8083 – Planeta Terra – As nuvens existem desde a origem da Terra?


O planeta era tão quente quando surgiu, há 5 bilhões de anos, que tudo o que estava ao redor dele permanecia no estado de vapor. Era impossível ter algo na forma líquida, como as gotículas que constituem as nuvens. As primeiras apareceram por volta de 2 a 3 bilhões de anos atrás e tinham uma composição bem diferente da que conhecemos hoje. Nelas não havia apenas água, pois muitos tipos de gases ainda permaneciam suspensos no ar. “Assim, as primeiras chuvas que lavaram o nosso planeta eram formadas pela mistura de vários elementos químicos”, explica Maria Assunção Faus da Silva Dias, meteorologista da Universidade de São Paulo. E, como as nuvens eram muito carregadas, não tinha chuvisco, caíam sempre tempestades. Essas, aos poucos, foram criando os rios e os oceanos.
As nuvens só apareceram 3 bilhões de anos depois da formação do planeta.
Entre 5 e 3 bilhões de anos atrás, a Terra ainda estava muito quente, o que impedia os gases suspensos no ar de se transformar em líquido.
Conforme foi esfriando, entre 3 e 2 bilhões de anos atrás, as primeiras nuvens surgiram. Além de água, tinham metano, amônia, hidrogênio, hélio e gás carbônico. Eram carregadas.
Bem mais leves, as nuvens atuais são compostas de gotículas de água e impurezas encontradas no ar, como poluição e poeira.

8082 – Sociedade – Como agem as injeções letais?


O condenado, firmemente preso a uma maca, recebe três substâncias, aplicadas no braço por via intravenosa. A primeira seringa vem recheada com uma dose altíssima de anestésico, que o deixa desacordado. Segundo um anestesiologista da Universidade de São Paulo, não dá nem para contar até dez antes de dormir. “Só essa quantidade exagerada de barbitúrico, vinte vezes maior do que a média usada em cirurgias, já pode provocar a morte por parada respiratória.” Em seguida, os executores aplicam um forte relaxante muscular, que, entre outros efeitos, paralisa o diafragma, interrompendo a respiração. O toque final é dado pelo cloreto de potássio, que pára o coração. A morte chega em cerca de 1 minuto.
Visto friamente, sem levar em conta a questão ética envolvida na pena de morte, o método de execução é eficiente. Mesmo assim, pode apresentar complicações. Entre os acidentes possíveis está a má aplicação das substâncias. Se o preso oferecer resistência e o anestésico acertar o músculo por engano, a dor será insuportável, ressalta Auller Jr. Trinta e oito Estados americanos prevêem a pena de morte em sua legislação. “Desse total, só quatro ainda utilizam a cadeira elétrica: Alabama, Geórgia, Nebraska e Flórida”, diz Tracy Snell, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Alguns também recorrem à câmara de gás. Além desses Estados americanos, mais 120 países prevêem a pena de morte em sua constituição.
Um coquetel macabro
Uma boa quantidade (5 gramas) do anestésico pentotal sódico encharca o córtex cerebral, atrapalhando o funcionamento das células responsáveis pela consciência e desacordando o preso.
Depois, são aplicados 50 mililitros de brometo de pancurônio, um relaxante muscular. Ele impede que o sinal nervoso responsável pela contração dos músculos seja transmitido. O diafragma – essencial para a respiração – deixa de funcionar.
Nessa etapa, o condenado geralmente já está morto. Mas, para garantir a execução, são injetados mais 50 mililitros de cloreto de potássio, que impedem a contração do músculo cardíaco, parando o coração.

8081 – Medicina – Eletricidade devolve força aos músculos


O aparelho é formado apenas por uma bobina minúscula e duas pontas metálicas pouco maiores que um grão de arroz, com 2 milímetros de diâmetro por 15 milímetros de comprimento. Implantado em um músculo atrofiado, as barrinhas de metal podem disparar um impulso elétrico que restitui a força ao paciente. Não precisa pilha – a energia que ativa o músculo é criada pela bobina sempre que ela capta ondas de rádio enviadas pelo médico. Para isso, usa-se um transmissor parecido com um controle remoto de tevê. Chamada de bíon, a maquininha pode revolucionar o tratamento de doentes paralisados por problemas neurológicos, diz o seu inventor, o engenheiro biomédico Gerald Loeb, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. “Basta uma série de impulsos elétricos para aumentar a massa muscular de um paciente e devolver-lhe os movimentos”.

Minielétrodo impede que os músculos atrofiem.
O bíon capta sinais de rádio enviados pelo médico e dá uma pequena descarga elétrica no músculo. Isso impede que vítimas de derrame percam os movimentos.

8080 – Zoologia – Zoológico de Gênios?


Um cavalo conseguia resolver problemas aritméticos. Em 1904 ele estava em todos os jornais da Alemanha. Ele havia sido treinado pelo dono para dar respostas batendo o casco no chão. O caso era tão espetacular que foi parar na Academia Prussiana de Ciências. Lá os cientistas descobriram que o talento do cavalo não tinha nada a ver com números. Ele conseguia perceber a expressão de alívio no rosto do dono quando chegava o número certo de batidas do casco e simplesmente parava de bater.
Até recentemente, seriam usadas palavras como instinto e coincidência para explicar tais atitudes. Mas muitos estudos atuais vem indicando que os bichos são muito menos estúpidos do que o homem imagina. Ratos planejam suas ações e outros animais trapaceiam para se dar bem.
Mas é claro que nem o mais habilidoso dos gorilas resolverá uma equação matemática.

hiena

Trapaça na Savana
As hienas mentem para se dar bem. Quando caçam em bando, uma delas sempre fica alerta à presença de concorrentes mais fortes como os leões. Se aparecer algum, ela dá um latido e o grupo foge. Mas as vezes a vigia engana as companheiras. Mesmo sem ver nenhum leão, ela soa o alarme, aí o bando se dispersa e a amiga-da-onça fica sozinha com a comida e rindo à toa.

8079 – Uma droga arrasadora


antivirus

Droga pleconaril, que combate um grupo inteiro de vírus, os picornavírus. Eles são causadores de dezenas de doenças, como alguns tipos de meningite, pólio e até o banal resfriado. A droga foi desenvolvida pelo laboratório americano ViroPharma para se encaixar na superfície do vírus.
O Pleconaril é um medicamento anti-viral, capaz de inibir in vitro a replicação do rinovirus e enterovírus. Num estudo duplamente cego parou a evolução da rinofaringite viral no 2º dia de tratamento. Porém apresentou efeitos colaterais: náuseas em 6% dos casos, contra 4% no grupo placebo e diarreia em 9% versus 7% no grupo placebo. Porém estimula enzimas tais como o cytochrome P-450 3A , que metabolizam medicamentos tais como o etinil-estradiol funcionando como um antagonista dos anticoncepcionais. Noutro estudo, este medicamento parou a infeção em 24 horas quando administrado precocemente. O seu registo foi recusado pela FDA em Agosto de 2002 pois provoca irregularidades menstruais e gravidez em mulheres sob anticoncepcionais. Em 2007 inciou-se um estudo sobre este medicamento em aerossol mas os resultados ainda não foram publicados.

8078 – Mega Byte – Chip de DNA economiza memória


O químico americano Lloyd Smith, da Universidade de Wisconsin, desenvolveu uma nova técnica para construir um chip que usa DNA em vez de circuitos de silício. Ele grudou algumas moléculas em uma placa de ouro e usou o instrumento para resolver uma conta. A tecnologia economiza memória. Enquanto os computadores tradicionais só entendem zero e um, o computador de DNA trabalha com quatro símbolos – zero, um, dois e três. Para você ter uma ideia, o número 8 para um PC se escreve 1000, ocupando quatro lugares na memória. O de DNA escreve o 8 como 20, usando só dois algarismos.

8077 – Ecologia – Um motor ajuda o outro


O Eletra 2000 realiza o desejo dos ambientalistas. Em vez de um motor convencional, daqueles que exalam monóxido de carbono aos montes, esse ônibus tem dois. Mas enquanto um funciona com combustível normal – emitindo apenas um sétimo de poluentes – o outro gera energia elétrica. Isso faz toda a diferença, pois o motor convencional trabalha só para alimentar o gerador de eletricidade, que, realmente, se encarrega de fazer o veículo andar sem deixar resíduos ou poluição. O Eletra 2000 também tem baterias que acumulam a energia excedente. Elas podem ser acionadas em ladeiras ou acelerações rápidas.

8076 – Sistema Solar – Planetas Expulsos


Sistema Solar

Essa é a descoberta inusitada que uma equipe de cientistas acaba de fazer, resolvendo um enigma da formação do Sistema Solar – calcular a que distância do Sol se formaram os planetas Urano e Netuno.
Foi o matemático francês Pierre Simon de Laplace (1749-1804) quem descobriu que o Sol e os corpos à sua volta foram feitos de gás e de poeira encontradas em nuvens pelo Cosmo. Como essas partículas se atraem por meio da gravidade, elas se concentram num volume cada vez menor e mais denso. Assim, 100 milhões de anos depois de esse processo começar, a maior parte da nuvem vira uma bola central gigante – o embrião do Sol – e o resto do material se aglomera em bolotas menores – os planetas.
A teoria de Laplace funciona bem, mas tem lacunas. Ela não explica, por exemplo, onde nasceram os planetas. Daí o entusiamo provocado em dezembro passado pelo estudo liderado pelo físico canadense Edward Thommes, da Universidade Queens, em Kensington, Canadá, publicado na revista Nature.
Mudanças radicais
Usando um supercomputador, a equipe de Thommes mostrou que Urano e Netuno surgiram perto de Saturno e de Júpiter, a cerca de 2 bilhões de quilômetros do Sol. Depois, sacudidos pelos puxões gravitacionais de Júpiter, foram expulsos do local de nascimento, iniciando uma viagem que os levou, lentamente, até as órbitas onde estão atualmente, a quase 4 bilhões de quilômetros da estrela. Uma viagenzinha de 2 bilhões de quilômetros.
Há apenas algumas décadas, a sugestão de que corpos tão grandes e pesados como os planetas poderiam mudar de órbita seria considerada absurda. Mas, depois que os cientistas começaram a empregar computadores capazes de simular a evolução de um sistema planetário, o conhecimento mudou. A máquina analisa uma montanha de dados, como a massa total de gás e poeira que serve de matéria-prima na construção dos mundos ou a atração da gravidade entre essas partículas sólidas e gasosas. Em seguida, deduz o que acontece com a nuvem à medida que passam os milênios.
As simulações eletrônicas alteraram as concepções sobre a origem dos mundos. Antes se achava que eles tinham sido criados nas órbitas que ocupam atualmente. Mas, desde o início dos anos 70, o computador passou a contar uma outra história. Ele sugeriu que os planetas surgem em grupos. Com humor, os astrônomos dão a esse movimento de astros enormes, que aparecem coletivamente e dominam a formação de planetas menores, o nome de crescimento oligárquico.

Desde o século XVIII observam-se massas de gás e poeira no céu, mas só nos anos 60 viu-se que eram criadas por estrelas velhas que explodem e espalham sua massa pelo espaço. Antes disso, as primeiras estrelas devem ter sido feitas com o hidrogênio gasoso gerado pelo Big Bang, a detonoção que criou o Universo.
Pirueta espacial
Há mais de 4,5 bilhões de anos, quando era somente uma bola incandescente no espaço, o planeta Netuno sofreu sucessivos puxões de Júpiter (que não aparece na ilustração). Como resultado, saiu de sua órbita original e foi parar onde está hoje, muito longe do Sol. Ao fundo você vê a nossa estrela-mãe ainda em formação.
O Sistema Solar nasceu de uma imensa nuvem de matéria. São partículas de gás e poeira que se atraem por meio da gravidade e ficam cada vez mais concentradas.
O ajuntamento é maior perto do centro, onde começa a surgir o Sol, como indica o ponto amarelo no centro da ilustração.
Aos poucos, o gás e a poeira também se acumulam em outras partes da nuvem, dando origem aos planetas.
A turbulência criada pelo planetão equivale às ondas que um barco faz na água.
O líquido agitado se acumula em certos pontos e, em outros, forma depressões.
O movimento do corpo celeste também gera vazios em algumas áreas enquanto amontoa poeira e gás em outras.

8075 – Terapia gênica lançada na Europa marca 60 anos da decifração da estrutura do DNA


Seis décadas depois que o americano James Watson e o britânico Francis Crick contaram vantagem num pub de Cambridge (Reino Unido), dizendo que tinham descoberto “o segredo da vida” ao decifrar a estrutura do DNA, a pesquisa sobre genética vive um momento ambíguo, no qual triunfos se misturam a uma lista de mistérios que ainda é um bocado comprida.
O aniversário de 60 anos da descoberta de Watson e Crick, publicada em 25 de abril num artigo na revista científica “Nature”, acontece no ano em que o primeiro tratamento cujo objetivo é alterar o DNA do paciente chega ao mercado dos países desenvolvidos.
Trata-se do Glybera, que usa um gene humano, carregado por um vírus, para corrigir uma rara doença metabólica, a LPLD.
A doença impede que o organismo absorva corretamente certos tipos de gordura, o que causa problemas no pâncreas. No mercado europeu, onde foi aprovado, o tratamento deverá custar cerca de US$ 1 milhão por paciente.
“É uma coisa que só dá para fazer na Europa por enquanto, porque o sistema de saúde de lá absorve esse custo”, explica Carlos Frederico Menck, biólogo do Instituto de Ciências Biomédicas da USP que estuda o uso de vírus como “entregadores” de genes terapêuticos.
Mais importante ainda, usando um sistema de cultivo em células de insetos, os criadores da terapia parecem ter resolvido outro velho problema da terapia genética: a quantidade de vetores virais necessária para se conseguir um efeito duradouro.
“Estou muito otimista em relação à perspectiva de que século 21 seja o século da terapia gênica, combinada com a terapia celular”, diz ele. “Pode ser que eu ou você não vejamos isso, mas as coisas estão caminhando –ainda que numa velocidade que é naturalmente lenta.”
É mais difícil, no entanto, pensar na aplicação generalizada desse tipo de terapia em doenças mais comuns, como o câncer, pondera Emmanuel Dias-Neto, do Laboratório de Genômica Médica do Hospital A.C. Camargo, “pelo menos no estágio atual”.
“Em geral, para uma entrega eficiente da terapia, você tem de ter acesso às células-alvo. Se temos acesso, é preferível remover o tumor, e não tratá-lo”.
Ainda sem aplicações médicas imediatas, outra área que tem ganhado força é a chamada biologia sintética. É mais do que uma versão um pouco mais complicada dos velhos organismos transgênicos: em vez de inserir um único gene de água-viva num embrião de coelho para fazê-lo brilhar no escuro, digamos, o plano é montar genomas customizados “do zero”.
“Atualmente, o maior desafio desse campo é produzir a primeira célula bacteriana sintética”, explica Igor Schneider, da UFPA. Esses organismos teriam aplicações econômicas, como a produção de plástico “verde” ou a limpeza de áreas poluídas.
Mas há quem fale em ir mais longe. George Church, da Universidade Harvard, diz que seria viável usar as técnicas da biologia sintética para alterar totalmente o genoma de um elefante moderno, digamos, para que ele se assemelhe ao de um mamute, ressuscitando espécies extintas.

terapia gênica

8074 – Física – Por que os corpos caem?


Como vimos em outros capítulos, a explicação foi dada pelo físico inglês Isaac Newton há mais de 300 anos. Consta que a inspiração lhe veio ao observar a queda de uma maçã. Se os corpos caem, deduziu ele, é porque a Terra os atrai. Tal força é chama de força gravitacional. Ele descobriu que aquela força também estava relacionada ao movimento dos planetas, além de impedir que eles se soltem em qualquer direção do Universo, por isso pode-se afirmar que a gravitação é universal.
Newton foi o 1° a formular a lei, expressando-a em termos matemáticos que podiam ser empregados em cálculos.
Enunciado:
Dois corpos quaisquer se atraem com uma força diretamente proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado de suas distâncias.
F = G m1.m2/d²
F = força de atração gravitacional
G = constante de gravitação universal
m1 e m2 = massa dos corpos
d = distância entre os corpos

8073 – Física – Massa e Peso


física

Define-se peso de um como a força exercida sobre ele pela ação gravitacional da Terra, na direção vertical e para o seu centro. Como o peso é uma força, ele produz uma aceleração que se manifesta integralmente sobre corpos quando eles caem livremente, ou seja, na ausência de atmosfera.
A aceleração da gravidade, igual para todos os corpos, é representada pela letra g. Seu valor é de 9,8m/s², próximo a superfície da Terra.
Levando-se em conta que o valor de uma força é o produto de uma massa multiplicado por uma aceleração, f = m.a, no caso particular do peso de um corpo será P = m.g, ou seja:
O peso de um corpo é o produto de sua massa pela aceleração da gravidade.
A unidade de peso no SI é a unidade de força, o Newton (N). A região do espaço onde se exerce a força de atração da Terra chama-se campo gravitacional terrestre. Seu valor é o quociente entre a força gravitacional e a massa de um corpo sobre o qual ela atua e define-se a partir da expressão de Newton:
A medida que um corpo se afasta da Terra, o valor da distância aumenta e portanto, o valor da distância aumenta e, portanto, o valor de g, diminui. Tais equações são válidas para qualquer planeta. Assim, a gravidade na superfície da Lua é:
g: G.M/R²
Onde M é a massa da Lua e R, seu raio, o valor da gravidade lunar é 1,6m/s².

8072 – Sociedade – Um Brasil Grisalho


Em 1960 vivia-se em média 52 anos. Hoje a expectativa de vida está em torno dos 70 anos. Contudo, os velhos brasileiros chegam exauridos na 3ª idade e em geral pobres, tendo como única fonte de renda as minguadas pensões. Alguns tentam voltar ao mercado de trabalho, mas esbarram em portas fechadas pelo preconceito.
A população brasileira envelheceu rapidamente nos últimos anos, hoje a probabilidade de vida é de 67/68 anos, e deverá atingir 74 anos em 2020, esperança de vida atual dos países desenvolvidos. E analisando a população brasileira, através de vários dados, é que chegamos à conclusão de que estamos nos tornando um país jovem de cabelos esbranquiçados. Todas as estatísticas demográficas do IBGE apontam para um contingente de aproximadamente 32 milhões de idosos no Brasil, por volta do ano 2025.
Os cidadãos da terceira idade, que muito contribuíram para a história do país,não podem ser relegados a segundo plano e nem serem considerados improdutivos. Devem ser aceitos e auxiliados por profissionais qualificados em recuperar e aprimorar habilidades gerais, capacidade de se relacionar, competência em variadas funções , enfim, contribuir para o bem-estar desses cidadãos em seu envelhecimento e a partir daí, leva-los a redescobrir suas possibilidades, investir em novos desafios, permitir-se a momentos de prazer, de alegria e de espontaneidade, afinal, só tornam-se idosos os preferidos pela vida.
Estes cidadãos estão na feliz idade de iniciar novos caminhos, novas conquistas, compartilhar experiências dos caminhos já percorridos. Os caminhos continuam, porém há um novo brilho de novas possibilidades, novas amizades, e novos e felizes momentos. É mais uma etapa da vida a ser cumprida, sem medos ou receios, buscando nos novos momentos os encantos e as maravilhas de haver vivido, adicionando mais vida à nova idade.

Os cidadãos da terceira idade são pessoas ricas em sabedoria, em conhecimento da vida, em amor que deram aos filhos, em abstenção a muitos prazeres em troca da doação. Eu me lembro de meu pai, que pedia à mamãe, virar os colarinhos já gastos de sua camisa para aproveitá-la mais e assim economizar para poder enfrentar as despesas da família e não faltar nada aos seus filhos. Hoje, relembrando aquele passado, reconheço o sacrifício que faziam para nos dar educação. É preciso olhar para trás e mais ainda para adiante. Os idosos precisam de toda a nossa solidariedade, apoio, proteção, diálogo e amor.
Um testamento de um idoso :
Não deixo bens, pois ao plantar sementes o solo árido as destruiu.
Não colhi frutos, pois o frio matou a plantação, e minhas mãos calejadas pelo trabalho ficaram vazias.
Deixo apenas os meus olhos, pois quando jovem eram muito bonitos, e por isso ainda são bastante expressivos. Leve-os e doe-os a alguém que poderá enxergar através dos meus sonhos.
Mas, o coração… Deixem-no enterrado em um lugar desconhecido. Não importa o lugar, nem o espaço, pois lá brotarão flores e voarão muitas borboletas coloridas, que representarão a extensão do meu amor pela vida e a confiança de que não vivi em vão, pois pintei na tela da minha vida as várias nuances do amor.

8071 – Curiosidades – Briga de galo tem fôlego de gato


Infelizmente para os galos. Uma “paixão nacional” para alguns, a crueldade com esses e outros animais sobrevive há quase um século na clandestinidade, já que tal prática foi proibida.
Para que aconteça basta ter galos de raça combatente, a rinha (uma espécie de ringue), o juiz e os apostadores. A tradição é antiga: os primeiros registros, encontrados na Índia, são do ano 1 400 a.C.. A cultura ganhou força na Grécia antiga, por estimular o espírito de combate dos guerreiros. A partir daí, se espalhou pela Europa e, depois, pelo mundo, por meio dos colonizadores. Veio ao Brasil no século 17 com os espanhóis, e ganhou adeptos. Em 1961, foi proibida pelo então presidente Jânio Quadros. Um ano depois, voltou a ser legal por ordem de Tancredo Neves. E em 1998 foi considerada crime ambiental. EUA, Argentina e Inglaterra, entre outros países, também proíbem a briga de galo.
Desde pequenos, os galos são treinados para enfrentar, sem medo, o seu adversário

Raio X
São da espécie Gallus gallus, que são mais selvagens e ariscos. As principais variações utilizadas nas rinhas são: shamo (japonês), que possui pescoço mais resistente e golpes fortes; aseel (indiano), valente e resistente; e bankivas (espanhóis e ingleses), que são mais leves na revoada e possuem penas mais fartas.
Alimentação
A dieta deve incluir proteínas e cereais. No cardápio: milho, cevada, girassol, verduras e muita água, além de suplementos vitamínicos e minerais com aminoácido, que melhoram o rendimento da ave nos treinamentos diários – que começam quando o galo completa 12 meses de idade e se intensificam até o dia da luta;
Tosa
Não é uma regra, mas muitos criadores costumam aparar as penas dos galos, principalmente quando as brigas são realizadas em locais muito quentes. É comum tosar as plumas do baixo ventre, do exterior da coxa e da parte interna das asas. Segundo os criadores, a tosa facilita massagens e o controle de parasitas;

Aposta
Existem dois tipos de apostas: a central, feita entre os proprietários dos galos, e a periférica, feita entre os apostadores. Geralmente, a aposta central é fechada antes da luta, enquanto os espectadores podem apostar entre si durante a briga. Não existe nenhum tipo de documento para validar o acordo, a aposta é selada por meio de gestos e gritos;

Juiz
É a autoridade máxima da rinha. É sua obrigação analisar os galos, controlar o tempo das lutas e definir vencedor e perdedor. O juiz também define os rounds, que sempre variam entre rinhas. A luta pode ser de dois rounds – com 20 e 25 minutos, respectivamente – ou de três rounds, somando 55 minutos – sendo os dois primeiros com 20 minutos e o último com 15 minutos;
Acessórios
Os galos também têm apetrechos: a biqueira, um bico postiço de metal que é colocado sobre o natural como proteção, e as esporas, que têm 2,5 cm de comprimento e servem como armas. Feitas de plástico, elas são fixadas sobre as esporas naturais do galo, geralmente, com esparadrapos;

Ringue
Também chamado de rinha, não tem um formato definido: pode ser quadrado, octogonal, hexagonal ou em forma circular. Eles são feitos de acordo com o terreno e as condições dos proprietários. Os mais sofisticados têm duas arenas: a maior é chamada de tambor e é onde acontecem a lutas principais; a menor, conhecida como rebolo, abriga as lutas mais acirradas;

Inscrição
É feita por ordem de chegada. Os galos são medidos e pesados pela comissão da rinha, que coloca uma anilha (uma pulseira para identificação) no tornozelo da ave. As informações são lançadas em um programa de computador que faz o emparelhamento dos galos. Assim a briga rola entre aves do mesmo tamanho e peso. Com os combates definidos, os donos dos galos combinam o preço da luta;
Resultado
No nocaute, o juiz abre uma contagem de tempo. Se a ave não se levantar durante os 10 segundos, perde a luta. O combate pode ser interrompido, caso o juiz perceba que um dos galos está sem condições de continuar – é o nocaute técnico. Se um galo parar de lutar, ele perde por desistência. O empate ocorre quando não houver decisão no tempo regular da briga;

Tecno galo
Na Tailândia as rinhas são mais sofisticadas. Os galos usam sensores nos pés, enviando sinais para um painel que faz a contagem eletrônica de pontos;

• Com a ilegalidade, organizar rinhas improvisadas em celeiros é comum. A estrutura é temporária e pode ser removida rapidamente
• A taxa de inscrição do galo em uma rinha pode variar de R$ 100 a R$ 500
• Após cada seção de exercícios, a ave recebe massagens com loções
• As esporas são fornecidas pela própria rinha, para que as aves lutem com as mesmas armas
• No nocaute, o treinador pode ajudar a reanimar o galo durante a contagem

Treinamento
A preparação do galo pode durar de 30 a 90 dias, dependendo do rendimento. O treino inclui, basicamente, três exercícios:

Bater asa
Com as batidas de asa, o galo trabalha os músculos peitorais e aumenta a capacidade respiratória
A mesa giratória trabalha os músculos da coxas. A rotação aumenta gradualmente
Impulsionar o galo para cima exercita asas e coxa. A altura do salto aumenta de acordo com a evolução

8070 – Por que o navio flutua?


Navio de guerra

Porque o navio é mais leve que a água. Absurdo? Em parte, sim. O problema é que ninguém aceita muito bem essa explicação tão simplista. Afinal, todo mundo sabe que um punhado do aço inox que forma a carcaça de qualquer barco pesa muito mais que o mesmo punhado de água. Onde está o segredo, então? Está no tamanho do navio, e não no seu peso. Para entender isso melhor, vamos usar uma pessoa como exemplo. Imagine se ela resolve dar uma de messias e tenta andar sobre a água. Não vai funcionar, claro, e ela acabará afundando. Mas essa mesma pessoa, deitada, e não em pé na água, consegue boiar sem grandes problemas. E o peso do corpo é exatamente igual nas duas situações. A diferença está na concentração desse peso. No primeiro exemplo, ele fica todo concentrado nos pés da pessoa. Já no segundo é distribuído por toda a área do corpo. Aí, é como se você ficasse mais leve, pelo menos do ponto de vista da água que o ampara. Para os barcos, vale exatamente a mesma regra.
O segredo de tudo isso está na quantidade de água deslocada por cada material, seja o corpo de uma pessoa ou um navio. Se o volume de um material – o espaço ocupado por sua massa – for grande, mais água será tirada do lugar, certo? E o líquido reage tentando ocupar novamente esse espaço. Quanto mais água é tirada do lugar, maior é a reação. Essa força contrária é que tem o poder de sustentar um material volumoso mergulhado na água. “É justamente seu volume que permite isso”, diz um engenheiro naval da Universidade de São Paulo (USP). Se o volume for bem razoável, a quantidade de líquido deslocado por ele terá poder suficiente para manter um corpo de peso enorme flutuando. É esse princípio que está por trás da navegabilidade de todos os barcos desenvolvidos pelo homem, das primeiras e relativamente leves galeras do Egito antigo aos modernos porta-aviões nucleares, verdadeiras máquinas navais de guerra, que podem pesar aproximadamente 100 mil toneladas.

Como os barcos evoluíram nos últimos 5 mil anos:
Movidas por dezenas de remadores, às vezes auxiliados por uma vela rudimentar, as galeras foram os barcos mais importantes da Antiguidade. Versões primitivas começaram a surgir por volta do ano 3000 a.C., no Egito. Eram usadas no comércio e, principalmente, na guerra, por serem mais manobráveis que barcos movidos apenas a vela. Só desapareceram de vez no século 16 da era cristã.

O uso de velas paralelas ao casco, capazes de aproveitar os ventos laterais como propulsão, deu autonomia aos barcos, permitindo viagens mais longas. Navios mercantes leves, como as caravelas portuguesas, com 60 toneladas e 20 metros de comprimento, podiam ir da Europa à América em um mês. Nas guerras, reinavam os galeões espanhóis, alguns com mais de 700 toneladas.
Na segunda metade do século 18, estrearam os barcos com motores movidos a vapor. Os primeiros, lentos e com pás giratórias, ficaram famosos ao cruzar o rio Mississipi, nos Estados Unidos. O primeiro transatlântico assim surgiu em 1838, na Inglaterra. Como essas embarcações eram pesadas demais para a madeira, surgiram os cascos de ferro. Por volta de 1860, as rodas com pás foram trocadas por hélices.
Os primeiros porta-aviões surgiram na década de 1920. Durante a Segunda Guerra (1939-1945), eles se consolidaram como os mais temidos navios de combate. Mas a grande revolução tecnológica veio mesmo nos anos 60, com a estréia dos porta-aviões nucleares. Movidos por reatores, eles não precisam parar para reabastecer. Uma máquina moderna dessas carrega em torno de 70 aeronaves.
Com o comércio crescendo entre países distantes, foi preciso aumentar a velocidade das embarcações. Por isso surgiram as escunas, barcos com casco estreito, para diminuir o atrito com a água, e velas muito grandes. Navios assim, principalmente os ingleses e os americanos, batiam recordes sem parar. Um deles foi de Boston, nos Estados Unidos, a Liverpool, na Inglaterra, em apenas 12 dias.
A água deslocada pela embarcação irá sustentá-la.
Se um barco tem mil toneladas, seu volume tem que ser grande o suficiente para deslocar o mesmo peso de água. O líquido reagirá então com uma força equivalente às mil toneladas, só que na direção oposta à do peso do navio. Essa força de sustentação contrária equilibra as coisas e faz o barco flutuar.

8069 – Medicina – Como se formam os cálulos biliares


É um processo semelhante ao da formação de pérolas, que se consolidam em torno de grão de areia dentro das ostras. Começam com pequenos objetos, como bactérias, imitando a vesícula.
Cálculos biliares são pequenas pedras que se formam na vesícula biliar, órgão localizado no lobo inferior direito do fígado onde a bile se concentra e de onde é lançada sob a influência de um hormônio intestinal.
A bile produzida no fígado consiste na mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos. Alguns deles se alojam na vesícula biliar e não causam sintomas. Outros ficam presos no duto biliar e bloqueiam o fluxo da bile para o intestino. Essa obstrução provoca a cólica biliar que se caracteriza por dor intensa no lado direito superior do abdome ou nas costas, na região entre as omoplatas.
A crise de cólica persiste enquanto a pedra permanecer no duto. No entanto, muitas podem voltar para a vesícula ou ser empurradas para o intestino. Quando isso ocorre, a crise dolorosa diminui.
Sintomas
Alguns cálculos na vesícula podem ser assintomáticos, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdome que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas. A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre, náuseas e vômitos.
Causas
Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula. Alguns fatores que aumentam o risco são:
* Dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras;
* Vida sedentária que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol);
* Diabetes;
* Obesidade;
* Hipertensão (pressão alta);
* Fumo;
* Uso prolongado de anticoncepcionais;
* Elevação do nível de estrogênio o que explica a incidência maior de cálculos biliares nas mulheres;
* Predisposição genética.
Tratamento
O tratamento pode ser feito à base de medicamentos que diluem o cálculo se ele for constituído apenas por colesterol. Nos outros casos, a cirurgia por laparoscopia, que requer poucos dias de internação hospitalar, é a conduta mais indicada. Tratamento por ondas de choque para fragmentar o cálculo representa também uma possibilidade terapêutica.
Recomendações
* Faça uma dieta rica em fibras e com pouca gordura. Alimentos gordurosos podem elevar o nível do colesterol;
* Procure manter o peso ideal para seu tipo físico. Isso ajuda a controlar o nível do colesterol e a prevenir diabetes e hipertensão;
* Largue o cigarro;
* Discuta com seu médico a conveniência de tomar pílulas anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal, se você tem histórico familiar de cálculo na vesícula.
Consulte um médico se os sintomas dolorosos de cálculo biliar se manifestarem e, especialmente, se forem seguidos de febre, náuseas e vômitos.

8068 – História da Discoteca – Chic & Cia


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A historia do Chic começa em 1970 quando Nile Rodgers e Bernard Edwards se conhecem a acabam por formar uma banda de rock chamada The Boys que posteriormente mudou o nome para Big Apple, mas foram impedidos pelo fato de serem negros, então em 1976 eles se juntam ao ex-percussionista das bandas Labelle e Ecstacy, Passion & Pain Tony Thompson e começam a tocar inicialmente como um trio. Mas a banda precisava de um vocalista, e no mesmo ano Norma Jean entra na banda, e juntos em 1977 lançam o álbum de estréia  que foi puro sucesso trazendo canções disco como Dance Dance Dance (Yowsah Yowsah Yowsah) e Everybory Dance, o álbum rendeu a banda logo de cara um disco de ouro. Logo após o disco de estréia Nile e Bernard (os cabeças da banda) começam a preparar o disco solo de Norma, o disco foi lançado no mesmo ano com o nome de Norma Jean e trouxe o sucesso dançante Saturday. Ao sair da banda Norma indicou sua amiga Luci Martin para ser a nova vocalista, mas antes de sair da banda Norma participau do histórico disco We Are Family, do quarteto Sister Sledge, que era produzido por Nile e Bernard. Com a saída de Norma, Luci Martin foi admitida na banda, mas não como vocalista e sim como back up, pois a vocalista Alfa Anderson que havia trabalha com a banda no disco de estréia ganhou o honrado posto.
No mesmo ano de 78 a banda já com Alfa nos vocais lança um obra-prima da Disco Music, o álbum C’est Chic que ganha o disco duplo de platina e traz inesquecíveis canções como I Want Your Love e a imortal Le Freak (maior Hit da banda), o sucesso foi tanto que ate hoje o disco é o mais vendido da gravadora Atlantic (hoje Warner) com quase 7 milhões de copias na época. No ano seguinte 1979 mais um imenso sucesso, o álbum Risque que trouxe átona canções eternas como My Feet Keep Dancing, My Forbidden Lover e a grandiosa Good Times que influenciou a maioria das bandas de disco e funk da época, alem de ter servido como base para as primeiras musicas de Hip Hop.
Arranjos como estes nunca mais…!
O chic é considerada a maior e melhor banda de Disco de todos os tempos, fora seus álbuns, Nile e Bernard produziram artistas como Sister Sledge, Sheila B. Devotion, Madonna, David Bowie’s e Dianna Ross. Alem de influenciarem banda como The Smiths, e Sugar Hill Gang’s. Madonna em especial de os seus hits Holiday, Into To The Groove, Like A Virge e Erótica a dupla Nile e Bernard, alem da banda Change ser considera (Chic Jr). Nos anos’80 com a queda da Disco Music a banda lutou para manter musicas nas paradas e fazer com que seus álbuns vendesem; o fraco sucesso e as baixas vendas levaram ao fim da banda em 1985. Porém, em 1992 a banda se juntou novamente e lançam o álbum Chic-Ism com a canção Chic Mystique, aclamada por publico e critica levando a banda a uma nova turnê mundial como nos velhos tempos. No mesmo ano Nile recebeu o titulo de Top Productor World, foi incluído no hall da fama dos compositores, mas infelizmente no dia 18 de abril de 1996 seu eterno parcero Bernard Edwards morreu vitima de pneumonia aos 43 anos, mesmo sem ele o Chic continuou com os shows, em 2003 foi a vez de Thompson, vitima de câncer nos rins no dia 12 de novembro de 2003 aos 48 anos.

8067 – Planeta Terra – Futuro Sombrio


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☻ Mega Cronologia

6 milhões de anos atrás
A linhagem evolutiva que levaria ao ser humano diverge da de seus primos mais próximos, os chimpanzés.
200 mil anos atrás
Depois do surgimento de várias formas intermediárias, como os australopitecos e o Homo erectus, aparecem os primeiros fósseis do homem moderno (Homo sapiens), com a anatomia atual, na África. Nessa época, o H. erectus ainda não estava extinto, assim como os neandertais, primos da humanidade com nível similar de inteligência.
6 mil anos atrás
A escrita começa a ser desenvolvida na Mesopotâmia, permitindo o registro histórico. Depois do desenvolvimento da agricultura, é a mais revolucionária tecnologia do homem para perpetuar sua existência e suas tradições.
Hoje
Mais um grande evento de extinção de espécies se abate sobre a Terra. A contagem final da matança ainda não foi concluída, mas sabe-se que a cada dia novas espécies são extintas. As razões são a ação humana com a destruição de ecossistemas e a mudança climática causada pela emissão de gases estufa.
Nos próximos 50 milhões de anos
Estima-se que um asteroide de grande porte, como o que extinguiu os dinossauros, colida com a Terra a cada 100 milhões de anos, aproximadamente. É de supor que a próxima colisão do tipo aconteça entre hoje e os próximos 50 milhões de anos. Caso não tenhamos tecnologia para prever e evitar essa catástrofe, pode bem ser o fim da civilização.
Entre 1 e 2 bilhões de anos
O Sol paulatinamente aumenta seu brilho. Hoje estamos numa posição privilegiada do Sistema Solar, em que sua radiação chega a nós na medida certa, sem nos fritar. Contudo, daqui a 1 bilhão de anos, o nível de radiação será tal que os oceanos todos começarão a evaporar. A atmosfera ficará tão densa que causará um efeito estufa descontrolado. A Terra ficará semelhante a Vênus, com temperaturas acima dos 400 ºC. A vida será extinta.

Em 3 bilhões de anos
A galáxia de Andrômeda, nossa vizinha, e a Via Láctea entram em colisão. Será um zum-zum-zum danado de estrelas, numa dança gravitacional imprevisível. Colisões entre estrelas são muito raras, mesmo em eventos assim, de modo que o Sol provavelmente sobreviverá à fusão galáctica. Contudo, é possível que isso desestabilize o sistema solar, com estrelas passando de raspão e desgarrando seus planetas. Se a Terra resistirá ao processo, ninguém sabe – possivelmente sim.
Em 5 bilhões de anos
Estrelas como o Sol (anãs amarelas tipo G) costumam ter combustível para queimar durante cerca de 10 bilhões de anos. Depois disso, o hidrogênio no núcleo se esgota e ela precisa usar outros elementos na fusão nuclear. Essa “escalada” faz com que ela se torne uma gigante vermelha – estrela velha, fria, mas extremamente inchada. Sua atmosfera vai roçar a órbita da Terra e, provavelmente, engolfá-la. Provavelmente será esse o fim do nosso planeta.
Em 6 bilhões de anos
Depois de “soprar” boa parte de sua massa (a atmosfera) como gigante vermelha, quando não houver mais energia suficiente para produzir a fusão dos elementos mais pesados, o núcleo solar será tudo que restará – uma anã branca. O calor remanescente aos poucos irá se dissipando no espaço. Mesmo que a Terra sobreviva à fase de gigante vermelha (a essa altura sem atmosfera), sem o poder do Sol para aquecê-la, ela se tornará mais inóspita que Plutão.
Em 1 quatrilhão de anos
O calor solar terá se esvaído, transformando a anã branca que restou do Sol numa anã negra – isso se antes ele e o sistema solar já não tiverem sido engolidos por um buraco negro, em meio às andanças em órbita da galáxia que resultará da colisão da Via Láctea com Andrômeda. O quê, de certa forma, espelha o fim do Universo, conforme prossegue em sua expansão acelerada. Ao final, só restarão buracos negros e rochas geladas. Um destino desanimador para o Cosmo, outrora cheio de vida.

8066 – Planeta Terra – O fim do campo magnético


Uma das coisas mais sensacionais a respeito do nosso planeta é a maneira como seu interior liquefeito o transforma numa espécie de gigantesco eletroímã. Mais ou menos como acontece dentro de uma panela em ebulição, os metais derretidos no coração da Terra circulam por convecção, o que leva ao surgimento de correntes elétricas (por causa dos elétrons em movimento no metal) e, com base nelas, ao nascimento de um campo magnético.
Tal campo é parte importante da armadura protetora do nosso planeta diante das ameaças do espaço, e sua orientação em relação ao eixo da Terra é responsável por determinar o “norte magnético” apontado pelas bússolas. O problema é que, de tempos em tempos, esse campo enfraquece antes de inverter sua orientação – e talvez suma totalmente nesses momentos, deixando-nos bem mais vulneráveis.
Como diabos é possível saber que, no passado distante, algo tão aparentemente imaterial quanto um campo magnético mudou sua orientação? Graças às rochas vulcânicas. Materiais desse tipo contêm quantidades apreciáveis de elementos como o ferro, o qual, como sabemos, responde com facilidade a um campo magnético. Conforme essas rochas vão se solidificando após deixar o interior tórrido da crosta terrestre, o ferro (e outros elementos) em sua composição acabam ficando alinhados, seguindo a orientação do campo magnético.
A questão é que, conforme rochas vulcânicas mais e mais antigas eram estudadas, os geólogos passaram a verificar que essa orientação às vezes estava invertida. Na verdade, hoje se sabe que a atual orientação do campo magnético terrestre tem “apenas” 780 mil anos e que, quanto mais se recua no tempo, mais reversões aparecem, ocorrendo num ritmo aparentemente aleatório.
O que parece acontecer é que os movimentos de material líquido no interior da Terra são inerentemente caóticos, e isso às vezes acaba levando ao enfraquecimento e à subsequente reversão da polaridade do campo magnético. E é aí que mora o perigo.
A boa notícia é que os estudos sobre as reversões de polaridade anteriores indicam que o campo magnético nunca some totalmente antes de se inverter.
O campo magnético funciona como uma barreira importante para partículas de alta energia que chegam até nós vindas do espaço, como os raios cósmicos, que são cancerígenos. Com seu enfraquecimento, a Terra seria bombardeada por um nível elevado dessas partículas, talvez resultando numa epidemia de câncer. Se o campo magnético sumisse totalmente, até a densidade da atmosfera poderia ser afetada.

8065 – Sociedade – O Aborto


A expressão “aborto” se caracteriza pela morte do embrião ou feto, que pode ser espontânea ou provocada. Anomalias cromossômicas, infecções, choques mecânicos, fatores emocionais, intoxicação química acidental, dentre outros, podem ser considerados como sendo exemplos desse primeiro caso, que ocorre em aproximadamente 25% das gestações. Ele é caracterizado pelo término da gravidez de menos de 20 semanas, sendo o sangramento vaginal um forte indício de sua ocorrência. Mais de 50% dessas situações diz respeito a alterações genéticas no embrião.
Abortos provocados consistem na interrupção intencional da gestação. Quanto a isso, acredita-se que ocorram aproximadamente 50 milhões desse tipo de caso em todo o mundo, sendo a Romênia a campeã em número de abortos por habitantes.
Nas clínicas, os métodos mais empregados são a sucção, dilatação, curetagem e injeção salina, sendo esta considerada uma prática segura, desde que seja feita nas primeiras semanas de gestação, e praticada por equipe qualificada. Como pesquisas recentes sugerem que fetos são capazes de sentir dor, embora bem menos intensa, a partir da décima sétima semana de vida, estuda-se a possibilidade de aplicação de anestesias em fetos dessa idade em diante.
Em nosso país, exceto em casos de estupro, ou quando a mãe corre risco de vida (aborto sentimental, moral ou piedoso; e aborto terapêutico, respectivamente), este ato é proibido por lei. Existe, entretanto, uma situação em que o aborto pode ser concedido legalmente, sendo relativo à gestação de feto com graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais, como anencefalia; desde que haja o consentimento do pai, e atestado de pelo menos dois médicos.
Apesar da reconhecida ilegalidade de outras práticas além das citadas, é sabido que muitas mulheres recorrem ao aborto utilizando-se de métodos caseiros; ou mesmo por atendimento em clínicas clandestinas. Deste ato, um número considerável destas sofre complicações, como hemorragias, infecções, perfurações abdominais, podendo desencadear em infertilidade, ou mesmo óbito (é uma das maiores causas de mortalidade materna); sendo por isso reconhecido como um problema sério de saúde pública.
Discussões sobre essa temática são, geralmente, polêmicas, já que é um assunto complexo e delicado. Argumentos como a interrupção da vida de um ser inocente frente à irresponsabilidade de sua genitora de um lado, versus a integridade do filho e da própria mãe diante de uma maternidade não desejada, são sempre pontuados.
Opiniões pessoais à parte, é fato que a educação sexual e a promoção de atendimento médico mais acessível, incluindo aí o acompanhamento familiar e psicológico, podem ser capazes de contornar consideravelmente essa questão.

8064 – Microbiologia – Bactérias que comem lixo


Bactérias que se alimentam de enxofre podem ser a solução para a contaminação causada pelas pilhas alcalinas usadas, afirmam cientistas da Universidade Nacional de San Martín.
Os pesquisadores desenvolveram um reator experimental depois de isolar a bactéria Acidithiobacilus thiooxidans, que habita as austrais termas de Copahue, na província de Neuquén, já utilizada com êxito na metalurgia do cobre e do ouro. Os cientistas colocaram as bactérias no reator com pilhas usadas. Após um período, os microorganismos transformaram o enxofre em ácido sulfúrico, que dissolveu completamente as bactérias.
Os restos metálicos podem ser recuperados através de técnicas de eletrólise. O reator funciona bem e poderia ser utilizado em grande escala por seu baixo custo e escasso impacto ambiental, disse o biotecnologista Gustavo Curutuchet, da Universidade de San Martín.
Os cientistas já desenvolvem, há anos, bactérias que degradam lixo tóxico, orgânico e hospitalar – mas nenhuma delas, até agora, podia trabalhar em ambientes altamente radioativos. As bactérias sempre sucumbiam diante a radiação. Michael Daly, um biólogo molecular da University of the Health Sciences, em Maryland, produziu uma superbactéria – Deinococcus radiodurans – que pode desentoxicar mercúrio em níveis de radiação suficientemente altos para matar qualquer outra bactéria.
Bactérias que “comem lixo” combatem mau cheiro de bueiros
A Prefeitura de Curitiba está usando bactérias na limpeza de galerias e caixas de captação de águas pluviais nas principais ruas do Centro. As bactérias carregam enzimas que eliminam o material orgânico em decomposição.
A intenção é limpar a rede de captação de águas pluviais da região central e encontrar os pontos de despejos de esgoto clandestino e de emissão de material orgânico, causadores do mau cheiro.
A limpeza dos bueiros começou pelos locais onde há grande número de reclamações e depois se estenderá para outros pontos da região central. “Por causa da decomposição de material orgânico, jogado irregularmente na rede de captação de chuvas, o mau cheiro obriga comerciantes e taxistas a cobrirem os bueiros”.
Apesar de ser uma região de urbanização antiga, ainda há pontos de esgotos irregulares no centro de Curitiba. “É preciso descobrir quem polui a rede da Prefeitura e transferir as ligações clandestinas para a rede de esgoto da Sanepar”, diz o secretário municipal de Obras Públicas, Mário Tookuni. A Sanepar trabalhará em parceria com o Município.
Para fazer a limpeza, foi contratada a empresa Águas Puras – Tecnologia para o Meio Ambiente. Há 10 anos no mercado, a empresa usará uma bactéria especial, que carrega enzimas capazes de “comer” o material orgânico em decomposição. Ao serem lançadas na rede de captação de águas pluviais, as enzimas agem por 36 horas, morrendo após este período.
“O produto é aplicado há 40 anos nos Estados Unidos e é ambientalmente seguro. Estas enzimas têm a aprovação dos órgãos ambientais municipal, estadual e federal”, afirma o diretor da empresa, José Marcelo Silva de Carvalho. As equipes vão fazer o trabalho à noite, durante todo o mês de agosto, para não prejudicar o trânsito e o tráfego de pedestres.