7798 – História da Discoteca – O Village People


Vilage People

Na época das discotecas não havia certas “rotulagens” como nos dias atuais, onde as pessoas colocam o seu preconceito acima da Arte.
Num cenário então sem preconceitos na música surgiu o Village People, uma das mais consagradas bandas de Discoteca dos EUA.
Mais conhecido pelos seus mega-hits mundiais Macho Man e Y.M.C.A., ambos de 1978.
O grupo, surgido em boates gays nos Estados Unidos, foi criado entre 1976 e 1977 pelos produtores Jacques Morali e Henri Belolo. O nome originou-se do reduto gay de Nova Iorque na época, o Greenwich Village, e a banda ficou conhecida por apresentar-se com fantasias que evocavam símbolos de “masculinidade”: um policial (Victor Willis), um índio norte-americano (Felipe Rose), um cowboy (Jeff Olson), um operário (David “Scar” Hodo), um soldado (Alex Briley) e um motociclista (Glenn Hughes).
O sucesso aconteceu primeiro na Inglaterra, em 1977, com “San Francisco (You’ve Got Me)”. Nos Estados Unidos, o sucesso veio em 1978, com “Macho Man”. O grupo lançou também Y.M.C.A., In The Navy, Go West (regravada em 1993 pela dupla inglesa Pet Shop Boys) e várias outras que também alcançaram êxito. Em 1980, apareceram no filme baseado na história do grupo, chamado Can’t Stop the Music, que venceu e recebeu o troféu irônico Framboesa de Ouro, na categoria pior filme do ano.
Em 1995, Glenn Hughes foi substituído por Eric Anzalone. Os integrantes actuais do Village People são Felipe Rose (índio), Alex Briley (soldado), David “Scar” Hodo (operário), Jeff Olson (cowboy), Ray Simpson (policial, no lugar de Victor Willis) e Eric Anzalone (motociclista, no lugar de Glenn Hughes).
Em 2001, Glenn Hughes, o motociclista original do grupo, faleceu (vítima de câncer no pulmão). Jacques Morali, o fundador do grupo faleceu em 1991, vítima da AIDS. O produtor e empresário Henri Belolo continua actuando no mercado fonográfico, como um dos donos do selo francês Scorpio Music. A Black Scorpio, que nos anos 70 e 80 lançou os discos do Village People, é uma de suas afiliadas.

7770 – Mega Stars – Dione Warick


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Marie Dionne Warrick, 12 de dezembro de 1940) é uma cantora, atriz e apresentadora de TV norte-americana, mundialmente conhecida. É embaixadora das Nações Unidas da Organização para a Alimentação e Agricultura , e uma embaixadora dos Estados Unidos da saúde.
Com um toque mágico do maestro Burt Bacharach tememplacado sucessos. A partir de janeiro de 2013, Warwick está em segundo lugar atrás apenas de Aretha Franklin no hit parade da Bilboard. Warwick nasceu em East Orange, Nova Jersey, veio de uma família de cantores. Dionne mãe, tias e tios eram membros dos Cantores Drinkard, um renomado grupo musical evangélico. Suas primeiras performances foram televisionados em meados de 1950. Ela declarou em uma entrevista no The Biography Channel em 2002 que o bairro de East Orange “foi, literalmente, as Nações Unidas dos bairros. Tivemos todas as nacionalidades, todos os credos, todas as religiões ali na nossa rua.”
Foi premiada com uma bolsa de estudos em Educação Musical da Faculdade de Música Hartt , em Hartford, Connecticut (a escola em que ela recebeu seu Doutorado de Educação Musical em 1973).
Enquanto ela estava realizando fundo na gravação The Drifters da “Divórcio mexicano,” a voz de Warwick e da presença de estrelas foram notados pelo compositor da canção, Burt Bacharach , um Brill Building compositor que estava escrevendo músicas com muitos outros compositores, incluindo o letrista Hal David .
Meados dos anos 1960 a início de 1970 tornou-se um período de tempo ainda mais sucesso para Warwick, que viu uma série de álbuns mais vendidos de ouro e singles de sucesso Top 20 e Top 10.

Na quarta-feira 17 de setembro, 1969, CBS Television foi ao ar a primeira televisão de Dionne Warwick especial intitulada “O Dionne Warwick Chevy especial.” Dionne convidados eram Burt Bacharach, George Kirby , Glen Campbell , e Creedence Clearwater Revival .
Com a mudança para a Arista Records e do lançamento de seu certificado RIAA milhões de vendedor ” Eu nunca vou amar assim de novo “, em 1979, Dionne foi novamente desfrutando o sucesso topo das paradas. A canção foi produzida por Barry Manilow . O álbum de acompanhamento, Dionne , foi certificado de platina nos Estados Unidos por vendas superiores a um milhão de unidades. O álbum alcançou a posição # 12 na Billboard Album Chart e fez o Top 10 da Billboard álbuns de R & B.
Com a clássica “Déjà Vu”, Dionne se tornou a primeira artista feminina na história dos prêmios para ganhar nas duas categorias no mesmo ano. Seu álbum da Arista, 1980 é noite tão longa, vendeu 500.000 cópias nos EUA e contou com a faixa-título, que se tornou um grande sucesso – bater # 1 Adult Contemporary e # 23 na Billboard Hot 100 – e o álbum alcançou a posição # 23 na álbuns Billboard .

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Em 1985, outro grande momento, ela participou das gravações da música-evento We Are The World, com um time de artistas de primeira, já analisado em outro capítulo.
Uma longa e consagrada carreira com muitos importantes trabalhos, uma coleção de prêmios entre eles alguns Grammys; realmente uma artista top.

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7767 – Indústria do Marketing e a Saúde – Governo processa Cogumelo do Sol por publicidade enganosa


Alquimia na TV
Por suspeita de publicidade enganosa por parte da empresa Cogumelo do Sol Agaricus do Brasil, o Ministério da Justiça instaurou um processo administrativo para investigar o caso.
A denúncia partiu do Ministério Público de Minas Gerais, que entendeu não haver informações claras o suficiente na propaganda, o que poderia levar o consumidor ao erro de ver o produto como um medicamento, dotado de benefícios terapêuticos –e não da forma correta, na categoria de alimento.
“O principal neste caso é a falta de informação correta, o que é fundamental para o consumidor poder exercer o seu poder de escolha”, afirma Tamara Amoroso, coordenadora do departamento de proteção e defesa do consumidor do ministério.
A empresa tem dez dias para apresentar suas argumentações. A multa prevista nesta situação, desde que confirmada a denúncia, pode chegar a R$ 6,2 milhões.
A reportagem não conseguiu fazer contato com a empresa pelo 0800 disponível no site e não teve resposta no contato feito por e-mail.

☻ Nota do autor: Cuidado com propagandas de produtos que apregoam milagres. O elixir da longa vida ainda não foi descoberto. Desde o tempo dos alquimistas essa panaceia vem sido em vão procurada.

7750 – Tecnologias – Cadê o Rádio Digital?


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Ao longo do século 20, o rádio realizou uma das maiores revoluções da história das telecomunicações – levou informação a quem não tinha, ditou modas, derrubou governos. Agora, ele pretende mudar tudo de novo. Graças a novas tecnologias, programas de rádio estão conquistando todos os espaços e aparelhos que se puder imaginar: celulares, mp3 players, televisões e até satélites. Tudo isso com a promessa de um som perfeito, músicas sempre interessantes, opiniões que combinam com a sua e programas feitos só para você – sem chiados, sem jabás. As novas modalidades de rádio já ganharam milhões de adeptos por todo o mundo – até no Brasil. O problema são os formatos que precisam de um padrão, como as rádios digitais, por exemplo. Existem vários sistemas de transmissão e o governo deixou para as emissoras a tarefa de escolher o melhor – algumas estações até já começaram a fazer testes em São Paulo. A estimativa é que a completa digitalização da transmissão e recepção por aqui vá demorar ainda 10 anos. Mas, como em toda revolução, um dia ela chegará à sua casa.

Rádio digital
O que é: Parecido com o rádio comum, com a diferença que a informação é enviada em múltiplas ondas, que são depois sincronizadas pelo aparelho. O som sai sem interferências.
Revolução: Além de aumentar o número possível de emissoras, ele traz informações como, por exemplo, o nome da música que está tocando. O seu aparelho também pode gravar a música ou aumentar o volume quando tocar uma música do seu gosto.
Como usar: O rádio digital estreou no Brasil no dia 26 de setembro do ano passado. Por enquanto, o único efeito é uma ligeira melhora na qualidade do som, mas esperam-se muitas novidades para os próximos meses.

Rádio por satélite
O que é: Satélites a cerca de 35 mil km de altura emitem a programação recebida por aparelhos digitais.
Revolução: Viaje para qualquer região do país sem trocar de estação. Nos EUA, as transmissões já cobrem todo o território. O melhor é a variedade – o cardápio inclui de canais de opiniões políticas até estações que só tocam Elvis.
Como usar: Só indo para os EUA, onde as empresas XM e Sirius oferecem o serviço a uma mensalidade de cerca de 13 dólares. Alguns países da Europa, Ásia e África também têm um serviço, World Space, por 10 dólares por mês. Já o Brasil… bem, não há previsão para chegar aqui. Por enquanto, só a progamação bába das rádios comuns.

Rádio pelo celular
O que é: Celulares de 3a geração (3G), com mais velocidade e capacidade de armazenamento, recebem a programação da operadora de telefonia. Há também um programa, da empresa Mercora, que transmite as músicas do seu aparelho para outros celulares.
Revolução: Você terá sempre no bolso um aparelho que não só conecta várias rádios como pode virar de repente uma estação.
Como usar: A rádio Virgin, da famosa cadeia de lojas de discos, já transmite canais gratuitos para telefones da Europa e do Japão. No Brasil, aonde os primeiros aparelhos 4G acabaram de chegar, ainda não há um serviço que transmita estações de rádio.

Podcasting
O que é: Plugue o seu tocador de mp3 no computador e ele baixa automaticamente a última edição dos programas que você escolher – daí é só ouvir na hora e lugar em que quiser.
Revolução: Milhares de pessoas e companhias já criaram suas próprias miniemissoras, o que fez do formato uma espécie de versão radiofônica dos blogs. Coloque no rádio sua vida, suas opiniões, seu gosto musical ou o que der na telha.
Como usar: Softwares gratuitos como o iTunes (www.apple.com/br/itunes) acessam diretamente alguns serviços. Mas, se você quiser mais, pode procurar em http://www.ipodder.org.

WEB Rádios
A nova geração de rádios da internet já traz programação personalizada. Você avalia cada música, descarta as de que não gosta e a rádio adapta a programação ao seu gosto. A Last.fm vai além: compara os ouvintes e faz sugestões baseadas em pessoas com gosto semelhante ao seu.
Revolução: É quase o fim dos críticos de música. Para quê alguém precisa lhe dizer quais são os bons ou os maus lançamentos quando você tem uma rádio e uma comunidade gigantesca de pessoas dedicadas a oferecer canções do seu gosto?

O rádio, convenhamos, é mesmo um meio de comunicação do século passado, com seus chiados, falhas na transmissão, sintonia impossível em alguns locais e localização de estações por um processo que exige memorizar freqüências parecidas com fórmulas matemáticas. Ou melhor, era. Não porque esteja morrendo, mas sim porque está ressuscitando graças a uma nova tecnologia, a da transmissão digital. Sucesso no exterior, o novo sistema está em fase de testes no Brasil. Em agosto, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, deu sinal verde para que algumas redes – Sistema Globo de Rádio, Bandeirantes, Jovem Pan, RBS e Eldorado – iniciassem transmissões experimentais, que durarão pelo menos seis meses.
A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp) estima que o custo de migração de cada emissora ficará entre 50 000 e 150 000 dólares, dependendo do grau de digitalização existente na produção. “Como 70% das emissoras são de pequeno ou médio porte, a mudança será bastante gradual”, diz Nelia Del Bianco, professora da Universidade de Brasília e especialista em rádio digital.

O sistema adotado aqui, até agora, é o americano in-band on-channel (Iboc), que permite que as transmissões analógica e digital caminhem na mesma freqüência, sem necessidade de utilizar novos canais. Isso permite que o ouvinte continue a usar seu aparelho analógico atual, com chiado e interrupções. Mas quem comprar um rádio digital ouvirá AM com a qualidade de FM e FM com som de CD. O motivo é que as ondas analógicas convencionais sofrem a influência de fatores externos, como a presença de prédios ou nuvens carregadas. O sinal digital passa intacto por qualquer obstáculo.
A grande mudança, porém, não é simplesmente a qualidade superior do som. Segundo John Sykes, diretor do projeto de rádio digital da BBC, os ouvintes ingleses só passaram a comprar rádios digitais quando as emissoras lançaram novos programas. “Conteúdo novo é o estímulo mais potente para aumentar a demanda”, diz ele. Um equipamento simples para captar sinais digitais custa em torno de 250 dólares. Para que se justifique um investimento de mais de 500 reais por parte do consumidor, as emissoras terão de produzir algo especial. A rádio digital permite exatamente isso. Como os aparelhos têm tela de cristal líquido, as emissoras podem emitir informações por escrito, como nome da música e do cantor, previsão do tempo, dados sobre trânsito e propaganda. No futuro, poderão transmitir também imagens. Não como a televisão, antes que alguém pergunte. Basicamente, o canal digital servirá para mostrar gráficos e pequenos clipes. Haverá certamente maior segmentação, pois cada canal de rádio poderá transmitir até três programas simultaneamente. Com a superespecialização, surge inclusive a possibilidade de canais pagos, como acontece com a televisão.

Espera-se que as novas possibilidades do rádio digital sejam aproveitadas por um mercado cada vez mais segmentado. No passado, nem sempre isso aconteceu. A freqüência modulada, ou FM, foi lançada nos Estados Unidos na década de 1940. Embora transmitisse um som de qualidade superior à do rádio AM, tinha alcance mais limitado. Por isso, só foi despertar o interesse das emissoras brasileiras na década de 1970.
Embora a digitalização dos serviços radiofônicos seja considerada uma tendência mundial, ainda são poucos os países que operam o novo sistema – nas Américas, Estados Unidos, México e Canadá. “O Brasil foi um dos primeiros no mundo a usar o rádio como meio de comunicação. Agora, confirmamos nossa tendência ao pioneirismo”, gaba-se o diretor da Aesp, Antonio Rosa Neto. A questão, para o consumidor, é se essa primazia dará alternativas novas para o ouvinte.

Veja o que muda:
O som do rádio digital é superior?
A rádio AM passa a ter qualidade de FM; a rádio FM terá som de CD.

O sinal digital será transmitido em todo o território nacional?
Teoricamente, isso é possível, mas vai depender de cada emissora.

Será preciso jogar fora o aparelho atual?
Não. As emissoras brasileiras vão transmitir os dois sinais, o analógico e o digital.

Vai melhorar o som do aparelho convencional?
Não, porque o rádio analógico continuará recebendo o mesmo tipo de sinal.

O aparelho digital capta o sinal analógico?
Depende do aparelho. A maioria aceita os dois sistemas, sem que um interfira no outro.

Que outras vantagens tem o aparelho digital?
Os melhores modelos têm recursos como a gravação de músicas com registro de informações como autor e intérprete e a possibilidade de “voltar” para o começo de um programa que se pegou no meio.

Já existem aparelhos de rádio digital à venda no Brasil?
Ainda não. Algumas emissoras estão fazendo transmissões experimentais. Era Prevista a chegada de aparelhos ao mercado em 2006, mas até agora, nada!

7692 – Cinema – Velhinhos no Espaço


spacecowboys

Enredo:
Um militar da Força Aérea Americana, o comandante Frank Corvin (Clint Eastwood), que pertenceu a antiga Equipe Daedalus formado pelos militares: Frank Corvin, Hawk Hawkins, Jerry O’Neil e Tank Sullivan e que faziam parte do projeto pioneiro de lançamento dos primeiros astronautas americanos ao espaço e que foi cancelado em 1958, é chamado à última hora para “consertar”, no espaço, um antigo satélite soviético que está com diversos problemas técnicos de funcionamento e o motivo de sua presença no voo do “resgate” é porque ele é o único detentor do conhecimento do sistema e programa utilizado no equipamento, porém, Frank impõe só uma condição: levar consigo toda a sua equipe (a Daedalus) e o detalhe importante é que todos já estão aposentados e assim a missão de resgate torna-se difícil e arriscada
Em 1958, quatro jovens pilotos perderam a chance de ser os primeiros americanos no espaço, a então recém-criada NASA preferiu tripular a nave com um chimpanzé; mas 40 anos depois e já aposentados, eles são chamados às pressas por serem os únicos homens capazes de consertar um satélite russo do colapso. A ideia de colocar numa nave espacial 4 homens as voltas com o envelhecimento é boa, mas o filme abusa dos lugares comuns. Clint Eastwood dirigiu, também participa Tommy Lee Jones de MIB, Homens de Preto.

7682 – Cinema – O Mestre Sir Alfred Joseph Hitchcock


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(Leytonstone, Londres, 13 de agosto de 1899 — Bel Air, Los Angeles, 29 de abril de 1980)
Um cineasta inglês, considerado o mestre dos filmes de suspense, um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.
Alfred Hitchcock nasceu no bairro de Leytonstone, bairro no nordeste de Londres, filho de Emma e William Hitchcock. O seu pai vendia frutas e verduras e ele tinha mais dois irmãos.
A figura de seu pai esteve sempre presente. Quando ele tinha quatro ou cinco anos, ele o enviou à polícia com uma carta e um policial ao ler o relato trancou Hitchcock em uma cela por alguns minutos, dizendo: “Isto é o que se faz com as crianças más.”. Hitchcock nunca entendeu a razão para esta piada, porque seu pai o chamava de seu “cordeiro sem manchas”. Sua infância foi disciplinada, embora um pouco excêntrica. Solitário, estava sempre isolado mas atento ao que se passava à sua volta.
Seu pai era um comerciante autoritário da região de East End. Aqui começa o interesse do diretor pela questão da transgressão, presente em todos os seus filmes. Hitchcock raramente falava de sua mãe.
Em 1913 ele deixou a escola e passou a definir sua carreira profissional. Começou a estudar engenharia na School of Engineering and Navigation, e fez cursos de desenho no departamento de Belas Artes da Universidade de Londres, ao mesmo tempo, ajudando os pais em seu comércio. Foi então que descobriu um novo hobby para o seu tempo de lazer, o cinema, que estava começando a se estabelecer como uma das mais importantes atividades recreativas em Londres. A capital tinha mais de quatrocentos dispositivos de projeção, instalados no entorno de pistas de patinação.
Em 1920, aos vinte e um anos, o jovem leu em uma revista que uma empresa de cinema dos Estados Unidos, a Famous Players-Lasky Company, iria criar um estúdio em Londres. Hitchcock apresentou-se nos escritórios da Famous levando consigo alguns esboços de letreiros para filmes mudos que tinha projetado com a ajuda de seu chefe no departamento de publicidade da Henley. Imediatamente, a empresa o contratou como desenhista de letreiros, e quando salário que passou a ganhar no novo emprego lhe permitiu, ele deixá-lo o emprego na Henley. No primeiro ano trabalhou como letrista em vários filmes, e no ano seguinte passou a ser responsável por cenários e pequenos diálogos em novos filmes. Ele escrevia sob a direção de George Fitzmaurice, que também lhe ensinou as primeiras técnicas de filmagem.
Nos estúdios, Hitchcock conheceu Alma Reville, uma rapariga da mesma idade, nascida em Nottingham. Extremamente pequena e magra, e grande fã de cinema, ela trabalhou nos estúdios de uma empresa londrina desde os 16 anos, a Film Company, e logo passou a trabalhar na Famous. Alma e Hitchcock colaboraram em vários filmes dirigidos por Graham e Cutts, e em 1923 viajaram para a Alemanha para produzir um filme cujo roteiro ele mesmo havia escrito, The prude’s fall. No navio de retorno a Inglaterra, Hitchcock declarou-se a Alma e logo iniciaram um longo noivado.
Em 1925, Balcon lhe propôs dirigir uma co-produção anglo-alemã intitulada The Pleasure Garden. Era sua primera oportunidade como diretor. O resultado, agradou os dirigentes do estúdio e naquele mesmo ano ele veio a dirigir outros dois filmes The mountain eagle ( que não existe mais, o que apenas sobrou foram seis fotos) The Lodger: A Story of the London Fog, foi seu início no suspense, que mostra a história de uma família que desconfia que seu inquilino seja Jack, o Estripador. O três filmes estrearam em 1927.
Na estreia, os filmes foram bem recebidos pelo público e críticos. Neles, o diretor aparecia discretamente como figurante, sem ser incluído como parte do elenco ou roteiro, era a sua maneira de assinatura em seus filmes, que mais tarde se tornou tão popular. Aproveitando o sucesso, ele mudou de produtora, e no final de 1927 filmou The Ring, ele também assinava o roteiro do filme que foi produzido pela British International Pictures. Com este filme se tornou um dos diretores mais conhecidos da Inglaterra e deu início ao seu caminho para a fama internacional.
Em 1929, Hitchcock obteve o seu primeiro sucesso no Reino Unido com Blackmail, filme este que abriria um período de vários clássicos do suspense dirigidos por ele ainda em solo britânico.
Período em Hollywood
Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1955.
A estreia de Alfred Hitchcock em Hollywood foi com Rebecca (1940), que veio a vencer o Oscar de melhor filme. Este foi o único filme do diretor a ganhar um Oscar nessa categoria. A obra gira em torno do romance entre um rico viúvo e uma inocente jovem, que acabam se casando rapidamente. Tudo parecia perfeito, até que Rebecca, a falecida esposa, volta para assombrar a jovem. O elenco do filme contava com Laurence Olivier e Joan Fontaine.
Rope (Festim Diabólico / A Corda) de 1948, foi baseado na peça teatral de Patrick Hamilton. Embora não tenha sido seu primeiro filme como diretor e produtor, foi o primeiro em que recebeu o crédito por isso. Foi também o primeiro de uma série de filmes de sucesso estrelados por James Stewart. Baseado na história verídica do caso de Leopold e Loeb, dois assassinos, Rope é tido como tendo um conteúdo homossexual.
O filme Strangers on a Train (Pacto Sinistro / O Desconhecido do Norte-Expresso), de 1951, foi baseado no romance de Patricia Highsmith (que também escreveu The Talented Mr. Ripley (O Talentoso Ripley)) e apresentou sua filha Patricia Hitchcock em um pequeno papel. Foi seu primeiro filme distribuído pela Warner Bros e, anos mais tarde, seria fonte de inspiração para Throw Momma from the Train (Jogue a Mamãe do Trem), de 1987, com Billy Crystal e Danny DeVito. Segundo Roger Ebert, vencedor do Prêmio Pulitzer e crítico de filmes, Strangers on a Train era o melhor filme de todos os tempos.
No começo da década de 1950 a MCA e o agente Lew Wasserman, que tinha como clientes James Stewart e Janet Leigh, tiveram grande importância nos filmes de Hitchcock. Com a ajuda de Wasserman, Hitchcock teve grande liberdade criativa para trabalhar em seus filmes.
Em 1955, ganhou um programa de televisão chamado Alfred Hitchcock Presents. Tratava-se de um programa com vários episódios criminais que fez muito sucesso, servindo para aumentar ainda mais a sua popularidade.
Psycho (Psicose / Psico), de 1960, ajudou a mudar a abordagem cinematográfica sobre o terror, A reação do público foi impressionante, com filas que dobravam os quarteirões e muita gritaria na plateia nas cenas mais aterrorizantes. O filme teve como protagonista Janet Leigh, Anthony Perkins e Vera Miles, venceu o Globo de Ouro na categoria melhor atriz coadjuvante (Janet Leigh). O filme trouxe uma das cenas mais conhecidas da história do cinema, a famosa cena do chuveiro, quando a personagem de Janet Leigh é assassinada a facadas. O filme ficou na décima oitava posição entre os 100 melhores filmes do Instituto de Cinema Americano.
The Birds (Os Pássaros), de 1963 é baseado num conto de mesmo nome da escritora britânica Daphne Du Maurier e é protagonizado por Rod Taylor, Jessica Tandy e Tippi Hedren, esta última uma descoberta de Hitchcock. O filme inovou na trilha sonora e em efeitos especiais, e por este último motivo foi nomeado para o Oscar. Tippi Hedren, mãe da futura atriz Melanie Griffith, ganhou o Globo de Ouro.
Topaz (Topázio), filmado entre 1968 e 1969, fala sobre a Guerra Fria, e conta a história de um espião, com roteiro baseado no livro de mesmo nome escrito por Leon Uris. Foi um filme que não trouxe nenhuma grande estrela, na verdade, apenas nomes desconhecidos. Muitos acreditam que Hitchcock não quis chamar nenhuma estrela de Hollywood para este filme após alguns conflitos com Paul Newman em seu último filme.
Em 1972 Hitchcok lançou Frenzy (Frenesi / Frenzy, Perigo na Noite), um thriller sobre crime que trouxe pela primeira vez cenas de nudez e palavras de baixo calão em um de seus filmes.
O seu último filme foi Family Plot (Trama Macabra / Intriga em Família) com Karen Black e Bruce Dern. Data de 1976.
Morte
Em 1980 Alfred Hitchcock recebeu a KBE da Ordem do Império Britânico, das mãos da Rainha Elizabeth II. Ele morreu quatro meses depois, de insuficiência renal, em sua casa em Los Angeles.
O suspense de Hitchcock trouxe inovações técnicas nas posições e movimentos das câmeras, nas elaboradas edições e nas surpreendentes trilhas sonoras que realçam os efeitos de suspense e terror.
O vilão inocente
Um dos recursos de suspenses mais utilizados por Hitchcock é o do vilão inocente, através dele um inocente é erroneamente acusado ou condenado por um crime e que, para se ver livre, acaba assumindo a missão de perseguir e encontrar o real culpado.
Hitchcock usou em vários de seus filmes o que é conhecido como cameo (literalmente camafeu, significando uma “participação especial”, em português), onde uma pessoa famosa aparece em um filme. Porém, nos filmes de Hitchcock, quem aparecia era ele próprio. Ele é visto em aparições breves, geralmente no início de seus filmes. Para não distrair o público do enredo principal, no decorrer de sua obra o diretor passou a aparecer logo no início dos filmes.
Alguns exemplos de aparições de Hitchcock são:
Rear Window (pt./br. Janela Indiscreta) – aparece dentro do apartamento do pianista
Psycho (pt. Psycho / br. Psicose) – passa a frente do escritório de Marion trabalho com chapéu de cowboy
Torn Courtain (pt./br. Cortina Rasgada) – aparece logo aos oito minutos segurando um bebê no hall do hotel em que os protagonistas se hospedam.
Frenzy (pt. Frenesim /br. Frenesi) – aparece no início do filme, no meio da multidão que está às margens do rio quando um corpo da vítima aparece boiando.

O MacGuffin é um conceito original nos filmes de Hitchcock, um termo usado pelo cineasta para inserir um objecto que serve de pretexto para avançar na história sem que ele tenha muita importância no conteúdo da mesma. O MacGuffin de Psycho é o dinheiro roubado do patrão. O dinheiro só serve para conduzir a personagem Marion Crane até o Motel Bates, mas ao chegar ao motel o dinheiro perde a importância no desenrolar da história. Já o MacGuffin de Torn Courtain é a fórmula que possibilitaria a construção de um antimíssil. É para conseguir a fórmula que o personagem principal parece desertar para Berlim Oriental, é seguido pela noiva e daí desenvolve-se o enredo.

Principais prêmios
Alfred Hitchcock recebeu o Prêmio Irving Thalberg da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood pelo conjunto de sua obra; entretanto, apesar de indicado seis vezes ao Oscar, cinco vezes como melhor diretor e uma como melhor produtor, jamais recebeu a cobiçada estatueta, juntando-se a outro gênio cinematográfico também nunca agraciado com o prêmio máximo da academia, Stanley Kubrick.
Suas seis indicações aos Oscar foram pelos filmes Rebecca (1940), Lifeboat (1944), Spellbound (1945), Rear Window (1954) e Psycho (1960), como diretor; e Suspicion (1941), como produtor.
É considerado pelo The Screen Directory, uma publicação sobre cinema, como o “maior diretor de todos os tempos”.

Oscar
Ano Categoria Filme Resultado
1941 Melhor diretor Rebecca Indicado
1945 Melhor diretor Lifeboat Indicado
1946 Melhor diretor Spellbound Indicado
1955 Melhor diretor Rear Window Indicado
1961 Melhor diretor Psycho Indicado
1968 Prêmio Irving Thalberg Venceu

7632 – O Cinema Viaja no Tempo


SUPER-HOMEM
Richard Donner, 1978

– Volta o tempo em alguns minutos em 1978
Para evitar o ataque nuclear que mata Lois Lane, o Super-Homem voa em torno da Terra numa velocidade tão alta que inverte sua rotação. Assim, regride o tempo em alguns minutos e salva sua amada. Foi o método mais tosco já criado no cinema: o tempo não voltaria e um megaterremoto destruiria a superfície terrestre, que seria ainda lavada por um tsunami inimaginável.

DE VOLTA PARA O FUTURO 1
Robert Zemeckis, 1985

– De 1985 para 1955
O cientista Doc Brown cria em 1985 uma máquina do tempo ao instalar um “capacitor de fluxo”, movido a plutônio, num esportivo DeLorean. Basta passar dos 140 km/h para o equipamento transportar o passageiro ao tempo desejado. O problema começa quando o adolescente Marty McFly chega por acidente ao ano de 1955 e estraga o momento em que seus pais se conheceriam.

FEITIÇO DO TEMPO
Harold Ramis, 1993

– O dia 2 de fevereiro de 1993 se repete.
O repórter Phil Connors precisa cobrir um evento enfadonho: a aparição de um roedor capaz de prever a duração do inverno. Mas eis que Phil acorda, e o dia se repete. Ao perceber que isso continuará a acontecer, Phil passa a se dedicar a atividades como aprender francês e a esculpir. Segundo o diretor, o repórter passou ao menos 10 anos vivendo o mesmo dia.

O EXTERMINADOR DO FUTURO 1
James Cameron, 1984

– De 2029 para 12 de maio de 1984
Em 2029, a Terra é dominada pelo computador Skynet. Sua única ameaça é John Connor, líder da resistência humana. Para evitar que Connor nasça, Skynet envia a 1984 o ciborgue T-101, com objetivo de matar sua mãe. A máquina é o Time Displacement Equipment, capaz de transportar só tecidos vivos e o material do qual são feitos os exterminadores.

MEIA-NOITE EM PARIS
Woody Allen, 2011

– De 2011 para 1920 e de 1920 para 1890
Sozinho e bêbado numa esquina parisiense enquanto sua noiva se diverte com outros, o escritor americano Gil Pender pega carona num antigo Peugeot Landaulet 184 que o transporta para a Paris da década de 1920 – e encontra ídolos como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Salvador Dalí. Mais tarde, pega uma carruagem que o leva à Belle Époque, na década de 1890.

A MÁQUINA DO TEMPO
George Pal, 1960

– De 1899 para 802 701, e de volta
No fim do século 19, um aventureiro inventa uma máquina capaz de levá-lo ao passado e ao futuro. De 1899 ele parte para o século 20, mas, para fugir da bomba nuclear que eliminará a humanidade, avança 800 milênios e encontra na Terra seres chamados Elois, que servem de alimento para Morlocks subterrâneos. É baseado no livro de H. G. Wells de 1895.

STAR TREK 4
Leonard Nimoy, 1986

– De 2286 para 1986
Para catapultar a espaçonave Ave de Rapina do ano de 2286 para 1986 com uma supervelocidade, o capitão Kirk aproveita a força gravitacional do Sol, fazendo uma manobra em torno do astro – é o chamado de Efeito Estilingue. Seu objetivo é resgatar uma baleia jubarte, único ser capaz de decifrar as mensagens emitidas por uma sonda prestes a destruir a vida na Terra.


PLANETA DOS MACACOS

Franklin Schaffner, 1968

– De 1972 a 3978
Uma equipe de astronautas é posta em hibernação induzida em 1972 a bordo de uma espaçonave quase tão rápida quanto a luz. Eles viajam por 2006 anos – que parecem apenas 18 meses por conta da dilatação do tempo – até que um acidente os faz chegar num planeta onde humanos vivem primitivamente, subjugados por outros primatas civilizados. Esse planeta é a Terra.

 

7607 – Whitney Houston ganha 4 estátuas de cera no Madame Tussauds


Ela merece...!!
Ela merece…!!

Quase um ano após sua morte, a cantora Whitney Houston é homenageada pelo museu Madame Tussauds. Quatro estátuas da cantora foram feitas e serão distribuidas pelas filiais de Nova York, Washington, Hollywood e Las Vegas.
É a primeira vez que o famoso museu de cera cria quatro estátuas diferentes para uma mesma pessoa.
No dia 11 de fevereiro de 2012, Houston foi encontrada morta em um quarto de hotel em Los Angeles.
A autópsia confirmou que a cantora morreu após se afogar na banheira do quarto, depois de consumir cocaína.
As estátuas representam quatro fases da vida de Whitney Houston.
A filial do museu de Washington fica com a estátua que representa o show de Houston no Superbowl, em 1991. Hollywood ganha a personagem da atriz em “O Guarda-Costas”, seu filme de maior sucesso.
Em Las Vegas, fica exposta a estátua em que Whitney está mais nova, quando lançou a música “I Wanna Dance with Somebody (Who Loves Me)”, de 1988. E Nova York recebe a estátua mais recente da cantora, de um ensaio fotográfico realizado em 2009.
A cunhada de Whitney, Pat Houston, falou sobre a homenagem em comunicado oficial:
“Foi uma honra quando o Madame Tussauds nos abordou em relação à criação de quatro figuras de cera de Whitney. […] É algo que esperamos que seus fãs apreciem.”

7590 – Por que ler dá sono?


Não é ler um livro que dá sono, claro, mas substâncias químicas que agem no corpo. Uma delas é a adenosina, que se acumula ao longo do dia. Quanto mais adenosina, maior o sono, explica o diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre. Ou seja, o problema, na verdade, é a hora da leitura. Experimente ler em outro horário. Você pode até sentir preguiça, não conseguir nem virar a página e se entediar. Mas não terá sono.
Já a segunda substância envolvida é a melatonina. Ela regula o sono, pois é liberada quando o ambiente escurece. Por isso dormimos, normalmente, à noite. E, como a luz inibe a produção de melatonina, quem lê no tablet, por exemplo, tende a sentir menos sono do que quem lê no papel. É por esse mesmo motivo que é mais fácil passar horas na internet ou vendo televisão do que ler um bom livro de madrugada. Não se sinta culpado se a TV estiver mais agradável às 4h.

Dicas para não dormir
Começou a bocejar? Levante e dê uns pulinhos. Estar acordado é reagir a estímulos, e esse pequeno exercício nada mais é do que um estímulo motor. De quebra, vai ajudar a quebrar a monotonia.

Ler em voz alta exercita outras partes do cérebro, como o lobo temporal (relacionado à audição) e o lobo frontal (relacionado à produção da fala), e vai acabar com aquela preguiça momentânea.

Leia sentado. É lógico: a não ser que você tenha problema na coluna, é mais difícil dormir sentado do que deitado, já que, para dormir, é preciso relaxar toda a musculatura, o que não ocorre sentado.

7584 – De onde vêm os nomes das notas musicais?


Quem batizou as notas musicais foi o monge beneditino italiano Guido d’Arezzo. Ainda no século 11, ele nomeou a escala ao se inspirar num hino a São João Batista, composto por outro monge, Paolo Diacono, três séculos antes.
Para entender a lógica, basta pular o primeiro verso e depois pegar a primeira sílaba de cada frase para reconhecer as notas – (Ut), Re, Mi, Fa, Sol, La e S. O Si ele adaptou, juntando as primeiras duas letras de Sancte e Iohannes. Cinco séculos depois, incomodado com o som da primeira sílaba, o músico Giovanni Maria Bononcini incrementou uma mudança. Excluiu o Ut e trocou pelo Do, de Dominus (Senhor). E, com essa benção celestial, sacramentou a nomenclatura das notas musicais.
“Ut queant laxis… resonare fibris… mira gestorum… famuli tuorum… solve polluti… labii reatum… Sancte Iohannes.”

Desde a Antiguidade, o padrão era usar letras para as notas. (O nosso sistema que é exceção, aliás. Começou com a loucura do monge e se espalhou principalmente para os países latinos.) Em países anglófonos, as notas são representadas por letras: C, D, E, F, G, A e B (ou H). Essa é uma das designações mais antigas, que nós usamos também em cifras. Mas o alfabeto grego arcaico, por exemplo, também já foi usado.

7553 – Mega Classics -Ludwig van Beethoven


Beethoven_Hornemann

(17 de dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos. “O resumo de sua obra é a liberdade”, observou o crítico alemão Paul Bekker (1882-1937), “a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida”.
Sua família era de origem flamenga, cujo sobrenome significava horta de beterrabas e no qual a partícula van não indicava nobreza alguma. Seu avô, Lodewijk Van Beethoven – também chamado Luís na tradução -, de quem herdou o nome, nasceu na Antuérpia, em 1712, e emigrou para Bonn, onde foi maestro de capela do príncipe eleitor. Descendia de artistas, pintores e escultores, era músico e foi nomeado regente da Capela Arquiepiscopal na corte da cidade de Colónia. Foi dele que Beethoven recebeu as suas primeiras lições de música, o qual o pretendeu afirmar como menino prodígio ao piano, tal seria a facilidade demonstrada desde muito cedo para tal. Por isso o obrigava a estudar música todos os dias, durante muitas horas, desde os cinco anos de idade. No entanto, seu pai terminou consumido pelo álcool, pelo que a sua infância se manifestou como infeliz.
Sua mãe, Maria Magdalena Kewerich (1746-1787), era filha do chefe de cozinha do príncipe da Renânia, Johann Heinrich Keverich. Casou-se duas vezes. O primeiro marido foi Johann Leym (1733-1765). Tiveram apenas um filho, Johann Peter Anton, que nasceu e morreu em 1764. Depois da morte do marido, Magdalena, viúva, casou-se com Johann van Beethoven (1740-1792). Tiveram sete filhos: o primeiro, Ludwig Maria, que nasceu e morreu no ano de 1769; o segundo Ludwig van Beethoven (1770-1827), o compositor, que morreu com 56 anos; o terceiro, Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) que também tinha dotes para a música e que morreu com 41 anos; o quarto, Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 anos; a quinta, Anna Maria, que nasceu e morreu em 1779; o sexto, Franz Georg (1781-1783), que morreu com dois anos de idade e a sétima, Maria Magdalena (1786-1787), que morreu com apenas um ano de idade. Portanto, Beethoven — que foi o terceiro filho da sua mãe e o segundo do seu pai — teve sete irmãos, quatro dos quais morreram na infância. Quanto aos irmãos vivos, Beethoven foi o primeiro, Kaspar foi o segundo e Nicolaus o terceiro.
Ele nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou talento excepcional para a música. Com apenas oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe (1748-1798), o melhor mestre de cravo da cidade, que lhe deu uma formação musical sistemática, levando-o a conhecer os grandes mestres alemães da música. Numa carta publicada em 1780, pela mão de seu mestre, afirmava que seu discípulo, de dez anos, dominava todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e que o apresentava como um segundo Mozart.
Compôs as suas primeiras peças aos onze anos de idade, iniciando a sua carreira de compositor, de onde se destacam alguns Lieder. Os seus progressos foram de tal forma notáveis que, em 1784, já era organista-assistente da Capela Eleitoral, e pouco tempo depois, foi violoncelista na orquestra da corte e professor, assumindo já a chefia da família, devido à doença do pai – alcoolismo. Foi nesse ano que conheceu o jovem Conde Waldstein, a quem mais tarde dedicou algumas das suas obras, pela sua amizade. Este, percebendo o seu grande talento, enviou-o, em 1787, para Viena, a fim de estudar com Joseph Haydn. O Arquiduque de Áustria, Maximiliano, subsidiou então os seus estudos. No entanto, teve que regressar pouco tempo depois, assistindo à morte de sua mãe. A partir daí, Ludwig, com apenas dezessete anos de idade, teve que lutar contra dificuldades financeiras, já que seu pai tinha perdido o emprego, devido ao seu já elevado grau de alcoolismo.
Em 1792, já com 21 anos de idade, muda-se para Viena onde, afora algumas viagens, permanecerá para o resto da vida. Foi imediatamente aceito como aluno por Joseph Haydn, o qual manteve o contacto à primeira estadia de Ludwig na cidade. Procura então complementar mais os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e Albrechtsberger, que era maestro de capela na Catedral de Santo Estêvão. Tornou-se então um pianista virtuoso, cultivando admiradores, os quais muitos da aristocracia. Começou então a publicar as suas obras (1793-1795). O seu Opus 1 é uma colecção de 3 Trios para Piano, Violino e Violoncelo. Afirmando uma sólida reputação como pianista, compôs suas primeiras obras-primas: as Três Sonatas para Piano Op.2 (1794-1795). Estas mostravam já a sua forte personalidade.

Surdez
Em 1792, já com 21 anos de idade, muda-se para Viena onde, afora algumas viagens, permanecerá para o resto da vida. Foi imediatamente aceito como aluno por Joseph Haydn, o qual manteve o contacto à primeira estadia de Ludwig na cidade. Procura então complementar mais os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e Albrechtsberger, que era maestro de capela na Catedral de Santo Estêvão. Tornou-se então um pianista virtuoso, cultivando admiradores, os quais muitos da aristocracia. Começou então a publicar as suas obras (1793-1795). O seu Opus 1 é uma colecção de 3 Trios para Piano, Violino e Violoncelo. Afirmando uma sólida reputação como pianista, compôs suas primeiras obras-primas: as Três Sonatas para Piano Op.2 (1794-1795). Estas mostravam já a sua forte personalidade.
Consultou vários médicos, inclusive o médico da corte de Viena. Fez curativos, usou cornetas acústicas, realizou balneoterapia, mudou de ares; mas os seus ouvidos permaneciam arrolhados. Desesperado, entrou em profunda crise depressiva e pensou em suicidar-se.

“Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!”

Embora tenha feito muitas tentativas para se tratar, durante os anos seguintes, a doença continuou a progredir e, aos 46 anos de idade (1816), estava praticamente surdo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Ludwig jamais perdeu a audição por completo, muito embora nos seus últimos anos de vida a tivesse perdido, condições que não o impediram de acompanhar uma apresentação musical ou de perceber nuances timbrísticas.
Em 2 de Abril de 1800, a sua Sinfonia nº1 em Dó maior, Op. 21 faz a sua estreia em Viena. Porém, no ano seguinte, confessa aos amigos que não está satisfeito com o que tinha composto até então, e que tinha decidido seguir um novo caminho. Em 1802, escreve o seu testamento, mais tarde revisto como O Testamento de Heilingenstadt, por ter sido escrito na localidade austríaca de Heilingenstadt, então subúrbio de Viena, dirigido aos seus dois irmãos vivos: Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) e Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848).
Depois de 1812, a surdez progressiva aliada à perda das esperanças matrimoniais e problemas com a custódia do sobrinho levaram-no a uma crise criativa, que faria com que durante esses anos ele escrevesse poucas obras importantes.
Neste espaço de tempo, escreve a Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op.92, entre 1811 e 1812, a Sinfonia nº 8 em Fá Maior, Op.93, em 1812, e o Quarteto em Fá Menor, Op.95, intitulado de Serioso, em 1810.
A partir de 1818, Ludwig, aparentemente recuperado, passou a compor mais lentamente, mas com um vigor renovado. Surgem então algumas de suas maiores obras: a Sonata nº 29 em Si bemol Maior, Op.106, intitulada de Hammerklavier, entre 1817 e 1818; a Sonata nº 30 em Mi Maior, Op.109 (1820); a Sonata nº 31 em Lá bemol Maior, Op.110 (1820-1821); a Sonata nº 32 em Dó Menor, Op.111 (1820-1822); as Variações Diabelli, Op.120 (1819. 1823), a Missa Solemnis, Op.123 (1818-1822).
A culminância destes anos foi a Sinfonia nº 9 em Ré Menor, Op.125 (1822-1824), para muitos a sua maior obra-prima.
Os anos finais de Ludwig foram dedicados quase exclusivamente à composição de Quartetos para Cordas. Foi nesse meio que ele produziu algumas de suas mais profundas e visionárias obras, como o Quarteto em Mi bemol Maior, Op.127 (1822-1825); o Quarteto em Si bemol Maior, Op.130 (1825-1826); o Quarteto em Dó sustenido Menor, Op.131 (1826); o Quarteto em Lá Menor, Op.132 (1825); a Grande Fuga, Op.133 (1825), que na época criou bastante indignação, pela sua realidade praticamente abstrata; e o Quarteto em Fá Maior, Op.135 (1826).
De 1816 até 1827, ano da sua morte, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. Sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia, assim como projectava escrever um Requiem. Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anonimamente em uma vala comum (o que era o costume na época), 20.000 cidadãos vienenses enfileiraram-se nas ruas para o funeral de Beethoven, em 29 de março de 1827. Franz Schubert, que morreu no ano seguinte e foi enterrado ao lado de Beethoven, foi um dos portadores da tocha. Depois de uma missa de réquiem na igreja da Santíssima Trindade (Dreifaltigkeitskirche), Beethoven foi enterrado no cemitério Währing, a noroeste de Viena. Seus restos mortais foram exumados para estudo, em 1862, sendo transferidos em 1888 para o Cemitério Central de Viena.
Há controvérsias sobre a causa da morte de Beethoven, sendo citados cirrose alcoólica, sífilis, hepatite infecciosa, envenenamento, sarcoidose e doença de Whipple.
Amigos e visitantes, antes e após a sua morte haviam cortado cachos de seus cabelos, alguns dos quais foram preservadas e submetidos a análises adicionais, assim como fragmentos do crânio removido durante a exumação em 1862.
Algumas dessas análises têm levado a afirmações controversas de que Beethoven foi acidentalmente levado à morte por envenenamento devido a doses excessivas de chumbo à base de tratamentos administrados sob as instruções do seu médico.
A sua vida artística poderá ser dividida – o que é tradicionalmente aceitado desde o estudo, publicado em 1854, de Wilhelm von Lenz – em três fases: a mudança para Viena, em 1792, quando alcança a fama de brilhantíssimo improvisador ao piano; por volta de 1794, se inicia a redução da sua acuidade auditiva, fato que o leva a pensar em suicídio; os últimos dez anos de sua vida, quando fica praticamente surdo, e passa a escrever obras de carácter mais abstrato.

Obras:
Nove sinfonias, dentre elas a Nona, sua última sinfonia, a que mais se consagrou no mundo inteiro
Cinco concertos para piano
Concerto para violino
“Concerto Tríplice” para piano, violino, violoncelo e orquestra
32 sonatas para piano (ver abaixo relação completa das sonatas):
16 quartetos de cordas´
1 septeto de cordas para piano
Dez sonatas para violino e piano
Cinco sonatas para violoncelo e piano
Doze trios para piano, violino e violoncelo
“Bagatelas” (Klenigkeiten) para piano, entre as quais a famosíssima Bagatela para piano “Für Elise” (“Para Elisa”)
Missa em Dó Maior
Missa em Ré Maior (“Missa Solene”)
Oratório “Christus am Ölberge”, op. 85 (“Cristo no Monte das Oliveiras”)
“Fantasia Coral”, op. 80 para coro, piano e orquestra
Aberturas
Danças
Ópera Fidelio
Canções

7552 – Música está uma “bába” – Nunca foi tão repetitiva


Que Baaaaaba! Ai que saudade da Pool!!
Que Baaaaaba! Ai que saudade da Pool!!

Eu quero tchu, eu quero tchá. Lê lê lê, lê lê lê. Tchetchereretetê. Você já teve a impressão de que as músicas estão conseguindo ficar cada vez mais ridículas e repetitivas?
Cientistas do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial, na Espanha, analisaram 460 mil canções gravadas nos últimos 50 anos e concluíram: sim, a música está ficando mais repetitiva. Isso acontece porque os compositores criam melodias cada vez mais parecidas e as gravações usam menos instrumentos.
Os pesquisadores chegaram a esse resultado usando um software que analisa a composição sonora das músicas. Mas por que a música está mais repetitiva, afinal? O estudo não apresenta uma explicação, mas os cientistas arriscam um palpite: preguiça dos compositores. “Mesmo usando menos recursos, eles são capazes de provocar emoções e respostas equivalentes às de 50 anos atrás”, diz Joan Serrà, líder do estudo.

Gosto não se discute, se lamenta…

O que aconteceu – As músicas têm menos notas e/ou melodia e arranjos mais simples.
Como perceber? Ouça o single de 1980 abaixo e compare com as músicas de hoje:

7547 – Música – SOUL II SOUL: INFLUÊNCIA NOS ANOS 80 E 90


Soul II Soul

Apesar de ter surgido no final dos anos 80, um dos nomes mais influentes da música naquela década e na seguinte foi o Soul II Soul.
O grupo, liderado por Jazzie B, deu um novo tempero ao R&B e alcançou o sucesso com o lançamento de “Keep on Movin'”, seu terceiro single, lançado em 1989. Tendo Caron Wheeler nos vocais, o hit entrou rapidamente na parada Top Ten na Inglaterra, país de origem do Soul II Soul. Em seguida foi a vez de “Back To Life” conseguir o mesmo sucesso.
Na Inglaterra, o primeiro álbum recebeu o título de Club Classics Vol.1.; na América foi chamado de Keep on Movin’.
Antes de gravarem o segundo álbum, Caron Wheeler deixou o Soul II Soul para seguir carreira solo. Mesmo sem a sua participação, o álbum chegou ao primeiro lugar na parada britânica imediatamente após o lançamento.
Inúmeros artistas se inspiraram no que se chamou de “ritmo Soul II Soul”. O grupo teve nos anos 90 influência semelhante a de Afrika Bambaataa e seu clássico “Planet Rock” nos anos 80. Ambos tiveram grande importância para o R&B e Hip-Hop.

7546 – Cinema – Amargo Pesadelo


História
Quatro amigos, Ed Gentry (Jon Voight), Lewis Medlock (Burt Reynolds), Bobby Trippe (Ned Beatty) e Drew Ballinger (Ronny Cox), decidem descer de canoa um rio das florestas da Geórgia, antes que toda a região se transforme em uma represa. Depois de advertências dos habitantes locais, Drew participa de um Duelo de Banjos com um menino mudo e então eles iniciam a viagem. Inicialmente se exultam com a beleza da natureza e a emoção inicial das correntezas. No entanto, no dia seguinte, as coisas começam a tomar um rumo pior, quando Bobby e Ed decidem descansar na margem, depois de se separarem de Lewis e Drew. Dois montanheses armados saem da floresta, amarram Ed e um deles estupra Bobby. Lewis e Drew os resgatam, mas o ataque que sofreram muda totalmente o clima da viagem. Além disso o rio fica cada vez mais perigoso.

– Sam Peckinpah tinha interesse em levar a estória de James Dickey ao cinema, mas John Boorman foi mais rápido ao assegurar os direitos de sua adaptação para o cinema.
– Para minimizar os custos de produção o filme não teve dublês, obrigando os atores a realizar todas as suas cenas.
– O diretor John Boorman tentou contratar os atores Marlon Brando, James Stewart e Henry Fonda para interpretar o personagem Lewis Medlock. Todos recusaram a proposta devido a exigência de rodar suas próprias cenas perigosas no filme.
– Burt Reynolds fraturou uma costela ao realizar uma de suas cenas.
– O orçamento de
Amargo Pesadelo
foi de US$ 2 milhões.

Título original – Deliverance
Ano: 1972

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7533 – Artes – Madama Butterfly


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É uma ópera em três atos (originalmente em dois atos) de Giacomo Puccini, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado no drama de David Belasco, o qual por sua vez se baseia numa história escrita pelo advogado americano John Luther Long. Estreou no teatro Scala de Milão a 17 de fevereiro de 1904. É sobre um tenente da marinha que se apaixona por uma gueixa. A trama da ópera recebeu, mais tarde, uma citação na peça teatral chamada M. Butterfly, cuja história, apesar de bastante diferente, também fala de um amor ilusório. Neste caso, apenas o nome Butterfly faz a ligação entre as duas histórias.

Cio-Cio-San (Butterfly) (uma gueixa) soprano
Suzuki (aia de Butterfly) mezzo-soprano
B.F. Pinkerton, (Lugar-tenente da marinha dos Estados Unidos) tenor
Sharpless, (Cônsul dos Estados Unidos em Nagasaki) barítono
Goro, (nakodo) (Agente imobiliário e matrimonial) tenor
Príncipe Yamador, (prometido à mão de Cio-Cio-Sam) barítono
Um bonzo, (monge budista), (tio de Cio-Cio-Sam) baixo
Comissário Imperial baixo
Um notário barítono
Kate Pinkerton, (esposa americana de Pinkerton) mezzo-soprano
A história se passa em Nagasaki, Japão, por volta de 1900.

O Japão era um país quase totalmente isolado do resto do mundo, até que por volta de 1870 um presidente americano mandou uma expedição de reconhecimento a Sua Majestade Imperial, cujo intuito era forjar laços de amizade com o Império do Sol Nascente. Nas décadas que se seguiram, vários oficiais da marinha americana visitaram o Japão e contraíram matrimônios temporários com jovens japonesas. A história de Cio-Cio-San (Butterfly, ou Borboleta), portanto, se baseia em fatos reais, e descreve as trágicas consequências de um desses matrimônios contraídos com leviandade.
Benjamin Franklin Pinkerton, oficial da marinha dos Estados Unidos em Nagasaki, acaba de fazer um excelente negócio: comprou não somente uma casa na colina, com vista para o mar e o porto de Nagasaki, mas também leva de brinde uma gueixa, Cio-Cio-San, garota de apenas quinze anos de idade, que irá morar com ele na casa. Goro, o agente imobiliário e matrimonial, mostra a Pinkerton sua nova casa, quando chegam Suzuki, sua nova serva, aia de Butterfly, e Sharpless, cônsul dos Estados Unidos em Nagasaki. Pinkerton oferece um uísque ao amigo, e explica a ele o negócio que acaba de fazer. Sharpless o adverte, porém, de que seria um grande pecado machucar os sentimentos da garota, que parece acreditar na seriedade desse casamento e está perdidamente apaixonada por ele. Pinkerton, numa atitude discriminatória e ignorante, ergue um brinde ao dia em que se casará de verdade com uma esposa americana.

Chega Butterfly com suas amigas, que cantam um hino à beleza da paisagem e à ternura das garotas do Japão, enquanto Cio-Cio-San canta seu amor por Pinkerton. Chegam convidados, os parentes todos de Butterfly, com exceção do tio, um monge budista que se opõe a esse casamento. Butterfly, porém, confessa que visitou a missão americana em Nagasaki e se converteu à religião de Pinkerton – prova da sinceridade dos seus sentimentos.
A cerimônia de casamento de Butterfly e Pinkerton é interrompida pela chegada do tio bonzo, que ficou sabendo que Butterfly havia renunciado à fé dos seus antepassados, e lança uma maldição contra ela. Butterfly chora, mas é consolada pelo marido. Os convidados se retiram, e Butterfly e Pinkerton estão finalmente a sós. A noite cai. Segue-se um dueto de amor entre ambos.
Esta é apenas a introdução.

7531 – Cinema – Steve McQueen


Steve mcqueen

Terrence Steven McQueen, mais conhecido como Steve McQueen (Indianapolis, Indiana, 24 de março de 1930 — Ciudad Juárez, México, 7 de novembro de 1980), foi um ator americano, sempre lembrado pelos filmes de ação que protagonizou. Apelidado de “The King of Cool”. É considerado um dos maiores atores de todos os tempos. Em 1974, ele se tornou o astro de cinema mais bem pago do mundo. Ele era também um piloto ávido de motocicletas e carros. Enquanto ele estudou atuação, ele passava os finais de semana competindo em corridas de moto, e comprou sua primeira moto com seus ganhos. Ele é reconhecido também por ele próprio realizar suas cenas de ação dispensando o uso de dublês, especialmente a maioria durante as cenas de perseguição de alta velocidade. McQueen também desenhou e patenteou um assento e transbrake para carros de corrida.

Steve foi menino de fazenda, conviveu com hippies, delinquentes e transviados. Passou dois anos num reformatório da Califórnia e aos quinze anos abandonou a sua família para ser marinheiro, carregador, empregado de posto de gasolina e vendedor. A sorte chegou quando lhe calhou ganhar quinze dólares por semana para dizer um pequeno diálogo por noite num teatro off na Broadway.
Filmes como Fugindo do Inferno (The Great Escape, 1963), também de John Sturges, O Canhoneiro de Yang-Tsé (The Sand Pebbles, 1966), de Robert Wise e, principalmente, Bullitt (Bullitt, 1968), de Peter Yates, estabeleceram McQueen como o típico durão hollywoodiano, versão anos 1960, papel que ele herdou de Humphrey Bogart, John Wayne e outras lendas do passado e transmitiria a Clint Eastwood, Bruce Willis, Sylvester Stallone etc.
Na década seguinte, o sucesso continuou em diversas películas bem acolhidas pelo público, como Papillon (Papillon, 1973), de Frank J. Schaffner, e Inferno na Torre (The Towering Inferno, 1974), de John Guillermin e Irwin Allen. No entanto, McQueen era um solitário por natureza e sua insociabilidade atingiu o ápice entre 1974 e 1978, quando preferia ficar trancado em casa, bebendo cerveja e engordando. Chegou a recusar convites milionários, como atuar em Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola ou trabalhar ao lado de Sophia Loren. Seu único interesse eram os carros e chegou ao ponto de pedir a seu mecânico para ler os roteiros que recebia e mostrar a ele apenas os mais interessantes. Finalmente, voltou ao cinema no fracassado O Inimigo do Povo (An Enemy of the People, 1978), de George Schaefer, drama adaptado da peça de Henrik Ibsen. Sua última atuação foi no thriller Caçador Implacável (The Hunter, 1980), de Buzz Kulik, já debilitado pela doença que o levaria à morte.
McQueen casou-se três vezes, a primeira com a cantora e dançarina Neile Adams (1956-1972), com quem teve seus dois filhos, depois com a atriz Ali MacGraw (1973-1978), que conheceu durante as filmagens de Os Implacáveis (The Getaway, 1972), de Sam Peckinpah, e por último com Barbara Minty (Janeiro a Novembro de 1980). Os dois primeiros terminaram em divórcio.
O ator foi vítima de um mesotelioma, câncer na membrana que envolve os pulmões e é por vezes chamado de “a doença do amianto”, aos cinquenta anos de idade. Quando faleceu possuía sua própria empresa cinematográfica, a Solar, e era um dos mais populares astros norte-americanos.

Veja abaixo sua extensa filmografia:
1956 Marcado Pela Sarjeta (Somebody Up There Likes Me); não creditado
1957 Império de um Gangster (Never Love a Stranger)
1958 A Bolha Assassina (The Blob)
1958 O Grande Roubo de St. Louis (The Great St. Louis Bank Robbery)
1959 Quando Explodem as Paixões (Never So Few)
1960 Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven)
1961 A Máquina do Casamento (The Honeymoon Machine)
1962 O Inferno É Para os Heróis (Hell Is for Heroes)
1962 O Amante da Guerra (The War Lover)
1963 Fugindo do Inferno (The Great Escape)
1963 Quanto Vale um Homem (Soldier in the Rain)
1963 O Preço de um Prazer (Love with the Proper Stranger)
1964 O Gênio do Mal (Baby, the Rain Must Fall)
1965 A Mesa do Diabo (The Cincinnati Kid)
1965 Nevada Smith (Nevada Smith)
1966 O Canhoneiro do Yang-Tsé (The Sand Pebbles)
1968 Crown, O Magnífico (The Thomas Crown Affair)
1968 Bullitt (Bullitt)
1969 Os Rebeldes (The Reivers)
1971 As 24 Horas de Le Mans (Le Mans)
1972 Dez Segundos de Perigo (Junior Bonner)
1972 Os Implacáveis (The Getaway)
1973 Papillon (Papillon)
1974 Inferno na Torre (The Towering Inferno)
1978 O Inimigo do Povo (An Enemy of the People)
1980 Tom Horn (Tom Horn)
1980 Caçador Implacável (The Hunter)

7530 – Clássicos do Cinema – Papillon


Um filme norte-americano de 1973 realizado por Franklin J. Schaffner e estrelado por Steve McQueen, Dustin Hoffman, Victor Jory, Don Gordon e Anthony Zerbe. O argumento é da autoria de Lorenzo Semple Jr. e Dalton Trumbo, adaptando o livro autobiográfico de Henri Charrière com o mesmo nome.
Conta a história de um homem injustamente preso na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.
O filme passa-se nos anos 1930, contando a fascinante história verídica de Henri Charrière, interpretado por Steve McQueen, um homem conhecido por Papillon por ter tatuada no peito uma grande borboleta (que, em francês, é “papillon”). Apesar de reclamar inocência da acusação de assassinato, é condenado à prisão perpétua e enviado para cumprir a sentença na costa da Guiana Francesa, próximo à Ilha do Diabo. É também avisado de que qualquer tentativa de fuga será punida com dois anos de permanência na solitária, passando a cinco anos se houver reincidência. Todavia, isso não assusta Papillon, que planeja novamente fugir. Na prisão conhece Louis Dega, interpretação de Dustin Hoffman, um famoso falsário de quem se torna amigo. Dega está preocupado com a sua segurança, uma vez que tem tido sucesso material à custa de outros prisioneiros na sequência das suas falsificações. Assim, estabelece um acordo com Papillon: ajudá-lo nas tentativas de fuga em troca de protecção. Papillon não perde tempo a planejar fugas, muitas das quais falham. Em uma delas – que dá origem a uma das melhores sequências do filme – consegue chegar juntamente com Dega a uma colônia de hansenianos (“leprosos”) e depois a uma tribo de índios caribenhos. Quase conseguindo ser bem-sucedida, a fuga termina como consequência de uma traição e Papillon é reenviado para a prisão francesa. Como castigo, é enviado para a inexpugnável Ilha do Diabo, prisão de onde nunca ninguém tinha conseguido escapar.

O filme foi nomeado para o Oscar de Melhor trilha sonora, da autoria de Jerry Goldsmith, e para o Globo de Ouro de Melhor Ator Dramático, pela interpretação de Steve McQueen.

Papillon-Plakat

Lançamento
7 de janeiro de 1974 (2h 31min)
Dirigido por
Franklin J. Schaffner
Com
Steve McQueen, Dustin Hoffman, Victor Jory
Gênero
Aventura
Nacionalidade
EUA , França

Curiosidades:
Dustin Hoffman baseou seu personagem no roteirista do filme, Dalton Trumbo, particularmente no seu jeito tímido, que Hoffman percebeu logo no primeiro encontro com ele.
Dustin Hoffman teve que usar lentes de contato para que ele pudesse enxergar corretamente através dos óculos de lentes grossas que ele usa no filme.

A história que deu origem ao filme pode ser falsa
Embora tenha-se dito que a história de Henri Carrière é verdadeira, muitos franceses que vivem na Guiana Francesa afirmam que foi fabricada. Isso porque documentos mostram que Papillon foi para o cárcere em Saint Laurent e provavelmente escapou de lá, e que ele nunca esteve preso na Ilha do Diabo (hoje conhecida como Iles du Salut), como é mostrado no filme. Além do mais, o filme e o livro mostram a ilha com um terreno de pedras montanhosas, sendo que essa não é a real geografia do local.

O filme é uma adaptação para os cinemas do romance autobiográfico de Henri Carrière, que tinha o apelido de Papillon (borboleta em francês), por possuir o animal tatuado no peito.
O verdadeiro Papillon, Henri Carrière, tinha apenas 25 anos quando foi mandado para a Ilha do Diabo.
“Papillon” é um dos raros filmes que tiveram duas grandes distribuidoras envolvidas na estreia.
Primeiro, Allied Artists e depois Columbia.

7524 – Mega Memória Música – Alone Again, 40 anos


Gilbert+OSullivan+gilbert2

Esta música que está fazendo 40 anos e foi top da Bilboard tem muita história pra contar.
Em 1972 o cantor irlandês Gilbert O’Sullivan chegou ao primeiro lugar na Billboard com o hit “Alone Again (Naturally)”. Vendeu 2 milhões de cópias e foi indicado a 3 prêmios Grammy.
A música tem letra depressiva. Fala da noiva que o deixou esperando na igreja e também da morte de seus pais. Gilbert O’Sullivan nega que a canção seja autobriográfica, mas declarou que não permitiria que fosse usada comercialmente. Não foi exatamente o que aconteceu.
Em 1991 o rapper Biz Markie fez um sample de “Alone Again”, que foi incluído sem autorização em seu disco I Need A Haircut. O caso parou nos tribunais e Gilbert O’Sullivan ganhou a ação. A Warner Bros., gravadora de Biz Markie, foi obrigada a retirar o disco de circulação.
A partir de então, as gravadoras tiveram que “limpar” todos os samples antes de lançar um disco de hip-hop.

Gilbert O’Sullivan (Waterford, 1 de Dezembro de 1946), nome artístico de Raymond Edward O’Sullivan, é um cantor e compositor irlandês.
Teve como seus maiores sucessos os hits do início dos anos 70 “Alone Again (Naturally)”, “Clair” e “Get Down”

7523 – Mega Catástrofe – Centenas de mortos em um incêndio no RS


Folha de SP

A Polícia Civil prendeu na manhã desta segunda-feira três suspeitos pelo incêndio que atingiu a boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada de sábado para domingo (27-01-2013) . As prisões acontecem em cumprimento ao mandado de prisão temporária decretada pelo juiz Régis Adil Bertolini.
Ao todo, 231 pessoas morreram no incêndio em uma das principais casas noturnas da cidade, famosa por receber estudantes universitários. Segundo a Defesa Civil, o fogo começou na espuma de isolamento acústico quando um dos integrantes da banda que se apresentava acendeu um sinalizador, que atingiu o teto.
O secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, informou que o plano de combate a incêndio da casa está vencido desde agosto de 2012. Já a Polícia Civil afirmou que a casa estava com o alvará de funcionamento vencido também desde o ano passado, mas estava em processo de renovação.
Após o incêndio, 82 pessoas permaneciam internadas em hospitais em Santa Maria e outras 39 foram transferidas para Porto Alegre. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 20% dos feridos tiveram queimaduras consideradas graves, que correspondem a mais de 30% do corpo. A maioria sofreu intoxicação respiratória.
A direção da boate Kiss divulgou uma nota ontem afirmando que a casa estava dentro da normalidade e creditou o incêndio que matou 231 pessoas a uma “fatalidade”. A maior parte das vítimas morreu por asfixia e mais de cem pessoas também ficaram feridas.
“Lamentamos sinceramente a extensão da tragédia que excedeu a toda a normalidade e previsibilidade de qualquer atividade empresarial, creditando o terrível acontecimento a uma fatalidade que somente Deus tem condições de levar o consolo e o conforto espiritual que desejamos a todos os familiares e ao povo santa-mariense, gaúcho e brasileiro”, diz a nota.
Erros de gerenciamento da casa de shows foram a causa da tragédia de ontem, em Santa Maria, no interior gaúcho, segundo especialistas.
O pesquisador da Coppe/UFRJ (Coordenação de Programas em Pós-Graduação em Engenharia) Moacir Duarte diz que as pessoas foram vítimas de uma “desorganização primária”.
“Um vistoria simples, de menos de duas horas, feita por um bombeiro, bastaria para vetar o local para a realização de shows”, disse. “Há uma cadeia enorme de responsabilidades.”
Além das falhas na estrutura, Duarte cita ainda o problema da falta de rádios para a equipe de segurança.
Sem saber o que acontecia, seguranças na porta da boate pensaram inicialmente que o tumulto havia sido causado por uma briga e barraram as pessoas para que elas não deixassem o local sem pagar a conta. Enquanto isso, outros funcionários tentavam combater as chamas em outro local.
O enterro da maior parte das vítimas deverá ocorrer no cemitério municipal, onde o Exército já trabalhava desde ontem para abrir as covas, mas ainda não há previsão de horário. Muitos corpos foram levados para outras cidades próximas a Santa Maria e para Porto Alegre (RS).

incendio boate kiss

7517 – Mega Sampa – O Museu da Mágica


A porta branca de um pequeno prédio no Ipiranga dá acesso ao escondido Museu da Mágica. Para entrar, é preciso se identificar, enfrentar quatro andares de escada (o elevador está quebrado há um bom tempo) e pagar R$ 48 pela entrada (inteira, aos finais de semana). Tudo isso para ser recebido pelo mágico Mister Basart, responsável pelo local.
O lugar é pequeno, cabe no máximo 20 pessoas, mas o mágico conta que já chegou a acomodar 60 interessados em seus números. A apresentação de mágica é feita de acordo com o público. “Crianças costumam gostar de coisas com cores”, explica. Já os feitos com baralhos são voltados para os mais velhos.
Em uma hora, realiza-se um passeio completo pelo mundo da magia. Mister Basart (que na verdade chama-se Basílio Artero Sanchez) começa sempre com a ilusão mais antiga que existe, datada em 5 mil anos. A mágica envolve apenas uma bolinha que passa pelos dedos cruzados de quem está assistindo até se transformar em duas.
Outros cacarecos, como estrelas prateadas que viram coloridas, peão que perde a cor, ovo que desaparece, caleidoscópios, ampulheta de geleca, boneca que é cortada ao meio e coelhinhos de espuma, se amontoam pelo chão.
A coleção conta com objetos recolhidos por todo o mundo, passando por Japão, China e Índia. Até uma carta recebida por Basart do famoso ilusionista David Copperfield está pendurada na parede. Um dos cartazes mais antigos, de 1898, só pode ser visto após muita insistência.

No espaço também são dadas aulas para pessoas de todas as idades. “Quanto menor, mais vai progredir e aprender com facilidade”, diz Basart.

O recomendável, porém, é que os alunos tenham no mínimo quatro anos. Em cada aula, é passado um exercício diferente. O primeiro número que Basart aprendeu, por exemplo, foi o de três cordas que viram uma só em um piscar de olhos.

Museu da Mágica
r. Silva Bueno, 519, cj. 42 (tel 0/xx/11 2068-7000)
diariamente, das 9h às 19h (necessário agendar)
R$ 24; fim de semana e feriados, R$ 48 (crianças pagam meia-entrada)

Museu da Mágica