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7007 – Projeções – Como serão as cidades do futuro?


O arquiteto e designer americano Mitchell Joachim, 36 anos é professor da Universidade Colúmbia, de Nova York, ele afirma que as cidades têm de ser feitas para pessoas, e não para carros, como ocorre hoje. Daí seus projetos conceituais e futurísticos.

Áreas públicas
Lagos artificiais e parques têm objetivos estéticos e funcionais na cidade do futuro. As grandes áreas verdes entre prédios são utilizadas também para plantio. Lagos são criados para resfriamento da cidade, tratamento de água e de dejetos. O maquinário é movido por turbinas, como uma hidrelétrica, ou por energia eólica.

Malhação social
A energia gasta por uma pessoa para ficar em forma hoje é desperdiçada. No futuro, o movimento dos exercícios carrega baterias de toda a academia, que tem também função social: é uma balsa para travessia de rios e lagos e auxilia na despoluição das águas por meio de dispositivos de tratamento. E tudo apenas suando a camisa.
Para evitar o trânsito e ainda proporcionar uma experiência turística agradável, o ideal é se locomover pelo topo dos edifícios. Misto de balão e teleférico, ônibus-dirigíveis interligam os pontos altos da cidade. Seus motores são alimentados por energia solar, já que toda a área superior dos balões é coberta por células de captação.
Derrubar e industrializar árvores para construir casas de madeira produz muito carbono. É mais fácil e ecológico plantar uma árvore e morar nela. A técnica milenar de direcionar o tronco da planta durante seu crescimento permite, com nova tecnologia, criar a estrutura. Materiais reciclados e argila compõem o resto da casa.
Arranha-sóis
Viver a um elevador de distância do trabalho polui menos. A solução é construir edifícios mistos: comerciais, residenciais e de escritórios. Os prédios são auto-suficientes, com energia solar (placas de absorção nas janelas) e eólica (hélices entre as torres). Os edifícios são interligados para facilitar a circulação de pessoas.
Os carros serão compartilhados e movidos a combustíveis não poluentes. Feitos de materiais macios, são menos perigosos em caso de acidente. Inteligentes, eles interagem com outros veículos e com a cidade – evitando tráfego e encontrando vaga para parar. Compactos, poderão ser estacionados como carrinhos de supermercado.

Mega Cidades
Se você esperava viver numa pacata vila do interior nos próximos anos, terá de mudar de planeta. O futuro das cidades é megalomaníaco. Em 2015, deverá ficar pronta a primeira cidade inteligente da Índia, a Royal Garden City, futura moradia de 500 000 empresários, trabalhadores de alta tecnologia e novos-ricos em geral. O projeto do bilionário Manoj Benjamin, um indiano criado no Canadá, está fazendo surgir do nada uma metrópole inteiramente conectada à internet, com 35 000 residências, três distritos – financeiro, industrial e de lazer –, restaurantes, shopping center e escolas. Os 9 bilhões de dólares que estão sendo investidos nessa obra faraônica deverão criar a primeira cidade inteiramente auto-sustentável do mundo. Benjamin confia tanto no sucesso do empreendimento que já tem no papel outras três cidades iguaizinhas.
Caso o bilionário indiano tenha razão, estará confirmando a tendência de um mundo cada vez mais urbano e digital. Nos últimos três séculos, a população nos grandes centros urbanos não parou de crescer. Se em 1700 menos de 10% da população mundial vivia em cidades, hoje a proporção é de 50%. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, em 2015, o número de megacidades no mundo com mais de 10 milhões de habitantes vai aumentar das atuais 19 para 23. Nos próximos dez anos, 600 cidades terão mais de 1 milhão de habitantes, 400 delas situadas abaixo do Trópico de Câncer. Pelas estatísticas, o futuro está mais para a aglomeração caótica do filme Blade Runner (Ridley Scott, 1982) do que para o alegre cotidiano tecnológico dos Jetsons.
Para sobreviverem, as megacidades do futuro serão obrigatoriamente auto-sustentáveis, com processos eficientes de reciclagem de lixo e conservação da água. Até 2023, a energia solar para uso doméstico, comercial e industrial ficará quatro vezes mais barata do que no início deste século. E vá se acostumando com a idéia de usar o ônibus ou o metrô. Mesmo que os automóveis do futuro sejam menos poluentes e mais econômicos do que os veículos atuais – como planejam as montadoras –, as prefeituras vão dificultar cada vez mais o acesso dos carros particulares ao centro da cidade, como já ocorre em Londres. Em troca, os cidadãos poderão viajar para qualquer direção usando um transporte público limpo, seguro e pontual. Ou mesmo ir a pé, como propõe a organização não-governamental I Walk to School, que nasceu na Inglaterra, há dez anos, com a idéia de incentivar pais e filhos a irem a pé para a escola.

Viagem no Tempo
Meu avô viveu num mundo bizarro, e eu deveria agradecer a Deus por não ter que ficar horas enfiado dentro de uma lata velha todos os dias. Mas o que dizer do congestionamento da internet nos últimos anos? O governo, as agências reguladoras, os provedores, todos garantem que o problema são os hackers. Pois sim! Ninguém investe em infra-estrutura porque é muito caro, e a culpa é dos hackers. E agora vem a prefeitura falar em rodízio de internet. Antes ainda do tempo do meu avô alguém teve a idéia de fazer um rodízio de automóveis para resolver o problema do trânsito. Adiantou nada. Imagino a beleza que será se esse projeto de rodízio for aprovado agora.
Lembro-me de quando eu era criança: pensava que em 2100 todos andaríamos por aí em ônibus voadores e teríamos robôs para fazer de tudo. Três anos depois de 2100, porém, tenho que me contentar com uma rede que não funciona e com a falta d’água. Quem é que consegue manter o bom humor nessas condições, meus amigos? Quem?

Marco Aurélio dos Santos co-autor do livro Balde de Gelo

6993 – Mega Sampa – São Paulo tem Jeito?


Sampa: Mais de 80 mil prédios

Quem mora em São Paulo sente na pele o que é viver numa cidade cheia de problemas ambientais: ar muitas vezes irrespirável, enchentes, lixo nas ruas, congestionamento, degradação nos rios, invasão de áreas de mananciais, ausência de espaços verdes. As agressões tanto à natureza quanto aos moradores da cidade parecem não ter fim – e nem solução. Na verdade, as soluções existem. E todas começam no mesmo lugar: numa mudança na forma de encarar os problemas. Em vez de vê-los isoladamente, é preciso descobrir de que maneira eles se relacionam e, então, buscar soluções sistêmicas. Ou seja, para usar uma imagem da medicina, São Paulo precisa passar pelas mãos de um clínico geral antes que os especialistas entrem em ação.
O fantasma das enchentes, por exemplo, é resultado da sujeira nas ruas, da ocupação irregular do solo (principalmente em zonas de mananciais) e da falta de parques. A poluição do ar, por sua vez, é gerada pelos 3,5 milhões de automóveis que circulam diariamente ocupando as ruas da cidade e dando um nó no trânsito. E o rio Tietê está como está porque não param de jogar lixo e esgoto dentro dele. “São Paulo cresceu dentro da lógica da desordem”, diz uma urbanista do Instituto Pólis. Dar um fim em tudo isso é um tremendo desafio. Depende, em grande parte, de governos mais comprometidos com a saúde da cidade e de seus habitantes. Mas depende, também, e sobretudo, de uma mudança na atitude da população frente aos problemas da cidade. Afinal, se São Paulo é como um organismo, tanto a mente quanto o corpo precisam estar afinados. Ou seja: administração e moradores devem estar comprometidos com a qualidade de vida da cidade onde vivem.

Poluição das águas

Mais vergonhoso cartão-postal de São Paulo, o rio Tietê corre como um esgoto a céu aberto pelas entranhas da cidade. A causa são as mais de 1 000 toneladas de esgoto in natura e lixo despejadas dia e noite em seu leito. Algo parecido acontece no rio Pinheiros. Nas represas Billings e Guarapiranga, os principais reservatórios de água da capital, o problema são as favelas e os loteamentos irregulares dos entornos. O quadro é desalentador mas pode ser revertido. O Projeto de Despoluição do Rio Tietê, por exemplo, iniciado em 1992, prevê uma série de obras de saneamento que podem trazer alívio para os mananciais de São Paulo. Se for cumprido tudo o que está programado, em algumas décadas os paulistanos vão poder se refrescar com um banho em suas águas limpas.
Na verdade, a primeira etapa da recuperação foi finalizada em 1999. Cerca de 1,1 bilhão de dólares foram gastos para limpar o caldo denso, escuro e malcheiroso que corria no lugar da água. A rede de esgotos da cidade ganhou 1 780 quilômetros de tubos coletores, o que elevou para 80% o total da população atendida pelo serviço – antes era de 63%. Três novas estações de tratamento (Parque Novo Mundo, Barueri e ABC) foram construídas, fazendo com que 60% do esgoto seja tratado antes de voltar para o rio. Além disso, as 1 250 indústrias mais poluidoras da região metropolitana tiveram que reduzir drasticamente a sujeira jogada no Tietê. O rio Pinheiros também foi contemplado. Um emissário recém-inaugurado beneficiou dois milhões de pessoas e desviou para a Estação de Tratamento de Barueri 84 toneladas que eram lançadas diariamente em seu leito.

Enchentes

Entra ano, sai ano e todo verão é a mesma coisa: São Paulo sucumbe à fúria das águas. Há mais de 400 pontos de alagamento que transformam a cidade num verdadeiro caos. Existem quatro causas principais para o problema: o alto índice de impermeabilização do solo paulistano; a ocupação ilegal de áreas de mananciais; o acúmulo de sujeira que a população joga nas ruas; e as deficiências na coleta do lixo. O problema é tão grande e se repete há tanto tempo que até parece não ter solução. Mas tem.
Quem mora no Pacaembu sabe disso. Depois da construção de um megarreservatório subterrâneo debaixo da praça em frente ao estádio, nunca mais ninguém deixou de chegar em casa por causa da chuva. Só se ficou preso em outro lugar da cidade. Esses reservatórios, também conhecidos como “piscinões”, retêm a água da chuva e impedem que ela se acumule nas ruas, provocando alagamentos. Infelizmente, eles são muito caros. O do Pacaembu custou 15 milhões de dólares e o das Águas Espraiadas, finalizado no ano passado, outros 25 milhões de dólares. Apesar disso, mais dois piscinões já foram projetados para acabar com a dor de cabeça de quem mora nas vizinhanças dos rios Tamanduateí, na região do ABC, e Pirajussara, na fronteira com Taboão da Serra. Valor da conta: 40 milhões de reais.
E as marginais? Como livrá-las das inundações? A principal ação é aprofundar a calha do rio Tietê. Um primeiro trecho, com 16 quilômetros de extensão, já ficou pronto e o segundo deverá ficar pronto até 2005. O pacote de obras também inclui rios que deságuam no Tietê antes de ele atravessar São Paulo, como a canalização do rio Cabuçu de Cima, perto de Guarulhos, e a construção de barragens de contenção nos rios Paraitinga e Biritiba, na região de Mogi das Cruzes. Obras caras como essas talvez não fossem necessárias se os moradores fizessem a sua parte para evitar o problema das enchentes. Como? Não jogando lixo nas calçadas e ruas, construindo calçadas e garagens com placas de concreto e grama, ou usando uma mistura de concreto e pedra britada no piso dos estacionamentos privados em vez de asfalto. Isso aumentaria a drenagem natural das águas, evitando as inundações.

Poluição e trânsito

O ar de São Paulo está entre os mais poluídos do mundo. Por dia, 7 000 toneladas de impurezas são lançadas na atmosfera. O grosso dessa poluição, mais precisamente 95% do total, sai dos escapamentos de carros, ônibus e caminhões de uma frota estimada em 5,5 milhões de veículos. Combater a poluição em São Paulo significa, portanto, controlar a fumaça expelida pelos carros. “O problema deve ser atacado em três frentes”, diz um consultor ambiental da empresa Solução Ambiental. “Incorporação de tecnologia antipoluente na fabricação dos carros, restrição da circulação e melhoria no transporte público.” Um exemplo de que inovações tecnológicas podem melhorar o ar da cidade foi a obrigatoriedade do catalisador nos veículos fabricados a partir de 1997, que reduz em 70% a emissão de poluentes por um carro.
Outra medida seria a incorporação, à frota de transporte público, de ônibus com motores a diesel convertidos para gás natural – já existem cerca de 200 desses veículos em circulação – e de ônibus com motores híbridos, que funcionam com gasolina e um sistema elétrico. Os ônibus movidos a diesel, juntamente com os caminhões, são os maiores responsáveis pela emissão de material particulado, a danosa fumaça preta. Uma empresa de São Bernardo do Campo, a Eletra, fabrica esses ônibus ecológicos, que emitem 70% menos poluentes no ar, e pretende vendê-los para as empresas de transporte de São Paulo.
A segunda frente de combate seria restringir a circulação de automóveis, o que, além de reduzir a poluição, minimizaria outro sério problema do paulistano, os congestionamentos, que atingem uma média de 120 quilômetros todo fim de tarde. O rodízio de veículos, adotado há seis anos, é uma dessas ações restritivas. A cada dia, ele tira das ruas, nos horários de pico, algo como 700 000 veículos. Mas existem outras medidas a serem adotadas, como a proibição de estacionar em avenidas de fluxo intenso, como a Teodoro Sampaio. “Para inibir o uso dos automóveis, Nova York praticamente acabou com a oferta de estacionamento em vias públicas.

Áreas verdes

São Paulo é uma cidade de concreto. Na média, o município tem 4,6 metros quadrados de áreas verdes por habitante, quando o ideal, segundo a Organização das Nações Unidas, seria 12 metros quadrados, quase o triplo. Paris, por exemplo, tem 14,3 metros de verde por morador, três vezes mais que São Paulo. Além disso, o que existe de verde está mal distribuído. Enquanto bairros mais ricos têm ruas arborizadas, parques e praças ajardinadas, na periferia só se enxerga concreto. Estima-se que 2,4 milhões de pessoas vivam nesses bairros cinzas, a maioria localizados nos extremos leste e sul. Para mudar esse quadro, é preciso investir no verde.
Medidas pontuais, como o Projeto Pomar, criado há dois anos pelo governo, mostram que não é tão difícil combater o problema. Graças a ele, uma faixa de 14 quilômetros da margem esquerda do rio Pinheiros está se transformando num belo jardim. Onde se via desolação, agora se colhem flores. O mesmo pode ser feito no Tietê e em canteiros de grandes avenidas. Outra idéia, já em estudo, é a transformação de áreas degradadas e antigos aterros sanitários em parques. “Vamos priorizar os lixões que ficam em regiões carentes, que estão há mais tempo desativados e que exigirão menos investimentos”, diz a secretária municipal do Meio Ambiente, Stela Goldstein. Dos 11 aterros abandonados, a prefeitura quer recuperar, nos próximos três anos, pelo menos três na Zona Leste, com a ajuda da iniciativa privada.
Outro projeto ambicioso é o Reviverde, que pretende acrescentar 1 000 hectares de espaços verdes em São Paulo. O primeiro parque será o Vila do Rodeio, em Guaianazes, com 64 hectares – metade do Ibirapuera. Mas não é só. Até 2003, a cidade ganhará 80 praças e parques construídos com verba de um programa de canalização de córregos e recuperação de áreas adjacentes, financiado pelo BID. As dez primeiras praças, em São Mateus, Aricanduva, Vila Prudente e Penha, ficam prontas até julho de 2002. O primeiro parque, em Itaquera, será inaugurado dentro de um ano. Ao todo, serão gastos 30 milhões de reais para aumentar em quase um milhão de metros quadrados a área verde de São Paulo, cerca de 2% do que existe hoje. É um bom começo.

Lixo

Reciclagem é a melhor solução para a montanha de lixo produzida diariamente em São Paulo. Hoje, são quase 14 000 toneladas lançadas nos aterros Bandeirantes, na Zona Oeste, e no Sítio São João, em Sapopemba, na Zona Leste. O problema é que a vida útil desses aterros está se esgotando e não há mais grandes áreas que possam servir de depósito. A exemplo de Nova York, São Paulo teria que arcar com os altíssimos custos de enviar lixo para municípios vizinhos – e certamente terá de pagar muito caro para isso, além de comprar uma terrível briga com os ecologistas.
A coleta seletiva, introduzida na cidade há dez anos, mas que nunca operou para valer, é a alternativa mais barata e ecologicamente correta. Estima-se que 25% dos resíduos sólidos gerados pela população possam ser reciclados. Hoje, o município recicla apenas 24 toneladas das 105 000 produzidas por mês – ou vergonhosos 0,06% do lixo coletado. Porto Alegre, por exemplo, recicla 20% do seu lixo. O que fazer para mudar essa situação? “É preciso implantar um programa sério e descentralizado de coleta seletiva com a participação de cooperativas de catadores”, sugeriu a coordenadora do fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo. “Desta forma, a reciclagem poderá criar 52 000 empregos e gerar uma economia anual de 76 milhões de reais para os cofres da prefeitura”, diz ela.
Mas a coleta seletiva depende também dos moradores da cidade. “As pessoas precisam mudar seus valores e rever sua postura para diminuir a produção de lixo”, diz Elizabeth. Ela lista seis atitudes básicas: dar preferência a embalagens retornáveis; recusar aquelas que são desnecessárias; aproveitar integralmente os alimentos (talos, sementes e folhas); escolher sempre produtos duráveis; usar a frente e o verso das folhas de papel; e utilizar utensílios permanentes em escritórios (copos de requeijão no lugar dos descartáveis). Adotadas por uma única pessoa, essas medidas parecem inócuas. Mas se multiplicarmos por 10 milhões de pessoas, é fácil imaginar a montanha de lixo que deixaria de ser produzida num só dia.

Ecologia humana

Acabar com o cinturão de pobreza que cerca São Paulo é o grande desafio do futuro. Nas últimas décadas, a cidade cresceu dentro de uma lógica desordenada e gerou um perverso apartheid urbano. Os mais pobres foram expulsos dos bairros de classe média localizados junto à região central e empurrados para regiões cada vez mais distantes. O resultado não demorou a aparecer: áreas de proteção de mananciais, que compreendem as nascentes, os rios e os reservatórios, ficaram à mercê do crescimento desordenado e foram ocupadas por uma série de loteamentos clandestinos, invasões, favelas, depósitos irregulares de lixo. Estima-se que algo como 2 500 bairros irregulares e 1 600 favelas tomam conta da periferia, servindo de moradia para metade da população paulistana. Como o trabalho está no centro, cria-se uma fabulosa movimentação humana, que sobrecarrega os sistemas de transporte, provoca congestionamentos e gera poluição do ar.
Uma saída seria o repovoamento da região central. Calcula-se que São Paulo tenha cerca de 420 000 casas e apartamentos desabitados por causa do alto preço dos aluguéis, boa parte no centro. “Famílias com renda entre cinco e dez salários-mínimos poderiam voltar a viver nessas regiões”, sugeriu uma urbanista. “É preciso repovoar a área consolidada.” Os benefícios seriam muitos: redução da violência na região; recuperação de prédios abandonados ou transformados em cortiços; revitalização de praças e parques; e redução do tempo gasto para ir ao trabalho, já que as pessoas estariam morando perto de seus locais de emprego. Indiretamente, os mananciais estariam sendo protegidos, pois diminuiria a pressão imobiliária sobre as áreas em seus entornos.

6973 – Cadê o Tutu, Barão? Paulo Salin Maluf


Nascido em São Paulo, 3 de setembro de 1931, é um empresário, engenheiro e político brasileiro filho de pais de origem libanesa. Foi duas vezes prefeito de São Paulo, além de secretário dos transportes e governador do estado de São Paulo e candidato à Presidência da República. Na política, Maluf associou-se ao conservadorismo político, ao populismo e à realização de grandes obras públicas, como a Marginal Tietê e o Elevado Presidente Costa e Silva, popularmente conhecido por “Minhocão”.
A carreira de Maluf também foi marcada por seguidas acusações de corrupção e outros crimes – ele foi preso em 2005 e é atualmente procurado pela Interpol, em razão de mandado expedido pela promotoria de Nova Iorque, que o acusa de movimentar ilicitamente milhões de dólares no sistema financeiro internacional sem justificativa fundamentada. Apesar de todas as denúncias, Maluf jamais foi condenado definitivamente.
Seu primeiro partido político foi a Arena, sustentáculo do regime militar. A ascensão e o sucesso como administrador público estiveram na origem do termo malufismo, em alusão à influência que Maluf deteve na política paulista. A indicação de Maluf como candidato da eleição presidencial de 1985, a primeira após a abertura política, dividiu o partido, numa disputa interna de poder. Os membros da Arena contrários à candidatura, liderados por José Sarney, terminaram por fundar o dissidente Partido da Frente Liberal. Candidato, Maluf perdeu a eleição para Tancredo Neves.
Maluf voltaria a vencer um pleito em 1992, para a Prefeitura de São Paulo. Depois disso, passou a disputar, com êxito, eleições parlamentares. Fundador do Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, hoje designado Partido Progressista (PP), Maluf é o presidente do diretório paulista do partido e exerce o cargo de deputado federal por São Paulo, com mandato até 2014. Foi eleito em 2010, com 497.203 votos.

Histórico e Tragetória Política
Filho do imigrante libanês Salim Farah Maluf e de Maria Estéfano Maluf, uma família de industriais que no início do século passado resolveu investir na América do Sul. No início fabricavam compensados e outros laminados prensados, quando fundaram a Eucatex, a maior empresa do setor madeireiro da América Latina. Maluf era neto de Miguel Estéfano, uma das maiores fortunas do estado de São Paulo nas décadas de 1930 e 1940. Estudou no Colégio São Luís, estabelecimento de ensino de padres jesuítas.
Ingressou na política no movimento estudantil da Universidade de São Paulo, onde durante o curso de engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo fez parte do Grêmio dos Estudantes da Faculdade. Formou-se em 1954, passando a ser diretor-superintendente das empresas da família, que eram comandadas por seu irmão Roberto. Em 1955 casou-se com Sylvia Lutfalla, com quem tem quatro filhos e treze netos. De 1955 a 1967, Maluf trabalhou ininterruptamente como empresário.

Em 1964, tornou-se vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, sendo empossado em 30 de março, um dia antes da queda do presidente João Goulart. Neste período, iniciou a amizade com Delfim Netto, o mesmo que lhe indicaria para a presidência da Caixa Econômica Federal em 1967. Ao término de seu mandato sobre a entidade, foi nomeado Prefeito de São Paulo em 1969 e Secretário dos Transportes em 1971. Em 1976, foi eleito presidente da Associação Comercial de São Paulo e alcançou o Governo do Estado de São Paulo em 1979. Eleito Deputado Federal três vezes: Em 1982 e 2006, com a maior votação do país; e em 2010 com quase meio milhão de votos. Eleito prefeito de São Paulo em 1992. Colecionou 10 derrotas: 4 para o governo paulista: 1986,1990,1998,2002; 4 para a prefeitura da capital paulista: 1988,2000,2004,2008; e 2 para a presidência da República: 1985 (indireta) e 1989. Maluf comemorou em 2007, 40 anos de vida pública, tendo ocupado na mesma 6 cargos de extrema participação política os quais culminaram na corrente populista de direita denominada Malufismo.

Prefeito Biônico
Maluf foi nomeado prefeito de São Paulo para o período de 1969 a 1971, por indicação do presidente da República Costa e Silva e com o apoio de Delfim Netto a contragosto do governador do estado Abreu Sodré, que preferia indicar o seu Secretário de Fazenda, Luís Arrobas Martins. Mas durante uma reunião na sede do governo paulista, Martins fez críticas ao poder central. O conteúdo da reunião chegou a Brasília e o governador precisou trocar de candidato e nomeou Maluf.
Sendo engenheiro, Maluf sempre priorizou as obras de grande porte e visibilidade, sendo a principal o Minhocão, muito criticada pelo fato de ter causado desvalorização aos diversos prédios que margeavam o viaduto e por ter deteriorado o bairro de Santa Cecília, região central da capital paulista.
Outra obras de Maluf em sua primeira passagem pela prefeitura foram dezenas de pontes e viadutos,em um total de 78, tais como:Antártica, Morumbi, Grande São Paulo, Engenheiro Antônio de Carvalho Aguiar e Júlio de Mesquita Filho; além de cerca de 85% das avenidas marginais dos rios Pinheiros e Tietê.
Além disto, construiu importantes avenidas, como: Avenida Engenheiro Caetano Álvares (ao lado do Jornal O Estado de São Paulo) , Avenida Gastão Vidigal (ao lado do Ceagesp), Faria Lima , Radial Leste , Cupecê, Juntas Provisórias, Ricardo Jafet, Santos Dumont, Braz Leme, Bandeirantes, Inajar de Souza, Anhaia Melo e Salim Farah Maluf. Duplicou as avenidas: Ibirapuera, Rudge, Doutor Arnaldo, São Miguel, Interlagos, Francisco Morato e Marquês de São Vicente. Criou também todas as alças da 23 de Maio. Construiu a Ligação Leste-Oeste sob a Praça Roosevelt e o Túnel São Gabriel, na região de Santo Amaro. Além disto deixou concluído grande parte do Complexo Viário das avenidas Rebouças e Major Natanael.
Neste período, começou a escavação da Avenida Jabaquara, para a construção do Metrô de São Paulo. Trouxe ao Brasil, a máquina Shield apelidada pela população com o nome Tatuzão, a qual passou em 40 metros de profundidade por importantes trechos do Centro Velho de São Paulo para que fosse possível a edificação da linha Norte-Sul que começava por Santana, sendo construída através de ponte.

Paulipetro
Como governador, cerca de 30 anos antes da descoberta de petróleo no litoral paulista, fez uma tentativa de encontrar petróleo no estado de São Paulo, com a criação de uma estatal chamada Paulipetro, através da assinatura de um contrato de risco com a Petrobras, que fracassou. Segundo o Departamento de Engenharia de Petróleo, “o tempo foi muito curto, de 1980 a 1982, para que os esforços do governo paulista aparecessem, pois o processo de prospecção é longo e depende quase sempre de várias tentativas de perfuração no mesmo lugar”. De qualquer maneira, alguns poços escavados em que o petróleo não foi encontrado foram aproveitados pela Sabesp para captação e distribuição de água em alguns municípios do interior. Maluf acrescenta que a estatal Petrobras gastou 20 bilhões na procura de petróleo e fracassou, enquanto seu governo gastou 300 milhões, ou seja, 1.5%.
Em 1981, Maluf cria a Eletropaulo, após seu governo comprar a parte paulista da Light. A empresa era considerada uma das cinco maiores fornecedoras de energia elétrica do mundo. Foi privatizada na gestão de Mário Covas, na década de 1990.
No governo de Paulo Maluf, a VASP foi pivô de um grande escândalo. Assim, em agosto de 1980, a Assembleia Legislativa do estado criou uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar denúncias de irregularidades na administração da VASP. Vários problemas foram encontrados, entre eles o desaparecimento de 2,7 milhões de litros de combustível, explicada por Calim Eid, chefe da Casa Civil, em razão da “evaporação natural”, sumiço de peças de reposição, concorrências fraudulentas, falsificação contábil, distribuição de milhares de bilhetes aéreos e uso político da empresa. Maluf ampliou a rede de transmissão da TV Cultura de 8 para 51 estações e mais 83 repetidoras.
Também marca o seu governo a tentativa frustrada de construir uma nova capital para o estado, que se chamaria Anchieta. A emenda à Constituição estadual necessária para tal fim foi rejeitada pela Assembleia Legislativa em meados de 1980.

Outro revés em sua carreira aconteceu em 1988 quando perdeu a eleição para prefeito de São Paulo para a deputada estadual Luiza Erundina. Em 1988 não havia o dispositivo do segundo turno em eleições majoritárias, algo que só passaria a viger após publicada a Constituição Federal com aplicação a partir de 1989, ano das primeiras eleições diretas para presidente em quase trinta anos. Referendado candidato a presidente pelo PDS após derrotar em convenção o prefeito de Florianópolis Esperidião Amin, Maluf partiu para a campanha ficando em quinto lugar, atrás de nomes como os de Mário Covas e Leonel Brizola.
No segundo turno das eleições presidenciais de 1989, Maluf hipotecou seu apoio a Fernando Collor, que derrotaria Luiz Inácio Lula da Silva. Na sua campanha presidencial defendeu em ato público penas mais rigorosas para estupro seguido de homicídio, por meio da frase “Tá bom, está com vontade sexual, estupra mas não mata!”, que acabou veiculada nos meios de comunicação como uma apologia ao estupro e não como uma condenação a tão horrendo crime.
Em 1990 venceu o primeiro turno das eleições para o governo de São Paulo, sendo derrotado na rodada final por Luiz Antônio Fleury Filho do PMDB,apoiado ostensivamente pelo governador Orestes Quércia, além de contar com importantes apoios no PSDB e no PT, como a ex-prefeita Erundina. Foi a sua quinta derrota em cinco anos, a quarta em eleições diretas.

A indicação de Celso Pitta
Após o término de seu mandato como prefeito de São Paulo, Maluf procurou lançar um sucessor. Cogitou-se vários nomes para a vaga, como Delfim Netto, Antônio Ermírio de Moraes, Olavo Setúbal e Adib Jatene. Porém, a tentativa do lançamento dessas candidaturas fracassou, então Maluf consultou o marqueteiro político Duda Mendonça. Foi feito um debate entre os possíveis nomes entre eles secretários de seu governo. Decidiu-se então que Celso Pitta, secretário de finanças na época, era o mais indicado para a disputa devido a sua eloquência e presença marcante. Pitta venceu o segundo turno para a prefeitura em 1996, com uma esmagadora diferença de votos para Luiza Erundina que saíra do PT após a derrota migrando para o PSB. Durante a campanha, Maluf veiculou no horário eleitoral a seguinte frase: “Votem no Pitta e se ele não for um grande prefeito, nunca mais vote em mim”. Pitta foi considerado o pior prefeito que São Paulo teve com índices de rejeição na casa dos 80%. Pouco depois, em 1999, Maluf e Pitta romperiam seus laços políticos e a controversa atuação desse último à frente do cargo acabou por prejudicar gravemente a imagem de Maluf.
Apesar das últimas derrotas em eleições majoritárias, Paulo Maluf concorreu mais uma vez, em 2008, à prefeitura de São Paulo,após ganhar a indicação do Partido Progressista com 90% dos votos, contra 6% do deputado Celso Russomanno e 4% de abstenções. Propôs a construção de uma Freeway na cidade, ou seja, auto-pistas sobre o Rio Tietê e sobre o Rio Pinheiros. A ideia não teve aceitação popular chegando a ser chamada de mirabolante pela Revista Veja São Paulo.

Marginal do Rio Pinheiros é uma das grandes obras de Maluf

Após perder a eleição, Maluf declarou a Rede Bandeirantes que pretendia se lançar candidato ao governo de São Paulo em 2010. No entanto, declinou da tentativa, lançando-se à reeleição como deputado federal pelo PP, sendo eleito com 497.203 votos.
Paulo Maluf surpreendeu eleitores quando declarou em agosto de 2009 que ele próprio atualizava sua página no site Twitter.
A Justiça brasileira possui uma série de documentos que indicam uma movimentação de US$ 446 milhões em contas em nome de Paulo Maluf no exterior. Tendo, inclusive, seu genro admitido à Justiça que movimentou recursos ilegais nestas contas.
No momento, uma única sentença condenatória transitada em julgado, de Direito Civil, pesa sobre Maluf: o político e cinco co-réus foram condenados a restituir ao Estado de São Paulo o montante perdido pelo episódio Paulipetro, em ação popular movida pelo hoje desembargador Walter do Amaral. Em valores de 2008, a parte que cabia a Maluf era de 716 milhões de reais. Embora não caiba mais apelação ou recurso, a execução da dívida – nos termos do processo 00.0245122-0 junto à décima-sexta vara federal do Rio de Janeiro, impetrado por Amaral – se encontra sujeita a vários agravos e medidas cautelares, e a própria condenação ainda pode ser esvaziada de efeito em função de uma ação rescisória (AR 4206) junto à primeira turma do STJ, no momento sob a relatoria do ministro Arnaldo Esteves Lima. O valor envolvido é mais de dezoito vezes o patrimônio declarado de Paulo Maluf em 2010, segundo a Transparência Brasil.
Jersey
Paulo Maluf é acusado pela justiça brasileira de ter uma vultosa conta no paraíso fiscal das ilhas Jersey.
Lista de Corrupção Internacional do Banco Mundial
No dia 15 de Junho de 2012, Paulo Maluf foi um dos quatro brasileiros incluidos pelo Banco Mundial, juntamente com os banqueiros Edemar Cid Ferreira e Daniel Dantas, em uma lista de 150 casos internacionais de corrupção. O Projeto do Banco Mundial em parceria com o ONU, chamado de “The Grand Corruption Cases Database Project”, contém casos em que foram comprovadas movimentações bancárias ilegais de pelo menos 1 milhão de dólares.

6939 – Mega Tour – Viena


Nesse nosso giro pelo planeta, o Mega vai mostrar neste capítulo a capital austríaca.
Viena (em alemão Wien) é a capital da Áustria, centro cultural e político do país. É também um dos nove estados (Bundesland Wien); com 1.681.469 habitantes, era em 2008 o mais populoso deles, ainda que seus 414 km² façam dele o menor, sendo também a maior cidade sobre o rio Danúbio. Viena é cercada pelo Estado da Baixa Áustria. A sua aglomeração urbana tem 2,3 milhões de habitantes. Segundo a pesquisa “Qualidade de Vida no Mundo”, realizada pela consultoria de recursos humanos Mercer, Viena foi considerada nos anos 2007, 2010 e 2011 a melhor cidade do mundo para se viver.
O Centro histórico da cidade faz parte da Lista de Patrimônio da UNESCO, desde 2001.
A presença humana na atual Viena parece ter sido de origem celta (ca. 500 a.C.).
Fundada em torno de 500 a.C., Viena foi originalmente um assentamento celta. Em 15 a.C., Viena tornou-se uma cidade fronteiriça romana (Vindobona) protegendo o Império Romano contra os povos germânicos ao norte.
No século XIII, Viena esteve sob a ameaça do Império Mongol, que se estendeu por grande parte da Rússia e China atuais. No entanto, devido à morte de seu líder, Ogedei, os exércitos mongóis recuaram da fronteira europeia e não retornaram..
Viena está localizada no nordeste da Áustria, na extensão leste dos Alpes, na Bacia de Viena. O início do povoamento, na localidade do interior da cidade de hoje, foi ao sul do Danúbio sinuoso, enquanto a cidade agora abrange ambos os lados do rio. A elevação varia de 151–524 m (495 a 1.719 pés).
Viena está geminada com as seguintes cidades:
Zagreb, Croácia – desde 1994.
Budapeste, Hungria – desde 1990.
Moscovo, Rússia – desde 1994.

Atualmente Viena ocupa o primeiro lugar nas listas por qualidade de vida de cidades do mundo, basicamente devido à sua ordem, limpeza, segurança e alta eficiência dos serviços públicos, assim como pela variedade de opções de educação, cultura e entretenimento.
A cidade é um importante centro de música erudita muitas vezes mencionada como a Cidade dos Músicos, possui também uma sede das Nações Unidas, abrigando a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA); encontra-se também na cidade a sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Viena foi a cidade natal de diversos escritores, compositores e artistas em geral, destacando-se entre eles Franz Schubert e Strauss. Albergou também na sua corte o grupo conhecido como clássico vienense, onde Joseph Haydn,Mozart e Beethoven pertencem. Mais tarde integraram-se também na corte Franz Liszt, Johannes Brahms, Johann Strauß(pai), Johann Strauß (filho), Franz Lehar, Joseph Lanner, Anton Bruckner, Gustav Mahler.

Dentre as personalidades vienenses está também Sigmund Freud, famoso psicanalista austríaco.
Localiza-se na cidade de Viena uma das maiores catedrais góticas medievais, a Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom), um grande exemplo da arquitetura medieval que remonta ao século XI.
Viena conta com uma particularidade arquitectónica que foi denominada Ringstrasse e foi idealizada e construída no século XIX, influenciada pelo nascente modernismo, marcando uma mudança paradigmática no que era o planeamento urbano desde então, estando embutidos neste conceito não só a questão da resinificação espacial da cidade, mas da cultura efervescente a época que guarda influência como a Revolução de 1848.
A cidade tem vários palácios como o Palácio de Schönbrunn mandado construir por Leopoldo I em 1696, e foi sendo aperfeiçoado pela imperatriz Maria Teresa até ao seu atual estilo rococó.
A cidade de Viena é cortada pelo rio Danúbio, até hoje um dos maiores símbolos da cidade e de essencial importância para a economia vienense. No rio Danúbio encontra-se a Torre de Danúbio, uma torre de metal de 287 metros que abriga um restaurante rotatório com uma vista magnifica para a cidade.

6904 – Cidades Brasileiras – Juíz de Fora – MG


É um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Pertencente à mesorregião da Zona da Mata e microrregião de mesmo nome, localiza-se a sudeste da capital do estado, distando desta cerca de 283 km. Sua população foi contada, no ano de 2010, em 517 872 habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o quarto mais populoso de Minas Gerais e o 36º do Brasil. Ocupa uma área de 1 429,875 km², sendo que apenas 317,740 km² estão em perímetro urbano.
A cidade de Juiz de Fora foi emancipada de Barbacena na década de 1850. A versão mais conhecida de sua etimologia é que o nome seja uma referência a um juiz de fora, magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito, que hospedou-se por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora.
Passou a ser conhecida como “Manchester Mineira” à época em que seu pioneirismo na industrialização a fez o município mais importante do estado. Com a grande crise econômica de 1929, a economia dos municípios mineiros ligados à cafeicultura sofreu grande abalo e Juiz de Fora só conheceu novo período de desenvolvimento a partir da década de 1960. Sua área de influência estende-se por toda a Zona da Mata, uma pequena parte do Sul de Minas e também do Centro Fluminense.
O município conta ainda com uma importante tradição cultural, que vai desde o seu artesanato até o teatro, a música e o esporte. Seu principal e mais tradicional clube de futebol é o Tupi Football Club, fundado em maio de 1912. Juiz de Fora também é destaque no turismo, com seus diversos atrativos culturais, naturais e arquitetônicos. Alguns dos principais são o Museu Mariano Procópio, o Cine-Theatro Central e o Parque da Lajinha.
As origens de Juiz de Fora remontam a época do Ciclo do Ouro, portanto confundem-se com a história de Minas Gerais. Devido à dificuldade de acesso à região do atual município, o lugar permaneceu praticamente intocado até o século XIX. A Zona da Mata, então habitada apenas pelos índios puris e coroados, foi desbravada com a abertura do Caminho Novo, estrada construída em 1707 para o transporte do ouro da região de Vila Rica (Ouro Preto) até o porto do Rio de Janeiro. Diversos povoados surgiram às margens do Caminho Novo estimulados pelo movimento das tropas que ali transitavam, entre eles, o arraial de Santo Antônio do Paraibuna povoado por volta de 1713.
Na década de 1840, começa a crescer a plantação de café, devido ao aumento do consumo de café na Europa e Estados Unidos e ao esgotamento dos solos do Vale do Paraíba contrastante com as terras disponíveis na Zona da Mata.
Companhia União e Indústria
Na década de 1850 é fundada por Mariano Procópio Ferreira Lage a Companhia União e Indústria, que iniciou a construção da Estrada União e Indústria, com o intuito de reduzir o tempo de viagem entre a Corte a província de Minas Gerais, acelerando o escoamento da produção cafeeira. Em 1858, a cidade recebeu a primeira leva de imigrantes europeus: 1162 colonos alemães foram contratados para trabalhar na Companhia, entre arquitetos, engenheiros, artífices, agricultores e outros.
Urbanização e comércio urbano
O povoado iniciou o desenvolvimento de atividades urbanas na década de 1840, quando surgem investimentos no setor de construção e planos de cafeicultores para a construção da Igreja Matriz e da Santa Casa de Misericórdia.
A economia de Juiz de Fora estava decadente até que a construção na cidade da primeira unidade da Mercedes-Benz fora da Alemanha, a Mercedes-Benz Juiz de Fora, com um grande investimento de US$ 850 milhões, iniciou um processo de transformação econômica do município. Sendo uma das mais importantes do mercado automotivo mundial, a empresa acarreta uma melhoria da qualidade dos produtos e serviços de seus fornecedores, que acabam gerando uma melhoria em cadeia na cidade. Os benefícios para a cidade com a instalação da Mercedes-Benz são enormes, pois isto atrai novas indústrias, aumenta o recolhimento do ICMS, gera empregos e amplia a renda.

O município de Juiz de Fora está localizado na bacia do Médio Paraibuna, pertencente à bacia do rio Paraíba do Sul, e seu perímetro urbano é drenado por 156 sub-bacias de diversas dimensões.
O clima de Juiz de Fora é caracterizado tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 19,25°C, tendo invernos secos e frios, com ocorrências de geadas em pontos isolados, e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, têm temperatura média de 23°C e o mês mais frio, julho, de 17°C. outono e primavera são estações de transição.
A vegetação nativa do município pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), onde destacam-se diversas espécies da fauna e flora. Em Juiz de Fora existem unidades de conservação ambiental. As principais são a Reserva Biológica Municipal do Poço D’Anta (com 277 hectares, entre os bairros São Benedito, Bom Retiro e Linhares); Reserva Biológica Municipal Santa Cândida (133 hectares, bairros Monte Castelo, São Pedro e Carlos Chagas); Parque da Lajinha (45,5 hectares, bairros Aeroporto e Teixeiras); Área de Proteção Ambiental do Krambeck (291 hectares, bairros Eldorado e Remontas) e Área de Preservação.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Juiz de Fora é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,828, sendo o nono maior de todo estado de Minas Gerais (em 853), o quadragésimo nono de toda a Região Sudeste do Brasil (em 1666 municípios) e o 145° de todo o Brasil (entre 5 507 municípios). Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0,920, enquanto o do Brasil é 0,849. O índice da longevidade é de 0,784 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,781 (o do Brasil é 0,723).
Na cidade existem doze hospitais gerais, sendo três públicos, três filantrópicos e seis privados. Um destes públicos é um hospital militar, o Hospital Geral de Juiz de Fora (HGeJF), vinculado ao Ministério da Defesa.
Localiza-se na cidade a Universidade Federal de Juiz de Fora, fundada em 1960. A cidade também é atendida por outras instituições de ensino superiores tais como o Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF, Faculdade Católica), Universidade Estácio de Sá, Instituto Vianna Júnior, Faculdade Doctum, Faculdade Machado Sobrinho, Universidade Presidente Antônio Carlos, Faculdade do Sudeste Mineiro (FACSUM), Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), entre outras.
A primeira instituição de ensino da cidade foi o colégio do Cônego Roussin, fundado em 1860. Entretanto, houve uma escola criada antes do estabelecimento do município, a escola do Prof. Sampaio, dirigida pelo Prof. José Anacleto Sampaio, pessoa importante na sociedade e que foi vereador municipal.

6844 – Mega Cidades – La Paz


La Paz centro

É o município mais populoso da Bolívia. Localiza-se no oeste do país, a 3660 metros de altitude. Tem aproximadamente 2.087.597 habitantes. Embora Sucre continue legalmente a ser a capital do país, o governo tem a sua sede na cidade de La Paz desde 1898. É ainda sede do departamento de La Paz. É a capital sul-americana de maior altitude, com 3.640 m.
A cidade de Nuestra Señora de La Paz (ou simplesmente “La Paz”) foi fundada em 20 de outubro de 1548, pelo capitão espanhol Alonso de Mendoza, no local em que, atualmente, se situa a comunidade de Laja.
A fundação da cidade ocorreu por ordem de Dom Pedro de La Gasca, Vice-Rei do Peru naquela oportunidade, em celebração da restauração da paz naquele Vice-Reino. Coincidiu tal fato, assim, com o aniversário de um ano da histórica Batalha de Huarina, em que se enfrentaram os seguidores de Gonzalo Pizarro e Diego de Almagro, em guerra civil deflagrada pela insurreição de Pizarro diante de Blasco Nuñez Vela, primeiro Vice-Rei do Peru.
Dois dias após a fundação de La Paz, dirigindo-se o capitão Mendoza ao vale de Chuquiagu, nas proximidades de Laja, onde lhe pareceram o clima e a geografia mais propícios ao estabelecimento urbano – fatores estes, favorecidos, ademais, pela presença do rio Choqueyapu, rico em ouro –, decidiu-se pela transferência da cidade recém-fundada a este novo sítio, local onde se encontra até os dias atuais.
La Paz está entre um vale profundo rodeado por montes e montanhas de grande altitude pertencentes à Cordilheira dos Andes; entre a elevada Meseta andina e os vales mais baixos.
A parte sul (Zona Sur) tem uma geografia similar, com montes menos elevados e encontra-se a menor altitude que o resto da área urbana.
Na Cordilheira dos Andes (a este da cidade) encontra-se o Illimani (6.465 msnm), cuja silhueta formou o emblema da cidade desde a sua fundação.
O clima de La Paz é frio de altitude. A temperatura média é de 8°C.

Principais bairros
Zona de San Jorge.
Centro Histórico: é o centro antigo de La Paz. Alberga na actualidade museus, hotéis, lojas e edifícios importantes como o Museu Nacional de Arte, a “Alcadía Municipal de La Paz” e o Banco Central da Bolívia. No centro encontra-se a Praça Murillo, que é onde ficam o Palácio do Governo e o Congresso Nacional.
Zona Central: conhecida localmente como “el centro” é onde se encontram os bairros de San Jorge e Sopocachi. É onde se situam as principais lojas, hotéis e muitas embaixadas. Há ainda vários edifícios de departamentos do Estado, além de restaurantes e discotecas.
Sopocachi: provavelmente um dos bairros residenciais mais antigos, a 10 minutos do centro e, pese a expansão e desenvolvimento da cidade, este bairro manteve a sua característica residencial.
San Pedro: um dos mais antigos de La Paz. Construído em torno da “Plaza de San Pedro” (nome oficial: Plaza Sucre) na margem esquerda do rio Choqueyapu, o bairro é principalmente residencial mas alberga numerosas lojas e pequenas empresas, especialmente tipografias e reparação de automóveis. San Pedro inclui também o Mercado Rodríguez, um dos mais importantes e antigos da cidade.
Miraflores: está separado do centro da cidade por um longo desfiladeiro (hoje o Parque Urbano Central) e unido ao mesmo pela Ponte das Américas e duas avenidas. De carácter inicialmente residencial, o seu crescimento fez com que se convertesse num importante centro comercial e de recreio. Alberga universidades e os principais centros hospitalares de La Paz, incluindo a importante faculdade de Medicina da UMSA. Em Miraflores fica o Estádio Hernando Siles (cap. 45 000 pessoas).
Zona Norte: com importante actividade industrial (principalmente alimentar). A mais significativa é a Cervejaria Boliviana Nacional. Aqui está a auto-estrada que comunica La Paz com a cidade de El Alto.
Zona Sul (Calacoto): tem menos altitude que o resto da cidade (3200 a 2800 m). Fica aqui a maioria dos bairros residenciais de La Paz.
PontoTurístico
La Paz recebe uma grande quantidade de turistas do mundo todo, mochileiros, casais em lua-de-mel. Possui uma boa infra-estrutura para receber turistas, de hotéis de luxo à albergues com diárias menores que quatro dólares.
Possui muitos atrativos, faz parte da rota conhecida por muitos mochileiros Rota Bolívia-Peru-Chile.
Entre as atrações turísticas encontram-se:
Praça Murillo (Plaza Murillo): principal espaço público da cidade, aqui se localiza o Palacio Quemado, sede do governo boliviano, além do Parlamento da Bolívia e da catedral da cidade;
Catedral Metropolitana de La Paz: edifício neoclássico construído a partir de 1835, localiza-se na Praça Murillo, ao lado do Palacio Quemado;
Igreja e Convento de São Francisco de La Paz: convento fundado ainda no século XVI, a igreja atual data do século XVIII e é uma importante obra barroca colonial;
Museu Nacional de Arte de La Paz: importante coleção de arte do antigo Alto Peru;
Chacaltaya: a estação de esqui mais alta do mundo;
Valle de la Luna:
Sítio arqueológico de Tiwanaku:
Transporte aéreo
La Paz é servida pelo Aeroporto Internacional de El Alto (código de IATA: LPB) que se localiza a 14 km a sudoeste de La Paz. Instalações de aeroporto incluem um banco, bares, aluguéis de carros, restaurantes e lojas isento de direitos aduaneiros. A pista tem um comprimento de 13123 pés (4000 metros aproximadamente).
É o primeiro aeroporto no hemisfério ocidental, e terceiro no mundo, a passar com distinção o Programa de Auditoria de Segurança Universal da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO).
[editar]Ônibus/autocarro
A rodoviária de La Paz, anteriormente estação de ônibus/autocarros e de trens/comboios, foi construída pelo arquiteto francês Gustave Eiffel. É o portal principal para viagem de ônibus interurbanos em La Paz, com ligações para as principais cidades bolivianas. Também conecta a cidade com Santiago do Chile e Lima.

Universidades e Centros de Educação Superior
Existem várias universidades e centros de educação superior repartidos por toda a cidade. Em baixo é possível encontrar uma lista desses mesmo estabelecimentos (na sua forma de escrita original, o espanhol):
Universidad Mayor de San Andrés. Aberta em 1830, é a mais antiga na Bolívia depois da Universidad de San Francisco Xavier em Sucre, e é ao mesmo tempo a maior da Bolívia.
Universidad Católica Boliviana San Pablo
Escuela Militar de Ingeniería
Universidad Privada Boliviana
Universidad Privada del Valle
Universidad Central de Bolivia
Universidad Salesiana de Bolivia
Universidad de Aquino Bolivia
Universidad Adventista de Bolivia
Universidad Nuestra Señora de La Paz
Universidad Andina Simón Bolívar
Universidad Privada Franz Tamayo
Universidad Loyola
Universidad Privada San Francisco de Asis
Universidad NUR
Universidad La Salle
Universidad Tecnológica Boliviana
Universidad Saint Paul
Escuela Normal Superior Simón Bolívar
Escuela Industrial Superior “Pedro Domingo Murillo”
Universidad Real

La Paz é a “casa” de algumas das maiores equipes de futebol da Bolívia.
Club Bolivar. Fundado em 1925, que joga no Estádio Libertador Simón Bolivar.
The Strongest. Fundado em 1908.
La Paz F.C..
Ambas as equipas jogam a maioria dos jogos no estádio da cidade, o Estádio Hernando Siles. Este mesmo é “casa” de outros jogos de outras equipas, que jogam quer na primeira quer na segunda divisão, como por exemplo: Mariscal Braun (2º), Always Ready (2º), Municipal (2º), Chaco (2º), e Iberoamericana (2º).
La Paz também é o local onde a equipa nacional boliviana trabalha, e é ao mesmo tempo o local de vários jogos internacionais.

6776 – Mega Cidades – A Cidade do México


Cidade vista do alto da torre

É o Distrito Federal, capital dos Estados Unidos Mexicanos e é sede dos poderes federais da República Mexicana, que constitui uma de suas 32 entidades federativas.
A Cidade do México é o centro econômico e político do país, a segunda cidade mais populosa do continente americano e é uma das maiores metrópoles do mundo. O Distrito Federal é responsável por 20% do PIB total do México. Ocupa uma décima parte do Vale do México no centro-sul do país, em um território que se formou da bacia hidrográfica do lago de Texcoco. A Cidade do México é a cidade mais rica e populosa do país, com mais de oito milhões de habitantes em 2005, e ocupa o segundo lugar como entidade federativa, atrás do estado do México. Em seu crescimento demográfico, a Cidade do México foi incorporando vários povoados vizinhos. Em meados do século XX, sua área metropolitana se estendeu para fora do Distrito Federal e se estende por 40 municípios do estado do México e um município do estado de Hidalgo, segundo a mais recente definição oficial de 2003 os governos locais, estaduais e federal sobre a Região Metropolitana da Cidade do México (ZCMC). A ZCMC era habitada por 19.331.365 pessoas, quase 20 por cento da população mexicana.
A área metropolitana da Cidade do México ocupa o 8º lugar das cidades mais ricas do mundo ao possuir um PIB de 315 bilhões de dólares que deve se duplicar até 2020, colocando-a em sétimo lugar e em 4º lugar no continente.

Antiga cidade dos astecas

A Cidade do México foi fundada pelos Astecas e corresponde à antiga Tenochtitlán, que exerceu desde os tempos coloniais uma notável influência intelectual em toda a América espanhola. Nessa época, com mais de 250 mil habitantes, a cidade já figurava entre as maiores do mundo.
Esta antiga cidade correspondeu ao centro do Império Asteca ou Mexica. A ilha estava ligada por três calçadas a terra firme e era protegida por um sistema de diques. As calçadas Iztapalapa, por onde entraram os espanhóis, Tlacopan, por onde Hernán Cortés fugiu, e Guadalupe, eram atravessadas por canais e decoradas por jardins flutuantes. A povoação possuía estradas, estreitas e sinuosas, interceptadas por canais labirínticos, palácios e templos. A disposição dos bairros residenciais refletia a estratificação social. O centro era “Teocalli”, templo dedicado aos deuses guerreiro e da chuva.
Com a colonização espanhola, as casas típicas desapareceram, secaram as ruas e na velha Praça de Teocalli construiu-se a Praça Maior. Foi o conquistador Cortés que, a mando de Espanha, construiu a cidade sobre as ruínas da antiga cidade. Era daqui que partiam todas as incursões espanholas efetuadas no país e, em 1750, a cidade tornava-se a capital do vice-reinado.
A sua densidade populacional é de 5496 hab./km² e nela se centram os poderes legislativo e executivo do país. Localiza-se na margem sul do Anáhuac, próximo de Tarasco-Nahua, e ocupa a maior parte da região do Sudoeste da bacia do México. Está limitada a norte, oeste e oriente pelo Estado do México e a sul pelo de Morelos. A cidade do México é uma das maiores cidades do mundo.
É influenciada por um clima primaveril, registrando uma temperatura média anual de 15 °C. Os invernos são suaves e os verões amenos. As chuvas são escassas e concentradas nos meses estivais. A sua localização geográfica estabelece uma ligação entre uma região tropical, situada a Sul e o domínio temperado e desértico dos planaltos do Norte. É rodeada por uma área lacustre que secou e onde apenas permanece o Lago Texcoco, que é regulado por um sistema de comportas e represas. Além da língua castelhana, a língua oficial do país, também se falam línguas índias.
É considerada uma das cidades mais poluídas do mundo, pois perto dela se encontram dois vulcões, que formam uma espécie de bolsa de poluição sobre a capital. Em alguns meses do ano, a cidade é coberta pelo smog, uma espécie de nevoeiro com poluição. A cidade também conta com uma das frotas de veículos mais antigas.
O clima na Cidade do México é variado, com diversos microclimas. Curiosamente estes microclimas coincidem com os climas do país. Por exemplo, no norte da cidade é árido, em contraste com o sul, que conta com muito mais vegetação e umidade. O centro é uma zona intertropical, com temperaturas altas, mas esta condição pode ser modificada devido a altitude e relevo, 57% do território tem clima temperado, 33% semi-frio e 10% clima semi-seco.
A maior parte dos habitantes da cidade é de mestizos (gente com descendência mista de europeu e indígena) e criollos (descendentes de Europeus). Apesar de que em números relativos à população indígena não representa mais do um por cento do total da população capitalina, o Distrito Federal é o âmbito de população ameríndia mais amplo de México e de América com mais de 360.000 indígenas de quase todas as etnias do país. O maior dos grupos étnicos que habitam no Distrito Federal é o dos nahuas. Outros grupos indígenas que habitam no Distrito Federal não são nativos da região. As comunidades indígenas migrantes mais amplas da cidade do México são os mixtecos, otomíé, zapotecos e mazahuas, ainda que encontram-se também os tlahuicas, purepechas e grupos de origem maia. As delegações com o maior número de indígenas são: Milpa Alta, Xochimilco, Tláhuac, Iztapalapa e Cuauhtémoc.
Costuma ocorrer que as gerações de indígenas nascidos na Cidade do México se assimilem à cultura cosmopolita dominante, ainda que nas duas últimas décadas se observem movimentos reivindicativos das culturas indígenas capitalinas. A maior parte dos indígenas que vivem no Distrito Federal abandonou o uso de sua língua vernácula, que reserva só para certos âmbitos da vida doméstica.
Como em todo México, o idioma dominante no Distrito Federal é o espanhol. Este é falado pela imensa maioria dos habitantes da capital. A grande diversidade étnica no Distrito Federal deriva numa grande diversidade linguística. Praticamente todas as línguas indígenas de México são faladas na Cidade do México, no entanto, as majoritárias são o náhuatl, o otomí, o mixteco, o zapoteco e o idioma mazahua. Como segunda língua, é quase seguro que o inglês seja a mais estendida.

Economia e Infraestrutura
O Distrito Federal foi, durante boa parte da história do México independente, seu principal centro econômico. No século XIX, os municípios periféricos da entidade possuíam uma economia baseada na agricultura e no comércio dos bens produzidos por esta atividade e outras manufaturas complementares. Tanto os produtos agropecuários como os obrajes eram bens de consumo cujo principal ponto de comércio era a Cidade do México. Esta, por seu caráter de capital nacional, se especializava na prestação de serviços associados à administração pública. Alguns de seus habitantes também eram trabalhadores agrícolas, mas quase todos eles estavam concentrados nos setores de serviços e na insuficiente indústria.
Durante o século XIX, as principais atividades industriais no Distrito Federal foram nos ramos têxtil e papeleiro. No final desse século, durante o governo porfirista foram introduzidos teares mecânicos em fábricas como La Magdalena e La Fama, tanto que a produção papeleira florescia em Peña Pobre e Loreto. A indústria capitalista se transformou até o início do século XX, quando se promoveu um modelo de substituição de importações. Entre as décadas de 1950 e 1980, o Distrito Federal chegou a produzir 36% do PIB nominal nacional. Depois o Distrito Federal perdeu importância no PIB nacional, alcançando apenas 25% do total no começo do século XXI.
Igualmente, o Distrito Federal dava emprego a 45% dos trabalhadores da indústria manufaturada no México em 1980, mas, uma década mais tarde, a proporção havia caído para 33%. Das quinhentas empresas mais importantes do país, em 1982, a Cidade do México abrigava 257 delas. Sete anos mais tarde só permaneciam na capital mexicana 145.
A Cidade do México tem muitas escolas públicas e privadas, e é o município com o maior número de alunos. E, embora alguns estudos indiquem que o nível de ensino deixa muito a desejar (muito longe de atingir a excelência a nível mundial, especialmente quando se refere às escolas secundárias públicas), é o melhor de todos os Estados mexicanos. Conta com creches (Kinders), escolas primárias e secundárias, que são comandados pelo Ministério da Educação.
Também se encontram vários centros de ensino superior, que embora sejam muitos não são suficientes, criando conflitos com os estudantes que foram reprovados pelo COMIPEMS, que é usado para escolher os estudantes que irão às escolas e colégios públicos através de um competitivo exame de admissão, mas, infelizmente, a oferta de espaços para o nível superior é pequeno em comparação a cada vez maior procura por instituições educativas, assim como muitos alunos não estudam na sua primeira ou segunda opção do COMIPENS. De primeira qualidade, têm-se escolas que pertencem às duas grandes universidades da cidade e do país, no caso da Universidad Nacional Autónoma de México se encontram a Escuela Nacional Preparatória e o Colegio de Ciências y Humanidades e, por outro lado, tem-se o Instituto Politécnico Nacional com o Centro de Estudios Científicos y Tecnológicos e o Centro de Estudios Tecnológicos. Em seguida temos as instituições que pertencem ao Ministério da Educação como o Colégio de Bacharéis, Centros de Estudios Tecnológicos, Industriales y de Servicios e o Colegio Nacional de Capacitación Profesional, bem como a recente criação da Instituto de Ensino Médio Superior do Distrito Federal, que é administrado pelo governo local.

Ensino Superior
Universidade Nacional Autônoma do México,reconhecida como a primeira a nível nacional. Fundada em 1553, é uma das mais antigas da América. É líder em artes, arqueologia, ciência, medicina, ciências humanas e sociais. Seu principal campus, a Cidade Universitária, foi declarada Património Mundial pela UNESCO e foi o primeiro a colocar em órbita um par de satélites de última geração criado em conjunto com o Instituto Politécnico Nacional.
Instituto Politécnico Nacional, líder na graduação de engenheiros, fundada em 1936 durante o governo de Lázaro Cárdenas, possui um alto nível acadêmico, é uma das mais prestigiadas e importantes instituições de ensino do México com mais de 140,000 estudantes em seus 241 cursos repartidos. É uma instituição líder e de vanguarda na formação de técnicos e profissionais nas áreas de administração, ciência, engenharia e de novas tecnologias. Ocupa o número 2 a nível nacional e 78° em nível mundial.
Universidad Autónoma Metropolitana, instituição de ensino superior fundada em 1974.
Universidad Autónoma de la Ciudad de México, instituição pública de ensino superior fundada em 2001.
Escuela Normal Superior de México, instituição pública de ensino superior, fundada em 1881.
Benemérita Escuela Nacional de Maestros, formadora de professores do ensino primário.
Escuela Libre de Derecho, uma instituição privada de ensino de direito, e a segunda mais velha, após a Faculdade de Direito UNAM.
Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey, Campus Ciudad de México, instituição de ensino superior fundada em 1973.
Instituto Tecnológico Autónomo de México, instituição de ensino superior fundada em 1946, proeminente na área de economia.
Universidad Anahuac, instituição de ensino superior fundada em 1964.
Universidad del Valle de México, instituição de ensino superior fundada em 1960.
Universidad Iberoamericana (Cidade do México), instituição de ensino superior fundada em 1943.
Universidad La Salle, instituição de ensino superior fundada em 1962.
Universidad del Claustro de Sor Juana,, instituição de ensino superior fundada em 1979, proeminente na área de humana.

O Distrito Federal é o estado com o maior grau de alfabetização. Das mais de oito milhões de pessoas que vivem no Distrito Federal e estão em idade de frequentar a escola ou ter concluído o ensino primário, 94,83% sabem ler e escrever. A média nacional é de 90,69%. No que diz respeito à escolaridade, a média é de cerca de onze anos de instrução. A Cidade do México concentra uma alta proporção de pessoas que tenham concluído ao menos um curso superior ou licenciatura.
No setor de transportes, a Cidade do México se destaca. Possui diversas rodovias que a ligam ao interior do país, às cidades-satélites e aos outros grandes centros urbanos do México, como Monterrey e Guadalajara. O metrô da cidade se estende por aproximadamente 250 quilômetros, sendo um dos maiores do mundo em extensão. É um importante centro da aviação aérea nacional e internacional. O moderno Aeroporto Internacional Benito Juárez juntamente com o Aeroporto Internacional de Cumbica, em São Paulo, no Brasil, formam o principal centro de rotas domésticas e internacionais na América Latina.

Cidade do México, estádio

Esporte
No Distrito Federal se alojam algumas das instituições esportivas mais importantes do país. É a sede do Comitê Olímpico Mexicano, da Escola Nacional de Educação Física e da Escola Nacional de Treinadores Esportivos. Conta com várias unidades esportivas, dentre elas a maior é a de La Magdalena Mixiuhca, construída no local em que habitou o povo de mesmo nome (em Iztacalco). Justamente nesse espaço que se encontram instalações como o Autódromo Hermanos Rodríguez, o Foro Sol, o Palacio de los Deportes, o Velódromo Olímpico e a Sala de Armas. Em outras partes da cidade se encontram uma Piscina e Ginásio Olímpicos (Benito Juárez), a Pista Olímpica de Canotaje (Xochimilco), assim como três estádios de futebol: o Azteca, o Azul e o Olímpico Universitário.
A Cidade do México recebeu em 1968 os Jogos Olímpicos de Verão, nos quais a delegação esportiva nacional alcançou a melhor atuação de sua história, com nove medalhas no total; sendo, além disso, a única cidade latino-americana a sediar os Jogos Olímpicos.
Sediou partidas das Copas do Mundo de 1970 e 1986, incluindo os dois jogos da final, sendo junto com Roma a única a sediar duas finais. A Cidade do México é a cidade com mais partidas de Copas do Mundo de Futebol, no total, 24.

6578 – Urbanismo – Cidades Fantasmas na China


Apesar de concentrar 20% da população do planeta e da migração urbana nas últimas décadas, a China convive com enormes cidades-fantasmas.
O fenômeno de milhares de prédios novos e desabitados ocorre em várias regiões e alimenta o debate sobre o excesso de investimento imobiliário como causa de uma bolha prestes a fazer estragos na segunda economia do mundo.
A escala dos empreendimentos vazios impressiona. Só em Chenggong, no sudoeste chinês, são 100 mil apartamentos vazios e uma vasta infraestrutura de universidades, escolas, bancos e até duas estações de trem.
A cidade começou a ser erguida em 2003 para ser um satélite da vizinha Kunming, capital da província de Yunnan. Mas, até agora, nada.
A várias centenas de quilômetros de Yunnan, na desértica Mongólia Interior, está Ordos, a mais famosa das cidades fantasmas.

A expectativa inicial era de que a cidade, cercada por jazidas de carvão e gás, crescesse rápido.
Mas, passados dez anos, a promessa não se cumpriu, e hoje são 300 mil apartamentos e uma vasta infraestrutura para uma população oficialmente estimada de cerca de 30 mil pessoas.
“Os chineses pretendiam manter a migração para as cidades nos próximos 20 anos”, diz João Carlos Scatena, especialista em planejamento de transporte, há 7 anos na China como consultor.
“Como a economia desacelerou, não estão conseguindo gerar empregos suficientes para retirar as pessoas do campo, apesar de estarem ainda construindo cidades para isso”.
A anomalia se estende mesmo em áreas próximas a Pequim. Em Tianjin, cidade portuária a meia hora da capital via trem-bala, um novo bairro com dezenas de prédios de escritório está sendo erguido em meio a planos do governo local para criar um polo de empresas do mercado financeiro.

Conhecida como Yujiapu, a região ficará pronta em 2019 e terá réplicas de edifícios de Manhattan, incluindo o Rockfeller Center. A um custo estimado de R$ 63 bilhões, o bairro acrescentará mais 9,5 milhões de metros quadrados de escritórios.
A febre de construção também parece ter sido exagerada em Hainan, a ilha tropical no sul do país. Ali, está Phoenix Island, um arquipélago artificial em construção para abrigar um resort, incluindo uma torre de 200 metros. O projeto foi apelidado de “Dubai da China”.
Uma das principais explicações para as cidades vazias é a falta de opções de investimento. “Não há outro lugar onde colocar dinheiro, a não ser em propriedade ou sob o colchão”, escreveu neste mês o empresário britânico radicado na China Mark Kitto, na revista “Prospect”. “O mercado de ações é manipulado, os bancos operam de uma forma não comercial, e o yuan é não conversível.”
A revista “Economist” tem uma avaliação menos pessimista. Em artigo de maio, avalia que a China não gera “superinvestimento”, mas investimento ruim.
A publicação afirma que, apesar dos apartamentos vazios, há uma demanda reprimida e cita uma pesquisa de 2010 segundo a qual o país tinha um deficit de 85 milhões de residências urbanas, com três quartos dos migrantes viviam em desconfortáveis dormitórios das empresas.

6573 – Mega Cidades – Los Angeles


É a segunda cidade mais populosa dos Estados Unidos depois de Nova Iorque. Com uma população de 3 792 621 habitantes, segundo o censo de 2010, é a cidade mais populosa do estado da Califórnia e do oeste dos Estados Unidos. Além disso, a cidade se estende por 1 302 km² no sul da Califórnia e é classificada como a 13ª maior área metropolitana do mundo, com 17,7 milhões de pessoas espalhadas por grande parte do litoral sul da Califórnia. A área metropolitana Los Angeles-Long Beach-Santa Ana abriga 12 828 837 habitantes. Los Angeles é também a sede do condado de Los Angeles, o mais populoso e um dos condados mais multiculturais dos Estados Unidos. Os habitantes da cidade são referidos como “Angelenos”.
Los Angeles foi fundada em 4 de setembro de 1781, pelo governador espanhol Felipe de Neve como El Pueblo de Nuestra Señora la Reina de los Angeles del Río de Porciúncula (A Vila de Nossa Senhora, Rainha dos Anjos do Rio de Porciúncula). Tornou-se parte do México, em 1821, após sua independência da Espanha. Em 1848, no final da Guerra Mexicano-Americana, Los Angeles e o resto da Califórnia foram adquiridos como parte do Tratado de Guadalupe Hidalgo, tornando-se parte dos Estados Unidos, o México manteve o território de Baja California. Los Angeles foi incorporado como município em 4 de abril de 1850, cinco meses antes da Califórnia tornar-se um estado estadunidense.
Muitas vezes, conhecida por suas iniciais, “LA”, e apelidada de “Cidade dos Anjos”, Los Angeles é um centro mundial de negócios, comércio internacional, entretenimento, cultura, mídia, moda, ciência, tecnologia e educação. É o lar de instituições de renome cobrindo um vasto leque de campos profissionais e culturais e é um dos motores mais importantes da economia dos Estados Unidos. Em 2008, Los Angeles foi classificada a oitava cidade mais economicamente poderosa do mundo pela Forbes.com, e a terceira nos EUA, atrás apenas de Nova Iorque e Chicago, fato pelo qual é considerada um dos maiores e mais importantes centros financeiros do mundo.
Como a sede de Hollywood, é conhecida como a “Capital Mundial do Entretenimento”, a líder mundial na criação de filmes, produção de televisão, videogames e música gravada. A importância do setor de entretenimento para a cidade levou muitas celebridades à Los Angeles e seus subúrbios.
Nativos americanos viviam anteriormente na região, antes da chegada dos primeiros exploradores europeus. Entre as tribos, a tribo shoshone possuía uma aldeia chamada Yang-na, localizada onde está atualmente o centro de Los Angeles, ao longo do Rio Los Angeles.
Em 1542, o explorador português João Rodrigues Cabrilho, explorando a costa oeste da América do Norte, em nome da coroa espanhola, descobriu a vila de Yang-na, e foi amigavelmente recebido por nativos. Cabrilho anotou a localização da aldeia indígena e continuou sua exploração. Até 1769, a região fora esquecida, por 227 anos, quando Gaspar de Portolá, um capitão da força militar espanhola, e Juan Crespi, um missionário espanhol, lideraram uma expedição partindo de San Diego para Monterey Bay.
Os espanhóis logo começaram o povoamento da região, onde está atualmente Los Angeles. Primeiramente, em 1771, os espanhóis fundaram Missión San Gabriel Arcángel, um pequeno centro religioso, oito quilômetros a leste dos atuais limites municipais de Los Angeles. San Gabriel acabou por se tornar um importante centro agropecuário, cultural e religioso, e o mais importante de outros oito assentamentos criados pelos espanhóis ao longo da atual Califórnia.
Em 4 de setembro de 1781, um grupo de 44 pessoas – 11 homens, 11 mulheres e 22 crianças, com dois espanhóis no grupo, sendo o restante predominantemente afro-americanos, com alguns nativos americanos e descendentes de dois ou mais grupos étnico-raciais – chegaram na região descrita por Crespi. Este grupo havia saído em fevereiro de 1781. Ao chegarem, eles fundaram oficialmente El Pueblo de Nuestra Señora Reina de los Ángeles de la Porciuncula. Los Angeles é atualmente a única grande cidade americana a ter sido fundada por um grupo de assentadores predominantemente formado por afro-americanos.

Era mexicana
Em 1821, México tornou-se independente da Espanha. Os mexicanos tomaram controle de toda a Califórnia, e a cidade de Los Angeles passou para controle espanhol. Los Angeles e Monterey alternaram-se como a capital do territorio mexicano de Alta Califórnia.
Em 1826, Jedediah Smith chegou a Los Angeles. Ele foi a primeira pessoa a chegar à cidade vindo da costa atlântica. Em 1841, assentadores americanos começaram gradualmente a morar na Califórnia, muitos dos quais decidiram instalar-se na cidade de Los Angeles. Mesmo assim, os hispânicos continuaram em maioria na cidade.
Em maio de 1846, os Estados Unidos e o México entraram em guerra. Em agosto do mesmo ano, tropas americanas capturaram Los Angeles. Porém, uma grande rebelião popular contra os americanos desenvolveu-se entre a população hispânica da cidade, e as tropas americanas recuaram. Em janeiro de 1847, Los Angeles foi capturada definitivamente pelos americanos. Tendo sido derrotados, os mexicanos assinaram o Tratado de Guadalupe Hidalgo, em 1848, que cedia a Califórnia aos Estados Unidos.
Em 4 de abril de 1850, Los Angeles foi elevada à categoria de cidade, e cinco meses mais tarde, a Califórnia tornaria-se o 31º Estado dos Estados Unidos. Los Angeles, então, tinha cerca de 1,6 mil habitantes e 73 km², sendo que sua população cresceu lentamente nas próximas duas décadas. Muitos dos antigos proprietários de lotes agropecuários faliram, por causa da burocracia existente no processo de confirmação de propriedade por parte da justiça americana.
Alguns mexicanos resistiram à presença americana. Em 1856, Juán Flores liderou uma grande revolta popular na cidade, o que arriscava o sul californiano. Ele acabou sendo enforcado, à frente de um público de mais de três mil espectadores. Outro mexicano famoso foi Tiburcio Vasquez, famoso entre a população hispânica, por seus feitos contra os gringos. Capturado em West Hollywood, ele foi considerado culpado de dois assassínios em 1874, e enforcado em 1875.

Graduais anexações de cidades vizinhas a Los Angeles fizeram com que Los Angeles lentamente crescesse em tamanho nos anos que se seguiram a 1890. Em 1910, quando a cidade de Hollywood foi fundida com a cidade de Los Angeles, esta passou a ter 233 km².
Uma gigantesca baía portuária foi construída entre 1889 e 1913. E bem no ano de sua inauguração, em 1913, o Canal de Panamá havia sido inaugurado. Los Angeles tornou-se o principal centro portuário do oeste do continente americano rapidamente. Los Angeles continuava a crescer, agora, alimentada pela indústria do petróleo, que havia sido encontrada pela primeira vez na cidade em 1892.
Porém, a falta de fontes de água potável ameaçava o futuro de Los Angeles. Com a população da cidade em grande crescimento, temia-se que logo a única fonte de água potável de Los Angeles até então, o Rio Los Angeles, não seria mais suficiente para atender à crescente demanda de água potável usada pela população em crescimento. A fonte de água potável mais próxima de Los Angeles ficava a 250 km da cidade, no Rio Owens, que desemboca no Lago Owens, onde evapora. Entre 1899 a 1903, Harrison Gray Otis adquiriu fazendas e propriedades que ficavam na área do Rio e do Lago Owens Também planejava-se a construção do aqueduto que transportaria essa água para a cidade.
Em julho de 1905, o Los Angeles Times publicara que os habitantes da cidade não teriam mais nenhuma água disponível, a não ser que eles comprassem papéis do governo, para o financiamento da construção do aqueduto. Água potável distribuída pelo sistema de água foi desviada para o sistema de esgoto da cidade, diminuindo a quantidade de água potável disponível, e criando condições de seca artificiais. Pessoas foram proibidas de regar seus jardins. Em um dia de eleições, os habitantes da cidade aceitaram que 22,5 milhões de dólares fossem investidos na construção do aqueduto. Com este dinheiro, e também graças a uma lei federal recém aprovada, que permitia a cidades a adquisição de propriedades fora de seus limites municipais, permitiu a Los Angeles comprar as terras adquiridas por Gray Otis. O aqueduto foi inaugurado en 1913, e garantiu de vez o fornecimento de água potável para os habitantes da cidade, bem como triplicou a área de Los Angeles, que passou a ter 1 165 km² (atualmente, Los Angeles possui 1 215 km²).
Por volta de 1920, o turismo havia tornado-se em um grande negócio em Los Angeles. Um clima agradável, com temperaturas altas ou amenas durante quase todo o ano, atraíram (e continuam a atrair nos dias atuais) milhares de turistas. Muitos deles gostaram tanto da cidade e do seu clima que decidiram ficar de vez em Los Angeles. Nestes tempos, a indústria petroleira da cidade crescia cada vez mais, com o crescente número de reservas de petróleo sendo descobertas. Com tudo isto, fábricas instalaram-se aos montes na cidade, produzindo produtos industrializados como aviões, móveis, pneus e outros produtos.
Ainda na década de 1920, Los Angeles implementou uma lei que restringia a aquisição de residências por afro-americanos, mexicanos, asiáticos e judeus, permitindo que pessoas de grupos étnico-raciais pudessem adquirir e morar em uma residência apenas em certos bairros da cidade.
Com a Grande Depressão, as condições sócio-econômicas de Los Angeles caíram drasticamente, à medida que milhares de pessoas eram demitidas de seus trabalhos. Houve falência em massa de inúmeros estabelecimentos comerciais e industriais, o que agravava ainda mais a crise. Porém, a população da cidade continuava a crescer rapidamente, uma vez que milhares de pessoas desempregadas, vindas de todas as partes do país, iam a Los Angeles com a esperança de encontrar um emprego. A economia da cidade apenas voltaria a crescer quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, lutando ao lado dos Aliados. Fábricas e portos produziam armas, unidades militares e outros equipamentos usados pela forças militares americanas, empregando a maior parte da força de trabalho que até então estava desempregada devido aos efeitos da Grande Depressão; este crescimento continuou a atrair mais pessoas a Los Angeles, a maioria, vindas do interior do país. No final da guerra, Los Angeles tinha cerca de 1,5 milhão de habitantes, e era a terceira maior cidade dos Estados Unidos.
Na década de 1950, Los Angeles já era um dos principais centros industriais e comerciais dos Estados Unidos. Depois de Detroit, Los Angeles fabricava mais carros do que qualquer outra cidade americana; depois de Akron, era a maior fabricante de pneus do país; e depois de Nova Iorque, era o maior centro americano de manufaturação de roupas.
Uma lei que propusera limites para a altura máxima de prédios a serem construídos na cidade foi rejeitada em 6 de novembro de 1961. Isto, mais a contraditória renovação urbana no bairro de Bunker Hill (pitoresca, mas decadente), culminou na construção de vários arranha-céus em Los Angeles, desde então até a década de 1990.
Diversas vias expressas foram construídas a partir da década de 1940, conectando Los Angeles com seus subúrbios. O pequeno e ineficiente sistema de transporte público da cidade (centralizada em um sistema ferroviário de passageiros, e algumas linhas de bondes e light rail) foi desativada na década de 1950 (pressionada pela General Motors), o que tornou Los Angeles uma cidade voltada para o carro.

Centro de Los Angeles

A década de 1990 foi marcada por intensos conflitos raciais, agravada pela opressão policial. O incidente mais conhecido é o de Rodney King, um motorista afro-americano, que foi parado por quatro policiais na cidade, em 3 de março de 1991. Os policiais espancaram King, que sofreu graves ferimentos. Os policiais foram indiciados, mas nenhum deles foi condenado, mesmo com as provas do crime tendo sido gravadas em um vídeo. O processo fora realizado em um subúrbio branco de Los Angeles, e todos os jurados eram brancos. O veredito do processo resultou em um grande motim popular nas ruas da cidade, especialmente em bairros afro-americanos.
Los Angeles está localizada no sudoeste dos Estados Unidos, e no sudoeste do Estado americano de Califórnia, na costa do Oceano Pacífico. Situa-se a aproximadamente 560 km sul da cidade de San Francisco e a 210 quilômetros nordeste de San Diego e da fronteira mexicana.
Com uma área total de 1 290,6 km², Los Angeles atualmente é uma das maiores cidades americanas em área, embora no início do século XX, a cidade tinha apenas uma pequena fração da área atual. Os limites municipais de Los Angeles cresceram com a gradual anexação de cidades vizinhas, como Hollywood, San Pedro, Van Nuys e Westwood, atualmente, distritos da cidade de Los Angeles.
Os terremotos são uma ameaça diária em Los Angeles. O passado sísmico da cidade não é tão trágico quanto o de San Francisco, mas, nada impede que um sismo devastador aconteça na cidade.
Los Angeles é a sede de condado do Condado de Los Angeles, o condado mais populoso dos Estados Unidos, com um total de 10 179 716 habitantes. São 88 cidades, todas parte da região metropolitana de Los Angeles, das quais dez possuem mais do que 100 mil habitantes. Long Beach, Glendale e Santa Clarita são as cidades mais populosas e importantes do condado. Muitas cidades do condado estão completamente cercadas pela cidade de Los Angeles, caso de West Hollywood, Westwood, San Pedro e Culver City. Outras estão cercadas por Los Angeles e pelo Oceano Pacífico, como Santa Mônica e Torrance.
A região metropolitana de Los Angeles é composta pelos condados de Los Angeles, Riverside e Orange, que possuem quatro grandes aglomerações urbanas distintas: Los Angeles-Long Beach, Condado de Orange, Riverside-San Bernadino e o Condado de Ventura. No total, são 12 146 000 habitantes e 4 319,9 km² de área urbanizada, o que torna a região metropolitana de Los Angeles a segunda mais habitada dos Estados Unidos, a terceira mais habitada da América do Norte, bem como uma das maiores do mundo.

Los Angeles possui um clima bastante agradável, em comparação a outras grandes cidades americanas. Invernos amenos e verões quentes tornam as praias de Los Angeles bastante movimentadas quase o ano inteiro. A temperatura média no inverno é de 13ºC, com mínimas entre 12 °C e 10 °C, e máximas entre 18 °C e 21 °C. A temperatura média no verão é de 23 °C, com mínimas entre 12 °C e 17 °C, e máximas entre 24 °C e 38 °C. Precipitação cai na maioria das vezes na forma de chuva, embora no inverno, algumas vezes neve na cidade. Porém, a maior parte da neve acaba derretendo rapidamente ou na atmosfera ou no solo. A taxa de precipitação média anual na cidade é de 38 cm.
As maiores temperaturas sempre são registradas nos meses de Agosto e Setembro, principalmente em ocasiões de Vento Sant’Ana, onde a umidade relativa do ar chega a ficar abaixo dos 10% por vários dias e as temperaturas até a 37 graus na cidade de Los Angeles e a mais de 41 graus nas cidades mais ao interior do estado, como Riverside e San Bernardino.

Poluição
O uso extensivo de veículos pela população de Los Angeles e a geografia da cidade, com montanhas cercando toda a região mais densamente habitada fazem com que a cidade sofra bastante de poluição atmosférica. Muito das emissões geradas pelos veículos acaba ficando presa, por causa das montanhas, bem como as emissões geradas pelas indústrias ali localizadas. Outro problema é a crescente contaminação dos lençóis de água localizados sob a cidade.
Como outras cidades localizadas na Califórnia, Los Angeles está localizada numa região altamente vulnerável a terremotos. A Califórnia é uma das regiões do mundo mais sujeitas a terremotos. Existem mais de 300 falhas geológicas no Estado. Além de estar a poucos quilômetros da zona de choque (encontro) entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-Americana, Los Angeles fica sobre um terreno relativamente húmido e macio, o que aumenta a vulnerabilidade das estruturas ali instaladas em um caso de um grande terremoto.
O terremoto mais recente foi o Terremoto de Northridge, ocorrido em 1994, que causou danos de propriedade avaliados em bilhões de dólares.
Economia
A renda anual média de uma residência ocupada na cidade é de 36 687 dólares. A renda média anual da população da cidade é de 39 942 dólares. Pessoas do sexo masculino possuem uma renda anual média de 31 880 dólares, e pessoas do sexo feminino, uma renda anual média de 30 197 dólares. A renda per capita da cidade é de 20 671 dólares. 22,1% da população e 18,1% das famílias da cidade vivem abaixo da linha de pobreza. 30,3% das pessoas com 17 anos ou menos de idade e 12,6% das pessoas com 65 anos ou mais de idade vivem embaixo da linha de pobreza.

Imigração
Los Angeles é uma das cidades mais multiculturais do mundo, com etnias das mais variadas partes do mundo. Em especial, a população hispânica e asiática estão crescendo rapidamente, tanto que hispânicos serão maioria na cidade, caso o ritmo atual de crescimento continue. A população de asiáticos em Los Angeles é a maior dos Estados Unidos. Los Angeles possui as maiores comunidades armênia, cambojiana, filipina, guatemalteca, israelense, tailandesa, mexicana, húngara e salvadorenha fora dos respectivos países.
A força de trabalho de Los Angeles é de 1 690 316 trabalhadores (pessoas com mais de 16 anos; do censo nacional de 2001). 756 303 deles são pessoas do sexo feminino. 1 688 652 pessoas trabalham em postos civis, e 1 664 nas forças armadas americanas. Dos trabalhadores civis, 1 209 942 trabalham para estabelecimentos comerciais ou industriais, 162 402 são servidores públicos e 153 551 são trabalhadores autônomos. 156 578 pessoas estão desempregadas.

Política
O governo municipal de Los Angeles têm mostrado-se ineficiente em algumas áreas, o que fez com que os distritos de Hollywood e Vale de San Fernando buscassem independência em 2002, embora não tendo sucesso, alegando que a municipalidade de Los Angeles prefere concentrar sua atenção em áreas mais densamente povoadas da cidade, como o centro da cidade, negligenciando áreas de menor densidade populacional. Para tornar mais efetiva o governo municipal, o Conselho municipal de Los Angeles têm promovido a formação de Conselhos regionais, tendo sido proposto em 1996 e aprovado em 1999.

Los Angeles é o maior centro industrial dos Estados Unidos, e o maior centro de finanças e comércio do oeste americano. Ao contrário de outras grandes cidades americanas como Chicago, Houston e Nova Iorque, que presenciaram a mudança de uma parte substancial de suas indústrias para outras partes do país ou do mundo, o número de postos de trabalho fornecidos pela indústria e comércio têm somente crescido desde o final da Segunda Guerra Mundial. Embora Los Angeles tenha presenciado a queda da indústria automobilística na década de 1990, outras indústrias instalaram-se ou expandiram na cidade, como a indústria aeroespacial.
Los Angeles é o maior centro industrial dos Estados Unidos. Suas 25 000 fábricas fornecem, aproximadamente, trinta por cento dos postos de trabalho dentro dos limites municipais. Uma das principais indústrias de Los Angeles é a indústria aeroespacial. A cidade possui várias fábricas que fabricam peças ou partes de aviões, bem como sondas espaciais e foguetes. Essa forte indústria atrai muitos engenheiros, matemáticos, físicos e cientistas, mais do que qualquer outra cidade americana. A Boeing possui várias fábricas em Los Angeles e na cidade vizinha de Long Beach.
Apesar disto, Los Angeles é mais conhecida pelos seus filmes: a maioria deles, produzidos no bairro mundialmente famoso de Hollywood. A indústria da produção de filmes chegou a seu máximo na década de 1940. Desde então, as companhias produtoras de filmes reduziram o número de filmes produzidos anualmente, preferindo concentrar-se na qualidade dos filmes produzidos. Isto fez com que postos de trabalhos fossem diminuídos e pessoas fossem demitidas. Mesmo assim, esta é uma forte indústria, que gera muitos postos diretos e indiretos de empregos e é mais uma atração turística da cidade.

Mídia
Centenas de revistas são impressas e publicadas em Los Angeles. Uma delas é a Los Angeles Magazine, que publica reportagens de interesse geral sobre a área da cidade. Outras revistas estão especializadas em certas matérias como surfing, skating, por exemplo.
Dez estações de televisão público, outras tantas estações de TV a cabo e mais de 75 estações de rádio estão localizadas em Los Angeles. A cidade abriga os quartéis-generais de duas grandes companhias de televisão americanas, a FOX e a UPN. Outras grandes redes de televisão americana como a ABC e a CBS produzem muitos de seus programas em Los Angeles.
A indústria de telecomunicações cresceu desde a década de 1940 e absorveu, em grande parte, a queda dos números de postos de trabalhos oferecidos pela indústria cinematográfica, ocorrida a partir da década de 1940.

Universidade da Califórnia

A maior parte dos habitantes da região metropolitana de Los Angeles usa o carro como meio principal de locomoção. Muitos habitantes de subúrbios e bairros percorrem longas distâncias até o centro financeiro da cidade. Como resultado, Los Angeles possui o maior sistema de Vias expressas e autoestradas do mundo. Este sistema é uma malha de 1 080 km de autoestradas de vias de alta velocidade, que cortam toda a região metropolitana de Los Angeles.
Los Angeles dispõe de uma grande malha ferroviária, que opera à parte das ferrovias controladas pela MTA e pela Metrolink. Duas principais ferrovias, a Burlington Northern Santa Fe e a Union Pacific, servem a cidade, conectando-a com o resto dos Estados Unidos. Trens de passageiros usam a Union Station, localizado próximo ao centro da cidade.
O clima agradável de Los Angeles e sua localização geográfica permitem a prática de surfe em uma das várias praias da cidade, e esquiar em nas montanhas localizadas nos recantos da cidade, em um mesmo dia, durante quase todo o ano. Los Angeles tem cerca de 121 quilômetros de praias ao longo da costa do Oceano Pacífico, e suas montanhas, localizadas ao nordeste da cidade, possuem condições favoráveis à prática de esqui, canoagem e golfe o ano inteiro. Los Angeles tem cerca de 210 parques, playgrounds e outras facilidades recreativas.

6424 – Mega Sampa – Áreas verdes da USP agora são reservas ecológicas


A Universidade de São Paulo declarou como reserva ecológica áreas verdes localizadas em seis campi. Estes locais agora têm caráter de preservação permanente e são destinadas apenas à conservação, restauração, pesquisa, extensão e ensino.
As 23 áreas, que totalizam 11 milhões de metros quadrados, ficam nas cidades de São Paulo, Pirassununga, São Carlos, Lorena, Ribeirão Preto e Piracicaba. Esta última tem agora a maior quantidade de hectares protegidos: 800, ao todo. A única área considerada reserva na USP foi declarada na década de 70, fica na Cidade Universitária, em São Paulo, e tem 10,2 hectares.
Agora, será feito o levantamento topográfico e o mapeamento das áreas para a elaboração de documentos técnicos que resultarão em um plano de manejo das reservas.

6375 – Mega Sampa – Poluição em SP aumentaria 75% se metrô ficasse parado por um ano


Se o metrô da capital paulista deixasse de funcionar por um ano, a concentração de poluentes no ar aumentaria 75%, aponta pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Para fazer o cálculo, os pesquisadores compararam o nível de poluição atmosférica em dias normais com dias de greve dos metroviários.
O estudo mostra ainda que as mortes em decorrência de problemas cardiorrespiratórios aumentariam entre 9% e 14%, o que representaria um custo de US$ 18 bilhões à saúde pública do município.
“A hipótese que a gente tinha é que, com o metrô parado, [haveria] mais carros nas ruas, mais ônibus, mas a gente não tinha realmente dimensão dessa magnitude”, disse à Agência Brasil Simone Miraglia, coordenadora do estudo e membro do Inaira (Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental).
Segundo dados do instituto, 90% da poluição do ar em São Paulo são gerados por carros, motos e caminhões.
O transporte público corresponde a 55% dos deslocamentos na cidade, enquanto o transporte individual é responsável por 45%.
Foram analisadas duas greves com mais de 24 horas de duração, uma ocorrida em 2003 e outra em 2006.
O estudo reuniu dados dos três dias antecedentes à greve e dos três dias posteriores.
“Também consideramos um dia controle: um dia no mesmo mês da paralisação, mesmo dia de semana e com variáveis meteorológicas semelhantes”, explicou Miraglia.
Em 2003, a concentração de poluentes no dia controle foi 41 microgramas por metro cúbico (µg/m3). No dia da greve, o índice aumentou para 101,49 µg/m3.
As mortes adicionais associadas à poluição foram oito, o que representa um crescimento de 14%, de acordo com o estudo.
Já em 2006, o impacto foi menor. A concentração de poluição saltou de 43,99 µg/m3 no dia controle para 78,02 µg/m3 no dia da greve. As mortes adicionais foram seis, o que corresponde a um aumento de quase 9%.

6349 – Economia – Fábricas de Redes Gerou Ilha de Prosperidade


Ponte da Cidade de São Bento-PB

A fabricação mensal de 400 mil redes de dormir fez do município de São Bento a 444 km a noroeste de João Pessoa, o maior polo da indústria textil da Paraíba na década de 1990. Segundo estimativas da prefeitura local, 80% dos 21 mil habitantes na época, trabalhavam na produção de redes em 74 indústrias de médio e grande porte e em 500 pequenas insdústrias. A renda média familiar era de 3 salários mínimos por mês (ressalva-se que na época o salário mínimo era bem mais desvalorizado do que agora).
Uma nova revolução industrial local, onde em uma famíla, pai e mãe trabalhavam nas fábricas, enquanto os filhos ajudavam no acabamento. Não havia o terrível e crônico problema de desemprego que flagelou o Brasil por décadas. Uma ilha de prosperidade que não sofria também com os problemas da seca.

Um Pouco +
Atualizando os dados:
O município é localizado na microrregião de Catolé do Rocha. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2011 sua população era estimada em 31 236 hab. IBGE/2011. Área territorial de 248 km².
Situa-se a 375 Km da capital João Pessoa, a 245 Km de Campina Grande, maior cidade do interior paraibano; a 340 Km de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.
É Considerada uma cidade pólo industrial têxtil, conhecida pela fabricação de redes e mantas, cujos habitantes as vendem em diversas localidades do Brasil.Atualmente, exporta redes para todo os estados do Brasil bem como para a maioria dos países da América do Sul, África, Europa e Ásia.
São Bento é chamada de Capital Mundial das Redes por produzir por ano cerca de 12 milhões de redes.O município possui aspectos da cultura regionalista como, por exemplo, sua famosa “Feira da Pedra”. Uma aglomeração de muitos comerciantes e feirantes com as mais diversas especiarias e, obviamente, muita rede bonita. A feira acontece todas as segundas-feiras no centro da cidade ritualmente desde a década de 80.
São Bento Possui o 28º maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da Paraíba; E o seu PIB (Produto Interno Bruto) é de US$ 137 mil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o município de São Bento possui 22.697 eleitores.

A cidade tem 52 anos e faz aniversário em 29 de abril.

Fundação:
Pouco se sabe das verdadeiras origens do atual município de São Bento. Tem-se apenas notícia de que em fins do século XIX, habitava a região um senhor conhecido como “Catonho” com sua família e alguns moradores de sua propriedade – fazenda conhecida como Cascavel. Pouco tempo depois, por ali passou um sacerdote de nome desconhecido com destino à cidade de Pombal-PB,onde iria celebrar a Festa do Rosário, que teria batizado o lugar de São Bento,devido quase ter sido picado por uma cobra,assim permanecendo até nossos dias. Morrendo Catonho, seu filho, Manoel Vieira e seu primo Leandro Pinto, de propriedades vizinhas, iniciaram um trabalho de desenvolvimento com a finalidade de aumentar o núcleo, agrupando moradores e crescendo o número de habitantes.

Logo nos primeiros anos de fundação, São Bento começou a progredir já com alguns teares manuais fabricando redes de dormir. Com bastante oferta de trabalho já se sentia a necessidade de seu desligamento com Brejo do Cruz. Finalmente no dia 29 de abril de 1959, depois de várias manifestações populares e do senso comum, ocorreu a sua emancipação política através da Lei 2073, de autoria do deputado estadual Tertuliano de Brito, publicada em Diário Oficial na Paraíba. A partir daí o município transpunha novos horizontes.

Hidrografia
São Bento é cortada pelo Rio Piranhas, este perenizado pelo açude de Coremas/Mãe d’água. O Rio Piranhas, além de servir para o uso vital e entretenimento, é indispensável à industrialização têxtil, uma vez que todas as indústrias do municípios necessitam de água em abundância para o tingimento dos fios utilizados na confecção de redes de dormir e artigos do gênero.
Fundada nas margens do Rio Piranhas, a cidade desenvolveu um grande potencial na indústria de redes de dormir sendo a maior produtora nacional do ramo. Atualmente, exporta redes para todo os estados do Brasil bem como para a maioria dos países da América do Sul, África, Europa e Ásia.
São fabricadas infinitas toneladas de redes de dormir, gerando uma grande movimentação econômica no comércio interno. Isso se constituiu no principal fator pelo qual, diferentemente da maioria dos municípios do sertão paraibano, a população não sente necessidade para deslocar-se para os grandes centros urbanos do país. É por essa razão, que o município de São Bento apresente um bom índice de crescimento de modo a possuir uma das maiores densidades demográficas do sertão paraibano.
São Bento é conhecida na região como a cidade que tem um índice 0% de desemprego e uma grande movimentação financeira, gerando um dos maiores ICMS do estado. Suas redes são conhecidas em todo o Brasil, disputando lugar de destaque com a cidade de Jaguaruana, do estado do Ceará.

6321 – De ☻lho no Mapa – A Malásia


Kuala, a capital

É um país do Sudeste Asiático que compreende dois territórios distintos: a parte sul da península Malaia e ilhas adjacentes, e uma seção do norte da ilha de Bornéu. A península da Malásia confina a norte com a Tailândia, a leste com o mar da China Meridional, e a sul e a oeste com o estreito de Malaca, fazendo fronteiras marítimas com a Indonésia, a leste, sul e oeste, e com Singapura a sul. A Malásia Insular limita a oeste e a norte com o mar da China Meridional, a norte com o Brunei, a leste com o mar de Sulu e a sul com a Indonésia, fazendo fronteira marítima com as Filipinas a norte e a leste. A capital do país é Kuala Lumpur.
Desde 1824 foi uma colônia do Reino Unido, e, entre 1942 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, foi ocupada pelo Japão. Em 1948 os britânicos formaram a Federação Malaia, que conseguiu a sua independência em 1957. A Malásia foi formada em 1963 quando as colônias britânicas de Sabah, Sarawak e Singapura entraram para a federação. Os primeiros anos do país foram marcados por esforços da Indonésia controlar a Malásia, reivindicações de Sabah pelas Filipinas e pela secessão de Singapura da federação em 1965. Nove dos 13 estados da Malásia têm um sultão ou um chefe de Estado hereditário; os restantes quatro têm governadores nomeados pelo rei. Em 1969 os conflitos raciais entre chineses e malaios levaram a tumultos e os partidos malaios perderam votos nas eleições que se seguiram. Continuam a existir restrições às liberdades individuais como a proibição de discussão em público. Apesar das consideráveis diferenças étnicas, a Malásia tem progredido com a criação da unidade nacional.

A Malásia é um país localizado no sudeste asiático e é dividido basicamente em 2 grandes porções de terra, separadas pelo Mar do Sul da China. Uma é continental, limitada, ao norte, pela Tailândia e a sul por Singapura e a outra é insular, basicamente na ilha de Bornéu, toda limitada pela Indonésia, de oeste a leste.
O clima da Malásia é quente e úmido e caracterizado, como muitos países do sudeste asiático, por monções, ventos tropicais que se alternam durante as estações do ano. O relevo malaio é formado de planícies e regiões montanhosas. Dois dos picos mais altos do sudeste asiático estão localizados na Malásia. Magníficas cavernas e cachoeiras podem ser encontradas nas suas montanhas. A rede hidrográfica não é muito densa, não possuindo, assim, nenhum rio de grande importância.
Aproximadamente 4/5 da vegetação do país é caracterizado por florestas tropicais. A Malásia apresenta um dos ecossistemas mais complexos e ricos do mundo: são 15,000 espécies de plantas e árvores, 600 espécies da pássaros e 210 espécies de mamíferos. O governo investiu uma grande quantia para impedir a devastação das florestas do país.
A Malásia é uma sociedade multicultural, com malaios, chineses e indianos a compartilhar o país. Os malaios são a maior comunidade, atingindo 60% da população. Falam malaio (Bahasa Melayu) e são em grande parte responsáveis pela orientação política do país. Os chineses formam cerca de um quarto da população.
A maior tribo indígena em número são os Iban de Sarawak, cujo número sobe a mais de 600 000. Os Iban que ainda vivem em aldeias tradicionais na selva vivem em casas longas ao longo dos rios Rajang e Lupar e dos seus afluentes. Os Bidayuh (170 000) estão concentrados na parte sudoeste de Sarawak. A maior tribo indígena de Sabah é a dos Kadazan. São principalmente agricultores de subsistência cristãos. Os Orang Asli (140 000), ou povos aborígenes, incluem várias comunidades étnicas diferentes que vivem na Malásia Peninsular. Tradicionalmente caçadores-recoletores e agricultores nómadas, muitos foram sedentarizados e parcialmente absorvidos pela Malásia moderna. Apesar disso, continuam a ser o grupo mais pobre do país.
O Islã é a maior religião da Malásia, com 60.4% dos malaios praticando o islã. Esta também é a religião oficial do estado. Todos os malaios na Malásia são reconhecidos oficialmente como muçulmanos (a constituição da Malásia força todos os malaios a deixarem de serem oficialmente reconhecidos como malaios caso eles se convertam a outra religião). Apesar do Islã ser a religião oficial do estado, a constituição garante liberdade religiosa.
Outras religiões na Malásia incluem: budismo (19.2%, praticado principalmente por chineses), cristianismo (9.1%), hinduísmo (6.3%) e confucionismo, taoísmo ou outras religiões chinesas (2.6%). O restante pratica outras religiões ou nenhuma religião.
A Malásia é um território federal dividido em treze estados e três territórios federais, separados em duas regiões distintas, a Malásia Peninsular e a Malásia Oriental, ao norte da ilha de Bornéu.
Singapura já fora um estado da Malásia, de sua fundação, em 16 de Setembro de 1963 até 9 de Agosto de 1965, data da separação destas, fazendo com que Singapura se tornasse um país.

Economia

É o maior produtor mundial de borracha, óleo de palma e estanho. Toda esta produção resultou da união da Malásia Ocidental (agora peninsular) com a Malásia Oriental (Saba e Sarawak, na ilha de Bornéu). O sucesso econômico desde a sua independência deve-se ao desenvolvimento dos seus recursos naturais. Grande parte do interior era inacessível e ocupado por agricultores que praticavam uma agricultura itinerante através de queimadas. Saba e Sarawak exportam madeira. As terras para cultivo representam 14,9% do total do solo. No setor indústrial, merecem referência as produções de cimento, aparelhos eletrónicos e pneus. Os principais parceiros comerciais da Malásia são: Japão, EUA, Singapura e Alemanha.

O gigantesco edifício Petronas Tower

6313 – Corrupção Política e Nepotismo – Vamos trabalhar juntos?


Sob tal lema, um governador empregou parentes e secretariado dividiu obras.
Em Tocantins, as empresas ganharam concorrência pública. Com um gordo holerit mensal, o governador tinha uma família disposta a tudo para ajudá-lo. Tocantins que era um estado pobre, produzindo arroz, soja, milho e gado e também conflitos de terra. Uma região mais conhecida como Bico do Papagaio, na fronteira com o Pará e Maranhão onde poçeiros e fazendeiros resolvem suas disputas à bala.
Criado pela constituição de 1988, Tocantins ganhou a capital Palmas no maio do cerrado por decisão de Siqueira Campos, que imaginava erguer uma cidade planejada. O município é uma sauna onde na época da seca, 2 banhos por dia é pouco. No período da chuva, vira um mar de lama.

A cidade foi fundada em 20 de maio de 1989, logo após a criação do Tocantins pela Constituição de 1988. Antes desta data, Palmas foi planejada inicialmente pelos arquitetos Luiz Fernando Cruvinel Teixeira e Walfredo Antunes de Oliveira Filho, sendo que a partir daí, a cidade começou a ser construída pelos trabalhadores que vieram do interior do Tocantins e de vários outros estados do país. Entretanto, somente a partir do dia 1° de janeiro de 1990, é que Palmas passou a ser a capital definitiva do estado, já que antes a cidade ainda não possuía condições físicas de sediar o governo estadual, que estava alocado temporariamente no município vizinho de Miracema do Tocantins.
A cidade cresceu muito e se desenvolveu, sendo muito diferente daquela conhecida nos anos iniciais de sua fundação.
Após 23 anos, a população chega aos 235 316 habitantes, contra 25 mil em 1992; 70% das quadras habitadas já estão pavimentadas. O mesmo ocorrendo com saneamento básico e água tratada que chega a 98% da população. De um modo geral a cidade é caracterizada pelo seu planejamento, pois foi criada quase na mesma forma de Brasília, com a preservação de áreas ambientais, boas praças, hospitais e escolas.
Apesar de uma desaceleração, Palmas tem um crescimento econômico de 8,7%, maior do que o índice nacional e do Tocantins.
A divisão de Goiás ficou em latência até os anos 70 do século XX, quando foi discutida no Congresso Nacional, e aprovada em 1988.
Somente anos depois, com o desmembramento do estado do Tocantins do estado de Goiás pela Constituição de 1988, é que Palmas finalmente começou a surgir. No dia 10 de janeiro de 1989, a cidade de Miracema do Tocantins foi definida como capital provisória do estado.
No dia 15 de fevereiro de 1989, a Assembleia autorizou o então governador Siqueira Campos a desapropriar a área da Serra do Carmo e a leste do povoado de Canela para a criação da nova capital do estado idealizada pelo então governador da época. No dia 6 de março do mesmo ano, por decreto, foi criada a Comissão de Implantação da Nova Capital (Novacap) e, no dia 20 de maio de 1989, foi lançada a pedra fundamental da cidade, numa solenidade que reuniu cerca de dez mil pessoas na Praça dos Girassóis. No mesmo dia, o governador Siqueira Campos acionou o trator, abrindo a Teotônio Segurado, a primeira avenida da cidade. Grande parte do município foi construído por trabalhadores oriundos de várias localidades do Brasil.

Avenida Teotônio Segurado, em Palmas

6166 – Mega Sampa – O Castelinho da Rua Apa


Castelinho na década de 1920

O ☻ Mega Conta a História de São Paulo:

De todos os imóveis históricos abandonados da cidade de São Paulo, talvez nenhum outro desperte tanta atenção e curiosidade das pessoas como o célebre Castelinho da rua Apa, palco em 12 de maio de 1937, de um dos crimes mais marcantes do Brasil.
Foi nesta data, que após uma discussão séria os irmãos Armando e Álvaro chegaram às vias de fato e trocaram tiros. A mãe, Maria Cândida dos Reis, teria surgido no exato momento em que ambos duelavam, e ao tentar apartar a briga entre seus filhos acabaria também sendo alvejada e morrendo. À época, a rápida apuração das autoridades policiais teria levantado suspeitas sobre se os irmãos teriam realmente um matado o outro ou se o assassinato havia sido encomendado. O posicionamento dos corpos de Armando e Álvaro teria sido um dos principais combustíveis para que muitos achassem que os irmãos teriam sido na verdade assassinados.
Após anos de polêmica, em um caso em que os herdeiros diretos haviam todos falecido na mesma tragédia, uma nova lei federal sobre heranças promulgada pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, iria impedir que parentes de segundo ou terceiro grau herdassem o castelinho. Assim, o castelinho ( e outros imóveis sem herdeiros em situações semelhantes) seriam repassados ao governo federal. Anos mais tarde esta lei seria revogada, mas parentes de Maria Cândida e dos irmãos Armando e Álvaro jamais iriam conseguir retomar o imóvel que ficaria (e ainda permanece) nas mãos do INSS, órgão famoso por não preservar ou recuperar bens históricos em seu poder.
Com este impasse o imóvel sempre foi impedido de ser recuperado. Com o tempo a fama de assombrado começou a acompanhar o local, e os anos de abandono e degradação ajudaram e muito a propagar essa fama que não passa de uma lenda.

Castelinho hoje, tomado por mendigos e viciados em crack, no degradado centro de São Paulo

Atualmente, embora ainda pertença ao INSS, o Castelinho está sendo administrado pelo Clube das Mães do Brasil que ocupa um imóvel anexo ao lado. A instituição já possui um excelente projeto de restauro do local e o castelinho já está inclusive coberto, mas a obra aguarda patrocinadores e incentivos para seguir adiante. As sólidas estruturas da construção são os principais aliados do imóvel, que está pelo menos 70 anos sem manutenção e resiste bravamente.

Castelinho – Rua Apa, 236 – Santa Cecília, região central de São Paulo

6083 – Mega Sampa Sociologia – Sumiço de poeta sem-teto comove moradores do Alto de Pinheiros


Um caseiro cumpria o mesmo ritual todos os dias: enchia uma garrafa d’água e levava a um morador de rua fixado a alguns metros de seu trabalho, no canteiro central da avenida Pedroso de Morais, no Alto de Pinheiros (zona oeste de São Paulo). Às vezes ele conversava com o senhor curvado que se vestia com sacos plásticos e escrevia poemas em pedaços de papel sulfite.
A tarde do último 23 de abril foi diferente. A cobertura de lona com a qual costumava se proteger da chuva, além das panelas e pilhas de papel não estavam na praça. “Foi um segurança da rua que me falou: ‘Levaram o seu Raimundo embora'”, conta Oliveira, que há 16 anos trabalha em duas casas no bairro de classe média alta da zona oeste.
Raimundo Arruda Sobrinho, 73 anos estimados, tinha sido encaminhado para acompanhamento médico e psicológico no Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) do Itaim Bibi, depois de ter morado naquela mesmo canteiro por cerca de 18 anos. Quem intermediou o tratamento foi uma publicitária que o conhecia há um ano.
“Fiquei extasiada com ele escrevendo no meio da avenida, naquele silêncio meditativo”, diz a moradora do bairro, que criou uma conta no Facebook em agosto para postar fotos e textos escritos por Raimundo. Antes do tratamento, a página na rede social tinha 300 fãs, segundo os cálculos de Shalla; hoje são quase 18 mil.
Foi por meio do grupo virtual que o irmão, Francisco Arruda, 56, o localizou, em setembro. “Fui buscá-lo em São Paulo imediatamente, mas ele disse que as vozes não o deixavam sair de lá”, conta o engenheiro, que mora em Goiânia.
Raimundo nasceu em Goiatins (Tocantins), mas veio completar os estudos em São Paulo quando Francisco ainda era um bebê, em 1956.
“A última carta que ele mandou para nós foi em 62″, afirma Arruda. Em meados dos anos 80, Raimundo foi encontrado graças a um programa de televisão e passou 20 dias com a família, em Goiás. “Depois sumiu de novo. Ficamos sabendo que vendia livros no viaduto do Chá, mas que as faculdades mentais dele pioraram e ele tinha ido parar na rua.”
Para conseguir o encaminhamento ao centro de saúde -o escritor do Alto de Pinheiros sempre recusou qualquer tipo de tratamento-, a família teve de pedir a intervenção do Ministério Público do Estado. Mas encontrou dificuldades no começo. “Na primeira vez que fomos lá, a pessoa do atendimento disse que não poderia fazer nada porque ele era patrimônio histórico de São Paulo”, diz Josangela Roberta, 30, mulher de Francisco.
O poeta sem-teto era famoso no bairro. Costumava registrar em um diário os números de série dos escritos que entregava a quem o visitasse e assiná-los com o seu pseudônimo: ‘O Condicionado’. “Porque ele se dizia condicionado pela escravidão social e pela psiquiatria”.
Raimundo aparece até mesmo nas imagens do Google Street View -ferramenta de visualização das ruas da cidade-, indiferente aos carros que cruzam os dois sentidos da via movimentada. “Tanta gente conhecia o poeta aqui. Podiam colocar o nome dele naquela praça”, disse um morador.
Segundo o cineasta Evaldo Mocarzel, diretor de “À Margem da Imagem” (2003), premiado documentário que retratou mendigos em São Paulo, Raimundo foi o personagem que mais trouxe dificuldades ao filme. “Era o único caso que não tinha ido parar na rua por alcoolismo, desemprego ou desagregação familiar. Tinha um raciocínio muito difícil.”

No longa, o sem-teto se descreve como “uma peça no tabuleiro internacional da política” e diz estar revoltado por não encontrar quem tenha cultura para dialogar com ele. “Parece que estou num pedestal intelectual acima das nuvens”, dizia.

5948 – ☻ Mega Sampa – Minhocão faz sucesso na TV americana


Quem diria que o Minhocão viraria cenário para uma propaganda que passa a todo instante na TV americana? E, acredito, também um pedacinho da Serra do Mar. Há muito o efeito cenográfico do nosso Centrão é usado pela publicidade brasileira, que acha ali mais beleza que nos bairros ditos chiques da Zona Oeste. Mas que o Minhocão fosse conquistar o mundo, já é uma surpresa. Será que está na hora de transformá-lo no High Line paulistano? Abaixo, a antiga ferrovia suspensa de Nova York que virou um parque.

Em NYC ferrovia virou parque, e o nosso Minhocão, qual será o seu destino?

5902 – Grande Sampa – Virada Cultural – Galinhada que virou ‘presepada’


Entornou o caldo da galinhada em cima do minhocão na Virada Cultural de 2012.

Uma Novidade na Virada Cultural deste ano, as barraquinhas de chefs paulistanos vendendo alta gastronomia a preço popular provocaram tumulto e filas e mostraram que em São Paulo os grandes cozinheiros gozam de prestígio semelhante ao dos artistas que estavam nos palcos.(Ou será mesmo por falta de educação?)
De quebra, escancararam uma das maiores deficiências da festa, a baixa oferta de comida nas ruas da região central nas 24 horas de atrações.

Montadas no elevado Costa e Silva, o Minhocão, as tendas serviram, da meia-noite do sábado às 18h do domingo, a no máximo R$ 15, porções de 22 chefs badalados.
Entre eles estavam Alex Atala (do D.O.M., eleito na semana passada o quarto melhor restaurante do mundo), Erick Jacquin (da brasserie que leva seu nome), Rodrigo Oliveira (do Mocotó) e Janaina Rueda (do Dona Onça).
Milhares de pessoas esperaram pelo menos cinco horas numa fila para comer, de graça, a galinhada de Atala, que começou a ser servida à 0h35 em meio a empurra-empurra e vaias. O chef chegou ao local, mas, vendo a confusão, voltou sem sair do carro.
Ontem, durante todo o dia, enormes filas se formaram nas barracas, dificultando a circulação pelo Minhocão.
A Prefeitura de São Paulo, organizadora da Virada, informou que vai rever no próximo ano o modelo do projeto “Chefs na Rua” para evitar que se repitam os problemas, semelhantes aos que acontecem no bairro Bixiga, com o bolo do aniversário da cidade.
CRACK
Enquanto rolava a Virada, noias se amontoavam em vários trechos do centro da cidade, como nas ruas dos Gusmões e do Triunfo, consumindo a droga que batiza a região como cracolândia.

☻pinião
A idéia era boa:
A tentativa era de humanizar a cidade com música, dança e outras artes. Mas isso não combina com gente mal-educada, drogada e uma cidade suja, malcheirosa, com calçadas malcuidadas e mendigos estendidos pelo chão. O retrato da disparidade econômica da cidade e do nosso país. Embora São Paulo tenha “ilhas de properidade” como as regiões dos Jardins, Itaim Bibi, V.Olímpia e Berrini, há muito sub-desenvolvimento nas sórdidas favelas da periferia onde vivem milhões de pessoas.

5557 – Nova York é a cidade mais competitiva do mundo


Bom ou ruim?

Nova York, Londres e Cidade de Cingapura ocupam os três primeiros lugares no ranking das cidades mais competitivas do mundo realizado pela unidade de inteligência da revista “The Economist”, divulgado nesta segunda-feira. Paris e Hong Kong ocupam empatadas o quarto lugar e São Paulo ficou em 62º lugar. (ufa, você tem alguma chance)
A classificação, encomendada pelo banco americano Citigroup, leva em conta 120 cidades em sua “comprovada capacidade de atrair capitais, empresas, talentos e turistas”, indicou o Citigroup em um comunicado.
“Certamente, o dinamismo econômico está ocorrendo também em outros lugares, particularmente nas cidades asiáticas, mas as cidades americanas e europeias têm valores históricos que lhes dão uma forte vantagem competitiva”, afirmou o diretor de previsões europeias, Leo Abruzzese, citado no comunicado.
Depois de Paris e Hong Kong, as dez cidades mais competitivas do mundo são Tóquio, Zurique, Washington, Chicago e Boston.
Um total de onze cidades europeias ficaram no Top 30, incluindo Frankfurt (11), Genebra (empatada em 13º), Amsterdã (17) e Estocolmo (empatada em 20º).
Dez cidades dos Estados Unidos também estão neste grupo: San Francisco (empatada em 13º), Los Angeles (19) e Houston (empatada em 23º).
Quinze das 20 cidades consideradas por ter mais “força econômica” estão na Ásia: doze cidades chinesas, entre elas Tianjin, Dalian e Shenzhen encabeçam a lista; mas também Cidade de Cingapura, Bangalore (Índia), Ahmedabad (Índia) e Hanói.
A primeira cidade da América Latina dentro do ranking geral é Buenos Aires em 60º lugar, na frente, inclusive, de São Paulo (62) e Santiago (68).
A África do Sul figura na liderança do continente africano, com Johannesburgo (67), Cidade do Cabo (73) e Durban (94), na frente do Cairo (113), Nairóbi (115), Alexandria (116) e Lagos (119).
No Oriente Médio, Dubai é a mais bem classificada (40), antes de Abu Dhabi (41), Doha (47), Tel Aviv (59), Kuwait (80) e Muscat (86), enquanto que Beirute está no posto 117 e Teerã no 120.

☻ Mega Comentário

Competitividade, quando limpa, pode ser benéfica, mas em um mundo de capitalismo selvagem e corrupção, a luta pode ser muito desigual.

5556 – Grande Sampa – A Mais Paulista das Avenidas


AV Paulista à noite

Ela já foi eleita o símbolo de São Paulo

A Avenida Paulista é um dos logradouros mais importantes do município de São Paulo, a capital do estado homônimo. Está localizada no limite entre as zonas Centro-Sul, Central e Oeste; e em uma das regiões mais elevadas da cidade, chamada de Espigão da Paulista.
Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, assim como também um dos seus pontos turísticos mais característicos, a avenida revela sua importância não só como pólo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento. Devido à grande quantidade de sedes de empresas, bancos, consulados, hotéis, hospitais, como o tradicional Hospital Santa Catarina e instituições científicas, como o Instituto Pasteur, culturais, como o MASP e educacionais, como os tradicionais Colégio São Luís e a Escola Estadual Rodrigues Alves. Movimentam-se diariamente pela avenida Paulista milhares de pessoas oriundas de todas as regiões da cidade e de fora dela.
Além disso,a avenida é um importante eixo viário da cidade ligando importantes avenidas como a Dr. Arnaldo, a Rebouças, a 9 de Julho, a Brigadeiro Luís Antônio, a 23 de Maio, a rua da Consolação e a Avenida Angélica.
A avenida foi criada no final do século XIX a partir do desejo de paulistas em expandir na cidade novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próxima às mais movimentadas centralidades do período, por essa época altamente valorizadas e totalmente ocupadas, tais como a Praça da República, o bairro de Higienópolis e os Campos Elísios. A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade.
Naquela época, houve grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, o que deu início a um período de grande crescimento. As novas ruas seguiam projetos desenvolvidos por engenheiros renomados, e nas áreas mais próximas à avenida e a seu parque central os terrenos eram naturalmente mais caros que nas áreas mais afastadas; não havia apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até mesmo cocheiras em toda a região circundante. Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas Lima declarou:
Será Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas
Joaquim Eugênio de Lima (1845-1902), uruguaio, associou-se a João Borges de Figueiredo e João Augusto Garcia e iniciaram a compra de terrenos no espigão entre os rios Tietê e Pinheiros. Em 1890 adquiriram na rua Real Grandeza (depois avenida Paulista) dois terrenos de José Coelho Pamplona e de sua mulher Maria Vieira Paim Pamplona e no mesmo ano mais dois lotes de Mariano Antonio Vieira e de sua mulher Maria Izabel Paim Vieira. Depois adquiriram a Chácara Bela Cintra de Candido de Morais Bueno. Toda a região local servia na época de passagem de boiadas a caminho do matadouro. O plano da avenida foi elaborado pelo agrimensor Tarquinio Antonio Tarant e, como deveria ser plana, exigiu o aterro de um vale na atual avenida 9 de julho. A avenida Paulista tinha cerca de três quilômetros de comprimento e trinta metros de largura e era dividida em três faixas: uma para bondes, a do centro para carruagens e a outra para cavaleiros, todas ladeadas por magnólias e plátamos. O piso carroçável era coberto por pedregulhos brancos. Foi inaugurada, juntamente com a linha de bondes em 1891. O bonde elétrico chegou nove anos depois, em 1900.
A avenida Paulista foi a primeira via pública asfaltada de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha, uma novidade até na Europa e nos Estados Unidos.
No princípio era uma avenida residencial, durante as décadas de 60 e 70, porém, e seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo, e a valorização dos imóveis incentivada pela especulação imobiliária, começaram a surgir naquele local os seus agora característicos “espigões” – edifícios de escritórios com 30 andares em média.
A avenida possui muitos restaurantes que recebem diariamente milhares de pessoas que moram e trabalham na região. Nela se localiza o conceituado Museu de Arte de São Paulo, o MASP, e também o Parque tenente Siqueira Campos, também conhecido como Parque Trianon. Possui faixas largas para pedestres e é servida pelas estações Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação (da Linha 2-Verde) e Paulista (da Linha 4-Amarela) do Metrô de São Paulo. Tem o edifício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, que também abriga o Sesi, que, por sua vez, possui teatro para apresentações gratuitas como também biblioteca com acervo vasto e muitos livros novos, permitindo o empréstimo gratuito a qualquer pessoa que leve comprovante de endereço.
É famosa também a antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, sendo a maior e mais alta da avenida e que chama a atenção devido à sua iluminação amarelada. O mesmo prédio também é famoso por suas escadarias, pelo Teatro Gazeta, pela sede da TV Gazeta, da Rádio Gazeta FM, da Faculdade Cásper Líbero e pelo cinema Reserva Cultural.

AV Paulista nos anos 70: sem Internet, sem metrô e com muitos fusquinhas e ônibus da CMTC

No seu conjunto arquitetônico, possuía vários casarões de famílias tradicionais de fazendeiros ligados ao café, denominados por muitos, os Barões do café, assim como de novos ricos, em sua maioria de origem árabe e italiana.
Na Praça Oswaldo Cruz, onde tem início a avenida, no lado da Subprefeitura de Vila Mariana (o outro lado pertence à da Sé), existe uma bela escultura do Índio Pescador.
Na Praça Marechal Cordeiro de Farias, no final da avenida, no seu centenário, em 1991, foi encomendada à artista plástica Lílian Amaral e ao Arquiteto Jorge Bassani, a escultura Arcos ou Caminho, (também chamada de Arco-íris metálico), composta por 12 arcos coloridos, seguindo uma sequência tridimensional que explora o espaço, o que permite passagem do público por entre os arcos.
O Museu de Arte de São Paulo, estabelecido outrora na Rua 7 de Abril, se instalou nem sua nova sede em 7 de novembro de 1968, sendo inaugurada pela rainha do Reino Unido, Elisabeth II, na presença do então governador Roberto Costa de Abreu Sodré e dona Maria do Carmo de Abreu Sodré.
A Feira de Antiguidades do Masp funciona desde 1979, sendo organizada pela Associação de Antiquários do Estado de São Paulo (AAESP) e ocorre no vão livre do museu, aos domingos, das 10h às 17hs. Reúne artefatos e uniformes de guerra, condecorações, câmeras fotográficas, porcelanas, cristais, joias, pratarias, entre muitos outros artigos.

Avenida Paulista com a Consolação