentos adquiridos, por exemplo, conservam-se inalterados em alguns tipos de psicoses. Mesmo o juízo, em alguns casos, só apresenta desvarios em relação a determinados temas. Em todos os casos, existe transformação radical das relações entre o indivíduo e o mundo, de tal modo que a personalidade total se desintegra. Essa desintegração pode ser episódica ou permanente, reversível ou irreversível, progressiva ou estacionária e completa ou parcial.
Os psicóticos tornam-se incapazes, em grau maior ou menor, de ajuste social. Não podem viver sem conflito, dependência ou proteção incomuns nos grupos sociais. Tornam-se, na maioria das vezes, alienados mentais, isto é, incapazes de reger a própria pessoa e seus próprios bens, e irresponsáveis diante das leis penais.
Costuma-se dividir as psicoses em dois grupos fundamentais: orgânicas, que são as psicoses derivadas de anormalidades físicas conhecidas, embora também possam ser produto de transtornos psicológicos ou comportamentais; e funcionais, que compreendem as demais psicoses. Os partidários da abordagem psicanalítica das doenças mentais sustentam que as psicoses se devem à regressão do paciente a estados de desenvolvimento anteriores, nos quais sofreram frustrações ou perdas traumáticas que afetaram seu senso de realidade. Por essa razão, os psicóticos procurariam criar um novo mundo interior que os compensasse de alguma forma pela perda.
Psicoses orgânicas. Existem alguns estados psicóticos cuja causa orgânica é conhecida. Os mais importantes são os que correspondem à psicose senil, à que aparece por vezes nos alcoólatras crônicos e às psicoses puerperais, ou do pós-parto. A psicose senil caracteriza-se por estados de confusão mental, perda de memória e, por vezes, pela aparição de sintomas paranóicos. Costuma ser associada a fases avançadas de degeneração cerebral, provocada pela falta de irrigação sangüínea nesse órgão, que pode resultar, por sua vez, de um quadro de arteriosclerose grave.
Os alcoólatras em situação de abstinência podem sofrer tremores, estados de ansiedade e alucinações. O álcool danifica os tecidos cerebrais, o que provoca no doente uma perda de memória e das capacidades intelectuais, assim como uma progressiva deterioração da capacidade de estabelecer relações sociais normais e a manifestação da tendência a exibir condutas extravagantes e, por vezes, agressivas.
As psicoses do pós-parto são do tipo orgânico, mas tão semelhantes às psicoses funcionais que às vezes é difícil distingui-las. Contribui para aumentar essa dificuldade o fato de que um leque de perturbações orgânicas, como a ingestão de tóxicos, os traumas cerebrais, a sífilis, a epilepsia e os tumores cerebrais, podem provocar a aparição de sintomas parecidos com os da neurose. Trata-se, nesses casos, de síndromes cujo tratamento corresponde mais ao âmbito neurológico que ao psiquiátrico.

As psicoses de caráter funcional compreendem várias síndromes diferentes: a esquizofrenia, a paranóia, as psicoses afetivas e as psicoses involutivas. A esquizofrenia é a variedade mais freqüente de psicose. Caracteriza-se por um isolamento do mundo exterior, que concorre com perturbações do pensamento, da percepção do meio externo e da percepção da própria personalidade. Embora a remoção dos sintomas seja sempre possível, nos pacientes crônicos a esquizofrenia chega a produzir uma grave degenerescência geral.
A paranóia, que é por vezes considerada uma variedade da esquizofrenia, abrange a elaboração de um mundo de fantasias que é internamente coerente e lógico. É freqüente que ocorra a identificação do doente com um personagem famoso, assim como que apareça um sentimento de ameaça contínua ou perseguição.
As psicoses afetivas incluem a depressão psicótica e a psicose maníaco-depressiva. Esta caracteriza-se pela periodicidade e se manifesta sob as formas de crises, separadas por intervalos mais ou menos longos, às vezes com uma ou duas em toda a vida do paciente. Em cada intervalo entre as crises pode haver perfeita normalidade, manifestações dissimuladas da doença ou peculiaridades temperamentais mais ou menos acentuadas (temperamento ciclóide). As crises se caracterizam por estados de intensa tonalidade afetiva, que dominam toda a vida psíquica. Há dois tipos de crises: (1) crises maníacas (humor exaltado, com alegria exagerada ou cólera, excitação psíquica e motora); (2) crises melancólicas (humor deprimido, tristeza, inibição psíquica e motora, auto-recriminação, tendência ao suicídio). Os dois tipos de crises sucedem-se ou combinam-se, no mesmo indivíduo, sob diversas formas — alternadas, intermitentes, circulares, mistas etc.
As psicoses involutivas às vezes são estudadas como psicoses afetivas. Aparecem em geral entre os cinqüenta e os sessenta anos sob a forma de intensa melancolia e depressão, sobretudo em mulheres, ou com sintomas paranóides.
As psicoses funcionais se manifestam em indivíduos organicamente sadios e suas causas ainda não estão bem esclarecidas ou provadas. São provavelmente determinadas por causas múltiplas e resultam de fórmulas individualizadas. Entre os fatores que exercem influência na sua gênese, apontam-se a predisposição hereditária e a constituição somatopsíquica e, de outro, as carências de todo tipo, as atmosferas emocionais e educativas inadequadas e traumatizantes (inclusive a superproteção materna) e os conflitos intensos no interior da família. Todos esses elementos foram vividos durante a infância e a adolescência, acrescidos, em muitos casos, com desencadeantes atuais, de traumatismos psíquicos ou situações externas de grave tensão. Conforme as diversas posições doutrinárias sobre quais desses fatores têm maior importância geral, as psicoses funcionais são chamadas também endógenas, hereditárias, constitucionais ou psicogênicas. Os mais prudentes preferem o termo “psicoses criptogenéticas”, ou psicoses de causas ocultas ou desconhecidas.
Tratamento. Na tentativa de ressocializar o doente psicótico, diversos meios de tratamento são utilizados de maneira conjugada, tais como a administração de psicofármacos, combinados se possível à psicoterapia e o eletrochoque no caso de psicoses agudas. Em algumas situações, como último recurso, no caso de pacientes violentos e irrecuperáveis, empregam-se técnicas de neurocirurgia. A hospitalização é quase sempre necessária, com um período de isolamento muitas vezes benéfico para o paciente, embora algumas correntes psiquiátricas defendam a permanência do paciente no ambiente familiar.

6828 – Psiquiatria – As Paranóias


Usada originalmente como sinônimo de insanidade, a palavra paranóia, no século XIX, passou a designar um distúrbio mental específico a que estão quase sempre associados delírios de grandeza e de perseguição.
Paranóia é uma doença mental que se caracteriza por um estado de delírio permanente, internamente bem estruturado, cuja aparente coerência externa resiste à argumentação lógica. Idéias delirantes são concepções falsas que o indivíduo toma repetidamente como verdadeiras e lentamente se transformam num sistema complexo, intrincado e logicamente elaborado, sem alucinações e sem desorganização da personalidade.
O mais comum dos delírios paranóides é o de perseguição, em que o indivíduo se sente prejudicado ou enganado por aqueles que o cercam. São também freqüentes os delírios de grandeza, os eróticos e os depressivos. A exagerada tendência à auto-referência é sintomática do delírio paranóide. Ela se manifesta como a interpretação dos gestos, observações e atitudes dos outros como sinais inequívocos de atitudes hostis ou insinuações contra o indivíduo. Os sinais que identificam a convicção paranóide são a disposição de aceitar as menores evidências que apóiam as idéias delirantes e a incapacidade de aceitar qualquer evidência em contrário.
O paranóico, exceto no que se refere ao delírio, apresenta inteligência normal, além de capacidade de memória e de raciocínio pleno. Em quase todos os casos, há uma predisposição constitucional para a doença, que leva a paranóias do tipo endógeno. Nas de tipo reativo, muito menos freqüentes, é dominante a influência de uma experiência anterior.

Síndrome paranóide
Quando os sintomas paranóides são leves ou surgem juntamente com outras características psicopatológicas, costuma-se usar o termo síndrome paranóide. Nas crianças, a necessidade exagerada de aprovação pode aparecer como traço paranóide do caráter, enquanto nos adultos se manifesta sob a forma de desconfiança, orgulho e falta de adaptação social. Na prática psiquiátrica contemporânea, o termo paranóia é em geral reservado aos casos extremos de delírios crônicos altamente sistematizados. Alguns psiquiatras, no entanto, põem em dúvida o conceito de paranóia como categoria de diagnóstico. Para eles, o que no passado era descrito como paranóia não passa de um tipo de esquizofrenia.

Tratamento
É difícil e prolongado o tratamento do paranóico. A doença pode torná-lo perigoso e, em alguns casos, levá-lo à internação. As paranóias reativas ou exógenas são mais suscetíveis de tratamento do que as endógenas. Em ambas, busca-se separar o doente das circunstâncias que desencadeiam o mal. O indivíduo é então submetido à ação de psicofármacos, que permitem o acesso eficaz a uma psicoterapia.

6827 – Psiquiatria – A Loucura


Sob intenso processo de reavaliação em todos os países civilizados, a loucura, no século XX, despertou interesse crescente não só dos especialistas em suas manifestações emocionais e mentais, como dos estudiosos de suas conseqüências para a imaginação e a criação estética.
Loucura é toda alteração grave e duradoura da personalidade que leva a um comportamento dissociado da realidade ambiente, capaz de contrariar os padrões culturais do meio em que o indivíduo se insere. O termo loucura não define, em sentido estrito, um conceito psiquiátrico. Trata-se, antes, de expressão usada tradicionalmente para referir-se a qualquer conduta em que se denote, reiteradamente, a “perda da razão”, a falta de sentido diante das normas adotadas em determinado contexto.
Loucura em psiquiatria
Quando, em psiquiatria, se emprega o adjetivo louco, ou o substantivo loucura, sua significação é bastante precisa, pois designa certas formas complexas de neurose, de psicopatia ou determinadas características da conduta do paranóico. Assim, costuma-se falar, nesse sentido, dos loucos racionais, isto é, de doentes que raciocinam perfeitamente quando o tema apresentado é alheio ao complexo temático que lhes desperta as idéias ou motivos de delírio.
Do ponto de vista crítico, o tema da loucura também foi abordado pelos autores que integraram o movimento antipsiquiátrico, fundamentalmente para tentar eliminar o caráter marginalizante do tratamento das demências e pôr em evidência que estas derivam da impossibilidade de aceitar uma ordem social severa, incapaz de assimilar os desejos profundos das pessoas e de tornar-se projeção desses desejos.
Aspectos culturais da loucura
A valorização e avaliação social da loucura dependeram historicamente, em grande parte, de fatores que tinham pouco ou nada a ver com seu estudo científico. Em muitas das culturas antigas, o louco era tido como possuído pela divindade e, por isso, digno de todo respeito (em alguns casos, sucedia o mesmo com os retardados). Na Idade Média, enquanto a razão ainda não predominara, a loucura era aceita como fato normal da vida cotidiana e também podia ser vista como manifestação benéfica ou maléfica do além. Foi a partir do Renascimento que se iniciou a marginalização da loucura, como algo contrário à ordenação equilibrada e progressiva da vida social e econômica.
Modernamente, alguns movimentos culturais, como o surrealismo, reivindicaram a necessidade de preservar a atividade criativa do artista exatamente como a de um “louco”, capaz de propiciar expressões que ultrapassem os limites do razoável e permitam assim a livre manifestação do talento criador.
O filósofo e historiador francês Michel Foucault revelou, em obras como Histoire de la folie à l”âge classique (1961; História da loucura na idade clássica), a raiz antropológica e lingüística da atitude pela qual se classifica um indivíduo como louco ou demente, e procurou evidenciar o caráter normalizador do discurso psiquiátrico, que teria por propósito principal marginalizar e desqualificar todos os comportamentos que se afastassem do proposto como válido e universal por determinada sociedade.

6826 – Medicina – O Cretinismo


Pode ocorrer esporadicamente ou sob forma endêmica, sobretudo em regiões onde o bócio, ou papeira, é também endêmico e severo.
Afecção crônica, resultante da deficiência ou falta total de produção do hormônio da tireóide, o cretinismo caracteriza-se pela interrupção do desenvolvimento físico e mental, distrofias ósseas e queda na atividade do metabolismo basal. Também conhecido como mixedema congênito, faz-se acompanhar, muitas vezes, de volumoso bócio.
O cretino pode parecer normal ao nascer, mas já nos dois primeiros anos de vida as anomalias aparecem. A criança custa a andar e a falar, e é incapaz de sentar-se sem ajuda; tem a cabeça grande, os braços e pernas curtos, rosto largo e nariz achatado; as pálpebras mostram-se inchadas e a língua se projeta um pouco para fora. O quadro sintomatológico inclui secura e aspereza da pele, abdome protuberante, impassibilidade, apatia e retardamento na formação dos dentes e ossos. Se não medicado, o cretino raramente chega ao terceiro decênio de vida.
O tratamento à base de extrato da tireóide e iodo pode obter resultados bastante satisfatórios. Mesmo assim, nos casos de cretinismo congênito, é muito difícil conseguir o desenvolvimento mental completo.

6824 – Medicina – A Hemofilia


Os sintomas da hemofilia são conhecidos desde a antiguidade. No século II da era cristã, o Talmude hebraico dispensava da circuncisão o terceiro filho de uma família cujos dois primeiros filhos homens tivessem morrido de hemorragia.
Hemofilia é uma doença do sangue, transmitida geneticamente pelas mulheres, que afeta os homens. É caracterizada por coagulação lenta ou inexistente, o que representa uma ameaça constante de hemorragias causadas por traumatismos. Manifesta-se quase exclusivamente em homens cujos filhos são sadios e cujas filhas, apesar de aparentemente normais, podem transmitir a característica, como uma deficiência, para a metade do número de filhos homens, e, como traço recessivo, para a metade do número de filhas.
O quadro clínico e o modelo de transmissão da doença começaram a ser analisados no século XIX. Uma vez definidos os sintomas, chegou-se à determinação do caráter hereditário da doença por meio de estudos genealógicos das famílias de hemofílicos. A descoberta de uma afecção idêntica em cães também permitiu que se realizassem vários cruzamentos em caráter de investigação.
A incapacidade de coagulação do sangue na hemofilia está relacionada com a deficiência, quantitativa ou de função, de fatores coaguladores. Existem três tipos de hemofilia, difíceis de serem diferenciados clinicamente: (1) a hemofilia A, na qual há carência de globulina anti-hemofílica A, ou fator VIII; (2) a hemofilia B (ou doença de Christmas), na qual a alteração afeta o fator IX; e (3) a hemofilia C, em que falta o fator XI.
Distinguem-se, igualmente, outras variedades, tais como a hemofilia calcioprívica, relacionada com carência de cálcio no sangue; a hemofilia renal, ou epistaxe renal de Gull, processo que dá origem à hematúria (sangue na urina), de difícil tratamento; e a hemofilia esporádica. Esse último quadro clínico não apresenta as mesmas causas das outras variedades. Caracteriza-se pela ocorrência de hemorragias espontâneas em indivíduos que não têm pais hemofílicos.
Sintomatologia e tratamento. O principal sintoma da hemofilia são as hemorragias de difícil controle, ocasionadas por traumatismos cuja intensidade não está relacionada, geralmente, com a perda de sangue. A doença se manifesta, na maior parte das vezes, na infância. As hemorragias podem estar localizadas na pele e nas mucosas (como hematomas e hemorragias bucais), nos músculos, nas articulações e nas vísceras (hemorragias digestivas, cerebrais e das meninges, entre outras).
O indivíduo que sofre de hemofilia deve evitar atividades que possam provocar feridas. Quando a hemorragia não é grande, pode ser contida por compressão local e administração, também local, de substância coaguladora. Quando, ao contrário, a hemorragia é intensa, deve-se pôr na circulação sangüínea uma concentração suficiente do fator coagulador que não está atuando. Isso pode ser conseguido por meio de transfusões de sangue, de plasma ou pela administração direta do fator coagulador.

6823 – Banditismo – Cabo Bruno é morto a tiros um mês após sair da prisão em SP


Cabo Bruno, quando preso, década de 80

Pouco mais de um mês após deixar a prisão, o ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, 53, conhecido como Cabo Bruno, foi morto a tiros, na Chácara Galega, em Pindamonhangaba (a 145 km de São Paulo), no final da noite de quarta-feira (26-set-2012).
O cabo Bruno retornava de um culto religioso e estacionou o Chevrolet Astra às 23h45 em frente a uma casa na rua Doutor Álvaro Leme Celidônio. Segundo a polícia civil, dois homens a pé se aproximaram, dispararam vários tiros e fugiram sem levar nada. A mulher do ex-policial e o genro, que ainda estavam dentro do carro, não foram atingidos pelos tiros.
Familiares de Bruno ligaram para o 190, para informar sobre o crime. Quando os policiais chegaram ao local encontraram o carro com várias marcas de tiros e o homem caído ao lado da porta do veículo.
Major da PM, o deputado estadual Olímpio Gomes (PDT) diz que o ex-soldado Florisvaldo de Oliveira, Cabo Bruno, tinha um forte sentimento de Justiça, mas acabou se tornando um justiceiro.

Olímpio Gomes – Era muito bom policial no serviço e um sujeito com sentimento de Justiça. Ao longo do tempo, ele acabou tendo um comportamento de justiceiro. Em um momento, começou-se a ter a cultura que, se não foi ninguém, foi o Bruno. Ele acabou assumindo problemas que não eram dele.

Mas ele foi condenado.
Sim, teve uma série de condenações porque assumiu um perfil de justiceiro e cometeu crimes. Acho que foi uma das pessoas que mais cumpriram pena no país. Foi preso com 25 anos e ficou 27 preso. Ficou mais em confinamento do que em liberdade.

Qual é a sua relação com ele?
Não trabalhamos juntos. O Bruno pintava quadros no presídio e a mulher dele, que estava com extrema dificuldade financeira, pediu para ajudá-la. Comprei alguns quadros e indiquei algumas pessoas para ela vender. Tive contatos com ele quando precisei visitar o presídio.

E como ele é?
É um cara absolutamente tranquilo, calmo.

O sr. tem ideia do motivo de ele ter praticado esses crimes?
Muitas pessoas sonham em ser polícia. Alguns realizam esse sonho, mas vários ficam com um sentimento de que a Justiça não foi feita. Infelizmente, há uma minoria que, por causa dessa decepção, acaba desviando o caminho e se tornando justiceiro.

Um Pouco +
Florisvaldo de Oliveira, mais conhecido como Cabo Bruno (nascido em 1958 ou 1959 — Pindamonhangaba, 26 de setembro de 2012), foi um ex-policial militar criminoso acusado de mais de cinquenta mortes na periferia de São Paulo durante os anos 1980. Considerado “um dos personagens mais polêmicos da crônica policial”, ele chegou a admitir essas mortes, mas depois negou-as em depoimento.
Cabo Bruno era o que se conhece como “justiceiro”, pessoa que é contratada para matar outras, geralmente nas periferias. Dizia-se que ele matava “por odiar marginais”, embora depoimentos sugerissem que algumas execuções teriam sido motivadas pela aparência das vítimas. Ele agia, quase sempre em suas folgas, no bairro de Pedreira (região do Jabaquara, zona sul de São Paulo), e alguns moradores dizem que “no tempo dele não havia tanta insegurança”.
Comerciantes costumavam ser seus maiores “clientes”. José Aparecido Benedito foi o único sobrevivente das chacinas de Cabo Bruno: depois de tomar um tiro, fingiu-se de morto e conseguiu escapar. Comerciantes costumavam ser seus maiores “clientes”. José Aparecido Benedito foi o único sobrevivente das chacinas de Cabo Bruno: depois de tomar um tiro, fingiu-se de morto e conseguiu escapar. Reportagens do jornalista Caco Barcellos tornaram-no notório. Foi ele que cobriu a última prisão do criminoso para o Jornal Nacional.
A maioria dos fuzilamentos de que foi acusado deu-se em 1982, e os muitos corpos crivados de balas encontrados na região durante aquele ano causaram pânico. Os carros que ele usava — um Chevette, um Maverick e um Opala —, cujas cores sempre era mudadas, ajudaram a criar sua fama.
Foi preso pela primeira vez, em 22 de setembro de 1983, por determinação da Justiça, depois de ser acusado de mais de vinte assassinatos (sendo reconhecido por várias testemunhas), embora só tivesse confessado um, em 6 de fevereiro de 1982, na favela do Jardim Selma, em que foi denunciado por um amigo da vítima, que sobreviveu. Nessa época, a Polícia Militar de São Paulo estimava que Cabo Bruno e mais pelo menos doze policiais, incluindo dois oficiais (um capitão e um tenente), seriam os responsáveis por diversas execuções na Zona Sul da cidade. A polícia ainda divulgou que muitas das execuções teriam sido feitas com base apenas na aparência das vítimas, incluindo um rapaz morto por causa de uma pequena cruz que levava tatuada no pulso — para Cabo Bruno, qualquer tatuagem indicaria um criminoso, ainda que aquela especificamente tivesse sido feita por motivos religiosos. Quando as investigações começaram, o bando aparentemente era protegido por escalões mais altos, mas o avanço da coleta de pistas e provas fez com que toda a corporação passasse a colaborar.
Depois de fugir três vezes, pela última vez em 30 de maio de 1991, ficou detido na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, em Tremembé, São Paulo. Garante ter se convertido a evangélico e diz preferir não ser mais chamado de Cabo Bruno.
Em 2009, após cumprir um sexto de sua pena, solicitou a conversão para o regime semiaberto. O Ministério Público Estadual pediu uma avaliação psicossocial criminológica, feita em duas etapas e com pareceres favoráveis à progressão de pena, que foi concedida em 19 de agosto.

Cabo Bruno, últimos dias como pastor evangélico.

Morte
Pouco mais de um mês após deixar a prisão, Cabo Bruno foi morto com dezoito ou vinte tiros no bairro Quadra Coberta, em Pindamonhangaba, por volta das 23h30 da noite de 26 de setembro de 2012. Ele retornava de um culto religioso no município de Aparecida acompanhado por parentes, que nada sofreram, e os disparos foram dados por dois homens. “Segundo testemunhas, eram dois homens que chegaram a pé e atiraram somente contra ele”, explicou o tenente da 2ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar. “Não foi anunciado assalto. Havia um carro próximo do local, possivelmente utilizado pelos atiradores na fuga. Não temos pistas ainda sobre a autoria. Provavelmente foi um crime de execução, porém isso ficará agora a cargo de a Polícia Civil investigar.” Morto na mesma hora, não foi levado ao hospital, e os peritos recolheram cápsulas de uma pistola ponto 40 e de outra arma calibre 380.

6822 – Mega Games – Qual o jogo de videogame mais vendido da história?


Se considerarmos o jogo mais bem sucedido aquele com o maior sucesso de vendas, nada bate Call of Duty: Modern Warfare 3, lançado em dezembro de 2011. “Foram cifras medonhas em questão de dias, provocando verdadeiras filas para pegar o jogo no lançamento”, lembra André Pase, PhD em Estudos Comparados de Mídia, com ênfase em jogos e, claro, gamer de carteirinha. O novo Call of Duty alcançou US$ 1 bilhão em vendas em apenas 16 dias de prateleira.
A marca rendeu ao jogo o título de “produto de entretenimento mais vendido de todos os tempos”, de acordo com o jornal britânico The Guardian. O último filme da saga Harry Potter, por exemplo, demorou 17 dias, um a mais que Call of Duty, para atingir US$ 1 bi.

Um Pouco +
Tal jogo é um simulador de guerra de infantaria, onde combina o uso de armas da Segunda Guerra Mundial. O jogo foi distribuído pela empresa Activision e desenvolvido pela Infinity Ward. É o primeiro jogo da série Call of Duty.

Veja a versão de zumbis:

6821 – Mega Personalidades – A Morte de Hebe Camargo


Hebe piorou muito do câncer há uma semana e preferiu ficar em casa
A morte da apresentadora Hebe Camargo ocorreu depois de ela ter piorado muito há uma semana de um câncer, descoberto em 2010. Ela preferiu ficar em casa em vez de enfrentar mais uma internação, segundo o oncologista Sérgio Simon, um dos médicos que a acompanhava.
O tumor piorou muito nos últimos três meses. Ela não conseguia mais se alimentar, estava vivendo à base de soro. Há uma semana ficou pior, o rim estava parando. Foi uma opção dela e da família ficar em casa.
Hebe morreu em sua casa de uma parada cardíaca que ocorreu por causa das complicações de um tumor no peritônio (membrana que envolve os órgãos digestivos) que estava obstruindo o intestino.
Ele afirma que, nas cirurgias pelas quais Hebe passou, não foi possível retirar todo o tumor. Como a apresentadora não respondia mais à quimioterapia, o tratamento foi suspenso pelos médicos.
O cirurgião oncológico e diretor do núcleo de tumores colorretais do A.C. Camargo Samuel Aguiar Júnior, que não integrava a equipe de médicos de Hebe, afirma que é comum que, em pacientes de idade avançada como Hebe, nem todos os tumores sejam removidos para evitar uma cirurgia de grande porte.
Aguiar Júnior disse ainda que, em uma pessoa com a idade de Hebe, com um tumor avançado e um histórico recente de cirurgias e tratamentos, um problema cardiovascular é esperado.
Hebe foi internada em janeiro de 2010 para remover nódulos do peritônio (membrana que envolve os órgãos digestivos). Ela também fez tratamento com químio.
Em março deste ano (2012), ela voltou ao hospital Albert Einstein para fazer uma cirurgia de emergência, já que o mesmo tumor estava obstruindo o intestino. A quimioterapia foi recomendada, mas a apresentadora não respondia mais ao tratamento.
Poucos meses depois, em junho, Hebe teve que ser operada novamente, dessa vez para a retirada da vesícula.

Trechos da última entrevista
“Quero mais é trabalhar, viver, viajar, ver meus amigos”, disse ela ao jornal Folha de São Paulo. “Não sinto ter a idade que tenho. Sinto ter 52, 53 anos”, brinca, gargalhando. “Tenho meu público fiel, que não me abandona. Tenho as pessoas queridas que sempre me cercam. Para que vou querer ficar quietinha no meu canto?”
Hebe retornou ao trabalho na emissora após enfrentar a segunda rodada de uma luta contra o câncer.
Em 11 de março, foi internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por uma cirurgia para a remoção de um tumor que causava obstrução intestinal.
Hebe teve um câncer no peritônio, membrana que envolve o aparelho digestivo, detectado no início de 2010.
A apresentadora teve alta no dia 22 de março e ficou descansando em casa até se restabelecer por completo.
“Recebi tanto carinho, tantas flores e telefonemas…”, conta ela. “O pessoal da Record foi muito carinhoso comigo, parecia que eu era funcionária deles.”
Mas ela não pensava em trocar de emissora. Estava contente na RedeTV!, onde dizia ser tratada como rainha.
“Estou muito feliz lá. O duro é que andaram vendendo muitos horários para os pastores, isso atrapalha a audiência”, comentou.
“Ai, eu falo demais, né? Mas sempre fui assim, viu? Não é coisa da idade, não.”

Roberto Carlos nos funerais de Hebe

Funerais
O corpo de Hebe Camargo, morta no sábado (29-09-2012), foi enterrado no cemitério Gethsemani, no Morumbi, sob aplausos de amigos, familiares e admiradores.
Havia cerca de 600 pessoas no local, muitas com rosas colombianas de cor vermelha, as preferidas da apresentadora, além de quase uma centena de coroas de flores. Pétalas foram jogadas em cima do caixão.
Durante o enterro, admiradores cantavam “Como É Grande o meu Amor por Você”. Também eram ouvidos gritos de “Hebe maravilhosa” e “Hebe gracinha”.
O filho da apresentadora, Marcelo, não foi visto nas primeiras fila durante a cerimônia.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse algumas palavras antes do sepultamento. Diversas personalidades acompanharam a cerimônia, entre elas Luciana Gimenez, Serginho Groisman, Maria Paula, Ticiane Pinheiro e Mônica Serra.
O caixão com a apresentadora estava coberto por uma bandeira do Brasil e saiu em um carro dos Bombeiros por volta de 10h do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, onde o corpo foi velado. De acordo com a assessoria do palácio, 8.000 pessoas passaram pelo velório.

Um Pouco +
Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, mais conhecida como Hebe Camargo ou simplesmente Hebe (Taubaté, 8 de março de 1929 — São Paulo, 29 de setembro de 2012) foi uma apresentadora de televisão, atriz, humorísta e cantora brasileira, tida como a “rainha da televisão brasileira”. Ravagnani é seu sobrenome de casada. Morreu no dia 29 de setembro de 2012 por uma parada cardíaca em São Paulo.
Nascida em Taubaté, filha de Esther Magalhães Camargo e Segesfredo Monteiro Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1940, formou, com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis, a dupla caipira “Rosalinda e Florisbela”. Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.
Hebe ajudou o grupo que foi ao porto da cidade de Santos pegar os equipamentos para dar início a primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo viria a cantar no início do TV na Taba (que representava o início das trasmissões) o “Hino da Televisão”, mas teve que faltar ao evento e sendo substituída por Lolita Rodrigues.
O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi de São Paulo: sentada em um balanço de parquinho infantil Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi. Tal apresentação está gravada em filme e é considerada uma relíquia da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.
Em 1955 Hebe deu início ao primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 1957, Hebe, originalmente com os cabelos escuros passou a se apresentar com os cabelos tingidos de louro, os quais tornaram-se uma de suas marcas registradas. Em 1964 a apresentadora abandonou o programa para casar-se com o empresário Décio Cupuano, união da qual nasceu Marcello.
Em 1960 é contratada pela TV Continental para apresentar Hebe Comanda o Espetáculo, cuja edição especial em 1961 é lançada em disco.
Em 10 de abril de 1966, vai ao ar pela primeira vez o seu programa dominical homônimo Hebe Camargo, acompanhada do músico Caçulinha e seu regional TV Record; o programa a consagrou como entrevistadora e a tornou líder absoluta de audiência da época.
Durante a Jovem Guarda muitas personalidades e novos talentos passaram pelo “sofá da Hebe”, no qual eram entrevistados em um papo descontraído. Seus temas preferidos na época eram separações, erotismo, fofoca e macumba.
Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan – Rádio Panamericana.
Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. Na Bandeirantes, ficou até 1985, quando foi contratada pelo SBT.
Em 1986, Hebe foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, no ar até 2010, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.
O programa Hebe entrou no ar em 4 de março de 1986. Entre 1986 e 1993, o programa foi ao ar nas terças-feiras. Em 1993, migrou para as tardes de domingo. No ano seguinte, foi para a segunda. Durante um período, foi exibido aos sábados. A apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira.
Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe. Em 1999 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1 000º programa pelo SBT.

Doença
Em 8 de janeiro de 2010, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, na Cidade de São Paulo. Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago. Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos, atestando ser um tipo raro e de difícil tratamento do câncer no peritônio. O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região. Em junho de 2012, Hebe foi internada para ser submetida a uma cirurgia de retirada da vesícula biliar.
Dois dias antes de anunciar a saída do SBT, no dia 11 de dezembro, Hebe, com permissão do SBT, gravou com o apresentador Fausto Silva o Domingão do Faustão, da Rede Globo, onde recebeu uma homenagem (este programa foi ao ar no dia 26 de dezembro de 2010). Após sua saída do SBT, ela assinou contrato com a RedeTV! em 15 de dezembro de 2010 para receber 500 mil reais por mês mais 50% de todos os merchandisings.
A confirmação da rescisão do contrato com a RedeTV! saiu em 17 de setembro. A última exibição do programa Hebe na RedeTV! ocorreu no dia 25 de setembro de 2012 em uma edição especial de despedida da emissora.
Hebe morreu em 29 de setembro de 2012, em São Paulo aos 83 anos após sofrer uma parada cardíaca de madrugada, enquanto dormia.

“Eu queria dizer que Silvio Santos é um ‘pai’ que respeita seus empregados. Jamais atrasou os pagamentos um dia sequer, é um grande empresário.”

6820 – A Geofísica


☻ Mega Bloco – Ciências Biológicas

O progresso da geofísica determinou a superação de antigas concepções sobre as características físicas da Terra. A aplicação dos princípios geofísicos a questões como a busca de fontes de energia e a previsão de terremotos e erupções vulcânicas fazem dessa ciência um campo de máximo interesse.
Geofísica é a ciência que estuda a estrutura e a composição do globo terrestre, inclusive a hidrosfera e a atmosfera, aplicando métodos da física. Distingue-se da geologia por utilizar instrumentos na obtenção de dados quantitativos da área em estudo, enquanto a geologia se baseia na observação direta. Divide-se em várias especialidades, cada uma das quais constitui por si mesma uma ciência: a geodésia, relativa ao tamanho e à forma da Terra; a sismologia, que estuda os terremotos; a tectônica, que pesquisa as deformações da crosta terrestre; a oceanografia; a hidrologia; a glaciologia e a meteorologia.
As pesquisas geofísicas realizadas com técnicas e instrumentos avançados levaram a um conhecimento mais profundo do comportamento da Terra, o que possibilitou a elaboração das atuais teorias sobre a formação e configuração do planeta — tectônica de placas — e facilitou a busca de depósitos minerais.
Embora sejam muitos os ramos da geofísica, distinguem-se, para fins práticos, apenas a geofísica pura e a geofísica aplicada. A primeira, também chamada geofísica acadêmica, dedica-se a pesquisas de caráter geral, sem fins práticos imediatos. Encara a Terra como unidade e o principal objeto de seu interesse são os fenômenos físicos de escala universal. A geofísica aplicada, ou prospecção geofísica, visa sempre a um fim econômico imediato e investiga apenas estruturas geológicas de amplitude relativamente restrita. Seus principais objetivos são a prospecção de jazidas minerais, água subterrânea, petróleo, e estudos sobre a viabilidade de obras de engenharia civil.

A característica mais geral das pesquisas geofísicas é que a maior parte das observações e medidas são feitas na superfície da Terra, ou em pontos próximos. As medidas diretas, nas minas, nas sondagens e nas profundidades oceânicas, não vão além de alguns quilômetros. Como o raio da Terra tem mais de seis mil quilômetros, complementa-se a pesquisa com diversos métodos indiretos, que dão informações sobre pontos mais profundos.
No estudo da atmosfera, as observações e medidas feitas na superfície também são insuficientes, mas o acesso é mais fácil que ao interior do globo e diversos métodos permitem obter informações diretas em alturas cada vez maiores. Um dos instrumentos utilizados para esse fim são os balões-sondas, cheios de hidrogênio, que podem atingir alturas de dezenas de quilômetros. Também se utilizam foguetes, por meio dos quais são postos em órbita satélites artificiais capazes de transportar verdadeiros laboratórios. O fato de o satélite poder realizar em poucas horas uma rotação em torno da Terra permite o estudo de uma propriedade terrestre quase simultaneamente em vários pontos do globo, o que facilita a obtenção de medidas comparativas. O advento dos computadores, que tornaram o tratamento dos dados, antes longo e fastidioso, muito mais rápido e preciso, também representou uma verdadeira revolução da geofísica.
Importância da geofísica aplicada. O progresso da civilização industrial tem exigido um consumo cada vez maior de minério e materiais de construção, além de fontes de energia, especialmente petróleo. O problema do suprimento de água torna-se também cada vez mais grave em muitos centros urbanos. Daí a importância da geofísica aplicada, que busca métodos de reduzir os custos das pesquisas realizadas no subsolo.
A geofísica aplicada deve ser encarada como uma ferramenta à disposição da geologia. O trabalho do geólogo encontra grande auxílio na topografia, nas fotografias aéreas e nos sensores remotos, que fornecem apenas dados de superfície. Se houver necessidade de informações mais precisas, o geólogo lança mão dos métodos geofísicos e de prospecção convencional, que o capacitam a completar e confirmar suas hipóteses sobre as condições geológicas de subsuperfície. A grande vantagem desses métodos é poderem dar essa visão do interior da crosta terrestre num tempo rápido e por um custo operacional pequeno, em comparação com sondagens e abertura de galerias.

6819 – De ☻lho no Mapa – A Tasmânia



Ligada fisicamente à Oceania até aproximadamente dez mil anos atrás, a ilha de Tasmânia, com forma triangular, surgiu com a elevação do nível do mar e a posterior formação do estreito de Bass.
Tasmânia é uma ilha do oceano Índico que, com outras ilhas menores, forma o estado australiano também chamado Tasmânia. Está separada do continente pelo estreito de Bass, que liga o mar da Tasmânia ao oceano Índico. As outras ilhas que integram o arquipélago-estado são a Bruny, na costa sudeste, próximo a Hobart, a capital tasmaniana; as ilhas de Flinders e King, no estreito de Bass; e numerosas ilhotas. Com uma área de 68.332km2, a Tasmânia está situada a sudeste da Austrália. É banhada pelo mar de Tasmânia a leste e a oeste pelas águas do oceano Índico. O clima é subtropical.
Descoberta em 1642 pelo navegador holandês Abel Tasman, foi chamada até 1856 de terra de Van Diemen, em homenagem a outro explorador que ali esteve. Depois de passar ao domínio inglês, começou em 1803 a ser aproveitada inicialmente apenas como colônia penal. Entre 1870 e 1880 passou a ser povoada por mineradores na exploração de estanho, ouro, chumbo e cobre, até que em 1901 tornou-se um dos estados da Austrália. Toda sua população é de origem inglesa, uma vez que os nativos foram dizimados em lutas com colonos no século XIX.
A economia da ilha baseia-se nas culturas de cereais, batata, feno e árvores frutíferas, atividade pecuária, mineração e exploração de produtos florestais. Tem uma vida cultural vigorosa, com numerosos grupos musicais amadores e realização de festivais de cinema. Conta ainda com a Universidade de Tasmânia, fundada em 1890.

A Tasmânia era, antigamente, habitada por populações indígenas, os aborígenes tasmanianos, existindo evidências que indicam sua presença nesse território, que mais tarde se tornaria uma ilha, há pelo menos 35 000 anos. A população indígena, em 1803, na época da colonização britânica, foi estimada em 5000. Os aborígenes da Tasmânia não produziam fogo ou armas e, por isso, eram considerados pelos colonizadores europeus como sendo uma raça inferior. A limpeza étnica era vista como algo necessário para evitar a contaminação da humanidade por raças inferiores e os aborígenes foram caçados como animais. Sua pele foi usada para produzir couro, adultos foram esterilizados e muitos morreram em consequência de doenças. A população foi dizimada, mas alguns descendentes mestiços ainda sobrevivem. O impacto das doenças introduzidas, anteriores às primeiras estimações europeias sobre a população da Tasmânia, significa que a população indígena original poderia ter sido algo superior a 5000. O último aborígene de sangue puramente tasmaniano foi Truganini – que morreu em Hobart em 1876.
O primeiro europeu a avistar a Tasmânia de maneira comprovada foi o explorador neerlandês Abel Tasman em 24 de novembro de 1642, o qual chamou a ilha de Anthoonij van Diemenslandt em homenagem a seu patrocinador, o Governador-geral das Índias Orientais Neerlandesas. O nome foi mais tarde encurtado para Terra de Van Diemen (Van Diemens Land) pelos britânicos. O Capitão Marc-Joseph Marion du Fresne também avistou a ilha em 1772, James Cook em 1777, Antoine Raymond Joseph de Bruni d’Entrecasteaux em 1792 e 1793, Nicolas Baudin em 1802 e diversos outros navegadores europeus acostaram na ilha.
A primeira colônia foi iniciada pelos britânicos em Risdon Cove na margem oriental do estuário do Derwent em 1803 por um pequeno grupo enviado de Sydney sob o comando do tenente John Bowen. Uma segunda colônia foi estabelecida pelo capitão David Collins 5 km ao sul da primeira em 1804 em Sullivan’s Cove na margem ocidental do Derwent onde a água doce era mais abundante. Esta última colônia ficou conhecida como Hobart Town ou Hobarton, mais tarde encurtado para Hobart, em homenagem ao secretário colonial britânico da época, Lord Hobart. A colônia de Risdon foi mais tarde abandonada.

Uma praia na Tasmânia

Embora esteja raramente nas manchetes dos jornais, a Tasmânia atraiu a atenção mundial diversas vezes, principalmente durante a década de 1970, quando o governo da época anunciou planos para inundar o Lago Pedder, de grande importância ambiental; em 29 de abril de 1996, quando o caçador Martin Bryant abriu fogo, matando 35 turistas e residentes e ferindo 37 outras pessoas, em um incidente hoje conhecido como o Massacre de Port Arthur; e, mais recentemente, com o casamento da antiga cidadã de Hobart, Mary Donaldson, com Frederico, Príncipe Herdeiro da Dinamarca, em 14 de maio de 2004.
A Tasmânia é uma ilha acidentada de clima temperado, tão similar ao da Inglaterra no período pré-industrial que alguns colonos ingleses chamavam-na a “Inglaterra do Sul”.
Geograficamente, a Tasmânia é similar à Nova Zelândia a leste. Como a Tasmânia não teve atividade vulcânica nas recentes eras geológicas, ela tem montanhas arredondadas semelhantes às encontradas no interior da Austrália, ao contrário da maior parte da Nova Zelândia. A parte mais elevada é a região central, que cobre a maior parte do centro-oeste do Estado. A área centro-leste é plana, sendo usada principalmente para a agricultura, embora atividades pecuárias existam no estado.

Diabo da Tasmânia, a rara espécie exclusiva do local

Língua Oficial: Inglês
Capital: Hobart

6818 – Biologia – O Porco Selvagem


É um dos animais mais agressivos e perigosos de que se conhece. Esse terrível animal vive em bandos que chegam a ter 30, 50 e até 100 exemplares. Existem 2 espécies de porcos selvagens no Brasil: o caitetú e a queixada como são conhecidos pelos caçadores e agricultores. O primeiro é menor e menos perigoso. Quando perseguido pelos cães foge, escondendo-se em tocas na terra ou em pedreiras. O método usado pelos caçadores para fazê-lo sair é o fogo colocado na ponta de uma vara e introduzido na toca. Asfixiado ele sai e é abatido.
Ao contrário, as queixadas, quando perseguidas param e procuram fazer cerco ao seu perseguidor ou perseguidores, sejam cães, onça ou homem. Então,o esfacelam a dentadas. Os cães de caça novos são as maiores vítimas. Desconhecendo o perigo, chegam muito perto e são postos fora de combate, mortos ou gravemente feridos. O porco não morde como muitos supõem. Em violenta carga, passa rente a sua vítima e atira a foiçada sempre certeira, que consiste em 2 enormes e afiadas presas que lhe saem da boca. Na maioria dos casos, o cão fica rasgado de uma extremidade a outra, quase sempre morrendo no local.
Tais porcos não desfrutam de grande simpatia, pois são muito daninhos, atacando e destruindo plantações. São bastante sujos. É certo que comem de tudo. São tão vorazes que estariam sempre comendo se encontrassem alimento. Além de comerem frutas, raízes, etc, devoram o que deparam, por mais repugnante que seja. Vivem em grandes varas nas florestas, de onde saem para os charcos, margens de rios e roças, quase sempre de madrugada.

O Javali
É um mamífero artiodáctilo, da família Suidae, de médio porte e corpo robusto. É a mais conhecida e a principal das espécies de porcos selvagens.
Tem ampla distribuição geográfica, sendo nativo da Europa, Ásia e Norte da África. Em tempos recentes, foi introduzido nas Américas e na Oceania.
É o antepassado a partir do qual evoluiu o actual porco doméstico (Sus domesticus ou Sus scrofa domesticus).
Os javalis são animais de grandes dimensões, podendo os machos pesar entre 130 e 250 kg e as fêmeas entre 80 e 130 kg. Medem entre 125 e 180 cm de comprimento e podem alcançar uma altura no garrote de 100 cm. Os machos são consideravelmente maiores que as fêmeas, além de terem dentes caninos maiores. Na Europa, os animais do norte tendem a ser mais pesados que os do sul.
O corpo do javali é robusto e estreito, com patas relativamente curtas. Tem uma cabeça grande, triangular, com olhos pequenos, mas quando é criado junto aos porcos domésticos, para criar o híbrido javaporco, o crânio começa a mudar ficando mais assemelhado ao do porco doméstico.
Os quartos dianteiros do javali são mais robustos que os traseiros, enquanto que no porco doméstico ocorre o contrário; a diferença se deve à intensa seleção por variedades de porcos domésticos com mais carne levada a cabo pelos criadores.
A boca é provida de enormes caninos que se projetam para fora e crescem continuamente. Os caninos superiores são curvados para cima, enquanto os inferiores, maiores ainda, chegam a ter 20 cm de comprimento. Os caninos são usados como armas em lutas entre machos e contra inimigos.
Ao contrário de certas raças de porcos domésticos, os javalis são cobertos de pelagem. Os pelos são rijos e nos adultos variam de cor entre o cinza-escuro e o acastanhado. Os filhotes apresentam cor de terra clara com listras negras, o que lhes dá uma camuflagem muito eficiente. A pelagem dos filhotes escurece com a idade.
Os javalis preferem bosques com bastante vegetação onde possam esconder-se, mas também frequentam à noite áreas abertas, assim como áreas cultivadas. Em sua ampla área de distribuição, ocupam bosques temperados até florestas tropicais. Não ocorrem em desertos nem em alta montanha.

6817 – Sonda encontra vestígios de antigo riacho em Marte


Passo a Passo da Odisséia Terra-Marte no ☻Mega Arquivo

O jipe-robô Curiosity, que há quase dois meses explora a superfície marciana, encontrou evidências do que parece ter sido um riacho que um dia correu vigorosamente pelo solo de Marte.
Já existiam evidências anteriores da existência de água no planeta vermelho, mas as imagens registradas pela sonda são o que há de mais representativo até agora.
Nas fotos, é possível ver as marcas da ação da água sobre as rochas marcianas.
Os cientistas estão estudando agora as imagens de pedras “concretadas” em uma camada de rocha agrupada. O tamanho e a forma dessas pedras oferecem pistas sobre a velocidade e o comprimento do fluxo desse riacho há muito desaparecido.
Segundo os cientistas, a água bateria em algum lugar entre o tornozelo e o quadril de um adulto.
“Muitos artigos foram escritos sobre os canais de água em Marte, com muitas hipóteses diferentes sobre seus fluxos. Esta é a primeira vez que nós estamos realmente vendo cascalho transportado por água no planeta. É uma transição entre a especulação do tamanho do material dos riachos para a observação direta deles”, avalia William Dietrich, coinvestigador científico do Curiosity e pesquisador da Universidade da Califórnia em Berkeley.
O local da descoberta é próximo da área em que o Curiosity pousou, entre o norte da cratera Gale e a base do monte Sharp, uma montanha dentro da cratera. Imagens anteriores do local permitiram interpretações adicionais do conglomerado.
A forma arredondada de algumas pedras do conglomerado indica que elas foram transportadas por longas distâncias. A abundância de canais entre a margem e o aglomerado de pedras sugere que o fluxo continuou ou se repetiu durante muito tempo, e não apenas uma vez ou por só alguns anos.
A descoberta foi feita a partir do estudo de dois afloramentos, batizados de “Hottah” e “Link”. As imagens foram feitas durante os 40 primeiros dias após o pouso do Curiosity. Essas observações seguiram pistas anteriores de um outro afloramento, que foi descoberto quando o robô estava pousando.
O cascalho encontrado nos conglomerados varia em tamanho e forma. Alguns não são maiores do que um grão de areia, enquanto outros chegam ao tamanho de uma bola de golfe. Alguns são angulosos, mas muitos são arredondados.
“Os formatos mostram que eles foram transportados e e o tamanho indica que isso não pode acontecer pelo vento. Foram transportados pelo fluxo da água”, diz Rebecca Williams, uma das pesquisadoras do Curiosity.
A equipe científica pode usar o Curiosity para aprender mais sobre a composição química desse material e o que mantém esse aglomerado junto, revelando mais características desse ambiente molhado que formou os depósitos.
E isso, dizem os cientistas, é só o começo. A missão do Curiosity está prevista pra durar dois anos. Os pesquisadores irão usar os dez instrumentos científicos da sonda para investigar se a cratera Gale e seus arredores um dia já ofereceram condições ambientais favoráveis à vida de micróbios.

Possivelmente um riacho extinto em Marte

6816 – Geologia – O Giro Interno da Terra


O núcleo interno da Terra é constituído de ferro derretido, praticamente líquido. Quando ele gira, junto com o movimento de rotação, o atrito com a área sólida formada por rochas faz com que se formem redemoinhos que parecem cilíndros. As cargas elétricas que correm nos cilíndros formam o campo magnético.

O campo magnético terrestre assemelha-se a um dipolo magnético com seus pólos próximos aos pólos geográficos da Terra. Uma linha imaginária traçada entre os pólos sul e norte magnéticos apresenta uma inclinação de aproximadamente 11,3º relativa ao eixo de rotação da Terra. A teoria do dínamo é a mais aceita para explicar a origem do campo. Um campo magnético, genericamente, se estende infinitamente. Um campo magnético vai se tornando mais fraco com o aumento da distância da sua fonte. Como o efeito do campo magnético terrestre se estende por várias dezenas de milhares de quilómetros, no espaço ele é chamado de magnetosfera da Terra.
Pólo magnético
A localização dos pólos não é estática, chegando a oscilar vários quilômetros por ano. Os dois pólos oscilam independentemente um do outro e não estão em posição diretamente opostas no globo. Atualmente o pólo sul magnético distancia-se mais do pólo norte geográfico que o pólo norte magnético do pólo sul geográfico.
O campo é semelhante ao de um ímã de barra, mas essa semelhança é superficial. O campo magnético de um ímã de barra, ou qualquer outro tipo de ímã permanente, é criado pelo movimento coordenado de elétrons (partículas negativamente carregadas) dentro dos átomos de ferro. O núcleo da Terra, no entanto, é mais quente que 1043 K, a temperatura de Curie em que a orientação dos orbitais do elétron dentro do ferro se torna aleatória. Tal aleatorização tende a fazer a substância perder o seu campo magnético. Portanto, o campo magnético da Terra não é causado por depósitos magnetizados de ferro, mas em grande parte por correntes elétricas do núcleo externo líquido.
Outra característica que distingue a Terra magneticamente de um ímã em barra é sua magnetosfera. A grandes distâncias do planeta, isso domina o campo magnético da superfície.
Correntes elétricas induzidas na ionosfera também geram campos magnéticos. Tal campo é sempre gerado perto de onde a atmosfera é mais próxima do Sol, criando alterações diárias que podem deflectir campos magnéticos superficiais de até um grau.

A intensidade do campo na superfície da Terra neste momento varia de menos de 30 microteslas (0,3 gauss), numa área que inclui a maioria da América do Sul e África Meridional, até superior a 60 microteslas (0,6 gauss) ao redor dos pólos magnéticos no norte do Canadá e sul da Austrália, e em parte da Sibéria.
Magnetômetros detectaram desvios diminutos no campo magnético da Terra causados por artefatos de ferro, fornos para queima de argila e tijolos, alguns tipos de estruturas de pedra, e até mesmo valas e sambaquis em pesquisa geofísica. Usando instrumentos magnéticos adaptados a partir de dispositivos de uso aéreo desenvolvidos durante a Segunda Guerra Mundial para detectar submarinos, as variações magnéticas através do fundo do oceano foram mapeadas. O basalto – rocha vulcânica rica em ferro que compõe o fundo do oceano – contém um forte mineral magnético (magnetita) e pode distorcer a leitura de uma bússola. A distorção foi percebida por marinheiros islandeses no início do século XVIII. Como a presença da magnetita dá ao basalto propriedades magnéticas mensuráveis, estas variações magnéticas forneceram novos meios para o estudo do fundo do oceano. Quando novas rochas formadas resfriam, tais materiais magnéticos gravam o campo magnético da Terra no tempo.
Em Outubro de 2003, a magnetosfera da Terra foi atingida por uma chama solar que causou uma breve, mas intensa tempestade geomagnética, provocando a ocorrência de Aurora boreal|auroras boreais.

Reversões do campo magnético
O campo magnético da Terra é revertido em intervalos que variam entre dezenas de milhares de anos a alguns milhões de anos, com um intervalo médio de aproximadamente 250.000 anos. Acredita-se que a última ocorreu 780.000 anos atrás, referida como a reversão Brunhes-Matuyama.
O mecanismo responsável pelas reversões magnéticas não é bem compreendido. Alguns cientistas produziram modelos para o centro da Terra, onde o campo magnético é apenas quase-estável e os pólos podem migrar espontaneamente de uma orientação para outra durante o curso de algumas centenas a alguns milhares de anos. Outros cientistas propuseram que primeiro o geodínamo pára, espontaneamente ou através da ação de algum agente externo, como o impacto de um cometa, e então reinicia com o pólo norte apontando para o norte ou para o sul. Quando o norte reaparece na direção oposta, interpretamos isso como uma reversão, enquanto parar e retornar na mesma direção é chamado excursão geomagnética.
A intensidade do campo geomagnético foi medida pela primeira vez por Carl Friedrich Gauss em 1835 e foi medida repetidamente desde então, sendo observado um decaimento exponencial com uma meia-vida de 1400 anos, o que corresponde a um decaimento de 10 a 15% durante os últimos 150 anos.

6815 – Neurociência


Só nos EUA são 3 mil casos nos tribunais, baseados no depoimento de gente que garante ter recuperado lembranças traumáticas. São acusações de estupro e abusos sexuais. Muitas de tais recordações podem ser memórias imaginárias e o acusador nem sabe que está mentindo. Medicos fazem testes com estímulos cerebrais para saber a velocidade e intensidade do tráfego de informações no cérebro.

Um Pouco +
Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso. Tradicionalmente, a neurociência tem sido vista como um ramo da biologia. Entretanto, atualmente ela é uma ciência interdisciplinar que colabora com outros campos como a química, ciência da computação, engenharia, linguística, matemática, medicina e disciplinas afins, filosofia, física e psicologia. O termo neurobiologia é usualmente usado alternadamente com o termo neurociência, embora o primeiro se refira especificamente a biologia do sistema nervoso, enquanto o último se refere à inteira ciência do sistema nervoso.
O escopo da neurociência tem sido ampliado para incluir diferentes abordagens usadas para estudar os aspectos moleculares, celulares, de desenvolvimento, estruturais, funcionais, evolutivos, e médicos do sistema nervoso, ainda sendo ampliado para incluir a cibernética como estudo da comunicação e controle no animal e na máquina com resultados fecundos para ambas áreas do conhecimento. As técnicas usadas pelos neurocientistas tem sido expandida enormemente, de estudos moleculares e celulares de neurônios individuais até imageamento de tarefas sensoriais e motoras no cérebro. Avanços teóricos recentes na neurociência têm sido auxiliados pelo estudo das redes neurais.
Dado o número crescente de cientistas que estudam o sistema nervoso, várias proeminentes organizações de neurociência tem sido formadas para prover um fórum para todos os neurociêntistas e educadores.
Observe-se que a maioria dos vocábulos com prefixo neuro podem ser substituídos ou associados ao prefixo psico, a moderna neurociência tende a reunir as produções isoladas face ao risco de perder a visão global do seu objeto de estudo: o sistema nervoso, contudo a complexidade deste, e em especial do sistema nervoso central da espécie humana, exige o estudo isolado de cada campo e o exercício da inter-relação de pesquisas.

O cérebro, a mente e os seus problemas
Além da tarefa ainda não concluída em milhares de anos de pesquisas, especulações, tentativas, erros e acertos sobre a anatomia e fisiologia do cérebro e de suas funções, sejam o comportamento/pensamento (psique) ou os mecanismos de regulação orgânica e interação psicossocial alguns problemas se impõem aos pesquisadores, destacando-se entre estes os que podem ser reunidos pela patologia.
Ressalte-se, porém, a inconveniência de reduzir a neurociência à clínica e anatomia patológica como na história da medicina já se fez, e perdermos de vista a possibilidade de construção de um conhecimento da saúde (não redutível ao oposto qualificativo da doença) considerando também as dificuldades de aplicação dos conceitos da patologia às variações genéticas e bioquímicas das espécies e natureza da psique e/ou comportamento.

6814 – A Maior Célula Sexual do Mundo é de uma Mosca


Diferentemente do homem, que produz dezenas de milhões de minúsculos espermatozóides (de 6 centésimos de milímetro cada um), alguns insetos, como as moscas-de-vinagre, da família das Drosophilas produzem um único e imenso gameta masculino, de 2 centímetros de comprimento. Curioso é que a Drosophila não mede mais do que 3 milímetros, ou seja, o espermatozóide é até sete vezes maior do que seu portador. Segundo os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas, na França, que estudam o caso, o espermatozóide da mosca-de-vinagre carrega muito mais informações e materiais para o óvulo do que o do homem, sendo responsável, inclusive, por parte do desenvolvimento do embrião – o que não acontece na maioria das espécies.