11.672 – Leslie Keeley teria encontrado a cura para o alcoolismo no século 19, mas sua fórmula misteriosa nunca foi revelada


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A tradução literal seria “A Cura de Ouro de Keeley”. O objetivo era se livrar do vício do álcool. Quando os pacientes buscavam tratamento, recebiam um quarto agradável, encorajamento e quatro injeções de bicloreto de ouro por dia.
A substância era, obviamente, um segredo. A questão é que essa substância não existia, mas funcionava. O resto da comunidade médica estava curiosa para descobrir qual era o medicamento dado aos seus paciente. Eles arrancariam o “ouro” de Keeley a qualquer custo. Algumas amostras não eram difíceis de serem obtidas. Keeley vendia frascos de uma versão da cura para serem tomados por via oral, assim que o paciente chegasse em casa.
Mas eram as injeções que fascinaram as pessoas, que, muitas vezes, entravam no instituto disfarçados de alcoólatras ou de trabalhadores do instituto para tentar obter amostras. Muitos deles conseguiam o material para investigação da substância, mas cada análise produzia resultados diferentes. Alguns cientistas encontraram traços de álcool na composição. Alguns encontraram vestígios de extrato de coca. Outros encontraram estricnina, casca de salgueiro, amônia e aloe vera (popularmente chamada de babosa). Muitos encontraram vestígios de sais de ouro, mas ninguém poderia explicar por que aquilo realmente funcionava.
Alguns cientistas acreditavam que tudo não passava de um placebo, que incentivava os pacientes por conta do ouro, dando a impressão de que eles estavam recebendo um tratamento de alta classe e caro. Um químico afirmou que as injeções eram apenas sedativos.
Keeley nunca revelou o segredo de sua “substância de cura”. Independentemente disso, centros de Keeley ficaram populares durante todo o final de 1800 e início de 1900, e a última existiu até 1965.
Alguns teóricos da conspiração acreditam que Keeley realmente tinha encontrado um tratamento eficaz, mas foi suprimido. A maioria dos médicos, agora, acreditam que Keeley tinha uma alta taxa de sucesso, porque seus centros davam a cada pessoa uma atenção individual e incentivo. Visto dessa forma, ele fez uma descoberta médica até hoje desconhecida.
Não se tem notícia de clínicas que pratiquem o mesmo método ao redor do mundo. Também não se sabe se de fato existia algum fármaco descoberto por ele que conseguia ajudar os alcoólatras a saírem do vício. O fato é que, sendo ou não placebo, o número de pessoas que conseguiam abandonar completamente o álcool era bastante grande.

11.671 – Uma ajudinha contra a ressaca


Diversas equipes científicas têm se dedicado ao estudo de algo relativamente comum em nossa sociedade: o mal-estar causado pelo consumo excessivo de álcool. Mas, até hoje, ainda não haviam chegado a nenhuma conclusão definitiva. Desta vez, entretanto, a história pode ser diferente, pois um grupo de pesquisadores australianos anunciou a descoberta de um antídoto simples e muito eficaz para evitar a ressaca: a pera. Eles afirmam que o consumo de pera ou do suco dessa fruta antes da ingestão de bebidas alcoólicas evita os efeitos nocivos do álcool, como a perda de memória e a dificuldade de concentração.
Os cientistas da Australian Broadcasting Corporation constataram que o suco de pera ajuda a metabolizar o álcool no sangue, o que reduz os sintomas da ressaca, embora ainda não tenha sido provado que ele também possa ter o mesmo resultado com a embriaguez. Vale destacar que a descoberta evita a ressaca, mas não traz sua cura: ou seja, a pera deve ser ingerida antes do álcool, e não depois. “Uma vez com ressaca, não há provas que [a pera] vá lhe fazer algum bem”, explica Manny Noakes, chefe da pesquisa.
Depois de milhares de anos de bebedeira, a humanidade, finalmente, encontrou a solução para a ressaca de maneira mais simples. Nossos ídolos da história que o digam. Eles sim devem ter passado por maus bocados em épocas quando a ciência ainda não era tão avançada como hoje. Dá para imaginar se estes ícones históricos se encontrassem para um drink? Como seria a ressaca?

11.666 – Psiquiatria – Injeção poderia curar viciados instantaneamente, apagando memórias do uso de drogas


drogas

A ideia surgiu embasada no problema que os viciados em recuperação, muitas vezes, lidam com as memórias que acabam acendendo a vontade de ter uma recaída, mesmo após meses de reabilitação, ou até mesmo anos, de uma vida livre de drogas.
O Instituto de Pesquisa Scripps, nos EUA, afirma que sua descoberta se aproximam de uma nova terapia baseada em apagar seletivamente essas lembranças associadas a drogas perigosas e tenazes. “Nós agora temos um alvo viável. Bloqueando essa meta, podemos interromper, e potencialmente apagar memórias de drogas, deixando outras memórias intactas”, disse Courtney Miller, professor associado do Instituto. “A esperança é que, quando a abstinência da reabilitação e terapias tradicionais forem associadas, podemos reduzir ou eliminar a recaída de usuários de metanfetamina após um único tratamento, tirando os desejos de um indivíduo”, acrescentou.
O novo estudo, publicado pela revista Molecular Psychiatry, demonstra a eficácia de uma única injeção de uma substância teste chamada ‘blebbistatin’, usada na prevenção da recaída em modelos animais de dependência de metanfetamina.
O novo estudo baseia-se em trabalho anterior feito no laboratório de Miller. Em 2013, a equipe fez a descoberta surpreendente de que as memórias associadas à droga poderiam ser apagados seletivamente, alvejando uma proteína específica que proporciona o suporte estrutural de memórias no cérebro. Contudo, o potencial terapêutico da descoberta parecia limitado pelo problema por esta proteína ser criticamente importante para o corpo. Um comprimido poderia inibi-la, sendo até mesmo, fatal.
No novo estudo, Miller e seus colegas relatam um avanço, com a descoberta de uma rota segura para a segmentação seletiva da proteína chamada actina no cérebro, através da miosina não muscular tipo II (NMII), um motor molecular que suporta a formação da memória. Para conseguir isso, a pesquisa utilizou o composto de blebbistatin, que atua sobre essa proteína. Os resultados mostraram que uma única injeção de blebbistatin interrompeu com sucesso, a longo prazo, o armazenamento de memória relacionada com a droga, bloqueando a reativação durante pelo menos um mês, em animais dependentes de metanfetamina.
“O que torna a NMII um composto terapêutico emocionante é que uma única injeção de blebbistatin faz as memórias associadas a metanfetamina irem embora, junto com espinhas dendríticas, as estruturas no cérebro que armazenam memória”, disse Erica Young, pesquisadora associada e membro do laboratório de Miller. Ela é uma autora fundamental no novo estudo, juntamente com Ashley M. Blouin e Sherri B. Briggs. O efeito dessa abordagem de tratamento era específico para as memórias associadas a drogas, não afetando outras lembranças. Os animais ainda eram capazes de formar novas lembranças.

11.664 – Toxicologia – Venenos que curam


veneno
Os venenos de animais, que são tão perigosos aos humanos, são ricos em proteínas e frações de peptídeos, e quando entram no organismo tentam achar as células-alvo impedindo a coagulação sanguínea ou bloqueando as funções das células nervosas. Esse vilão, entretanto, com a intervenção da ciência, pode ser usado em favor de nossa saúde.
A Food and Drug Administration dos EUA (FDA) é um órgão do governo americano responsável pelo controle dos alimentos, tanto de consumo humano quanto de animal, suplementos alimentares, cosméticos, equipamentos médicos e medicamentos (humano e animal). A FDA também fiscaliza todas as substâncias que pretendem entrar para o mercado, e testam e estudam o material antes de liberar a sua comercialização.
Há 30 anos, a FDA aprovou uma droga, que é um veneno derivado de uma cobra, chamado Capoten, destinado à terapia de pessoas hipertensivas. Muitas drogas derivadas de veneno já foram aprovadas e comercializadas para o tratamento de doenças cardiovasculares.

Toxinas que auxiliam no tratamento de doenças autoimunes
O desafio da Ciência neste momento é criar, a partir de venenos, uma droga que trate a dor crônica, e doenças autoimunes tais como esclerose múltipla e artrite reumatoide.
Glenn King, biólogo molecular e pesquisador de venenos de aranhas da Universidade de Queensland, em Brisbane, na Austrália, mostrou-se muito otimista em relação à nova pesquisa: “Nós estamos realmente no início de algo emocionante, e vai ficar melhor ao longo da próxima década”, prevê King em uma entrevista à The Scientist.
A Anêmona-Sol (Stichodactyla helianthus) possui um tipo de veneno muito interessante aos olhos dos cientistas. Essa espécie de anêmona marinha vive nos recifes do Caribe e usa seus tentáculos verdes (também podem ser amarelados) e tóxicos para atrair suas presas.
Segundo uma pesquisa realizada na década de 90, uma dessas toxinas, presentes em seus tentáculos, um peptídeo chamado SHK, é um potente inibidor de um canal de potássio de linfócitos T chamado Kv1.3. A regulação desse linfócito implica diretamente no desenvolvimento de doenças auto-imunes, isto é, o SHK poderia evitar o aparecimento dessas doenças.
Sendo assim, os cientistas tentam de alguma forma desenvolver uma substância terapêutica com base no SHK. Christine Beenton, bióloga molecular do Baylor College of Medicine, argumenta que o SHK é muito potente como um inibidor do linfócito Kv1.3, mas ao mesmo tempo ele bloqueia canais importantes encontrados nos neurônios. “Você não vai querer injetar [o SHK] em seres humanos, sabendo que isso poderia bloquear os neurônios, e não saber o que se poderia fazer para reverter”, diz Beenton.
A bióloga estudou toda a estrutura do SHK e testou cerca de 400 tipos diferentes de derivados sintéticos deste composto. Ela e a equipe incluíram elementos que tivessem a função de não bloquear os canais de células ligadas aos neurônios. Elaborou-se assim, o SHK-186, o número 186 indica a sua versão, um composto que elimina qualquer efeito colateral previsto.
Em roedores diagnosticados com esclerose múltipla, o SHK-186 foi utilizado como terapia, e comprovou-se que a droga consegue reverter à paralisia gerada pela doença. “Nós vimos à doença ir embora quase que completamente. E o importante é que a droga não bloqueia o sistema imunológico, já que os animais tratados ainda conseguiram combater a clamídia e a gripe”, diz a bióloga.
A equipe se animou ainda mais quando o primeiro teste em humanos saudáveis foi feito com o SHK-186. Embora os resultados ainda não tenham sido divulgados oficialmente, Beenton contou que todos estavam “muito felizes com os resultados”. A SHK-186 tem tudo para ser uma grande promessa no tratamento de doenças-autoimunes. É o que afirma o biólogo Glenn King: “O SHK é um dos exemplos mais interessantes [de drogas derivadas de venenos] no momento. Se for aprovado, as implicações serão profundas”.

Toxinas que auxiliam no tratamento da dor crônica
O analgésico Prialt (clique aqui e leia mais sobre este medicamento) é o único aprovado em 2004, até o momento, com base em um veneno do Caracol Cone (Conus magus) (o Jornal Ciência já publicou um especial sobre esse caracol) que atua no sistema nervoso humano bloqueando um canal de íons de cálcio nos neurônios e, inibindo assim, a capacidade das células de transmitirem sinais de dor para o cérebro.
Tudo indica que um novo veneno derivado possa virar analgésico também. Os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CRNs), de Paris, anunciaram a descoberta de dois peptídeos isolados da Mamba-Negra (Dendroaspis polylepis), umas das cobras mais venenosas do mundo.
Essa espécie de cobra, encontrada geralmente no continente africano, mede aproximadamente entre 2,5 metros a 4,5 metros, e recebe esse nome não devido a coloração de seu corpo, já que ela aparenta ser cinza, e sim porque o interior de sua boca é visivelmente negra, quando ela escancara a boca em sinal de ameaça. Seu veneno, considerado neurotóxico, causa paralisia, podendo levar a vítima ao óbito em apenas 20 minutos se não for tratada rapidamente. Sem tratamento, 100% dos casos das pessoas picadas morrem.
Os peptídeos encontrados no veneno da Mamba-Negra podem bloquear os canais de neurônios onde há íons que desempenham a função de enviar os sinais de dor ao cérebro. Em camundongos, seus efeitos são tão poderosos quanto à morfina.
No momento, os pesquisadores trabalham na elaboração de um analgésico com base no veneno desta cobra para tratar as dores crônicas que acometem muitas pessoas todos os dias.
O veneno de outra espécie de cobra está sendo estudado, e um peptídeo analgésico está sendo desenvolvido a partir do veneno da Cobra-Real (Ophiophagus hannah). O trabalho está sendo feito pela empresa Theralpha.
A Cobra-Real é outra espécie que entra para a lista das mais perigosas do mundo. Esta, no entanto, é considerada a top de todas, é a mais venenosa que existe. Este animal pode chegar a medir 6 metros de comprimento, e em apenas uma mordida ele libera até sete mililitros de neurotoxina, que são suficientes para matar um elefante.
O que se sabe até agora em relação ao peptídeo desenvolvido a partir do veneno da Cobra-Real, é que ele tem demonstrado efeitos muito potentes, mais até do que a morfina, e poderia ser tomado via oral, e não necessariamente necessitaria ser injetado na corrente sanguínea.
Manjunatha Kini, da Universidade Nacional de Cingapura, que estudou o peptídeo, diz que a substância é tão potente que em poucos minutos ela já está na corrente sanguínea: “Nós deixamos cair uma solução [do peptídeo] sob a língua do animal e em poucos minutos ela está no sangue”.
Diversas equipes de cientistas pelo mundo estão engajadas em descobrir uma terapia eficaz, e por que não definitiva, para a dor crônica. Enquanto uns pesquisam venenos de cobras, e anêmonas, outros desenvolvem terapêuticos baseados em moluscos e aranhas.
“Há milhares de venenos que sequer olhamos ainda. Dessa forma, temos milhões de moléculas que são drogas potenciais ainda a serem exploradas”.

11.533 – Dia Internacional Contra o Uso de Drogas Ilícitas 26-06-1987


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No dia 26 de junho de 1987, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu firmar o Dia Internacional Contra o Uso de Drogas Ilícitas, o Uso Indevido e o Tráfico Ilícito de Drogas como forma de consolidar a ação e a cooperação por uma sociedade livre do uso indevido de drogas. Cada um dos países membros se comprometeu a centrar atenções no fenômeno das drogas com o objetivo de coordenar as estratégias para sua prevenção e controle. A comemoração deste dia é uma oportunidade para unir esforços com os governos, organizações não-governamentais e o setor privado para um maior conhecimento sobre o tema e fiscalização das drogas.

11.381- Drogas – Cogumelos Alucinógenos


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As drogas alucinógenas são aquelas que afetam diretamente no cérebro e os sentidos, o que causa alucinações e delírios, fazendo com que a pessoa veja, escute, cheire ou até mesmo tente tocar coisas que não existem. Grande parte das drogas alucinógenas vem da natureza, principalmente das plantas e cogumelos. Essas plantas já foram descobertas a muito tempo, na antiguidade e os usuários as consideravam plantas divinas devido aos efeitos causados. E, até hoje algumas culturas indígenas de vários países usam essas plantas de modo religioso, ainda levando em consideração seus efeitos.
Existem quatro gêneros de cogumelos alucinógenos: Psilocibe, Panaeolus, Capelandia e Amanita. No Brasil são encontrados dois gêneros que são o Psilocibe e também o Panaeolus, porém o tipo mais conhecido é o do gênero da Amanita e em especial a Amanita muscaria. Eles são coloridos e tem efeito semelhante a droga LSD, porém mais brando e de duração mais curta.
As drogas alucinógenas causam muitos efeitos, no entanto não são fáceis de prever, pois os efeitos diferem de pessoa pra pessoa . Os efeitos começam em cerca de uma hora após ter usado a droga e acaba ficando mais forte após três ou quatro horas e pode durar até 12 horas após o uso. Entre os efeitos estão no som e na visão, como ver cores muito brilhantes e também ouvir sons bastante agudos, algumas pessoas até se confundem vendo sons e ouvindo cores, pois os sentidos se atrapalham, o tempo também passa bem devagar, mudanças emocionais, cansaço, náuseas ou vômitos, problemas de coordenação, o humor também varia com altos e baixos.
Existem também as viagens más, mais conhecidas como “bad trips”. Algumas vezes os efeitos dos alucinógenos são negativos como: medo, angustia, pânico, alucinações que causam desespero na pessoa e também o medo de perder o controle e ficar louco.
Não existe ainda nenhuma evidência que alucinógenos causam dependência. Isso talvez se deve ao fato de que se uma pessoa vier a usar todo dia um alucinógeno não se terá mais o mesmo efeito, mas sim depois de no mínimo uma semana de intervalo. Existe grande risco de acidentes com pessoas que usam alucinógenos pelo fato dos sentidos se atrapalharem. Há também um grande risco com quem mistura alucinógenos com álcool ou anfetaminas, pois o efeito pode aumentar muito.
A ingestão de cogumelos errados pode causar intoxicações e até serem fatais.

11.376 – Terrível caracol é considerado o animal mais venenoso do mundo


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Vamos admitir, as conchas dos caracóis marinhos são verdadeiras obras de arte, possuindo uma combinação de cores que hipnotiza qualquer pessoa, mas, quando estivermos falando do caracol-do-cone é melhor você correr. Pegar nele? Nem pense nisso!
Essa espécie de caracol, cujo nome científico é Connus pannaeus possui um veneno poderosíssimo formado por centenas de compostos, muitos deles encontrados até em venenos de cobra. Possui um substância que é particularmente centenas de vezes mais potente que a morfina. Pesquisas revelam que apenas uma gota do veneno desse “dócil” animal é suficiente para matar 20 pessoas adultas.
Apesar de terrível ele não é uma descoberta científica recente, a cerca de 25 anos os cientistas da Universidade de Utah isolaram a molécula do veneno desse caracol e constataram que possuía um poder analgésico nos humanos. Os estudos não pararam por aí, esse só foi o ponta pé inicial de uma série de estudos que duraram mais de 20 anos para conseguirem sintetizar em laboratório o mesmo composto que atualmente é utilizado em um novo fármaco, chamado de Prialt (princípio ativo é a ziconotida).
Umas das grandes vantagens desse novo medicamento é seu absurdo poder analgésico, sendo classificado como mil vezes mais potente que a morfina. O grande problema da morfina é o seu poder de viciamento por ser uma molécula opioide, derivado de ópio. Já a ziconotida não possui efeito viciante.
Muitas das moléculas que compõem o seu veneno ainda não possuem estudos que provem ou indiquem suas respectivas ações, porém, existem cerca de 6 tipos de toxinas que são bastante estudadas e suas ações no corpo humano são completamente elucidadas.
É importante salientar que esse veneno pode ser retirado de todos os caracóis do gênero Conus. O gene responsável pela fabricação do veneno parece ter sofrido uma mutação ao longo das gerações o que proporciona ao animal produzir suas toxinas rapidamente e com uma variedade espantosa de moléculas.

11.315 – Mega Personalidades – Anna Nicole Smith


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Nome artístico de Vickie Lynn Hogan, (Houston, 28 de novembro de 1967 — Hollywood, 8 de fevereiro de 20071 ) foi uma atriz e modelo erótica norte americana, que ganhou popularidade em ensaio da revista Playboy em 1993.
Primeiro ganhou popularidade na Playboy, tornando-se a Playmate do Ano 1993. Posou para as empresas de vestuário, incluindo jeans Guess e Lane Bryant. Ela também estrelou seu próprio reality show, The Anna Nicole Show.
Nascida e criada no Texas, Smith abandonou a escola e era casada com 19 anos de idade.Casou primeiro com um cozinheiro, logo depois teve seu 2° casamento, amplamente divulgado, com o executivo de negócios de petróleo e magnata dos negócios J. Howard Marshall II, com 89 anos, que morreu menos de um ano depois do casamento. Resultou em especulações de que ela se casou com o octogenário pelo seu dinheiro, o que ela sempre negou. Depois de sua morte, ela começou uma longa batalha legal sobre uma parcela de sua propriedade; seu caso, Marshall v. Marshall, atingiu o Supremo Tribunal norte americano sobre uma questão de competência federal.
Ela morreu aos 39 anos, aparentemente em consequência de uma overdose de medicamentos prescritos(Sedativos). Nos meses que antecederam sua morte, ela foi o foco da cobertura da imprensa renovada em torno da morte de seu filho, Daniel Smith, e da paternidade e a batalha pela custódia de sua filha Dannielynn.

Um importante ponto de virada na carreira de Smith foi em 1992. Foi então que sua carreira decolou depois que foi escolhida por Hugh Hefner a aparecer na capa da edição de março de 1992 da revista Playboy, onde ela aparecia como Vickie Smith, usando um decote vestido de noite. Anna Nicole Smith disse que pretendia ser “A próxima Marilyn Monroe”. Tornando-se uma das modelos da Playboy mais populares, Smith ficou mais conhecida e maior que as modelos típicas da revista. Foi escolhida para ser a Playmate do Ano em 1993. Na época, resolveu mudar seu nome para Anna Nicole Smith. Obteve um contrato para substituir a supermodelo Claudia Schiffer na campanha publicitária da Guess? Jeans, em uma série de fotografias sensuais em preto e branco. A Guess? capitalizados em forte semelhança convidou Smith para ser sex symbol e colocá-la em sessões de fotos. Em 1993, antes do Natal, ela desfilou para a marca de roupas sueca Hennes & Mauritz (H & M). Ela apareceu em cartazes grandes na Suécia e na Noruega. Uma fotografia de Smith foi utilizado na capa de uma revista de New York em 22 de agosto de 1994 com o tema White Trash Nation. Na foto, ela aparece agachada com uma saia curta e botas de cowboy, comendo batatas fritas. Em Outubro de 1994, o advogado de Smith deu início a um processo legal $ 5000000 contra a revista alegando utilização não autorizada de sua foto e que o artigo tinha danificado sua reputação. O advogado dela disse que Smith foi dito que ela estava sendo fotografada para encarnar a olhar “all-american-woman”, e que eles queriam fotos com glamour. Ele afirmou ainda que a imagem usada foi tomada para se divertir durante uma pausa.

Morte do Filho
Daniel Smith, morreu de repente enquanto visitava a mãe e a irmã recém-nascida no hospital, durante a semana, em 10 de setembro de 2006. Ele tinha voado para as Bahamas no sábado para visitar sua mãe e estava em seu quarto de hospital, no domingo, quando entrou em colapso. Alguns dias antes, em 7 de setembro de 2006, ela deu à luz uma menina chamada Dannielynn Hope. O nome dela foi dado em memória do irmão, Daniel Smith.

Momentos Finais
Em 8 de fevereiro de 2007, Anna Nicole Smith foi encontrada inconsciente na sala 607 no Seminole Hard Rock Hotel and Casino em Hollywood, Califórnia. Segundo o chefe de polícia de Seminole Charlie Tiger, as 1:38 pm, Maurice Brighthaupt, que era um paramédico treinado, ligou para a recepção do hotel de sua sala no sexto andar.
Após uma investigação de sete semanas anunciou-se que Smith morreu de “intoxicação por drogas combinadas” com a medicação que usava para dormir. Nenhuma droga ilegal foi encontrada em seu organismo. O relatório oficial afirma que sua morte não foi considerada por homicídio, suicídio, ou de causas naturais. O relatório completo de investigação tenha sido tornada pública e pode ser encontrado em linha. Além disso, uma cópia oficial do relatório da autópsia foi lançado publicamente em 26 de março de 2007 e pode ser encontrado.
Em última análise, sua morte foi determinada como overdose acidental de drogas dos sedativos hidrato de cloral que se tornou cada vez mais letal quando combinada com outros medicamentos prescritos em seu sistema, especificamente 4 benzodiazepinas: Klonopin (Clonazepam), Ativan (Lorazepam), Serax (Oxazepam), e Valium (Diazepam). Benadryl Além disso, ela tinha tomado (Difenidramina) E Topamax (Toprimate), um anticonvulsivo GABA agonista, o que provavelmente contribuiu para o efeito sedativo do hidrato de cloral e os benzodiazepínicos. Ela morreu sem nunca ter conseguido receber qualquer parte da herança de 14 Bilhões de seu ex-marido.

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11.256 – Desculpa de Bêbado – Existe amnésia alcoólica?


Vodca não é água, não!!!
Vodca não é água, não!!!

“Amnésia alcoólica existe, sim. E é inclusive bem comum após a ingestão excessiva de álcool”, afirma o psiquiatra Arthur Guerra, supervisor do Grupo de Estudos sobre Álcool e Drogas da USP.
Se você beber pouco, vai ficar animado, falante e lembrar de tudo. Mas, com o acúmulo de doses, o álcool passa de estimulante a sedativo. “É como passar por uma endoscopia: você não recorda o que houve um pouco antes, durante e logo após o exame”, diz Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas.
O que não significa que memória de bêbado não tem dono. “É como se elas tivessem uma senha e, para destravá-las, fosse preciso reproduzir as condições em que foram adquiridas”, diz o neurocientista da USP Gilberto Xavier. Ou seja, para relembrar o que aconteceu durante uma bebedeira, o jeito é beber de novo.

11.255 – Energético que virou caso de polícia nos EUA


energetico

“O gosto era péssimo, mais doce que xarope pra tosse. Mas o efeito era ótimo. Era a melhor bebida para curtir as festas da faculdade sem ficar dormindo por aí”, conta a estudante Christine Chiang, 23, da Universidade de Nova York. Ela está se referindo ao Four Loko – um superenergético que combina 156 miligramas de cafeína (o dobro de uma lata de Red Bull) e 12% de álcool, quase o triplo da graduação alcoólica da cerveja. Além de forte, era barato: custando menos de US$ 1 a lata, logo virou a principal escolha de quem queria ficar “bem louco” gastando pouco. Mas isso logo deu margem a excessos. “A pessoa continuava alerta, mesmo depois de ingerir o que seria equivalente a várias doses de bebida destilada. E por isso acabava bebendo mais, até desmaiar”, conta Christine. Criado e fabricado por uma empresa até então desconhecida, a Four Energy Drinks, o Four Loko ganhou o apelido de “apagão em lata” e começou a criar polêmica nos EUA. Em Washington, 7 jovens foram hospitalizados com sintomas de coma alcoólico depois de consumir o produto em uma festa, e a polêmica chegou ao auge no final do ano passado, quando um rapaz de 19 anos sofreu um ataque cardíaco na Filadélfia, supostamente provocado pelo consumo da bebida. Tudo isso fez com que o governo dos EUA proibisse a comercialização do Four Loko. As latinhas que já estavam no mercado foram recolhidas e enviadas para uma refinaria na Virgínia – onde a bebida está sendo destilada e transformada em álcool para carros.

11.212 – Bioquímica – Usos potencialmente medicinais para o veneno de cobras e aranhas


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Combate ao câncer
O veneno das cascavéis — Crotalus durissus — contém uma substância chamada crotoxina, e alguns estudos apontaram que ela poderia ser utilizada no combate ao câncer. Segundo descobriram os cientistas, além de atuar diretamente sobre as células cancerígenas, induzindo a regressão de tumores, essa toxina ainda é capaz de estimular o sistema imunológico e tem ação contra inflamações agudas e crônicas.
Pressão alta
Além das cascavéis, estudos apontaram que o veneno das jararacas (Bothrops) possui uma substância que atua sobre o sistema nervoso central induzindo a redução da frequência cardíaca e pressão arterial. Assim, alguns cientistas vêm trabalhando no desenvolvimento de um novo medicamento à base da toxina para o tratamento da hipertensão.
Outro veneno que poderia ser utilizado no combate à pressão alta é o das cobras da família Crotalidae. Segundo alguns estudos, ele inibe a ação da ECA — de enzima conversora da angiotensina —, responsável por aumentar a pressão sanguínea de mamíferos. Desta forma, os pesquisadores sugerem que a toxina seja usada não só no tratamento da hipertensão, mas também na prevenção de doenças renais, diabetes e derrames.
Doenças degenerativas
A distrofia muscular se refere a um grupo de doenças sem cura que provocam o enfraquecimento gradual e a perda de massa muscular. Eventualmente, as pessoas afetadas acabam perdendo os movimentos e, em alguns casos, os doentes também sofrem com dores e dificuldade para se alimentar e respirar.
Pois estudos revelaram que uma substância — chamada AT-300 — presente no veneno das tarântulas, mais precisamente, as da espécie Grammostola rosea, nativa do Chile, tem o potencial de frear o progresso da distrofia muscular. De momento, pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de um medicamento produzido à base dessa substância, e esperam que os testes clínicos em humanos possam ser iniciados ainda este ano.

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Tratamento da dor

A dor é uma sensação desencadeada pelo sistema nervoso, e é iniciada quando as células nervosas recebem os estímulos dolorosos através de caminhos presentes em suas membranas conhecidos como canais de sódio. Quando bloqueamos muitos desses canais, a atividade celular é dramaticamente afetada, e algumas funções básicas do organismo podem ser paralisadas.
Por outro lado, se bloquearmos apenas alguns canais de sódio, o resultado disso é uma redução na transmissão dos estímulos de dor. Estudos apontaram que substâncias presentes no veneno de aranhas — especialmente de tarântulas — são capazes de agir em canais específicos, e poderiam ser usadas no desenvolvimento de novos medicamentos com menos efeitos colaterais do que os que existem atualmente para o tratamento da dor crônica.

11.068 – Saúde – Agrotóxico eleva risco de autismo


Agrotóxico é perigoso para as grávidas. Num estudo com 970 mulheres, aquelas que moravam perto (a até 1,6 km) de fazendas que usam pesticidas apresentaram 60% mais risco de ter filhos autistas.
Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:

* Inabilidade para interagir socialmente;
* Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
* Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.
O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;

2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;

3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.
o diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).
Tratamento

Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.

Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.

Recomendações

* Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;

* É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;

* Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;

* Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;

* Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.

11.048 – ☻Megacurtíssima – Brócolis realmente eliminam toxinas


Essa é a conclusão de um estudo* feito na China. Os voluntários que tomaram suco de brócolis conseguiram expelir 61% mais benzeno e 23% mais acroleína (substâncias cancerígenas contidas no cigarro) na urina.
*Fonte: Rapid and Sustainable Detoxication of Airborne Pollutants by Broccoli Sprout Beverage: Results of a Randomized Control Trial in China. Patricia Egner e outros, Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health.

+11.000 – Drogas – Crack, ideias falsas?


Objetos utilizados no consumo
Objetos utilizados no consumo

Mito número 1 – Há uma epidemia de crack, que transforma uma multidão de pessoas em zumbis sem vontade própria.
A verdade – Não é uma epidemia, já que ela não se alastra. E usuários não são zumbis – se têm oportunidades, são capazes de largar a droga.

Mito número 2 – O crack transforma as pessoas em criminosas, incapazes de refletir sobre a consequência de seus atos.
A verdade – O vício aumenta sim a taxa de roubos, mas metade dos dependentes tem emprego fixo e não comete crimes.

Mito número 3 – Crackeiros tornam-se incapazes de encontrar prazer fora do crack. Escravos da droga, não têm motivação para mais nada.
A verdade – Pesquisas mostram que dependentes de crack são capazes de responder a outros estímulos, se houver uma alternativa atraente.

10.884 – Dependência Química – Corumbá recebe R$ 200 mil para o combate ao crack


Objetos utilizados no consumo
Objetos utilizados no consumo

Corumbá está entre as 27 cidades brasileiras escolhidas pelo Ministério da Saúde para receber recursos utilizados para combater o crack.
A verba deve ser aplicada na promoção de ações de qualificação da Rede de Atenção Integral em Álcool e outras Drogas, dentro do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack.
Os recursos totais são de R$ 7,2 milhões e estão sendo destinados ainda para outros quatro estados e o Distrito Federal, totalizando 32 regiões beneficiadas.
Corumbá receberá R$ 200 mil em parcela única. O dinheiro liberado deverá ser aplicado no trabalho cotidiano do CAPS (Centros de Atenção Psicossocial).
Pesquisa sobre a situação do crack nos municípios brasileiros, realizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e divulgada em dezembro passado, mostra Corumbá entre as cinco cidades de Mato Grosso do Sul que desenvolvem programas de enfrentamento ao crack e outras drogas.
No Estado foram pesquisadas 58 cidades. No país, o estudo atingiu 3.950 municípios. Estimativa feita com base em dados do censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) aponta que o número de usuários hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão e a idade média para início do uso da droga é 13 anos.
Corumbá integra o Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas. Pela localização geográfica, numa área de fronteira, o município está bastante suscetível ao problema.

10.833 – Toxicologia – O que são as neurotoxinas?


neuro diagrama

É o termo usado, em Bacteriologia, para designar as toxinas que, em razão de seu grande potencial agressivo nos seres complexos, mesmo quando em pequenas concentrações, são capazes de lesar o sistema nervoso, podendo ainda agir sobre outras partes do organismo.
Um exemplo de neurotoxina é a ação provocada pela bactéria Clostridium tetani, causadora do tétano. A neurotoxina é uma ação paralisadora que atinge os neurônios danificando-os.
Neurotoxina na carambola
Pesquisa da USP de Ribeirão Preto conseguiu isolar e caracterizar uma neurotoxina presente na carambola, que atua no sistema nervoso quando não filtrada pelo rim.

10.787 – Minerais Perigosos – Crocidolite (Na2 (Fe2 +, Mg) 3Fe3 + 2Si8O22 (OH 2))


crocodilite

Mais conhecido como amianto azul.
Devido a sua força, forte resistência ao fogo e natureza flexível, crocidolite já foi amplamente utilizado para uma variedade de aplicações comerciais e industriais, desde a construção de telhas e materiais de cobertura de pavimentação até materiais de isolamento térmico.
Mas, em 1964, o Dr. Christopher Wagner fez uma relação entre o amianto e o desenvolvimento de mesotelioma, um tipo de câncer que ataca o mesotélio – um revestimento que protege a maioria dos nossos órgãos internos. Depois dessa descoberta, foi uma questão de muito pouco tempo até ele ser proibido no mundo inteiro – ainda que, infelizmente, esteja presente em algumas estruturas mais antigas.

10.781 – Minerais Perigosos – Hidroxiapatita (Ca5(PO4)3(OH))


Hidroxiapatita (Ca5(PO4)3(OH))

O fósforo que faz parte do seu fertilizante de jardim e o flúor que está na água da sua torneira muito provavelmente vieram de uma pedra como esta, chamado hidroxiapatita. Este mineral fosfatado vêm em três variedades, cada uma, respectivamente, contendo níveis elevados de íons OH-, F-, Cl-.
A hidroxiapatita é um componente importante do esmalte do seu dente e a versão fluorapatita constitui o que é despejado no reservatório de água de cidades para prevenir as cáries na população. Só que ao mesmo tempo que ter ossos fortes e dentes saudáveis é uma coisa boa, a exposição a hidroxiapatita (seja pela mineração ou por seu processamento) irá depositar esses mesmos minerais em suas válvulas cardíacas, o que pode petrificá-las.

10.766 – Minerais Perigosos – Erionite (Ca3K2Na2 [Al10Si26O72] .30H2O (Z = 1))


erionite

É um membro da família zeólito, uma classe de minerais silicatos fibrosos com uma capacidade extremamente útil de filtrar seletivamente (por absorção) moléculas específicas a partir tanto de líquidos e da atmosfera. Frequentemente encontrada em cinza vulcânica, a erionite é muito utilizada como um catalisador para a dopagem de metais nobres utilizados para craqueamento de hidrocarbonetos e como fertilizante.
Ela, no entando, causa mesotelioma. Essa era principalmente uma doença específica de quem trabalhava com esse mineral, até perceberem que ele causava câncer também, o que colocou um fim na extração de erionite no final de 1980.

10.760 – Minerais Perigosos – Fenaquita (BeSiO4)


fenaquita

A fenaquita tem um grande valor tanto como pedra preciosa quanto por seu teor de berílio. O berílio já foi matéria-prima para muitos materiais cerâmicos, até que as pessoas descobriram que a inalação de seu pó pode causar uma doença crônica como a silicose, só que muito mais grave.
O que torna a situação ainda mais problemática é que uma pessoa não pode se recuperar dessa doença simplesmente minimizando sua exposição ao berílio. É uma condição para a vida toda. Basicamente, o que acontece é que os pulmões se tornam hipersensíveis a substância, o que provoca uma reação alérgica que cria pequenos nódulos chamados granulomas. Estes granulomas tornam a respiração extremamente difícil e podem inclusive provocar doenças como a tuberculose.