Arquivo da categoria: Enciclopédia

5438 – Células do homem em macacos


Cientistas americanos querem provar que a cirurgia pode servir para o tratamento de graves doenças neurológicas, por exemplo, o Mal de Parkinson. Pesquisadores de outros países, como Suécia e México também tiveram essa idéia e chegaram a realizar transplantes em seres humanos doentes, mas, ao que tudo indica, as células implantadas não sobreviveram. O mesmo não ocorreu com os americanos:
Após 2 meses e meio, as células humanas se multiplicaram formando redes de nervos no cérebro dos macacos.
Em 2 a cada 3 macacos tais células mostraram sinais de que estão produzindo a dopamina, neurotransmissor fabricado no cérebro e que falta nas pessoas com Parkinson. Agora os cientistas pretendem repetir a cirurgia, desta vez em macacos com a doença. Só assim saberão se a dopamina é produzida suficientemente para curar ou atenuar sintomas do mal.

5437 – Atrofia Muscular – O alto preço da inatividade


Como todo ex-atleta sabe, os músculos tendem a se atrofiar por falta de uso. Mas o que acontece na Terra é pouco ainda comparado com as conseqüências da atrofia muscular a bordo de naves espaciais. Ali, onde quase não existe gravidade que faça os músculos trabalhar, podem ocorrer lesões irreparáveis nas células nervosas motoras e nos vasos sangüíneos que irrigam as fibras musculares. Esses efeitos foram constatados nos ratos da missão soviética Biosatélite Cosmos 1887 em outubro do ano passado. Durante doze dias, os músculos dos pequenos animais não tiveram de carregar o peso do corpo e portanto quase não foram exigidos. Na volta, verificou-se que eles perderam proteína e atrofiaram. Pior ainda, as fibras mais afetadas incharam e acabaram rompendo vasos sangüíneos. Na metade dos casos, as células nervosas que fazem a ligação entre os músculos e o cérebro também foram prejudicadas, interrompendo gradualmente os estímulos às fibras.
A experiência sugere ainda que a atrofia muscular no espaço é progressiva – quanto mais tempo os músculos permanecem em desuso, piores as conseqüências. Em viagens muito longas, como no caso da futura missão tripulada a Marte, que deve durar dois anos, teme-se que as conseqüências neuromotoras sejam irreparáveis. Não obstante, o cosmonauta soviético Iuri Romanenko, depois de permanecer 326 dias em órbita, em 1987, voltou aparentemente com a musculatura e os nervos em ordem. Mas ele não deixou de fazer ginástica a bordo da estação espacial Mir.

5436 – Sol à vista


A pele parece não ser a única vítima da exposição excessiva aos raios solares. Os olhos também pagam um preço alto, sugerem cientistas americanos depois de uma pesquisa com trezentas pessoas. Entre elas. as vítimas de catarata parecem ter ficado mais expostas à luz solar do que as demais. A catarata é a doença em que o cristalino, a lente natural que foca a imagem no olho, torna-se opaco. A partir daquela constatação, os cientistas resolveram examinar os que se diziam sadios mas também costumavam tomar bastante sol. Verificaram que um em cada dez estava com a doença.
Segundo um oftalmologista especialista no implante de lentes artificiais que devolvem a visão a pacientes com cataratas, tem lógica o fato de alguns não suspeitarem estar com a moléstia – muitas vezes, ao enxergar embaçado, a pessoa acha que precisa apenas trocar os óculos. Ele julga, porém, que o trabalho americano “é apenas uma estatística, porque por enquanto não se provou que os raios solares alteram a composição química do cristalino”.

5435 – Bolha de plasma envolve o sistema solar


A última janela para ver o céu foi aberta pelo EUVE – sigla inglesa para Explorador do Ultravioleta Extremo. Esse satélite “vê” luz entre os raios X e ultravioleta. Todo o resto do espectro eletromagnético (ou outras formas de luz) já vinha sendo explorado amplamente. Na década de 30 nasceu a radioastronomia; na de 70, foi a vez dos raios X; na de 80, surgiram satélites que vêem raios ultravioleta, infravermelho e microondas; na de 90, enfim, vieram os raios gama. A vez do ultravioleta extremo (UVE) demorou a chegar porque parecia ainda mais complicado que os outros que são barrados pela atmosfera.
Nesse caso, basta ir ao espaço para escapar ao bloqueio, mas o UVE também era absorvido pelo oceano de hidrogênio e hélio neutros que enchem o meio interestelar.Aqueles raios pareciam, assim, definitivamente fechados à investigação. Outro fenômeno desanimador foi descoberto na Lua pelos astronautas da Apolo 16: em 1972, eles tiraram fotos da Terra, mas em vez de luz comum captaram a imagem em UVE. Viu-se então que nosso planeta está mergulhado numa nuvem brilhante de hélio, chamada geocorona. Um satélite a 550 quilômetros de altura que enxergasse no UVE teria à volta uma névoa e ao longe, negras nuvens interestelares.
Missões espaciais mostraram que o Sol está dentro de uma grande bolha de gases ionizados. Ela tem a forma de um amendoim cujo comprimento chega a 1 200 anos luz (o ano-luz mede 9,5 trilhões de quilômetros), e a largura, 300 anos-luz. O Sol e a estrela Mirzam estão situados em lados opostos e a 300 anos-luz de cada extremidade do amendoim.

5434 – Excesso de magnetismo


Não se sabe por que, o campo magnético da Terra é sensivelmente mais forte no Atlântico Sul do que em qualquer outra região do planeta. Essa anomalia, curiosa por si mesma, pode se revelar prejudicial aos astronautas estacionados por longo tempo acima dela, no espaço. E o que pensam especialistas franceses e russos, empenhados justamente em melhorar a segurança dos veículos orbitais.
Eles descobriram o magnetismo extra estudando os raios cósmicos, partículas subatômicas que afluem para a Terra de todos os pontos do céu: sobre o Atlântico Sul, esses raios são cinco ou seis vezes mais intensos que o normal. As medidas, feitas a bordo da estação espacial Mir, da ex-União Soviética, confirmaram suspeitas que vinham desde 1988. Resta saber o que significa tal distorção na força que norteia a agulha das bússolas.

5433 – Como é feito o implante capilar?


Uma área de 12 a 45 cm³, cerca de 7 cm acima do pescoço é demarcada. Com lentes e instrumentos precisos, 10% das unidades foliculares são colhidas.
O cirurgião demarca a área que receberá implantes, são implantadas de 4 a 6 mil mudas. Na área careca,o cirurgião faz vários pequenos orifícios com laser. As mudas são inseridas uma a uma , respeitando a direção natural de crescimento dos fios.
Após 3 horas de cirurgia são aplicados curativos presos por uma atadura elástica, que é retirada no dia seguinte. O paciente volta a sua vida normal evitando sol e esforço físico por cerca de 3 semanas.
O cabelo implantado cai poucos dias após a cirurgia, mas em alguns meses atinge o crescimento normal e após 10 meses estarão como os outros.

5432 – Abelhas em perigo


Um parasita de pouco mais de 1 milímetro de comprimento é o responsável pela pior devastação já ocorrida nas criações de abelhas na Europa, alcançando também o norte da África e o continente americano. Trata-se da Varroa jacobsoni – a desinência, em homenagem ao entomologista holandês que a identificou na Ásia no início do século. A varroa se desenvolve junto com as larvas de abelhas, proliferando rapidamente. Calcula-se que cada abelha pode alojar até quatro parasitas, capazes de sugá-la até a morte. Embora a varroa tenha se originado nas abelhas asiáticas (Apis cerana), estas aprenderam a eliminá-la.
O principal problema ocorre com as abelhas européias (Apis mellifera), justamente as maiores produtoras de mel. Estima-se que a varroa já atingiu 90 por cento dos enxames em algumas regiões da Europa Ocidental. Como os enxames também são usados para a polinização das plantações, o problema está afetando indiretamente a produção européia de frutas. Os criadores de abelhas no Brasil têm mais sorte. A varroa prolifera mais rapidamente em países de clima frio. No Brasil, consideramos que ela é responsável por apenas 1 por cento dos prejuízos à produção anual de mel.

5431 – Mega Notícias – Veneno de cobra menos tóxico


Contra picada de cobra só resta à vítima tomar o soro com anticorpos produzidos por animais que receberam pequenas doses de veneno. Mas a primeira vacina antiveneno de cobra pode estar a caminho, em conseqüência de estudos realizados no Instituto de Pesquisas Nucleares (IPEN) da Universidade de São Paulo. “A princípio, pretendemos tornar o veneno menos tóxico e assim reduzir o número de mortes dos cavalos usados na produção do soro”, explica um bioquímico. Os cientistas já conseguiram tornar o veneno de cascavel cerca de cinco vezes menos tóxico, graças a aplicações de radiação gama – energia eletromagnética emitida, por exemplo, pelo cobalto 60.
Os raios gama modificam as moléculas da peçonha, inibindo a sua ação. Essas alterações, porém, não podem ultrapassar o ponto em que o organismo ainda reconhece a presença da toxina, produzindo anticorpos de defesa. Como, na verdade, um único veneno possui diversas toxinas, os resultados completos com o veneno da cascavel só serão conhecidos daqui a dois anos.

☻ Mega Arquivo - Manuscrito original era baseado em artigos científicos

5430 – História das Sondas Espaciais


A primeira tentativa de enviar uma sonda não-tripulada a outros planetas ocorreu em 1961,
exatamente 8 anos antes do homem pisar na Lua pela 1ª vez. A nave soviética Venera 1 chegou a ter um lançamento bem sucedido, mas em seguida perdeu o contato com a Terra.O mesmo aconteceu um ano depois com a Mars. O proveto soviético para Marte foi mal sucedido, o que é curioso pois a série Venera da década de 70 fotografou a superfície de Vênus, um objetivo mais difícil.
Em 1962, a Mariner 2 foi a primeira missão planetária que deu certo. Ela passou por Vênus e mandou informações valiosas sobre o seu clima hostil. Em 1978, a Pionner 1 mapeou com a ajuda do radar a superfície de Vênus. Marte foi contatado pela 1ª vez em 1965 pela Mariner 4, que tirou fotografias das crateras e descobriu a tênue atmosfera de co². Nos anos seguintes, novas informações marcianas foram fornecidas pelas Mariner 6, 7 e 9. Em 1973, a Pionner 10 jáhavia passado por Júpiter, tirando suas primeiras fotos. Um ano depois, a Pionner 11 fazia o mesmo com Saturno.

5429 – ☻Mega Notícias – O menor motor do mundo


Com a mesma técnica usada para produzir os microscópicos chips eletrônicos de silício, engenheiros da Universidade da Califórnia criaram motores de diâmetro inferior a um fio de cabelo, movidos a eletricidade estática. Os dentes das engrenagens desses motores são tão pequenos que seria preciso enfileirar 7 mil deles para ocupar 1 milímetro. Assim, acaba de surgir uma nova categoria, a das micromáquinas. As possíveis aplicações estão abertas à imaginação, mas ninguém ainda é capaz de prever quais serao esses usos.
Supõe-se que as micromáquinas poderiam, por exemplo, viajar por uma artéria para remover depósitos de colesterol. Ou monitorar a taxa de glicose no sangue dos diabéticos e, quando necessário, acionar uma minibomba de insulina. Embora o silício seja um material bem conhecido na eletrônica, os engenheiros ignoram suas propriedades mecânicas em escala tão ínfima. Nos primeiros testes, o material tem se mostrado tão resistente quanto o aço. Com tais atributos, os cientistas admitem que a micromecânica poderá ser no futuro um gigantesco ramo da indústria.

☻ Mega Arquivo, surgiu de um trabalho rudimentar

5428 – Física -Eletricidade, Calor e Temperatura


Conceitos de Eletricidade

Termômetros são aparelhos que servem para medir a temperatura dos corpos. Os mais conhecidos são os que se baseiam nas variações que o calor provoca em líquidos termométricos, como o mercúrio ou álcool colorido.
Líquidos termométricos são os que alcançam rapidamente o equilíbrio térmico com os corpos cuja temperatura está sendo medida.
Tais termômetros são formados por um depósito de vidro e um tubo muito fino, chamado capilar, por onde o líquido sobe ao ganhar volume pelo aumento de temperatura.
Quando um corpo recebe calor, suas moléculas se movem com maior intensidade, aumentando a separação entre elas, seu comprimento, volume ou superfície. Tal efeito chama-se dilatação térmica. A contração térmica é o contrário da dilatação e acontece por causa da perda de calor.
Mini Glossário:
Intervalo de temperatura – Conjunto de valores da temperatura entre 2 limites dados.
Sublimação – A passagem direta do estado sólido ao gasoso, ou vice-versa, sem a fusão da substância no processo.
Vaporização – Processo pelo qual uma uma substância líquida muda seu estado para o gasoso. Pode resultar da evaporação ou da ebulição da substância.

5427 – Astronomia – De ☻lho nas sondas


Messenger – Destino Mercúrio
2011 – Missão: Estudar a geografia e o clima de Mercúrio para conseguir entrar na órbita do planeta, ela percorre desde 1975, um caminho tortuoso entre campos gravitacionais.

Phoenix – Destino Marte – Chegada em maio de 2008. Vem tentando descobrir algum sinal de vida e já encontrou gelo e água a – 53°C, isso é possível graças a concentração de sais em Marte.
Vênus Express – Chegou em Vênus em 2006. Até 2009 coletou dados para um mapa do relevo e temperatura do planeta. Com tal mapa será mais fácil planejar missões de pouso nesse planeta que não é nada hospitaleiro com os visitantes.

Marte – Diferente das irmãs menores que usavam um tipo de air-bag para aterrisar, a MSL vai descer em Marte numa cápsula em forma de disco até soltar um pára-quedas, para reduzir a velocidade de pouso. Retropropulsores ganharão o toque suave em solo marciano.
New Horizons – Destino Plutão – Estimativa de chegada: 2015.
Será a 1ª sonda a estudar Plutão e suas 3 luas. Depois disso, a sonda pode continuar a missão e pesquisar outros objetos do Cinturão de Kuiper, a periferia do Sistema Solar.

Cassini – Huygens – Depois de viajarem juntas, as 2 se separaram na chegada. Huygens pousou na lua Titan, onde provou a existência de grande quantidade de líquidos. Já Cassini orbita Saturno para coletar dados de sua Geologia.

5426 – Origem da Vida – A Teoria Criacionista


Big Bang, ou a grande explosão, é o fenômeno que permitiu, há 15 bilhões de anos, que uma minúscula bola de fogo, de extrema densidade e altíssima temperatura, se expandisse e esfriasse dando origem às galáxias e a tudo o que existe no espaço. O Big Bang é apenas uma hipótese, claro. Mas pouca gente discorda dessa idéia, concebida pelos físicos no início do século XX. Agora, pergunte como a vida começou na Terra e você terá uma boa chance de iniciar um acalorado bate-boca. Seres vivos são as coisas mais complexas do universo. Ao contrário de rochas e nuvens, eles exibem qualidades, habilidades e competências que despertam inúmeras perguntas.
A vida surgiu por acaso ou a partir de uma vontade superior? Os seres vivos sempre tiveram a aparência atual ou sofreram transformações ao longo do tempo? Os animais de diferentes espécies apresentam algum grau de parentesco? Temos todos um ancestral comum? Até hoje, a tentativa de responder a essas perguntas opõe cientistas e, sobretudo, cientistas e religiosos, os herdeiros das primeiras tentativas de explicar a origem da vida. O confronto entre ciência e céu começou no século XVIII, quando surgiram novas teorias que contradiziam as antigas crenças numa vida planejada por um ser superior. O ponto alto da discórdia foi a publicação, em 1859, do livro A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, do naturalista inglês Charles Darwin. A vida, dizia Darwin, resultou de mutações aleatórias da matéria a partir de modelos extremamente simples. E foi evoluindo por meio de uma seleção adaptativa dessas mutações, guiada pela necessidade de sobrevivência.
Na época, o naturalista escandalizou a Igreja e todos os defensores da idéia de um desígnio superior na criação – os chamados criacionistas. Mas, em pouco tempo, a teoria darwinista convenceu a maioria dos cientistas e se espalhou pelo mundo. Seu conceito de evolução passou a permear da medicina à sociologia, da psicologia à economia. Darwin, hoje em dia, é invocado para iluminar assuntos tão diversos quanto a competição entre empresas e a culinária regional. Na maioria dos países, inclusive o Brasil, o darwinismo é a única teoria sobre a origem da vida estudada nas escolas.
Todo esse sucesso da visão cientificista não chegou a sepultar as controvérsias do passado. A velha polêmica está de volta, agora com nova roupagem e argumentos mais sofisticados. A recente ofensiva contra Darwin, travada principalmente nos Estados Unidos, tem como desafiante um grupo de biólogos, matemáticos e bioquímicos empenhado em provar a inconsistência do evolucionismo com base na biologia molecular. Para eles, a complexidade da vida requer a existência de um “planejamento inteligente”.
A evolução consiste basicamente na repetição incessante da reprodução, por meio da qual a geração anterior passa à seguinte os genes herdados de seus ancestrais, mas com pequenos erros – as mutações. Isso acontece de forma aleatória, segundo Darwin, e é praticamente imperceptível. No decorrer das gerações, no entanto, haveria uma espécie de seleção das mutações que seriam mais úteis à sobrevivência. É o que Darwin chamou de seleção natural, uma espécie de filtro da natureza evidenciado pelo fato de que o número de indivíduos, numa geração, que sobrevivem e conseguem deixar descendentes é sempre menor que o número dos que nasceram. Os felizardos seriam aqueles selecionados pela natureza em razão de suas características de adaptação ao ambiente. Com o tempo, as seleções acabam por estabelecer diferenças tão drásticas entre descendentes de um mesmo ancestral que já não persistem os traços básicos da espécie original.
Dá-se, então, o surgimento de outro tipo de animal.
Já para os criacionistas, a vida não tem nada de aleatório e parece ter seguido algum desenho inteligente. A prova seria a complexidade dos sistemas celular e molecular: verdadeiras máquinas cujas partes independentes estão tão estreitamente interligadas que a ausência de um único componente é o bastante para impedir que elas funcionem. É o que o bioquímico Michael Behe denomina com o palavrão “complexidade irredutível”: um sistema que existe apenas se todos os seus mecanismos estiverem ali para servir o todo. Órgãos como o olho humano e o sistema de coagulação do sangue seriam os exemplos mais evidentes desse modelo. Eles só conseguem trabalhar quando todas as suas “peças” estão encaixadas. Ou seja: essa engenharia cheia de detalhes e de encaixes únicos e precisos não poderia ser fruto de mudanças aleatórias.
Outra confirmação disso seria o fato de que até hoje não foram encontrados registros de animais transicionais (um fóssil de animal que fosse exatamente uma transição de uma espécie para outra).
Para os darwinistas, a idéia de que a vida seguiu um plano inteligente é apenas um jeito novo de dizer que Deus criou do nada todos os seres. A velha idéia presente no Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, e no discurso do fundamentalismo cristão americano – desde a década de 1920 empenhado numa cruzada anti-evolucionista. Mas os teóricos do planejamento inteligente afirmam que eles nada têm a ver com o criacionismo de raiz religiosa. “Essa teoria não especula sobre a existência de um Criador ou suas intenções”, diz o matemático William Dembsky, professor da Baylor University, nos Estados Unidos, e um dos líderes da nova escola.
Os partidários do planejamento inteligente até admitem parcialmente a evolução pregada por Darwin. Mas, para eles, ela só seria válida para microorganismos, onde já se produziram provas experimentais. Em A Caixa Preta de Darwin, Behe considera a idéia de ascendência comum “muito convincente”, mas lança dúvidas sobre o mecanismo da seleção natural como explicação para a origem da vida molecular. Quando Darwin defendeu essa idéia, diz o bioquímico, não existia ainda o microscópio eletrônico e imaginava-se a célula como uma estrutura simples e rudimentar, não como um organismo complexo, cujas partes também abrigam sistemas sofisticados.
Um sistema irredutivelmente complexo é como uma ratoeira: só consegue pegar o rato se todas as suas partes (uma plataforma, uma trava, um martelo, uma mola e uma barra de retenção) estiverem perfeitas e ativas. É diferente de um automóvel que pode funcionar com faróis queimados, sem as portas ou sem pára-choques. O mundo da bioquímica, segundo Behe, está repleto de sistemas irredutivelmente complexos, verdadeiras máquinas químicas, precisas e interdependentes. E isso requeria uma amarração que está muito além da coincidência.
A raiz do planejamento inteligente remonta ao século XIII, quando São Tomás de Aquino usou o argumento da complexidade da vida como uma das provas da existência de Deus. O neocriacionismo do planejamento inteligente livrou-se dos raciocínios metafísicos e das analogias esotéricas do passado, diz Behe, e, apoiado na bioquímica, tenta oferecer alternativas refinadas à tese de Darwin.
A argumentação pró-planejamento inteligente também bebe daquilo que seria o ponto mais frágil da teoria darwiniana: a questão do registro fóssil. A coleta de fósseis já na época de Darwin sinalizava um problema. Nunca ficou evidente a lenta modificação dos traços entre animais prevista pela teoria. Muitas espécies pré-históricas apareciam como que de repente. Essa lacuna, que permanece aberta até hoje, foi minimizada em 1972 pelos paleontólogos americanos Stephen Jay Gould e Niles Eldredge com a formulação da hipótese do “equilíbrio pontuado”, segundo a qual as lacunas fósseis sugerem que a evolução ocorre em saltos rápidos e, em seguida, as espécies tendem a permanecer estáveis por milhões de anos.

5425 – A bíblia como ela é


A trajetória da teoria da evolução nos Estados Unidos nunca foi tranqüila. Nas primeiras décadas do século XX, metodistas, batistas e presbiterianos realizaram campanhas anti-evolucionistas em mais de 20 Estados e conseguiram banir o ensino da teoria de Charles Darwin, nos anos 20, em quatro Estados – Oklahoma, Tennessee, Mississippi e Arkansas. A inspiração para essa cruzada era conter o avanço de uma teoria que favorecia o ateísmo e o materialismo. Mas, nessa época, havia ainda outras motivações. William Bryan, um dos líderes da campanha – e também político pacifista, alinhado com causas avançadas como o voto feminino – temia que a idéia de seleção natural incentivasse uma “cultura da crueldade” na sociedade, com a discriminação dos mais fracos. O próprio Darwin receava o uso político da sua teoria e hesitou por mais de 20 anos antes de torná-la pública.
Intensas batalhas judiciais foram travadas e em diversas ocasiões os criacionistas conseguiram barrar, temporariamente, o ensino da teoria evolucionista nas escolas de Estados do sul, mais conservadores. A partir dos anos 60, uma nova geração de criacionistas adotou a estratégia de pleitear tempo igual nas escolas para Darwin e para a Bíblia, sendo montado um corpo doutrinário para o que se chamou de ciência-criação, em oposição à ciência da evolução. Foram igualmente criadas fundações e institutos que incentivam e patrocinam pesquisas destinadas a comprovar a narrativa do Gênesis – da criação do homem ao dilúvio de Noé – e uma maciça ação de marketing passou a incluir até excursões geológicas nas quais jovens e crianças garimpam no solo americano indícios do dilúvio global.
Na década passada, os criacionistas voltaram a obter vitórias expressivas – e temporárias – em alguns Estados americanos. O caso mais destacado foi o do Kansas, onde o Conselho Estadual de Educação aboliu do currículo escolar a teoria evolucionista, em 1999. A decisão foi depois derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Não se trata de gestos solitários, num país em que o fundamentalismo religioso é bastante influente. Mais de 50% dos americanos se dizem favoráveis ao ensino das teorias criacionistas nas escolas ao lado da teoria evolucionista. Mas isso pode ser pouco para os criacionistas radicais. Para eles, a questão da origem do mundo e da vida resume-se a seis premissas indiscutíveis:
• Universo, energia e vida foram criados do nada – por Deus.
• Organismos complexos não podem surgir de formas simples de vida, por meio de mutações aleatórias.
• Os seres vivos (plantas e animais) podem variar apenas dentro dos limites fixados para cada espécie.
• Homens e macacos têm ancestrais distintos.
• A geologia terrestre pode ser explicada pelo catastrofismo, a começar pelo dilúvio global registrado na Bíblia.
• A Terra é jovem – tem menos de 10 000 anos e não os 4,5 bilhões de anos estimados pela ciência.

5424 – Uma evolução, muitas versões


Charles Darwin não foi o primeiro biólogo a trabalhar com a idéia da evolução e do parentesco entre todos os seres vivos. O principal concorrente de Darwin, na vertente evolucionista, foi o biólogo francês Chevalier Lamarck, cuja teoria, apresentada no século XVIII, teria peso semelhante à de Darwin não fosse um detalhe insólito: Lamarck tratava a evolução com o princípio do uso e desuso, segundo o qual as partes de um organismo usadas com freqüência aumentam de tamanho (como acontece quando exercitam os músculos específicos), ocorrendo o inverso com aquelas mantidas em ociosidade. Para ele, essas alterações seriam passadas às gerações futuras, detalhe que jamais foi comprovado. No começo do século XX, o fenômeno da mutação genética foi descrito pela primeira vez.
Logo cientistas famosos como Wilhelm Johannsen, inventor do termo “gene”, e Thomas Morgan, pai da teoria cromossômica da hereditariedade, deduziram que novas espécies surgiam de uma única grande mutação e não da seleção natural. Outro geneticista, o japonês Motoo Kimura, deu uma roupagem molecular a uma antiga concepção evolucionista: a teoria neutralista. A idéia é a de que a maioria das mudanças evolutivas, no âmbito da genética molecular, são neutras – portanto, não dependentes da seleção natural.
Uma das mais recentes teorias rivais de Darwin – encarada como uma teoria complementar por muitos darwinistas – surgiu em 1972 nos Estados Unidos, formulada pelos paleontólogos Stephen Jay Gould, da Universidade de Harvard, e Niles Eldredge, do Museu de História Natural de Nova York. Para eles, a evolução acontece em saltos rápidos, quando populações pequenas desenvolvem, em períodos de não mais que 10 000 anos, novas características para se adaptar a um certo ambiente. Depois disso, as espécies tendem a se manter constantes por milhões de anos. O modelo, chamado equilíbrio pontuado, oferece uma explicação à ausência de fósseis que mostrem claramente a mutação das espécies ao longo de bilhões de anos, de acordo com a teoria darwiniana.

5423 – Quem são os diplomatas?


São pessoas oficialmente encarregadas, pelo governo de um país, de defender seus interesses junto a outras nações e organismos internacionais. “O nome vem de diploma, que nada mais era do que um documento dobrado em dois. Esse papel certificava os atos reais na Europa e seu guardião, o diplomata, tinha grande importância na corte, por oficializar as decisões do monarca.
Alguns historiadores identificam no Egito e na Grécia da antiguidade a origem do que conhecemos como missões diplomáticas: enviados de um monarca a outros reinos para tratar de assuntos comuns. Ainda assim, a figura do diplomata residente – aquele que, com procuração do governante, vive em outra nação – só apareceu na Europa após o fim da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648).
A diplomacia esteve presente já na formação do Brasil (o Tratado de Tordesilhas, que dividiu o Novo Mundo entre Portugal e Espanha, em 1494, foi resultado de negociações diplomáticas), mas só chegou para valer por aqui em 1808, quando a corte portuguesa, fugindo das guerras napoleônicas, migrou de Lisboa para o Rio de Janeiro. Junto com Dom João VI, veio a Secretaria de Assuntos do Estrangeiro, equivalente ao atual Ministério das Relações Exteriores. E, com a independência do Brasil, só cresceu a importância desses profissionais. Até hoje, o barão do Rio Branco (1845-1912) é considerado o patrono da diplomacia brasileira, dando nome ao instituto que forma os oficiais de relações internacionais, em Brasília. “As negociações feitas por ele definiram o atual território do Brasil.
Candidatos a diplomata têm de passar por seleção rigorosa
Para seguir carreira diplomática, é necessário ser brasileiro nato, estar em dia com as obrigações eleitorais e militares e possuir graduação plena em qualquer área. Até aí, tudo bem. O mais difícil é passar na prova de admissão para o Instituto Rio Branco, a escola do Ministério das Relações Exteriores que forma os diplomatas brasileiros. O concurso é realizado anualmente e composto de cinco provas. Embora o número possa variar, nos últimos anos apenas 30 vagas têm sido abertas. “Há uma média de 30 candidatos para cada vaga, mas o problema não é a concorrência. A maior dificuldade é atingir as notas mínimas para passar às etapas seguintes do concurso”, afirma o diplomata Geraldo Tupynambá, chefe da secretaria do Instituto Rio Branco.
Chanceler
Embora os países europeus dêem esse título ao primeiro-ministro, ou premiê, na América Latina ele designa o ministro das Relações Exteriores – cargo subordinado diretamente ao presidente e hierarquicamente superior a todos os demais diplomatas. É o chanceler, enfim, quem dá a última palavra em nome do seu país nas negociações com outras nações. O termo, de origem francesa, referia-se ao oficial da corte cuja função era cuidar da chancela – o selo real – que atestava serem verdadeiros os documentos assinados pelo rei.
Embaixador
Na escala hierárquica da diplomacia, o embaixador vem logo abaixo do chanceler. Embora possa ter outras responsabilidades administrativas, sua atribuição mais comum é ser chefe de uma embaixada: missão diplomática fixa em um país estrangeiro. Os embaixadores brasileiros são, em geral, diplomatas de carreira, mas há também casos de embaixadores nomeados diretamente pelo presidente da República, por se tratar de um cargo de confiança.
Cônsul
Enquanto os embaixadores têm como função negociar os interesses do seu país no estrangeiro, os cônsules têm sua atuação voltada para conterrâneos que vivem no exterior. Dessa forma, os brasileiros que vivem fora do país podem ir aos consulados para tratar de assuntos legais, como oficialização de casamentos, emissão de certidões de nascimento ou para votar. De acordo com seu tamanho e importância, eles podem ser chamados de consulados-gerais (habitualmente instalados na cidade mais importante de um país); consulados (em outras cidades grandes) e vice-consulados (pequenos escritórios em cidades de fronteira).

5422 – Gato escaldado tem medo da água fria – Por que os gatos tem medo de água?


O ancestral do gato doméstico (uma espécie selvagem conhecida como Felis lybica) veio do norte da África, região dominada pelo deserto do Saara. “A aridez do seu hábitat não permitiu que ele desenvolvesse habilidade para o contato com a água, por isso seus descendentes têm menos afinidade com esse meio do que outros felinos. A onça, por exemplo, caça jacarés até dentro d’água”, afirma um veterinário. Caçadores noturnos, os gatos têm que confiar a todos os sentidos o sucesso da sua caça, porque – mesmo com a visão especialmente adaptada à escuridão – a baixa luminosidade atrapalha na identificação da presa. “Quando molhados, os gatos sentem frio e perdem sensibilidade, principalmente no tato, um incômodo que atrapalha sua concentração na hora de buscar alimento.
Apesar da falta de intimidade entre os bichanos e a água, o famoso banho de gato – que ele mesmo se aplica, lambendo-se cuidadosamente – pode ser complementado com banhos convencionais quando necessário, contanto que o animal seja acostumado ao contato com a água desde filhote.

5421 – Como surgiu o dia dos namorados?


É bom lembrar que só o Brasil celebra esse dia em 12 de junho. Para o resto do planeta, a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim. “Esse santo e mártir era um padre que foi morto em Roma, durante a perseguição aos cristãos, no ano 269”, diz o teólogo Fernando Altemeyer Jr., da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Segundo a lenda, o imperador romano Cláudio II teria, em um momento de intensas guerras, proibido o casamento, por acreditar que soldados sem esposas nem filhos não teriam tanto medo do campo de batalha. Contrariando a ordem, o sacerdote cristão Valentim teria continuado celebrando matrimônios até ser descoberto, preso e executado. Não existe, porém, nenhum registro histórico disso. Talvez o mito tenha servido apenas para cristianizar uma festa pagã romana, que celebrava 14 de fevereiro como dia de Juno, deusa do casamento.
Já a data brasileira foi instituída em 1949, pelo publicitário João Dória, sob encomenda da extinta loja Clipper, para melhorar as vendas de junho, então o mês mais fraco para o comércio. Coincidência ou não, 12 de junho é véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido como o santo casamenteiro.

5420 – Livros – Outros livros (além do ☻ Mega Arquivo) contam a História da Humanidade


A importância do alfabeto e da escrita são incomparáveis. Sem um sistema de sinais que pudesse ser compreendido por vários grupos humanos é quase certo que a humanidade ainda estaria vivendo em tribos isoladas – embora a inexistência de escrita não signifique primitivismo, pois os maias, avançados em muitas áreas do conhecimento, não dispunham de alfabeto e até hoje sobrevivem comunidades ágrafas no mundo.
Dois livros explicam e apresentam essa fascinante história da humanidade. A Escrita, Memória dos Homens (Objetiva), de Georges Jean, e A História do Alfabeto: Como 26 Letras Transformaram o Mundo Ocidental (Ediouro), de John Man, fornecem informação a granel sobre um assunto que, às vezes, parece perder-se na névoa do tempo. Claras e didáticas, as obras abundam em curiosidades e histórias absolutamente inesperadas. A escrita teria surgido de um fato tão prosaico quanto essencial: a contabilidade. Por volta do sexto milênio antes de Cristo, os sumerianos precisavam registrar a compra de gado e de grãos. Como fazê-lo? A idéia foi gravar símbolos em plaquetas de barro. Era o surgimento da escrita. De lá para cá, gregos, semitas e romanos criaram, cada um, o próprio alfabeto. E o mundo, com certeza, nunca mais foi o mesmo.

5419 – Mega Byte – Operação tartaruga na Internet


Acredite se quiser: Querem congestionar a rede argumentando que ela polui.
Atualmente é responsável por 2% das emissões mundiais de co², a mesma quantidade gerada pelos aviões. Isso porque os computadores que sustentam a rede são movidos a energia elétrica e quando esta é obtida por combustíveis fósseis, polui.
A proposta então foi deixá-la (ainda mais) lenta, para reduzir em até 50% o consumo de energia. Em vez de ficarem ativos o tempo inteiro, os roteadores seriam desligados, só entrando em ação quando tivesse uma determinada quantidade de dados para processar ou transmitir. Mas, segundo os técnicos, o atraso seria imperceptível, entre 3 e 20 milésimos de segundo. O novo sistema já está em operação em muitos servidores. A Google está investindo em energia solar e montando seus centros de processamento ao lado de usinas hidrelétricas.