Arquivo da categoria: Enciclopédia

6166 – Mega Sampa – O Castelinho da Rua Apa


Castelinho na década de 1920

O ☻ Mega Conta a História de São Paulo:

De todos os imóveis históricos abandonados da cidade de São Paulo, talvez nenhum outro desperte tanta atenção e curiosidade das pessoas como o célebre Castelinho da rua Apa, palco em 12 de maio de 1937, de um dos crimes mais marcantes do Brasil.
Foi nesta data, que após uma discussão séria os irmãos Armando e Álvaro chegaram às vias de fato e trocaram tiros. A mãe, Maria Cândida dos Reis, teria surgido no exato momento em que ambos duelavam, e ao tentar apartar a briga entre seus filhos acabaria também sendo alvejada e morrendo. À época, a rápida apuração das autoridades policiais teria levantado suspeitas sobre se os irmãos teriam realmente um matado o outro ou se o assassinato havia sido encomendado. O posicionamento dos corpos de Armando e Álvaro teria sido um dos principais combustíveis para que muitos achassem que os irmãos teriam sido na verdade assassinados.
Após anos de polêmica, em um caso em que os herdeiros diretos haviam todos falecido na mesma tragédia, uma nova lei federal sobre heranças promulgada pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, iria impedir que parentes de segundo ou terceiro grau herdassem o castelinho. Assim, o castelinho ( e outros imóveis sem herdeiros em situações semelhantes) seriam repassados ao governo federal. Anos mais tarde esta lei seria revogada, mas parentes de Maria Cândida e dos irmãos Armando e Álvaro jamais iriam conseguir retomar o imóvel que ficaria (e ainda permanece) nas mãos do INSS, órgão famoso por não preservar ou recuperar bens históricos em seu poder.
Com este impasse o imóvel sempre foi impedido de ser recuperado. Com o tempo a fama de assombrado começou a acompanhar o local, e os anos de abandono e degradação ajudaram e muito a propagar essa fama que não passa de uma lenda.

Castelinho hoje, tomado por mendigos e viciados em crack, no degradado centro de São Paulo

Atualmente, embora ainda pertença ao INSS, o Castelinho está sendo administrado pelo Clube das Mães do Brasil que ocupa um imóvel anexo ao lado. A instituição já possui um excelente projeto de restauro do local e o castelinho já está inclusive coberto, mas a obra aguarda patrocinadores e incentivos para seguir adiante. As sólidas estruturas da construção são os principais aliados do imóvel, que está pelo menos 70 anos sem manutenção e resiste bravamente.

Castelinho – Rua Apa, 236 – Santa Cecília, região central de São Paulo

6165 – Automobilismo – O Kart


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Veja como é o chassis

Kart é uma variante de automobilismo sobre veículos simples, de quatro rodas, micro-monopostos dotados de motores de dois ou quatro tempos, refrigerados a água ou a ar. Têm chassis tubular e massa variando entre 70 e 150 quilos, dependendo do modelo. Existem campeonatos de modalidades profissionais em todo o mundo, entretanto o país de maior influência no kartismo, e em outras áreas do automobilismo, é a Itália. Mas muitas vezes são dirigidos por diversão, como um hobby, sem necessariamente ser profissional. Normalmente é reconhecido como a porta de entrada para outras formas de automobilismo, geralmente mais caros e mais complicados. São mundialmente conhecidos por “moldarem” pilotos de destaque em categorias internacionais, como Ayrton Senna, Alain Prost, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Michael Schumacher e muitos outros.
Os karts foram originalmente criados nos Estados Unidos nos anos 50 após a Segunda Guerra Mundial por pilotos de aviões interessados em inventar um desporto para os tempos de folga. O norte-americano Art Ingels é internacionalmente conhecido como o pai do kart. Ele construiu o primeiro kartódromo no sul da Califórnia em 1956. O desporto rapidamente se espalhou para outros países e atualmente é muito praticado na Europa.
No Brasil, o kart começou a tomar forma na década de 60. Atualmente, a corrida de maior destaque do kart nacional é a “500 Milhas de Kart Granja Vianna”, em qual diversos pilotos do mundo inteiro disputam volta a volta todas as 12 horas de prova.
Em Portugal, o karting apareceu também na década de 60. Actualmente, há kartódromos espalhados por todo o país, mas há, em maior número, na região centro do país.
O Brasil conta com 33 kartódromos homologados pela CBA para provas oficiais, fator que os credencia a ser sede dos grandes eventos nacionais como Campeonato Brasileiro de Kart, Copa Brasil de Kart e Campeonato Sul-Brasileiro de Kart.

6163 – Mega Byte – O Fim das lan houses


Lan vazia

A 1ª empresa a usar este nome no Brasil, a Monkey, que chegou a ter 60 lojas, cerrou as portas depois de 12 anos. Mais do que o fechamento da franquia, foi o fim de uma era. 5 dias depois do último gamer sair da Monkey, uma pesquisa mostrou q ue, pela 1ª vez, o acesso à WEB em casa superou o feito em lan houses. Há cada vez mais computadores, laptops, videogames e o campeão absoluto, celulares.

Um pouco +
Um ciclo chegou ao fim quando as portas do estabelecimento localizado no número 1217 da Alameda Santos, em São Paulo, fecharam-se pela última vez. Naquele endereço funcionava a derradeira unidade da Monkey, rede que chegou a ter 63 lojas espalhadas pelo Brasil. O fim da Monkey é o melhor exemplo das transformações que vêm acontecendo na internet brasileira do ponto de vista do usuário e marca uma nova fase para uma instituição que já foi sinônimo de inclusão digital: a lan house.

Segundo o Ibope, houve uma queda no acesso à internet por lan houses ao mesmo tempo em que o número de brasileiros da faixa C e D que consegue comprar computadores e acessar a internet de suas casas aumenta a cada mês.
Por outro lado, cerca de 33 milhões de brasileiros ainda dependem delas para se conectar – 49% dos acessos à internet no Brasil ocorrem através de lan houses.
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E agora, lan house?
Com o fim da rede Monkey e a popularização dos PCs, começa uma nova fase para o acesso à internet fora de casa no Brasil
domingo, 4 de abril de 2010 14:49
porFernando Martines
Um ciclo chegou ao fim na quinta-feira passada, quando as portas do estabelecimento localizado no número 1217 da Alameda Santos, em São Paulo, fecharam-se pela última vez. Naquele endereço funcionava a derradeira unidade da Monkey, rede que chegou a ter 63 lojas espalhadas pelo Brasil. O fim da Monkey é o melhor exemplo das transformações que vêm acontecendo na internet brasileira do ponto de vista do usuário e marca uma nova fase para uma instituição que já foi sinônimo de inclusão digital: a lan house.

Segundo o Ibope, houve uma queda no acesso à internet por lan houses ao mesmo tempo em que o número de brasileiros da faixa C e D que consegue comprar computadores e acessar a internet de suas casas aumenta a cada mês.

Por outro lado, cerca de 33 milhões de brasileiros ainda dependem delas para se conectar – 49% dos acessos à internet no Brasil ocorrem através de lan houses.

A decadência do modelo tradicional de lan houses é reflexo de uma mudança econômica no País somada a um barateamento e facilidade na compra de computadores – fatores que juntos estão mudando profundamente a forma do brasileiro se comportar online.

Dois fatores foram determinantes para o fechamento da última Monkey – um que assola todas as lan houses e o outro uma peculiaridade da loja da Alameda Santos. O primeiro é a mudança de perfil do usuário: de garotos jogando Counter Strike para pessoas querendo usar Messenger e Orkut. “Aqui antes parecia um formigueiro, distribuíamos até senha. Mas agora a garotada joga em casa, só vão para a loja em campeonatos”.
Só que mesmo com essa perda de usuários que passaram a jogar em suas próprias casas, a Monkey seguia lucrativa, garante Montoya. Mas não como em tempos passados. “Como ela fica numa região nobre, muito valorizada, compensava mais vender ou alugar o prédio”, explica.
Thiago Silva, dono da GigaByte, na Vila Borges, zona oeste de São Paulo, também sente na pele a mudança pela qual passa o negócio. Com a diferença de que sua loja fica em um bairro pobre de São Paulo, o que o impede de recorrer a transações imobiliárias. A saída foi criar uma nova fonte de renda: “Viver só de lan house não dá mais. Aqui eu conserto computadores, instalo programas. Tem que ter algo a mais”, diz Thiago.
O fim de uma era. O modelo de negócios tradicional das lan houses acabou. Quem sentencia é Mario Brandão, presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, que cita como motivo da decadência a extrema semelhança entre todas as lan houses: “É como uma praça de alimentação que todos os restaurantes servem o mesmo prato”.
Com o acesso à internet no Brasil ficando cada vez mais caseiro, Messenger, Orkut, Facebook e Twitter – além dos games – tornam-se serviços completamente integrados ao dia-dia das pessoas, como o celular. Resta às lan houses convencerem o público que podem oferecer algo que as pessoas não encontram no conforto da conexão de suas casas.
O conceito de LAN house é famoso da Coreia do Sul, conhecido por PC bang (Coreano: PC방), tais estabelecimentos são bastante comuns e se tornaram particularmente populares a partir de 1998, com o lançamento de jogos como o StarCraft. Conforme já afirmado em entrevista, no Brasil, o conceito inicial trazido pela Monkey Paulista se baseou no modelo de negócio utilizado pelas LAN houses da Coreia do Sul, visto que esta foi a primeira LAN house a existir no Brasil, inaugurada em São Paulo, iniciando suas atividades em 1998. A empresa encerrou suas atividades em 2010.
O estabelecimento um centro de entretenimento, educação e cultura. LAN significa Local Area Network, ou seja, rede local de computadores. LAN house é o estabelecimento no qual é oferecido o uso destes computadores ligados em rede para acesso à Internet e programas em geral, como os jogos eletrônicos e/ou soluções de escritórios. Normalmente, é cobrada uma taxa dos usuários proporcional ao tempo de uso. Porém, mais do que uma casa de jogos, uma LAN house bem estruturada tem papel fundamental na sociedade, pois oferece o acesso ao mundo da tecnologia de forma democrática. Trata-se de um local que propicia lazer, oportunidades, educação e cultura a pessoas de todas as idades. As LAN houses também são uma ferramenta no processo de inclusão digital, tendo em vista os dados levantados pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil.
De acordo com o CGI.br, em 2007 as LAN houses foram responsáveis por quase 50% dos acessos a Internet no país, nas regiões Norte e Nordeste, o índice é mais expressivo, chegando a quase 70% dos acessos. A maioria dos clientes eram do sexo masculino, com predominância das classes C, D e E, vindo como oportunidades de inclusão ao menos favorecidos no mundo da tecnologia.
De acordo com o SINDLANSP, hoje no Brasil, existem mais de 90000 Lan-Houses e Cyber-Cafés, sendo que ainda por falta de legislação adequada, a maioria funciona sem legalização.
São ainda segundo o SINDLANSP, responsáveis pelo acesso de 65% da população a internet e seus serviços úteis como serviços públicos, bancários e redes sociais, mesmo quem tem equipamento e conexão de banda larga em casa ou na empresa, seja por momentos sem a conexão, seja pela simples falta de tinta na impressora, acabam frequentando pelo menos 6 vezes ao ano a Lan-House.(Dados fornecidos pelo Professor Ernesto Neto)
Existem cerca de 65000 LAN houses nos Estados Unidos, enquanto 90% das LAN houses mundiais estão na China, a maior possuindo cerca de 1777 lugares.

6162 – A Medicina Ortomolecular


Trata-se de um princípio das atividades da chamada Medicina Preventiva no qual se constitiu que as doenças são resultado de desequilíbrios químicos. Assim, os tratamentos ortomoleculares buscam a restauração dos níveis de vitaminas e minerais considerados ideais no organismo.
Medicina Ortomolecular é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o equilíbrio químico do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas se dá através do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos. Estes elementos,além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os radicais livres.
Mas por que o organismo se desequilibra?
Para entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia. O organismo é uma máquina que está permanentemente se produzindo. Durante este processo de produção podem surgir falhas, seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina.Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem. Estas engrenagens são os sistemas : NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE. Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida), surgindo os defeitos (doença).
Por exemplo: uma pessoa deprimida tem mais chances de apresentar infecções recorrentes, já que uma falha no sistema psíquico leva conseqüentemente a alterações no sistema imune. Outro fator importante na gênese de várias enfermidades, como artrite e câncer, é a formação de radicais livres. Podemos entendê-los da seguinte forma: o organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que consumimos para produzir energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa do processo, formando as espécies tóxicas reativas do oxigênio – os radicais livres. Estes correspondem a átomos ou grupos de átomos com um elétron não emparelhado em sua órbita mais externa, sendo, portanto, muito reativos pois para recuperar o equilíbrio precisam ‘doar’ o elétron desemparelhado. Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas celulares do corpo, o que resulta em destruição e, conseqüentemente, em enfermidades. Entre estas podem ser citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e doenças cardio vasculares.
O Homem está sendo permanentemente submetido a condições que levam ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições prolongadas ao sol, entre outras. A Medicina Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre outros, neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor qualidade de vida.
A Medicina Ortomolecular também trata das deficiências de uma série de nutrientes. Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina C a cada cigarro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo 500 mg desta vitamina diariamente. E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de hormônios, ou mesmo estimulando o sistema imunológico. Todavia, apesar da medicina ortomolecular ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva. Assim, p. ex.,é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma hipertensão arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione diabetes. O mais importante é que com a Medicina Ortomolecular o paciente volta a ser encarado como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia.
Com esta visão global, qualquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve. Ou, ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito exatamente onde ele origina-se na máquina, é muito mais fácil consertá-la antes que o problema atinja toda a produção, que nada mais é do que a própria vida.
É fundamental saber que a Medicina Ortomolecular através dos seus componentes pode ser adquirida em qualquer farmácia tradicional e sem prescrição médica, mas o ideal é que se consulte um médico para não causar hipervitaminose no organismo.

6161 – Medicina – Suplementos


Os de antioxidantes não curam o mal já existente, ainda que sen sintomas. Mas é provável que moléculas de vitamina C e E retardem o avanço da doença, o que já é alguma coisa. O ideal é o indivíduo ter, desde a juventude, um bom nível de antioxidantes. Eles formam barreiras impedindo que os radicais avancem. Câncer, osteosporose, catarata, hipertensão, são exemplos de moléstias mais frequentes de quem envelheceu, e nenhum cientista afirma que comer saladas e se entupir de suplementos possa curá-las. A vitamina C, como antioxidante, pode ser um ácido, afetando o estômago de alguns pacientes.Os pesquisadores ortomoleculares estão tentando descobrir qual o antioxidante é o melhor em cada caso.
O uso controlado de tais substâncias não oferece risco.

6160 – Música – Stanley Clarke


É muito conhecido por seu trabalho inovador no contrabaixo, no baixo elétrico, e por suas excelentes apresentações na televisão, onde já trabalhou com a colaboração dos cineastas tais como: John Singleton e Malcolm D. Lee, e com bandas como a famosa Return to Forever.

Clarke nasceu na Filadélfia. Aprendeu a tocar baixo na escola, pois chegou atrasado no dia em que seriam distribuídos instrumentos musicais para o aprendizado dos alunos, e o único que sobrou foi o baixo acústico. Formou-se no Ensino Médio na Roxborough High School in Philadelphia, e gradou-se em Música pela Philadelphia Musical Academy, absorvida pela University of the Arts em 1985.
Em 1971, Clarke mudou-se para Nova York, onde começou a trabalhar com muitos músicos famosos como Horace Silver, Art Blakey, Dexter Gordon, Gato Barbieri, Joe Henderson, Chick Corea, Pharoah Sanders, Gil Evans e Stan Getz.
Nestes primeiros trabalhos, Stanley Clarke mostra uma faceta pouco conhecida de sua arte: sua ávida adesão à Cientologia, em várias faixas de seus primeiros LP’s ele faz referências a L. Ron Hubbard.
Durante os anos 70, Clarke tocou na banda Return to Forever, liderada pelo pianista e tecladista Chick Corea. O Return tornou-se uma das mais importantes bandas de fusion jazz e seus vários albuns obtiveram admiração do público e aplausos da crítica.
A dupla com George Duke foi de arrasar!!

6159 – Greenpeace “bate de frente” na Rio +20


O Greenpeace classificou como ‘patético’ o documento final que está sendo discutido na Rio-20. Em nota, o movimento afirma que o rascunho do documento pode levar a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável ser chamada de ‘Rio menos 20’.
“A negociação que foi até as 3 horas é um texto patético, uma traição, e é por isso que estamos chamando essa conferência não de Rio+20, mas, talvez, de Rio menos 20”, acrescenta.
O Greenpeace defende ainda o ativismo ambiental como caminho para uma maior mobilização da sociedade e de pressão contra os governos para a implementação de ações concretas em prol da sustentabilidade.
Está prevista para esta quarta-feira (20) uma grande marcha de ONGs nas ruas do Rio em defesa de maiores compromissos dos países na defesa do meio ambiente.
O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kimi Naiddo, ressaltou que é preciso pensar “fora da caixa” para resolver os problemas do mundo, e rever o modelo econômico baseado apenas em “mais mercados, mais produtos e mais dinheiro”. “Temos que fazer mais com menos”, concluiu Naiddo.
O rascunho do documento final da Rio+20 encaminhado pelo governo brasileiro às delegações estrangeiras na manhã desta terça-feira (19) para votação, sugere a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro das Nações Unidas, reforçando que o tema deverá ser discutido com maior importância a partir da conferência do Rio de Janeiro.
Houve ainda uma alteração na parte do documento que estabelece a erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta hoje. O texto anterior incluía o termo “pobreza extrema”, que foi modificado para “pobreza”.
O texto, que teria 283 parágrafos, não eleva o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) ao status de agência, mas propõe que seu orçamento vai aumentar, sem contudo estipular cifras. O comprometimento com o desenvolvimento sustentável foi renovado, assim como o para acelerar o esforço para que metas do milênio sejam cumpridas até 2015.

6158 – Geo-Política – Quem é Mubarak?


Hosni Mubarak

Muhammad Hosni Said Mubarak, em árabe محمد حسنى سيد مبارك, (Monufia, 4 de maio de 1928) é um militar egípcio que governou seu país de 14 de outubro de 1981 a 11 de fevereiro de 2011, quando apresentou sua renúncia ao cargo com 82 anos, após 18 dias de protestos no Egito.
A partir de sua ascensão na Força Aérea egípcia, tornou-se vice-presidente em 1975, sucedendo Anwar Al Sadat, depois que este foi assassinado em 6 de outubro de 1981.
Era considerado como um dos mais poderosos chefes de estado do Oriente Médio. Também era conhecido por sua posição neutra no conflito árabe-israelita, sendo, por isso mesmo, frequentemente envolvido nas negociações entre as duas facções. Nos últimos dias de seu governo, estava sendo alvo de críticas e protestos pela maioria da população egipcia, a qual pedia por sua renúncia, o que acabou acontecendo. Mais tarde foi condenado a prisão perpétua pela morte de 850 manifestantes nos protestos que o derrubaram em 2011.

Sua Biografia
Licenciou-se quando jovem pela Academia Militar em 1949 e pela Academia da Força Aérea Egípcia em 1950. Assumiu posições de comando na Força Aérea entre 1966 e 1969. Em 1972, o presidente Anwar el-Sadat nomeou-o comandante-chefe daquele ramo das Forças Armadas. O seu desempenho na guerra de Yom Kippur com Israel em 1973 valeu-lhe a promoção a marechal, que lhe foi concedida em 1974.
Em 1975 Sadat nomeou-o para o cargo de seu vice-presidente. Nos anos que se seguiram, Mubarak esteve envolvido em importantes negociações diplomáticas com outros países do Oriente Médio. Foi o principal mediador na disputa do território do Saara Ocidental, entre Marrocos, Argélia e Mauritânia.
Após o assassinato de Sadat, tornou-se presidente do Egito, em 1981, sendo reeleito por quatro vezes: em 1987, 1993, 1995 e 1999. Renunciou à Presidência, em fevereiro de 2011, após quase trinta anos no poder, em meio a sérios distúrbios populares.
Seu governo foi marcado por progressos nas relações com os países árabes e pelo arrefecimento das relações com Israel, especialmente após a invasão israelense do Líbano, em 1982. Mubarak reafirmou o tratado de paz com Israel em 1979, ao abrigo dos acordos de Camp David, e cultivou boas relações com os Estados Unidos da América. Durante a Guerra do Golfo, posicionou-se ao lado dos EUA, contra as intenções expansionistas do Iraque de Saddam Hussein. Desempenhou também um papel importante na mediação do acordo entre Israel e a Organização de Libertação da Palestina, assinado em 1993.
Em 2004, Mubarak afirmou, em entrevista ao Le Monde, que considera existir um “ódio sem precedentes” contra os Estados Unidos nos países árabes (entre os quais se inclui o Egito), motivado pela proteção econômica e militar concedida pelo governo norte-americano a Israel.
Segundo fontes da imprensa mundial, a família do presidente do Egito, Hosni Mubarak, tem uma fortuna espalhada pelo mundo, que segundo a ABC News, rede norte-americana de TV, gira entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões. O presidente teria construído sua fortuna a partir de contratos das Forças Armadas, na época em que ele era oficial da Aeronáutica. Quando se tornou chefe de governo, em 1981, começou a diversificar o patrimônio. “As pessoas já o consideram abertamente um líder corrupto”, disse Amaney Jamal, professora de ciência política na Universidade de Princeton. De acordo com o The Guardian, jornal de Londres, Mubarak e a família têm capitais em bancos britânicos e suíços, e fortes investimentos imobiliários em grandes metrópoles como Londres, Nova Iorque e Los Angeles, além de áreas junto ao Mar Vermelho.
A população jovem se revoltou depois de conviver por anos em alta taxa de desemprego e situação de pobreza enquanto o Presidente Mubarak acumula riquezas absurdas à custa de corrupção e impunidade nos desvios de recursos públicos.

Protestos e derrocada
Em Janeiro de 2011, estimulados pela queda do chefe do governo autoritário da Tunísia Zine El Abidine Ben Ali, centenas de milhares de egípcios iniciaram protestos exigindo a renúncia de Mubarak ao redor do país, principalmente nas cidades do Cairo, Alexandria e Suez. Em 1° de fevereiro de 2011, mais de um milhão de pessoas – segundo a rede de televisão Al Jazeera – tomam a praça Tahrir, no Cairo, na maior demonstração contra Mubarak até então. Protestos maciços também ocorreram em outras cidades do Egito, como Alexandria e Suez, no mesmo dia em que Mubarak declarou que deixará o cargo após eleições previstas para o mês de Setembro, onde afirmou que não as disputará.
Após deixar o poder em 2011, Mubarak que aparentava estar doente fisicamente e em um hospital no Egito, compareceu a todas as sessões do julgamento após sofrer um ataque cardíaco, durante os interrogatórios judiciais foi julgado e condenado a prisão perpétua por crimes de guerra e contra a humanidade. Mubarak foi sentenciado pela morte de 850 manifestantes da revolução egípcia de 2011.

Últimas Notícias – A beira da morte
O advogado do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, Farid el Dib, disse nesta quarta-feira (20-6) que o estado de saúde do ex-mandatário melhorou, depois de ter sido intensificado seu tratamento na noite desta terça-feira (19), negando assim a sua morte clínica.

“O tratamento teve êxito”, explicou Dib, depois da piora do quadro de Mubarak, de 84 anos, que, segundo o advogado, sofreu ontem uma trombose cerebral e um ataque cardíaco.

Dib não quis especificar se o ex-chefe de Estado se encontra atualmente consciente ou inconsciente.

Na manhã desta quarta-feira, fontes médicas que o acompanharam em sua transferência de Mubarak do hospital da prisão de Tora a um centro médico do Exército informaram que o ex-ditador se encontra em coma desde a noite desta terça-feira, após sofrer uma trombose. As fontes explicaram que o ex-mandatário ainda está em coma porque os médicos não conseguiram dissolver o coágulo existente em seu cérebro, e não descartaram uma cirurgia a qualquer momento para extraí-lo.
A agência de notícias estatal egípcia “Mena” informou ontem à noite, citando fontes médicas, que Mubarak estava clinicamente morto.
Segundo essas fontes, o coração do ex-presidente parou depois de terem fracassado os esforços para reanimá-lo.
O correspondente da televisão estatal egípcia no hospital militar de Maadi assegurou nesta quarta-feira que Mubarak segue vivo, embora seu estado seja grave.
Mubarak foi encarcerado em Tora em 2 de junho, após ser condenado à prisão perpétua por sua cumplicidade na morte de manifestantes durante as revoltas que levaram a sua renúncia, em fevereiro de 2011.
Desde seu ingresso na prisão, a saúde de Mubarak começou a deteriorar-se, e durante seus 17 dias em Tora teve de ser atendido de emergência em várias ocasiões.

6157 – Planeta Verde – A reciclagem da garrafa pet


No mundo da reciclagem, a garrafa de plástico brasileira tem comportamento louvável: 55% dessas embalagens são recicladas, o que faz do pais o segundo que mais as reaproveita, atrás do Japão (78%) e bem a frente dos Estados Unidos (28%). A reciclagem de PET, o material mais usado, movimentou 1,1 bilhão de reais em 2009, devido a grande demanda, sobretudo da industria têxtil.
Também ajuda o fato de, ao contrario do que ocorre em países como Estados Unidos e Inglaterra, boa parte da água engarrafada ser consumida aqui em galões que são devolvidos ao fornecedor e reutilizados. Mesmo assim, quase metade das garrafas ainda vai para o lixo comum, causando danos ambientais durante o século que leva para se decompor — em parte, nunca totalmente.

Uma garrafa PET produz mais ou menos oito vezes o próprio peso em resíduos, ai incluídos desde o petróleo de que e subproduto ate a água usada na fabricação. E muitas garrafas virão: a produção de água engarrafada cresceu de 3,5 bilhões para 7,8 bilhões de litros em dez anos, e o Brasil e um dos países onde o consumo do produto mais avança no mundo todo.

Um mar de lixo
Plástico é um material leve, maleável, moldável e muito, muito barato. Por isso é tão popular. Por isso está por toda parte e sempre é o melhor quando se fala em custo-benefício. Segundo a lógica do mercado, é bem mais eficiente ter objetos, embalagens, sacolas ou vasilhames feitos de plástico, mesmo que eles quebrem ou rasguem facilmente. O preço nem chega perto dos mesmos produtos feitos de metal, madeira, fibra, tecido, vidro etc.

A lógica de mercado, porém, raramente é ecológica.
Justamente por ser tão barato e tão popular, o plástico logo se transforma em lixo e é dispensado em qualquer lugar. Assim, logo tornou-se o material mais volumoso em lixões e aterros. E, infelizmente, é encontrado nos lugares mais inapropriados: na cidade, em áreas naturais, rolando nos desertos e campos, enroscado no alto das árvores, flutuando em lagoas e rios. Nem o remoto alto mar escapa.
Jogado nas margens dos rios, no mangue, nas praias ou diretamente no mar, o plástico logo sai de vista, mas não desaparece. Carregado pelas correntes marinhas, circula indefinidamente, concentrando-se no centro dos grandes oceanos, onde chega a formar imensas ilhas flutuantes.
Como se não fosse problema suficiente, nestas condições, mesmo quebrado em pedacinhos, o plástico atrai e adsorve (é com D, mesmo!) os Poluentes Orgânicos Persistentes, comumente chamados pela sigla POPs. São poluentes banidos do mercado por um acordo internacional (Tratado de Estocolmo), dentre os quais os mais conhecidos são o DDT, os furanos e as dioxinas. A concentração de POPs associados ao plástico flutuante chega a ser um milhão de vezes mais alta do que na água!

Para avaliar o tamanho destas ilhas flutuantes no meio do Oceano Atlântico, analisar as concentrações de POPs associados ao plástico e monitorar os impactos desses poluentes sobre a biodiversidade marinha, um grupo de pesquisadores saiu do Rio de Janeiro no dia 26 de agosto, a bordo do veleiro Sea Dragon.

6156 – Planeta Verde – A poluição tecnológica


Nos movimentados portos de Karachi, no Paquistão – o homônimo Karachi e Qasim -, cargueiros provenientes de Dubai transportam contêineres com peças velhas e quebradas de computadores. O lixo eletrônico recolhido vem dos Estados Unidos, Japão, Austrália, Inglaterra, Kuwait, Arábia Saudita, Singapura e Emirados Árabes.

Esse material (carcaças de discos rígidos, monitores, impressoras ou mesmo aparelhos inteiros) é reciclado no bairro de Sher Shah, onde se separa o joio do trigo. Ali, mais de 20 000 pessoas vivem da reciclagem, que é feita sem cuidados com o meio ambiente ou com a saúde. Sher Shah tem o mais alto índice de casos de câncer de pulmão e de problemas respiratórios do país, por causa da inalação de gases tóxicos, emitidos durante o processo de separação das peças. “O quilo de metal extraído na reciclagem do lixo eletrônico é comercializado a 120 rupias, ou 1,40 dólar”, diz Madhumita Dutta, da organização Toxics Link India. Em Gana, na África, o quadro é semelhante.

O subúrbio de Agbogbloshie, da capital do país, Acra, é talvez o maior aterro eletrônico do mundo. É chamado pelos moradores de “Sodoma e Gomorra”. No local, gangues fazem pente-fino em drives de computadores, laptops, palmtops, tablets e smartphones provenientes dos Estados Unidos e da Europa, em busca não só de material a ser vendido, mas também de informações sigilosas dos antigos proprietários. Os dados, que permanecem em geral intactos no computador, mesmo obsoleto, são usados depois em golpes pela internet. “O lixo eletrônico é um dos problemas de mais rápido crescimento no mundo”.
Apesar de a Convenção de Basileia, na Suíça, em 1989, ter proibido o movimento entre fronteiras de resíduos perigosos (entre os quais as sobras eletrônicas), a legislação e notoriamente driblada pelos exportadores de traquitanas com chip, que etiquetam a carga como doação de equipamentos usados. O relatório ambiental de 2010 da ONU sobre lixo tecnológico calcula que são produzidos anualmente 50 milhões de toneladas. O relatório também prevê que o volume de dejetos procedentes de computadores abandonados crescera 500% em países como Índia, China e África do Sul ate 2020. O Brasil, o México e o Senegal são, entre as nações em desenvolvimento, os campeões mundiais de e-lixo per capita, com 0,5 quilo anual produzido por habitante.

O quadro brasileiro pode ser ainda mais grave. Segundo a professora Wanda Gunther, da Faculdade de Saúde Publica da USP, faltam dados e estudos nacionais amplos sobre o problema. mas o crescimento econômico fará aumentar a podridão eletrônica, em um caminho natural — e saudável, ate que provoque sujeira — do capitalismo. As pessoas tendem a trocar seus produtos, passando a frente os já velhos e ultrapassados. Querem o novo, e o destino final do que já não presta, ou não tem interessados na cadeia econômica, e o descarte.

6155 – Ciranda da Ciência – Alunos de SP montam satélite que será lançado em 2013 nos EUA


A Interorbital, empresa da Califórnia que vende os kits, adorou a ideia de ter um grupo tão jovem, sobretudo vindos de uma escola pública do Brasil -a maioria dos interessados nos chamados TubeSats são alunos de pós-graduação em engenharia.
A companhia, porém, alertou para as dificuldades.
“O kit não é uma caixinha com todas as peças, em que você só precisa juntar tudo. Ele contém apenas o projeto, os componentes eletrônicos principais e o direito de lançamento. Todo o resto teria que ser desenvolvido pelos alunos”, explica o professor.
Ou seja: as crianças precisariam preencher basicamente o “recheio” do satélite que, apesar do tamanho –pesa 750 g e é mais ou menos do tamanho de uma lata de leite em pó– necessita de tecnologia de ponta.
Afinal, o espaço é um ambiente inóspito para os componentes eletrônicos. Além da radiação cósmica, as grandes variações de temperatura também são um problema.
Um empresário da cidade doou os US$ 8.000 para a compra do kit. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) também abraçou o projeto. Além de ministrar cursos para os professores, o instituto ainda permite o uso de suas instalações no projeto.
Pesquisadores do Inpe também ajudam nos experimentos das crianças, que já fizeram vários cursos e aprenderam na prática conceitos de física que ainda estão distantes do currículo escolar.

Batizado de Tancredo 1, o dispositivo ficará três meses em órbita. Ele transmitirá uma mensagem –a ser escolhida em um concurso– que poderá ser captada por rádio.
O lançamento está previsto para o início de 2013. Imprevistos, porém já adiaram essa data desde 2010, quando o projeto começou.
“Atrasos sempre acontecem nos programas espaciais”, diz o professor, que, já começa os esforços para montar um novo satélite. Dessa vez, com alunos ainda mais jovens da escola.

6154 – Os homens preferem as loiras?


A pesquisa científica diz que eles tem uma queda sim. A City University, de Londres pediu a opinião de 468 homens sobre uma modelo com as cores do cabelo alteradas no computador. Entre as versões ruiva, morena e loira, 53% ficaram com a última. Outra pesquisa feita pela Universidade de Coventry, também no Reino Unido, com 120 homens, apontou a preferência da maioria pelas loiras. A predileção pelas oxigenadas pode ter um fundo evolutivo, segundo um estudo publicado por um antropólogo canadense, o cabelo loiro seria seria visto por volta de 11 mil anos atrás, como sinal de juventude e fertilidade. Mas as evidências não são muito claras. A melhor opção talvez seja um empate.

6153 – Como funciona um Alto-Falante?


A Figura 1 mostra dois tipos de alto-falantes usados em sistemas eletrônicos.
A Figura 1a mostra como opera um alto-falante dinâmico. Seu funcionamento é baseado no fato de que, quando uma corrente flui através de um condutor ou uma bobina, produz-se um campo magnético. Se fluir uma corrente de áudio através da bobina, o campo magnético variável da bobina reagirá com o campo do ímã permanente. Isso faz com que o cone do alto-falante se desloque para trás e para frente produzindo alterações na pressão do ar. As mudanças resultantes na pressão do ar são as ondas sonoras que produzem o som em seu ouvido.

A Figura 1b mostra os componentes de um alto-falante eletrostático. Este alto-falante é formado por duas placas semelhantes às placas de um capacitor. Uma das placas é fixa e a outra está livre. Quando for aplicada uma tensão de áudio aos terminais do alto-falante, as duas placas são carregadas com polaridades diferentes. A placa móvel é atraída para a placa fixa, já que cargas opostas se atraem. As linhas pontilhadas mostram a posição da placa móvel durante os valores de picos da tensão. O cone volta para a posição original quando a tensão estiver em seu valor mínimo.

Quando for aplicada uma tensão de áudio, o cone se desloca para trás e para frente e produz as ondas sonoras.
Resumo
Os transdutores piezoelétricos convertem uma força ou uma pressão em tensão.
Os transdutores fotoelétricos convertem a intensidade luminosa em tensão.
Os transdutores eletromagnéticos convertem o movimento em tensão.
Os transdutores termoelétricos convertem o calor em tensão.
Um microfone pode ser um transdutor passivo ou ativo.
Um alto-falante é um transdutor passivo.

6152 – Conceitos – Ecologia e Ambiente


A palavra Ecologia vem do grego, Oikos, que significa casa. Tal palavra foi empregada pela 1ª vez em 1869, pelo zoólogo alemão Haeckel;porém, só se tornou pública em 1895quando o botânico Warming publicou uma obra sobre a geografia vegetal ecológica. Seu objetivo consiste em compreender as relações mútuas entre os organismos e seus ambientes respectivos dentro de condições normais.
O ambiente é um entrelaçado de elementos tais como: água, solo, umidade, temperatura, composição química dos materiais, onde o organismo vive.
Os seres vivos se relacionam para a alimentação, para a subsistência e mesmo como sérios competidores. O gado precisa do capim para a alimentação. As flores precisam do trabalho de polinização das abelhas para subsistirem. O cacto durante certo tempo vive de energia solar e matérias minerais do solo, mas se ao lado, outras plantas crescerem, a competição se estabelece entre estas e o cacto.
Em muitos casos, são poucos os que logram viver. De cada um milhão de ovos do peixe cavala postos na costa oriental dos EUA, concluiu-se que somente 4 sobrevivem. Já o elefante, durante toda a vida, põe apenas 6 crias, as quais apesar de seu número reduzido, seriam suficientes para cobrir a superfície da África, se subsistissem todas.
A grande maioria dos vegetais e animais morrem muito cedo, não em consequência de falhas de mecanismos internos, mas devido a hostilidade do ambiente externo.
O homem é uma exceção à regra, pois as Ciências Biológicas criaram meios para a sua sobrevivência.

6151 – Evolução – Entre o Candelabro e a Arca de Noé


A hipótese da Arca de Noé afirma que o Homo Erectus surgiu na África e, depois que parte de sua população migrou para a Europa e para a Ásia, continuou a se modificar. Ele pode ter dado origem a formas arcaicas do homo sapiens nos 3 continentes, mas a transição aconteceu em 1° lugar na África. Tanto os neandertais quanto os homens modernos teriam vindo do mesmo tronco, o erectus africano. Entre 200 mil e 100 mil anos atrás, grupos de sapiens teriam se dirigido para o Oriente Médio, onde foram contemporâneos de neandertais também migrantes.

Uma outra hipótese, a do candelabro, não admite a a idéia de que os sapiens teriam surgido na África e somente mais tarde colonizado o mundo. Seus adeptos preferem acreditar no que chama evolução da espécie. Isto significa que apenas o erectus teria migrado da África, inicialmente. Em seguida, de forma inteiramente distinta em cada local, teriam surgido sapiens arcaicos.

6150 – Candidatos ao IgNobel – Cavalos brancos atraem menos moscas


Pesquisadores da Universidade de Eotvos, na Hungria, lambuzaram 3 cavalos (um preto, um marrom e um branco) com uma substância pegajosa. Dois meses depois, viram quantas moscas tinham ficado grudadas em cada um – e o cavalo branco tinha 25 vezes menos que os outros. Isso supostamente acontece porque os pelos escuros refletem a luz de forma polarizada (alinhada), o que os torna mais atraentes aos insetos.

Cérebro tem visão distorcida do corpo
Uma experiência feita por cientistas da University College London descobriu que as pessoas superestimam o tamanho do próprio corpo – e, se não estiverem olhando para suas mãos, acham que elas são muito mais curtas e largas do que realmente são.

Os inteligentes dormem mais tarde
Em média, os indivíduos de QI alto caem no sono à 1h44 – uma hora mais tarde do que os burros. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade de Londres, que analisou os hábitos de 20 mil pessoas. Segundo os cientistas, ficar acordado até tarde é um sinal de curiosidade e vitalidade intelectual.

6149 – O Brasil tem petróleo em terra?


9 em cada 10 barris vem do fundo do Oceano Atlântico

Graças ao oceano Atlântico; se dependesse apenas da produção terrestre, a Petrobras seria mais uma estatal, e não a empresa mais valiosa do hemisfério sul.
Nossas jazidas em terra, escassas e pulverizadas, não têm como competir com as de água: 9 de cada 10 barris vêm do nosso oceano – uma proporção que deve aumentar com as jazidas do pré-sal, a milhares de metros de profundidade.
Em resumo, uma notícia ruim, uma boa e outra ruim: não temos petróleo em terra; temos um monte na água; é caro extraí-lo lá do fundo.
Monteiro Lobato sonhava com reservas espetaculares na Amazônia, mas o encontrado até hoje ainda não justificou a expectativa.
Em 1980, o governador paulista Paulo Maluf criou a Paulipetro, que perdeu cerca de R$ 4 bilhões perfurando a bacia do rio Paraná. Na verdade, o petróleo de SP está no mar, na bacia de Santos.
O litoral fluminense sozinho representa 85% de toda a produção nacional – nem cabe na página.
No sertão do Rio Grande do Norte, proprietários recebem 1% do valor do petróleo extraído pela Petrobras em suas terras.

6148 – Ciclismo – As etapas da invenção da bicicleta


LEONARDO DA VINCI
Ele é o autor do verdadeiro coração da bicicleta: o sistema de transmissão por correia dentada. Mas ninguém sabia. Os desenhos de Leo só ficariam populares no século 20. E a bicicleta nasceu na Alemanha em 1817 como um cavalo de pau sobre rodas. Sem corrente. Nem pedal. E com outro nome: Laufmaschine (“máquina de correr”).

A borracha cheia de ar comprimido tornou o carro possível. E o avião também (não tente pousar o seu sem pneus no trem de pouso). Mas a estreia dela foi na bicicleta: John Dunlop, o escocês que criou o pneu, instalou os primeiros da história na bicicleta do filho, em 1887, porque a trepidação das rodas de madeira deixavam o garotinho com dor de cabeça (Uóum).

Câmbio da SHIMANO
Metade dos câmbios de bicicleta no mundo são da Shimano, uma companhia japonesa. Ela nasceu em 1921 como uma fábrica de rolamentos. Passou a fazer câmbios de bicicleta em 1957 e poucos anos depois montou uma filial nos EUA – o que garantiu sua popularidade no Ocidente. O boom da companhia veio nos anos 70, quando o número de bicicletas com marcha (e quase sempre com câmbios da Shimano) subiu de 3% para 60% do total nos EUA.
Ela é o meio de locomoção mais eficaz do planeta: 99% de aproveitamento da energia de cada pedalada, contra 20% de um carro a cada acelerada. A bicicleta permite que você percorra 3 vezes a distância que faria andando em um plano sem gastar um pingo a mais de energia por isso. Nas subidas a eficiência é menor: 85%, já que a marcha mais leve é a que mais desperdiça.
Um trânsito mais seguro
O que fazer para garantir a segurança do ciclista no trânsito? Diminuir os limites de velocidade? Construir mais pistas para bicicleta? Segundo uma pesquisa internacional liderada pela Universidade de New South Wales, na Austrália, a resposta é outra: dobrar o número de bikes. Quando isso acontece, o número de acidentes com ciclistas cai em um terço. Ponto para Amsterdã, onde 4 em cada 10 viagens são feitas pedalando.
Oficialmente, a bicicleta teve seu nome inserido na história em 1790, com o conde francês Mède de Sivrac, que idealizou o celerífero. O nome vem do francês celerífer, derivado das expressões latinas celeri, que quer dizer rápido, e fero, que significa transporte. Tratava-se de um veículo primitivo, sem uma direção móvel nem pedais, formado por duas rodas ligadas por uma ponte de madeira em forma de cavalo e que era acionado por impulsos alternados dos pés no chão.
Historiadores dizem que o intuito dessa máquina era divertir o conde e toda a nobreza da época pelas ruas de Paris. Ela possuía banco de couro e pela falta de um guidão, andava somente em linha reta.
O celerífero apesar de primitivo, era um veículo veloz, pois com algumas passadas largas se conseguiam 8 ou 9 quilômetros por hora, contudo, do ponto de vista ergonômico, não apresentava conforto algum, pois o impacto sofrido pelo veículo podia machucar o motorista, por falta de amortecimento. Alguns historiadores consideram o celerífero o “avô torto” da bicicleta e até mesmo primitivo demais para ser considerado o antecessor da bicicleta atual, tamanha a evolução que ela sofreu.
O celerífero foi adaptado por Joseph Nicephore Niepce, em 1816, e tornou-se o celerípede. Niepce foi um dos pioneiros da fotografia e esse novo invento possibilitou a fixação de uma câmera fotográfica em um veículo em movimento, o que serviu para melhorar a arte fotográfica.

De acordo com os historiadores, a bicicleta foi o primeiro veículo movido pelo homem. Por volta de 1816 a 1818, não se sabe ao certo, o Barão Karl-Friedrich Christian Ludwing Von Drais (1785-1851), de Sauerbrun, no então grão-ducado de Baden, atual Alemanha, construiu o primeiro biciclo dirigível adaptado do celerífero. O inventor era inspetor florestal e seu invento chamado Laufmaschine, ficou conhecido como draisiana ou draisina. Na verdade, essa “máquina de andar” servia apenas como apoio, pois ainda era feita de madeira e suas maiores evoluções foram a criação do guidão e do selim, que trouxeram um pouco mais de conforto ao veículo.

Conforme o surgimento da nova invenção, o veículo passa a despertar o interesse dos nobres, que pretendiam usá-lo para substituir o cavalo em seus passeios. Alguns desses “cavalos de rodas” traziam, em sua parte frontal, uma cabeça de animal, e passaram a ser conhecidos como hobby-horse, pois esse se tornou o passatempo preferido deles. Em 1819, o inglês Denis Johnson mudou a madeira por ferro, tornando o hobby-horse mais seguro, mas mesmo assim esse hobby não durou muito tempo. Apesar de ser mais confortável do que andar a pé, o inconveniente modo de impulsionar o veículo com os pés fazia com que se estragassem muitos calçados, tornando as viagens a cavalo mais vantajosas, nesse aspecto.
O barão Von Drais apresentou o invento em 5 de abril de 1818, no Parque Luxemburgo, em Paris. Meses mais tarde, ele fez o trajeto entre Beaum e Dijon, na França, com velocidade média de 15 quilômetros por hora, que foi considerado o primeiro recorde ciclístico. Ele fez, também, o trajeto de Karlshure a Strassburg, na Alemanha, em quatro horas, que significa quatro vezes menos tempo que se fizesse a pé, apesar de a draisiana apresentar total mobilidade da roda dianteira e permitir grandes velocidades para a época, ela não teve muita aceitação.

Segundo Pequini, Von Drais lança em 1819, a draisiana para mulheres, curvada para que não tivessem problemas com as longas e fartas saias. Em 1820 foi criada a draisiana infantil, que é considerada a primeira bicicleta infantil do mundo. Porém, não foi encontrado nenhum outro registro sobre esse fato.

Mas evolução mesmo percebeu-se entre 1820 e 1840, não se sabe ao certo, quando o ferreiro escocês Kirkpatrick Mcmillan (1810-1878) adaptou ao eixo da roda traseira dois pedais ligados por uma barra de ferro, provocando o avanço da roda traseira e dando maior estabilidade e conseqüente segurança à bicicleta, que já tomava as formas que se conhecem atualmente. Com esse novo mecanismo, nas curvas evitava-se o jogo de corpo para o lado oposto ao movimento, a fim de manter estável o equilíbrio, já que o equipamento em si era bastante pesado. Nessa época, eram bem comuns as competições de draisiana na França, que foi o esporte precursor do ciclismo.

6146 – Nave chinesa se acopla com módulo no espaço


Folha Ciência

Uma nave chinesa carregando três astronautas –incluindo a primeira mulher do país a ir ao espaço– se acoplou com um módulo em órbita nesta segunda (18-06).
Com o voo, a China tenta alcançar os americanos e os russos na exploração do espaço.
A cápsula Shenzhou 9, levando os taikonautas (como são chamados os astronautas chineses), completou a manobra com o módulo Tiangong 1 durante a madrugada, a 343 km da superfície terrestre. O acoplamento foi transmitido ao vivo pela TV nacional chinesa.
Os taikonautas vão viver e trabalhar no módulo por alguns dias como parte dos preparativos para a ocupação de uma futura estação espacial do país. A tripulação inclui Liu Yang, 33, piloto da força aérea chinesa e primeira mulher do país a ir ao espaço.

O acoplamento foi o primeiro de um voo tripulado chinês. Em novembro de 2011, a cápsula Shenzhou 8, não tripulada, fez dois acoplamentos com o Tiangong 1 (“palácio celestial”, em chinês), por controle remoto.
A manobra desta segunda-feira também foi feita por controle remoto. Um acoplamento manual, a ser realizado por um dos tripulantes, está previsto na atual missão.
A esperança dos chineses é se juntar aos EUA e à Rússia como únicos países a ter estações espaciais independentes em órbita.

A China já é um dos três únicos países a enviar naves tripuladas de forma independente. Outra missão tripulada até o módulo em órbita deve ocorrer ainda neste ano. Missões futuras podem incluir o envio de astronautas à Lua.
O Tiangong 1, lançado no ano passado, deve ser substituído pela estação espacial permanente em 2020.

A futura estação terá cerca de 60 toneladas, sendo um pouco menor do que o Skylab da Nasa, que operou nos anos 1970, e tendo um sexto do tamanho da ISS (Estação Espacial Internacional), mantida atualmente por 16 países.

A China tem uma cooperação limitada com outros países quanto à exploração do espaço e não participa da ISS, principalmente por causa de objeções feitas pelos EUA.

A primeira missão tripulada do país asiático ao espaço foi em 2003. Em 2005, os orientais enviaram uma missão com dois taikonautas e, em 2008, numa missão com três tripulantes, foi feita a primeira caminhada no espaço do país.

6145 – Marte – Cenário de Ficção


Marte é um planeta árido, cheio de crateras e nunca esteve a menos de 56 milhões de quilômetros da Terra. Como é que um lugar sem graça desses inspirou tantas histórias de ficção científica? A explicação talvez remonte a 1877, quando o astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli observou uma rede de canais na superfície marciana, que foi interpretada por alguns cientistas como estruturas artificiais de irrigação. Com teorias desse tipo, que outro lugar poderia alimentar tanto a imaginação dos escritores? H. G. Wells não ficou indiferente e também brincou com os marcianos. Em 1897, quando publicou A Guerra dos Mundos na forma de folhetim, o planeta fervia com as recentes invenções do homem: o telefone (1876), a lâmpada elétrica (1879), o automóvel (1885), o rádio (1896). Wells era um sujeito antenado. Tudo o que os marcianos do seu livro possuíam na fictícia invasão da Terra seria inventado pelo homem nos anos seguintes: o segredo de voar (avião, em 1906), o raio de calor (raio laser, em 1960) e a máquina de manipular (robôs, em 1961). Mas Wells temia o uso destrutivo das novas invenções e viveu o suficiente para descobrir que tinha razão. Em 1915, a Alemanha usou armas químicas contra os franceses na Primeira Guerra Mundial. Em 1945, os Estados Unidos jogaram duas bombas atômicas sobre o Japão, no lance final da Segunda Guerra. A primeira frase do capítulo 6 do livro de Wells soa profética: “Ainda é motivo de espanto o modo como os marcianos são capazes de matar gente tão rápida e silenciosamente”. Quando morreu, em 1946, Wells já tinha perdido a confiança no ser humano.