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5759 – A Teoria da Panspermia


No começo do século 20, o físico-químico sueco Svante Arrhenius (1859-1927), Prêmio Nobel em 1903, sugeriu que as minúsculas formas primordiais de vida na Terra vieram do espaço, propelidas por algum vento cósmico. Embora não tivesse base científica, a suposição serviria de fundamento, várias décadas depois, para uma original hipótese sustentada pelo cientista inglês Fred Hoyle e pelo cingalês Chandra Vickramansinghe. Para eles, os microorganismos originais alcançaram a Terra a bordo de um cometa que desabou aqui há cerca de 4 bilhões de anos. A hipótese contesta a idéia mais aceita sobre a origem da vida terrestre a partir da chamada sopa primitiva onde se teriam formado, com o concurso da energia desencadeada por chuvas de relâmpagos, as primeiras moléculas orgânicas; delas se originariam os aminoácidos, as proteínas, os genes e, enfim, por sucessivas mutações, organismos cada vez mais complexos.
Hoyle calcula que, para surgir uma única proteína, teriam sido necessárias algo como 1040 (o número 1 seguido de quarenta zeros) tentativas de combinações de aminoácidos — uma probabilidade virtualmente nula mesmo nessa loteria de dimensões cósmicas. Já o cometa, argumenta ele, é um maravilhoso veículo interestelar, cuja cauda desprende um calor capaz de proteger seus eventuais micropassageiros das baixíssimas temperaturas no espaço. Na suposta colisão com a Terra, tais passageiros foram parar num ambiente paradisíaco, onde a água do oceano e a radiação solar lhes davam sustento e condições de se desenvolver. Essa hipótese supõe que a vida surge em toda parte no Universo, daí o nome panspermia (do grego pan, total, e sperma, semente).

5758 – A Teoria do Gene Egoísta


O biólogo inglês Richard Dawkins, professor da Universidade de Oxford, defende uma idéia assustadora: todo ser vivo é na essência um escravo de seus genes e tudo o que faz se destina no fundo a garantir a sobrevivência, não exatamente de si próprio como indivíduo, mas dessas moléculas da vida. E a evolução seria o mecanismo que proporcionaria condições cada vez melhores à existência e à reprodução dos genes. Assim, dotados da extraordinária propriedade de criar cópias de si mesmos, os genes induziriam o processo de seleção natural sempre de modo a aumentar as suas chances de perpetuar-se. Isso equivale a dizer, por exemplo, que um peixe é uma máquina destinada a assegurar a sobrevivência de genes no meio aquático, assim como os pássaros no meio aéreo.
O gene, de acordo com essa tese, poderia ser comparado a um patrão que tivesse uma e apenas uma idéia fixa — sobreviver a qualquer custo — e obrigasse os seus servos a trabalhar para sempre exclusivamente com tal objetivo. Isso engendraria o egoísmo humano, também absoluto, mesmo quando o que se manifesta é o seu oposto, o altruísmo, o comportamento capaz de desconsiderar conveniências pessoais em beneficio do outro. Nada disso, sustenta Dawkins. Toda conduta expressa uma insondável estratégia dos genes, como se eles tivessem procedido a uma análise exaustiva, em cada caso, do que assegura maior probabilidade de sobrevivência. Ou seja, o altruísmo seria o egoísmo mais eficiente para uma situação especifica. Dawkins jura que ele mesmo não consegue acostumar-se com essa sua idéia. Não deve ser o único.

5757- História da Medicina – Um ladrão de carcaça


André Vesálio

Considerado um dos fundadores da ciência da Anatomia humana, o belga André Vesálio (1514-1564) já nasceu próximo a cadáveres. Da casa de seus pais, na entrada da cidade de Bruxelas, enxergava-se o local onde criminosos executados tinham seus corpos pendurados para que as aves de rapina os devorassem até os ossos.
Brilhante aluno de Medicina, com apenas 23 anos Vesálio ocupou a cadeira de Cirurgia Anatômica da Universidade de Pádua, na Itália, a melhor escola médica da época. Seu grande mérito foi revelar o funcionamento do corpo humano a partir da dissecação de cadáveres, registrando em belos desenhos tudo o que descobria. Para tanto, aproveitava todas as oportunidades, legais ou ilegais, a fim de se abastecer de espécimes. “O meu desejo de possuir aqueles ossos era tão grande que, no meio da noite, sozinho e entre todos aqueles cadáveres, não hesitava em tirar o que desejava”, chegou a confessar.

Um pouco +

Muito pouco havia sido descoberto sobre anatomia e fisiologia desde a Antiguidade, cujas descobertas foram baseadas na dissecação de animais. A falta de aulas práticas de anatomia na Universidade de Paris acabou levando Versalius, assim como Michelangelo, a frequentar cemitérios em busca de ossadas de criminosos executados e vítimas de praga. Casou-se em 1544 com Anne van Hamme e teve uma filha com o mesmo nome. Graduou-se doutor em Medicina pela Universidade de Pádua, na Itália, e em 1538 publicou seu primeiro trabalho, as Tabulae Sex, um conjunto de seis desenhos de anatomia feitos por ele próprio. Em 1546 foi nomeado médico da corte do sacro imperador romano Carlos V e ficou a serviço do Império até a abdicação de Carlos em 1556, tendo passado depois disso a servir a Filipe II, rei da Espanha. Com 50 anos de idade, Vesalius viajou a Jerusalém, não se sabe ao certo por quê. A peregrinação pode ter sido feita para calar os críticos que o acusavam de falta de piedade. Tragicamente, na viagem de volta, Vesalius morreu em um naufrágio perto da ilha grega de Zakinthos.
Além das Tabulae Sex, Versalius foi autor de De Humani Corporis Fabrica, libri septem (mais conhecido como Fabrica), sua principal obra, que foi concluída em 1543 após inúmeras dissecações de cadáveres humanos. É uma espécie de atlas do corpo humano ricamente ilustrado, dividida em sete partes – ossos (Livro 1), músculos (Livro 2), sistema circulatório (Livro 3), sistema nervoso (Livro 4), abdômen (Livro 5), coração e pulmões (Livro 6) e cérebro (Livro 7).

5756 – Medicina – Dor de cabeça não é normal


Não param de aumentar o n° das diferentes formas em que se apresentam a cefaléia, com mais de 200 tipos descritos. Se dividem em primárias e secundárias.
As primeiras são essencialmente cerebrais em que coexistem alterações orgânicas como infecções, febre, hipertensão, hemorragias, crises de abstinência, etc.
Entre as cefaléias primárias, a mais comum e conhecida é a enxaqueca migrânea, que é uma dor com começo fraco, mas que vai aumentando até se tornar insuportável, com duração de até 72 horas, frequentemente é pulsátil, como se o coração estivesse batendo dentro do cérebro e acomete um só lado da cabeça. Acompanhada de náuseas e severa intolerância a luz, barulho e odores, piorando com atividades físicas. As cefaléias que acometem as regiões temporais são consideradas as piores. Ao contrário da enxaqueca, a cefaléia acomete 5 vezes mais homens do que mulheres e dura de minutos a 1 hora.
Dor de cabeça não é normal
Devido ao grende número de cefaléias, é imprescindível a avaliação médica de preferência com um neurologista ou clínico cefaliatra. Não é normal sentir dor de cabeça, que a princípio não é doença, mas é sinal de que algo errado está acontecendo.
Relação da dor de cabeça com o AVC
A dor de cabeça éleve no início, mas o incômodo vai crescendo com a sensação de desconforto progressivo e náuseas; a dor do AVC vem como uma grande martelada na cabeça de forma rempentina e exige socorro rápido.
A literauta médica diz que a enxaqueca crônica é um problema que vai muito além das dores de cabeça. Mais de 12 mil americanos com o diagnóstico de enxaqueca foram estudados; 80% do sexo feminino. Aqueles que apresentavam mais de 15 crises mensais tinham problemas generalizados como depressão, ansiedade, dor crônica, bronquite, asma, hipertensão, diabetes, obesidade e maior risco de doença coronariana e derrame.
Fator hereditariedade
Hereditário são os hábitos. Pesquisa feita na Universidade de Stanford, EUA, concluiu que os hábitos de vida tem um pso de 53% ou seja, o triplo do que fatores hereditários.
Algumas dicas de saúde
Se você não trabalha, não estuda e não dá aulas à noite, durma cedo. A noite se destina a recuperação do sistema nervoso. Se programe, para não aniquilar seus neurônios. Mas, se você trabalha à noite, ao chegar em casa, só uma coisa é imprescindível: dormir o quanto antes e se possível sem horário para despertar, mesmo que seja para comer. A refeição pode e deve esperar a recuperação do sistema nervoso.

5755 – A super-força da formiga


Não só a formiga, que é um inseto, mas os artrópodes em geral como aranhas e escorpiões, e também os crustáceos têm essa capacidade, devido à estrutura de seu esqueleto. A formiga tem um esqueleto extremamente leve, apenas uma camada muito fina em relação a sua massa muscular. Assim, o corpo de uma formiga é, na sua maior parte, músculos. Uma saúva, por exemplo, pode levantar catorze vezes o seu peso e percorrer 1 quilômetro por dia.Em termos humanos, isso equivaleria a erguer uma tonelada e ir de São Paulo a Buenos Aires num só dia.

Um pouco +

Artrópodes
Constituem o grupo de invertebrados mais importante em número de espécies. Este grupo está subdividido em várias classes, muitas das quais são conhecidas em todo o mundo. São eles os Aracnídeos, Miriápodes, Crustáceos e Insetos.
Imagine um ambiente nas profundezas do oceano há mais ou menos 600 milhões de anos. Nesse ambiente, milhares de pequenas criaturas com pares de pernas articuladas locomovem-se no lodo ou nadam nas grandes profundidades à procura de alimento. O fundo do mar era assim, com muitos desses pequenos animais chamados trilobitas.
Os trilobitas possuíam uma carapaça composta de calcário e quitina, brânquias localizadas nas pernas e duas antenas na cabeça. Seus olhos compostos eram como mosaicos que captavam luz com mais eficiência do que muitos animais de hoje.
Há cerca de 250 milhões de anos, apareceram outras espécies, descendentes dos antigos trilobitas. Algumas possuíam um par de antenas a mais que os trilobitas; outras, que não tinham antenas, eram semelhantes aos escorpiões atuais e atingiram até três metros de comprimento.
Alguns descendentes desses animais passaram a apresentar características que lhes permitiam sobreviver fora da água e invadiram o ambiente terrestre. Eram os prováveis ancestrais dos insetos, aranhas e escorpiões. O fóssil de inseto mais antigo que se conhece é o do colêmbolo, datado de 300 milhões de anos.

Os artrópodes, invertebrados que possuem pernas articuladas, ou “juntas” móveis, tem o corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome. Em alguns deles pode ocorrer a fusão da cabeça com o tórax e, neste caso, o corpo é dividido em cefalotórax e abdome.
Possuem um esqueleto externo, denominado exoesqueleto. É o que se chama de “casca” na lagosta, no siri, no camarão, na barata, etc.
O exoesqueleto é resistente e limita o crescimento do animal. Assim, o exoesqueleto “velho” e limitante é trocado por um “novo” e “folgado”, que permite a continuidade do crescimento. Essa troca de exoesqueleto, que pode ocorrer várias vezes durante a vida do animal, é chamada de muda ou ecdise.

5754 – Pouca proteína engorda


Ficar esbelto pode não ser apenas efeito de encharcar malhas de ginástica ou correr de doces e massas. O segredo, sugerem cientistas americanos, estaria na maior produção de uma proteína ainda mal conhecida, a adipsina. Secretada pelas células gordurosas na circulação sanguínea, ela parece influenciar o metabolismo e o apetite. Pesquisas com ratos mostraram que a escassez de adipsina não só faz aumentar o apetite como também permite ao organismo operar queimando menos calorias- em suma, engorda por dois motivos. Ainda não se sabe se a falta de adipsina tem esse mesmo papel nefasto no homem. Tampouco se sabe se injeções de adipsina fazem perder peso. Os ratos dirão.

Um pouco +

A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública. Indivíduos obesos são mais suscetíveis a desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes melito tipo 2. A obesidade resulta do aumento no tamanho e no número de adipócitos. O balanço entre adipogênese e adiposidade determina o grau de obesidade do indivíduo. Adipócitos maduros secretam adipocinas, tais como TNFα, IL-6, leptina e adiponectina, e lipocina, o ácido palmitoleico ω-7. A produção de adipocinas é maior na obesidade, o que contribui para o estabelecimento de resistência periférica à insulina. O conhecimento dos eventos moleculares que regulam a diferenciação dos pré-adipócitos e de células-tronco mesenquimais em adipócitos (adipogênese) é importante para o entendimento da gênese da obesidade.

5753 – Qual a função da água no corpo humano?


A água, que representa cerca de 70 por cento do peso de um homem, é indispensável à vida, pois exerce uma série de funções. Para citar apenas algumas: transporta alimentos, resíduos e sais minerais; lubrifica tecidos e articulações; conduz glicose e oxigênio para o interior das células; e regula a temperatura. Tudo isso é possível porque “a água é o solvente biológico universal, ou seja, permite que outros elementos reajam entre si, formando novos compostos”, explica um professor de Fisiologia da Santa Casa de São Paulo.

Um pouco +

Água, essência da vida

Água potável corresponde a toda água disponível na natureza destinada ao consumo e possui características e substâncias que não oferecem riscos para os seres vivos que a consomem, como animais e homens. A água, em condições normais de temperatura e pressão, predomina em estado líquido e aparentemente é incolor, inodora e insípida e indispensável a toda e qualquer forma de vida.
Essa água está disponível para toda a população, seja rural ou urbana, no ambiente rual não há o tratamento antecipado desse recurso, no entanto, nos centros urbanos quase sempre se faz necessário realizar uma verificação da qualidade e grau de contaminação, uma vez que nas proximidades das cidades os córregos e rios são extremamente poluídos.
A água potável, ou mesmo água doce disponível na natureza, é bastante restrita, cerca de 97,61% da água total do planeta é proveniente das águas dos oceanos; calotas polares e geleiras representam 2,08%, água subterrânea 0,29%, água doce de lagos 0,009%, água salgada de lagos 0,008%, água misturada no solo 0,005%, rios 0,00009% e vapor d’água na atmosfera 0,0009%.
Diante desses percentuais, apenas 2,4% da água é doce, porém, somente 0,02% está disponível em lagos e rios que abastecem as cidades e pode ser consumida. Desse restrito percentual, uma grande parcela encontra-se poluída, diminuindo ainda mais as reservas disponíveis.
Nessa perspectiva, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou uma nota com uma previsão de que até 2050, aproximadamente 45% da população não terá a quantidade mínima de água.
No mundo subdesenvolvido, cerca de 50% da população consome água poluída; em todo planeta pelo menos 2,2 milhões de pessoas morrem em decorrência de água contaminada e sem tratamento. Segundo estimativas, existem atualmente cerca de 1,1 bilhão de pessoas que praticamente não tem acesso à água potável, bem comum a todo ser humano.
A poluição é um dos maiores problemas da água potável, uma vez que diariamente os mananciais do mundo recebem dois milhões de toneladas de diversos tipos de resíduos.
Nessa questão, quem mais sofre tais reflexos são as camadas excluídas que vivem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

5752 – O que é a cronobiologia?


Os seres vivos também se adaptaram ao vaivém diário de luz e escuridão. Se há plantas que reservam para a fotossíntese os horários em que a luz é ideal, as abelhas por sua vez deixam seus vôos para quando as flores liberam mais pólen – algo que elas percebem como uma diferença na luminosidade do ambiente.
Em todas as espécies há fenômenos semelhantes por se repetirem de tempos em tempos com a regularidade de um relógio ou calendário. Os seres humanos não são exceção: também entram na dança dos chamados ritmos biológicos. Sair para o trabalho em determinada hora, almoçar sempre por volta do meio-dia, descansar ao menos um dia por semana – todas as pessoas têm noção dos ritmos necessários ao funcionamento da vida em sociedade. Mas poucos percebem a rotina interna do organismo, onde cada função tem um ritmo próprio, determinando, por exemplo, momentos do dia em que nos sentimos mais dispostos e outros em que – asseguram os cientistas – ficamos mais vulneráveis a doenças.
Tais ritmos são estudados pela cronobiologia, área das ciências médicas e biológicas que foi reconhecida oficialmente em 1960. Mas, na verdade, o primeiro cientista a suspeitar da existência de autênticos relógios biológicos foi um astrônomo – o francês Jean-Jacques De Mairan, que, em 1729, observou que uma planta – a mimosa-sensitiva – ao lado do seu telescópio abria conforme a luminosidade. Intrigado, levou o vaso para o porão, dentro de um baú. De Mairan verificou que mesmo nessas condições de total escuridão a planta continuava a se movimentar como se acompanhasse o dia e a noite. O astrônomo relatou a experiência à Academia de Ciências de Paris, que a tratou – e o seu autor – com soberano desprezo.
Afinal, para os cientistas da época os ritmos biológicos apenas deviam refletir as mudanças ambientais e não, como se acredita hoje, se manifestar em sincronia com elas.
A luz, porém, é de longe o sincronizador mais poderoso para a maioria dos seres vivos. Impressionadas pela luminosidade, as células da retina disparam através dos nervos óticos uma mensagem elétrica que alcança o hipotálamo, na base do cérebro. Além de comandar as glândulas do organismo, o hipotálamo possui um pequeno núcleo onde se localiza o relógio biológico, considerado essencial à manutenção dos ritmos. A luminosidade do dia impede de trabalhar a glândula pineal, localizada na área dorsal do cérebro e comandada pelo hipotálamo. Desbloqueada à noite – pois a luz artificial é muito fraca para produzir o mesmo efeito -, ela começa a liberar um hormônio, a melatonina, que, além de induzir o sono, age como uma espécie de mestre-sala para todos os ritmos biológicos.

5751 – Arborizando Marte


O projeto é digno das melhores histórias de ficção científica, mas os especialistas em ciência planetária juram que teoricamente é possível. Trata-se de tornar a atmosfera de Marte, composta quase exclusivamente do venenoso dióxido de carbono, parecida com a da Terra- e assim permitir a sua colonização pelos homens. Segundo sugeriu o cientista soviético Genrich Avanisov numa conferência sobre pesquisa espacial realizada em Washington, seria preciso espalhar no planeta vermelho toneladas de algas verde-azuis, microorganismos que há bilhões de anos geraram pela fotossíntese o oxigênio que aos poucos se tornou um dos principais componentes da atmosfera terrestre.
Para agüentar a temperatura marciana, que pode chegar a 120 graus negativos no inverno, as algas teriam de passar por complexas mutações- um desafio para os especialistas em engenharia genética. Para o biólogo Robert Bender, da Universidade de Michigan, “isso não só é possível como pode ser feito em breve”. O plano tem apenas um inconveniente: a transformação do ar marciano levaria algo como 2 mil anos.

5750 – O que são estrelas cadentes?


São fenômenos luminosos que ocorrem na atmosfera, decorrentes do atrito e da vaporização de corpos sólidos vindos do espaço, os chamados meteoróides. Quando estes penetram na atmosfera, a velocidade de até 250 mil quilômetros por hora, se desintegram, dando origem a um rastro luminoso e ionizado, de curta ou longa duração, os meteoros ou estrelas cadentes. Numa noite escura, com o céu muito limpo, pode-se observar, com alguma sorte, mais de dez estrelas cadentes por hora, às vezes acompanhadas de explosões semelhantes a um trovão abafado. Os meteoros que não se desintegram e atingem o solo recebem o nome de meteoritos.

5749 – De onde vem o colesterol?


O nível de colesterol no sangue aumentade acordo com a quantidade de gorduras saturadas ingeridas. O organismo produz colesterol a partir de gorduras, qualquer que seja a quantidade de colesterol ingerida. Muitos alimentos não contém colesterol, mas são ricos em gorduras saturadas e, portanto aumentam o nível de coleterol no sangue. O fígado produz quase todo o colesterol do organismo, através do metabolismo das gorduras digeridas. Para evitar o aumento de colesterol no sangue, é preciso reduzir o consumo de alimentos que contém colesterol e gorduras, ela começa no estômago e continua nos intestinos. Os ácidos graxos e o glicerol liberados pelos alimentos gordurosos e ricos em colesterol são absorvidos pela parede dos intestinos passando diretamente para os vasos linfáticos e, portanto, para a corrente sanguínea, onde são levados para o fígado. Outros fatores que influenciam no colesterol são características genéticas e a forma física.

5748 – Biologia – O Atum


O atum

Da família dos escombrídeos, subfamília dos tunídeos, o atum se subdivide em treze espécies de características assemelhadas, mas só uma de qualidades superpreciosas de sabor e capacidade nutritiva. Atum-verdadeiro, só três: na ciência, o Thunnus.thynnus,o T. alalunga e o Euthynnus pelamis, peixes com peculiaridades que apenas recentemente a Biologia marinha conseguiu descobrir: as razões da sua competência, da cor e do paladar diferenciados da sua carne estão no fato de o atum-verdadeiro – ao contrário de quase todos os seus parceiros subaquáticos, possuir muito sangue – e sangue quente.
Os pescados em geral têm a carne branca precisamente por falta de hemoglobina. E quase todos desperdiçam calor, através das suas guelras, no processo de respiração. O atum-verdadeiro, todavia, consegue manter o ardor interno graças a uma admirável circunstância metabólica que lhe permite usar também os músculos do corpo na coleta e na filtragem do oxigênio à sua disposição nos oceanos. Um processo exatamente igual, embora de resultado invertido, àquele que move os aparelhos de ar-condicionado ou mesmo os refrigeradores domésticos.
Ocorre que as suas células musculares contêm fartos reservatórios de carboidratos, os reguladores da energização dos organismos vivos. Por meio de um sistema de trocas, que a Física explica bem, a energização dos músculos do corpo do atum-verdadeiro eleva e mantém alta a sua temperatura circulatória.
Pena que, na gastronomia, tanta gente confunda os Thunnus e o Euthynnus pelamis com seus primos mais pobres e muito menos eficientes. Para entender as razões, é necessário descrever os peixes e as suas características primordiais. O T. thynnus, que os americanos chamam de bluefin e os brasileiros de albacora azul, se assemelha muito ao T. alalunga, à albacora-branca ou yellowfin. Os seus formatos são quase idênticos. O T. thynnus.apenas ostenta uma nadadeira dorsal em tom de anil-brilhante, contra o quase dourado do T. alalunga, que, por sua vez, exibe uma nadadeira lateral muito comprida, daí a razão do seu apelido latino.
Dezenas de pescadores lançam ao mar sardinhas vivas e as suas varas poderosas em cujos anzóis apenas se dependuram pequenos tubos flexíveis e vazados, caninhos de plástico branco. Com o movimento das embarcações e com a ajuda de um esguicho de água, o atum-verdadeiro confunde o brilho com a correria dos peixes-voadores e abocanha os anzóis. Curiosamente, o bicho não reage como um marlim ou um espadarte, espetaculares no esporte da pesca oceânica.

5747 – Qual a origem da gravata?


As primeiras gravatas surgiram em Roma, no século 1 a.C. Nos dias mais quentes, os soldados romanos, para se refrescarem, usavam a focale, uma espécie de cachecol úmido amarrado no pescoço. Apesar de muito prática, a gravata romana não virou moda. A gravata moderna teve de esperar mais de dezoito séculos para cair no gosto popular e também está associada a outro costuma militar. Em 1668, um regimento de mercenários croatas a serviço da Áustria apareceu na França usando cachecóis de linho e de musselina. Os franceses, com sua característica preocupação com o vestuário, adotaram o cachecol iugoslavo e logo começaram a aparecer em público – homens e mulheres – usando gravatas. Eram modelos de linho de renda, com nós no centro e longas pontas soltas. Os franceses passaram chamar seus lenços de pescoço de cravate (gravata, em português) porque essa palavra significa também croata em francês.

5746 – Mega Cronologia – Mais invenções e descobertas da Era Moderna


1859 – Evolução das espécies – Os ingleses Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Wallace (1823-1905) concluíram que as espécies evoluem não pela herança dos caracteres de seus antecedentes, mas pela seleção natural e pelas mutações ao acaso. Nesse ano, Darwin publicou sua obra destaque sobre a Origem das Espécies.
1865 – O monge austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) criava a idéia de gene, criando diferentes tipos de ervilha, que nasciam dos sucessivos cruzamentos.
1865 – Até o escocês James Maxweel (1831-1879), o Universo exibia 3 forças: a Gravidade, o Magnetismo e a Eletricidade. O físico inglês demonstrou que as duas últimas contituíam uma única força.
1867 – Luta de classes – O filósofo alemão Karl Marx, (1818-1883) publicava “O Capital”, afirmando que o que movia as sociedades era a luta de classes. Tal teoria fundamentou os governos comunistas do século 20 e até hoje é usada para explicar a história da humanidade.

5745 – Supercondutor de Prata


O esforço de pesquisa na área dos supercondutores geralmente focaliza os matérias de que se fazem as cerâmicas ou compostos metálicos para conduzir eletricidade sem perdas a temperaturas cada vez mais altas.Há, no entanto, quem busque outros caminhos.Há pouco, pesquisadores americanos anunciaram um novo processo de criação de material supercondutor.Usando uma técnica de oxidação, os processo associa as partes metálicas da cerâmica a um metal nobre, como a prata. O método, promove o casamento das propriedades elétricas das cerâmicas com as propriedades mecânicas do metal. O resultado é um material mais maleável, que não esfarela, e por isso mesmo pode tomar a forma de películas, fios, fitas e cabos. O processo, aparentemente, não proporciona nenhum ganho em matéria de temperatura para obter a supercondutividade à temperatura ambiente continua sendo ainda o santo graal dos pesquisadores.

5744 – Por que os pólos magnéticos da Terra não coincidem com os pólos geográficos?


Em 1600, o médico e físico inglês William Gilbert (1544-1603) descobriu que o globo terrestre tinha as mesmas características magnéticas de um ímã. Foi ele quem concluiu que uma bússola se alinha na direção norte-sul por ser esta a direção aproximada do eixo magnético da Terra. Os pontos em que esse eixo corta a superfície terrestre não são fixos; os chamados pólos geomagnéticos distam cerca de 800 quilômetros dos pólos geográficos. Atualmente, a teoria mais aceita para explicar a geomagnetismo é a do físico alemão Walter Maurice Elsasser, nascido em 1904. Ele afirmou que o campo magnético da Terra é gerado por correntes elétricas que fluem no núcleo metálico e líquido do planeta. A movimentação desse líquido, ao fazer com que a s correntes elétricas mudem de direção constantemente, causaria a variação do campo magnético.

5743 – Como surgiu a Continência?


A saudação militar conhecida como “bater continência” surgiu na Idade Média: era um sinal de respeito na presença dos soberanos. Diante do rei, os cavaleiros, que se protegiam com enormes armaduras, eram obrigados a se identificar. Para isso, tinham de erguer a viseira do elmo, o capacete medieval, com a ponta dos dedos da mão direita. O gesto era também um sinal de paz, porque com a mão no elmo o cavaleiro não poderia sacar a espada – e assim evitava reações hostis. Com o tempo esse costume espalhou-se também entre os membros de um mesmo exército: a mão levada à testa era o início de um aceno amigável; servia também como uma espécie de senha, pois tinha muitas variações para confundir os inimigos. Os militares franceses, por exemplo, até hoje cumprimentam-se com a palma da mão voltada para a frente; já os brasileiros batem continência à prussiana, com a palma da mão para baixo.

5742 – Medicina – O que é incontinência?


Incontinência ao pé da letra é a falta de controle. Mas em medicina existem 2 tipos, a fecal e a urinária.
A incontinência fecal é a perda do controle sobre os intestinos, resultando na passagem involuntária das fezes. Ela pode variar de um vazamento ocasional das fezes até a perda total do controle sobre os movimentos intestinais, resultando na incapacidade de reter as fezes voluntariamente.
A incontinência fecal pode ter diversas causas, incluindo:
• Lesões dos músculos do esfíncter anal
• Comprometimento dos nervos do esfíncter anal
• Perda da capacidade de armazenamento no reto
• Diarréia grave

Veja a seguir alguns dos fatores que podem causar disfunção dos nervos do esfíncter anal ou diarréia grave resultando em incontinência fecal:

• Sedação
• Altas doses de antibióticos
• Alimentação por sondas
• Paralisia
• Coma

A incontinência fecal pode ser dividida em quatro categorias principais de consistência das fezes:

• Líquidas
• Semilíquidas
• Moles
• Sólidas

Destes tipos, a enfermagem descreve as fezes líquidas e semilíquidas como as mais difíceis de lidar por que:

• A maioria é irritante para a pele
• A maioria é de difícil de limpar
• Existem grandes possibilidades de disseminação de infecções
• Demandam muito tempo para controlar

De forma geral a incontinência urinária (ou IU) ocorre quando, a pressão dentro da bexiga excede aquela que se verifica dentro da uretra ou seja há um aumento considerável da pressão para urinar dentro da bexiga, isso ocorre durante a fase de enchimento do ciclo de micção.
É definida como a perda involuntária de urina, provocando por vezes certo constrangimento à pessoa.
A incontinência urinária também pode ser designada de Enurese. E ocorre com certa frequência à noite, principalmente entre os idosos.
Dia 14 de Março é considerado o Dia Mundial da Incontinência Urinária
Existem vários tipos de IU. Os três mais comuns são:

Bexiga hiperativa, causada por contrações inadequadas do músculo detrusor durante a fase de armazenamento do ciclo miccional – Processo inical anterior ao ato de urinar;
Incontinência de esforço, relacionada com a disfunção do esfíncter uretral, ou seja um afrouxamento muscular do esfíncter;
Incontinência mista, que resulta da combinação destas duas situações.
Há outros tipos de IU que incluem:

Incontinência de sobrefluxo – Quando o excesso de urina normalmente retido na bexiga, sai involuntáriamente;
Gotejamento pós-miccional – Causado em parte por disfunção do esfíncter;
Incontinências diurna e noturna (enurese noturna), nas crianças – Ocorre com maior frequencia em crianças devido a um estado emocional de insegurança por exemplo ou inflamação da bexiga.
A incidência é variada, em ambos os sexos e idade, porem o fato de ocorrer com maior incidencia em pessoas idosas, não significa em ser essa uma doença de idoso, pois também ocorre muito frequentemente em crianças.
Consiste numa assistência médica por parte de um urologista, que diagnosticará a doença e aplicará a forma de tratamento mais adequada. Podendo em alguns casos haver a necessidade de intervenção de um Fisioterapeuta e Psicólogo.
Podem ser usadas as peças de roupa Retex como solução paliativa, para a convivência, assim como durante o processo de tratamento da Incontinência Urinária.

5741 – Babuíno aprende a ‘ler’ em experimento


Folha Ciência

Babuínos não falam inglês, é óbvio. Mas cientistas na França conseguiram treinar meia dúzia deles para que reconhecessem quando letras na tela de um computador formavam uma palavra de verdade e quando eram só sequência sem sentido.
Ao ler, uma pessoa usa dados sobre o posicionamento das letras em uma palavra, a “informação ortográfica”, para ter acesso aos sons e ao sentido, dizem Jonathan Grainger e seus colegas da Universidade Aix-Marseille, em Marselha, na França.
Eles queriam saber se o processamento da informação ortográfica poderia ser feito mesmo na ausência de conhecimento linguístico. E foram atrás de primatas com boas habilidades visuais, mas sem conhecimento da linguagem humana.
Os babuínos foram treinados para usar telas de computador sensíveis ao toque. Diante deles apareciam palavras sempre com quatro letras (por exemplo: “wasp”, vespa) ou então combinações artificiais de quatro letras que não eram palavras.
Os macacos passavam por sessões de teste que incluíam 25 apresentações de uma nova palavra, 25 palavras já aprendidas e 50 pseudopalavras. Se acertassem uma palavra, recebiam uma recompensa de comida.
Após o treino, os bichos alcançaram precisão em torno de 75% nos testes.
A descoberta explode uma noção antiga entre os linguistas e biólogos: a de que a capacidade de reconhecer palavras seria inseparável da linguagem. Aparentemente, reconhecer combinações de objetos visuais em sequências é algo que pode ter surgido na evolução bem antes de os seres humanos divergirem de seus ancestrais comuns com outros primatas.
Comentando o estudo na mesma edição da “Science”, Michael Platt e Geoffrey Adams, da Universidade Duke (EUA), lembram a hipótese de que circuitos cerebrais teriam evoluído para servir a um fim e depois teriam sido “reciclados” para novas funções.

5740 – O que são lipídios?


São substâncias caracterizadas pela baixa solubilidade em água e outros solvente polares e alta solubilidade em solventes apolares. São vulgarmente conhecidos como gorduras e suas propriedades físicas estão relacionadas com a natureza hidrófoba das suas estruturas, sendo todos sintetizados a partir da acetil-CoA.
Na verdade, todas a relevância do metabolismo lipídico advém desta característica hidrófoba das moléculas, que não é uma desvantagem biológica (mesmo o corpo possuindo cerca de 60% de água). Justamente por serem insolúveis, os lipídios são fundamentais para estabelecer uma interface entre o meio intracelular e o extracelular, francamente hidrófilos.
Todos os seres vivos possuem a capacidade de sintetizar os lipídios, existindo, entretanto, alguns lipídios que são sintetizados unicamente pelos vegetais, como é o caso das vitaminas lipossolúveis e dos ácidos graxos essenciais.
Classificação
Muitas classificações são propostas dependendo do ponto de vista, se químico ou biológico. Desta forma, encontra-se na literatura especializada, várias formas de organizar os lipídios de acordo com a abordagem, o que pode complicar a compreensão do assunto. Entretanto, todas as classificações propostas baseiam-se em características comuns às diversas moléculas de lipídios existentes na natureza, sendo apenas uma forma didática de agrupá-las. Assim sendo, vamos agrupar os lipídios em dois grandes grupos para melhor entendê-los: aqueles que possuem ÁCIDOS GRAXOS em sua composição e aqueles que não possuem.