7998 – O Satélite COBE


cobesatellite

O Cosmic Background Explorer (COBE ou Explorador do Fundo Cósmico), também referenciado como Explorer 66, foi o primeiro satélite construído dedicado à cosmologia. Seu objetivo era investigar a radiação cósmica de fundo do universo e fornecer medidas que pudessem ajudar na compreensão do cosmos. Foi lançado em 1989.
Concebido desde a década de 1970, o COBE deveria ter sido lançado pelo Space Shuttle. A explosão do Challenger, em 1986, motivou a suspensão do programa espacial nos Estados Unidos e o lançamento do COBE aconteceu apenas em 1989. “Neste intervalo de tempo alguns dos instrumentos do COBE foram lançados em balão estratosférico a partir do Brasil, conseguindo mesmo observar uma boa parte do céu e providenciando os necessários testes experimentais”.
As descobertas do Satélite COBE foram muitas, entre as principais, se destaca a descoberta de um universo bastante isotrópico e que a matéria tambem teve um inicio, ou seja, ela nao existia desde sempre. De acordo com o Comitê do Prêmio Nobel, “o projeto pode também ser considerado como o ponto de partida para a cosmologia como uma ciência precisa”.
Os dois principais investigadores do COBE, George Smoot e John Mather, receberam o Prêmio Nobel de Física em 2006. Os cientistas anunciaram que o COBE proporcionou fortes indicações, até então, da exatidão da teoria da criação do universo conhecida como a teoria do big bang. As observações do COBE revelaram que o universo tinha a mesma temperatura em todos os comprimentos de onda observados e em todas as direções.

7997 – Deu a louca no torpedo…


Torpedo computadorizado se perde e faz feio no frio

Pesquisadores da Tasmânia tentaram usar um torpedo equipado com um computador para saber com precisão a espessura do gelo nos mares antárticos. Como a temperatura era muito baixa, os pesquisadores perderam o rumo do torpedo.

A ideia até que era boa: aproveitar um torpedo aposentado em um missa científica. Foi o que tentaram os pesquisadores do Instituto de Estudos Antárticos da Tasmânia. A arma foi comprada da Marinha australiana por irrisórios 115 dólares. E recheada com computador e um sonar. A intenção era medir a espessura do gelo nos mates antárticos, o que normalmente requer várias viagens de navios quebra-gelo a diversos pontos da calota.
Eles só não esperavam que o torpedo enlouquecesse ao entrar em contato com águas gelada: o sistema de correção de curso falhou e as ondas acabaram por levá-lo para o lado errado. Como se isso não bastasse, o frio de 20º graus C negativos fez parar de funcionar o rastreador do navio oceanográfico Aurora Australis e os cientistas perderam o rumo do torpedo. Apesar do prejuízo de 25.000 dólares (esse foi o preço do equipamento acoplado ao torpedo) o diretor do Instituto, Garth Paltridge, comentou: “Um dos objetivos era testar se funcionaria em um ambiente tão hostil. Nesse ponto, o exercício foi perfeito”.

7996 – Missão Marte – O Fracasso da Sonda Mars Observer


…Não sepultou a Missão Marte
Pacíficos, sábios admiradores da harmonia da vida, os últimos marcianos apegam-se desesperadamente aos derradeiros momentos de sua existência. Surpreendidos pela chegada de visitantes ao seu planeta, escondem-se em cavernas ou montanhas distantes, tentando preservar sua civilização antiqüíssima. Nada disso, é claro, estava nos planos dos cientistas que organizaram o vôo da nave americana Mars Observer, desaparecida no espaço pouco antes de fazer sua primeira órbita em torno do planeta vermelho. Mas uma de suas metas era realmente procurar vestígios de marcianos que viveram bilhões de anos atrás.
Eles dificilmente estarão vivos, e mesmo que algum dia tenham existido, nunca tiveram uma civilização. Ainda assim, a malsinada viagem da Mars Observer deixou um sentimento de frustração comparável ao que transmite a história do primeiro parágrafo — enredo da novela As crônicas marcianas, do americano Ray Bradbury, clássica obra-prima da ficção científica. O sentimento é ainda mais forte porque os marcianos reais, caso existam, também são remanescentes de outras eras e fazem milagres para sobreviver num dos mais secos e gélidos ambientes em que se pode conceber a vida.
A lúcida proposta de McKay é que os habitantes de Marte devem ser parecidos com as algas e os liquens que conseguiram se adaptar ao interior do continente antártico, escondidos do frio e da falta de água alguns centímetros abaixo da superfície hostil. “Os nichos do subsolo podem ter preservado a vida muito depois de as condições da superfície terem se tornado inóspitas.” Como na Terra, aquelas minúsculas e primitivas formas vegetais podem ter se desenvolvido há bilhões de anos, quando Marte ainda não era um mundo tão frígido e havia água corrente em sua superfície.
Mais tarde, depois que o planeta perdeu a atmosfera e esfriou, seus organismos podem ter tomado dois rumos: extinção ou adaptação às terríveis condições prevalecentes. Desde 1980, McKay procura elementos para reforçar essa tese. Para isso, ele pesquisa a vida em ambientes análogos aos de Marte, seja nos vales secos da Antártida, ou, mais recentemente, nas regiões árticas da Sibéria. Seu objetivo atual, em termos bem amplos, é investigar se a vida é fruto da própria evolução do sistema solar — em vez de um mero acaso na história da Terra.
O mais importante deles é a camâra de alta resolução, capaz de ver detalhes menores que 250 metros na superfície. Ela teria ampliado formas suspeitas, bem visíveis na face de Marte, que lembram o leito seco de antigos rios ou lagos. “Nosso trabalho na Antártida sugere que os lagos marcianos seriam locais perfeitos para caçar fósseis”, explica McKay. “Lagos cobertos de gelo poderiam ter servido de abrigo para a vida muito depois de o resto da superfície ter se tornado desabitado. Além disso, enterrados sob os sedimentos do fundo de um lago, os fósseis ficariam preservados em ótimas condições.”
Mas a grande imagem da câmara seria a de um vulcão ativo. Ela provaria que em Marte há calor para derreter gelo da superfície e gerar água corrente, e assim sustentar alguma forma de vida. Nesse caso, um segundo instrumento-chave poderia ter entrado em ação: o chamado espectrômetro de emissão de calor, por meio do qual se poderia medir a temperatura do próprio solo. Mais do que isso, ele era capaz de analisar minerais, em eventuais pontos quentes do planeta, e assim verificar se contêm compostos comumente associados a água líquida, como carbonatos, nitratos e outras. O espectrômetro também poderia detectar substâncias ricas em energia química — uma alternativa salvadora à energia luminosa.
A hipótese vigente é que eles vomitaram lava durante 4 bilhões de anos e depois se apagaram. Mas, se ainda estavam ativos há 200 milhões de anos, como sugere o meteorito Shergotty, é razoável supor que o planeta não esteja geologicamente morto. É bom lembrar que a Mars Observer, além dos instrumentos adequados, teria tido tempo bastante para bisbilhotar o menor sinal de vulcanismo. Sua meta era circundar o planeta durante os 687 dias (terrestres) que compõem o ano marciano e vigiar bem de perto o clima do planeta. A começar pelas gigantescas tempestades de areia e pelo vapor de água que se supõe fluir no finíssimo ar, composto basicamente de gás carbônico.
Marte poderia até entrar para o horário nobre da televisão, pois a nave enviaria uma previsão diária de seu tempo — tal como se faz para as cidades e regiões mais importantes da Terra. Embora Marte seja bem conhecido, comparado aos outros planetas, apenas 15% de sua superfície é conhecida em detalhes menores que 250 metros. A Mars Observer deveria ampliar a porcentagem para 100%. A importância da missão pode ser avaliada pela frase do americano James Pollack, um dos mais respeitados cientistas planetários, que antes de a nave se perder antecipou grandes mudanças nas idéias sobre Marte: “Eu ficaria desapontado se isso não ocorrer”.
O desapontamento foi muito maior, pois se deveu ao fracasso total da experiência, e atinge com mais força os 100 pesquisadores que planejaram a missão, durante a década passada, e outros 500 que estariam envolvidos na análise dos seus dados, como relata a revista Science, da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência. A indignação é tanta, na verdade, que talvez o estudo de Marte seja retomado — uma possibilidade distante, mas não descartável. “Eu não estou triste, estou furioso”, explodiu Michael Malin, chefe da equipe que devia operar a câmara de alta resolução.

Imaginários caçadores de naves
Diz a revista inglesa The Economist que a história começou em 1964, quando a sonda soviética Zond 2 tomou o mesmo destino da antecessora Mars 1, dois anos antes, e sumiu nas cercanias de Marte. Nessa época, o americano John Cassini preparava o vôo Mariner 4, e, talvez para aliviar a própria tensão, inventou que o culpado era o Grande Ghoul Cósmico, referência a um monstro da mitologia britânica. Desde então, o Ghoul teria feito outras vítimas até chegar à Mars Observer. Puro sarcasmo, claro. Sua graça decorre da idéia implausível, para dizer o mínimo, de que a Mars Observer teria sido perdida de propósito — para evitar que revelasse uma civilização alienígena supostamente estabelecida em Marte. Sugestão parecida, lembra The Economist, foi feita sobre a nave russa Fobos: a última foto tirada por ela mostraria “algo” tentando alcançá-la. Sarcasmo e excesso de imaginação à parte, o mais provável é que cortes de orçamento e outros problemas administrativos estejam produzindo mais erros do que se poderia esperar. Quem duvida, basta ver a lista da revista americana Science, que contém os desastres americanos apenas no mês em que a Mars Observer emudeceu: três satélites espiões explodiram com o foguete Titan IV, cujo motor já negou fogo duas vezes depois disso; um satélite meteorológico NOAA emudeceu em órbita; o ônibus espacial falhou em três lançamentos sucessivos; e, como resultado do atraso, o telescópio orbital ORFEUS não poderá estudar o mais brilhante dos astros conhecidos como quasares, o 3C 273.

Marte na Terra
O biólogo brasileiro Antônio Batista Pereira não é especialista em assuntos de Marte — mas estuda as criaturas que mais se assemelham aos possíveis marcianos. Veterano de quatro expedições à Antártida, ele conhece bem as áridas paisagens que as chamadas algas criobiontes adotaram como lar — onde a temperatura média anda sempre em torno dos 35 graus negativos e, o que é pior, caem menos de 5 centímetros de água anualmente, três vezes menos que no Deserto do Saara. Ou seja, se existe na Terra um lugar tão hostil para a vida quanto Marte, esse lugar é o interior da Antártida. Portanto, se os marcianos existiram algum dia, eles devem ter se parecido com aquelas algas, primitivas formas vegetais. “Não é absurdo cogitar que Marte tenha sido habitado por algas”, concorda Pereira, que trabalha na Universidade de Santa Cruz do Sul, RS. Ele explica que as criobiontes antárticas não são simples sobreviventes, mas um sucesso evolutivo, pois agrupam nada menos que 460 espécies diferentes. Alojadas alguns centímetros abaixo da superfície, elas usam o gelo como um cobertor, capaz de impedir a entrada do ar gelado, enquanto retém o constante fluxo de calor vindo das entranhas da Terra. Nesse nicho, a temperatura é razoavelmente confortável e poucas vezes cai abaixo de 1 grau negativo. Marte, como qualquer outro planeta, deve ter vísceras quentes, e é possível que, sob a gélida superfície, se encontrem primitivas plantinhas.

A idéia de que Marte já abrigou alguma forma de vida deve-se à hipótese de esse planeta, no passado, não ter sido tão diferente da Terra quanto é hoje. A chave dessa semelhança é o gás carbônico: há cerca de 4 bilhões de anos, ele teria retido calor em quantidade suficiente para que a água fluísse como um líquido na superfície marciana. Foi assim, até onde se sabe, que a vida surgiu na Terra, e é razoável supor que o mesmo tenha acontecido no planeta vermelho. Essa tese pode ser melhor visualizada com ajuda dos gráficos que, no alto e no pé desta página, comparam a evolução dos dois mundos. Publicados pela revista americana Astronomy de setembro passado, eles ilustram, não por acaso, um artigo do cientista planetário Christopher McKay sobre as condições necessárias para que a vida surgisse no planeta vermelho. O pesquisador explica que o gás carbônico vazou em grande quantidade, tanto do interior da Terra como de Marte, logo depois de um pesado bombardeio de meteo-ritos que terminou há 3,8 bilhões de anos. A questão é saber quanto tempo a vida demorou para surgir, depois que a superfície dos planetas começou a esquentar. Na Terra, tudo indica que a explosão vital durou algumas centenas de milhões de anos, o que não é muito, em termos cósmicos. Nesse caso, haveria tempo para que os organismos vivos também se desenvolvessem em Marte, pois seus habitats “líquidos” podem ter durado até 1 bilhão de anos. Depois, o gás carbônico reagiria com a água, formando carbonatos agregados a rochas. Os vulcões, por algum tempo, devolveram parte do gás ao ar, mas em quantidade pequena. Incapaz de elevar a temperatura média acima dos 60 °C negativos (contra 15 °C po-sitivos na Terra). E, possivelmente, incapaz de manter acesa a chama vital que um dia possa ter brilhado.

Uma ordem sem resposta

Mars_Observer

Na noite de 21 de agosto passado, a nave Mars Observer chegou ao fim de sua tortuosa jornada de 720 milhões de quilômetros, iniciada na Terra onze meses antes. Nada, até então, indicava que o dispendioso veículo espacial, transportando 120 milhões de dólares em instrumentos científicos, pudesse fracassar nas manobras finais que o colocariam em órbita segura à volta do planeta vermelho. Se ele não fosse desacelerado, passaria direto sobre o pólo norte marciano e possivelmente se perderia rumo ao Sol. Mas, até onde se sabe, apenas a primeira operação de frenagem foi executada com precisão. Conforme previamente determinado, no início daquela noite o computador de bordo desligou os transmissores de rádio. Nunca isento de risco, esse procedimento era necessário para proteger os transmissores da pequena explosão que viria a seguir, cuja função era abrir as válvulas que injetavam gás e pressurizavam os tanques de combustível. Ou seja, ela dava o passo inicial para se acionarem dois dos quatro motores da nave e assim reduzir sua velocidade. É impossível dizer se isso foi feito. O computador de bordo estava preparado para realizar, por conta própria, todas as manobras necessárias. Mas, como os transmissores de rádio não voltaram a funcionar, ninguém sabe o que aconteceu, nem onde foi parar a infortunada viajante.

7995 – Aquecimento global vai intensificar turbulência em voos


Apertem os cintos: o aquecimento global deve dobrar a ocorrência de turbulência de céu claro nas viagens aéreas.
Além de mais frequentes, esses sacolejos causados por variação de velocidade de correntes de ar –menos comuns do que a turbulência ligada a tempestades– devem ficar mais intensos até a metade deste século.
Um trabalho, publicado na revista “Nature Climate Change”, usou um supercomputador para simular a ocorrência de eventos atmosféricos em diferentes cenários climáticos e, assim, estimar o impacto das temperaturas elevadas sobre as turbulências.
O grupo identificou que o incremento na frequência pode ficar entre 40% e 170%. Mas o cenário mais provável é que a quantidade de tremores aéreos dobre até a metade deste século –quando, de acordo com projeções, a temperatura terá se elevado em até 2º C e a concentração de CO2 na atmosfera será duas vezes maior do que a do período pré-industrial.

“As variações de temperatura causadas pelo CO2 estão aumentando a velocidade das correntes de ar atmosférico”, explica o climatologista Paul Williams, principal autor do trabalho. “As mudanças climáticas estão acelerando as correntes de ar e levando a mais instabilidade nos voos.”
O trabalho se concentrou na região do Atlântico Norte, mas seus resultados podem valer para outras partes do globo, apesar de haver ainda muitas incertezas.

O sacolejo aéreo danifica as aeronaves, atrasa voos, aumenta os custos de manutenção e pode ferir a tripulação e os viajantes. A pesquisa estima o custo anual disso em US$ 150 milhões (cerca de R$ 300 milhões).
A boa notícia é que, nas próximas décadas, muita coisa pode evoluir na tecnologia aeroespacial. “Até a metade do século já será possível detectar esse tipo de turbulência [de céu claro]”, conta o coordenador da comissão de segurança de voo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.

turbulência

7994 – Bíblia – O Profeta Elias


Profeta Elias

Foi um profeta no Reino da Samaria durante o reinado de Acabe (século IX a.C.), de acordo com os Livros dos Reis.
Elias defendeu o culto de Yahweh contra o culto popular a Baal; ele ressuscitou um homem; fez fogo cair do céu e subiu ao paraíso num redemoinho (acompanhado por uma carruagem e cavalos de fogo ou montado nela). No livro de Malaquias, o retorno de Elias é profetizado: “antes da vinda do grande e terrível dia do Senhor,” fazendo dele um precursor do Messias e da escatologia em várias religiões que reverenciam a Bíblia hebraica. Referências a Elias são feitas no Talmud, Mishnah, Novo Testamento e Corão.
No judaísmo, o nome de Elias é invocado no ritual Havdalah semanal que marca o final do Shabat, e Elias é invocado em outros costumes judaicos, entre eles o Sêder de Pessach e do brit milá (ritual de circuncisão). Ele aparece em várias histórias na literatura rabínica e no Hagadá, incluindo o Talmude Babilônico.
No cristianismo, o Novo Testamento descreve como Jesus e João Batista são comparados a Elias (em algumas ocasiões, considerados por alguns como manifestações de Elias) e como se deu a transfiguração de Jesus, onde Elias aparece ao lado de Moisés.
No Islã, o Alcorão descreve Elias como um grande profeta e justo de Deus, e quem poderosamente pregou contra a adoração de Baal.
Elias também é uma figura em várias tradições folclóricas. Na Macedônia, Sérvia, Bulgária e Romênia, ele é conhecido como “Elias, o que faz trovejar” e no folclore é responsável por tempestades de verão, granizo, chuva, trovão e orvalho.
Em várias representações da crucificação e do martírio de Jesus, é dito que nos últimos momentos de Cristo na cruz , ele tem uma visão e começa a esbravejar o nome do profeta “Elias!” ao que os sacerdotes dos fariseus que observavam tudo diziam: “vejam, ele invoca o nome do profeta Elias”.

Veja também em outro capítulo a mega polêmica: Elias era João Batista?

7993 – Espiritismo é Ciência – Alexandre Aksakof


aksakof

Este gigante da literatura espírita nasceu em Ripievka, Rússia, no dia 27 de maio de 1832, e desencarnou em 4 de janeiro de 1903. Foi diplomata e conselheiro privado do Imperador Alexandre III, Czar da Rússia.
Começou a estudar os fenômenos espíritas em 1855, quando se encontrava na Alemanha, em missão diplomática.
Foi colaborador de William Crookes nas experiências de materializações do Espírito de Katie King; fez parte da Comissão de Milão para investigação dos fenômenos produzidos por Eusápia Paladino.
Escreveu o livro “Animismo e Espiritismo”, que foi publicado em 1890 e traduzido para várias línguas, inclusive para o português.
Homem de ciência e de uma convicção inabalável, jamais temeu a crítica. Dizia ele:
“Não tenho outra coisa a fazer senão afirmar publicamente o que tenho visto, entendido e ouvido.”

(1832 – 1903) – Alexandre Aksakof nasceu na Rússia, no seio de nobre família, cujos membros ocuparam sempre lugar de destaque na literatura e nas ciências. Começou seus estudos no Liceu Imperial de São Petersburgo – instituição da antiga nobreza da Rússia – e uma vez concluídos dedicou-se ao estudo da Filosofia e da Religião, tendo para isso que aprender o hebraico e o latim, visando um melhor entendimento da obra grandiosa de Emanuel Swedenborg.
Após estudar com afinco cursos e ramos da Filosofia, escreveu a primeira obra em francês no ano de 1852 sobre Swedenborg: “Uma exposição metódica do sentido espiritual do Apocalipse, segundo o Apocalipse revelado”. Em 1854, caindo em suas mãos a obra de Andrew Davis: “Revelações da Natureza Divina”, Aksakof abriu novos horizontes às suas aspirações e tendências intelectuais, reconhecendo um mundo espiritual de cuja realidade não mais duvidava.
Para fazer um completo estudo fisiológico e psicológico do homem, matriculou-se em 1855 como estudante da Faculdade de Medicina de Moscou, onde ampliaria os seus conhecimentos de Física, Química e Matemática, ao mesmo tempo em que acompanhava, passo a passo, o desenvolvimento espírita na Europa e na América. Para isso ele revolvia livrarias e pedia de qualquer lugar as obras que não se encontravam nas livrarias de sua terra. A partir de 1855 ele inicia a tradução para o russo de todas as obras de:
Allan Kardec,
Hare,
Edmonds,
Dale Owem,
William Crookes,
“Relatório da Sociedade Dialética de Londres”,
e a fundação de periódicos como o “Psychische Studien”, de Lípsia, uma das melhores revistas sobre Espiritismo.

A obra de Aksakof não se restringiu apenas a escrita. Criou adeptos entre pessoas de talento reconhecido, muitos deles cientistas, que, através de experiências feitas com médiuns famosos como Dunglas Home, levou a Rússia a formar a primeira comissão de caráter puramente científico para o estudo dos fenômenos espíritas. Para essa comissão, Aksakof mandou vir da França e da Inglaterra os médiuns que participariam das experiências. Como resultado, por haver fugido das condições pré-estabelecidas, tal comissão chegou a conclusões errôneas sobre o Espiritismo, saindo como relatório conclusivo o livro “Dados para estabelecer um juízo sobre o Espiritismo”, onde afirmava a falsidade dos fenômenos observados. Aksakof contestou a comissão com um outro livro intitulado: “Um momento de preocupação científica”.
A seguir, o valente russo voltou as suas baterias verbais contra o célebre “filósofo do inconsciente” Von Hartmann, publicando uma obra volumosa, a mais completa que se conhece sobre o assunto versado “Animismo e Espiritismo”, que mais o fortaleceria como eminente cientista e pesquisador nato.
Homem de brilhante posição social, ele consagrou-se durante 25 anos ao serviço do Estado, alcançando vários títulos, tais como: conselheiro secreto do Czar, conselheiro da corte, conselheiro efetivo do Estado, e outros que não são mais que um prêmio aos bons serviços prestados por ele à sua pátria. Verdadeiro sábio, raras vezes se acham reunidas tanta inteligência, tanta erudição a um critério imparcial. Jamais se deixou arrastar pelos entusiasmos das suas convicções; nunca perdeu a serenidade em seus juízos, e, no meio da sua fé, tão ardente e sincera, não esqueceu o raciocínio frio que lhe fez compreender quais podem ser as causas dos fenômenos que observava, o que o colocou acima dessa infinidade de fanáticos que não estudando, não experimentando, e aceitam como bom tudo quanto se lhes querem fazer crer.
Polemista temível e escritor delicado, os trabalhos de Aksakof levam a convicção ao espírito; e tal sinceridade se vê em suas obras que, lendo-as, sente-se a necessidade de crer nelas. Alie-se a isto um caráter bondoso e uma vontade de ferro, que não se demove frente aos obstáculos, assim como a uma paixão imensa pelo ideal que o leva a percorrer a Europa para fazer experiências, e ter-se-á uma ideia superficial a respeito do investigador incansável, dotado de uma alma varonil e de um talento primoroso. Nunca permaneceu ocioso; seus artigos abundavam nos periódicos espíritas, e não há pessoa medianamente ilustrada que não conheça alguma das suas célebres experiências com os médiuns Home, Slade, d’Esperance, ou algum de seus estudos acerca de fantasmas e formas materializadas. Assim foi Aksakof, o maior de todos os soldados da grande Rússia, um soldado que combatia ideias, ideal com ideal, desonra com honra, preconceitos com dignidade.

Foi professor da Academia de Leipzig e fundador, em 1874, da revista Psychische Studien (Estudos Psíquicos), na Alemanha.
Em 1891, lançou em Moscou a revista de estudos psíquicos Rebus, a primeira do gênero na Rússia.
Criou adeptos entre cientistas e filósofos de seu tempo, que, através de experiências feitas com médiuns famosos como Daniel Dunglas Home, levou a Rússia a formar a primeira comissão de caráter puramente científico para o estudo dos fenômenos espíritas.
Efetivou numerosas experiências e observações científicas com o concurso da médium italiana Eusapia Palladino, que serviram de fundamentação para sua obra mais importante: Animismo e Espiritismo assim como, ao estudar a mediunidade da médium inglêsa conhecida como Elizabeth d’Espérance, testemunhou um evento sobre o qual escreveu a obra “Um Caso de Desmaterialização”.

7992 – Cientistas japoneses decifram parcialmente conteúdo dos sonhos


Uma equipe de cientistas japoneses conseguiu decifrar parcialmente o conteúdo dos sonhos. A pesquisa foi publicada na revista “Science” esta semana. O feito tem importância para a análise do estado psíquico, para a compreensão das doenças psicológicas e até mesmo para o controle de máquinas com o pensamento.
“Há muito tempo, os humanos se interessam pelos sonhos e seus significados, mas até agora apenas a pessoa que sonha conhece o conteúdo de seu sonho”, explicam os cientistas do laboratório de Yukiyasu Kamitani, do Instituto Internacional de Pesquisas de Telecomunicações Avançadas de Kyoto.
Para avançar na compreensão científica dos sonhos, os cientistas desenvolveram um procedimento e dispositivo para decodificar as imagens que uma pessoa observa durante a fase onírica direto do cérebro.
Para isto, registraram repetidamente a atividade cerebral de três pessoas durante a fase de sonho. Quando aparecia no monitor de análises um sinal correspondente a uma fase de sonho, os cientistas despertavam os voluntários e perguntavam que imagens haviam acabado de ver. A operação foi repetida mais de 200 vezes por pessoa.
Este exercício permitiu criar uma tabela de correspondências entre a atividade cerebral e objetos ou temas de diversas categorias (alimentos, livros, personalidades, móveis, veículos, etc.) observados nos sonhos: uma espécie de léxico que associa um sinal cerebral a uma imagem.
Uma vez que esta base de dados foi criada, a exploração da atividade cerebral por meio de ressonância magnética permitiu saber quais imagens as pessoas viam durante os sonhos, por correspondência, graças ao registro dos mesmos sinais característicos.
Em 60 a 70% dos casos, a predição foi exata, mas ainda é considerada básica.
Os cientistas imaginam inclusive fabricar um dia uma máquina que permita gravar os sonhos para depois reconstituí-los em imagens.
Os trabalhos poderiam ainda contribuir para os estudos sobre o controle das máquinas com o pensamento, um tema de pesquisa importante no Japão.

7991 – Curiosidades – Locomotiva para micróbio


As velhas locomotivas ficariam orgulhosas desse último neto – a menor máquina a vapor já construída, cujas peças são centenas de vezes menores que um milímetro. O princípio é o mesmo de sempre: o vapor se expande dentro do pistão e empurra um êmbolo como o de uma seringa da farmácia. Mas, em micro-escala, o aparelho mais parece um chip de computador. Inventado por Jeff Sniegowski, dos Laboratórios Nacionais Sandia, em Albuquerque, Estados Unidos, ele poderá ser útil, por exemplo, em microcirurgias.

7990 – Evolução – Nosso ancestral era um micróbio?


Por volta de 4 bilhões de anos atrás, a superfície da Terra era um inferno horroroso, assolado por centenas de vulcões ativos e bombardeado por grandes meteoros. Mas isso não impediu que os micróbios aparecessem. Segundo a hipótese mais aceita, eram seres infernais: habitavam fendas fumegantes, por onde jorrava vapor de água carregado de sais minerais. Alimentados pelo caldo forte e aquecidos pelo forno interior da Terra, aqueles seres não precisaram da energia do Sol para viver, ao contrário da grande maioria dos seus sucessores.
Bem recentemente, em 1977, foram descobertos micróbios subterrâneos bem parecidos — e bem vivos. São bactérias: os termófilos (se aguentam bem até 80°C) ou hipertermófilos (chegam aos 110°C). No final do ano passado, descobriu-se mais. Que a quantidade desses amigos do calor é tão grande que, em peso, pode ser maior do que a de todos os outros animais e plantas somados. A descoberta foi pura lenha na fogueira e inflamou ainda mais a hipótese de que nossos ancestrais biológicos ferviam. Os herdeiros encontrados seriam as provas candentes da existência dos antepassados.
Foi então que o microbiologista Paul Forterre, da Universidade Paris-Sul, ao lado de alguns outros cientistas, teve a coragem de desafinar o coro acalorado.
“O ancestral universal deve ter sido muito diferente das células atuais. No modelo que eu proponho, o ancestral universal teria sido um mesófilo (que gosta de temperaturas de cerca de 40°C).”

O maior desafio na busca do micróbio (definido como qualquer organismo mil vezes menor que um milímetro) fundamental é achar um tronco para a árvore genealógica de todos os seres, dos insetos às baleias azuis, passando pelas famílias de cada um de nós. São conhecidos três grandes galhos: o das bactérias, o das arqueobactérias e o dos eucariotas. As duas primeiras são bastante semelhantes entre si. Seu organismo é uma célula pequena e sem órgãos internos, nem núcleo nem nada. Por isso, parecem primitivas.
Os eucariotas, o terceiro galho, seriam uma ramificação mais recente. Suas células, de fato, são maiores e têm diversos órgãos internos, como o núcleo — uma bolha de gordura onde os genes ficam guardados. Muitos eucariotas são unicelulares, como as algas, as amebas e os protozoários (um protozoário conhecido é o tripanossoma, causador do mal de Chagas). Mas há os eucariotas multicelulares. Você, que está com essa revista na mão, é um eucariota. A minhoca também é, como todos os animais e plantas.
Foi a partir dessa árvore de três galhos que se chegou a hipótese do ancestral mais tórrido. Por sua simplicidade, as bactérias e arqueobactérias parecem ser as mais primitivas. Além do quê, são amigas do calor. Outro ponto a favor: os fósseis mais antigos já encontrados, com 3,5 bilhões de anos, têm os traços gerais das bactérias, enquanto os primeiros rastros dos eucariotas aparecem há apenas 2 bilhões de anos. Mas a tese pegou fogo mesmo quando passaram a surgir, recentemente, novas descobertas de termófilos e hipertermófilos (bactérias das altas temperaturas, de até 110 graus) habitando as profundezas da terra, muitas vezes embaixo do fundo dos oceanos.
Todos os meses, praticamente, surge um novo representante da escaldante fauna. Em 1994, o microbiologista ambiental Daniel Boone, do Oregon Graduate Institute, de Portland, Estados Unidos, encontrou montanhas de bactérias enterradas sob mais de 3 quilômetros de rochas. Uma delas, apropriadamente batizada Bacillus infernus, é inquilina das fendas de pedra a 60°C.

O planeta é dos micróbios. Eles estão na Terra há mais de 4 bilhões de anos; os humanos (Homo erectus) chegaram há 2 milhões de anos, se tanto. Uma idade duas mil vezes menor. Mesmo juntando todos os animais, dos menores vermes às baleias azuis, nenhum está aqui há mais de 500 milhões de anos, quase um décimo da idade dos micróbios. Numa árvore genealógica de todos os seres, o conjunto completo dos animais é um único ramo, e o conjunto das plantas ocupa mais um. São dois ramos num dos três galhos da árvore, o galho dos eucariotas. Todos os outros vinte ramos da árvore são propriedade dos micróbios.

A célula única …
Há 3 bilhões de anos, bactérias inumeráveis cobrem a paisagem como grossas mantas coloridas. A luz já conseguia passar através dos gases ejetados pelos vulcões. A atmosfera não tinha ainda oxigênio, que só iria aparecer, como uma secreção de certas bactérias, 1 bilhão de anos depois. O ar continha vapor de água, nitrogênio e gás carbônico.
Ocupando sozinhos o planeta por quase 3 bilhões de anos, os micróbios de repente têm de abrir espaço para os organismos com mais de uma célula e de corpo mole. Um pouquinho mais tarde, há 500 milhões de anos, os animais de casca e outras partes duras explodem com os contornos mais estranhos. Era uma festa de modelos de corpos, uma fartura de formas como nunca mais se viu.
Há 300 milhões de anos, os peixes já haviam se desenvolvido e os répteis conquistavam a terra firme. Os ossos chegavam ao planeta, dando sustentação interna aos organismos. As plantas, que haviam evoluído a partir das algas, completavam a paisagem. As primeiras plantas ainda não tinham flores, que são órgãos sexuais das espécies mais avançadas.
Com os dinossauros, o predomínio dos répteis chega ao auge. Os seres que começaram essa história, mil vezes menores que 1 milímetro, se tornaram imensas massas de carne, com 30 metros de altura. Eram exuberantes, mas foram efêmeros. O seu reinado não chega a durar 5% da idade da Terra (que é de 4,6 bilhões de anos). O dos micróbios havia durado 88%.
Últimos 100 milhões de anos. Pouco antes, a natureza vinha fazendo experiências com animais parecidos com os répteis, mas de um novo tipo. Eram os antecessores dos mamíferos. No princípio, suas populações eram insignificantes, mas eles evoluem com rapidez a partir de 65 milhões de anos atrás, com o repentino desaparecimento dos dinossauros.
De acordo com a microbiologista americana Lynn Margulis, a Terra, na verdade, nunca deixou de ser dos micróbios. Ela sustenta que todos os animais complicados não passam de associações de micróbios. Até o homem, com todo o respeito. O nosso corpo, tal como existe no Homo sapiens há 200 000 anos, seria a forma suprema da aventura existencial desses seres microscópicos.

Opiniões:

Um dos responsáveis pelo debate atual a respeito do mais antigo ancestral de todos os micróbios é o professor Carl Woese. Ele descobriu, na década de 70, o que hoje se considera uma classe inteiramente nova de microorganismos, as chamadas arqueobactérias. Comparáveis às bactérias tradicionais, elas são enigmáticas porque também têm traços que lembram os da terceira grande classe de micróbios, os eucariotas. Nem todos admitem essa divisão tripartite (bactérias, arqueobactérias e eucariotas), que substituiu a divisão em duas classe apenas (bactérias e eucariotas). Mas ela já é muito importante para ser ignorada.
Estão entre as arqueobactérias alguns dos mais extremados hipertermófilos (micróbios muito amigos do calor). Eles não ligam para temperaturas de 110°C. Favorecem a idéia de que a vida começou mesmo pegando fogo.

“Toda a química que conhecemos sobre a origem da vida sugere que ela começou em baixa temperatura”.

Stanley Miller, Universidade da Califórnia

Miller é o que se chama uma lenda. Em 1953, na Universidade de Chicago, ele aplicou descargas elétricas numa mistura de metano, vapor de água, hidrogênio e amoníaco, e transformou essas moléculas triviais em aminoácidos, substâncias básicas para o metabolismo das células.
Mostrou que, sob as condições certas, a matéria inanimada podia gerar as peças fundamentais para o funcionamento dos seres. Essa revolução aconteceu na Terra, há bilhões de anos, e repeti-la no laboratório tem sido um sonho dourado do homem. Miller ainda não chegou lá, mas vem acumulando informações preciosas. O dado mais atual, que ele divulgou no ano passado, contradiz os argumentos de que vida precisaria de centenas de milhões de anos para brotar: “Nossos cálculos mostram que 10 milhões de anos são mais do que suficientes.”

7989 – Astrofísica – O Enigma dos Raios Cósmicos


Já se sabe desde a década de 30 que a atmosfera terrestre é constantemente bombardeada do espaço por partículas atômicas com imensa energia. Muitas delas são prótons e elétrons ejetados pelo Sol, mas a maior parte tem origem ainda desconhecida. Sabe-se apenas que, ao colidir com os átomos do ar, no topo da atmosfera, essas partículas geram centenas e às vezes milhares de outras – jogando um chuveiro de estilhaços sobre a superfície da Terra. Todas essas novas partículas brotam da energia do minibólido que vem do espaço. O que acontece é uma demonstração eloqüente da fórmula mais famosa de Einstein, segundo a qual energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado. Ou seja, a energia do bólido se transforma na massa de outros bólidos.
Na década de 60, descobriu-se que alguns raios têm 10 trilhões de vezes mais energia do que a média. Tanto que o chuveiro de estilhaços de uma única partícula, quando chega ao solo, se espalha por uma superfície de mais de 10 quilômetros quadrados. Para analisá-las um grupo de astrônomos liderados pelo americano James Cronin, da Universidade de Chicago, começou a construir um observatório gigante nos Andes argentinos, 1 500 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires. Seus detectores serão distribuídos por uma área de 3 000 quilômetros quadrados – seis vezes maior que a de um pequeno país como Granada, no Caribe. Com isso se pretende descobrir a natureza exata e a origem dos super-raios cósmicos.

Os jatos de luz não são OVNIs
Robert Roussel-Dupré, do Laboratório Nacional de Los Alamos, Estados Unidos, tem uma nova explicação para os enigmáticos jatos luminosos observados por astronautas e pilotos de avião. Segundo o cientista, tudo é causado por saraivadas de raios cósmicos sobre regiões de temporal carregadas de eletricidade. Raios cósmicos são partículas minúsculas que entram na atmosfera terrestre, quase à velocidade da luz. Segundo Roussel-Dupré, o fenômeno explica outro mistério: como surgem as ondas de rádio e raios gama, a mais violenta forma de radiação, que sobem dessas regiões para o espaço.

7988 – Geografia – A Ilha das Focas


tubarao-foca1

É uma pequena ilha localizada a uma distância de aproximadamente 6,1 km (3,7 milhas) das praias do norte da Baía Falsa que por sua vez situadas a aproximadamente 34,9 km (21,6 milhas) da área financeira da Cidade do Cabo na província do Cabo Ocidental na África do Sul. A ilha é assim denominada porque é muito densamente povoada por focas do cabo.
A Ilha das Focas é também conhecida pela intensa atividade predatória que acontece no inverno quando os tubarões migram para a ilha para se alimentar de focas e pela técnica usada pelos tubarões da área, eles saltam para fora d’água para capturar suas presas. A predação dos tubarões acontece com mais intensidade dentro de um “anel da morte” de aproximadamente 3 quilômetros de diâmetro.

7987 – Automóvel – Máquina Mortífera 2


Em uma nublada manhã de dezembro de 1918, enquanto dezenas de tanques americanos esmagavam a infantaria alemã, no norte da França, o então major George Patton, disse a um ajudante: — As guerras nunca mais serão as mesmas; nenhum humano é páreo para um carro de combate! O que ele não sabia é que sua previsão extrapolaria os limites bélicos. Terminada a Primeira Guerra Mundial, os Fords e outros primos aparentemente pacíficos dos tanques começariam uma batalha silenciosa, que vinte anos depois já estava matando 40000 pessoas por ano, apenas nos Estados Unidos.
O próprio George Patton se tornaria vítima dela. Poucos dias após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mais audacioso general americano havia escapado das balas e morteiros, mas não suportou a violência de um choque de seu jipe contra a traseira de um caminhão. Americano, diga-se de passagem. Ninguém era realmente páreo para os automóveis e seus pilotos. E nem precisavam de canhões ou metralhadoras: os chamados veículos automotores transformavam-se em armas letais por simples imposição das leis dá Física. Por serem relativamente pesados e velozes, carros, motos, ônibus e caminhões fogem ao controle do motorista com muito mais facilidade do que se imagina. Tal fato se deve à lei da inércia, enunciada há 300 anos pelo inglês Isaac Newton: quanto maior é a massa, mais força se emprega para movê-la ou para fazê-la parar. Para mover um carro, existem os motores.
E como fazê-lo parar? Do ponto de vista da Física, bastaria bater em um poste, ônibus ou outro obstáculo qualquer. Mas essa alternativa é exatamente o que não se quer. Nesse caso, ocorre uma desaceleração repentina, em milésimos de segundo. Obedecendo à lei da inércia, os passageiros são arremessados violentamente contra as paredes do veículo, como ocorreu com o general Patton. Para reduzir a velocidade de um carro sem prejudicar seus ocupantes, é preciso usar uma força controlada, que não cause uma parada brusca. A solução física para essa charada é o atrito. Ele age por meio dos freios, que aplicam forças gradativas nas rodas, diminuindo sua rotação. Também age nos pneus, que usam o chão como ponto de apoio. Aliás, o atrito dos pneus com o solo — a chamada aderência — também deve existir para que o carro comece a se movimentar.

Quem já viu uma largada de Fórmula 1 na chuva, deve ter percebido o quanto as rodas giram em falso, derrapando sobre a água. Isso ocorre por falta de aderência. O desafio do motorista no dia-a-dia é ter aderência suficiente para combater a inércia que puxa o automóvel para a frente, numa freada, ou para fora da pista, em uma curva. Isso já foi mais fácil. O primeiro automóvel comercial, por exemplo, construído pelo alemão Karl Benz, em 1886, não ultrapassava 16 quilômetros por hora (km/ h), o que tornava a inércia um inimigo fácil de vencer. Mas, com o tempo, o automóvel deu saltos em quantidade e qualidade. Nas primeiras duas décadas do século, o aperfeiçoamento do motor a explosão permitiu multiplicar sua velocidade por três, passando à casa dos
50 km/h. Na época da Segunda Guerra Mundial, os carros já ultrapassavam os 100 km/h e a corrida desenfreada prosseguiu até a década de 70, quando se refreou um pouco. É evidente que tal ousadia teria um preço — e ele é bem maior do que parece.
Um exemplo ajuda a entender o motivo, diz um jovem engenheiro mecânico e especialista em automóveis que ensina os segredos de como projetá-los na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo, São Paulo. Imaginem-se os ônibus urbanos. Eles são projetados para trafegar a pouco mais de 50 km/h e o espaço necessário para que eles consigam parar totalmente é pouco mais de 30 metros, em condições ideais. Quando chegam a 100 km/h, no entanto, a distância entre o começo e o fim da freada ultrapassa os 100 metros. A proporção parece estranha, pois se a velocidade dobrou, seria normal supor que a freada demandasse o dobro do espaço — 60 m.
E não mais de 100 m, como demonstram os testes. A explicação é que o trabalho dos freios não depende apenas da velocidade, mas da energia cinética do veículo, uma grandeza física cujo valor sobe assustadoramente conforme se pisa no acelerador. Não é importante lembrar a fórmula para se calcular a energia cinética (a mesma que se aprende nas aulas de Física do colegial). Basta saber que, quando a velocidade dobra, a energia cresce quatro vezes. Por isso se um ônibus acelera de 50 para 100 Km/h sua energia cinética passa de 900 000 joules para 3,6 milhões de joules. Em conseqüência, o espaço necessário para frear também cresce mais que a velocidade.
Tal e qual os tanques de guerra do general Patton. “Ônibus e carros em alta velocidade são absurdos que encontramos no dia-a-dia”, diz o engenheiro. Sua indignação é típica de quem já viu a morte de perto, na guerra entre máquina e homens.

Ex-piloto de carro de corrida da categoria hot cars, ele participou de um acidente múltiplo na pista encharcada de Interlagos, em 1987. Milagrosamente sem nenhum arranhão, Bock não ficou livre de cicatrizes de outra ordem. Um de seus melhores amigos acabou morrendo no desastre, fato que mudaria sua vida. “Depois disso, parei de correr e passei a me interessar cada vez mais pela segurança.” Acidentes em pista molhada revelam as armadilhas da derrapagem. A força de aderência que neutraliza a inércia e segura o carro na pista depende da capacidade dos pneus de “grudarem” no asfalto, o chamado coeficiente de atrito. Quanto maior o coeficiente de atrito, menor a possibilidade de escorregamento. No asfalto seco das ruas brasileiras, ele vale cerca de 0,8 para pneus em bom estado. Mas para pneus carecas rodando na chuva o valor diminui drasticamente, às vezes para 0,2. Para contrabalançar, é preciso reduzir a inércia, baixando a velocidade.

Qualquer um sabe que é mais fácil empurrar uma poltrona vazia do que outra com uma pessoa sentada. A razão é que a força normal nos pés da cadeira ocupada é muito maior, possibilitando ao coeficiente de atrito agir plenamente. O mesmo ocorre no automóvel. Quando passa em um buraco, por exemplo, as molas da suspensão reagem ao impacto jogando o carro para cima. Se não existissem amortecedores para disciplinar essa reação, as rodas tenderiam a decolar, como se por um instante o carro perdesse peso. Isso reduziria a força normal e, conseqüentemente, a aderência à pista, aumentando as chances de derrapar. Essas reformas adequaram a máquina-carro ao novo mundo da alta velocidade. Era preciso ainda integrar uma peça chave do sistema — o próprio homem. Sua percepção tinha que ser cada vez mais auxiliada, para que pudesse reagir em tempo hábil. Em 1927 as primeiras luzes de freio começavam a ser instaladas nos carros que saíam de fábrica nos Estados Unidos, como forma de avisar o motorista de trás que o veiculo da frente estava em franca desaceleração. Esse opcional se tornaria obrigatório nos anos seguintes e sua importância cresceria proporcionalmente com a velocidade.

Nos últimos anos a eficiência desses dispositivos defensores da retaguarda automotiva foi reiterada, com a invenção da lanterna de freio elevada — conhecida no Brasil pelo nome de brake light. Testes realizados nos Estados Unidos com mais de 7 000 carros mostraram que houve diminuição de 53% nas colisões traseiras entre os que passaram a usar essa terceira luz, instalada no vidro traseiro. Isso ocorre porque reduz o tempo que o motorista de trás leva para perceber o risco, conferindo a ele mais espaço para frear ou desviar. “Uma pessoa sóbria e atenta leva 2 décimos de segundo para reagir a um bom estímulo visual. Mas em condições opostas, esse tempo aumenta quase nove vezes”, explica Gilberto Lehfeld. Isso pode acontecer, por exemplo, à noite, se as luzes de freio do veículo estiverem queimadas. É o brake light às avessas, uma armadilha muito comum nas ruas brasileiras. A 80 km/h, um único segundo a mais no tempo de reação representa 20 metros percorridos pelo carro antes de parar. As chances de colisão aumentam muito. E o que é pior: o motorista de trás quase sempre é responsabilizado, pois a prova de sua inocência — as luzes de freio inoperantes do veículo à frente — são destruídas na batida. Mesmo com freios, pneus, amortecedores e sinalização em bom estado, ninguém está livre de acidentes.
A verdadeira função de um encosto de cabeça é proteger o pescoço durante as colisões traseiras, quando a cabeça se comporta como um “joão-bobo·, balançando freneticamente. Um impacto traseiro a meros 28 km/h causa movimentos de até 120 graus no pescoço dos passageiros do carro da frente. Tudo em um décimo de segundo. “Com o encosto, esse ângulo não chega a 30 graus. As probabilidades de lesão na coluna cervical se reduzem consideravelmente”, explica Assaf. A batalha contra os efeitos potencialmente letais da física dos carros esta longe de se encerrar. Para dar apenas uma idéia daquilo que pode se tornar comum nos carros do futuro, vale a pena citar as air bags, já usadas em alguns modelos mais caros. São bolsas de ar que se inflam em menos de 20 milésimos de segundo após uma batida, e evitam choques dos passageiros contra o painel.

A batalha das curvas
A força centrífuga que puxa o carro para fora é combatida pela aderência — o produto da força normal pelo coeficiente de atrito dos pneus.
Defeito na pista: o pneu decola. Sem contato com o solo, a força normal desaparece e, portanto, perde-se aderência.
Alta velocidade: o centrífuga cresce exponencialmente e supera a aderência, mesmo que a força normal e o coeficiente de atrito sejam altos.
Condições normais: força normal e coeficiente de atrito se multiplicam, resultando em uma força de aderência suficiente para anular a centrífuga.
Pista inclinada: o carro derrapa pois parte de seu peso passa a ajudar a centrífuga, deixando de lado a força normal.
Pista molhada e pneus carecas: o coeficiente de atrito cai muito, reduzindo a aderência A centrífuga ganha a parada e o carro derrapa.
Arremessar dezenas de automóveis novos em alta velocidade contra uma parede rígida era, até o começo da década de 80, a única forma para saber se eles atendiam as normas de segurança. A invasão dos computadores — com os programas de simulação dinâmica, criados originalmente para a indústria de armas — deu um basta nesse método perdulário e vagaroso. “Entre um teste e outro, o computador permite mudar rapidamente as dimensões e os materiais de qualquer parte do carro”, explica o engenheiro Wellington Ortiz Jr., diretor da Engeware, uma empresa de São Bernardo do Campo SP. Ele é o responsável pelos crash tests eletrônicos de vários veículos fabricados no país. Num deles, a cabine de um caminhão teve que sofrer doze modificações até chegar ao ponto ideal, após sete meses de trabalho .

Se fossem usados apenas testes de campo. o tempo seria de seis anos. “E por isso que os japoneses conseguem colocar um carro à venda em menos de dois anos, contra a média tradicional de pelo menos cinco anos”. Esse recurso não é inteiramente novo, pois se baseia na conhecida teoria dos elementos finitos — divide-se um sólido em pedaços bem menores para descobrir como as forças agem em cada pedaço; depois, a soma de cada parte dá a força sobre o sólido inteiro. Na prática, só se pôde fazer a soma depois que surgiram os supercomputadores.

Hoje, bastaria um arcaico microcomputador PC-486 para simular desde a resistência de uma roda até a do carro inteiro. Os testes tradicionais ainda são usados, mas seu número se reduziu à metade. Cabem às batidas simuladas a importante tarefa de verificar eventuais falhas no material, como bolhas ou microfissuras decorrentes da prensagem das peças — coisa que nem o melhor computador é capaz de prever. Pelo menos por enquanto.

7986 – Dirigível – Um Zeppelin Solar


O dirigível em questão não usa combustível e não polui: ele é movido à energia solar. Produzido pelo professor americano Daniel Geery, de maneira caseira e por menos de mil dólares, o zeppelin já foi chamado por aí de preservativo para King Kong. A cápsula voadora é preenchida com gás hélio, tem cerca de 7 metros e consome cerca de 28 watts de energia. Muito rápido o dirigível não é. Geery diz que é difícil estimar a velocidade, mas acredita ser algo em torno de 32 km/h. O modelo ainda precisa ser bastante aprimorado até que vejamos um dirigível como esse cruzando o Atlântico…
Uma das importantes lições disso tudo é que a invenção do professor mostra que há inúmeras pesquisas e investimentos que precisam ser feitos para que meios de transporte modernos e não poluentes estejam nas ruas – e também no céu. Como Geery disse: “se um professor elementar como eu pode fazer isso acontecer, ponderarmos o que nosso país (Estados Unidos) poderia ter feito até agora se nos esforçássemos ”. Mas nem mesmo assinar o Protocolo de Kyoto eles assinam…

7985 – Religião – O que é o Animismo?


É uma das religiões que considera que animais, plantas e tudo o que existe tem alma, assim como o homem. Se expressa por uma visão espiritual integrada do indivíduo com a Natureza.
Primeiras manifestações religiosas do planeta, os credos animistas ainda hoje estão presentes sobretudo em comunidades indígenas e tribos da América, África e Oceania. Além da crença na presença da alma em todos os seres, tais comunidades se caracterizam pelo culto aos antepassados e pela vida social atralada à religiosa. Em geral, o líder espiritual é um dos chefes da tribo.
O termo surgiu somente em 1871, quando o antropólogo inglês Edward Taylor usou a palavra animus, alma em latim, para classificar a religião desses povos ancestrais, que tenderia a desaparecer, segundo ele. Sua teoria era a de que com o tempo, tais comunidades se tornariam politeístas
e por fim, monoteístas. Mas, o que se viu foi que as crenças animistas se mantiveram vivas, pelo menos até hoje.

7984 – Curiosidades – Prisão: Deu para colocar a leitura em dia


A mais longa pena na história foi cumprida pelo americano Paul Geidel, que passou exatos 68 anos e 245 dias na prisão. Foi condenado em 1911, pelo assassinato de um dos hóspedes do hotel em que trabalhava como carregador. Cumpriu a pena na Penitenciária de Beacon, em Nova York. Foi solto no dia 7 de maio de 1980, aos 85 anos de idade.

Suicídio
A Lituânia é o país que detém uma triste marca: a maior taxa de suicídios no mundo. São 42 suicídios por ano para cada 100 000 habitantes. Desde 1992, essa ex-república soviética lidera o ranking mundial de mortes por suicídio. Na outra ponta, a Jordânia, país do Oriente Médio localizado próximo a regiões explosivas, como o Iraque, tem o menor índice, com média de 0,08 suicídio para cada 100 000 habitantes. Os números foram levantados pela Anistia Internacional.

País de iletrados
Localizada no centro-oeste da África, Níger é o país com a maior taxa de analfabetismo do planeta. De acordo com a ONU, 83,4% da população, de 11 milhões, segundo estimativa de 2003, é analfabeta. O país apresenta também uma das mais baixas taxas de expectativa de vida: 42,9 anos.

7983 – Banditismo – Qual a organização criminosa mais lucrativa do mundo?


PCC é fichinha…
A organização criminosa mais lucrativa do mundo é a Máfia, com um faturamento estimado em 200 bilhões de dólares por ano. Esse valor foi estimado por Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York, em 1997, quando ainda era procurador federal. Desse montante, sobrariam cerca de 75 bilhões de dólares de lucro. Foram considerados somente os braços italiano e americano da Máfia, que contam com 5 000 membros, divididos em 25 famílias.
A designação “Máfia” nasceu na região da Sicília, na Itália. Era um grupo de proteção à sociedade durante a ocupação da Espanha na região, em 1282. A Máfia mesclava atividades legais e ilegais, como extorsão, comércio de bebidas alcoólicas proibidas, prostituição e jogos de azar.

Os campeões da degola
A maior taxa per capita de execução de condenados à pena de morte pertence a Cingapura, no sudoeste da Ásia. Em 2003, foram executadas 70 pessoas (de uma população de 4 milhões de habitantes), de acordo com dados da Anistia Internacional. A maioria dos condenados havia sido presa por tráfico ou consumo de drogas. Cerca de 30% dos executados eram estrangeiros.

7982 – Mega Polêmica – Casamento Gay, avanço ou retrocesso?


Casamento gay ou casamento homoafetivo é o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo biológico ou da mesma identidade de gênero. Os defensores do reconhecimento legal de casamento do mesmo sexo geralmente se referem ao seu reconhecimento como casamento igualitário.
Desde 2001, onze países permitem que pessoas do mesmo sexo se casem em todo o seu território: Argentina, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Islândia, Noruega, Países Baixos, Portugal, Espanha, África do Sul e Suécia. Casamentos desse tipo também são realizados no estado brasileiro de Alagoas, e reconhecidos em todo o Brasil; na Cidade do México, e reconhecidos em todo o México; e também são realizados em alguns estados dos Estados Unidos. Algumas das jurisdições que não realizam os casamentos homossexuais mas reconhecem os que forem realizados em outros países, são: Israel, os países caribenhos pertencentes ao Reino dos Países Baixos, partes dos Estados Unidos e todos os estados do México. A Austrália reconhece casamentos do mesmo sexo apenas se um dos parceiros mudar seu sexo depois do casamento. Em 2012, havia propostas para introduzir o casamento homossexual em pelo menos dez outros países.
A introdução do casamento do mesmo sexo tem variado em cada jurisdição, resultante de alterações legislativas às leis matrimoniais, julgamentos com base em garantias constitucionais de igualdade, ou uma combinação dos dois fatores. Em alguns países, a permissão de que casais do mesmo sexo se casem substituiu o sistema anterior de uniões civis ou parcerias registradas. O reconhecimento de tais casamentos é uma questão de direitos civis, política, social, moral e religiosa em muitos países. Os principais conflitos surgem sobre se os casais do mesmo sexo devem ser autorizados a contrair matrimônio, serão obrigados a usar um estatuto diferente (como a união civil), ou não têm quaisquer desses direitos. Uma questão relacionada é se o termo casamento deve ser aplicado.

Argumentos pró
Um argumento a favor de casamento homossexual é que negar aos casais do mesmo sexo o acesso ao matrimônio e a todos os seus benefícios legais conexos representa uma discriminação baseada na orientação sexual; várias organizações científicas dos Estados Unidos concordam com essa afirmação.
Outro argumento em apoio ao casamento homossexual é a afirmação de que o bem-estar financeiro, psicológico e físico são reforçados pelo casamento e que filhos de casais do mesmo sexo podem se beneficiar de serem criados por dois pais dentro de uma união legalmente reconhecida e apoiada por instituições da sociedade.
Documentos judiciais movidos por associações científicas americanas também afirmam que manter homens e mulheres homossexuais como inelegíveis para o casamento tanto os estigmatiza quanto impulsiona a discriminação pública contra eles.
A Associação Americana de Antropologia assevera que as pesquisas em ciências sociais não apoiam a visão de que a civilização ou ​​ordens sociais viáveis dependam do não reconhecimento do casamento homossexual.
Outros argumentos para casamento do mesmo sexo são baseados no que é considerado como uma questão de direitos humanos universais, preocupações com a saúde física e mental, igualdade perante a lei e o objetivo de normalizar as relações LGBT. Al Sharpton e vários outros autores atribuem a oposição ao casamento do mesmo sexo como proveniente da homofobia ou do heterossexismo e comparam tal proibição sobre o casamento homossexual com as antigas proibições aos casamentos inter-raciais. Em uma entrevista à Robin Roberts, da ABC News em 9 de maio de 2012, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou seu apoio ao casamento homossexual, tornando-se o primeiro presidente americano a fazê-lo.

Registros históricos
A primeira menção histórica da realização de casamentos do mesmo sexo ocorreu durante o início do Império Romano. Por exemplo, relata-se que o imperador Nero envolveu-se em uma cerimônia de casamento com um de seus escravos. O imperador Heliogábalo era “casado” com um escravo chamado Hiérocles.
Note-se, no entanto, que o conubium existia apenas entre um Romanus Civis e uma Romana Civis (isto é, entre um cidadão romano do sexo masculino e uma cidadã romana), de modo que um casamento entre dois homens romanos (ou com um escravo) não tinha legitimidade jurídica no direito romano (com exceção, provavelmente, a partir da vontade arbitrária do imperador nos dois casos mencionados acima).

No mundo…
Em 2001, os Países Baixos tornaram-se o primeiro país do mundo a conceder o direito ao casamento aos casais do mesmo sexo. Desde então, casamentos homossexuais também foram concedidos e mutuamente reconhecidos pela Bélgica (2003),[39] Espanha (2005), Canadá (2005), África do Sul (2006), Noruega (2009), Suécia (2009), Portugal (2010),[40] Islândia (2010) e Argentina (2010). No México, o casamento do mesmo sexo é reconhecido em todos os 31 estados, mas apenas é realizado na Cidade do México. No Nepal, o seu reconhecimento foi judicialmente reconhecido, mas ainda não legislado. Em 2012, cerca de 250 milhões de pessoas (ou 4% da população mundial) vivem em áreas que reconhecem o casamento homossexual.

No Brasil
Em 5 de maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal, na ocasião do julgamento da ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade) nº 4277 e da ADPF (Arguição de descumprimento de preceito fundamental) nº 132 reconheceu, por unanimidade, a união estável entre pessoas do mesmo sexo em todo o território nacional. A decisão da corte maior consagrou uma interpretação mais ampla ao artigo 226, §3º da Constituição Federal (“Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.”), de modo a abranger no conceito de entidade familiar também as uniões entre pessoas do mesmo sexo. O julgamento levou em consideração uma vasta gama de princípios jurídicos consagrados pela Constituição como direitos fundamentais, dentre eles: a igualdade, a a liberdade e a proibição de qualquer forma de discriminação.

O que diz a Ciência
A Associação Americana de Psicologia declarou em 2004:

A instituição do casamento civil confere um estatuto social e importantes benefícios legais, direitos e privilégios. […] Casais do mesmo sexo não têm acesso igual ao casamento civil. […] Casais do mesmo sexo que entram em uma união civil não têm acesso igual a todos os benefícios, direitos e privilégios previstos por lei federal para casais. […] Os benefícios, direitos e privilégios associados a parcerias domésticas não estão universalmente disponíveis, não são iguais aos associados com o casamento e raramente são mantidos. […] A negação do acesso ao casamento a casais do mesmo sexo pode prejudicar principalmente as pessoas que também sofrem discriminação com base em idade, raça, etnia, deficiência, gênero e identidade de gênero, religião e situação socioeconômica […] a APA acredita que é injusto e discriminatório negar aos casais do mesmo sexo o acesso legal ao casamento civil e a todos os seus benefícios, direitos e privilégios conexos.

A Associação Sociológica Americana declarou em 2004:

[…] uma emenda constitucional definindo o casamento como algo entre um homem e uma mulher intencionalmente discrimina gays e lésbicas, assim como seus filhos e outros dependentes, por negar o acesso às proteções, benefícios e responsabilidades prorrogadas automaticamente para casais […] acreditamos que a justificativa oficial para a proposta de emenda constitucional é baseada em preconceitos, em vez de pesquisas empíricas […] a Associação Sociológica Americana se opõe fortemente à proposta de emenda constitucional para definir o casamento como estritamente entre um homem e uma mulher.

A Associação Canadense de Psicologia declarou em 2006:

A literatura (incluindo a literatura que os opositores do casamento de casais do mesmo sexo parecem confiar) indica que o bem-estar “financeiro, psicológico e físico dos pais é reforçado pelo casamento e que isso é benéfico para as crianças que são criadas por dois pais dentro de uma união legalmente reconhecida. Como a ACP declarou em 2003, os fatores estressores encontrados por pais homossexuais e seus filhos são mais prováveis ​​como resultado da forma como a sociedade os trata do que por causa de eventuais irregularidades na aptidão para a parentalidade. A ACP reconhece e valoriza as pessoas e instituições que têm direito às suas opiniões e posições sobre esta questão. No entanto, a ACP está preocupada que alguns desses grupos estejam interpretando mal os resultados da pesquisa psicológica para suportar as suas posições, quando as suas posições são mais precisamente baseadas em outros sistemas de crenças ou valores. A ACP afirma que as crianças só têm a se beneficiar com o bem-estar obtido quando a relação de seus pais é reconhecida e apoiada por instituições da sociedade.

A Associação Americana de Antropologia declarou em 2005:

Os resultados de mais de um século de pesquisas antropológicas sobre famílias e relações de parentesco, através de culturas e ao longo do tempo, não fornecem qualquer apoio para a visão de que tanto a civilização em si ou ​​ordens sociais viáveis dependam que o casamento seja uma instituição exclusivamente heterossexual. Em vez disso, a pesquisa antropológica leva à conclusão de que uma vasta gama de tipos de famílias, incluindo famílias construídas sobre casais do mesmo sexo, podem contribuir para sociedades humanas e estáveis.

O que diz a Religião
Nos últimos anos, as diferentes confissões religiosas têm discutido a aceitação de homossexuais e da homossexualidade, incluindo nesse debate a celebração de casamentos religiosos entre pessoas do mesmo sexo.

Enquanto, na sua maioria, as religiões organizadas se restringem a celebrar casamentos entre pessoas de sexos diferentes, certas igrejas cristãs dos Estados Unidos, do Canadá e da Suécia (e, entre outros países, também do Brasil) abençoam uniões entre parceiras ou parceiros homossexuais. Entre elas, a Metropolitan Community Church e a Associação Unitária Universalista, nos Estados Unidos, a United Church of Canada, no Canadá, e a Igreja da Comunidade Metropolitana, a Igreja Para Todos, a Igreja Cristã Contemporânea e a Comunidade Cristã Nova Esperança, no Brasil.

Posição da Igreja Católica

A Igreja Católica Romana considera o comportamento sexual humano quase sacramental por natureza. Quaisquer ações relativas ao comportamento sexual homogenital são considerados pecaminosos porque atos sexuais, por natureza, são unitivos e procriativos – e assim devem continuar sendo. A Igreja também entende que a complementaridade dos sexos seja parte do plano de Deus para a humanidade. Atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são incompatíveis com essas crenças:

“Atos homossexuais são contrários à lei natural (…) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. Não são aprovados sob nenhuma circunstância.”

Esses ensinamentos não são limitados à homossexualidade, mas também são a premissa geral para as proibições Católicas contra, por exemplo, fornicação, todas outras formas de sexo não-natural (sodomia), contracepção, pornografia e masturbação.

A Igreja declarou que desejos ou atrações homossexuais não são necessariamente pecaminosas em si mesmas. Eles são consideradas “inclinações desordenadas” que podem conduzir às tentações, para alguém fazer algo que seria o “ato objetivamente pecaminoso” (isto é, a relação homossexual, enquanto ato sexual). No entanto, as tentações não são consideradas pecados em si até que haja consciência do ato e o pleno consentimento da vontade do indivíduo que se deleita do mesmo, seja este apenas uma fantasia mental ou a própria pratica carnal. Tendo em vista que nem toda pessoa de orientação homossexual pratica a homossexualidade em si, abstendo-se de tais relações e preferindo uma vida de castidade a Igreja Católica, oficialmente cobra respeito e amor à aqueles que sentem atrações por pessoas do mesmo sexo, ao mesmo tempo que se opõe a qualquer tipo de legitimação das uniões homossexuais.

Portanto a Igreja Católica se opõe a perseguição e violência contra os GLBT:

“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e , se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.”

No dia 31 de agosto de 2005, o papa Bento XVI aprovou um documento eclesiástico segundo o qual, a igreja “não poderá admitir no seminário e nas ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais enraizadas ou apoiam o que se chama a ‘cultura gay'”.

O documento transcreve o catecismo da Igreja Católica no que diz respeito ao tema:

“No que respeita às tendências homossexuais profundamente radicadas, que um certo número de homens e mulheres apresenta, também elas são objetivamente desordenadas e constituem frequentemente, mesmo para tais pessoas, uma provação. Estas devem ser acolhidas com respeito e delicadeza; evitar-se-á, em relação a elas, qualquer marca de discriminação injusta. Essas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar.”

Ponto de Vista Espírita
A homossexualidade, seja “provação”, seja “expiação”, sempre coloca seu portador em situação delicada perante a sociedade, já a partir do lar.
Em casa, de nada adiantarão brigas entre os pais, menos ainda acusações recíprocas. Violência ou ameaças contra os filhos portadores da homossexualidade, geralmente agravarão a convivência, tornando-a insuportável.

O confronto entre os costumes sociais e as exigências da libido já expõe o homossexual a um penoso combate, pelo que precisa ser ajudado. Dificilmente, sem ajuda externa, ele se livrará dos perigosos caminhos do abandono do lar, da promiscuidade, dos tóxicos, da violência e até mesmo do crime.
É no meio familiar que o homossexual deverá encontrar sólidos alicerces preparativos para os embates da vida, contando com o incomparável arrimo da compreensão, principalmente do respeito.
Pela Lei de Justiça divina, esse filho ou essa filha estão no lugar certo, entre as pessoas também certas: sua família.
Os pais, assim evangelizados, jamais condenarão o filho ou a filha, mas também jamais deixarão de orientá-los quanto à necessidade do esforço permanente para manter sob controle os impulsos da homossexualidade.

“Manter sob controle” é entender, prospectivamente, que tal tendência tem raízes no passado, em vida anterior, e que somente a abstenção, agora, livrará seu portador de maiores problemas, já nesta, quanto em vidas futuras…

“Manter sob controle”, ainda, é perseguir a vitória na luta travada entre o “impulso” e a “razão”, ou melhor, entre o corpo, exigente desse prazer e o Espírito, decidido à conquista da normalidade sexual.
Longe de condenar os homossexuais, o Espiritismo sugere-lhes o esforço da sublimação, único meio para livrá-los de tão tormentoso débito. Diz mais a Doutrina dos Espíritos, aos homossexuais:

o exercício continuado da caridade fará com que a tela mental se reeduque, substituindo hábitos infelizes por amor fraternal ao próximo;
se as forças sexuais forem divididas entre estudo, lazer e ações de fraternidade, elas se converterão em aspiração evolutiva espiritual, anulando os impulsos deletérios do desejo;
inquilinos desencarnados serão desde logo despejados do íntimo do reeducando sexual;
encarnados infelizes, pela falta de sintonia, igualmente se afastarão (ou serão afastados, por ação de protetores espirituais, sempre dispostos e prontos a ajudar quem se esforça no domínio das más tendências);
tanto quanto para o descaminho ninguém anda só, para a correção o Céu se abre em bênçãos, permanentemente;
jamais faltarão mãos amigas para acolher “os filhos pródigos” que retornarem à Casa do Pai, depois de terem morado algum tempo em casas afastadas do Bem!

Do Portal Espírita

7981 – Mega Curiosidades – Maior mastro do mundo: Difícil é hastear a bandeira


Um instrumento de propaganda ideológica para mostrar a superioridade comunista. Esse foi o motivo que levou o governo da Coréia do Norte a erguer a poucos metros da fronteira com a Coréia do Sul, capitalista, o mastro mais alto do mundo. Construído em 1953 na cidade de P’anmunjom, ele tem 160 metros de altura e sustenta uma bandeira norte-coreana com 30 metros de comprimento, que pode ser avistada da nação vizinha. A obra provocadora está exatamente no local onde foi assinado o tratado de paz entre os dois países após o conflito que se estendeu de 1950 a 1953.

A estrada mais baixa do mundo fica em Israel. Foi construída em 1958 na costa do Mar Morto, que está 393 metros abaixo do nível do mar. A rodovia que acompanha um dos pontos históricos do Oriente Médio é formada por um complexo de estradas que ligam a região à cidade de Jerusalém. Com seis vezes mais sal do que o oceano, as águas do Mar Morto são tão densas que o corpo humano não afunda nelas.

Uma superponte suspensa
Em abril de 1998 foi aberta a ponte pênsil Akashi-Kaikyo, ligando a cidade de Kobe à ilha de Awaji, no Japão. Seu trecho principal, de 1 991 metros, e o comprimento total, de 3 911 metros, fazem dela a ponte suspensa por cabos mais longa do mundo. As torres de aço alcançam 297 metros acima do nível do mar. As obras, que duraram quase uma década, foram tocadas de modo a não atrapalhar o fluxo diário de 1 400 embarcações que cruzam o canal.

7980 – Qual a maior galeria de arte do mundo?


TheStateHermitageMuseum_1335455939_org

Erguido sobre um aterro no rio Neva, em São Petersburgo, na Rússia, o State Hermitage Museum (Museu do Patrimônio Nacional) é um complexo de seis prédios que reúne obras datadas desde a Idade da Pedra até o século 20. Para conhecer toda a coleção da maior galeria de arte do mundo, com 3 milhões de itens, incluindo pinturas, esculturas, jóias e porcelanas, é necessário ter fôlego de maratonista: o visitante deve estar preparado para caminhar o equivalente a 24 quilômetros. A primeira construção do complexo foi o Palácio de Inverno, projetado em estilo barroco pelo arquiteto italiano Francesco Bartolomeo Rastrelli e executado entre 1754 e 1762.

Sua vasta coleção possui itens de praticamente todas as épocas, estilos e culturas da história russa, européia, oriental e do norte da África, e está distribuída em dez prédios, situados ao longo do rio Neva, dos quais sete constituem por si mesmos monumentos artísticos e históricos de grande importância. Neste conjunto o papel principal cabe ao Palácio de Inverno, que foi a residência oficial dos Czares quase ininterruptamente desde sua construção até a queda da monarquia russa.
Organizado ao longo de dois séculos e meio, o Hermitage possui hoje um acervo de mais de 3 milhões de peças. O museu mantém ainda um teatro, uma academia musical e projetos subsidiários em outros países. O núcleo inicial da coleção foi formado com a aquisição, pela imperatriz Catarina II, em 1764, de uma coleção de 225 pinturas flamengas e alemãs do negociante berlinense Johann Ernest Gotzkowski.
O Palácio Menshikov
Localizado na ilha Vasilyevsky, foi construído por encomenda do primeiro governador de São Petersburgo, e as obras se estenderam de 1710 até 1721, seguindo o plano original de Giovanni Mario Fontana, e continuado por Johann Gottfried Schaedel, num estilo barroco elegante e decorado com colunas, pilastras e um frontão no centro.
O Grande Hermitage
O prédio foi construído entre 1771 e 1787 por ordem de Catarina II a fim de abrigar a imperial coleção de arte e biblioteca. Yury Veldten, autor do projeto, desenhou um palácio com três andares em um estilo neoclássico austero, que se harmonizava com o complexo de edifícios do entorno. Uma nova ala foi acrescentada em 1792 por Giacomo Quarenghi, como uma réplica da afamada Galeria de Rafael no Vaticano, interligada ao Pequeno Hermitage por uma galeria e ao Teatro por uma ponte sobre o Canal de Inverno.

Exposição permanente no Palácio Konstantinovsky, instalada num edifício antigamente de propriedade dos Romanov em Strelna e que hoje faz parte do complexo dos Palácios do Congresso. Neste palácio o Hermitage mantém uma área expositiva permanente que inclui o Museu de Condecorações e o Museu de Heráldica.
Centro Expositivo Hermitage-Kazan, estabelecido em parceria com a República do Tartaristão, sendo uma subdivisão do Museu Histórico e Arquitetônico do Kremlin de Kazan, ocupando cerca de 1.000 m² entre salas de exposição e administração, e com planos de expansão. Este projeto iniciou em 1997 com a abertura da mostra O Tesouro do Cã Kubrat, seguida de várias outras que têm atraído grande atenção do público.

7979 – A Mega Usina de Itaipu


A Usina Hidrelétrica de Itaipu, um empreendimento binacional do Brasil e do Paraguai no rio Paraná, é a maior em operação no mundo, com potência de 12 600 megawatts e 18 unidades geradoras. A produção recorde de 2000 – 93,4 bilhões de quilowatts/hora – supriu 95% da energia elétrica consumida no Paraguai e 24% da demanda brasileira. A obra monumental do regime militar brasileiro nasceu em 1970, depois que um consórcio ítalo-americano venceu a concorrência para elaborar o projeto. Em 1975, a usina começou a sair do papel, sob protestos dos que não queriam ver submergir as belas cachoeiras chamadas de Sete Quedas do Iguaçu.
A construção ocorreu por etapas. A primeira, iniciada em outubro de 1978, foi a abertura do canal de desvio do rio Paraná, que secou um trecho do leito original para a construção da principal barragem de concreto. Em outubro de 1982, as comportas do canal de desvio foram fechadas, criando o reservatório da usina. O lago de Itaipu, com 1 350 quilômetros quadrados, formou-se em 14 dias. Em maio de 1984, entrou em operação a primeira unidade geradora.