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6056 – Tecnologia na Agricultura – COLHEITADEIRA – 1834


Facilitou muito o trabalho na lavoura

Foi criada pelo americano Hiram Moore e deu o empurrão decisivo para a mecanização agrícola – que passou a gerar comida suficiente para alimentar bilhões de pessoas e permitiu a explosão da população humana nos últimos dois séculos.

TRATOR – 1892
Os primeiros usavam motores a vapor, que eram fracos, e tinham rodas fininhas, que afundavam na terra. O trator moderno foi criado pelo americano John Froelich, que inventou o primeiro modelo a gasolina e o batizou de “máquina de tração”. Mas um revendedor não gostou do nome e inventou uma palavra: trator.

ORDENHADEIRA MECÂNICA – 1895
É difícil atribuir essa invenção a uma única pessoa – na segunda metade do século 19, mais de 100 patentes de ordenhadeira foram registradas nos EUA. Também pudera: com a máquina, é possível tirar até 233% mais leite de cada vaca.

6055 – Geo-Política e Defesa – De ☻lho na Vizinhança


Os 28 destacamentos na fronteira da Região Amazônica tem cerca de 1600 soldados é o equivalente a 1 soldado para cada 7 km de fronteira.
A Zona Marítima exploratória possui 4,4 milhões de km² submersos e neles o país exerce direitos sobre as riquezas naturais. Mas só detém posse de uma faixa de 12 milhas marítimas.
O Brasil é um dos 3 únicos páises do planeta que fazem fronteira com 10 ou mais vizinhos terrestres, os outros 2 são a Rússia com 14 e a China com 10. O arco de 15.700 km que vai da Tríplice Fronteira, na Foz do Rio Iguaçú, em pleno sudeste, até o Oiapoque, limite setentrional com a Guiana Francesa, reúne governos instáveis.

Mini Cronologia das Batalhas

1648 – Batalha dos Guararapes – O choque com os holandeses durou anos e as forças brasileiras conquistaram uma vitória decisiva. É considerada a data da fundação das Forças Armadas no Brasil.
1822-23 – Independência – O último militar português foi expulso do país em 2 de julho pelo marechal Pedro Labatut e suas tropas em Salvador. Lutando com a farda emprestada, a baiana Maria Quitéria tornou-se a patrona do Exército brasileiro.
1865 -70 – A Guerra do Paraguai – Mais de 200 mil brasileiros combateram e 18 mil morreram. Entre os Paraguaios, houve 300 mil mortos. A Batalha do Avaí, relata a luta.
1835 – 45 – Revolução Farroupilha – Saparatistas gaúchos republicanos e abolicionistas, empreederam o mais longo conflito armado no continente. Governante da província, o Barão de Caxias derrotou os revoltosos.
1889 – Proclamação da República – O primeiro golpe militar no país deu-se sem nenhuma gota de sangue derramado. O general Benjamin Constant conseguiu a adesão no Rio do oficial mais graduado do Exército, o marechal Deodoro da Fonseca. O movimento federalista acabou com a Monarquia em 15 de novembro.
1893 – 97 – A Guerra de Canudos – Antonio Conselheiro liderou a rebelião de 30 mil sertanejos em Canudos, cidade de retirantes que fundara na Bahia.Tropas federais foram derrotadas 3 vezes, antes da vitória, na mais mortífera guerra civil da história brasileira.
1910 – A Revolta da Chibata – Mais de 2 mil marujos se rebelaram contra torturas, extintas pela República, que a Marinha restabelecera. Tomaram 4 navios, assassinaram 6 oficiais. O governo negociou e cedeu quando os rebeldes se entregaram.
1914 – Expedição Rondon-Roosevelt – As autoridades desconheciam os índios quando Cândido Rondon instalou linhas telegráficas na Amazônia. Em 1914, já coronel, ele levou á floresta uma expedição de que participou o presidente dos EUA Teddy Roosevelt.
1930 – O 2° golpe militar no Brasil triunfou em 3 semanas. Depôs Washington Luiz e empossou Getúlio Vargas. Encerrou a República Velha e deu poder às massas urbanas.
1932 – Movimento Constitucionalista – Primeira revolta armada contra Vargas, uniu paulistas partidários de mudanças constitucionais por 83 dias, com um saldo de 1000 mortos e a derrota.
1942 – 2ª Guerra Mundial – De fevereiro a dezembro, 18 navios brasileiros foram afundados por submarinos alemães. Em guerra contra o Eixo desde agosto, o país contou 1500 mortos nos ataques marítimos e 456 militares mortos na Itália.
1964 – 84 – Regime Militar – No 4° golpe, o vértice das Forças Armadas decidiu assumir o comando do país e promoveu 21 anos ininterruptos de ditadura. A minunciosa intervenção coincidiu com expansão industrial e aceleração inflacionária.

No dia 19 de abril comemora-se o dia do exército brasileiro. A data é marcada pela primeira luta dos povos do Brasil contra a dominação holandesa, em 1648. Os indivíduos que treinam e lutam para defender os espaços e direitos de um país são os integrantes dessa corporação.
No período de 1808 até 1967 o responsável pelas ações do exército era o ministério da guerra; entre 1967 e 1999, o controle passou a ser feito pelo ministério do exército. A partir de 1999, criou-se o ministério da defesa, responsável pela defesa nacional, unindo as três forças armadas do país: o exército, a marinha e a aeronáutica.
O comandante supremo do exército brasileiro é o presidente da república, mas existem os cargos hierárquicos dentro da corporação.
As tropas do exército praticam fortes treinamentos, como preparo para operar em circunstâncias de guerra e de conflitos mais extremos. São responsáveis pela segurança da pátria junto às fronteiras, compartilhando tal responsabilidade com os serviços da aeronáutica.
Além disso, o exército participa de campanhas sociais, leva alimentos e faz serviços de atendimento médico às localidades do país que são muito isoladas, onde a população não tem acesso aos mesmos.

6054 – Breve História dos Motores Elétricos


O ano de 1886 pode ser considerado, como o ano de nascimento da máquina elétrica, pois foi nesta data que o cientista alemão Werner von Siemens inventou o primeiro gerador de corrente contínua auto-induzido. Entretanto esta máquina que revolucionou o mundo em poucos anos, foi o último estágio de estudos, pesquisas e invenções de muitos outros cientistas, durante quase três séculos.
Em 1600 o cientista inglês William Gilbert publicou, em Londres a obra intitulada De Magnete, descrevendo a força de atracção magnética. O fenómeno da electricidade estática já havia sido observado antes pelo grego Tales, em 641 a.C., ele verificou que ao friccionar uma peça de âmbar com um pano, esta adquiria a propriedade de atrair corpos leves, como pêlos, penas, cinzas, etc.
A primeira máquina electrostática foi construída em 1663 pelo alemão Otto von Guericke e aperfeiçoada em 1775 pelo suíço Martin Planta.
O físico dinamarquês Hans Christian Oersted, ao fazer experiências com correntes eléctricas, verificou em 1820 que a agulha magnética de uma bússola era desviada de sua posição norte-sul quando esta passava perto de um condutor no qual circulava corrente eléctrica. Esta observação permitiu a Oersted reconhecer a íntima ligação entre o magnetismo e a electricidade, dando assim, o primeiro passo para em direcção ao desenvolvimento do motor eléctrico. O sapateiro inglês William Sturgeon – que paralelamente com sua profissão, estudava electricidade nas horas de folga – baseando-se na descoberta de Oersted constatou, em 1825, que um núcleo de ferro envolto por um fio condutor eléctrico transformava-se em um íman quando se aplicava uma corrente eléctrica, observando também que a força do íman cessava tão logo a corrente fosse interrompida. Estava inventado o eletroíman, que seria de fundamental importância na construção de máquinas eléctricas girantes.
Em 1832, o cientista italiano S. Dal Negro construiu a primeira máquina de corrente alternada com movimento de vaivém. Já no ano de 1833, o inglês W. Ritchie inventou o comutador construindo um pequeno motor eléctrico onde o núcleo de ferro enrolado girava em torno de um íman permanente. Para dar uma volta completa, a polaridade do eletroíman era alternada a cada meia volta através do comutador. A inversão da polaridade também foi demonstrada pelo mecânico parisiense H. Pixii ao construir um gerador com um íman em forma de ferradura que girava diante de duas bobinas fixas com um núcleo de ferro. A corrente alternada era transformada em corrente contínua pulsante através de um comutador.
Grande sucesso obteve o motor eléctrico desenvolvido pelo arquitecto e professor de física Moritz Hermann von Jacobi – que, em 1838, aplicou-o a um bote. Alimentados por células de baterias, o bote transportou 14 passageiros e navegou a uma velocidade de 4,8 quilômetros por hora.
Somente em 1886 Siemens construiu um gerador sem a utilização de íman permanente, provando que a tensão necessária para o magnetismo poderia ser retirado do próprio enrolamento do rotor, isto é, que a máquina podia se auto-excitar. O primeiro dínamo de Werner Siemens possuía uma potência de aproximadamente 30 watts e uma rotação de 1200rpm. A máquina de Siemens não funcionava somente como um gerador de electricidade, mas também podia operar como um motor, desde que se aplicasse aos seus bornes uma corrente contínua.
Em 1879, a firma Siemens & Halske apresentou, na feira industrial de Berlim, a primeira locomotiva eléctrica, com uma potência de 2 kW.
A nova máquina de corrente contínua apresentava vantagens em relação à maquina a vapor, a roda d’água e à força animal. Entretanto, o alto custo de fabricação e a sua vulnerabilidade em serviço (por causa do comutador) marcaram-na de tal modo que muitos cientistas dirigira sua atenção para o desenvolvimento de um motor eléctrico mais barato, mais robusto e de menor custo de manutenção. Entre os pesquisadores preocupados com esta ideia, destacam-se o jugoslavo Nikola Tesla, o italiano Galileo Ferraris e o russo Michael von Dolivo-Dobrovolski. Os esforços não se restringiram somente ao aperfeiçoamento do motor de corrente contínua, mas também se cogitou de sistemas de corrente alternada, cujas vantagens já eram conhecidas em 1881.
Em 1885, o engenheiro electrotécnico Galileu Ferraris construiu um motor de corrente alternada de duas fases. Ferraris, apesar de ter inventado o motor de campo girante, concluiu erroneamente que os motores construídos segundo este princípio poderiam, no máximo, obter um rendimento de 50% em relação a potência consumida. E Tesla apresentou, em 1887, um pequeno protótipo de motor de indução bifásico com rotor em curto-circuito. Também esse motor apresentou rendimento insatisfatório, mas impressionou de tal modo a firma norte-americana Westinghouse, que esta lhe pagou um milhão de dólares pelo privilégio da patente, além de se comprometer ao pagamento de um dólar para cada HP que viesse a produzir no futuro. O baixo rendimento desse motor inviabilizou economicamente sua produção e três anos mais tarde as pesquisas foram abandonadas.
Foi o engenheiro electrotécnico Dobrowolsky, da firma AEG, de Berlim, entrou em 1889 com o pedido de patente de um motor trifásico com rotor de gaiola. O motor apresentado tinha uma potência de 80 watts, um rendimento aproximado de 80% em relação a potência consumida e um excelente conjugado de partida. As vantagens do motor de corrente alternada para o motor de corrente contínua eram marcantes: construção mais simples, silencioso, menos manutenção e alta segurança em operação. Dobrowolsky desenvolveu, em 1891, a primeira fabricação em série de motores assíncronos, nas potências de 0,4 a 7,5 kW.

FEI – Faculdade de Engenharia Industrial

6053 – O Motor Elétrico – 1822


A sua geladeira tem um. O liquidificador e o elevador também. E, no futuro, os carros também terão. O motor elétrico é onipresente – e foi descoberto meio sem querer pelo físico inglês Michael Faraday, que estava estudando a relação entre eletricidade e magnetismo.

Trata-se de uma máquina destinada a transformar energia elétrica em mecânica. É o mais usado de todos os tipos de motores, pois combina as vantagens da energia elétrica – baixo custo, facilidade de transporte, limpeza e simplicidade de comando – com sua construção simples, custo reduzido, grande versatilidade de adaptação às cargas dos mais diversos tipos e melhores rendimentos.
A tarefa reversa, aquela de converter o movimento mecânico na energia elétrica, é realizada por um gerador ou por um dínamo. Em muitos casos os dois dispositivos diferem somente em sua aplicação e detalhes menores de construção. Os motores de tração usados em locomotivas executam frequentemente ambas as tarefas se a locomotiva for equipada com os freios dinâmicos. Normalmente também esta aplicação se dá a caminhões fora de estrada, chamados eletrodíesel.
A maioria de motores elétricos trabalha pela interação entre campos eletromagnéticos, mas existem motores baseados em outros fenômenos eletromecânicos, tais como forças eletrostáticas. O princípio fundamental em que os motores eletromagnéticos são baseados é que há uma força mecânica em todo o fio quando está conduzindo corrente elétrica imersa em um campo magnético. A força é descrita pela lei da força de Lorentz e é perpendicular ao fio e ao campo magnético. Em um motor giratório, há um elemento girando, o rotor. O rotor gira porque os fios e o campo magnético são arranjados de modo que um torque seja desenvolvido sobre a linha central do rotor.
A maioria de motores magnéticos são giratórios, mas existem também os tipos lineares. Em um motor giratório, a parte giratória (geralmente no interior) é chamada de rotor, e a parte estacionária é chamada de estator . O motor é constituído de eletroímãs que são posicionados em ranhuras do material ferromagnético que constitui o corpo do estator e enroladas e adequadamente dispostas em volta do material ferromagnético que constitui o rotor.
Micro Motores de Corrente Contínua – São motores de custo elevado e, além disso, precisam de uma fonte de corrente contínua, ou de um dispositivo que converta a corrente alternada comum em contínua. Podem funcionar com velocidades ajustáveis entre amplos limites e se prestam a controles de grande flexibilidade e precisão. Por isso seu uso é restrito a casos especiais em que estas exigências compensam o custo muito mais alto da instalação, ou no caso da alimentação usada ser contínua, como no caso das pilhas em brinquedos.
Já os de corrente alternada, são os mais utilizados, porque a distribuição de energia elétrica é feita normalmente em corrente alternada. Seu princípio de funcionamento é baseado no campo girante, que surge quando um sistema de correntes alternadas trifásico é aplicada em pólos defasados fisicamente de 120º. Dessa forma, como as correntes são defasadas 120º elétricos, em cada instante, um par de pólos possui o campo de maior intensidade, cuja associação vetorial possui o mesmo efeito de um campo girante que se desloca ao longo do perímetro do estator e que também varia no tempo.
Motor de indução: funciona normalmente com velocidade estável, que varia ligeiramente com a carga mecânica aplicada ao eixo. Devido a sua grande simplicidade, robustez e baixo custo, é o motor mais utilizado de todos, sendo adequado para quase todos os tipos de máquinas acionadas encontradas na prática. Atualmente é possível controlarmos a velocidade dos motores de indução com o auxílio de conversores de freqüência.
A classificação dos motores elétricos quando vista de uma forma um pouco mais detalhada é um tanto complexa e quase sempre leva a confusões mesmo de estudiosos do assunto.

6052- A Máquina de Fazer Tijolos – Séc. 19


Os sumérios já construíam suas cidades com tijolos por volta dos 3 mil a.C. Mas só no século 19 esse trabalho se automatizou. Hoje, o Brasil produz 4 trilhões de tijolos por mês – 90% deles em máquinas. Cada uma produz até 1,9 milhão de tijolos por dia (contra apenas 200 de uma pessoa no processo manual).

Máquina Moderna

Mais 3 outros importantes inventos que ajudaram a construir a civilização:

MÁQUINA DE FAZER PARAFUSOS – Séc. 19

Parece incrível, mas antes da invenção desta máquina os parafusos eram produzidos de maneira semiartesanal. Sua fabricação em larga escala abriu espaço para o automóvel – o Ford T, primeiro carro a ser produzido em série, saía de fábrica com 700 parafusos.

ENFARDADORA – Final do séc. 19

A máquina recolhe materiais como palha e capim e os transforma em fardos no formato de paralelepípedos ou cilindros, que depois são usados na alimentação animal ou queimados para produzir energia.

EXTRATOR DE ALUMÍNIO – Final do séc. 19

Transforma bauxita (ou argila) na matéria-prima das latas, dos aviões e de grande parte do mundo moderno: alumínio. Foi inventado pelo americano Charlies Martin Hall e pelo frfrancês Paul Héroult.

6051 – O Motor Hidráulico – 1880


Usa a queda da água para gerar energia. Foi criado em 1880 pelo americano Lester Pelton, que queria desenvolver uma ferramenta para garimpar ouro mas acabou inventando este motor, que hoje é o coração das usinas hidrelétricas.
Os motores hidráulicos podem ser enquadrados de acordo com duas formas de energia: motores de gravidade ou nível (quando converte em trabalho útil a energia de nível h), motores de pressão (convertem em trabalho útil a energia cinética v2/2g)
Motor hidráulico de gravidade: é a roda de alcatruzes. A água é conduzida por um canal até a parte superior da roda, enchendo os alcatruzes. O peso da água nos alcatruzes produz o movimento. A diferença entre os níveis superiores da água, na entrada (canal a montante), na saída (canal a jusante), é a altura motriz, H_m.

6050 – Invenções da Idade Moderna – ENROLADOR DE METAL – Final do séc. 18


Mais de 90% de todo o alumínio, aço e cobre produzido no mundo passa por essa máquina, que transforma o metal amassado e cheio de imperfeições em barras e placas lisinhas e também é usada para produzir vidros.

A SEMEADORA – 1701
O fazendeiro inglês Jethro Tull inventou esta máquina, que distribui automaticamente as sementes pela lavoura. Com isso, aumentou sua produtividade em 800% – e lançou a base da agricultura moderna.
foi inventada por Jethro Tull em 1701: ela permitia que os fazendeiros propalassem as sementes em filas bem espaçadas numa profundidade específica. Antes disso eles simplesmente jogavam as sementes no chão, para que crescessem onde quer que caíssem. Algumas das sementes caíam em terra não preparada onde nunca germinavam, ou germinavam prematuramente e eram mortas por pragas, excesso de água ou fertilizante.

Esta invenção deu aos fazendeiros muito mais controle sobre a profundidade em que a semente era plantada e a habilidade de cobri-las sem ter que fazer outra volta. Este controle significava que as sementes germinavam com mais consistência e em terreno mais preparado.
Com o passar dos anos as semeadeiras tornaram-se mais avançadas e sofisticadas, mas a tecnologia permanece substancialmente a mesma. A primeira semeadeira era compacta o bastante para ser puxada por um único cavalo, mas o avanço da tecnologia com o advento de tratores e semeadeiras mais eficientes permitiram aos fazendeiros germinar vários acres de terra em um único dia.

6049 – Invenções da Idade Média – A Turbina Eólica


O primeiro moinho foi criado por um habitante da Pérsia, atual Irã. Foi uma grande sacada: aproveitar um recurso renovável e não poluente, o vento, para gerar energia de forma contínua. Hoje, a energia eólica é uma grande aposta para conter o aquecimento global.
Turbina eólica é um mecanismo apropriado para captação e transformação da força de ventos canalizados que passam no interior de uma voluta. O Turbovoile de Cousteau a que se refere o artigo é um misto de vela e turbo-gerador integrado no interior da voluta vertical. A finalidade do engenho de Cousteau, é fazer resistência ao vento de modo produzir artificialmente as zonas de vórtices a fim de explorar seus efeitos de sucção e assim movimentar uma turbina de baixa pressão localizada no núcleo da voluta cujo trabalho será convertido em energia elétrica.

6048 – Forno para Metais – Séc. 4 a.C.


Os chineses foram o primeiro povo a fabricar ferramentas como machados e serrotes. Seu segredo era este forno, que permite derreter qualquer tipo de metal. No século 11 d.C., a indústria do ferro chinesa passou a usar carvão mineral em vez de vegetal para alimentar os fornos (e com isso poupou florestas inteiras). Atualmente, um grande forno industrial chega a produzir mais de 8 mil toneladas de ferro líquido por dia.

Um forno de coque é um equipamento usado para a produção de coque, que é derivado do carvão. A mistura e o aquecimento do carvão betuminoso em temperaturas que variam de 1.000 a 2.000 graus Celsius dentro do forno de coque produzem o subproduto de coque. Por isso, forno de coque é uma parte crucial do processo de produção de coque.

O coque é um resíduo sólido de material carbonáceo queimado. Ele também contém uma pequena quantidade de cinzas e enxofre. O coque pode ser usado como combustível ou como um agente redutor nos altos-fornos usados para a fundição do minério de ferro. É geralmente considerado um dos três materiais fundamentais para a produção de ferro, que é então usado para fazer aço, geralmente em combinação com calcário e minério de ferro. Os gases do forno de coque podem também ser empregados como combustível.
A maioria dos fornos de coque de carvão produz carvão por aquecimento em condições controladas. Como a ausência de oxigênio é importante para produzir o coque de melhor qualidade, os tipos de fornos de coque são concebidos como fornos sem ar, ou fornos a vácuo.

6047 – O Forno de Pão – 2 600 a.C.


Inventado pelos egípcios, o primeiro forno de pão era um vaso de barro com uma divisão interna (fogo embaixo e alimento em cima). Foi importante porque criou uma maneira conveniente de transformar uma cultura abundante, o trigo, em comida. Hoje, os fornos de padaria mais modernos incorporam uma tecnologia de difusão de calor que foi desenvolvida pela Agência Espacial Brasileira – e economiza até 50% de gás.

Hoje, o pão é um alimento tão ligado ao nosso dia-a-dia que já nem dá mais para imaginar como seria a vida sem ele. Só que a história não era bem assim há mais de 8000 anos.
Sabe-se que, naquela época, o homem da Idade da Pedra já cultivava trigo e cevada. Esses homens, que podem ser considerados os primeiros agricultores do mundo, cozinhavam uma espécie de mingau, de grãos moídos grosseiramente, sobre pedras grandes e chatas, conseguindo assim um pão áspero e achatado. A invenção do forno, há cerca de 5000 anos, na Idade da Pedra, contribuiu muito para o desenvolvimento do pão.
Dos povos antigos, os egípcios foram os que registraram as maiores variedades no que se refere ao assunto. Eles inventaram filões dos mais diferentes formatos, pães aromatizados com sementes de papoula, pães de cânfora, amargos e aromáticos; pães enriquecidos com ovos e leite, com mel, com gergelim, eram pães e mais pães. Tanto isso é verdade que os egípcios passaram a ser conhecidos, na Antigüidade, como “comedores de pães”.
Do antigo Egito, o pão parece ter sido introduzido na Europa pelas mãos dos romanos, que logo trataram de aprimorar as técnicas de moagem, mistura e sova. No século II d.C., o governo romano permitiu a organização de associações ou “colégios”, com o objetivo de servir de escola para padeiros.
Com o tempo, a atividade passou a ser hereditária, o que continua a acontecer ainda hoje.

6046 – A Forja à Pressão – Entre 6 mil a.C. e 3 500 a.C.


A forja solta um peso contra uma placa de metal para que ela amasse e adquira o formato desejado. Essa invenção permitiu que objetos e utensílios metálicos, até então moldados manualmente com martelo, fossem produzidos com mais agilidade – processo que mais tarde permitiria fabricar carros, aviões e veículos em geral. As forjas modernas, que empregam pressão hidráulica e são usadas para moldar a fuselagem de jatos, chegam a exercer 50 mil toneladas de pressão.

Um pouco +

O aço é muito importante na vida moderna. Automóveis, aviões, navios, linhas de transmissão de energia elétrica, tubulações de água, redes integradas de telefonia, etc., são feitos de aço. Nas casas o aço está presente em larga escala, dos talheres às panelas, passando pelos vergalhões que garantem a estabilidade das construções. Ainda, além da presença direta nos bens duráveis, o aço é vital na construção das máquinas e equipamentos que tornam possível à humanidade, gozar dos benefícios e facilidades conferidos pelos bens de consumo modernos. Desta maneira, fica inconcebível qualquer tentativa de imaginar o mundo moderno sem a presença de um grama de aço. Mais, pode-se dizer que o poderio econômico de uma nação está direta e intimamente ligado com o consumo per capita de aço.

A primeira vez que o homem fez contato com elemento ferro, foi sob a forma de meteoritos, daí a etimologia da palavra siderurgia, cujo radical latino sider significa estrela ou astro(04). O ferro, encontrado em meteoritos, contém normalmente 5 – 26% níquel, enquanto que o ferro produzido artesanalmente continha apenas traços deste elemento, logo, sempre foi muito fácil diferenciar os artefatos feitos a base de ferro oriundo de meteoritos. Os mais antigos artefatos de ferro que se tem notícia são dois objetos encontrados no Egito, um na Grande Pirâmide de Gizé, construída aproximadamente em 2900 A.C., e outro na tumba de Abidos, construída aproximadamente em 2600 A.C.
Por volta do século V A.C. os chineses, que já haviam inventado a roda,
começaram a fabricar o ferro carburado, mais tarde chamado ferro-gusa. Em 221
A.C., o império chinês foi capaz de dominar praticamente todos os reinos
circundantes, graças às suas apuradas técnicas de produção de ferro. Estas são
provas irrefutáveis de como o uso do ferro tem alterado a história ao longo dos
tempos.
Vários processos de obtenção do ferro foram desenvolvidos ao longo do
tempo e usados longamente nas distintas regiões, como o forno de redução
africano (século VI A.C.), o buraco de redução, usado em vários países do
mediterrâneo, o forno de exaustão natural, desenvolvido pelos gregos, entre
outros. Estes tipos de fornos, foram utilizados ao longo dos séculos e na idade
média até o século VIII, quando uma pequena forjaria da Catalunha criou a forja
Catalã, um conceito que pode ser considerado como um dos maiores avanços na
tecnologia de redução de minério de ferro. A primeira forja Catalã tinha uma
cúpula feita de pedras, de seção circular, de aproximadamente 1 metro de altura por 0,76 metros de diâmetro conhecida como cuba, com um bocal inferior conectado a um fole para o suprimento de ar aquecido. O minério era alimentado sobre uma camada de carvão, e sobre ele outra camada de carvão era alimentada,em procedimento muito semelhante ao atualmente usado. A forja Catalã produzia cerca de 160 kg de ferro em cinco horas, enquanto que as técnicas anteriores produziam neste mesmo intervalo de tempo, no máximo 23 kg. A forja Catalã dominou a produção de ferro até o século XV.

6045 – A Máqunia De Solda – 2 500 a.C.


Une peças metálicas com a aplicação de calor. Foi inventada no norte da Anatólia, atual Turquia, onde alguém teve a ideia de aquecer pedaços de minério de ferro. É essencial para a produção de todos os tipos de aparelhos eletrônicos.

Soldagem é um dos métodos fundamentais presentes no processo industrial, pode-se dizer que onde há indústria haverá o uso de solda. A soldagem é um método que integra os materiais em nível atômico ou em liga permanente destes. Os processos de soldagem podem ser realizados por meio de aquecimento ou pressão ou por ambos. Além disso, de acordo com as diferentes naturezas de soldagem pode-se ter a seguinte classificação:

Processo de soldagem por fusão – um processo baseado no uso de calor, aquecimento do material de adição até atingir o estado de fundição, sem adicionar pressão na soldagem. Os processos mais comuns de soldagem por fusão incluem soldagem com arco elétrico, com oxiacetileno e com proteção gasosa. Processo de soldagem por pressão – um processo baseado no uso de pressão nos materiais de adição (com ou sem aquecimento) para completar a junção destes. Os processos mais comuns de soldagem por pressão incluem soldagem por resistência e atrito. Atualmente, este último é o método mais novo, iniciou-se em 1992, a TWI retém a patente de soldagem por atrito (Friction Stir Welding – FSW). A soldagem por atrito é uma forma bastante apropriada para o alumínio, visto que não há necessidade de derreter o alumínio para sua fusão, conservando assim a alta qualidade do material. As vantagens deste processo destacam-se na não exigência do uso de material de adição, menor consumo de energia e menor impacto no meio ambiente. Ademais, é um processo simples e um dos métodos mais inovadores do século XX.
Solda por brasagem – um processo baseado no uso de adição de metal, que se funde na região da soldagem. Assim, a solda é feita aquecendo o material-principal (masterbatch), sem fundi-lo, até às temperaturas correspondentes à fluidez do material de adição (este cujo ponto de liquefação é menor que o material-principal).De acordo com as diferentes formas de aquecimento, a soldagem pode ser dividida em categorias como soldagem a arco elétrico, ao oxiacetileno e por resistência, etc. A soldagem a arco elétrico é um processo que utiliza o arco como insumo para aquecimento. Este é o processo de soldagem mais antigo da história e o mais utilizado, o qual constitui parte importante na técnica moderna de soldagem e sua aplicação abrange quase todas as indústrias de soldagem.

O arco elétrico como um fenômeno físico de condução gasosa foi descoberto no início do século XIX. Em 1885, o russo, Bernardos inventou o uso do arco carbônico como uma fonte de calor. E somente em 1892, foi introduzida a utilização de arco metal, a partir de então, iniciou-se a aplicação deste método nas indústrias. Em 1940, foi explorado com sucesso o novo método de soldagem de arco submerso, posteriormente, com o desenvolvimento a aeroespaço e energia atômica, surgiu à soldagem de arco argônio. Em 1950, apareceram as soldaduras dos tipos de oxigás (dióxido de carbono), por arco com escudo de gás inerte e a soldagem plasma. Porém, o grande avanço tecnológico que abre novas perspectivas foi alcançado entre 1970 e 1980, surgindo e aperfeiçoando as diversas formas de reparadores de arco, muitos deles obtiveram sucesso por seu funcionamento eficaz.

6044 – ☻ Mega Bloco – História da Tecnologia – Engenhos criados pelo homem


Invenções tecnológicas essenciais para o mundo moderno – um grupo de máquinas com as quais seria possível reconstruir a sociedade moderna do zero e fabricar tudo o que ela tem hoje. Sem o extrator de alumínio, não existiriam latinhas de refrigerante – nem iPad. Sem a betoneira, as cidades não estariam cobertas de arranha-céus. Sem a colheitadeira, você teria menos parentes. Prepare-se para conhecer a verdadeira história das tecnologias que fizeram o mundo ser como ele é.

BROCA – 350 mil a.C.

Um dia alguém teve a idéia de afiar uma pedra e usá-la para furar madeira e peles de animais. Mas a broca só encontraria sua grande vocação em 1840, quando pela primeira vez foi usada para furar o chão em busca da fonte de energia mais importante do mundo moderno: petróleo.

Brocas Modernas
são ferramentas cortantes utilizadas para fazer furos cilíndricos. São usadas através de uma ferramenta chamada berbequim (furadeira, no Brasil), que faz com que a broca gire e corte o material, perfurando-o. Existem vários tipos de brocas tipo H, N, W, brocas chatas que são usadas para perfuração de materiais rígidos a baixas profundidades, também existem brocas helicoidais que podem ter dois gumes de corte e um gume a mais que liga os dois gumes principais o gume secundário de corte.
Para furar madeira (geralmente são de três pontas e pretas, mas para diâmetros maiores usam-se brocas chatas, em forma de “pá”, com uma ponta central que serve de guia);
Para furar metal (com diâmetro constante, geralmente feitas de um material único, como “aço rápido” / HSS);
Para furar cimento / betão / alvenaria / pedra / tijolo e outros produtos cerâmicos (com uma pastilha mais larga na ponta, geralmente feita de um metal mais duro, como carboneto de tungsténio, denominado no Brasil “vídea” ou “widia”).

Existem ainda brocas especializadas para materiais como vidro, cerâmica vidrada, etc., bem como para abertura de sulcos ou outras operações além da perfuração (semelhantes a fresas).

6043 – Construção é Arte – Truques que os pintores de parede não contam


Mix de cores

Calcule a quantidade de latas de tinta que você vai usar. Se elas forem de lotes diferentes, pode haver uma diferença no tom da cor. Aí faça como os profissionais: misture tudo em um recipiente para igualar os tons e só então pinte.
Para cobrir o chão, jamais use plástico. Você vai acabar pisando na tinta úmida e sujando a casa. Quem conhece o assunto usa papelão ondulado, que é barato, absorve a tinta que cai e faz com que ela seque mais rapidamente.
Confira a previsão do tempo. Se o clima estiver muito úmido, a tinta não seca. Já se o ar estiver seco ou quente, a tinta não se espalha e a parede fica manchada. Por isso, evite dias com umidade menor de 10%.
Limpeza é fundamental para evitar manchas na nova pintura. Se a parede estiver somente suja, água e detergente nela. Se estiver com mofo, use água sanitária. O desenho lindo que aquela criança pintou na parede com caneta colorida pode ser apagado com álcool. Já os rabiscos de caneta esferográfica só saem mesmo lixando.
Compre a fita crepe mais grossa que você encontrar para cobrir o rodapé. Tire o pó para que a fita grude melhor, e passe uma régua para garantir a aderência. E nada de lambança: comece pintando o centro da parede para então puxar a tinta em direção ao rodapé. Assim o pincel chega mais “seco” no chão.
Vai pintar a porta? Preste atenção nas dobradiças! Para protegê-las, passe vaselina líquida, que vai deixálas oleosas e impedir que a tinta grude.
Proteja a moldura da janela com fita crepe, mas nem perca tempo cobrindo os vidros. Eles só sujam com os pingos da tintura do teto. Para evitar isso, não passe o rolo em direção à janela, role no sentido contrário. Se mesmo assim caírem gotas, é simples: passe uma espátula de plástico para remover a tinta quando já estiver seca.
Primeiro passe um pincel nos limites da parede. Antes de deixar a tinta secar, já complete a área com o rolo. Espere 3 horas e repita a aplicação. A segunda demão elimina as diferenças entre os cantos, que foram pintados com pincel, e o centro, pintado com rolo.

Veja os truques aqui no ☻Mega

6042 – São Paulo ganha novo navio de pesquisa oceanográfica


Navio por dentro

Após quatro anos, a pesquisa oceanográfica de São Paulo volta a ter um navio para chamar de seu. Batizado de Alpha Crucis –a estrela da constelação do Cruzeiro do Sul que representa o Estado na bandeira do Brasil-, ele foi apresentado ontem no porto de Santos.
A embarcação foi comprada em uma ação conjunta da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e levou 15 meses para ser reformada e equipada. Todo o processo custou US$ 11 milhões.
Com 64 m de comprimento, 11 m de de largura e média de 40 dias de autonomia no mar, a embarcação retoma as pesquisas interrompidas com a aposentadoria do navio Professor W. Besnard, em 2008.
Mesmo antes de encerrar suas operações, o Besnard já oferecia limitações. Por questões de segurança, não podia ir além de 370 km de distância da costa brasileira.
O navio tem sistema de estabilização que permite que ele fique parado ou siga uma linha reta sem interrupções. Isso é útil em estudos que requerem obedecer uma rota extremamente precisa.
Além disso, o navio tem ainda scanners e outros equipamentos que possibilitam uma varredura do fundo do mar, ajudando trabalhos sobre relevo, biodiversidade, petróleo e outros temas.
O Alpha Crucis já soma 39 anos em operação. Antes de chegar ao Brasil, ele pertenceu à Noaa (agência nacional de oceanos dos EUA) e à Universidade do Havaí. “Mas o navio está em excelentes condições. Além de ter sido extremamente bem cuidado, ele sofreu uma grande reforma antes de chegar até nós”, avaliou Nonato.
Antes de bater o martelo, a equipe visitou 18 outros navios. “Precisava ser um equipamento funcional e em condições de ser reformado para fazer pesquisa de ponta, mas ainda com um preço acessível”, explica Michel Mahiques, diretor do IO-USP.
O Alpha Crucis deve zarpar para sua primeira missão (um projeto da USP sobre fluxos de carbono na costa brasileira) no segundo semestre. Outras duas saídas estão programadas para 2012.
O navio também estará aberto a receber cientistas de outras instituições, que deverão submeter suas propostas a uma comissão científica.
Além do novo navio, um barco de porte menor, novinho em folha, também entrará em operação em breve. Com 27 metros, o Alpha Delphini está sendo construído em um estaleiro do Ceará e deve ficar pronto em setembro.
Primeira embarcação do gênero totalmente construída no Brasil, ela custou R$ 4,75 milhões. Os recursos são da Fapesp e da USP.
O Alpha Delplhini pode transportar até 12 pesquisadores e seis tripulantes, com autonomia de dez a 15 dias, dependendo do número de pessoas. Ele será usado em pesquisas mais próximas da costa.

6041 – Asteróide tira uma “fina” da Terra


Um asteroide recém-descoberto passou a poucos quilômetros (nas medidas espaciais, claro) da Terra na última terça-feira (29).
O 2012 KT42, de quase cinco metros de comprimento, passou a pouco mais 14 mil quilômetros do planeta. Um laboratório da Nasa disse que ele foi o sexto que mais se aproximou na história.
Esse foi também o segundo asteroide a passar esta semana próximo à Terra. Um outro objeto, medindo 21 metros viajou a 51.500 quilômetros do planeta na segunda-feira (28).
O asteroide “2012 KT42″ recentemente descoberto passou nesta terça-feira a 14 mil quilômetros sobre a superfície da Terra, informou o site especializada em astronomia “Spaceweather”.
O pequeno asteroide, de um diâmetro e entre 3 e 10 metros, voa dentro do cinturão Clark de satélites geo-sincrônicos, utilizado para os sistemas de comunicação.
A aproximação do asteroide “2012 KT42″ em relação à Terra é a sexta maior registrada. Mas, de acordo com a órbita estimada, os especialistas consideram que não há risco de colisão.
Diante do tamanho reduzido do astro, em caso de ele entrar na atmosfera, seria desintegrado totalmente em diminutos meteoritos.

6040 – Bactéria pré-histórica


Nome científico – Trichomonas gallinae

Tamanho – 0,001 mm

Onde vive – mundo todo

O protozoário Trichomonas gallinae afeta pombos, aves de rapina e galinhas. Ele causa feridas na boca, que se parecem a aftas, e, o mais cruel, é transmitido dos pais para os filhotes (devido ao hábito das aves de regurgitarem a refeição ou, no caso dos pombos, pela glândula que secreta para os filhotes uma substância parecida com leite). E essa praga aviária já fez vítimas maiores. O fóssil mais preservado de tiranossauro, uma fêmea apelidada de Sue escavada em 1990, que viveu entre 65,5 e 67 milhões de anos atrás, tem buracos na mandíbula que sempre intrigaram os cientistas. Estudando Sue e mais 60 fósseis com os mesmos problemas, um grupo de pesquisadores australianos e americanos concluiu que o tormento dos tiranossauros era o próprio T. gallinae, que nos dinos causava lesões ainda piores. Um parasita que sobreviveu à grande extinção do Jurássico?

6039 – Ameba Perigosa


Nome científico – Naegleria fowleri

Tamanho – 0,001 mm

Onde vive – mundo todo

Amebas são fascinantes. Elas não têm forma – modificam o próprio corpo para engolfar e comer bactérias, outros protozoários, alimentos no intestino de alguém, o que estiver dando sopa. Se você nadar numa piscina ou num lago contaminado, esta ameba entra pelo nariz e se alimenta do seu cérebro. Não há tratamento, e a probabilidade de morte é de 99%.

Um pouco +

É uma ameba de vida livre que pode ser encontrada na água ou solo, sendo a única espécie de Naegleria que pode infectar seres humanos, resultando na patologia conhecida como naegleríase.
A Naegleri fowleri está presente no mundo todo. Seus locais de proliferação mais comuns são lagos, rios e piscinas sem manutenção apropriada e pobremente clorificadas, além do solo. O protozoário prefere águas paradas e quentes.
Enquanto está na água, a ameba alimenta-se de algas e bactérias no fundo do corpo d’água.
A infecção por Naegleria é bastante rara. Ela ocorre quando a ameba entra no corpo através do nariz. Geralmente isso ocorre quando as pessoas estão nadando, mergulhando ou praticando outros esportes que envolvam a entrada de água no nariz, em ambientes infectados. A ameba então chega ao cérebro e lá destrói o tecido cerebral. A patologia é quase sempre fatal.

6038 – Biologia – Uma bactéria feminista


Nome científico – Gênero Wolbachia

Tamanho – 0,00015 mm

Onde vive – mundo todo

As bactérias do gênero Wolbachia atacam 60% dos insetos existentes na Terra. E odeiam machos. Odeiam tanto que os matam quando ainda são embriões. Se o macho nascer, é transformado em fêmea ao longo da vida. A Wolbachia também ajuda as fêmeas a se reproduzirem de forma assexuada. É que ela só se propaga por meio de óvulos.

6037 – Biologia – Uma vespa muito louca


Nome científico – família Braconidae

Tamanho – 1 mm a 4 cm

Onde vive – mundo todo

Esta vespa injeta veneno suficiente para paralisar, mas não matar, uma lagarta. Aí, as larvas da vespa nascem e se alimentam da lagarta viva. Mas o parasita tem um requinte de crueldade: junto com o veneno, ele injeta uma espécie de vírus que modifica o DNA da lagarta, tornando seu sistema imunológico incapaz de destruir as larvas.