Arquivo da categoria: Museu do Som

10.699 – Mega Memória – Mini Disc Sony


Tecnologia é no ☻Mega
Tecnologia é no ☻Mega

Não Colou…Normalmente a Sony vai na contramão dos outros fabricantes, talvez seja esse o motivo
Tratava-se um disco baseado em armazenamento de dados. Armazenando, então, algum tipo de informações, normalmente audio. A tecnologia foi anunciada pela Sony em 1991 e introduzida em 12 de Janeiro de 1992. Com o tempo, a Philips e a Matsushita, mais conhecida como Panasonic, também aderiram a tecnologia Digital Compact Cassette (DCC) system. O MiniDisc tinha como objetivo repassar o áudio de analógico, como é armazenado num cassete (tape) para o sistema digital de alta fidelidade.
MD Data, uma versão para armazenar dados de computador foi anunciada pela Sony em 1993, mas isso nunca obteve um grande significado, então, hoje os MDs são usados primariamente para armazenar áudio.
Com a necessidade de se impor no mercado e devido ao fracasso do formato DAT, a Sony lançou o Mini Disk (MD), que não é mais que um mini CD regravável, dentro de uma caixa protectora.
Embora o MiniDisc tenha tido certo sucesso, ele não surpreendeu muito nos EUA e na Europa como a Sony esperava, porém, no Japão era um sucesso absoluto, sendo muito popular. O pouco sucesso também era devido ao alto custo na produção de álbuns em MD, alguns álbuns foram realizados pela própria Sony, mas com o tempo houve uma descontinuidade do processo. O produto (MD) foi licenciado para outras companhias produzirem também, como: JVC, Sharp, Pioneer, Panasonic entre outras.
O disco é permanentemente guardado em um cartucho de 68×72×5 mm com um clip deslizante que só abre quando o disco é inserido no aparelho, sendo similar a um disquete 3″½. O disco é regravável; quando está sendo gravado algo no MD, é usada à forma magnética-óptica. O laser queima um lado do disco para fazê-lo suscetível a forma magnética para então gravar os dados. Uma cabeça magnética do outro lado do MD altera a polaridade da área “queimada”, gravando os dados digitalmente no MD. Quando for feita a leitura dos dados armazenados, a luz do laser identifica o local alterado magneticamente e assim interpreta os dados como 1 ou 0 na linguagem digital. De acordo com a Sony, MDs regraváveis podem ser regravados até 1 milhão de vezes. A partir de Maio de 2005, são lançados MDs de 74 minutos e 80 minutos. Os MDs de 60 minutos, até então populares, tiveram a produção interrompida, tornando-se raro encontrar algum. Os MDs possuem um processo de leitura óptica do qual a qualidade se aproxima aos CDs, sendo o MD fisicamente diferente.
MiniDiscs usam sistema regravável por meio de magnetismo-optico para armazenar os dados. Diferente de Cassete ou analógico Compact Audio Cassette, o MD é acessível aleatoriamente, tornando o acesso às músicas muito rápido. No começo do MD é gravada uma faixa que contém todas as informações sobre as posições de todas as tracks (faixas), pois quando somente algumas músicas são apagadas e outras são gravadas no lugar, será gravado nessa faixa inicial a posição dessas novas músicas, mesmo que tenham sido armazenadas em grupos diferentes.
É importante dizer também que já existe o Hi-MD da Sony, ele pode armazenar até 45 horas de músicas no formato ATRACplus3 em 1 Gb de espaço para armazenamento.
O audio num MD é comprimido no formato ATRAC (Adaptive Transform Acoustic Coding). Um CD tem uma descompressão de 16 bits stereo linear PCM audio. A descompressão do codec ATRAC não terá a mesma qualidade que a música tinha antes de ser comprimida, mesmo que ao ouvir a música pareça igual. A última versão da Sony é o ATRAC3plus, Sharp, Panasonic, Sanyo e Pioneer tem seus próprios formatos, porém eles são interpolados, diferente do princípio do Codec da Sony. Atualmente não são mais fabricados,muitas radios usam para suas gravação de propaganda.

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10.194 – Museu do Som – O Walkman


O obsoleto walkman um dia já foi um grande sucesso...!
O obsoleto walkman um dia já foi um grande sucesso…!

Quando Akio Morita e Masaru Ibuka, fundadores da empresa Sony, tiveram a idéia de um aparelho portátil de cassetes, ninguém acreditou que fosse funcionar: quem poderia sair pelas ruas, com umas orelhas em cima das outras o dia inteiro? questionaram os responsáveis de marketing?
Entretanto, cinco anos mais tarde, a marca japonesa tinha vendido mais de 20 milhões de unidades em todo o mundo, dando um dos primeiros passos em direção da revolução multimedia do século XXI.
Tudo começou com o lançamento do Sony Walkman TPS-L2, no Japão, em 1 de Julho de 1979, quando a música virou portátil de uma vez e para sempre. Além de seu tamanho, o aparelho possuía várias características inovadoras para a época, incluindo saída dupla de audífonos, controles de volume independentes para os canais esquerdo e direito e um diferente botão laranja, na parte superior, que baixava o volume da fita e ativava um microfone, para que o usuário pudesse falar com alguém próximo, sem ter que pausar a música ou tirar o headfone.
O desenho e grande parte da mecânica do primeiro Walkman foi o resultado de uma adaptação realizada num modelo anterior de gravador- cassete, desenhado para jornalistas e repórteres, que tinha no entanto pouca qualidade de áudio na reprodução, já que seu foco era muito mais a função de gravar.
Como estratégia publicitária, o próprio Morita encarregou-se de enviar de presente um Walkman a cada estrela de cinema e televisão, tanto americana como japonesa. No momento do lançamento, o Walkman era vendido em torno de 150.00 dólares e os modelos que se seguiram foram melhorando tanto em estilo como utilização: em 1983 surgiu uma versão esportiva, amarela, a prova d’água e tombos e outra do tamanho de uma fita cassete, que cabia em qualquer bolso.
Em 1984, aparece no mercado o primeiro aparelho de discos compactos, o CD-Walkman, modelo D-50. E a partir de 1992, surge um modelo capaz de reproduzir minidiscos e, posteriormente, versões que podiam reproduzir diferentes formatos de arquivos.
Com a origem da era multimedia digital, o Walkman começou sua saída definitiva do mercado, dando lugar aos dispositivos do tipo Ipod e similares, que centralizam a possibilidade de reproduzir todo e qualquer tipo de arquivo de som, vídeo e inclusive aplicativos de software.
A Sony dedicou o nome Walkman a uma linha de celulares e em 2010 anunciou o término da venda e produção do Walkman de cassete, com 200.020.000 unidades vendidas ao longo de sua existência.

9087 – Indústria Eletrônica – A Philips


philips

A Royal Philips Electronics (NYSE: PHG, AEX: PHI), mais conhecida como Philips, é uma empresa Holandesa e líder global em cuidados com a saúde, iluminação e produtos de consumo e estilo de vida, oferecendo inovações, serviços e soluções por meio da sua promessa de marca sense and simplicity. Com sede nos Países Baixos, a Philips possui aproximadamente, cerca de 120 mil funcionários em mais de sessenta países. Com um volume de vendas de 27 000 000 000 de euros em 2007, a empresa é líder de mercado em equipamento para diagnóstico médico por imagem e monitoramento de pacientes, soluções em iluminação com base na eficiência enérgica, produtos de cuidados pessoais e para a casa, bem como eletrônicos de consumo.
A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips Electronics dos Países Baixos e atua no país há 83 anos. Líder dos mercados locais de eletroeletrônicos, eletrodomésticos portáteis, produtos para cuidados pessoais e iluminação, a Philips do Brasil atua ainda nos setores de telecomunicações, informática e equipamentos médico-hospitalares.
A Philips do Brasil também atua com a marca Walita, que é a divisão da Philips para produtos eletroportáteis, tais como liquidificadores, batedeiras, espremedores de frutas, etc.
Os alicerces daquela que viria a tornar-se uma das maiores empresas de eletrônica de todo o mundo foram lançados em Eindhoven, nos Países Baixos, em 1891. A Philips começou produzindo lâmpadas de filamento de carbono e, na virada do século, já era um dos maiores fabricantes da Europa.
Como o desenvolvimento das novas tecnologias de iluminação incentio de pesquisa destinado a estudar fenômenos físicos e químicos e ao estimular a inovação dos produtos.
Já tinham sido criadas empresas de marketing nos Estados Unidos e na França, antes da Primeira Guerra Mundial, assim como na Bélgica, em 1919. Na década de 1920, assistiu-se a uma explosão no número de empresas desta área.
Nessa altura, a Philips começou a proteger suas inovações com patentes em áreas como os raios-X e a recepção de rádio, fato que marcou o início da diversificação da sua gama de produtos. Tendo introduzido um tubo de raios-X em 1918, a Philips envolveu-se nas primeiras experiências de televisão em 1925.
Começou a produzir rádios em 1927 e, em 1932, já tinha atingido 1 000 000 de unidades vendidas. Um ano mais tarde, a produção de válvulas de rádio chegou aos 100 000 000, tendo também iniciado a produção de equipamento médico de raios-X nos Estados Unidos.
O primeiro barbeador elétrico da Philips foi lançada em 1939, momento em que a empresa já tinha 45 000 empregados em todo o mundo e um volume de vendas de 152 000 000 de florins. A ciência e a tecnologia sofreram uma enorme evolução nas décadas de 1940 e 1950, tendo a divisão de Pesquisa da Philips inventado as cabeças rotativas que conduziram ao desenvolvimento do barbeador elétrico Philishave, dando início a um extenso trabalho que, hoje, inclui o desenvolvimento dos transistores e circuitos integrados.
Nos anos 1960, estes progressos deram origem a importantes descobertas, tais como os CCDs (charge-coupled devices – dispositivos para acoplamento de cargas) e LOCOS (local oxidation of silicon – oxidação local de silício).
A Philips também teve uma contribuição muito importante no desenvolvimento da gravação, transmissão e reprodução de imagens televisivas, tendo o seu trabalho na área da pesquisa conduzido ao desenvolvimento do tubo de câmara de tevê Plumbicon, bem como ao aperfeiçoamento das substâncias fosforescentes destinadas a permitir imagem de melhor qualidade. Em 1963, introduziu o cassete de áudio compacto e, em 1965, produziu os seus primeiros circuitos integrados.
Ao longo da década de 1970, continuaram a ser apresentados novos produtos e ideias de grande relevância. A pesquisa na área da iluminação contribuiu para o aparecimento das novas lâmpadas PL e SL, que se destacam pela economia de energia. Ao mesmo tempo, o Philips Research lançou outras importantes novidades no processamento, armazenamento e transmissão de imagens, som e dados. Isso levou às invenções do disco óptico LaserVision, do CD e dos sistemas ópticos de telecomunicações.
Em 1972, a Philips criou a gravadora Polygram. Em 1974, adquiriu a Magnavox e em 1975 a Signetic, nos Estados Unidos. Nos anos 1980, as aquisições incluíram a empresa televisiva GTE Sylvania e a empresa de lâmpadas Westinghouse. Em 1983, a empresa fixou um marco tecnológico: a criação do CD. Outros marcos de referência foram, em 1984, os 100 milhões de unidades de televisores Philips produzidos e, em 1985, os 300 milhões de aparelhos elétricos de barbear Philishave.
A década de 1990 trouxe alterações significativas para a Philips. A empresa levou a cabo um importante programa de reestruturação, com o objetivo de reconquistar uma posição forte.

Pioneirismo Sempre
1891, Philips é fundada quando o engenheiro físico Gerard Philips junto com seu irmão Anton e seu pai Benjamin Frederik David, primo irmão de Karl Marx, com formação comercial, se dispõe a produzir lâmpadas incandescentes na zona de Eindhoven, província de Brabante do Norte nos Países Baixos.
1918, como o negócio funcionou graças a qualidade de suas lâmpadas e a habilidade comercial de Anton, em poucos anos introduziram um tubo de raios X médico e um serviço de reparação de aparelhos radiográficos: surgindo assim a divisão de sistemas médicos.
1925, primeiros experimentos da companhia com a televisão.
1927, se inicia a produção de rádios, sistemas combinados e outros pequenos electrodomésticos.
1940, quando começou a Segunda Guerra Mundial, as fábricas do país foram destruídas pelos bombardeios realizados pela Luftwaffe. A empresa se instalou na Bélgica, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
1950, foi fundada a Philips Records.
1965, produziu seu primeiro circuito integrado experimental e começou a lançar equipamentos electrônicos transistorizados.
1972 Philips fundou a gravadora PolyGram.
1978, introduziu seu primeiro aparelho VHS fabricado no Reino Unido e começou a produzir em massa seus radiogravadores transistorizados.
1983, fruto do trabalho conjunto com a Sony, lançou o CD (compact disc).
1995, o DVD, desenvolvido pela Philips em conjunção com a Sony e a Toshiba, foi lançado.
1998, a Philips Royal Electronics vendeu a gravadora PolyGram para a Seagram, que fundiu a PolyGram com a MCA, formando a Universal Music Group.
2001, Philips lançou a cafeteira Senseo.
2001, a Philips e a LG iniciaram uma joint venture para produção de monitores LG Philips.
2001, a sede da Philips foi transferida de Eindhoven para Amsterdã.
2007, a Philips trouxe, para o Brasil, o televisor Aurea, com a nova tecnologia Ambilight Spectra, que aumentava a tela.
2007, Philips e GoGear lançaram a linha de MP3 e MP4 players no Brasil.
2008, a Philips trouxe para o Brasil a linha de tevês Design Collection.
2009, a linha Design Collection passou por mudanças estéticas e ganhou novas funções, como conversor digital e Full HD.
2009, entrou em produção a primeira lâmpada com tecnologia LED da Philips. Seu consumo era setenta por cento menor que o das lâmpadas fluorescentes.
2010, a Philips introduziu, no mercado, a linha de tevês Image Collection, com tecnologia LED e Ambilight Spectra II.
2010, chegou no mercado a primeira tevê LED 3D da Philips.
2011, a Philips renovou sua linha de cafeteiras Senseo, agora com novo design.
A Philips desempenha um papel relevante na criação de um mundo de eletrônica digital, trazendo até as pessoas inovações de grande importância. Muitas dessas inovações encontram as suas raízes nos laboratórios da Philips Research.
Fundada em Eindhoven, nos Países Baixos, em 1914, a Philips Research é, hoje, uma das maiores organizações mundiais privadas de pesquisa e investigação, com laboratórios nos Países Baixos, na Bélgica, na Inglaterra, na Alemanha, nos Estados Unidos, na China e na Índia, empregando 2 100 profissionais.
A sua pesquisa está centrada nas áreas estratégicas da Philips: cuidados com a saúde, estilo de vida e tecnologia.

8916 – Audiotecnologia – Como é feito um disco de vinil?


As lendárias Techinics SL 1800
As lendárias Techinics SL 1800

As faixas de música são cortadas, com furos microscópicos, em um disco mole de acetato de celulose, uma substância parecida com esmalte. Depois, o disco é metalizado e usado para prensar várias cópias em vinil derretido. A música está dentro daquelas faixas onde a agulha do toca-discos entra. Essas faixas têm irregularidades microscópicas, que fazem a agulha vibrar ao passar sobre elas. Essa vibração é captada e amplificada pelo toca-discos e, voilà: som na caixa! O LP de vinil como conhecemos hoje apareceu em 1948. O vinil dominou a segunda metade do século 20, até ser desbancado pelo CD, em 1982. Hoje, ele é mais usado por alguns DJs teimosos e colecionadores, que juram de pés juntos que a qualidade do som dos bolachões dá de dez em qualquer CD ou arquivo de MP3!
(Eu não apostaria nisso).

Tudo começa com um disco de alumínio lisinho de 35 cm de diâmetro e 2 mm de espessura. Esse disco de alumínio passa por uma esteira e recebe um banho de acetato de celulose, uma substância mole parecida com um esmalte preto. O resultado é um disco de alumínio revestido de acetato
O disco revestido é colocado no torno de gravação. Enquanto ele roda, uma agulha minúscula de diamante vai cortando as faixas em espiral na superfície. O movimento do braço da agulha é dado pelos impulsos elétricos da música já gravada no estúdio em fitas magnéticas ou arquivos digitais, o que o faz vibrar levemente e deixar irregularidades microscópicas no disco
O produto é chamado de disco master de acetato, que já contém as faixas com as músicas gravadas, mas é muito frágil para ser lido por uma agulha normal de toca-discos. Então, o master de acetato é metalizado
O heavy metal começa a rolar quando o disco leva um esguicho de cloreto de estanho, que o torna grudento para outros metais. Em seguida vem um esguicho de prata líquida, depois um mergulho em um banho de níquel, que se funde com a prata e forma uma camada de metal duro. Essa camada é separada do master de acetato, que é descartado
O master de metal formado no processo, como “nasceu” do molde de acetato, contém a música em suas faixas. A diferença é que as faixas estão em alto-relevo, e não na forma de sulcos. Mas ainda não é o produto final: a peça de metal é, em seguida, colocada em um prensa
Embaixo dela, entra a gosma de vinil derretido. A prensa aperta o disco de metal contra o vinil derretido com cerca de 100 toneladas de força e a 193ºC. As faixas em alto-relevo do disco de metal são transpostas para o vinil, que, depois de achatado, seca e vira um disco! Cada peça de metal prensa milhares de cópias. O excesso de vinil das bordas é cortado e a bolacha está pronta.

8277 – Mega memória Áudio – A Revista Som Três de Dezembro de 1980 já antecipava o CD


Apesar de comprovadamente o som digital não ter sido “tudo aquilo que foi alardeado”, e há quem prefira discos de vinil,executados em um bom sistema de áudio; é interessante acompanhar a visão que se tinha desse novíssimo sistema – Tão recente, que fazia menos de um ano que tinha sido “inventado”, e nesta época a industria recém havia saído da fase de “prancheta” e dos protótipos, para lançar os primeiros modelos voltados ao mercado consumidor. No Brasil, o CD ainda levaria mais 7 anos para chegar aos consumidores, de forma tímida.. E pelo menos 14 anos até tornar-se mais “popular” (1994).
O som em formato digital do CD seria um pré-cursor do formato mp3, um sistema revolucionário que viria a desbancar tecnologias que predominavam absolutas há décadas. Mas, como dissemos, pra esquentar essa mega polêmica, há quem prefira o vinil e também quem prefira o som dos amplificadores valvulados.

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8051 – Audiotecnologia – O Rádio a Válvulas


VÁLVULA - 3´

Eram aparelhos portáteis cujas válvulas funcionavam mediante corrente fornecida por um acumulador e uma bateria de pilhas substituía a fonte e a válvula alimentadora.
Os radio receptores super-heteródinos valvulados estiveram em moda durantes muitos anos, entre 1930 e 1960 aproximadamente, sendo o aparelho principal da maioria dois lares. Naquela época o principal objetivo de todo técnico eletrônico era saber como funcionavam tais receptores pois eles consistiam em 90% do seu trabalho de reparação de oficina. Ainda hoje vemos estes rádios nas mãos de colecionadores, que os recuperam e os apresentam nas suas caixas originais que eram verdadeiras obras de arte.

diagrama

O receptor da figura chamava-se “rabo quente” por que, para alimentar os filamentos das válvulas ligados em série, era preciso ter uma redução de tensão, o que seria conseguido com a ligação de um resistor em série. Pois bem, este resistor era o próprio fio de nicromo do cabo de força. Assim, quando o radio funcionava este fio aquecia levemente, dissipando calor, o que levou ao nome que se popularizou entre os técnicos.
Analisemos então o funcionamento de nosso receptor que, no exemplo foi projetado apenas para receber ondas médias. Se bem que as ondas curtas eram populares e os receptores para elas simplesmente tinham jogos adicionais de bobinas, o FM não existia.
O receptor indicado utiliza uma antena de quadro, ou seja, na parte traseira do rádio, normalmente de madeira, era enrolado uma bobina em forma de quadro, calculada para sintonizar a faixa de onda médias.

Como Funciona:
Os sinais captados pela antena de quadro e sintonizados através de um capacitor variável de duas seções são levados à uma das grades da válvula misturadora – conversora V1. Esta válvula tem uma função dupla, pois ela também tem por função oscilar produzindo uma frequência que depende da estação sintonizada. Assim, a bobina osciladora ligada esta válvula e à outra seção do variável formam um circuito que sempre vai produzir uma frequência cuja diferença em relação a frequência da estação sintonizada seja de 455 kHz.

Assim, não importa qual seja a frequência da estação, o oscilador sempre produz um sinal cuja diferença resulte em 455 kHz. Por que isso? A idéia é que combinando os sinais das estações desta forma, obtendo-se sempre 455 kHz, podemos usar um circuito de frequência fixa para fazer a amplificador daqui para frente. Isso chama-se heterodinagem e a frequência diferença, 455 kHz é denominada Frequência Intermediária ou FI.
Assim, conforme podemos ver pelo diagrama no anodo da válvula ligamos um transformador sintonizado em 455 kHz, o transformador de FI, onde os sinais de qualquer estação, agora convertidos para esta frequência, podem passar para a etapa seguinte.
A etapa seguinte é a primeira amplificadora de FI, tendo por elemento principal a válvula V2. Esta válvula amplifica então estes sinais e os joga no segundo transformador de FI de onde eles passam para uma etapa seguinte.
A etapa seguinte tem função dupla. Ela serve como detetora e ao mesmo tempo pré-amplificadora de áudio. É utilizada uma válvula triodo com dois dinodos (pequenos eletrodos auxiliares); Aplicando o sinal de FI, que é um sinal modulado de 455 kHz, a válvula detecta estes sinais, separando a componente de alta frequência (455 kHz) do sinal de áudio, que desejamos reproduzir.
O sinal de alta frequência é desviado para a terra, mas o sinal de áudio é aplicado à grade da válvula recebendo então uma amplificação. Este é o ponto do rádio em que deixamos de ter sinais de altas frequências e passamos a ter apenas sinais de áudio de baixas frequências.
No anodo da válvula V3 está ligado o potenciômetro de controle de volume que nos permite determinar quanto de áudio passa para a válvula seguinte que é a de saída (V4).
Para amplificação de potência de áudio normalmente eram utilizadas válvulas pentodo de potência como a 50L6. Esta válvula fornece uma potência de aproximadamente 2 W de saída o que é mais do que suficiente para um pequeno rádio de mesa, como este.
No entanto, observe que o alto-falante não pode ser ligado diretamente à válvula, pois o alto-falante é de baixa impedâncias e as válvulas são dispositivos de altas impedâncias de saída. Para casar as impedâncias é então utilizado um pequeno transformador e a saída onde é ligado o alto-falante.
Elementos adicionais das etapas são os resistores de polarização e os capacitores de acoplamento e desacoplamento.
Os receptores transistorizados seguem o mesmo esquema de funcionamento com a única diferença que, em lugar de cada válvula é utilizado um transistor.
Para completar a alimentação de corrente contínua para este circuito vem de uma fonte especial. O circuito deve funcionar com uma tensão da ordem de 150 V contínuos, o que é obtido retificando-se e filtrando-se a tensão da rede. Esta função é feita pela válvula V5, uma 35Z5, retificadora de meia onda. Na entrada aplicamos a corrente alternada diretamente da rede e na saída obtemos corrente contínua que é filtrada por um grande eletrolítico duplo.
Observe que este rádio não é isolado da rede, representando pois, perigo de choque para qualquer pessoa que tocar em suas partes;
Para os técnicos a maior parte do trabalho depois da reparação consistia em se fazer o ajuste, levando os circuitos a operar na frequência correta. Observe a quantidade de trimmers que tinham de ser ajustado cuidadosamente para se obter o funcionamento do circuito.

8010 – Áudio – O timbre da voz muda ao ser gravada


A voz humana alcança entre 100 e 10 mil hertz e a maioria dos aparelhos de gravação não capta todas as frequências, fazendo mudar o timbre da voz.
Mas alguns gravadores digitais e profissionais conseguem uma fidelidade de som bem melhor, nos referimos as gravações analógicas em fita, que deixavam muito a desejar.

Antigo rádio-gravador da Aiko
Antigo rádio-gravador da Aiko

A Velha Fita K7
Com fôlego de gato, ainda é utilizada por alguns audiófilos.
A fita cassete ou compact cassette é um padrão de fita magnética para gravação de áudio lançado oficialmente em 1963, invenção da empresa holandesa Philips.
O cassete era constituído basicamente por 2 carretéis, a fita magnética e todo o mecanismo de movimento da fita alojados em uma caixa plástica, isto facilitava o manuseio e a utilização permitindo que a fita fosse colocada ou retirada em qualquer ponto da reprodução ou gravação sem a necessidade de ser rebobinada como as fitas de rolo. Com um tamanho de 10 cm x 7 cm, a caixa plástica permitia uma enorme economia de espaço e um excelente manuseio em relação às fitas tradicionais.
O audiocassete ou fita cassete foi uma revolução difundindo tremendamente a possibilidade de se gravar e se reproduzir som. No início, a pequena largura da fita e a velocidade reduzida (para permitir uma duração de pelo menos 30 minutos por lado) comprometiam a qualidade do som, mas recursos tecnológicos foram sendo incorporados ao longo do tempo tornando a qualidade bastante razoável. Recursos como: novas camadas magnéticas (Low Noise, Cromo, Ferro Puro e Metal), cabeças de gravação e reprodução de melhor qualidade nos aparelhos e filtros (Dolby Noise Reduction) para redução de ruídos.
Os primeiros gravadores com áudio cassete da Philips já eram portáteis, mas no final dos anos 70 com a invenção do walkman pela Sony, um reprodutor cassete super compacto de bolso com fones de ouvido, houve a explosão do som individual.

No início deixava a desejar…
Previstos originalmente como meio para ditado e uso como gravador de som prático e portátil, a qualidade dos primeiros reprodutores não era muito adequada para música, além disto os primeiros modelos tinham falhas na mecânica. Porém rapidamente as falhas foram sanadas, diversos modelos produzidos, alguns foram incorporados aos receptores portáteis de rádio. Assim as melhoras na qualidade de som fizeram com que o cassete suplantasse a gravação da fita de rolo na maioria de seus usos domésticos e profissionais. É preciso lembrar também que na metade da década de ’60 o consumo da música explodiu, logo uma forma prática de se gravar e ouvir música foi o ideal para um público jovem.

A produção em massa dos cassetes compactos de áudio começou em 1964, em Hannover, Alemanha. Os cassetes de música pregravada, também conhecidos comercialmente como “musicassetes” (MC), foram lançados na Europa no final de 1965. Nos Estados Unidos, em 1966, com uma oferta inicial de 49 títulos pela Mercury Record Company, uma filial norte-americana da Philips.
Em 1971, a empresa Advent Corporation introduziu seu modelo 201, que combinou a redução de ruídos Dolby tipo B com uma fita de dióxido de cromo (CrO2) cuja [coercitividade] (capacidade de reter a informação magnética) era muito maior que o óxido de ferro resultando em um som com menos chiado de fundo (hiss). O resultado tornava o cassete mais apto para o uso musical e o começo da era dos cassetes e reprodutores de alta fidelidade.

Anos Dourados:
Previstos originalmente como meio para ditado e uso como gravador de som prático e portátil, a qualidade dos primeiros reprodutores não era muito adequada para música, além disto os primeiros modelos tinham falhas na mecânica. Porém rapidamente as falhas foram sanadas, diversos modelos produzidos, alguns foram incorporados aos receptores portáteis de rádio. Assim as melhoras na qualidade de som fizeram com que o cassete suplantasse a gravação da fita de rolo na maioria de seus usos domésticos e profissionais. É preciso lembrar também que na metade da década de ’60 o consumo da música explodiu, logo uma forma prática de se gravar e ouvir música foi o ideal para um público jovem.

A produção em massa dos cassetes compactos de áudio começou em 1964, em Hannover, Alemanha. Os cassetes de música pregravada, também conhecidos comercialmente como “musicassetes” (MC), foram lançados na Europa no final de 1965. Nos Estados Unidos, em 1966, com uma oferta inicial de 49 títulos pela Mercury Record Company, uma filial norte-americana da Philips.
Em 1971, a empresa Advent Corporation introduziu seu modelo 201, que combinou a redução de ruídos Dolby tipo B com uma fita de dióxido de cromo (CrO2) cuja [coercitividade] (capacidade de reter a informação magnética) era muito maior que o óxido de ferro resultando em um som com menos chiado de fundo (hiss). O resultado tornava o cassete mais apto para o uso musical e o começo da era dos cassetes e reprodutores de alta fidelidade.
Entre a década de 1970 e os meados da década de 1990, o cassete era um dos dois formatos mais comuns para a música pregravada, junto aos discos de vinil (compactos e LPs). A venda de conjuntos integrados (no Brasil 3 em 1) com receptor FM, toca-discos para vinil e gravador cassete fizeram com que houvesse uma tremenda difusão nas fitas gravadas domésticamente, cada um podia fazer a sua seleção de músicas das rádios ou dos discos.

Durante a década de 1980, a popularidade do cassete se manteve como resultado dos gravadores portáteis de bolso e os reprodutores pessoais como o Walkman da Sony, cujo tamanho não era muito maior do que o do próprio cassete e que permitia a música ser levada “dentro do seu bolso”. À parte dos avanços puramente técnicos dos cassetes, estes também serviram como catalisadores para o câmbio social. Sua durabilidade e facilidade de cópia ajudaram na difusão da música underground e alternativa bem como no intercâmbio musical entre o então “Ocidente” e a “Cortina de Ferro” (países socialistas) trazendo a música underground rock e punk e levando o rock ocidental.
Importante notar que o áudiocassete é um suporte analógico, ainda que mais tarde a Philips desenvolveu um sucessor compatível e digital (o Digital Compact Cassette, o DCC) bem como outros desenvolveram outros formatos digitais baseados em fita, como a Digital Audio Tape (DAT).

Decadência e morte honrosa
Embora como dissemos ainda seja utilizada por alguns audiófililos, as fitas k7 de alta fifelidade, cromo e metal já não são mais fabricadas há uma década.
Em muitos países ocidentais, o mercado de cassetes entrou em sério declive desde o seu auge no final da década de 1980. Isto notou-se particularmente com os cassetes pregravados, cujas vendas foram superadas pela dos CDs durante a década de 1990.

Sony Metal-SR Tape

Em 2001, os cassetes constituíram somente 4% de toda a música vendida nos Estados Unidos. Não obstante, no final da década de 2000, os cassetes virgens standart ainda estavam sendo produzidos.

Muitas companhias fabricantes do áudiocassete deixaram de produzi-lo no final da década de 2000, já que este tem sido fortemente desbancado pelos meios digitais com os reprodutores de Mp3, cuja mídia pode ser um CD, cartão de memória ou DVD com um qualidade de som superior e maior duração.

Apesar da disponibilidade ampla dos meios de alta fidelidade, os cassetes também seguem sendo populares para usos específicos incluindo áudio para carro e outros ambientes difíceis em países em desenvolvimento. Os reprodutores de cassetes são tipicamente mais resistentes a poeira, calor e choques do que a maioria dos meios digitais (principalmente CDs). Ainda que os gravadores digitais de voz atualmente sejam mais populares, os gravadores de cassete (e até mesmo microcassete) tendem a ser mais baratos e de qualidade suficiente para tomar notas em palestras, aulas, reuniões, etc. Ainda vendem-se em cassete audiolivros, mensagens religiosas e outros materiais falados. Sua fidelidade mais baixa não é considerada uma desvantagem para tal conteúdo. Enquanto que a maioria dos editores vendem audiolivros em CD, geralmente também oferecem uma versão em cassete a um preço mais baixo. Além disto a produção dos cassetes continua em nichos musicais específicos, como músicos alternativos (“indies”) e progressistas e para ensino de idioma em países como Coréia do Sul.
O cassete, dependendo do comprimento da fita, permite diversas durações de gravação. Precisamente, o nome da fita já indica a duração da mesma, como C-60 (60 minutos, 30 para cada lado) Quanto maior o comprimento, mais fina é a fita, a fim de que ocupem o mesmo espaço do cartucho que as de menor comprimento. Quanto mais finas as fitas, pior é a adaptação às da própria caixa, o que pode provocar um mau contato cabeçote-fita, que pode fazer com que a fita se enrosque, podendo danificar o toca fitas.

Os fabricantes desaconselham energicamente o uso das C-120 e, em menor escala, as C-90.

As fitas que estão (ou estiveram) disponíveis no mercado são:

C-5 (usada mais como fita de demonstração);
C-7 (idem)
C-46;
C-60 (mais usada até hoje);
C-74;
C-90 (outra mais usada, porém em menor escala);
C-100;
C-110;
C-120.

Por material magnético
Utilizam-se diversos tipos de material magnético para os cassetes. Cada um deles tem diferentes requisitos de polarização (bias) e equalização. Segundo este critério, podem-se distinguir quarto tipos de fitas:

Fita IEC type I (normal): estão baseadas em óxido férrico (Fe2O3) e foi o tipo original de fitas. Usam uma equalização de 120 µs;
Fita IEC type II: Por volta de 1970, a empresa Basf introduziu o dióxido de cromo (CrO2). Esse tipo de fita requer uma equalização de 70 µs;
Fitas IEC type III: A Sony desenvolveu uma fita de camada dupla, utilizando ao mesmo tempo óxido férrico e dióxido de cromo. Chamou-se “ferrichrome” (FeCr). Estas fitas só estiveram disponíveis por um curto período de tempo na década de 1970;
Fitas IEC type IV (metal): Também utilizam equalização de 70 µs e proporcionam novos avanços e melhoras na qualidade de som, assim como mais resistência ao desgaste.
A qualidade se reflete normalmente no preço, sendo as mais baratas as de type I. As fitas type II se consideram como de qualidade de som de CD e as de type IV com qualidade superior à do CD.

Cuidados com as fitas cassete

Não exponha a fita a poeira e umidade;
Não exponha a fita a temperaturas extremas (ambientes muito quentes ou muito frios);
Mantenha a fita afastada de geradores de campos magnéticos, como ímãs, altofalantes, televisores, etc;
Quando a fita não estiver em uso, conserve-a dentro da capa plástica;
Para evitar desgravações acidentais, quebre as linguetas de gravação. Caso queira apagar uma fita com linguetas já quebradas,basta cobrir as aberturas deixadas pelas mesmas.
Seguindo estes cuidados, a durabilidade da fita cassete pode ser de 40 anos ou mais.

7639 – Áudio – Os Equalizadores Gráficos


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São aparelhos de som desenvolvidos na década de 1970 empregados para se fazer a equalização paramétrica, isto é, alterar parâmetros que por sua vez alteram a curva de resposta em freqüência em Quilohertz do sinal de áudio. Quanto menor a frequência em Hertz mais grave será som e, quanto maior a freqüência mais agudo. Um equalizador possui diversas faixas de equalização, isto é, controles de intensidade (amplitude) do sinal para as diversas freqüências que o aparelho comportar. Normalmente os aparelhos possuem 10 faixas (uma faixa para cada oitava) ou 30 faixas (uma para cada terço de oitava). É um item muito importante dos aparelhos de som, pois sem ele não se pode corrigir certas falhas da freqüência principalmente referentes aos graves e agudos.
No estúdio de gravação deve ser colocado em um ponto em que possa ser gravado pois em um ponto que serve só como monitoração pode “enganar” o técnico de som. A grande utilidade do equalizador é que a mesa de som é deficiente em agudos (não atinge o nível ideal de agudos) e o microfone e os instrumentos musicais exigem mais para chegar ao padrão universal de agudos. O equalizador deve ser aplicado na gravação e não em pós-edição. Para gravar deve ser ajustado o mais próximo possível do ideal, para se tentar evitar de ter-se que equalizar em pós-edição por preguiça de regravar. Em pós-edição o equalizador tira peso (potência dos agudos) mas na gravação mantém o peso. Muitos erram e gravam plano e depois equalizam. O som pode até ficar na equalização ideal, mas sem peso. Quanto mais alteração pós-edição mais qualidade se perde.
Em aparelhos de som comuns, é utilizado para equalizar o som de acordo com a preferência do ouvinte no momento da execução. Neste caso, geralmente apresenta algumas predefinições para cada estilo musical como Rock, Pop, Classic, etc. (Eu particularmente não recomendo tais pré-definições).

Num equalizador de 10 faixas temos por canal:
Faixa de 16kHz: Agudos super delicados.
Faixa de 8 kHz: Agudos comuns.
Faixa de 4 kHz: Os agudos estridentes “ardidos”.
Faixa de 2 kHz: Médios.
Faixa de 1 kHz: Médios.
Faixa de 500hz: Médio-graves. (Mais “ocos”).
Faixa de 250Hz: Médio-graves. (Menos “ocos”).
Faixa de 125Hz: Graves normais.
Faixa de 64Hz: Sub graves.
Faixa de 32Hz: Extremos sub graves.

Fator Q
A equalização ocorre como um aumento ou diminuição da amplitude de um sinal em uma dada frequência. No entanto, as frequências vizinhas também são aumentadas ou diminuídas em menor intensidade para que não haja uma transição brusca entre o sinal não equalizado e a frequência alterada. À largura da distribuição nas frequências vizinhas é chamado de fator Q, ou fator de qualidade. Amplificadores que possuam tal controle permite que se regule se a alteração será agressiva (Q alto, pouca distribuição nas frequências vizinhas, criando um pico ou vale acentuado na resposta em frequência) ou se será suave (Q baixo, alta distribuição nas frequências vizinhas, cria um pico ou vale diluído na resposta em frequência).

Observação: Embora o uso dos equalizadores melhorem muito a qualidade finaldo som, eles tem entrando em desuso. Com o advento das tecnologias digitais, que proporcionam uma fidelidade de som muito alta e lançamento de equipamentos multi-funções, além da necessidade de redução de espaço e número de conecções (fiações), muitos profissionais vem optando por não mais utilizar os equalizadores.

Master DJ Carlos

Master DJ Carlos
Master DJ Carlos

7539 – Tecnologias – Era bom, mas não colou – Digital Compact Cassete


digital audio tape dat

Cansados de esperar pelo sucesso do Digital Audio Tape (DAT), uma fita pequena e de alta performance – que nunca emplacou devido ao preço exorbitante da aparelhagem capaz de reproduzi-la -, as empresas resolveram criar o Digital Compact Cassete (DCC). Mais barato e muito semelhante à fita cassete comum, o DCC tem uma diferença básica: em vez de gravar e interpretar oscilações magnéticas, ele registra na fita milhares de bits de informação, tal qual fazem os computadores nos disquetes.
Isso garantia a qualidade do som por muito tempo, ao contrário das tradicionais fitas analógicas que, depois de serem tocadas muitas vezes, se desmagnetizam e perdem alguns dos sons, sobretudo os agudos. O sistema DCC foi lançado no Brasil, em abril de 1993, pela Basf, fabricante do cassete digital, e pela Philips, fabricante do aparelho de som e também não emplacou. Embora bom, foi um fiasco nas vendas. Ninguém precisaria jogar suas fitas comuns no lixo. “O equipamento também reproduzia os cassetes tradicionais analógicos.

6843 – Museu do Som – O Micro System da Aiko


A Evadin Indústrias Amazônia S/A é uma das empresas do grupo empresarial Evadin.
Há mais de trinta anos no mercado, iniciou suas operações em 1.967 como importadora e distribuidora exclusiva dos produtos da empresa japonesa Mitsubishi Electric no Brasil.
Foi pioneira na Zona Franca de Manaus, onde inaugurou sua indústria em 1.972, produzindo eletrônicos com a marca própria Aiko. À partir de 1979, passou a fabricar, distribuir e garantir em todo o território nacional, Televisores e Videocassetes com a marca e tecnologia Mitsubishi.
Em 1994, a Evadin começou a montar os telefones celulares Motorola e, no ano seguinte, recarregadores de baterias.
No ano 2.000 a Evadin ingressou no segmento de informática, passando a desenvolver, industrializar, distribuir e garantir microcomputadores e monitores de vídeo com a marca PCI, bem como monitores de vídeo para a AOC.
Em 2.003 a Evadin reiniciou a fabricação e distribuição de telefones celulares, agora com sua marca Aiko.
Hoje a Evadin ocupa um lugar de destaque entre as empresas do ramo eletrônico, resultado de seu contínuo aperfeiçoamento de tecnologia, vocação para produtos de alta qualidade e dedicação ao mercado brasileiro.
Sua fábrica, uma das mais modernas da Zona Franca de Manaus, localiza-se em uma área construída de 50.000 m², e seus produtos estão presentes em cerca de 6.000 pontos de vendas em todo o Brasil, sendo 2.500 só em São Paulo.
A administração central, estrutura de apoio e central de atendimento ao consumidor e ao revendedor estão na capital de São Paulo, em um prédio próprio com 25.000m² de área construída.

Veja ele aqui com o equalizador da Tarkus

O Micro System da Aiko foi lançado em 1982, era um sistema compacto de alta potência e qualidade e que competia com sistemas residenciais modulados bem maiores. O produto foi um sucesso de vendas. Consistia em um amplificador, um tuner digital e um tape deck, todos independentes, que eram conectados entre si atraves de um plug dim ou Philips, ao contrário dos demais que usavam plug RCA.
Um dos melhores equipamentos portáteis já fabricados no Brasil.
A tarkus desenvolveu um equalizador de tamanho reduzido que podia ser adaptado ao conjunto.

O conjunto original

Amplificador PA-3000

Potência de saída por canal
20W RMS (? Ohms, 1% THD, 20Hz – 20kHz)
40W RMS (? Ohms, ? THD, ? Hz – ? kHz)
Resposta de Freqüência
20Hz – 20kHz (+/-0,2dB)
Relação Sinal/Ruído
46dB (Phono)

71dB (Line)
Sensibilidade e Impedâncias
0,6mV / 47k ohms (Phono)

35mV (Tuner/Auxiliar)

64mV (Tape)
Phono Overload
150mV (1kHz) / 47k Ohms
Equalização Phono (curva RIAA)
20Hz – 20kHz (+/-0,5dB)
Controle de tonalidade
-9dB / +8dB a 100Hz (Graves)

-9dB / +8dB a 10kHz (Agudos)
Loudness
+5dB a 100Hz, +5dB a 10kHz
Alimentação
117/220V (60Hz)
Consumo
100W (máx. sinal)
Dimensões
210 x 67 x 173 mm

Tuner DT-3000 (digital)
Especificações Técnicas

Faixa de sintonia FM
88 – 108mHz
Sensibilidade útil
3,16uV (15dBf)
Faixa de sintonia AM
525 – 1650kHz
Sensibilidade útil
398uV/m
Resposta de Freqüência
30Hz – 15kHz (-0,5dB)
Relação Sinal/Ruído
60dB
Separação entre canais
40dB (1kHz)
Saídas de Audio
560mV (FM), 250mV (AM)
Alimentação
117/220V (60Hz)
Consumo

Dimensões
210 x 67 x 173 mm (LxAxP)
Peso
2,1 Kg

Tapr Deck TD-3000
Especificações Técnicas

Fitas compatíveis
Norm / FeCr / CrO2
Velocidade da Fita
4,75 cm/s
Resposta de Freqüência
40Hz – 12,5kHz (Norm) -3dB

40Hz – 14kHz (CrO2) -3dB
Distorção Harmônica Total (THD)
1,5%
Relação Sinal/Ruído
50dB (NR off)
Wow & Flutter
0,2% (wRMS)
Separação entre canais
45dB (1 kHz)
Nível de entrada
60mV
Impedância de entrada
47 k Ohms
Nível de saída
500mV
impedância de saída
2k2 Ohms
Alimentação
117/220V (60Hz)
Consumo
10W
Dimensões
210 x 138 x 173 mm (LxAxP)
Peso
2,5 Kg

6555 – Audiotecnologia – A GRAVAÇÃO E REPRODUÇÃO DO SOM


O primeiro protótipo do fonógrafo foi obtido pelo francês Léon Scott em 1857, quando estudava as características do som. Somente vinte anos depois, no entanto, graças a uma máquina inventada por Thomas Alva Edison, foi possível ouvir a reprodução de uma gravação. No século XX, desenvolveram-se muito as técnicas de gravação e reprodução acústica, o que resultou numa série de aparelhos domésticos destinados ao lazer.
Gravação do som é a estocagem, numa base de gravação (um disco, por exemplo) das vibrações produzidas no ar pelo som. Na reprodução, o processo se inverte, de maneira que as vibrações estocadas novamente se convertem em ondas sonoras. Os sistemas de gravação e reprodução do som visam à conservação documental de determinadas informações sobre meios físicos que permitam sua reedição posterior. A finalidade desses registros varia amplamente e pode ser tanto o lazer musical, como o comércio ou o estudo.
Entre as técnicas de gravação e reprodução do som existentes, destacam-se os sistemas de base mecânica, de que são exemplo os fonógrafos e eletrolas; os de base magnética, como os gravadores e toca-fitas que utilizam fitas cassete; e os de base óptica, caso das trilhas sonoras de filmes cinematográficos e dos discos compactos digitais, ou compact discs.
O primeiro aparelho mecânico de reprodução do som, inventado por Thomas Edison em 1877 e patenteado no ano seguinte, constava de um cilindro coberto com papel de estanho e um pavilhão, que tinha no fundo um diafragma ao qual se fixava uma agulha. Uma manivela imprimia ao cilindro um movimento de rotação e outro, mais lento, de translação, de modo que a agulha, apoiada sobre o papel de estanho, nele produzia um sulco ao riscar uma curva espiral ininterrupta. Quando se emitia um som, como a voz de uma pessoa, diante do pavilhão, as ondas sonoras provocavam vibrações no diafragma, que as transmitia à agulha. Esta produzia no papel uma série de elevações e depressões decorrentes das oscilações. Desse modo, o som original era “inscrito”, na forma de sulcos, sobre o papel. Ao passar a agulha do diafragma pelo sulco traçado durante a gravação, ela acompanhava as sinuosidades existentes e tornava a vibrar de modo idêntico. Essas oscilações se transmitiam ao diafragma e depois ao próprio ar, onde novamente se formavam ondas sonoras audíveis, que repetiam os sons originais.
A máquina de Edison, embora de concepção genial, tinha algumas limitações além da imperfeição da reprodução: a gravação na folha de estanho só podia ser tocada poucas vezes, não permitia cópias nem a possibilidade de o papel ser retirado e guardado. Em 1885, Alexander Graham Bell, seu primo Chichester A. Bell e Charles Sumner Tainter substituíram o papel de estanho por um invólucro de papel encerado, que se podia recolher com facilidade.
A primeira gravação sobre um disco plano se deve ao alemão naturalizado americano Emil Berliner, que traçou num disco de zinco uma linha espiral (partindo das extremidades para o centro do disco), sobre a qual deslizava a agulha. De acordo com as patentes, porém, Edison tinha os direitos da gravação com sulcos, e Bell-Tainter os da impressão em cera. Assim, Berliner foi levado a procurar uma solução nova: sobre um disco de zinco recoberto com uma fina camada de cera, um serpenteador transversal registrava as vibrações; depois, aplicava-se um ácido que atacava somente o metal e, desse modo, produzia uma estria nos lugares em que a agulha havia retirado a cera. O disco ficava pronto depois que se derretia a cera restante.
Berliner, porém, prosseguiu com as pesquisas, pois seu sistema ainda apresentava o inconveniente de só permitir a produção de um disco de cada vez. A possibilidade de cópias surgiu depois que ele teve a idéia de recobrir o disco original com um metal mais duro e obteve um molde, isto é, uma reprodução em negativo do original, com o qual pôde fabricar outros discos.
Outra inovação importante ocorreu em 1890, quando foram instalados mecanismos de corda nos aparelhos de cilindro de Edison e de Bell-Tainter, que já encontravam boa aceitação no mercado. O próprio Berliner teve a idéia de apresentar um tipo diferente de aparelho, de preço mais baixo. Com a colaboração do mecânico Eldridge Johnson, inventou o gramofone, aparelho que em 1896 já era vendido em todos os Estados Unidos. Iniciou-se então a produção de discos aos milhares.
Feitas por meio do poder mecânico das ondas sonoras, essas gravações eram denominadas mecânicas ou acústicas. Os discos também eram tocados mecanicamente. O grande êxito do sistema fonográfico de discos planos nos Estados Unidos e na Europa incentivou o rápido aperfeiçoamento dos materiais, bem como melhoramentos estruturais, como a incorporação de motores elétricos, que resultou num aparelho denominado toca-discos.
Apesar do grande interesse suscitado pela reprodução de sons ainda nos primeiros anos do século XX, ela era ainda estridente e barulhenta, com uma gama limitada de tons. A sonoridade dependia diretamente da intensidade da voz ou do instrumento musical, pois não se conhecia nenhum processo de controle do volume acústico do disco, para aumentá-lo ou diminuí-lo, nem de regulagem da velocidade de rotação. Além disso, era impossível gravar uma seleção musical executada por uma orquestra ou um grupo numeroso de músicos e cantores, já que cada executante devia cantar ou tocar seu instrumento perto da boca de um objeto semelhante a uma corneta, usado para concentrar a energia do som.
Em 1915 houve uma verdadeira revolução quando o americano Lee De Forest inventou um amplificador de tubo a vácuo. A invenção marcou a transição da gravação acústica para a elétrica, o que imprimiu uma considerável melhora no método que, unido à utilização de novos materiais na confecção dos discos e das agulhas e ao desenvolvimento tecnológico dos sistemas de reprodução (alto-falantes, amplificadores etc.), permitiu uma excelente qualidade sonora final. Padronizou-se então a gravação de discos de 4min30s de duração e 78rpm (rotações por minuto), originalmente feitos de goma-laca e depois de resinas sintéticas termoplásticas.
A gravação de longa duração (long-playing), conhecida como LP e lançada comercialmente em 1948 pela marca Columbia, foi projetada para tocar à velocidade de 33 1/3rpm. Por usar microssulcos, permitia um tempo de reprodução de trinta minutos para cada lado do disco. Essa técnica foi uma verdadeira revolução, pois apresentava a vantagem da economia e da fabricação com vinil, material plástico flexível e resistente, que produz muito pouco ruído pela fricção. Os discos compactos de 45rpm tocavam até oito minutos por lado e foram introduzidos em 1949. Gravações estereofônicas, com dois canais separados de som gravados no mesmo sulco, foram feitas a partir de 1958. No início da década de 1970, surgiram os discos quadrafônicos, com dois canais adicionais, mas não tiveram sucesso comercial.

Sistemas Magnéticos
A idéia de empregar um material magnético como base de gravação de sons, antecipada pelo inventor dinamarquês Valdemar Poulsen em 1898, só foi posta em prática pela indústria na década de 1920, quando começaram a ser utilizadas fitas magnéticas. Os primeiros gravadores usavam um arame, que era passado sob velocidade uniforme de um carretel para outro, através do campo magnético de um eletroímã. As ondas sonoras de um fone eram transformadas em impulsos elétricos e passavam para o eletroímã, que magnetizava o arame, segundo as ondas sonoras originais. Para reproduzir os sons da gravação magnética, fazia-se passar o arame pelo campo de um eletroímã semelhante, com a mesma velocidade e na mesma direção anterior. As partes então imantadas do arame produziam um impulso elétrico transmitido ao fone, onde o som era reproduzido.
Posteriormente, começaram a ser utilizadas fitas magnéticas constituídas de tiras de papel às quais se aplicava o resultado da secagem de um líquido saturado de partículas magnetizadas. Na Alemanha e nos Estados Unidos se desenvolveu, na década de 1930, um processo de gravação magnética sincronizada com as películas cinematográficas, base do sistema denominado magnetofone.
As modernas fitas de gravação magnética consistem num filme de base plástica recoberto de material magnético, geralmente óxido de ferro, embora se usem também o dióxido de cromo e partículas de metal puro. A gravação sobre essas fitas se faz por meio do gravador, que efetua a conversão do som em sinal elétrico, depois aplicado sobre uma espira enrolada ao redor de um núcleo de ferro magnetizado. Os gravadores podem ter várias velocidades e números de pistas, mas todos baseiam-se no mesmo princípio: uma bobina magnética, chamada cabeçote de gravação, atua como um ímã e magnetiza as partículas de óxido que constituem a base magnética da fita.
Nos sistemas magnéticos, o sinal elétrico a ser gravado é emitido por uma fonte, que pode ser microfone, disco, rádio etc. Depois de amplificado num circuito eletrônico, esse sinal elétrico é enviado à fita através de um cabeçote, bobina construída sobre um núcleo de ferro magnetizado, sobre cuja superfície a fita se move. A corrente na bobina produz uma força que magnetiza as partículas da fita. Para fazer a reprodução do som, basta passar o mesmo trecho da fita sobre o cabeçote de reprodução. As porções magnetizadas da fita provocam alteração do fluxo magnético no núcleo, gerando uma voltagem que é amplificada e enviada para os alto-falantes, os quais, ao vibrarem, reproduzem o som original.
Os principais tipos de fitas de gravação são a de rolo e a cassete. Os gravadores de fitas de rolo foram os primeiros a serem desenvolvidos e são usados principalmente para gravações profissionais. Podem operar a diferentes velocidades e têm grande flexibilidade, inclusive capacidade de gravar até 24 trilhas separadas. A fita cassete consiste num jogo de dois carretéis de fita dispostos num estojo retangular fechado. Embora o sistema de fitas cassete seja menos flexível e de maneira geral apresente menos fidelidade que os de fitas de rolo, os gravadores de cassete tornaram-se mais populares, principalmente devido à facilidade de operação.

O primeiro sistema óptico foi inventado por De Forest, que em 1923 desenvolveu técnicas de transcrição de ondas sonoras em impulsos de luz que podiam ser fotografados sobre uma tira de filme. Quando se passava o filme entre uma fonte luminosa e uma célula fotoelétrica num projetor cinematográfico, as imagens se transformavam novamente em voltagens elétricas que podiam se converter em som por um sistema de alto-falantes.
Outro tipo de gravação óptica é a de disco compacto digital (compact disc ou CD). Os métodos de gravação, leitura e reprodução sonora mediante raios laser determinou uma autêntica revolução tecnológica desses aparelhos. A durabilidade, a precisão de leitura e a qualidade do som dos compact discs determinaram a troca gradual, em determinados círculos, dos sistemas de audição fonográfica e magnética pelos de tecnologia a laser. Diferentemente dos demais métodos de gravação e reprodução, que criam “analogias” do som original e são por isso chamados de métodos analógicos, a gravação digital reproduz amostras do som a intervalos determinados e as converte em números binários, que são então gravados em fita sob a forma de uma série de pulsos. Os compact discs tornaram-se disponíveis comercialmente a partir do início da década de 1980 e alcançaram grande popularidade no início da de 1990. Outros sistemas digitais são o digital audio tape (DAT) e o digital compact cassette (DCC).

Auxiliares
A gravação de discos e fitas magnéticas em escala industrial é realizada em estúdios e requer uma série de operações executadas por pessoal técnico e mediante o uso de aparelhos especiais. As fitas magnéticas podem ser gravadas também por amadores, por meio de processo mais simples, com aparelhagem reduzida e sem necessidade de estúdio e de conhecimentos especializados. Nas operações profissionais de gravação e reprodução do som, empregam-se instrumentos adicionais que permitam verificar as sucessivas transformações do sinal desde a emissão acústica até a gravação, e desde a leitura até sua reprodução sonora.
Os instrumentos conversores da potência acústica em elétrica se denominam microfones; neles, o som faz vibrar um diafragma, e essa vibração se transforma em pulso elétrico. As sucessivas conversões do sinal original provocam uma perda de potência que, tanto nos processos de gravação como nos de reprodução, se corrige com o emprego de amplificadores. Os elementos finais dos sistemas de reprodução são os alto-falantes, cujo funcionamento é basicamente inverso ao dos microfones.
A utilização de sistemas elétricos de conversão do sinal produz perturbações intrínsecas denominadas ruídos, que podem ser reduzidos por mecanismos de filtro e pelo uso de amplificadores de sinais. O termo alta fidelidade (ou hi-fi, do inglês high fidelity) designa um estado de qualidade mínima que se requer de uma reprodução. As condições necessárias para os sistemas de alta fidelidade são a adequação do espectro de audição a todas as freqüências de som presentes na gravação, a faixa de volume suficiente para distinguir o sinal dos ruídos e distorções, a fidelidade na reprodução temporal dos sons e na reprodução aproximada do ambiente acústico durante a gravação.
A reprodução do som pode ser monoacústica, quando se faz através de um único canal de saída; monofônica, que se vale de um canal tradutor simples, utilizada geralmente em sistemas fonográficos e radiofônicos; estereofônica, que utiliza os microfones de gravação; e quadrifônica, capaz de reproduzir fielmente o ambiente sonoro da gravação.

O Museu da Imagem e do Som


O Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), é um museu público estadual, subordinado à Secretaria da Cultura, criado na cidade de São Paulo em 1970, fruto de um projeto iniciado alguns anos antes por intelectuais e produtores culturais, como Ricardo Cravo Albin, Paulo Emílio Salles Gomes, Rudá de Andrade, Francisco Luiz de Almeida Salles e Luiz Ernesto Machado Kawall.
Localizado no Jardim Europa, distrito de Pinheiros, tem por objetivo coletar, registrar e preservar o som e a imagem da vida brasileira, nos seus aspectos humanos, sociais e culturais. Nas décadas de 70 e 80, destacou-se como importante núcleo de difusão artística e educativa, convertendo-se em um centro de referência para a pesquisa audiovisual brasileira.
Conserva um vasto acervo, com mais de 350 mil registros, composto por filmes (curtas, longas, vídeos e documentários), discos, gravações (depoimentos, entrevistas, debates, palestras e apresentações musicais), fotografias e um setor de artes gráficas. Promove seminários, mostras e sessões regulares de cinema, vídeo e fotografia. Possui biblioteca especializada e o LabMIS, um centro de pesquisa e produção voltado às novas mídias, que abriga artistas residentes e comissionados.
Em 3 de setembro de 1965, era inaugurado no Rio de Janeiro o Museu da Imagem e do Som, instituição cultural pioneira no Brasil, que logo se tornaria um importante centro de referência da vanguarda audiovisual brasileira. O museu fora idealizado pelo jornalista Carlos Lacerda, então governador do estado da Guanabara. A idéia foi encampada por diversos outros governos estaduais, que formaram comissões para instalar os MIS regionais. O musicólogo Ricardo Cravo Albin, diretor do MIS carioca, integrou as comissões organizadoras, responsáveis por criar ao todo 18 museus.
Em São Paulo, os trabalhos visando à criação do Museu da Imagem e do Som foram iniciados em 1967, por uma comissão formada por, além de Ricardo Cravo Albin, Paulo Emílio Salles Gomes, crítico de cinema e então diretor da Cinemateca Brasileira, o jornalista Maurício Loureiro Gama e o cineasta Rudá de Andrade, entre outros. O museu seria inaugurado três anos mais tarde, em 29 de maio de 1970, tendo por objetivo coletar, conservar e registrar a documentação produzida por suportes novos, como a televisão, o rádio, a indústria fonográfica e a videoarte, até então ignorados pelas demais tipologias museológicas e pelas vertentes arquivísticas tradicionais, bem como por preservar imagens e sons ligados às manifestações culturais das comunidades rurais e urbanas do estado e do país.
Nos cinco primeiros anos de atividade, o museu funcionaria em diversos locais inadequados. Sua primeira sede foi um edifício precário na Rua Antônio Godoy, então sede do Conselho Estadual de Cultura. De lá, passou para o Palácio dos Campos Elísios, antiga sede do governo estadual. Mudou-se em seguida para dois sobrados em ruínas na Alameda Nothmann e depois para um edifício na Avenida Paulista. Em 1973, foi novamente transferido para uma residência na Rua Oscar Pereira da Silva.
O MIS esteve entre as primeiras instituições culturais do Brasil a organizar e sediar festivais de vídeo, mostras audiovisuais e de fotografia, como a Mostra do Audiovisual Paulista, o Festival Internacional de Curtas e as primeiras exibições dos vídeos experimentais do norte-americano Bill Viola. Foi também precursor na exibição de filmes fora do circuito comercial, transformando-se em uma referência cultural da cidade e em um ponto de encontro de produtores, estudantes e profissionais da área audiovisual e interessados em geral.

5848 – Museu do Som – O Conjunto 3X1


Conjunto da National

O conceito de conjunto de som 3X1 surgiu no Brasil no início da década de 1970 com o advento dos transístores, que acabou permitindo uma miniaturização dos aparelhos, possibilitando uma compactação. Tal sistema empregado para uso doméstico viria a desbancar as rádio-vitrolas à válvula, grandes e frágeis e com alto consumo de energia elétrica. Mas eles tinham um forte concorrente, os equipamentos de som modulado, geralmente com muito mais recursos e com projetos importados eram considerados semi-profissionais, como o System One da Gradiente, do qual já falamos em um outro capítulo. Destinados a um público mais exigente e com maior poder aquisitivo, sendo um mero sonho de consumo para os mais pobres.
Alguns fabricantes de 3X1 eram a National, a Philips, a Sony, CCE, Semp Toshiba, Telefunken, Sharp, Sanyo, Evadin, entre outros.

Conjunto da Sharp

5639 – Mega Tecs Áudio – Caixas Acústicas Lando


A Lando banca 5 anos de garantia

Com fôlego de gato este fabricante já está no mercado de som profissional há décadas e conseguiu subsistir em um mercado cheio de concorrência e mudaças econômicas e que fizeram por sucumbir grandes marcas famosas das quais nos referimos em capítulos anteriores, como Gradiente, Polyvox, Quasar e Cygnus.
A empresa LANDO High Fidelity Ltda, foi fundada em 1977 para fabricar as caixas acústica HI-FI da marca Lando.
As caixas acústicas LANDO são produtos fabricados com tecnologia alemã de alto nivel. Devido a fabricação 100% nacional, a LANDO compete no mercado brasileiro com preços adequados ao poder aquisitivo nacional. Seguindo esta mentalidade de excelente relação custo beneficio oferecida pelos produtos LANDO, a empresa conseguiu estabelecer-se no mercado dentro de poucos anos e garante sua posição de fabricante de alta tecnologia até hoje.
A LANDO recebeu o “Prêmio Quality Brasil” que tem como objetivo reconheçer, distinguir e premiar a gestão de empresas e instituições que se destacam no mercado brasileiro, cuja excelência na qualidade de seus produtos ou serviços contribuem efetivamente para o desenvolvimento sócio econômico do país, valorizando o produto nacional.

5360 – Museu do Som – A Cygnus


Tuner TU 800 foi um dos primeiros digitais

Uma marca brasileira de primeiríssima linha, desing futurístico e moderno e que conquistou o público especializado há 3 décadas.
A empresa foi fundada em 1972, originalmente em Buenos Aires – Argentina, e transferida para São Paulo em 1976.
Cygnus Eletrônica do Brasil Comercial e Industrial Ltda.
Rua Bahia, 897 – Higienópolis – São Paulo – SP
Cygnus Eletrônica Ltda.
Rua Antônio Vera Cruz, 199 – Casa Verde Alta – São Paulo – SP
Vejamos aqui alguns de seus equipamentos:
Cygnus – Linha Profissional
* Remote Control Processoir RC800
* Digital AM/FM Stereo Tuner TU800
* Full Control Stereo Preamplifier CP1800
* Stereo Graphic Equalizer GE1800
* Dynamic Noise Reduction Processor NR800
* Four Way Stereo Eletronic Programable Crossover EC400
Após alguns anos de sucesso a marca deixou de existir, alguns ex funcionários abriram uma fábrica com outro nome (UNIC), com projetos parecidos, mas que não durou muito tempo.
Veja a apresentação da empresa:
Unic Audio
Formada por profissionais com amplo knowhow em projeto de equipamentos de som profissional e larga experiência adquirida em conceituadas empresas do ramo.
Os equipamentos com a marca UNIC oferecem alta qualidade, excelente performance e fino acabamento. São amplificadores de potência, mixers, pré-amplificadores, equalizadores, mesas de som, amplificadores integrados com mixer de microfones para uso em karaokê, e ainda, amplificadores de linha de 70 ou 100 Volts, transformadores, gongo e sintonizador de AM/ FM, destinados à sonorização ambiente de aeroportos, magazines, auditórios, hotéis, escolas, academias de ginástica, igrejas, supermercados, cinemas, etc.E sempre que necessário com o suporte ao projeto do pessoal técnico da UNIC.
veja, ouça e compare:

Outro UNIC, quem conheceu ambas as marcas notou a incrível semelhança!

5266 – Museu do Som – A Gradiente


Gradiente é uma empresa brasileira de eletroeletrônicos. A empresa, fundada em 1964 no bairro Pinheiros em São Paulo, cresceu fortemente durante a década de 1970 devido principalmente a três fatores:
a proibição da importação de equipamentos eletrônicos; (protecionismo)
o crescimento econômico brasileiro conhecido como milagre econômico;
a implantação do polo manufatureiro da Zona Franca de Manaus.
De uma uma fábrica de pequeno porte, a Gradiente transformou-se em um poderoso grupo do setor de eletroeletrônicos.
A Gradiente encontrou em problemas financeiros de 2007 até 2008. Além da concorrência mais acirrada, o que derrubou a empresa, segundo o próprio Eugênio Staub, foram dois outros fatores: a primeira foi a compra da Philco em 2005 por 60 milhões de reais. Dois anos depois, a empresa foi vendida por 22 milhões de reais, a fim de reduzir o rombo financeiro. Outro problema foram falhas administrativas que, em 2007, praticamente paralisaram a companhia.
Boa notícia:
Desde 2007 a empresa entrou em processo de recuperação e voltará ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2012.

O projeto da linha compo era da inglesa Garrard

O Nome Gradiente
No cálculo vectorial o gradiente é a alteração no valor de uma quantidade por unidade de espaço.
Por exemplo, o gradiente do potencial eléctrico é o campo eléctrico. O gradiente da energia de campo é a força de campo.
Os gradientes de tensão em redes elétricas são, depois dos transientes, os maiores causadores de danos em circuitos eletro-eletrônicos.
O retorno da energia elétrica numa linha de transmissão longa, após uma interrupção da mesma, faz-se acompanhar por transientes de tensão elevada até à estabilização do circuito. Simultaneamente, manifesta-se na rede um movimento oscilatório de baixa frequência, composto por gradientes positivos e negativos, denominados harmônicos, que fazem elevar e reduzir a tensão, acima e abaixo do seu valor nominal.

Amplificadores compo, a famosa linha de amplificadores dos anos 80

4567 – Museu do Som – As Rádio-Vitrolas


Por Carlos Rossi Exclusivo para o ☻ Mega

Equipamento de 1951

Eram um misto de rádio AM (na ocasião ainda não existiam emissoras de FM, e as primeiras eram como as TVs por assinatura de hoje) e um modelo de toca-discos de vinil, com cápsulas de cerâmica, moderno para a década de 1950 e 1960, mas já obsoleto na década de 1970. Foram desbancadas pelos aparelhos 3X1 transistorizados.
O amplificador das rádio-vitrolas era valvulado e o gabinete de madeira, onde ficavam também os alto-falantes formava uma peça em monobloco.
A qualidade do som dos amplificadores á válvula era imbatível, mas havia defeitos.
Peso, tamanho do circuito e consumo de energia eram problemas. Com as viagens espaciais, a NASA desenvolveria sistemas de miniaturização de circuitos eletrônicos e que iria resultar em avanços também na área de audiotecnologia.
Os radinhos de pilha “solid state”, ou transistorizados foram a sensação do início da década de 1970.

Rádio Nissei transistorizado, já com FM, da segunda metade da década de 70, excelente qualidade de som e baixo consumo

Na segunda metade da década de 70, surgiu um novo conceito de alta fidelidade com os conjuntos de som modulado e já nessa época, rádio-vitrolas já não eram mais fabricadas. Mas o som dos amplificadores valvulados ficou na saudade, com seus graves cheios e incomparáveis, mesmo aos mais modernos subwoofers que temos hoje.

Rádio vitrola valvulada da década de 1960

4338 – Museu do Som – A Greynolds


Uma marca nacional de qualidade

Linha da Greynolds

Greynolds: Histórico da Empresa
Fundadores/Proprietários:
Ademar Larinni (Administração)
José da Rocha Paes (Administração)
João Eduardo Ferreira (Projetos)
Curiosidades:
Pouco tempo antes da fundação da Greynolds, João Eduardo Ferreira e Bruno Nerici já haviam fundado outra empresa de equipamentos de áudio, a Unimack.
A maioria das cotas societárias da empresa Greynolds (Lambda) foram adquiridas pela Bravox. Logo após, a Greynolds encerrou suas atividades.
Caixa Acústica LC-50
Especificações Técnicas

Sistema
Bass Reflex / Duto Sintonizado
Potência Máxima Admissível
50W IHF (potência musical)
Impedância – 8 Ohms
Resposta de freqüência: 30Hz – 23kHz
Sensibilidade – 98dB (1W/1m)
Número de vias – 3
Freqüência de transição – 800Hz / 5kHz
Atenuação do divisor – 6dB/oitava
Woofer:1 falante de 10″ Mid range -1 falante de 4″ Tweeter 1 falante de 3″
Dimensões – 362 x 540 x 281 mm (LxAxP)
Peso 13 Kg
Ano 1976

O digital era o top de linha

Receiver LR-4000
Foi o 1° receiver digital nacional, depois viria do da Gradiente, que mostraremos em um outro capítulo
Especificações Técnicas
Potência de saída por canal – 50W RMS (8 Ohms)
Potência efetiva – 72W RMS (4 Ohms)
Potência efetiva -140W IHF (4 Ohms) Potência musical
Impedância de saída – 4 a 16 Ohms
Resposta de Freqüência -10Hz – 30kHz (-1dB) e 20Hz – 20kHz (-0,5dB)
Distorção Harmônica Total (THD) 0,2%
Fator de Amortecimento (Damping)
50 (1kHz, 8 Ohms)
Relação Sinal/Ruído 50dB (Phono)
70dB (Line)
Sensibilidade e Impedância – 3 mV (Phono)
170mV (Line)
Controle de tonalidade +/-10dB a 100Hz (Graves)
+/-8,5dB a 1kHz (Médios)
+/-10dB a 10kHz (Agudos)
Loudness (reforço para graves e agudos)
+6dB a 100Hz, +5dB a 10kHz
Hi-Cut-6dB a 10kHz (Filtro)
Lo-Cut-7dB a 100Hz (Filtro)
Alimentação
115/220V (50/60Hz)
Consumo -35W (sem sinal) / 300W (máx. sinal)
Dimensões
470 x 158 x 383 mm (LxAxP)
Peso
12,6 Kg (líquido) / 14,2 Kg (bruto)
Ano – 1979

Anúncio da Mesbla, bons tempos...

4235 – Audiotecnologia – Som Automotivo – A Motorádio


Cronologia dos rádios automotivos:

1930 – Invenção e comercialização do rádio automotivo modelo Motorola 5T71 por Paul Galvin nos Estados Unidos.

1932 – A fábrica Blaupunkt na Alemanha produz o primeiro rádio para um carro Studebaker.

1938 – A Pioneer é fundada em Tokyo, Japão

1952 – A Blaupunkt produz os primeiros receptores de FM.

1956 – Inovações tecnológicas permitem o aparecimento dos primeiros toca-discos nos carros Chryslers.

1964 – Phillips lança os primeiros toca-fitas, que iriam se popularizar na década seguinte.

1978 – Rockford Fosgate lança no mercado amplificadores para rádios de carro.

1980 – Aparecem as primeiras competições de som automotivo. A disputa é para saber quem possui as maiores potências e as melhores instalações dos rádios.

O pioneirismo da Motoradio
Hiroshi Urushima, 63 anos, chegou ao Brasil em 1936 com os pais e sete irmãos. “Meu pai era comerciante e não agüentou o trabalho na enxada, morreu logo no início”, recorda Urushima. “Eu e meus irmãos também não gostávamos de lavoura e fomos arranjando empregos na cidade. Com 14 anos, em 1938, eu comecei a trabalhar como auxiliar de um alemão que consertava rádios no bairro de Pinheiros, em São Paulo”, resume o fundador e presidente da Motorádio, empresa de 2 500 empregados, com três fábricas no Brasil.Coroada no ano passado com a Ordem do Mérito do Trabalho (”Sempre fui operário, nunca tirei férias”, diz ele com orgulho), a carreira industrial de Urushima no setor eletroeletrônico foi construída a partir de seu próprio empenho em aprender.Durante a guerra, Urushima ganhou dinheiro fabricando transformadores para empresas e potentes receptores de rádio encomendados por imigrantes que só se preocupavam em ouvir notícias diretas do Japão. Sua obsessão por fabricar auto-rádios, motivo de zombaria na década de 40, permitiu-lhe ser o primeiro fabricante brasileiro desse produto. Antes mesmo da implantação da indústria automobilística no país, por volta de 1954, Urushima começou a fornecer rádios em série para a Mesbla, que os revendia como opcionais dos veículos Chevrolet importados dos Estados Unidos. Mesmo depois da organização da Motorádio, em 1963, Urushima ainda continuou por vários anos funcionando como o cérebro da empresa. Alguns anos mais tarde, quando a concorrência se tornou mais acirrada no mercado, ele transferiu de casa para a fábrica uma estante com 440 livros japoneses -
De 1970 a 1978, com a mesma intenção, Urushima manteve com a poderosa Sony uma associação (Sony-Motorádio), por meio da qual a empresa brasileira fabricava radiogravadores, aparelhos de som e televisores vendidos pela Sony. Para não ser engolido pelo sócio, Urushima desfez a associação ao sentir que já tinha absorvido um grau de conhecimento tecnológico suficiente para andar sozinho.
Nem por isso ele perdeu a amizade e a admiração do fundador e presidente da Sony, Akio Morita. Durante uma visita às instalações da Motorádio em São Paulo, há vários anos, Morita disse a Urushima: “Se você tivesse ficado no Japão, teria construído uma empresa maior do que a minha”. Foi um dos maiores elogios já recebidos pelo fundador da Motorádio.
Apesar do pioneirismo e da luta selvagem para não perder o passo na corrida tecnológica, a Motorádio foi amplamente ultrapassada no mercado da linha automotiva pela alemã Bosch e pela norte-americana Philco. Mas o estilo de seu fundador não permitiu que a empresa sucumbisse ante seus poderosos concorrentes multinacionais. Urushima lançou-se de tal forma à verticalização e à diversificação que, embora mantenha o nome, já não são os rádios para carros que respondem pela maior parte do faturamento da Motorádio (1,7 bilhão de cruzados em 1987).
Fôlego de Gato
Apesar de grandes empresas tradicinais como a Gradiente terem sucumbido, a Motorádio se mantém de pé.
Tendo reduzido seu pessoal de 4 000 para 2 000 entre 1982 e 1985, a empresa fabrica hoje 23 produtos diferentes, fornece 5 milhões de peças mensais para terceiros e até se firmou no setor de móveis, a partir de uma marcenaria implantada para produzir caixas de alto-falantes. Com capital do BNDES e ações nas Bolsas de Valores, a Motorádio se prepara para lançar não só novos rádios mas também fornos de microondas e aparelhos fac-símile.

4225 – Mega Memória – Audiotecnologia – Cassete Digital, um tiro na água


Uma onda que não colou
Cansados de esperar pelo sucesso do Digital Audio Tape (DAT), uma fita pequena e de alta performance – que nunca emplacou devido ao preço exorbitante da aparelhagem capaz de reproduzi-la -, as empresas resolveram criar o Digital Compact Cassete (DCC). Mais barato e muito semelhante à fita cassete comum, o DCC tem uma diferença básica: em vez de gravar e interpretar oscilações magnéticas, ele registra na fita milhares de bits de informação, tal qual fazem os computadores nos disquetes.
Mas, boicotado, o invento acabou não colando.
Ao contrário das tradicionais fitas analógicas que, depois de serem tocadas muitas vezes, se desmagnetizam e perdem alguns dos sons, sobretudo os agudos,o sistema mantinha a qualidade. Outra vantagem era que ninguém precisaria jogar suas fitas comuns no lixo. O equipamento também reproduz os cassetes tradicionais analógicos. Mas acabou fazendo companhia para outras tecnologias que não colaram, como o vídeo laser e o vídeo k7 Sony Betamax.