Arquivo da categoria: Enciclopédia

5864 – Medicina – Notícias sobre o Câncer


Os campeões de incidência
Homem
Próstata – 165 000
Pulmões – 100 000
Bexiga – 39 000
Intestino – 77 000
Linfoma – 28 500
Boca – 20 300
Melanoma – 17 000
Rim – 16 800
Leucemia – 16 700
Estômago – 14 800
Pâncreas – 13 500
Laringe – 10 000
De cada nota de 100 dólares que se gasta para combater os mais diversos tipos de doenças, no mundo inteiro, 10 dólares são aplicados no tratamento do câncer. Apenas 5% desses recursos, porém, estão nos chamados países em desenvolvimento, em que morreram 2,5 milhões de pessoas por causa de tumores malignos, só no ano passado; os países avançados, por sua vez, tiveram 2,3 milhões de vítimas. Em todo o planeta, 9 milhões de pessoas desenvolvem algum tipo de câncer a cada ano.
O problema, claro, custa caro. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional do Câncer estima que o país sofreu um prejuízo de 12 bilhões de dólares em 1992, provocado pelas faltas ao trabalho dos doentes e pela morte de pessoas ativas na sociedade.
O câncer nunca vai desaparecer da face da Terra. Quero dizer, jamais surgirá uma espécie de super-remédio, capaz de liqüidá-lo, acredita o cancerologista paulista Antonio Dráuzio Varella, um dos 42 especialistas brasileiros presentes ao encontro. No entanto, no futuro, a doença poderá ser acuada pela combinação de diversas táticas terapêuticas. A opinião faz coro com a tendência apontada pela maioria dos médicos palestrantes em Orlando: a melhor maneira de vencer as células cancerosas será jogar com todas os trunfos ao mesmo tempo. Ou seja, atacar o tumor com coquetéis de drogas, radiação e cirurgias cada vez mais precisas. Sem deixar de lado as armas que os geneticistas vêm desenvolvendo, como os anticorpos monoclonais, por exemplo moléculas defensoras sintetizadas em laboratório, projetadas como se fossem mísseis teleguiados dirigidos contra as células malignas.

5863 – Medicina – Longevidade, a luta contra o tempo


De Grey, para ele, a cura do envelhecimento está bem próxima.
Deus te ouça!

Em 1900, a expectativa média de vida nos EUA era de 47 anos e hoje é de 78. No século 20 o ganho foi de 30 anos. Pelo ritmo de desenvolvimento da medicina do metabolismo, não seria espantoso que, no decorrer do século 21, a sobrevivência humana com saúde fosse acrescida de mais 60 anos, elevando a idade média para mais de 100 anos. A nanotecnologia entrará em cena e trará a possibilidade de transferir processos bioquímicos do corpo humano para minúsculos engenhos digitais implantáveis. Várias pesquisas tem insistido na mesma tese, de que se deve privar-se de calorias, comendo menos que o mínimo de calorias exigido por dia. Animais de laboratório submetidos a tal método viveram com saúde até 1/3 a mais do que os outros. Para os seres humanos, dieta hipocalórica torna a vida insuportável.
A 1ª pessoa a viver 1000 anos (isso mesmo, mil), é provavelmente apenas 10 anos mais nova que a 1ª que vai chegar aos 150, afirmou De Grey, um famoso e polêmico gerontologista.
Na concepção do cientista barbudo, o processo de decadência do corpo possui 3 estágios: processos químicos do organismo, o metabolismo que causa danos graduais aos 100 trilhões de células do nosso corpo, a deterioração celular, que por sua vez leva ao aparecimento de patologias. Ele é um ex-pesquisador de inteligência artificial na Universidade de Cambridge e mergulhou obsessivamente na pesquisa do envelhecimento em 1992, depois de conhecer sua mulher, uma especialista em genética, 19 anos mais velha. Em 1997, publicou uma tese sobre a relação entre a destruição das moléculas de DNA no interior das mitocôndrias e o envelhecimento humano. O trabalho imp´ressionou a instituição e ele recebeu o Ph.D. em biologia em 2000. Mas é claro que ele possui muitos cientistas opositores de suas idéias afirmando que não passam de utopia. De Grey rebata: “Primeiro te ignoram, depois te ridicularizam, depois te combatem, e por fim você ganha, agora eu quero ganhar”.
Mutação Cromossômica – Algumas transformações celulares resultam em tumores malignos. O remédio é a terapia genética, que impedirá que as células produzam uma enzima chamada telomerase, responsável pela proliferação das células cancerígenas.
Gordura nas Células – As células acumulam um resíduo de gordura chamado lipofuscina, quanto mais, mais velha é a formação celular. Conserto: enzimas especialmente modificadas por terapia genética podem agir como rejuvenescedores celulares, impedindo o acúmulo da gordura indevida.
Morte Celular – Células não divisíveis no coração e no cérebro não são substituídas quando morrem. Para solucionar, transfusões periódicas de células-tronco farão com que tais células se reproduzam.

5862 – Mega Receita – Faça cerveja em casa


Moinho para cereais

Utensílios necessários
* Um fogão de 4 bocas
* Duas panelas de 32 litros com torneira
* Um moinho para cereais
* Termômetro
* Balança
* Uma forma de pizza furada para o fundo falso
* Dois baldes de PVC com torneira e tampa
* Uma válvula airlock
* Mangueira para encher as garrafas
* Máquina para colocar tampas em garrafa
PROCESSO QUENTE – Picote o malte
O malte, o lúpulo e o fermento, assim como a receita, podem ser encontrados na internet (cervejaartesanal.com.br). Pese os diferentes tipos de maltes e jogue no moedor de cereais. Triture-os até quebrar a casca. Mas, cuidado, não transforme os grãos em farinha – isso prejudicará o processo de filtragem.
Esquente 20 litros de água a uma temperatura entre 60 e 70 ºC. Deixe o termômetro sempre dentro da panela. Jogue o malte e misture por 20 minutos até chegar exata-mente aos 70 ºC. Se ultrapassar os 74 ºC, as enzimas deixam de agir. Desligue o fogo e deixe a mistura, chamada de mosto, repousar por uma hora.
Acenda o fogo e mexa até atingir 78 ºC (não deixe passar ou a cerveja ficará adstringente). Abra a torneira e jogue o mosto em uma panela com fundo falso. De novo, abra a torneira e retire 2 ou 3 litros do mosto com a ajuda de uma escumadeira (isso serve para tirar os farelos). Transfira líquido de volta para a panela sem fundo falso.
Acrescente mais água a 70 ºC. para repor as perdas do bagaço e da evaporação, até voltar aos 20 litros iniciais. Acenda o fogo e, 5 minutos após a fervura, acrescente o lúpulo de amargor. Deixe o fogo ligado por uma hora, com a panela destampada. Nos 5 minutos finais, acrescente também o lúpulo de aroma.
PROCESSO FRIO – Decante a valer
A partir daqui, todo material deverá ser sanitizado com álcool hospitalar. A presença de bactérias afeta o sabor da cerveja. Mergulhe a panela em uma bacia com água e gelo, mexa por alguns minutos no sentido anti-horário e deixe por uma hora, com a tampa fechada. A parte sólida descerá para o fundo da panela.
Transfira o líquido para o balde de PVC. Jogue o fermento – e veja na do fermento qual é a temperatura ideal (para Ale, é entre 16 e 24 ºC. Lager, entre 10 e 15 ºC). Isso é essencial para não matar as leveduras, que transformam açúcar em álcool. Feche o balde com a válvula airlock e deixe repousar de 7 a 10 dias.
A levedura vai decantar para o fundo do balde. Para se livrar dela, transfira a cerveja para outro balde de PVC com a ajuda da torneira e de uma mangueira. Feche-o com airlock para não entrar ar. Mantenha o balde fechado em temperatura ambiente por mais 2 semanas. Pode ser em qualquer canto da casa que não pegue sol.
Transfira a cerveja para outro balde para tirar os resíduos. Ferva 100 g de açúcar com 110 ml de água. Separe entre 5 e 8 g (não mais, ou a garrafa pode explodir) e jogue em uma garrafa de 1 litro. Encha de cerveja até a metade do pescoço. A levedura vai reagir com o açúcar e produzir gás carbônico. Deixe descansar por 10 dias. Depois é só gelar e beber!
Mas se você achar mais fácil, é só comprar na adega.

5861 – HIV com os dias contados


Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, mostra que células-tronco podem ser geneticamente modificadas e transformadas em “guerreiras” para caçar e matar o vírus do HIV. Os cientistas responsáveis esperam que a descoberta possa ajudar a erradicar completamente a doença do organismo de pacientes infectados.
Para isso, foi identificada e isolada uma substância em leucócitos que os torna capazes de combater infecções. No entanto, como a quantidade de leucócitos que uma pessoa tem no organismo não é suficiente para acabar com o HIV, pesquisadores clonaram essa substância receptora e a colocaram em células-tronco geneticamente alteradas.
Então essas novas células foram implantadas em ratos de laboratório doentes, permitindo que eles estudassem a reação do tratamento em um organismo vivo. Como esperado, as “guerreiras” identificaram e caçaram, especificamente, as células infectadas com HIV. Quando isso aconteceu, os níveis de leucócitos do rato também aumentaram, deixando seu sistema imunológico mais forte e combatendo a doença com mais eficácia.
De acordo com o responsável pela pesquisa, Scott G Kitchen, esse é o primeiro passo em direção a um tratamento mais intenso, que irá fazer com que células tronco e leucócitos sejam capazes de livrar um organismo infectado do HIV.

5860 – Como funcionam os banheiros químicos?


O primeiro sanitário portátil surgiu nos anos 1940, na Califórnia. Em uma área de construção de barcos, um dos chefes dos operários notou que eles perdiam muito tempo indo até as docas para usar o banheiro. Então ele encomendou uma cabana de madeira, com um pequeno tanque, para colocar nos barcos. A ideia logo foi vista como forma de aumentar a produtividade e os banheiros se espalharam pela construção civil.
Sob o assento dos banheiros, há um tanque que armazena até 264 litros de cocô e xixi. É nele que acontece a reação química: um sanitarizante à base de amônia é misturado com água e desodorizante e colocado ali antes do uso. Essa mistura faz com que as bactérias dos resíduos adormeçam e parem de produzir o gás metano, que causa o mau cheiro.
Em média, os banheiros químicos suportam até 200 usadas antes de precisarem ser esvaziados. Isso se o público for metade feminino e metade masculino. O cálculo é o seguinte: são necessárias duas cabines para cada 500 pessoas e uma hora de evento. Se tiver bebida alcoólica ou se houver mais mulheres do que homem no local, o ideal é pedir cerca de 13% a mais porque elas demoram mais no banheiro.
Em festas e eventos, todo mundo reclama da sujeira dos banheiros. O problema está nos usuários: os foliões não se preocupam em manter o espaço limpo. Já funcionários de obras são mais cuidadosos – os banheiros ficam até uma semana sem manutenção (sete dias!). E olha que cada banheiro é usado por 10 trabalhadores em turnos de 40 horas.
Durante o Carnaval carioca de 2011, foram disponibilizados 13 mil banheiros químicos nas ruas, batendo o recorde das 7 mil unidades usadas na posse de Obama, em 2009. A quantidade de resíduo desses sanitários daria para encher uma piscina olímpica – e ainda sobram 10 mil litros.

5859 – Auto-Ajuda – Veja o lado bom das coisas ruins


O maior filósofo do século 20 não passou no vestibulinho do colegial e sofreu bullying na escola por escrever errado, ter péssima memória e não fazer amizades – não se interessava em conviver com pessoas. Humanos também não eram os seres prediletos do mais conhecido intérprete de J. S. Bach, que não tocava para plateias nem deixava que pessoas encostassem nele. E o inventor da lâmpada era tão avoado que foi expulso da escola aos 8 anos e precisou estudar em casa.
Essas pessoas atingiram o sucesso não apesar de suas falhas, mas por causa delas. Certos padrões de personalidade e de ânimo considerados até mesmo transtornos mentais foram selecionados ao longo da evolução. Talvez essas adaptações não sejam tão vantajosas hoje quanto na época em que vivíamos fugindo de predadores, lutando com rivais e caçando presas. Mas tais peculiaridades preenchem os buracos criados pela normalidade da maioria das pessoas.
Desatentos conseguem captar ao mesmo tempo vários estímulos do ambiente e, com isso, fazer associações inesperadas, criativas. Outras pessoas não conseguem se interessar pelo que há à sua volta, mas exatamente por isso concentram-se dias a fio num só raciocínio e chegam a conclusões geniais. A ansiedade nos protege de pagar para ver uma ameaça, e a tristeza e o pessimismo nos fazem desistir de ilusões.
Por quê, afinal, a depressão existe? Uma hipótese é a de que, conforme a civilização se desenvolveu, o homem alterou seu ambiente numa velocidade maior do que sua capacidade de adaptar-se a ele. Evoluímos para viver em grupos de 50 a 70 membros seguindo o ciclo do Sol, com a preocupação de obter alimento e procriar. Agora as coisas mudaram um pouco: temos de nos preocupar com contas, imagem, carreira… E muitos planos acabam frustrados – talvez mais do que a cabeça foi feita para aguentar. Pior: temos hábitos sedentários e, graças à luz artificial, fazemos nosso corpo funcionar no tempo do relógio, e não no do Sol. Tudo isso explicaria por que a prevalência da depressão tem aumentado.
Outra corrente defende que a depressão existe porque foi talhada pela seleção natural, ou seja: porque oferece vantagens a seus portadores. Segundo o médico Randolph Nesse, da Universidade de Michigan, ela teria a mesma função da dor: garantir nossa sobrevivência diante de um risco. Quando um tecido está prestes a ser lesionado durante alguma atividade física, nossos neurônios transmitem um estímulo que nos impede de seguir além de nossos limites. A depressão funciona da mesma forma – mas, em vez de impedir fisicamente que você assuma um risco, ela atua no ânimo. A euforia e a depressão serviriam para regular nossas ações na busca por um objetivo.
Ansiedade é isto: medo de algo que não é necessariamente real. Mais: tal como o amor, ela é uma emoção. E uma emoção é um padrão de resposta diante de situações que podem trazer riscos ou oportunidades. A paixão ajuda a cortejar um parceiro, a raiva nos afasta de alguém quando desconfiamos que fomos traídos, e a ansiedade nos faz fugir ou lutar quando sentimos ameaçados. E isso acontece sem que pensemos. Quando bate a ansiedade, o fígado começa a liberar glicose, a frequência cardíaca aumenta, menos sangue circula pela pele e mais vai para os músculos. Assim, o corpo fica preparado para reagir – a animais, à altura, a trovões, à escuridão ou ao escrutínio público. E também a coisas mais sutis, como um trabalho insuportável ou um relacionamento falido.
“Os visionários, os planejadores, os desenvolvedores, todos eles precisam sonhar com coisas que ainda não existem, explorar fronteiras. Mas, se todas as pessoas forem otimistas, será um desastre”
Utopias levam populações inteiras a aceitar falácias e resistir à razão. O maior exemplo disso foi a ascensão do nazismo – um regime terrível, mas essencialmente otimista, tanto que deu origem à Segunda Guerra com a certeza inabalável da vitória. E qual a resposta de Scruton para esse otimismo inescrupuloso? O pessimismo, que, segundo ele, cria leis preparadas para os piores cenários. O melhor jeito de evitar o pior, enfim, é antever o pior.
Timidez
Escolas valorizam trabalho em grupo. Processos seletivos jogam candidatos em dinâmicas para identificar líderes natos. Empresas colocam seus funcionários em amplos escritórios sem divisórias e colhem ideias em brainstorms com uma dezena de pessoas – vale tudo, menos ter vergonha de falar besteira. Vivemos no mundo dos extrovertidos. Mas há pesquisadores que veem essa valorização do trabalho coletivo e da extroversão como um tiro no pé.
Ser introvertido não significa ser fechado ao exterior. Muito pelo contrário. É ser sensível demais a ele.
Um introvertido concentra a mente numa só atividade, em vez de dissipar energia em assuntos não relacionados ao trabalho – estudos do programador americano Tom DeMarco com 600 colegas mostram que o que define a produtividade no setor de TI não é o salário nem a experiência, mas o quão isolado é o ambiente de trabalho. A solidão também permite focar-se nas próprias falhas e treinar até chegar à perfeição. É esse tipo de prática que cria grandes atletas e virtuoses musicais.
O gene da engenharia
Todo engenheiro é um pouco autista. Essa é a conclusão, polêmica, do psiquiatra Simon Baron-Cohen, de Cambridge. Simon buscava identificar se estudantes com sintomas da síndrome de Asperger tinham predisposição a escolher alguma área específica de conhecimento. Fez um levantamento com graduandos de Cambridge e viu que alunos de exatas eram os mais propensos a ter os sintomas. O estudo fez barulho suficiente para que os pais de alunos de Eindhoven, na Holanda, entrassem em contato com ele depois de identificarem uma epidemia de autismo na cidade, conhecida pela concentração de empresas tecnológicas.

ALBERT EINSTEIN
“Meu senso de justiça e de responsabilidade social sempre se contrastou com minha falta de necessidade de contato direto com outras pessoas ou comunidades. Sou de fato um viajante solitário e nunca pertenci a meu país, à minha casa, aos meus amigos ou mesmo à minha família”, escreveu o físico nos ensaios Como Vejo o Mundo.

5858 – Ciência X Religião – Museu criacionista nos EUA defende a criação do mundo de acordo com a Bíblia


Enquanto chega ao Brasil a mostra “Darwin – A Descoberta do Homem e a Revolucionária Teoria que Mudou o Mundo”, o primeiro museu criacionista abre as portas para o público, em Kentucky, nos EUA e esquenta o debate com os evolucionistas. Há dois anos, a exposição de Darwin no Museu de História Natural de Nova York recebeu críticas de cristãos criacionistas, apoiados pelo presidente George W. Bush – que defendeu o ensino da versão bíblica da criação do mundo em escolas do país.
Inaugurado no dia 28 de maio, o Creation Museum é um projeto de US$27 milhões idealizado pelo grupo Answers in Genesis (Respostas na Gênese), que promove a leitura literal da Bíblia sobre a criação do mundo. “O museu vai se opôr aos de história natural da evolução, que colocam incontáveis mentes contra a Bíblia”, disse a Galileu o co-fundador do museu Mark Looy.
A idéia é usar alta tecnologia, efeitos especiais e dinossauros mecânicos para mostrar que, na versão criacionista da história humana, “a ciência confirma todas as passagens bíblicas”, de Adão e Eva à arca de Noé. Mas o grande destaque é a exibição de homens pré-históricos vivendo com dinossauros, o que a geologia contemporânea considera impossível, já que a existência das duas espécies está separada por 60 milhões de anos.
“Nenhum cientista estava lá para ver os dinossauros morrerem. Só acharam os ossos, que não tinham etiquetas com idades”, afirma Looy, ignorando a datação por carbono 14. Assim, além de terem vivido entre os humanos, um par de dinos também teria sido salvo do dilúvio. E como Noé teria conseguido a façanha? “Os continentes só surgiram como conseqüência da grande enchente, antes eles eram uma coisa só”, diz Looy.

5857 – Religião – Há 1 século e meio surgia o Espiritismo


O espiritismo voltou às manchetes com força em 2008, graças ao sucesso do filme “Bezerra de Menezes – Diário de um Espírito”. Por meio dele, quase 500 mil brasileiros relembraram (ou conheceram) a história do chamado “Kardec brasileiro”, médium e maior nome da doutrina no País no final do século 19. Esse instantâneo histórico, que narra a consolidação dos fundamentos do espiritismo por aqui, serve de contraponto para uma tendência que gera polêmica: a mistura do espiritismo com outras correntes filosóficas e a medicina holística, que trabalha corpo e mente simultaneamente. Enquanto, segundo o IBGE, 2,4 milhões de brasileiros declaram-se espíritas, outros cerca de 30 milhões – de acordo com estimativas da Federação Espírita Brasileira – simpatizam com as idéias da doutrina. E os últimos, cada vez mais, estão misturando correntes de pensamento orientais (como hinduísmo, ioga e tai-chi-chuan), terapias energéticas ou a força do pensamento positivo em seus rituais e práticas. A questão que fica é: o espiritismo irá incorporar essas influências ou os tradicionalistas acabarão mantendo as coisas separadas?
Criada há 150 anos pelo professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou Allan Kardec (1804-1869), a doutrina espírita surgiu graças à curiosidade e ao fascínio pela possibilidade de comunicação com os mortos. Quando chegou ao Brasil, anos depois, o espiritismo encontrou terreno fértil. O sincretismo da mistura entre europeus e africanos acabou impulsionando o movimento. Quem já havia visto um pai-de-santo incorporado em um terreiro não tinha muita dificuldade para crer no depoimento de um médium.
Hoje, quem entra em um centro espírita no Brasil encontra uma mistura de hospital espiritual e centro de estudos. Ali, os tratamentos se resumem ao atendimento com passes (em que o médium repassa ao atendido a energia dos espíritos e a sua), à ingestão de água fluidificada (na qual fluidos medicamentosos são adicionados por espíritos desencarnados), e às desobsessões (nas quais o médium incorpora espíritos que interferem na vida de alguém). Além disso, há centros onde outras manifestações, como a psicografia, são presenciadas. Quem quiser pode desenvolver sua própria mediunidade. Todos os atendimentos são de graça e tudo é embalado pela divulgação dos livros de Kardec e de autores como Chico Xavier, segundo recomendações da Federação Espírita Brasileira.

5856 – ☻ Mega Byte – Bytes, muitos bytes


Tráfego mensal médio de quem usa a Internet:
24,8 gigabytes – Para enviar tal quantidade de informação por escrito seria necessário 1 milhão de cartas de uma página cada uma ou 10 toneladas de papel.
1 kilobyte = mil bytes
1 megabyte = 1 milhão de bytes, cabe em 1 disquete de 3,5 polegadas, já em desuso.
Cada gigabyte tem 1 bilhão de bytes, um DVD simples tem alguns gigabytes.
Cada terabyte tem 1 trilhão de bytes, já existem HDs com capacidade de 1 ou mais terabytes.
Cada pentabyte tem 1 quadrilhão de bytes. Depois vem o exabyte com 1 quintilhão e o zettabyte com 1 sextilhão de bytes, equivalente a toda a informação digitalizada hoje no mundo.
Se cada byte fosse 1 grão de arroz, 1 zettabyte equivaleria a 20 quadrilhões de quilos de arroz, ou o suficiente para alimentar a humanidadepor 30 mil anos.
Para oferecer serviços em nuvem, as empresas usam recursos com alicerces bem sólidos na terra. São enormes data centers, conhecidos como fazendas se servidores, mantidos permanentemente a temperatura de 21°C. O maior da Amazon ocupa um terreno de 65 mil metros quadrados, o equivalente ao terminal de passageirosdo Aeroporto de Congonhas.
A idéia de nuvem ainda em formato rudimentar data de 1961. O especialista em inteligência artificial Mc Carthy, então professor do Instituto de Tecnologia de Massachussets, descreveu o modelo em que as centrais fornrciam processamento e o armazenamento de dados para residências e empresas. A 1ª vez que se falou de computação em nuvem foi em 1997. Em termos práticos, a nuvem é a capacidade ociosa de servidores gigantes, como o Google e a Microsoft, que pode ser emprestadaou vendida a quem quiser usá-la para guardar ou processar seus arquivos digitais e programas de computador. Para empresas isto significa economia pois não é preciso manter uma bateria de servidores, cuja manutenção custa caro. Também não é preciso comprar licenças que apenas uma parte dos funcionários irá usar. Outro ponto positivo é que é possível ter uma velocidade de processamento alta a um custo baixo.
“Eu acho que há no mundo mercado para talvez 5 computadores” Essa frase atribuída a Thomas Watson, fundador e presidente da IBM, supostamente dita em 1943, tem lugar de destaque em qualquer antologia de palpites infelizes, ainda que a empresa insista em desmentir que ele alguma vez tenha pronunciado tal asneira. Quatro décadas mais tarde, a IBM desenvolveu o Personal Computer,o PC, transformando o computador em um produto de massa. Mas as vendas dos PCs tipo desktop estão em queda por causa da multiplicação dos dispositivos móveis que, embora com limitações tem capacidade de processamento e armazenamento suficiente para suprir as necessidades da maioria das pessoas. A computação em nuvem seria o golpe final?

5854 – Geo-Política – Bomba Atômica no Irã


Segundo um relatório da ONU, os aiatolás iranianos estariam adaptando ogivas de seus mísseis para acomodar artefatos atômicos. O Irã anunciou que irá triplicar a produção de urânio enriquecido a 20%, concentração ainda muito aquém dos 90% necessários para produzir uma bomba atômica. O que vão fazer com tanto urânio a 20% é uma incógnita, já que eles já possuem combustível em excesso para fins pacíficos e gerar energia. Embora o governo desminta, fora dos comunicados oficiais, ninguém com alguma projeção política no Irã esconde os planos do país produzir uma bomba atômica. O programa nuclear iraniano não tem freio e nem marcha ré.

Um pouco +

O programa nuclear iraniano foi lançado na década de 1950, com a ajuda dos Estados Unidos, como parte do programa Átomos para a Paz. Após a Revolução Islâmica de 1979, o governo do Irã abandonou temporariamente o programa, mas acabou por voltar a lançá-lo, embora com menor assistência ocidental. O programa actual, administrado pela Organização de Energia Atômica do Irã, inclui diversos centros de pesquisa, uma mina de urânio, um reator nuclear e instalações de processamento de urânio que incluem uma central de enriquecimento.
Também não há previsão para completar o reator de Bushehr II, embora seja prevista a construção de 19 usinas nucleares.
Em entrevista à publicação alemã Freitag, Noam Chomsky declarou que “o Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos (…) Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos Estados Unidos, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido”.
Em discurso pronunciado a 11 de fevereiro de 2010, durante as comemorações do 31° aniversário da Revolução Islâmica, o presidente Ahmadinejad declarou que seu país havia iniciado a produção de urânio enriquecido a 20%, para uso civil.
O urânio enriquecido a 80% já é considerado weapons-grade, isto é, um nível adequado à fabricação de armas nucleares, embora bombas atômicas normalmente usem material enriquecido a 90% ou mais. Little Boy, a primeira bomba atômica a ser usada em uma guerra e que foi lançada pelos Estados Unidos contra a cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, continha 64 quilos de urânio enriquecido a 80%.

5853 – Supervírus ameaça a humanidade


Parece um roteiro de filme, mas está acontecendo de verdade. Dois grupos de pesquisadores, na Holanda e nos EUA, acabam de desenvolver esse vírus. “É um dos tipos mais perigosos que poderiam ser criados”, admitiu publicamente o líder de uma das equipes, Ron Fouchier. Trata-se de uma versão mutante do H5N1, que causa a gripe aviária e gerou preocupação durante um surto em 2005. A doença é letal, mas o vírus não se propaga facilmente entre humanos. Só que os cientistas desenvolveram um H5N1 turbinado, que pode ser transmitido pelo ar – exatamente como o vírus da gripe comum, que contamina 700 milhões de pessoas no mundo todos os anos. Se escapasse do laboratório, o novo H5N1 poderia causar um número enorme de mortes. Também há o receio de que terroristas aprendam a recriar o supervírus. Por isso, a comunidade científica e os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA pediram que o estudo não fosse publicado e os responsáveis pela pesquisa interrompessem seus trabalhos durante 60 dias.
Os cientistas se defendem dizendo que o estudo é necessário e seria mais perigoso não retomá-lo: pois, conhecendo o vírus mutante, é possível trabalhar desde já para desenvolver vacinas contra ele.

5852 – Mega Notícias – Geleira é transformada em cubos para drinques


Um homem foi preso após retirar e contrabandear 5 toneladas da geleira Jorge Montt, na Patagônia. O material ia ser cortado em cubos e vendido pelo equivalente a R$ 10 600 a bares e restaurantes da região de Santiago, no Chile.

EUA jogaram corpos de soldados em lixão
Os restos mortais de 274 soldados americanos mortos nas guerras do Iraque e do Afeganistão foram incinerados e jogados em um lixão no estado da Virgínia. A descoberta dessa prática, que não era informada às famílias das vítimas, causou consternação nos EUA.

5851 – Quais são os livros mais pirateados na internet?


Livros de musculação, informática e curiosidades são os campeões de pirataria. No Brasil, além desses, há títulos de autoajuda e escolares. Aqui, os livros mais baixados são caros (o que nem sempre ocorre no exterior). Outra diferença é que o ebook ainda é raro no país. Para cada 100 livros físicos vendidos, vende-se 1 digital. Nos Estados Unidos, é o inverso: 100 para 105. Mas, como a tendência é crescer, a pirataria já preocupa as editoras brasileiras, que em 2011 tiraram do ar 48 mil links com cópias não autorizadas. “O risco da pirataria é inibir a criação. O autor, para sobreviver, muda de profissão”.
Há quem discorde, como o mais bem-sucedido autor brasileiro. Em 2011, Paulo Coelho lançou um manifesto pedindo aos fãs que pirateassem seus livros. Para ele, quanto mais acesso, mais gente vai querer comprar. E tem quem publica a preços simbólicos e fica rico. O autor americano John Locke (que não é filósofo e nunca esteve na ilha de Lost) cobra US$ 0,99 a cópia. Vendeu mais de 1 milhão de e-books.

☻ Mega é de graça, aproveite!

+ pirateados no Brasil
1. Oracle Database (fevereiro 2011)*
Para profissionais de tecnologia da informação que trabalham com banco de dados.
2. English Vocabulary In Use Advanced (outubro 2011)
Exercícios para aprimorar o uso da gramática na língua inglesa.
3. Treinando a Emoção para Ser Feliz (julho 2011)
Livro de Augusto Cury que ensina a controlar as emoções para ser feliz e tranquilo.
4. Fundamentos de Matemática Elementar (dezembro 2011)
Coleção com 11 volumes que ensina tudo sobre matemática. Do básico a matrizes e geometria analítica.
5. Cartas Entre Amigos – Sobre Medos Contemporâneos (junho 2011)
Primeiro da série Cartas entre Amigos, de Gabriel Chalita e Fábio de Melo. Na lista de mais vendidos da revista VeJa, ficou em quinto lugar na categoria autoajuda e esoterismo em 2009.

+ pirateados no mundo
1. 7 Weeks to 50 Pull-Ups: Strengthen and Sculpt Your Arms, Shoulders, Back, and Abs by Training to Do 50 Consecutive Pull-Ups
Programa de exercícios para fortalecer os músculos até que você faça 50 flexões de braço sem parar.
2. Windows 7 Secrets
Guia com truques e novidades do mais recente sistema operacional da Microsoft.
3. Do Not Open: An Encyclopedia of the World’s Best-Kept Secrets
Curiosidades que prometem desvendar grandes mistérios e segredos da humanidade.
4. 7 Weeks to 100 Push-Ups: Strengthen and Sculpt Your Arms, Abs, Chest, Back and Glutes by Training to do 100 Consecutive Push-Ups Weeks to 100 Push-Ups
Hora de treinar os músculos para fazer 100 flexões de braço sem parar.
5. 1,001 Facts that Will Scare the S#*t Out of You
Curiosidades que vão de chocolates até os vermes que habitam seu banheiro.

5850 – Tudo a Ver – Espanha com Span


Espanha
Católica e conservadora, a Espanha sofreu grandes mudanças no século 18. O conde de Floridablanca, empossado primeiro-ministro em 1777, fez reformas modernizadoras que tiraram poder da Igreja. Mas, a partir de 1789, a radicalização da Revolução Francesa colocou todos os liberais da Europa sob suspeita. E o Conde foi substituído por…

Manuel de Godoy
Jovem e moderado, Godoy chegou ao poder em 1792. Ele tentou salvar da guilhotina o rei francês Luís XVI, com resultados desastrosos: a França republicana declarou guerra à Espanha em 1793. Os espanhóis perderam e foram obrigados a se aliar militarmente à França para ajudá-la a fazer as chamadas…

Guerras Napoleônicas
Após ganhar várias guerras liderando a França revolucionária, Napoleão traiu os ideais republicanos – proclamou-se imperador em 1804. Ele também traiu a aliança com a Espanha, invadindo o país em 1808. Além de revirar a geopolítica europeia, Napoleão também revolucionou os alimentos, com a invenção da…

Comida enlatada
Napoleão ofereceu um prêmio para quem inventasse uma forma de preservar comida no front. Em 1810, o chef Nicolas Appert conseguiu: criou um método para guardar alimentos em garrafas lacradas, logo adaptado para uso em latas de estanho. Muito tempo depois, outro alimento enlatado também ganharia fama graças à guerra. Era o…

SPAM
Criado em 1937, esse apresuntado foi ração dos soldados aliados na Segunda Guerra. Mais tarde, foi assunto do grupo Monty Python (que criou um quadro em que um restaurante servia tudo com spam) e virou gíria para e-mails indesejados. Digital ou enlatado, spam é ruim – nem se compara ao presunto espanhol, o melhor do mundo.

5849 – Raciocínio lógico pode afetar fé em Deus


Folha Ciência

A frase soa como loucura, mas esse é um dos achados de um estudo que acaba de sair na revista “Science”.
Trata-se, na verdade, de um caso particular de um fenômeno mais amplo: aparentemente, levar as pessoas a pensarem de modo mais “racional”, por meio de influências sutis (como a exibição da célebre imagem do homem refletindo), reduz as tendências religiosas dos sujeitos.
A pesquisa é assinada por Ara Norenzayan e Will Gervais, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), que estão entre os mais destacados estudiosos da psicologia da religião.
Eles partiram de uma hipótese apoiada por outros estudos, segundo a qual pessoas religiosas preferem usar a intuição ao processar dados, enquanto os não religiosos usam o raciocínio detalhado.
No estudo canadense, dezenas de voluntários tinham de realizar tarefas, metade das quais poderia levar a um “priming” do pensamento analítico, enquanto a outra metade era neutra.
Sabe-se que até ler um texto com letras miúdas pode favorecer a ativação desse tipo de raciocínio.
Os voluntários que fizeram as tarefas “analíticas” tiveram menos propensão a se declarar religiosos depois.
Para os pesquisadores, um motivo possível para isso é que a religiosidade depende de processos mentais intuitivos, como detectar “personalidade” no mundo -mesmo em contextos inanimados, como a natureza, o que levaria à crença em deuses. O raciocínio analítico poderia bloquear isso.

5848 – Museu do Som – O Conjunto 3X1


Conjunto da National

O conceito de conjunto de som 3X1 surgiu no Brasil no início da década de 1970 com o advento dos transístores, que acabou permitindo uma miniaturização dos aparelhos, possibilitando uma compactação. Tal sistema empregado para uso doméstico viria a desbancar as rádio-vitrolas à válvula, grandes e frágeis e com alto consumo de energia elétrica. Mas eles tinham um forte concorrente, os equipamentos de som modulado, geralmente com muito mais recursos e com projetos importados eram considerados semi-profissionais, como o System One da Gradiente, do qual já falamos em um outro capítulo. Destinados a um público mais exigente e com maior poder aquisitivo, sendo um mero sonho de consumo para os mais pobres.
Alguns fabricantes de 3X1 eram a National, a Philips, a Sony, CCE, Semp Toshiba, Telefunken, Sharp, Sanyo, Evadin, entre outros.

Conjunto da Sharp

5847 – Biologia – Semelhanças entre o macaco e o homem


Chimpanzés – A diferença entre a composição do nosso DNA e a do DNA deles é de 1,6%, enquanto do deles para o dos gorilas fica em 2,6%. Parece pouco, mas significa muito: nós somos parentes mais próximos dos chimpanzés do que eles são de qualquer macaco.
A semelhança genética é tamanha que nem seria um absurdo tão grande dizer que o Homo sapiens é só mais um tipo de chimpanzé – tanto que Jared Diamond, um dos pesquisadores mais influentes de hoje, disse exatamente isso: que somos “o terceiro chimpanzé”. Os outros seriam o próprio Pan troglodytes – nome científico desse nosso irmão arbóreo – e o bonobo, primo bem próximo do Pan troglodites (e nosso também). E isso é só o começo do que as pesquisas mais recentes têm a dizer sobre os chimpanzés.
Que bandos de chimpanzés brigam entre si, não é novidade. Mas descobertas recentes mostram que essas lutas são mais estratégicas do que se imaginava: como os humanos, eles guerreiam por território. E roubam as fêmeas do inimigo.

Eles adotam bebês

Perder a mãe ainda novinho é praticamente uma sentença de morte para a maioria dos filhotes de mamíferos, mas não para bebês chimpanzés da Floresta Nacional Taï, na Costa do Marfim. Pesquisadores liderados pelo suíço Christophe Boesch registraram a adoção de quase 20 desses órfãos, ao longo de 27 anos. Só a minoria dessas adoções foi uma iniciativa de parentes do bebê – em metade dos casos, veja só, quem adotou o filhote foi um macho.

Eles pagam por sexo

Só não dá para usar o termo “prostituição” porque as damas que recebem o pagamento não são profissionais. A moeda de troca: carne fresca. A responsável pelo achado é a pesquisadora Cristina Gomes, do Instituto Max Planck, na Alemanha. Ela analisou 262 relações sexuais entre 5 machos e 14 fêmeas ao longo de 4 anos, na Costa do Marfim. Nessa região da África, os chimpanzés costumam suplementar sua dieta com carne de macaco (de outras espécies). Os machos são os principais responsáveis por caçar os macaquinhos, mas não comem a picanha sozinhos – dividem os despojos com fêmeas do bando. Cristina detectou que os machos que fornecem essa iguaria para as fêmeas dobram suas chances de levá-las para a moita mais tarde.

Eles usam mais ferramentas do que a gente imaginava

Os melhores engenheiros entre os símios vivem numa região conhecida como Triângulo de Goualougo, na República do Congo. Os chimpanzés que habitam essa área de 250 km2 desenvolveram quase 30 formas diferentes de usar ferramentas, um recorde para a espécie (e para todo o mundo animal). Em muitos casos, esses usos envolvem kits especialmente preparados: eles combinam até 3 instrumentos para atingir um determinado fim – geralmente arranjar comida. As vítimas mais comuns são cupins e abelhas. Para atacar cupinzeiros, os macacos de Goualougo usam, primeiro, um bastão, arrombando a entrada do ninho com movimentos circulares. A seguir, o chimpanzé atacante emprega um galho relativamente mole, cuja ponta foi previamente modificada de modo a ficar desfiada, como se fosse uma escova. É que, quanto mais pontas no galho, mais cupins acabam mordendo as “cerdas”, o que turbina o jantar do primata. Para obter mel, outra fonte apreciada de calorias, eles também usam 3 instrumentos. O primeiro é um galho grosso e forte para abrir o primeiro buraco na colmeia. Depois, um galho um pouco mais fino é usado para alargar essa abertura. E um graveto mais fino completa o serviço, fazendo o papel de talher.

Eles podem ter consciência da morte

Quem já enfrentou a morte de um parente próximo sabe como é terrível. Este foi o fardo da chimpanzé Rosie, nascida num zoológico de Stirling, na Escócia. A mãe dela, Pansy, morreu de causas naturais (a chimpanzé tinha mais de 50 anos, era idosa para a espécie), Rosie passou a noite seguinte praticamente em claro, sem sair de perto do cadáver. Nas semanas seguintes, ela não conseguia comer direito. Reações parecidas – sono inquieto, falta de apetite, silêncio – afetaram os companheiros de Rosie, o macho Chippy e a mãe dele, Blossom. As reações dos primatas foram filmadas e analisadas por pesquisadores da Universidade de Stirling. Para os cientistas, o caso sugere que os bichos possuem algo parecido com a consciência humana da morte, como a necessidade de ficar de luto e até reações de frustração e raiva diante do problema.

5846 – Astronomia – O Vulcão Monte Olimpo


Monte Olimpo visto da sonda espacial

Também conhecido por seu nome em latim, Olympus Mons, é um vulcão extinto do planeta Marte, sendo o maior vulcão do Sistema Solar. Ele ergue-se a 27 km acima do nível médio da superfície marciana, sendo três vezes mais alto que o Monte Everest. Sua base estende-se por quase 600 quilômetros. Sua caldeira tem dimensões de 85 km por 60 km
O Monte Olimpo foi descoberto pela sonda espacial Mariner 9 da NASA em 1971, embora já fosse do conhecimento de astrônomos desde o século XIX. Tem um declive suave, o que faz sua base ser vinte vezes maior que a altura.

Um pouco +

A maior montanha, que se eleva a 20 mil metros de altura, faz o Everest parecer um simples monte. Desfiladeiros escarpados rasgam quilômetros de superfície — um deles é dez vezes maior do que o Grand Canyon que atravessa o Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos. As paisagens são desérticas, secas e frias, recortadas por sulcos que no passado teriam sido rios caudalosos. O Sol se põe no horizonte cor-de-rosa por causa da poeira em suspensão das rochas avermelhadas. E essas rochas talvez contenham fósseis de microorganismos ou de formas de vida primitiva extintas há milhões de anos junto com a água que teria existido ali. Bem-vindo a Marte, nosso vizinho mais próximo depois de Vênus — onde o homem pensa em pôr os pés em breve.

5845 – Capitalismo chega no espaço – Vem aí as naves privadas


Naves chegam e partem da ISS (Estação Espacial Internacional) com relativa frequência –geralmente ninguém dá muita bola para isso. Mas o lançamento de uma pequena cápsula, programado para 7 de maio, está mobilizando o ramo espacial. Será a primeira vez que uma empresa privada chega lá.
Se tudo der certo, a cápsula Dragon, desenvolvida pela californiana SpaceX, levará cerca de 520 kg de material de baixa complexidade –como comida e equipamentos para uso em experiências científicas– até o laboratório flutuante de US$ 100 bilhões.
O veículo também tem capacidade para trazer mais ou menos a mesma quantidade de material de volta à Terra, algo que as naves “estatais” em uso não fazem.
Segundo a Nasa, isso deve ajudar a reciclar e reutilizar material e peças antigas e economizar dinheiro com o reaproveitamento.
A viagem da Dragon inaugura uma nova etapa da exploração espacial, em que são as empresas privadas que competem pelo desenvolvimento de novas tecnologias.
A Nasa fez a decisão estratégica –criticada por vários setores, e até pelo ex-astronauta John Glenn– de terceirizar o transporte na órbita baixa da Terra, passando a priorizar projetos de exploração do espaço profundo, como uma possível viagem tripulada a Marte.
Desde a aposentadoria dos ônibus espaciais, em meados do ano passado, a agência americana depende inteiramente de “caronas” pagas na nave russa Soyuz. Embora a cápsula seja a única opção regular de transporte de pessoas ao espaço, ainda é um projeto essencialmente do fim dos anos 1960.
Para o transporte de suprimento, há outras opções, mas problemas recentes com o cargueiro russo Progress (uma Soyuz de carga) levaram ao temor de um possível desabastecimento na ISS.
Para incentivar novas tecnologias espaciais, a Nasa lançou um programa bilionário de financiamento de projetos em empresas privadas.
A SpaceX tem um contrato de US$ 1,6 bilhão para fazer 12 voos de transporte de material à estação espacial.
A missão de agora não está incluída entre eles e será uma espécie de teste para a capacidade de seus sistemas e equipamentos. E também testa a aptidão do foguete Falcon, que colocará a cápsula Dragon em órbita.
Os incentivos da Nasa para a criação de naves espaciais privadas estão atraindo cada vez mais empresas e aquecendo o setor.

5844 – Medicina – Quais as causas da impotência?


As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que 90% da impotência tem causa emocional.
O estresse do dia-a-dia.
A discórdia conjugal.
A falta de atração pela parceira.
A ansiedade ou depressão.
O temor de não desempenhar o sexo adequadamente.
Conflitos emocionais antigos.
Culpa e repressões sexuais.
São algumas das causas psíquicas comuns.
Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica, principalmente quando o homem tem mais que 50 anos.
A deficiência de alguns hormônios masculinos como a testosterona.
Excesso de prolactina.
A presença de algumas doenças como o diabete melito.
O uso de medicações que combatem a hipertensão.
A anormalidade vascular peniana.
São fatores orgânicos importantes a serem levados em consideração na avaliação dessa disfunção sexual.
Alguns exames são necessários para detectar a presença ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se há falta de testosterona, podemos repor através de uso de medicação. Se há problema vascular ou neurológico, podemos até indicar cirurgia ou colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais evasivos são de última escolha no tratamento da impotência, só utilizados quando quaisquer outros métodos já falharam completamente.
Quando não há muitos achados positivos nos exames, podemos empregar um tipo de tratamento psicológico, denominado psicoterapia cognitivo-comportamental, que é baseado em tarefas sexuais progressivas e orientação.
O uso concomitante de algumas medicações que provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico em muitos casos. Entretanto, os mesmos nunca devem ser utilizados sem acompanhamento médico especializado.

Um pouco +

Tudo nasce com um estímulo – visual, tátil, olfativo, escolha o seu. Os neurônios do cérebro interpretam a mensagem e disparam uma resposta. Neurotransmissores pulam de sinapse em sinapse com a missão de contar ao pênis a boa-nova, às vezes nem tão boa, às vezes nem tão nova. Os cilindros esponjosos responsáveis pelo espetáculo do crescimento entendem o recado. Relaxam a musculatura e dilatam suas artérias. O sangue inunda as estruturas porosas, as veias ao redor são pressionadas, o líquido é retido no local. É a ereção.
Todo maquinário está sujeito a falhas. Algumas físicas (endurecimento das artérias, problemas cardíacos ou colesterol elevado), outras psicológicas (como no dia em que a ansiedade bateu de frente e abreviou a festinha). Com uma big diferença: nenhum homem reage a uma broxada como se fosse uma falha mecânica. Bem longe disso: episódios de disfunção erétil costumam ser associados a noções culturais. Impotência. Fracasso. Falta de masculinidade.
Soluções mirabolantes:
Veio o século 20 e com ele os estudos de Sigmund Freud (1856-1939), defendendo que a impotência resultava da inabilidade individual de conciliar os ímpetos primitivos (os desejos sexuais) com as convenções sociais e a realidade. Outros sexólogos deixaram como herança a certeza de que problemas como ansiedade e repressão eram as causas tanto da falha masculina quanto da frigidez feminina. Nem todos, entretanto, se renderam à “cura pela palavra” proposta pela psicanálise. O século 20 foi também palco de experiências que prometiam erguer o pênis na faca. O ícone dessa vertente foi o médico russo Serge Voronoff (1866-1951), para quem a baixa concentração de testosterona (o principal hormônio sexual masculino, produzido pelos testículos) poderia causar impotência ao diminuir a libido. Como solução, Serge propunha inserir uma fatia do testículo de um “doador” (um prisioneiro ou até mesmo um macaco) no escroto do receptor, com a esperança de que ocorreria uma fusão com o tecido preexistente.
Depois de centenas de operações frustradas, foi ficando claro que o tratamento não funcionava. Ao contrário: foram constatadas infecções, choques circulatórios e muitas complicações resultantes de rejeição imunológica. O ataque cirúrgico à impotência, porém, sobrevive até hoje na forma das próteses. Os modelos mais usados nada mais são do que hastes infláveis de silicone implantadas nos corpos cavernosos do pênis. Na hora H, elas são preenchidas ou por um líquido, que vem de um reservatório no interior do abdome, ou pelo ar, por meio de uma bomba dentro do saco escrotal, que permite ao proprietário controlar a ereção.
Em 1998, o mundo recebeu com alívio o Viagra, a primeira pílula contra a impotência masculina. Ele reinou sozinho até 2001, quando foi lançado o Uprima, seguido pelo Cialis e pelo Levitra. Todos atuam potencializando o mecanismo que provoca o relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos do pênis, aumentando o influxo de sangue e mantendo a ereção firme e prolongada.