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6578 – Urbanismo – Cidades Fantasmas na China


Apesar de concentrar 20% da população do planeta e da migração urbana nas últimas décadas, a China convive com enormes cidades-fantasmas.
O fenômeno de milhares de prédios novos e desabitados ocorre em várias regiões e alimenta o debate sobre o excesso de investimento imobiliário como causa de uma bolha prestes a fazer estragos na segunda economia do mundo.
A escala dos empreendimentos vazios impressiona. Só em Chenggong, no sudoeste chinês, são 100 mil apartamentos vazios e uma vasta infraestrutura de universidades, escolas, bancos e até duas estações de trem.
A cidade começou a ser erguida em 2003 para ser um satélite da vizinha Kunming, capital da província de Yunnan. Mas, até agora, nada.
A várias centenas de quilômetros de Yunnan, na desértica Mongólia Interior, está Ordos, a mais famosa das cidades fantasmas.

A expectativa inicial era de que a cidade, cercada por jazidas de carvão e gás, crescesse rápido.
Mas, passados dez anos, a promessa não se cumpriu, e hoje são 300 mil apartamentos e uma vasta infraestrutura para uma população oficialmente estimada de cerca de 30 mil pessoas.
“Os chineses pretendiam manter a migração para as cidades nos próximos 20 anos”, diz João Carlos Scatena, especialista em planejamento de transporte, há 7 anos na China como consultor.
“Como a economia desacelerou, não estão conseguindo gerar empregos suficientes para retirar as pessoas do campo, apesar de estarem ainda construindo cidades para isso”.
A anomalia se estende mesmo em áreas próximas a Pequim. Em Tianjin, cidade portuária a meia hora da capital via trem-bala, um novo bairro com dezenas de prédios de escritório está sendo erguido em meio a planos do governo local para criar um polo de empresas do mercado financeiro.

Conhecida como Yujiapu, a região ficará pronta em 2019 e terá réplicas de edifícios de Manhattan, incluindo o Rockfeller Center. A um custo estimado de R$ 63 bilhões, o bairro acrescentará mais 9,5 milhões de metros quadrados de escritórios.
A febre de construção também parece ter sido exagerada em Hainan, a ilha tropical no sul do país. Ali, está Phoenix Island, um arquipélago artificial em construção para abrigar um resort, incluindo uma torre de 200 metros. O projeto foi apelidado de “Dubai da China”.
Uma das principais explicações para as cidades vazias é a falta de opções de investimento. “Não há outro lugar onde colocar dinheiro, a não ser em propriedade ou sob o colchão”, escreveu neste mês o empresário britânico radicado na China Mark Kitto, na revista “Prospect”. “O mercado de ações é manipulado, os bancos operam de uma forma não comercial, e o yuan é não conversível.”
A revista “Economist” tem uma avaliação menos pessimista. Em artigo de maio, avalia que a China não gera “superinvestimento”, mas investimento ruim.
A publicação afirma que, apesar dos apartamentos vazios, há uma demanda reprimida e cita uma pesquisa de 2010 segundo a qual o país tinha um deficit de 85 milhões de residências urbanas, com três quartos dos migrantes viviam em desconfortáveis dormitórios das empresas.

6573 – Mega Cidades – Los Angeles


É a segunda cidade mais populosa dos Estados Unidos depois de Nova Iorque. Com uma população de 3 792 621 habitantes, segundo o censo de 2010, é a cidade mais populosa do estado da Califórnia e do oeste dos Estados Unidos. Além disso, a cidade se estende por 1 302 km² no sul da Califórnia e é classificada como a 13ª maior área metropolitana do mundo, com 17,7 milhões de pessoas espalhadas por grande parte do litoral sul da Califórnia. A área metropolitana Los Angeles-Long Beach-Santa Ana abriga 12 828 837 habitantes. Los Angeles é também a sede do condado de Los Angeles, o mais populoso e um dos condados mais multiculturais dos Estados Unidos. Os habitantes da cidade são referidos como “Angelenos”.
Los Angeles foi fundada em 4 de setembro de 1781, pelo governador espanhol Felipe de Neve como El Pueblo de Nuestra Señora la Reina de los Angeles del Río de Porciúncula (A Vila de Nossa Senhora, Rainha dos Anjos do Rio de Porciúncula). Tornou-se parte do México, em 1821, após sua independência da Espanha. Em 1848, no final da Guerra Mexicano-Americana, Los Angeles e o resto da Califórnia foram adquiridos como parte do Tratado de Guadalupe Hidalgo, tornando-se parte dos Estados Unidos, o México manteve o território de Baja California. Los Angeles foi incorporado como município em 4 de abril de 1850, cinco meses antes da Califórnia tornar-se um estado estadunidense.
Muitas vezes, conhecida por suas iniciais, “LA”, e apelidada de “Cidade dos Anjos”, Los Angeles é um centro mundial de negócios, comércio internacional, entretenimento, cultura, mídia, moda, ciência, tecnologia e educação. É o lar de instituições de renome cobrindo um vasto leque de campos profissionais e culturais e é um dos motores mais importantes da economia dos Estados Unidos. Em 2008, Los Angeles foi classificada a oitava cidade mais economicamente poderosa do mundo pela Forbes.com, e a terceira nos EUA, atrás apenas de Nova Iorque e Chicago, fato pelo qual é considerada um dos maiores e mais importantes centros financeiros do mundo.
Como a sede de Hollywood, é conhecida como a “Capital Mundial do Entretenimento”, a líder mundial na criação de filmes, produção de televisão, videogames e música gravada. A importância do setor de entretenimento para a cidade levou muitas celebridades à Los Angeles e seus subúrbios.
Nativos americanos viviam anteriormente na região, antes da chegada dos primeiros exploradores europeus. Entre as tribos, a tribo shoshone possuía uma aldeia chamada Yang-na, localizada onde está atualmente o centro de Los Angeles, ao longo do Rio Los Angeles.
Em 1542, o explorador português João Rodrigues Cabrilho, explorando a costa oeste da América do Norte, em nome da coroa espanhola, descobriu a vila de Yang-na, e foi amigavelmente recebido por nativos. Cabrilho anotou a localização da aldeia indígena e continuou sua exploração. Até 1769, a região fora esquecida, por 227 anos, quando Gaspar de Portolá, um capitão da força militar espanhola, e Juan Crespi, um missionário espanhol, lideraram uma expedição partindo de San Diego para Monterey Bay.
Os espanhóis logo começaram o povoamento da região, onde está atualmente Los Angeles. Primeiramente, em 1771, os espanhóis fundaram Missión San Gabriel Arcángel, um pequeno centro religioso, oito quilômetros a leste dos atuais limites municipais de Los Angeles. San Gabriel acabou por se tornar um importante centro agropecuário, cultural e religioso, e o mais importante de outros oito assentamentos criados pelos espanhóis ao longo da atual Califórnia.
Em 4 de setembro de 1781, um grupo de 44 pessoas – 11 homens, 11 mulheres e 22 crianças, com dois espanhóis no grupo, sendo o restante predominantemente afro-americanos, com alguns nativos americanos e descendentes de dois ou mais grupos étnico-raciais – chegaram na região descrita por Crespi. Este grupo havia saído em fevereiro de 1781. Ao chegarem, eles fundaram oficialmente El Pueblo de Nuestra Señora Reina de los Ángeles de la Porciuncula. Los Angeles é atualmente a única grande cidade americana a ter sido fundada por um grupo de assentadores predominantemente formado por afro-americanos.

Era mexicana
Em 1821, México tornou-se independente da Espanha. Os mexicanos tomaram controle de toda a Califórnia, e a cidade de Los Angeles passou para controle espanhol. Los Angeles e Monterey alternaram-se como a capital do territorio mexicano de Alta Califórnia.
Em 1826, Jedediah Smith chegou a Los Angeles. Ele foi a primeira pessoa a chegar à cidade vindo da costa atlântica. Em 1841, assentadores americanos começaram gradualmente a morar na Califórnia, muitos dos quais decidiram instalar-se na cidade de Los Angeles. Mesmo assim, os hispânicos continuaram em maioria na cidade.
Em maio de 1846, os Estados Unidos e o México entraram em guerra. Em agosto do mesmo ano, tropas americanas capturaram Los Angeles. Porém, uma grande rebelião popular contra os americanos desenvolveu-se entre a população hispânica da cidade, e as tropas americanas recuaram. Em janeiro de 1847, Los Angeles foi capturada definitivamente pelos americanos. Tendo sido derrotados, os mexicanos assinaram o Tratado de Guadalupe Hidalgo, em 1848, que cedia a Califórnia aos Estados Unidos.
Em 4 de abril de 1850, Los Angeles foi elevada à categoria de cidade, e cinco meses mais tarde, a Califórnia tornaria-se o 31º Estado dos Estados Unidos. Los Angeles, então, tinha cerca de 1,6 mil habitantes e 73 km², sendo que sua população cresceu lentamente nas próximas duas décadas. Muitos dos antigos proprietários de lotes agropecuários faliram, por causa da burocracia existente no processo de confirmação de propriedade por parte da justiça americana.
Alguns mexicanos resistiram à presença americana. Em 1856, Juán Flores liderou uma grande revolta popular na cidade, o que arriscava o sul californiano. Ele acabou sendo enforcado, à frente de um público de mais de três mil espectadores. Outro mexicano famoso foi Tiburcio Vasquez, famoso entre a população hispânica, por seus feitos contra os gringos. Capturado em West Hollywood, ele foi considerado culpado de dois assassínios em 1874, e enforcado em 1875.

Graduais anexações de cidades vizinhas a Los Angeles fizeram com que Los Angeles lentamente crescesse em tamanho nos anos que se seguiram a 1890. Em 1910, quando a cidade de Hollywood foi fundida com a cidade de Los Angeles, esta passou a ter 233 km².
Uma gigantesca baía portuária foi construída entre 1889 e 1913. E bem no ano de sua inauguração, em 1913, o Canal de Panamá havia sido inaugurado. Los Angeles tornou-se o principal centro portuário do oeste do continente americano rapidamente. Los Angeles continuava a crescer, agora, alimentada pela indústria do petróleo, que havia sido encontrada pela primeira vez na cidade em 1892.
Porém, a falta de fontes de água potável ameaçava o futuro de Los Angeles. Com a população da cidade em grande crescimento, temia-se que logo a única fonte de água potável de Los Angeles até então, o Rio Los Angeles, não seria mais suficiente para atender à crescente demanda de água potável usada pela população em crescimento. A fonte de água potável mais próxima de Los Angeles ficava a 250 km da cidade, no Rio Owens, que desemboca no Lago Owens, onde evapora. Entre 1899 a 1903, Harrison Gray Otis adquiriu fazendas e propriedades que ficavam na área do Rio e do Lago Owens Também planejava-se a construção do aqueduto que transportaria essa água para a cidade.
Em julho de 1905, o Los Angeles Times publicara que os habitantes da cidade não teriam mais nenhuma água disponível, a não ser que eles comprassem papéis do governo, para o financiamento da construção do aqueduto. Água potável distribuída pelo sistema de água foi desviada para o sistema de esgoto da cidade, diminuindo a quantidade de água potável disponível, e criando condições de seca artificiais. Pessoas foram proibidas de regar seus jardins. Em um dia de eleições, os habitantes da cidade aceitaram que 22,5 milhões de dólares fossem investidos na construção do aqueduto. Com este dinheiro, e também graças a uma lei federal recém aprovada, que permitia a cidades a adquisição de propriedades fora de seus limites municipais, permitiu a Los Angeles comprar as terras adquiridas por Gray Otis. O aqueduto foi inaugurado en 1913, e garantiu de vez o fornecimento de água potável para os habitantes da cidade, bem como triplicou a área de Los Angeles, que passou a ter 1 165 km² (atualmente, Los Angeles possui 1 215 km²).
Por volta de 1920, o turismo havia tornado-se em um grande negócio em Los Angeles. Um clima agradável, com temperaturas altas ou amenas durante quase todo o ano, atraíram (e continuam a atrair nos dias atuais) milhares de turistas. Muitos deles gostaram tanto da cidade e do seu clima que decidiram ficar de vez em Los Angeles. Nestes tempos, a indústria petroleira da cidade crescia cada vez mais, com o crescente número de reservas de petróleo sendo descobertas. Com tudo isto, fábricas instalaram-se aos montes na cidade, produzindo produtos industrializados como aviões, móveis, pneus e outros produtos.
Ainda na década de 1920, Los Angeles implementou uma lei que restringia a aquisição de residências por afro-americanos, mexicanos, asiáticos e judeus, permitindo que pessoas de grupos étnico-raciais pudessem adquirir e morar em uma residência apenas em certos bairros da cidade.
Com a Grande Depressão, as condições sócio-econômicas de Los Angeles caíram drasticamente, à medida que milhares de pessoas eram demitidas de seus trabalhos. Houve falência em massa de inúmeros estabelecimentos comerciais e industriais, o que agravava ainda mais a crise. Porém, a população da cidade continuava a crescer rapidamente, uma vez que milhares de pessoas desempregadas, vindas de todas as partes do país, iam a Los Angeles com a esperança de encontrar um emprego. A economia da cidade apenas voltaria a crescer quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, lutando ao lado dos Aliados. Fábricas e portos produziam armas, unidades militares e outros equipamentos usados pela forças militares americanas, empregando a maior parte da força de trabalho que até então estava desempregada devido aos efeitos da Grande Depressão; este crescimento continuou a atrair mais pessoas a Los Angeles, a maioria, vindas do interior do país. No final da guerra, Los Angeles tinha cerca de 1,5 milhão de habitantes, e era a terceira maior cidade dos Estados Unidos.
Na década de 1950, Los Angeles já era um dos principais centros industriais e comerciais dos Estados Unidos. Depois de Detroit, Los Angeles fabricava mais carros do que qualquer outra cidade americana; depois de Akron, era a maior fabricante de pneus do país; e depois de Nova Iorque, era o maior centro americano de manufaturação de roupas.
Uma lei que propusera limites para a altura máxima de prédios a serem construídos na cidade foi rejeitada em 6 de novembro de 1961. Isto, mais a contraditória renovação urbana no bairro de Bunker Hill (pitoresca, mas decadente), culminou na construção de vários arranha-céus em Los Angeles, desde então até a década de 1990.
Diversas vias expressas foram construídas a partir da década de 1940, conectando Los Angeles com seus subúrbios. O pequeno e ineficiente sistema de transporte público da cidade (centralizada em um sistema ferroviário de passageiros, e algumas linhas de bondes e light rail) foi desativada na década de 1950 (pressionada pela General Motors), o que tornou Los Angeles uma cidade voltada para o carro.

Centro de Los Angeles

A década de 1990 foi marcada por intensos conflitos raciais, agravada pela opressão policial. O incidente mais conhecido é o de Rodney King, um motorista afro-americano, que foi parado por quatro policiais na cidade, em 3 de março de 1991. Os policiais espancaram King, que sofreu graves ferimentos. Os policiais foram indiciados, mas nenhum deles foi condenado, mesmo com as provas do crime tendo sido gravadas em um vídeo. O processo fora realizado em um subúrbio branco de Los Angeles, e todos os jurados eram brancos. O veredito do processo resultou em um grande motim popular nas ruas da cidade, especialmente em bairros afro-americanos.
Los Angeles está localizada no sudoeste dos Estados Unidos, e no sudoeste do Estado americano de Califórnia, na costa do Oceano Pacífico. Situa-se a aproximadamente 560 km sul da cidade de San Francisco e a 210 quilômetros nordeste de San Diego e da fronteira mexicana.
Com uma área total de 1 290,6 km², Los Angeles atualmente é uma das maiores cidades americanas em área, embora no início do século XX, a cidade tinha apenas uma pequena fração da área atual. Os limites municipais de Los Angeles cresceram com a gradual anexação de cidades vizinhas, como Hollywood, San Pedro, Van Nuys e Westwood, atualmente, distritos da cidade de Los Angeles.
Os terremotos são uma ameaça diária em Los Angeles. O passado sísmico da cidade não é tão trágico quanto o de San Francisco, mas, nada impede que um sismo devastador aconteça na cidade.
Los Angeles é a sede de condado do Condado de Los Angeles, o condado mais populoso dos Estados Unidos, com um total de 10 179 716 habitantes. São 88 cidades, todas parte da região metropolitana de Los Angeles, das quais dez possuem mais do que 100 mil habitantes. Long Beach, Glendale e Santa Clarita são as cidades mais populosas e importantes do condado. Muitas cidades do condado estão completamente cercadas pela cidade de Los Angeles, caso de West Hollywood, Westwood, San Pedro e Culver City. Outras estão cercadas por Los Angeles e pelo Oceano Pacífico, como Santa Mônica e Torrance.
A região metropolitana de Los Angeles é composta pelos condados de Los Angeles, Riverside e Orange, que possuem quatro grandes aglomerações urbanas distintas: Los Angeles-Long Beach, Condado de Orange, Riverside-San Bernadino e o Condado de Ventura. No total, são 12 146 000 habitantes e 4 319,9 km² de área urbanizada, o que torna a região metropolitana de Los Angeles a segunda mais habitada dos Estados Unidos, a terceira mais habitada da América do Norte, bem como uma das maiores do mundo.

Los Angeles possui um clima bastante agradável, em comparação a outras grandes cidades americanas. Invernos amenos e verões quentes tornam as praias de Los Angeles bastante movimentadas quase o ano inteiro. A temperatura média no inverno é de 13ºC, com mínimas entre 12 °C e 10 °C, e máximas entre 18 °C e 21 °C. A temperatura média no verão é de 23 °C, com mínimas entre 12 °C e 17 °C, e máximas entre 24 °C e 38 °C. Precipitação cai na maioria das vezes na forma de chuva, embora no inverno, algumas vezes neve na cidade. Porém, a maior parte da neve acaba derretendo rapidamente ou na atmosfera ou no solo. A taxa de precipitação média anual na cidade é de 38 cm.
As maiores temperaturas sempre são registradas nos meses de Agosto e Setembro, principalmente em ocasiões de Vento Sant’Ana, onde a umidade relativa do ar chega a ficar abaixo dos 10% por vários dias e as temperaturas até a 37 graus na cidade de Los Angeles e a mais de 41 graus nas cidades mais ao interior do estado, como Riverside e San Bernardino.

Poluição
O uso extensivo de veículos pela população de Los Angeles e a geografia da cidade, com montanhas cercando toda a região mais densamente habitada fazem com que a cidade sofra bastante de poluição atmosférica. Muito das emissões geradas pelos veículos acaba ficando presa, por causa das montanhas, bem como as emissões geradas pelas indústrias ali localizadas. Outro problema é a crescente contaminação dos lençóis de água localizados sob a cidade.
Como outras cidades localizadas na Califórnia, Los Angeles está localizada numa região altamente vulnerável a terremotos. A Califórnia é uma das regiões do mundo mais sujeitas a terremotos. Existem mais de 300 falhas geológicas no Estado. Além de estar a poucos quilômetros da zona de choque (encontro) entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-Americana, Los Angeles fica sobre um terreno relativamente húmido e macio, o que aumenta a vulnerabilidade das estruturas ali instaladas em um caso de um grande terremoto.
O terremoto mais recente foi o Terremoto de Northridge, ocorrido em 1994, que causou danos de propriedade avaliados em bilhões de dólares.
Economia
A renda anual média de uma residência ocupada na cidade é de 36 687 dólares. A renda média anual da população da cidade é de 39 942 dólares. Pessoas do sexo masculino possuem uma renda anual média de 31 880 dólares, e pessoas do sexo feminino, uma renda anual média de 30 197 dólares. A renda per capita da cidade é de 20 671 dólares. 22,1% da população e 18,1% das famílias da cidade vivem abaixo da linha de pobreza. 30,3% das pessoas com 17 anos ou menos de idade e 12,6% das pessoas com 65 anos ou mais de idade vivem embaixo da linha de pobreza.

Imigração
Los Angeles é uma das cidades mais multiculturais do mundo, com etnias das mais variadas partes do mundo. Em especial, a população hispânica e asiática estão crescendo rapidamente, tanto que hispânicos serão maioria na cidade, caso o ritmo atual de crescimento continue. A população de asiáticos em Los Angeles é a maior dos Estados Unidos. Los Angeles possui as maiores comunidades armênia, cambojiana, filipina, guatemalteca, israelense, tailandesa, mexicana, húngara e salvadorenha fora dos respectivos países.
A força de trabalho de Los Angeles é de 1 690 316 trabalhadores (pessoas com mais de 16 anos; do censo nacional de 2001). 756 303 deles são pessoas do sexo feminino. 1 688 652 pessoas trabalham em postos civis, e 1 664 nas forças armadas americanas. Dos trabalhadores civis, 1 209 942 trabalham para estabelecimentos comerciais ou industriais, 162 402 são servidores públicos e 153 551 são trabalhadores autônomos. 156 578 pessoas estão desempregadas.

Política
O governo municipal de Los Angeles têm mostrado-se ineficiente em algumas áreas, o que fez com que os distritos de Hollywood e Vale de San Fernando buscassem independência em 2002, embora não tendo sucesso, alegando que a municipalidade de Los Angeles prefere concentrar sua atenção em áreas mais densamente povoadas da cidade, como o centro da cidade, negligenciando áreas de menor densidade populacional. Para tornar mais efetiva o governo municipal, o Conselho municipal de Los Angeles têm promovido a formação de Conselhos regionais, tendo sido proposto em 1996 e aprovado em 1999.

Los Angeles é o maior centro industrial dos Estados Unidos, e o maior centro de finanças e comércio do oeste americano. Ao contrário de outras grandes cidades americanas como Chicago, Houston e Nova Iorque, que presenciaram a mudança de uma parte substancial de suas indústrias para outras partes do país ou do mundo, o número de postos de trabalho fornecidos pela indústria e comércio têm somente crescido desde o final da Segunda Guerra Mundial. Embora Los Angeles tenha presenciado a queda da indústria automobilística na década de 1990, outras indústrias instalaram-se ou expandiram na cidade, como a indústria aeroespacial.
Los Angeles é o maior centro industrial dos Estados Unidos. Suas 25 000 fábricas fornecem, aproximadamente, trinta por cento dos postos de trabalho dentro dos limites municipais. Uma das principais indústrias de Los Angeles é a indústria aeroespacial. A cidade possui várias fábricas que fabricam peças ou partes de aviões, bem como sondas espaciais e foguetes. Essa forte indústria atrai muitos engenheiros, matemáticos, físicos e cientistas, mais do que qualquer outra cidade americana. A Boeing possui várias fábricas em Los Angeles e na cidade vizinha de Long Beach.
Apesar disto, Los Angeles é mais conhecida pelos seus filmes: a maioria deles, produzidos no bairro mundialmente famoso de Hollywood. A indústria da produção de filmes chegou a seu máximo na década de 1940. Desde então, as companhias produtoras de filmes reduziram o número de filmes produzidos anualmente, preferindo concentrar-se na qualidade dos filmes produzidos. Isto fez com que postos de trabalhos fossem diminuídos e pessoas fossem demitidas. Mesmo assim, esta é uma forte indústria, que gera muitos postos diretos e indiretos de empregos e é mais uma atração turística da cidade.

Mídia
Centenas de revistas são impressas e publicadas em Los Angeles. Uma delas é a Los Angeles Magazine, que publica reportagens de interesse geral sobre a área da cidade. Outras revistas estão especializadas em certas matérias como surfing, skating, por exemplo.
Dez estações de televisão público, outras tantas estações de TV a cabo e mais de 75 estações de rádio estão localizadas em Los Angeles. A cidade abriga os quartéis-generais de duas grandes companhias de televisão americanas, a FOX e a UPN. Outras grandes redes de televisão americana como a ABC e a CBS produzem muitos de seus programas em Los Angeles.
A indústria de telecomunicações cresceu desde a década de 1940 e absorveu, em grande parte, a queda dos números de postos de trabalhos oferecidos pela indústria cinematográfica, ocorrida a partir da década de 1940.

Universidade da Califórnia

A maior parte dos habitantes da região metropolitana de Los Angeles usa o carro como meio principal de locomoção. Muitos habitantes de subúrbios e bairros percorrem longas distâncias até o centro financeiro da cidade. Como resultado, Los Angeles possui o maior sistema de Vias expressas e autoestradas do mundo. Este sistema é uma malha de 1 080 km de autoestradas de vias de alta velocidade, que cortam toda a região metropolitana de Los Angeles.
Los Angeles dispõe de uma grande malha ferroviária, que opera à parte das ferrovias controladas pela MTA e pela Metrolink. Duas principais ferrovias, a Burlington Northern Santa Fe e a Union Pacific, servem a cidade, conectando-a com o resto dos Estados Unidos. Trens de passageiros usam a Union Station, localizado próximo ao centro da cidade.
O clima agradável de Los Angeles e sua localização geográfica permitem a prática de surfe em uma das várias praias da cidade, e esquiar em nas montanhas localizadas nos recantos da cidade, em um mesmo dia, durante quase todo o ano. Los Angeles tem cerca de 121 quilômetros de praias ao longo da costa do Oceano Pacífico, e suas montanhas, localizadas ao nordeste da cidade, possuem condições favoráveis à prática de esqui, canoagem e golfe o ano inteiro. Los Angeles tem cerca de 210 parques, playgrounds e outras facilidades recreativas.

6424 – Mega Sampa – Áreas verdes da USP agora são reservas ecológicas


A Universidade de São Paulo declarou como reserva ecológica áreas verdes localizadas em seis campi. Estes locais agora têm caráter de preservação permanente e são destinadas apenas à conservação, restauração, pesquisa, extensão e ensino.
As 23 áreas, que totalizam 11 milhões de metros quadrados, ficam nas cidades de São Paulo, Pirassununga, São Carlos, Lorena, Ribeirão Preto e Piracicaba. Esta última tem agora a maior quantidade de hectares protegidos: 800, ao todo. A única área considerada reserva na USP foi declarada na década de 70, fica na Cidade Universitária, em São Paulo, e tem 10,2 hectares.
Agora, será feito o levantamento topográfico e o mapeamento das áreas para a elaboração de documentos técnicos que resultarão em um plano de manejo das reservas.

6375 – Mega Sampa – Poluição em SP aumentaria 75% se metrô ficasse parado por um ano


Se o metrô da capital paulista deixasse de funcionar por um ano, a concentração de poluentes no ar aumentaria 75%, aponta pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Para fazer o cálculo, os pesquisadores compararam o nível de poluição atmosférica em dias normais com dias de greve dos metroviários.
O estudo mostra ainda que as mortes em decorrência de problemas cardiorrespiratórios aumentariam entre 9% e 14%, o que representaria um custo de US$ 18 bilhões à saúde pública do município.
“A hipótese que a gente tinha é que, com o metrô parado, [haveria] mais carros nas ruas, mais ônibus, mas a gente não tinha realmente dimensão dessa magnitude”, disse à Agência Brasil Simone Miraglia, coordenadora do estudo e membro do Inaira (Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental).
Segundo dados do instituto, 90% da poluição do ar em São Paulo são gerados por carros, motos e caminhões.
O transporte público corresponde a 55% dos deslocamentos na cidade, enquanto o transporte individual é responsável por 45%.
Foram analisadas duas greves com mais de 24 horas de duração, uma ocorrida em 2003 e outra em 2006.
O estudo reuniu dados dos três dias antecedentes à greve e dos três dias posteriores.
“Também consideramos um dia controle: um dia no mesmo mês da paralisação, mesmo dia de semana e com variáveis meteorológicas semelhantes”, explicou Miraglia.
Em 2003, a concentração de poluentes no dia controle foi 41 microgramas por metro cúbico (µg/m3). No dia da greve, o índice aumentou para 101,49 µg/m3.
As mortes adicionais associadas à poluição foram oito, o que representa um crescimento de 14%, de acordo com o estudo.
Já em 2006, o impacto foi menor. A concentração de poluição saltou de 43,99 µg/m3 no dia controle para 78,02 µg/m3 no dia da greve. As mortes adicionais foram seis, o que corresponde a um aumento de quase 9%.

6349 – Economia – Fábricas de Redes Gerou Ilha de Prosperidade


Ponte da Cidade de São Bento-PB

A fabricação mensal de 400 mil redes de dormir fez do município de São Bento a 444 km a noroeste de João Pessoa, o maior polo da indústria textil da Paraíba na década de 1990. Segundo estimativas da prefeitura local, 80% dos 21 mil habitantes na época, trabalhavam na produção de redes em 74 indústrias de médio e grande porte e em 500 pequenas insdústrias. A renda média familiar era de 3 salários mínimos por mês (ressalva-se que na época o salário mínimo era bem mais desvalorizado do que agora).
Uma nova revolução industrial local, onde em uma famíla, pai e mãe trabalhavam nas fábricas, enquanto os filhos ajudavam no acabamento. Não havia o terrível e crônico problema de desemprego que flagelou o Brasil por décadas. Uma ilha de prosperidade que não sofria também com os problemas da seca.

Um Pouco +
Atualizando os dados:
O município é localizado na microrregião de Catolé do Rocha. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2011 sua população era estimada em 31 236 hab. IBGE/2011. Área territorial de 248 km².
Situa-se a 375 Km da capital João Pessoa, a 245 Km de Campina Grande, maior cidade do interior paraibano; a 340 Km de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.
É Considerada uma cidade pólo industrial têxtil, conhecida pela fabricação de redes e mantas, cujos habitantes as vendem em diversas localidades do Brasil.Atualmente, exporta redes para todo os estados do Brasil bem como para a maioria dos países da América do Sul, África, Europa e Ásia.
São Bento é chamada de Capital Mundial das Redes por produzir por ano cerca de 12 milhões de redes.O município possui aspectos da cultura regionalista como, por exemplo, sua famosa “Feira da Pedra”. Uma aglomeração de muitos comerciantes e feirantes com as mais diversas especiarias e, obviamente, muita rede bonita. A feira acontece todas as segundas-feiras no centro da cidade ritualmente desde a década de 80.
São Bento Possui o 28º maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da Paraíba; E o seu PIB (Produto Interno Bruto) é de US$ 137 mil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o município de São Bento possui 22.697 eleitores.

A cidade tem 52 anos e faz aniversário em 29 de abril.

Fundação:
Pouco se sabe das verdadeiras origens do atual município de São Bento. Tem-se apenas notícia de que em fins do século XIX, habitava a região um senhor conhecido como “Catonho” com sua família e alguns moradores de sua propriedade – fazenda conhecida como Cascavel. Pouco tempo depois, por ali passou um sacerdote de nome desconhecido com destino à cidade de Pombal-PB,onde iria celebrar a Festa do Rosário, que teria batizado o lugar de São Bento,devido quase ter sido picado por uma cobra,assim permanecendo até nossos dias. Morrendo Catonho, seu filho, Manoel Vieira e seu primo Leandro Pinto, de propriedades vizinhas, iniciaram um trabalho de desenvolvimento com a finalidade de aumentar o núcleo, agrupando moradores e crescendo o número de habitantes.

Logo nos primeiros anos de fundação, São Bento começou a progredir já com alguns teares manuais fabricando redes de dormir. Com bastante oferta de trabalho já se sentia a necessidade de seu desligamento com Brejo do Cruz. Finalmente no dia 29 de abril de 1959, depois de várias manifestações populares e do senso comum, ocorreu a sua emancipação política através da Lei 2073, de autoria do deputado estadual Tertuliano de Brito, publicada em Diário Oficial na Paraíba. A partir daí o município transpunha novos horizontes.

Hidrografia
São Bento é cortada pelo Rio Piranhas, este perenizado pelo açude de Coremas/Mãe d’água. O Rio Piranhas, além de servir para o uso vital e entretenimento, é indispensável à industrialização têxtil, uma vez que todas as indústrias do municípios necessitam de água em abundância para o tingimento dos fios utilizados na confecção de redes de dormir e artigos do gênero.
Fundada nas margens do Rio Piranhas, a cidade desenvolveu um grande potencial na indústria de redes de dormir sendo a maior produtora nacional do ramo. Atualmente, exporta redes para todo os estados do Brasil bem como para a maioria dos países da América do Sul, África, Europa e Ásia.
São fabricadas infinitas toneladas de redes de dormir, gerando uma grande movimentação econômica no comércio interno. Isso se constituiu no principal fator pelo qual, diferentemente da maioria dos municípios do sertão paraibano, a população não sente necessidade para deslocar-se para os grandes centros urbanos do país. É por essa razão, que o município de São Bento apresente um bom índice de crescimento de modo a possuir uma das maiores densidades demográficas do sertão paraibano.
São Bento é conhecida na região como a cidade que tem um índice 0% de desemprego e uma grande movimentação financeira, gerando um dos maiores ICMS do estado. Suas redes são conhecidas em todo o Brasil, disputando lugar de destaque com a cidade de Jaguaruana, do estado do Ceará.

6321 – De ☻lho no Mapa – A Malásia


Kuala, a capital

É um país do Sudeste Asiático que compreende dois territórios distintos: a parte sul da península Malaia e ilhas adjacentes, e uma seção do norte da ilha de Bornéu. A península da Malásia confina a norte com a Tailândia, a leste com o mar da China Meridional, e a sul e a oeste com o estreito de Malaca, fazendo fronteiras marítimas com a Indonésia, a leste, sul e oeste, e com Singapura a sul. A Malásia Insular limita a oeste e a norte com o mar da China Meridional, a norte com o Brunei, a leste com o mar de Sulu e a sul com a Indonésia, fazendo fronteira marítima com as Filipinas a norte e a leste. A capital do país é Kuala Lumpur.
Desde 1824 foi uma colônia do Reino Unido, e, entre 1942 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, foi ocupada pelo Japão. Em 1948 os britânicos formaram a Federação Malaia, que conseguiu a sua independência em 1957. A Malásia foi formada em 1963 quando as colônias britânicas de Sabah, Sarawak e Singapura entraram para a federação. Os primeiros anos do país foram marcados por esforços da Indonésia controlar a Malásia, reivindicações de Sabah pelas Filipinas e pela secessão de Singapura da federação em 1965. Nove dos 13 estados da Malásia têm um sultão ou um chefe de Estado hereditário; os restantes quatro têm governadores nomeados pelo rei. Em 1969 os conflitos raciais entre chineses e malaios levaram a tumultos e os partidos malaios perderam votos nas eleições que se seguiram. Continuam a existir restrições às liberdades individuais como a proibição de discussão em público. Apesar das consideráveis diferenças étnicas, a Malásia tem progredido com a criação da unidade nacional.

A Malásia é um país localizado no sudeste asiático e é dividido basicamente em 2 grandes porções de terra, separadas pelo Mar do Sul da China. Uma é continental, limitada, ao norte, pela Tailândia e a sul por Singapura e a outra é insular, basicamente na ilha de Bornéu, toda limitada pela Indonésia, de oeste a leste.
O clima da Malásia é quente e úmido e caracterizado, como muitos países do sudeste asiático, por monções, ventos tropicais que se alternam durante as estações do ano. O relevo malaio é formado de planícies e regiões montanhosas. Dois dos picos mais altos do sudeste asiático estão localizados na Malásia. Magníficas cavernas e cachoeiras podem ser encontradas nas suas montanhas. A rede hidrográfica não é muito densa, não possuindo, assim, nenhum rio de grande importância.
Aproximadamente 4/5 da vegetação do país é caracterizado por florestas tropicais. A Malásia apresenta um dos ecossistemas mais complexos e ricos do mundo: são 15,000 espécies de plantas e árvores, 600 espécies da pássaros e 210 espécies de mamíferos. O governo investiu uma grande quantia para impedir a devastação das florestas do país.
A Malásia é uma sociedade multicultural, com malaios, chineses e indianos a compartilhar o país. Os malaios são a maior comunidade, atingindo 60% da população. Falam malaio (Bahasa Melayu) e são em grande parte responsáveis pela orientação política do país. Os chineses formam cerca de um quarto da população.
A maior tribo indígena em número são os Iban de Sarawak, cujo número sobe a mais de 600 000. Os Iban que ainda vivem em aldeias tradicionais na selva vivem em casas longas ao longo dos rios Rajang e Lupar e dos seus afluentes. Os Bidayuh (170 000) estão concentrados na parte sudoeste de Sarawak. A maior tribo indígena de Sabah é a dos Kadazan. São principalmente agricultores de subsistência cristãos. Os Orang Asli (140 000), ou povos aborígenes, incluem várias comunidades étnicas diferentes que vivem na Malásia Peninsular. Tradicionalmente caçadores-recoletores e agricultores nómadas, muitos foram sedentarizados e parcialmente absorvidos pela Malásia moderna. Apesar disso, continuam a ser o grupo mais pobre do país.
O Islã é a maior religião da Malásia, com 60.4% dos malaios praticando o islã. Esta também é a religião oficial do estado. Todos os malaios na Malásia são reconhecidos oficialmente como muçulmanos (a constituição da Malásia força todos os malaios a deixarem de serem oficialmente reconhecidos como malaios caso eles se convertam a outra religião). Apesar do Islã ser a religião oficial do estado, a constituição garante liberdade religiosa.
Outras religiões na Malásia incluem: budismo (19.2%, praticado principalmente por chineses), cristianismo (9.1%), hinduísmo (6.3%) e confucionismo, taoísmo ou outras religiões chinesas (2.6%). O restante pratica outras religiões ou nenhuma religião.
A Malásia é um território federal dividido em treze estados e três territórios federais, separados em duas regiões distintas, a Malásia Peninsular e a Malásia Oriental, ao norte da ilha de Bornéu.
Singapura já fora um estado da Malásia, de sua fundação, em 16 de Setembro de 1963 até 9 de Agosto de 1965, data da separação destas, fazendo com que Singapura se tornasse um país.

Economia

É o maior produtor mundial de borracha, óleo de palma e estanho. Toda esta produção resultou da união da Malásia Ocidental (agora peninsular) com a Malásia Oriental (Saba e Sarawak, na ilha de Bornéu). O sucesso econômico desde a sua independência deve-se ao desenvolvimento dos seus recursos naturais. Grande parte do interior era inacessível e ocupado por agricultores que praticavam uma agricultura itinerante através de queimadas. Saba e Sarawak exportam madeira. As terras para cultivo representam 14,9% do total do solo. No setor indústrial, merecem referência as produções de cimento, aparelhos eletrónicos e pneus. Os principais parceiros comerciais da Malásia são: Japão, EUA, Singapura e Alemanha.

O gigantesco edifício Petronas Tower

6313 – Corrupção Política e Nepotismo – Vamos trabalhar juntos?


Sob tal lema, um governador empregou parentes e secretariado dividiu obras.
Em Tocantins, as empresas ganharam concorrência pública. Com um gordo holerit mensal, o governador tinha uma família disposta a tudo para ajudá-lo. Tocantins que era um estado pobre, produzindo arroz, soja, milho e gado e também conflitos de terra. Uma região mais conhecida como Bico do Papagaio, na fronteira com o Pará e Maranhão onde poçeiros e fazendeiros resolvem suas disputas à bala.
Criado pela constituição de 1988, Tocantins ganhou a capital Palmas no maio do cerrado por decisão de Siqueira Campos, que imaginava erguer uma cidade planejada. O município é uma sauna onde na época da seca, 2 banhos por dia é pouco. No período da chuva, vira um mar de lama.

A cidade foi fundada em 20 de maio de 1989, logo após a criação do Tocantins pela Constituição de 1988. Antes desta data, Palmas foi planejada inicialmente pelos arquitetos Luiz Fernando Cruvinel Teixeira e Walfredo Antunes de Oliveira Filho, sendo que a partir daí, a cidade começou a ser construída pelos trabalhadores que vieram do interior do Tocantins e de vários outros estados do país. Entretanto, somente a partir do dia 1° de janeiro de 1990, é que Palmas passou a ser a capital definitiva do estado, já que antes a cidade ainda não possuía condições físicas de sediar o governo estadual, que estava alocado temporariamente no município vizinho de Miracema do Tocantins.
A cidade cresceu muito e se desenvolveu, sendo muito diferente daquela conhecida nos anos iniciais de sua fundação.
Após 23 anos, a população chega aos 235 316 habitantes, contra 25 mil em 1992; 70% das quadras habitadas já estão pavimentadas. O mesmo ocorrendo com saneamento básico e água tratada que chega a 98% da população. De um modo geral a cidade é caracterizada pelo seu planejamento, pois foi criada quase na mesma forma de Brasília, com a preservação de áreas ambientais, boas praças, hospitais e escolas.
Apesar de uma desaceleração, Palmas tem um crescimento econômico de 8,7%, maior do que o índice nacional e do Tocantins.
A divisão de Goiás ficou em latência até os anos 70 do século XX, quando foi discutida no Congresso Nacional, e aprovada em 1988.
Somente anos depois, com o desmembramento do estado do Tocantins do estado de Goiás pela Constituição de 1988, é que Palmas finalmente começou a surgir. No dia 10 de janeiro de 1989, a cidade de Miracema do Tocantins foi definida como capital provisória do estado.
No dia 15 de fevereiro de 1989, a Assembleia autorizou o então governador Siqueira Campos a desapropriar a área da Serra do Carmo e a leste do povoado de Canela para a criação da nova capital do estado idealizada pelo então governador da época. No dia 6 de março do mesmo ano, por decreto, foi criada a Comissão de Implantação da Nova Capital (Novacap) e, no dia 20 de maio de 1989, foi lançada a pedra fundamental da cidade, numa solenidade que reuniu cerca de dez mil pessoas na Praça dos Girassóis. No mesmo dia, o governador Siqueira Campos acionou o trator, abrindo a Teotônio Segurado, a primeira avenida da cidade. Grande parte do município foi construído por trabalhadores oriundos de várias localidades do Brasil.

Avenida Teotônio Segurado, em Palmas

6166 – Mega Sampa – O Castelinho da Rua Apa


Castelinho na década de 1920

O ☻ Mega Conta a História de São Paulo:

De todos os imóveis históricos abandonados da cidade de São Paulo, talvez nenhum outro desperte tanta atenção e curiosidade das pessoas como o célebre Castelinho da rua Apa, palco em 12 de maio de 1937, de um dos crimes mais marcantes do Brasil.
Foi nesta data, que após uma discussão séria os irmãos Armando e Álvaro chegaram às vias de fato e trocaram tiros. A mãe, Maria Cândida dos Reis, teria surgido no exato momento em que ambos duelavam, e ao tentar apartar a briga entre seus filhos acabaria também sendo alvejada e morrendo. À época, a rápida apuração das autoridades policiais teria levantado suspeitas sobre se os irmãos teriam realmente um matado o outro ou se o assassinato havia sido encomendado. O posicionamento dos corpos de Armando e Álvaro teria sido um dos principais combustíveis para que muitos achassem que os irmãos teriam sido na verdade assassinados.
Após anos de polêmica, em um caso em que os herdeiros diretos haviam todos falecido na mesma tragédia, uma nova lei federal sobre heranças promulgada pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, iria impedir que parentes de segundo ou terceiro grau herdassem o castelinho. Assim, o castelinho ( e outros imóveis sem herdeiros em situações semelhantes) seriam repassados ao governo federal. Anos mais tarde esta lei seria revogada, mas parentes de Maria Cândida e dos irmãos Armando e Álvaro jamais iriam conseguir retomar o imóvel que ficaria (e ainda permanece) nas mãos do INSS, órgão famoso por não preservar ou recuperar bens históricos em seu poder.
Com este impasse o imóvel sempre foi impedido de ser recuperado. Com o tempo a fama de assombrado começou a acompanhar o local, e os anos de abandono e degradação ajudaram e muito a propagar essa fama que não passa de uma lenda.

Castelinho hoje, tomado por mendigos e viciados em crack, no degradado centro de São Paulo

Atualmente, embora ainda pertença ao INSS, o Castelinho está sendo administrado pelo Clube das Mães do Brasil que ocupa um imóvel anexo ao lado. A instituição já possui um excelente projeto de restauro do local e o castelinho já está inclusive coberto, mas a obra aguarda patrocinadores e incentivos para seguir adiante. As sólidas estruturas da construção são os principais aliados do imóvel, que está pelo menos 70 anos sem manutenção e resiste bravamente.

Castelinho – Rua Apa, 236 – Santa Cecília, região central de São Paulo

6083 – Mega Sampa Sociologia – Sumiço de poeta sem-teto comove moradores do Alto de Pinheiros


Um caseiro cumpria o mesmo ritual todos os dias: enchia uma garrafa d’água e levava a um morador de rua fixado a alguns metros de seu trabalho, no canteiro central da avenida Pedroso de Morais, no Alto de Pinheiros (zona oeste de São Paulo). Às vezes ele conversava com o senhor curvado que se vestia com sacos plásticos e escrevia poemas em pedaços de papel sulfite.
A tarde do último 23 de abril foi diferente. A cobertura de lona com a qual costumava se proteger da chuva, além das panelas e pilhas de papel não estavam na praça. “Foi um segurança da rua que me falou: ‘Levaram o seu Raimundo embora'”, conta Oliveira, que há 16 anos trabalha em duas casas no bairro de classe média alta da zona oeste.
Raimundo Arruda Sobrinho, 73 anos estimados, tinha sido encaminhado para acompanhamento médico e psicológico no Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) do Itaim Bibi, depois de ter morado naquela mesmo canteiro por cerca de 18 anos. Quem intermediou o tratamento foi uma publicitária que o conhecia há um ano.
“Fiquei extasiada com ele escrevendo no meio da avenida, naquele silêncio meditativo”, diz a moradora do bairro, que criou uma conta no Facebook em agosto para postar fotos e textos escritos por Raimundo. Antes do tratamento, a página na rede social tinha 300 fãs, segundo os cálculos de Shalla; hoje são quase 18 mil.
Foi por meio do grupo virtual que o irmão, Francisco Arruda, 56, o localizou, em setembro. “Fui buscá-lo em São Paulo imediatamente, mas ele disse que as vozes não o deixavam sair de lá”, conta o engenheiro, que mora em Goiânia.
Raimundo nasceu em Goiatins (Tocantins), mas veio completar os estudos em São Paulo quando Francisco ainda era um bebê, em 1956.
“A última carta que ele mandou para nós foi em 62″, afirma Arruda. Em meados dos anos 80, Raimundo foi encontrado graças a um programa de televisão e passou 20 dias com a família, em Goiás. “Depois sumiu de novo. Ficamos sabendo que vendia livros no viaduto do Chá, mas que as faculdades mentais dele pioraram e ele tinha ido parar na rua.”
Para conseguir o encaminhamento ao centro de saúde -o escritor do Alto de Pinheiros sempre recusou qualquer tipo de tratamento-, a família teve de pedir a intervenção do Ministério Público do Estado. Mas encontrou dificuldades no começo. “Na primeira vez que fomos lá, a pessoa do atendimento disse que não poderia fazer nada porque ele era patrimônio histórico de São Paulo”, diz Josangela Roberta, 30, mulher de Francisco.
O poeta sem-teto era famoso no bairro. Costumava registrar em um diário os números de série dos escritos que entregava a quem o visitasse e assiná-los com o seu pseudônimo: ‘O Condicionado’. “Porque ele se dizia condicionado pela escravidão social e pela psiquiatria”.
Raimundo aparece até mesmo nas imagens do Google Street View -ferramenta de visualização das ruas da cidade-, indiferente aos carros que cruzam os dois sentidos da via movimentada. “Tanta gente conhecia o poeta aqui. Podiam colocar o nome dele naquela praça”, disse um morador.
Segundo o cineasta Evaldo Mocarzel, diretor de “À Margem da Imagem” (2003), premiado documentário que retratou mendigos em São Paulo, Raimundo foi o personagem que mais trouxe dificuldades ao filme. “Era o único caso que não tinha ido parar na rua por alcoolismo, desemprego ou desagregação familiar. Tinha um raciocínio muito difícil.”

No longa, o sem-teto se descreve como “uma peça no tabuleiro internacional da política” e diz estar revoltado por não encontrar quem tenha cultura para dialogar com ele. “Parece que estou num pedestal intelectual acima das nuvens”, dizia.

5948 – ☻ Mega Sampa – Minhocão faz sucesso na TV americana


Quem diria que o Minhocão viraria cenário para uma propaganda que passa a todo instante na TV americana? E, acredito, também um pedacinho da Serra do Mar. Há muito o efeito cenográfico do nosso Centrão é usado pela publicidade brasileira, que acha ali mais beleza que nos bairros ditos chiques da Zona Oeste. Mas que o Minhocão fosse conquistar o mundo, já é uma surpresa. Será que está na hora de transformá-lo no High Line paulistano? Abaixo, a antiga ferrovia suspensa de Nova York que virou um parque.

Em NYC ferrovia virou parque, e o nosso Minhocão, qual será o seu destino?

5902 – Grande Sampa – Virada Cultural – Galinhada que virou ‘presepada’


Entornou o caldo da galinhada em cima do minhocão na Virada Cultural de 2012.

Uma Novidade na Virada Cultural deste ano, as barraquinhas de chefs paulistanos vendendo alta gastronomia a preço popular provocaram tumulto e filas e mostraram que em São Paulo os grandes cozinheiros gozam de prestígio semelhante ao dos artistas que estavam nos palcos.(Ou será mesmo por falta de educação?)
De quebra, escancararam uma das maiores deficiências da festa, a baixa oferta de comida nas ruas da região central nas 24 horas de atrações.

Montadas no elevado Costa e Silva, o Minhocão, as tendas serviram, da meia-noite do sábado às 18h do domingo, a no máximo R$ 15, porções de 22 chefs badalados.
Entre eles estavam Alex Atala (do D.O.M., eleito na semana passada o quarto melhor restaurante do mundo), Erick Jacquin (da brasserie que leva seu nome), Rodrigo Oliveira (do Mocotó) e Janaina Rueda (do Dona Onça).
Milhares de pessoas esperaram pelo menos cinco horas numa fila para comer, de graça, a galinhada de Atala, que começou a ser servida à 0h35 em meio a empurra-empurra e vaias. O chef chegou ao local, mas, vendo a confusão, voltou sem sair do carro.
Ontem, durante todo o dia, enormes filas se formaram nas barracas, dificultando a circulação pelo Minhocão.
A Prefeitura de São Paulo, organizadora da Virada, informou que vai rever no próximo ano o modelo do projeto “Chefs na Rua” para evitar que se repitam os problemas, semelhantes aos que acontecem no bairro Bixiga, com o bolo do aniversário da cidade.
CRACK
Enquanto rolava a Virada, noias se amontoavam em vários trechos do centro da cidade, como nas ruas dos Gusmões e do Triunfo, consumindo a droga que batiza a região como cracolândia.

☻pinião
A idéia era boa:
A tentativa era de humanizar a cidade com música, dança e outras artes. Mas isso não combina com gente mal-educada, drogada e uma cidade suja, malcheirosa, com calçadas malcuidadas e mendigos estendidos pelo chão. O retrato da disparidade econômica da cidade e do nosso país. Embora São Paulo tenha “ilhas de properidade” como as regiões dos Jardins, Itaim Bibi, V.Olímpia e Berrini, há muito sub-desenvolvimento nas sórdidas favelas da periferia onde vivem milhões de pessoas.

5557 – Nova York é a cidade mais competitiva do mundo


Bom ou ruim?

Nova York, Londres e Cidade de Cingapura ocupam os três primeiros lugares no ranking das cidades mais competitivas do mundo realizado pela unidade de inteligência da revista “The Economist”, divulgado nesta segunda-feira. Paris e Hong Kong ocupam empatadas o quarto lugar e São Paulo ficou em 62º lugar. (ufa, você tem alguma chance)
A classificação, encomendada pelo banco americano Citigroup, leva em conta 120 cidades em sua “comprovada capacidade de atrair capitais, empresas, talentos e turistas”, indicou o Citigroup em um comunicado.
“Certamente, o dinamismo econômico está ocorrendo também em outros lugares, particularmente nas cidades asiáticas, mas as cidades americanas e europeias têm valores históricos que lhes dão uma forte vantagem competitiva”, afirmou o diretor de previsões europeias, Leo Abruzzese, citado no comunicado.
Depois de Paris e Hong Kong, as dez cidades mais competitivas do mundo são Tóquio, Zurique, Washington, Chicago e Boston.
Um total de onze cidades europeias ficaram no Top 30, incluindo Frankfurt (11), Genebra (empatada em 13º), Amsterdã (17) e Estocolmo (empatada em 20º).
Dez cidades dos Estados Unidos também estão neste grupo: San Francisco (empatada em 13º), Los Angeles (19) e Houston (empatada em 23º).
Quinze das 20 cidades consideradas por ter mais “força econômica” estão na Ásia: doze cidades chinesas, entre elas Tianjin, Dalian e Shenzhen encabeçam a lista; mas também Cidade de Cingapura, Bangalore (Índia), Ahmedabad (Índia) e Hanói.
A primeira cidade da América Latina dentro do ranking geral é Buenos Aires em 60º lugar, na frente, inclusive, de São Paulo (62) e Santiago (68).
A África do Sul figura na liderança do continente africano, com Johannesburgo (67), Cidade do Cabo (73) e Durban (94), na frente do Cairo (113), Nairóbi (115), Alexandria (116) e Lagos (119).
No Oriente Médio, Dubai é a mais bem classificada (40), antes de Abu Dhabi (41), Doha (47), Tel Aviv (59), Kuwait (80) e Muscat (86), enquanto que Beirute está no posto 117 e Teerã no 120.

☻ Mega Comentário

Competitividade, quando limpa, pode ser benéfica, mas em um mundo de capitalismo selvagem e corrupção, a luta pode ser muito desigual.

5556 – Grande Sampa – A Mais Paulista das Avenidas


AV Paulista à noite

Ela já foi eleita o símbolo de São Paulo

A Avenida Paulista é um dos logradouros mais importantes do município de São Paulo, a capital do estado homônimo. Está localizada no limite entre as zonas Centro-Sul, Central e Oeste; e em uma das regiões mais elevadas da cidade, chamada de Espigão da Paulista.
Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, assim como também um dos seus pontos turísticos mais característicos, a avenida revela sua importância não só como pólo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento. Devido à grande quantidade de sedes de empresas, bancos, consulados, hotéis, hospitais, como o tradicional Hospital Santa Catarina e instituições científicas, como o Instituto Pasteur, culturais, como o MASP e educacionais, como os tradicionais Colégio São Luís e a Escola Estadual Rodrigues Alves. Movimentam-se diariamente pela avenida Paulista milhares de pessoas oriundas de todas as regiões da cidade e de fora dela.
Além disso,a avenida é um importante eixo viário da cidade ligando importantes avenidas como a Dr. Arnaldo, a Rebouças, a 9 de Julho, a Brigadeiro Luís Antônio, a 23 de Maio, a rua da Consolação e a Avenida Angélica.
A avenida foi criada no final do século XIX a partir do desejo de paulistas em expandir na cidade novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próxima às mais movimentadas centralidades do período, por essa época altamente valorizadas e totalmente ocupadas, tais como a Praça da República, o bairro de Higienópolis e os Campos Elísios. A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade.
Naquela época, houve grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, o que deu início a um período de grande crescimento. As novas ruas seguiam projetos desenvolvidos por engenheiros renomados, e nas áreas mais próximas à avenida e a seu parque central os terrenos eram naturalmente mais caros que nas áreas mais afastadas; não havia apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até mesmo cocheiras em toda a região circundante. Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas Lima declarou:
Será Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas
Joaquim Eugênio de Lima (1845-1902), uruguaio, associou-se a João Borges de Figueiredo e João Augusto Garcia e iniciaram a compra de terrenos no espigão entre os rios Tietê e Pinheiros. Em 1890 adquiriram na rua Real Grandeza (depois avenida Paulista) dois terrenos de José Coelho Pamplona e de sua mulher Maria Vieira Paim Pamplona e no mesmo ano mais dois lotes de Mariano Antonio Vieira e de sua mulher Maria Izabel Paim Vieira. Depois adquiriram a Chácara Bela Cintra de Candido de Morais Bueno. Toda a região local servia na época de passagem de boiadas a caminho do matadouro. O plano da avenida foi elaborado pelo agrimensor Tarquinio Antonio Tarant e, como deveria ser plana, exigiu o aterro de um vale na atual avenida 9 de julho. A avenida Paulista tinha cerca de três quilômetros de comprimento e trinta metros de largura e era dividida em três faixas: uma para bondes, a do centro para carruagens e a outra para cavaleiros, todas ladeadas por magnólias e plátamos. O piso carroçável era coberto por pedregulhos brancos. Foi inaugurada, juntamente com a linha de bondes em 1891. O bonde elétrico chegou nove anos depois, em 1900.
A avenida Paulista foi a primeira via pública asfaltada de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha, uma novidade até na Europa e nos Estados Unidos.
No princípio era uma avenida residencial, durante as décadas de 60 e 70, porém, e seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo, e a valorização dos imóveis incentivada pela especulação imobiliária, começaram a surgir naquele local os seus agora característicos “espigões” – edifícios de escritórios com 30 andares em média.
A avenida possui muitos restaurantes que recebem diariamente milhares de pessoas que moram e trabalham na região. Nela se localiza o conceituado Museu de Arte de São Paulo, o MASP, e também o Parque tenente Siqueira Campos, também conhecido como Parque Trianon. Possui faixas largas para pedestres e é servida pelas estações Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação (da Linha 2-Verde) e Paulista (da Linha 4-Amarela) do Metrô de São Paulo. Tem o edifício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, que também abriga o Sesi, que, por sua vez, possui teatro para apresentações gratuitas como também biblioteca com acervo vasto e muitos livros novos, permitindo o empréstimo gratuito a qualquer pessoa que leve comprovante de endereço.
É famosa também a antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, sendo a maior e mais alta da avenida e que chama a atenção devido à sua iluminação amarelada. O mesmo prédio também é famoso por suas escadarias, pelo Teatro Gazeta, pela sede da TV Gazeta, da Rádio Gazeta FM, da Faculdade Cásper Líbero e pelo cinema Reserva Cultural.

AV Paulista nos anos 70: sem Internet, sem metrô e com muitos fusquinhas e ônibus da CMTC

No seu conjunto arquitetônico, possuía vários casarões de famílias tradicionais de fazendeiros ligados ao café, denominados por muitos, os Barões do café, assim como de novos ricos, em sua maioria de origem árabe e italiana.
Na Praça Oswaldo Cruz, onde tem início a avenida, no lado da Subprefeitura de Vila Mariana (o outro lado pertence à da Sé), existe uma bela escultura do Índio Pescador.
Na Praça Marechal Cordeiro de Farias, no final da avenida, no seu centenário, em 1991, foi encomendada à artista plástica Lílian Amaral e ao Arquiteto Jorge Bassani, a escultura Arcos ou Caminho, (também chamada de Arco-íris metálico), composta por 12 arcos coloridos, seguindo uma sequência tridimensional que explora o espaço, o que permite passagem do público por entre os arcos.
O Museu de Arte de São Paulo, estabelecido outrora na Rua 7 de Abril, se instalou nem sua nova sede em 7 de novembro de 1968, sendo inaugurada pela rainha do Reino Unido, Elisabeth II, na presença do então governador Roberto Costa de Abreu Sodré e dona Maria do Carmo de Abreu Sodré.
A Feira de Antiguidades do Masp funciona desde 1979, sendo organizada pela Associação de Antiquários do Estado de São Paulo (AAESP) e ocorre no vão livre do museu, aos domingos, das 10h às 17hs. Reúne artefatos e uniformes de guerra, condecorações, câmeras fotográficas, porcelanas, cristais, joias, pratarias, entre muitos outros artigos.

Avenida Paulista com a Consolação

5533 – Civilizações Antigas – Obras dos Maias


O povo maia começou a se organizar em cidades entre o atual sul do México e a Guatemala por volta de 200 a.C. Meio milênio depois, a civilização estava em seu auge, com mais de 40 cidades. Eles desenvolveram a ciência a ponto de conhecer o número zero, formular calendários precisos, prever eclipses e construir mausoléus como esse, em Palenque, México.
Muitos dos prédios em Yaxchilan possuíam estátuas de deuses e pinturas que foram destruídas. A sofisticada arquitetura maia também permitia que construíssem sistemas de irrigação, quadras de esportes e terraços para plantação.
Tulum, nas praias do mar do Caribe, foi uma das poucas cidades maias que ainda eram habitadas quando os espanhóis chegaram à América. Ela foi abandonada pouco tempo depois, colocando os maias no esquecimento durante séculos. Quase tudo o que sabemos sobre essa civilização foi descoberto no século XX, com a tradução dos hieroglifos deixados por eles.
O Templo da Cruz foi construído em Palenque no final do século VII. Pouco depois, várias cidades maias entraram em declínio por motivos ainda desconhecidos. Alguns pesquisadores acreditam que a decadência foi fruto de guerras ou de falta de comida. No ano 850, essas construções já estavam abandonadas e cobertas pela floresta. Elas só foram encontradas em 1753.

5493 – Grande Sampa – Diadema


É um município brasileiro do estado de São Paulo. Pertence à Região do Grande ABC, à Região Metropolitana de São Paulo, além da Mesorregião Metropolitana de São Paulo e Microrregião de São Paulo, distante 19 quilômetros a sudeste da capital do estado. Ocupa uma área de 30,695 km².
Diadema foi emancipada de São Bernardo do Campo no final da década de 1950. A versão de sua etimologia é que o nome seja uma referência ao antigo distrito de Diadema, fundado em 1948, quando ainda era subordinado a São Bernardo do Campo. Com 77 estabelecimentos de saúde, sua principal fonte de renda é o setor de prestação de serviços, tendo o comércio como importante atividade econômica. Diadema é um dos sete municípios paulistas que integram a Região do Grande ABC, região tradicionalmente industrial do estado de São Paulo. Já foi um forte polo industrial, quando havia isenção de impostos, durante um prazo de 10 anos. O cartaz “Cadê o tutu, barão? A prefeitura de Diadema vai cobrar centavo por centavo… fez a evasão dos empresários aproveitadores da mão de obra. O município conta ainda com uma importante tradição cultural, que vai desde o turismo até o esporte Seu principal clube de futebol é o Clube Atlético Diadema, fundado em outubro de 2009. Diadema ainda é sede de diversos eventos anuais, além de possuir alguns pontos turísticos, como o Borboletário, o Jardim Botânico, o Museu de Arte Popular e o Observatório Astronômico.
Os índices de áreas verdes por habitantes em Diadema variam, entre 1m² por habitante no bairro Casa Grande até 6m² no Centro. Segundo a prefeitura, o município possui uma média de dez metros quadrados de área verde por habitante. Na zona sul, encontra-se a maior parte das áreas verdes do município, que estão incluídas na Proteção e Recuperação aos Mananciais (APRM), sendo a média inferior nos demais bairros. A responsável por consolidar a polpitica municipal de vegetação e meio ambiente é a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA), criada em 2005, que garante a participação comunitária em um processo de gestão ambiental e pesquisas com caráter científico, cultural, educativo tecnológico. Ela também visa o conhecimento e a difusão da preservação do meio ambiente.
O município conta com boa infraestrutura. No ano de 2000, tinha 98 140 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total 64 758 eram imóveis próprios, sendo 59 895 próprios já quitados (61,93%), 4 863 em aquisição (4,96%) 22 214 alugados (22,64%); 9 054 imóveis foram cedidos, sendo 721 por empregador (0,73%) e 833 cedidos de outra maneira (8,49%). 2 114 foram ocupados de outra forma (2,15%). O município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Em 2000, 99% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 94,13% das moradias possuíam coleta de lixo por serviço de limpeza e 98,71% das residências possuíam algum tipo esgotamento sanitário que não fosse por rio ou lago.

5409 – Cidades Brasileiras – Vitória-ES


Praia do Canto

É a capital do estado do Espírito Santo, e uma das três ilhas-capitais do Brasil (as outras são Florianópolis e São Luís). Está localizada na Região Sudeste. Situada a 20º19’09’ de latitude sul e 40°20’50’ de longitude oeste, Vitória limita-se ao norte com o município da Serra, ao sul com Vila Velha, a leste com o Oceano Atlântico e a oeste com Cariacica.
Com uma população de 327.801 habitantes, segundo estimativas de 2010 do IBGE, a cidade é a quarta mais populosa do estado (atrás dos municípios limítrofes de sua região metropolitana: Vila Velha, Serra e Cariacica) e integra uma área geográfica de grande nível de urbanização denominada Região Metropolitana da Grande Vitória, compreendida pelos municípios de Vitória, Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana e Vila Velha.
Vitória é cercada pela Baía de Vitória, é uma ilha de tipo fluviomarinho. Além da ilha principal, Vitória, fazem parte do município outras 34 ilhas (algumas a mais de 1100 km da costa) e uma porção continental, perfazendo um total de 93,381 km². Originalmente eram 50 ilhas, muitas das quais foram agregadas por meio de aterro à ilha maior.

Entre as capitais do Brasil, Vitória possui o 3° melhor IDH e o maior PIB per capita.
Vitória possui dois grandes portos, o Porto de Vitória e o Porto de Tubarão. Esses portos fazem parte do maior complexo portuário do Brasil, que inclui vários portos do estado, e são considerados os melhores (em qualidade) do Brasil.
A cidade administra a Ilha de Trindade e a Ilha de Martim Vaz, a 1100 km da costa, que são importantes bases meteorológicas por causa de sua posição estratégica, em área de dispersão de massas de ar.
Vitória surgiu devido aos constantes ataques indígenas, franceses e holandeses a Vila Velha, que era a capital da capitania do Espírito Santo. Os portugueses decidiram então mudar a capital e escolheram uma ilha próxima ao continente, chamada pelos índios de Ilha de Guanaani. A Vila Nova do Espírito Santo, como era denominada, foi fundada em 8 de setembro de 1551 e posteriormente denominada Vitória, em memória da vitória em uma grande batalha comandada pelo donatário da capitania, Vasco Fernandes Coutinho, contra os Goitacases.
Até o século passado, os limites da capital capixaba eram o atual Forte de São João, onde atualmente está localizado o Clube de Regatas Saldanha da Gama, próximo ao centro da cidade, e também o morro onde funciona o atual hospital da Santa Casa de Misericórdia, no bairro Vila Rubim. A cidade foi sendo construída nas partes altas, o que deu origem a diversas ruas estreitas. A parte de baixo foi sujeita a ataques e devido a isso foram construídos vários fortes na beira do mar.
Em 24 de fevereiro de 1823 (17 de março de 1829 ?) a vila de Vitória foi elevada a cidade, mas seu isolamento insular evitava seu desenvolvimento. A partir do ano de 1894, com o ciclo do café, iniciaram-se na ilha diversos aterros nas partes baixas da cidade, alterando a forma da ilha e modernizando-a. Foram construídas após disso diversos bairros, escadarias e foram derrubados casarões. Além disso foi melhorado o saneamento.
Em 1941 surgiu o primeiro cais na capital e em 1927 a ponte que ligou a ilha ao continente. O porto se desenvolveu. Em 1949 foram feitos mais aterros e foram construídas amplas avenidas. Depois dessas várias mudanças a cidade tornou-se o maior centro do Espírito Santo. Em 1970 o Porto de Vitória se tornou um dos mais importantes do país, e a capital começou a se industrializar. A modernização da ilha gerou o desaparecimento de quase todos os vestígios da Colônia e do Império na ilha.

Enseada do Suá, região nobre da cidade

Seu litoral é bem recortado e, além de larga costa, Vitória possui 40% do território coberto por morros, dificultando o crescimento das áreas urbanizadas do município e fazendo com que o município tenha muitos bairros nobres e as cidades vizinhas, que possuem menor IDH, mais regiões suburbanas.
O relevo das ilhas é um prolongamento do continente, de constituição granítica, circundado pelo mar e áreas de mangue e restinga. O maciço central da ilha de Vitória, Morro da Fonte Grande, possui altitude de 308,8m e os principais afloramentos graníticos são a Pedra dos Dois Olhos, com 296m, e o Morro de São Benedito, com 194m de altitude. O ponto mais alto da cidade é o Pico do Desejado, na ilha de Trindade, com 601m de altitude.
O clima da cidade é tropical, com temperatura média anual de 23 °C e ocorrência de precipitações pluviométricas, principalmente nos meses de outubro a janeiro. As temperaturas podem variar muito no inverno, podendo chegar aos 30 °C em épocas de grande seca, e 12 °C quando ocorrem tempestades. A maior temperatura máxima absoluta já registrada na cidade foi de 39,6 °C(INMET) em 25 de fevereiro de 2006 e a menor de 9 °C. Vitória, por causa da Corrente Fria das Malvinas, empata com o Rio de Janeiro como a capital brasileira com menores taxas de precipitação pluviométrica, sendo que na cidade é de 1153mm. Vitória também é a cidade que apresenta as menores amplitudes térmicas de todo o Espírito Santo.
A capital capixaba conta com diversas praias, as quais não são extensas em razão do tamanho da ilha. Entre as mais conhecidas está a Praia de Camburi, na parte continental da cidade. Com seis quilômetros de extensão, é a maior praia de Vitória, sendo totalmente urbanizada e a mais frequentada pelos turistas e fica entre os bairros de Jardim da Penha até Jardim Camburi atualmente não conta com quisques,que foram retirados durante as obras do calçadão.Outras praias são por exemplo a Curva da Jurema, a Ilha do Boi, a Praia da Castanheira a Praia do Canto, entre outras.

A 3ª ponte liga Vitória a Vila Velha

A vegetação da ilha é composta por floresta tropical, tendo também uma vegetação litorânea, com espécies de fauna e flora. Parques, como o Augusto Ruschi, com uma vegetação de Mata Atlântica, contam com diversas espécies de plantas.
A economia de Vitória é voltada para as atividades portuárias, ao comércio ativo, a indústria, a prestação de serviços e também ao turismo de negócios. A capital capixaba conta com dois portos que são dos mais importantes do país: o Porto de Vitória e o Porto de Tubarão. As indústrias mais importantes da capital são a ArcelorMittal Tubarão (antiga CST) e Vale (antiga CVRD/Companhia Vale do Rio Doce). Esses portos, junto com vários outros do estado, formam o maior complexo portuário do Brasil.
O principal shopping center de Vitória é o Shopping Vitória, que conta com mais de 400 lojas, uma grande praça de alimentação e um complexo cinemático, sendo o maior do estado. Há também o Shopping Norte Sul, com 99 lojas, o Shopping Centro da Praia, o Shopping Boulevard, entre outros.

Shopping Vitória - Assistia a Copa de 98 nos telões de lá

5231 – Mega Tour – Frankfurt


Panorama

Conhecida simplesmente como Frankfurt, é a maior cidade do estado alemão de Hesse e a quinta maior cidade da Alemanha, com uma população 670.000 habitantes em 2008. Sua área urbana tinha uma população estimada de 2,26 milhões de habitantes em 2001.
A cidade está no centro da Região metropolitana Reno-Meno que tem uma população de 5,3 milhões de habitantes e é a segunda maior região metropolitana da Alemanha.
Parte da antiga Francônia, seus habitantes foram os primeiros Francos. A cidade está localizada em um antigo vau no rio Meno, cuja palavra alemã é “Furt”. Assim, o nome da cidade pode ser traduzido como o “Vau dos Francos”.
Situada às margens do rio Meno, Frankfurt é o centro financeiro e de transportes da Alemanha e o maior centro financeiro da Europa continental. É a sede do Banco Central Europeu, do Deutsche Bundesbank, da Bolsa de Valores de Frankfurt e da Frankfurt Trade Fair, sendo também sede de diversos grandes bancos comerciais. O Aeroporto de Frankfurt é um dos mais movimentados aeroportos internacionais do mundo, a Estação Central de Frankfurt é uma das maiores estações da Europa e o Frankfurter Kreuz (intercâmbio Autobahn) é o mais utilizados intercâmbio na Europa continental. Frankfurt é a única cidade alemã listada como uma das dez cidades globais alfa do mundo.

Frankfurt foi fundada pelos romanos no século I. Desde 1875 é uma metrópole, com mais de 100 mil habitantes.
Frankfurt am Main é o mais importante centro financeiro da Europa Continental e o segundo mais importante da mesma depois de Londres, sendo uma das regiões economicamente mais ativas da União Europeia. Em Frankfurt am Main estão representados mais de três centenas de bancos nacionais e internacionais. Entre outros, o Banco Central Europeu e o Deutsche Bank têm a sua sede em Frankfurt. A Bolsa de valores de Frankfurt é a maior bolsa de valores da Alemanha e quarta maior do mundo.
Possui a terceira maior área de exposição do mundo onde realizam-se anualmente mais de 50 feiras e exposições, entre elas a Internationale Automobil-Ausstellung (feira internacional da indústria automobilística) e a Feira do Livro de Frankfurt.
O Aeroporto Internacional de Frankfurt, base principal da Lufthansa, é o maior da Alemanha e um dos maiores da Europa em número de passageiros. A cidade dispõe de um sistema de transporte público urbano e suburbano. A exploração da rede de metro é efectuada pela Metro de Frankfurt e a rede ferroviária suburbana pela S-Bahn Reno-Meno. As principais estações são: Frankfurt Hauptbahnhof (a estação central da cidade) e Frankfurt (Main) Flughafen Fernbahnhof, a estação do Aeroporto Internacional de Frankfurt. Frankfurt am Main e a sua área metropolitana são atravessadas por inúmeras auto-estradas.
Frankfurt am Main é a cidade natal de Goethe, de Anne Frank e da Escola de Frankfurt, sendo um centro cultural de reputação nacional e internacional. Cerca de 60 museus e galerias de exposição encontram-se nas proximidades ou em local central da cidade. Frankfurt am Main é uma das sedes da Biblioteca Nacional da Alemanha.

Uma imagem vale mais que mil palavras

5221 – Cidades Brasileiras – Natal


Postal de Natal

Município brasileiro, capital do estado do Rio Grande do Norte, pertencente à Região Metropolitana de Natal, à microrregião de Natal, à mesorregião do Leste Potiguar e ao Polo Costa das Dunas. A cidade nasceu às margens do rio Potengi e do Forte dos Reis Magos, no extremo-nordeste do Brasil, numa região chamada “esquina do continente”, distante 2.507 quilômetros de Brasília. É conhecida como a “Cidade do Sol” ou “Noiva do Sol” por ser uma das localidades com o maior número de dias de sol no Brasil, chegando a aproximadamente trezentos. Também a chamam de “Capital Espacial do Brasil” devido às operações.
A capital potiguar é a capital com melhor qualidade de vida do Norte-Nordeste, é a vigésima cidade mais populosa do país, detendo em 2010 uma população de 810.780 habitantes, além de ser a sede da quarta maior Região Metropolitana do Nordeste brasileiro, 15ª maior do país e 369ª maior do mundo. Deve-se observar que há áreas conurbadas à cidade, porém pertencentes aos municípios vizinhos, como Nova Parnamirim, com aproximadamente 100 mil habitantes, que é uma extensão da zona sul da cidade, dentro do município vizinho de Parnamirim, e outras áreas do aglomerado urbano da metrópole.
Historicamente, a cidade teve grande importância durante a Segunda Guerra Mundial em 1942 durante a Operação Tocha, já que os aviões da base aliada americana se abasteciam com combustível no lugar que hoje é o Aeroporto Internacional Augusto Severo, sendo classificada como “um dos quatro pontos mais estratégicos do mundo” pelo Departamento de Guerra dos EUA, junto com Suez, Gibraltar e Bósforo.

Vista Aérea

A capital está situada numa espécie de triângulo natural com um vértice para o norte, que é banhado de um lado pelo Rio Potengi e de outro pelo Oceano Atlântico, recebendo ventos constantes, condição que lhe concedeu o título, segundo a NASA, de cidade detentora do ar mais puro e renovável do continente sul-americano. Está localizada no litoral do estado, numa região essencialmente cercada de dunas, com uma altitude média de trinta e três metros acima do nível do mar.
Fundada em um dia de Natal, em 25 de dezembro de 1599, o nome do município tem origem no latim natale e, segundo escritores, tem ligação direta com a data de fundação da cidade.
Pela sua privilegiada posição geográfica, localizada no litoral nordestino, na chamada esquina do continente ou esquina do Atlântico, a cidade foi favorecida pelo advento da Segunda Guerra Mundial. A cidade cresceu e evoluiu com a presença de contingentes militares brasileiros e aliados (particularmente norte-americanos), consumando-se o seu progresso com a construção das bases aérea e naval, local de onde as tropas partiam para o patrulhamento e para a batalha na defesa do Atlântico Sul, e na realização das campanhas militares no norte da África, fatos esses que valeram para a região o apelido de “Trampolim da Vitória”. Os americanos mudaram profundamente o modo de vida em Natal; além de trazer novos produtos (Natal foi a primeira cidade brasileira a conhecer o chiclete e a coca-cola, sua visão democrática e de liberdades teve influências visíveis até hoje no modo de vida de Natal.

Shopping de Natal

No município há o Morro do Careca, importante cartão-postal da cidade, localizada na praia de Ponta Negra, formada por vegetação e dunas, ajudando a proteger contra as erosões e a tornar o clima da região menor.
Além desse morro, Natal conta com a Pedra do Rosário, composta por uma coluna que ergue a imagem e está localizada numa espécie de dique que desce e fica localizado à margem do Rio Potenji.
O clima de Natal é o tropical úmido, com temperatura média em torno de 28 °C. Por estar localizada a menos de cem metros de altitude, o município recebe ventos constantes. Devido ao ar puro predominante no município, Natal recebeu o título de Cidade do Sol, pelo fato de estar localizada próxima à Linha do Equador e de, em alguns dias do ano, o tempo ensolorado chegar a até quinze horas diárias. Apesar dos constantes ventos que a cidade costuma receber, há um intenso calor provocado pela ação do Sol. Devido à qualidade do ar de Natal, um estudo feita pela NASA concluiu que o ar natalense é o mais puro de todo o continente americano.
Problemas Sociais
O crescimento exagerado da população na década de 1950, aliado à falta de planejamento, resultou numa diferenciação espacial intraurbana, com várias áreas demarcadas por focos de pobreza. Em comparação a anos anteriores, Natal teve uma redução na taxa de pobreza. Em 2010, a porcentagem da população que vivia abaixo da linha de indigência era de apenas 9,5%, enquanto que 20,8% encontravam-se entre as linhas de pobreza e indigência e os demais (69,7%) viviam acima da linha de pobreza. Em duas décadas, encolheu 23% a taxa de pessoas que recebiam até metade de um salário mínimo, entretanto Natal ainda apresenta grandes marcas de desigualdades sociais: os ricos eram responsáveis pelo acúmulo de 68,6% da renda produzida no município; enquanto isso, os pobres só tinham 1,6%, segundo o IBGE.
A economia da cidade está assentada no turismo e na indústria têxtil. Natal é sede da segunda maior loja de departamentos do Brasil, a Riachuelo.
Natal possui diversos shopping centers, sendo os principais o Midway Mall, do Grupo Guararapes, o Natal Shopping Center, da BrMalls, o Natal Norte Shopping,o segundo maior shopping da cidade,do grupo potiguar Ecocil. Os shoppings de Natal são geralmente muito movimentados e pelo Midway Mall passam cerca de 1,8 milhão de pessoas por mês e quase 22 milhões de pessoas/ano. O segundo shopping mais movimentado é o Natal Shopping Center, onde circulam 540 mil pessoas por mês e 6,5 milhões de pessoas por ano.
Museus e Espaços de cultura
Memorial Câmara Cascudo
Museu Câmara Cascudo
Museu da Cultura Popular
Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte
Espaço Cultural Palácio Potengi
Museu de Arte Sacra
Natal está passando atualmente por um boom imobiliário nunca visto antes. A cidade se tornou um verdadeiro canteiro de obras, há prédios em construção por toda parte e o mercado de apartamentos duplex e triplex e residências de alto luxo cresce a passos largos. A alta demanda e o fato de muitos estrangeiros estarem adquirindo imóveis em Natal causou uma altíssima especulação imobiliária e comercial, fazendo com que a cidade se transformasse na capital mais cara do Norte-Nordeste em termos de aquisição de moradia.
Mesmo assim, a demanda não para de crescer, com previsão de muito mais crescimento. O mercado de “segundas residências” (pessoas compram sua segunda casa) está muito forte na capital e na Grande Natal, vários estrangeiros – principalmente europeus – respondem por pouco mais da metade de vendas de apartamentos em edifícios para morarem na capital durante a alta estação.
Em franco crescimento, a cidade começa a não mais comportar o número de veículos nas ruas, sofrendo com engarrafamentos em horários de pico ou em avenidas de grande movimentação. O caso mais problemático era o da Ponte de Igapó e, para sanar o referido, foi construída a Ponte Newton Navarro, sendo liberada para o tráfego dia 21 de novembro de 2007. Após sua liberação, um notável desafogamento do trânsito pôde ser percebido.

Praia aconchegante em Natal

5178 – Cidades Brasileiras – Nova Visçosa -BA


Nova Visçosa, extremo sul da Bahia

Nova Viçosa foi “descoberta” em 1720 pelo capitão João Domingos Monteiro atracou às margens do Rio Peruípe, e aqui fundou o nome Vila Viçosa, que mais tarde viria a ser chamada de Nova Viçosa. Depois este pequeno vilarejo foi evoluindo e se tornou distrito da cidade de Caravelas. Em 1733 foi fundada a igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição que permanece até hoje com sua estrutura preservada.
Em 1962 Nova Viçosa se emancipou e tornou-se município. Nova Viçosa possui muitas belezas naturais como o rio Peruípe e resquícios da mata atlântica preservados, suas belas prais e ilhas como Abrolhos, Barra Velha, Coroa Vermelha e etc. Além de manter alguns predios e casas nos mesmos moldes da época colonial , é uma cidade turistica muito visitada no verão faz parte da costa das baleias e teve moradores historicos como o arquiteto e escultor Zanine Caldas, o escultor Frans Krajcberg (que ali reside até hoje) e a escritora Sylvia Orthof.
Segundo as cartas náuticas de nºs 1300 e 1310, é o ponto do continente que mais se aproxima do Arquipélago de Abrolhos – a primeira reserva ecológica marinha brasileira (criada em 1983). Este arquipélago foi fonte de estudos de Charles Darwin, que esteve por lá com seu navio Beagle, por volta de 1832, quando fez registros em seu diário. Com muitas espécies endêmicas – chapadões e coral cérebro (nomes populares), o arquipélago formado por 5 ilhas, tem uma atração especial de julho a novembro de todos os anos, quando as baleias Jubartes (baleias canoras), se deslocam do Atlântico Sul para ali buscarem amamentar e reproduzir a espécie. Nesta época o Turismo de Observação aumenta a cada ano, com taxas consideradas acima da média mundial (32%). Outra atração do lugar, é a residência do artista plástico Frans Krajcberg, que mora há 35 anos no Sítio Natura, próximo à cidade, e tem seu ateliê em uma casa feita por Zanine (arquiteto de renome), em cima de um tronco de Oiti. O artista está fazendo um museu/instituto, para abrigar suas obras e de outros artistas-amigos, um legado aos visitantes da região.

Jubarte em Abrolhos

5159 – Mega Memória Paulistana – A Rua Augusta


Ex ponto de encontro de Playboys em uma cidade ainda sem Shoppings
É uma importante via arterial da cidade de São Paulo, ligando os Jardins ao centro da urbe paulista.
Desde de seu início na rua Martins Fontes com a rua Martinho Prado até o cruzamento com a avenida Paulista é uma subida, e a partir deste ponto começa a descer até o seu término na rua Colômbia, que nada mais é que uma continuação da via, com outro nome.
Atualmente, o trecho que vai do início da rua até o cruzamento com a avenida Paulista, que se localiza na região central de São Paulo, tendo a presença de boates, saunas e casas de espetáculos, sendo um dos pontos de meretrício na cidade.
Na restante da sua extensão é tomada por bancos, lojas e boutiques de alto nível, teatros, restaurantes de luxo e cinemas, possuindo um aspecto eventualmente considerado mais nobre, sofisticado e até mesmo um Shopping Center ao ceu aberto. Destacam-se as travessas: a alameda Santos, a rua Oscar Freire e a rua Estados Unidos.
As primeiras referências da rua datam de 1875, chamando-se primeiramente rua Maria Augusta, em 1897 já aparece como rua Augusta. Foi parte das terras do português Manuel Antonio Vieira, dono da Chácara do Capão desde 1880, quando abriu várias ruas no bairro da Bela Sintra, inclusive a rua da Real Grandeza, atual avenida Paulista. Resolveu abrir uma trilha, pois os caminhos eram muito íngremes, para posteriormente serem instalados bondes puxados por burros, em 1890. Apenas em 1891 com a inauguração da luz elétrica, foram movidos com eletricidade. Entre 1910 e 1912 ela foi estendida até a rua Álvaro de Carvalho, ficando oficial em 1927. Até 1942 a rua Martins Fontes fazia parte da rua Augusta. Rua Augusta aos poucos virou um grande ponto de prostituição, ocasião em que foi desmembrada (Decreto Lei n.º 153). Do lado oposto, em direção aos “Jardins”, o seu prolongamento até a rua Estados Unidos foi oficializado em 1914. O nome “Augusta”: tudo leva a crer, que o responsável pela abertura da rua, o português Mariano Antonio Vieira, não quis homenagear uma pessoa e sim aplicar algo como um título de nobreza (ou adjetivo) ao chamá-la de “rua Augusta”.
Grande parte de comércio fino de decoração se instalou na região central-ascendente, a partir da rua Marquês de Paranaguá. As casas residênciais deram lugar ao comércio de rua. Shoppings e Cinemas de categoria se instalaram frequentados pelas famílias e mais tarde pelos jovens que buscavam distração. Caminho certo rumo aos bairros dos Jardins e seus clubes, como o Club Athletico Paulistano, a Sociedade Harmonia de Tênis e o Esporte Clube Pinheiros.
A rua Augusta representou para jovens paulistanos na década de 1960 glamour e diversão. A partir da década de 1970, começou a se adaptar às mudanças, dado o pesado tráfego de automóveis e ônibus e a criação de de inúmeras galerias e centros comerciais, aliado à falta de estacionamento. Mesmo assim, os jovens continuaram a estar por lá com suas motos, carros envenenados e muito congestionamento, principalmente, entre 1976 e 1980. Havia muitas discotecas para acompanhar os “embalos de sábado à noite”, pistas de esqui no gelo, doceiras, academias de musculação e aeróbicas.
Sempre sendo atualizada desde aquela época, com a reforma do calçamento, decoração com vasos, retirada de uma parte dos postes de iluminação pública (que estavam obsoletos), colocação de carpete, estacionamento Zona Azul e subterrâneo e a construção de um bulevar e por fim a eliminação dos ônibus elétricos com as novas calçadas.

Arte na Augusta