6487 – Mega Humor – Encalhe no Mega


Piadinhas

A esposa passou a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido na casa de uma amiga.
O marido, então, telefonou para dez amigas. Nenhuma delas confirmou.
O marido passou a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido na casa de um amigo.
A esposa, então, telefonou para dez amigos do marido. Sete deles confirmaram, e os três restantes, além de confirmarem, garantem que ele ainda estava lá.

Um cara encontra uma velha amiga, que não via há muitos anos. Ele repara que ela engordou muito, e, quase que sem querer, diz:
– Mas como você engordou durante esse tempo…
A mulher fecha a cara, e ele, percebendo a besteira que tinha feito, tenta concertar:
– Mas engordar é até bom… ajuda a disfarçar melhor as rugas

O marido virou-se para a mulher e disse:
– Bem, vamos colocar uma nota de R$ 5,00 no cofre toda vez que trasarmos?
A mulher concordou. E quando chegou o fim do ano, ele disse:
– Vamos ver quanto já temos?
E ao abrir o cofre, ele surpreso, perguntou:
– Por que aqui há notas de R$ 10,00 e de R$ 50,00?
Ela respondeu:
– Você pensa que todo mundo é pão duro como você?!

Três pessoas estavam no deserto, um português, um brasileiro e um italiano.
Eles estavam cansados com sede e com fome, derrepente apareceu uma lâmpada mágica, eles esfregaram e apareceu um gênio. Ele disse:
– Vocês tem direito à três pedidos!
O brasileiro pediu prair pra casa, e foi.
O italiano também pediu pra ir pra casa, e foi.
O português falou:
– Á é eu vou ficar aqui sozinho?
Então o potuguês pediu para todos voltarem e todos voltaram.

Lá ia o Manuel pela rua e encontra o seu amigo brasileiro. Este está lendo um
livro.
– Que livro estás a ler?
– É um livro de Lógica.
– E o que é lógica? – Pergunta o português.
– É o seguinte: responde o Brasileiro procurando um exemplo, O que você tem aí
nesse saco?
– Comida para peixes. – Responde o Português.
– Então, pela LóGICA, deve ter um aquário!
– Estás certo! – exclama o português.
– Se tem aquário deve ter peixes!
– Estás certo!
– Se tem peixe deve ter um filho, que fica olhando os peixes!
– Estás certo!
– Se tem um filho deve ter mulher, e teve relações sexuais com ela!
– Estas certo, opa!!!!!
– Então Mato é LÓGICA!!!!
E o português saiu todo contente e comprou um livro de lógica para estudar
também. Andando outro dia encontrou com seu patrício, o Joaquim, que lhe
perguntou:
– Que livro estás a ler, Manuel?
– É um livro de LóGICA! – exclamou o português todo contente.
– E o que é lógica?
E o Manuel, todo professoral, disse:
– Vou te dar um exemplo, TENS AQUáRIO?????
E o Joaquim respondeu
– Não.
– ENTãO és VIADO!!!!

6486 – Mitologia – A Lenda do Holandês Voador


Navio fantasma Holandês Voador

Trata-se de um lendário Galeão e navio-fantasma holandês que supostamente vagará pelos mares até o fim dos tempos, que segundo as lendas do mar, “um veleiro que navegava de contra ao vento, uma característica marcante desse navio…” (ou miragem naval, de má sorte …)
Em antigos documentos pode-se encontrar registro de um navio real que zarpou de Amsterdã, em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança. Como o capitão insistiu em dobrar o cabo, foi condenado a vagar para sempre pelos mares, atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição. Vários relatos sobre o tal navio foram considerados miragens, embora haja uma grande variedade de detalhes descritos pelas testemunhas. No entanto não é o primeiro mito destas águas, depois do Adamastor descrito por Camões nos Lusíadas.
Existem histórias que citam o capitão de um navio que, ao atravessar uma tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, que atendia às preces dos marinheiros desesperados. Culpando-a pelo infortúnio, atacou a imagem (ou amaldiçoou-a), atraindo para si a maldição de continuar vagando pelos sete mares até o fim dos tempos.
Como um fato real, durante a segunda guerra mundial, o contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial de alto escalão da marinha alemã, comandante – general da Alcateia de Submarinos, reportou a seu chefe Hitler, que uma das suas tripulações mais “rebeldes” e atuantes de submarinistas, tinha comunicado e confirmado em Diário de Bordo de seu “Lobo do Mar”, que não iria participar de uma batalha de corso em Suez, local alvo nazista, pois havia visto o tal Galeão, o Holandês Voador, e isso era um sinal – sinistro de fracasso naval. O que foi acatado com muita naturalidade, tanto por Adolf Hitler como pelo Grande Almirante Donitz. No ano de 1939, 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador a todo o pano navegando contra o vento.
A lenda da embarcação-fantasma Holandês Voador é muito antiga e temida como sinal de falta de sorte e possui diversas versões. A mais corrente é do século XVII e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu seu navio pelo estreito, com suas funestas consequências, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o Diabo, em uma aposta em um jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar perpetuamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem, colocando-as dentro de garrafas, segundo a lenda.
O navio foi visto pela última vez em 1632 no Triângulo das Bermudas comandado pelo seu capitão fantasma Amos Dutchman. O marujo disse que o capitão tinha a aparência de um rosto de peixe num corpo de homem, assim como seus tripulantes. Logo após contar esse relato, o navegador morreu. Uns dizem que foi para o reino dos mortos; outros, que hoje navega com Dutchman no Holandês.
Nos trópicos equatoriais existem lendas que surgiram no século XVIII sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes voador, nessa lenda Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenada a vagar para sempre no mar pela ninfa (rainha das sereias) do Mar Calypso, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos, essa é também a lenda utilizada no filme Piratas do Caribe.

6485 – Trânsito – O botão que deixa o sinal vermelho para atravessar a rua funciona de verdade?


O botão para a travessia de pedestres realmente funciona, mas pode demorar um pouco para o semáforo abrir.
Ao apertar a botão, o pedestre inicia uma reprogramação dos semáforos do cruzamento para antecipar o fechamento do sinal que foi acionado. Ou seja, depois que você aperta o dito cujo, os demais são reprogramados e esse é o motivo da demora. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo (CET), somente depois que o ciclo dos sinais se completar a luz vermelha é ligada para os veículos, autorizando a travessia de pedestres.
Na prática, se o semáforo de veículos estava aberto há algum tempo, o processo é mais rápido. Mas caso o usuário aperte o botão no início de um ciclo verde para os carros, terá que aguardar um tempo maior. A programação varia de acordo com o cruzamento e horário. À noite, por exemplo, há locais em que o fluxo de pedestres é extremamente reduzido, quase nulo. Neste caso, o vermelho dos veículos só entra em operação se o botão do pedestre for acionado.
Em determinados horários, o número de pedestres é maior e, em outros momentos, o fluxo de veículos é o mais intenso. A programação dos semáforos de veículos e pedestres é feita de acordo com a demanda e, por isso, às vezes, as pessoas passam num mesmo cruzamento em horários diferentes e têm a sensação de que o tempo do semáforo ficou mais lento.
Atualmente, existem cerca de 11 mil botões de pedestre instalados em semáforos só na cidade de São Paulo.

6484 – Brasileiros viajam até o Peru com carro movido a óleo de dendê


Decididos a reivindicar uma presença maior dos biocombustíveis na matriz energética do Brasil, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) caiu na estrada para viajar até o Peru em uma caminhonete movida a óleo de palma – conhecido popularmente como óleo de dendê.
A aventura, batizada de Travessia Interoceânica B100, deu certo: depois de 17 dias e cerca de 13 mil km percorridos, os viajantes retornaram à Bahia sem nenhum imprevisto com o veículo ecológico. Segundo os pesquisadores, durante o trajeto, a caminhonete “experimentou” diferentes cenários – como altitudes de quase 5 mil metros e temperaturas de até -8ºC –, provando que o biocombustível é eficiente nas mais diversas condições.
Depois do feito, os pesquisadores esperam incentivar a produção desse tipo de energia renovável no Brasil. E mais: popularizar os benefícios da utilização do biodiesel, misturado ao diesel, nos mais diferentes tipos de transporte. Para além dos acarajés e moquecas, já pensou em consumir óleo de dendê para pilotar um carro?

6483 – Mapa interativo indica prédios de Nova York que podem compartilhar energia


Pesquisadores do Departamento de Engenharia da Universidade de Columbia*, nos Estados Unidos, fizeram um levantamento detalhado sobre o consumo de energia das construções de Nova York. A equipe criou um mapa interativo que mostra como e quanto cada prédio consome de eletricidade – com aquecimento e resfriamento do espaço, aquecimento da água e o que chamam de “uso básico”.
Os prédios em vermelho – a maioria em Manhattan – são os que mais consomem energia, seguidos dos que aparecem pintados de laranja e amarelo no mapa. Mas mais do que chamar atenção para os locais de maior consumo, a cor vermelha indica as construções que poderiam compartilhar energia por meio de um sistema que aproveita a energia térmica liberada na produção de eletricidade para abastecer a vizinhança. Não é bem mais inteligente do que desperdiçar o calor?
O objetivo do mapa é ajudar urbanistas, engenheiros e políticos a planejar soluções eficientes – de menor impacto ambiental – para a cidade. Assim, eles podem calcular, por exemplo, onde a instalação do sistema combinado de calor e eletricidade ou de placas solares tem maior impacto.

6482 – Mais luz, menos consumo


Há muita gente que ainda não se convenceu da vantagem, tudo porque as fluorescentes compactas custam cerca de seis vezes mais que as incandescentes. Se você faz parte desse grupo, está jogando dinheiro no lixo. É questão de matemática. Considere uma lâmpada acesa durante 6 mil horas (seis horas diárias em seis anos). Leve em conta seu preço e sua vida útil. Pense em um custo médio de energia de R$ 0,50 kwh. Caso tenha optado pelo sistema incandescente, você gastará, em média, R$ 192 entre reposição de lâmpadas e eletricidade.
Se tiver preferido a fluorescente, porém, sua despesa será de R$ 55*. Caso opte por led, uma espécie de minilâmpada supereconômica, gastará até 85% menos em eletricidade – mas, como ainda são caros, os leds exigem alto investimento na aquisição. Ao escolher suas novas lâmpadas, além de levar em conta números e sustentabilidade, planeje também a iluminação adequada a cada ambiente. A luz branca é ideal para locais de trabalho minucioso, como a lavanderia e o escritório.

Viver com sol
Que tal levantar a bandeira de defesa do meio ambiente e enxugar a conta de luz em 30%? Em média, essa é a redução de gastos com eletricidade nas residências equipadas com coletores solares. Limpa, gratuita e infinita, a energia térmica proveniente do Sol está afinada com a busca por sustentabilidade – uma das grandes questões contemporâneas. Até o final do primeiro semestre de 2011, o Brasil tinha mais de 6,6 milhões de m² de coletores instalados, capazes de gerar 4 mil mw – número equivalente a 30% da capacidade instalada da Usina de Itaipu.
No ano passado, o setor cresceu 21,1%. “O aumento nasceu com a onda verde, mas foi potencializado pelo apagão energético de 2001″. A boa notícia é que esse fortalecimento do mercado alavancou o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos. E o consumidor só tem a ganhar. “Os equipamentos high-tech são capazes de esquentar a água até 90 ºC. Isso permite reduzir o tamanho do reservatório e a área de coleta”, assinala o engenheiro elétrico Douglas Messina, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).
No Brasil, existem 37 normas que incentivam o uso de aquecedores solares. Das 26 que já entraram em vigor, apenas duas esperam regulamentação. Boa parte delas, como a no 14 459, em vigor na cidade de São Paulo desde 2003, obriga a adoção do sistema nas novas edificações com mais de três banheiros. Algumas leis estaduais preveem também incentivos por meio de isenções fiscais. Além disso, existem 30 projetos em tramitação no país. O mais abrangente está sendo avaliado na Câmara dos Deputados e prevê deduções no imposto de renda que vão de 25 a 100% do investimento em equipamentos de aquecimento solar para pessoas físicas e jurídicas na compra de bens e serviços.

6481 – Museu do Automóvel – O Ford Maverick



Foi um automóvel criado pela Ford dos Estados Unidos que obteve grande sucesso em seu país de origem. Também foi fabricado no Brasil entre 1973 e 1979, onde foi lançado com enfoque comercial bem diferente do americano e, apesar de não ter obtido sucesso em vendas, tornou-se lendário e hoje é cultuado por pessoas de várias idades.
Ao fim dos anos 60, ainda antes da crise do petróleo da década seguinte, a Ford norte-americana buscava um veículo compacto, barato e econômico — pelo menos para os padrões do país — que pudesse fazer frente à crescente concorrência dos carros europeus e japoneses. O modelo compacto que a fábrica tinha até então, o Ford Falcon, não era tão compacto assim e já estava obsoleto, ainda mais depois que a própria fábrica lançou o moderno e bem-sucedido Mustang em 1964, o qual inaugurou a era dos Pony Cars (Compactos), na contramão dos carros enormes e cheios de frisos que dominaram o mercado Norte-Americano nas décadas de 50-60.
No dia 17 de abril de 1969 o Maverick foi lançado por US$ 1.995, com 15 cores disponíveis e motores de 2,8 e 3,3 litros, ambos de seis cilindros. Apenas dois anos mais tarde, em 1971, foi lançado o famoso propulsor V8 de 302 Polegadas Cúbicas para o Maverick. Este motor já equipava algumas versões do Mustang e a Ford, a princípio, relutou em equipá-lo no Maverick, temerosa de que isto prejudicasse a sua imagem de carro mais compacto, barato e econômico. A Ford o anunciou como o veículo ideal para jovens casais, ou como segundo carro da casa. O estilo, com o formato fastback da carroceria, foi claramente copiado do Mustang, mas suavizado. O sucesso foi imediato e logo no primeiro ano foram vendidas 579.000 unidades — uma marca melhor do que a do próprio Mustang.
Logo vieram outras versões, com apelo esportivo ou de luxo e motorizações diferentes, como os Maverick Sprint e Grabber. Em 1971 outra marca do grupo Ford, a Mercury, lançou o Comet, que basicamente era o mesmo Maverick com grade e capô diferentes. Os dois modelos fizeram sucesso mesmo depois do estouro da crise do petróleo, em 1973, apesar de neste período ter ficado evidente a necessidade de carros ainda mais compactos. Os dois modelos foram produzidos, com poucas modificações, até 1977.

No Brasil
Em 1967 a Ford, que tinha operações ainda pequenas no Brasil, adquiriu o controle acionário da fábrica da Willys Overland no país. Após extensas modificações, Ford finalizou o projeto que a Willys vinha fazendo em parceria com a fábrica francesa Renault para substituir o Gordini — e lançou o bem-sucedido Corcel, como opção para a faixa de carro popular da Ford Brasil. Além do novo compacto, foram mantidos em fabricação, como opção de carros médios, os modelos já existentes Aero Willys 2600 e sua versão de luxo Itamaraty.
O Galaxie já vinha sendo fabricado desde 1967 mas era demasiadamente luxuoso e caro, com acessórios como direção hidráulica, ar condicionado e câmbio automático. E a General Motors do Brasil, com a marca Chevrolet, lançou em 1968, para abocanhar a faixa de mercado dos carros médios de luxo, o Opala, baseado no modelo europeu Opel Rekord e no modelo americano Chevrolet Impala. A Ford, então, precisava de um carro com estilo e, para os padrões brasileiros, de médio-grande porte.
A fábrica fez um evento secreto com 1.300 consumidores em que diferentes veículos foram apresentados sem distintivos e logomarcas que permitissem a identificação — entre eles, estavam o modelo da Ford alemã Taunus, o Cortina da Ford inglesa, o Maverick e até mesmo um Chevrolet Opala, cedido pela própria Chevrolet do Brasil. Essa pesquisa de opinião indicou o moderno Taunus como o carro favorito dos consumidores brasileiros, que sempre tiveram preferência pelo padrão de carro Europeu.
Mas a produção do Taunus no Brasil se mostrou financeiramente inviável, especialmente pela tecnologia da suspensão traseira independente e pelo motor pequeno e muito moderno para a época. Preocupada em não perder mais tempo, com o Salão do Automóvel de São Paulo se aproximando, a Ford preferiu o Maverick, que, por ter originalmente motor de seis cilindros, tinha espaço suficiente no capô para abrigar o motor já fabricado para os modelos Willys, e a sua suspensão traseira de molas semi-elípticas era simples e já disponível. Apesar do motor Willys ter sido concebido originalmente na década de 1930, esse foi o meio que a Ford encontrou para economizar em torno de US$ 70 milhões em investimentos para a produção do Taunus. Esse procedimento, que mais tarde chegaria ao conhecimento público, acabou manchando a imagem do Maverick antes mesmo do seu lançamento.
O velho motor Willys de seis cilindros ainda era grande demais para o capô do Maverick, e por isso a Ford precisou fazer um redesenho do coletor de exaustão, e nos testes isso causou constantemente a queima da junta do cabeçote. Para amenizar o problema, foi criada uma galeria externa de refrigeração específica para o cilindro mais distante da frente, com uma mangueira específica só para ele. A primeira modificação no motor 184 (3 litros), como era conhecido na Engenharia de Produtos da Ford, foi a redução da taxa de compressão para 7,7:1. Esse motor, que em pouco tempo se tornou o maior vilão da história do Maverick no Brasil, seria o básico da linha, pois a fábrica já previa o lançamento do modelo com o famoso motor 302 V8, importado do México, como opcional. Dados coletados pelos jornalistas informavam que a Ford gastou 18 meses e 3 milhões de cruzeiros em engenharia, e mais 12 milhões de cruzeiros em manufatura, para modernizar o velho motor 184.
A apresentação oficial à imprensa ocorreu no dia 20 de junho de 1973, no Rio de Janeiro. Como parte da campanha de publicidade do novo carro, o primeiro exemplar foi sorteado. No Autódromo Internacional do Rio de Janeiro, em Jacarepaguá, foi realizado um test-drive, onde os jornalistas convidados puderam dirigir nove Mavericks, seis deles com motor de 6 cilindros e três com o V8 302, importado.
O Maverick GT vinha equipado com motor de 8 cilindros em V de 302 polegadas cúbicas, potência de 199 hp (potência bruta, 135 hp líquido), e 4.950 cm3 de cilindrada oferecido somente com câmbio manual de quatro marchas com acionamento no assoalho. O Maverick equipado com motor V8 podia acelerar de 0 a 100 km/h em pouco mais de dez segundos.
A principal fonte de críticas do Maverick no Brasil foi o motor de seis cilindros herdado do Willys / Itamaraty. Pouco potente, ele acelerava de 0 a 100 km/h em mais de 20 segundos e seu consumo era injustificavelmente elevado, o que deu ao Maverick a fama de ‘beberrão’ que muito pesou nos anos da crise do petróleo. Era um motor que “andava como um quatro cilindros e bebia como um oito”,como afirmava a opinião pública na época. Na verdade esse motor, em algumas faixas de velocidade, consumia até mais do que o motor de oito cilindros.

Má fama
Em 1975, com a conclusão da fábrica de motores da Ford em Taubaté, São Paulo, ele foi abandonado e substituído por um moderno motor de 2,3 litros e quatro cilindros em linha, com comando de válvulas no cabeçote e correia dentada. Era o famoso propulsor Georgia 2.3 OHC. Esse motor, que deu ao veículo um desempenho mais satisfatório, tinha uma aceleração melhor do que o antigo 6 cilindros (0 – 100 Km/h em pouco mais de 16 segundos) e um consumo bem menos elevado (média de 7,5 km por litro de gasolina). Infelizmente o motor 4 cilindros, injustamente, herdou parte da má fama do seis cilindros, pois muitos se perguntavam: se o motor de seis cilindros é tão fraco como pode a Ford oferecer um motor ainda menor? As críticas, ainda que infundadas se tratando do novo motor, e somadas ao fato de o modelo 4 cilindros ter potência alegada de 99 cv brutos,(80 cv líquidos) devido a uma estratégia da Ford para pagar menos taxas na fabricação (para o 6 cilindros a Ford declarava 112 cv brutos), contribuiu para o rápido declínio do Ford Maverick.
Ainda no ano de 1975, com o objetivo de homologar o Kit Quadrijet para as pistas na extinta Divisão I, a Ford lançou no Brasil o famoso Maverick Quadrijet. Verdadeira lenda entre os antigomobilistas e amantes de velocidade, o Maverick Quadrijet era um Maverick 8cc cujo motor era equipado com um carburador de corpo quádruplo (daí o nome “Quadrijet”), coletor de admissão apropriado, comando de válvulas de 282º (mais brabo) e taxa de Compressão do motor elevada para 8:5:1 (a dos motores normais era de 7:3:1), aumentando a potência do carro de 135 cv para 185 cv (potência líquida) a 5.600 RPM. Com tais modificações, o Ford Maverick acelerou de 0 a 100 km/H em incríveis 6,5 segundos e atingiu a Velicidade Máxima de 205 km/h. Mas devido ao alto custo, na época, das peças de preparação importadas que compunham o Kit Quadrijet (que também podia ser comprado nas revendedoras autorizadas Ford e instalado no motor), pouquíssimos Mavericks saíram de fábrica com essa especificação.
O modelo GT foi o modelo que sofreu as alterações mais drásticas. Em nome de uma maior economia, com a desaprovação de muitos, passou a ser oferecido com o motor 2.3 OHC de série, tendo o 302-V8 se tornado opcional para todos os modelos. Houve mudanças também nas faixas laterais, no grafismo traseiro e o capô ganhou duas falsas entradas de ar.
O Ford Maverick nacional teve sua produção encerrada em 1979, após 108.106 unidades produzidas.
Durante as décadas de 80 e 90, com a inflação e a alta constante dos preços de combustível, o Ford Maverick foi relegado ao posto de carro ultrapassado, obsoleto e beberrão e, durante esse período, a grande maioria deles foi parar nos subúrbios das grandes cidades ou nos ferros-velhos. Mas essa triste realidade começou a mudar no início do século XXI. Atualmente, em uma época onde reinam os pequenos e frágeis carros feitos quase inteiramente de plástico e chapas de aço finíssimas, o Maverick chama a atenção por onde passa, sendo considerado um dos poucos verdadeiros Muscle Car brasileiros (apesar de ter nascido como um Pony Car).

O Maverick com motor V8 é na atualidade um objeto de desejo dos admiradores de carros antigos nacionais. Um modelo GT ou LDO (este raríssimo com motor V8) bem conservado e com as características originais é item de coleção.
O Maverick com motor 4 cilindros atualmente é o mais comum dentre os apreciadores, devido ao maior número produzido (com relação ao modelo V8),e seu baixo custo, apesar da dificuldade de reposição de peças, sua durabilidade e as grandes possibilidades de preparação ainda o tornam um item de desejo.

“Maveco nas Pistas”
Os Maverick equipados com o potente motor V8 fizeram algum sucesso nas pistas brasileiras, de 1973 a 1977 das quais participou, como o Campeonato Brasileiro de Turismo, provas de Endurance e a antiga Divisão 3.
Devido à grande capacidade cúbica do motor 302 V8, alguns Maverick 8 cilindros receberam extensas modificações, como por exemplo o modelo construído pela Ford especialmente para a Divisão 3, por intermédio do preparador Luiz Antonio Greco. O motor recebeu, entre outros itens, cabeçotes de alumínio Gurney-Weslake, iguais aos usados no lendário Ford GT-40, comando de válvulas especial e 4 carburadores de corpo duplo Weber 48 IDA. Segundo relatos, com esta modificação o motor atingiu a potência de 350cv líquidos, cerca de 3 vezes a potência original.
No Campeonato Brasileiro de Turismo o maior rival do Maverick era o Chevrolet Opala, um carro bastante potente, um pouco mais leve e econômico com seu motor de 6 cilindros e 4,1 litros. Tal disputa durou até a retirada do apoio oficial da Ford do Brasil a esta competição, por causa dos resultados pouco expressivos do Maverick nas pistas o que acabou originando o Campeonato Brasileiro de Stock Car, uma categoria que por anos foi monomarca e só teve Opalas.
Grandes pilotos tiveram o Maverick sob seu comando nas competições, entre eles José Carlos Pace, Bob Sharp, Edgar Mello Filho e Paulo Gomes, o “Paulão” , Wellington Silva e o argentino Luís Ruben Di Palma.

6480 – Museu do Automóvel – O Dodge Polara


Conhecido popularmente como doginho, foi um automóvel fabricado pela Chrysler entre 1973 e 1981. No período, foram fabricadas 92.665 unidades.
No ano de 1971 a Chrysler consolidou a sua linha de produção com o Dodge Dart e planejava entrar no mercado de carros pequenos-médios. A partir do modelo Hillman Avenger GT comercializado na Inglaterra e Estados Unidos, o modelo foi adaptado às condições nacionais. Uma grande mudança foi no motor original de 1500 cc, modificado para funcionar dentro das características da gasolina nacional, com isto, sofreu uma modificação no curso dos pistões e o motor foi transformado em 1800 cc. O modelo foi rebatizado de Dodge 1800 e apresentado no VIII Salão do Automóvel, em novembro de 1972. Mas a maior modificação em relação ao Avenger inglês muito provavelmente tenha sido a eliminação das portas traseiras, para atender à preferência do consumidor brasileiro.
Devido a pressa com o projeto, no lançamento apresentou vários problemas de qualidade. Com o tempo, a mecânica foi melhorada e os defeitos corrigidos, novas versões foram lançadas, o motor ganhou novo carburador e houve aumento de potência para 82 cv. Em 1977 acabou sendo eleito Carro do Ano pela Revista Autoesporte. A partir de 1979, a Volkswagen adquiriu o controle da Chrysler no Brasil, a partir de 1981 preparou a fábrica para a produção de caminhões e encerrou a fabricação de automóveis da linha Dodge no Brasil.
Na Argentina foi produzido até 1990, batizado de Dodge 1500 e Dodge 1800, fabricado pela empresa Chrysler-Fevre Argentina S.A. e em duas versões, com motores de 1500 cc e 1800 cc, sempre com quatro portas. No ano de 1982, a Chrysler vendeu sua subsidiária argentina para a Volkswagen; o automóvel continuou chamando-se “Dodge”, durante o resto de 1982, porém com a identificação “Fabricado pela Volkswagen”. No ano seguinte surgiu o “VW 1500″, que não sofreu grandes mudanças, exceto nas lanternas dianteiras e traseiras, grade e pára-choques. Continuou a ser fabricado quase sem mudanças, até o ano de 1990; ano em que saiu de linha e foi substituído pelo Volkswagen Gacel (versão argentina do Voyage). No final dos anos 80, a empresa reestilizou o modelo, incluindo mudanças nos pára-choques, faróis, grade e lanternas traseiras, mudou o painel de instrumentos e o volante. Nesta etapa, juntou-se à linha o VW 1800 Rural, uma Station Wagon equipada com motor 1800 cc. Em 1988, recebeu caixa de câmbio de 5 marchas. Em alguns modelos havia ar-condicionado, como opcional.

6479 – Acupuntura e Cirurgia sem Anestesia


Notícias médicas vindas da China dizem que a acupuntura elimina a dor durante a cirurgia e que curou dores de cabeça e certos tipos de câncer. A acupuntura consiste em introduzir longas e finas agulhas metálicas no corpo do paciente. Médicos americanos, entre eles o cardiologista Paul White, assistiram à ação de médicos chineses que, sem anestesia,utilizando somente a acupuntura, fizeram desde a extração de dentes até a remoção de pulmões infeccionados. Durante a operação de pulmão, o paciente respirou sem o auxílio de pulmões artificiais.
Segundo o Dr Edgar Berman e o Dr Henry Beecher, a ausência do sentimento de dor seria de origem psicológica. Alguns médicos estão pesquisando a razão de ser da acupuntura que, segundo os chineses, se baseia em implantar agulhas em pontos especiais, onde circularia a energia vital cíclica. O fenômeno ainda misterioso é a passagem da energia de um órgão a outro, por circuitos, sem uma lei determinada cientificamente.

Acupuntura é um ramo da medicina tradicional chinesa e, de acordo com a nova terminologia da OMS – Organização Mundial da Saúde, um método de tratamento complementar. Foi também declarado Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade pela United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco) em 19 de novembro de 2010.
O tratamento acupunterápico consiste no diagnóstico (igualmente baseado em ensinamentos clássicos da Medicina Tradicional Chinesa) e na aplicação de agulhas em pontos definidos do corpo, chamados de “Pontos de Acupuntura” ou “Acupontos” que se distribuem principalmente sobre linhas chamadas “meridianos chineses” e “canais”, para obter diferentes efeitos terapêuticos conforme o caso tratado. Também são utilizadas outras técnicas alternativa ou complementarmente, sendo as mais conhecidas a moxabustão (aplicação de calor sobre os acupontos ou meridianos), a auriculoterapia e, mais recentemente, a eletroacupuntura.
A estreita relação entre o uso das agulhas e da moxa, na acupuntura, fica evidente na tradução literal da expressão que, em chinês, designa acupuntura (Zhen Jiú), sendo Zhen agulha e Jiú fogo. O leque de opções do acupunturista, entretanto, costuma ser bem mais amplo, podendo-se estimular os acupontos e meridianos com os dedos (do in), moedas, pentes de osso ou de jade (gua sha), ventosas (ventosaterapia), massagens (tui na) e outras técnicas, como por exemplo a sangria. A acupuntura chinesa, por seu histórico milenar, acabou por desenvolver escolas específicas em países próximos da China, dando origem ao shiatsu no Japão e o coreo (espécie de acupuntura usando as mãos como microsistema) na Coréia. A auriculoterapia foi ainda mais longe, sendo uma antiga técnica chinesa que viu nascer uma escola com consideráveis diferenças, porém integralmente tradicional, em um país europeu (a França).
Com as tecnologias modernas a acupuntura vem agregando recursos, como a eletricidade (eletroacupuntura, ryodoraku e moxa elétrica), agulhas mais seguras e práticas, cristais stiper(“Stimulation and Permanency” – Estimulação Permanente), esferas banhadas a ouro, prata, de quartzo e de vidro, ventosas de material plástico ou acrílico com válvulas de pressão, ventosas de borracha, porém sempre observando os mesmos princípios da Medicina Tradicional Chinesa.
É fundamental compreender que, apesar do uso de recursos tecnológicos atuais, a acupuntura que se realiza hoje é exatamente a mesma que se realizava nos primórdios da civilização chinesa, utilizando um raciocínio absolutamente estranho à medicina ocidental e sem qualquer preocupação ou influência relativa à existência ou não de explicação científica dos fenômenos verificados. Os mapas de meridianos ultrapassaram milênios chegando quase intocados aos dias atuais; o raciocínio que se desenvolve na verificação e tratamento dos problemas práticos apresentados nos consultórios é baseado em conceitos que soam estranhos aos ocidentais, como os cinco elementos, o tao (equilíbrio entre yin e yang), o fluxo de chi (a grosso modo traduzido como energia vital) e xué (a grosso modo traduzido como sangue), zang (traduzido como órgão por inexistência de palavra adequada) e fu (literalmente oco, mas geralmente traduzido como víscera).

Nota:
Segundo o CNS, a utilização da acupuntura no Brasil, nos últimos 26 anos, enquanto recurso terapêutico, além de seguir a legislação sanitária, é regulamentada e fiscalizada pelos conselhos profissionais (autarquias federais). Esses conselhos reconhecem a prática e a respectiva especialização profissional, nas quais são estabelecidos, por meio de resoluções específicas, critérios para garantir à população um tratamento ético e responsável. Com isso, esta prática está respaldada com segurança e eficácia. Ao recomendar que essas informações sejam amplamente divulgadas, também com o apoio das secretarias de saúde estaduais e municipais, o CNS pretende informar corretamente a população sobre o caráter multiprofissional da acupuntura e assim ampliar o acesso da população a esta prática.

6478 – Mega Memória – Tornado no Brasil


O encontro de uma massa de ar quente vinda da Amazônia com uma de ar frio, proveniente do sul, provocou os ventos de 300 km/hora que varreram Itú em 1994, matando 15 pessoas.
existência na atmosfera e perturbam .consideravelmente a vida dos homens. Feitos de ar e alimentados, em última instância, pelo calor do Sol acumulado no solo, eles podem ser bastante destrutivos, mesmo quando têm proporções relativamente modestas. Prova disso foram as violentas lufadas que este ano assustaram brasileiros de diversos localidades, do Sul ao Nordeste do país. A maior surpresa foi em Itu, a 100 quilômetros da capital paulista, onde, em setembro último, um súbito vendaval destruiu 250 casas e jogou para o ar carros e ônibus: quase duas dezenas de mortos.
O desastre parece ter sido causado por um arisco fenômeno de nome microexplosão. Em princípio, ela não é diferente de outros ventos fortes, que são criados pelo encontro de duas ou mais massas de ar, frias e quentes. Em Itu, formou-se, em seguida, uma gigantesca nuvem de 50 quilômetros de base por 10 de altura, em cujo interior o ar frio foi empurrado para baixo e o ar quente e úmido, para cima.
A microexplosão teria acontecido quando uma porção da massa ascendente, a cerca de 4 quilômetros da superfície, perdeu calor e umidade, tornando-se, por isso, densa e pesada. Tanto que literalmente despencou, descendo quase na vertical em direção ao solo. A cerca de 50 metros de altura, o jato nivelou, atingindo velocidade máxima. Feitas todas as contas, o vento horizontal pode ter durado menos de 10 minutos e avançado menos de 10 quilômetros, perdendo impulso em virtude dos acidentes de superfície. É justamente a pequena escala de tamanho que torna esse tipo de fenômeno tão peculiar e imprevisível.
A ciência do clima, simplesmente, não dá conta da variedade de fenômenos existentes na linha de encontro entre as massas de ar.
Em resumo, as microexplosões são fenômenos relativamente esporádicos, mas não são excepcionais.

6477 – Espiritismo – Cartas inéditas de Allan Kardec


Allan Kardec, o codificador do espiritismo

No mês do bicentenário do nascimento de Allan kardec, o codificador do Espiritismo, a comunidade espírita em todo o mundo celebrou a memória do grande nome da crença. No Brasil, as comemorações fora à altura do tamanho da religião no país, que segundo o Censo 2010 reúne mais de 2 milhões de seguidores.
Em sua sede no RJ, a Federação Espírita Brasileira promoveu a exposição Kardec 200 Anos, com várias raridades em torno do líder. A maior atração foram 7 cartas inéditas escritas por ele para adeptos e personalidades do século 19. Tais correspondências fazem parte de uma vasta documentação trazida da Europa pelo médico Sylvino Canuto Abreu pouco antes de estourar a 2ª Guerra Mundial. Após 6 décadas de sigilo, só agora foram reveladas.

6476 – Novo Negócio: Vender Energia


É verdade que o investimento é alto quando a gente pensa em turbinar a sustentabilidade dos nossos lares incluindo paineis solares, placas fotovoltaicas, aerogeradores ou mesmo biodigestores. Mas uma resolução da Aneel pode dar um empurrãozinho nessa ideia.
Desde o final de abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica permite que as sobras de energia renovável produzida localmente sejam repassadas para a distribuidora. O pagamento, no entanto, só pode ser feito em forma de desconto na conta de luz. O produtor ganha um crédito e tem até três anos para abatê-lo.
A política da Aneel não inclui incentivos fiscais ou isenção de impostos para quem compra equipamentos de energia renovável, como aconteceu na política alemã. Em 1990, a Alemanha aprovou uma lei que obrigava as distribuidoras de energia a se conectarem aos produtores locais e pagarem mais caro pela energia gerada por eles. Deu resultado: dados de 2010 mostram que 17% da energia consumida na Alemanha vem de pequenas centrais geradoras de energia renovável. Será que cola?

6475 – Ciclismo – Uma Biclicleta de Bambú


Leve , barata e reciclável

A constatação parece óbvia: andar de bicicleta é uma das alternativas mais sustentáveis para se locomover. Mas engana-se quem pensa que esse meio de transporte é totalmente sustentável: na hora de fabricar a magrela, entram em cena alguns materiais como alumínio, borracha, couro…
“Pedalar é uma forma muito eficaz de transporte. Combinar um material sustentável, como o bambu, com um veículo de baixo gasto de energia parece ser muito correto”, afirma um designer que começou a utilizar o material nos esquadros das bikes.
O insight surgiu ainda na faculdade de Design, nos anos 1990, quanto ele construiu o primeiro protótipo de bicicleta utilizando bambu. Em 2000, já formado, mudou-se para a Irlanda e começou a fabricar bicicletas de bambu para indústrias de diversos países. Fez sucesso e projetou vários modelos de bike com esquadros de bambu, um para cada ocasião.
Depois de ganhar o mundo, a bicicleta de bambu volta ao Brasil. Um dos projetos que utiliza a “Bambucicleta”, como a magrela é conhecida por aqui, está sendo desenvolvido na periferia da cidade de São Paulo. Alunos de algumas escolas vão ser treinados para pedalar nas bicicletas de bambu no trajeto casa-escola. A ideia é é fazer com que as crianças vejam a bike como uma alternativa de locomoção nos grandes centros.

6474 – O índice que usa felicidade para medir o progresso dos países


Esqueça o PIB. No Butão, o Produto Interno Bruto está longe de ser a única referência quando o assunto é progresso. Para alguns economistas de lá, o que conta mesmo na hora de medir quão desenvolvida é uma nação não é a grana que ela tem nos cofres.
O que está em jogo é se ela protege o meio ambiente, se sua população tem acesso à educação, à cultura e a bons hospitais, se consegue equilibrar trabalho e lazer, se está com a mente sã, se mantém bom relacionamento com os vizinhos e se tem bons governantes. Nessas bandas do Himalaia, dinheiro está longe de ser o único critério para medir riqueza.
O índice seguido por esses economistas é o FIB (Felicidade Interna Bruta), criado na década de 70 pelo rei Jigme Singye Wangchuck, como alternativa ao PIB, que parecia já não dar conta de medir o progresso das nações. Por quê? Se derrubássemos todas as árvores da Amazônia para usar na indústria ou dobrássemos o número de fábricas brasileiras, é provável que, a curto prazo, o PIB do Brasil crescesse já que a grana do país aumentaria.
Para contornar essa lógica, economistas do FIB defendem que, sozinho, dinheiro não traz progresso e que, na hora de medir a riqueza de um país, o que também importa é se sua população é feliz.
O conceito se espalhou, chegou à ONU, invadiu reuniões. Durante a Rio+20, a mais importante conferência sobre desenvolvimento sustentável da agenda mundial, líderes dos quatro cantos do planeta discutiram como aliar os interesses econômicos às necessidades e limites do planeta, ou seja, como equilibrar em uma mesma balança economia e meio ambiente.
Em uma das pautas, o conceito de FIB foi colocado como alternativa para o PIB na hora de medir a riqueza dos países. “O PIB mede tudo, exceto aquilo que faz a vida valer a pena”, declarou durante a Conferência, a coordenadora do FIB no Brasil, Susan Andrews, apontando para a necessidade de um novo indicador para medir o progresso.
O FIB usa nove critérios para medir a felicidade: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico. Cada critério se ramifica e, no final, 73 variáveis mostram o grau de felicidade do país, que varia em uma escala de zero a 1.
De acordo com o último documento, a Dinamarca é o país em que as pessoas estão mais felizes, seguida da Finlândia, Noruega, Holanda e Canadá. Os Estados Unidos aparecem na 11ª posição e o Brasil, em 25º lugar. Togo, na África, foi considerado o país com a população menos feliz.

6473 – Hominídeos de três espécies conviveram na África


É um cenário que parece saído de romances de fantasia, como “O Senhor dos Anéis”: três espécies distintas de seres inteligentes, cada uma delas com aparência e cultura próprias, vivendo lado a lado por milênios.
Segundo uma nova pesquisa, é exatamente isso o que aconteceu na África Oriental há 1,9 milhão de anos, quando o gênero humano, o Homo, estava se estabelecendo.
Novos fósseis –fragmentos de um crânio e mandíbulas–, descobertos em Koobi Fora, no Quênia, são a base dessa hipótese, defendida em estudo na edição de hoje da revista científica “Nature”.
O grupo de Meave Leakey, do Instituto da Bacia Turkana, em Nairóbi, analisou a anatomia desses cacos e concluiu que eles se encaixariam com outro fóssil, o crânio conhecido como KNM-ER 1470, achado nos anos 1970.
Para alguns, o KNM-ER 1470 representaria uma espécie separada de hominídeo, o Homo rudolfensis, distinta de dois velhos conhecidos dos paleoantropólogos, o Homo erectus e o Homo habilis.
Para outros, ele não passaria de uma variante do H. habilis.
Os novos fósseis parecem confirmar que o H. rudolfensis pertencia a uma linhagem distinta –embora Leakey e seus colegas não usem o nome. Querem mais estudos antes de dar esse passo.
Se eles estiverem corretos, cai por terra de vez uma ideia que já estava sendo muito atacada: a de que teria havido uma progressão linear de espécies de humanos primitivos –H. habilis gerando H. erectus gerando H. sapiens– rumo ao homem moderno.
Em vez disso, prevaleceria o chamado modelo do arbusto: vários “galhos” da linhagem humana evoluindo ao mesmo tempo, cada um com suas próprias adaptações e estilos de vida. Alguns teriam se extinguido, enquanto outros deixaram descendentes.
Esteban Sarmiento, primatologista da Fundação Evolução Humana, em Nova York, diz que tem dúvidas sobre as conclusões do estudo.
“No fundo, o principal argumento para associarem esses fósseis ao KNM-ER 1470 é a idade deles, a comparação morfológica não mostra isso.”

6472 – Religião – A Derrota Mórmon


A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com grande influência na cidade de Salt Lake City, sofreu um revés no tribunal. A instituição tentava impedir o funcionamento de uma boate erótica no centro da cidade, onde há várias igrejas, porém, a Justiça decidiu a favor da boate Crazy Goat, entendendo que como os shows eróticos acontecem no subsolo, não haveria risco em ofender o pudor dos pedestres.

Maratona da paz – Cristãos, muçulmanos e judeus correndo lado a lado, pela paz na terra em que nasceu Jesus. Este foi o objetivo da maratona entre Belém e Jerusalém, organizada pela Obra Romana de Peregrinações, da Igreja Católica. O trajeto incluiu trechos em que a circulação é permitida apenas a peregrinos. Foi uma iniciativa de peso, pois são lugares santos para 3 grandes religiões monoteístas.

Darwin fora da telona – A disputa entre os criacionistas, que crêem na versão bíblica do nascimento do homem e os evolucionistas, adeptos às teorias de Darwin, chegou às salas de cinema. No sul dos EUA, quase 1/3 delas se recusou a exibir o filme Vulcões do Mar Profundo, que trata da hipótese de a vida ter surgido a partir de bactérias presentes em vulcões. Segundo eles, o filme seria uma ofensa a maior parte do público, que é criacionista.

6471 – Milhões de bolinhas de plástico surgem em praias de Hong Kong


Centenas de milhões de pequenas bolinhas de plástico, potencialmente tóxicas, surgiram nas praias de Hong Kong há mais de uma semana, depois de que seus contêineres caíram de uma embarcação durante o pior tufão em 13 anos a atingir Hong Kong, afirmaram ativistas.
O governo de Hong Kong estimou que 150 toneladas de bolinhas podem ter sido derramadas em suas praias, informou a TV de Hong Kong no sábado.
A imprensa local questionou o governo pela falta de um aviso ao público sobre o vazamento, quase duas semanas depois que o tufão Vicente, que teve o seu nível aumentado para dez, pela primeira vez desde 1999, quando o serviço meteorológico da cidade recebeu este nível de alerta pela última vez.
Embora as bolinhas de plástico sejam inofensivas no seu estado original, elas absorvem toxinas e poluentes ao longo do tempo e poderão envenenar a cadeia alimentar quando criaturas marinhas as consumirem.
Também conhecida como “nurdles” ou lágrimas de sereia, as pequenas pelotas são muito utilizadas para a fabricação de produtos de plástico.
Ninguém da Agência de Proteção Ambiental de Hong Kong foi encontrado para comentar o assunto. A China Petroleum and Chemical Corp. (Sinopec), fabricante das bolinhas de plástico, informou que elas não são tóxicas ou perigosas, por si só.

6470 – Missão Marte – Curiosity fará viagem no tempo para ajudar a entender nossas raízes


O jipe Curiosity finalmente pousou em Marte, depois de uma longa jornada e de uma descida complicada. Com isso, abre uma nova janela de alta tecnologia para a exploração à distância do planeta vermelho.
As missões que precederam o nosso MSL (Laboratório de Ciências de Marte) fizeram um trabalho incrível abrindo caminho para nós. Esses pioneiros foram “aonde nenhum jipe jamais tinha ido antes” e descobriram muitas coisas novas sem o benefício de saber de antemão o que elas seriam.
Mas nunca antes de agora havíamos chegado a Marte com uma sonda projetada para alcançar uma meta tão desafiadora quanto a avaliação das possibilidades de futuras missões que vão procurar vida. A missão MSL se baseia na suposição de que Marte, em algum ponto de sua história, foi habitável. Contudo, não estamos procurando a vida propriamente: queremos encontrar ambientes habitáveis.
Como cientista-chefe da missão MSL, normalmente fico tão envolvido com o planejamento da viagem que tendo a ficar imerso nos detalhes específicos do aprendizado da operação do jipe na superfície de Marte. Imagine comprar um caro de US$ 2,5 bilhões com um manual do proprietário de 10 mil páginas, o qual você não apenas tem der ler, mas também precisa escrever, porque é o primeiro e único carro do tipo que será construído.

O passo que vamos dar agora é fantástico. Vamos viajar numa espécie de máquina do tempo, criada para reconstruir como era a superfície de Marte há bilhões de anos. Podemos ter vislumbres de um tempo tão remoto que é equivalente à época em que a vida microbiana estava evoluindo na Terra. A história primitiva de Marte está mais bem preservada lá do que seu equivalente na Terra, e por isso temos a chance de entender o desenvolvimento do nosso próprio planeta estudando outro.
Os ingredientes essenciais para um ambiente habitável são água, energia e carbono. Missões anteriores determinaram que Marte tinha água líquida em seu passado — e ocasionalmente também há tem no presente. Essas missões também indicaram locais onde processos químicos naturais poderiam ter gerado energia para o metabolismo de seres vivos. Mas onde está o carbono orgânico que torna esse metabolismo possível?
É aí que nós entramos. Voltar bilhões de anos no tempo geológico não é brincadeira, mas o Curiosity está bem equipado para fazer isso por causa de duas de suas mais importantes qualidades.

6469 – História da Medicina – Os Sábios e a Respiração


Desde a antiguidade, a respiração foi objeto de curiosidade de sábios e filósofos. Sua fisiologia só começou a ser efetivamente desvendada a partir do século 17. Até então, acreditava-se que sua principal função era equilibrar o calor produzido pelo coração.

Hipócrates – 460 aC. – 375 aC.
Considerado o pai da Medicina ocidental, o grego foi o primeiro a dar importância à qualidade do ar, que considerava uma espécie de alimento fundamental em uma dieta saudável. Percebeu que a respiração fornecia os sinais clínicos sobre a saúde do indivíduo.
Aristóteles – 384 aC. – 322 aC.
Para o filósofo grego, o tipo de respiração falava sobre a alma, como a do apaixonado que suspira ou a do melancólico ( que respira muito lentamente). Ele acreditava que o ar da respiração servia para controlar o calor do corpo.

Galeno – 129-216
Entendeu que o ar era um tipo de nutriente necessárioao homem e percebeu a importância dos pulmnões para ele, órgãos que serviam principalmente para atender o coração. Sentia-se frustado com a própria ignorância.”Qual é o uso da respiração? Fica claro a nossa impossibilidade de sobreviver depois que ela cessa.”

Leonardo da Vinci – 1452-1519
Seus conceitos sobre respiração surgiram da observação de cadáveres dissecados, que renderam notáveis desenhos. Ele tinha especial interesse nos mecanismos de expansão dos pulmões. “Eles sempre se mantêm cheios com certa quantidade de ar e fazem pressõa sobre as costelas”.

Na linguagem vulgar, respiração é o ato de inalar e exalar ar através da boca, das cavidades nasais ou pela pele para se processarem as trocas gasosas ao nível dos pulmões; este processo encontra-se descrito em ventilação pulmonar.
Do ponto de vista da fisiologia, respiração é o processo pelo qual um organismo vivo troca oxigénio e dióxido de carbono com o seu meio ambiente.
A respiração celular é um fenômeno que consiste basicamente no processo de extração de energia química acumulada nas moléculas de substâncias orgânicas. Nesse processo, verifica-se a oxidação de compostos orgânicos de alto teor energético, como carboidratos e lípidos, para que possam ocorrer as diversas formas de trabalho celular. A organela responsável por essa respiração é a mitocôndria em paralelo com o sistema golgiense.
Ela pode ser de dois tipos, respiração anaeróbica (sem utilização de oxigênio também chamada de fermentação) e respiração aeróbica (com utilização de oxigênio).
Muitos artrópodes têm, como sistema respiratório, um sistema de túbulos, as traqueias que, abrindo para o exterior, levam o ar até aos órgãos onde circula a hemolinfa, permitindo assim as trocas gasosas.
As filotraquéias ou pulmões foliáceos são estruturas exclusivas dos aracnídeos, sempre existindo aos pares.
Cada pulmão foliáceo é uma invaginação (reentrância) da parede abdominal ventral, formando uma bolsa onde várias lamelas paralelas (lembrando as folhas de um livro entreaberto), altamente vascularizadas, realizam as trocas gasosas diretamente com o ar que entra por uma abertura do exoesqueleto.
A respiração branquial é diferente dos outros tipos de respiração porque o oxigênio encontra-se dissolvido na água.
Os peixes não fazem movimentos de inspiração e expiração como os animais pulmonados. Ocorre um fluxo constante e unidirecional de água que penetra pela boca, atinge os órgãos respiratórios e sai imediatamente pelo opérculo.

A respiração pulmonar é o processo pelo qual o ar entra nos pulmões e sai em seguida, num processo conhecido por ventilação pulmonar. É um acontecimento repetitivo que envolve todo o conjunto de órgãos do sistema respiratório.
Inspiração – Quando ocorre a entrada de ar nos pulmões, caracteriza-se pela contração do diafragma e dos músculos intercostais.
Expiração – Quando ocorre a saída de ar nos pulmões, caracterizando-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais.

6468 – Calor extremo está se disseminando pelo planeta


O percentual da superfície terrestre atingido por temperaturas muito elevadas no verão aumentou nas últimas décadas, subindo de 1% nos anos anteriores a 1980 a até 13% nos anos recentes, segundo um novo trabalho científico.
A mudança é tão drástica, diz o estudo, que os cientistas podem dizer quase que com certeza que os eventos como a onda de calor no Texas no ano passado, a da Rússia em 2010 e a da Europa em 2003 não teriam acontecido sem o aquecimento global causado pelas emissões de gases-estufa causadas pelo homem.
Essas alegações, que vão além do consenso científico sobre o papel das mudanças climáticas como causa de eventos metereológicos extremos, foram feitas por James Hansen, estudioso do clima da Nasa, e dois coautores em um estudo publicado na revista “PNAS” (“Proceedings of the National Academy of Sciences”).
“O mais importante é olhar as estatísticas e ver que a mudança é grande demais para ser natural”, afirmou Hansen em entrevista.
Os resultados provocaram uma divisão imediata entre seus colegas cientistas.
Alguns especialistas dizem que ele descobriu um jeito inteligente de entender a magnitude dos eventos climáticos extremos que as pessoas têm notado ao redor do mundo. Outros sugerem que Hansen apresentou argumentos estatísticos fracos para dar suporte a suas alegações e que o estudo tem poucas informações novas.
A divisão é característica das reações fortes que Hansen tem causado no debate sobre as mudanças climáticas.
Como líder do Instituto Goddard de Estudos Espaciais em Manhattan, ele é um dos principais cientistas de clima da Nasa e guarda seus registros da temperatura terrestre ao longo dos anos. Mas ele também se tornou um ativista que marcha em protestos para pedir novas políticas de governo quanto à energia e ao clima.